UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO ESCOLAR
O PAPEL DO SUPERVISOR DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO:
FISCALIZADOR OU MEDIADOR?
Por: Janine de Souza Siqueira
Orientador
Prof.ª: Mary Sue Pereira
Niterói
2011
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
O PAPEL DO SURPERVISOR DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO:
FISCALIZADOR OU MEDIADOR?
Apresentação de monografia à Universidade Candido
Mendes como requisito parcial para obtenção do grau
de especialista em Administração e Supervisão escolar
Por: Janine de Souza Siqueira
AGRADECIMENTOS
... Á minha mãe, por estar presente em
todos
os
apoiando,
momentos
da
incentivando,
minha
vida,
me
acreditando
e
demonstrando carinho, dedicação, paciência e
muito amor.
Ao meu filho, que é um presente de Deus, a
razão do meu viver;
E a todos que contribuíram direta e
indiretamente para realização deste trabalho
E a Deus, que embora esteja por último, é
o primeiro em minha vida; por ter sido tão
generoso, colocando em meu caminho pessoas
maravilhosas que me protegem, me amam e me
ajudam. A ele não dou somente o meu a
agradecimento, mas a honra e a glória.
DEDICATÓRIA
Dedico esta monografia a minha
mãe Rita, que é um exemplo de vida,
e ao meu filho Gustavo Hezrom, com
intuito de que ele veja no meu
esforço um exemplo a ser seguido.
RESUMO
O presente trabalho tem como proposta identificar a ação supervisora
nas Unidades Escolares. Através observação da atuação dos Supervisores
Educacionais e, de pesquisa realizada com Professores da rede municipal de
São Gonçalo, o trabalho mostrará, de forma contextualizada, como o
Supervisor Educacional atua e suas verdadeiras atribuições a serem realizadas
nas Unidades escolares. Na perspectiva de identificação da atribuição que
mais se evidencia no município, baseada no olhar dos professores da rede de
São Gonçalo que trabalham diretamente e indiretamente com esses
profissionais, o trabalho evidenciará a ação supervisora do município.
Palavras-chave: Supervisão Educacional, ação supervisora e atribuições do
Supervisor no município de São Gonçalo.
5
METODOLOGIA
Esta monografia será desenvolvida através de pesquisa de campo com
professores de Escolas Municipais de São Gonçalo, e terá como base de seus
registros, as leis que regem tais profissionais, pesquisas em livros, artigos e
informações que falam especificamente sobre o papel do Supervisor
Educacional, na tentativa de identificação da ação supervisora e que esta
possa esclarecer e evidenciar as atribuições desses profissionais no interior
das escolas.
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
07
CAPÍTULO I - Uma breve história da Supervisão Educacional no Brasil
10
CAPÍTULO II - Contextualizando o papel do Supervisor Educacional do Município de
São Gonçalo - mediador ou fiscalizador?
17
CAPÍTULO III – A prática do Supervisor Educacional do Município de São Gonçalo no
olhar dos profissionais de Educação das Unidades Escolares.
29
CONCLUSÃO
37
ANEXOS
40
BIBLIOGRAFIA
54
ÍNDICE
57
FOLHA DE AVALIAÇÃO
58
7
INTRODUÇÃO
Este trabalho constitui-se a partir de pesquisa realizada com profissionais de
Educação da Rede Municipal de São Gonçalo, baseado na coletas de dados
sobre o papel do Supervisor, através de uma análise de práxis na visão de
alguns profissionais de educação que atuam diretamente ou indiretamente com
os supervisores nas unidades escolares.
O papel do Supervisor Educacional já passou por diversas
mudanças ao longo desses muitos caminhos e sua atuação foi questionada e
criticada,
mas
não
se
pode
negar
que
tais
ações
contribuíram
significativamente no processo educativo. Essas contribuições estão explícitas
na história através do processo de reconhecimento da ação supervisora no
decorrer dos anos; tais fatos serão posteriormente retratados nas páginas
deste trabalho.
Considerando a importância da função do Supervisor Educacional na
Escola, cujo papel principal é de mediar o processo educativo com o objetivo
de garantir ao estudante a aprendizagem, desempenhando o papel de um
“intelectual transformador” proporcionando um trabalho baseada no diálogo e
na reflexão, faz necessário por isso apurar, de forma teórica e real, qual a
verdadeira importância deste serviço e quais as suas atribuições dentro da
Escola.
Visando responder estas indagações, baseada no contexto histórico
da ação do Supervisor, o presente trabalho objetiva: Investigar a evolução da
Supervisão Educacional; pesquisar as concepções sobre a ação do Supervisor
encontrada em algumas escolas; verificar as metodologias utilizadas na ação
supervisora que contribuem para melhoria do processo ensino e aprendizado;
ressaltar a importância da função/atribuições do Supervisor Educacional na
Escola, e os principais paradigmas educacionais norteadores da ação
supervisora e identificar as atribuições do Supervisor Educacional nas
Unidades Escolares – fiscalizador ou mediador?
O trabalho terá como base a pesquisa de forma de questionário, e
esta ao ser realizada caracterizou-se como descritiva, com enfoque avaliativo.
8
Descritiva porque os entrevistados responderam algumas perguntas baseada
na sua realidade e qualitativa, porque todos os dados da realidade são
importantes e predominantemente descritivos. As perguntas foram as
seguintes:
*Você é professor desta escola quanto tempo?
*Você conhece o Supervisor de sua Escola?
*Você sabe qual é o papel dele e o que ele realiza na escola?
*Ele participa de reuniões pedagógicas?
*Ele participa do conselho de Classe?
*A ação dele contribui para o enriquecimento da sua prática
pedagógica?Dê que forma?
*Para você a ação do seu Supervisor atende as reais necessidades
de sua escola?
