fibranova
N.18 | JULHO 2015
10 julho
19 junho
50 anos por
bons caminhos
comemorações dos 50 anos da celbi
sumário
Testemunhos na primeira pessoa p. 5
Quatro testemunhos de pessoas que fazem parte da história da Celbi. O saber, o
empenho e a paixão que colocaram no que fizeram, ao longo da sua passagem pela
empresa, ajudou a criar a ambição da Celbi: procurar sempre fazer melhor.
Juntos por Bons Caminhos p. 10
Sob o lema «Juntos por Bons Caminhos », cerca de 200 fornecedores de madeira da
Celbi, oriundos de diversas regiões do país, visitaram a empresa a 30 de maio.
Limpeza da Praia
p. 16
Foi em parceria com o Centro de Recreio Popular de Marinha das Ondas – Praia da
Leirosa (CRPMO), o Agrupamento de Escuteiros da Marinha das Ondas e com o
apoio da Junta de Freguesia da Marinha das Ondas que a Celbi promoveu, na manhã
de 13 de junho, uma ação de limpeza da Praia da Leirosa.
Primeira Pedra p. 22
A Celbi assinalou a 19 de junho, os 50 anos volvidos sobre o momento fundador por
excelência – a colocação da primeira pedra e o início da construção da fábrica.
Reviver Bons Caminhos
p. 26
Em 10 de julho, os antigos colaboradores da Celbi puderam assim recordar uma
Importante parte das suas vidas, reencontrar amigos e colegas e (re)visitar as
instalações da empresa, num dia que teve como ponto alto um animado almoçoconvívio
ficha técnica
Edição e coordenação António Jorge Pedrosa ([email protected])
Concepção e produção gráfica cação biscaia - cb unidesign
Tiragem 1200 exs | Distribuição gratuita | Depósito Legal nº 107205/97
Periodicidade trimestral
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2
membro da
fibra nova 18
Editorial
A
o longo dos seus 50 anos de
existência, a Celbi só por
quatro vezes apresentou
resultados negativos. De
facto a empresa tem, ao longo da sua
existência, apresentado um nível de
sustentabilidade económica e financeira
absolutamente impressionante.
A este notável desempenho não é
alheiro o facto de a empresa cultivar
uma política de rigor e orientação para
resultados que vem sendo transmitida
de geração em geração assegurando,
por isso, equipas eficientes, motivadas
e altamente competentes. Paralelamente, e não menos importante, tem sido
a confiança dos diversos acionistas que
sempre facultaram recursos para que
a empresa pudesse levar a cabo os seus
programas de investimento.
Na conjugação dos dois fatores referidos, competência técnica e capital,
foram sendo delineados ao longo dos
anos muitos projetos de investimento, os quais permitiram que a unidade
auferisse das melhores técnicas disponíveis e estivesse sempre em níveis de
competitividade assinaláveis. O planeamento rigoroso dos projetos, a seleção
criteriosa dos parceiros, fornecedores e
prestadores de serviços, conduziu sempre ao sucesso dos trabalhos, à obtenção
do retorno e superação dos objetivos
esperados.
Após mais de 40 anos, detida maioritariamente por capitais estrangeiros, nomeadamente suecos, a Celbi foi alienada
pela StoraEnso ao grupo português Altri
em 2006, que assim ficou a deter 100%
do capital e dos direitos de voto.
A Altri, que já detinha a Caima e a
Celtejo, rapidamente decidiu iniciar um
arrojado programa de investimentos na
Celbi, o que conduziria à duplicação da
capacidade de produção de pasta. Em
2010 a unidade fabril estava dotada de
infraestruturas que lhe permitiam produzir as 540 mil toneladas anuais programadas mas, como de costume, esse
objetivo foi rapidamente suplantado.
Hoje a Celbi produz cerca 700 mil
toneladas de pasta por ano, bem longe
das cento e poucas mil para as quais foi
projetada em 1965. Só nos últimos 10
anos foram investidos na empresa mais
de 450 milhões de euros.
É por esta razão que a Celbi se apresenta hoje, apesar dos seus 50 anos de
existência, como uma das unidades mais
moderna, tecnologicamente atualizada e
mais eficiente no mundo da produção de
pasta braqueada de eucalipto.
Nogueira dos Santos
Administrador da Celbi
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comemorações dos 50 anos da celbi
Testemunhos
na primeira pessoa Quatro testemunhos de pessoas
que fazem parte da história da
Celbi. O saber, o empenho e a
paixão que colocaram no que
fizeram, ao longo da sua passagem
pela empresa, ajudou a criar
a ambição da Celbi: procurar
sempre fazer melhor.
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fibra nova 18
FUNDAÇÃO DA CELBI
E
m 1962 a Embaixada da Suécia em
Lisboa, com quem eu tivera já vários
contactos profissionais, perguntou-me se podia indicar o meu nome, na qualidade de advogado, à empresa industrial
sueca Billerud, que pretendia construir
uma fábrica de celulose em Portugal. Concordei, e as negociações desenvolveram-se
até 1965, quando foi constituída a Sociedade, já com o nome de Celbi.
Nesse
tempo
vigorava o
Condicionamento
Industrial,
pelo que
a maior
parte das
indústrias
não podiam
instalar-se,
portuguesas
ou estrangeiras, sem
o acordo do Governo. Houve, naturalmente, oposição das empresas já instaladas no
sector. Por seu lado a Billerud aliou-se à
Companhia União Fabril (CUF). Finalmente
a autorização governamental foi concedida em meados de 1964, com múltiplas
condições, entre as quais a de reservar
uma parte do capital para subscrição por
empresas ou indivíduos do distrito de
Coimbra. Um Administrador seria eleito
por entre estes accionistas locais.
Assim se fez, e na subscrição pública
local surgiram cerca de 50 pequenos
accionistas, dos quais vários nomes pres-
tigiados. Assim foram eleitos na primeira
Assembleia-Geral dois nomes com grande
relevância local e nacional: os professores da Universidade de Coimbra Bissaya
Barreto e Afonso Rodrigues Queiró, que
ocuparam respectivamente as funções de
Administrador e Presidente da Assembleia-Geral.
Iniciou-se então a construção da fábrica, que demorou cerca de 18 meses e entrou em laboração em 1967. Confirmou-se
a análise prévia feita pelo acionista sueco
da excelente qualidade do eucalipto português para a produção de pasta e de papel,
já que cresce muito mais rapidamente do
que a bétula escandinava.
Em 1975 o capital português da Celbi
foi nacionalizado incluindo, inexplicavelmente, o dos pequenos accionistas locais,
e iniciou-se um período em que a Billerud,
entretanto adquirida pela Stora, do Grupo
Wallenberg, coexistiu com o Estado português como acionista.
Só em 1989, com a revisão constitucional desse ano, foi posto termo à irreversibilidade das nacionalizações, iniciando-se
novo período de negociações através das
quais a Stora veio a adquirir a posição
minoritária do Estado, entrando a empresa
em nova fase que continua, embora a Stora tenha também já cedido a sua posição a
accionistas portugueses.
Estive mais de 40 anos como Administrador da Celbi, e nada do que a ela diz
respeito me é indiferente, pelo que lhe
desejo as maiores felicidades. •
André Gonçalves Pereira
ex-administrador
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comemorações dos 50 anos da celbi
A Celbi era a joia da Coroa da Billerud*
A
primeira vez que ouvi falar da Celbi, foi nos anos
setenta num artigo de uma revista de negócios
sueca onde dizia que “A Celbi era a joia da Coroa de Billerud”.
Durante 8 anos - de 1992 a 2000 - estive diretamente
envolvido na gestão da Celbi, 5 anos como administrador
delegado e 3 como presidente do Conselho de Administração. O dono maioritário era, naquela altura, o Grupo
Stora, com 71% de participação, enquanto o Estado
Português através do IPE (Investimento e Participações do
Estado) era um dono minoritário. A Celbi era uma parte
importante da Stora Cell - a divisão da produção da pasta
de papel da Stora. O meu passado como diretor financeiro na Stora Cell significava que já tinha tido experiência
e relações, antes de 1992, com a Celbi. Por exemplo,
participei ativamente no projeto C92 de preparação para
a expansão da Celbi. Os objetivos deste projeto eram duplicar a capacidade, construindo outra linha de produção
de pasta de papel e aumentar o número de propriedades
florestais. O projeto, aprovado pela direção da Stora no
final dos anos 80, foi sendo adiado e, mais tarde, cancelado. Financeiramente, os tempos eram difíceis para a
indústria silvícola, e sobretudo para a indústria da pasta
de papel. Por outro lado as prioridades no Grupo Stora
também se alteraram.
* texto traduzido e adaptado do
original, em inglês
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Quando assumi o cargo de administrador delegado da
Celbi, a situação da empresa era crítica. Devido ao projeto
de expansão, a estrutura organizacional da fábrica, a silvicultura e a administração tinham sido expandidas. Muitas
propriedades tinham sido adquiridas, algumas das quais
não eram adequadas para plantar eucalipto. A procura
e o preço de pasta de papel cairam drasticamente. Em
Portugal ocorreu uma queda da inflação, com taxas de
câmbio estáveis, o que levou a uma necessidade de os
exportadores adotarem o aumento de custos internos.
A minha tarefa era, considerando a situação bastante
caótica, colocar a Celbi de volta ao rumo certo e começar
a olhar para o futuro. Para além disso tudo, havia ainda
uma escassez de madeira em Portugal.
fibra nova 18
O primeiro passo era fazer grandes mudanças na gestão dos quadros superiores da Celbi. Era fundamental mudar o modo de pensar. Racionalizações importantes eram
necessárias, tanto em relação à organização como ao
balanço da empresa. O número de empregados foi reduzido em cerca de um terço⅓, os terrenos com más condições
de cultivo para o eucalipto foram vendidos e a sede em
Carnaxide, perto de Lisboa, foi fechada e mudou para a
Leirosa. Uma decisão importante foi também permitir que
as nossas plantações de eucalipto fossem cortadas mais
tarde, para otimizar o crescimento.
Esta nova situação foi o desafio mais interessante
durante o meu tempo na Celbi. Considerando todas as
mudanças dramáticas levadas a cabo, como poderíamos
continuar e melhorar o nosso desempenho? Não era o
momento certo para despesas de capital e empréstimos.
Tivemos de encontrar a solução dentro da organização
e na forma como estávamos a trabalhar. Despendeu-se
muito tempo e esforço a melhorar o trabalho em equipa e
a criar oportunidades para que todos pudessem participar
mais e assumir maiores responsabilidades. Este processo
demorou algum tempo, mas trouxe uma maior motivação
no seio da organização. Foi importante termos delineado
um número de objetivos claros e mensuráveis ​​em diversas
áreas, uma vez que estes objetivos lideraram o nosso comportamento durante vários anos.
A cooperação além-fronteiras era um aspeto importante na divisão da produção da pasta de papel da Stora.
Acima de tudo, nas áreas técnicas, as relações entre Portugal e a Suécia eram muito próximas. A pasta de papel
produzida pela Celbi era de excelente qualidade. Vários
anos depois de ter saído da Celbi, um comprador de pasta
de uma grande empresa produtora de papel contou-me
que, de todas as pastas diferentes que eles compravam,
o preço mais alto era o da Celbi: a qualidade do nosso
produto foi muito importante para superar a crise. Este foi
o resultado das competências técnicas na empresa, uma
boa cooperação com outros técnicos na divisão da pasta e
uma enorme motivação.
A Celbi colocou muitos recursos na área ambiental. A
pressão sobre a indústria era forte. Sendo uma empresa
pertencente a um importante grupo industrial estrangeiro, sentimos sempre uma enorme pressão sobre a Celbi
para estar na vanguarda do desenvolvimento ambiental.
Novamente, as competências técnicas, a motivação e a
responsabilidade foram fatores decisivos para um resultado bem-sucedido.
Depois dos anos de dificuldades financeiras, durante a
primeira metade dos anos 90, e depois da reestruturação
da empresa, os resultados financeiros começaram a melhorar novamente. A Celbi recebeu prémios e distinções
como a melhor empresa industrial e melhor empresa de
indústria silvícola em Portugal várias vezes. No final dos
anos 90, um grande projeto foi realizado. O projeto incluiu a reconstrução de diferentes partes da fábrica, mas
o mais importante foi a instalação de um novo digestor.
Tudo isto resultou numa maior capacidade, melhorou a
qualidade da pasta e tmabém o desempenho ambiental.
Todo o trabalho duro com a reestruturação tinha sido
compensado.
Billerud AB era a principal proprietária quando a Celbi
foi formada em 1965. Billerud foi adquirida pelo Grupo Stora em meados dos anos 80. Como curiosidade,
quando saí da Stora em 2001, fui nomeado presidente
executivo da Billerud AB, uma empresa recém-criada para
ser colocada na Bolsa de Estocolmo. Olhando para trás,
estes anos com a Celbi foram, provavelmente, os mais
gratificantes da minha carreira, pensando nas competências, nos níveis de ambição e nos amigos. É muito bom
saber que a Celbi tem sido capaz de se desenvolver ainda
mais com os novos proprietários. •
Bert Östlund
ex-presidente do conselho de administração
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comemorações dos 50 anos da celbi
A CELBI a que dei a minha colaboração
A
o serviço da CELBI, fui para a
Suécia, na primeira quinzena
de abril de 1966. Regressei, em
meados de setembro do mesmo ano.
Nesse período, fiz a minha iniciação no
conhecimento das tecnologias de produção de pasta papeleira. Tive, também,
algum contacto com a tecnologia de produção de pasta solúvel, no aspeto teórico,
visto que a instalação piloto que, para esse
efeito, tinha sido montada pela Billerud, já
não estava em funcionamento. Tinha sido
utilizada, fundamentalmente, para recolha
de dados que foram utilizados no projeto
do digestor contínuo, à escala comercial,
que veio para a Leirosa e foi o primeiro,
no mundo, que podia, alternadamente,
produzir pasta papeleira ou solúvel. Este
objetivo foi cumprido,
na CELBI.
A produção de pasta
solúvel foi abandonada
porque esse produto,
entretanto, não garantia uma rentabilidade
tão favorável como
a produção de pasta
papeleira.
A equipa técnica da
CELBI, algumas vezes
com a colaboração do
Centro de Investigação e Desenvolvimento
da Billerud, em Säffle, conseguiu, graças
a uma ação permanente de inovação,
melhorar, quantitativa e qualitativamente,
a produção de pastas papeleiras. Assim, a
CELBI, como todos sabem, tornou-se uma
das mais prestigiadas empresas da Europa,
e até do Mundo, neste setor.
A própria Billerud se mostrava impressionada com o nosso êxito o que, para meu
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contentamento, me foi transmitido numa
visita à fábrica de um administrador da
Billerud acompanhado por mim. Tratava-se de uma pessoa altamente qualificada,
academica e profissionalmente, que muito
naturalmente me disse que esta fábrica,
na Suécia, não teria atingido o grau de eficiência que todos os resultados apurados
demonstravam.
Como é óbvio, não comentei tão elogiosa observação, mas pensei que ele teria
razão. De facto, os suecos, nas fábricas por
onde passei, transmitiam uma imagem de
organização e eficiência, mas sem o “amor
à camisola” da equipa da CELBI que, algumas vezes, se aproximava do milagre!
O nosso sucesso deve-se, fundamentalmente, a uma cultura fabril que resultou
do seguinte:
a) Recrutamento de pessoal fabril com
razoável formação académica. Na nossa
época, os cursos das Escolas Industriais
eram um dos objetivos fundamentais.
b) Formação específica, respeitante às
atividades da fábrica, na qual os quadros
superiores e intermédios desempenhavam
um papel importante.
c) Lideranças, a todos níveis, que desempenhavam um papel importante, no plano
social, com a sua marca dialogante de que
nos orgulhamos.
Para terminar, só me resta manifestar
a esperança de que as gerações que se
seguiram à nossa e as que se seguirão
continuem a ser bem sucedidas. •
Emanuel Vieira Alberto
ex-diretor técnico
fibra nova 18
Nos 50 anos da Celbi
P
ercebi assim que cheguei à Celbi
em finais de 1969 que me tinha
sido dado o privilégio de me
juntar a um projeto de excelência.
A minha experiência anterior após
passar fugazmente pela administração pública e por um pequeno grupo
têxtil no norte do país permitiram-me, por comparação, fazer deste
projeto uma avaliação extremamente
positiva
Cedo percebi, o que viria a confirmar durante a minha permanência
na empresa, que a simbiose de duas
culturas, a nórdica com o seu rigor
na gestão, racionalidade e espirito
analítico e a latina com a sua capacidade de improviso, a sua criatividade,
generosidade e espirito de sacrifício,
associada à presença de uma equipa
jovem, competente, dedicada e altamente motivada haveria de conduzir
a resultados de exceção.
A capacidade provada por esta
equipa levaria a que, muito cedo, o
acionista maioritário, naquela altura
a Billerud AB, tenha confiado grande
parte dos lugares de liderança na empresa a jovens quadros portugueses.
Revejo o meu percurso profissional
de cerca de 40 anos nesta empresa,
primeiro na área financeira e posteriormente na área dos recursos
humanos e todos os sentimentos que
me ocorrem, após alguns anos de
deixar a empresa, são extremamente
gratificantes.
Recordo a capacidade da empresa
responder, com grande determinação, quando, fruto de uma combinação de fatores, uns locais outros
externos, reconheceu ter perdido a
sua posição no grupo STORA como
a empresa com o custo de produção
mais competitivo. Aconteceu que,
na década de 90, a Suécia enfrentou
um período de grande recessão com
aumento de desemprego e altas taxas
de inflação. Nessa altura aquele país
abriu as portas à retoma com uma
forte desvalorização da coroa sueca.
Por essa mesma altura em Portugal
estava a terminar o “crawling peg”
utilizado nas duas décadas após o 25
de Abril de 1974 no sentido de conseguir manter a competitividade das
empresas portuguesas nos mercados
internacionais.
Como reação a esta situação, altamente penalizadora para a empresa,
foi decidido iniciar um processo de
racionalização que, entre outras
medidas, incluiu uma redução de
efetivos, processo que se repetiria em
outras ocasiões durante a segunda
metade da década de 90 e durante a
primeira década do ano 2000. Estes
processos de racionalização foram
sempre conduzidos com extrema
prudência, compensando generosamente os trabalhadores envolvidos e
acautelando situações em que fosse
possível antecipar que, dessa decisão,
pudesse resultar, para um determinado caso concreto, uma clara situação
de fragilidade social.
O processo de diálogo com os
representantes dos trabalhadores foi,
a meu ver, sempre exemplar. Quer
com a comissão de trabalhadores,
enquanto a mesma existiu, quer
com os representantes sindicais foi
sempre possível encontrar soluções
de consenso geradoras do clima da
paz social que a empresa sempre
viveu. O melhor exemplo de que, a
esta distância, me recordo
foi a participação de representantes
sindicais em processos de autoavaliação conduzidos na empresa segundo
o método preconizado pelo EFQM.
Nessas ocasiões estes representantes
tiveram oportunidade de, juntamente
com os quadros da empresa, avaliar a
forma como a liderança se exercia na
empresa, a clareza da sua estratégia,
a organização dos seus processos,
a dimensão dos meios disponíveis e
o valor dos seus resultados. Esta foi
uma das ferramentas usadas, com
regularidade, para apoio ao processo
de melhoria continua que a empresa
adotou com enorme convicção e com
assinalável êxito.
Como marcos na vida da empresa
retenho a presença na Celbi de uma
equipa de consultores da Mackinsey que a apoiaram nos processos
mais complexos de reorganização e
lembro especialmente o programa
de capacitação dos quadros contratado com a Universidade Católica em
Lisboa. Destes eventos resultou um
reforço significativo do espirito de
orientação para resultados, preocupação que passou a estar presente,
de uma forma muito mais evidente,
no dia-a-dia de cada colaborador.
Muitos dos quadros que ainda
hoje integram a empresa foram
elementos ativos nestes processos e
serão hoje, estou certo, mensageiros
do espirito positivo que sempre se
viveu na Celbi e garantes da continuação das boas práticas de que a
Celbi sempre se orgulhou. •
Manuel Cardoso dos Reis
ex-diretor financeiro e de recursos humanos
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comemorações dos 50 anos da celbi
Celbi promoveu “O
com fornecedores
de Madeira
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fibra nova 18
Open Day”
s
texto Andreia Gouveia
fotografia the brand
Sob o lema «Juntos por Bons
Caminhos», cerca de
200 fornecedores de madeira
Celbi oriundos de diversas
regiões do país, estiveram,
a 30 de maio, na Figueira da
Foz, para um open day.
E
ste sábado especial começou com a receção dos
parceiros convidados, que, após um welcome
breakfast, puderam visualizar o filme, produzido
para assinalar o 50.º aniversário da Celbi e que dá a conhecer a realidade da empresa que, a nível mundial, é um
exemplo de eficácia e eficiência, colocando já perto de
700 mil toneladas/ano no mercado europeu das empresas papeleiras que produzem desde papéis finos a tissue.
«Só a fábrica da Celbi adquire anualmente mais de
cem milhões de euros de eucalipto», sublinhou Borges
de Oliveira, administrador do Grupo Altri. «É para nós
fundamental ter uma relação estável e de compromisso
com os nossos fornecedores e, através deles, também
com os produtores florestais», aduziu. «Hoje têm a possibilidade de visitar a melhor fábrica de pasta para papel
do mundo. Não a maior, mas a melhor, porque tem o
menor consumo de água e de energia por tonelada de
pasta produzida, e está no patamar de excelência em todos os indicadores utilizados para análise de fábricas do
setor», explicou, lançando um novo desafio aos fornecedores de madeira. «Se há um indicador em que ainda
podemos melhorar, é no do consumo de madeira por
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comemorações dos 50 anos da celbi
"É para nós
fundamental ter uma
relação estável e de
compromisso com os
nossos fornecedores"
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tonelada de pasta produzida», revelou. Para tal, a Celbi
exortou os parceiros fornecedores a apostarem ainda
mais no tipo de madeira mais rentável para a produção
de pasta de celulose de fibra curta, o eucalipto globulus,
e a evitarem cortar precocemente as plantas.
Criado Número Verde
para apoio aos parceiros
N
a esteira deste desafio, Miguel Silveira, administrador da Altri Florestal, anunciou a criação de
um número verde, totalmente gratuito, colocado à
disposição dos produtores e fornecedores de madeira,
com o objetivo, não apenas de agilizar a relação comercial, mas também de contribuir para a melhoria de todo
o processo, seja através do acesso às plantas melhoradas
criadas em estufas da Celbi ou, por exemplo, no apoio
a candidaturas para modernização de equipamentos ou
certificação de procedimentos, no âmbito do quadro
de apoios comunitários Portugal 20/20.
O dia prosseguiu com a visita às instalações fabris
– melhoradas nos últimos anos, desde a aquisição da
Celbi pelo Grupo Altri, com investimentos sequenciais
de mais de quatrocentos milhões de euros – guiada por
fibra nova 18
Dia 30 de Maio
Fornecedores de
Madeira
https://youtu.be/
MoyuLRiaoOE
colaboradores que explicaram todo o processo de transformação da matéria-prima fornecida pelos parceiros
visitantes no produto final.
A concluir este open day, a Celbi proporcionou um
almoço-convívio aos visitantes, muitos dos quais pertencentes, já, a uma segunda geração de fornecedores de
madeira à empresa sediada na Figueira da Foz. «E alguns
vêm acompanhados dos filhos, o que muito nos apraz,
pelo que significa em termos de estabilidade e de uma
relação de confiança e duradoura», sublinhou Carlos Van
Zeller, que reiterou a convicção de que «Juntos por Bons
Caminhos» é, mais do que um slogan, uma realidade
com futuro.
Para memória futura deste dia, os visitantes foram
brindados com diversas lembranças, incluindo o livro
do antigo quadro superior da empresa, Manuel Saraiva
Santos, intitulado “A Indústria da pasta de celulose na
história da Figueira da Foz – A Celbi 1960 a 1967”. A
obra, que assinala os 50 anos da empresa, presta homenagem a todos os que contribuíram, ao longo destas
cinco décadas, para a construção e afirmação de uma
unidade que é já das maiores exportadoras nacionais.•
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comemorações dos 50 anos da celbi
Testemunhos recolhidos na iniciativa do Open Day
com os fornecedores de madeira
Miguel Silveira
carlos van zeller
no que respeita aos equipamentos princi-
administrador
administrador da celbi
pais, em que muitos dos conceitos ainda se
da Altri Florestal
mantêm, mas nas áreas da automação e da
eletrónica. Aí sim, o salto foi absolutamente
Esta iniciativa, no âmbito dos 50 anos da Cel-
extraordinário e aumentou muitíssimo a
O objetivo desta ação é aproximarmo-nos
bi, é a primeira de um conjunto que vamos
produtividade, naturalmente com recurso a
dos fornecedores de madeira das três fábri-
levar a cabo para honrar o nosso passado e
muitos investimentos.
cas da Altri. Nós temos muita dependência
projetar o futuro. Começámos por esta ação
do mercado de madeira, e a madeira que
que envolve uns dos nossos principais parcei-
Os próprios funcionários também evoluíram.
recebemos do mercado vem, principalmen-
ros, muitos deles que estão connosco desde
Temos hoje funcionários que são filhos de
te, destes fornecedores, que têm um papel
a primeira hora, os fornecedores de madeira,
antigos funcionários. Mas hoje a Celbi não
fundamental na transmissão dos conheci-
que têm tido um papel fundamental no
admite ninguém que tenha menos do que o
mentos, do nosso know how, para a floresta
crescimento desta indústria. Infelizmente a
12.º ano, a escolaridade obrigatória, e temos
e para os produtores. Por isso é necessário
nossa indústria é deficitária, esperemos que
uma percentagem considerável de pessoas
estabelecer uma parceria efetiva com estes
conjunturalmente, na parte do abastecimen-
com frequência universitária, de bacharela-
fornecedores, para conseguirmos melhorar.
to da matéria-prima principal, e portanto os
tos a licenciaturas e mestrados. Esse nível de
Se a fábrica cresce, se a fábrica tem produ-
fornecedores de madeira são absolutamente
habilitações facilita um melhor entendimen-
ções maiores, temos de ajudar também os
fundamentais para o crescimento desta
to do processo. E essa tem sido uma preocu-
nossos fornecedores a crescer, e este open
indústria. Esta indústria tem condições para
pação da gestão de recursos humanos, que
day serve para fortalecer esta relação e
crescer, é dos poucos setores do país em que
não haja descontinuidade nem sobreposi-
permitir que nos ajudemos mutuamente
nós podemos ser competitivos, infelizmente
ções. Neste momento, a Celbi terá cerca de
a crescer. Mais do que meros fornecedores,
não temos tido, por parte das autoridades,
1/3 do seu corpo de pessoal preenchido com
vemos estas pessoas como parceiros.
esse entendimento, e existe muitas vezes
pessoas com muitos anos de casa, a uns 10
São 70 a 80 fornecedores, mas muitos repre-
uma campanha de contrainformação em
anos da reforma, outro 1/3 com uns seis ou
sentam vários sub-fornecedores, o que eleva
relação a esta indústria, particularmente em
sete anos de Celbi, e o restante 1/3 está no
o número para uns 200. São, na sua maioria,
relação ao eucalipto, o que não faz sentido
meio dessa experiência e da juventude. Isto
pequenos e médios fornecedores de zonas
nenhum, é uma conversa quase estéril, que
permite uma renovação natural de quadros.
não muito distantes da fábrica, que muitas
tem de ser alterada, e os fornecedores de ma-
E damos preferência a pessoas da região, e a
vezes compram a madeira a pequenos pro-
deira são realmente quem nos pode ajudar
jovens das escolas do concelho, dando muita
prietários, cortam, transformam e vendem à
nesse caminho.
formação.
compram madeira a proprietários que estão
A Celbi arrancou, como empresa, em 1965,
Estamos agora a sair de um período de seis
mais longe e conseguem trazer e vender à
e dois anos depois arrancou a fábrica. No
ou sete anos de muito trabalho, de grande
fábrica. •
início a fábrica produzia aproximadamente
atividade, com a equipa extremamente sa-
100 mil toneladas, e o equipamento era
tisfeita mas cansada, depois de 400 milhões
muito básico. A tecnologia evoluiu, não tanto
de euros investidos só entre 2008 e 2009 e, já
Celbi. Há também fornecedores coletivos, que
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fibra nova 18
fotografia arquivo celbi
este ano, concluímos outro projeto de investimento na otimização do anterior, no valor
de quase 40 milhões de euros. Não há muitos
investimentos deste nível no país, mas são estes projetos que nos permitem entrar agora
numa fase de otimização e de produção com
prazo.
um nível de eficiência extremamente elevado, fazendo da Celbi, não uma das maiores,
Sofia Reis, gestora do
No que respeita ao tema segurança, a Celbi é
mas uma das mais competitivas fábricas do
departamento de controlo
uma empresa que se encontra ao nível das
seu setor no mundo. E isto permite-nos olhar
técnico e sistemas de gestão
melhores em termos de regras e práticas
para o futuro com muito otimismo. •
existentes. Agora as regras não chegam, por
Uma das grandes preocupações da Celbi ao
isso o nosso grande objetivo é induzir com-
longo dos anos tem sido a gestão do seu
portamentos responsáveis nas pessoas que
desempenho ambiental e o seu impacte na
trabalham connosco e é nisso que estamos a
comunidade em que se insere.
concentrar os nossos esforços.
Nesta vertente, a sua relação com os fornece-
Cada um de nós tem o dever de ser respon-
dores de madeira é fundamental, porque se a
sável pela sua proteção individual e pela dos
madeira não for proveniente de florestas ge-
que connosco trabalham. •
ridas de forma sustentável o negócio da Celbi
certamente também não será a médio/longo
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comemorações dos 50 anos da celbi
Praia da Leiro
mais limpa
e vizinhança
mais forte
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fibra nova 18
Cerca de 200 pessoas, entre
crianças e adultos, aceitaram o
convite da Celbi e, a 13 de junho,
meteram mãos à obra para deixar
o areal da Praia da Leirosa mais
limpo. A iniciativa, completada
com almoço-convívio e animação,
foi “um sucesso a repetir”.
osa
texto Andreia Gouveia
fotografia the brand
F
oi em parceria com o Centro de Recreio Popular
de Marinha das Ondas – Praia da Leirosa (CRPMO), o Agrupamento de Escuteiros da Marinha
das Ondas e com o apoio da Junta de Freguesia da Marinha das Ondas que a Celbi promoveu, na manhã de 13
de junho, uma ação de limpeza da Praia da Leirosa. O
dia começou com as palavras de incentivo e de gratidão
de Carlos Van Zeller, administrador da Celbi. “Obrigado
por se juntarem à Celbi neste dia dedicado a cuidar do
ambiente e do futuro de todos”, disse, realçando ainda
a importância de iniciativas que reforçam as boas relações de vizinhança entre a unidade industrial que há 50
anos labora na Leirosa e a sua comunidade humana. Bem
mais jovens do que a Celbi eram as crianças que competiram alegremente na recolha de lixo do areal da praia,
conseguindo lotar dois contentores industriais. “Foi divertido, nunca tinha participado numa limpeza da praia,
mas gostava de voltar a fazer isto”, disse, no final da manhã, Bernardo Pedrosa, de 10 anos. “Estou cansada, mas
valeu a pena para ver a praia assim tão limpa”, garantiu,
por seu turno, Beatriz Pata, de 14. “Apanhei sobretudo
covos, mas também algum lixo que as pessoas deixam”
lamentou João Mateus, de 12 anos, que participou por
saber “que ia ser divertido”. Os muitos jovens participantes estiveram lado a lado com pais e outros adultos,
incluindo vários pescadores da Arte Xávega, que assim
puderam ajudar a recolher alguns detritos resultantes da
sua atividade, perdidos no mar e pelo mar devolvidos.
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comemorações dos 50 anos da celbi
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“Basta olhar para estas crianças, tão felizes por estar
aqui, a limpar a praia, para perceber que elas nunca vão
colocar lixo no chão, que nunca vão deixar lixo na areia”,
afirmou, satisfeito, Rodrigues Nada, presidente da Junta de Freguesia da Marinha das Ondas. A convicção é
partilhada por Célia Marques, chefe do Agrupamento
de Escuteiros 1224 da mesma freguesia, frequentado
por dezenas de crianças e jovens da Leirosa. “Fazemos
a limpeza da praia há quase duas décadas, para chamar
a atenção dos nossos elementos para a importância de
preservar as praias, e este ano surgiu o convite para nos
associarmos à Celbi, que nos tem apoiado sempre que
solicitada, fazendo desta ação uma festa ainda maior”,
explicou. Com a praia limpa, a festa fez-se então no CRPMO, na Praia da Leirosa. Para a presidente da direção,
Paula Ramos, esta foi mais uma oportunidade para estreitar as boas relações entre a Celbi e a comunidade local. “O bom relacionamento é antigo, e tem vindo a ser
aprofundado, com a Celbi a apoiar diversas atividades e
melhoramentos na coletividade”, reconhece a dirigente.
“Esta é a comunidade mais próxima da fábrica, e é natural que seja também a mais beneficiada, mas temos muito prazer que iniciativas destas permitam à administração de Celbi conhecer e perceber onde são aplicados os
apoios que nos concedem”, concluiu. A coletividade, que
“Basta olhar para estas
crianças, tão felizes
por estar aqui, a limpar
a praia, para perceber
que elas nunca vão
colocar lixo no chão,
que nunca vão deixar
lixo na areia”
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comemorações dos 50 anos da celbi
preparou e acolheu o almoço-convívio e a tarde de festa
– com insufláveis e o atelier «Fábrica de Papel» para os
mais novos, e ainda as atuações do Rancho Infantil da
Praia da Leirosa e da banda Sombras – recebeu, neste
dia especial, um donativo de 500 euros, verba igual à entregue ao Agrupamento de Escuteiros. Quanto à Junta
de Freguesia, estão em curso projetos que contarão com
o habitual apoio da Celbi, mas Rodrigues Nada não resistiu a lançar um novo desafio. “Ainda este verão, seria
muito bom voltar a fazer uma iniciativa destas, mas para
limpeza das fontes e fontanários da freguesia”, sugeriu.
No rescaldo da atividade, Nogueira dos Santos, administrador da Celbi, não escondia a satisfação pelo sucesso
da iniciativa de caráter pedagógico. “Houve uma adesão
fantástica da população, numa ação que está em perfeita
sintonia com a filosofia da Celbi, de preservação do ambiente e de cultivo de boas relações de vizinhança”, afirmou. “A Celbi é uma unidade industrial e, como tal, gera
sempre impacto nas comunidades mais próximas, seja a
nível de ruído, de cheiros ou de efluentes”, reconheceu,
considerando “natural que sejam essas comunidades,
também, as mais apoiadas, não a título de compensação,
mas no âmbito de uma relação de boa vizinhança, com
respeito pela identidade, pela História e pelo património
desta aldeia piscatória que tão bem nos acolhe há já meio
século”, explicou. “Somos orgulhosos uns dos outros, e
este dia de festa celebrou isso mesmo”, concluiu. •
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Testemunhos recolhidos na iniciativa da limpeza da Praia
Carlos
Paula Ramos,
Monteiro,
presidente
vereador
do Centro
de Recreio
Excelente iniciativa, e
com crianças, que são o
futuro, sensibilizando-os para a proteção
Popular de
Marinha das
Ondas – Praia da Leirosa (CRPMO)
ambiental do planeta onde queremos viver
mais uns milhares de anos. Quanto à Celbi,
A relação de proximidade com a Celbi tem
envolve-se nas atividades desta freguesia e
vindo a fortalecer-se cada vez mais, com
não só, e investe na relação de proximidade
apoio para infraestruturas, como os balneá-
com a comunidade. Isto é o exemplo de que
rios do campo de futebol, e para diversas
é possível a uma indústria interagir de forma
iniciativas. Não é uma mera relação formal,
muito positiva com a população. A Celbi é
há uma descentralização da administração
um exemplo a seguir, mas devo dizer que, de
para chegar às pessoas, há uma interação
forma geral, a Figueira da Foz pode contar
real que é muito bem-vinda. Nesta iniciativa
com boas empresas, com noção da sua
há um altruísmo que, vindo de uma empresa,
responsabilidade social.
é muito saudável, e tem muito a ver com a
generosidade que está na génese do próprio
associativismo. Acredito que este dia é um
marco, que assinala uma relação ainda mais
positiva entre a Celbi e a comunidade em geral e esta coletividade em particular, porque
neste dia muitos dos quadros da empresa
puderam ver, in loco, onde é que aplicamos o
apoio que nos concedem.
Dia 13 de Junho Praia da Leirosa
https://youtu.be/sr3306d4Lp0
Fábrica do Papel da Celpa
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comemorações dos 50 anos da celbi
50 anos depois
Celbi lançou
a Primeira Pedra
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texto Andreia Gouveia
fotografia the brand
e andreia gouveia
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A celebrar cinco décadas, a Celbi assinalou em festa,
a 19 de junho, com os seus atuais colaboradores, os
50 anos volvidos sobre o momento fundador por
excelência – a colocação da primeira pedra da então
denominada Celulose Billerud S.A.R.L.
N
um dos muitos espaços ajardinados da
fábrica, um enorme bolo, sumos e champagne acompanharam o coro de parabéns,
seguido de animado convívio e partilha de
experiências, aprendizagens e memórias. Como as de
Elísio Parracho que, aos 60 anos, já conta com 50 de Celbi. “Entrei na Celbi como aguadeiro, aos 11 anos, tinha a
fábrica meses”, recordou aos colegas. “No primeiro dia
vim descalço, no segundo com uns sapatos emprestados
e, no terceiro, já a minha mãe me tinha comprado uns
sapatos”, confidenciou. O mais antigo funcionário da
Celbi ainda em atividade passou em revista os estudos
que fez, as portas que se lhe abriram e a vida que escolheu, e escolhe ainda, fazer na fábrica, agora nos serviços
administrativos. No outro extremo do tempo está José
Oliveira, engenheiro mecânico admitido na empresa no
início de junho, como desenhador projetista. “O meu pai
trabalhou na Celbi e era um sonho antigo vir para cá trabalhar”, explicou. Conseguiu e, agora, é um dos muitos
exemplos que inspiram os estagiários que encontram na
Celbi uma primeira ligação entre o universo académico
e o mundo real do trabalho. É o caso de Carla Duque, de
25 anos, natural de Soure, que há seis meses monitoriza
a certificação energética da Celbi. “Faltam três meses
para o estágio acabar e já sei que, se não ficar, vou ter
saudades”, confidencia, destacando “o bom ambiente e
a generosidade dos colegas mais velhos” como parte importante da experiência.
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comemorações dos 50 anos da celbi
Ao longo de todo o dia, um ardina, como os que há
meio século vendiam diários e semanários, distribuiu
exemplares da “Primeira Pedra”, um jornal em edição
única, comemorativo do 50.º aniversário da Celbi.
Com uma tiragem de 1000 exemplares, que chegou
também como oferta a cerca de 250 entidades regionais,
o “Primeira Pedra” recupera as notícias dadas à estampa, no mês de junho de 1965, pela imprensa local, com
destaque para o dia 19, quando a primeira pedra foi colocada sob um marco de betão exteriormente datado,
juntamente com um pequeno cofre. Lá dentro, estavam
algumas moedas correntes à época, para atrair sucesso e
fortuna, e ainda um pergaminho – que meio século depois esteve também em exposição – com uma mensagem
para o futuro. Nela, pode ler-se o desejo expresso de que
a fábrica “seja mais uma contribuição da geração presente para o engrandecimento do país e para o bem-estar
de todos, especialmente dos habitantes do distrito de
Coimbra, que a ela emprestarão o esforço dos seus braços e a luz da sua inteligência”. Cinquenta anos depois, o
pergaminho continua válido, a Primeira Pedra sólida e a
Celbi a crescer.
Dia 19 de Junho Primeira Pedra https://youtu.be/5ajPX9J8mQA
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Testemunhos recolhidos
na celebração da Primeira Pedra
José Oliveira,
Elísio Parracho,
o mais antigo
um dos mais
funcionário
recentes
em atividade
colaboradores da
Celbi
Vim para a Celbi
a 1 de setembro de
Entrei a 8 de junho,
1966, ainda para uma
empresa de construção civil. Tinha 11 anos.
como engenheiro mecânico, acabei o curso
No primeiro dia vim descalço, porque a vida
em março de 2013, estive na Bosch, em Bra-
era muito difícil. No dia seguinte já vim com
ga, e agora estou na Celbi como desenhador
uns sapatos emprestados e ao terceiro dia
e projetista. O meu pai trabalhou cá muitos
a minha mãe comprou-me uns sapatos.
anos, era um objetivo vir trabalhar para cá, e
Estive cá dois anos, na construção, fazia de
agarrei a oportunidade quando surgiu.
aguadeiro, com dois colegas mais velhos,
Carla Duque,
e depois fui convidado a ficar… e ainda cá
estagiária
estou. Estudei à noite, fui paquete até aos
18 anos e hoje trabalho no departamento
de recursos humanos. Por mim trabalhava
Tenho 25 anos,
cá mais 50 anos. Sempre tive bons colegas
sou de Soure e
e boas chefias. Lembro-me da grande festa
estou a fazer um
que foi o dia da primeira pedra. Os militares
estágio em sistema
da Figueira serviram o almoço para a popu-
e
lação, e lembro-me de que nunca tinha visto
Celbi desde novembro. Estou a gostar muito,
gestão de energia na
tanta comida na minha vida. Eram mesas
é a minha primeira experiência de trabalho
enormes com caldeirões de comida e muita
e está a ser muito interessante, aprende-se
fruta, numa altura em que se passava fome.
muito.
Vim para cá trabalhar três meses depois. Foi
uma vida…
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comemorações dos 50 anos da celbi
Celbi convidou antigos
colaboradores a
«Reviver Bons Caminhos»
texto Andreia Gouveia fotografia the brand
Dia 10 de Julho - Ex-colaboradores https://youtu.be/oV8o8aREWJE
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No ano em que se encontra a celebrar
cinco décadas, a Celbi organizou um
dia dedicado àqueles que contribuíram
para o seu sucesso.
A
10 de julho, os antigos
colaboradores puderam assim
recordar uma importante parte
das suas vidas, reencontrar amigos
e colegas e (re)visitar as instalações,
ficando a par dos novos investimentos,
num dia que teve como ponto alto um
animado almoço-convívio.
«Reviver Bons Caminho» foi o mote
lançado e aceite por 200 pessoas que
dedicaram parte das suas vidas à Celbi.
Gratidão e orgulho
As boas-vindas foram dadas
porNogueira dos Santos, que
agradeceu a presença de tantos antigos
colaboradores, reservando ainda uma
palavra amiga e de reconhecimento
a todos os que, pela lei da vida ou
por motivos de saúde, não puderam
comparecer. Os “50 anos de sucessos”
da Celbi foram recordados pelo
administrador da empresa, que lembrou
que a revista Exame a considerou a
melhor empresa do setor dos últimos
25 anos. “É sempre bom saber que
não somos só nós que consideramos a
nossa empresa capaz de grandes feitos,
os outros também”, afirmou. “Temos
uma cultura de rigor e uma orientação
para resultados que justifica sermos
a empresa mais eficiente do mundo
na produção de pasta branqueada
de eucalipto”, considerou. “Cada
um de vós teve, no seu tempo, a
responsabilidade de manter a cultura e
os valores da empresa, e transmiti-los
à geração seguinte. E a nós competenos a grande responsabilidade de,
tendo recolhido esse testemunho,
engrandecê-lo e transmiti-lo aos que
virão depois de nós”, acrescentou.
Os tempos mudam, os acionistas
mudaram, mas a empresa mantém a sua
identidade. “Nós já fomos uma pequena
empresa num grande grupo, quando
o acionista era um gigante sueco, e
agora somos uma grande empresa num
pequeno grupo português, mas a Celbi
continua a desenvolver-se, a crescer e
a merecer a confiança dos acionistas,
que assim continuam a investir e a
manter a grandeza da empresa, de
que todos os que aqui estão já fizeram
parte, seguramente fizeram a sua parte,
e devem estar orgulhosos por isso. A
todos o reconhecimento da Celbi”,
concluiu.
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comemorações dos 50 anos da celbi
Recordações
na primeira pessoa
Carlos Guerra tem 80 anos.
Entrou para a Celbi “muito
novo”, e aí trabalhou “quase 30
anos”, durante os quais acumulou
“muito boas recordações, de
chefes e de colegas”, alguns dos
quais, confessou, teve “dificuldade
em reconhecer, passado
tanto tempo”. Visivelmente
emocionado, afirmou-se “muito
satisfeito” por ver a empresa “tão
modernizada e evoluída”.
Francisco Moura também
guarda boas memórias dos 34
anos em que trabalhou na Celbi, e foi
com prazer que reencontrou antigos
companheiros e visitou as instalações.
“Algumas coisas estão muito
diferentes, mas outras ainda conheço
bem”, garantiu.
Licínia Gonçalves trabalhou
24 anos na Celbi. Começou nas
quintas a plantar eucaliptos, e foi
com alegria que viu uma fotografia
sua desse tempo em destaque na
exposição comemorativa dos 50
anos da empresa. “Tão novinha que
eu era…”, recordou. Ainda não era
casada quando passou para a empresa,
na área das limpezas. “Estou mesmo
comovida de encontrar tantas pessoas
com quem trabalhei”, disse. “A fábrica
está enorme, acho que já não conheço
quase nada”, confessou. “Há 21 anos
que não entrava aqui”, explicou.
Beatriz Cintrão foi uma das suas
amigas mais próximas. Entrou para
a Celbi com 19 anos, “ainda com o
primeiro filho na barriga”, e foi ali
que trabalhou “toda a vida”. Criou
os filhos, fez amigos, construiu
memórias. “É muito bom reencontrar
estas pessoas, os colegas, os chefes,
tudo gente boa”, disse. “Não vou
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visitar tudo porque as pernas já não
deixam, mas onde eu conseguir chegar,
vou”, concluiu, entusiasmada.
Martins da Silva sabe de cor a
data em que entrou na Celbi: “10
de fevereiro de 1975, tinha 29 anos”.
Trabalharia na mesma empresa mais
do que isso: 37 anos, até maio de 2012.
Começou no setor da produção,
passou pela manutenção e terminou
a sua carreira no departamento de
informática. “Julgo que a força da
Celbi é a sua filosofia. Esta é uma
empresa que começou por ser sueca,
depois pertenceu a um grupo suecofinlandês e agora é portuguesa, mas
manteve sempre a sua filosofia: uma
visão de futuro, baseada em boas
equipas, tanto na gestão como ao
nível operacional, e uma aposta no
desenvolvimento, que lhe permitiu
entrar e continuar na primeira linha
das empresas do seu setor, sem
descurar as questões ambientais e a
sustentabilidade em geral”, sintetizou
o antigo colaborador.
Alice Mano tinha 18 anos quando
entrou na Celbi. Estava-se em 1966
e a jovem poderia ainda assistir à
fase final da construção da empresa.
"É muito bom
reencontrar
estas pessoas,
os colegas, os
chefes, tudo
gente boa"
fibra nova 18
Testemunhos recolhidos junto de antigos Colaboradores
Carlos Guerra
Vim para a Celbi
como eletricista há
muitos anos, tantos
que já não sei ao certo.
Tenho 80 anos, estive na Celbi mais de 20
anos, até aos 58. Tive um chefe com muita
classe e bons colegas. Reencontrar os
antigos colegas está a ser emocionante.
Alguns já nem conhecia. Outros não mudaram nada. Agora, a empresa… mudou
muito. Está tudo muito moderno.
Beatriz Cintrão
Alice Mano
Entrei para a Celbi aos 18 anos, ainda
andei aqui com o meu filho mais velho
na barriga. Trabalhei na fábrica 26
anos, fui muito feliz aqui. Já não tenho
pernas para visitar a
fábrica toda, mas
até onde puder
ir, vou.
Vim para a
fábrica ainda
em construção,
em 1966, quando
tinha 18 anos. Trabalhava nuns escritórios pré-fabricados
dentro do que mais tarde veio a ser
o armazém da pasta. Trabalhei aqui,
ininterruptamente, até 2000, e depois
fui fazer cinco anos ao escritório
internacional da StoraEnso, que era
a empresa-mãe, em Londres. Foram
quase 40 anos. Foi uma escola de
aprendizagem da vida, conheci muito
boa gente, tanto na produção como
na manutenção e em todas as áreas.
Guardo da empresa uma panóplia de
boas recordações, e é muito bom voltar aqui e reencontrar tantos amigos.
Desta nova fase da vida da fábrica
não tenho vivência, mas a empresa sempre teve uma gestão muito
criteriosa, muito de acordo com a lei.
Devemos ter sido das poucas empresas em Portugal que atravessaram
o período da revolução de 1974 sem
grandes problemas, precisamente
porque já o administrador da altura
era um diplomata.
Martins da Silva
Francisco Moura
Trabalhei na Celbi
34 anos. Só tenho excelentes
recordações, de
grande camaradagem. Às vezes ainda
nos encontramos, alguns. Fico muito
feliz de ver a fábrica tão bem e a crescer.
E é muito agradável voltar a visitar as
instalações.
Licínia
Gonçalves
Trabalhei 24 anos
na Celbi. Comecei
muito novinha, a plantar nas quintas de
eucaliptos. Depois, ainda antes de casar,
vim para a fábrica, trabalhar nas limpezas. Tenho muitas e boas recordações,
sempre a trabalhar com homens e mulheres, quase todos mais velhos do que eu,
mas sempre com bom ambiente. Passei
aqui a minha vida de trabalho toda. Já saí
há uns 20 anos… estou comovida de cá
voltar e de reencontrar tantas pessoas.
Entrei para a Celbi a 10 de fevereiro de
1975, tinha então 29 anos. Trabalhei
aqui 37, até maio de 2012. Comecei por
trabalhar na produção, depois fui para a
manutenção e acabei a minha carreira
como gestor do departamento industrial, mas no último ano e meio estive
num projeto de desenvolvimento na
área da informática.
A força da Celbi? Uma visão de futuro,
com preocupação de sustentabilidade
geral e ambiental, com muito boas
equipas, quer de gestão quer de pessoal,
e com apetência por novos projetos,
que fizeram com que a empresa se
desenvolvesse sempre, procurando estar
sempre na primeira linha das empresas
de produção de pasta a nível da Europa
e até do mundo.
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comemorações dos 50 anos da celbi
“Tive sempre
muitas boas relações na Celbi,
com pessoas de
todos os departamentos, fiz
grandes amigos
e é com muito
agrado que estou a reencontrá-los agora”
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“Trabalhávamos nuns pré-fabricados,
dentro do que viria a ser o armazém
da pasta”, recordou. Um novo milénio
chegaria ainda com Alice Mano na
Celbi. Depois, também ao serviço da
empresa, rumaria aos escritórios da
empresa-mãe, à época a StoraEnso,
em Londres, durante cinco anos.
“Foram 39 anos muito bons, para mim
foi uma escola de vida”, garantiu.
“Tive sempre muitas boas relações
na Celbi, com pessoas de todos os
departamentos, fiz grandes amigos
e é com muito agrado que estou a
reencontrá-los agora”, acrescentou.
Das razões que levam uma empresa a
crescer ao longo de 50 anos, não tem
dúvidas. “Uma gestão sempre muito
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"Vamos continuar a crescer, mas
sobretudo a melhorar.
Queremos ser a melhor fábrica da
Europa e uma das melhores do mundo."
criteriosa e planeada. Até na época
conturbada do 25 de Abril, devemos
ter sido das poucas empresas em
Portugal que conseguiram atravessar
aqueles tempos revolucionários com
alguma estabilidade”, recordou.
“Éramos considerados a ‘joia da coroa’”,
concluiu, reconhecendo “o orgulho” em
fazer parte da história da Celbi.
A encerrar o convívio, Carlos
Van Zeller, administrador da Celbi,
garantiu aos antigos colaboradores que
a empresa quer honrar a sua História,
continuando a construí-la, diariamente.
Reportando-se às “transformações
impressionantes dos últimos seis anos”,
com investimentos de mais de
400 milhões de euros na fábrica a
exigirem muito “de toda a organização”,
Carlos Van Zeller elogiou a equipa
que tornou possível o objetivo de
todo o projeto: duplicar a produção
da Celbi. “Tivemos a preocupação
de renovar a equipa, de obter mais
competências, tudo para que a empresa
continue a apostar na eficiência, na
sustentabilidade e no crescimento
que faz da Celbi não a maior, mas uma
das melhores fábricas de produção de
pasta da Europa”, frisou. “No início
dos anos 90, a Celbi produzia na ordem
das 250 mil toneladas, este ano vai
produzir 700 mil e, para o ano, ainda
mais”, exemplificou. “Nós gastávamos
70 m3 de água por cada tonelada de
pasta produzida, hoje estamos em 18 e
o nosso objetivo é chegar brevemente
aos 15”, acrescentou. “É esta a filosofia
da Celbi: utilizar sempre mais e
melhor os recursos”, aduziu. No que
respeita à energia, para além de ser
autossustentável, a Celbi ainda coloca
na rede nacional “energia suficiente
para alimentar uma cidade com a
dimensão de Coimbra”.
“Vamos continuar a crescer, mas
sobretudo a melhorar. Queremos ser
a melhor fábrica da Europa e uma
das melhores do mundo, porque
acreditamos que é possível, com
a equipa que temos e que vamos
continuar a construir, investindo
na inovação e, claro, nas pessoas,
sobretudo da zona da Figueira da Foz, e
numa cada vez mais forte relação com a
comunidade”, concluiu.•
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comemorações dos 50 anos da celbi
30 maio
13 junho
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