Prefeitos abusam do dinheiro público e mandam a conta para o Governo Federal
regional
13
MONTES CLAROS, agosto 2015
O JORNAL DE MONTES CLAROS
ANO VII - Nº 29
Cassação de Ruy e Raquel
O
TRE tem “provas robustas”, respaldadas por vasto material,
para decretar a cassação dos mandatos do por enquanto
prefeito e de sua mulher, Raquel Muniz, por abuso de poder
econômico nas eleições de 2014.
Política 4
DESVIO MILIONÁRIO
O embora prefeito é acusado
de desviar R$ 20 milhões em
repasses de hospitais da
cidade, em ação de
improbidade administrativa
movida pelo Ministério
Público Federal.
Na ação, o MPF afirma que o
objetivo era beneficiar seu
hospital, estrangulando os
“concorrentes”.
Política
3
Calote da Favag
Vanilson Almeida, diretor da FAVAG
Cidadania
7
A Faculdades Vale do Gorutuba foi
condenada a indenizar o professor
Anelito de Oliveira em quase meio
milhão.
Ele foi demitido sumariamente,
depois de a Favag alcançar conceito
máximo junto ao
MEC, utilizando-se da formação
cientifica do profissional, que
também não recebeu a
remuneração a que tinha direito.
Por Dilma e pelo PT
Lula volta a Montes Claros, terra da sua primeira
mulher, dia 27 de agosto. A visita faz parte do
esforço do ex-presidente para melhorar imagem
do governo e do partido.
Regional13
Fórum discutiu
alternativas para
a cidade
Julho foi marcado pela
realização do II Forum
Sociocultural de Montes
Claros, com a proposta de
pensar uma nova forma de
pensar a cidade
Cidade
Fantasma
exorcizado
10
Só depois que
o caso foi
denunciado o
vereador Fábio
Neves (PROS) pediu
ao deputado federal
Weliton Prado (PT) a
exoneração da
mulher do cargo de
assessora
parlamentar.
Acusada de ser
“fantasma”, resta
saber se ela vai
devolver os R$ 48
mil recebidos
indevidamente.
10
Cotidiano
Delicada
sedução
Micaelly Pinheiro é o presente desta edição
aos leitores.
Bonita e sedutora, é o tipo de gata que não
faz nenhum esforço para se impor. E não é só
pela beleza, como você poderá conferir.
9
OPINIÃO
2
CARTA AO LEITOR
Direto ao ponto
WALDO FERREIRA
Editor
Chegamos à edição 29 em um
momento especialmente grave
na cena montes-clarense. No
ano que antecede as eleições
municipais não se observa, de
nenhuma parte, qualquer
movimento que sinalize
alternativa ao que está ai. Há
uma anestesia geral - dos
atores políticos, passando
pelas entidades de classe,
movimentos sociais e, claro,
desaguando na população.
O prefeito atual conseguiu a
proeza, com competência, é
bom que se diga, de
desmobilizar geral. Não há e
nunca houve oposição à sua
administração. Oposição aqui
entendida como a forma de se
insurgir contra o modus
operandi que Muniz imprimiu à
sua gestão, que claramente
traz prejuízos a Montes Claros
e que, por si só, deveria ser
motivo de insatisfação
manifestada.
O Daqui não fará oposição
personalista, ainda que o
prefeito seja personalista. Mas,
não vai hesitar em continuar
defendendo outro modelo para
a cidade, mesmo sabendo que
esse novo paradigma ainda
carece de construção e que
não haja, pelo menos por
enquanto, ninguém que possa
encarná-lo.
Por isso, nessa nova fase, o
jornal radicalizará sua linha
editorial calcada na autonomia
e no desapego a interesses de
pessoas ou grupos que
almejem tão somente substituir
os que estão ai e dar
prosseguimento ao
descompromisso com a
cidade, ao processo de
corrupção e à falta de
democracia. Aliás, foi para lutar
contra tudo isso que o jornal
surgiu, em 2009. O perfil do
Daqui é progressista, voltado
para as demandas da
população.
SESSENTA E NOVE
cochichou: - Chame logo o Georgino.
Deitado na cama, assisti, pela porta aberta,
àquele trança-trança de homens desconhecidos e
armados dentro da minha casa. Rodopiaram por
todos os cantos, foram até a biblioteca, pegaram
os livros de capas vermelhas e mais o reles livro
“Eu e a China”.
Toda a movimentação para levar meu Pai não
durou cinco minutos.
Mamãe ligou para o Cel. Georgino, que chegou
em seguida. Contou mal-mal o acontecido e ele
saiu com uma maleta com algumas peças de
roupas para serem entregues a Papai, caso ainda
o encontrasse pela cidade.
Soube, depois, que o Georgino se encontrou com
Por Ucho Ribeiro - 8/7/2014
Marão no posto de gasolina ao lado do Batalhão.
Ele estava numa Kombi com mais três detidos,
- Mário, acorde! Tem gente mexendo na porta!
salvo engano, o seu compadre Laert Ladeia
- Maria, a esta hora da manhã, deve ser ladrão. É
David, dono da Gráfica Orion, Porfírio Comunista
melhor ficarmos quietos.
e o dr. Clóvis, médico do São Lucas.
- Mário, levante e vai lá ver.
O Coronel apresentou suas patentes, entregou a
- Há gente pelos jardins e dois carros parados na
maleta e pediu toda atenção para com o meu Pai: porta.
Independente de sua posição política, de ter sido
- Será, Mário?
cassado e de ter perdido seus direitos políticos,
- É, vieram me pegar. Estão à paisana e não
posso lhes assegurar que Mário é um homem de
conheço ninguém.
bem.
Eram quatro horas da manhã quando tocaram
No clarear do dia, tio Otávio chegou nervoso lá em
insistentemente a campainha da nossa casa na
casa com vovó Fininha. Andava ao redor da mesa,
rua Luiz Pires, 80. Meu Pai foi até a sala, abriu a
fumava um cigarro atrás do outro e aconselhava
porta e disse: - Pois não?
alto com sua fala embaralhada:
Um deles perguntou: - É aqui que mora dr. Mário
- Maria Jacy, os meninos não devem ir ao colégio.
Ribeiro?
- Vamos ligar para Genival.
Marão, querendo se safar, respondeu: - Não, aqui
- Você já falou com Márcio de Castro e Silva?
mora Mário da Silveira,
Quando os meus irmãos e irmãs acordaram para ir
sinto muito! E tentou fechar a porta, quando um
à escola, Mamãe nos reuniu e explicou: - Hoje de
paramilitar colocou o pé à frente, impedindo.
madrugada, uns homens estiveram aqui e
Entraram, seguiram-no até o quarto para se vestir
prenderam o seu Pai. Ele não fez nada de errado!
e determinaram que ele os acompanhasse
Trata-se de perseguição política, porque ele
imediatamente.
pensa diferente do governo. Nós vivemos numa
Minha mãe assustou-se com as duas armas
ditadura e quem pensa diferente é perseguido.
apontadas para ela, exigiu que eles se retirassem
- Tio Otávio acha que vocês não devem ir ao
para que pudesse trocar de roupa.
colégio para não ficarem constrangidos. Mas
Papai, desorientado, procurou atrapalhadamente
vocês irão à escola, de cabeça erguida e peito
tranquilizá-la: - Não se preocupe, Maria, vou
estufado. Com muito orgulho do seu Pai.
atender um cliente e volto já!
- Pat, hoje à noite você tem apresentação de Ballet
Ao se despedir, com u m b e i j o , M a r ã o
no Imaculada e nós todos vamos estar
presentes. Você vai ser a bailarina mais bela e a
que vai dançar mais bonito, viu?
Fui para o Colégio São José todo empinado,
calado e introspectivo, à espera de uma
sabatina por parte dos garotos.
Entrei e fui direto para a minha carteira, não
CLEMENTE DIAS SOARES JÚNIOR - ME
fiquei pelos corredores brincando com os
CNPJ: 17.415.917/50 - NSC. ESTADUAL 002083711.00-09
colegas. Fingi que terminava o dever de casa.
Rua Padre Teixeira, 153 - Montes Claros - MG
Aula iniciada, percebi que ninguém sabia de
nada. Eu, preparado para o que desse e viesse,
e meus colegas, agindo normalmente, nem me
olharam diferente. Meu Pai havia sido preso às 4
horas da manhã, a notícia ainda não tinha se
Editor Geral: Waldo Ferreira MTb 259
espalhado pela cidade.
[email protected] - (38) 9967 3932
No recreio, fiquei na minha, quieto, reservado, à
Diretor: Luís Carlos Gusmão
espera de alguma gozação ou provocação.
[email protected] - (38) 9963 0718
Mas, nada. Quase no final do recreio, meu
Tiragem: 5.000 EXEMPLARES
amigo Wallen chegou perto de mim e perguntou:
Dúvidas e Sugestões: [email protected] - Seu pai foi preso?
EXPEDIENTE
30829888
Eu, de pronto, já preparado por minha mãe,
respondi, na pinta, com o queixo levantado:
- Foi, por quê?
- Não, nada não.
Marão perdeu os seus direitos políticos em julho
de 1969. Estávamos no sítio Tira-Teima, quando
ele ouviu pelo rádio o seu nome na lista dos
cassados pelo Conselho de Segurança Nacional.
Marquim, inocente, saiu alegremente gritando: Ô, os minino, falaram o nome de Papai no rádio!
Marão permaneceu calado, cabisbaixo, depois de
um tempo lamentou pela Famed: - Perdi minha
Escola!
Um par de meses depois era a Parada de 7 de
Setembro. As escolas públicas e privadas
aproveitavam a data cívica como vitrine para se
promoverem. A meninada toda se alvoroçava para
fazer bonito no desfile.
Uns queriam participar da fanfarra, tocar tarol,
caixa clara, surdo, até mesmo corneta. Outros
decoravam suas bicicletas com pequenas
flâmulas e entrelaçavam os raios com papeis
crepom coloridos. Havia os pelotões dos
desportistas, dos troféus, dos estandartes e dos
envergonhados e raivosos baixinhos do colégio - a
indesejada e vaiada “rabada”, que marchava ao
som das batidas dos próprios pés. Os ensaios
eram quase diários. Por todos os cantos da
cidade, dava para ouvir as bandas se aprimorando
para não sair do tom ao passar pelo palanque
das autoridades militares e municipais.
No Colégio São José havia um consultor militar,
creio que do Tiro de Guerra, por conta de
assessorar o nosso desfile. Ensinava com o maior
rigor como os alunos deveriam alinhar, marchar,
curvar, arrancar e não dispersar ou sair da ordem
estabelecida. Os ensaios duravam semanas, a
expectativa era imensa. A cidade inteira assistia
as comemorações do Sete de Setembro.
Na véspera da parada, no ultimo horário de aula,
esse militar, juntamente com um subalterno do
colégio, retirou meus irmãos, Fred e Marquim, e
eu das salas de aula, levou-nos até a um canto e
sentenciou: - Amanhã, vocês três podem ficar em
casa, não é para se apresentarem para o desfile.
Estão dispensados desde já. Nem perguntamos o
porquê.
Foi duro ouvir aquilo, mas o pior foi que, no dia
seguinte, não pudemos assistir a alegre e
esperada parada, pois seríamos os únicos
meninos que não estariam na marcha e não
teríamos como explicar aquela antipatriótica
ausência. Passamos a manhã recolhidos, com os
sentidos voltados aos sons das fanfarras, dos
estampidos e no barulho unissonante das pisadas
firmes dos meninos. A nossa casa ficava a meio
quarteirão do rumoroso desfile e estávamos
enclausurados e excluídos
De volta à noite da prisão, Marão nos disse que a
viagem foi tragicômica.
Ele, no maior cagaço, fingia que tudo não passava
de um engano. Volta e meia, blefava para um dos
companheiros presos que choramingava: Calma, meu velho, a esta hora Magalhães Pinto já
foi avisado. Vamos chegar no DOPS com a ordem
expressa de soltura. Vocês vão ver, à tarde já
estaremos soltos!
Que nada! Foi cadeia mesmo. Cana dura.
Ficaram lá uns dias, não sei quantos. Meu Pai nos
contou que não foi torturado fisicamente, mas que
tinha uns fidumaéguas que passavam o dia
fazendo terror com perguntas aos outros
carcereiros:
- O cara lá aguentou os choques ou se borrou
todo?
- O do pau de arara abriu o bico, alcaguetou os
outros?
O sempre solidário Genival Tourinho e tio Márcio
mobilizaram uns amigos, desafiaram uns
inimigos, encurralaram uns bunda-moles,
cutucaram uns omissos e, depois de mexerem
muitos pauzinhos, conseguiram tirar o velho da
cana.
Segundo eles, após se comprometerem e se
responsabilizarem pela custódia e soltura de
Marão, aconteceu o mais inusitado. Na descida da
escada do DOPS, já na rua, com Mário Ribeiro
livre igual a um passarinho, meu Pai parou e disse:
- Peraí um minuto, eu tenho que resolver um
probleminha aqui.
Voltou-se e entrou de novo no prédio do DOPS.
Genival e Tio Márcio esperaram um pouco para
entender aquela doideira e não vendo sentido
foram atrás de Marão. Percorreram as salas até
entrarem no gabinete do superintendente.
Depararam com Papai pedindo-lhe uma
autorização para comprar dinamite para a sua
pedreira em Montes Claros.
O superintendente, possesso, sem entender
aquele pedido maluco, voltou-se para Genival e
perguntou: - Este cara é louco? Ele foi preso por
ser cassado, subversivo e comunista. Sei lá se
não é um terrorista, um guerrilheiro e quer di-nami-te! Eu vou é socar ele de novo nas grades.
Genival, então, atalhou: - Que é isto, Doutor? Ele
está muito perturbado, insano, e quando fica
assim, fica irreverente, vira um zombador.
Desculpe! Desculpe! Ele está precisando é de
repouso, de descanso.
Ao saírem de novo do prédio, tio Márcio deu-lhe
uma bronca: - Cê tá doido, Mário? Você está
querendo comprar dinamite no DOPS?
- Marcito, Marcito, minha pedreira está parada por
falta de dinamite e são estes fidumas que dão a
autorização pra a gente comprar os explosivos.
Já que estávamos aqui, não queria perder a
viagem.
Marão era desse jeito: prático e de um coração do
tamanho do mundo - perdoava todo mundo.
Vários anos depois, num final de tarde,
tomávamos umas no Bar e Restaurante Quintal,
em uma mesa com muitos amigos e notei que
Marão encontrava-se estranhamente calado. Ele
estava a observar um cara sentado sozinho numa
mesa apartada.
Passados uns minutos, ele levantou-se foi até o
sujeito e o convidou insistentemente para sentar à
nossa mesa, apresentando-o festivamente:
- Este é fulano. Ele foi o meu algoz lá do DOPS,
quando eu fiquei preso em sessenta e nove.
3
POLÍTICA
DESVIOS NA SAÚDE
Secretários de saúde de Muniz são marionetes
Promotores relatam que o ainda prefeito “se vale do auxílio dos secretários municipais de saúde, que apenas referendam suas decisões”
Na ação de improbidade administrativa
proposta pelo Ministério Público Federal
(MPF) contra o ainda prefeito, pelo fato dele
estar, há cerca de dois anos e meio, retendo
verbas federais e estaduais destinadas a
serviços de saúde de alta e média
complexidade em hospitais da cidade, os
promotores atestam a falta de autonomia
dos secretários de saúde de Muniz.
“Rigorosamente todos os atores públicos e
privados envolvidos nas tratativas e no
impasse das retenções ilegais dos recursos
federais e estaduais do SUS destinados aos
prestadores hospitalares, desde o início da
atual gestão municipal, foram categóricos
no sentido da completa ausência de
autonomia dos secretários de saúde, que
simplesmente acatam as ordens
impositivas do Prefeito Ruy Muniz", relata o
MPF.
Ele, a atual secretária Ana Paula de Oliveira
Nascimento e o ex-ocupante da Pasta,
Geraldo Edson, são acusados de reter
indevidamente mais de 20 milhões de
recursos destinados à área da saúde, sem
apresentar, segundo a ação, qualquer
justificativa idônea para tais atos,
prejudicando, com isso, mais de 1,6 milhão
de pessoas e instaurando o caos na saúde
pública do Norte de Minas. Ainda de acordo
com o MPF, as condutas do prefeito e de
seus secretários tiveram reflexos em toda a
região, porque o município de Montes
Claros é pólo-referência para ações e
serviços de saúde de média e alta
complexidade da Macrorregião Norte, que é
integrada por 86 municípios.
“No entanto, desde que o atual prefeito Ruy
Muniz assumiu o poder público municipal,
sem qualquer respaldo em fatos ou na
legislação, sua administração vem retendo
ilegalmente verbas federais e estaduais do
SUS que deveriam ser encaminhadas aos
prestadores de serviços hospitalares
filantrópicos (Hospitais Aroldo Tourinho,
Dílson Godinho e Santa Casa de
Misericórdia) e público (Hospital
Universitário)”, denuncia.
Suspensos repasses estaduais e
federais
Comprovado o crime, finalmente, em 15 de
julho, foi decretada a suspensão do repasse
de verbas da saúde, federais e estaduais,
ao Fundo Municipal de Saúde de Montes
Claros a partir do dia 1º de setembro. "O
mais grave de toda essa situação é ver que
a maior parte desses recursos destinava-se
a ações e serviços de urgência e
emergência, potencializando, assim, risco
sanitário à vida das pessoas", afirma o MPF.
O ato criminoso provocou nos hospitais
100% SUS e, portanto, que têm nesses
recursos públicos sua única fonte de
custeio, desabastecimento de insumos e
medicamentos, superlotação, aumento do
índice de infecção hospitalar, aumento dos
pedidos de desligamento de profissionais
da saúde, graves prejuízos aos pacientes
oncologia, nefrologia e cardiologia, que
necessitam de internação, entre eles,
adiamento das internações, ineficácia do
tratamento por falta de medicamentos e
materiais e cancelamento ou adiamento de
procedimentos cirúrgicos de pacientes
internados.
Para o MPF, além da condenação nas
sanções da Lei de Improbidade
Administrativa, os réus devem ser
condenados também por dano moral
coletivo, na medida em que seus atos
causaram prejuízos imensuráveis a mais de
1,6 milhão de pessoas, de 86 municípios,
num período que se estendeu por mais de
dois anos. Foi solicitada à Justiça Federal
que o ainda prefeito seja condenado ao
pagamento de indenização de R$ 15
milhões. Para os secretários, o pedido de
indenização é de R$ 1,5 milhão cada um.
Crimes foram para atender
interesse pessoal
De acordo com a ação, o ainda prefeito
reteve as verbas para beneficiar seu
hospital “A real motivação dos abusos e
ilegalidades ora questionados consiste –
segundo provas e indícios constantes nos
autos – em estratégia do prefeito Ruy Muniz
para estrangular financeiramente os
hospitais locais, com o deliberado propósito
de inviabilizar sua existência e seu
funcionamento, para favorecer o recéminaugurado hospital de seu grupo
econômico (Hospital das Clínicas Dr. Mário
Ribeiro da Silveira, ou Ambar Saúde, de
natureza privada e fins lucrativos).
Muniz queria, segundo o MPF, assumir
valiosos procedimentos da alta e da média
complexidade do SUS, “pela cooptação dos
melhores profissionais de saúde, pela
polarização dos fornecedores de insumos,
etc". Entre as provas da tentativa de
prejudicar os hospitais “concorrentes” para
favorecer sua própria instituição hospitalar,
a ação relata uma ata da reunião de
mediação da SES/COSEMS, realizada no
dia 8 de julho.
Na ocasião, Muniz, falando como prefeito
de Montes Claros, impôs as seguintes
condições para resolver o impasse da
saúde de Montes Claros: que fossem
“remanejados” cerca de R$ 2 milhões dos
hospitais locais para o Ambar Saúde; que a
União e o Estado de Minas Gerais
investissem mais R$ 2 milhões em recursos
novos na saúde da macrorregião, sendo
que este valor seria destinado
exclusivamente ao hospital Ambar Saúde; e
que fossem retirados os procedimentos de
média complexidade dos hospitais Santa
Casa, Aroldo Tourinho e Dílson Godinho.
Na mesma reunião, o prefeito teria
demonstrado agir como “gestor de fato” do
Ambar Saúde, ao dizer que este hospital
não manteria suas propostas de metas
físicas se não fossem atendidas suas
condições.
EXPLICA MAIS ESSA
MP estranha recursos envolvidos na compra da “Cidade Administrativa”
O por enquanto prefeito vai enfrentar
mais uma investigação do Ministério
Público, que quer saber se os
procedimentos para a
compra do terreno onde está localizado
o prédio da Coteminas, para a
construção da Cidade Administrativa,
foram legais.
A Curadoria do Patrimônio Público e da
Probidade Administrativa questiona o
valor total do empreendimento, R$ 80
milhões, e o fato de não ter havido
licitação. O imóvel foi adquirido por RS
48 milhões, aos quais serão acrescidos
mais R$ 20 milhões de
investimentos e outros RS 10 milhões
para montagem dos mobiliários e
equipamentos.
“A cifra bastante expressiva
recomendar o acompanhamento pelo
Ministério Público da lisura dos
pagamentos a serem feitos, da
escolha dos respectivos fornecedores e Muniz, Josué Gomes da Silva, presidente do Grupo Coteminas; e o vice-prefeito
da coibição de desvio de finalidade em Zé Vicente (primeiro, à esquerda) seguram a “chave” da Cidade Administrativa
quaisquer dessas compras”, explicou o
promotor
Felipe Caires. A apuração pretende coibir
superfaturamentos em compras,
direcionamento em licitação ou
favorecimento de agentes públicos ou
familiares, “numa cidade como Montes
Claros, carente de recursos na área de
saúde e educação”.
O promotor solicitou que a Prefeitura
encaminhe cópia de todo processo para
dispensa de licitação, inclusive com as
avaliações
imobiliárias e os estudos de viabilidade
econômica da transferência; editais de
licitações para compra dos mobiliários,
equipamentos e ainda da reforma da
unidade, assim como de possível venda
das áreas circunvizinhas, como
anunciada pela Prefeitura.
Ele determinou que os servidores do
Ministério Público compareçam ao local e
façam o registro fotográfico de todo o
imóvel.
POLÍTICA
4
TRE analisa cassação
de Ruy e Raquel Muniz
Raquel Muniz teria se valido da estrutura da Prefeitura em prol de sua candidatura.
O por enquanto prefeito também pode ficar inelegível por 8 anos
De novo na mira da Justiça, casal
Muniz corre risco de cassação
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais
(TRE-MG) continua investigando as
denúncias de abuso de poder contra o
prefeito de Montes Claros, do PRB, e a
esposa dele, a deputada federal, Raquel
Muniz (PSC).
A Procuradoria Regional Eleitoral em Minas
Gerais (PRE-MG) ajuizou ação de
investigação judicial eleitoral (AIJE) contra ele
e sua mulher, eleita deputada federal nas
eleições de 2014. Também são investigados
os servidores públicos municipais Marcus
Felipe do Ó, Cícero Júlio Campos de Oliveira
e Maria Jacqueline de Matos Silva.
Segundo a ação, Raquel, na companhia do
marido, teria organizado um sistema de
favorecimento de sua candidatura a deputada
federal, com apoio de Marcus, Cícero e Maria
Jacqueline, em duas frentes principais de
atuação: concessão de gratificações a
servidores municipais e encaminhamento de
consultas e exames médicos de pacientes
oriundos de outros municípios sem
observância dos procedimentos adequados.
No caso das gratificações, o servidor Marcus
Felipe, lotado na Secretaria de Articulação
Política e Administração Regional do
município, era quem indicava os beneficiários
em troca da prestação de serviços na
campanha de Tânia Muniz. Suspeita-se que
mais de 20 servidores foram beneficiados
com tal prática.
Para a PRE-MG, ficou evidente, a partir de
depoimentos colhidos em investigação
conduzida pelo Ministério Público Estadual,
que a candidata “cooptava servidores
públicos pagos com recursos do erário
municipal, oferecendo-lhes gratificações que
representariam acréscimo em suas
remunerações, também custeadas com as
verbas públicas de Montes Claros, para
trabalharem em prol de seus interesses
eleitoreiros particulares, incrementando,
assim, o contingente de cabos eleitorais”.
Porém, o abuso de autoridade não se
restringiu a essa conduta. A ação relata que
ela, na condição de chefe de gabinete do
marido, colocou a estrutura administrativa do
Município de Montes Claros à disposição de
eleitores de localidades próximas, sempre
com o intuito de obter dividendos eleitorais.
Abuso de autoridade e de poder
políticocausou prejuízos financeiros à saúde
“A liberalidade feita com recursos públicos se
dava em reuniões com lideranças políticas da
região em que eram fechados acordos, cuja
contrapartida era a obtenção de apoio em prol
da candidatura de Raquel Muniz a deputada
federal nas eleições de 2014, pleito no qual se
sagrou vencedora”, afirma a ação.
A PRE-MG explica que a irregularidade
estava no fato de que tais pacientes só
poderiam ser atendidos pelo sistema de
saúde pública de Montes Claros caso seu
município de origem integrasse o Polo da
Microrregião de Montes Claros - composto
por 10 municípios: Bocaiúva, Claro dos
Poções, Engenheiro Navarro, Francisco
Dumont, Glaucilândia, Itacambira,
Guaraciama, Joaquim Felício, Juramento e
Olhos D'Agua -, e, ainda assim, apenas e tão
somente se fossem encaminhados
oficialmente pela secretaria de saúde de sua
localidade de origem.
Esse trâmite, no entanto, deixou de ser
observado em razão dos “acordos
costurados” pelo por enquanto prefeito e pela
candidata com prefeitos de outros municípios.
Foram encontrados, por exemplo, pacientes
atendidos em Montes Claros, mas
provenientes de locais como Japonvar e
Lontra, que pertencem a outros pólos
regionais. Para driblar a necessidade de
encaminhamento pelas respectivas
secretarias municipais, os servidores Marcus
Fellipe, Cícero e Maria Jacqueline cooptaram
médicos dos centros de saúde municipais,
que subscreviam os pedidos de
encaminhamento para consultas e exames
especializados como se os pacientes
residissem em Montes Claros.
A ação relata que Maria Jacqueline, “na
qualidade de chefe do Centro de Saúde do
Bairro Renascença, de seu turno, além de
determinar aos médicos sob seu comando
que assinassem os pedidos de
encaminhamento sem que eles tivessem
empreendido qualquer contato com os
pacientes, frequentemente determinava o
atendimento de pacientes que dizia já terem
os exames marcados no sistema, a maioria
deles para o mesmo dia da assinatura nos
pedidos de encaminhamentos ou exames,
fato que causava desconforto aos
profissionais de saúde que lhe eram
subordinados”.
Para a Procuradoria Eleitoral, “o expediente
enganoso acabava por causar prejuízos não
só aos cofres de Montes Claros, que
deixavam de receber pelos serviços médicos
prestados a pacientes de outros locais, como
aos próprios munícipes de Montes Claros,
que se viam preteridos em seus
atendimentos em razão dos agendamentos
irregulares”.
Na verdade, ambos os expedientes utilizados
por Raquel Muniz configurariam, segundo a
PRE-MG, abuso de autoridade e de poder
político, com uso da máquina administrativa
em benefício de sua candidatura,
ressaltando-se que, mesmo após sua
desincompatibilização do cargo de chefe de
gabinete, a deputada eleita continuou a
aparecer em eventos públicos e outros atos
oficiais ao lado do marido.
Se a ação for julgada procedente, Raquel
Muniz pode ter o registro ou diploma
cassados, ficando sujeita ainda à decretação
de sua inelegibilidade por oito anos, sanção
que pode alcançar também todos os demais
investigados, inclusive o atual prefeito de
Montes Claros.
E-mail: [email protected]
Tel. (38) 99673932
Já?
O governador Pimentel só 8 meses de
mandato e já há articulação para tungar sua
cadeira. O presidente do PSB e prefeito de
Belo Horizonte, Márcio Lacerda, anunciou em
Montes Claros a intenção de concorrer à
sucessão mineira, em 2018.
Como é que é?
De quebra, Lacerda ainda teria convidado o
por enquanto prefeito de Montes Claros para
se filiar ao PSB. Aí é que as coisas não batem.
Primeiro, Muniz não deve ter informado a
Lacerda que ele próprio sonha ser governador.
Segundo, o socialista esteve no encontro do
PPS, realizado na Câmara Municipal, dia 1º
agosto, e defendeu a fusão entre os dois
partidos. Uai, mas o PPS não é adversário do
por enquanto prefeito?
Sem máscara
A população deveria se mirar no exemplo do
Ministério Público Federal (MPF) e não cair na
lorota do ainda prefeito de Montes Claros. Na
ação por improbidade administrativa movida
pelo órgão contra Muniz, os promotores o
desmascaram quando dizem textuamente que
ele usa o pretexto de “combater a que estaria
ocorrendo nos hospitais" para justificar a
criminosa retenção de R$ 20 milhões em
repasses às instituições de saúde. O MPF
afirma que isso é para confundir a Justiça, os
órgãos de fiscalização e controle e a opinião
pública.
Distorção dos fatos
Ainda de acordo com o MPF, um dos ardis de
Muniz é alegar que suas ações são para
combater o pagamento por serviços não
prestados, assim como obrigar os hospitais a
melhorarem suas estruturas físicas. “O MPF
argumenta que todo serviço prestado pelos
hospitais é previamente autorizado pela
própria Secretaria Municipal de Saúde e que o
município não possui qualquer gestão sobre
os recursos destinados a incrementos e
melhorias nos hospitais”, contesta a ação.
Ousadia
A própria Operação Desiderato, realizada em
junho deste ano pelo MPF e Polícia Federal, foi
usada pelo ainda prefeito para distorcer os
fatos. Ele alardeou que as prisões, buscas e
apreensões confirmariam as acusações dele
contra os prestadores hospitalares. O MPF
desmente Muniz, esclarecendo que nem ele
nem os outros acusados - Ana Paula e Geraldo
Edson (ex-secretários de saúde) jamais
procuraram o Ministério Público Federal ou a
Polícia Federal para fazer qualquer denúncia
contra hospitais locais. Ainda segundo a ação
“...Os crimes envolveram, de um lado, a
indústria farmacêutica e de órteses e próteses,
e, de outro, médicos que utilizam tais produtos
e equipamentos, não havendo provas do
envolvimento direto dos hospitais”.
Caloteiro
O ex-collorido prefeito de Capitão Enéas,
César Emílio, diferentemente do seu
antecessor Reinaldo Teixeira, não sabe o que
é honrar compromissos. Para quem tem
telhado de vidro, precisamente na Comarca de
Francisco Sá, não é prudente abusar.
Bode
O ainda prefeito de Montes Claros colocou um
“bode” na sala do servidor da Prefeitura ao
tornar lei um “reajuste” salarial que nem
mesmo recompõe as perdas da categoria no
período e retirar 3% que já haviam sido
incorporados ao salário. É questão de tempo
ele fazer o bode bater em retirada, ou seja,
retornar com o que já era direito do servidor,
para dar uma de bonzinho.
Vale-tudo
Nunca foi tão fácil para um prefeito comprar
vereadores e, pior, nunca foi tão natural se
vender na Câmara Municipal de Montes
Claros. A moeda de troca é asfalto, motivo
pelo qual os vereadores da base são capazes
de tudo. Lamentavelmente, é preciso repetir:
pela corrupção e despreparo dos vereadores
para a função, com algumas exceções, essa é
a pior Câmara da história.
Série “Dá Dó”
É inquietante ver a situação do futebol em
Montes Claros, especialmente quando se
compara a cidade com outras, muito menos
importantes e localizadas em regiões mais
pobres. Há time de tudo quanto é lugar nas
Séries B e C do Campeonato Brasileiro. Já
Montes Claros não tem representante nem na
série D.
Dilema
Qual foi a intenção do sujeito que escolheu o
limite do cruzamento à frente para pintar as
faixas de pedestres?. O que o condutor deve
fazer quando já estiver cruzando a via e o
pedestre atravessar a rua? Parar no meio e
provocar uma batida ou prosseguir e atropelar
a pessoa?
À esquerda
Por falar nisso, há outras situações absurdas
no trânsito de Montes. Quem estiver, por
exemplo, seguindo no início da avenida
Norival Guilherme Vieira sentido Ibituruna e
resolver retornar para o centro terá que fazer
um passeio forçado pelo bairro para pegar o
caminho de volta, pois a próxima placa, em
frente à academia ao ar livre, proíbe voltar por
ali. Já na avenida Cula Mangabeira tem uma
placa que informa, de forma equivocada, que é
proibido virar à esquerda para quem segue
sentido centro, pouco antes da Igreja.
Só HD
A Band está sem sinal analógico há mais de
um mês em Montes Claros. Só acessa a
emissora quem tem aparelho com tecnologia
digital, mesmo assim sem a programação de
Minas. A antena analógica é de
responsabilidade da Prefeitura e não parece
haver interesse em restabelecer o sinal.
5
CIDADANIA
Recusa de pagamento de ação trabalhista leva Justiça a determinar bloqueio de dinheiro do FIES da FAVAG
Medida pode causar prejuízo aos alunos da Faculdade Vale do Gorutuba
Professor Anelito de Oliveira, já cansado de
aguardar o pagamento de indenização que
lhe é devida pela FAVAG, está disposto a
levar o caso ao CNJ e à OAB
Centenas de estudantes, beneficiários do
FIES nas chamadas Faculdades Vale do
Gorutuba – FAVAG, que tem sede na cidade
de Nova Porteirinha, ao lado de Janaúba,
estão ameaçados neste momento de ficar
sem professores e condições mínimas de
dar continuidade aos seus cursos.
O motivo é o bloqueio dos recursos do FIES
na conta da instituição na Caixa Econômica
Federal ordenado pelo Juiz Júlio Cangussu,
responsável pela Vara do Trabalho em
Montes Claros, em mais uma tentativa de
fazer com que a FAVAG pague indenização
devida ao Professor Doutor Anelito de
Oliveira.
Condenada em junho do ano passado, a
FAVAG vem se negando terminantemente a
efetuar o pagamento, valendo-se tanto de
recursos legais, os famosos embargos de
toda natureza, quanto de artimanhas
surpreendentes, como movimentar seus
ativos em contas bancárias de terceiros,
brincando, assim, com a cara da justiça.
A indenização de quase meio milhão visa
reparar parte de danos causados ao
Professor Anelito de Oliveira pela instituição
no período de fevereiro de 2008 a fevereiro
aos incentivos do Governo Federal,
empresários de ramos diversos passaram a
investir na área de “venda de diploma
superior”.
Conforme denunciado pelo blog noticioso
Em cima da notícia, do jornalista Luís Carlos
Gusmão, em 22 de maio de 2013, a FAVAG,
como outras faculdades particulares, usou o
título de Doutor do Professor Anelito de
Oliveira para o MEC ver, demitindo-o em
seguida.
de 2011, quando a FAVAG, desobedecendo
convenção dos professores de escolas
particulares de MG, deixou de praticar
tabela remuneratória devida.
Contratado como Professor-pesquisador,
com a finalidade de organizar e coordenador
o setor de publicações e projetos da
instituição, Anelito de Oliveira foi demitido
sumariamente em julho de 2011 depois de
contribuir, com sua formação científica e
excelente reputação, para que a FAVAG
alcançasse conceito máximo junto à
Comissão avaliadora do MEC.
Mais uma derrota da FAVAG
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª
região impôs mais uma derrota à FAVAG no
dia 12 de junho passado quando decidiu, por
unanimidade, que Ação Rescisória movida
pela instituição contra o Professor Anelito de
Oliveira é improcedente.
A FAVAG lançou mão desse tipo de ação,
considerada “protelatória” por visar apenas
atrasar processos – e recusada por muitos
juízos, inclusive, por considerá-la incabível
na esfera trabalhista -, numa demonstração
clara de resistência descarada à justiça.
Assim como as faculdades de Ruy Muniz, o
ainda prefeito de Montes Claros, reunidas
sob o nome de Funorte e com estatuto de
filantropia, a FAVAG tem lesado seus
professores há vários anos, como se não
houvesse lei trabalhista no país.
Advogado Marcos Aurélio Soares tenta há
mais de dois anos, até agora em vão,
garantir pagamento de indenização devida
uma questão de ordem moral: o uso
de sua titulação acadêmica pela instituição
para obter aprovação do MEC.
A prática tem sido comum no Brasil desde o
início deste novo século, quando, graças
A FAVAG, famosa por investir alto em "pão
e circo", dribla e justiça e se recusa a pagar
indenização trabalhista
Ação é iniciativa inédita
A ação trabalhista movida pelo Professor
Anelito de Oliveira contra a FAVAG vai além
da questão salarial, contendo também
caráter educativo, já que foi motivada por
Diretor da FAVAG, Vanilson Almeida, brinca com a cara da Justiça e chega a usar alunos da
instituição, beneficiários do FIES, como escudo para não pagar indenização. E exercita seu
lado “bom vivant” na praia e em Londres.
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Ação truculenta da PM tem dedo de Ruy Muniz
Aparato de guerra foi enviado à Esurb para reprimir trabalhadores
Luís Carlos Gusmão
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Eleições 2016
Quem será candidato a prefeito em Montes Claros no ano
Politicagem no SAMU
Os servidores do Samu fizeram recentemente uma
que vem? Até agora, apenas dois nomes estão no páreo:
manifestação em frente ao prédio do Consórcio
Ruy Muniz e Humberto Souto. Os demais ainda é uma
Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de
incógnita, senão vejamos:
Jairo Ataide
Há quem diga que o ex-prefeito Jairo Ataíde (que desviou
Minas (CISRUN), pedindo reajuste salarial e realização de
um concurso público. A categoria reclamou do
sucateamento da frota e protestou contra os “fantasmas
dinheiro público para promoção pessoal, e por isso foi
marajás”, que entraram pela janela do fundo e que são
condenado pelo Supremo Tribunal Federal a dois anos de
acobertados pelo atual dirigente do órgão,entre eles o ex-
prisão e só não cumpriu a pena porque o crime prescreveu,
genro do “cheiroso”.
porque não é do PT), só será candidato se receber ordem de
Ruy, para tirar votos de Humberto Souto. Neste caso, o
coronel não, mamãe”, segundo Paulo Cason, estaria
Policiais armados para “guerra” contra garis:
ação patética foi comandada por assessores do prefeito
A Polícia Militar se transformou
em um braço armado do prefeito
Ruy Muniz. A demonstração
cabal dessa intromissão surreal
de uma instituição voltada à
segurança pública no executivo
foi feita, de forma violenta, por
ocasião de manifestação dos
trabalhadores da Empresa
Municipal de Serviços, Obras e
Urbanização (Esurb), em abril.
Garis e funcionários de outros
setores faziam assembleia no
Pátio da empresa, localizada no
bairro Santa Rita, quando foram
violentamente reprimidos por
um aparato militar poucas vezes
visto na cidade. A ação,
totalmente desproporcional,
tinha como alvo principal
servidores da limpeza urbana,
ameaçados ostensivamente
com armas e muita truculência
por policiais que, embora na
ativa, recebiam ordens de
oficiais reformados, vários deles
exercendo cargos na Prefeitura.
Quem viu a quantidade
inacreditável de PM´s e viaturas
chegando ao local imaginou
algo de grande monta.
Quarteirões em torno da Esurb
foram fechados e utilizados
pelotões de choque e o GATE.
Em dado momento, para
pressionar os trabalhadores a
saírem da empresa, a PM
ameaçou começar um
bombardeio com balas de
borracha.
Um policial avisou, em tom de
ameaça: “Atenção, coronel
Franklin mandou entrar”. O
oficial em questão é Franklin de
Paula Silveira, secretário
municipal de Desenvolvimento
Social. Ou seja, o local foi
invadido por ordem da
Prefeitura, uma vez que os
policiais obedeciam ordem de
alguém na condição de
secretário. Como policial
reformado Silveira não tem
legitimidade para comandar
nenhuma operação militar.
Só não houve confronto, com
consequências desastrosas,
porque os trabalhadores
decidiram deixar o local, onde
realizavam ato ordeiro e
pacífico. Eles protestavam
contra a decisão do prefeito de
substituir servidores
concursados por contratados no
serviço de coleta de lixo.
Entre os oficiais reformados que
ocupam cargos na Prefeitura,
além do coronel Franklin de
Paula Silveira - salário de R$
11.580,52 -, estão o capitão PM
José Pedro de Oliveira, lotado
como adjunto na Secretaria de
Prevenção à Corrupção e
Informações Estratégicas
(salário de R$ 9.264,08); e o
major Valter Nunes Peixoto,
diretor da Secretaria de
desenvolvimento social do
município (R$ 6.137,08). Vários
outros ex-policiais foram
contratados pelo prefeito, que
montou um “setor de
inteligência” na administração.
Mandatos frustrados
A inércia da maioria dos atuais prefeitos no Norte de Minas
vem animando seus antecessores. A possiblidade de a
fazendo continência para o general do 3º andar.
Paulo Guedes
Nesse mesmo caminho encontra-se Paulo Guedes. Ele só
Um dos mais entusiasmado é o ex-petista prefeito de
se arriscaria a concorrer a cadeira de prefeito se tivesse a
Salinas, José Prates, por causa do desgaste do atual gestor,
maioria voltar a governar suas cidades é cada dia mais real.
certeza da aquiescência do Governo do Estado. Fernando
que não vem honrando seus compromissos. Esta
Pimentel, por sua vez, cruzaria os braços por causa do
incompetência do alcaide salinense, aliada com sua mania
PMDB, partido que apoia integralmente a atual gestão. Sem
de não garantir a palavra, também vem prejudicando a
contar que o vice de Ruy Muniz, Zé Vicente (e sua gente)
administração do Serviço de Atendimento Móvel de
também é peemedebista. Portanto...
Fedelho Leite
O filho do escorraçado ex-prefeito Tadeu Leite, que ficou até
Urgência.
foragido por causa da roubalheira na sua última gestão, vive
Um peso e duas medidas
Sinval Leite, ex-prefeito de Claro dos Poções, foi condenado
ensaiando candidatura própria, mas é refém de Ruy Muniz,
por improbidade administrativa e está inelegível. Enquanto
que segundo as más línguas jogou e continua jogando
isso, Tadeu Leite, ex-prefeito de Montes Claros. continua
debaixo do tapete todas as denúncias de corrupção da
impune, mesmo tendo sido condenado, também por
gestão do seu antecessor.
Ele de novo
Caso Paulo Guedes desista de disputar a Prefeitura de
improbidade administrativa, pelo TJMG, juntamente com
seu filho, por causa de um repasse irregular no valor de R$
330 mil a um time de vôlei da cidade. Na época, Tadeuzinho
Montes claros muita gente aposta numa dobradinha entre
fazia parte da direção da equipe e estava em campanha
PMDB e PT, com o filho de Tadeu Leite sendo o candidato a
eleitoral. Eles foram denunciados pelo Daqui.
prefeito e o PT indicando o vice. E eu não duvido, já que o
partido de Dilma nesta cidade foi e continua sendo refém de
Tadeu, mesmo depois de comprovada a ladroagem na sua
Foragido
Tadeu Leite continua escorraçado, desde o dia que teve sua
prisão preventiva decretada pela juíza da comarca de
última administração.
Athos Avelino
O ex-prefeito Athos Avelino ainda não se posicionou se será
está morando em Miami, nos Estados Unidos. Mas se a
ou não candidato, mesmo estando livre judicialmente para
justiça desejasse, ele seria preso mesmo estando morando
concorrer a qualquer cargo eletivo. Tudo indica que ele
no cafundó do judas.
Pirapora, Arlete Aparecida da Silva Coura. Dizem que ele
abrirá mão da disputa para apoiar Humberto Souto.
Copasa
O motivo da insanidade de Ruy Muniz ao romper
concessão de serviços da Copasa pode ser
Comarca de Pirapora
A PF, juntamente com o MP, só recorreram a juíza de
a
Pirapora depois que acionaram vários juízes de Montes
viabilizar
Claros, sem êxito. Eles deixaram de expedir mandados de
milhões em cifras não contabilizadas, já que o filho de Tião
prisão contra Tadeu Leite devido à proximidade com ele. Os
Medonha (e não de Mário Ribeiro, como ele queria), é um
meritíssimos alegaram suspeição, por causa da amizade e
mestre na arte de dar calotes. Nem precisa citar os vários
compadrio com o ex-prefeito.
exemplos. Padre Murta, que teve seu colégio usurpado e
acabou morrendo de desgosto, é um deles.
Probidade
Quem vem sendo exceções nesse quesito retidão no rincão
Pingo n’água
Para facilitar a expulsão da Copasa de Montes Claros e
norte-mineiro, administrando seus municípios com
probidade, são os prefeitos Joel Ferreira Lima e Vinicius
entregar os serviços de água e esgoto a outras empresas
Versiani de Paula, de Ibiracatu e Patis, respetivamente.
controladas por ele, o golpista do Banco do Brasil contratou o
advogado Odorico Mesquita Neto para ser o coordenador da
Agência Municipal de Água e Saneamento Básico e
Resíduos Sólidos.
Coxinhas na rua
Meia dúzia de gatos pingados foram pra rua protestar contra
a corrupção. Nada demais. Aliás, mais do que justo em um
país democrático. Duro é enxergar alguns personagens
Tráfico de influência?
A contratação de Mesquita para coordenar a tal Amasbe
comandados pela turma de Tadeu e Ruy. Sem falar nos
talvez não seja somente por causa dos seus cabelos
aristocratas da falida sociedade rural e dos retrógrados da
empunhando a bandeira da ética e da moralidade,
grisalhos, mas sim por ser parente e aderente do
maçonaria. É aquela história, o povo pede o fim da corrupção
coordenador do departamento operacional regional norte da
mas continua votando em ladrão. Darcy Ribeiro estava
Copasa, Daniel Antunes, o que facilitaria as coisas. Da
coberto de razão quando afirmava que “nós temos uma das
mesma forma que Toninho da Cowan sempre foi aproveitado
elites mais opulentas, antissociais e conservadoras do
por Tadeu e continua sendo por Ruy Muniz. Ninguém
mundo”.
acredita nesta história de competência ou indicação do seu
Montes Claros, Marcelo de Freitas, abre as portas com mais
Fui...
Vou parar por aqui, senão a justiça me condena de novo, por
facilidade.
falar a verdade.
partido, o PDT. Ser sogro do delegado da Polícia Federal em
7
SAÚDE
Tribunal de Contas condena Muniz por má gestão
Está correndo o prazo de 10 dias que o
Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu
ao por enquanto prefeito para ele corrigir
as distorções no chamamento público
da área de saúde, que credencia os
hospitais. A multa pelo descumprimento
da decisão é de R$ 1 mil/dia.
É o quinto flanco de reação a Muniz. No
dia 2 de junho a Justiça de Montes
Claros suspendeu o chamamento
público. Em 15 de julho o Estado
decretou a intervenção na gestão de
saúde. No dia 22 o Ministério Público
Federal entrou com ação de
improbidade administrativa e
indenização contra ele, pedindo R$ 18
milhões. Em 4 de agosto o TCE mandou
multá-lo.
Por fim, o Conselho Estadual de Saúde,
durante inspeção a Montes Claros,
determinou que o prefeito tem de
cumprir a decisão do Conselho
Municipal de Saúde e pagar aos
hospitais os recursos liberados pela
União.
É a segunda vez que a Prefeitura é
intimada a adotar as providências legais
necessárias. A Santa Casa acionou o
TCMG, com o argumento de que o
chamamento público afrontava a
princípios como o da isonomia e
inviabilidade do credenciamento ao criar
direito de preferência entre os
participantes, não observar
peculiaridades legais, estabelecer
contratação por valor indeterminado e
não conter dados para confecção do
plano operativo anual, considerado
requisito de habilitação.
No dia 17 de abril, o TCE deu prazo de
30 dias para que o prefeito tomasse as
providências ao exato cumprimento da
lei, antes da assinatura dos contratos,
sob pena de sustação e multa de 100%
dos prejuízos apurados.
Ao dar continuidade ao procedimento
licitatório com ilegalidades, o gestor
descumpriu a decisão do relator e
motivou a aplicação da multa.
Irregularidades na saúde rende nova ação contra o atual prefeito
NO FOCO
Cerco se aperta em torno de Muniz, suspeito de irregularidades na gestão da saúde
O pedido de informações foi para ser
encaminhada à prestação de contas do que se
aplicou em todos os prestadores de serviços
da área de saúde em Montes Claros e os
conselheiros frisaram com ênfase o Hospital
das Clínicas. A proposta foi aprovada por
unanimidade pelo Conselho Municipal, em
sessão presidida pelo secretário-adjunto de
Saúde, Danilo Narciso.
O conselheiro Roberto Coelho pediu o
detalhamento dos dados de valores
repassados em 2013, 2014 e até agora em
2015, pois alega que não se faz mais a
prestação de contas onde é aplicada a verba
do SUS em Montes Claros. José Geraldo
Kojak alega que a Secretaria Municipal de
Saúde se queixa de mudança no sistema de
Conselho assume sua autonomia e pede explicações ao embora prefeito
prestação de contas, que agora passou a ser
O Conselho Municipal de Saúde aprovou, em Prefeitura, é foco de suspeitas do Conselho bimestral e que a contabilidade estava com
caráter extraordinário, o pedido de Municipal de Saúde, que aprovou em caráter dificuldades de prestar as informações. Na
informações sobre o valor que a Prefeitura de extraordinário pedido de informações sobre o sua concepção, há necessidade de Montes
Montes Claros aplicou no Hospital das valor destinado. O HC é ligado ao Grupo Claros ter conta específica vinculada a
Clínicas Mário Ribeiro da Silveira, ligado ao Soebras/Funorte, vinculado ao ainda Secretaria de Saúde, para os recursos do
Grupo Soebras/Funorte, que é vinculado ao prefeito. O pedido foi apresentado por Roberto Fundo Municipal, como ocorre em Uberlândia,
ainda prefeito
Coelho, representante dos trabalhadores, e Uberaba, Betim e outras cidades.
A aplicação de recursos no Hospital das reforçado pelo conselheiro José Geraldo Ele salienta ainda que em Montes Claros, o
Clínicas Mário Ribeiro da Silveira, por parte da Kojak, representante dos usuários do Sistema prefeito e o tesoureiro da Prefeitura é que
Único de Saúde.
Roberto e Kojak levantam suspeitas sobre a aplicação de recursos no HC
assinam os cheques e a prestação de contas
do Fundo Municipal de Saúde, quando em
outras cidades é o secretário de saúde e o
tesoureiro da secretaria. Kojak explicou que
desde o ano passado tem cobrado da
Secretaria Municipal de Saúde a prestação de
contas sobre a aplicação dos recursos do SUS
na Âmbar, razão social do hospital vinculado a
Soebras/Funorte, mas nenhum dos pedidos
foi acatado.
Ainda na reunião, os conselheiros aprovaram
o relatório da 7ª Conferência Municipal de
Saúde, realizada de 7 a 9 de julho, quando
saiu uma moção de recomendação proposta
pelo conselheiro municipal Joaquim Francisco
para manutenção da Gestão Plena da Saúde
com a Secretaria Municipal de Saúde,
acompanhado e fiscalizado pelo Conselho
Municipal de Saúde, reafirmando a Carta de
Montes Claros, de fevereiro de 1985, que
recomenda a descentralização dos serviços
de saúde. No relatório, a moção tinha
assinaturas de 46 delegados, quando o
mínimo necessário era de 60. Na recontagem,
ontem à tarde, ficou constatada 80
assinaturas, em quatro folhas.
Meio-irmão do ainda prefeito, Ucho Ribeiro esquece as “querelas” familiares, durante
inauguração do HC, que tem o nome do pai, o ex-prefeito Mário Ribeiro
Social sem retoques
8
o
ired
gue
o Fi
Joã
O Mestre
O mecânico Geraldo Tadeu Reis, o Mestre
Tadeu, mestre de capoeira e líder do Grupo
Arundê Capoeira, foi homenageado na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais como
destaque em trabalhos sociais em Montes
Claros no final de 2014.
Parabéns ao Mestre e ao seu grupo!
O trânsito de Janaúba oferece cenas pitorescas. Nossa
câmera captou esta cena que fala do trânsito em si, do clima,
dos costumes, etc.
Convênio
No dia 11 de julho a Bansol (Associação Cristã Banco da
Solidariedade) assinou convênio com Fundação Provida, na cidade de Pará de Minas, para aquisição de
recursos para implementação da Fazenda da
Solidariedade São Francisco de Assis, situada próxima
à rodovia MG 308 (que liga Montes Claros a Juramento)
na comunidade de Riacho do Fogo, município de
Montes Claros. A Bansol atua na elaboração de
projetos voltados para a sustentabilidade e desenvolve
atividades sociais e de erradicação da pobreza,
especialmente na criação de oportunidades de trabalho
e de geração de renda familiar. O recurso originado do
convênio citado deverá ser liberado até o final do
primeiro semestre de 2016. O professor Antonino
Miranda representou o Bansol durante a assinatura do
convênio.
Lixo na zona rural
Um dos problemas que as comunidades rurais do município de
Montes Claros vem enfrentando é o lixo sintético. Há denúncias
de que tanto moradores das comunidades como e pessoas
residentes na área urbana costumam jogar lixo sintético,
especialmente, garrafas pet e sacos e sacolas de plástico no
mato próximo às estradas.
Folclore
Palestra sobre musicalidade e folclore, promovida pelo Grupo
Cordão de Ouro de Montes Claros, ministrada pela professora
Emília Bianchardi de Salvador-BA. Na foto, modelo ancestral
do berimbau.
Água
Moradores da comunidade de Lagoinha e adjacências se reúnem
para discussão sobre abastecimento de água da população. O
abastecimento tem sido um problema recorrente nas
comunidades rurais.
Iniciação
Quem começa cedo na capoeira jamais terá preconceito
contra essa arte que nossos ancestrais africanos nos
legaram.
Formatura
Mestre Suassuna conferindo a graduação
de professor aos então instrutores Ton e Lu.
Liderança
José Gerci é trabalhador rural e
Ação na zona rural
liderança de peso na comunidade
Equipe do gabinete do vereador Eduardo Madureira durante
de Abóboras. É respeitado pela
a solenidade de posse da diretoria da associação
sua postura de homem honesto e
comunitária da comunidade de Espigão de Cima.
trabalhador.
Candomblé
A apresentação intitulada “Candomblé”, do Grupo
Fitas, merece mais que aplausos: é um resgate da
nossa cultura. É uma verdadeira aula de história.
Vereador fazendo dupla com Edilésio
Gonçalves. Boa musica e
boa performance dos músicos.
Um príncipe próximo ao
seu palácio: “os sonhos
movem o mundo”.
PMDRS
A Comissão encarregada de elaboração do Plano Municipal de
Desenvolvimento Rural Sustentável (PMDRS), do Conselho
Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS)
vem fazendo reuniões itinerantes nas comunidades rurais para
o diagnóstico que norteará a elaboração do Plano. Na foto,
reunião na comunidade de Abóboras.
Montes Claros, setembro de 2014
A delicada sensualidade de
Micaelly
Bela, sensual, delicada... Micaelly Pinheiro é assim. E tudo sem fazer esforço.
Modelo desde os 13 anos, seu book é generoso: desfiles, concursos – Musa do Funorte, Miss Turismo, Girl da Cidade,
Miss AABB, classificada no concurso Musa do Brasileirão, representando o Cruzeiro; finalista do Garota Flash Minas na
TV Alterosa e selecionada para ser a “garota da sorte” das loterias da Caixa Econômica Federal no Espírito
Santo...Ufa!
Micaelly também encontra tempo para desfilar em Feiras, fazer comerciais e recepção de eventos, apresentar o programa
Revista Geraes (Canal 2), participar do Programa do Povão (Canal 20) e ainda atuar como atriz – ela integrou elenco da
peça “Viva o Luxo! Morra o Bucho”, de João Jorge.
Incansável, está indo ao Rio Grande do Norte para participar da peça o ”O Pequeno Príncipe”. “Sou apaixonada pelo que e
grata a Deus pelo reconhecimento do meu trabalho. Quero alçar voos mais altos”, diz, com a meguice que lhe é peculiar.
09
COTIDIANO
10
Exonerado “fantasma” mulher de vereador
“Fabim Hip Hop” teria solicitado ao deputado Weliton Prado a saída da mulher, Elizabeth Soares Rocha Nunes, que ganhava R$ 12 mil sem trabalhar
Fabim "Hip Hop" também foi acusado de
cometer irregularidades no exercício da função
A denúncia de que Elizabeth Soares
Rocha Nunes, mulher do vereador Fábio
Neves, o “Fabim Hip Hop”, ganhava R$ 12
mil mensais do gabinete do deputado
federal Weliton Prado sem comparecer ao
trabalho, foi feita pelos vereadores Gêra
do Chica, Oliveira Lêga e Eduardo
Madureira. Da tribuna da Câmara
Municipal o caso foi parar na Polícia
Federal, com pedido dos denunciantes
para que se investigue se há crime de
improbidade administrativa, pois Neves
estaria usando o cargo para beneficiar a
mulher, contemplada com R$ 48 mil de
salários no período.
Elizabeth estava lotada no cargo de
“secretária parlamentar”, mas, não
exerceria a função. Dada a repercussão
negativa, o marido se apressou a requerer
sua exoneração. Quando fez a denúncia
Gêra do Chica apresentou demonstrativo
de pagamento da Câmara dos
Deputados, comprovando o recebimento.
“Esse comportamento revela o atropelo
de valores éticos e desrespeito com o
dinheiro público” reagiu o vereador,
acrescentando que o colega foi conivente
com a imoralidade envolvendo a mulher.
Vereadores da oposição aproveitaram
para lembrar que Hip Hop responde
vários processos na Justiça, um deles por
grilagem de terra, além de ser investigado
pela Polícia Federal, por improbidade
administrativa. Ele também é acusado de
viajar a Brasília, com diárias de R$ 900
pagas pela Câmara Municipal, e ficar
hospedado na casa do deputado Weliton
Prado. Depois, apresenta notas falsas de
hospedagem. Outra acusação é de que o
vereador obriga seus assessores a lhe
passar parte dos salários.
Seu gabinete também seria trampolim
para obtenção de cargos na Prefeitura,
uma das contrapartidas do por enquanto
prefeito ao apoio irrestrito de Hip Hop, que
vota a favor de todos os projetos enviados
pelo Executivo, entre eles o que reduziu
salários dos servidores do município e o
que aumenta o desconto nos valestransporte.
Fábio Neves Negou as acusações e disse
que está sendo vítima de perseguição
política. Do PROS, ele é correligionário
do por enquanto prefeito, investigado por
várias suspeitas de corrupção.
A singularidade de “Amerquim”
Américo Martins cultiva hábitos simples e valores raros
O empresário e ambientalista Américo
Martins Filho é uma espécie de pregador
no deserto, um remador contra a maré.
Membro, talvez a contragosto, de uma
sociedade desumanizada, apegada aos
valores materiais e praticante do jogo
das aparências, “Amerquim”, como é
conhecido, ousa ser o que defende, sem
meias palavras.
Sua “Rocinha”, para onde vai amainar as
VOO ALTO DA AZUL
De Moc para os EUA com apenas uma conexão
Investimento faz parte de estratégia
ousada da companhia
A partir de 16 de novembro, a Azul Linhas Aéreas
Brasileiras passará a ofertar voos para Orlando
nos Estados Unidos, saindo de Montes Claros,
Ipatinga (Vale do Aço), Uberaba e Uberlândia
(ambas no Triângulo). Os passageiros desses
voos chegarão ao seu destino final fazendo
apenas uma conexão no Aeroporto Internacional
Tancredo Neves, em Confins, na Região
Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O anúncio ocorre menos de um mês após a
empresa ter ampliado sua atuação no Estado,
com voos partindo do Aeroporto Brigadeiro
Cabral, em Divinópolis (região Centro-Oeste.
Conforme informou a companhia, as partidas
devem ser realizadas de 16 de novembro a 11 de
dezembro ou de 15 de fevereiro a 27 de março,
com retornos de 20 de novembro a 15 de
dezembro ou de 19 de fevereiro a 31 de março.
Além disso, a Azul conta com ampla
conectividade para voos domésticos a partir do
terminal, uma vez que a Capital é o segundo
maior hub de operações da companhia, com
mais de 85 voos diários para dezenas de
destinos em todo o País.
A companhia também já anunciou que, em
breve, terá voos sem escalas de Confins para o
Rio de Janeiro (Galeão), Barreiras (BA) e
Palmas (TO). No momento, a empresa aguarda
apenas a aprovação da Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) para iniciar as operações
nesses trechos. Dentro do Estado, a Azul
também conta com a maior malha área: ao todo
são mais de 100 voos diários entre as dez
cidades atendidas em solo mineiro. (Luciane
Lisboa/ Diário do Comércio).
vicissitudes da vida, é uma espécie de
santuário, prova cabal e inequívoca de
sua adoração pelo natural. É lá, cercado
por árvores, pássaros, cães, gatos e
outras manifestações da natureza, que
ele acredita estar fazendo sua parte.
Américo é amante de Montes Claros. E é
nessa condição que ele observa
insatisfeito as mazelas que acometem a
cidade não é de hoje. Uma delas diz
respeito à sujeira generalizada, essa de
responsabilidade de um poder público
municipal que ainda não disse ao que
veio. O lixo, aliás, remete ao problema do
meio ambiente, uma das questões mais
caras a ele. A indiferença da Prefeitura
com as praças, canteiros e trevos,
negligência da qual também são vítimas
os parque e lagoas, é alvo de críticas por
parte de “Amerquim”.
“A cidade está feia e abandonada, com
lixões a céu aberto por todos os lados. A
entrada da cidade, por exemplo, próximo
ao Aeroporto, está assombrosa. Nem
parece que é um dos nossos cartões
postais”, reclama. Defensor ardoroso da
natureza e dos animais, ele, que adotou
mais de 400 cães e gatos, defende uma
política voltada para lidar com a
proliferação de cachorros abandonados.
Fotos: revista Tuia
Américo mantém local em harmonia com a natureza
POLÊMICA À VISTA
Uber deve começar a operar
na cidade em dois meses
Montes Claros será a primeira cidade do
interior de Minas Gerais a contar com o
sistema de transporte particular Uber aplicativo que oferece um serviço
semelhante ao táxi tradicional, com algumas
diferenças em relação a aos valores
cobrados pelo serviço.
O serviço será explorado por um empresário
e um advogado da cidade, que planejam o
lançamento dentro de 60 dias. Funcionará,
inclusive, como piloto, para depois ser
implantado em outras cidades como
Uberlândia, Uberaba e possivelmente Juiz de
Fora. O sistema tem gerado polêmica mas,
como os mototaxis, a tendência é que
acabem caindo no gosto dos usuários e
dinamizando o transporte. A vantagem é que
sua implantação pode reduzir o número de
veículos trafegando pelas apertadas ruas de
Montes Claros.
A grande diferença entre Uber e o táxi
tradicional é que para ser um motorista do
primeiro basta cadastrar-se seguindo uma
lista de exigências de segurança. Motoristas
Uber não cobram diretamente por carona,
mas recebem uma remuneração diretamente
da empresa baseada na duração e distância
da corrida. Por esse motivo, o modelo é
também chamado de carona remunerada.
Implantação do sistema gera polêmica,
mas pode reduzir frota nas ruas
CIDADE
11
Pensar a cidade que queremos
II Fórum Sociocultural de Montes Claros quebra silêncio de dez anos e se consolida como espaço independente de construção democrática da
sustentabilidade urbana
impossibilitar a realização do evento durante trabalhos apresentados nos GTs e DVD com
registros visuais e sonoros do evento.
uma década.
“A dinâmica democrática que imprimimos ao Os documentos, reunindo material discutido e
realizad
Fórum, estimulando a participação dos aprovado pelas plenárias
cidadãos em geral foi o motivo pelo qual as ao fim de cada dia do Cibele Passos
a d m i n i s t r a ç ã o m u n i c i p a l s e n t i u - s e evento no Centro Cultural,
ameaçada”, lembra Anelito de Oliveira, que serão encaminhados, também, a o s
c o n c e b e u e c o o r d e n o u o I F ó r u m poderes executivo, legislativo e j u d i c i á r i o ,
Sociocultural de Montes Claros como parte em nível municipal, estadual e federal, bem
do projeto, também concebido por ele como a órgãos afins das respectivas
temáticas no país e, eventualmente, no
naquele momento, dos 150 anos da cidade.
exterior.
Os demais produtos serão distribuídos
Ajuntamento Democrático
Público acompanhou intensa programação nos três dias de Fórum
Ao refletir sobre o que inviabilizou a g r a t u i t a m e n t e e m e s c o l a s p ú b l i c a s
“Que cidade queremos?”. Esta foi a pergunta- representações artísticas da cidade de continuidade do evento durante tantos anos, o m u n i c i p a i s , e s t a d u a i s e f e d e r a i s ,
tema que orientou as atividades do II Fórum Montes Claros.
CAD decidiu pela realização do Fórum de universidades, bibliotecas públicas do Norte
Sociocultural de Montes Claros (FSCMC),
m o d o a u t ô n o m o , g a r a n t i n d o a s u a de Minas e outras regiões do país, bem como
evento realizado do dia 6 a 08 de julho último Instituto Daghobé
independência em face dos poderes serão ofertados a órgãos de imprensa, Ongs,
na principal cidade do Norte de Minas Gerais Concebido e implementado pelo Instituto de constituídos em nível municipal, estadual e entidades de classe e outros interessados.
sob a coordenação-geral de Anelito de Desenvolvimento Humano Daghobé, Ong federal, bem como em face de partidos, Também está sendo agilizada neste momento
Oliveira, Professor do Centro de Ciências criada em 2008 com sede em Montes Claros, religiões, empresas e associações de classe.
a continuidade dos trabalhos do Fórum
Humanas da Unimontes.
o II Fórum Sociocultural de Montes Claros foi Numa iniciativa inédita em termos de Sociocultural de Montes Claros, a partir de
Reunindo centenas de pessoas, o Fórum articulado e organizado pelo Coletivo movimento social no Norte de Minas, região agosto 2015, tanto em termos reais quanto
contou com atividades no Centro Cultural Ajuntamento Democrático (CAD), com o historicamente marcada pela desarticulação virtuais, com atividades reflexivas e
Hermes de Paula, no recém-inaugurado apoio de várias instituições, empresas e dos subalternos pelas elites coronelistas, o pragmáticas, de caráter educativo, científico e
Museu Regional do Norte de Minas, na entidades de classe.
CAD realizou nada menos que seis reuniões cultural, como conferências, debates,
Unimontes e no Espaço Cultural Território A iniciativa teve como propósito maior no período de 30 de maio a 04 de junho, todas plenárias e minicursos.
Catrumano, instaurando um processo restabelecer uma conexão histórica, no Centro Cultural Hermes de Paula, sob a
multidisciplinar de reflexão sobre a cidade e precisamente com o ano de 2005, quando se coordenação do Instituto Daghobé, para a Info:
proposição de ações para a solução dos seus realizou na cidade o I Fórum Sociocultural de construção do II FSMC.
www.facebook.forumsocioculturaldemontesc
problemas mais graves.
Montes Claros por iniciativa da administração “Graças a um envolvimento crítico, laros/comunidade
No Centro Cultural, aconteceram três pública municipal, o que acabou por responsável, de cidadãs e cidadãos decididos
Elizabeth D Lessa
conferências, três mesas de debate e três
a contribuir para a construção da cidade que
Arquivo FSMC
plenárias nas manhãs e tardes do evento,
queremos”, ressalta Anelito de Oliveira, “não
momentos em que foi abordada a questão da
só resgatamos o Fórum, como conseguimos
democracia, da cultura e da violência. Já no
consolidá-lo como espaço generoso,
Museu, uma mostra de filmes de ficção e
civilizado, permanente, na rede (internet) e na
documentário exemplares estimulou a
rua, de compartilhamento de questões
reflexão sobre dimensões da chamada crise
urbanas comuns”.
das cidades.
Na Unimontes, 27 pesquisadores, distribuídos
Produtos e Continuidade
em três grandes GTs (Grupos de Trabalho),
Quatro produtos valiosos do II Fórum
abordaram, em clave científica, a relação
Sociocultural de Montes Claros estão sendo
entre cidade, política, cultura e violência. E no Gts na Unimontes abordaram relação
confeccionados neste momento para serem Anelito de Oliveira, professor da Unimontes
Território Catrumano, espaço vinculado à luta
entre cidade, política, cultura e
disponibilizados a partir de 08 de agosto e coordenador-geral do evento, abre
pela identidade regional, uma mostra de
violência durante o II FSMS
agora: documentos das plenárias sobre atividades do II FSMC no Centro Cultural
música revelou, em três noites, algumas
democracia, cultura e violência, livro e CD com Hermes de Paula
AO AR LIVRE
Waldo Ferreira
Omissão da Prefeitura compromete malhação
Ignorada pela Prefeitura, academia localizada no bairro Ibituruna
está abandonada
Politicagem na i n s t a l a ç ã o d a s
academias ao ar livre impede melhor
aproveitamento do benefício por parte
da população Boa parte das 14
academias ao ar livre já instalada em
Montes Claros está sem manutenção,
caso dos aparelhos colocados na Praça
dos Jatobás, no bairro Morada do Sol.
Em outros casos, o local escolhido para
receber a academia foi equivocado,
como na Avenida Norival Guilherme, no
bairro Ibituruna.
Raramente alguém é visto na
academia, que foi instalada em um
lugar ermo e mal cuidado. Mato e
sujeira indicam que o local está
abandonado, dada à baixa frequência
do publico. À noite é ainda mais raro
avistar gente, pois não há iluminação e
o local, isolado, é inseguro. Nas
demais, espalhadas por várias regiões
da cidade, o problema é o vandalismo e
a falta de manutenção.
Mas, mesmo nas academias que
funcionam bem, há problemas. O
principal é a falta de orientação de
profissionais da área de educação
física, prometida pela propaganda da
Prefeitura aos frequentadores. Em sua
maioria, as academias foram apenas
montadas e entregues ao público, sem
maior compromisso do poder público
municipal, situação com às iniciativas
de cunho meramente eleitoreiro, para
promover determinado político, no caso
específico o deputado filho do exprefeito Leite.
É ele quem, espertamente, reivindica
para si a paternidade das academias.
Ve n d e a i m a g e m d e q u e é o
responsável pelo benefício, que seriam
instaladas de qualquer forma, pois são
pagas com dinheiro público.
O objetivo das academias ao ar livre é
promover a prática esportiva e uma
melhor qualidade de vida para a
população montes-clarense. As mais
novas foram instaladas nos bairros São
Judas, Maracanã, João Botelho
(Parque das Mangueiras) e Vila
Oliveira. Elas se juntam às já
existentes, localizadas nos bairros Alto
da Boa Vista, Delfino Magalhães,
Interlagos, Major Prates, Ibituruna, Vila
Anália, Santos Reis, Santa Lúcia e São
José.
Além delas, também foram
contemplados os distritos de Nova
Esperança, na margem do Córrego das
Melancias, e na Praça dos Jatobás.
Com a abertura das quatro novas
academias, Montes Claros passará a
contar com 16 desses espaços que, por
terem equipamentos de baixo impacto,
podem ser utilizados por pessoas de
todas as idades, inclusive cadeirantes,
já que têm acessibilidade para esse
público.
CIDADE
12
Humberto e Athos balançam a sucessão
Possibilidade de dobradinha tira o sono do grupo de Ruy com Jairo e Tadeu
Ato de campanha: Encontro de PPS e PSB em Montes Claros incomodou o por enquanto prefeito
O Encontro Regional do PPS do
Norte de Minas, na Câmara
Municipal de Montes Claros, no
dia 1º de agosto, balançou a
política montes-clarense e
antecipou, de vez, as eleições
municipais de 2016. Adversários
tentaram ofuscar a reunião,
criando programações paralelas.
O motivo seria a nova união de
forças entre o ministro Humberto
Souto (PPS), e o ex-prefeito Athos
Avelino (PSB). Em 2.004, quando
também se ouviu na cidade um
clamor por mudanças, eles se
juntaram e, com a eleição de
Athos, foi encerrado o rodízio
Tadeu Leite/Jairo Athayde/Jairo
Athayde/Tadeu Leite na prefeitura.
Hoje, antigos assessores e aliados
d e J a i r o e d e Ta d e u e s t ã o
abrigados na administração Ruy
Muniz (PRB).
No encontro do PPS, com o
auditório da nova Câmara
Municipal cheio de prefeitos, exprefeitos, vice-prefeitos,
vereadores e lideranças de 36
municípios. Humberto Souto e
Athos Avelino receberam apelos
para que estejam novamente
juntos nas eleições de 2016, mas,
evitaram antecipar a campanha de
forma aberta. Mas fizeram afagos
recíprocos.
O prefeito Márcio Lacerda, falando
como presidente do PSB em
Minas Gerais, afirmou haver uma
convergência natural entre seu
partido e o PPS, cuja fusão ele
segue defendendo e “trabalhando
para isto”. A presidente do PPS em
População é alijada de participação
na definição do orçamento
Aplicação correta do orçamento poderia
melhorar o caótico trânsito de Montes Claros
Na gestão do ainda prefeito, especialmente, os
orçamentos estão sendo aplicados sem
qualquer participação popular, o que dá
margem a distorções e até suspeita de má
utilização dos recursos. Em 2015, por
exemplo, Muniz queria destinar R$ 100
milhões para a extinta Companhia de Água e
Esgoto de Montes Claros (Caemc), o que
acabou sendo abortado pela Câmara
Municipal.
Isso não impediu, entretanto, que os recursos
continuem sendo utilizados ao bel prazer de
Muniz. Neste ano, a população não consegue
observar em que setores está sendo gasto o
R$ 1,132 bilhão do orçamento de 2015. A
previsão orçamentária do município para 2016
- ano eleitoral - é de R$ 1,472 bilhão, R$ 340
milhões a mais que neste ano.
De acordo com o anexo de metas fiscais e
orçamento do Município, o valor previsto inclui
as receitas de empresas públicas. O
acréscimo, então, considera o resultado
financeiro da Empresa Municipal de Serviços,
Obras e Urbanização (Esurb), que a gestão do
prefeito Muniz garante ser deficitária.
A preocupação, em ano de eleições, é que tipo
de uso o ainda prefeito fará dos recursos nos
primeiros meses do ano, até que a legislação
eleitoral estabeleça os limites de gastos, um
problema que o Orçamento Participativo
poderia resolver.
A gestão participativa busca favorecer a
prática da democracia através da participação
popular. A descentralização e a participação
têm sido assumidas como elementos
fundamentais para enfrentar os problemas da
gestão das politicas públicas, sobretudo em
nível local.
DISTRIBUIÇÃO VERBA 2015
Poder Legislativo
Prefeitura
Prevmoc
Amasbe
Esurb
Mctrans
Caemc
R$ 15.593.146,00
R$ 953.290.450,00
R$ 39.535.000,00
R$
565.000,00
R$ 13.600.000,00
R$ 9.135.000,00
R$ 100.000.000,00
Minas Gerais, Luzia Ferreira,
afirmou que este encontro com as
presenças de Márcio Lacerda,
dela e do presidente nacional do
PPS, deputado federal Roberto
Freire, “sinaliza essa aproximação
política que nós estamos fazendo
em cada município de Minas
Gerais”.
Roberto Freire foi bastante
aplaudido ao dizer ter sentido que
“em Montes Claros, as
administrações, inclusive a atual”,
parecem não ter a afirmação dos
valores da decência e da
honestidade como paradigmas.
CORRERIA NA PREFEITURA – O
anúncio das presenças de Márcia
Lacerda e Roberto Freire no
encontro do PPS em Montes
Claros caiu como uma bomba na
prefeitura, no momento de inferno
astral do prefeito com a ação de
improbidade administrativa por
retenção indevida de R$ 20
milhões da saúde pública e de
brigas com instituições e
categorias profissionais da cidade.
Para roubar o brilho dos
adversários, primeiro o jornal do
prefeito divulgou que o
inexpressivo “empresário e
articulador político” Igor Versiani
havia cancelado a visita do
prefeito de Belo Horizonte.
Depois, mudaram a estratégia e
anunciaram programação paralela
para criar confusão quanto a quem
de fato trouxe o presidente
estadual do PSB.
CARA DE PAU
Vereadores governistas tiram do servidor da Prefeitura o mesmo
benefício que concedem aos funcionários da Câmara municipal
Com aprovação pela Câmara, servidores
da Casa conseguiram o que colegas da
Prefeitura ainda buscam
Os vereadores ligados ao ainda
prefeito usaram “dois pesos e duas
medidas” no episódio da extinção do
erroneamente chamado de abono de
3% (já tinha sido incorporado aos
salários). Em obediência ao prefeito,
aprovaram o fim do percentual para os
servidores do município, mas o
mantiveram para os funcionários da
Câmara Municipal, quando aprovaram
o reajuste de 20% nos seu
vencimento.
O curioso é que o orçamento do
Legislativo é repassado pela
Prefeitura, a mesma fonte de recursos.
Ou seja, numa onera e na outra não.
No caso dos servidores da Prefeitura,
a avaliação é de que só há prejuízo
com o chamado “reajuste” imposto
pelo ainda prefeito - que nem
recompõe as perdas salariais no
período e ainda retira um percentual
de 3% -, os funcionários da Câmara
Municipal garantiram aumento de 20%
O reajuste na Câmara não se aplica
aos agentes políticos e aos servidores
que tenham seu vencimento vinculado
ao salário mínimo, uma vez que os
vencimentos desses servidores foram
reajustados em janeiro do ano
corrente por ato do Governo Federal.
O reajuste de 10%, em relação ao
vencimento-base do respectivo cargo
entra em vigor a partir do mês abril de
2016. Já o restante passa a vigorar a
partir do mês de competência
posterior a publicação da lei.
REGIONAL
DE NOVO
Prefeitos abusam do dinheiro público
e ainda fazem “beicinho”
13
Lula de volta à rua
e a Montes Claros
O prefeito de Montes Claros é um dos alvos dos federais
Com o mesmo lenga-lenga, as associações
dizem que a alegada falta de recursos se
agrava com os efeitos da crise econômica,
que impactaria no Fundo, fazendo com que o
repasse seja ainda menor e comprometam o
pagamento de compromissos financeiros e
manutenção da máquina pública em
funcionamento.
Corrupção – Em praticamente todos os
municípios do Norte de Minas investigados
pelos ministérios Públicos Federal e Estadual
e pela Polícia Federal foram encontradas
irregularidades. Prefeitos foram afastados e
até presos.
A ladroagem vai deste as fraudes em
licitações, especialmente na área de saúde e
educação - inclusive da merenda escolar -, e
até no pagamento de diárias. Segundo o
delegado da Polícia Federal em Montes
Claros, Marcelo de Freitas, os esquemas de
corrupção no Norte de Minas geram rombo de
quase R$ 1 bilhão. Ele afirmou também que a
corrupção continua atingindo regiões
carentes. “A corrupção nesta região é um mal
endêmico. Mudam-se os gestores públicos,
mas ela continua ocorrendo. A corrupção é
nojenta”, reagiu o delegado.
Eles abusam nos gastos, contratam uma
enormidade de cabos eleitorais e depois
reclamam da falta de dinheiro. Agora, e de
novo, querem parar
A Lei de Responsabilidade Fiscal já está em
vigor há 15 anos, mas os prefeitos ainda não
aprenderam. Muitos são pegos em crime de
improbidade, mas a maioria nem é para tanto.
Mesmo assim, não sabem lidar com os
orçamentos, aplicam mal os recursos, incham
a folha de pagamento e, claro, a conta não
fecha. Quando isso acontece apontam a
artilharia para o Governo Federal.
Para justificar a inoperância nas prefeituras e
talvez para abafar a corrupção que assola a
maioria dos gestores municipais do Norte de
Minas, as entidades representativas dos
prefeitos quiseram fechar as sedes entre 17 e
21 de agosto, em protesto contra a falta de
recursos. Tanto a Associação Mineira de
Municípios (AMM) como a Associação dos
Municípios da Área Mineira da Sudene
(Amams) alegam que os municípios do Norte
de Minas enfrentam dificuldades financeiras
por causa da queda do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM), a principal receita
deles.
Gilberto
DESPACHANTE
(38)
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9995 1572
Rua Dr. Bessone, 233 - Centro
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de Veículos
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de Placas
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(38) 3214 5705
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Rua padre Teixeira, 157
Centro - Montes Claros
Lula sendo condecorado em abril de 2009, pelo mestre Zanza, com o penacho de
"imperador do Divino Espírito Santo", a mais alta condecoração da Festa do Divino,
comemorada na região
Ex-presidente chega dia 28 e participa de
vários eventos na cidade O ex-presidente
Lula volta a Montes Claros, terra de sua
primeira mulher, Maria de Lourdes da
Silva, no próximo dia 27. A visita faz parte
da peregrinação do líder maior do PT
para resgatar o partido e fortalecer o
governo da presidente Dilma Rousseff.
A vinda de Lula terá como pano de fundo
uma homenagem à obra “O Povo
Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro,
morto em 1997.
São 20 anos de lançamento do livro e 50
decorridos desde que Darcy começou a
escrevê-lo.
A agenda política do ex-presidente
também inclui encontros com
movimentos sociais. Durante reunião
para discutir a organização do evento,
militantes petistas cobraram uma postura
mais agressiva do partido em Montes
Claros contra o por enquanto prefeito da
cidade, em relação ao qual o PT nunca se
manifesta, apesar dos absurdos
cometidos por ele.
O secretário de Estado de
Desenvolvimento e Integração do Norte e
Nordeste de Minas Gerais (Sedinor),
Paulo Guedes, pré-candidato a prefeito
em 2016, disse aos correligionários que é
possível uma reviravolta do PT a partir de
janeiro do ano que vem. Ele se esquivou
de falar sobre a sucessão em Montes
Claros.
O conselheiro de Saúde, José Geraldo
Kojak, cobrou mais agressividade do
partido e explicou que o escândalo da
saúde em
Montes Claros é porque o atual prefeito
quer atender seu hospital com recursos
do SUS, apesar de a instituição ser
particular. Ele
lamentou a omissão do PT local nessa
questão.
Outros petistas insatisfeitos, Kardec
Soares e o vereador Eduardo Madureira
também cobraram postura do partido em
relação ao por enquanto prefeito. O
vereador disse que a recente intervenção
branca realizada pelo Estado foi uma
reação que precisava ocorrer para conter
abusos, como a retenção de verbas.
Segundo ele, o foco do prefeito agora é
retirar a concessão de água e esgoto da
Copasa.
A vice-presidente nacional do PT, Gleide
Andrade, explicou que Lula vai realizar
caravanas por todo Brasil a partir desse
mês. Em
Minas Gerais serão visitadas apenas
Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes
Claros. No dia 27 ele participará do
encontro da Central Única dos
Tr a b a l h a d o r e s ( C U T ) , e m B e l o
Horizonte, e no dia 27 estará em Juiz de
Fora e Montes Claros, onde serão
realizados encontros regionais do PT.
Ela lembrou que a Operação Lava Jato
envolve 33 pessoas do PP, cinco do
PMDB e oito do PT, mas a imprensa foca
apenas nos
petistas. E garantiu que a partir de 1º de
janeiro haverá o crescimento da
economia e o PT sairá fortalecido outra
vez
Obra é valiosa contribuição
de Darcy Ribeiro ao Brasil
14
POLÍCIA
COMISSÃO DA VERDADE
Montes Claros sediou audiência para levantar violação de direitos durante a ditadura
Comissão quer passar a limpo os anos de chumbo no Brasil
Montes Claros sediou audiência da
Comissão da Verdade e Memória do
Grande Sertão dia 20 de agosto, para
investigar casos de violação de
direitos humanos pela ditadura
militar (1964-1985).
Foram constituídos Grupos de
Trabalho (GT’s) com a função de
levantar os casos de pessoas e
comunidades vítimas de ação
truculenta, de perseguição política
ou pela ação expropriatória promovida pela ditadura no Norte de Minas
Gerais.
Os resultados serão entregues ao
Ministério da Justiça e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal
para que promovam os devidos
reparos. A audiência foi convocada
por uma comissão composta por
diversos segmentos sociais, entre
eles vereadores, professores,
estudantes, militantes de Movimentos Sociais, advogados,
jornalistas, escritores, historiadores
e antropólogo.
Estiveram presentes na audiência o
secretário de Estado de Direitos
Humanos, Cidadania e Participação
Social de Minas Gerais, Nilmário
Miranda; o vice-presidente do Grupo
Tortura Nunca Mais (SP), membro da
Comissão Justiça e Paz da
Arquidiocese de São Paulo e
coordenador do projeto Armazém
Memória, Marcelo Zelic.
Participaram pessoas de Montes
Claros e de outras cidades do Norte
de Minas vítimas ou parentes de
vítimas já falecidas devido ao regime
de exceção.
Os GT’s ouviram casos referentes a
três frentes de violações:
I. personalidades públicas que foram
presas, tiveram seus direitos
políticos cassados ou se exilaram,
como por exemplo o caso
emblemático de Darci Ribeiro, exministro do governo João Goulart e
posteriormente senador da
República;
II. militantes políticos que atuaram
em Montes Claros ou na região Norte
de Minas Gerais que foram presos,
torturados, assassinados ou
fichados pelo Departamento de
Ordem e Política Nacional (DOPS),
como por exemplo Porfírio de Souza,
David Rodrigues Diniz e Mauro
(Nego).
III. lideranças camponesas presas,
assassinadas, torturadas ou
comunidades que tiveram seus
direitos territoriais violados pela ação
direta da repressão – como o caso
de Eloy Ferreira da Silva, Saluzinho,
ou dos posseiros de Cachoeirinha;
ou pelas políticas desenvolvimentistas que viabilizaram a
alienação de terras públicas de
povos Indígenas, como os casos do
Povo Xakriabá, ou das comunidades
tradicionais geraizeiras, vazanteiras, quilombolas, veredeiras em
um contexto de supressão de
liberdades democráticas.
BELA E DURA
Jovem e bonita, delegada Karen assusta prefeito corruptos
Segundo ela, já foi constatada, por exemplo,
a existência de organizações criminosas
que atuam com a conivência de diversas
prefeituras. "Há um grupo de empresas
especializadas em fraudar licitações, que
sobrevive exclusivamente do mau uso do
dinheiro público." Entre uma investigação e
outra, Karen ainda atua em operações
especiais da Polícia Civil e, quando
convocada, vai às ruas coordenar a prisão
de homicidas, traficantes, ladrões e outros
criminosos.
Delegada Karen faz marcação cerrada contra políticos corruptos
A estampa é de modelo. Karen de Paula
Lopes tem 26 anos e é uma loira bonita,
dessas de “parar o trânsito”, especialmente
quando está sobre um salto de 14
centímetros. Mas, que não a julguem pela
aparência. Principalmente se a pessoa em
questão for um prefeito propenso a atos de
corrupção. O que não falta a Karen é coragem
e pulso firme como delegada.
Ela está à frente do Núcleo de Combate aos
Crimes Praticados por Agentes Políticos
Municipais da Polícia Civil. Sob sua mira ficam
prefeitos, vereadores e funcionários públicos
envolvidos em casos de corrupção no interior
de Minas. A loira de cabelos longos e rosto
delicado foi responsável pela abertura de 29
inquéritos que resultaram no indiciamento de
onze pessoas por suspeita de desvio e mau
uso do dinheiro público.
Karen tem uma atribulada rotina, que envolve
diligências ao interior, interrogatórios,
quebras de sigilos bancário e telefônico, além
da análise de documentos. Atua em parceria
com o Ministério Público de Minas Gerais e a
Procuradoria Geral de Justiça para apurar
denúncias de fraude nas prefeituras mineiras.
"As investigações no interior ficaram mais
ágeis, e temos conseguido fazer uma análise
mais abrangente da criminalidade no Estado",
diz Karen.
Sempre com uma arma a tiracolo — a
pesada pistola calibre 40 da corporação ou o
modelo compacto calibre 380 de uso
pessoal —, Karen tem cara de brava.
"Sempre fui respeitada no meu trabalho, mas
já cansei de ouvir, no fim de uma ação, que
sou muito novinha", conta a delegada, que
não abre mão de sua feminilidade por causa
do ofício. Jamais sai de casa sem caprichar na
maquiagem e conferir a combinação de
brincos, colares e acessórios do figurino. O
salto altíssimo é companheiro fiel no dia a dia
da policial, de 1,54 (e meio, como faz questão
de frisar) metro de altura.
Para escapar do rótulo de patricinha, ela
costuma listar suas paixões radicais. Durante
a semana, depois do expediente na delegacia
no bairro Santo Agostinho, ela se divide entre
pedaladas noturnas, corridas de rua e
treinamento de escaladas. Nas folgas,
refugia-se no mato ou no litoral. "Meu lugar é
longe da selva de pedras", diz Karen, que
adora fazer trilhas, cavalgadas, rapel em
cachoeiras e paredões, surfe e passeios de
mochilão pela América do Sul.
"Não gosto de ostentação e costumo viajar
pegando carona em rotas de aventureiros",
conta. "Fiz isso de Santiago, no Chile, até a
Terra do Fogo, em Ushuaia, na Argentina. "A
adrenalina é o que a move no esporte e
também na profissão. Filha de uma juíza,
Karen diz que escolheu seguir carreira na
polícia porque buscava a falta de rotina.
"Correr atrás de provas me instiga muito, e
gosto de saber que sempre haverá um desafio
pela frente", explica.
O grande sonho de sua vida é conhecer o
mundo inteiro só com uma mochila nas
costas. Casar e ter filhos é coisa que, pelo
menos por enquanto, não está nos seus
planos. "Não tenho namorado e ainda não
penso em formar família, pois não disponho
de tempo para isso." Ela prefere a companhia
da "Ninjinha", como se refere à sua Kawasaki
Ninja 250 cilindradas. Pelas estradas disputa
provas de motocross, faz trilhas num
Mitsubishi Pajero TR4 e agarra o kitesurf —
mistura de prancha com paraquedas — para
curtir as ondas do mar.
VARZIANO
Taças serão levantadas dia 9 de agosto
Handebol de Montes Claros
novamente em destaque
Globo Esporte
Christiano Jilvan
Equipe do Mancha Verde está na grande decisão.marcada para o José Maria Melo
As equipes do Vila Exposição e Mancha Verde (Aspirantes) e União Novo Defino
e Jaguar (Titulares) farão a decisão do III Campeonato Varziano Independente
de Montes Claros, no dia 9 de agosto, no Estádio José Maria Melo.
O presidente da Associação de Desportos do Norte de Minas (ADN), Márcio
Cardoso, lembra que o Campeonato começou com seis times em cada
categoria. Segundo ele, como não há limite no número de inscritos, o Varziano
talvez seja a competição com o maior número de atletas na cidade. “São exatos
5.701 jogadores com registros no campeonato deste ano. Há clubes, como o
União, que tem 203 atletas relacionados”.
Após 8 anos seguidos sem competições na várzea, o campeonato foi reeditado
em 2013, mas sob nova organização. Neste formato, o Vila Exposição e o União
Novo Delfino ficaram com os títulos há dois anos. Em 2014, o União Novo
Delfino venceu as duas categorias.
A cada 2 anos, os times varzianos disputam também a Copa Varziana. A
primeira edição, em 2013, teve também o Vila Exposição campeão nos
aspirantes e o União Novo Delfino nos titulares.
Dr. Antônio Carlos Silva
Advogado - OAB/MG 82103
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Montes Claros, MG
No Handebol, Montes Claros continua ganhando e revelando bons valores
Montes Claros vem honrando a
tradição que tem no handebol.
Novamente, o esporte vive grande fase
na cidade, se destacando em várias
competições. Recentemente, na fase
microrregional do Minas Olímpica
disputada em Montes Claros, o time
adulto ficou com o título após vencer as
equipes de Francisco Sá e Janaúba.
Com o título a equipe garantiu vaga
para a fase regional que também será
na cidade no início do mês de
setembro.
A equipe feminina não participou da
competição e se prepara a disputa da
Copa do Brasil, em Fortaleza entre os
dias 17 e 21 de agosto.
Na categoria infantil os garotos
montes-clarenses ficaram com o vicecampeonato mineiro, que foi disputado
em Uberaba, entre os dias 21 e 26 de
julho, no Ginásio Cemea Abadia, no
bairro Abadia.
Em cinco dias de competição, o
Montes Claros somou quatro vitórias e
apenas uma derrota, por apenas 1 gol
de diferença para Varginha (15x16) no
jogo de estreia.
Nos outros jogos venceu Lagoa da
Prata por 16 a 15; goleou São
Sebastião do Paraíso por 31 a 6;
depois 27 a 15 contra Rio Acima, e
encerrou a competição após vencer a
equipe de Santa Vitória por 16 a 13. O
técnico Lucas Nagem avaliou como
positiva a participação da equipe
infantil no Mineiro
“Tivemos uma grande evolução.
Ficamos felizes com o resultado, mas
sabemos que poderíamos terminar em
primeiro. O jogo contra Varginha foi
muito disputado e erramos lances
bobos. Ficamos com o segundo lugar,
mas tínhamos equipe para terminar em
primeiro”, disse Nagem.
A Delegação de Montes Claros foi
composta por Pedro Lucas, Pedro
Lessa, Pedro Boaventura, João Flávio,
João Luiz, Luiz Cláudio, Luiz Felipe,
Eduardo, Gabriel, Victor, Gustavo,
Higor, Romeu e João Ernesto. O
Auxiliar técnico foi Matheus
Nascimento Nagem, com supervisão
de Mercês Silva e coordenação de
Francis Nascimento.
POR
TANTO
NADA SE FAZ?
talibão
Naneira Jr
[email protected]
Talibão Naneira Jr
Receita de "coxinha"
Enquanto isso no Café
Galo, Sidoleta Durães
assume:
Sou fã do Wolverine, mas
prefiro o Arnaldo Maravilha,
ele é muito mais sex.
Satisfeito
com a perfomance de Dôla, Maça Rico,
criou rifa inédita para
comprar o uniforme do
herói.
MULHER DE VEREADOR
FATURA
Feliz, este ano, vereador
ex, troca juras de amor com
jornalista ex condenada.
- É essa minha cara de
menina, suspira o edil.
Ui, ui, ui...
WOLVERINE DO REBENTÃO
Massa:
•
1 xícara (chá) de preconceito;
•
2 xícaras (chá) de intolerância;
•
2 tabletes de caldo de galinha
madame;
.
1 porção de manteiga, a dita dura;
•
1 colher (sopa) de nazifacismo;
•
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha
branca;
•
Botox para untar.
Para Empanar:
•
Farinha (exclusivamente
branca);
•
2 ovos batidos, de galinha de
granja (tem que ser branca);
•
Para fritar, óleo de peroba.
Recheio
•
1 kg e meio de galinha madame
(branca, por favor!);
•
3 colheres de água benta do
pastor Malafaia;
•
2 colheres de azeite dondoca;
•
2 dentes de alho vampiros;
Cobertura
. Para cobrir, imprensa a gosto, com preferência para a Globo.
Modo de fazer:
Junte tudo numa panela nova, do tipo Le Creuset, que é francesa - descarte a que você
usou no panelaço, pois estragou o esmalte -, e leve ao fogo.
Depois de pronta, sirva ao Bolsonaro, pastores Marcos Feliciano e Malafaia, ao cantor
Lobão e ao embusteiro Danilo Gentili. Se sobrar, dê a um Mauricinho e a uma Patricinha.
e some...
POLÊMICA: prefeito Kinca demite três mulheres:
Uma falecida há mais de um ano e duas grávidas
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daqui agosto 2015 - Em Cima da Notícia