*Para você o Supervisor deveria ser mais...
A pesquisa foi realizada com o corpo docente de escolas públicas
municipais da cidade de São Gonçalo - Rio de Janeiro, atingindo 15 (quinze)
professores, considerando para análise 100% do grupo pesquisado. Os
questionários podem ser vistos no anexo desta monografia. Aplicados pelo
próprio pesquisador, ciente que através deste método é possível considerar a
“participação do sujeito como um dos elementos do seu fazer científico”
(TRIVIÑOS, 1997, p.138), os dados da pesquisa foram analisados de forma
interpretativa e argumentadas baseadas em teorias e documentos legais que
podem esclarecer a ação do Supervisor no contexto escolar pesquisado.
Este trabalho monográfico apresenta-se estruturado em três
capítulos e disposto da seguinte forma: o primeiro capítulo – Uma breve
história da Supervisão Educacional no Brasil – abordará através de um breve
histórico o processo de identificação da ação supervisora no Brasil. No
segundo capítulo - Contextualizando o papel do Supervisor do Município de
São Gonçalo - mediador ou fiscalizador? , esse desmembrado em dois eixos:
Supervisão Educacional – sua história no município de São Gonçalo e O
Supervisor Educacional e suas atribuições - relata a história e trajetória do
Supervisor Educacional de São Gonçalo e a identificação das atribuições do
9
profissional descrita no regimento do município. Já no terceiro capítulo – A
prática do supervisor do Município de São Gonçalo no olhar dos profissionais
de educação das Unidades Escolares, é feita uma análise da pesquisa
confrontando os dados com a real função do Supervisor nos dias atuais, na
perspectiva de identificação, se a prática de tais profissionais tende para uma
prática fiscalizadora ou mediadora.
Após toda essa explanação o trabalho se encerra tendo como
objetivo elucidar alguns questionamentos que foram suscitados durante a
vivencia escolar do pesquisador e que o impulsionou a essa pesquisa.
10
CAPÍTULO I
UMA BREVE HISTÓRIA DA
SUPERVISÃO EDUCACIONAL NO BRASIL
Embora vivamos num mundo globalizado e demarcado pela
tecnologia e informatização, a sociedade ainda enfrenta crises cada vez mais
violentas, entretanto a capacidade humana de produzir e de criar permanece.
As desigualdades sociais existem e subsiste a vontade humana; e cada vez
mais as pessoas que pouca, ou nenhuma oportunidade tiveram ou têm de
habilitarem-se para o mundo do trabalho exigente e competitivo, se distanciam
cada vez mais de um futuro mais digno e justo.
Mas o que tem haver essa história com a história da Supervisão?
Todos os conflitos existentes e vividos pelas famílias – base da formação física
e moral do educando, acabam presentes na escola, na sala de aula, e os
professores
que
estão
na
ponta
do
processo
educativo
sentem-se
despreparados para lidar com esses aspectos e, até, para atender as
demandas desses alunos frutos dessa geração imediatista, materialista e
capitalista.
Numa visão neoliberal, a cobrança da sociedade e do mercado de
trabalho é que as pessoas desenvolvam “competência”, sejam competitivas,
que aprendam a aprender e que superem com conhecimentos teóricos e
sólidos os conflitos do dia a dia, enfim que saibam solucionar problemas
promovendo soluções lucrativas. Pois tudo gira em torno da produção, do lucro
e da eficácia dessa educação.
E a escola contribui para isso? A sua contribuição para a superação
dos problemas da sociedade estão no significado das ações de cada “ator” no
contexto escolar. As ações de cada profissional (ator): Direção, Supervisão
Educacional, Orientação Educacional, Professores e funcionários em parceria
com os alunos, pais e comunidade escolar promoverão uma formação
11
diferenciada. Uma formação consciente e necessária para que haja uma
verdadeira
educação.
Uma
educação
comprometida
em
desenvolver
competências, mas também de conscientização do indivíduo para que ele
exerça seu papel na sociedade, interferindo de maneira que haja mais justiça e
igualdade social. Mas para que tudo isso aconteça é necessário ter uma
educação de qualidade e que se garanta a aprendizagem do aluno.
É nesse contexto que surge a presença do Supervisor Educacional
como um dos principais agentes para que se concretize uma Educação capaz
de contribuir com o aluno, e de torná-lo elemento essencial para interferir na
realidade social. Sendo assim, é preciso conhecer a origem da ação
pedagógica e especificamente reconhecer na história a sua evolução , isto é
o sentido da função, do perfil, atribuições, metodologia empregadas, níveis de
atuação e os desafios que permeiam a ação do Supervisor Educacional na
Unidades Escolares , para que se possa compreender sua preciosa
contribuição na formação integral do aluno/cidadão.
Nas sociedades primitivas a própria maneira de viver evidenciava
uma educação espontânea. Os adultos educavam de forma indireta as
crianças, pois através de exemplos controlava, ensinava, protegia e
supervisionava as mesmas. Através da permanência do homem e de posse
das terras, surge a propriedade privada e com isso a divisão dos homens em
classes. Com essa divisão a educação também se dividiu, diferenciando em
educação para classe dominante e para classe dominada Como Demerval
Saviani relata:
“É aí que se localiza a origem da escola. A palavra “escola”
deriva do grego e significa, etimologicamente, o lugar do ócio.
A educação dos membros da classe que dispõe do ócio, de
lazer, de tempo livre para a se organizar na forma escolar,
contrapondo-se à educação da maioria que continua a
coincidir com o processo de trabalho” (SAVIANI,1983, p.36)
É também neste contexto que se encontra a figura do pedagogo, tal
como configurou na Grécia. O Pedagogo, neste contexto, se apresenta como
o que escravo que tomava conta da criança e a conduzia até o mestre do qual
12
recebia lição. Depois passou a significar o próprio educador, pois em muitos
casos passou a se encarregar do próprio ensino das crianças, sua função era
a de estar constantemente presente, junto às crianças, tomando conta delas,
fazendo o papel de controlador, supervisor de todos os seus atos.
Essa função Supervisora na educação dos escravos era evidente em
suas ações que reproduzia um aspecto de controle e fiscalização. A sociedade
feudal era dominada pela economia de subsistência, uma economia que visava
atender às necessidades de consumo, com isso os produtos excedentes
intensificou o comércio, eixo do processo produtivo, forçando o deslocando do
campo para cidade isto é da agricultura para a indústria.
Na Época Moderna, com a exigência da própria sociedade e da
disseminação dos códigos formais, a escola também entra na exigência de sua
generalização. A necessidade de se alfabetizar, pois o domínio de uma cultura
intelectual forçava essa necessidade. Desta forma essa nova cultura é
construída de maneira mais sistemática e deliberada, gerando a organização
da educação institucionalizada. Com essa ideia institucionalizada começa a
esboçar a ideia de supervisão educacional, o que vai se evidenciando na
organização da instrução pública.
Os jesuítas vindo para o Brasil iniciam à organização das atividades
educativas em nosso país. No plano Geral dos Jesuítas, Ratio Studiorum, que
é adotado no Brasil, é neste momento que a ideia de supervisão começa a se
fazer presente. Com o surgimento das escolas de primeiras letras no Brasil,
apoiado no programa de ensino o Ratio Studiorum, aparece no seu interior às
funções de docência e também de Supervisão, cuja função era instruir os
monitores e supervisionar as suas atividades de ensino, como também a
aprendizagem dos conjuntos dos alunos. Conforme Nérici (1973).
A fase fiscalizadora foi a primeira a se confundir
com
inspeção
Escolar,
interessada
mais
no
cumprimento das leis de ensino, condições do
prédio, situação legal do professores, comprimento
de datas e prazos de atos Escolares, como provas,
13
transferências, matrículas, férias, documentação
dos educando, etc. (NERICI, 1973, p. 30-31)
Na década de 20 surgem os “profissionais de educação”, “técnicos”
em escolarização, que na verdade eram os pedagogos recém formados, cuja
denominação permaneceu até a década de 60. Para melhor esclarecimento
desse processo, utilizo a pesquisa de Demerval Saviani quando diz:
No final da década de 60, já no período militar, é
aprovado
pelo
então
Conselho
Federal
de
Educação o Parecer nº252 de 1969 que formulou
os cursos de Pedagogia. Em lugar de se formar o
“técnico em educação” com várias funções, sendo
que nenhuma delas era claramente definida,
pretendeu-se especializar o educador numa função
particular, sem se preocupar com a inserção do
quadro mais amplo do processo educativo. Tais
funções foram denominadas “habilitações” que
forma:
administração,
inspeção,
supervisão
e
orientação.
É nessa introdução das habitações que recebem uma influência da
concepção da “pedagogia tecnicista”, que tinha como objetivo principal a
eficiência e a produtividade no processo educativo. Pode-se dizer que o
Supervisor Escolar deste período era imbuído e responsabilizado por examinar
as falhas de atuação dos professores e essas falhas serviram como motivo
para a realização de trabalhos e estudos visando à remoção e à solução das
mesmas. Foi também nesta mesma época que aparece a figura do Inspetor de
Ensino, julgando como tarefa principal as ações pedagógicas, mais
especificamente do professor.Constata-se que em qualquer época histórica, o
conceito de controle esteve presente nas ações da supervisão.
O termo Supervisão tem como significado “olhar de cima”, que reflete
uma visão distanciada e de controle do outro, favorecendo uma ação que visa
somente a observação de ações burocrática, como afirma Rudolf Lenhard: “O
14
Corpo docente está sujeito à burocracia, mais não faz parte dela”.(LENHARD,
p.123).
Hoje, a Supervisão Educacional, exercida no interior das escolas, se
apresentam de forma mais democrática, interativa, dialógica e mediadora. Tais
modificações foram incorporadas ao longo dos anos, com isso ampliou-se a
ação do Supervisor. Essa ampliação fez com que os profissionais atendessem
as especificidades dos sistemas de ensino. A supervisão Educacional pode ser
reconhecida na escola na figura do Orientador Pedagógico, servindo de elo
entre o diretor, o corpo docente, discente e comunidade. Também
encontramos na “Supervisão de Campo”, na maioria das vezes atua como o
profissional que é lotado na Secretaria de Municipal de Educação e Inspeção
Escolar, neste caso este profissional atua na Secretaria Estadual de Educação.
Mas todos têm a função de agente facilitador do processo de aprendizagem,
pois estes devem contribuir e promover ações que facilitem a democratização
do ensino e participação intensa de toda dinâmica da atividade supervisora.
Foi
a
partir
dessa
incorporação
de
atribuições
que
surge
a
caracterização de Supervisão Educacional ”Autocrática” ou “Democrática”,
conforme Nérici (1973), na qual:
A Supervisão Escolar autocrática é que enfatiza a
autoridade do supervisor, que é quem tudo prevê e
providencia para o funcionamento da ação da
Escola. A supervisão se enfeixa nas mãos do
supervisor, de quem emanam todas as ordens,
sugestões e direções para a melhoria do processo
de ensino.
A
atuação
democrática
do
supervisor,
pelo
contrário, modifica o panorama sombrio antes
caracterizado,
criando
um
ambiente
de
compreensão, liberdade, respeito e criatividade que
muito facilita o trabalho da supervisão Escolar e do
professor, consequentemente.
