UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DCEEng DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO AMBIENTE DE VIRTUALIZAÇÃO: ANÁLISE DE DESEMPENHO DA REDE MARCELO LUIS HEINECK Santa Rosa, RS - Brasil 2012 MARCELO LUIS HEINECK AMBIENTE DE VIRTUALIZAÇÃO: ANÁLISE DE DESEMPENHO DA REDE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciência da Computação do Departamento de Ciências Exatas e Engenharias (DCEEng), da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), como requisito para a obtenção do título Bacharel em Ciência da Computação. Orientador: Professor Dr. Gerson Battisti Santa Rosa – RS 2012 Sumário INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................11 CAPITULO 1 – VIRTUALIZAÇÃO ..........................................................................................................13 1.1. Conceitos De Virtualização .................................................................................................... 13 1.2. Categoria dos Softwares de Virtualização............................................................................. 14 1.3. Tipos de Virtualização ........................................................................................................... 15 1.3.1. Virtualização Completa ................................................................................................. 15 1.3.2. Paravirtualização........................................................................................................... 16 1.3.3. Recompilação Dinâmica ................................................................................................ 17 1.4. Ferramentas de Virtualização ............................................................................................... 18 1.4.1. 1.5. Hyper-V Server ............................................................................................................... 19 Vantagens e Desvantagens do uso da Virtualização ............................................................. 21 CAPITULO 2 - CENÁRIOS DOS TESTES ............................................................................................23 2.1. Diagrama Da Rede ................................................................................................................. 23 2.2. Sistemas Operacionais .......................................................................................................... 24 2.2.1 Ubuntu Server 12.04 ...................................................................................................... 25 2.2.2. Windows Server 2008 R2 ............................................................................................... 28 2.2.3. Windows 7 Professional ................................................................................................ 31 2.3. Iperf ....................................................................................................................................... 32 2.4. Servidor HPS500PSL .............................................................................................................. 35 2.5. Placas de Rede....................................................................................................................... 36 2.6. Cabo Par Trançado ................................................................................................................ 36 2.7. Switch .................................................................................................................................... 39 2.8. Sistemas Operacionais Utilizados nos Testes........................................................................ 41 2.9. IP’s Das Máquinas Virtuais .................................................................................................... 42 2.10. Cenários ............................................................................................................................. 42 2.10.1. Cenário 1: Com Servidores Virtuais Windows ............................................................... 42 2.10.2 Cenário 2: Com Servidores Virtuais Linux ..................................................................... 43 2.10.3 Cenário 3: Com Servidores Virtuais Windows e Linux .................................................. 44 CAPITULO 3 - RESULTADOS DOS TESTES .......................................................................................45 3.1. Apresentação Geral dos Resultados...................................................................................... 45 3.2. Cenário 1: Com Servidores Virtuais Windows....................................................................... 46 3.2.1. Cenário 1 – Parte 1 ........................................................................................................ 46 3.2.2. Cenário 1 – Parte 2 ........................................................................................................ 50 3.2.3. Cenário 1 – Parte 3 ........................................................................................................ 54 3.2.4. 3.3. Análise sobre o Cenário 1 .............................................................................................. 58 Cenário 2: Com Servidores Virtuais Linux ............................................................................. 60 3.3.1. Cenário 2 – Parte 1 ........................................................................................................ 60 3.3.2. Cenário 2 – Parte 2 ........................................................................................................ 63 3.3.3. Cenário 2 – Parte 3 ........................................................................................................ 67 3.3.4. Análise sobre o Cenário 2 .............................................................................................. 71 3.4. Cenário 3: Com Servidores Virtuais Windows e Linux .......................................................... 73 3.4.1. Cenário 3 – Parte 1 ........................................................................................................ 73 3.4.2. Cenário 3 – Parte 2 ........................................................................................................ 76 3.4.3. Cenário 3 – Parte 3 ........................................................................................................ 82 3.4.4 Análise sobre o Cenário 3 .............................................................................................. 87 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................................89 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................91 Lista de Figuras Figura 1- Estrutura da Virtualização Completa. Fonte: (IKE, 2008, p. 9) .................................. 16 Figura 2 - Estrutura da Paravirtualização. Fonte: (IKE, 2008, p. 9) ........................................... 17 Figura 3 - Sete Passos da Recompilação Dinâmica. (FERREIRA SANTOS, 2011). .............. 18 Figura 4 - Diagrama da Rede. .......................................................................................................... 24 Figura 5 - Obtenção dos Resultados dos Testes com Iperf Server ........................................... 34 Figura 6 - Funcionamento do Switch (ALECRIM, 2011). ............................................................. 40 Figura 7 - Especificações Técnicas do Switch HP V1410-24G(HP, 2012) ............................... 41 Lista de tabelas Tabela 1 - Ferramentas de virtualização que dão suporte a Windows e Linux .................................... 18 Tabela 2 - Número de Servidores por Fabricante que suportam Ubuntu Server 12.04 ....................... 27 Tabela 3 - Requisitos Mínimos do Windows Server 2008 R2 ................................................................ 28 Tabela 4 - Comparativo entre as edições do Windows Server 2008 R2 ............................................... 30 Tabela 5 - Requisitos do Sistema para Windows 7 Professional........................................................... 32 Tabela 6 - Estado dos Leds da NIC ......................................................................................................... 35 Tabela 7 - Cenário dos Testes 1............................................................................................................. 43 Tabela 8 - Cenário dos Testes 2............................................................................................................. 43 Tabela 9 - Cenário dos Testes 3............................................................................................................. 44 Tabela 10 - Cenário 1 Parte 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win..................... 46 Tabela 11 - Cenário 1 Parte 2 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win .. 50 Tabela 12 - Cenário 1 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win ........ 51 Tabela 13 - Cenário 1 Parte 3 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win .. 54 Tabela 14 - Cenário 1 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win ........ 55 Tabela 15 - Cenário 2 Parte 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux ................... 60 Tabela 16 - Cenário 2 Parte 2 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux 63 Tabela 17 - Cenário 2 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux ..... 64 Tabela 18 - Cenário 2 Parte 3 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux 67 Tabela 19 - Cenário 2 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux ..... 68 Tabela 20 - Cenário 3 Parte 1 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão .......... 73 Tabela 21 - Cenário 3 Parte 1 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 74 Tabela 22 - Cenário 3 Parte 2 Teste 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 76 Tabela 23 - Cenário 3 Parte 2 Teste 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 77 Tabela 24 - Cenário 3 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 78 Tabela 25 - Cenário 3 Parte 3 Teste 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 82 Tabela 26 - Cenário 3 Parte 3 Teste 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 83 Tabela 27 - Cenário 3 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão................ 84 Lista de Gráficos Gráfico 1 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 1 ................................................ 47 Gráfico 2 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 1 ............................................ 48 Gráfico 3 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Windows ............................................ 49 Gráfico 4 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 2 ................................................ 51 Gráfico 5 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 2 ............................................ 52 Gráfico 6 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Windows ............................................ 53 Gráfico 7 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 3 ................................................ 56 Gráfico 8 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 3 ............................................ 57 Gráfico 9 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Windows ............................................ 58 Gráfico 10 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 1 .............................................. 61 Gráfico 11 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 1 .......................................... 62 Gráfico 12 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Linux................................................. 62 Gráfico 13 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 2 .............................................. 64 Gráfico 14 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 2 .......................................... 65 Gráfico 15 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Linux................................................. 66 Gráfico 16 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 3 .............................................. 69 Gráfico 17 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 3 .......................................... 70 Gráfico 18 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Linux................................................. 71 Gráfico 19 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 1 .............................................. 74 Gráfico 20 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 1 .......................................... 75 Gráfico 21 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux ................................ 76 Gráfico 22 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 2 .............................................. 79 Gráfico 23 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 2 .......................................... 80 Gráfico 24 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Windows/Linux ................................ 81 Gráfico 25 -Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 3 ............................................... 85 Gráfico 26 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 3 .......................................... 86 Gráfico 27 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux ................................ 87 Lista de Anexos Anexo 1 - Instalação Do Windows Server 2008 R2 ...................................................................... 94 Anexo 2 - Instalação Ubuntu Server 12.04 .................................................................................... 98 Anexo 3 - Máquinas Virtuais Executando ..................................................................................... 