STORYTELLING DOSSIÊ 84 HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br O “ McKee: histórias motivam a agir Em entrevista exclusiva, o ícone mundial do storytelling, Robert McKee, explica por que as empresas e os gestores têm tanto a ganhar com essa técnica –e como podem fazê-lo de maneira honesta A entrevista é de José Salibi Neto, CKO da HSM do Brasil. que costumo fazer com empresários e executivos é simples: tento ajudá-los a conversar com as pessoas. No fundo, é para isso que serve o storytelling; você consegue conversar com outro ser humano de uma forma que seja significativa, que o atinja emocionalmente, convencendo-o a pensar e agir do jeito que você quer. Se o líder aprender a conversar com pessoas, seja cara a cara, seja em um comercial que chegue a milhões de espectadores, será bem-sucedido. Se não conseguir, pode esquecer.” O maior especialista mundial em storytelling, Robert McKee, explica, em entrevista exclusiva a HSM Management, como empresas de todos os tipos podem melhorar o modo de se comunicar com funcionários, clientes e investidores por meio do storytelling, motivando pessoas de dentro e de fora da estrutura corporativa a agir. Ele fala com conhecimento de causa: pode-se dizer que obteve 39 Oscars –por meio de seus alunos– e é cada vez mais acionado por empresas e gestores. Como é sua relação com o boom do storytelling nas empresas? Quais são seus clientes? Faço consultoria individual, para pessoas do mundo corporativo de todo tipo; trabalhamos em suas apresentações e problemas caso a caso. O uso de histórias no trabalho chegou a um pico agora, mas tenho feito isso há muitos anos. Faço coaching com empresas também; acho que o primeiro que fiz foi com a Microsoft, 15 anos atrás. E, mais ou menos na mesma época, uma empresa de videogames, a Sierra On-line, tornou-se minha cliente –a indústria de games é um dos setores mais ativos com que trabalho. Houve a HP há uns 12 anos, além de muitos bancos –do Wells Fargo ao Trust Bank da Rússia. Trabalhei também para vários escritórios de advocacia que representam clientes corporativos com graves problemas de storytelling –por exemplo, dei consultoria a um que representa a indústria de cigarros; imagine que história difícil de contar... Só que, dez anos atrás, o storytelling era apenas uma ferramenta a mais e, hoje, é algo realmente grande. O que aconteceu nesses dez anos para que as empresas começassem a se preocupar tanto em contar histórias? Posso dar um exemplo prático, e extremo? Eu conduzi treinamentos para várias apresentações de IPOs [ofertas públicas iniciais de ações], que são eventos de vida ou morte para uma empresa. Funciona assim: os investidores se sentam em uma sala e entra um gestor depois do outro, pondo suas cartas na mesa; essa pessoa sabe imediatamente se foi bem ou não, porque o cheque vem praticamente na hora. Muitos executivos responsáveis por IPOs se deram conta de que seus PowerPoints não motivavam os investidores a preencher cheques. Então, comecei a treiná-los para, com os mesmos HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br 85 STORYTELLING DOSSIÊ (Re)aprenda a contar histórias, por Robert McKee T odas as pessoas são, em alguma medida, contadoras de histórias natas –ou foram, até que isso lhes foi arrancado. Toda criança conta e adora histórias. As histórias se encaixam perfeitamente na mente humana; a narrativa é a forma como a mente interpreta a realidade. Pense em como uma pessoa relembra seu passado: é como uma série de estatísticas? Não, ela volta, pega os fatos principais, elimina tudo o que é banal e concentra esses eventos em uma história, a que chama de memória. A mente faz isso naturalmente. Se consegue se lembrar, você consegue contar uma história, porque sua mente contou a história para você. Como você tenta imaginar o futuro? Também como uma história. Todo ser humano é capaz de pensar: “Se eu fizer isso, vou arrumar encrenca, mas, se eu fizer aquilo, tudo bem”. Todo mundo é capaz de pensar no formato história. Então, isso é natural. Na escola arrancam isso de você, querendo que execute tarefas e memorize dados. Treinam o aluno a pensar e a se expressar retoricamente, com argumentos indutivos ou dedutivos. Eu sugeriria a quem não se sente um contador de histórias nato que se lembre de quando era criança. E conscientize-se: você conta histórias para si mesmo todos os dias, seja pensando no passado, seja olhando para o futuro. Se deixaram esse contador de histórias ir embora, você pode trazê-lo de volta. Contar histórias passa também por falar em público, o que as pessoas costumam fazer apoiadas em uma apresentação em PowerPoint, que as conduz passo a passo. Então, o problema real pode ser outro: não é que você não sabe contar uma história, e sim que não consegue improvisar. Para ser um storyteller, realmente é preciso ser capaz de