15
Foi assim que a Supervisão se constituiu aqui no Brasil, fazendo sua
história, assumindo um papel mais inferente, mais inovador, mais atualizado,
onde
ele
é
um
pesquisador
dentro
da
escola
e
da
comunidade,
compreendendo o movimento que envolve as relações entre o professor, aluno
e o próprio supervisor, de forma simultânea. Com isso surge uma Supervisão
Educacional que busca assumir novas funções, novos paradigmas numa
tentativa de superar o modelo conservador, autoritário e burocrático que ainda
se mescla entre os profissionais mais atualizados e votados para realidade
educacional que exigem os novos tempos.
É nesse contexto que o supervisor, nos dias, atuais deve desenvolver
um papel de líder de comunidades que estão sujeitas a aprender e a se
qualificar, numa perspectiva de organização educacional cujo objetivo e foco,
estão numa aprendizagem significativa e ao alcance de todos.
A escola, por sua vez, precisa retomar e reformular seus conceitos,
precisa se reconhecer como um organização que está em busca de
aprendizagem constantes e que se faz necessário criar estratégias
operacionais para dar subsídio , não só ao professor, mas a toda comunidade
existente no interior da escola, que estes aprendam e tenham acesso a
formação, como Mary Rangel – Livro:Supervisão Pedagógica princípios e
práticas- esclarece:
Trata-se de uma aprendizagem individual em
ambiência de coletividade, uma aprendizagem
coletiva do conjunto das pessoas na organização
(RANGEL, P.37).
A aprendizagem anteriormente citada deve ser considerada como ponto
de partida para uma nova organização educacional. Para efetivação dessa
aprendizagem deve-se ter uma visão estratégica a ponto de direcionar as
ações pedagógicas no intuito de garantir alternativas para que todos tenham
possibilidades iguais.O papel da supervisão dever ser de fomentador, de
debates entre ao indivíduos com trocas de ideias. Isso fará com que o
planejamento das ações ganhe suporte e se faça um planejamento em
conjunto e intencional para uma construção de uma proposta de trabalho
16
consistente e coletiva. Ele também deve organizar os espaços com intenção de
promover momentos de reflexão do fazer pedagógico.
Essa integração de ações contribui para a identificação da ação
supervisora no interior da escola, e favorece a relações existem na
comunidade escolar, fazendo com que “Compreender o ser humano implica
partir do pressuposto de que cada gesto e cada palavra estão imediatamente
inseridos num contexto muito maior, que transcende a ele e a sua existência”
(COCO, 1999, p.41).
17
CAPÍTULO II
CONTEXTUALIZANDO O PAPEL DO SUPERVISOR
EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO MEDIADOR OU FISCALIZADOR?
Sabe-se que o papel do supervisor em toda sua história de “construção”,
no campo profissional, sofreu grandes modificações e transformações, por isso
é importante que se contextualize a história do supervisor no espaço que está
inserido. Esse espaço exerce grande influencia nas práticas educativas, e por
que não dizer na atuação do profissional que está desenvolvendo o trabalho.
Desta forma, nos tópicos posteriores serão relatadas as características do
espaço está inserido e as atribuições que o supervisor para que se
contextualizem as suas ações.
2.1 – Supervisor Educacional – Sua História no
Município de São Gonçalo
O município de São Gonçalo no século XVI era habitado pelos inícios
Tamoios, na região de Itaoca. Seu desmembramento, iniciado no final do
século XVI, foi efetuado pelos jesuítas que, no começo do século XVII,
instalaram uma fazenda na área conhecida como Colubandê, às margens da
atual rodovia RJ- 104. Em 22 de setembro de 1890, o distrito de São Gonçalo
é emancipado politicamente e desmembrado de Niterói, através do decreto
estadual nº. 124. Em 1892, o decreto nº 1, de 8 de maio, suprime o município
de São Gonçalo, reincoporando-o a Niterói, pelo breve período o de sete
meses, sendo restaurado pelo decreto nº34, de sete de dezembro do mesmo
ano. A partir, então do ano de 1929, o Município inicia de forma mais tranquila,
sua trajetória rumo ao processo e ao sucesso.
18
Hoje, São Gonçalo no campo educacional possui um campus que se
destaca a Faculdade de Formação de Professores (FFP - UERJ). Este é o
maior pólo especializado do Estado em formação de professores, tendo como
resultado mais visível a enorme quantidade de aprovados nos concursos
públicos por todo o Brasil. Sua importância é ampliada quando analisamos que
é um pólo avançado de formação de pessoal de nível superior por parte da
UERJ numa das principais cidades do Estado do Rio de Janeiro. Seus
descendentes são residentes, em sua maioria, de São Gonçalo. Porém, em
ordem decrescente, as cidades de origem dos mesmos são: Niterói, Rio de
Janeiro. Itaboraí, e município da Baixada Fluminense, entre outras. Foi criado
no Gradim o Pólo da Universidade Aberta do Brasil que no Consórcio CEDERJ
tem cursos das Universidades UFF (Ciências da Computação), UFRJ
(Química) e UFRRJ (Administração e Turismo).
A Educação administrada pelo Conselho Municipal de Educação na
representatividade da Secretaria Municipal de São Gonçalo, hoje, coordena
110 Unidades de Educação. Desde 1992, o cargo de Supervisor foi
reconhecido como parte integrante do quadro efetivo da Secretaria de
Educação e atua diretamente nas escolas.
