CENTRO UNIVERSITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE – UNIDESC CURSOS DE MEDICINA VETERINÁRIA & CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Disciplina de Biologia Celular MEMBRANAS CELULARES Prof MSc. Prof. MSc Cristiano Rosa de Moura Médico Veterinário “Há pessoas que lutam um dia e são boas. Há outras que lutam um ano e são melhores. Mas há as que lutam toda a vida e são imprescindíveis.” Bertold Brecht Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 1) MEMBRANAS CELULARES - são fluídas - composição . lípídios . proteínas . carboidratos Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 1) MEMBRANAS CELULARES - compõem: . membrana plasmática . organelas citoplasmáticas membranosas (mitocôndrias, mitocôndrias retículo endoplasmático, endoplasmático aparelho de Golgi, lisossomos e peroxissomos) . envoltório en oltório n nuclear clear Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA - revestimento externo das células - separação entre meio externo e interno da célula - Composição . lípídios . proteínas . carboidratos Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA - Lipídios . fosfolipídios (principal) (principal), glicolipídios glicolipídios, colesterol . fosfolipídios dispostos numa bicamada . apolar (p/ o centro) – 2 cadeias porções de ácidos graxos → hidrofóbica . polar (p/ a superfície) → hidrofílica Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA Polar: hidrofílica Molécula de fosfolipídio Não polar: p hidrofóbica Fonte: YOUNG & HEATH (2001) Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA - Proteínas . proteínas integrais (“transmembrana”) parte voltada para exterior – hidrofílica parte voltada para interior – hidrofóbica formam canais iônicos e p proteínas carreadoras . proteínas periféricas . funcionam como receptores celulares Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA - Carboidratos . glicolipídios li li ídi . glicoproteínas . glicocálix Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 1) MEMBRANAS CELULARES - Glicocálix . material flocular rico em carboidratos . reveste externamente a membrana . intimamente integrado g às g glicoproteínas p eg glicolipídios p . funções: reconhecimento celular, inibição por contato, adesão celular e proteção contra interação com proteínas inadequadas e contra lesões químicas e físicas Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA Arranjo estrutural – modelo do mosaico fluído Carboidratos Bicamada Bi d lipídica Fonte: STEVENS & LOWE (2001) Proteína periférica Proteína integral Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA - Funções F õ .p permeabilidade seletiva . transporte . reconhecimento celular . adesão celular . inibição por contato . receptor . antigenicidade Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2) MEMBRANA PLASMÁTICA Transporte Através da Membrana Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana 1 – Difusão Simples - transporte passivo - sem g gasto de energia g - a favor do gradiente de concentração - passagem substâncias lipossolúveis, O2, CO2, água, ureía e outros íons inorgânicos - não envolve participação d proteínas de t í Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana 2e3 3– Difusão Facilitada - transporte passivo - sem g gasto de energia g - a favor do gradiente de concentração - passagem de água, íons e substâncias um pouco maiores como glicose e aminoácidos - envolve participação de prot í teínas carreadoras Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana 4 Transporte ativo 4– - com gasto de energia - contra g gradiente de concentração ç - principais exemplos: bomba de Na+-K+, bomba de Ca++, e outras bombas prótons Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana Bomba de Sódio e Potássio - carreia 3 móleculas de Na+ para o exterior - carreia 2 moléculas de K+ para o interior Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana Transporte ativo tipos de proteínas í carreadoras: • uniportes p ou uniportadoras p → transportam p apenas p uma única substância • simportes i t ou simportadoras i t d → transportam t t ambas b substâncias na mesma direção • antiportes ou antiportadoras → transportam as duas substâncias em direções opostas Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana Endocitose - incorporação de substâncias - transporte em massa a) Fagocitose - por evaginação g - incorporação de: . bactérias . fungos . protozoários . células alteradas . outras t partículas tí l do meio extracelular Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana b)) Pinocitose - por invaginação - incorporação de: . fluído extracelular . partículas do fluído extracelular Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana Exocitose - eliminação de substâncias - transporte em massa Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Transporte Através da Membrana Transcitose - passagem de uma molécula através da célula sem a sua utilização ç e/ou transformação ç - transporte em massa Fonte: http://www.arrakis.es/~lluengo/membrana.html Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 3) DIFERENCIAÇÕES DA MEMBRANA CELULAR a) especializações da membrana apical - microvilosidades i il id d - cílios e flagelos - estereocílios b) especializações da membrana lateral - junções de oclusão - junções de ancoração (ou de adesão) - junções comunicantes (ou tipo “gap”) - desmossomos - interdigitações c) especializações da membrana basal - invaginações da membrana plasmática (ou interdigitações) - hemidesmossomos Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura a) microvilosidades - são prolongamentos citoplasmáticos digitiformes da superfície celular que se projetam para o interior da luz - localização: células intestinais e dos túbulos renais - função: aumentar a superfície de contato aumentar capacidade de absorção Microvilosidade Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura b) estereocílios (seta vermelha) - são vilosidades longas encontradas no epidídimo e cóclea - não são móveis - função: aumentar superfície de contato (epidídimo) e geração de sinais (cóclea) Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura c) junções de oclusão - junção mais apical - semelhante a um cinto ((presente em toda circunferência)) - resultado da fusão das lâminas externas da membrana - função: lacrar espaço intercelular d) junções de adesão - são ã llocalizadas li d abaixo b i d das jjunções õ d de oclusão l ã - semelhante a um cinto (presente em toda circunferência) - resultado da justaposição das membranas com conseqüente ligação das proteínas de membrana - função: adesão Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura junções de oclusão junções de adesão desmossomos junções comunicantes Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura e) junções comunicantes (ou do tipo “gap”) - são semelhantes às junções de adesão, porém a proteína de membrana além de servir como meio de adesão também funciona como canal de comunicação f) desmossomos ou macula densa - semelhante as junções de adesão, entretanto diferem pelo acúmulo ú l de d elementos l t d do citoesqueleto it l t Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura junções de oclusão junções de adesão desmossomos junções comunicantes Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura g) interdigitações - são invaginações da membrana para aumentar o contato com as células él l adjacentes dj t h) hemidesmossomos - assemelha-se ao desmossomo - promove adesão da membrana basal com a lâmina basal i) invaginações de membrana - são invaginações da membrana - aumentam a superfície da membrana - facilita transporte de membrana hemidesmossomos Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 4- COMUNICAÇÃO OU SINALIZAÇÃO INTERCELULAR 2.3 Formas de Comunicação Celular junções do tipo gap ligações da membrana plasmática → sinalização para moléculas na matriz extracelular secreção de substância química → comunicação com células situadas distantemente Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 4- COMUNICAÇÃO OU SINALIZAÇÃO INTERCELULAR 2.4 Tipos p de Comunicação ç Via Substância Química transmissão parácrina → difusão do mensageiro via fluído intersticial transmissão neurócrina (sináptica) → transporte de mensageiro i neurônio ô i a neurônio ô i via i sinal i l elétrico lét i transmissão endócrina → transporte do mensageiro (hormônio) via corrente sangüínea (mensageiro secretado diretamente na corrente) transmissão exócrina → agente secretado para fora do corpo Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura 2- MENSAGEIRO QUÍMICO 2.4 Tipos de Comunicação Via Subst. Quím.