improvisar. Isso exige coragem, mas, sobretudo, prática. dados das apresentações, contar histórias de sua empresa batalhadora, como começou e como superou problemas, até a conclusão de que agora ela está pronta a abrir o capital e conquistar o mundo. De repente, os cheques voltaram a ser preenchidos. Respondendo diretamente a sua pergunta: em algum ponto, os executivos perceberam que jogar informações em cima das pessoas as paralisa, daí a mudança. As pessoas não querem mais informações? O que as pessoas querem é o que chamo de “histórias com propósito”. No caso, o propósito é fazer com que ajam e a forma de contar as convence a agir. Não tem a ver com um final feliz ou triste, mas com um final ativo ou passivo na vida real, que leve as pessoas a desejar agir em vez de ficar esperando instruções. Essa motivação é a resposta emocional à história. Quanto às informações, não são indesejadas, mas, nos últimos 20 anos, por causa da revolução do computador e da internet, a quantidade de informações ficou intergaláctica. Converter essas informações em uma história é o que funciona, porque motiva as pessoas a agir. Agora, deve-se res- 86 HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br Falar em público é um exercício como outro qualquer –nadar, correr, jogar tênis. Você tem de aprender a improvisar de pé. A melhor maneira de começar, entre as que conheço, é ter um pequeno público caseiro, como a esposa ou um grande amigo. Você ensaia e pratica diante dele. Atores que interpretam Shakespeare não entram no palco na noite de estreia e saem falando, sabia? Eles ensaiam por 12 semanas. E têm Shakespeare ao lado deles, enquanto você não tem. A prova de fogo são as crianças e jovens. Se conseguiu atrair a atenção da esposa ou do amigo, talvez seja porque eles querem lhe agradar, mas, se atrair a atenção de seus filhos, aí já existe algum avanço. Se captar a atenção de uma criança de 6 anos, então, pode comemorar a valer! Ela tem a amplitude de atenção de um mosquito. Sente-a a seu lado e diga: “Vou te contar uma história”. Se essa criança ficar um pouco sentada, parabéns! tringir a quantidade de informações apenas ao necessário, para que elas não encubram a mensagem mais importante –a de que as pessoas façam determinada coisa. Além disso, informações são questionadas, mas histórias não. As informações servem simplesmente para dar credibilidade à história. Por que o storytelling provoca respostas emocionais? Há muitos motivos, e um dos principais é que o storytelling se baseia em valores universais. Ao longo dos últimos 30 anos, o bom senso, a compreensão e o compartilhamento de valores universais têm sofrido uma enorme pressão. As pessoas andam confusas em relação ao amor, por exemplo, e a muitos outros valores. O único valor que permanece claro na cabeça delas parece ser o de que a vida é melhor do que a morte. Mas o que é justiça? E injustiça? Qual o uso correto do poder? Tudo está muito nebuloso. Outro aspecto importante é que a história transmite mais fortemente a sensação de que o narrador estava lá, protagonizando-a. No século 19, [o romancista inglês] Charles (2) (3) (1) (4) (5) O alcance de McKee pode ser traduzido em imagens: (1) Nicolas Cage interpreta Robert McKee no filme Adaptação, em que um roteirista fica sem ideias e vai a um seminário; (2) os alunos Peter Jackson, diretor vencedor do Oscar com Senhor dos Anéis, e (3) Paul Haggis, que ganhou Oscars por escrever Menina de Ouro e por dirigir Crash, que também escreveu; (4) cartaz de O Cisne Negro; e (5) personagens de Toy Story –filmes sob sua influência direta Dickens escreveu muitas histórias sobre as empresas, porque ele as viu de perto. Foi estenógrafo de tribunais quando jovem e passou muito tempo tomando nota de tudo o que os empresários diziam em processos. Ele estava lá e, por isso, contou suas histórias tão bem que são verossímeis até hoje. Nos 150 anos seguintes, aparentemente a maioria das pessoas não estava lá. Até que chegou a internet e apareceram os sujeitos que estavam lá escrevendo histórias em tuítes como “Eles me prejudicaram”e “Esse produto não funciona”. As histórias agora não são contadas por Dickens, mas pelos internautas. A resposta emocional é forte novamente e vai obrigar todos os fabricantes mentirosos, maldosos e manipuladores a se tornar fornecedores melhores, respeitar os clientes e reconquistá-los contando histórias honestas. O apelo emocional das narrativas também aumenta quando elas são apresentadas cara a cara, uma vez que 50% da compreensão tem a ver com a linguagem corporal. Tecnologias como o Skype tornam esse cara a cara possível outra vez. O storytelling pode fazer com que funcionários, clientes e as pessoas em geral voltem a confiar nas empresas? Há um clima de desconfiança... Tudo depende de quem conta a história. Se esse narrador é honesto e quer usar a história para motivar os outros a fazer alguma coisa honesta, sim. Vale destacar um ponto importante: apesar de não ser impossível, é mais difícil mentir quando se está apresentando uma narrativa. Isso ocorre porque, para contar bem uma história, você precisa explicitar seu lado negativo. A coragem necessária para falar do que é ruim faz com que o narrador conquiste a confiança da audiência. Passa a percepção de integridade. HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br 87 STORYTELLING DOSSIÊ SAIBA MAIS SOBRE ROBERT MCKEE Nascido em Detroit, Estados Unidos, em 1941, Robert McKee ensina há mais de 30 anos a arte da narrativa. Aqui o mestre do storytelling narra sua história profissional “Como meu seminário sobre storytelling se tornou a referência que é hoje? Por acaso. Fui criado no meio-oeste norte-americano fazendo muito teatro, mas fui à universidade estudar para ser advogado. Só que isso não durou muito. Estava no curso preparatório para a graduação em direito e, por ter bolsa de estudos integral, precisei fazer uma atividade extracurricular. O que fui fazer? Teatro. Na primeira peça encenada, soube que não ia ser advogado. “Então, cursei disciplinas em literatura, em inglês, em teatro. Também foi no teatro que passei a primeira metade de minha vida profissional, dirigindo e atuando. Então, voltei a estudar e obtive Ph.D. em cinema, para ir a Hollywood e trabalhar com filmes. “Eu estava bem na Califórnia: escrevia séries e programas de TV. Um dia, recebi o telefonema de uma nova escola em que só profissionais lecionariam. Dustin Hoffman já ensinava a atuar; Sydney Pollack, a dirigir; e eu fui convidado a dar aulas de roteiro. Na primeira aula, havia 20 pessoas, à segunda foram 60, e fiz isso por oito semanas seguidas. O storytelling é o modo mais eficaz de captar a atenção das pessoas, agitá-las emocionalmente e satisfazê-las com uma conclusão que as motiva a agir. Basta não ser manipulação. O narrador honesto é o que acredita naquilo. Isso mesmo. Quais os usos-chave do storytelling para as empresas? Ele atende a várias situações corporativas. Serve para convencer o consumidor a comprar um produto; para vender um negócio a investidores; para capacitar um executivo a conversar com pessoas que estão no poder –é com uma história que você conseguirá entrar em uma reunião do conselho de administração e fazer uma apresentação, contando outra história. Histórias servem para administrar funcionários. Vamos dizer que seu gerente, um de seus melhores profissionais, 88 HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br “Então, chamaram-me de novo, dessa vez para um auditório de 200 pessoas. E, de repente, descobri que as maneiras como entendo uma história e como a explico são, aparentemente, muito úteis para os outros. Acho que ensino de dentro para fora, do mesmo jeito que um autor escreve. “Comecei a receber ligações de todo o mundo, pedindo minhas palestras – Roma, Londres–, e assim foi. Tive de fazer uma escolha em determinado ponto de minha vida: continuaria escrevendo roteiros eu mesmo ou ensinaria outros a escrever roteiros? Não dava para fazer os dois, as duas atividades consomem demais. E decidi encaminhar minha vida para escrever sobre escrever. Nunca voltei atrás. “Orgulho-me de meus alunos, são muito bem-sucedidos. Não apenas os 39 que ganharam o Oscar, mas todos os que se tornaram roteiristas, dramaturgos, romancistas.” Os seminários de McKee são uma referência mundial tão forte quanto seu livro Story, publicado no Brasil pela editora Arte e Letra com o título História. O site mckeestory.com disponibiliza conteúdo em inglês. entre em sua sala de repente e peça demissão. Não há fatos que possam demovê-lo da ideia, pois os fatos ele conhece e foram o que o desmotivou. Você pode usar uma história para tentar retê-lo? Sim. Tem de ouvir todas as queixas dessa pessoa, pegar isso e transformar em uma história de improviso, baseada na realidade. E você não narrará sozinho, claro; toda história é desenvolvida em formato de conversa. Se você conhece o problema e conta, cara a cara, uma história hipotética –situada no futuro– de como vai abordá-lo e mudar as coisas, motiva a pessoa a continuar seu trabalho. Apresentar um problema e uma solução é puro storytelling. Conforme sobe na carreira, todo profissional tem de usar mais histórias para extrair sentido do que é feito. Quem consegue encontrar sentido na vida para as outras pessoas as mobiliza a fazer o que é preciso e a pensar da maneira desejada pela empresa –sem ser manipulação. Isso é liderança. STORYTELLING DOSSIÊ A história com propósito é a que realmente motiva as pessoas e é o tipo de storytelling que gosto de ensinar. Qual é o diferencial da história com propósito? Não é uma história preparada, uma parábola, como a piada contada para quebrar o gelo no início de uma apresentação ou reunião. Posso até mostrar como isso é útil, mas não o ensino. A técnica que me dedico a ensinar é: pegar a realidade imediata e, de maneira improvisada, transformá-la em uma história viva, bem na frente das pessoas, em menos de cinco minutos. Para isso, o que eu costumo fazer com empresários e executivos é simples: tento ajudá-los a conversar com as pessoas. de conseguir o que quer. Fórmulas e estereótipos são muito comuns no mundo dos negócios. Como evitá-los nesses cinco minutos? Há uma diferença entre um clichê e uma mera repetição. Um clichê é algo que as pessoas muitas vezes usam mesmo, porque funciona. Ele atinge a mente humana, que é predisposta a determinadas reações a partir de certos estímulos: cores vivas e luz causam uma reação positiva, o escuro assusta. Gosto mais da palavra “tradição” do que de “clichê”. É possível ser original com essa tradição? Sim. É necessário usar com frescor os elementos que sabemos que a mente recebe de maneira positiva. Sem copiar os outros, sem ser repetitivo. Quem são os principais storytellers de uma empresa? O CEO? Ou todo gestor e todo líder? Curiosamente, não acho que CEOs sejam bons contadores de histórias. Há alguns narradores famosos, como Jack Welch, mas essa é a exceção que confirma a regra. CEOs, na maioria, não são particularmente talentosos em storytelling, e imagino que não tenham de ser, porque, sendo os maiores tomadores de decisão de uma organização, seu trabalho é dizer sim ou não, algo que se mostra estruturalmente diferente de uma narrativa. As pessoas que realmente têm de ser boas nisso são as que estão abaixo do CEO e acima do nível gerencial. Precisam motivar departamentos e divisões a fazer coisas. São os líderes ativos, que, entra dia, sai dia, têm de liderar equipes como parte delas. Falta de tempo é uma reclamação constante no ambiente corporativo e histórias levam tempo, não? Não são as histórias que demoram: consigo contar uma história com começo, meio e fim em um minuto. O necessário é passar um bom tempo absorvendo a realidade em questão, entendendo o propósito de contar determinada história, entendendo quem são as pessoas de sua audiência. Em outras palavras, o que leva tempo é trabalhar. Reunir dados é demorado. Mas contar histórias que cheguem ao ponto, quando você domina a arte de storytelling nos negócios, é algo que pode ser feito em dois minutos. Histórias corporativas são, em sua maior parte, narrativas orais. Não é isso? Elas funcionam com a mesma eficácia quando escritas? Sim, a mesma forma essencial funciona em qualquer mídia. É só uma questão de escolha do meio. Sabe por que a forma nunca muda? Porque a vida nunca muda. Histórias são metáforas da vida. E a natureza da existência humana sempre foi e sempre será a mesma –é o que é. Todas as histórias têm, obrigatoriamente, de fazer a plateia rir e pensar? Não, o humor não é obrigatório. O que é realmente essencial é que as pessoas se envolvam emocionalmente –de modo positivo e negativo, que as leve para frente e para trás. Para que isso aconteça, elas têm de entender três coisas: 90 l O personagem protagonista. l Os valores que estão em jogo. l As forças e os antagonistas que impedem o protagonista HSM Management 99 • julho-Agosto 2013 hsmmanagement.com.br Qual é o maior erro que os narradores corporativos tendem a cometer? Muitos desses storytellers se concentram em rechear a história de ideias, achando que só cumprirão sua obrigação se transmitirem todas as informações da lista. Uma história assim não é contada com emoção. As pessoas ouvem um monte de informações e ideias, mas não sentem nada, e o mais grave é que isso não as motiva a agir. Culturas diferentes têm premissas e exigências diferentes, em se tratando de storytelling? O bom storyteller faz pesquisas. Assim, ele reconhece as diferenças culturais de um lugar para outro e desenvolve sua forma de contar histórias com sensibilidade para tais diferenças. Mas, dito isso, histórias são universais. Por exemplo, eu posso contar as mesmas histórias familiares na Itália, na Índia e no Brasil e conseguir impactar igualmente as plateias. Há uma grande peça, chamada A Morte do Caixeiro-Viajante [do dramaturgo norte-americano Arthur Miller], que é uma ótima história familiar. É uma peça norte-americana, sobre uma família norte-americana absolutamente disfuncional, em que ninguém fala com ninguém. A peça foi para a China recentemente e fez enorme sucesso. A peça já foi muito encenada no mundo latino também, com êxito similar. Trata-se de uma história sobre algo que é tão universalmente humano em famílias que transcende todas as culturas. Em resumo, o conteúdo da narrativa é específico de cada cultura, mas sua forma é universal. O bom contador de histórias sabe disso. Quando verdadeira e bem contada, uma história supera todas as diferenças culturais. HSM Management