BOCA
ABERTA
Dossier
Pedagógico
Índice
1
Sinopse e ficha artística
2
Leitura 1 - Isto é mesmo um bicho?
Propostas pedagógicas
3
Leitura 2 - Isto é sobre o quê?
Propostas pedagógicas
4
Leitura 3 - Isto não existe!
Propostas pedagógicas
5
Leitura 4 - Isto não acaba?
Propostas pedagógicas
6
Fotografias de ensaio
7
Bibliografia
8
Informações e reservas - Escolas
9
Quem somos – Teatro Nacional D. Maria II
1
Boca Aberta
Leituras encenadas para a infância
Mais do que uma partilha de textos, uma leitura encenada pode, e deve,
ser um modo criativo de cruzar o jogo da palavra com o da encenação.
Segundo Maurice Blanchot, a literatura é ilusão. Tal como o teatro. O
que significa que ambos são portas de entrada no território inesgotável
da imaginação e da brincadeira, sobretudo na infância, momento em
que a capacidade de espanto e a vontade de descoberta permanecem
intactas.
É a partir desta predisposição para o assombro, associada à capacidade
de abstração criativa das crianças perante as coisas, que se constroem
as sessões de Boca aberta. Assim, nestas leituras encenadas, pretendese apresentar textos — a partir dos quais se lançam questões, jogos e
desafios — que visam não só estimular a imaginação, mas, sobretudo,
despertar a curiosidade perante a palavra.
Tanto em jardins-de-infância como no Salão Nobre do D. Maria II
serão apresentados a crianças e famílias textos que integram o Plano
Nacional de Leitura, assim como clássicos da literatura e obras de
autores portugueses e estrangeiros em vários géneros: do romance ao
conto, do teatro à poesia.
dirigido a crianças dos 3 aos 6 anos
Ficha artística
conceção e seleção de textos
Inês Fonseca Santos
Maria João Cruz
encenação
Catarina Requeijo
interpretação
Isto é mesmo um bicho?
Ana Tang
Sandra Pereira
Victor Yovani
Isto é sobre o quê?
Sandra Pereira
Victor Yovani
Isto não existe!
Ana Água
Ana Valente
Isto não acaba?
Marco Mendonça
parceria
TNDM II,
Câmara Municipal de Lisboa
duração 20 min.
2
Leitura 1
Isto é mesmo um bicho?
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS
Um jardim zoológico que se constrói com a imaginação e com o corpo. Basta vestir o fato de
treino e seguir os movimentos e as ordens destes bichos que fazem tropelias como gente.
a partir de textos de
Davide Cali, Isabel Minhós Martins, Leo Lionni, Maurice Sendak, Ramón Gómez de la Serna e Shaun Tan.
PROPOSTA 1
À semelhança do que os atores fazem no espetáculo, quando constroem um
búfalo com um saco na cabeça ou uma girafa só com uma meia, explorar
com os alunos a construção de animais com objetos disponíveis na sala de
aula.
PROPOSTA 2
Ler aos alunos outras histórias sobre animais.
Sugestões:
- Crictor, de Tomi Ungerer, ed. Kalandraka
- Minimalário, de Pinto & Chinto, ed. Kalandraka
- Os animais estavam zangados, de William Wondriska,
ed. Orfeu Negro
PROPOSTA 3
Convidar os alunos a rugir, como o leão ou o urso, e a exercitar os rugidos.
Experimentar e imitar outras vozes de bichos.
3
Leitura 2
Isto é sobre o quê?
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS
Os escaravelhos sabem muitas histórias. E há um que sabe mais histórias do que todas as
outras criaturas do universo. É ele o guia deste passeio por histórias que não param quietas.
Porque querem ser sobre tudo. E sobre nada.
a partir de textos de
Adélia Carvalho, Álvaro Magalhães, Daniil Harms, João Paulo Cotrim, Jorge Sousa Braga, Lemony Snicket,
Manuel António Pina, Pinto & Chinto e Rita Taborda Duarte.
PROPOSTA 1
Voltar a contar a história d'O homem bestial e desafiar os alunos a
desenharem o que imaginam ser este homem bestial, individualmente ou em
grupo.