Diante destas informações a ação supervisora, como já descrita no
capítulo anterior, sempre esteve presente na vida do ser humano, no seu fazer
diário, na sua rotina de trabalho e na vivência escolar. É nesta última – vivência
escolar- que a supervisão educacional
articulação da prática pedagógica
evidencia, pois é responsável pela
e é ela que busca a construção do
planejamento curricular, coordenando o processo pedagógico da escola
garantindo ao estudante o direito por uma aprendizagem significativa e de
qualidade. Saviani (2002, p.14) afirma:
Entende-se a supervisão como ação de velar
sobre alguma coisa ou sobre alguém a fim de
assegurar regularidade de seu funcionamento
ou
de
seu
comportamento
(FOLQUIÉ,
1971:452) vê-se que mesmo nas comunidades
19
primitivas onde a educação se dava de forma
difusa e indiferenciada, estava presente a
função supervisora.
O Supervisor Educacional tem uma gama de responsabilidades no
interior da escola; conhecedor de muitas teorias educacionais, acerca de
concepções pedagógicas e metodologias, técnicas, recursos atualizados,
noções de avaliação eficaz pensamento reflexivos etc..., que deve estar a
serviço da prática, e a Educação pela prática envolve, em primeiro lugar,
voltar-se para o combate, a amenização e a prevenção de –mesmo que sejam
desde os pequenos, mas decisivo- problemas de ordem pessoal das relações
humanas, de saúde e de caráter ético e oral dos alunos e de quem com eles
trabalha, pois o ser humano sadio, atendido em suas necessidades básicas e
em seus desejos mais prementes de sobrevivência em grupos, produz, de
forma mais eficaz, e com motivação para mais além, pela aprendizagem
escolar, este se constituí, na verdade, o maior desafio do Supervisor
Educacional hoje; e a Educação serve para educar as pessoas para buscarem
uma nova realidade.
É fato que suas atribuições ao longo dos anos modificaram e muito, mas
é fato também que ganhou forma e credibilidade no fazer pedagógico. Não foi
muito diferente no Município de São Gonçalo, o seu reconhecimento no Plano
de Carreira do Magistério Público Municipal e Funcionamento da Educação,
que aconteceu no ano de 2003, evidenciou a importância da atuação do
profissional,
Antes de a lei ser implementada respaldando a ação supervisora, o
município era atendido por professores habilitados em Pedagogia que se
responsabilizavam pelas atribuições que evidenciavam a figura do supervisor,
cujo papel era de controlar, fiscalizar e executar tarefas que anteriormente fora
planejada . Ficando assim a figura do supervisor marcada por uma herança
histórica do profissional técnico, como afirma Silva:
20
Formam-se, profissionais da educação e, entre
eles, o Supervisor Escolar “para Cumpri sua
função executora de decisões planejadas em
outra instância...” (Silva, 1981. p.62) .
O Supervisor do município de São Gonçalo não é diferente dos outros
supervisores, ele como tantos outros participaram de todas essas conquistas,
evoluções e atribuições A profissão Professor supervisor como é reconhecido
em São Gonçalo, se constituiu em meios as grandes mudanças do município.
A equipe formada desde 1994 realiza trabalhos com grandes aspirações uma
delas, de grande marco, foi a experiência em visitas em participações
frequentes em plenárias que com muito empenho e dedicação participou da
formação do Conselho Municipal de Educação do Município de São Gonçalo.
A partir do ano 2000, criado CME (Conselho Municipal de Educação), é
publicada a Portaria SEMEC/9/2000 que preconiza a atuação da equipe de
Supervisores no Conselho Municipal de Educação. Em 2001, as ações da
equipe foram então ampliadas e estes profissionais passam a desempenhar
funções de assessoramento à nova gestão, que repercutiram no fortalecimento
do papel da Supervisão Educacional no Município.
Em 2003 a equipe de supervisores desempenho o papel de formação e
apoio a construção dos Projetos Políticos Pedagógicos das Unidades
Escolares.E no decorre deste mesmo ano e se estendendo para o ano de
2004, empenhou-se em colher os resultados desta formação compartilhando
suas experiência em congressos como: XXII Encontro Nacional de Prática de
Ensino na cidade de Curitiba; e, posteriormente no VIII Congresso Luso- AfroBrasileiro de Ciências Sociais, realizado na cidade de Coimbra ( Portugal) e
hoje, é tema de pesquisa da Universidade Federal Fluminense . Em 2005 e
2006 o grupo de supervisores do município colaborou com ações necessárias
à adequação dos antigos CIEPs Municipalizados à Rede Municipal de Ensino
e acompanhou a organização das muitas demandas sociais.
Perceber-se através desse relato histórico do Supervisor Educacional do
Município de São Gonçalo que surge a necessidade de delinear o papel desse
21
profissional buscando rumo para atuação profissional. Santos nos auxilia
através de sua análise esclarecer um pouco mais, referente
a busca de
entender as concepções de supervisão:
Diante
das
Concepções
da
Supervisão
Educacional, que vem tentando desvencilhar-se
de suas origens (de uma concepção fiscalizadora)
e caminha para uma concepção mais participativa
e
integradora,
desmistificar
as
necessita
ideologias
primeiramente
conservadoras
e
opositoras que estão estrategicamente servindo a
determinadas correntes políticas para poder,
então, propor uma concepção de supervisão,
voltada para um trabalho coletivo (SANTOS,
1996:34-46).
Diante da complexidade da busca de identificação e de integração no
campo educacional, cujas ações se evidenciam de forma diferenciada, a
equipe de supervisores ganha a cada dia espaço nos setores que atuam, para
desempenharem os papéis que cabem a eles desenvolverem.
É fato que, mesmo reconhecido os seus direitos e deveres, o papel do
supervisor ainda se constitui através da prática e de momentos reflexivos em
prol de um profissional que seja capaz de desempenhar ações que priorizem a
real necessidade da Educação, que é promover uma educação de qualidade,
mas para isso que isso aconteça faz-se necessário que todos os profissionais
de educação estejam focados e desejosos em promover aprendizagens
significativas para os educando.
Quebrar tradições; ousar; acreditar no novo; controlar, não no sentido
fiscalizar, mas no sentido de acompanhar de perto o processo, isto é, o
trabalho educacional. Essa ruptura de paradigmas que a equipe de
supervisores parece tentar romper. Nesse movimento, não se pode deixar de
fora, o próprio sistema de ensino que precisa criar políticas públicas
educacionais
que viabilizem a atuação desses profissionais reconhecendo,
22
valorizando e capacitando os mesmos para que estes atuem dentro da real
necessidade educacional. Utilizando a fala da Mary Rangel,em seu texto: O
estudo como prática de supervisão pode-se entender que :
A
dinâmica
do
conhecimento
processo
que
se
didático
ensina,
e
do
aprende
e
(re)constrói na escola solicita do supervisor que
incentive e promova o hábito de estudo. Esse
“hábito”-ou,
segundo
Boudier(1989),
predisposição
adquirida,
com
essa
determinação
e
prática, incorpora leitura e discussões coletivas de
textos,
tanto
os
que
trazem
subsídios
aos
conteúdos específicos quanto os que ampliam e
aprofundam
concepções
bases,
do
ato
encaminhamentos
educativo
de
ensinar
e
e
aprender, que caracteriza a especificidade da
escola e do conhecimento que deve garantir.
Assim se constituiu e se constitui a história do Supervisor no Município
de São Gonçalo; enfrentando barreiras desconstruíndo sua origem e criando
estratégias para um novo pensar sobre o papel do Supervisor Educacional.
2.2. O Supervisor Educacional e suas atribuições.
No atual momento da educação brasileira a supervisão Educacional é
exercida por profissionais que possuem habilitação em pedagogia em nível de
graduação ou pós-graduação em supervisão educacional, regulamentada pela
Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional – Lei nº. 9394/96. Este
profissional não possui uma atuação homogênea, pois desenvolve seu
trabalho de diferentes maneiras devido à diversidade da sua própria história.
Vale lembrar Silva Jr. Quando diz:
23
Os supervisores educacionais constituem uma
extensa e controvertida categoria profissional.
Distribuídos
por
todo
o
território
nacional,
desempenham funções muito variadas que refletem
em
sua
própria
diversidade
as
flutuações
conceituais e as diferentes posições políticas
subjacentes à sua prática profissional (SILVA JR.
1997, p.85)
Os supervisores Educacionais que atuam no Município de São Gonçalo
não podiam ser diferentes, têm construído sua história ao longo de muitas
reivindicações e conquistas. Na atualidade, com competências estabelecidas
no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, no Regimento Único da
Rede Municipal de Educação e nos requisitos estabelecidos no edital do
concurso Público/2004 para o cargo de Professor-Supervisor Educacional
atuam de maneira diversificada e diferenciada no interior das unidades
escolares.
A leitura dos artigos 9º e 17º do Plano de Carreira do Magistério Público
Municipal revela o perfil desse profissional e esclarece sua função no quadro
de funcionário do Município.
Art.9º - Funções diretivas são aquelas destinadas a
fornecer diretrizes, orientação e coordenação na
execução de atividades de natureza técnicoadministrativo-pedagógica nos órgãos do Sistema
Municipal de Educação.
Art.17º - A classe de Supervisão Educacional é
integrada
pelo
conjunto
de
Professores
ou
Pedagogos, devidamente habilitados, responsável
pelas diretrizes, orientação, integração e controle
do processo ensino-aprendizagem nas Unidades
escolares e no âmbito intermediário e central do
sistema Municipal de Educação.
24
Diante desta legislação pode-se afirmar que o papel do supervisor, aqui
descrito, sugere que ação supervisora seja muito mais ampla no contexto
escolar, do que somente fiscalizar a parte burocrática do processo
educacional. Mas tais procedimentos se desmembram em ações que tendem a
“formatar” o perfil desse Supervisor em um profissional mais burocrático. Para
embasar, tal afirmação, alguns artigos do Regimento Municipal serão citados
para elucidar, de forma mais clara, essa falta de “diálogo” entre o que se
propõe e o que se executa. Encontra-se nos artigos 121 e123 e no Parágrafo
único do artigo122 do Regimento Único da Rede Municipal de Educação as
seguintes referências à ação supervisora:
Art. 121 As atividades de supervisão Educacional
são
exercidas
por
profissionais
devidamente
habilitados, sendo lotados na secretaria Municipal
de Educação.
Art. 122
[...]
Parágrafo
Único.
Ação
do
supervisor
Educacional dar-se-á prioritariamente, de modo
preventivo e sob forma de orientação, visando a
promover o desenvolvimento da autonomia, da
integração, envolvendo-se no processo educativo
de forma global como elemento integrante e
integrador do grupo de trabalho, buscando superar
conflitos substanciais e desvios que possam
comprometer a regularidade dos estudos dos
alunos e a eficácia do processo educacional.
Art.123 São atribuições do Supervisor Educacional:
I - Acompanhar e orientar o Processo Pedagógico
das Unidades de Ensino;
II - Atuar como elemento de ligação entre a equipe
central da secretaria Municipal de Educação e a
Unidade Escolar em assuntos de sua competência;
25
III – Divulgar normas e orientar a Unidade Escolar
no que se refere ao cumprimento do Regimento
Escolar e demais legislações vigentes;
IV
–
Verificar
o
integral
cumprimento
do
Calendário Escolar do ano letivo;
V – Verificar a organização e permanente
atualização
da
escrituração
escolar
e
a
funcionalidade dos arquivos;
VI – Examinar periodicamente os diários de
classe, por amostragem, para verificar:
a) se os alunos relacionados estão devidamente
matriculados;
b) se os dias letivos e carga horária estão
condizentes como o plano curricular e com o
Calendário Escolar;
c) se a frequência está sendo registrada e se os
conteúdos anotados correspondem aos dias letivos
registrados no período.
alunos,
através
constantes
das
de
exame
dos
documentos
pastas individuais, analisando
casos de matrículas, classificação e reclassificação
de alunos, juntamente com a equipe técnicopedagógica e administrativa;
VII - Examinar, com vista à expedição, os
certificados e os registros da vida escolar de alunos
concluintes do Ensino Fundamental;
IX – Integrar a comissão de recolhimento de
arquivos ou de apuração de irregularidades no
estabelecimento, quando for o caso;
X_
Participar
crescimento
cursos,
de
iniciativas
profissional
plenária
do
tais
que
como
Conselho
visem
ao
seminário,
Municipal
de
Educação;
XI – Participar das reuniões da secretaria Municipal
de Educação.