105 11 INTRODUÇÃO As necessidades tecnológicas aumentam a cada dia, fazendo com que as empresas necessitem de novos equipamentos e tecnologias para suprir a demanda. Isso é um problema e um desafio para as organizações. Para contornar esse problema, buscam maneiras para fazer as implantações necessárias considerando segurança, desempenho e viabilidade. Uma das novas tecnologias é através de ambientes virtualizados. Uma grande parte das empresas possuem um conjunto limitado de recursos computacionais, geralmente um espaço físico reduzido e falta de pessoal técnico para atender as demandas da própria organização e dos clientes. Com isso são sempre bem vindas as tecnologias que possibilitem uma melhoria nos ambientes e uma maior eficiência nos serviços oferecidos. Uma melhoria encontrada pelos profissionais da Tecnologia da Informação (TI) foi consolidar servidores para criar um ambiente virtualizado, chamado de Virtualização, fazendo com que o processamento seja utilizado com maior eficiência. As organizações podem centralizar os recursos de TI conseguindo com isso, maior disponibilidade, maior segurança das informações e uma maior qualidade nos serviços oferecidos. Com as ferramentas de virtualização apropriadas para cada cenário é possível trazer grandes benefícios para a organização. Num ambiente virtualizado é possível realizar os mais variados testes e configurações, para obter uma maior otimização do sistema e dos recursos. A virtualização não só resolve um problema de viabilidade, mas também é uma forma de diminuir a ocupação de servidores num espaço físico limitado. Uma máquina física é formada por hardware, componentes que estão interligados por circuitos que fornecem recursos para rodar o sistema operacional e as aplicações presentes no mesmo. O processador é o núcleo de toda estrutura que juntamente com outros componentes da máquina como memória, placa mãe e outros periféricos controlados pelo sistema operacional são capazes de efetuar os mais diversos tipos de operações. Com o avanço das tecnologias de software e de hardware é possível simular vários ambientes virtualizados dentro de uma mesma estrutura de hardware. Este tipo de tecnologia é chamada de máquina emulada ou máquina virtual. 12 A possibilidade de ter sistemas operacionais sobre um único hardware detém duvidas sobre o desempenho em uso intenso. Componentes como processador e memória são de fácil visualização do seu uso. Porem, componentes como a placa de rede são mais complexos. A análise da rede em ambiente virtualizado é uma tarefa mais complexa, que exige o uso de ferramentas para realizar os devidos testes, a fim de demonstrar o quanto a rede pode suportar em se tratando de número de servidores virtualizados e o número de conexões feitas aos mesmos, para se conseguir um bom desempenho sem prejudicar os serviços oferecidos pelos servidores virtualizados. Outro ponto importante a se analisar é o quanto a aplicação necessita de largura de banda em relação ao seu uso para poder-se calcular a média de rede necessária para cada cliente em relação a disponibilidade total que o hardware oferece. O objetivo deste trabalho é testar, monitorar e analisar a placa de rede em um ambiente virtualizado. Um conjunto de ferramentas e aplicativos de geração de tráfego e monitoramento serão usados para analisar o desempenho e o comportamento da placa de rede. O trabalho encontra-se dividido em três capítulos que seguem a introdução. No primeiro capítulo estão definidos os principais conceitos e características da Virtualização. No segundo capítulo são apresentados os cenários que foram desenvolvidos para a realização dos testes. No terceiro capítulo são apresentados os resultados obtidos através dos testes como, média dos dados transferidos, média de velocidade de cada conexão com seus respectivos cálculos de desvio padrão e representação gráfica. Encerrando o trabalho foram apresentadas considerações finais e possíveis trabalhos futuros. 13 CAPITULO 1 – VIRTUALIZAÇÃO Neste capitulo veremos de um modo geral o que é virtualização, descrevendo alguns conceitos, algumas formas de virtualização, vantagens e desvantagens de usar esse tipo de tecnologia e algumas ferramentas que podem ser utilizadas para se criar um ambiente virtualizado. 1.1. Conceitos De Virtualização A virtualização não é uma tecnologia recente. Ela foi criada na década de 60, mas começou a se desenvolver e se popularizar a partir dos anos 80. Nos últimos anos vem se tornando uma forte aliada na resolução de alguns problemas enfrentados na área de Tecnologia da Informação. Com os avanços tecnológicos, a virtualização também vem evoluindo ao passar dos anos, sendo utilizada por profissionais da área de Tecnologia da Informação do mundo inteiro. Para Gruppen (2012), Utilizando-se de camadas adicionais de software (hypervisors) entre as máquinas virtuais e o servidor para compartilhamento de hardware, a Virtualização permite que múltiplos sistemas operacionais (virtual machines) possam ser executados em um único servidor físico. Cada máquina virtual possuirá seu sistema operacional totalmente independente e possuirá performance muito similar a uma máquina física. Ainda através da Virtualização cada uma das virtualmachines podem oferecer serviços de rede interconectar-se (virtualmente) através de interfaces de rede, switches, roteadores e firewalls virtuais. Segundo GOLDEM & SCHEFFY (2008) a virtualização nos permite que virtualmente e com um custo efetivamente menor tenha dois ou mais “computadores”, executando cada um, num sistema operacional diferente, utilizando uma única peça de hardware. A virtualização nada mais é do que uma maneira de se utilizar uma camada de software entre o equipamento e o Sistema operacional possibilitando um maior aproveitamento dos recursos de hardware. Segundo Williams e Garcia (2008) essa tecnologia baseia-se numa técnica que adiciona entre as aplicações e o hardware uma camada de abstração, podendo melhorar os níveis de serviços e qualidade dos mesmos. 14 Segundo JUNIOR (2008), Muitas vezes a virtualização é confundida com emulação e simulação, porém são conceitos diferentes. De maneira simples, simulação é fazer algo se parecer ou funcionar como outra coisa. Na emulação um Software é responsável por simular um computador real traduzindo todas as instruções. No caso da virtualização ocorre a multiplexação do hardware real, possibilitando assim a criação de diversas máquinas virtuais que podem ser consideradas uma cópia idêntica e isolada do hardware real. A tecnologia de virtualização conhecida até hoje, tem sua grande aceitabilidade graças a pesquisas e descobertas da IBM, e teve uma grande ajuda da VMware criada em 1998 que foi uma das responsáveis por essa tecnologia ter se desenvolvido. 1.2. Categoria dos Softwares de Virtualização Os softwares de virtualização são classificados em três categorias que são: a)Nível de hardware: é uma forma onde a camada de virtualização fica diretamente sobre o hardware e exporta ás camadas superiores uma abstração do sistema físico real, um hardware similar ao original. b) Nível de sistema operacional: são formas de se criar partições lógicas, para que essas sejam interpretadas como sendo isoladas umas das outras, mas que usam o mesmo sistema operacional, fazendo com que um aplicativo rodando em uma Máquina virtual não interfira em outro software rodando em outra Máquina virtual. c) Nível de linguagens de programação: nesse tipo de virtualização é criada uma Máquina virtual que serve restritamente para interpretar uma linguagem de programação. Essa Máquina virtual só é chamada quando é preciso rodar uma aplicação que use esse recurso. 15 1.3. Tipos de Virtualização Na virtualização podemos usar vários tipos de técnicas. Abaixo seguem as principais: 1.3.1. Virtualização Completa Essa técnica permite que um aplicativo possa ser executado sem sofrer modificações. Essa técnica faz uma simulação total do hardware para que qualquer Sistema Operacional (SO) possa ser executado. Segundo ANDRADE (2006), na virtualização completa, toda uma infraestrutura do hardware subjacente é virtualizada, de forma que não é necessário modificar o sistema operacional convidado para que o mesmo execute sobre o VMM (Virtual Machine Monitor). Para TEIXEIRA (2010), Virtualização completa é a única opção que não requer assistência via hardware ou assistência do sistema operacional para virtualizar instruções sensíveis e privilegiadas. O hipervisor (VMM) traduz todas as instruções do sistema operacional sucessivamente e armazena os resultados em um cache para uso futuro, enquanto instruções no nível de usuário executam inalterada com velocidade nativa. Ainda, segundo TEIXEIRA (2010), Virtualização completa oferece o melhor isolamento e segurança para máquinas virtuais, e simplifica a migração e portabilidade, pois o mesmo SO convidado pode ser executado virtualizado ou de forma nativa. A virtualização usada pela VMWare® e Microsoft® Virtual Server® são exemplos de virtualização completa. 16 Abaixo segue figura com a estrutura da Virtualização Completa: Virtualização Completa Figura 1- Estrutura da Virtualização Completa. Fonte: (IKE, 2008, p. 9) 1.3.2. Paravirtualização Para IKE (2008, p.10), “a paravirtualização é uma alternativa a completa, nesse modelo de virtualização o SO que está sendo emulado usa uma arquitetura virtual que é similar, mas não idêntica à arquitetura física real.” Com a paravirtualização, o núcleo do sistema operacional é modificado para que instruções não virtualizaveis possam ser substituídas para que possa ocorrer a comunicação direta com a camada de virtualização, o hypervisor. Segundo TEIXEIRA (2010) O hypervisortambém provê interfaces para operações críticas como gerenciamento de memória, tratamento de interrupções e etc. Paravirtualização é diferente da virtualização completa, onde o SO não modificado não percebe que está sendo virtualizado e chamadas sensíveis do SO são tratadas usando tradução binária. A proposta da paravirtualização está no baixo overhead, mas o desempenho da paravirtualização sobre a virtualização completa pode variar grandemente de acordo com a carga de trabalho. 17 Abaixo segue figura com a estrutura da Paravirtualização: Paravirtualização Figura 2 - Estrutura da Paravirtualização. Fonte: (IKE, 2008, p. 9) 1.3.3. Recompilação Dinâmica Esse tipo de virtualização também é conhecida como tradução dinâmica. É utilizada por certas linguagens de programação aumentando significativamente o desempenho dos programas durante sua execução. De modo geral esse tipo de virtualização é usada quando a otimização do programa é feita durante a execução. Segundo ANDRADE (2006), Esta tecnologia consiste em traduzir durante a execução de um programa as instruções de um formato para outro. Uma aplicação da técnica é vista em compiladores JIT (just-in-time), que traduzem de uma linguagem bytecode para código nativo da CPU onde o compilador executa. Para LAUREANO (2006), A recompilação dinâmica (dynamic recompilation) ou tradução dinâmica de partes do código de um sistema é bastante utilizada. Com a compilação durante a execução do sistema virtualizado, o sistema pode adequar o código gerado deforma a refletir o ambiente original do programa, onde informações que normalmente não estão disponíveis para um compilador estático tradicional são exploradas, para que o código gerado seja mais eficiente. 18 Segundo FERREIRA SANTOS (2011), a recompilação dinâmica pode ser utilizada por sistemas como parte de uma estratégia de otimização adaptável, para executar uma representação portável do programa. A recompilação dinâmica é feita em sete passos que veremos na figura a seguir: Figura 3 - Sete Passos da Recompilação Dinâmica. (FERREIRA SANTOS, 2011). 1.4. Ferramentas de Virtualização Quando se pretende fazer um projeto utilizando virtualização, qual ferramenta utilizar? Qual a ferramenta mais apropriada para uma determinada situação? Pensando nisso, POLLON (2008) realizou um levantamento de diversas ferramentas de virtualização, que foram limitadas aquelas que funcionassem tanto com sistemas operacionais Linux quanto Windows, relacionadas na tabela abaixo: Tabela 1 - Ferramentas de virtualização que dão suporte a Windows e Linux Nome Criador SO Hospedeiro Citrix Systems Inc. Nenhum Hyper-V KVM Microsoft Qumranet Windows 2008 Linux LynxSecure LinuxWorks Nenhum Oracle VM Oracle Corporation Parallels Workstation Parallels, Inc. Proxmox Virtual ProMox Nenhum Windows Linux Debian Citrix Xen Server SO Hospede Windows/Linux/ Solaris Windows/Linux Windows/Linux LynxOS/Linux/ Windows Windows/Linux Windows/Linux/ FreeBSD/Solaris Windows/Linux/ 19 Enviroment RTS Hypervisor SimNow RealTime Systems AMD Nenhum Windows/Linux Simics Virtutech Windows/Linux/ Solaris Sun VM Sun Microsystems Nenhum Sun VirtualBox Sun Microsystems Windows/Linux/ MacOS/Solaris Virtual Iron Virtual Iron Software Inc. Nenhum VirtualPC Microsoft Windows Virtual Server Microsoft Windows Virtuozzo SWsoft Windows Linux VMware ESX WMware Nenhum VMwareESXi VMware Nenhum VmWare Server Vmware Windows Linux Unix Windows/Linux Windows/Linux Linux/FreeBSD/ Windows/TinyOS/ Solaris Windows/ Linux DOS/Windows/ Linux/OS/2 FreeBSD/Solaris Windows/RedHat SuSe Windows/Linux/ OpenSolaris Windows Linux Windows Linux Windows/Linux Solaris Windows/Linux Solaris Windows/Linux Solaris Xen Universidade Cambridge, Intel, AMD Nenhum/FreeBSD Linux/Solaris Windows/Linux Solaris Fonte: POLLON (2008) 1.4.1. Hyper-V Server O Hyper–V é uma ferramenta ou tecnologia que vem juntamente com o sistema operacional Windows Server 2008 R2. Com essa tecnologia é possível criar Máquinas virtuais, podendo manipulá-las de forma fácil e rápida. É possível movermos uma Máquina virtual de um host físico para o outro em minutos, ou até mesmo em segundos sem que o usuário perceba. Hyper-V Server ou também conhecido como Microsoft Virtual Server é uma ferramenta de virtualização desenvolvida pela Microsoft. Esta ferramenta foi desenvolvida para plataforma Windows isolando as máquinas virtuais, para que uma Máquina virtual não interfira nas outras máquinas virtuais em execução. 