A história:
Era uma vez um homem que era bestial todas as vezes. Toda a gente
que via aquele homem tinha um medo dos diabos. Tinha cara de
garoupa e usava rabo-de-cavalo. De tão peludo parecia um macaco,
mas os amigos chamavam-lhe camelo. Outros contavam que, apesar
de ser corajoso como o leão, cheirava como uma doninha. Além disso,
nadava com pés de pato, mas corria como uma lebre. Parecia
impossível! Às vezes era pachorrento como os elefantes, noutras
borboleteava por aí. Ainda comia que nem um porco e ria à maneira
das hienas. Era tão inteligente como os golfinhos e mais chato que
uma melga. Claro, todos diziam que era mau como as cobras. Mas as
cobras não são más, embora andem aos esses. Agora que o conheci sei
que, afinal, o homem era mesmo bestial. Não assustava ninguém: até
tinha um coração de manteiga.
O homem bestial, de João Paulo Cotrim e Maria João Worm, ed. Afrontamento
PROPOSTA 2
Criar um estendal de histórias: pendurar numa corda várias imagens ou
vários objetos e, a partir deles, construir, em grupo, novas histórias; variar a
ordem das imagens e dos objetos pendurados e criar outras histórias.
PROPOSTA 3
Seguindo exemplo do Escaravelho, contador de histórias, inventar e/ou
recontar histórias com a boca fechada.
PROPOSTA 4
O amor é um dos temas abordados nesta leitura encenada. Ler aos alunos
outros textos sobre o amor e discutir as várias formas e os vários modos de
amar.
Sugestões:
"O príncipe dos cabelos dourados e a princesa dos cabelos dourados
viviam na torre mais alta do castelo. Quando o príncipe dos cabelos
dourados e a princesa dos cabelos dourados deram um beijo ouviu-se
um «pop!», e o príncipe e a princesa transformaram-se em sapos.
Então deixaram a torre mais alta e foram viver para a água do fosso
do castelo. E foram felizes e comeram perdizes, quer dizer, moscas."
Contos para meninos que adormecem logo a seguir, de Pinto & Chinto, ed. Kalandraka
- Burros, de Adelheid Dahimène e Heide Stöllinger, ed. Orfeu Negro
- O meu avô, de Catarina Sobral, ed. Orfeu Negro
- Estava a pensar..., de Sandol Stoddard e Ivan Chermayeff, ed. Bruaá
4
Leitura 3
Isto não existe!
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS
Dois pensamentos não sabem o que pensar. Um tem os pés assentes no chão, o outro anda de
pernas para o ar. Passam o tempo numa grande discussão sobre coisas só possíveis para
quem tem muita imaginação.
a partir de textos de
Afonso Cruz, Álvaro Magalhães, Catarina Sobral, Manuel António Pina e Oliver Jeffers.
PROPOSTA 1
Usar caixas de sapatos, como se usam os tijolos no espetáculo, para criar
diferentes construções.
PROPOSTA 2
Brincar aos corpos gigantes: com a ajuda de mantas e cobertores, criar
corpos gigantes, semelhantes ao que aparece no início deste espetáculo.
PROPOSTA 3
Recordar aos alunos a história sobre os chapéus (O chapeleiro e o vento, de
Catarina Sobral, ed. APCC) e propor-lhes que tragam um chapéu de casa e
que contem a sua história: contar aos amigos de quem é aquele chapéu que
escolheram e para que servia ele.
PROPOSTA 4
Nesta leitura encenada, há uma história sobre um prédio e as pessoas que o
habitam (A contradição humana, de Afonso Cruz, ed. Caminho).
Perguntar aos alunos quem vive em prédios, se conhecem os vizinhos, o que
sabem sobre eles. Inventar histórias sobre os vizinhos de quem nada sabem.
5
Leitura 4
Isto não acaba?
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS
O tempo nunca se cansa de passar. Mesmo quando obriga a que se espere por ele ou por
aquilo que pode trazer — e levar. Esta é uma viagem a bordo de uma máquina do tempo, em
que os relógios trocam as voltas aos minutos, às horas, aos dias...
a partir de textos de
A. A. Milne, Álvaro Magalhães, Carla Maia de Almeida, Carmen Chica e Manuel Marsol, Isabel Minhós Martins, Kazumi
Yumoto, Lewis Carroll, Manuel António Pina e Shaun Tan.
PROPOSTA 1
Ensinar aos alunos uma lengalenga sobre o tempo: “O tempo perguntou ao
tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o
tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.”.
E partilhar outras histórias sobre a passagem do tempo.
Sugestões:
- Eu espero..., de Davide Cali e Serge Bloch, ed. Bruaá
- Frederico, de Leo Lionni, ed. Kalandraka
- Enquanto o meu cabelo crescia, de Isabel Minhós Martins e
Madalena Matoso, ed. Planeta Tangerina
PROPOSTA 2
Por exemplo, supõe tu que eram nove da manhã, a altura de começar as
lições... Só tinhas de fazer um sinal ao Tempo, e o ponteiro do relógio
avançava num abrir e fechar de olhos! Uma e meia, hora do almoço!...
As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll e Sir John Tenniel,
ed. Relógio d'Água.
Perguntar aos alunos quais são os momentos mais importantes dos dias deles
e elaborar um horário que assinale esses momentos: hora de acordar, hora de
tomar o pequeno-almoço, hora de ir à casa de banho, hora do almoço, hora da
sesta, hora do lanche, hora de brincar, hora do banho, hora do jantar, hora de
ir para a cama dormir...
PROPOSTA 3
O relógio de Ema
Ema era ainda muito pequena e os seus pais não lhe compravam um
relógio. Ema gostava muito do relógio do pai, com o seu mostrador
branco e os seus ponteiros dourados, e o dos segundos que avançava a
cada segundo.
Então, com a caneta azul, Ema pintou um relógio no pulso esquerdo. (...)
Contos para meninos que adormecem logo a seguir, de Pinto & Chinto, ed. Kalandraka
Desafiar os alunos a pintarem relógios nos pulsos uns dos outros.
6
Fotografias de ensaio
Fotografias de ensaio
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Bibliografia
Leitura 1: Isto é mesmo um bicho?
Ginástica animalástica. Isabel Minhós Martins e João Fazenda, APCC, 2010.
Contos dos Subúrbios. Shaun Tan, tradução de Maria Lúcia Lima, Contraponto, 2011.
A maior casa do mundo. Leo Lionni, tradução de Ana M. Noronha, Kalandraka, 2008.
A rainha das rãs não pode molhar os pés. Davide Cali e Marco Somà, tradução de Miguel Gouveia, Bruaá, 2012.
Chico-Chorão. Maurice Sendak, tradução de Carla Maia de Almeida, Kalandraka, 2015.
Greguerías. Ramón Gómez de la Serna, tradução de Jorge Silva Melo, Assírio & Alvim, 1998.
Leitura 2: Isto é sobre o quê?
Histórias que me contaste tu. Manuel António Pina e João Botelho, Assírio & Alvim, 1999.
O homem bestial. João Paulo Cotrim e Maria João Worm, Afrontamento, 2003.
O rei vai à caça. Adélia Carvalho e Marta Madureira, Tcharan, 2013.
Pó de estrelas. Jorge Sousa Braga e Cristina Valadas, Assírio & Alvim, 2004.
O lugar desconhecido. Álvaro Magalhães e Cristina Valadas, Texto, 2010.
O rapaz que não se tinha quieto. Rita Taborda Duarte e Ana Ventura, Caminho, 2014.
Contos para meninos que adormecem logo a seguir. Pinto & Chinto, tradução de Elisabete Ramos, Kalandraka,
2010.
O escuro. Lemony Snicket e Jon Klassen, tradução de Rui Lopes, Orfeu Negro, 2014.
Esqueci-me como se chama. Daniil Harms e Gonçalo Viana, tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra, Bruaá, 2011.
Leitura 3: Isto não existe!
O Inventão. Manuel António Pina e Luiz Darocha, Asa, 2003.
O país das pessoas de pernas para o ar. Manuel António Pina e Marta Madureira, Tcharan, 2011.
A contradição humana. Afonso Cruz, Caminho, 2010.
O limpa-palavras e outros poemas. Álvaro Magalhães e Danuta Wojciechowska, Asa, 2013.
O chapeleiro e o vento. Catarina Sobral, APCC, 2015.
Presos. Oliver Jeffers, tradução de Rui Lopes, Orfeu Negro, 2012.
Leitura 4: Isto não acaba?
Um livro para todos os dias. Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina, 2012.
Puff e os seus amigos. A. A. Milne e E. H. Shepard, tradução de Manuel Grangeio Crespo, Relógio d'Água, 1992.
As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho. Lewis Carroll e Sir John Tenniel,
tradução e notas de Margarida Vale de Gato, Relógio d'Água, 2000.
O Têpluquê e outras histórias. Manuel António Pina e Bárbara Assis Pacheco, Assírio & Alvim, 2012.
O Senhor Pina. Álvaro Magalhães e Luiz Darocha, Assírio & Alvim, 2013.
Ainda falta muito?. Carla Maia de Almeida e Alex Gozblau, Caminho, 2009.
As regras do Verão. Shaun Tan, tradução de Ana M. Noronha, Kalandraka, 2014.
O urso e o gato selvagem. Kazumi Yumoto e Komako Sakai, tradução de António Barrento, Bruaá, 2011.
O tempo do gigante. Carmen Chica e Manuel Marsol, tradução de Carla Oliveira, Orfeu Negro, 2015.
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Informações e reservas
Escolas
Informações e reservas para Escolas
Deolinda Mendes
+ 351 213 250 828
[email protected]
www.teatro-dmaria.pt/pt/escolas
Sessões para Jardins de infância
Biblioteca Imprensa Nacional-Casa da Moeda
Isto é mesmo um bicho?
13 maio 2016 | sex, 15h
Isto é sobre o quê?
20 maio 2016 | sex, 15h
Isto não existe!
1 junho 2016 | qua, 15h
Isto não acaba?
1 junho 2016 | qua, 15h
Também no D. Maria II
Boca Aberta
Sessões para famílias | dos 3 aos 6 anos
TNDM II | Salão Nobre
7, 14, 21 e 28 novembro 2015 | sáb, 16h
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Quem somos
Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E.
Direção Artística
Tiago Rodrigues
Conselho de Administração
Miguel Honrado, Cláudia Belchior, Sofia Campos
Fiscal Único
Vítor Almeida & Associados, SROC*
Assessoria Artística
Magda Bizarro
Consultor Jurídico
Rui Costa Ferreira*
Advogada
Joana Moedas Morgado*
Secretariado
Conceição Lucas
Motorista
David Fernandes
Atores
João Grosso, José Neves, Lúcia Maria, Manuel Coelho,
Maria Amélia Matta, Paula Mora e Ana Água, Ana Tang,
Ana Valente, Marco Mendonça, Sandra Pereira, Victor
Yovani (estagiários ESTC 2015-16)
Direção de Produção
Carla Ruiz, Manuela Sá Pereira, Pedro Pires*, Rita Forjaz
Direção de Cena
André Pato, Carlos Freitas, Catarina Mendes, Isabel Inácio,
Manuel Guicho, Paula Martins, Pedro Leite
Auxiliar de Camarim Paula Miranda
Pontos Cristina Vidal, João Coelho
Guarda-roupa Aldina Jesus, Graça Cunha, Lurdes Antunes
Direção Técnica
José Carlos Nascimento, Eric da Costa, Vera Azevedo
Maquinaria e Mecânica de Cena Vítor Gameiro,
Jorge Aguiar, Marco Ribeiro, Paulo Brito, Nuno Costa,
Rui Carvalheira
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Fotografia Filipe Ferreira*
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Bilheteira Rui Jorge, Carla Cerejo, Sandra Madeira
Receção Delfina Pinto, Isabel Campos, Lurdes Fonseca,
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Teatro Nacional D. Maria II
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1100-201 Lisboa
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