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V ENLEPICC
EXCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO QUANTITATIVO NA CIDADE
DE MONTES CLAROS
MARILÉE PATTA E SILVA*
([email protected])
ANTÔNIO EUGÊNIO SILVA**
([email protected])
Percebendo-se o contexto social e tecnológico, ações para a diminuição da exclusão e o aumento da inclusão
digital devem ser implementadas. Nesse contexto, realizou-se um estudo para detectar os cidadãos excluídos
digitalmente, na cidade de Montes Claros. Junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística obtiveram-se, a
divisão da cidade em setores e bairros, a população parcial e a total. Utilizando-se a teoria estatística da
amostragem, foi calculado o número de pessoas entrevistadas (992) na cidade e nos dezoito bairros sorteados.
Para a difusão dos resultados, há um site no endereço www.unimontes.br/exclusao. Exibem-se os resultados por
sexo, escolaridade, renda, bairros e total geral. A análise por sexo aponta que as mulheres são mais excluídas que
os homens. Quanto à faixa salarial, os que possuem maiores rendimentos, utilizam mais os recursos de
tecnologia da informação. Quanto maior a escolaridade, maior o nível de inclusão. Na cidade, 40% das pessoas
não sabem usar computadores, 55% não usam, 57% não têm computadores disponíveis para uso, 57% não sabem
usar Internet, 43% não usam serviços bancários com facilidade, 97% não participam de projetos de inclusão
digital, 93% nunca ouviram falar desses projetos, 76% não utilizam computadores em casa, 76% não navegam
na Internet, 34% entendem que a inclusão digital aumenta a qualidade de vida das pessoas, 67% entendem que a
inclusão digital é de responsabilidade dos governos municipal, estadual e federal e 80% não tem nenhum receio
quanto à inclusão digital. Conhecendo-se tal mapeamento, ações personalizadas podem ser traçadas para a
diminuição da exclusão e o aumento da inclusão digital.
Palavras-chave: exclusão digital, sociedade da informação.
*
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Mestre em Ciência da Informação, Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES.
Mestre em Engenharia Elétrica, Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES.
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1.INTRODUÇÃO
Os impactos da informática são capazes de levar uma sociedade a transformar-se. Em
vários setores da vida cotidiana, as ações das pessoas dependem das tecnologias da
informação e da comunicação, e da competência em utilizá-las. Assim, o conhecimento se
torna um dos principais fatores de superação de desigualdades, de agregação de valor, de
criação de emprego qualificado, e de propagação do bem-estar. Uma sociedade soberana e
autônoma necessita de conhecimento, educação e desenvolvimento científico e tecnológico.
Em todo o mundo há troca de valores simbólicos, do dinheiro à informação, cada vez
mais, valorizando a aprendizagem e o conhecimento, o que altera o conceito do trabalho e
influencia a economia.
O advento da Sociedade da Informação influencia as novas formas de produção em
escala mundial. O computador passa a ser o veículo de transporte de informação e de
conhecimento, sendo, em vários segmentos, um instrumento essencial de trabalho. Diante
das transformações observadas no mundo, as novas gerações não devem ser preparadas para
a subalternidade, tanto do ponto de vista individual quanto na perspectiva da nação. Se ações
eficazes e massivas, para promoção da inclusão digital - ID, não forem sendo planejadas e
executadas, os excluídos digitais serão cada vez mais excluídos.
Em diversos países, a gestão da Sociedade da Informação é uma realidade. No Brasil,
ações que alcancem a todos os brasileiros, deveriam ser propostas pelo governo e pela
sociedade. A universalização do acesso com o uso das tecnologias da informação, e a
definição de políticas de inclusão social, são consideradas ações para que o avanço
tecnológico reflita, positivamente, nas dimensões, humana, ética e econômica, de forma
quantitativa e qualitativa.
Recentemente, puderam-se verificar iniciativas do governo federal e de alguns
governos estaduais brasileiros, que buscaram desenvolver projetos para viabilizar a inclusão,
com o objetivo de reduzir a exclusão digital. Estas iniciativas vislumbram novas perspectivas
de vida às pessoas, como esperança de educação, trabalho e renda. Novas habilidades dos
indivíduos podem ser evidenciadas. Quando aplicadas, podem refletir na economia de forma
positiva.
Para a implantação de ações voltadas para a população entende-se que deve haver um
estudo dos excluídos digitalmente. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
tem disponível este mapeamento referente ao Estado de Minas Gerais, não oferecendo dados
por regiões, assim, desconsiderando as suas particularidades.
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Dentro deste contexto, realizou-se um estudo para conhecer a exclusão digital, a
quantidade e o perfil dos cidadãos, no âmbito da cidade de Montes Claros, situada no norte de
Minas Gerais. Assim, em seguida, descrevem-se, o trabalho desenvolvido, os resultados
obtidos quais sejam, excluídos por sexo, por nível de escolaridade, por faixa de renda, por
bairros e setores, o total geral da cidade, e por fim, tecem-se os comentários finais.
2. O TRABALHO DESENVOLVIDO
Junto ao IBGE, obtiveram-se, a divisão da cidade em setores e bairros, a população
dos bairros, e a população total do município que conta com 324.000 habitantes. Foram
escolhidos aleatoriamente, os bairros pesquisados. Assim, utilizando-se a teoria estatística da
amostragem, obtiveram-se os números de pessoas pesquisadas no âmbito geral da cidade
(992), nos bairros e nos setores.
No setor Centro com uma amostra de 188 pessoas, estão os bairros Centro, São José,
Vila Santa Maria e Todos os Santos. No setor Leste está o bairro Delfino Magalhães com 122
entrevistados. No setor Nordeste, com 168 pessoas, estão os bairros, Guarujá, Interlagos e
Independência. No setor Oeste com 52 pessoas, se encontram os bairros, Vila Mauricéia e
Vila Oliveira. No setor Sudeste com 199 pessoas, estão os bairros Distrito Industrial, Vila
Sion e Santo Antônio. No setor Sudoeste com 88 pessoas, estão os bairros Ibituruna, Morada
de Sol e São Luiz. No setor Sul com 175 pessoas, estão os bairros, Morada do Parque e
Maracanã.
Foi construído um instrumento de pesquisa que foi aplicado, de julho a dezembro de
2004. Um site hospedado no endereço www.unimontes.br/exclusao apresenta os resultados.
3. OS RESULTADOS OBTIDOS
Descrevem-se os totais, por sexo, por faixa salarial, por escolaridade, por bairros e
setores, e ainda, o total geral da cidade de Montes Claros.
3.1 Totais por sexo
Daqueles que não têm computadores disponíveis para uso seja em casa, no trabalho ou
na escola predomina o sexo feminino com 59%, seguido de 53% do sexo masculino. Dos que
não sabem usar computadores, predominam também as mulheres com 67%. Os homens
aparecem com 54%. Dos que sabem usar computadores parcialmente, aparecem as mulheres
com 23% e os homens com 18%. Dos que efetivamente não usam computadores, aparecem,
as mulheres com 61% e os homens com 47%.
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Quanto ao uso da Internet, também as mulheres, com 71% que não usam, estão à
frente dos homens que aparecem com 59%. Dos que não usam os serviços bancários com
facilidade, as mulheres com 60%, outra vez, tem menos facilidade que os homens, com 48%.
No caso da participação de projeto de inclusão digital, 97% das mulheres e 95% dos
homens não participam. Também, predominando as mulheres, 95% delas nunca ouviram falar
de projeto de inclusão digital, seguido de 90% de homens que nunca ouviram falar de tais
projetos.
Quanto aos locais onde as pessoas acessam a Internet, 71% dos homens responderam
que não acessam na própria residência, o que evidencia que 71% deles não possuem
computadores em casa. No caso das mulheres, 79% não acessam a Internet em casa. Somente
4% dos homens e 3% das mulheres acessam a Internet em locais públicos de acesso gratuito,
sendo que 96% dos homens e 97% das mulheres não utilizam este serviço. Dos entrevistados,
83% dos homens e 87% das mulheres não acessam a Internet na escola ou na faculdade.
Ainda, 88% dos homens e 95% das mulheres não acessam a Internet no trabalho.
Quanto ao uso que se faz da informática e da Internet, no que tange o sexo masculino,
os serviços de navegação e pesquisa na Internet (31%), de bate-papo e de e-mails (26%), de
multimídia (25%), de processador de textos e trabalhos e pesquisas escolares (24%) são os
mais utilizados. Os serviços mais utilizados pelas mulheres são o processador de textos, a
navegação na Internet e a pesquisa escolar, todos com 20%.
No caso das contribuições da inclusão digital, nos itens como geração de renda (26%,
homens e 24%, mulheres), qualidade de vida dos indivíduos (ambos 34%), geração de
oportunidades as pessoas (28%, homens e 30%, mulheres), capacitação e profissionalização
(29%, homens e 27%, mulheres), uso de computadores para resolver problemas pessoais e
profissionais (20%, homens e 19%, mulheres) houve quase uma igualdade de pensamento
entre as pessoas entrevistadas.
Quanto a quem é atribuída a responsabilidade da inclusão digital, houve um consenso
entre homens e mulheres, com 67%, que a mesma é de responsabilidade do governo
municipal, estadual e federal. Ainda, tal responsabilidade, com 26% dos homens e 30% das
mulheres é atribuída à universidade ou escola. Aparecem também, com até 9%, os organismos
internacionais, as fundações e organizações não governamentais – ONG, e as empresas
privadas. Não sabem a quem deve ser atribuída tal responsabilidade, 13% dos homens e 12%
das mulheres.
No caso do receio que se tem quanto à inclusão digital, 78% dos homens, e 81% das
mulheres, responderam que não têm nenhum receio. Ainda foram respondidos, de forma
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quase insignificante, que existem outras prioridades para o governo (14%, homens, 10%,
mulheres), que a inclusão digital é uma nova forma de criar consumidores (7%, homens, 3%,
mulheres), que a mesma desumanize a relação entre pessoas (5%, homens, 5%, mulheres),
que ela seja mera propaganda para fins eleitorais (3%, homens, 2%, mulheres), e, por fim, que
a identidade cultural seja enfraquecida (4%, homens, 4%, mulheres), de forma a retratar,
também, quase o mesmo pensamento de homens e de mulheres.
Os totais por sexo, leva a considerar a possibilidade de os homens terem mais
oportunidades de serem incluídos digitalmente e socialmente do que as mulheres. Entende-se
que, apesar da evolução da humanidade, as questões sociais, culturais, econômicas, religiosas,
dentre outras, podem estar influenciando nos resultados.
3.2 Totais por Faixa Salarial
Para este item de estudo foram consideradas as faixas salariais em salários mínimos:
1) menos de um; 2) um; 3) dois; 4) de três a quatro; 5) de cinco a seis; 6) de sete a oito; 7) de
nove a dez; 8) de onze a quinze; 9) de dezesseis a vinte; 10) acima de vinte.
Dos entrevistados, os percentuais respectivos às faixas com 81%, 88%, 80%, 65%,
44%, 26%, 10%, 12%, 7% e 11% não têm computadores disponíveis para uso, seja em casa,
no trabalho ou na escola. Cresce a proporção de se ter computadores disponíveis para uso até
vinte salários mínimos (19%, 12%, 20%, 35%, 56%, 74%, 90%, 88%, 93%) decrescendo,
discretamente, quando a faixa salarial ultrapassa vinte salários mínimos (89%).
No caso das pessoas que não sabem usar computadores, verifica-se uma curva
descendente, da faixa de menos um até vinte salários mínimos (72%, 73%, 61%, 36%, 31%,
12%, 7%, 8%, 7%), subindo para 11% na faixa acima de vinte.
Quanto se pergunta se as pessoas usam computadores, de menos de um, até vinte
salários mínimos (19%, 28%, 58%, 44%, 52%, 77%, 86%, 88%, 87%), percebe-se que cresce
o uso de computadores. Na faixa acima de vinte, há uma tendência de decréscimo no uso
(72%). Não usam, respectivamente, 81%, 72%, 42%, 56%, 48%, 23%, 14%, 12%, 13% e
28%.
O mesmo acontece quando se pergunta se as pessoas sabem buscar informações na
Internet. Há uma tendência de acréscimo até vinte salários mínimos (19%, 11%, 15%, 31%,
40%, 61%, 64%, 85%, 87%) e diminui com faixa superior (67%). Não sabem usar a Internet,
respectivamente, 78%, 86%, 77%, 59%, 52%, 21%, 14%, 12%, 13%, 17%. Há também
aqueles que sabem usar parcialmente.
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No caso dos serviços bancários informatizados, há uma tendência de facilidade de uso
pelas pessoas de menos de um até a faixa vinte salários mínimos (38%, 30%, 44%, 47%,
49%, 56%, 67%, 58%, 67%). Na faixa de acima de 20, há um decréscimo na facilidade de uso
(61%). Não usam serviços bancários com facilidade, respectivamente, 59%, 64%, 48%, 35%,
31% , 35%, 21% , 31%, 13%, 33%. Há também aqueles que, parcialmente, usam os serviços
bancários com facilidade.
Quanto à participação em projetos de inclusão digital verificou-se, em geral, no
máximo, 4% de participação, sendo que 96% não participam, havendo exceções nas faixas de
onze a quinze salários mínimos, com 19%, e de dezesseis a vinte, com 7% que participam.
Nessas faixas não participam, portanto, 81% e 93% respectivamente. O mesmo acontece
quando se pergunta se as pessoas já ouviram falar de algum projeto de inclusão digital.
Percebe-se que a grande maioria da população, 93%, não conhece, nem participa de projetos
de inclusão digital. Ainda, as pessoas de faixas salariais de onze a quinze salários mínimos
mostram ter mais conhecimento desses projetos (19%). Quando a faixa salarial sobe a partir
deste ponto, os percentuais caem, ou seja, as pessoas com maior renda, em geral não
conhecem os projetos de inclusão digital.
Quanto aos locais de acesso à Internet, de onze até mais de vinte salários mínimos,
utilizam, em torno de 15%, os locais públicos de acesso gratuito. As demais faixas salariais,
neste quesito, apresentam uso próximo de zero. O acesso na residência sofre uma
ascendência, desde a faixa de menos de um salário mínimo, até a faixa de nove a dez salários
mínimos (3%, 0%, 5%, 17%, 38%, 47%, 67%), sofrendo um decréscimo na faixa de onze a
quinze (50%) e novamente crescendo nas faixas de dezesseis a vinte, e acima de vinte (73%,
74%). As pessoas que mais tem computadores em casa são as da faixa de nove a dez, com
67%, de dezesseis a vinte, com 73% e acima de vinte salários mínimos com 74%. No caso do
acesso na casa de parentes e amigos, há uma ascendência até oito salários mínimos (6%, 7%,
11%, 15%, 20%, 30%) e decresce na faixa de nove a dez (24%), obtendo-se, 38% na faixa de
onze a quinze, 27% na faixa de dezesseis a vinte e 44% na faixa superior a vinte salários
mínimos. Nos locais públicos de acesso pago verifica-se uma evidência de uso nas faixas de
onze a quinze (19%) e acima de vinte salários mínimos (17%). No caso do acesso na escola
ou faculdade, há uma leve ascendência até cinco a seis salários mínimos, alcançando 14%,
subindo para 37% na faixa sete a oito salários mínimos, e decrescendo, na faixa de nove a dez
(19%), crescendo novamente nas faixas de onze a quinze (23%), dezesseis a vinte (40%) e
acima de vinte salários mínimos (39%). As faixas de nove a dez, de onze a quinze, e acima de
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vinte salários mínimos, utilizam, em torno de 20%, o acesso à Internet no local de trabalho.
As demais faixas salariais apresentam percentuais menores de 9%.
Quanto ao uso que se faz da informática e da Internet, no item busca de empregos,
quanto mais cresce a faixa de renda, há um crescimento discreto no uso deste serviço,
obtendo-se 14% na faixa de nove a dez. O bate-papo é mais utilizado pelas pessoas que
possuem faixa de renda acima de seis salários mínimos, com 26%, obtendo-se, 45%, na faixa
de nove a dez. O e-mail é muito utilizado por pessoas que possuem faixa de renda a partir de
sete salários mínimos, com 63%, atingindo, 73%, na faixa acima de vinte. O processador de
textos é mais utilizado por pessoas da faixa de três a quatro, com 21%, até mais de vinte
salários mínimos, com 50%, sendo esse serviço, mais utilizado, pelas pessoas da faixa de
dezesseis a vinte salários mínimos, com 67%. Os bancos de dados são ainda muito pouco
utilizados, ressaltando a faixa de onze a quinze, com 27% de uso. A navegação e a pesquisa
são itens que sofrem um crescimento, desde a primeira até a última faixa, com
respectivamente, 16%, 7%,13%, 15%, 29%, 47%, 60%, 62%, 73% e 72%. Os cursos on-line
são mais utilizados a partir de cinco a seis salários mínimos, com 4%, crescendo até a faixa de
vinte, com 11%, ressaltando o seu uso por 15% das pessoas de faixa salarial de dezesseis a
vinte. O acesso às informações em CD aparece da faixa de três a quatro, com 10%, crescendo
até a faixa acima de vinte, alcançando 39%. O uso de multimídia aparece de forma crescente
até 50%, sendo os percentuais encontrados, respectivamente 3%, 3%, 7%, 20%, 23%, 35%,
38%, 46%, 47% e 50%. Também a pesquisa de preços sofre um acréscimo da primeira até a
última faixa, com respectivamente, 3%, 2%, 2%, 3%, 8%, 14%, 24%, 27%, 13% e 39%. Os
serviços do governo eletrônico são utilizados até a faixa acima de vinte, obtendo-se 20% na
faixa de dezesseis a vinte, com os percentuais 3%,1%,1%,9%,8%,12%,14%,8%,20%,11%. A
planilha eletrônica começa a ser utilizada a partir da faixa de um até mais de vinte com
respectivamente, 2%, 4%, 8%, 8%, 11%, 17%, 8%, 20% e 39%. Os trabalhos e pesquisas
escolares são utilizados a partir da faixa de um até a faixa acima de vinte, obtendo-se 72% na
faixa de dezesseis a vinte, com os percentuais, 6%, 4%, 12%, 20%, 28%, 39%, 36%, 42%,
73% 72%. Os jogos são utilizados em todas as faixas com os percentuais 3%, 6%, 7%, 10%,
19%, 26%, 24%, 27%, 53%, 50%. Os serviços criação de pastas, gravação de arquivos, e de
cópias são também utilizados em todas as faixas com os percentuais 3%, 3%, 5%, 11%, 14%,
18%, 17%, 42%, 33%, 56%.
Praticamente, todos os serviços sofrem uma curva ascendente da menor para a maior
faixa salarial, ou seja, quanto maior for a faixa de renda familiar, dos que usam tecnologia da
informação, mais as pessoas utilizam os recursos da informática.
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As pessoas que não sabem se a inclusão digital oferece alguma contribuição à
sociedade, nas faixas salariais são, respectivamente, 25%, 27%, 22%, 22%, 18%, 19%, 24%,
8%, 7%, 11%. Observa-se que, quanto maior a faixa de renda, maior importância se dá à
inclusão digital, com uma discreta exceção na faixa acima de vinte.
Em torno de 80%, a população apontou a responsabilidade da inclusão digital, desde a
faixa de menos de um salário mínimo até a faixa acima de vinte, aos governos, municipal,
estadual e federal. Ficou também evidenciada pelas pessoas com faixas salariais mais altas
(89% com faixas acima de vinte), a responsabilidade também da universidade e da escola,
seguida das fundações e ONG (44%), e das empresas privadas (33%). Não sabem de quem é a
responsabilidade da inclusão digital, respectivamente, 9%, 7%, 12%, 19%, 14%, 14%, 14%,
8%, 7% e 0%.
Quanto menor o nível de escolaridade da população, menos receio tem quanto à
inclusão digital, como mostram os percentuais daqueles que não tem receio, em suas
respectivas faixas com 90%, 85%, 77%, 74%, 76%, 65%, 33%, 39%. De dezesseis (47%) até
mais de vinte salários mínimos (53%), foi explicitada a idéia de que existem outras
prioridades para o governo. Neste quesito, observa-se que até quinze salários mínimos, o
interesse pela inclusão digital é evidente pela maioria da população.
Na análise por faixa salarial, em geral, verifica-se um aumento gradativo de inclusão,
até vinte salários mínimos. Após esta faixa há um decréscimo discreto de valores percentuais.
Percebe-se que nas menores faixas as pessoas são mais excluídas por falta de oportunidade, e
nas faixas salariais mais altas encontram-se excluídos por opção.
3.3 Totais por Escolaridade
Para este item de estudo, foram encontradas, nos dados coletadas, as seguintes
escolaridades: 1) analfabeto; 2) ensino fundamental; 3) ensino médio; 4) ensino superior; 5)
pós-graduação; 6) mestrado.
Quanto a se ter computadores disponíveis para uso, detectou-se que não, em 100% dos
analfabetos, 76% dos de ensino fundamental, 55% dos de ensino médio, 14% dos de ensino
superior. Percebe-se que cresce a proporção de se ter computadores disponíveis para uso,
chegando-se a 100% tanto entre os pós-graduados (lato sensu) e mestres.
Não sabem usar os computadores, 100% dos analfabetos, 67% dos de ensino
fundamental, 30% dos do ensino médio, e 10% dos de nível superior. Na pós-graduação, 50%
sabem usar parcialmente e 100% dos mestres sabem usar. Quanto se pergunta se as pessoas
usam computadores, do ensino fundamental até o mestrado, percebe-se o crescimento dos
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percentuais, chegando-se a 100% tanto na pós-graduação quanto no mestrado. Não usam,
100% dos analfabetos, 77% do ensino fundamental, 48% dos de nível médio, 21% dos de
nível superior. Praticamente, a mesma situação acontece quando se pergunta se as pessoas
sabem buscar informações na Internet.
No caso do uso dos serviços bancários informatizados, não possuem facilidade de uso,
88% dos analfabetos, 69% dos de ensino fundamental, 22% dos de nível médio, 16% dos de
nível superior. No caso da pós-graduação e mestrado, 100% das pessoas utilizam os serviços
bancários com facilidade.
Quanto à participação em projetos de inclusão digital, participam, somente, 10%
daqueles que possuem nível superior. As demais pessoas, independente do nível de
escolaridade não participam de tais projetos. Somente 15% dos que possuem nível superior e
50% dos pós-graduados ouviram falar de projetos de inclusão digital. Os entrevistados dos
demais níveis de escolaridade, na totalidade, não têm conhecimento desses projetos.
Quanto aos locais de acesso à Internet, os que possuem mestrado, utilizam, em torno
de 50%, os locais públicos de acesso gratuito. As demais pessoas, neste quesito, quase não
usam, apresentando um percentual próximo de zero.
O acesso na residência sofre um acréscimo desde o ensino fundamental até o
mestrado, sendo evidenciados os pós-graduados e os mestres com 100%. Os analfabetos
aparecem com 0%, os de ensino fundamental aparecem com 11%, os de ensino médio
aparecem com 24%, os de nível superior aparecem com 59%. No caso do acesso na casa de
parentes e amigos, aparece, em evidência, as pessoas de nível médio com até 23%. Os demais
níveis aparecem com percentuais próximos de zero ou zero.
Nos locais públicos de acesso pago verifica-se uma evidência de uso dos mestres com
50%, sendo que as pessoas dos demais níveis de escolaridade usam muito pouco, como no
caso dos de nível superior com 10%, ou não usam.
Não realizam o acesso na escola ou faculdade, 93% dos de nível fundamental, 85%
dos de nível médio, 68% dos de superior. O acesso pelos mestres aparece com 50%. As
demais pessoas não utilizam acesso na escola ou faculdade.
Das pessoas que não acessam a Internet no local de trabalho aparecem, 98% do nível
fundamental, 90% do nível médio, 78% do nível superior. Os mestres, 100%, utilizam
Internet no local de trabalho.
Quanto ao uso que se faz da informática e da Internet, o item busca de empregos é
usado somente por 4% dos de ensino médio e 8% por aqueles de curso superior. O bate-papo
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é usado por 12% daqueles do ensino fundamental, 25% do médio, e 23% do superior. As
demais categorias não utilizam o bate-papo.
O processador de texto não é usado por 100% dos analfabetos, 88% dos de ensino
fundamental, 77% dos de nível médio, 55% dos de nível superior, 50% da pós-graduação,
evidenciando o seu uso entre os mestres com 100%.
A navegação na Internet não é um serviço utilizado por 100% dos analfabetos, 91%
dos de ensino fundamental, em 62% dos de ensino médio, 49% dos de nível superior, sendo
igualmente utilizada, com 50%, entre aqueles de pós-graduação lato sensu e de mestrado.
Os banco de dados são pouco difundidos, não sendo utilizados por 100% dos
analfabetos, 99% dos de ensino fundamental, 95% dos de ensino médio, 78% dos de ensino
superior. È mais utilizado por pós-graduados, com 50%, e também por mestres, com até 100%
deles. Predominam os pós-graduados e os mestres no uso de cursos on-line ou de softwares
educacionais com 50%. Os de ensino médio aparecem com 4% e superior com 8%. Não
utilizam softwares educacionais ou cursos on-line, 100% dos analfabetos, 99% dos de ensino
fundamental, 96% dos de ensino médio e 92% dos de nível superior, 50% dos pós-graduados
e 50% dos mestres.
A Internet é mais utilizada entre os mestres com 50%. È um serviço pouco utilizado
entre as pessoas dos demais níveis de escolaridade. As pessoas que não usam a Internet são
100% dos analfabetos, 95% dos de ensino fundamental, 88% dos de nível médio, 89% dos de
nível superior e em torno de 100% dos de pós-graduação lato sensu.
Os recursos multimídia não são usados por 100% dos analfabetos, 89% dos de ensino
fundamental, 79% dos de ensino médio, 73% dos de nível superior e 100% dos pósgraduados, evidenciando o seu uso entre os mestres, com até 50% deles. Nos serviços de
compra e de pesquisa de preços predomina a utilização entre os pós-graduados e mestres com
até 50% deles. Não utilizam o serviço, 100% dos analfabetos, 99% dos de ensino
fundamental, 94% dos de ensino médio e 81% dos de ensino superior.
Os serviços do governo eletrônico não são usados por 100% dos analfabetos, 99% dos
de nível fundamental, 93% dos de nível médio, 84% dos de nível superior e em 100% dos
pós-graduados. Evidencia o uso entre os mestres, com até 50% deles.
Predomina o uso da planilha eletrônica, entre os pós-graduados e os mestres, com até
50% deles. Não utilizam, 100% dos analfabetos, 97% dos de ensino fundamental, 92% do
médio e 79% dos de superior.
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Os trabalhos e pesquisas escolares não são utilizados por 100% dos analfabetos, 90%
dos de ensino fundamental, 75% dos de ensino médio, 61% dos de nível superior, 50% dos
pós-graduados e 50% dos mestres.
Os jogos eletrônicos são pouco utilizados. Não utilizam jogos, 100% dos analfabetos,
87% dos de nível fundamental, 84% dos de nível médio, 87% dos de nível superior, 100% dos
pós-graduados e mestres.
Os recursos de criar pastas, gravar arquivos e fazer cópias não são usados por 100%
dos analfabetos, 94% dos de nível fundamental, 83% dos de nível médio, 77% dos de nível
superior, 100% dos pós-graduados e 50% dos mestres.
Praticamente, todos os serviços sofrem uma curva ascendente da menor para a maior
escolaridade, ou seja, quanto maior for o nível de escolaridade, em geral, mais as pessoas
utilizam os serviços da informática.
Há um decréscimo de percentuais, desde os analfabetos até os de nível superior quanto
à contribuição da inclusão digital. Assim, quanto menor o nível de escolaridade, menos noção
se tem em relação à contribuição da inclusão digital e quanto maior a escolaridade, maior
importância se dá à inclusão digital. Os analfabetos com 62%, 34% dos de ensino
fundamental, 16% dos de nível médio, 7% dos de nível superior, não sabem se a inclusão
digital traz alguma contribuição para a sociedade. Os pós-graduados e os mestres, 100% deles
responderam que a inclusão digital contribui para o crescimento individual e social.
Responderam que a inclusão digital contribui para a geração de renda, 12% dos
analfabetos, 20% dos de ensino fundamental, 28% dos de nível médio, 32% dos de nível
superior, 0% dos pós-graduados, e 50% dos mestres. No caso da influência da inclusão digital
para a disseminação da informática, aparece os de nível fundamental com 11%, os de nível
médio com 22%, até os de nível superior com 29%, caindo para 0% o percentual de pósgraduados e atingindo os mestres com 50%. Quanto à contribuição da inclusão digital para a
qualidade de vida, 27% dos de ensino fundamental, 35% dos de nível médio, 44% dos de
nível superior, 50% dos pós-graduados e mestres responderam que a inclusão digital pode
aumentar a qualidade de vida.
A geração de oportunidade às pessoas também aparece de forma ascendente entre os
níveis de escolaridade, desde os do nível fundamental com 25%, os do médio com 31%, os do
superior com 41%, e 100% dos mestres. Nenhum dos pós-graduados pesquisados, 0%,
entende que a inclusão digital pode gerar oportunidades às pessoas. Desde os analfabetos,
com 12%, os do ensino fundamental com 17%, os do ensino médio com 32%, os do nível
superior com 41%, 0% dos pós-graduados e 50% dos mestres, a população respondeu que a
12
inclusão digital contribui para a capacitação e para a profissionalização das pessoas. No caso
do fortalecimento de pequenas e médias empresas, houve uma ascendência desde os de ensino
fundamental com 9%, os de ensino médio com 19%, os de nível superior com 28%, os pósgraduados com 50%, subindo ainda mais, entre os mestres com até 100%.
Em linhas gerais, fica evidente que quanto mais o nível de escolaridade, mais as
pessoas entendem que a inclusão digital contribui, de alguma forma, na vida dos indivíduos e
da sociedade.
Quanto a quem é atribuída a responsabilidade da inclusão digital, 0% dos analfabetos,
5% dos de ensino fundamental, 9% dos de ensino médio, 10% dos de nível superior, 0% dos
pós-graduados e 50% dos mestres que entendem que a mesma é de responsabilidade dos
organismos internacionais. Ainda, 0% dos analfabetos, 3% dos de nível fundamental, 7% dos
de nível médio, 15% dos de nível superior, 0% dos pós-graduados e 50% dos mestres
entendem que a inclusão digital é de responsabilidade das fundações e ONG. No caso da
responsabilidade da inclusão digital ser das empresas privadas, os percentuais, em todos os
níveis, ficam muito próximos das fundações e ONG. Quando se trata da responsabilidade ser
da universidade ou escola, verifica-se uma ascendência, desde os analfabetos com 12%, os de
nível fundamental com 18%, os de nível médio com 30%, os de nível superior com 43% os e
os mestres com 100%, sendo que os pós-graduados aparecem com 0%. As pessoas de todos
os níveis de escolaridade, de forma significativa, de 50% a 100%, entendem que a
responsabilidade da inclusão digital é do governo municipal, estadual e federal, sendo
verificados 50% dos analfabetos e dos mestres, 66% dos de ensino fundamental e médio, 71%
dos de ensino superior, 100% dos pós-graduados.
Portanto, quanto menos escolaridade as pessoas possuem, mais elas não tem noção a
quem atribuir a responsabilidade da inclusão digital, com algumas exceções no nível de pósgraduação lato sensu.
Nos níveis de escolaridade, 88% dos analfabetos, 85% dos de ensino fundamental,
77% dos de ensino médio, 81% dos de nível superior, 100% de pós-graduação e 50% dos
mestres não tem receio quanto à inclusão digital. Também foi explicitado, entre 50% dos
mestres e entre os demais níveis de escolaridade, com no máximo 8%, o receio de que a
identidade cultural seja enfraquecida.
O estudo realizado por escolaridade leva a observar que, em geral, quanto maior a
escolaridade, maior é o nível de inclusão digital.
13
3.4 Totais por Setores e Bairros
Para os itens pesquisados foi realizado um ranking entre os setores e bairros da cidade.
A tabela 3.4.1 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de pessoas
que não tem computadores disponíveis para uso.
Tabela 3.4.1 – Pessoas não têm computadores disponíveis para uso
%
80%
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
Setor
Setor
Leste
Sudeste
Sudoeste
Nordeste
Centro
Sul
79%
70%
55%
45%
2º
3º
4º
5º
6º
Oeste
31%
6º
7º
Ordem
1º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
16º
Bairro
Bairro
Santo Antônio
Independência
Vila Sion
Delfino Magalhães
Guarujá
Distrito Industrial
Morada do Parque
Centro
São José
Vila Santa Maria
Interlagos
Vila Mauricéia
Maracanã
São Luiz
Vila Oliveira
Morada do Sol
Ibituruna
Todos os Santos
%
100%
90%
87%
80%
60%
56%
48%
42%
41%
40%
38%
27%
25%
21%
14%
10%
A tabela 3.4.2 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que não sabem usar computadores.
Tabela 3.4.2 – Pessoas que não sabem usar computadores
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
Setor
Setor
Sudeste
Leste
Nordeste
Centro
Sul
Sudoeste
Oeste
%
60%
55%
49%
32%
Ordem
1º
2º
3º
4º
14%
8%
5º
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
16º
17º
Bairro
Bairro
Vila Sion
Independência
Delfino Magalhães
Guarujá
São José
Morada do Parque
Centro
Distrito Industrial
Interlagos
Santo Antônio
Maracanã
Morada do Sol
Vila Santa Maria
São Luiz
Vila Mauricéia
Todos os Santos
Ibituruna
Vila Oliveira
%
71%
61%
55%
43%
39%
38%
32%
31%
29%
27%
18%
16%
15%
15%
10%
7%
3%
14
A tabela 3.4.3 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que não usam computadores.
Tabela 3.4.3 – Pessoas que não usam computadores
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
Setor
Setor
Sudeste
Leste
Nordeste
Oeste
Sul
Centro
Sudoeste
%
76%
67%
59%
46%
45%
41%
30%
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
16º
Bairro
Bairro
Vila Sion
Independência
Delfino Magalhães
Santo Antônio
Distrito Industrial
Guarujá
Maracanã
Vila Mauricéia
Morada do Parque
Vila Oliveira
São José
Vila Santa Maria
Centro
São Luiz
Interlagos
Morada do Sol
Todos os Santos
Ibituruna
%
84%
73%
66%
57%
56%
52%
50%
45%
44%
42%
40%
35%
34%
32%
31%
21%
A tabela 3.4.4 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que não sabem buscar informações na Internet.
Tabela 3.4.4 – Pessoas que não sabem buscar informações na Internet
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
Setor
Setor
Leste
Sudeste
Nordeste
Sul
Centro
Oeste
Sudoeste
%
79%
76%
63%
58%
36%
27%
16%
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
16º
Bairro
Bairro
Vila Sion
Independência
Delfino Magalhães
Santo Antônio
Morada do Parque
Distrito Industrial
Maracanã
Guarujá
São José
Vila Mauricéia
Centro
Morada do Sol
Interlagos
São Luiz
Vila Santa Maria
Vila Oliveira
Todos os Santos
Ibituruna
%
83%
80%
78%
71%
59%
58%
57%
53%
45%
40%
31%
23%
21%
19%
14%
11%
A tabela 3.4.5 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que não usam os serviços bancários com facilidade.
15
Tabela 3.4.5 – Pessoas que não usam os serviços bancários com facilidade
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
6º
Setor
Setor
Sudeste
Leste
Nordeste
Sul
Centro
Sudoeste
Oeste
%
59%
55%
42%
41%
35%
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
Bairro
Bairro
Vila Sion
Santo Antônio
Delfino Magalhães
Guarujá
Centro
%
69%
57%
56%
52%
46%
16%
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
15º
16º
17º
18º
Independência
São Luiz
Maracanã
Morada do Parque
Morada do Sol
São José
Ibituruna
Distrito Industrial
Vila Santa Maria
Interlagos
Vila Oliveira
Vila Mauricéia
Todos os Santos
43%
42%
41%
38%
35%
33%
29%
28%
26%
17%
16%
15%
14%
A tabela 3.4.6 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que não participam de projetos de inclusão digital.
Tabela 3.4.6 – Pessoas que não participam de projetos de inclusão digital
Ordem
1º
2º
3º
4º
5º
Setor
Setor
Sudoeste
Sudeste
Oeste
Leste
Centro
Nordeste
Sul
%
100%
Ordem
1º
98%
2º
Bairro
Bairro
Centro
Ibituruna
Morada do Sol
Santo Antônio
São Luiz
Todos os Santos
Vila Oliveira
Vila Sion
São José
97%
3º
Guarujá
97%
94%
93%
4º
5º
Distrito Industrial
Delfino Magalhães
Vila Mauricéia
Maracanã
Morada do Parque
Independência
Interlagos
Vila Santa Maria
96%
95%
6º
7º
8º
9º
%
100%
98%
93%
92%
90%
84%
A tabela 3.4.7 mostra, de forma descendente, por setores e bairros, os percentuais de
pessoas que nunca ouviram falar de projetos de inclusão digital.
16
Tabela 3.4.7 – Pessoas que nunca ouviram falar de projetos de inclusão digital
Ordem
1º
Setor
Setor
Sudoeste
%
100%
Ordem
1º
98%
95%
91%
2º
3º
4º
5º
Sudeste
Leste
Sul
Centro
Nordeste
90%
5º
6º
Oeste
79%
6º
7º
8º
9º
10º
11º
12º
13º
14º
2º
3º
4º
Bairro
Bairro
Morada do Sol
Santo Antônio
Todos os Santos
Vila Sion
Centro
Distrito Industrial
São Luiz
Delfino Magalhães
Guarujá
Ibituruna
Maracanã
Morada do Parque
São José
Independência
Interlagos
Vila Mauricéia
Vila Oliveira
Vila Santa Maria
%
100%
99%
98%
96%
95%
93%
92%
89%
88%
87%
86%
80%
78%
74%
3.5 Totais gerais no âmbito da cidade de Montes Claros
Descrevem-se os resultados da pesquisa no âmbito geral da cidade, tecendo-se alguns
comentários.
O percentual de pessoas que não possuem computadores para uso se mostra em 57%,
contra 43% daqueles que possuem. Dos entrevistados, 40% não sabem usar computadores,
39% sabem e 21% sabem usar parcialmente. O percentual de pessoas que não usam,
computadores predomina, com 55%, em relação aos que não usam, com 45%. Quanto ao uso
da Internet, 57% não sabem utilizar, 35% sabem e 8% sabem parcialmente. No caso das
pessoas que utilizam os serviços bancários com facilidade, há quase um empate entre aqueles
que não utilizam com facilidade, com 43%, e aqueles que utilizam com facilidade, com 46%.
Ainda há os que utilizam, de forma parcialmente fácil, os serviços bancários, com 11%.
Em âmbito geral, o percentual de pessoas que possuem computadores disponíveis para
uso é maior e bem próximo do percentual de pessoas que usam computadores. Porém, o
percentual dos que não usam é superior aos que usam. Além disso, detectou-se um percentual
inferior de pessoas que sabem usar a Internet em relação aos que usam computadores. Isto
pode indicar que as pessoas usam os serviços de informática de forma precária. Faz-se
relevante destacar que a busca de informação, com o uso das tecnologias da informação e
comunicação, na atualidade, se faz de suma importância para a resolução dos problemas
pessoais e profissionais. Também o número de pessoas que usam computadores é próximo
daqueles que usam os serviços bancários com facilidade.
17
Dos entrevistados, 97% não participam de nenhum projeto de inclusão digital e 93%
nunca ouviram falar de tais projetos.
Quanto aos locais onde as pessoas acessam a Internet, 24% responderam que acessam
na própria residência, o que evidencia, que 24% da população, possui computadores em casa,
contra 76% que não. Somente 4% dos entrevistados acessam a Internet em locais públicos de
acesso gratuito. Este fato pode implicar numa maior divulgação destes locais, e até a expansão
dos mesmos, de forma a estimular o uso pela população. Dos entrevistados, 14% acessam a
Internet na escola ou na faculdade e 86% não, o que remete a idéia de se propor mais projetos
de inclusão digital em escolas públicas, considerando-se não só as instalações de hardware,
software e de rede, mas também, programas de socialização do conhecimento. Dos
entrevistados, 9% acessam a Internet no trabalho e 91% não. Observa-se que as informações
estão trafegando pela rede, seja em portais, em e-mails ou em outros serviços. Dos
entrevistados, 4% acessam a Internet em locais de acesso pago e 96% não, fato que pode
antecipar a explosão de uso, principalmente na população de classe média ou alta.
Quanto ao uso que se faz da informática e da Internet, os entrevistados mais utilizam,
24%, os serviços de navegação e pesquisa, 23%, os e-mails, 22%, o processador de textos,
22%, os trabalhos e pesquisas escolares, e 20%, o bate-papo. Os jogos, com 15%, e a
utilização do sistema operacional, com 14%, são medianamente utilizados. A busca de
empregos, com 4%, o banco de dados, com 6%, os cursos on-line, com 4%, o uso de CD, com
10%, o uso de multimídia, com 10%, a compra e a pesquisa de preços, com 6%, os serviços
do governo eletrônico, com 6% e a planilha eletrônica, com 6%, são menos utilizados. Isto
pode implicar na necessidade treinamentos especializados para a utilização da tecnologia da
informação.
Quanto à contribuição que a inclusão digital pode trazer, a qualidade de vida aos
indivíduos foi a mais importante na visão dos entrevistados, com 34%. Em seguida, aparece a
geração de oportunidades às pessoas, com 29% e, com 28%, está a capacitação e a
profissionalização das pessoas, seguida da geração de renda, com 26%. Ainda, 21% dos
entrevistados, responderam que não sabem se a inclusão digital traz algum benefício, 19%
entendem que a inclusão digital contribui para a disseminação da informática, 19% entendem
que a mesma contribui para a resolução de problemas pessoais e profissionais, 17%, para o
fortalecimento de pequenas e médias empresas e, por último, 15%, para a divulgação de
informações para os indivíduos com necessidades especiais. Percebe-se um número
expressivo de pessoas que não tem idéia dos benefícios da inclusão digital.
18
Quanto a quem é atribuída a responsabilidade da inclusão digital, 67% dos
entrevistados responderam que a mesma é de responsabilidade dos governos, municipal,
estadual e federal, e 28% pensam que a responsabilidade é da escola ou faculdade. Ainda,
13%, não sabem de quem é a responsabilidade da inclusão digital, o que remete a uma
situação de necessidade de maiores esclarecimentos à população. Além disso, a população
atribui a responsabilidade da inclusão digital, aos organismos internacionais, às fundações e
ONG e às empresas privadas, atingindo-se 8%.
Uma última pergunta que foi feita à população se refere ao receio que se tem quanto à
inclusão digital. Dos entrevistados, 80% responderam que não tem nenhum receio. Ainda
foram respondidos, de forma menos significativa, que existem outras prioridades para o
governo (12%), que a inclusão digital é uma nova forma de criar consumidores (5%), que a
mesma desumanize as relações entre pessoas (5%), que seja mera propaganda para fins
eleitorais (3%), e, por fim, que a identidade cultural seja enfraquecida (4%). Parece haver,
pela maioria das pessoas, uma receptividade quanto à existência de programas de inclusão
digital. Praticamente, a população, na totalidade, não manifestou receios quanto à inclusão
digital. Ao contrário, percebeu-se a influência positiva da participação da população em
projetos educacionais de inclusão digital.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, as análises não foram exaustivas. Com a base de dados criada, não se
esgotaram as combinações para a produção de informações inovadoras. Porém, as
informações produzidas são de extrema importância para a cidade de Montes Claros. Com os
resultados obtidos pode-se verificar que há muito trabalho a ser desenvolvido, para a
diminuição da exclusão digital.
Considerando-se o panorama mundial de informatização se torna necessário aumentar
o número de pessoas, de forma drástica, com acesso direto ou indireto às tecnologias de
informação, especificamente, o uso da informática e da Internet no Brasil. Especialmente, no
norte de Minas Gerais, a cidade de Montes Claros, possui riquezas naturais que podem ser
exploradas com o uso da tecnologia de informação. A inclusão digital pode vislumbrar
tendências de redução de pobreza e de aumento do nível de renda da população.
Percebendo-se as especificidades aqui apresentadas, sugere-se que governo,
universidade, empresas privadas reflitam o estado da exclusão digital e percebam o impacto
da mesma no mundo atual. Parcerias são sugeridas para se pensar em desenvolver um plano
de ações qualitativas e quantitativas, de forma quase que personalizada, para a diminuição da
19
exclusão digital. Não se pode deixar de mencionar a adoção de métodos educacionais, as
ações de educação continuada, às pessoas que são excluídas ou não totalmente incluídas.
Todo progresso tecnológico é, por definição, um progresso. Assim, o crescimento de
uma civilização faz-se relevante ao contexto. Caso as pessoas se encontrem incapazes de
atuar, ou mesmo conviver, junto a todo o aparato tecnológico disponível no mundo, o
progresso tecnológico pode vir a se neutralizar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTELLS, Manuel. The internet galaxy: Reflections on the Internet, Business, and Society.
Estado de Minas Gerais. Artigos Diversos. http://www.estadodeminas.gov.br. Acessado em
15/08/2003.
IBGE. Artigos Diversos. http://www.ibge.org.br. Acessado em 14/08/2003.
LÉVI, Pierre. Cibercultura. São Paulo. 1999.
SEABRA, Carlos. Inclusão digital: desafios maiores que as simples boas intenções.
http://www.usp.br. Acessado em 15/08/2003.
SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Exclusão digital: a miséria na era da informação. São Paulo:
Editora Perseu Abramo. 2001.
TAKAHASHI, Tadao. Sociedade da informação no Brasil.
USP. Artigos diversos. http://www.usp.br. Acessado em 14/08/2003.
Download

Exclusão Digital: Um estudo quatitativo na cidade de Montes Claros