20 Para MICROSOFT (2011), Microsoft Hyper-V Server 2008 R2 é a baseada em hypervisor, produto de virtualização de servidor que permite consolidar cargas de trabalho em um único servidor físico. É um produto stand-alone que fornece uma solução de virtualização confiável e otimizada permitindo que as organizações possam melhorar a utilização dos servidores e reduzir custos. Como o Hyper-V Server é um produto stand-alone dedicado que contém apenas o Windows Hypervisor, modelo de driver do Windows Server, e componentes de virtualização, ela fornece uma pequena sobrecarga mínima. Ainda, segundo MICROSOFT(2012), O novo Hyper-V™ também tem melhorias de desempenho de núcleo, incluindo a capacidade anteriormente mencionada de obter a vantagem de 32 processadores lógicos no host e aumentar o desempenho da CPU com suporte de host para a SecondLevelTranslation (SLAT). Finalmente, as máquinas virtuais também podem adicionar e remover discos VHD sem necessitar de uma reinicialização e também sem necessitar de uma inicialização a partir do VHD. A utilização do Virtual Server permite realizar um monitoramento do uso da memória, do processamento e armazenamento de máquinas virtuais. Permite ainda realizar a migração de máquinas virtuais em sistemas em execução entre servidores hospedeiros. Entre outros recursos disponibilizados pelo Virtual Server esta a possibilidade de se obter um servidor físico como candidato a consolidação onde através de determinadas características de carga e de acessos, o sistema disponibiliza uma lista de possíveis servidões físicos associados com o serviço de diretório do Windows. (SILVEIRA PAIN, 2008). O Hyper-V do Windows Server 2008 R2 foi utilizado para fazer a instalação dos Sistemas Operacionais, por fornecer as funcionalidades necessárias e por não precisar de um gerenciador como no caso do XenServer, que precisa da utilização do XenCenter para fazer a instalação e configuração das máquinas virtuais no servidor. Outro motivo é porque o Hyper-V é nativo do Windows Server 2008, precisando somente ser feita a ativação do serviço, podendo ser utilizado por um período experimental, que no caso supriu o tempo para a realização dos testes. 21 1.5. Vantagens e Desvantagens do uso da Virtualização Estudando algumas máquinas virtuais podemos ver que elas divergem entre si em fatores como desempenho, portabilidade e segurança. Mas no geral podemos apontar algumas vantagens e desvantagens da utilização de virtualização. Para FABIO BELARMINO (2012), existem varias vantagens e algumas desvantagens como segue abaixo: Vantagens: 1. Instalações simplificadas e economia de espaço físico. 2. Gerenciamento centralizado. 3. Compatibilidade total com as aplicações. 4. Maior disponibilidade e mais fácil recuperação em caso de desastres 5. Facilidade para a execução de backups. 6. Suporte e manutenção simplificados. 7. Acesso controlado a dados sensíveis e à propriedade intelectual mantendo-os seguros dentro do data center da empresa. 8. Independência de hardware. 9. Melhor aproveitamento do espaço físico: quanto menos dispositivos físicos instalados, maior o espaço disponível em racks. 10. A disponibilização de novos servidores fica reduzida a alguns minutos 11. Migração de servidores para novo hardware de forma transparente 12. Economia de energia elétrica utilizada em refrigeração e na alimentação dos servidores. 13. Segurança – usando máquinas virtuais (VM), pode-se definir qual é o melhor ambiente para executar cada serviço, com diferentes requerimentos de segurança, diversas ferramentas e o sistema operacional mais adequado para cada serviço. As máquinas virtuais podem ficar isoladas e independentes umas das outras, inclusive da máquina hospedeira. Usando uma máquina virtual para cada serviço, a vulnerabilidade de um serviço não prejudica os demais. 14. Confiança e disponibilidade – a falha de um software não prejudica os demais serviços. 22 15. A utilização de uma VM como ambiente de desenvolvimento possibilita testes em Sistemas Operacionais distintos e, por prover um ambiente isolado, evita que falhas na configuração e/ou execução, ou até mesmo vírus, danifiquem o hardware da máquina. 16. A redução de custos é possível utilizando pequenos servidores virtuais em um único servidor mais poderoso. 17. Adaptação às diferentes cargas de trabalho, que podem ser tratadas de forma simples. Normalmente, os softwares de virtualização realocam os recursos de hardware dinamicamente entre uma máquina virtual e outra. 18. Balanceamento de carga: toda a máquina virtual está encapsulada. Assim, torna-se fácil trocar a máquina virtual de plataforma e aumentar o seu desempenho. 19. Suporte a aplicações legadas: quando uma empresa decide migrar para um novo sistema operacional, é possível manter o sistema operacional antigo sendo executado em uma máquina virtual, o que reduz os custos com a migração. Vale ainda lembrar que a virtualização pode ser útil para aplicações que são executadas em hardware legado, que está sujeito a falhas e tem altos custos de manutenção. Com a virtualização desse hardware, é possível executar essas aplicações em hardwares mais novos, com custo de manutenção mais baixo e de maior confiabilidade. 20. Redução de custos de pessoal, energia e refrigeração pelo uso de menos equipamentos físicos. 21. Melhor aproveitamento do hardware – com o compartilhamento do hardware pelas máquinas virtuais reduz-se a ociosidade do equipamento. 22. Com as máquinas virtuais é possível simular redes inteiras, inclusive redes heterogêneas. 23. Pode-se utilizar sistemas operacionais que não possuam compatibilidade com o hardware, utilizando os recursos de virtualização de hardware. Isto possibilita testes e até mesmo economia com a compra de hardware. 24. Redução do downtime. 25. Facilidade de migração de ambientes – evita reinstalação e reconfiguração dos sistemas a serem migrados. 23 Desvantagens: 1. Gerenciamento – os ambientes virtuais necessitam ser instanciados (criar instâncias nas máquinas virtuais), monitorados, configurados e salvos. Existem produtos que fornecem essas soluções, mas esse é o campo no qual estão os maiores investimentos na área de virtualização. 2. Dificuldade no acesso direto a hardware, por exemplo, placas específicas ou dispositivos de USB. 3. Desempenho – atualmente, não existem métodos consolidados para medir o desempenho de ambientes virtualizados. Para compensar, introduzse uma camada extra de software entre o sistema operacional e o hardware, o VMM ou hypervisor, que gera um custo de processamento superior ao que se teria sem a virtualização. Outro ponto importante de ressaltar é que não se sabe exatamente quantas máquinas virtuais podem ser executadas por processador, sem que haja o prejuízo da qualidade de serviço. 4. Grande consumo de memória RAM dado que cada máquina virtual vai ocupar uma área separada da mesma. 5. Grande uso de espaço em disco, já que é preciso de todos os arquivos para cada sistema operacional instalado em cada máquina virtual. Ainda para FABIO BELARMINO (2012), A virtualização tem mais vantagens do que desvantagens, pois acaba resolvendo e facilitando muitas operações. Porém é necessário avaliar todos os aspectos envolvidos na virtualização para evitar crises. Por exemplo, a vulnerabilidade ou queima de um host físico deixará todas as máquinas virtuais vulneráveis ou indisponíveis, o que requer planos de recuperação de desastres. Deve-se analisar também se as máquinas virtuais terão o desempenho necessário para as operações críticas. CAPITULO 2 - CENÁRIOS DOS TESTES 2.1. Diagrama Da Rede O diagrama de rede que segue, mostra o ambiente utilizado nos testes, onde as máquinas com os ip’s 192.168.1.101 até o 192.168.1.118 são os clientes, com sistema operacional Windows 7 professional. Para fazer a ligação entre os clientes e o servidor com as máquinas virtuais, foi utilizado um switch HP V1410-24G. O 24 servidor utilizado é o modelo HPS500PSL. As máquinas virtuais foram instaladas no servidor da seguinte forma: Windows Server 1 com ip 192.168.1.11, Windows Server 2 com ip 192.168.1.12, Windows Server 3 com ip 192.168.1.13, Ubuntu Server 1 com ip 192.168.1.21, Ubuntu Server 2 com ip 192.168.1.22, Ubuntu Server 3 com ip192.168.1.23. Segue abaixo a estrutura da rede montada para a realização dos testes: MÁQUINAS VIRTUAIS Win Server 1 IP 192.168.1.11 Win Server 2 IP 192.168.1.12 Win Server 3 IP 192.168.1.13 Ubuntu Server 1 IP 192.168.1.21 Ubuntu Server 2 IP 192.168.1.22 Ubuntu Server 3 IP 192.168.1.23 Figura 4 - Diagrama da Rede. 2.2. Sistemas Operacionais Os SO’s (sistemas operacionais) são um fator determinante na hora de criar uma Máquina virtual. Cada sistema tem a sua particularidade, sua forma de tratar os sistemas hospedes que serão instalados, vantagens e desvantagens. A seguir algumas características dos sistemas utilizados nos testes: 25 2.2.1 Ubuntu Server 12.04 O Ubuntu é um sistema operacional livre, ou seja, sua distribuição é gratuita e seu código é aberto. A ultima versão do Ubuntu Server 12.04 LTS trouxe algumas alterações significativas no que diz respeito a nuvem e virtualização, aos sistemas de arquivos e armazenamento e ao suporte de hardware e arquitetura. A CANONICAL(2012) nos descreve algumas características e melhorias do Ubuntu Server 12.04 no que diz respeito à nuvem e virtualização, suporte de hardware e arquitetura, sistemas de arquivos e armazenamento, apoio ISV como segue abaixo: - Nuvem e Virtualização Segundo CANONICAL (2012), este quisíto é baseado em padrões de agilidade, flexibilidade e compatibilidade. Para Canonical (2012), a infraestrutura de nuvem do Ubuntu agora é alimentada pela OpenStack,e foi integrado como a tecnologia de infra-estrutura padrão de nuvem para o UbuntuCloud, pelas seguintes razões: • Crescimento mais rápido do projeto de código aberto; • Em termos de parceiros (HP, Dell, Cisco, Rackspace, Intel, IBM e muitos outros); • Em termos de contribuições (120 empresas envolvidas na liberação Essex); • Construído para suportar as necessidades de nuvens públicas; • Construído para proibir qualquer ponto único de falha; • Extensível em termos de funcionalidade (SAN, rede, hypervisors, etc). • Excelente dissociação dos componentes, permitindo uma arquitetura mais escalável e de fácil manutenção; • A versão atual do OpenStack no Ubuntu Server 12,04 LTS é Essex. Segundo GALASSI (2011), De forma simples o OpenStack é um software de código aberto, capaz de gerenciar os componentes de múltiplas infraestruturas virtualizadas, assim como o sistema operacional gerencia os componentes de nossos computadores, o OpenStack é chamado de Sistema Operacional da Nuvem, por cumprir o mesmo papel em maior escala. 26 - Suporte para o Ubuntu no Hyper-V Conforme CANONICAL (2012), Ubuntu agora está totalmente equipado e testado para ser executado em cima do servidor da Microsoft de virtualização HyperV. Isso inclui suporte para armazenamento virtual e drivers de rede. Ubuntu tem suporte a virtualização, servidores de web, email, serviços de impressão, servidor de arquivos e de aplicação. Se adéqua a integração de infraestruturas existentes, até mesmo redes Windows. O Ubuntu oferece configurações avançadas como Failoverclustering e alta disponibilidade. - Suporte de hardware e arquitetura Otimizado para as mais recentes chipsets Intel. A CANONICAL (2012) nos diz que, RC6 é padrão para sistemas Sandy Bridge. RC6 é uma tecnologia que permite que a GPU entre em um estado muito baixo de consumo de energia quando a GPU está ociosa (abaixo de 0V). Isso resulta em uma economia de energia considerável quando este estágio é ativado. Ao comparar com cargas ociosas com um estado da máquina em que RC6 está desativado, o uso de energia melhora em torno de 40-60%. Quanto ao apoio a arquitetura ARM, CANONICAL (2012) nos diz que, Ubuntu Server LTS 12,04 já está disponível para a plataforma ARM. O Ubuntu Server para ARM fornece os mesmos recursos como o Ubuntu Server em x86 ou x64. Isto significa que você será capaz de executar a plataforma Ubuntu podendo usar toda infra-estrutura do servidor, seja em x86, x64 ou ARM. - Sistemas de arquivos e armazenamento Segundo CANONICAL (2012), O Ubuntu possui suporte para sistema de armazenamento distribuída do Ceph. É uma fonte altamente escalável, aberta, e com sistema de armazenamento distribuído. É composto de uma variedade de objetos e de blocos, e um POSIX compatível com o sistema de arquivos distribuídos. A plataforma é capaz de se auto-escalonar para além do nível de petabyte, ele é executado em hardware, é auto-recuperavel e autogerencialvel. Ceph está no kernel do Linux, e pode ser integrado com o sistema operacional em nuvem OpenStack. Conforme CANONICAL (2012), o Ubuntu Server 12.04 tem algumas melhorias no sistema de arquivos como: desfragmentação automática, limpeza do 27 disco, inspeção de melhorias de desempenho, backup automático, manual de metadados. - Apoio ISV e Java Conforme CANONICAL (2012), Modelos de computação distribuída em nuvem têm evoluído significativamente desde que lançamos o Ubuntu Server 10.04. Como resultado, temos visto o recente surgimento de novas categorias de aplicações e ISVs. Hadoop, Big Data e NoSQL todos têm crescido em popularidade nos últimos dois anos. Sendo uma plataforma favorecida por desenvolvedores que trabalham com tecnologias novas e inovadoras, essas tecnologias foram disponibilizadas para o Ubuntu desde o seu início. Com o Ubuntu Server LTS 12,04, a Canonical se envolveu com as comunidades e ISVs por trás de muitos desses aplicativos para garantir que eles são testados e suportados por 12,04 LTS e podem ser implantadas rapidamente e facilmente, utilizando Juju. - Novas Plataformas Suportadas Ainda conforme CANONICAL (2012), uma vasta gama de modelos de servidores são certificadas para o Ubuntu12.04.Isso inclui a certificação e suporte do Ubuntu LTS 12,04 em servidores HP ProLiant selecionados, incluindo a mais recente geração HP ProLiant 8 (Gen8) servidores. O Ubuntu roda nos mais diversos tipos de dispositivos como segue na tabela abaixo: Tabela 2 - Número de Servidores por Fabricante que suportam Ubuntu Server 12.04 Fabricante Servidores HP 52 Dell 50 Lenovo 6 IBM 29 Cisco UCS 8 Acer 5 Intel 5 System76 2 Citrix Systems 1 Sol 1 Facebook - OCP 1 Fonte: Canonical (2012) 28 2.2.2. Windows Server 2008 R2 O SO Windows Server 2008 trata-se de um sistema especialmente desenvolvido para ser utilizado em servidores, fabricado pela Microsoft. Segundo MICROSOFT (2012),ele se baseia no Windows NT 6.1, o mesmo sistema operacional básico usado no Windows 7, orientado para sistema cliente. É a primeira versão de sistema operacional exclusivamente 64 bits da Microsoft. O Windows Server 2008 R2 é uma atualização do Windows Server 2008. Esta versão possui alguns aperfeiçoamentos e funcionalidades que o seu antecessor não tinha, como novos recursos de virtualização e gerenciamento, com suporte de até 64 processadores físicos e 256 processadores lógicos, porem apenas duas edições podem usar toda essa capacidade que são o Datacenter e o Itanium. A versão Enterprise, que vem logo abaixo das duas citadas anteriormente, pode usar apenas 8 processadores físicos. Segue na tabela abaixo os Requisitos Mínimos do Windows Server 2008 R2: Tabela 3 - Requisitos Mínimos do Windows Server 2008 R2 Hardware Requisitos Processador 1.4 GHz X86-64 ou Itanium2 Memória Mínimo 512 MB, recomendado 1 GB, Máximo 2TB Disco (espaço) Mínimo 10GB (foundationedition), 32 GB ou + (acima da foundation) Monitor Super VGA Outros Drive DVD, teclado, mouse e acesso a internet Fonte: Microsoft (2012) Características: - Consumo de Energia Reduzido Segundo MICROSOFT(2012) O Windows Server 2008 introduziu uma política de energia 'balanceada', que monitora o nível de utilização dos processadores no servidor e dinamicamente ajusta o estado de desempenho do processador para limitar a energia necessária nas cargas de trabalho. O Windows Server 2008 R2 melhora esse recurso de economia de energia, adicionando o suporte a Core Parking e expandindo as configurações de Diretiva de Grupo orientadas à energia. 29 - Aumento das Eficiências de Gerenciamento de Estação de Trabalho Segundo Microsoft (2012), “O Windows Server 2008 R2 contém a avançada tecnologia de Integração de Estação de Trabalho Virtual (VDI), que estende a funcionalidade dos Serviços de Terminal para entregar certos programas corporativos às estações de trabalho remotas de seus funcionários. Com a VDI, os programas que os Serviços de Estação de Trabalho Remota enviam a um computador agora estão disponíveis no menu Start, do lado direito, junto com os programas que são instalados localmente. Esta abordagem fornece uma melhor virtualização da estação de trabalho e uma melhor virtualização de aplicação.” Para Microsoft (2012), “A virtualização de estação de trabalho se beneficiará com os recursos, incluindo aprimorado gerenciamento de personalização, uma integração quase que invisível das aplicações e estações de trabalho virtualizadas no Windows 7, melhor desempenho de áudio e de gráficos, uma séria atualização a frio de acesso à Web e mais. A VDI fornece um uso mais eficiente dos recursos virtualizados e uma melhor integração com o hardware periférico local, bem como poderosos e novos recursos de gerenciamento virtual.” - Gerenciamento Mais Fácil e Mais Eficiente do Servidor A Microsoft vem aumentando o numero de recursos nos SO’s, mas isso estava causando uma carga de trabalho e um nível de complexidade cada vez maior por parte dos profissionais que fazem a gerencia dos servidores. Com o Windows Server 2008 R2 foram disponibilizados alguns recursos que auxiliam nesse gerenciamento, segundo Microsoft (2012): • Melhor gerenciamento e consumo de energia no centro de dados, como evidenciado anteriormente; • Melhor administração remota, incluindo o Gerenciador de Servidor instalável remotamente; • Melhores recursos de gerenciamento de identidade através de Serviços de Domínio do Active Directory e Serviços Federados do Active Directory atualizados e simplificados. 30 Na tabela abaixo estão representados os comparativos das edições do Windows Server 2008 R2: Tabela 4 - Comparativo entre as edições do Windows Server 2008 R2 Quadro comparativo de Edições do Windows Server 2008 R2 Recursos Foundation Standard Web HPC Enterprise Datacenter Itanium Memória física máxima (RAM) (64-bit) Não (8 GB) Parcial (32 GB) Parcial (32 GB) Parcial (128 GB) Sim (2 TB) Sim (2 TB) Sim (2 TB) Máximo de CPUs físicas suportadas Não (1) Parcial (4) Parcial (4) Parcial (4) Parcial (8) Sim (64) Sim (64) Replicação Entre Arquivos (DFS-R) Não Não Não Não Sim Sim Sim Nós de Cluster de Failover (Nós) Não Não Não Não Sim (16) Sim (16) Parcial (8) Sincronização de Memória com Tolerância a Falhas Não Não Não Não Sim Sim Sim Inclusão de Memória a Quente Não Não Não Não Sim Sim Sim Inclusão de Processadores a Quente Não Não Não Não Não Sim Sim Substituição de Memória a Quente Não Não Não Não Não Sim Sim Substituição de Processador a Quente Não Não Não Não Não Sim Sim Conexões de Acesso à Rede (IAS) Parcial (10) Parcial (50) Não Não Sim (Ilimitada) Sim (Ilimitada) Parcial (2) Conexões de Acesso à Rede (RRAS) Parcial (50) Parcial (250) Não Parcial (250) Sim (Ilimitada) Sim (Ilimitada) Não Não Sim (Ilimitada) Sim (Ilimitada) Não Parcial (Host + 1 VM) Parcial (Host + 4 VMs) Sim (Ilimitada) Sim (Ilimitada) Conexões de Administrador de Área de Trabalho Remota 2 Gateway de Serviços de Área de Trabalho Remota Parcial (50) Parcial (250) Direitos de Uso de Imagem Virtual Não Parcial (Host + 1 Parcial (Guest) VM) Preços em US$ Recursos[19] Fonte: Microsoft(2012) Não N/A $1.029 (5CALs) $1.229 (10 CALs) $469 (Sem CAL) N/D $3.999 (25 CALs) Foundation Standard Web HPC Enterprise Datacenter $2.999 $2.999 Itanium 31 2.2.3. Windows 7 Professional O Windows 7 Professional possui suporte a 64 bits, com isso ele possibilita trabalhar com um maior volume de dados e informações do que um sistema de 32 bits. O sistema de 64 bits consegue usar mais de 4 GB de memória RAM, o que significa que ele tem um menor tempo de resposta ao rodar uma maior quantidade de programas de uma só vez. O Windows 7 foi projetado para usar processadores multi-core, ou seja, consegue trabalhar com processadores que tem vários núcleos. A versão de 32 bits suporta até processadores com 32 núcleos, enquanto a versão de 64 bits suporta até 256 núcleos. Em alguns casos o Windows 7 é usado em máquinas com maior poder de processamento, como em servidores com um alto grau de desempenho. Por causa disso, algumas edições como Enterprise, Professional e Ultimate aceitam até dois processadores físicos. Já as edições Home Basic, Starter e Home Premium aceitam apenas um processador. Seguem alguns aprimoramentos do Windows 7 Professional: Suspensão e continuação – O Windows 7 foi desenvolvido para ser suspenso e se reconectar a sua rede wireless com maior rapidez possível, para que quando você esteja pronto para usá-lo o Windows também já esteja. Dispositivos USB – Quando você pluga algum dispositivo USB ao computador pela primeira vez, como por exemplo um pendrive, o Windows o reconhece e o prepara para o uso em alguns segundos, e esse tempo diminui na próxima vez que o dispositivo for conectado. Uso da memória – O Windows 7 se ajusta para obter um maior desempenho e velocidade da Máquina, por exemplo, quando seu computador fica ocioso ele passa a usar menos memória. Outro aspecto é que ele executa alguns serviços em segundo plano, e os disponibiliza somente quando você precisar usá-los, como por exemplo o Bluetooth. 32 Requisitos do sistema para a instalação do Windows 7 Professional: Tabela 5 - Requisitos do Sistema para Windows 7 Professional Hardware Requisitos Processador 1 GH ou Superior, 64 ou 32 bits Memória 1 GB para 32 bits ou 2GB para 64 bits Disco (espaço) 16 GB para 32 bits ou 20 GB para 64 bits Monitor Dispositivo gráfico DirectX 9 Outros Drive DVD, teclado, mouse e acesso a internet Fonte: Microsoft(2012) 2.3. Iperf Os programas utilizados para fazer os testes de desempenho da rede são as versões Iperf, que é utilizado para ambiente Linux e Windows, e o Jperf que é utilizado em ambiente Windows em modo gráfico. Os softwares utilizados são de uso livre, podendo o download ser feito através do site www.iperf.fr. O software foi desenvolvido originalmente pela NLANR / DAST (National Laboratory for Applied Research Network) como uma alternativa moderna para medir o desempenho e a largura de banda utilizando TCP e UDP. Estão disponíveis no site dos desenvolvedores do software, versões para os sistemas operacionais: Windows, Linux, MacOS e Solaris. Os programas acima relacionados têm algumas características que funcionam como um gerador e analisador de trafego da rede. Os modos de operação variam conforme a configuração no envio de pacotes, no tempo de envio, na quantidade de dados a ser enviada, no tipo de protocolo utilizado, podendo ser TCP ou UDP, na configuração do uso das portas e nos formatos de saída dos dados como Kbits, Mbits, Gbits ou outros. Conforme dados fornecidos por GATESet al. (2012) desenvolvedores do software, seguem abaixo algumas características: • Pode ser executado em um tempo especifico, em vez do teste ser realizado com uma quantidade de dados a ser transmitida; • Podemos escolher dentre alguns tipos de unidades para o tamanho dos dados a serem reportados, como por exemplo Mbytes, Kbytes, Bytes etc. • O Servidor aceita múltiplas conexões, em vez de parar após um único teste. 33 • Podemos definir por quantidade de dados a ser enviada, periódica intermediária, em intervalos especificados. • Podemos executar o servidor como um serviço do Windows NT • Use fluxos representativos em modo gráfico para testar como a compactação da camada de enlace afeta sua largura de banda. Abaixo segue uma linha de comando a partir do cliente, para realizar a conexão com o servidor: c:\iperf>Iperf -c 192.168.1.11 -i 1 -p 5001 -f m -t 60 Onde: -c 192.168.1.11 é o IP do servidor. -i 1 é o intervalo de tempo em que mostra os resultados, no caso 1 segundo. -p 5001 é a porta utilizada para fazer a comunicação. -f m é o formato de saída dos dados como: Mbits. -t 60 é o tempo de execução, no caso 60 segundos Abaixo segue uma linha de comando executada a partir do servidor: c:\iperf>Iperf -s Onde: -sé a opção de o iperf ser executado como servidor, pronto para receber conexões. Direitos de uso do Iperf: Conforme os desenvolvedores GATES et al. (2012), a permissão é concedida, a título gratuito, a qualquer pessoa que obtenha uma cópia deste software (Iperf) e arquivos de documentação associados, para lidar com o Software sem restrição, incluindo, sem limitação, os direitos de usar, copiar, modificar, mesclar, publicar, distribuir, sublicenciar e / ou vender cópias do Software, e permitir que as pessoas a quem o Software é fornecido a fazê-lo, sujeito às seguintes condições: • As redistribuições do código fonte devem manter o aviso de direitos autorais acima, esta lista de condições e as seguintes isenções de responsabilidade. • Redistribuições em formato binário devem reproduzir o aviso de copyright acima, esta lista de condições e as isenções de responsabilidade a seguir na documentação e / ou outros materiais fornecidos com a distribuição. 34 • Nem os nomes da University of Illinois e da NCSA e os nomes de seus colaboradores podem ser usados para endossar ou promover produtos derivados deste Software sem permissão prévia por escrito. O Iperf foi escolhido para realizar os testes porque se trata primeiramente de um software livre, que realiza funções de gerador e analisador do trafego da rede e que possui algumas características de configuração, como porta a ser utilizada, formato dos dados a serem gerados, modos de operação como TCP e UDP, tamanho dos pacotes a servem enviados e analisados, funcionando em plataformas Windows e Linux onde foram realizados os testes, entre outros. Abaixo segue imagem do funcionamento do iperf, como é feita a obtenção dos resultados no Iperf Server: Figura 5 - Obtenção dos Resultados dos Testes com Iperf Server 35 2.4. Servidor HPS500PSL O servidor utilizado para a realização dos testes foi o modelo da Intel S500PSL, com dois processadores Xeon E541 2.33Ghz, e com quatro pentes de memória de 4 Gb cada e um Hard Drive de 500Gb. A placa mãe tem uma interface de rede Dual, ou seja, tem duas portas LAN que funcionam juntas e que dão suporte a tecnologia 10/100/1000 Mbps. Segundo Intel (2012), O dispositivo Intel 82563EB é baseado em tecnologia comprovada PHY integrado em controladores Intel Gigabit Ethernet. O circuito de camada física fornece um padrão Ethernet IEEE 802.3 interface para 1000BASE-T, 100BASE-TX e 10BASE-T aplicações (802.3, 802.3u, e 802.3ab). O dispositivo 82563EB é capaz de transmitir e receber dados a taxas de Mbps 1000, 100 Mbps ou 10 Mbps. Ainda, conforme Intel (2012), Cada controlador de interface de rede (NIC) leva dois LEDs localizados em cada conector de interface de rede. O link / LED de atividade (à esquerda do conector) indica conexão de rede quando aceso, e de transmissão / recepção de atividade ao piscar. A velocidade de LED (à direita do conector) indica 1.000 Mbps operação quando âmbar, a operação de 100 Mbps quando a operação verde, e de 10 Mbps quando desligado. A tabela a seguir apresenta uma visão geral dos LEDs: Tabela 6 - Estado dos Leds da NIC LED Color Off Green Green/Amber (Right) Amber On Green (Left) Blinking LED State NIC State 10 Mbps 100 Mbps 1000 Mbps Active Connection Transmit/Receiveactivity Fonte: Intel (2012) Segundo Intel (2012), A Tecnologia de Aceleração de I / O move os dados da rede de forma mais eficiente através da Intel Xeon seqüência 5000, servidores baseados em capacidade de resposta e melhor aplicação em diversos sistemas operacionais e ambientes virtualizados. Intel I / OAT melhora a resposta do aplicativo de rede, liberando o poder do processador IntelXeon 5000, utilizando uma sequência através de movimento mais eficiente da rede de dados e sobrecarga do sistema reduzido. Adaptadores Intelmulti- 36 porta de rede com o Intel ® I / OAT proporcionam alto desempenho de I / O para consolidação e virtualização de servidores através de aceleração de rede a várias portas e máquinas virtuais. Intel ® I / OAT fornece aceleração de rede segura e flexível através da integração em sistemas operacionais populares e monitores de máquinas virtuais, evitando os riscos de suporte de pilhas de rede de terceiros e preservando os requisitos de rede existentes, como agrupamento e failover. 2.5. Placas de Rede A placa de rede é um dispositivo de hardware que é capaz de fazer a comunicação entre os computadores que estão em uma rede. Existem vários modelos de placas com as mais diversas especificações. Encontramos no mercado placas de rede off-board (placas que são conectadas a placa mãe do computador), como podemos encontrar também placas de rede que já vem embutidas na placa mãe, que são conhecidas como placas on-board. Segundo CARNIELO E SILVA (2011) Cada arquitetura de rede exige um tipo específico de placa de rede; você jamais poderá usar uma placa de rede Token Ring em uma rede Ethernet, pois ela simplesmente não conseguirá comunicar-se com as demais. Além da arquitetura usada, as placas de rede à venda no mercado diferenciam-se também pela taxa de transmissão, cabos de rede suportados e barramento utilizado. Contudo, a utilização dos cabos adequados para cada tipo de placa é essencial para o bom funcionamento da rede. Hoje em dia as placas de rede mais utilizadas são as com velocidades de 100Mbps/ 1000Mbps onde os cabos de rede que melhor se adaptam a essa arquitetura são os chamados par trançados. Essas placas e cabos são bastante utilizadas por terem um baixo custo e um bom funcionamento se instalados conforme os padrões estabelecidos. 2.6. Cabo Par Trançado O Cabo Par Trançado também conhecido como UTP tem 4 pares de fios entrelaçados entre si para romper as interferências eletromagnéticas de fontes exteriores, ou até mesmo interferências geradas por entre cabos vizinhos, ou seja, 37 cabos que ficam uns perto dos outros. Os cabos são fabricados de cobre que servem como um ótimo condutor e o seu custo é baixo. Para CARNIELO E SILVA (2011), algumas vantagens e desvantagens do cabo para trançado são: Vantagens: - Preço – Mesmo com a obrigação da utilização de outros equipamentos na rede, a relação custo beneficio se torna positiva. - Flexibilidade – Como ele é bastante flexível, ele pode ser facilmente passado por dentro de dutos embutidos em paredes. - Facilidade - A facilidade com que se pode adquirir os cabos, pois em qualquer loja de informática existe esse cabo para venda, ou até mesmo para o próprio usuário confeccionar os cabos. Velocidade. Atualmente esse cabo trabalha com uma taxa de transferência de 100 Mbps. Desvantagens: - Comprimento - Sua principal desvantagem é o limite de comprimento do cabo que é de aproximadamente 100 por trecho. - Interferência - A sua baixa imunidade à interferência eletromagnética, sendo fator preocupante em ambientes industriais. Segundo ZENKER (2012), Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA-568-B e são divididos em 10 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores. Abaixo um resumo simplificado dos cabos UTP, (ZENKER, 2012): • Categoria do cabo 1 (CAT1): Consiste em um cabo blindado com dois pares trançados compostos por fios 26 AWG. São utilizados por equipamentos de telecomunicação e rádio. Foi usado nas primeiras redes Token-ringmas não é aconselhável para uma rede par trançado. (CAT1 não é mais recomendado pela TIA/EIA). • Categoria do cabo 2 (CAT2): É formado por pares de fios blindados (para voz) e pares de fios não blindados (para dados). Também foi projetado para antigas redes tokenring e ARCnet chegando a velocidade de 4 Mbps. (CAT2 não é mais recomendado pela TIA/EIA). 38 • Categoria do cabo 3 (CAT3): É um cabo não blindado (UTP) usado paradados de até10Mbits com a capacidade de banda de até 16 MHz. Foi muito usado nas redes Ethernet criadas nos anos noventa (10BASET). Ele ainda pode ser usado para VOIP, rede de telefonia e redes de comunicação 10BASET e 100BASET4. (CAT3 é recomendado pela norma TIA/EIA-568-B). • Categoria do cabo 4 (CAT4): É um cabo par trançado não blindado (UTP) que pode ser utilizado para transmitir dados a uma frequência de até 20 MHz e dados a 20 Mbps. Foi usado em redes que podem atuar com taxa de transmissão de até 20Mbps como tokenring, 10BASET e 100BASET4. Não é mais utilizado pois foi substituído pelos cabos CAT5 e CAT5e. (CAT4 não é mais recomendado pela TIA/EIA). • Categoria do cabo 5 (CAT5): usado em redes fast ethernet em frequências de até 100MHz com uma taxa de 100 Mbps. (CAT5 não é mais recomendado pela TIA/EIA). • Categoria do cabo 5e (CAT5e): é uma melhoria da categoria 5. Pode ser usado para frequências até 125 MHz em redes 1000BASE-T gigabit ethernet. Ela foi criada com a nova revisão da norma EIA/TIA-568-B. (CAT5e é recomendado pela norma EIA/TIA-568- B). • Categoria do cabo 6 (CAT6): definido pela norma ANSI EIA/TIA-568- B-2.1 possui bitola24 AWG e banda passante de até 250 MHz e pode ser usado em redes gigabit ethernet a velocidade de 1Gbps. (CAT6 é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B). • Categoria: CAT 6a: é uma melhoria dos cabos CAT6. Os cabos dessa categoria suportam até 500 MHz e podem ter até 55 metros no caso da rede ser de 10Gbps, caso contrario podem ter até 100 metros. Para que os cabos CAT 6a sofressem menos interferências os pares de fios são separados uns dos outros, o que aumentou o seu tamanho e os tornou menos flexíveis. Essa categoria de cabos tem os seus conectores específicos que ajudam à evitar interferências. • Categoria 7 (CAT7): está sendo criada para permitir a criação de redes de 40Gbps em cabos de 50m usando fio de cobre (apesar de atualmente esse tipo de rede esteja sendo usado pela rede CAT6). :Esta norma baseia-se na Classe F que ainda não é reconhecida pela TIA/EIA. 39 • Categoria 7a (CAT7a): está sendo criada para permitir a criação de redes de 100Gbps em cabos de 15m usando fio de cobre (apesar de atualmente esse tipo de rede esteja sendo usado pela rede CAT6). :Esta norma baseia-se na Classe Fa que ainda não é reconhecida pela TIA/EIA. Padrão de cores usado nos cabos de rede par trançados: 2.7. Padrão T568B: Padrão T568A: - branco laranja (Recepção) - branco verde (transmissão) - laranja (Recepção) - verde (transmissão) - branco verde (Transmissão) - branco laranja (Recepção) - azul - azul - branco azul - branco azul - verde (Transmissão) - laranja (Recepção) - branco marrom - branco marrom ou - marrom - marrom Switch O switch é um equipamento parecido com o hub, mas o seu funcionamento tem uma diferença: quando se quer enviar dados do computador 1 para o computador 2, o switch se encarrega de fazer uma ligação direta entre os dois computadores, um tipo de canal de comunicação exclusiva entre a origem e o destino. Isso aumenta o desempenho da rede já que a comunicação esta sempre disponível, exceto em casos quando dois ou mais computadores tentam enviar dados simultaneamente ao mesmo destino. Essa característica também diminui a ocorrência de erros como colisão de pacotes por exemplo. (ALECRIM, 2011). 40 A figura abaixo nos mostra o funcionamento do Switch: Figura 6 - Funcionamento do Switch (ALECRIM, 2011). 41 O Modelo do Switch utilizado nos testes é HP V1410-24G Switch (J9561A). Na Figura abaixo seguem as especificações técnicas do produto: Figura 7 - Especificações Técnicas do Switch HP V1410-24G(HP, 2012) 2.8. Sistemas Operacionais Utilizados nos Testes Os sistemas operacionais utilizados nos cenários e nos testes estão listados abaixo: Ubuntu Server 12.04; Windows Server 2008 R2; Windows 7 Professional. 42 Os So’s Ubuntu Server 12.04 e Windows Server 2008 R2, foram utilizados como máquinas virtuais Server. Para os clientes foi utilizado o Windows 7 Professional. 2.9. IP’s Das Máquinas Virtuais As máquinas virtuais foram configuradas com os seguintes endereços IP: Máquina Virtual Windows 1 com ip192.168.1.11; Máquina Virtual Windows 2 com ip 192.168.1.12; Máquina Virtual Windows 3 com ip 192.168.1.13; Máquina Virtual Linux 1 com ip 192.168.1.21; Máquina Virtual Linux 2 com ip 192.168.1.22; Máquina Virtual Linux 3 com ip 192.168.1.23. 2.10. Cenários 2.10.1. Cenário 1: Com Servidores Virtuais Windows - O primeiro cenário foi divido em tres partes, na primeira parte, é feita 1 conexão ao servidor 1, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1. - Na segunda parte do primeiro cenário, são feitas 1 conexão ao servidor 1 e servidor 2, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1 e servidor 2 por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1 e servidor 2. - Na terceira parte do cenário 1, é feita 1 conexão ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3. 43 A tabela 7 sintetiza o cenário 1 para os testes. Tabela 7 - Cenário dos Testes 1 2.10.2 MÁQUINA VIRTUAL CONEXÕES 1 Windows 1 1 Windows 2 1Windows 3 2 Windows 2 Windows 1 2 2 Windows 3 3 Windows 1 3 Windows 3 Windows 2 3 Cenário 2: Com Servidores Virtuais Linux - O segundo cenário tambem foi divido em tres partes, na primeira parte, é feita 1 conexão ao servidor 1, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1. - Na segunda parte do segundo cenário, são feitas 1 conexão ao servidor 1 e servidor 2, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1 e servidor 2 por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1 e servidor 2. - Na terceira parte do cenário 2, é feita 1 conexão ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor 1, servidor 2 e servidor 3. A tabela 8 sintetiza o cenário 2 para os testes. Tabela 8 - Cenário dos Testes 2 MÁQUINA VIRTUAL CONEXÕES 1 Linux 1 1 Linux 2 1 Linux 3 2 Linux 1 2 Linux 2 2 Linux 3 3 Linux 1 3 Linux 2 3 Linux 3 44 2.10.3 Cenário 3: Com Servidores Virtuais Windows e Linux - O terceiro cenário tambem foi divido em tres partes, na primeira parte, é feita 1 conexão ao servidor windows 1 e servidor Linux 1, em seguida são feitas 2 conexões ao servidor windows 1 e Linux 1, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor windows 1 e Linux 1. - Na segunda parte do terceiro cenário, é feita 1 conexão ao servidor windows 1, windows 2, servidor Linux 1, Linux 2, em seguinda são feitas 2 conexões ao servidor windows 1, windows 2, servidor Linux 1, Linux 2,e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor windows 1, windows 2, servidor Linux1, Linux 2. - Na terceira parte do cenário 3, é feita 1 conexão ao servidor windows 1, windows 2, windows 3, servidor Linux1, Linux 2, Linux 3, em seguinda são feitas 2 conexões ao ao windows 1, windows 2, windows 3, servidor Linux1, Linux 2, Linux 3, e por ultimo são feitas 3 conexões ao servidor windows 1, windows 2, windows 3, servidor Linux1, Linux 2, Linux 3. A tabela 9 sintetiza o cenário 3 para os testes: Tabela 9 - Cenário dos Testes 3 MÁQUINA VIRTUAL CONEXÕES 1 Windows 1 1Linux 2 3 2 Windows 1 2Linux 2 3 3 Windows 1 3Linux 2 3 45 CAPITULO 3 - RESULTADOS DOS TESTES Os testes foram realizados a partir de três cenários, estes cenários foram dividivos em 3 partes cada, e cada parte em 3 testes, cada média de IP foi gerada atraves de 10 testes por ip. 3.1. Apresentação Geral dos Resultados Através dos testes realizados, constata-se que existem algumas mudanças em relação ao desempenho da rede, quando utilizados diferentes sistemas operacionais virtualizados em um mesmo servidor físico, e quanto mais conexões forem feitas as máquinas virtuais. Os resultados seguem na seguinte ordem: primeiramente aparecem os resultados das amostras de cada teste, com seus respectivos cálculos de media e desvio padrão, logo após, seguem os gráficos referentes aos testes de velocidade e de transferência, onde foram usados a media das amostras de cada conexão. E por ultimo são apresentados os gráficos com os desvios padrão dos testes com maior número de conexões por parte. O Desvio Padrão é uma medida de dispersão estatística, ou seja, uma medida de variação dos valores em relação à média que leva em conta todos os valores. O desvio-padrão tem grande importância, pois mede a variação entre valores. Neste caso, os valores estão representados pelas médias de cada IP, temse então uma medida de variação das médias de cada IP em relação à média total destes. Somando a média com mais um (+1) e menos um (-1) desvio padrão, obtemos uma faixa de dispersão das médias dos IPs, é esperado que 68,26% destes valores encontram-se dentro da faixa de um desvio padrão tanto para mais quanto para menos em relação a média, isto pode ser observado a seguir, na representação gráfica do desvio padrão em relação a média. 46 3.2. Cenário 1: Com Servidores Virtuais Windows 3.2.1. Cenário 1 – Parte 1 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 1 parte 1: Tabela 10 - Cenário 1 Parte 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win Cenário 1 Parte 1 Teste 1 IP Amostra 192.168.1.101 1 549 2 683 3 613 4 519 5 480 6 506 7 508 8 479 9 499 10 510 Windows 1 Média 534,6 Desvio P. 65,06 Vel Total 534,6 Cenário 1 Parte 1 Teste 2 IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 1 366 369 2 358 364 3 331 412 4 343 409 5 323 430 6 402 321 7 467 321 8 324 404 9 417 417 10 385 392 Windows 1 Windows 1 Média 371,6 383,9 Desvio P. 46,64 38,93 Vel Total 755,5 Cenário 1 Parte 1 Teste 3 IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 1 275 284 291 2 288 277 343 3 293 290 263 4 288 281 335 5 293 283 281 6 317 303 272 7 313 278 301 8 284 295 280 9 290 311 284 10 241 269 273 Windows 1 Windows 1 Windows 1 Média 288,2 287,1 292,3 Desvio P. 20,85 12,78 26,80 Vel Total 867,6 47 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 1 parte 1: Cenário 1 - Testes de Velocidade da Parte 1 com VM's Windows 534,6 3 Conexões a 1 MV Windows 600 2 Conexões a 1 MV Windows 371,6 Velocidade ()Mbits) 500 383,9 1 Conexão a 1 MV Windows 400 288,2 287,1 300 292,3 200 1 Conexão a 1 MV Windows 100 2 Conexões a 1 MV Windows 0 3 Conexões a 1 MV Windows 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 1 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 1 Atravéz das análises feitas sobre os resultados obtidos nos testes com máquinas virtuais Windows, podemos constatar que as médias de velocidade diminuem quando o numero de conexões ao servidor virtual aumentam, como demonstrado no gráfico acima. 48 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 1 parte 1: Cenário 1 - Testes de Transferência da Parte 1 com VM's Windows 3,736 3 Conexões a 1 MV Windows 4 2 Conexões a 1 MV Windows 2,598 Transferência (Gbytes) 3,5 1 Conexão a 1 MV Windows 2,682 3 2,5 2,015 2,077 2,043 2 1,5 1 Conexão a 1 MV Windows 1 0,5 2 Conexões a 1 MV Windows 0 3 Conexões a 1 MV Windows 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 2 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 1 Nos testes de transferência do cenário 1 parte 1, podemos constatar que as médias diminuem quando o numero de conexões ao servidor virtual aumentam, como demonstrado no gráfico acima. 49 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões a um servidor virtual windows: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 1 VM Windows 293 Desvio Padrão = 2,7404 292 291 290 289 Média dos IP's 288 Média Total dos IP's 287 Desvio Padrão 286 285 284 283 1 2 3 4 5 6 Gráfico 3 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Windows 50 3.2.2. Cenário 1 – Parte 2 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 1 parte 2: Tabela 11 - Cenário 1 Parte 2 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win Cenário 1 Parte 2 Teste 1 IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 1 452 335 2 407 379 3 377 401 4 402 391 5 414 387 6 414 393 7 416 402 8 376 414 9 406 363 10 401 429 Windows 1 Windows 2 Média 406,5 389,4 Desvio P. 21,41 26,36 Vel Total 795,9 Cenário 1 Parte 2 Teste 2 IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 1 247 216 220 262 2 250 233 223 241 3 230 235 246 241 4 242 222 231 250 5 250 243 221 234 6 213 250 244 244 7 229 259 246 217 8 257 231 241 220 9 223 260 217 251 10 232 240 240 238 Windows 1 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Média 237,3 238,9 232,9 239,8 Desvio P. 14,03 14,58 11,76 13,71 Vel Total 948,9 51 Tabela 12 - Cenário 1 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win Cenário 1 Parte 2 Teste 3 IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 1 154 153 164 158 162 169 2 150 178 162 162 147 158 3 155 153 153 167 166 159 4 158 173 169 154 150 149 5 162 161 167 174 146 142 6 152 159 157 160 163 158 7 166 164 162 151 160 150 8 158 156 151 166 161 165 9 159 171 158 153 158 152 10 152 180 153 148 150 172 Windows 1 Windows 1 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Windows 2 Média 156,6 164,8 159,6 159,3 156,3 157,4 Desvio P. 4,97 10,09 6,19 8,12 7,32 9,43 Vel Total 954 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 1 parte 2: Cenário 1 - Testes de Velocidade da Parte 2 com VM's Windows 406,5 389,4 Velocidade (Mbits) 500 3 Conexões a 2 MV's Windows 400 300 200 100 2 Conexões a 2 MV's Windows 237,3 238,9 232,9 239,8 156,6 164,8 159,6 159,3 1 Conexão a 2 MV's Windows 156,3 157,4 1 Conexão a 2 MV's Windows 2 Conexões a 2 MV's Windows 0 3 Conexões a 2 MV's Windows Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 4 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 2 52 Os testes de velocidade do cenário 1 parte 2 mostram que as médias de velocidade diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte representam a VM Windows 1, e as colunas com a cor mais fraca representam a VM’ Windows 2. Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 1 parte 2: Cenário 1 - Testes de Transferência da Parte 2 com VM's Windows 2,839 2,72 3 Transferência (Gbytes) 3 Conexões a 2 MV's Windows 2,5 2 1,5 1 1,659 1,668 1,626 1,091 1,152 1,115 2 Conexões a 2 MV's Windows 1,674 1,112 1 Conexão a 2 MV's Windows 1,091 1,11 0,5 1 Conexão a 2 MV's Windows 2 Conexões a 2 MV's Windows 0 3 Conexões a 2 MV's Windows Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 5 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 2 Os testes de Transferência de dados do cenário 1 parte 2 mostram que as médias de transferência diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte representam a VM Windows 1, e as colunas com a cor mais fraca representam a VM’ Windows 2. 53 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos dois servidores virtuais windows: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 2 VM's Windows 166 Desvio Padrão = 3,0768 164 162 160 Média dos IP's 158 Média Total dos IP's 156 Desvio Padrão 154 152 150 1 2 3 4 5 6 Gráfico 6 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Windows 54 3.2.3. Cenário 1 – Parte 3 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 1 parte 3: Tabela 13 - Cenário 1 Parte 3 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win Cenário 1 Parte 3 Teste 1 IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 1 306 309 301 2 300 314 308 3 316 312 300 4 319 295 323 5 297 328 297 6 316 322 289 7 310 318 308 8 316 351 264 9 303 315 305 10 306 321 312 Windows 1 Windows 2 Windows 3 Média 308,9 318,5 300,7 Desvio P. 7,65 14,46 15,80 Vel Total 928,1 Cenário 1 Parte 3 Teste 2 IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 1 160 163 152 157 170 153 2 150 160 171 168 159 150 3 150 159 164 163 158 162 4 154 158 151 158 152 182 5 164 159 155 166 157 156 6 166 166 156 144 168 166 7 159 158 169 157 157 157 8 169 168 157 146 154 160 9 163 146 152 165 164 166 10 161 159 152 153 171 163 Windows 1 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Windows 3 Windows 3 Média 159,6 159,6 157,9 157,7 161 161,5 Desvio P. 6,48 5,91 7,43 8,19 6,78 8,95 Vel Total 957,3 55 Tabela 14 - Cenário 1 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Win Cenário 1 Parte 3 Teste 3 IP IP IP IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 192.168.1.107 192.168.1.108 192.168.1.109 1 105 108 105 110 101 103 113 106 107 2 117 108 105 107 97,5 103 107 116 101 3 104 111 114 107 102 103 105 104 110 4 109 106 103 105 107 112 104 109 104 5 104 107 113 101 106 108 102 108 108 6 107 104 106 108 105 111 106 110 102 7 107 100 107 113 114 102 102 105 108 8 105 108 104 107 111 109 103 105 111 9 104 110 103 103 106 112 105 114 105 10 109 110 106 110 101 106 103 115 102 Windows 1 Windows 1 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Windows 2 Windows 3 Windows 3 Windows 3 Média 107,1 107,2 106,6 107,1 105,05 106,9 105 109,2 105,8 Desvio P. 3,98 3,26 3,86 3,51 4,95 4,01 3,27 4,44 3,52 Vel Total 959,95 56 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 1 parte 3: Cenário 1 - Testes de Velocidade da Parte 3 com VM's Windows 308,9318,5300,7 350 3 Conexões a 3 MV's Windows Velocidade ()Mbits) 300 2 Conexões a 3 MV's Windows 250 1 Conexões a 3 MV's Windows 159,6159,6 157,9 200 150 107,1 107,2 106,6 100 157,7 161 161,5 107,1 105,05 106,9 105 109,2 105,8 50 1 Conexões a 3 MV's Windows 2 Conexões a 3 MV's Windows 3 Conexões a 3 MV's Windows 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 7 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 1 - Parte 3 Os testes de velocidade de dados do cenário 1 parte 3 mostram que as médias de velocidade diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte para a cor mais fraca representam a VM Windows 1, VM’ Windows 2 e VM’ Windows 3 respectivamente. 57 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transfrência do cenário 1 parte 3: Cenário 1 - Testes de Transferência da Parte 3 com VM's Windows Transferência (Gbytes) 2,500 2,16 2,22 2,10 3 Conexões a 3 MV's Windows 2 Conexões a 3 MV's Windows 2,000 1 Conexões a 3 MV's Windows 1,500 1,11 1,12 1,10 1,10 1,12 1,13 0,766 0,767 0,763 1,000 0,500 0,766 0,751 0,765 0,752 0,779 0,757 1 Conexões a 3 MV's Windows 2 Conexões a 3 MV's Windows 3 Conexões a 3 MV's Windows 0,000 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 8 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 1 - Parte 3 Os testes de transferência de dados do cenário 1 parte 3 mostram que as médias de transferência diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte para a cor mais fraca representam a VM Windows 1, VM’ Windows 2 e VM’ Windows 3 respectivamente. 58 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos três servidores virtuais windows: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 3 VM's Windows 110 Desvio Padrão = 1,2884 109 108 107 Média dos IP's 106 Média Total dos IP's 105 Desvio Padrão 104 103 102 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Gráfico 9 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Windows 3.2.4. Análise sobre o Cenário 1 Na parte 1 com um servidor virtual Windows e com uma conexão conseguiuse uma velocidade total de conexão entre 50% e 55% (534,6 Mbits), já com duas conexões simultâneas, esta velocidade ficou entre 75% e 80% (755,5 Mbits), e com três conexões simultâneas chegou-se a uma velocidade total que ficou entre 85% e 90% (867,6 Mbits). Na parte 2 com dois servidores virtuais Windows e com uma conexão simultânea para cada servidor, conseguiu-se uma média total de velocidade que ficou entre 75% e 80% (795.9 Mbits). Usando duas conexões simultâneas a cada servidor virtual Windows obteve-se uma média total de velocidade que fica entre 90% e 95% (948,9 Mbits), já com 3 conexões simultâneas a cada servidor virtual Windows chegou-se a velocidade total que esta entre 95% e 96% (954 Mbits). Na parte 3 do cenário 1 com 3 servidores virtuais Windows e com uma conexão simultânea a cada servidor, conseguiu-se uma velocidade total que ficou entre 90% e 93% (928,1 Mbits). Quando aumentamos o número de conexões para duas conexões simultâneas para cada servidor virtual Windows a velocidade total ficou entre 95% e 96% atingindo 957,3 Mbits, já com três conexões simultâneas para 59 cada servidor Windows chegou-se a uma velocidade total entre 95% e 96% (954 Mbits). Através dos testes realizados no cenário 1, podemos afirmar que o desempenho total da rede aumenta o quanto mais conexões forem feitas aos servidores virtualizados, aumentando ainda mais quando o número de servidores virtualizados for aumentado. 60 3.3. Cenário 2: Com Servidores Virtuais Linux 3.3.1. Cenário 2 – Parte 1 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 2 parte 1: Tabela 15 - Cenário 2 Parte 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux Cenário 2 Parte 1 Teste 1 IP Amostra 192.168.1.101 1 476 2 424 3 540 4 627 5 673 6 689 7 652 8 641 9 621 10 654 Linux 1 Média 599,7 Desvio P. 89,24 Vel Total 599,7 Cenário 2 Parte 1 Teste 2 IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 1 396 398 2 414 407 3 365 366 4 431 425 5 390 410 6 389 401 7 427 436 8 362 323 9 324 478 10 467 384 Linux 1 Linux 1 Média 396,5 402,8 Desvio P. 40,74 41,39 Vel Total 799,3 Cenário 2 Parte 1 Teste 3 IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 1 330 303 276 2 306 293 299 3 296 289 295 4 291 294 307 5 304 313 255 6 306 305 303 7 302 316 277 8 255 336 335 9 383 239 278 10 297 313 300 Linux 1 Linux 1 Linux 1 Média 307 300,1 292,5 Desvio P. 32,53 25,50 22,01 Vel Total 899,6 61 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 2 parte 1: Cenário 2 - Testes de Velocidade da Parte 1 com VM's Linux 599,7 3 Conexões a 1 MV Linux 2 Conexões a 1 MV Linux 1 Conexão a 1 MV Linux 600 396,5 Velocidade ()Mbits) 500 400 307 402,8 300,1 300 292,5 200 1 Conexão a 1 MV Linux 100 2 Conexões a 1 MV Linux 0 3 Conexões a 1 MV Linux 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 10 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 1 Atravéz das análises feitas sobre os resultados obtidos nos testes em máquinas virtuais Linux, podemos constatar que as médias de velocidade diminuem quando o número de conexões ao servidor virtual aumentam, como demonstrado no gráfico acima. 62 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 2 parte 1: Cenário 2 - Testes de Transferência da Parte 1 com VM's Linux 4,259 Transferência (Gbytes) 4,5 4 2,77 3,5 3 2,147 2,5 2 1,5 1 0,5 0 3 Conexões a 1 MV Linux 2 Conexões a 1 MV Linux 1 Conexão a 1 MV Linux 2,814 2,098 2,042 1 Conexão a 1 MV Linux 2 Conexões a 1 MV Linux 3 Conexões a 1 MV Linux 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 11 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 1 Nos testes de transferência podemos constatar que as médias diminuem quando o número de conexões ao servidor virtual aumentam, como demonstrado no gráfico acima. Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões a um servidor virtual Linux: Desvio Padrão das Média de Velocidade - 3 conexões a 1 VM Linux 310 Desvio Padrão = 7,2528 305 300 Média dos IP's Média Total dos IP's 295 Desvio Padrão 290 285 1 2 3 4 5 Gráfico 12 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Linux 63 3.3.2. Cenário 2 – Parte 2 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 2 parte 2: Tabela 16 - Cenário 2 Parte 2 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux Cenário 2 Parte 2 Teste 1 IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 1 382 398 2 426 395 3 342 367 4 397 402 5 392 390 6 412 427 7 344 389 8 387 406 9 332 406 10 440 383 Linux 1 Linux 2 Média 385,4 396,3 Desvio P. 36,48 15,97 Vel Total 781,7 Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total Cenário 2 Parte 2 Teste 2 IP IP IP IP 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 241 232 223 245 235 230 248 235 223 225 244 254 253 244 229 222 234 244 242 226 239 234 235 240 236 233 240 241 233 232 244 239 222 222 248 249 238 234 236 237 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 235,4 233 238,9 238,8 8,83 6,99 8,18 9,68 946,1 64 Tabela 17 - Cenário 2 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux Cenário 2 Parte 2 Teste 3 IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 1 164 158 133 167 167 163 2 163 161 162 155 159 152 3 153 162 162 158 160 158 4 154 155 154 168 167 158 5 154 158 152 165 164 161 6 161 151 152 160 166 160 7 163 139 161 155 167 167 8 155 154 160 157 164 161 9 154 149 164 165 164 160 10 156 154 158 159 162 163 Linux 1 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 Linux 2 Média 157,7 154,1 155,8 160,9 164 160,3 Desvio P. 4,47 6,71 9,10 4,93 2,91 3,95 Vel Total 952,8 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 2 parte 2: Cenário 2 - Testes de Velocidade da Parte 2 com VM's Linux 385,4 396,3 400 3 Conexões a 2 MV's Linux Velocidade (Mbits) 350 300 235,4 233 2 Conexões a 2 MV's Linux 238,9 238,8 1 Conexão a 2 MV's Linux 250 200 150 157,7 154,1 155,8 160,9 164 160,3 100 50 1 Conexão a 2 MV's Linux 2 Conexões a 2 MV's Linux 0 3 Conexões a 2 MV's Linux Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 13 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 2 65 Os testes de velocidade do cenário 2 parte 2 mostram que as médias de velocidade diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte representam a VM Linux 1, e as colunas com a cor mais fraca representam a VM’ Linux 2. Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 2 parte 2: Cenário 2 - Testes de Transferência da Parte 2 com VM's Linux 2,693 2,789 3 Transferência (Gbytes) 3 Conexões a 2 MV's Linux 2,5 2 1,5 1 1,644 1,628 1,103 1,079 2 Conexões a 2 MV's Linux 1,498 1,092 1,667 1,122 1 Conexão a 2 MV's Linux 1,147 0,5 1,123 1 Conexão a 2 MV's Linux 2 Conexões a 2 MV's Linux 0 3 Conexões a 2 MV's Linux Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 14 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 2 Os testes de Transferência de dados do cenário 2 parte 2 mostram que as médias de transferência diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte representam a VM Linux 1, e as colunas com a cor mais fraca representam a VM’ Linux 2. 66 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos dois servidores virtuais Linux: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 2 VM's Linux 166 Desvio Padrão = 3,6332 164 162 160 158 Média dos IP's 156 Média Total dos IP's 154 Desvio Padrão 152 150 148 1 2 3 4 5 6 Gráfico 15 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Linux 67 3.3.3. Cenário 2 – Parte 3 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 2 parte 3: Tabela 18 - Cenário 2 Parte 3 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux Cenário 2 Parte 3 Teste 1 IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 1 285 286 340 2 332 322 280 3 275 322 344 4 285 289 339 5 319 303 317 6 311 314 309 7 309 297 314 8 306 310 312 9 311 306 319 10 295 307 307 Linux 1 Linux 2 Linux 3 Média 302,8 305,6 318,1 Desvio P. 17,53 12,34 19,15 Vel Total 926,5 Cenário 2 Parte 3 Teste 2 IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 1 166 159 158 162 146 166 2 166 144 166 159 160 163 3 156 168 160 150 156 171 4 160 168 155 166 154 155 5 156 163 151 165 160 164 6 158 172 150 155 155 166 7 159 171 152 159 165 156 8 155 163 153 165 166 159 9 154 156 162 159 161 165 10 156 160 169 158 163 155 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 Linux 3 Linux 3 Média 158,6 162,4 157,6 159,8 158,6 162 Desvio P. 4,30 8,34 6,55 4,96 6,00 5,48 Vel Total 959 68 Tabela 19 - Cenário 2 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Linux Cenário 2 Parte 3 Teste 3 IP IP IP IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 192.168.1.107 192.168.1.108 192.168.1.109 1 106 113 108 101 110 109 102 108 103 2 104 109 107 109 103 104 105 112 108 3 97,2 113 113 112 97,5 112 109 113 96,8 4 106 100 112 108 99,4 110 113 115 99,7 5 95 104 96,6 104 113 119 105 114 108 6 112 101 110 111 101 114 103 105 102 7 105 104 110 107 99,5 111 112 111 108 8 104 106 111 122 104 112 102 99 104 9 104 105 104 109 104 112 109 109 108 10 114 104 112 109 106 106 108 103 102 Linux 1 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 Linux 2 Linux 3 Linux 3 Linux 3 Média 104,72 105,9 108,36 109,2 103,74 110,9 106,8 108,9 103,95 Desvio P. 5,73 4,48 4,94 5,53 4,88 4,15 3,99 5,20 3,99 Vel Total 962,47 69 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 2 parte 3: Cenário 2 - Testes de Velocidade da Parte 3 com VM's Linux 302,8305,6318,1 350 3 Conexões a 3 MV's Linux Velocidade ()Mbits) 300 2 Conexões a 3 MV's Linux 250 1 Conexões a 3 MV's Linux 158,6162,4 157,6 159,8 200 150 100 104,72105,9108,36 109,2 158,6 162 103,74 110,9 106,8 108,9 103,95 50 1 Conexões a 3 MV's Linux 2 Conexões a 3 MV's Linux 3 Conexões a 3 MV's Linux 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 16 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 2 - Parte 3 Os testes de velocidade de dados do cenário 2 parte 3 mostram que as médias de velocidade diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte para a cor mais fraca representam a VM Linux 1, VM’ Linux 2 e VM’ Linux 3 respectivamente. 70 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 2 parte 3: Cenário 2 - Testes de Transferência da Parte 3 com VM's Linux Transferência (Gbytes) 2,500 2,12 2,14 2,22 3 Conexões a 3 MV's Linux 2 Conexões a 3 MV's Linux 2,000 1 Conexões a 3 MV's Linux 1,500 1,11 1,13 1,10 1,12 1,11 1,13 1,000 0,751 0,759 0,766 0,782 0,742 0,793 0,500 0,699 0,760 0,744 1 Conexões a 3 MV's Linux 2 Conexões a 3 MV's Linux 3 Conexões a 3 MV's Linux 0,000 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 17 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 2 - Parte 3 Os testes de transferência de dados do cenário 1 parte 3 mostram que as médias de transferência diminuem quando o número de conexões aumentam. No gráfico as colunas com a cor mais forte para a cor mais fraca representam a VM Linux 1, VM’ Linux 2 e VM’ Linux 3 respectivamente. 71 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos três servidores virtuais Linux: Desvio Padrão das Médias de Velovidade - 3 conexões a 3 VM's Linux 111 Desvio Padrão = 2,1243 110 109 108 107 106 Média dos IP's 105 Média Total dos IP's 104 Desvio Padrão 103 102 101 100 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Gráfico 18 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Linux 3.3.4. Análise sobre o Cenário 2 Na parte 1 com um servidor virtual Linux e com uma conexão conseguiu-se uma velocidade total de conexão entre 55% e 60% (599,7 Mbits), já com duas conexões simultâneas, esta velocidade ficou entre 79% e 81% (799,3 Mbits), e com três conexões simultâneas chegou-se a uma velocidade total que ficou entre 88% e 91% (899,6 Mbits). Na parte 2 com dois servidores virtuais Linux e com uma conexão simultânea para cada servidor, conseguiu-se uma média total de velocidade que ficou entre 75% e 80% (781,7 Mbits). Usando duas conexões simultâneas a cada servidor virtual Linux obteve-se uma média total de velocidade que fica entre 90% e 95% (946,1 Mbits), já com 3 conexões simultâneas a cada servidor virtual Linux chegouse a velocidade total que esta entre 95% e 96% (952,8Mbits). Na parte 3 do cenário 1 com 3 servidores virtuais Linux e com uma conexão simultânea a cada servidor, conseguiu-se uma velocidade total que ficou entre 90% e 93% (926,5 Mbits). Quando aumentamos o número de conexões para duas conexões simultâneas para cada servidor virtual Linux a velocidade total ficou entre 72 95% e 96% atingindo 959 Mbits, já com três conexões simultâneas para cada servidor Linux chegou-se a uma velocidade total entre 96% e 97% (962,47 Mbits). Através dos testes realizados no cenário 2, podemos afirmar que o desempenho total da rede aumenta o quanto mais conexões forem feitas aos servidores virtualizados, aumentando ainda mais quando o número de servidores virtualizados for aumentado. Em relação aos servidores virtuais Windows, o Linux não conseguiu atingir valores muito maiores, ficando o desempenho entre os dois equilibrados. Constatouse ainda, que os dois sistemas operacionais virtualizados conseguem fazer um bom aproveitamento da rede, chegando a valores próximos do máximo que a placa de rede e os periféricos permitem. 73 3.4. Cenário 3: Com Servidores Virtuais Windows e Linux 3.4.1. Cenário 3 – Parte 1 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 3 parte 1: Tabela 20 - Cenário 3 Parte 1 Teste 1 e 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Cenário 3 Parte 1 Teste 1 IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 1 422 460 2 446 442 3 434 438 4 402 396 5 418 407 6 403 388 7 371 430 8 419 348 9 384 410 10 388 383 Windows 1 Linux 1 Média 408,7 410,2 Desvio P. 23,42 33,28 Vel Total 818,90 Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total Cenário 3 Parte 1 Teste 2 IP IP IP IP 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 226 211 261 245 216 231 255 250 227 228 242 254 241 252 219 238 222 232 256 239 215 245 236 255 225 222 249 257 220 213 254 262 215 228 263 245 221 212 258 259 Windows 1 Windows 1 Linux 1 Linux 1 222,8 227,4 249,3 250,4 7,77 13,71 13,53 8,36 949,90 74 Tabela 21 - Cenário 3 Parte 1 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total IP 192.168.1.101 150 150 135 140 143 141 144 137 141 139 Windows 1 142 4,97 954,70 Cenário 3 Parte 1 Teste 3 IP IP IP IP IP 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 151 142 172 171 170 138 143 170 177 174 143 147 179 179 170 146 139 169 179 182 141 146 167 175 181 145 142 179 178 169 140 148 182 177 167 142 148 176 175 179 139 141 181 176 177 139 139 171 184 182 Windows 1 Windows 1 Linux 1 Linux 1 Linux 1 142,4 143,5 174,6 177,1 175,1 4,01 3,50 5,44 3,38 5,82 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 3 parte 1 com servidores virtuais Windows e Linux respectivamente: Cenário 3 - Testes de Velocidade da Parte 1 com VM's Windows/Linux 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux 410,2 408,7 2 Conexões a 1 VM Windows/Linux Velocidade (Mbits) 500 1 Conexão a 1 VM Windows/Linux 400 300 200 222,8 142 227,4 142,4 249,3 143,5 250,4 174,6 177,1 175,1 1 Conexão a 1 VM Windows/Linux 2 Conexões a 1 VM Windows/Linux 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux 100 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 19 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 1 75 Os resultados obtidos através dos testes do cenário 3 parte 1, mostram que as médias de velocidade do Windows são inferiores as médias de velocidade atingidas pelo Linux em todos os testes efetuados. As colunas com as cores mais fortes são as conexões a máquinas virtuais Windows, enquanto que as colunas com as cores mais fracas são as conexões a máquinas virtuais Linux. Notou-se também que quanto mais conexões aos servidores, mais aumentava a diferença de velocidade entre as MV’s Windows e Linux. Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 3 parte 1 com servidores virtuais Windows e Linux respectivamente: Cenário 3 - Testes de Transferência da Parte 1 com VM's Windows/Linux 2,866 2,854 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux 2 Conexões a 1 VM Windows/Linux 3 Transferência (Gbytes) 2,5 2 1,5 1,555 1,0064 1,587 0,9045 1,743 1,0159 1 Conexão a 1 VM Windows/Linux 1,751 1,221 1,236 1,224 1 1 Conexão a 1 VM Windows/Linux 2 Conexões a 1 VM Windows/Linux 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux 0,5 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 20 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 1 Os testes de Transferência mostram que as médias do Windows são inferiores as médias de transferência atingidas pelo Linux em todos os testes efetuados. As colunas com as cores mais fortes são as conexões a máquinas virtuais Windows, enquanto que as colunas com as cores mais fracas são as conexões a máquinas virtuais Linux. Notou-se também que quanto mais conexões 76 aos servidores, mais aumentava a diferença de velocidade entre as MV’s Windows e Linux. Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões a um servidor virtual windows e um servidor virtual Linux: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 1 VM Windows/Linux 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 Desvio Padrão = 18,0826 Média dos IP's Média Total dos IP's Desvio Padrão 1 2 3 4 5 6 7 Gráfico 21 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 1 VM Windows/Linux 3.4.2. Cenário 3 – Parte 2 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 3 parte 2 com máquinas virtuais Windows e Linux: Tabela 22 - Cenário 3 Parte 2 Teste 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total Cenário 3 Parte 2 Teste 1 IP IP IP IP 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 213 227 245 263 214 208 252 275 208 217 272 257 126 228 252 260 229 213 261 254 233 209 259 258 228 220 258 249 219 228 256 254 215 227 256 258 204 226 259 268 Windows 1 Windows 2 Linux 1 Linux 2 208,9 220,3 257 259,6 30,60 8,06 7,04 7,50 945,80 77 Tabela 23 - Cenário 3 Parte 2 Teste 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total Cenário 3 Parte 2 Teste 2 IP IP IP IP IP IP IP IP 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 192.168.1.107 192.168.1.108 108 111 115 104 124 129 139 138 105 105 114 102 136 132 137 136 110 104 113 105 130 135 131 135 109 108 115 102 130 130 131 138 111 109 109 111 138 128 131 130 112 105 112 108 135 126 130 137 105 106 113 113 127 128 135 136 110 110 102 105 134 132 142 130 108 107 110 107 130 130 135 138 109 110 113 111 129 131 131 131 Windows 1 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 108,7 107,5 111,6 106,8 131,3 130,1 134,2 134,9 2,31 2,46 3,89 3,88 4,35 2,56 4,10 3,31 965,1 78 Tabela 24 - Cenário 3 Parte 2 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão IP IP Amostra 192.168.1.101 ...102 1 74,7 75,6 2 68,9 73,8 3 76,0 73,6 4 75,8 74,4 5 70,7 71,3 6 78,2 76,4 7 70,1 75,1 8 71,4 71,1 9 76,0 69,1 10 75,5 69,7 Windows 1 Windows 1 Média 73,73 73,01 Desvio P. 3,16 2,54 Vel Total 965,41 Cenário 3 Parte 2 Teste 3 IP IP IP IP IP IP ...103 192.168.1.104 ...105 ...106 192.168.1.107 ...108 72,9 72,5 72,8 71,2 84,4 89,7 74,1 71,3 65,1 70,8 92,0 90,3 72,6 67,5 67,9 73,1 91,2 85,3 71,2 65,9 69,1 68,4 91,3 91,5 74,8 76,9 66,6 77,4 87,2 85,9 70,6 68,4 68,4 68,7 86,0 86,5 70,4 69,4 69,6 71,6 87,2 87,7 73,2 71,2 70,3 73,2 89,8 87,8 69,2 69,6 74,3 73,3 92,3 92,4 70,2 70,2 69,8 74,9 86,9 87,5 Windows 1 Windows 2 Windows 2 Windows 2 Linux 1 Linux 1 71,92 70,29 69,39 72,26 88,83 88,46 1,86 3,02 2,71 2,74 2,82 2,40 IP IP IP ...109 192.168.1.110 ...111 88,0 89,7 88,6 88,3 91,9 88,3 91,7 89,7 89,1 83,4 87,9 93,0 85,4 92,4 86,0 85,4 93,9 91,5 88,8 89,6 93,7 91,7 90,1 88,7 84,9 92,4 89,6 91,3 89,6 88,8 Linux 1 Linux 2 Linux 2 87,89 90,72 89,73 3,04 1,83 2,34 IP ...112 84,9 88,1 89,9 91,2 91,0 86,7 90,2 90,2 88,1 91,5 Linux 2 89,18 2,16 79 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 3 parte 2: Cenário 3 - Testes de Velocidade da Parte 2 com VM's Windows/Linux 3 Conexões a 2 VM Windows/Linux 2 Conexões a 2 VM Windows/Linux 257 259,6 300 208,9 220,3 1 Conexão a 2 VM Windows/Linux Velocidade (Mbits) 250 200 131,3 130,1 134,2 134,9 150 100 108,7 107,5 111,6 106,8 73,73 73,01 71,92 70,29 69,39 72,26 88,83 88,46 87,89 90,72 89,73 89,18 1 Conexão a 2 VM… 2 Conexões a 2 VM… 3 Conexões a 2 VM… 50 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 22 - Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 2 Os resultados obtidos através dos testes do cenário 3 parte 2, mostram que as médias de velocidade do Windows são inferiores as médias de velocidade atingidas pelo Linux em todos os testes efetuados. As colunas com as cores mais fortes são as conexões a máquinas virtuais Windows, enquanto que as colunas com as cores mais fracas são as conexões a máquinas virtuais Linux. 80 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 3 parte 2: Cenário 3 - Testes de Transferência da Parte 2 com VM's Windows/Linux 3 Conexões a 2 VM Windows/Linux 2 Conexões a 2 VM Windows/Linux 1,80 1,75 1,52 1,54 1 Conexão a 2 VM Windows/Linux 1,800 Transferência (Gbytes) 1,600 1,400 1,200 1,000 0,939 0,926 0,959 0,965 0,778 0,769 0,799 0,764 0,800 0,600 0,527 0,522 0,515 0,503 0,497 0,517 0,618 0,633 0,629 0,650 0,642 0,638 0,400 1 Conexão a 2 VM… 2 Conexões a 2 VM… 3 Conexões a 2 VM… 0,200 0,000 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 23 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 2 Os resultados obtidos através dos testes do cenário 3 parte 2, mostram que as médias de transferência do Windows são inferiores as médias de transferência atingidas pelo Linux em todos os testes efetuados. As colunas com as cores mais fortes são as conexões a máquinas virtuais Windows, enquanto que as colunas com as cores mais fracas são as conexões a máquinas virtuais Linux. 81 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos dois servidores virtuais windows e Linux respectivamente: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 2 VM's Windows/Linux 95 Desvio Padrão = 9,1624 90 85 80 75 Média dos IP's 70 Média Total dos IP's Desvio Padrão 65 60 55 50 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Gráfico 24 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 2 VM Windows/Linux 82 3.4.3. Cenário 3 – Parte 3 Seguem na tabela abaixo os resultados das médias de velocidade obtidas por cada intervalo de 60 segundos, onde se apresentam as médias dos 10 testes realizados, a média total de velocidade, desvio padrão e velocidade total atingida do cenário 3 parte 3 com servidores virtuais Windows e Linux respectivamente: Tabela 25 - Cenário 3 Parte 3 Teste 1 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Cenário 3 Parte 3 Teste 1 IP IP IP IP IP IP Amostra 192.168.1.101 192.168.1.102 192.168.1.103 192.168.1.104 192.168.1.105 192.168.1.106 1 141 155 142 174 180 180 2 150 139 143 181 180 178 3 154 150 146 172 175 175 4 145 138 147 175 183 181 5 155 150 141 170 175 185 6 152 137 144 178 180 183 7 153 144 148 173 182 173 8 145 145 140 173 184 183 9 151 140 154 174 171 180 10 154 138 148 184 169 181 Windows 1 Windows 2 Windows 3 Linux 1 Linux 2 Linux 3 Média 150 143,6 145,3 175,4 177,9 179,9 Desvio P. 4,74 6,28 4,19 4,33 5,13 3,70 Vel Total 972,1 83 Tabela 26 - Cenário 3 Parte 3 Teste 2 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desvio P. Vel Total IP 192.168.1.101 77,7 71,1 70,6 72,2 73,7 75,0 72,5 71,9 67,5 68,5 Windows 1 72,07 2,98 977,911 IP ...102 74,1 71,0 75,0 74,8 77,1 70,8 73,9 69,4 76,0 73,0 Windows 1 73,51 2,46 Cenário 3 Parte 3 Teste 2 IP IP IP IP IP 192.168.1.103 ...104 192.168.1.105 ...106 192.168.1.107 69,5 73,9 72,2 70,2 89,8 68,6 69,0 70,1 68,9 95,3 67,8 73,9 69,7 75,1 87,8 74,7 70,5 71,9 76,5 86,1 72,6 68,5 76,4 69,4 94,6 72,5 73,8 72,0 77,2 86,1 72,0 75,0 76,1 71,8 92,4 76,2 68,4 73,3 74,6 91,8 67,1 69,6 76,3 76,8 87,1 75,6 77,0 70,2 72,8 95,3 Windows 2 Windows 2 Windows 3 Windows 3 Linux 1 71,66 71,961 72,82 73,33 90,63 3,28 3,10 2,62 3,15 3,74 IP ...108 88,8 89,1 92,2 93,5 88,2 90,3 88,8 90,7 90,5 96,6 Linux 1 90,87 2,60 IP IP IP IP 192.168.1.109 ...110 192.168.1.111 ...112 88,8 88,1 92,2 92,5 94,7 85,1 92,8 96,5 86,8 91,3 94,0 93,5 87,2 86,8 95,2 89,6 89,0 92,4 89,8 91,6 89,5 94,6 85,7 92,7 89,3 84,1 90,1 94,0 86,8 88,4 88,1 96,0 93,2 92,4 88,6 91,3 90,0 87,3 89,0 81,6 Linux 2 Linux 2 Linux 3 Linux 3 89,53 89,05 90,55 91,93 2,62 3,46 2,94 4,19 84 Tabela 27 - Cenário 3 Parte 3 Teste 3 - Amostras dos Testes com Médias e Desvio Padrão Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média Desv P. Vel Tot IP ...101 48,5 47,6 46,8 50,5 47,6 49,8 49,4 48,6 47,2 46,8 Win 1 48,28 1,30 976,25 IP ...102 49,2 46,4 46,5 46,7 51,3 46,5 50,9 46,4 47,9 51,1 Win 1 48,29 2,13 IP ...103 47,3 50,7 49,5 48,5 47,8 45,3 46,7 47,1 51,4 50,0 Win 1 48,43 1,94 IP ...104 48,1 49,9 44,1 44,0 50,6 50,8 46,8 48,9 49,2 48,9 Win 2 48,13 2,44 IP ...105 48,4 43,2 45,4 47,3 44,0 49,1 44,0 45,4 44,2 45,7 Win 2 45,67 2,00 IP ...106 44,0 46,4 50,6 49,0 50,4 46,3 50,4 49,9 43,7 47,3 Win 2 47,8 2,64 IP ...107 50,1 49,4 49,7 46,5 51,1 48,1 45,1 47,3 50,3 49,6 Win 3 48,72 1,91 Cenário 3 Parte 3 Teste 3 IP IP IP IP IP IP IP IP IP IP IP ...108 ...109 ...110 ...111 ...112 ...113 ...114 ...115 ...116 ...117 ...118 48,6 45,0 57,0 60,9 62,3 62,1 57,0 59,9 63,5 61,8 60,3 46,1 52,3 57,3 60,8 61,3 58,5 58,5 53,5 63,5 59,9 61,9 48,6 50,1 57,6 60,6 60,5 62,4 58,0 64,0 59,4 60,8 63,3 47,2 47,5 62,9 61,5 62,2 60,3 59,1 61,2 60,7 64,3 61,3 48,0 46,9 56,9 60,0 58,8 59,8 63,9 64,4 58,0 61,0 59,2 47,0 44,4 59,9 59,1 64,8 65,1 56,4 63,2 58,1 61,5 59,1 52,2 47,1 60,0 60,1 60,6 62,5 61,7 57,8 58,1 60,7 61,9 48,2 48,1 62,5 62,7 59,1 61,0 59,5 59,4 59,3 60,1 60,1 50,6 47,0 60,8 59,7 61,1 61,8 59,5 63,7 60,3 62,9 61,0 49,4 49,7 58,1 59,0 60,1 58,5 62,1 59,3 59,5 60,3 61,2 Win 3 Win 3 Linux 1 Linux 1 Linux 1 Linux 2 Linux 2 Linux 2 Linux 3 Linux 3 Linux 3 48,59 47,81 59,3 60,44 61,08 61,2 59,57 60,64 60,04 61,33 60,93 1,79 2,37 2,25 1,12 1,74 2,02 2,36 3,41 2,04 1,37 1,30 85 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de velocidade do cenário 3 parte 3 com servidores virtuais Windows e Linux respectivamente: Cenário 3 - Testes de Velocidade da Parte 3 com VM's Windows/Linux 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux 175,4 177,9 179,9 2 Conexões a 3 VM Windows/Linux 1 Conexão a 3 VM Windows/Linux 150 143,6 145,3 180 160 Velocidade (Mbits) 140 120 100 80 60 90,63 90,87 89,53 89,05 90,55 91,93 72,07 73,51 71,66 71,961 72,82 73,33 48,28 48,29 48,43 48,13 45,67 47,8 48,72 48,59 47,81 59,3 60,44 61,08 61,2 59,57 60,64 60,04 61,33 60,93 1 Conexão a 3 VM Windows/Linux 2 Conexões a 3 VM Windows/Linux 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux 40 20 0 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 25 -Resultados dos Testes de Velocidade - Cenário 3 - Parte 3 Os resultados do cenário 3 parte 3 mostram que o desempenho da velocidade da rede em MV’s Linux é superior a MV’s Windows. 86 Abaixo segue o gráfico com as médias dos testes de transferência do cenário 3 parte 3 com servidores virtuais Windows e Linux respectivamente: Cenário 3 - Testes de Transferência da Parte 3 com VM's Windows/Linux 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux 1,22 1,400 1,05 1,01 1,27 2 Conexões a 3 VM Windows/Linux 1,26 1 Conexão a 3 VM Windows/Linux 1,02 Transferência (Gbytes) 1,200 1,000 0,800 0,649 0,650 0,642 0,637 0,647 0,658 0,516 0,526 0,511 0,515 0,521 0,525 0,600 0,400 0,345 0,346 0,347 0,344 0,327 0,342 0,349 0,348 0,342 0,424 0,433 0,437 0,438 0,426 0,441 0,430 0,439 0,439 1 Conexão a 3 VM Windows/Linux 2 Conexões a 3 VM Windows/Linux 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux 0,200 0,000 Ip's Clientes (Média de 10 testes por IP) Gráfico 26 - Resultados dos Testes de Transferência - Cenário 3 - Parte 3 Os resultados do cenário 3 parte 3 mostram que o desempenho de transferência de dados na rede em MV’s Linux é superior a MV’s Windows. 87 Abaixo segue o desvio padrão das médias de velocidade, onde foram feitas três conexões para cada um dos três servidores virtuais windows e Linux respectivamente: Desvio Padrão das Médias de Velocidade - 3 conexões a 3 VM's Windows/Linux 65 Desvio Padrão = 6,4987 60 55 50 Média dos IP's Média Total dos IP's 45 Desvio Padrão 40 35 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Gráfico 27 - Desvio Padrão de Velocidade - 3 Conexões a 3 VM Windows/Linux 3.4.4 Análise sobre o Cenário 3 Na parte 1 com um servidor virtual Windows e um servidor virtual Linux com uma conexão simultânea a cada um deles, conseguiu-se uma velocidade total de conexão entre 81% e 82% (818,9 Mbits), já com duas conexões simultâneas a cada servidor virtual, esta velocidade ficou entre 94% e 96% (949,9 Mbits), e com três conexões simultâneas a cada servidor virtual, chegou-se a uma velocidade total que ficou entre 95% e 96% (954,7 Mbits). Observa-se também que o Linux tem uma vantagem no desempenho da rede sobre o Windows quando aumentados os números de conexões a cada servidor virtual. Na parte 2 com dois servidores virtuais Windows e dois servidores virtuais Linux com uma conexão simultânea para cada servidor, conseguiu-se uma média 88 total de velocidade que ficou entre 94% e 95% (945,8 Mbits). Usando duas conexões simultâneas a cada servidor virtual Windows e Linux obteve-se uma média total de velocidade que fica entre 95% e 97% (965,1 Mbits), já com 3 conexões simultâneas a cada servidor virtual Windows e Linux, chegou-se a velocidade total que esta entre 95% e 97% (965,41 Mbits). Na parte 3 do cenário 1 com três servidores virtuais Windows e três servidores virtuais Linux, com uma conexão simultânea a cada servidor, conseguiuse uma velocidade total que ficou entre 97% e 98% (972,1 Mbits). Quando aumentamos o número de conexões para três conexões simultâneas para cada servidor virtual Windows e Linux a velocidade total ficou entre 97% e 98% atingindo 977,91 Mbits, já com três conexões simultâneas para cada servidor Windows e Linux, chegou-se a uma velocidade total que fica entre 97% e 98% (976,25 Mbits). Através dos testes realizados no cenário 3, podemos afirmar que o desempenho total da rede fica entre 81% e 98 %, mostrando que quando usamos maquinas virtuais Windows e Linux em simultâneo, temos um melhor aproveitamento da rede. Constata-se ainda, que máquinas virtuais Linux executando em simultâneo com máquinas virtuais Windows, levam uma vantagem sobre o aproveitamento da rede, levando em consideração o numero de conexões a cada máquina virtual. 89 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho apresentou algumas características da virtualização, que se trata de uma tecnologia que esta sendo usada por organizações do mundo todo, para auxiliar num melhor aproveitamento de recursos computacionais. Quando se trata de aplicações de virtualização, seriam necessários alguns estudos a respeito de metodologias, conceitos e ferramentas que poderão ser utilizadas para desenvolver todo o processo, verificando, se o projeto é viável e se tem garantias de sucesso. Podemos constatar que a virtualização é uma tecnologia que esta se difundindo e beneficiando as empresas com o auxilio dos profissionais da área de tecnologia da Informação. A técnica de virtualização não é uma técnica recente, mas foi nos últimos anos que vem abrindo espaços dentro das organizações, graças ao grande aumento do poder de processamento que o hardware vem adquirindo. Contudo, o objetivo principal deste trabalho, foi testar e analisar o desempenho da rede, com diferentes sistemas operacionais, a fim de demonstrar que alguns sistemas operacionais têm um ganho superior quando se trata do uso da rede. Embora tenham sido apresentadas algumas variações nos resultados obtidos através de testes realizados em laboratório, consegue-se ver, que os resultados foram satisfatórios, uma vez que eles mostraram que é possível analisar o desempenho que a rede oferece, em se tratando de sistemas operacionais virtualizados. Conseguiu-se, analisar através dos testes realizados, que diferentes sistemas operacionais virtualizados possuem diferentes tratativas em relação ao desempenho da rede. Embora os testes tenham sido realizados em laboratório, conseguem-se obter, características típicas de um ambiente empresarial, onde os clientes se conectam ao servidor a qualquer momento, a fim de fazer uso e troca de informações, através de sistemas empresariais. Os testes efetuados mostram que a largura da banda da rede consegue chegar a quase 100% quando o número de conexões aumenta, porem chega-se a um limite quando o número de clientes conectados for aumentando, o que pode causar lentidão na rede ou nas aplicações que dependem da mesma. 90 Para trabalhos futuros, podem ser executados outros tipos de testes na rede, utilizando alguns virtualizadores como Citrix XenServer, VMWare, VirtualBox entre outros. Também poderá ser testada a rede com um maior número de conexões para ver até onde é viável a utilização de muitas máquinas virtuais. Isso, a fim de obter resultados para que auxiliem na implantação e manutenção de ambientes virtualizados. 91 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADREMSOFT. 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Acesso em: 15 Outubro 2012. 94 Anexo 1 - Instalação Do Windows Server 2008 R2 Selecionando o idioma do Windows e do teclado: Inicio do processo de instalação: 95 Selecionando a versão do Windows a ser instalada: Aceitando os termos de instalação: 96 Selecionando o tipo de Instalação: Selecionado a partição onde o Windows será instalado: 97 Processo de instalação do Windows: 98 Anexo 2 - Instalação Ubuntu Server 12.04 Selecionando o idioma: Iniciando a Instalação: 99 Selecionando o idioma do teclado: Informando o nome da Máquina (hostname): 100 Informando o nome do usuário: Informando uma senha para o usuário: 101 Configurando o fuso horário: Método de particionamento dos discos: 102 Instalação do Sistema: Configurando atualizações automáticas: 103 Tipo de serviço a ser instalado no Ubuntu Server 12.04: Instalar o GRUB (Gerenciador de Boot): 104 Finalizando a Instalação: Sistema operacional Ubuntu rodando: 105 Anexo 3 - Máquinas Virtuais Executando Máquinas Virtuais sendo executadas: