RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL Empreendedores: T.LOUREIRO AlphaVille Manaus II Itapuranga IV Elaboração: Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II OS EMPREENDEDORES Empresa Proprietária: T. Loureiro Participações Societárias Ltda CNPJ: 63.722.524/0001-06 Endereço: Rua Miranda Leão, 216 Cidade / UF: Manaus / AM Fone / Fax: (92) 3658-3443 Empresa Executora: AlphaVille Urbanismo S.A CNPJ: 00.446.918/0001-69 Endereço: Avenida Cauaxi, 293 Cidade / UF: São Paulo / SP Fone / Fax: (11) 4197-1947 1 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II A EMPRESA RESPONSÁVEL PELOS ESTUDOS Empresa: Andreoli Engenheiros Associados Ltda CNPJ: 06.017.712/0001-08 Endereço: Rua Taquari, 81 – loja 30 – AlphaVille Graciosa Cidade / UF: Pinhais / PR Fone / Fax: (41) 3562-2892 / 3562-3472 2 Relatório de Impacto Ambiental APRESENTAÇÃO O Relatório de Impacto Ambiental aqui apresentado é um resumo do Estudo de Impacto Ambiental do Itapuranga IV que inclui o Condomínio Residencial AlphaVille Manaus II, e tem o objetivo principal de tornar acessível à comunidade de interesse a compreensão da situação ambiental da região onde foi realizado o EPIA e onde será implantado o condomínio e dos impactos positivos e negativos que ocorrerão a partir dessa implantação. O público a quem é direcionado este relatório é, em primeiro lugar, a população residente nas proximidades do empreendimento, assim como as autoridades municipais e lideranças comunitárias que atuam diretamente nas políticas de desenvolvimento socioeconômico e ambiental do município de Manaus. Como determina a Lei Federal que instrui a elaboração de relatórios de impacto ambiental, a linguagem aqui adotada é bastante simplificada para que possa ser compreendida pela maioria das pessoas. Buscou-se substituir, sempre que possível, os termos técnicos e científicos por expressões de uso comum na comunicação cotidiana. Quando isto não foi possível, os termos técnicos ou científicos utilizados foram explicados de forma simples e objetiva. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Desta forma, este relatório valoriza a compreensão geral dos temas abordados sem se preocupar com questões metodológicas ou com a apresentação de dados específicos que não seriam entendidos pelo público em geral, porém, mantendo fidelidade com as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental. Portanto, esse documento não é direcionado para especialistas que, na busca de informações mais detalhadas, devem consultar diretamente o Estudo de Impacto Ambiental do Itapuranga IV. O objetivo da elaboração do EPIA e do RIMA, além de cumprir uma etapa do licenciamento ambiental do empreendimento, conforme determina a legislação, é o de contribuir para que a implementação do Condomínio Residencial AlphaVille Manaus II resulte na melhoria da qualidade ambiental especialmente das bacias hidrográficas do Igarapé do Gigante e do Tarumã-Açú, corroborando os esforços do Poder Público, no sentido de promover a ocupação ordenada e ambientalmente sustentável do bairro de Ponta Negra que abriga uma área de grande interesse ambiental e econômica para Manaus, especialmente o citado bairro e região circunvizinha. Esse estudo reflete ainda em um importante instrumento para a realização futura do Plano de Manejo da APA TarumãPonta Negra, dessa forma, a solicitação do EPIA/RIMA se estendeu a toda a área do Itapuranga IV, mesmo não sendo a área total de 402 ha a abranger o condomínio proposto. 3 Relatório de Impacto Ambiental DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO A gleba objeto principal do EPIA tem área total de 402,00 hectares formada por 15 chácaras distanciando-se 20 km do centro de Manaus. Toda a área está inserta no perímetro da APA Tarumã/Ponta Negra e beneficiará na elaboração do Plano de Manejo da referida APA. O Condomínio Residencial AlphaVille Manaus II será construído dentro da gleba Itapuranga IV, especificamente nas chácaras Sol e Verão com área total de 60,77 hectares. A proposta é a construção de um condomínio fechado de alto padrão a ser implantado no bairro de Ponta Negra, na cidade de Manaus, estado do Amazonas. O empreendimento foi concebido com dois núcleos residenciais, na forma de condomínio, num total de 575 lotes. Estão previstos no projeto, também, mais dois lotes, sendo um em cada residencial para a implantação do Clube de Lazer. O condomínio apresenta dimensões maiores que as previstas no Código de Obras do município, pois o tamanho de lote exigido é de 200 m2 e a área para lazer 5% e o empreendimento terá lotes de 500,00 m2 e áreas de lazer de 7,88% para a chácara Verão e 9,72% para a chácara Sol. O sistema viário também foi projetado com dimensões maiores que as previstas em Lei, bem como as áreas verdes do condomínio, que terão 12,08% (Verão) e 8,01% (Sol) sendo que o exigido é 8%. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II estrategicamente localizados de maneira que propiciem áreas de pouso para as aves, reduzindo a distância de vôo no deslocamento entre um corredor e outro. A área está localizada na bacia do Igarapé do Gigante, porém faz limite com a bacia do Igarapé do Tabatinga ao leste e bacia do Tarumã-Açu à oeste. No plano urbanístico o AlphaVille Manaus II localiza-se na porção centro-norte da gleba total do Itapuranga IV, onde faz limite com o Igarapé do Chico Pará ao norte, ao leste com a Chácara Outono, a Oeste com a Chácara Aurora e AlphaVille Manaus em construção e ao Sul com a Chácara da Lua. A principal alternativa de acesso do empreendimento ao centro da cidade é a Avenida Ponta Negra, numa distância média de 20 km. O Itapuranga IV apresenta 3 vias de acesso, porém, para o AlphaVille Manaus II será utilizado a entrada pela Av. Perimetral Thales Loureiro na sua porção mais sul A figura 01 mostra o Mapa de Localização do Empreendimento AlphaVille Manaus II e de todo o Itapuranga IV no Contexto Regional, a figura 02 identifica as Principais Vias de Acesso ao Empreendimento e a figura 03 apresenta o detalhamento das áreas que formam o Itapuranga IV destacando as chácaras Sol e Verão onde serão implantados os dois residenciais do AlphaVille Manaus II. Tanto as áreas verdes quanto os espaços livres que podem se transformar em áreas arborizadas (com espécies nativas) foram 4 Relatório de Impacto Ambiental No projeto urbanístico adotado destaca-se o aspecto conservacionista do empreendimento, expresso na porcentagem de áreas de preservação que serão garantidas a partir da sua implantação: a somatória das áreas de preservação permanente, áreas verdes e áreas livres resulta em 14,45 hectares que corresponde a praticamente 23,78% da área total do empreendimento. As áreas impermeáveis representam 39,14% na chácara Sol e 39,75% na Verão. A área residencial, onde serão implantados os lotes destinados à construção de moradias, soma 28,56 hectares que corresponde a 46,00% da área total do condomínio. Essa área é subdividida nas duas chácaras: a chácara Sol com 240 unidades habitacionais e a chácara Verão com 335 unidades habitacionais ambas com tamanho médio de lote de 500 m2, conforme apresentado na figura 04 - Planta do Projeto Urbanístico. As áreas comuns medem em conjunto 32,21 hectares e correspondem a 54% da área total do condomínio. A tabela apresentada a seguir resume em números o projeto urbanístico do Condomínio AlphaVille Manaus II. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II CLASSIFICAÇÃO CHÁCARA SOL ÁREA PRIVATIVA 240 lotes de 500 m2 ÁREA COMUM Sistema Viário Área de lazer Preservação permanente Áreas verdes Portaria e equipamento Área de atingimento CHÁCARA VERÃO ÁREA PRIVATIVA 335 lotes de 500 m2 ÁREA COMUM Sistema Viário Área de lazer Preservação permanente Áreas verdes Portaria e equipamento Área de atingimento ÁREA (ha) 25,82 11,86 11,86 13,96 5,36 3,44 2,75 2,06 0,21 0,14 34,94 16,69 16,69 18,25 6,83 4,62 2,24 4,22 0,27 0,07 ÁREA (%) 100 45,93 45,93 54,07 20,76 13,32 10,65 7,98 0,81 0,54 100 47,77 47,77 52,23 19,55 13,22 6,41 12,08 0,77 0,20 5 N W E S Amazonas Manaus # Amazonas 821250 822000 822750 823500 824250 9663000 9663000 9662250 9662250 Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Projeto: 9661500 9661500 Figura 1: Mapa de Localização do Itapuranga IV e do AlphaVille Manaus II no Contexto Regional Legenda Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Limite da Área do AlphaVille Manaus II 9660750 Limite da Área do Itapuranga IV 9660750 Hidrografia Sistema viário do Itapuranga IV Escala 1:25.000 822000 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 821250 Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV 822750 823500 824250 Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 N u Igara pé T aru mã -aç Igara pé C h ará ico P 9663000 s Loureiro Av. Perimetral Thal e te l Th Lou Aug u st o erim .P Av Lou reir o 9662250 eiro o sé r Lou Av. J 9662250 les reir o Tha ales tral ime etra Per Av. Per im Av. an ig Av. Areal Souto oG Av. Liberalina Loureiro Iga rap éd 9663000 Av. José o August o Loureir ale l Th etra s Lo Legenda ureiro Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Av. C e rina S outo 9661500 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce Av 9660750 en id aP on ta Ne g ra ou A ve n id a Co ro n el T ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av .P eri m e ix etr al Th ale s Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 2: Lo u re ir o 9660750 Mapa de Principais Vias de Acesso ao Itapuranga IV Escala: 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 e ir a Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o Chácara das Águas P ará 9663000 Igara pé T aru mã Igara Chácara da Cachoeira 9663000 Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV # e erim 55 o August Av. José 50 60 55 70 65 80 o Loureir 4 Tha L les ourei ro # Chácara das Nascentes rina S outo Chácara do Gigante III Chácara da Lua # Av .P eri m etr al Th ale s # 9661500 rina Sou to Chácara das Estrelas Lo ure i Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 3: Detalhamento das Áreas que Formam o Itapuranga IV ro Chácara do Gigante I 9660750 Chácara do Gigante I - 7,18 ha Chácara do Gigante II - 4,01 ha Chácara do Gigante III - 3,54 ha Chácara das Águas - 5,33 ha Chácara da Cachoeira - 19,61 ha Chácara Aurora - 20,06 ha - 25,83 ha 9662250 Chácara do Sol Chácara da Lua - 26,90 ha Chácara das Estrelas - 32,12 ha Chácara Primavera - 31,45 ha Chácara Verão - 34,94 ha Chácara Outono - 35,28 ha Chácara Flora - 35,16 ha Chácara Inverno - 37,68 ha Chácara das Nascentes - 48,32 ha Depósito T Loureiro LTDA - 8,95 ha Sistema Viário + Diretriz (7 m) - 25,64 ha * * Não considera a área do sistema viário instalado nas Chácaras Lua e das Estrelas sm o Av. Ce Chácara do Gigante II 60 Chácara do Sol Av. C e 9661500 50 0 tral 35 reir o 45 Lou 75 st o iro Aug u .P Av Chácara Primavera o sé e our Av. J 9662250 Chácara Outono 75 iro 70 ure sL ale s Lo Chácara Verão Identificação e Áreas das Chácaras Av .d oT uri Tha le l Th etra etra l Chácara Inverno 65 te Av. Per im Chácara Flora rim Pe Av. an ig Chácara Aurora Av. Areal Souto oG Limite das Chácaras Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) Viário (9 metros) es Loureiro Av. Perimetral Thal Av. Liberalina Loureiro Iga rap éd Legenda Escala: 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental ALCANCE SOCIOECONÔMICO E AMBIENTAL O alcance sócio-ambiental do Condomínio AlphaVille Manaus II é significativo para a região em que será inserido uma vez que está inteiramente adequado aos instrumentos de planejamento da ocupação urbana definido pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano – IMPLURB e legislações vigentes, fato que confere um caráter de sinergia às suas proposições – tanto as ambientais, expressas neste EPIA, quanto às de cunho estrutural e urbanístico expressas no projeto de engenharia. Isto é, o projeto se coloca como instrumento de consolidação das políticas de ocupação determinadas pelo plano diretor do município e, com isso, tem o potencial de garantir a sua parte na manutenção e melhoria da qualidade ambiental da região, planejada nesses documentos técnicos. Além disso, a exemplo do empreendimento Alphaville Graciosa, localizado em Pinhais, Paraná - primeiro do gênero concebido e construído na vigência dessa nova ordem - funcionará como modelo e indutor do planejamento das futuras ocupações que tendem a preencher os espaços urbanizáveis da APA. Isso pode representar a continuidade da consolidação de uma política de ocupação urbana harmonizada com a necessidade de conservação dos recursos naturais abundantes na cidade de Manaus. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL No contexto local, o empreendimento estabelece políticas diferenciadas de ocupação do espaço que resultarão em benefícios para a vizinhança. A preservação e recuperação do ambiente natural – água, flora e fauna – e a dinamização da economia – através da geração de empregos e serviços permanentes – são alguns dos fatores que certamente contribuirão para a melhoria da qualidade de vida da população local, em relação ao uso atual da Gleba Itapuranga IV (ver – Medidas e Programas Ambientais Recomendados). CONFORMIDADE COM AS POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS O Condomínio AlphaVille Manaus II é compatível com as políticas públicas adotadas para ao município de Manaus em que será inserido e para o estado do Amazonas como um todo, pois está em conformidade com o Plano Diretor municipal, com a Lei de Parcelamento do Solo, Lei referente ao Código de Obras, Lei de Uso do Solo e demais dispositivos legais vigentes, contribuindo para a consolidação desses instrumentos de gestão ambiental de acordo com a política adotada pelo município; 10 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental Como medida compensatória prevista, destaca-se a criação de uma Unidade de Conservação localizada dentro da área do Itapuranga, que por sua vez coloca o empreendimento em conformidade com o programa de unidades de conservação como a já criada APA Tarumã/Ponta Negra. Presente ainda a proposta de criação de corredores ecológicos em toda a área propiciando uma ligação dessas áreas até os cursos hídricos, permitindo o acesso à fauna local, é outro projeto que vem de encontro com o programa Corredores Ecológicos da Prefeitura de Manaus. Ainda pode-se citar o programa de monitoramento da qualidade das águas e a contribuição do empreendimento ao programa Proteção do Sauim de Manaus conduzido pela prefeitura, protegendo seu habitat e sua população. ESTIMATIVAS DE DEMANDA Água potável A água do condomínio será proveniente da captação de poços tubulares. Em pontos específicos do condomínio, serão colocados hidrantes. Considerando a ocupação total dos 575 lotes do condomínio a demanda de água será de 661.250 l/dia para as unidades residenciais. Esgotamento Sanitário Estima-se um retorno na forma de efluente de 80% do volume de água fornecida para as diferentes modalidades de uso, resultando num volume estimado de efluentes na ordem de 545.000 l/dia. Este volume será todo tratado dentro do próprio empreendimento através da instalação de uma Estação de Tratamento de Esgoto dentro do condomínio. O efluente tratado será monitorado bimestralmente, conforme o programa de monitoramento ambiental apresentado no item 8, estando assim, em conformidade com a Resolução COMDEMA n° 131, de 07 de dezembro de 2006. Tráfego A análise do Pólo Gerador de Tráfego é formada pelo condomínio residencial formado por 575 unidades onde a geração de tráfego do clube e áreas institucional já está implícita na geração do pólo residencial, pois são atividades internas dos residentes, sendo desprezível a parcela de visitantes. Adota-se neste estudo, uma Geração de Tráfego para o condomínio AlphaVille Manaus II de 523 viagens na hora pico da tarde, sendo 350 viagens chegando e 172 viagens saindo do condomínio. Destaca-se que em relação às vias externas a área crítica de influência do empreendimento sob o ponto de vista do tráfego no sistema viário trata-se da área onde os movimentos de acesso e saída do empreendimento se concentrarão. Nesse caso, o empreendimento apresenta uma localização bastante satisfatória e capaz de pulverizar esse tráfego. O sistema arterial do condomínio tem plena capacidade de atender o fluxo de veículos a ser gerado quando da ocupação máxima da área, sendo atualmente bastante sub-utilizado especialmente a Avenida Cel. Teixeira de acesso direto ao 11 Relatório de Impacto Ambiental empreendimento e com única saída ao aeroporto, gerando um maior volume de tráfego, porém, apenas para quem está localizado no bairro Ponta Negra. ESTUDOS AMBIENTAIS Como esse estudo ambiental envolve dois objetivos sendo o primeiro uma análise ambiental de toda a área do Itapuranga IV onde não há uma definição do tipo de empreendimento que será instalado em algumas de suas glebas e também uma avaliação ambiental para a implantação de um condomínio residencial em duas dessas glebas, foi analisado para cada uma das fases as possíveis interferências do empreendimento sobre as respectivas áreas de influência, sendo observado o grau de intensidade e os principais aspectos urbanísticos, sócio-econômicos e ambientais a estas relacionados. Para melhor compreensão da abrangência do estudo, a figura 05 mostra as áreas de influência definidas. A Área de Influência Indireta (AII) se referem às bacias do Igarapé do Gigante, do Tabatinga e a margem esquerda do Tarumã-Açu. A Área de Influência Direta (AID) se refere à toda a área do Itapuranga IV compreendendo os 402 hectares e a Área Diretamente Afetada (ADA) se refere aos 60,77 hectares que correspondem às chácaras Sol e Verão onde será instalado o condomínio AlphaVille Manaus II. Atualmente toda a região de Ponta Negra, em virtude de ser uma área de grande valorização financeira e de grande valor ambiental, precisa desenvolver projetos que sejam compatíveis com o desenvolvimento da região e a manutenção desses aspectos ambientais especialmente relacionados à proteção da ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II fauna, à preservação da flora e à qualidade dos igarapés e das áreas de nascentes. Dessa forma torna-se importante a realização do Plano de Manejo da APA Tarumã/Ponta Negra, cujas premissas ambientais poderão ser extraídas deste estudo uma vez que o mesmo abrangeu toda a área do Itapuranga que está integralmente inserto na APA. Nesse contexto, o Condomínio residencial a ser instalado está disciplinado pelas determinações contidas dentro do zoneamento da cidade uma vez que ainda não existe um zoneamento específico para a APA. O diagnóstico socioeconômico demonstra que a região pode se tornar vulnerável à ocupação descontrolada que reverte em prejuízo ao equilíbrio ambiental. Cuidados especiais em relação à ações ambientais devem ser realizadas nas comunidades ribeirinhas e flutuantes uma vez que são totalmente desprovidas de infra-estrutura básica especailmente saneamento. Considerando essa situação e a tendência de urbanização de todo o entorno, a implantação do condomínio levando em consideração os parâmetros de ocupação é um exemplo dinâmico de que a ocupação orientada da região – não só obediente aos dispositivos que a disciplinam, como também inserindo outros mecanismos de conservação - resulta em melhoria ambiental para a região. Em primeiro lugar, por garantir a preservação de todos os ambientes protegidos por lei, especialmente as áreas de preservação permanente, as nascentes e os remanescentes florestais significativos, os quais garantem a sustentabilidade dos recursos hídricos e, em segundo, por possibilitar a preservação de uma área de 35,11 hecatres dentro da área do Itapuranga em ambiente rico em água, que servirá como abrigo da fauna local. 12 Relatório de Impacto Ambiental Assim, no plano do ambiente natural e macro-regional não há dúvidas de que empreendimentos planejados em geral tendem a figurar como elementos de consolidação da ocupação orientada e ambientalmente sustentável de áreas urbanas sujeitas à pressão urbana. E isso é um fator de extrema importância quando se compara essa possibilidade com os estragos ambientais causados pela ocupação desordenada. Como esse caráter positivo de ocupação ordenada dos espaços urbanos é evidente no caso do Condomínio AlphaVille, que os elementos ambientais estudados no diagnóstico restringem a magnitude dos impactos negativos em geral ao perímetro do empreendimento e seu entorno, e os relacionam, maiormente, à fase de construção (ver item a seguir, Prognóstico Ambiental). ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II ambiente regional e a inserção do empreendimento, não obstante os impactos inerentes. Entretanto, para que isso resulte numa alternativa positiva em relação ao processo de ocupação desordenada que tende a se estabelecer na região, é necessário atender a todas as premissas técnicas e ambientais descritas nos capítulos a seguir, que relacionam os impactos ambientais do empreendimento – positivos e negativos – e as ações requeridas para que a sua inserção seja benéfica ao ambiente regional. No meio físico, o potencial erosivo de alguns solos, identificado nos estudos geológicos e pedológicos, é fator determinante para a geração de impactos localizados que afetariam os recursos hídricos, os quais requerem medidas adequadas para prevenção, mitigação e controle. Na mesma condição, de acordo com os estudos hidrogeológicos, estão as águas subterrâneas. Em alguns casos, relacionados ao tipo de solo e ao relevo, há fatores limitantes para a adoção de fossas sépticas como técnica de saneamento, fato porem que não preocupa a área do empreendimento AlphaVille, visto que o mesmo terá a implantação de um sistema de tratamento de esgoto de elevada eficiência. Todos os casos admitem solução nas etapas de planejamento e construção do empreendimento, associando técnicas ambientais a medidas simples de engenharia. A conclusão tácita que parte da compreensão do diagnóstico ambiental - aqui resumido aos elementos mais significativos - é de que existe perfeita compatibilidade entre o 13 825000 750000 N 9670000 9670000 9665000 9665000 825000 900000 N 9750000 9750000 9675000 9675000 750000 825000 900000 Legenda 10 Limite da Área de Influência Indireta (AII) Socioeconômico - Manaus / AM Limite da Área de Influência Indireta (AII) Meio Físico e Biótico - Bacias do Gigante, Tabatinga e margem esquerda do Tarumã-açu 0 10 Quilometros Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 5: 9660000 9660000 Delimitação das Áreas de Influência do Estudo Legenda Limite da Área Diretamente Afetada (ADA) AlphaVille Manaus II Escala: Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Limite da Área de Influência Direta (AID) Itapuranga IV Limite da Área de Influência Indireta (AII) meio físico e biótico: 500 0 Bacia do Gigante Bacia do Tabatinga Margem Esquerda da Bacia do Tarumã-açu Vide Mapas Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: 500 Metros Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 825000 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II ESTUDOS AMBIENTAIS – Elementos Físicos Elementos físicos, nos estudos ambientais, podem ser definidos simplificadamente como aqueles inertes do ponto de vista biológico. São representados pelas rochas, minérios, solos, água e incluem os fatores climáticos. Apesar de não terem vida, são os elementos físicos que dão sustentação a todas as atividades biológicas da Terra e o seu estudo é a base para a compreensão da ecologia como um todo. GEOLOGIA Na sua quase totalidade, a área do Loteamento Itapuranga IV é constituído por uma densa cobertura de alteração, representados principalmente por lateritos imaturos autóctones, que além de uma cobertura composta por solo amarelo arenoargiloso, possui um horizonte ferruginoso (figura 06), formado por nódulos, concreções, esferóides e fragmentos compostos de oxihidróxidos de ferro em matriz argilosa a terrosa. Tais constituintes são cimentados por material gibsítico-caulinítico. Já o horizonte argiloso, localizado logo abaixo do horizonte ferruginoso, em contato quase abrupto, é constituído principalmente de argilominerais e apresentam feições, como a zona mosqueada e zona saprolítica, estritamente relacionadas com a natureza da rocha mãe, aqui representada pelo arenito “Manaus” da Formação Alter do Chão. Figura 06 – Exposição da cobertura laterítica mais superficial seguido de horizonte ferruginoso. A área do AlphaVille manaus II apresenta a mesma constituição por coberturas laterítica, muito pronunciada. São observadas crostas lateríticas que se encontram normalmente no topo, em geral na forma de rocha dura e densa, muitas vezes magnética, de coloração marrom-avermelhada, e são constituídas por agregados de nódulos, concreções e esferóides vermelhos de oxi-hidróxidos de ferro, cimentados por fosfatos e/ou hidróxido de alumínio, brancos e amarelos, originando um material tipo conglomerático. E graças ao clima amazônico, essas crostas ferruginosas encontram-se em via de intemperismo e assim recoberta por latossolos areno-argilosos autóctones e alóctones. A figura 07 apresenta o mapa da geologia local estudada. 15 821250 822000 822750 823500 824250 N Perfil 1 P Aug u st o .P Av 55 Av. José 50 55 70 60 #Y Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) Viário iro o Loure August 4 Geologia #Y Tha L les 35 ourei ro #Y 50 9662250 Legenda 0 tral #Y e erim Sondagem 1 reir o 45 Lou 60 iro o sé e our Av. J 9662250 65 iro 80 ure sL ale s Lo 9663000 l Th etra Tha le 70 te etra l Av. Liberalina Loureiro an Av. Per im Hor. Argiloso rim Pe Av. ig 1,5m Loureiro Av. Areal Souto oG es Av. Perimetral Thal Cobertura Hor. Ferruginoso 65 #Y Iga rap éd 50cm 70cm 75 pé C h ic o ará 9663000 Igara pé T aru mã Igara 75 u -a ç #Y Av. C e 9661500 rina S outo #Y 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce .P eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 7: ro Geologia do Itapuranga IV Perfil 2 9660750 Pontos Amostrados Lineações Cobertura Lateritica Depósitos colúvio-aluvionares Formação Alter do Chão #Y 50cm 70cm Escala: Cobertura Hor. Ferruginoso 9660750 Hor. Argiloso 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: 3,0m 100 Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental GEOTECNIA A metodologia de mapeamento compreendeu uma série de documentos gráficos que juntamente com trabalhos de campo e novos dados geotécnicos, forneceram a equipe técnica os conhecimentos prévios para a área, importante na implementação e gestão das diversas atividades antrópicas que utilizam os componentes do meio físico local como base, a fim de contribuir para gestão e subsídio das ações de planejamento e implantações de obras de engenharia na área em estudo. Ressalta-se que a sondagem geotécnica tem grande importância para verificação e detalhamento dos terrenos e é por isso que esta deve ser detalhada nos locais de futuros empreendimentos. Sabendo dessa importância, a sondagem foi realizada em toda a área do Itapuranga IV para caracterização total da área e estudos mais específicos foram realizados na área onde será instalado o AlphaVille Manaus II. Essa medida também deverá ser adotada nos processos de licenciamento de futuros empreendimentos no Itapuranga IV como uma das condicionantes à construção de estações de tratamento de esgoto e poços de abastecimento de água. GEOMORFOLOGIA ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II no divisor de dois contribuintes do Tarumã-Açu, sendo o Igarapé do Gigante e do Chico Pará. Dentro deste contexto geomorfológico, o segmento com a rede de drenagem alimentadora do Tarumã-Açu configura um platô com altitudes que variam de 29 metros para 87 metros e o relevo se mostra plano a suavemente ondulado. Já para as porções de terreno com as nascentes e cabeceiras de drenagem que afluem para o Igarapé do Gigante, a configuração morfológica mostra um relevo plano com vertentes longas. Já o Tabatinga que drena uma pequena parte da área do Itapuranga, a distância altimétrica é bem maior (das nascentes até a foz) apresentando maior declividade e comprimento de rampas mais curtos. Já a bacia do Chico Pará se assemelha muito ao Gigante com relevo mais plano e vertentes longas. A declividade e a forma das vertentes constituem os principais fatores que condicionam o potencial de erosão. A associação destes fatores caracteriza as particulares de escoamento das águas superficiais, determinando a necessidade de adoção de técnicas e procedimentos conservacionistas específicos quanto ao uso e manejo do solo. O mapa de declividades (figura 08) mostra que em toda a área do Itapuranga, o relevo é plano a suavemente ondulado e as declividades são baixas, variando entre 0 a 8% representando cerca de 78,28% da área total, já as chácaras onde será construído o AlphaVille Manaus II apresentam cerca de 97% de toda a área com declive de 0-8% conforme figura 09. O Itapuranga está posicionado no divisor de 3 contribuintes do Igarapé do Tarumã-Açu, ou seja, o Gigante que é afluente direto, o Igarapé do Chico Pará que também é afluente direto e o Igarapé Tabatinga. Já a área do empreendimento está posicionada 17 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o P ará Aug u st o .P Av reir o 45 Lou 50 55 60 50 55 70 60 Limite da Área do AlphaVille Manaus II 9662250 o Loureir Classes de Declividade 0-3% 3-8% 8 - 20 % 20 - 30 % 30 - 45 % * > 45 % 0 4 tral Tha L les ourei ro 35 Relevo montanhoso ** 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri eri m Relevo forte ondulado rina S outo 9661500 .P Relevo plano Relevo suave ondulado Relevo ondulado * Acima do limite para parcelamento do solo estipulado pela Lei Federal n° 6.766 de 19 de dezembro de 1.979 ** Compreende as taludes do sistema viário Av. C e Av Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) Viário EMBRAPA, 1999 e erim o August Av. José iro o sé e our Av. J 9662250 Legenda 65 iro 80 ure sL ale s Lo l Th etra Tha le 75 te etra l 70 an Av. Per im rim Pe Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro 75 es Av. Perimetral Thal 65 Iga rap éd 9663000 Av. Liberalina Loureiro 9663000 Igara pé T aru mã Igara etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 8: Mapa de Classes de Declividade do Itapuranga IV ro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 822500 Igara 823000 pé C h i c o P ar 823500 N á s Av. Perimetral Thale Loureiro Av. Areal Souto ales Lou reir o Av. J o sé Aug u Legenda st o Lou Limite da Área do AlphaVille Manaus II Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) Viário 45 l Th 40 Av. Per ime tra Av. Liberalina Loureiro 9662500 9662500 reir o Classes de Declividade - Fins Urbanísticos Av. C e 9662000 rina S outo Av. Jos é 0 - 10 % 10 - 15 % 15 - 30 % ir o o Loure August 9662000 4 0 .P Av erim l etra l Tha Cliente: o es L ALPHAVILLE URBANISMO S.A. ureiro Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 9: Iga ra pé do G Mapa de Classes de Declividade do AlphaVille Manaus II iga n Escala: 100 te 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: 9661500 9661500 Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 822500 823000 823500 Relatório de Impacto Ambiental SOLOS A avaliação das características dos solos em áreas de loteamentos urbanos, bem como sua distribuição na paisagem, fornece subsídios e diretrizes importantes para o planejamento e operacionalização das obras e implantação da infra-estrutura necessária (pavimentação, galerias de água, esgoto e pluvial) permitindo compatibilizar o empreendimento com a aptidão dos recursos naturais do local selecionado para sua implantação. Pode ainda contribuir para ações futuras visando a revegetação da área e controle mais efetivo de processos erosivos, bastante comuns nesses empreendimentos. Na delimitação das unidades compostas, também denominadas de associações, procurou-se agrupar prioritariamente as unidades cujas características de maior relevância do ponto de vista do potencial da gleba para implantação do loteamento fossem semelhantes, permitindo assim que as recomendações para projeto, ocupação e manejo durante a implantação e operação atendesse favoravelmente a todas as unidades. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Latossolo Amarelo estar dividida em duas classes (1 e 2), ambos apresentam uma elevada erodibilidade, necessitando de obras conservacionistas nas fases de implantação de projetos, principalmente nas porções mais declivosas. Deve-se evitar a exposição direta do solo aos fatores climáticos, procurando sempre manter uma camada vegetal. Para minimizar os efeitos erosivos e de degradação do solo e meio ambiente, recomenda-se para o projeto do empreendimento as seguintes medidas preventivas: • Evitar que o arruamento seja instalado no sentido do escorrimento superficial; • Todos os projetos, inclusive o urbanístico deve acompanhar a topografia do terreno; • Caso seja necessário à instalação de rua no sentido do escorrimento superficial, instalar obstáculos ou fazer as ruas de forma desencontrada com o intuito de reduzir a energia da água; • Evitar deixar o solo descoberto, ou seja, sem uma camada vegetal e a serrapilheira. Tendo em vista estas observações, foram delimitadas as seguintes classes de solos de ocorrência na área: Solos Neossolo Quartzarênico Solos Latossolo Amarelo 1 e 2 São solos constituídos de material mineral, não hidromórficos. profundos, com textura argilosa ao longo do perfil. Sua litologia de origem esta inserida no Grupo Barreiras. É caracterizado pela sua coloração amarelada. Apesar de a unidade Apresenta duas unidades uma denominada de Ortico sendo constituído por material mineral, pouco espesso representado por solos profundos (> 1,20 m) e arenosos no decorrer de todo o perfil. São solos com boa aptidão a urbanização mesmo tendo uma capacidade de suporte inferior aos Latossolos Amarelos. Já a segunda unidade denominada Hidromórfica, apresente textura 20 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II arenosa, são essencialmente quartzosos, ausência de materiais primários alteráveis (menor resistência ao intemperismo) e apresnetam hidromorfismo. Presença de lençol freático elevado durante todo o ano, está localizada e relevo plano, por onde drenam os igarapés. Por se tratarem de solos muito porosos e excessivamente drenados, em alguns pontos desta unidade é possível se evidenciar sumidouros, por onde os igarapés drenam por poucos metros. São áreas prioritárias a preservação por contemplarem os igarapés e pela elevada fragilidade ambiental Solos Antropossolos São áreas que sofreram intervenção antrópica através da adição ou remoção de material mineral, acarretando em volumes pedológicos com características muito distintas dos solos originais. Neste estudo foram levantadas porções onde houve a remoção de camadas, como caixas de empréstimo e obras de terraplanagem para nivelamento do terreno; e adição de material como aterro para a instalação de edificações e sistema viário. O sistema viário se destaca por estar inserida em ambas a situação. Estas áreas têm elevada erodibilidade pelas suas características físicas e por se encontrarem desprovidas de cobertura vegetal. Figura 10 - Terraços de absorção instalados no sistema viário para contenção de enxurrada A distribuição das unidades de mapeamento aqui descritas pode ser visualizada na figura 11 Mapa de solos. 21 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o P ará Aug u st o .P Av reir o 45 Lou 50 55 60 e erim o August Av. José 50 60 55 70 iro o sé e our Av. J 9662250 Classes de Solos 9662250 65 iro 80 ure sL ale s Lo l Th etra Tha le Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área deo Itapuranga IV Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) 75 te etra l 70 an Av. Per im rim Pe Av. ig Legenda Av. Areal Souto oG Loureiro 75 es Av. Perimetral Thal 65 Iga rap éd 9663000 Av. Liberalina Loureiro 9663000 Igara pé T aru mã Igara o Loureir LAd1 - Latossolo Amarelo Distrófico típico A Moderado textura argilosa fase Floresta Ombrófila aberta com palmeiras e transição para campinara relevo suave ondulado a ondulado sedimentos argilosos - Grupo Barreiras LAd2 - Latossolo Amarelo Distrófico.petroplíntico A Moderado textura argilosa fase Floresta Ombrófila aberta com palmeiras relevo forte ondulado a montanhoso sedimentos argilosos - Grupo Barreiras RQo - Neossolo Quartzarenico Órtico típico A Moderado Fase Floresta Ombrófila aberta com palmeiras e transição para campinara relevo plano sedimentos arenosos - Grupo Barreiras RQg - Neossolo Quartzarenico Hidromórfico típico A húmico fase Mata Aluvial relevo plano sedimentos arenosos - Grupo Barreiras TT1 - Antropossolo Sômico Mésclico Homogênico Distrófico TT2 - Antropossolo Decapítico Parciálico Tb Distrófico TT3 - Associação Antropossolo Sômico Mésclico Homogênico Distrófico + Antropossolo Decapítico Parciálico Tb Distrófico 0 4 tral Tha L les ourei ro 35 Av. C e rina S outo 9661500 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce .P eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av LAd1 LAd2 RQo RQg TT1 TT2 TT3 etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 11: Mapa do Levantamento Pedológico Semi-detalhado do Itapuranga IV ro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental RECURSOS HÍDRICOS O Itapuranga IV localiza-se sobre três bacias hidrográficas, a bacia hidrográfica do igarapé do Gigante (afluente do Tarumãaçu) em sua maior porção, a margem direita da bacia hidrográfica do igarapé Tarumã-Açu e uma pequena porção sobre a bacia hidrográfica do Tabatinga. O principal curso d’água formador da bacia do tarumã-Açu é o rio Tarumã, que é o primeiro tributário da margem esquerda do rio Negro, situado a montante da cidade de Manaus. O igarapé do Tarumã-Açu (Figura 12), que em seu trecho inferior corresponde ao limite ocidental da área urbana, apresenta diversos afluentes de sua margem esquerda nascendo na Reserva Ducke e percorrendo as Zonas Norte e Oeste de Manaus. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II A bacia do Gigante (figura 13) de menor magnitude apresenta melhores índices de qualidade de água já que não está inserida nas áreas de maior densidade populacional. A maior parte do Itapuranga está inserida nesta bacia e por isso ela é de suma importância para a expansão urbana sofrendo constantemente com o acréscimo da população residente em suas margens de forma irregular. Porém, um fator importante de degradação pode ser localizado próximo à foz do igarapé do Gigante antes de desembocar no Igarapé Taruma-Açu, pois recebe grande contribuição de efluentes não tratados ou com baixo nível de eficiência de tratamento dos grandes prédios localizados às margens do rio Negro, ao longo da Avenida Ponta Negra. Figura 13 – Marina do Davi onde se observa população residente, embarcações e comércio. Figura 12 - Vista Geral do Igarapé do Tarumã-Açu próxima da área de estudo. Início do período de chuvas (outubro de 2006). O igarapé do gigante tem suas cabeceiras mais expressivas localizadas na porção sul do Aeroporto Internacional de Manaus, formando o Igarapé do Aeroporto, dando origem, no interior da UES Lírio do Vale, ao Igarapé da Redenção. Ainda nesta unidade de estruturação urbana, o igarapé se une a outro que vem do 23 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II sentido sudeste formando o igarapé do Gigante, que após a passagem sob a Av. do Turismo, define o limite sul da gleba Itapuranga IV. Figura 15 – Igarapé do Tabatinga. Figura 14 – Outro trecho do Igarapé do Gigante. O Itapuranga tem um pequeno trecho na sua porção mais leste pertencente a bacia do tabatinga (figura 15), tendo maior importância para a expansão urbana ao limite leste da gleba. Assim como grande parte dos igarapés da cidade de Manaus, este sofre com habitações irregulares, despejo de esgotos e lixo de forma inadequada, bem como utilização de suas águas sem prévio tratamento para lançamento dentro do curso hídrico. Nessa pequena porção da bacia ocorre apenas uma nascente está inserida no interior da gleba. Em relação à área do Itapuranga (que compreende a área do empreendimento AlphaVille Manaus II) é possível verificar que a área é drenada por oito igarapés, dos quais apenas cinco têm início em seu interior. Dentre as nascentes no interior do Itapuranga, foram contabilizadas sete, onde cinco drenam para o Igarapé do Gigante, uma drena para o Chico Pará e a outra para a Bacia do Tabatinga. Existem duas nascentes fora da AID cujas áreas de preservação permanente podem interferir nesta área. Quanto ao seu grau de degradação, em geral os igarapés se mostram bastante preservados, a exceção de alguns pontos onde se percebe trechos assoreados especialmente próximos as vias internas ao Itapuranga IV e alguns acessos pela marina do Davi inferindo diretamente na qualidade da vegetação de APP do igarapé do Gigante. A malha hídrica influenciada pela área do Itapuranga, é representada na figura 16. 24 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o P ará ig an # ð te 65 55 70 65 9662250 75 70 45 50 60 80 60 # 9662250 75 # Legenda # 4 0 35 # # # ð oG 50 Iga rap éd 9663000 55 9663000 Igara pé T aru mã Igara 9661500 # 9661500 Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Corpos Hídricos Permanentemente Irrigados Nascentes Permanentes Corpos Hídricos Intermitentes (Sazonais) Corpos Hídricos Intermitentes (Sazonais) Planialtimetria (eq. 1 m) Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 16: Recursos Hídricos do Itapuranga IV e do AlphaVille Manaus II Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental O estudo dos recursos hídricos e a avaliação da qualidade da água do Itapuranga IV foram realizados considerando as redes de drenagem identificadas e a influência do empreendimento que será construído sobre elas, além das demais áreas no entorno que possam vir a influenciar sobre sua dinâmica e qualidade da água. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Previdenciário, presença de resíduos e um trecho retificado do rio (figura 18 e 19). A Figura 17 apresenta os recursos hídricos e as suas respectivas bacias de drenagem. Foi evidenciado na gleba Itapuranga IV um total de 11 bacias, dentre as quais: 1. Uma porção drenando para a Bacia do Tabatinga; 2. Uma porção drenando para a Bacia do Chico-Pará; 3. Duas porções que drenam para a Av. do Turismo, a qual drena para o Igarapé do Gigante; Figura 18 – Presença de lixo as margens do Igarapé 4. Quatro porções que drenam diretamente para o Igarapé do Gigante; e 5. Três bacias de menor ordem totalmente inseridas dentro do Itapuranga IV que drenam para o Igarapé do Gigante. 1. O Itapuranga tem uma pequena porção de sua área, localizada a leste, inserida na bacia do Tabatinga. O curso hídrico responsável pela drenagem desta área tem duas nascentes, uma inserida na dentro e outra fora do Itapuranga. A nascente localizada no interior encontra-se com sua Área de Preservação Permanente, devidamente preservada. No trecho localizado fora da área de estudo, evidenciaram-se algumas porções degradadas: a montante do Itapuranga uma área descampada com vegetação de APP degradada e na jusante, lateralmente ao Clube Figura 19 – Trecho retificado do igarapé para instalação de piscinas 26 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II 2. Já a porção norte do Itapuranga drena para a bacia do Chico Pará, afluente da margem esquerda do Tarumã-Açu. Quanto ao Igarapé do Chico Pará, suas margens encontram-se preservadas (figura 20) na porção norte onde existe um traçado viário inacabado o qual passa pelo igarapé. Figura 21 – Galeria pluvial do empreendimento imobiliário na AII drenando para o Igarapé Chico Pará no Itapuranga IV Figura 20 – Margem do Igarapé Chico Pará com sua respectiva Área de Preservação Permanente 3. A água proveniente de chuva vinda das duas porções que drenam a Avenida do Turismo somada àquelas coletadas pelo sistema de drenagem pluvial da avenida (figura 22) são conduzidas e lançadas próxima a ponte sob o Igarapé do Gigante (figura 23). No entorno imediato do Itapuranga em sua porção norte se verificou a instalação de outros empreendimentos imobiliários cuja galeria pluvial drena para o interior do Itapuranga IV (figura 21), que em períodos chuvosos carrega sedimentos para o Igarapé causando o seu assoreamento. Figura 22 – Galeria pluvial da Av. do Turismo 27 Relatório de Impacto Ambiental Figura 23 – Ponto de lançamento da enxurrada coletada e conduzida pelas galerias pluviais da Av. do Turismo no Igarapé do Gigante 4. Outras quatro porções drenam diretamente para o Igarapé do Gigante e estão integralmente localizadas dentro do Itapuranga IV, sem antes ser captada por nenhum outro curso hídrico, a exceção das áreas que drenam para a Av. do Turismo descritas isoladamente no item anterior. O nível do igarapé está condicionado ao regime pluviométrico do período, variando rapidamente em função da intensidade e freqüência das chuvas. Por ser um Igarapé que limita áreas residenciais, sofre influência de todo o entorno através do recebimento de esgotos domésticos. Portanto, há impactos negativos e degradação ambiental associado à presença de resíduos sólidos (figura 24), formação de espumas nos pontos de maior correnteza (figura 4.93). Durante o período de cheias em Manaus, ocorre grande elevação do nível de águas dos igarapés, incluindo o Gigante o que provoca o arraste de resíduos do entorno e da marina para a área do Itapuranga IV. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Figura 24 – Resíduos sólidos arrastados nas cheias do Igarapé do Gigante e depositados na área do Itapuranga IV. Figura 25 – Formação de espuma no Igarapé do Gigante, inferindo a contaminação da água a montante do Itapuranga IV. O Igarapé do Gigante percorre um trecho de aproximadamente 3900 metros de influência lindeira e por onde determina o limite sul a oeste da gleba Itapuranga IV. 28 Relatório de Impacto Ambiental 5. Três bacias de menor ordem totalmente inseridas dentro do Itapuranga IV drenam para o Igarapé do Gigante. Para melhor entendimento criou-se a seguinte nomenclatura: bacia do gigante porção 1 (norte); bacia do gigante porção 2 (central) e bacia do gigante porção 3 (sul). A porção 1 possui uma extensão de aproximadamente 800 metros e tem início (nascente) na Chácara Verão, cortando posteriormente as Chácaras Aurora e Flora. Entre as Chácaras Flora e Primavera existe uma pequena queda d’água (figura 26), com aproximadamente 2 metros de origem escultural, ou seja, o fluxo hídrico em um determinado período esculpiu esta formação (erosão geológica). Este igarapé tem uma baixa densidade de drenagem, a distancia média percorrida pela enxurrada até encontrar o igarapé é de aproximadamente 300 m. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Nascentes, Outono, Verão, do Sol, Primavera, Gigante III, da Lua e Inverno. Após a junção das águas das três nascentes, o trajeto percorrido pelo igarapé até a passagem sob a Av. Liberalina Loureiro (Chácara das Nascentes) apresenta sua área de preservação permanente sem vestígios de antropização, ou seja, em bom estado de conservação (figura 27). No Interior da Chácara do Sol, o igarapé e sua respectiva área de preservação permanente se apresentam bastante preservados. Figura 27 – Aspecto geral da área de preservação permanente na Chácara das Nascentes Figura 26 – Queda d’água localizada entre as Chácaras Flora e Primavera A porção 2 é a de maior extensão com aproximadamente 1560 metros. É formado pelas águas de três nascentes, todas localizadas na Chácara das Nascentes. Sua bacia drena uma superfície de 87,46 ha (21,76%) dentro do Itapuranga e é responsável por drenar parte de 8 Chácaras, dentre elas: das A porção 3 é responsável por drenar parte das chácaras da Lua, das Estrelas, das Nascentes, do Sol e as do Gigante II e III. Ocupa uma área de 51,23 ha (12,74%). O canal, com extensão aproximada de 450 m, que drena esta bacia, tem sua nascente na Chácara da Lua (figura 28). 29 Relatório de Impacto Ambiental Figura 28 – Nascente no interior da Chácara da Lua Durante a vistoria de campo, um evento pluviométrico foi evidenciado em canais de drenagem natural, a montante da nascente, com elevado escorrimento superficial, não caracterizando cursos hídricos. No entanto este escorrimento vem a contribuir para o aumento de vazão, da capacidade e competência de transporte de sedimentos do igarapé (figura 29). ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Figura 29 – Enxurrada evidenciada no igarapé entre as Chácaras do Gigante II e III em período chuvoso Este igarapé tem como característica a baixa densidade de drenagem, tendo uma distância média percorrida pela enxurrada até o canal de aproximadamente 570 metros. 30 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o P ará Aug u st o .P Av reir o 45 Lou 50 55 60 e erim o August Av. José 50 Legenda 60 55 70 iro o sé e our Av. J 9662250 9662250 65 iro 80 ure sL ale s Lo l Th etra Tha le 75 te etra l 70 an Av. Per im rim Pe Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro 75 es Av. Perimetral Thal 65 Iga rap éd 9663000 Av. Liberalina Loureiro 9663000 Igara pé T aru mã Igara o Loureir Bacias de Drenagem Bacia do Tabatinga Bacia do Chico Pará Bacia que drena para a Av. do Turismo Bacia que drena diretamente para o Igarapé do Gigante Bacia do Giganta - Igarapé 1 Bacia do Giganta - Igarapé 2 Bacia do Giganta - Igarapé 3 0 4 tral Tha L les ourei ro 35 Av. C e rina S outo 9661500 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce .P eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área deo Itapuranga IV Corpos hídricos permanentemente irrigados Corpo hídrico intermitente (sazonal) Planialtimetria (eq. 1 m) Viário Sentido do fluxo hídrico superficial etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 17: ro Escala: 9660750 9660750 Mapa de Caracterização das Bacias de Drenagem 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental QUALIDADE DOS CORPOS DE ÁGUA O termo qualidade da água é usado para descrever as características químicas, físicas e biológicas da água. Através da análise destas características é verificado se a qualidade da água é adequada ao uso para o qual foi designada, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela legislação pertinente. Em uma bacia hidrográfica, a qualidade da água é influenciada pelas atividades humanas, uso do solo e da água; e por fatores naturais, como o clima e a geologia. A qualidade da água é, portanto, um indicativo da qualidade ambiental da bacia. Para caracterizar a qualidade da água das bacias em que o Itapuranga IV está inserido foram considerados 17 pontos amostrais entre montante, jusante e nascentes, conforme pode ser verificado no mapa de localização e identificação dos pontos de coleta de água através da Figura 30. A verificação do padrão de qualidade dos corpos de água é necessária para identificação da influência do uso atual do solo sobre a qualidade da água, pois servirão de parâmetro inicial de análise e poderão identificar variações na composição físicoquímica e biológica dos corpos de água durante as obras de instalação do empreendimento e ao longo de sua operação, quando se mostrar necessário um monitoramento específico. A amostragem foi analisada pelo laboratório Chemyka Consultoria Química Ltda, onde foram realizados os principais parâmetros físico-químicos e biológicos preconizados pela resolução n° 357/05 do CONAMA para água doce Classe 2. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Para as 17 análises efetuadas os valores mais significativos que não atendem a resolução referem-se à pH das amostras nº 1, 3, 6 e 8 onde foram coletadas em áreas de nascente e nas amostragens 2, 4, 7 e 9; o OD em todas as amostragens; o fósforo em todas as amostragens à exceção do ponto 5; óleos e graxas aparecendo em todas as coletas e sulfetos também em todas as análises. Os valores acima do padrão CONAMA do parâmetro pH acusando uma água levemente ácida podem ser consideradas normais, pois é uma característica dos rios de águas escuras da Amazônia devido à influência da vegetação, pelos solos, pela matéria orgânica e das formações cristalinas pobres em cátions característicos do local. Essas alterações no pH advêm da presença de ácidos carbônicos e húmicos dissolvidos. O parâmetro fósforo total indicou presença desse elemento em todas as amostras acima do permitido pela resolução, a exceção do ponto 5 (jusante do Igarapé 2) onde esteve abaixo do limite de detecção. Apesar dos teores de fósforo estar acima do permitido, o risco de ocorrer a eutrofização das águas é muito baixo, pois o ambiente característico proporciona menor insolação sobre os cursos d’água evitando a proliferação de algas e no mais, com o regime de chuvas (alto índice pluviométrico) a dinâmica desses igarapés é bastante intensa havendo grande renovação das águas. Oxigênio dissolvido (OD) em água é requerido para determinar a respiração dos microorganismos aeróbios e de todas as outras formas de vida aeróbias. O OD indica se estão ocorrendo lançamentos significativos de materiais orgânicos, como dejetos humanos ou de animais, inferindo na qualidade do rio. Neste caso 32 Relatório de Impacto Ambiental todas as amostras dos Igarapés do Itapuranga IV indicam que o Oxigênio está sendo consumido por reações bioquímicas indesejáveis diminuindo as condições adequadas para o desenvolvimento da fauna. Estes valores eram esperados devido à alta quantidade de matéria orgânica (microrganismos) originária da biomassa das margens e nos próprios leitos dos Igarapés que influenciam fortemente a quantidade de oxigênio dissolvido nas águas além das altas temperaturas observadas que aumenta a atividade microbiana, podendo reduzir drasticamente o índice de OD e limitar a sobrevivência das espécies mais sensíveis. Outra influência está na presença de óleos e graxas que impedem a troca do oxigênio entre a água e a atmosfera. Para o Igarapé 1 (ponto 10 a jusante) o valor é muito próximo ao preconizado pela legislação ficando em 4,8 mg/L, um pouco abaixo do mínimo estabelecido. Os óleos e graxas são substâncias orgânicas de origem mineral, vegetal ou animal. São raramente encontrados em águas naturais, normalmente oriundos de despejos e resíduos industriais, esgotos domésticos, postos de gasolina, estradas e vias públicas. Embora não exista limite estabelecido para esse parâmetro na legislação brasileira (Resolução CONAMA n° 357/05), há a recomendação de que, para águas de classe 2, os óleos e graxas sejam virtualmente ausentes. Os igarapés analisados apresentam valores de concentração para esse parâmetro levemente alterado, no entanto abaixo ou próximo a 1 ml/L. Esses elementos são raramente encontrados em cursos d’água naturais pois são característicos de ação antropogênica e estão relacionados a dificuldade das trocas gasosas. O sulfeto de hidrogênio é um gás incolor com odor de ovo podre tendo sua origem em depósitos de peixe, vulcanização e ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II esgotos. Concentrações acima de 100 ppm causam paralisia olfativa e pode ser fatal acima de 700 ppm. Para o parâmetro sulfeto, todas as amostras coletadas apresentaram valores acima do preconizado pela Resolução CONAMA indicando contaminação das águas de todos os igarapés e nascentes avaliados. O sulfeto identificado nas amostras pode ter sua origem na matéria orgânica presente e vinculado à baixa concentração de OD identificada a partir da uma possível decomposição anaeróbia da matéria orgânica. Mesmo após nova coleta e re-análise das amostras pela empresa contratada, os teores para coliformes totais estiveram ausentes, conforme método analítico laboratorial utilizado indicando que há baixa contaminação com excrementos de animais de sangue quente inclusive o homem. De acordo com sua posição de coleta, é justificável que o resultado de algumas tenha apresentado valor ausente, pois essas coletas se deram em nascentes e área de pouco acesso e praticamente nenhuma urbanização, portanto, é natural que não tenha ocorrido a contaminação especialmente por esgotamento doméstico. Porém, pontos como os de nº 15, 16 e 17 todos localizados no igarapé do Gigante sendo o ponto nº 17 coletado à montante do empreendimento antes mesmo da ponte do igarapé sobre a Avenida do Turismo, certamente recebe contribuições de comunidades próximas. A mesma análise pode ser feita para os pontos 13, 14 e 16 todos coletados no igarapé Tarumã-açu. O ponto 16 recebe contribuições diretas da Marina do Davi e demais aglomerações próximas. Outro fator a ser considerado é que existe uma urbanização bem intensiva na Avenida Ponta Negra e os fundos de todos esses empreendimentos fazem limite com o igarapé do Gigante e o ponto 16 está localizado à jusante de toda essa área, portanto, deveria apresentar um valor de contaminação. 33 Relatório de Impacto Ambiental Uma segunda empresa de análise química de água, Intertek Caleb Brett foi contactada para analisar alguns pontos de mesma localização que a anterior analisando cinco dos 17 pontos de coleta, porém, em período de cheia, seis meses após coleta anterior. Os resultados obtidos nesta avaliação apresentaram variações na qualidade da água em comparação a anterior, incluindo modificações no grupo coliformes totais e fecais. Observando os resultados obtidos nesta avaliação posterior observa-se que foi identificada a presença de coliformes termotolerantes e totais, diferentemente da avaliação anterior. No entanto, mesmo que este grupo de bactérias tenha sido identificado em todas as amostras coletadas, esteve abaixo do limite máximo estabelecido pela Resolução CONAMA nº 357. Apenas a amostra identificada como 16 apresentaram valores de coliformes termotolerantes ligeiramente superiores às demais amostras podendo ser explicada pela proximidade a Marina do Davi, local onde há presença de comunidade ribeirinha, resíduos sólidos e demais despejos inadequados no leito do igarapé do Gigante. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II temperaturas máximas médias, próximas a 30º C comprovando a pequena flutuação das temperaturas ao longo do tempo. A Amazônia possui uma precipitação média de aproximadamente 2.300 – 2.500 mm.ano-1, embora tenham regiões (na fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela) em que o total anual atinge 3.500 mm. O total pluviométrico anual da região de Manaus varia de 1600 a 3000 mm, sendo que a média anual é cerca de 2291,8 mm. O período de chuvas na região Amazônica é compreendido entre Novembro e Março, sendo que o período de seca é entre os meses de Maio e Setembro. O mês de março é o mais chuvoso com 14,5% (332,7 mm) e o de agosto o mais seco com 2,3% (52,4 mm) das precipitações. Os meses de Abril e Outubro são meses de transição entre um regime e outro. No entanto, a precipitação é aproximadamente constante ao longo do ano, com pequeno decréscimo nos meses de seca. CLIMA E CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS O clima caracteriza-se por ser constantemente úmido e típico de florestas tropicais e praticamente sem inverno aonde as temperaturas médias dos meses mais frios raramente chegam abaixo de 18,0°C e o gradiente térmico indica que não existe grande diferenciação entre o verão e o inverno, e a variação anual da temperatura não é superior a 10 °C. A temperatura máxima absoluta obtida foi de 38º C ocorrida no mês de setembro e as Fonte: INMET, 2006. Figura 31 – Índice de precipitação e média mensal da temperatura para a cidade de Manaus. 34 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Assim, é importante que se considere nos projetos executivos das obras de implantação medidas para controle e minimização de processos erosivos, especialmente no período de chuvas. Importante também, que o cronograma de obras acompanhe a sazonalidade da região especialmente para atividades impactantes como a terraplanagem. Além disso, é importante considerar a pluviometria em atividades de condomínio que potencializem o potencial malarigeno da área, dessa forma, é importante o planejamento e o monitoramento de medidas de controle e minimização. Em relação aos ventos as maiores velocidades são observadas nos meses de agosto a novembro, coincidindo com o período de seca e de menor velocidade nos meses de março a maio, meses esses de chuva. Cuidados especiais podem ser necessários para controle da poeira durante as obras de nivelamento e implantação da infraestrutura dos empreendimentos que possam vir a ocupar a área do Itapuranga e obrigatoriamente as chácaras Sol e Verão onde será instalado o AlphaVille Manaus II, que promovem grande movimentação de solo. Vale salientar que implantação de indústrias, estações de tratamento de esgotos ou outras atividades que emitam poluição sonora, material particulado ou outras formas de poluentes no ar podem ser direcionados para o Itapuranga se estas forem instaladas no seu ao quadrante leste da área em estudo. 35 821250 822000 822750 823500 824250 N # 13 # 14 Igara pé C h ic o P ará 9663000 # 12 Aug u st o .P Av reir o 45 Lou e erim Av 50 60 55 70 80 o Loureir 01 Legenda # Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Localização dos pontos de coleta de água (1ª amostragem) Localização dos pontos de coleta de água (2ª amostragem) n. Identificação dos pontos de coleta de água (1ª amostragem) n. Identificação dos pontos de coleta de água (2ª amostragem) Viario Planialtimetria (eq. 1 m) # # # 04 L les ourei ro 9661500 ugusto . José A 4 Tha # 15 55 9662250 0 tral 35 50 60 65 o sé iro # 08 e our Av. J sL ale # 10 # 10 # l Th etra 9662250 ## Tha 09 les Lou reir 09 o 75 te # 16 # 16 etra l 02 70 an Av. Per im rim Pe Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro 75 es Av. Perimetral Thal 65 Iga rap éd Av. Liberalina Loureiro 9663000 Igara pé T aru mã u -a ç # 05 Av. C e #03 rina S outo # 06 Av. Ce 9661500 rina Sou to Cliente: sm o #07 .P eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 30: Mapa de Identificação e Localização dos Pontos de Coleta de Água ro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: 11 ### 17 17 # 11 Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental ESTUDOS AMBIENTAIS – Elementos Bióticos Os elementos bióticos são representados, nos estudos ambientais, pelos organismos vivos da natureza, tanto aqueles que vivem no meio terrestre, como os que vivem no meio aquático. Isto é, os estudos dos elementos bióticos consideram a relação ecológica existente entre a vegetação e os diversos animais, como os mamíferos, as aves, os peixes, etc. Para entender o comportamento dos elementos bióticos é necessário conhecer o meio físico da região e como ocorre ação do homem sobre estes dois meios (antropização). VEGETAÇÃO As principais fisionomias encontradas no local de estudo são: Floresta Ombrófila Densa em Estágio Inicial a Médio de Sucessão Secundária, Floresta Ombrófila Densa em Estágio Inicial de Sucessão Secundária, Áreas de Ecótono Floresta Ombrófila Densa / Floresta de Campinarana, além das Florestas de Igapó. Nessas formações observa-se que a mesma encontra-se em bom estado de conservação, uma vez que já sofreram e vem sofrendo pressões humanas. Já se extraiu as melhores madeiras dentro de um processo seletivo, com isso, a floresta nativa foi fragmentada, transformando a cobertura vegetal num mosaico sem espécies de valor econômico, mais recentemente, o ecossistema florestal vem sofrendo com a forte ação antrópica, principalmente da expansão urbana. Do esforço do mapeamento, portanto, foi possível definir as áreas ocupadas pelos diversos tipos de vegetação citados acima, conforme tabela a seguir, com seus respectivos valores de ocupação, em hectares e em porcentagem (ver distribuição espacial na figura 31 – Mapa da Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Itapuranga IV): ÁREA (ha) ÁREA (%) Floresta Ombrófila Densa (estágio inicial) 42,69 10,62 Floresta Ombrófila Densa (estágio inicial/médio) 147,44 36,68 Floresta de Ecótono (densa e campinarana) 139,17 34,62 Floresta de Igapó 28,11 6,99 Antropismo 20,81 5,18 Arruamento 23,79 5,92 TOTAL 402,00 100 TIPOLOGIA Vegetação do Itapuranga IV Vegetação do AlphaVille Manaus II Floresta Ombrófila Densa (estágio inicial/médio) 36,28 59,71 Floresta de Ecótono (densa e campinarana) 18,99 31,24 Floresta de Igapó 5,31 8,74 Antropismo 0,19 0,31 TOTAL 60,77 100 37 821250 822000 822750 823500 824250 N u -a ç pé C h ic o P ará o sé Aug u st o .P Av reir o 45 Lou 50 55 60 e erim o August Av. José 50 60 Legenda 55 70 iro 9662250 e our Av. J 9662250 65 iro 80 ure sL ale s Lo l Th etra Tha le 75 te etra l 70 an Av. Per im rim Pe Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro 75 es Av. Perimetral Thal 65 Iga rap éd 9663000 Av. Liberalina Loureiro 9663000 Igara pé T aru mã Igara o Loureir Tipologias Vegetais 0 Floresta Ombrófila Densa em Estágio Inicial a Médio de Sucessão Secundária Área de Ecótono Floresta Ombrófila Densa / Campinarana Floresta Ombrófila Densa Aluvial (Florestas de Igapó) Floresta Ombrófila Densa em Estágio Inicial de Sucessão Secundária Antropismo 4 tral Tha L les ourei ro 35 Av. C e rina S outo 9661500 9661500 rina Sou to Cliente: sm o Av. Ce .P eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri Av Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Planialtimetria (eq. 1 m) Viário etr al Th ale s Lo ure i Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 31: Mapa de Cobertura Vegetal ro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Caracterização dos Tipos de Vegetação do Itapuranga e área para instalação do empreendimento removidas anteriormente. Nas porções onde anteriormente existiam tais espécies, observa-se agora uma área em sucessão. Na região existem áreas degradadas e parcelas desmatadas com exposição do solo. A situação do entorno da área sob o estudo encontra-se em sua maior parte urbanizada com paisagens variadas com grandes edifícios e loteamentos residenciais horizontal. Foram ressalvadas transições entre a vegetação de Floresta Ombrófila Densa e a Floresta de Campinarana, com atenção à possível presença de espécies ameaçadas e de importância sócio-econômicas. Para isto, foram realizadas análises do material cartográfico, amostragens de inventários para a determinação da composição florística, bem como, as análises fitossociológicas. Onde foram encontrados apenas alguns indivíduos de Bowdichia nitida (Fabaceae – sucupira, sucupira-verdadeira, sucupira-da-mata), Bertholletia excelsa HBK. (Lecythidaceae – castanheira, castanheira-do-Brasil) e Hevea brasiliensis (Euphorbiaceae – seringueira), que são espécies protegidas por leis. Destaca-se que a vegetação encontrada dentro da área do empreendimento é a mesma caracterizada no Itapuranga, considerando que ela está inserta na área total de 402 hectares, assim o descritivo abaixo, à exceção da área de floresta em estágio inicial também ocorre na área do empreenidmento As principais espécies florestais associadas às florestas são: breu (Protium spp), cauchorona (Naucleopis caloneura), envira (Duguetia sp.), envira-amarela (Guattelia citriodora), envirabobó (Rollinia sp.), faveira (Parkia spp.), ingá (Inga cinnamommea), louro (Ocotea spp.) e maçaranduba (Manilkara sp.). Floresta Ombrófila Densa em estágio inicial de sucessão secundária Figura 32 - Aspecto da borda da Floresta Ombrófila Densa em Estágio Inicial de Sucessão Secundária Essa tipologia florestal está presente em toda a Amazônia Legal. São encontradas áreas de remanescentes florestais primários cujas espécies de valor econômico e madeireiro foram Apesar de tratar-se de um remanescente primário, o mesmo tem características de um ambiente alterado devido a retirada das espécies de valor econômico e madeireiro. Floresta Ombrófila Densa em estágio inicial a médio de sucessão secundária A vegetação secundária que se origina após ação antrópica, é popularmente denominada de capoeira. As capoeiras têm substituído as florestas nativas em taxas crescentes. O dossel da 39 Relatório de Impacto Ambiental capoeira é baixo, em torno de 8 metros de altura, sem estratificação vertical distinta devido à elevada competição por luz e a ausência de espécies com estratégias de sobrevivência em condições de sombreamento, como ocorre nas Florestas Ombrófilas. A chegada de luz até próximo ao solo produz forte concorrência entre os indivíduos produzindo um emaranhado de ervas, cipós e arbustos, dificultando até mesmo o acesso a essas áreas (Figura 33). ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Floresta Ombrófila Densa aluvial – floresta de igapó É uma formação observada nas áreas com influência aluvial, junto aos igarapés. Apresentam uma fitofisionomia de Floresta Ombrófila Densa, com cobertura uniforme e com árvores que emergem no dossel superior (Figura 34). Figura 34 – Aspecto fisionômico da Floresta Ombrófila Densa Aluvial Figura 33 – Aspecto geral da Floresta Secundária em Estágio Inicial a Médio de Sucessão Em toda a região o predomínio vegetacional natural era a de uma floresta primária, no entanto, encontra-se bastante descaracterizada, com as espécies de arbustos conhecidos como imbaúba (Cecropia sp.), lacre (Vismia spp.), tapiririca (Tapiririca guianensis), marupá (Simarouba amara), entre outras, em meio à ocorrência de palmeiras. As espécies mais comuns são: tarumã (Vitex sp.), ipê (Tabebuia sp.), abiurana-da-várzea (Pouteria glomerata) e árvores das famílias botânicas da Caesalpiniaceae e Euphorbiaceae. Antropismo As áreas antrópicas estão representadas por edificações existentes na Chácara das Estrelas e solo exposto localizado nas porções sul, além da presença de um galpão. Além dessas áreas também foram encontradas vias e demais arruamentos, que são utilizadas para trânsito local e de acesso à área. Devido à 40 Relatório de Impacto Ambiental expressividade da área (20,81 ha correspondendo a 5,18% da área total do Itapuranga IV) caracterizou-se separadamente. Cabe destacar que além de objetivar a caracterização da vegetação indicando àquela que será suprimida para a construção do empreendimento AlphaVille Manaus II este trabalho também buscou gerar informações da qualidade vegetacional especialmente para a implantação dos corredores ecológicos e para uma avaliação a posteriori visando a implementação do Plano de Manejo da APA Tarumã/Ponta Negra. O estudo ainda teve um objetivo de grande importância ambiental, pois os dados geraram graus de fragilidade do terreno identificando áreas de elevada fragilidade que proporcionou um melhor planejamento do projeto urbanístico frente à essas áreas de maior importância. FAUNA TERRESTRE O estudo da fauna é necessário para serem traçadas diretrizes, de forma que minimize os impactos sobre a fauna existente em uma área. A zona urbana da cidade de Manaus apresenta diversos fragmentos florestais, áreas verdes remanescentes de floresta nativa, que variam em tamanho e composição de espécies faunísticas e florísticas. Sendo considerados importantes, não apenas do ponto de vista ecológico, mas também, do ponto de vista paisagístico. Os desmatamentos resultantes das atividades humanas que ocorrem na cidade são considerados como grandes ameaças à perda da diversidade biológica local, em conseqüência das ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II modificações de habitats. A gravidade do problema depende do grupo animal. Para aves em geral, o risco é obviamente menor, visto poderem se deslocar entre os fragmentos e escapar dos desmatamentos. Continuam representando normalmente seu papel de dispersor de sementes e muitas espécies se adaptam a vida urbana. Os desmatamentos causados por invasões ou até pela construção civil costumam ser rápidos e não poupam dezenas de ninhos de várias espécies. De acordo com os trabalhos desenvolvidos para esse diagnóstico, os remanescentes dos ambientes existentes na área do Itapuranga ainda permitem, mesmo que exploradas a manutenção da diversidade, pois a ocupação deve ser realizada de forma orientada, sendo essa constatação diferente da tendência esperada de eliminação ou deslocamento de toda a fauna local, dada as alterações do ambiente original. Para os répteis, a situação não é muito diferente. É comum a ocorrência de várias espécies de serpentes, lagartos e do jacarécoroa por toda a cidade. Todos invariavelmente têm seus ninhos destruídos com os desmatamentos. Mesmo assim, animais adultos conseguem se deslocar através dos igarapés, que lhes proporcionam área de escape. A situação sem dúvida é mais grave para os mamíferos. A maioria das espécies não tem como se deslocar entre os fragmentos, ou precisam se expor muito. O isolamento promove nascimentos consangüíneos, acarretando problemas genéticos e provocando redução drástica das populações. Algumas destas espécies estão ameaçadas de extinção como o gato maracajá e o Sauim-de-Coleira. Dessa forma as medidas mitigadoras e compensatórias devem ser consideradas como um dos fatores mais importantes 41 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II nessa porção da cidade em virtude dessa diversidade. Por ser uma área urbana, a ocupação será inevitável, porém, ela deve ocorrer de forma orientada levando em consideração o deslocamento da fauna e áreas intactas de vegetação que abriguem a fauna que se desloca. Mamíferos, aves, répteis e anfíbios Para a área do empreendimento ocorrem preguiça bentinha (Bradypus tridactylus), preguiça real (Cholaepus didactylus), tamanduaí (Cyclopes didactylus) e tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). Essas duas espécies de preguiça são muito abundantes na área, pois são vistas com muita freqüência (Figura 35). Também foi registrada a mucura (Didelphis marsupialis) (Figura 36) e a espécie Phylander oposum. Fonte: http://savci.upol.cz/gal/_2/did/vacice.jpg Figura 36 - Mucura Em relação aos primatas, ocorrem na área 4 espécies de macacos, que é o macaco parauacú (Pithecia pithecia), macaco cuxiú (Chiropotes satanas), macaco da noite (Aotus trivirgatus) e o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). Sendo o Sauim-de-coleira (figura 37) o mais freqüentemente observado na área, e considerado atualmente o primata mais ameaçado da Amazônia brasileira. Sua vulnerabilidade se deve ao fato de sua área de ocorrência ser demasiadamente restrita e parte dela coincidir com a cidade de Manaus, além do fato de a espécie se encontrar em competição direta com outra espécie do mesmo gênero, o sauim mãos douradas (Saguinus midas – Figura 38). Fonte: http://savci.upol.cz/gal/_3/3/sloth-to.jpg Figura 35 - Preguiça 42 Relatório de Impacto Ambiental Fonte: http://amigosdanatureza.net/imagens/sites/lista/12.jpg Figura 37 – Sauim-de-manaus ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/91/Saguinus_midas_flk24863753 .jpg/280px-Saguinus_midas_flk24863753.jpg Figura 38 – Sauim mãos douradas A área total de ocorrência do sauim-de-coleira é de aproximadamente 7.500 km, estando limitada pelos rios Cuieiras a oeste, Urubu a leste e Amazonas ao sul. Ao norte, estende-se até o km 45 da BR-174. Além destes limites encontra-se em todas as direções, com exceção do sul, a presença de seu competidor, sauim-mãos-douradas, sendo comum em toda a sua região de ocorrência, sendo considerado o mais abundante e de distribuição mais ampla, existindo sérios indícios de que esta espécie está invadindo gradativamente a área da S. bicolor. Já os roedores são encontrados em ambientes terrestres, arbóreos, semi-aquáticos e arbóreo-terrestre. A maioria apresenta dieta alimentar basicamente de frutos, portanto são muito importantes no processo de dispersão de sementes. As espécies registradas para a área são pacas (Agouti paca), cutia (Dasyprocta spp.), cutiara (Myoprocta acouchy) e catita (Oryzomys spp. - Figura 39). É provável a ocorrência de outras espécies de roedores, pois são animais que se afugentam com qualquer barulho o que dificulta o inventário. 43 Relatório de Impacto Ambiental Fonte: http://www.mammalogy.org/mil_images/images/mid/075.jpg ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Figura 40 - Morcego frugívoro (Carollia sp.) registrado na ADA. Figura 39 – Catita Os morcegos também ocupam grande diversidade de nichos ecológicos nas florestas tropicais, podendo se alimentar de néctar, pólen, insetos e pequenos vertebrados, incluindo peixes, anfíbios répteis, aves e espécies menores dos próprios morcegos e sangue. Os morcegos participam de processos importantes para o equilíbrio ecológico da floresta, destacando-se a predação de insetos noturnos, a polinização de flores e a dispersão de sementes. As espécies frugívoras alimentam-se freqüentemente de frutos de plantas pioneiras, disseminando suas sementes e contribuindo para o processo da sucessão vegetal em áreas com perturbações naturais ou antrópicas. Foi registrada uma espécie durante a visita técnica, que ocupava as tubulações que atravessam as pistas para a passagem do Igarapé do Gigante (Figura 40). As aves são facilmente observadas, permitindo a caracterização do ambiente e a disponibilidade de recursos, devido a sua íntima relação com a vegetação. São considerados elementos fundamentais das cadeias alimentares por apresentarem uma íntima relação com a vegetação. As espécies registradas durante visita técnica foram Bem-tevi (Megarhynchus pitangua – Figura 41), juriti (Leptotila rufaxila), rolinha (Columbina minuta), pica-pau-de-peito-vermelho (Campephilus rubricollis), bacurau (Caprimulgus nigrescens), gavião (Chondrohierax cf. uncinatu), gaviãozinho (Micrastur spp.), pipira (Ramphocelus carbo), chocão barrado (Cymbilaimus lineatus), coruja (Glocidae), Myonectis sp, tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus - Figura 42), tucano-assobiador (Ramphastos tucanus), araçari-limão (Pteroglossus viridis), maracanã (Ara manilata), anum (Troglodytes aedon), aracuã (Ortalis motmot). 44 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II pelas ordens Chelonia (tartarugas, cágados e jabutis), Squamata (cobras e lagartos) e Crocodilia (jacarés). Nos igarapés do Itapuranga ocorre apenas a espécie de menor tamanho, Paleossuchus trigonatus (jacaré-corôa – Figura 43). Essa espécie habita igarapés que drenam a floresta e ambientes quimicamente pobres. São jacarés pequenos, e os machos não ultrapassam 2,2 m de comprimento. Estão adaptados a sobreviver e reproduzir-se em florestas. Tem baixo valor comercial, pois, além de pequenos, sua pele ventral é muito ossificada. Fonte: http://www.birdseen.co.uk/images/video/rio/toucan.jpg Figura 41 – Tucano-de-bico-preto Figura 43 - Jacaré-corôa (Paleossuchus trigonatus) - espécie freqüentemente encontrada nos igarapés e poças d’água no entorno destes. Figura 42 – Espécie de gavião encontrado na Área de Influência Direta – Chondrohierax cf. uncinatus Os répteis apresentam revestimento externo do corpo constituído de escamas que fornecem proteção. É representada Também foi registrada Caninana (Spilotes pullatus), Jibóia (Boa constrictor - Figura 44), Philodryas viridissimus, Jararaca (Bothrops atrox - Figura 45). Espera-se que outras espécies ocorram na área, pois os répteis em geral se camuflam muito bem 45 Relatório de Impacto Ambiental no ambiente tornando-se muitas vezes, difíceis de serem visualizados. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Quanto aos lagartos catalogados na área de estudo foi o calango d'água (Kentropyx altamazonica), o tamaquaré (Uranoscodon superciliosa), o jacuraru (Tupunambis teguixin), camaleão (Iguana iguana), Anolis sp e Anolis transversalis (Figura 47). O calango d'água é muito comum no chão e na vegetação baixa nas margens. O jacuraru explora o chão e o tamaquaré utiliza a vegetação, ambos nas margens. O calango d'água e o tamaquaré são insetívoros generalistas, ao passo que o jacuraru alimenta-se de artrópodos e pequenos vertebrados. O camaleão encontra-se sobre a vegetação, na copa das árvores, algumas vezes desse ao chão. Predadores em potencial desses lagartos são principalmente aves e serpentes. Figura 44 - Jibóia (Boa constrictor) encontrada na Área de Influência Direta. Figura 46 - Espécie registrada na vegetação arbustiva no entorno do igarapé (Anolis transversalis) Fonte: http://www.duke.edu/~manu/home/list_of_species/Reptiles/images/Bothrops%20atrox.jpg Figura 45 - Jararaca Foram registrados também os lagartos comuns de terra firme, Coleodactylus amazonicus e Gonatodes humeralis (Figura 47), o primeiro é de serrapilheira e considerado o menor lagarto do 46 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II mundo e o segundo, na porção baixa de troncos; ambos são insetívoros generalistas. Figura 48 - Perereca (Hyla lanciformis) registrada no entorno do igarapé Figura 47 - Lagartixa (Gonatodes humeralis) encontrada durante inventário noturno Incluídos na classe dos anfíbios estão os sapos, rãs e gias, as cobras cegas e as salamandras. O termo “anfíbio” é empregado para os membros desta classe porque a maioria deles vive as fases iniciais de seu ciclo de vida dentro d’água. Os sapos alimentam-se basicamente de pequenos organismos como, formigas, besouros, gafanhotos, ácaros, mosquitos etc., sendo grandes controladores biológicos da fauna de invertebrados. Na área foram observadas essas espécies próximos aos cursos hídricos (igarapés e poças). Destaca-se a Hyla granosa (perereca), Hyla lanciformis (Figura 48), Cochranella oyampiensis (perereca) que é uma espécie que ocorre na vegetação de entorno do igarapé, deposita seus ovos em massa de gelatina nas folhas. FAUNA AQUÁTICA Ocorrem pelo menos 450 espécies de peixes no rio Negro, mas é estimado que esse total ultrapasse 700. De um modo geral, a desova dos peixes amazônicos ocorre uma vez ao ano durante a subida das águas, quando ovos e larvas são carreados para as áreas alagadas e lá encontram abrigo e alimento. Na Amazônia brasileira, não há informações seguras sobre ameaças, desaparecimento ou extinção de espécies de peixes. O que tem ocorrido, com razoável freqüência, é a diminuição ou mesmo o desaparecimento local de algumas espécies devido à pesca intensiva ou alguma alteração ambiental, como desmatamento da floresta marginal, mineração no canal do rio ou 47 Relatório de Impacto Ambiental represamento. Os desmatamentos das nascentes, as queimadas, a falta de informações das comunidades locais sobre a importância da conservação da floresta são os principais fatores que estão levando ao desaparecimento de muitas espécies de peixes. Nos pequenos igarapés que cortam a área de estudo foram registrados: a traíra (Hoplias malabaricus), o cará (Cichlassoma), o bodó (Loricaria sp), Pirrhulina sp. (Figura 49) entre outros. As espécies mais comuns de ictiofauna são: surubins, piraíbas, pacus, piranhas, jaraquis e sardinhas. Trabalhos de campo complementares na área de estudo após período de amostragem indicaram a ocorrência de Creniciclha sp, Astyanax sp e Ctenobrycon hauxellianus. Figura 49 – Espécie de peixe comum em igarapés de terra firme (Pirrhulina sp.) ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II DOENÇAS TROPICAIS ENDÊMICAS Como a grande parte dos vetores implicados na transmissão das principais doenças tropicais tem autonomia de vôo de até 7 km de distância, a sua presença na área do Itapuranga têm relevância central para a área onde será instalado o condomínio residencial AlphyaVille Manaus II e vice-versa. Assim, a obtenção de dados secundários colhidos previamente, naquelas áreas, traduz de forma mais ou menos fidedigna o perfil entomológico da área. Dentre as doenças tropicais como febre amarela, dengue, leishmaniose e doença de chagas, sem dúvida a malária é que demanda de maiores cuidados especialmente na área em questão já definida pela Fundação de Vigilância em Saúde como de elevado potencial malarígena. A malária tem sido a doença infecciosa de maior impacto sobre a saúde do homem que vive na Amazônia. A doença é transmitida região particularmente pelo Anopheles darlingi, vetor de hábitos de repasto noturno, amplamente distribuído na região. No Brasil, praticamente não existe malária onde não há a predominância deste vetor. A doença pode ter um comportamento profissional, especialmente em situações de novas frentes de trabalho no limite ou na intimidade da floresta. Exemplos dramáticos do passado, como a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e da Rodovia Transamazônica, mostram o impacto catastrófico da doença em pessoas não-imunes, com alta taxa de mortalidade. São também exemplos de ocupação desordenada, sem o devido planejamento que contemple o contato facilitado entre o hospedeiro vertebrado e o vetor infectado. 48 Relatório de Impacto Ambiental Recentemente, Manaus, desde 2003, tem vivido a maior epidemia de malária de sua história, chegando a registrar 69.310 casos de malária naquele ano. A doença passou a não ser mais exclusivamente rural, mas também a acometer áreas urbanas. Possíveis explicações para este aumento expressivo no número de casos estão ligadas à ocupação desordenada da periferia da cidade, nas recentes invasões, e tanques de criação de peixe, que se constituem em excelentes reservatórios perenes do vetor. Historicamente, a área da Ponta Negra não registrava casos de malária, até que no ano de 2003, com a explosão da epidemia, alguns casos foram registrados, o que veio acompanhado de grande preocupação, em especial por se tratar de uma importante área de turismo na cidade de Manaus. Em 2005 novos dados mostram um grande número de casos na estrada do Tarumã II com 694 casos, na Marina do Davi com 272 casos, na Estrada da Ponta Negra com 316 casos e o Hotel Tropical com 14 casos. ESTUDOS AMBIENTAIS – Elementos sócio-econômicos Os elementos socioeconômicos, dentro dos estudos ambientais, tratam de todos os assuntos relacionados à atividade humana na região estudada, desde a sua história passada até a forma como vive atualmente, através da análise de vários fatores como as condições de vida existentes nas cidades e no meio rural, a demografia, a economia e infra-estrutura das cidades e da região, entre outros. Estes dados, associados aos estudos do meio físico e biótico, permitem avaliar como é a relação do homem com o ambiente onde vive e, no caso do presente estudo, são ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II fundamentais para o diagnóstico e avaliação dos impactos a serem causados pela instalação do condomínio na região. Ainda dentro desses elementos destaca-se o estudo arqueológico de toda a área com a finalidade de resgatar vestígios ou sítios que representem a ocupação pretérita da área. ASPECTOS HISTÓRICOS E ARQUEOLÓGICOS O patrimônio histórico e arqueológico faz parte de nossa memória, e a proteção e estudo deste patrimônio são urgentes e necessários. Assim, tornou-se essencial a realização de estudos para caracterizar o patrimônio arqueológico na área de todo o Itapuranga. A cidade de Manaus tem sua área central com características urbanísticas e edificadas herdadas do final do século XIX e do início do século XX quando era considerada a Capital da Borracha. Foi estruturada em torno da antiga zona portuária onde se concentrou a maior parte das funções urbanas desde a formação da Vila da Barra do Rio Negro. Esta área concentra os últimos 100 anos de história e está localizada a maior parte do acervo edificado, de interesse histórico e cultural sob a proteção de órgãos públicos. Esta área é considerada o centro histórico de Manaus e tem prédios destinados a diversas atividades desde os negócios até habitações mantendo essas variações até os dias de hoje. Outras edificações próximas ao porto e o comércio da Zona Franca receberam novas fachadas ou foram desfiguradas, com a equivocada intenção de valorizar os locais de venda. 49 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II O IPHAN tem sob sua tutela quatro importantes monumentos e conjuntos construídos, protegidos pelo instrumento do tombamento sendo estas edificações representativas da fase da borracha datando do século XIX e o início do século XX como Teatro Amazonas, Porto de Manaus (tombado em 1987); Mercado Adolpho Lisboa (tombado em 1987) e Reservatório do Mocó (tombado em 1985). A vistoria arqueológica na área do Itapuranga IV, compreendeu todas as chácaras incluindo àquelas onde serão construídas os dois residenciais do condomínio AlphaVille Manaus II. Foram identificados vestígios arqueológicos a cerca de 230 metros da Avenida Perimetral Thales Loureiro (setor Sul) na área do empreendimento “AlphaVille Manaus I” e outro próximo da Chácara Aurora. Os vestígios do AlphaVille Manaus I foi caracterizado de Sítio Arqueológico Alphaville, cujo resgate já foi realizado em fevereiro de 2007. Os vestígios da Chácara Aurora, designado de Sítio Arqueológico “Marina Tauá” se expande para oeste, para a propriedade do Sr. Amazonino Armando Mendes. Nas demais Chácaras não foram constatadas ocorrências arqueológicas. Figura 50 - Fragmentos cerâmicos coletados em superfície. Figura 51 - Fragmentos cerâmicos coletados em superfície Avenida Perimetral Thales Loureiro. 50 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Os vestígios encontrados e identificados nos dois sítios estavam em áreas próximas a cursos d’água, principalmente o igarapé do Gigante e Tarumã-Açu, e fazem parte de objetos utilitários e para uso em rituais por tribos indígenas que habitaram a região no passado. Em relação ao estudo preliminar arqueológico da área onde será implantado o AlphaVille Manaus II, nas investigações realizadas, não foi encontrado nenhum vestígio que pudesse comprovar a existência de algum sítio arqueológico no local mesmo com a realização de tradagens no local. Figura 52 - Fragmento “Mão de Pilão” coletado no sítio identificado como AlphaVille. CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA VIÁRIO A caracterização do sistema viário se configura neste estudo para avaliar a influência que o condomínio AphaVille Manaus II frente ao aumento do número de veículos trará ao sistema viário existente hoje e àquele que será projetado mediante sua implantação. Figura 53 – Fragmento “Pão de Índio” identificado no sítio AlphaVille. Assim, a determinação do impacto decorrente do tráfego a ser gerado pelo empreendimento consiste na análise da situação a se configurar com a construção das unidades residenciais, considerando-se o tráfego gerado com a implantação, comparada à situação existente, sem o empreendimento, expandidas ao longo do tempo necessário à consolidação da implantação do empreendimento, levando-se em conta as taxas de crescimento atual. Destaca-se que em relação às vias externas a área crítica de influência do empreendimento sob o ponto de vista do tráfego 51 Relatório de Impacto Ambiental no sistema viário trata-se da área onde os movimentos de acesso e saída do empreendimento se concentrarão. Nesse caso, o empreendimento apresenta uma localização bastante satisfatória e capaz de pulverizar esse tráfego. A análise conclui que o sistema arterial do condomínio tem plena capacidade de atender o fluxo de veículos a ser gerado quando da ocupação máxima da área, sendo atualmente bastante sub-utilizado especialmente a Avenida Cel. Teixeira de acesso direto ao empreendimento e com única saída ao aeroporto, gerando um maior volume de tráfego , porém, apenas para quem está localizado no bairro Ponta Negra. O sistema das vias coletoras internas do Itapuranga IV está projetado de maneira que consiga absorver todo o tráfego gerado. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO O ordenamento territorial do município de Manaus foi concebido de forma a garantir a qualidade de vida, incluindo a reconfiguração da paisagem urbana e a valorização das paisagens não urbanas. Esta ocupação deve interagir com o meio ambiente de forma preservacionsita, incentivada pela adoção de padrões urbanísticos e arquitetônicos compatíveis com o as condições oferecidas pelo meio físico, biótico, socioeconômico e cultural de Manaus. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Tarumã-Açu, e o Corredor da Av. do Turismo, particularmente no segmento da Ponta Negra (Figura 54). Quanto ao seu zoneamento, este estudo virá a fornecer subsídios à criação de seu plano de manejo, contribuindo para uma ocupação orientada de acordo com suas características ambientais. Destaca-se que a lei que cria a APA ainda não foi sancionada ate o presente momento. Dentre as unidades de conservação que são influenciadas diretamente pelo empreendimento, destaca-se a Unidade Ambiental (UNA) da Ponta Negra, que após a emissão do plano diretor de Manaus, 04 de novembro de 2002, juntamente com a UNA do Tarumã passam a ser denominadas de Área de Proteção Ambiental (APA) do Tarumã / Ponta Negra. Esta unidade é classificada como de uso sustentável e seu plano de manejo ainda será elaborado e conforme os órgãos responsáveis, este estudo virá a fornecer subsídios técnicos para a sua criação. A APA ocupa uma área de aproximadamente 22.620 ha, localizada a oeste da área urbana de Manaus (figura 55). Dentre as propostas ambientais apresentadas neste Estudo, destaca-se a criação de um corredor de biodiversidade, permitindo o fluxo gênico (fauna e flora) do Igarapé do Gigante (porção sul) ao outro lado da gleba Itapuranga IV (porção norte). Esta área de especial interesse ambiental atenderá as diretrizes e objetivos expressos na estratégia de qualificação ambiental de Manaus. Basicamente a Gleba Itapuranga IV está compreendida dentro de classes de ordenamento territorial: a UES do Itaporanga, que é descrita como uma unidade de preservação do ambiente natural, de verticalização média baixa e densidade média, que abrange parte do bairro Ponta Negra, inserida na macrounidade do 52 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará Ig a rap éd 9663000 es Av. Perimetral Thal an Av. Per ime tra te l Th ales o o sé Aug u st o Lou .P Av reir o 9662250 iro Av. J 9662250 e our sL reir ale Lou Th tral ime Per Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro Av. Liberalina Lourei ro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara l etra erim Aug Av. José usto Lo Legenda ureiro Tha Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário (interior da AID) Viário (Av. do Turismo e Av. Ponta Negra) les i Loure ro Unidades de Estruturação Urbana Macrounidade Tarumã-Açu UES Itaporanga Corredor Urbano Av. do Turismo, Segmento Ponta Negra Av. C e rina S outo 9661500 rina Sou t 9661500 o Cliente: mo Av. Ce eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri s Av .P e tr al T ha les Lo u re Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 54: UES Itapuranga e o Corredor da Av. do Turismo, Segmento Ponta Negra na AID iro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 800000 820000 840000 N 9700000 9700000 Legenda Limite da APA do Tarumã / Ponta Negra Limite da Área do Itapuranga IV 9680000 9680000 Unidades Ambientais UNA Tarumã UNA Ponta Negra Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. UNA Tarumã Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 55: Mapa de Localização e Identificação da APA Tarumã / Ponta Negra UNA Ponta Negra Escala: 9660000 9660000 Data: 1000 0 1000 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Setembro / 2007 Responsável Técnico: 800000 820000 840000 Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS E CULTURAIS A expansão urbana do município de Manaus comprometeu sensivelmente a qualidade ambiental da região que atualmente apresenta problemas relacionados ao déficit da infra-estrutura de serviços urbanos, notadamente na área de saneamento básico, resultando num quadro de precariedade em termos de saúde pública com o aumento dos casos de doenças tropicais, como a malária e a dengue. POPULAÇÃO – Manaus apresentava em 1991 uma população de 1.010.558 habitantes representando 49% da população do Estado do Amazonas. Em 2000 a capital apresentava 1.403.796 habitante apresentando um crescimento de 38% em uma década, correspondendo a 50% da população total do Estado, com uma relação semelhante na proporção dos sexos, com uma ligeira superioridade de habitantes do sexo feminino (51,27%) em relação ao sexo masculino (48,73%). OCUPAÇÃO - foram identificadas classes economicamente distintas como transporte, comércio, guardadores, guiamento, carga e descarga, construção e manutenção naval (médio e grande porte), associação de catraieiros, ong’s (barco do IPÊ) e serviço público municipal, estadual (Policia Militar Marítima) e federal (INPA) com pontos de fiscalização e controle. Figura 56 - Associação dos catraieiros e canoeiros da Marina do Davi – Atividade econômica. Sobre as relações sociais próximas ao Itapuranga IV, identificaram-se duas comunidades indígenas (Maué e Wuinhanbé) e duas de ribeirinhos (Nossa de Fátima e a do Livramento) que dependem diretamente e indiretamente para ter acesso ao comércio e aos serviços urbanos municipais. Utilizam o potencial turístico para as atividades econômicas de comércio e serviços e para seu lazer promovem campeonatos de futebol coincidindo com festas de santos e padroeiras. SAUDE – Considerando o numero de habitantes atendidos pelo sistema de saúde o Estado do Amazonas e a ci9dade de Manaus ficam acima da média brasileira. Em relação a infraestrutura de atendimento a saúde, a média de estabelecimentos por habitante atingido por Manaus é de 3,2 que comparado aos índices nacional e da Região Norte que são de 2,6 demonstra uma 55 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II significa superioridade denotando que os habitantes de Manaus têm maior quantidade de locais para atendimento de saúde. endêmicas em Manaus, denotando um importante problema de saúde pública na região. Já o índice de empregos médicos por mil habitantes está abaixo do nacional, pois Manaus tem o índice de 1,82 médico por mil habitantes contra 2,67. Ainda assim o índice mostra-se superior aos da Região Norte e do Estado do Amazonas. Estes índices apontam para a necessidade ainda premente da continuação dos investimentos tanto no número de médicos e profissionais de saúde para atenderem a população. EDUCAÇÃO - Trinta e sete por cento da população de Manaus com idade superior a 4 anos encontrava-se matriculada em escolas em 1997. A média de anos de estudo dessa mesma população era de 5,46 e a população alfabetizada somava 706.437 indivíduos. O Município de Manaus conta com 30 hospitais, oferecidos em sua maioria pelo poder público: 18 unidades hospitalares e 1.389 leitos. A iniciativa privada é responsável pela disponibilização de 10 hospitais. A relação leito/habitante é de 1 para cada 594,07 habitantes. Outro fator que evidencia a cobertura insuficiente do atendimento médico à população é o alto índice de doenças originadas no período pré-natal - 10,43%, o que justifica as altas taxas de mortalidade infantil verificadas no município, conforme será analisado mais adiante. Dados comparativos sobre a mortalidade infantil nas capitais brasileiras, apontam Manaus como àquela com o segundo maior índice - 35% - atrás apenas de Maceió, que apresenta a altíssima porcentagem 47,2% de óbitos a cada 1.000 crianças nascidas vivas. Além da incidência de doenças transmitidas por mosquitos, a precariedade da infra-estrutura existente se faz evidente a partir do número de casos de doenças notificados. Dentre essas doenças se destaca as de veiculação hídrica como a leptospirose. A leptospirose está entre as doenças de veiculação hídrico- INFRA-ESTRUTURA - Em relação aos sistemas de energia elétrica presente em Manaus e arredores a Eletronorte, empresa responsável pelo abastecimento, destaca que o Sistema Manaus é de grande importância pelo seu tamanho e mercado. É um sistema pela UHE Balbina - distante cerca de 180 km de Manaus - e por usinas termelétricas localizadas na Capital. Segundo dados fornecidos pela TELEMAR os bairros da área de influência do empreendimento são todos atendidos com sistema de telefonia fixo comutado por meio de centrais telefônicas digitais. Todos os bairros contam com telefone de uso público distribuído em pontos estratégicos. A área é atendida por um sistema de transporte público do qual participam 6 empresas, com 28 itinerários cobrindo os diversos bairros, com uma frota que varia, nos dias úteis, de 203 ônibus, e 101 unidades aos domingos e feriados. SANEAMENTO BASICO - em 1991 as 198.434 ligações de água do município atendiam a uma população de 851.479 habitantes, ou seja, 86% da população contavam com abastecimento de água. O destino do esgoto da maioria dos domicílios – 43,26% - é a fossa séptica: sendo 24,76% sem escoadouro e 18,50% ligada à rede pluvial. Outro destino significativo é a fossa rudimentar, para onde seguem os esgotos de 25,31% dos domicílios. Ainda, 6,26% dos domicílios não contam com nenhum tipo de esgotamento sanitário. A rede de esgoto da cidade tem ao todo aproximadamente 361 km. A situação da disposição do lixo de Manaus mostra que 68,76% 56 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II dos domicílios têm seu lixo coletado direta ou indiretamente, onde 9,68% é queimada e 11,64% jogada em terrenos baldios ou corpos d'água. Figura 58 - Muro de Gabião junto a rede de drenagem para contenção do arraste de sedimentos. Figura 57 - Funcionários municipais em atividade de limpeza da área da orla na Marina do Davi limite com a área do Itapuranga. Dentro da área do Itapuranga se observa como infraestrutura disponível, rede elétrica e telefônica, placas de sinalização e identificação, iluminação pública, canais de drenagem pluvial dos arruamentos, muro de gabião diminuindo a velocidade e energia da água (Figura 58), entrada de acesso principal e secundárias com guarita e segurança. CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE SANEAMENTO As ocupações irregulares e a falta de saneamento básico principalmente para essa população excluída, trazem sérios problemas de saúde e graves impactos ambientais alcançando importância de ordem nacional e internacional. Tais problemas culminaram em várias conferências mundiais para a busca de um desenvolvimento econômico de forma sustentável e socialmente justo. Assim, difundiu-se a necessidade de adotar alternativas que privilegiem a qualidade do crescimento e que reconheçam o ambiente como dimensão fundamental e base de sua sustentação. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, citados por GEO (2002) revelam que no início da década de 1990 era alto o número de óbitos decorrentes de doenças infecciosas e 57 Relatório de Impacto Ambiental parasitárias em Manaus, sobretudo em crianças com menos de um ano. Estas doenças estão atreladas, na maioria das vezes, à falta de infra-estrutura e à insalubridade de determinadas áreas da cidade. Em 1990, o percentual de óbitos causados por doenças infecciosas e parasitárias atingiu 26% do total de óbitos em crianças com menos de um ano de vida. No ano seguinte este índice salta para 45%, caindo nos anos posteriores e alcançando 8,04% do total de óbitos, em 2000. Essa diminuição no número de óbitos, ao longo da década de 1990, poderia ser explicada pela melhoria dos serviços públicos de saúde. ABASTECIMENTO DE ÁGUA - A cidade de Manaus é abastecida basicamente a partir de três sistemas: sistema principal através das estações de tratamento de água localizadas na Ponta do Ismael e ETA do Mauazinho, localizada no Bairro do Mauazinho (Distrito Industrial). A captação de água das três estações é proveniente do Rio Negro; sistemas isolados através de lençóis subterrâneas atendendo sistemas de abastecimento de água independentes (bairros da periferia, conjuntos habitacionais, loteamentos e prédios de apartamento onde o sistema principal não tem viabilidade para o abastecimento) e sistemas mistos que são atendidos pelo sistema principal, mas tendo um incremento de vazão através de poços artesianos. ESGOTAMENTO SANITÁRIO - A precariedade da situação pode ser medida pelo fato de a empresa privada, que assumiu recentemente a concessão dos serviços, reconhece que são poucas as informações disponíveis sobre o sistema. Em 2001, estavam cadastradas cerca de 8.500 ligações de esgoto, atendendo a 11.000 residências. Dados oficiais registram que o índice de atendimento do sistema é de 15% da população total da cidade. Porém, muitos técnicos da Administração Municipal ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II consideram este índice superestimado. De fato, é possível estabelecer uma comparação do índice oficial com os dados do Censo de 2000. Foram cadastrados pelo IBGE cerca de 350.000 domicílios urbanos em Manaus. Se apenas 11.000 residências são atendidas, o índice não excederia a 3% do total. A gravidade da situação vivida pela população é ainda maior por se tratar de um município localizado à beira de um grande rio, como o Negro e cercado de igarapés às margens dos quais se concentram as populações economicamente menos favorecidas, freqüentemente em palafitas sobre águas contaminadas tanto pelo despejo puro e simples de esgoto, quanto pela infiltração dos esgotos dispostos em fossas no lençol freático, cuja destinação final, via de regra são os mesmos rios e igarapés, cujas águas servem ou deveriam servir ao abastecimento e lazer. Isso sem contar o lixo que segue o mesmo destino. ÁGUAS PLUVIAIS - A poluição dos Igarapés de Manaus é um fator preocupante assim como sua ocupação. Dados não oficiais indicam que Manaus conta hoje com cerca de 70 mil moradias situadas nas áreas marginais dos cursos d’água e cerca de 300 mil pessoas vivem em áreas consideradas como de preservação permanente. Um fato agravante dentro dos sistemas de coleta da água da chuva é a ligação do esgoto domestico, provocando problemas graves especialmente em dias de grande pluviometria. Mesmo as edificações que dispõem de fossa lançam freqüentemente seus efluentes nos corpos d’água ou nas redes pluviais. RESÍDUOS SÓLIDOS - Manaus tem a maior parte de seu lixo coletado direta ou indiretamente, mas um volume significativo é queimado ou lançado em terrenos baldios e corpos d’água, constituindo um dos principais problemas ambientais da cidade. O atendimento domiciliar com a coleta de lixo na área de entorno do 58 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Itapuranga, que tem uma população de cerca 100.000 pessoas, é de aproximadamente 100%. No entanto, especialmente a região da Ponta Negra, sofre de descarte indevido nas ruas e demais vias, principalmente durante os freqüentes eventos públicos que são realizados nessa área. Por outro lado, ao longo da Bacia do Tarumã, mais precisamente na sua margem direita, menor é o volume de resíduos sólidos coletado (aproximadamente 89% dos estimados 400kg/dia) e cerca de 10% são enterrados. O cálculo foi realizado para uma população média de 500 pessoas, lançado nas águas do Igarapé Tarumã-Açu. A tentativa de coleta separada em nocivos e recicláveis é restrita a poucos bairros de Manaus, que não fazem parte da área de entorno. Os sindicatos de catadores ainda não se organizaram o suficiente e empresas de reciclagem não têm se instalado, com a capacidade de atender a todos os resíduos recicláveis da cidade. O destino para todo o lixo é o ATM – Aterro Municipal de Manaus, situado no km 19 da rodovia AM 010, ao Norte de Manaus, com uma distância ao Itapuranga IV, de 14,5 km em linha reta. Programas voltados a reciclagem de lixo domiciliar também forma implantadas e tem por finalidade melhorar a qualidade ambiental de Manaus, sendo coordenado pela SEMMA, pela Secretaria de Obras e Secretaria do Trabalho. É composto por dois subprogramas que abordam aspectos importantes na questão dos resíduos sólidos: subprograma Coleta Seletiva e Reciclagem e subprograma Organização da Atividade dos Catadores de Materiais Recicláveis. 59 Relatório de Impacto Ambiental ASPECTOS LEGAIS – adequação às leis ambientais A implantação de condomínios, um dos objetivos da realização desse estudo, é regulamentada pela legislação federal e municipal. Porém, tendo em vista que a legislação federal não traz maiores restrições e obrigações para a construção de condomínios, regulando em maior parte os regimentos internos e as questões de propriedade dos imóveis, devemos atentar para a legislação municipal. É importante destacar que o terreno em estudo admite a construção de condomínios, pois está localizado numa Macrounidade Urbana (Macrounidade do Tarumã-Açu), mas sua construção deve obedecer alguns parâmetros como o de destinação de áreas verdes com um valor de 8% da área total a ser construído o empreendimento e ainda de pelo menos 5% (cinco por cento) para áreas de esporte e de lazer, não sendo admissível à coincidência dessas com áreas de preservação permanente. A área apresenta alguns espaços restritivos à implantação do empreendimento, dentre eles destacam-se as áreas de preservação permanente que são identificadas e conceituadas pela legislação federal, estadual e municipal. Como os corpos d´água existentes no terreno não ultrapassam os dez metros de largura, mesmo considerando sua cota de inundação, as áreas de proteção permanente seriam instituídas uma faixa de trinta metros a partir da cota 30 do terreno (de ocorrência às margens do Igarapé do Gigante). Já as nascentes deverão contar com áreas de preservação permanente de 50 (cinqüenta) metros de raio. As áreas de proteção permanente não são parceláveis nem edificáveis. Porém, faz-se necessário a supressão de cerca de ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II 869,09 m2 de APP dentro da chácara Sol para a instalação de uma via considerando que não há outra alternativa locacional para a mesma, estando esta atividade amparada pela Resolução CONAMA nº369/06 sendo a área devidamente compensada dentro do projeto. Deve-se atentar para as disposições legais que apresentam restrições à utilização de terrenos com declividade superior à 30% em virtude da presença dessas faixas de declive dentro da área, porem deve-se considerar que 99,83% da área do Itapuranga IV não sofre nenhum tipo de restrição quanto à declividade, podendo ser parcelada e edificada (para efeito conclusivo devem ser verificadas as demais restrições). Para a área do condomínio, ressalta-se que a área não apresenta declive superior a 30% não apresentando restrições quanto à declividade. O estudo específico sobre a fauna habitante no terreno sob análise constatou a presença de apenas um animal ameaçado de extinção (segundo a lista de animais ameaçados de extinção publicada pelo IBAMA). O animal existente na área que requer proteção especial é o conhecido como “Sauim de Manaus”, que é inclusive “animal símbolo” da Cidade de Manaus. O Código Ambiental de Manaus institui a necessidade de monitoramento destas espécies ameaçadas de extinção, o que já vem sendo desenvolvido pela equipe de empreendedores em outro empreendimento. Assim, as áreas de ocorrência do Sauim de Manaus deverão apresentar uma alternativa para sua sobrevivência, para isso deverão ser propostas áreas que serão instituídas através da criação de corredores ecológicos que serão delimitados além da criação de uma Unidade de Conservação tendo como base o plano de resgate dessa fauna. A Flora Amazônica é de extrema importância ecológica, científica e econômica para a região e para todo o planeta. O 60 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II diagnóstico da flora existente na área onde será construído o Condomínio AlphaVille Manaus II detectou a espécime seringueira da flora local que se encontra em impedimento de corte, porém, a mesma se encontra dentro da área de preservação permanente. Já para o Itapuranga foram detectados alguns indivíduos da espécie Sucupira, castanheira e seringueira. Em relação ao zoneamento, pode-se concluir que a taxa máxima de ocupação para o terreno onde será construído o AlphaVille Manaus II objeto de estudo é de 50%, devendo ser reservada uma área de 20% de permeabilização. O Itapuranga é regido pelos mesmos parâmetros já que também está localizada na Macronunidade do Tarumã e na UES Itaporanga, porém, como apresenta dentro da classificação do zoneamento o Corredor Urbano da Avenida do Turismo, deve ser verificado que apresenta padrões específicos de construção. 61 Relatório de Impacto Ambiental PROGNÓSTICO AMBIENTAL – Impactos Ambientais Nos capítulos anteriores foi apresentada a descrição do empreendimento seguido do diagnóstico ambiental da região em que será inserido e a sua adequação às leis ambientais e ao uso do solo do município de Manaus. Com base nesse conhecimento é que foram previstos e analisados os impactos ambientais que poderão ocorrer nas fases de planejamento, instalação e operação do condomínio. O prognóstico ambiental é a etapa do estudo em que são identificados os impactos positivos e negativos que ocorrerão a partir da implantação do empreendimento. A análise dessas interferências permite estabelecer sob quais condições pode ser garantida a viabilidade ambiental do loteamento, mediante a indicação das ações que devem ser adotadas para minimizar os impactos negativos e potencializar os impactos positivos, de forma que o resultado final seja a melhoria da qualidade ambiental de toda a área de influência do empreendimento. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II ganhos ambientais para a região em que será inserido, principalmente pelo fato de ser uma alternativa planejada ao processo de ocupação urbana desordenada que caracteriza a maioria dos grandes centros urbanos, especialmente quando comparada com outras atividades que poderiam ser instaladas na área. No caso do Condomínio AlphaVille Manaus II isso se torna mais evidente pela análise dos impactos previstos, conforme apresentado na tabela a seguir. Os impactos negativos do empreendimento são, em sua maioria, restritos à fase de instalação e localizados na área de construção e admitem medidas mitigadoras e compensatórias adequadas. Os impactos positivos são permanentes, destacando-se a geração de empregos diretos e indiretos e a ocupação urbana planejada, que resulta em manutenção e melhoria do equilíbrio ambiental em toda a região. De uma forma geral, a instalação de condomínios residenciais planejados, como neste caso, não geram impactos que venham a prejudicar a qualidade ambiental pré-existente na região. Pelo contrário, o planejamento necessário para que um condomínio esteja adequado às leis ambientais e ao ambiente regional, faz com que esse tipo de empreendimento ofereça 62 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS IMPACTOS POSITIVOS Duração Probabilidade de Ocorrência Fase de Ocorrência Recuperação de áreas com vegetação de APP Permanente Certa Construção Enriquecimento das características da flora local Permanente Certa Construção / Operação Melhoria na qualidade das águas superficiais Permanente Certa Construção / Operação Melhoria na urbanização da área de entorno Permanente Incerta Planejamento / Construção e Operação Expectativas gerais da população quanto ao empreendimento Temporária Certa Planejamento / construção Geração de impostos Permanente Certa Operação Mobilização política da população local Permanente Incerta Planejamento / Construção / Operação Aumento da oferta de emprego e geração de renda Recorrente Certa Construção / Operação Melhoria do sistema de transporte coletivo urbano local Permanente Certa Construção / Operação Resgate arqueológico Recorrente Certa Planejamento e construção 63 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS IMPACTOS POSITIVOS Duração Probabilidade de Ocorrência Fase de Ocorrência Aumento das atividades econômicas durante a construção do empreendimento Permanente certa Construção e operação Valorização dos imóveis do entorno Permanente Certa Planejamento / construção / operação 64 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS IMPACTOS NEGATIVOS Duração Probabilidade de Ocorrência Fase de Ocorrência Supressão de vegetação fora de APP Recorrente Certa Construção / Operação Supressão de vegetação em APP Permanente Certa Construção Intervenção da vegetação em APP Temporária Certa Construção Afugentamento e distúrbios à fauna Recorrente Certa Construção / Operação Criação de barreiras à dispersão de animais Temporária Ocorrência Incerta Construção / Operação Mudança na composição e abundância de espécies da fauna Permanente Certa Construção / Operação Cíclica Incerta Construção / Operação Permanente Certa Construção / Operação Cíclico - chuvas Certa Construção Temporária Certa Construção Temporária Certa Construção Aumento da transmissão de doenças endêmicas: malária Mudança na topografia e paisagem geral Perda de solos por processos erosivos Redução na aptidão dos solos para a instalação e manutenção de espécies vegetais Compactação do solo 65 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS IMPACTOS NEGATIVOS Duração Probabilidade de Ocorrência Fase de Ocorrência Permanente Certa Construção / Operação Permanente Incerta Construção (para demais empreendimentos)e operação (para empreendimentos imobiliários) Cíclico - chuvas Incerta Construção Alteração da dinâmica hídrica Permanente Incerta Construção / Operação Redução na qualidade das águas superficiais Temporária Incerta Construção / Operação Sobrecarga de infra-estrutura de saneamento Temporária Certa Construção / Operação Sobrecarga do sistema público de coleta de resíduos Temporária Certa Construção / Operação Cíclico - seca Certa Construção Temporária Certa Construção / Operação Permanente Certa Operação Diminuição da permeabilidade do solo Rebaixamento do lençol freático Assoreamento de igarapés Poluição por material particulado sólido em suspensão Dispersão da poluição sonora Emissão de gases poluentes por fontes móveis 66 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS IMPACTOS NEGATIVOS Duração Probabilidade de Ocorrência Fase de Ocorrência Influência na urbanização do entorno Permanente Incerta Planejamento / Construção / Operação Incremento da demografia e migração de pessoas Temporária Certa Planejamento / Construção Aumento do volume de tráfego Permanente Certa Operação Interferência do patrimônio arqueológico Recorrente Certa Planejamento / Construção 67 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II IMPACTOS PREVISTOS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) PRINCIPAIS ATRIBUTOS RISCOS AMBIENTAIS PASSÍVEIS DE OCORRER Área de abrangência Probabilidade de Reversão Fase de Ocorrência Atropelamento de animais silvestres Itapuranga e AlphaVille Parcialmente Reversível Construção e operação Caça e pesca predatória Itapuranga e AlphaVille Reversível Construção e operação Acidentes com animais peçonhentos e artrópodes Itapuranga e AlphaVille Reversível Construção e operação Itapuranga, AlphaVille e entorno Parcialmente Reversível Construção e operação Risco de escorregamento e rastejo de encostas Itapuranga e AlphaVille Reversível Construção Contaminação do solo Itapuranga e AlphaVille Reversível Construção e Operação Itapuranga, AlphaVille e entorno Reversível Construção e Operação Itapuranga e AlphaVille Reversível Operação Itapuranga, AlphaVille e entorno Reversível Construção e Operação Risco de aumento na transmissão de doenças endêmicas por insetos vetores Redução na qualidade das águas sub-superficiais Eutrofização dos corpos hídricos receptores Risco de acidentes nas vias de entorno Risco Ambiental é a possibilidade de alteração negativa no meio ambiente, em decorrência da implementação do empreendimento, que não se caracteriza como impacto ambiental pela remota probabilidade de efetivamente ocorrer. Porém, sua ocorrência, poderá se desdobrar em impactos ambientais significativos, exigindo a adoção de medidas rápidas e seguras para o seu controle. 68 Relatório de Impacto Ambiental FRAGILIDADES AMBIENTAIS O estudo da fragilidade ambiental na área do Itapuranga tem por objetivo identificar os diferentes graus de susceptibilidade ao dano, ante a incidência de determinadas ações, em função das características físicas e bióticas diagnosticadas na área em questão. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II preservação permanente dos rios e 50 m de preservação das nascentes, representando 17,62% da área em estudo. As áreas de preservação permanente protegidas por lei apresentam fragilidade ambiental média e nos locais onde a declividade é mais acentuada chegam a uma fragilidade alta. A Figura 59 apresenta o mapa de fragilidade ambiental da área do Itapuranga e a figura 60 apresenta uma sobreposição da fragilidade ambiental com o empreendimento AlphaVille Manaus II. Este estudo visa localizar áreas com maior ou menor capacidade de absorção de possíveis alterações sem que haja perda de qualidade, indicando locais propícios à instalação de empreendimentos e locais destinados à preservação em função de suas características físicas e bióticas. A metodologia utiliza a análise integrada de informações de relevo, tipo de solos e cobertura vegetal na determinação da fragilidade ambiental. Neste estudo outro fator incluído na análise é à distância dos recursos hídricos (rios e nascentes). De acordo com o Código Florestal vigente as áreas do entorno dos corpos d’água são Áreas de Preservação Permanente (APPs). A manutenção de faixas de vegetação natural ao longo dos cursos d’água constitui uma medida de controle da poluição difusa proveniente de escoamento das águas das chuvas, além de proporcionar a sobrevivência da fauna e da flora, garantindo a manutenção da biodiversidade local. O estudo mostrou que mais de 70 % da área apresenta fragilidade ambiental muito baixa, isso se deve em função da baixa declividade presente na área, fator este de alta influência na determinação da fragilidade. As áreas classificadas como fragilidade baixa, apesar de apresentarem boas características de solos e declividade, são mais frágeis pela proximidade dos recursos hídricos, mesmo não estando dentro dos 30 m de área de 69 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará o sé Aug u st o Av. reir o 45 Lou 50 e rim Pe Av 55 60 50 iro Av. J 9662250 60 55 o e our sL reir ale Lou 70 ales 9662250 65 l Th 80 etra 75 te Per im 70 an A v. Th tral ime Per Av. ig Av. Areal Souto oG es Lourei ro 75 Av. Perimetral Thal 65 Ig a rap éd 9663000 Av. Liberalina Loureiro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Fragilidade Ambiental 1 - Fragilidade Muito Baixa 2 - Fragilidade Baixa 3 - Fragilidade Média 4 - Fragilidade Alta 5 - Fragilidade Muito Alta o Loureir ugusto . José A 0 4 tral Tha les i Loure ro 35 Av. C e rina S outo 9661500 9661500 Sou t o Cliente: mo Av. Ce r ina eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri s Av .P e tr al T Legenda ha les Lo u re Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 59: iro Escala: 9660750 9660750 Mapa de Fragildade Ambiental do Itapuranga IV 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 822500 Igara 823000 pé C h i c o P ar 823500 N á s Av. Perimetral Thale Loureiro Av. Areal Souto ales Lou reir o Av. J o sé Aug u Legenda Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Área de Preservação Permanente Viário Fragilidade Ambiental 1 - Fragilidade Muito Baixa 2 - Fragilidade Baixa 3 - Fragilidade Média 4 - Fragilidade Alta 5 - Fragilidade Muito Alta st o Lou 45 l Th 40 Av. Per ime tra Av. Liberalina Loureiro 9662500 9662500 reir o Av. C e 9662000 rina S outo Av. Jos é Augus e to Lour ir o 9662000 4 0 .P Av erim l etra l Tha Cliente: o es L ALPHAVILLE URBANISMO S.A. ureiro Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 60: Iga ra pé do G Projeto Urbanístico do AlphaVille Manaus II Sobreposto a Fragilidade Ambiental iga n Escala: 100 te 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: 9661500 9661500 Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 822500 823000 823500 Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS A viabilidade ambiental de qualquer empreendimento de grande porte depende diretamente das ações que serão adotadas para prevenir, mitigar e compensar os impactos ambientais que serão originados a partir da sua implantação. O estudo de impacto ambiental, para atestar tecnicamente essa viabilidade, deve demonstrar claramente que os impactos negativos originados pela instalação e operação do empreendimento podem ser prevenidos, mitigados ou compensados adequadamente. As medidas e programas ambientais recomendados no estudo de impacto ambiental garantem a implantação sustentável e equilibrada do condomínio e visam promover ganhos ambientais para a região de entorno, servindo inclusive de modelo para futuros projetos similares em toda a cidade de Manaus, especialmente em área que apresentem remanescentes florestais. Este capítulo resume o plano de controle ambiental proposto para o Itapuranga à medidas do possível, considerando que para as demais chácaras ainda não foi definido o tipo de atividade e especificamente para o Condomínio AlphaVille Manaus II, atestando a sua viabilidade, mediante a adoção das seguintes ações: Medidas de Controle Ambiental: podem ser preventivas, mitigadoras ou compensatórias e objetivam prevenir, evitar, minimizar ou, quando possível, compensar os impactos e riscos ambientais de natureza adversa originados desde o planejamento do empreendimento até a sua operação. São ações a serem implementadas exclusivamente pelo empreendedor ou pelas ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II empresas que participarão da implantação do empreendimento, uma vez não implicam na participação direta de órgãos fiscalizadores ou instituições de pesquisa, como no caso dos programas ambientais. Programas Ambientais: são ações de responsabilidade financeira do empreendedor que visam compensar ou mitigar os impactos mais significativos causados pelo empreendimento. Pela complexidade envolvida na implementação requerem, necessariamente, o envolvimento da sociedade organizada representada por órgãos públicos, universidades, lideranças da região afetada pelo empreendimento, empresas terceirizadas, etc. As medidas de controle ambiental devem compor um "Código de Conduta Ambiental", a ser concebido já na fase de planejamento da obra, que visará orientar todos os agentes envolvidos com o empreendimento acerca do tratamento a ser dados às questões ambientais, tendo como referência este Relatório de Impacto Ambiental. Os programas ambientais, juntamente com as condicionantes a serem estabelecidas pelos órgãos ambientais competentes após a análise deste estudo, serão detalhados no Plano de Controle Ambiental do empreendimento, que é um documento técnico rigoroso cuja aprovação é necessária para que o empreendimento receba a Licença Ambiental de Instalação. Isto quer dizer que o licenciamento ambiental não é encerrado com a aprovação dos estudos aqui apresentados. O objetivo destes estudos é avaliar, como já foi dito, a viabilidade ambiental do empreendimento. 72 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Entretanto, caso o empreendimento se mostre viável, para que a sua instalação seja autorizada, é necessário detalhar todas as medidas e programas ambientais recomendados no Plano de Controle Ambiental, o qual deve incorporar também todas as questões pertinentes discutidas na Audiência Pública do estudo de impacto ambiental. Portanto, para que o empreendimento venha a receber a Licença Ambiental de Instalação, três etapas devem ser superadas com sucesso, sob a orientação e fiscalização do órgão licenciador: o estudo prévio de impacto ambiental (EPIA/RIMA), a Audiência Pública do RIMA e o Plano de Controle Ambiental. Em todas essas etapas estará no centro da discussão a eficácia das medidas e programas ambientais recomendados pelo estudo prévio de impacto ambiental, os quais são apresentados a seguir. 73 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL Locação do canteiro de obras Controle de água pluvial Inserção de poços profundos OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS A correta locação do canteiro de obras implica na supressão da vegetação menos desenvolvida, em Supressão de vegetação, erosão do solo, redução dos danos causados por processos erosivos e assoreamentos e eutrofização de corpos menor contaminação do solo e das águas superficiais e hídricos. sub-superficiais. Coleta, retenção e armazenamento de água pluvial, junto a extravasamento diminuindo a energia da água e Diminuição da Permeabilidade do solo; promovendo a retenção de sedimentos através de Perda de solo por processos erosivos; bacias de contenção além de diminuir o fluxo de energia Rebaixamento do lençol freático da água através de dissipadores e filtros de rachão. Considerando que a elevada demanda de abastecimento hídrico não poderá ser atendida pelo sistema público, objetiva-se a instalação de poços de profundidade superior a 60m em posição hidrologicamente estratégica dentro do projeto Rebaixamento do lençol freático; Risco de urbanístico levando em consideração especialmente à Eutrofização dos corpos hídricos receptores. altitude do terreno e a tipologia do solo. A implantação desse sistema trará segurança de abastecimento hídrico do Condomínio Alphaville Manaus II tendo como conseqüência positiva à diminuição no risco de desabastecimento de condomínios vizinhos. 74 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Construção de bacias de infiltração A construção de bacias de contenção visa represar o fluxo excedente, retendo os sedimentos transportados e promovendo a infiltração da água, evitando que alcancem e poluam os recursos hídricos. Cuidados e estratégias de posicionamento das bacias devem ser cuidadosamente planejados em virtude do potencial malarígeno da área. Perda de solo por processos erosivos, redução na aptidão dos solos para a instalação de espécies vegetais, compactação do solo, alteração na dinâmica hídrica, riscos de escorregamento e rastejo de encostas, transmissão de malária. Implementação de áreas permeáveis acima do limite solicitado pela legislação com permeabilização de 30% dos lotes além das áreas arborizadas, áreas verdes e as Diminuição da Permeabilidade do solo; APP’s que também compõe as áreas permeáveis dentro Implementação de áreas permeáveis do condomínio. Além disso, deve ser considerado o Mudança na topografia e paisagem geral corredor ecológico instalado fora de área de APP dentro da chácara Verão e que também compõe a taxa de permeabilização. Instalação de sistema de coleta e tratamento de esgoto Considerando o volume de esgoto doméstico produzido no condomínio e a possibilidade de contaminação do corpo receptor de efluentes de Alphaville Manaus II, objetiva-se o enquadramento das concentrações de poluentes nos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/05 ou abaixo. O projeto prevê o tratamento em estação própria dentro do condomínio com níveis elevados de eficiência contando ainda com monitoramento da qualidade das águas de interferência ao condomínio. Eutrofização dos corpos hídricos receptores; Alteração na qualidade das águas superficiais; Sobrecarga de infra-estrutura de saneamento; Risco de transmissão de doenças. 75 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO Limpeza da área e destinação correta de resíduos de vegetação A limpeza da área deverá ser sistematizada de forma que os resíduos de vegetação acumulados seja coletados e armazenados adequadamente a fim de evitar carreamento aos córregos e rios do entorno. Os resíduos vegetais deverão ser picados e armazenados juntamente com a camada de solo orgânico resultante da decapagem do terreno, a fim de serem utilizados posteriormente no processo de recomposição das áreas degradadas. Os troncos de maior espessura poderão ser doados a alguma instituição ou à Defesa Civil, desde que previamente autorizado pelo órgão ambiental competente. Elaboração de estratégia de gerenciamento de resíduos sólidos Elaboração do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Coleta separada e seletiva, Depósitos intermediários, Rotas de coleta, Segregação, Tratamento, etc.) e construção das instalações necessárias. Objetiva-se o controle do processo de retirada de resíduos sólidos. Controle sobre o recolhimento e destinação do lixo na área do empreendimento IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Supressão da vegetação, mudança na topografia e paisagem geral, perda de solo por processos erosivos e destinação de resíduos sólidos. Sobrecarga de infra-estrutura de saneamento; risco de transmissão de doenças por insetos vetores; Alteração na qualidade das águas superficiais. A correta destinação dos resíduos evita a presença de moscas. Além disso, evita o carreamento para os cursos Risco de Acidentes com animais de água. Além destas medidas de controle, destaca-se peçonhentos e artrópodes, Alteração na que também será realizado um programa de treinamento qualidade das águas superficiais. junto aos colaboradores onde estes assuntos serão tratados, bem como a utilização de equipamento de proteção individual. 76 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL Sinalização adequada das vias Controle de gases poluentes Instalação de cortinas e barreiras vegetais OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Desenvolvimento de sinalização viária adequada à interface trânsito-meio ambiente, com a implantação de Risco de Atropelamento de animais placas de sinalização educativas e indicativas, voltadas silvestres e Acidentes nas vias de entorno à área ambiental no sistema viário interno e cuidados a serem tomados especialmente com velocidade para evitar acidentes. O objetivo é reduzir a emissão de poluentes atmosféricos que possam ser gerados e dispersos por fontes móveis e atividades potencialmente poluidoras, através da Inspeção e Manutenção Veicular, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e para a economia de combustível. Em outras palavras, objetiva manter as emissões aprovadas no licenciamento do veículo dentro dos padrões ambientais estabelecidos. Emissão de gases poluentes por fontes móveis, poluição atmosférica – emissão de material particulado em suspensão e emissão de poluentes por atividades potencialmente poluidoras. As barreiras e cortinas vegetais auxiliam na dispersão do odor, de gases e também do som. Assim, podem-se Poluição Atmosférica – Emissão de auxiliar as vantagens da vegetação em proteger e Poluição Sonora e Poluição Atmosférica – manter a qualidade de vida da população e organismos Emissão de Gases e Odor que habitam as áreas próximas a essas possíveis fontes. Serão de grande importância próxima à instalação da Estação de Tratamento de Esgoto. 77 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL Umedecimento das vias de acesso em fase de instalação OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS O umedecimento das vias auxilia na manutenção das Poluição Atmosférica - Material Particulado partículas no solo evitando que estas se dispersem pelo Sólido em Suspensão. ar (poeira) com a movimentação dos implementos e máquinas da obra. Considerando a necessária impermeabilização nas áreas de moradia, a extensa supressão da vegetação local, a extrema importância dos canais radiculares, a influência da vegetação arbórea para o micro-clima, para a fauna e para a manutenção gênica e o valor cênico e Preservação da vegetação nas áreas de recriação da vegetação autóctone objetiva a manutenção de áreas vulneráveis à erosão e de superiores captação da água subterrânea como forma de auxiliar na manutenção do micro-clima local. Além das áreas dentro do próprio empreendimento, considera-se a possibilidade da criação de uma área de conservação que possa abrigar além da vegetação a fauna local. Diminuição da Permeabilidade do solo; Perda de solos por processos erosivos; Compactação do solo; Rebaixamento do lençol freático; Alteração na qualidade das águas superficiais. Mudança na topografia e paisagem geral; Perda de solo por processo erosivo; Iniciar as obras de infra-estrutura de Minimizar a incidência de erosão e o carreamento de Assoreamento de igarapés; Alteração na sistematização pelas cotas mais partículas de solos para os cursos de água qualidade da água superficial; Risco de altas escorregamento e rastejo de encostas. 78 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO Recolocar o material após encerradas as obras de Retirada e armazenamento do solo implantação visando favorecer o desenvolvimento das superficial para posterior utilização espécies vegetais a serem plantadas no processo de recomposição florestal e recuperação de áreas na revegetação das quadras degradadas IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Mudança na topografia e paisagem geral; perda de solo por processos erosivos; compactação do solo; Assoreamento dos igarapés; Alteração na qualidade das águas superficiais; Redução na aptidão dos solos para a instalação de espécies vegetais, compactação do solo. 79 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS PROGRAMAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO Visa estabelecer as normas e os procedimentos que deverão ser adotados pelas empresas contratadas e sub-contratadas para prestação de serviços nas obras, em ações preventivas para garantir a segurança e 1. Programa de Segurança e saúde saúde ocupacional de todos os trabalhadores e colaboradores envolvidos e contribuindo para a dos trabalhadores - PSST preservação e proteção ambiental. O empreendedor apresentará dentro do programa o manual de segurança do Trabalho bem como terá um profissional responsável e capacitado durante a obra. O objetivo principal do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas é promover a correta utilização das áreas necessárias para as obras com a minimização da degradação desses locais e garantir a sua recuperação através de ações e medidas adotadas 2. Programa de Recuperação de durante e após a construção. A área do áreas degradadas empreendimento não apresenta nenhum processo identificado que requeira recuperação e que se enquadre como passivo ambiental, porém, o empreendedor se compromete em fazer o PRAD dessa área, caso necessário. A proposta de implementação dos corredores ecológicos tem por objetivo mitigar os efeitos negativos de utilização de parte da área recoberta por vegetação 3. Programa de implementação dos e que será suprimida para a instalação do condomínio. corredores ecológicos Todos os corredores a serem propostos visam oferecer um direcionamento da fauna para os cursos hídricos, conforme proposta da função dos corredores. IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Risco de acidentes; acidentes com animais peçonhentos; risco de transmissão de doenças por insetos vetores; aumento da transmissão de malária; aumento da demografia e migração de pessoas; aumento dos níveis de ocupação e geração de renda. Supressão da vegetação; Enriquecimento das características da flora local; Mudança na composição e abundância de espécies da fauna; Perda de Solos por processos erosivos; Assoreamento dos Igarapés; Alteração da qualidade das águas superficiais. Supressão de vegetação; Enriquecimento das características da flora local; Afugentamento e distúrbios à fauna; Criação de barreiras à dispersão de animais; Mudança na composição e abundancia de espécies da fauna. 80 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS PROGRAMAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Supressão de vegetação; Enriquecimento características da flora local; A presente proposta refere-se à definição de área para das Afugentamento e distúrbios à fauna; a instalação de uma Unidade de Conservação dentro 4. Programa de criação de Unidade do Itapuranga IV, na chácara das Nascentes com área Criação de barreiras à dispersão de de Conservação animais; Mudança na composição e de 35,11 hectares. abundancia de espécies da fauna. Apesar de não ter sido encontrado nenhum vestígio arqueológico na área do empreendimento e nas demais chácaras do Itapuranga à exceção daquelas 5. Programa de prospecção profunda onde foram identificados dois sítios arqueológicos, sugere-se um programa de prospecção profunda em e resgate arqueológico todas as chácaras com possibilidade de resgate arqueológico. Interferência nos sítios arqueológicos na área dos canteiros de obra, na ampliação e melhoria de estradas, além da construção de novos empreendimentos. 81 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS PROGRAMAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO O objetivo maior do diagnóstico ambiental da bacia do gigante é levantar os principais pontos de contribuição de fontes poluentes pontuais e/ou difusas bem como identificação através de imagem de satélite da qualidade da área de preservação buscando 6. Programa de Diagnóstico proposições para recuperação e manutenção ambiental da bacia do Igarapé do ambiental da bacia que apresenta algumas de suas nascentes dentro da área do Itapuranga. O estudo Gigante deverá ser realizado em toda a área da bacia hidrográfica desde sua nascente principal até sua foz, no Tarumã-Açu, utilizando dessa forma a bacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão ambiental. IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Perda de solos por processos erosivos, rebaixamento do lençol freático, eutrofização por efluentes subterrâneos, assoreamento dos igarapés, alteração da dinâmica hídrica, alteração na qualidade das águas superficiais, sobrecarga na infraestrutura de saneamento, geração de resíduos sólidos, aumento da demografia e migração das pessoas. O programa de educação ambiental tem como objetivo principal ampliar a compreensão dos problemas ambientais e a importância da participação social no equacionamento das condições adversas, através do trabalho das particularidades e aptidões (ambientais, Relacionado com todos os impactos do 7. Programa de educação sóciosociais e econômicas) locais. Objetiva, sobretudo EPIA ambiental “Escolas Ecológicas” formar cidadãos transformadores das realidades própria e social, sensibilizados dos problemas e da necessidade de busca coletiva de soluções, além da valorização das potencialidades locais. Alteração na qualidade da água, erosão 8. Programa de monitoramento da Servir como ferramenta de prevenção e controle de pela água, deposição de sedimentos e qualidade de recursos hídricos danos ambientais. partículas, contaminação do solo e das águas subterrâneas e superficiais. 82 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS PROGRAMAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS 9. Programa de comunicação social Esclarecer a população sobre todos os aspectos da implementação do empreendimento. Identificar as principais dúvidas da população. Este programa relaciona-se com todos os Atuar junto à Prefeitura e Estado no sentido de impactos e riscos ambientais identificados informar os técnicos desta instituição quanto às etapas no estudo de impacto ambiental da obra. Estabelecer um procedimento para o repasse das informações relevantes sobre o empreendimento. 10. Programa de paisagismo Enriquecer o empreendimento com áreas vegetadas melhorando e protegendo a estrutura do solo, evitando Este programa relaciona-se com impactos processos erosivos, além do incentivo ao plantio de ligados especialmente à supressão de espécies nativas sempre que possível na arborização vegetação. paisagística do condomínio. Com o aumento da população, que se caracteriza pelo consumo de produtos diversos, haverá maior demanda pelos serviços de coleta de lixo. Aliado a um futuro Contaminação da água e do solo, 11. Gestão de resíduos sólidos do programa de separação de lixo no Condomínio, pode- aumentando da oferta de emprego, condomínio se potencializar impactos positivos para a população dinamização do comércio local. do entorno, principalmente para a população de baixa renda. Este programa relaciona-se com todos os Garantir a inserção segura e positiva do impactos e riscos ambientais identificados e 12. Programa de acompanhamento, empreendimento no ambiente regional. O programa de com o monitoramento dos programas orientação e monitoramento monitoramento ambiental, na geração do relatório ambientais articulados ao empreendimento ambiental. mensal a ser encaminhado aos órgãos ambientais em além da vistoria à campo das atividades em Manaus, apresentará um trabalho de vistoria a campo. desenvolvimento. 83 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental MEDIDAS E PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS PROGRAMAS DE CONTROLE AMBIENTAL OBJETIVO Esse programa busca monitorar a fauna local, acompanhando seu deslocamento dentro da gleba e 13. Programa de monitoramento e propõe o resgate da fauna passível de ser relocada resgate da fauna para uma área de elevada qualidade ambiental dentro do mesmo ecossistema onde será constituído a U.C. 14. Programa Casa Ecológica A proposta deste projeto tem por objetivo sensibilizar os futuros moradores do condomínio AlphaVille Manaus II e I em relação aos recursos naturais disponíveis, incentivando-os a determinadas atitudes que vislumbrem uma construção mais ecológica de suas residências através de uma série de publicações técnicas, porém, de cunho de aplicação efetivamente prática promovendo uma potencialização dos recursos naturais disponíveis como o aproveitamento da água da chuva através do recolhimento da água do telhado. IMPACTOS A SEREM PREVENIDOS MITIGADOS OU COMPENSADOS Este programa relaciona-se com todos os impactos e riscos ambientais identificados no estudo ambiental, especialmente do meio biótico. Supressão da vegetação, Diminuição da permeabilidade do solo, alteração da dinâmica hídrica, melhoria na qualidade das águas superficiais, sobrecarga do sistema publico de coleta de resíduos. Melhorar os procedimentos ambientais dentro do 15. Programa de treinamento dos empreendimento, realizando um treinamento formal Este programa relaciona-se com todos os com todos os colaboradores da obra em suas impactos e riscos ambientais identificados. colaboradores da obra diferentes fases. 84 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará Ig a rap éd 9663000 es Av. Perimetral Thal an Av. Per ime tra te l Th ales o o sé Aug u st o Lou .P Av reir o 9662250 iro Av. J 9662250 e our sL reir ale Lou Th tral ime Per Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro Av. Liberalina Lourei ro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara l etra erim Av Lo ugusto . José A Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Unidades Ambientais Área de Preservação Permanente (30 m Igarapés + 50 m Nascentes) Corredores ecológicos Unidade de Conservação Áreas externas aos corredores e Unidade de Conservação ureiro Tha les i Loure ro Av. C e Legenda rina S outo 9661500 Av. Ce rina Sou t 9661500 o Cliente: mo ALPHAVILLE URBANISMO S.A. eri m Av .d oT uri s Av .P e tr al T ha les Lo u re Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 61: Localização dos Corredores de Biodiversidade em Toda a Área do Itapuranga IV (Programa 3) iro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 823000 823500 824000 N o Lour ei r s ale o August Th tral ime Per Av. Av. José Lou o reir 9662000 9662000 Av. Legenda a ralin Libe Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Unidades Ambientais Área de Preservação Permanente (30 m Igarapés + 50 m Nascentes) Corredores ecológicos Unidade de Conservação Integral na Chácara das Nascentes Áreas externas aos corredores e Unidade de Conservação eiro Lour Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. 9661500 9661500 Tu ri out o Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 62: do rina S Localização da Unidade de Conservação a Ser Criada no Itapuranga IV (Programa 4) Av . Av. Ce sm o Projeto: Escala: 40 0 40 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 823000 823500 824000 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará Ig a rap éd 9663000 es Av. Perimetral Thal an Av. Per ime tra te l Th ales o o sé Aug u st o Lou .P Av reir o 9662250 iro Av. J 9662250 e our sL reir ale Lou Th tral ime Per Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro Av. Liberalina Lourei ro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara l etra erim Aug Av. José usto Lo Legenda ureiro Tha Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário les Fases do Monitoramento Arqueológico i Loure ro 1ª Fase - AlphaVille Manaus I 2ª Fase - AlphaVille Manaus II 3ª Fase - Demais áreas Av. C e rina S outo 9661500 Av. Ce rina Sou t 9661500 o Cliente: mo ALPHAVILLE URBANISMO S.A. eri m Av .d oT uri s Av .P e tr al T ha les Lo u re Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 63: Prospecção Profunda e Monitoramento Arqueológico no Itapuranga IV e no Alphaville Manaus II (Programa 5) iro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 822500 825000 827500 N 9665000 9665000 Margem Esquerda da Bacia do Tarumã-Açu Bacia do Tabatinga 9662500 9662500 Legenda Limite da Bacia do Gigante Limite da margem esquerda da bacia do Tarumã-Açu e da Bacia do Tabatinga Limite da Área do Itapuranga IV Limite da Área do AlphaVille Manaus II Hidrografia Bacia do Gigante 9660000 9660000 Cliente: ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 64: Mapa de Localização e Identificação da Malha Hidrográfica da Bacia do Gigante (Programa 6) Escala: 300 0 300 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 9657500 9657500 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 822500 825000 827500 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará Ig a rap éd 9663000 àà es Av. Perimetral Thal an Av. Per ime tra te l Th ales Lou o o sé Aug u st o Lou .P Av reir o l etra erim Tha les i Loure ro Av. C e àà usto Lo Legenda ureiro àà à rina S outo Av. Ce rina Sou t o Cliente: eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri s Av .P e tr al T ha les Lo u re Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Delimitação das Áreas de Preservação Permanente Passagem subterrânea com instalação de redutores de velocidade (lombadas) Corredores de biodiversidade Unidade de Conservação (RPPN) 9661500 mo 9661500 Aug Av. José àà àà àà 9662250 iro Av. J 9662250 e our sL reir àà ale àà àà Th tral ime Per Av. ig Av. Areal Souto oG Loureiro Av. Liberalina Lourei ro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 65: Locação de Passagens Subterrâneas e Redutores de Velocidade (Programa 13) iro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 821250 822000 822750 823500 824250 N u -aç ico P ará Ig a rap éd 9663000 Ë an Av. Per ime tra te ales Lou Ë o o sé Aug u st o Lou .P Av reir o l etra erim Av. José Tha les i Loure ro Av. C e Loureir o Legenda Ë Ë rina S outo Ë Av. Ce rina Sou t o Cliente: eri m ALPHAVILLE URBANISMO S.A. Av .d oT uri s Av .P e tr al T ha les Lo u re Limite da Área do AlphaVille Manaus II Limite da Área do Itapuranga IV Hidrografia Viário Delimitação das Áreas de Preservação Permanente Passarela aéreas de passagem de fauna Corredores de biodiversidade Unidade de Conservação (RPPN) 9661500 mo 9661500 o August Ë ËË 9662250 iro Av. J e our sL reir ale Ë 9662250 Ë l Th Th tral ime Per Av. ig Ë Loureiro Av. Areal Souto oG es Av. Perimetral Thal Av. Liberalina Lourei ro 9663000 pé C h Igara pé T aru m ã Igara Projeto: Relatório de Impacto Ambiental Itapuranga IV Figura 66: Mapa de Localização das Passarelas Aéreas da Fauna (Programa 13) iro Escala: 9660750 9660750 100 0 100 Meters Projeção Universal Transversa de Mercator Fuso 20 Sul - Datum Horizontal SAD 69 Data: Setembro / 2007 Responsável Técnico: Eng. Agro. Cleverson V. Andreoli CREA: PR-9053/D 821250 822000 822750 823500 824250 Relatório de Impacto Ambiental ANÁLISE AMBIENTAL Contexto Estabelecido para a Análise Ambiental Para fechar este Relatório de Impacto Ambiental, apresentase a seguir, na íntegra, conforme apresentado no estudo de impacto ambiental, uma análise equilibrada entre a importância social do empreendimento, as interferências ambientais a serem ocasionadas pela sua implementação e as medidas e programas a serem adotadas em função dessas. É o resultado da análise combinada desses fatores que pode determinar com segurança a viabilidade ou não do empreendimento. Nesse sentido, as idéias expressas necessariamente devem passar pelo crivo dos diversos agentes envolvidos na questão, especialmente os analistas dos órgãos ambientais competentes e licenciadores a quem caberá a decisão sobre o licenciamento. A análise ambiental da implantação de condomínios em geral deve focar dois contextos interdependentes: o contexto macroregional, que diz respeito ao processo de ocupação urbana estabelecido pelas políticas públicas de uma determinada região, e o contexto local, que possibilita a análise das interferências do empreendimento com o ambiente da vizinhança. Se tanto no contexto macro-regional como no contexto local - e na somatória dos fatores que se interrelacionam entre os contextos – a implantação do condomínio de acordo com as premissas do estudo de impacto ambiental apontem para ganhos ambientais, pode-se afirmar a viabilidade ambiental do empreendimento. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II No contexto macro-regional, o projeto do Condomínio AlphaVille Manaus II está inteiramente adequado aos instrumentos de planejamento da ocupação urbana definidos pela prefeitura municipal de Manaus, fato que confere um caráter de sinergia às suas proposições - tanto as ambientais, expressas neste EIA, quanto às de cunho estrutural e urbanístico expressas no projeto de engenharia. Isto é, o projeto se coloca como instrumento de consolidação das políticas de ocupação determinadas pelas legislações pertinentes e, com isso, tem o potencial de garantir a sua parte na manutenção e melhoria da qualidade ambiental da região, planejadas nesses documentos técnicos. Além disso, por situar-se em região de elevada importância ambiental e ainda estar localizado em área de APA, o empreendimento, da forma como foi concebido, funcionará como modelo e indutor do planejamento das futuras ocupações que tendem a preencher os espaços urbanizáveis da APA. Isso pode representar a consolidação de uma política de ocupação urbana harmonizada com a necessidade de conservação dos recursos naturais na cidade de Manaus. No contexto local, através deste Estudo Prévio de Impacto Ambiental, o empreendimento estabelece políticas diferenciadas de ocupação do espaço que resultarão em benefícios para a vizinhança. A preservação e recuperação do ambiente natural – água, flora e fauna – e a dinamização da economia – através da geração de empregos e serviços permanentes – são alguns dos fatores que certamente contribuirão para a melhoria da qualidade de vida da população local, em relação ao uso atual da área. Como conseqüência negativa, tem-se a interferência no habitat de indivíduos da fauna que se encontra em ameaça de extinção, para mitigar e compensar este impacto será proposta a doação de uma área dentro do Itapuranga IV para a criação de uma Unidade de 91 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Conservação, além da definição das áreas para os corredores ecológicos. Em ambos os contextos – macro-regional e local – o empreendimento incorpora as necessidades requeridas para a ocupação ordenada do espaço rural urbanizável, abrindo assim novas perspectivas para o processo de urbanização da região em que está inserido. São considerados como premissas fundamentais o diagnóstico da situação atual da área, os propósitos do empreendedor (projeto), os impactos decorrentes da implantação e o conjunto de medidas preventivas, mitigantes e compensatórias definidas como essenciais para a inserção do empreendimento dentro dos critérios legais definidos pela legislação brasileira e nos princípios do desenvolvimento sustentável. Promoverá o monitoramento constante da fase de construção do condomínio, sendo acompanhado mensalmente pelos órgãos ambientais. Promoverá um programa de monitoramento e resgate da fauna, e implantará outras medidas de controle como a instalação de passagens subterrâneas e lombadas localizadas em todas as vias de interseção de áreas frágeis (APP e corredores) e instalação de passarelas aéreas. Garantirá a preservação de 35,11 hectares de floresta nativa através da criação de uma Unidade de Conservação que também abrigará a fauna local. Promoverá um programa junto aos moradores do condomínio incentivando a adoção de padrões urbanísticos condizentes com as características climáticas e culturais de Manaus. Garantirá a preservação de mais 5,4 hectares em corredores ecológicos além dos 34,44 hectares que já estão em áreas de preservação permanente Realizará a coleta de todo esgoto produzido que será tratado em estação de tratamento própria com elevada eficiência. 92 Relatório de Impacto Ambiental Garantirá que 34,75% da chácara Verão e 34,14% da chácara Sol ficarão permeáveis, valores bem superiores aos solicitados pela legislação que é de 20%. Garantirá a preservação de 12,08% de áreas verdes nativas na chácara Ve5rão, considerando que a legislação solicita 8%. Implantará o sistema de drenagem pluvial com sistema de dissipação de energia diminuindo a pressão dos corpos hídricos. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Promoverá a condomínio. separação de resíduos dentro do Garantirá uma distribuição adequada das áreas verdes nativas, arborizadas nativas e espaços livres permitindo espaços menores de deslocamento para as aves. Com a somatória desses benefícios e de outros de menor magnitude, já comentados ao longo deste estudo, o empreendimento tende a influenciar a implantação de empreendimentos similares contribuindo para a política de ocupação urbana ambientalmente sustentável especialmente para a área que se constitui na APA Tarumã/Ponta Negra. Fará o monitoramento da qualidade da água na área do empreendimento colaborando com os programas estaduais de controle da qualidade dos recursos hídricos. 93 Relatório de Impacto Ambiental CONCLUSÃO Todos os estudos realizados buscam uma valorização do ambiente natural, que poderão ser aproveitados para um estudo maior relacionado ao Plano de Manejo da APA Tarumã/Ponta Negra. O Plano de Manejo para a região é de fundamental importância uma vez que ele fará uma melhor regulamentação do uso do solo. Isso não significa que a área da APA não poderá ser utilizada, mas sim que será necessário o estabelecimento de regras para essa ocupação. Examinando o cenário da implantação do Condomínio AlphaVille Manaus II, a partir da leitura e análise dos princípios urbanísticos e dos princípios ambientais conclui-se que o empreendimento atuará como pólo de desenvolvimento sustentável, estimulando o rearranjo do desenho urbanístico de seu entorno e atraindo novos empreendimentos comerciais, sociais e culturais. Propiciará mudanças no uso do solo, melhorando a condição ambiental atual da área e a condição econômica da região, especialmente em virtude da localização da APA nessa porção urbana de Manaus. Em relação ao diagnóstico ambiental realizado, pode-se concluir que a área apresenta uma área vegetada ainda bem preservada, com uma fauna rica, porém, está localizada em ambiente urbano, dessa forma a ocupação dessas áreas será inevitável. Portanto, o que se busca é a implantação de empreendimento que não só respeitem os parâmetros legais impostos pelo município, mas também se comprometam com a melhoria desses índices propiciando um ambiente de convivência da urbanização e do ambiente natural. ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Toda a região sofre com a disposição inadequada de esgoto doméstico sendo lançados diretamente nos igarapés ou com sistemas precários de tratamento. Os resíduos sólidos também se configuram como um grande problema, pois são lançados nos igarapés e nas áreas de borda dos terrenos e em áreas de preservação permanente e nos períodos onde a chuva é intensa eles são carregados e espalhados em toda a extensão do Itapuranga na porção que limita com o igarapé do gigante, existindo ainda uma pressão grande sobre as áreas de preservação permanente. Considera também, o conjunto de prognósticos advindos da implantação e operação do empreendimento, não só sob o ponto de vista ambiental, como no que diz respeito aos reflexos sócioeconômicos decorrentes do mesmo, especialmente na área de entorno, especialmente com o incremento no comércio e nos serviços locais, ocupação de cargos em todas as fases do empreendimento, que serão decorrência do empreendimento. A implantação do empreendimento, com as características e o porte proposto implicará na alteração dos processos econômicos e sociais vigentes atualmente na área de entorno, intensificando fluxos socioeconômicos, tais como a geração de empregos temporários e permanentes e aumento da arrecadação tributária, dinamizando a economia regional e local. Os impactos negativos decorrentes deste processo necessitarão ser prevenidos, mitigados e compensados. O empreendedor assumirá parte das melhorias a serem implantadas, especialmente relacionadas às áreas verdes para a constituição da Unidade de Conservação e dos corredores ecológicos, sugerindo como medida compensatória a instalação da U.C. 94 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Ao assumir a mitigação e compensação dos prováveis impactos negativos decorrentes do empreendimento, o empreendedor estará inserindo novas variáveis de desenvolvimento urbano-ambiental, através da preservação e recomposição de fragmentos vegetais ocorrentes na área, bem como a implantação de programas que visem a participação da comunidade como o programa “Escolas Ecológicas”. Tais medidas resultarão em benefícios diretos e indiretos à comunidade da região, ampliando as facilidades relacionadas à estruturação urbana. Diante das informações, análises e recomendações expressa ao longo deste estudo pode-se afirmar que o Condomínio AlphaVille Manaus II contempla todos os requisitos necessários para superar a etapa do licenciamento ambiental prévio, que encerra o objetivo fundamental do Estudo Prévio Impacto Ambiental apresentado. A partir da obtenção da Licença Prévia, cabe ao empreendedor a elaboração e execução do Projeto Plano de Controle Ambiental de acordo com os programas e medidas de controle ambientais aqui recomendadas, para solicitar aos órgãos ambientais competentes as licenças de instalação e de operação do empreendimento. Ao final do processo de elaboração deste EPIA/RIMA, podese considerar que se forem implantadas todas as medidas mitigadoras e compensatórias propostas, se cumpridas todas as normas jurídicas estabelecidas na legislação vigente, se executados os procedimentos permanentes de gestão ambiental envolvendo os monitoramentos propostos, permitirá concluir definitivamente pela viabilidade ambiental do empreendimento, visto que as alterações do meio físico serão passíveis de controle, as intervenções no meio bitótico serão mitigadas e compensadas e os impactos sociais, históricos, culturais e econômicos, inseridos no meio antrópico, serão, predominantemente positivos. 95 ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Relatório de Impacto Ambiental EQUIPE TÉCNICA Coordenação Geral Cleverson Andreoli, Eng. Agro. Dr Andréia Ferreira, Eng. Agro. Dra Annelissa Donha, Eng. Agro. MsC. Coordenação Técnica Cleverson Andreoli, Eng. Agr. Dr Andréia Ferreira, Eng. Agro. Dra Annelissa Donha, Eng. Agro. MsC Jorge Justi, Jr, Eng. Agro. Esp. Coordenação Local Andréia Ferreira, Eng. Agro. Dra Edson Mileski, Eng. Flo. MsC. Pedologia Jorge Justi Jr, Eng. Agro. Esp Climatologia Cristina Tamanini, Eng. Agro. MsC. Qualidade e Usos das Águas Superficiais Andréia Ferreira, Eng. Agro. Dra Jorge Justi Jr, Eng. Agro. Esp. Cristina Tamanini, Eng. Agro. MsC. Cinthya Hoppen, Eng. Qui. MsC. Cobertura Vegetal e Uso do Solo Edson Mileski, Eng. flo. Andréa Sanches, Bio. MsC. Fauna Editoração Final Ana Cristina Cordeiro, Bio. MsC Andréia Ferreira, Eng. Agro. Dra Jorge Justi Jr. Eng. Agro. Esp. Cristina tamanini, Eng. Agro. MsC. Arqueologia Desenho de Cartografia Jorge Justi Jr, Eng. Agro. Esp Annelissa Donha, Eng. Agro. MsC Aspectos Legais Guilherme Fragomeni, Adv. André Anibelli, Adv. Geologia, Geomorfologia, Hidrogeologia e Fisiografia Andrew Muller, Geo. Carlos Augusto da Silva, Arq. Esp. Eduardo Neves, Arq. Dr. Caroline Caromano, Tec. Arq. Cláudio Cunha, Tec, Arq. Custódio Gonçalves, Téc. Edimar Alves, Téc. Arq. Elaine Wanderley, Téc. Arq. Francisco Villaça, Téc. Arq. Leandro Cascon, Téc. Arq. Levemilson da Silva, Téc. Arq. Veldirene Moraes, Téc. Arq. 96 Relatório de Impacto Ambiental ITAPURANGA IV ALPHAVILLE MANAUS II Sócio-Economia Gleice de Melo, Sociol. MsC. Ronisley Martins, Turism. Esp. Saneamento Ambiental José Vallin Almeida, Eng. civil e sanitarista Stefan Keppler, Bio. Esp. Doenças Tropicais Endêmicas Marcus Vinícius Lacerda, Médico, Esp. Tráfego Manoel de Castro Paiva, Eng. Civil Descrição do empreendimento e uso do solo Fabiana de Nadai Andreoli, Eng. Civil, MsC. 97 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL Empreendedores: T.LOUREIRO AlphaVille Manaus II Itapuranga IV Elaboração: