INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA BIOLOGIA – AULA 1 Professor Esp. André Luís Souza Stella Professora Esp. Lucia Iori NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS ÁTOMOS E MOLÉCULAS: Os átomos forma toda a matéria que existe. Eles se unem por meio de ligações químicas para formar as moléculas, desde moléculas simples como a água (H2O), até moléculas complexas como proteínas, que possuem de centenas a milhares de átomos. 2 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS ORGANELAS: As organelas são estruturas presentes no interior das células, que desempenham funções específicas. São formadas a partir da união de várias moléculas. 3 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS CÉLULA:A célula é a unidade básica da vida, sendo imprescindível para a existência dela. Existem vários tipos de células, cada uma com sua função específica. 4 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS CÉLULA EUCARIONTE ANIMAL E VEGETAL 5 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS • TECIDO: Os tecidos são formados pela união de células especializadas. Os tecidos estão presentes apenas em alguns organismos multicelulares como as plantas e animais. 6 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS • ÓRGÃOS: Os tecidos se organizam e se unem, formando os órgãos. Eles são formados de vários tipos de tecidos, por exemplo. O coração é formado por tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso. Os ossos são formados por tecido ósseo, sanguíneo e nervoso. 7 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS • SISTEMAS: Os sistemas são formados pela união de vários órgãos, que se trabalham em conjunto para exercer uma determinada função corporal. 8 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS • ORGANISMO: A união de todos os sistemas forma o organismo, que pode ser uma pessoa, uma planta, um peixe, um cachorro, um pássaro, um verme, etc. 9 NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS SISTEMAS ÁTOMO MOLÉCULAS E MACROMOLÉCULAS ORGÃOS ORGANELAS CELULARES CÉLULA TECIDOS ORGANISMOS 10 CÉLULA: BASE PARA A ORGANIZAÇÃO DA VIDA • Célula, unidade mínima de um organismo, capaz de atuar de maneira autônoma. Alguns organismos microscópicos, como bactérias e protozoários, são células únicas (UNICELULARES), enquanto os animais e plantas são formados por muitos milhões de células organizadas em tecidos e órgãos (PLURI ou MULTICELULARERS). CÉLULA: ORIGEM E EVOLUÇÃO Há 4 bilhões de anos Vapor d` água, amônia, metano, hidrogênio, sulfeto de hidrogênio e gás carbônico Calor + Radiação Ultravioleta + Descargas elétricas : COMBINAÇÃO QUÍMICA COMPOSTOS ORGÂNICOS Espontaneamente: PREBIÓTICA CÉLULAS PROCARIONTES, HETEROTRÓFICAS E ANAERÓBIAS; CÉLULAS PROCARIONTES AUTOTRÓFICAS CÉLULA: ORIGEM E EVOLUÇÃO • Células: bactérias • Procariontes FOTOSSÍNTESE • Acúmulo de oxigênio na atmosfera formou-se a camada de ozônio Procarionte Eucarionte A DESCOBERTA DA CÉLULA • Robert Hook (1665) - Inglaterra • Observou uma fatia de cortiça com um conjunto de lentes de aumento; • Observou uma estrutura emaranhada com unidades repetitivas as quais denominou “cela” ou “célula”. A DESCOBERTA DA CÉLULA (PROCARIONTE) • Anton van Leeuwenhoek (1632 – 1723) Holanda • Lente de aumento acoplada a uma chapa com um anteparo para se observar gotículas de líquidos como água da chuva e saliva. • Observou filamentos de diversos tamanhos, pequenas esferas e filamentos as quais denominou “animálculos”. O MICROSCÓPIO DE LEEUWENHOEK ESTUDOS DE LEEUWENHOEK 1673-1723: observações relatadas à Sociedade Real de Londres A TEORIA CELULAR Mathias Jakob Scheleiden – estudo da estrutura e fisiologia das plantas “Todos os vegetais são constituídos por células”. Theodor Schwann – estudo da anatomia dos animais – “Todos os animais são constituídos por células.” PRIMEIRA LEI DA TEORIA CELULAR Todos os seres vivos são constituídos por células A TEORIA CELULAR • Rudolf Virchow - “Omnis cellula e cellula” SEGUNDA LEI DA TEORIA CELULAR: Toda célula se origina de outra célula. A TEORIA CELULAR TERCEIRA LEI DA TEORIA CELULAR: A célula é a sede das reações metabólicas do organismo. QUARTA LEI DA TEORIA CELULAR: A célula é a sede da hereditariedade UNIDADES DE MEDIDA DAS CÉLULAS • Micrômetro (µm)- milésima parte do milímetro • 1 m = 1mm/1000 ou 1mm = 103 m • Nanômetro (nm) = milionésima parte do milímetro • 1 nm = 1mm/1.000.000 ou 1mm = 106 nm • Ângstron (A) = décima de milionésima parte do milímetro • 1 A = 1mm/10.000.000 ou 1mm = 107 A CLASSIFICAÇÃO DOS ORGANISMOS ACELULARES – desprovidos de células – vírus CELULARES • PROCARIONTES – unicelulares – bactérias e cianobactérias • EUCARIONTES UNICELULARES – protozoários e algumas algas. MULTI OU PLURICELULARES – animais e plantas FORMA E TAMANHO DAS CÉLULAS • A forma da célula é variada e depende de sua função. FORMA E TAMANHO DAS CÉLULAS • Geralmente o tamanho das células é inferior ao poder de resolução do olho humano: células animais apresentam normalmente de 10 a 20 micrômetros e células vegetais, de 20 a 50 micrômetros. O tamanho médio das bactérias varia de 2 a 5 micrômetros. DIMENSÃO CELULAR • As células são os menores e mais simples componentes do corpo humano. A maioria das células são tão pequenas, que é necessário juntar milhares para cobrir a área de um centímetro quadrado. • Células - rins, pele e fígado (30 µm em média); Hemácias (entre 5 µm e 7µm). Óvulo - 0,1 mm. MEMBRANA PLASMÁTICA BIOLOGIA – AULA 3 Professor Esp. André Luís Souza Stella Professora Esp. Lúcia Iori BASES MACROMOLECULARES 99% massa Células H Hidrogênio C Carbono O Oxigênio N Nitrogênio compostos excluindo Predominância absoluta O Oxigênio Si Silício Al Alumínio Na Sódio Seres Inanimados PLT 43 Obs.: raros na crosta terrestre BASES MACROMOLECULARES POLÍMEROS característica Moléculas de Alto Peso (Macromoléculas) repetição de unidades menor peso MONÔMEROS Matéria Viva GLICOGÊNIO HOLOPOLÍMEROS: Monômeros Semelhantes HETEROPOLÍMEROS: Monômeros Diferentes ÁCIDOS NUCLEÍCOS MACROMOLÉCULAS grande diversidade Tamanho Variedade monômeros constituintes (principalmente) PLT 43 BASES MACROMOLECULARES POLÍMEROS PROTEÍNAS – aminoácidos BIOPOLÍMEROS POLISSACARÍDEOS – monossacarídeos ÁCIDOS NUCLÉICOS – nucleotídeos Seres Vivos MOLÉCULAS MENORES: lipídios, água, sais minerais e vitaminas Diversidade estrutural e funcional variedade monômeros Ex. Proteínas – 20 a.a. POLIMORFISMO Ácidos nucléicos – 5 nucleotídeos DIVERSIDADE FUNCIONAL Associação: LIPOPROTEÍNAS GLICOPROTEÍNAS PROTEOGLICANAS NUCLEOPROTEÍNAS FORMAÇÃO COMPLEXOS 29 PLT 43 MEMBRANA PLASMÁTICA - Funções • Separa o meio intracelular do meio extracelular; • Principal responsável pelo controle da penetração e saída de substâncias da célula; • Não é visível ao microscópio, devido a sua diminuta espessura; PLT 83 MEMBRANA PLASMÁTICA - Funções • Controla a entrada e saída de substâncias na célula; • Recebe informações do ambiente que permite a célula perceber a mudança e responder os estímulos; • Comunica-se com células vizinhas e com o organismo como todo; • Participa de processos metabólicos e da síntese de substâncias. PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura • Bicamada lipídica: Fornece a estrutura básica da membrana e serve como barreira de permeabilidade • Moléculas proteicas: Proteínas periféricas e proteínas integrais • Glicocálix: Continuação da membrana plasmática (bicamada lipídica- glicolipídio) PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura LIPÍDIOS: • As moléculas lipídicas estão dispostas numa dupla camada. • Possuem natureza anfipática. PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura • Principais tipos de lipídios encontrados nas membranas: → FOSFOLIPÍDIOS (em maior quantidade) → COLESTEROL → ESFINGOLIPÍDIOS Funções dos lipídios de membrana: → fornecem estrutura básica → barreira de permeabilidade PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura PROTEÍNAS: As proteínas da membrana refletem, em grande parte, as funções que podem ser desempenhadas pela célula. 2 grandes grupos: ► proteínas integrais ou intrínsecas (70%) ► proteína periféricas ou extrínsecas PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura • PROTEÍNAS INTEGRAIS • PROTEÍNAS PERIFÉRICAS PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura Principais funções das proteínas: • • • • • • Estrutura mecânica à membrana; Atuam como transportadoras; Atuam na regulação; Atuam no reconhecimento; Atuam como enzimas; Aderência. PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura CARBOIDRATOS: • Localizados no lado externo da superfície da membrana plasmática. • Importantes para o RECONHECIMENTO CELULAR (permite, por exemplo, que o sistema imune reconheça “o próprio” do “não próprio”); PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura • Incluem: GLICOLIPÍDIOS e GLICOPROTEÍNAS; • Ocorre variação entre indivíduos e entre espécies. PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura • Os carboidratos formam o glicocálix: PLT Cap. 5 MEMBRANA PLASMÁTICA - Estrutura Funções do glicocálix: • Proteção • Reconhecimento celular • Adesão MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte Permeabilidade - É o processo pelo qual as diversas substâncias podem atravessar a membrana plasmática. A membrana plasmática (M.P.) regula o movimento desses materiais O movimento das substâncias pela M.P e pelas membranas dentro das células é essencial para a vida da célula e do organismo. Ex. Oxigênio- deve mover-se para dentro da célula para sustentar a vida, enquanto materiais supérfluos e prejudiciais devem ser movidos para fora. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte A membrana plasmática tem a capacidade de regular a entrada e a saída de substâncias da célula, em processos conhecidos como transporte ativo e transporte passivo. De acordo com as substâncias que atravessam a membrana podemos classificá-la como: • permeável – permite passagem de solventes e solutos; • semipermeável – permite a passagem apenas do solvente; • de permeabilidade seletiva – permite a passagem do solvente e de tipos específicos de soluto; • impermeável – não permite passagem de substâncias MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte TRANSPORTE PASSIVO • Pode ocorrer por meio de Difusão passiva, Difusão Facilitada ou Osmose; • Ocorre sem gasto de ATP; • Meio de maior concentração Meio de menor concentração ATP: fornece energia para a célula a partir da sua decomposição MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte • Difusão simples • É o movimento (maior) de moléculas (soluto) de um meio de maior concentração para um meio de menor concentração. • Ex. Transporte do oxigênio e dióxido de carbono MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte • Difusão facilitada - Ocorre através das proteínas integrais. Moléculas grandes, insolúveis em lipídios. Ex. açucares MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte • Osmose (osmos = empurrar) - É um caso especial de difusão, do meio menos concentrado em soluto para o meio mais concentrado. A água atravessa os poros nas proteínas integrais de onde está em maior quantidade (solução hipotônica) para onde está em menor quantidade (solução hipertônica). Ex. movimento água (solvente) MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte Osmose MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte TRANSPORTE ATIVO • É necessário que se transporte substâncias para o interior da célula contra um gradiente de concentração; • Há gasto de ATP (energia); • Meio menos concentrado Meio mais concentrado; ATP: fonte de energia no transporte ativo MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte TRANSPORTE ATIVO • O transporte ativo age como uma “porta giratória”. • A molécula a ser transportada liga-se à molécula transportadora (proteína da membrana) como uma enzima se liga ao substrato. • A molécula transportadora gira e libera a molécula carregada no outro lado da membrana. • Gira, novamente, voltando à posição inicial. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO • Este tipo de transporte se dá, quando íons como o sódio (Na+) e o potássio (K+), tem que atravessar a membrana contra um gradiente de concentração. • Encontramos concentrações diferentes, dentro e fora da célula, para o sódio e o potássio. • Na maioria das células dos organismos superiores a concentração do sódio (Na+) é bem mais baixa dentro da célula do que fora desta. • O potássio (K+), apresenta situação inversa, a sua concentração é mais alta dentro da célula do que fora desta. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO •Juntos esses dois receberam o nome de bomba de sódio e potássio. •Todo este mecanismo de transporte ativo que mantém tais distribuições iônicas é de suma importância para a transmissão do impulso nervoso. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO • Reposiciona os íons em seus locais de origem. OBS: Para cada molécula de ATP utilizada, dois íons de potássio entram na célula e três íons de sódio saem da célula. Como saem 3 moléculas positivas (Na) e entram 2 (K), o meio externo fica carregado positivamente. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte FAGOCITOSE É o nome dado ao processo pelo qual a célula, graças à formação de pseudópodos, engloba, no seu citoplasma, partículas sólidas. A fagocitose é um processo seletivo, conforme pode ser observado no exemplo da fagocitose de paramécios pelas amebas. Nos mamíferos, a fagocitose é feita por células especializadas na defesa do organismo, como os macrófagos. MEMBRANA PLASMÁTICA - Transporte PINOCITOSE É o nome dado ao processo pelo qual a célula, graças à delgadas expansões do citoplasma, engloba gotículas de líquido. Formam-se assim vacúolos contendo líquido. Muitas células exibem esse fenômeno, como os macrófagos e as dos capilares sangüíneos.