Rio de Janeiro, 1879
4
Anno
TTTlllli
Mil
CORTE
Ai.no 168000
SiSSSc"
O
-ItoOO
imrurial
,
'
rtoluito.
WÈÈÊÊÈÈÉ^
àWSTllíl
f UBÜCftM POR ftlIBttOdevem
ser dirigidas
e reclamações
,..,,„.,„„„„„,,. ,.
A.. correspondência
IM^L^^AlOWcitum***?^
E voto
'«
fattr-llus
da Rev.sU illustrada. . j ..
oboojíçíio . . .
N?166
PROVüitetAS
Anno 20Í00O
11S000
Semestre
Avulso $500
!H CaiiSta
Üiúüü MmttaM
WJW PA WT/
Ao Sr. Francisco Cabral.— Recebemos as dua3
tiras de papel, em que o Sr. chama Ernesto Rossi
„ o artista das mais diffissois expressões. "
Mande dizer o que quer quo façamos d'ellas, antes
que venha o homem do lixo. ..
Ao Sr. Dengoso.—Chegou tarde para este numero
Para eabbado que vem, estude mais grammatica e
escreva menos, sobretudo se fôr em verso.
Ao Sr. A. Belhudo.— Tem graça, tem; deixe.
estar que vamos recommenda-Io para charadista do
Arauto.
Temos a agradecer :
Aos Srs. [Narciso & C. — Une nuü au chatcau,
fantasia para piano, sobre motivos da opera do mesmo
nome, por E. Pinzarrone.
F' a sexta Une nuit au.chateou, que publicam. . Maia uma, e chamem-a logo de uma vez Une semaine
au ckoieau.
Ao Sr. A.'de Mello Vieira.—Do Principio da
classificação das sciencias, tliese para o concurso das
cadeiras de philosophia do collegio de Pedro II.
Isso de cadeiras, quando vão a concurso, quasi sem
pre já alguém lhes amarrou o lenço.
Recebemos ainda:
A Ghronica, jornal hebdomadário humoristico ,
bem escripto, em bom papel, não muito grosso... e
com boa tinta que não larga.
Gazeta do Rio, outro semanário :
Jornal do Agricultor, idem, idem...
DesejamoH a todos... a chapa do costume.
d-f-r-r-r-l-H—H-M-l—t±±fc±S±±h±fc
Rio, 12 de Julho de 1879.
O Sr. Dr. Ferreira Vianna pregou domingo nada menos de dois sermões : um
na igreja da Gloria; outro, no Club gymnastico brazileiro, onde a sua eloquencia deu arriscadas cambalhotas e grandes
saltos morta es.
O orador começou por fallar bem de
Deus. quo ninguém aceusa, e mal do diabo
que bem pôde não ser tão feio como se
pinta, pulando do céo ao inferno como um
clown e attacando a pobre igreja presbyteriana, qne ouvia muda as grandes descomposturas, sem ao menos tsr o Sr. Azurar
para defende-la.
Parece que o Sr. Ferreira Vianna prepara uma revolução religiosa.
Snuvtriiíiii
Estos clubs, destinados ácapoeiragom em
trapezios, ainda hão de figurar na historia
como quartel-general de grandes planos de
resistência. Estão fadados para isso.
Foi no Club gymnastico portuguez que
os militares foram combinar o seu plano de
attaquo ao ministério da guerra ; é ainda
no meamo Club quo os estudantes vão pianejar suas paredes e estudar o melhor systema de vaias contra o Sr. Raposo. E' emfim no gymnastico brazileiro qne o Sr. Perreira Vianna vai declamar contra a religião
alheia.. .
Decididamente é da gymnastica que ha
de partir um dia a revolução aos pulos.
A sciencia medica acaba de realisar uma
descoberta bemfazeja, cujos resultados vão
ser universalmente apreciados: o meio de
morrer-se por um, dous, três, oito dias, resussitando apenas se queira.
Por meio de ura veneno que nem é ruim
de tomar, dizem os que ainda o não provaram , fica-se completamente morto, sem
comer nem beber, livre dos credores, das
dores de cabeça, do frio, do calor, das graças da Gazeta... podendo resuscitar á vontade. Póde-se mesmo ficar morto toda a
vida. Somente...
*
Somente é preciso viver eternamente
morto, ser um eterno defunto de si mesmo,
o que deve ser bastante comraodo para
quem tiver muitos cadáveres.
O credor ficou de vir receber a continha,
toma-se o veneno, quando elle chega, estáse cadáver, e duro com duro não faz bom
muro.
A mulher quer irão baile,o marido toma
veneno e morre até acabar-se a festa.
O menino está chorando, uma dose de
veneno e eslá elle morto até não querer
mais chorar.
Contando mesmo com essas vantagens,
estou decidido a casar-me.
A. mulher quer resingar, veneno nella ;
a sogra quer dar regras, dose nella.
Ou andam direitas, ou hão de viver sem
pre mortas.
O Jornal do Commercio voltou ainda ao
Olhello.
Desta vez porém foi o Castro Luiz que,
fingindo de Felippe, deitou erudição e disse
que Shakspeare nada escreveu de original.
Shakspeare um plagiario I eis o que nos
faltava ouvir o Lnlft dizer ao mano coroado
do Felippe.
Mas o Jornal do Commercio que fuça
então uma cousa, mostro de onde o trágico
inglez roubou as suas peças e grite-lhe
então : — pega ladrão...
Ou apanheite, cavaquinho, como já gritaram ao Jornal.
*
Chamar plagiario, eu também posso fazelo até ii Deus — que aliás fez as estrellns
quo é vêr uma vôr todas — mas a cousa é
provar e rir-se então da platéa que vai
admirar peças roubadas., apaixoniindo-se
até por seus personagens.
Em quanto não, podem os dous Castros
escrever cobras e lagartos contra Shakspeare e contra Rossi, o publico vai os applaudindo.
E eu não sou dos mais apaixonados de
Ernesto Rossi ; mas acho-o muito grosso
para palito dos Folipes o também muito
gordo para Romeu, que não era commendador.
*
A verdade porém é que ó nm grande
artista, que impressiona as platéas.
Ainda na representação do Sei Lear, o
meu visinho achou tão real a interpretação,
possuio-se por tu 1 forma que, vendo o velho
rei soffrendo tanta ingratidão das filhas,
bradou diversas vezes furioso :
Grandississiraas filhas. . .
A. Gil.
Telcg-rammas
( SERVIÇO E3PE0IAL DA „ REVISTA " )
D. Fortes a A. Gil.
Já sei razão ódio Caipira a Rossi.
A. Gil a D. Fortes.
Desembticha.
D. Fortes a A. Gil
Puro ciúme : Caipira
julgar-se Rossi
também.
A. Gil a D. Fortes.
Impossível!
D. Fortes a A. Gil
E' que um Rossi-tragico; Caipira
.. . nante.
A. Gil a D. Fortes.
Mereces augmento ordenado desçoberta.
Conforme os originara,
TONY.
Mcuiata
Cai-las íi "Revista"
Santa Barbara, sexta-feira 11 de Julho.
Caro Junio.
Muito agradecido pela remessa do Arauto.
Olha que sempre sahisto um moço de recados, Se não fosso a bisbilhotice do boticario cá da freguezia ainda a esta hora
ignorava que o introduetor da hiograpláa
reduzida tivesse por ahi andado a affrontar
os viciosos da sorte grande, expondo-^e
pelos kíosques, onde se vende aos centos.
Sempre é preciso ter uma boa dose de
toleima para andar a carregar para casa
todos os dias umas tantas folhas daquelle
Arauto, quando, cora menos trabalho e
quasi o mesmo dispendio, se pôde comprar
logo d'uma vez o desengano do vicio. E'
verdade que, ao cabo de alguns mezes deste
trafego, pode a victima (da sorte e do
Arauto) comprar com o produeto do papel
accnmulado um pedaço de embira para curar-se da mania (da sorte e do Arauto), o
que não deixa de ser alguma cousa de ganhado.
Que grande pezar tenho eu de nào possuir um jornal assim — que se vende, como
a sardinha aos contos.
Maior, porém, é este de não poder assistir
á representação do Bomeu e Julieta, para
surprender n'umas bellas physionomias os
effeitos daquelle romantismo que ainda por
ahi faz das suas—peito a dentro—como na
verona do tempo das candeias. E, depois,
ir apanhar em flagrante alguma nova Julieta debruçada á varanda de papai a suspirar desejos e escadas de seda.
Cá por Santa barbara as Julietas não
perdem noites por ext.tsis de rouxinóes,
nem impedem que os Romeus se afastem
dellas ao canto da calhandra.
Boas Manlias, boas, que não dizem :
•' Will thou be gone ? it ia not
yet near daj:
" Itwas theuightingale, and uot th© lark."
são mais cá : deitam-se com as gallinhas e
accordam com o gallo. Isto è um modo de
dizer, boas Marilias, boas.
Boas cousas topamos pela roça emquanto
os Caetanos de Messiua nos não obrigam a
zurzir os vícios da pelle a nós de corda.
E è por isso que— por Santa Barbara—•
tanto so diz á má cara <3o próximo. Faz-se-
SlUetrsta
lhe A chronica, menos "papel bom, não
muito grosso, com typos bonB e boa tinta
—da que não larga" ; mas faz-se e põe-se
" á venda nos logares do costume
(no barbeiro e na botica), como quem tem a convicção de que oe logures coinmuns são os
quê a fortuna mais protege."
A chronica, por Santa Barbara, faz-se assim sem caracteres aldiuos nem humorismos
do nosso estimado Bub, é mais commoda e
mais barata: e, depois, a gente dorme —
desencarregada e satisfeita — sem receios
de provas, nem pezadêlos de matéria.
Por matéria — podes, se quizeres, aproveitar estacoisa que te envio. Vai fora de
tempo, é verdade, e — águas passadas
Vai só para moer.
O TRIBUTO
Aos solteiros e a Marlim Francisco
Mas que mania é esta? Que demônio
faz barulho tamanho ?
Vejo todo o mundo ir ao matrimônio
como quem vai ao banho!
Este banho da igreja
Bem sabão de Lábia e fina essência,
se alguma cousa vale — e a água seja
a base que o componha—
ou amollece nos sarros-de demência
oa tem a perfumal-o innita rouba.
Porque a gente ou se casa
rico, para viver asno — feliz,
e, pois, dizer a quem lhe convier:
— Appareea ! Lã tem a minha casa l
ou casa pobre, e — n'este caso — diz :
— Jã vio minha mulher?
Se continuares a mandar-rae a Chronica
do Bob e da tinta que não larga (mas que
lhe deixe) perdôo-te a falta do Arauto, senão.. . condemuo-te á leitura do mesmo por
dois dias !
Como sempre,
Theophilo.
Cumulo da dlstracçSo
0 padre estar a dizer raisBa e na bora de
commungar trocar as bolas e, depois de beber a hóstia, comer o vinho.
Tony.
Sobre theatros
Quasi nao valia a pena abrir o titulo e
dizer aqui duas palavra?!, tão fora de novidades theatraes foi a semana.
Demais, fallar hoje em theatro é fallar no
Eossi, o succe8so, o motivo obrigado das
palestras, a discussão dos cafés, e... e o
enchimento das cartas do Caipira. TI do
momento em que ea não pretendo referir-me
ao Rossí; parece-me que bem podia eximir-me de tocar no assumpto, não foram
umas certas questões importantes, entre eiIas a do espaço.
Emquanto no Pedro 2° as noites do espectaculo contam-se por outras tantas novida.
des, os outros theatros vão em noites consecutivas repetindo sempre as mesmas consas,
para variar. D'onde resulta que de tão
variados, já a maioria d'esses espectaculos
apresentam-se inteiramente avariados.
Nem pôde deixar de ser.
0 S. Pedro, nas exeavações a que está
procedendo do repertório o mais antigo dos
tempos memoriaes de Florindo e Germano,
já conseguio expor alguns fosseis, taes como
a Ignez de Castro, os Milagres de Santo Antonio e o Bolieiro apaixonado.
Agora, emquanto vai favorecendo o seu
publico com os Milagres, procede a ensaios
de vários dramalhões de nomes atravessados
e horripilantes, de que são exemplo os Hor-.
rores da*tuqüisiçâo do Sr. Vicente de Souza.
Carapuças.
Chamaste-me — poeta d'agua doce.
Não o sou. E que o fosse?
Qae mui te fez meu estro
nobre, elevado — ou raso de pequices,
Nada. E' esse máo séstro
d'aborrecer a gente com sandices.
—
Demais
quem est N'umas ideas falsas,
que sempre em ti percebo,
tocas da asneira as raias.
EmliiL — Abraço a critica de calças.
tíó «'um caso — concebo —
a critica de saias.
Thko-—SÒ.
O S. Luiz arruina-se com toda a abnegaÇão no louvável intento de dar ainda e sempre aos seus freqüentadores as legitimas
Ruínas do Castello Negro, drama de fazer
arripiar os eabellos até ao mais careca.
O Cassino continua a abrir todas as noites
as suas portas á rapaziada que vai alli jogar
as cristas, sob o pretexto de ir assistir á
Massart na Mme. Favart.
/VtfH-Õ kgt otrandeí ?tOY<d*dei boLitica-t . 0 Cfôvémt Cõriti-nátx.
X aovttLoit tomo ^tfcíe o C«vi*d píd £srad'o, (<£«[**) ttnUo
-ntnliwm cO>n n Ccrmetret
dptrins e.tquvn trabctlko çom. o Stnetdo t
I íW \f
:*-¦¦¦¦¦*•
err,iiSVÍb eU pap-sl miíeíii
|t, li
¦ V
Aos.,
ifu*. « Tesptjto
íítiSCt
loiACm-, 7*em nn
O Çju-t mais ad-mir turnos, o cfue. e reolAtr,x.ntt.
¦yt.Trituoltiro teur dt
t
ífirçft, t ir # WrtWo
n«i
Co-rn ates doi* i leitos, jerr, c«/i«V.
(_)¦*« a^ííífcríjigu
Brmro!Si-ni-rrebà.1
-ne-ò *
pn^o p^iu|
Q^jj £j»ít"Wj,
¦flííuJHííífmOí
ífwe ewi iodar
üKuva ol<ss.»s abrir inrncs
fie.
o cjuarda cWhvh.
I ¦'"' ^W/v Mil
Jode ü h IrQíto Ai:rtdo tocar a yo-ntadc 0 rtctlejo da übpoilcfl.0;
'í-j-v
ouiiit* fo e-íei í eííms «Tias, foe«i.oií b'<ío*i
QlfJ/l
J5. £Ejtaj accosfu-meteio-i «¦
TtixtitetV; 5íí«ir* tobc, <J\to da. M.otTft t.
1V"v/ \
H íf«- Coltaipt, íunqueiret,
'
° *ie W™<)Í<*'>TV com Pi5°°l*t~ros^?w
/*
jí'.^nVWM1 Jll^<iá Pi
/\«|
Soyyiótrefynott a\A,i, hajCÂ
cMittaiift eíiiiíítirü a-ueclxí-atfc t*tt bstríi vt-ítir-nci
com èltletes «ío fía-Mco
d,t ÓOO wi-í r</s .'
o
CtnCjuenito tilt tiver urnn
Comtííçúí dejia
qualidade., dtsakct
'
ymrndc mtelro/
/
jA-Vs, (/.IW... -m mm. J. P.vinl.)
?-tOi Ofc otcfMínfíJtíTios en-iissoei
'
d impo st Oi,
¦•p'-—7
/
ímiisotl <íe
de. caYH.lla.Yioi
\
carflees
e uítr cwtí
-".;¦.......,,....
,
fi-missots »si* cot-rqas di rnfanttria, a- o&uoh [t.
ttt CC-t&dtr- oliAt rios falem yrttotr,
(¦•míjsots tit. discursos ei» Waíoria rmissois
dt roUieis
que se. üíeveWet c«?»>-,
0>mssao dt troei** ai
confcvrt » itiínoW* auemdo í-yutT íaíía**-., ei-nissoes (Dsto.
cImi*|uUU_ boas irfeai **Jit6 ^i dtvívíc
ewíssoes
í
¦ Ji-wi..... -mw
tmittei («wi 1E« eíí-nbcír<t c
afrrftC9-(0li«t í^«i
fie oȍm)
3 11 ii 9 t r <t íi n
Si«" K í 8 í fi
O Gymnasio trouxe de novo á luz da
rampa a Princem Jorge, onde a Sra. Lucinda
tem um dos seus melhores papeis.
D'esta vez, porém, houve alguma novidade na reprise, e vem a aer a entrada dos
Srs. Simões, Souto e Sra. Eugenia.
0 Sr. Simões é forçoso confessar que faz
o seu papel bem diverso do que elle é, dando-lhe interpretação differente da que lhe
dava o Sr, Gusmão, que aliás era a verda"
deira.
0 Sr. Souto não vai mal, e a Sra. Euge"
nia.. . a Sra. Eugenia era uma das pérolas
da companhia da Sra. Emilia Adelaide, cuja
era figura importante e onde deve fazer
grande falta principalmente para os papeis
de menina, qae era encarregada de desempenhar, quando não lhe davam os papeis de
velha.
Ainda a^sim, foi bem bom o Sr. Furtado
contractaha para o seu theatro, priucipalmente para os que gostam de freqüentar o
theatro S. Luiz,
D. Fohtes.
O cumulo da g-Iutoníce
O Sr. Conselheiro Martim Francisco 68tar examinando uma carta de geographia e
de repente deitar-se a mastigal-a. . . para
devorar a ilha de Sandwích !
D. Fortes
Telegramnias
"
( SBBVIÇO ESPECIAL DA „ BEVISTA )
Junio a Tony.
Tu embarcar, aconselho mudar nome.
Tony a Junio.
Não entender bastidade. Explica.
Junio a Tony.
Caso naufrágio, bom chamar Sá, não afiogar...
Tony a Junio.
Conceito charada, senão espalhar pintas
bigode !
Junio a Tony,
Tu queixo muito duro !... Sá...boia.
Tony a Junio.
Membro Conservatório ! I
(,;i7,rl ilita
A redacção da Revista lUvstrada vai cada
vez melhor «ia sua importante saüde, Tambem ha muito tempo não admitte módicos
em sua convivência, nem 16 o Cruzeiro era
jejum.
O cumulo ilu sobriedade
Alimentar-se
exclusivamente de raízes
quadradas.
W.
*
O mano Felippe já acabou de descascar o
Rossi, o Shakspenre, o Otliello e o Diabo a
Quatro. E para não perder tempo e anteg
de tirar a mão da massa, o dito mano descascou no mesmo folhetim um subdelegado
e a esíalagera da Cabeça de Porco...
Que grande cabeça!—a do mano Felippe!
#
Acabaram-se as descomposturas com que
por muito tempo mimosearam-se pelo Jornal
do Commercio os Srs. Róis e Liais, do Observatorio Astronômico.
Afinal o publico é obrigado a convir que
a sciencia ganhou muito com a questão — e
o Jornal ainda mais.
-x-
Já appareceu a Gazela do Eio Bernardino, que veio substituir a Revolução.
Dizem que o Sr. Carlos Pátria pretende
fazer frente á Gazeta de Noticias com o seu
jornal, pois como dizia o Batatudo do — 29
— d'essa massa é que elles se fazem.
E como se sabe, o Sr. Carlos Bernardino
também o é muito — batatudo.. .
#
Algumas pessoas muito curiosas, andam
a perguntar o que ganhou o Sr. Horta de
Araújo com a interpellação que fez ao governo, na qual chamou o Sr. Sinimbu de
réptil e a câmara de passarinho,
Outras pessoas muito sabidas respondem
que exactamente o Sr. Horta ganhou com
isso o mesmo que Maria ganhou na horta.
*
Consta-nos que entre os productos que
vão fazer parte da Exposição Portugueza
não se encontrará um só exemplar do Caneioneiro Alegre, do C. Castello Branco.
Que pena!
*
Descobrio-se o motivo da insistência com
que o Cruzeiro defende o negocio da Estrada de Ferro Pedro II, parecendo que
tem n'elle interesses futuros.
E' que o Sr. Dr. Correia Moreira dá-se de
ha muito aos mais sérios estudos de caminhos de ferro (dizem) e principalmente dos
chamados chinezes.
Penas de pato tonto I...
Tinoco, pai.
Cruzeirice.
Eu já não gosto de fallar no Cruzeiro,
porque parece ogeriza que lhe tenho. Mas
não é; éo Cruzeiro quem provoca a lingua
dos outros com as suas constantes cruzeirices.
E senão:
Ha dias, em um artigo de fundo todo cheio
de agradecimentos ú Provineia de S. Paulo, por umas amabilidades que esta lhe
dirigira, disse o impagável visinho do Jornal:
"Só os homens da imprensa
podem co" nhecer
quanto são duras estas lides di" árias, a
quantos dissabores (elles) sujeitam
'• aquelles
que sinceramente tomam a peito o
progresso da humanidade.,,
lato é muita ingenuidade ou então é a
própria consciência do órgão da razão sociai que o faz dizer que os homens da
imprensa — por nossa parte: não apoiado
— sujeitam a dissabores aos
que tomam
a peito o progresso da humanidade.
Declaramos que cá pela fievüta não é
assim, e que não temos em mente sujeitar ao menor dissabor a quem tome a peito o dito progresso. O mais que pretendemos é sujeital-os, e a outros quaesquer, a
tomarem... uma aesignatura da Bevista,
e mais nada.
Agora lá o Cruzeiro sabe a sua vida,
e os dissabores que pretende impingir aos
seus commanditarios e isso é comsigo.
Em todo caso, é bom lembrar que tal
não se deve dizer, pois senão o Cruzeiro
dá a entender aos taes que tomam a peito
aquellas cousas, que elle Cruzeiro com toda a certeza é tolo ou come, ,. pouco.
Tony.
O cumulo do assassinato
Matar o tempo,
Junio.
cuiettt
glliii. tmbn
de grandes vantagens para... o Cruzeiro;
mas tem seus inconvenientes.
Aiitoiíi-aplios
O Roasi promette para breve o Hamlet
de Shakspeare. E' então que os criticoB
vão discutir a maneira de dizer o celebre
To be or not
Tonr.
Vai só este, que é
para não gastar todos
do uma vez.
Junio.
O cumulo da descoberta
Achar as mulheres perdidas.
Junio.
Ricoclictes
Em primeiro lugar habituii-so o
governo
a não fazer economias o ir torrando depois
da estrada do forro, o corroio, dopois do
correio hh ulfundegaa, depois das alfandegas o thesouro e ficar o Brazil uma
colônia do companhias particulares.
Em segundo — e este é de
peso — é passar a estrada de ferro a ser administrada
pelo conselho fiscal do Grmeiro que, uão
é para gaba-lo, tem mostrado
que administra bem... mal a aua folha.
Nem se pense que sou eu que estou a
agourar o jornal icterico,
qne Jden i luz o
Arauto; foi o próprio Cruzeiro
que, tratando de sua precária saude, soltou ha dias
este sentido lamento : „ A desproporção
entre o quo se tonta e o que se consegue é
verdadeiramente desanimadora. "
Ha muita gente que guarda
para a hora
da morte umas tantas confissões
que foram
o segredo de sua vida inteira. E' sempre
nos nltimos momentos que o atheti renega
o seu passado, o maçon as castanholas, e
agarram-se contrictos ao Padre-Eterno,
promettendo assignar o Apóstolo e nunca mais
ler Granganelli.
E' assim que só agora o Cruzeiro
„ seus
dias estão contados " lembrou-se de renegar
o seu programma e dizer-nos
que não veio
„ cumprir um devei- e exeroor um direito "
mas arrendar a estrada de ferro de Pedro II.
Verdade é que desde muito
já elle xingava a administração do Sr. Passos—no que
havia sua razão—e preconisava as administrações dos caminhos de ferro particulares;
mas isso ingroladamente e a3sira como
quem não quer a cousa, e só agora, no ultimo quartel da existenciu, é que diz francamente :
„ Arrende-nos a estrada de ferro. "
. Esse systema do governo metter uo
prego o que possue de melhor, pode ser
Coitado I bem se vê que já lhe vai fale que só muito forro em
estrada pode cura-lo da anemia de assignantes, que acabrunha o velho pato... tonto.
tando o fôlego
A
Felizmente na falta do Cruzeiro fica-nos
ahi o Arauto, e na falta deste temos ainda
o Jornal que diz muito bem a sua asneira,
de vez em quando.
Para não ir muito longe copiamos este cabeçalho de uma noticia theatral, bem fresquinha :
„ Se no Othello é o ciúme o sentimento
sobre o qual se desenrola toda a acção desta
tragédia, é, no Rei Lear a ingratidão a
cansa de todos os dolorosos transes
que despedaçam fibra por fibra o coração do velho
roi. "
De modo que, na opinião do gazetilheiro
do Jornal noRei Lear aó é a ingratidão o
movei da tragédia, se no Othello fôr o
ciúme
Ora eu sempre queria perguntar aos Felipes do grande orgam o que haveria no Rei
Lear, se Othello fosse um bonanhão.
Os moradores da rua da Passagem é
que
são do uma oxigeucia atroz
para com a camara municipal. A propósito de um calçamento que está sahindo ruim, como aliás
todos os calçamentos da nossa capital, escreveram elles ao Jornal, e o Jornal
publi°ou: é impossível
que a câmara não
attenda a quem pede allivio a futuros males.
Allivio a um ma! por vir II...
Eis o que se poderia chamar o cumnlodo
allivio.
\
Junio.
Telegrammas
SERVIÇO ESPECIAL DA "REVISTA"
Tony a Junio.
Sabes descobri Eossi hoje bom
actor,
antigamente grande compositor ?
Junio a Tony.
Sabes tn cada vez mais amolador
?
Tony a Junio.
Escuta invejoso. Antigamente compoz
musica, nome mais composto ; hoje trágico,
nome mais curto.
Junio a Tony.
Tn doido?
Tony a Junio.
Não. Hoje é Rossi, antigamente
Rossi
.... ni.
Júnio (a parte)
Descobri cnmulo estupidez !
Conforme 03 originaes,
D. Fifio.
O cumulo da amolação
Os actnaes cúmulos.
Tony.
A, VISO
Agradecendo a todos os assignantes das províncias que mandaram satisfazer a importância de
suas assignaturas, rogamos aos que
ainda não o fizeram o obséquio de
seguir tão bom exemplo certos de
que muito lhe ficara agradecida
A Administração.
tYÍ. __i!,*.8*.RM._!T, 8. a-aiMOíBA lí. 87
.->*?. 1
Mais u
; -motts ttrrriPtO i-nUkór tfioaio «MB poetemos jtuttr pt tst
nova [olkx.i dizer tiui a Umes tedx di.fi'
„ £)tstjamt>i -iHe tôcííM eu c/ioi-ocxi de.
Costume t jrraie; 2a «rolas «ít penucs Atnlliíf
ir** ot-ís^etr to**)-* 'W*
.... •%?*.
"
Crtia, nobre coUtcj», ejnt
eu limai Conto, dilto
fitmiUv. o UUitrouto colUtjit
mwh»
qui
piMnikoL
eu btnst
par*
d íoirm,
o Conttsn.*.
justamente
.J»Y:
TrctbalU-it com to «U os. a-ctividaiU
¦para. a tuposiçoío portuaatt» f»*
'brevemente n vete ii-.aujinrar ¦
imjzar-.
Siie-rn. qc<- In* objectos muito
-muito
tr<mre.$" t dt
çjdUo-
Cíi to-at-x wi-m.-nao jooeU
-melhoT
íli*vtT wenku-m cU
dt, ijuaejít.olí- tit-j» oposto
qosto
qósto ctevertxs .
-no
A /nlerbeilaçõi», tá tjiwe tio» ytftrimos
si as,
d,
lÜasl-TíS
ata
ao''s
-ni.vne.r. pauado, tnír.
-»'¦«*, <>Wlo « «jui.ni* «»(»*.
«^ ««foi* como si.f.««l,*"*oí
«o
2.,', tu Q.a-tel'1*. c,m os «.«clo-res.
'mUíre
itvwm 0 cAiot.
J3omço It&Ctonctl
a Canlctr; Vem c« ÔitlV .Vtvn CotBitt*.
f*óve*m Bitú Ttshoi-iíiit: JVuÍJVOiilaiMo Vou
•ia, ("ej-i/io Tne-flLo pU -xJaot-nkÁ
l7",-:t;!o
1* üí>r;.
<timilW-.se
'ííixjTiírttt
«.: wm
p-í-ín
cl-SUi.lai)
dtitel.lt> tíiio j3*.Tjanttnt*r
Download

TTTlllli