26
Todas essas ações, previstas tanto no plano de Cargos quanto no
Regimento Único Municipal evidencia as atribuições que um supervisor
comprometido com sua prática transformadora deva executar. Não podendo
esse profissional, executar somente a uma função de fiscalização. Pois fazer
de sua prática, uma ação fiscalizadora fará que participe parcialmente do
processo educativo. Neste contexto, compreende-se que a função supervisora
no âmbito educacional brasileiro não ocorre de forma independente ou neutra.
A função aqui descrita decorre do sistema social, econômico e político e que
está relacionada a todos os determinantes que configuram a realidade
brasileira ou por eles condicionada.
Há necessidade de compreender que as tentativas de rompimentos com
as bases tecnicista da formação desse profissional, não ser dará tão
facilmente, pois existem falhas no sistema educacional que fazem com elas se
perpetuem por isso o supervisor deve se aliar a comunidade escolar, E assim
como Paulo Freire entender que:
O que mais custa a um homem saber, de maneira
clara, é a sua própria vida, tal como está feita por
tradição e rotina de atos inconscientes. Para vencer
a tradição e a rotina, o melhor procedimento prático
não se encontra na ideias e conhecimentos
exteriores e distantes, mas no questionamento da
tradição por aqueles que se conformam com ela,
no questionamento da rotina em que vivem
(Freire,1980:35)
O redimensionamento do trabalho do supervisor é assumir compromisso
de fazer do trabalho educacional uma meta a ser atingido por todos, nesta
busca, incessante e conflitante, a postura diferenciada e nova de trabalho faz
com que o supervisor represente uma figura de inovação no espaço escolar. A
sua ação deve se integrar aos demais especialista em educação, com o
objetivo de desenvolver não somente a parte pedagógica (conteúdo), mas
27
também de conscientização de direitos e deveres, com base nos conceitos de
liberdade e democracia, conceitos que serão ao longo do tempo desenvolvidos
na efetivação de mudanças sociais. Para Passerino (1996:40), “o trabalho do
supervisor educacional deve ser orientado pela concepção libertadora de
educação, exige um compromisso muito amplo, não somente com a
comunidade na qual se está trabalhando, mas consigo mesmo”.
Além das funções explicitadas nos parágrafos anteriores, a equipe de
Supervisores
Educacionais
desempenha
suas
do
funções
Município
nas
escolas
de
da
São
Gonçalo,
rede
também
(acompanhando
sistematicamente o trabalho); nas ações no Conselho Municipal de Educação
(orientando e regulamentando as escolas da rede privada de educação Infantil
no município, compromete-se também com a análise e encaminhamento de
processos); em ação integrada com a Promotoria de Infância e da Juventude,
e no processo de atendimento a crianças nas creches conveniadas, conforme
dispõe
a resolução 001/2005,
revisto nos convênios assumidos pela
Prefeitura Municipal de São Gonçalo.Por tudo isto que foi exposto nestes
parágrafos, foram afirmadas pela Equipe, nos debates e discussões, as
seguintes ações da Supervisão Educacional
no sistema Municipal de São
Gonçalo:
I - Referente às Creches conveniadas, aquelas que estiverem em
processo de autorização de funcionamento, receberão a visita da supervisão,
logo após a verificação do Conselho Municipal de Educação para fins de
acompanhamento e atestos e estas integrarão, depois dos atestos, o conjunto
de escola da Rede.
II – Referente às escolas do Sistema Municipal de Educação de São
Gonçalo desenvolverão o trabalho conforme dispostos no Plano de Carreira do
Magistério e no Regime único do Município.
III - Referente ao Conselho Municipal de Educação as ações estarão
voltadas para análise de processos. E as vagas de técnicos do CME, serão por
processo de escolha. Essa equipe tornar-se-á responsável pela formação da
equipe dos demais supervisores.
28
IV – Referente a sua dinâmica interna, a equipe se organiza em
reuniões para decisões conjuntas como :escolhas de escolas que irão
supervisionar durante o ano; entregas de termos de visitas de escolas;
discussões sobre pareceres, resoluções e leis vigentes no âmbito municipal,
estadual e federal; articulações ente as decisões da escola e dos diversos
órgãos do sistema, valorizando sempre a participação entre as decisões da
escola e dos diversos órgão do sistema, valorizando sempre a participação
coletivas de seus membros no processo de construção de sua auto-gestão.
Todas as ações e atribuições que aqui foram apresentadas, numa
leitura não muito aprofundada se reportam para uma gestão democrática e
mediadora, que segue uma corrente ideológica e transformadora na qual
propõe que o supervisor educacional não seja visto como um técnicoburocráta, mas como um Educador, pois acredita no processo de mudança na
escola, na educação e na sociedade. Como Freire (1998) afirma:
A Educação libertadora passou a inspirar novos
conceitos que orientam uma nova sociedade
baseada nos princípios de liberdade e participação
e de busca pela autonomia.
O supervisor que conseguir desempenhar o papel dentro desta visão, de
transformação será capaz de junto com seu grupo, transformar a realidade de
sua escola, priorizando a aprendizagem do aluno, pois este é seu objetivo de
trabalho e para quem suas ações devem se voltar.
29
CAPÍTULO
III
A PRÁTICA DO SUPERVISOR EDUCACIONAL
DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO
NO OLHAR DOS PROFISSIONAIS
DE EDUCAÇÃO DAS UNIDADES ESCOLARES.
A realidade educacional brasileira, no que se refere às considerações
dos professores que atuam nas escolas municipais não são as mais
promissoras possíveis. Sempre falam de suas dificuldades e das frustrações
de não conseguir desenvolver seu trabalho e com isso o não alcançar dos
objetivos projetados para cada ano de trabalho, e como fruto das queixas
temos no cenário escolar
um professor desanimado e desestimulado. Por
outro lado, o aluno que não consegui alcançar os objetivos propostos, fica a
mercê de uma realidade que o impulsiona a desistir da trajetória educacional
gerando abando e repetência. É nessas contradições que o dito popular ganha
veracidade,”a escola fingi que ensina e aluno finge que aprende”, por trás do
senso comum pode estar uma grande verdade.
Quem são os culpados? A escola tem efetivamente cumprido o seu
papel? Cada integrante da unidade escolar tem consciência da sua
responsabilidade como educador, e do papel que tem que desempenhar no
interior da escola?
A escola é uma organização onde a cooperação, a elaboração de
propósitos comuns e a comunicação sem ruído, devem permear. Mas para que
isto aconteça é necessário que cada elemento tenha clareza do seu papel; e
que as tomadas decisões sejam decidas no coletivo através de discussões, de
reflexões e compartilhamento de ideias. E então termos a tão desejada gestão
democrática.
Hoje a educação não é mais um privilégio de poucos; e sim um direito
subjetivo, adquirido por lei. Por isso, a escola precisa constantemente revisar o
30
seu modo de pensar e de agir, para poder fazer a diferença nesta sociedade
tão desigual.
É neste contexto que o papel do supervisor aparece como um elemento
diferenciador no processo educativo, e porque não dizer, um elemento que faz
a diferença em todas as ações existentes no interior da escola. Essa reflexão
pode ser embasada pela fala de RANGEL quando diz:
O Supervisor pedagógico escolar faz parte do corpo de
professores e tem a especificidade do seu trabalho
caracterizado pala coordenação - organização em
comum – das atividades didáticas e curriculares e a
promoção e o estímulo de oportunidades coletivas de
estudos. A coordenação é, portanto, por natureza, uma
função que se encaminha de modo interdisciplinar.
(RANGEL, 1997:57).
A escola é parte importante na vida, é nela que passamos boa parte do
nosso tempo. A escola é lugar de convívio; no convívio se aprende e se
ensina. Deste modo, as relações existentes como: alunos entre si, dos
professores, entre si, com seus alunos, famílias, funcionários, em enfim de
todos que participam da comunidade escolar devem ser observadas e estudas
para um bom andamento de toda essa organização.
A reflexão deve fazer parte da escola e com isso unir teoria e prática,
isto é a teoria alimentando de forma enriquecedora o fazer pedagógico; o fazer
diário , que são as experiências. E são essas teorias que fundamentam nossas
ações, conclui-se que a mesma faz parte do fazer contínuo. A base da escola
reflexiva é formação em serviço, e a formação conduz ao aprendizado através
da avaliação constante da prática. Neste contexto de formação que o
supervisor surge como figura essencial, a ele cabe a
criação
de
contextos
favoráveis
à
aprendizagem e ao desenvolvimento dos novos
professores
e,
por
sua
influência,
à
31
aprendizagem de desenvolvimento dos seus
alunos ( ALARCÂO, 2004, p.78)
Tomando como base essas reflexões, a pesquisa (em forma de
questionário) realizada com os professores da rede municipal de ensino de
São Gonçalo e de argumentações teóricas, é que será analisada neste
capítulo a ação do Supervisor Educacional do município de São Gonçalo nas
diferentes unidades escolares.
Ao iniciar a análise da pesquisa percebe-se que 100% dos professores
possuem nível superior de ensino dentro na área educacional e, 90% o tempo
de atuação na rede é superior a 10 anos, entretanto sua atuação na unidade
escolar gira entorno de 3 a 5 anos. Isso evidencia que o profissional possue
uma visão bem clara das suas observações descritas no questionário. Isso
facilita analisar a atuação do supervisor de forma a identificar a corrente que
segue tais profissionais.
Dos professores que responderam a pesquisa , 20% não conheciam o
Supervisor da Unidade escolar que trabalha, evidenciando assim uma ação
isolada do corpo docente da unidade. A atuação do supervisor também ficou
atrelada a uma ação mais burocrática e fiscalizadora. Os entrevistados
reconhecem o papel do supervisor e diferencia a ação dos mesmos em
diversos sistemas de ensino, vale ressaltar a fala de um deles:
“O papel do supervisor varia em alguns
sistemas,
neste
município
o
papel
do
supervisor tem sido mais abrangente, saindo
da noção de “fiscal de documentação”, mas
ainda está aquém de seu papel integrando-se
a gestão escolar. (PROFESSORA DE ENSINO
FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL DE
SÃO GONÇALO)
32
A leitura que se pode se fazer dessa declaração é que o supervisor tem
tentado se distanciar de suas bases de formação, as bases tecnicista que
evidenciam uma ação fiscalizadora a fim de romper com paradigmas e ações
alienantes e conservadoras, na tentativa de desenvolver um trabalho voltado
para real necessidade da escolar. Como diz Márquez (1970, apud,
Medina,1973,p.31):
A supervisão criadora estimula, de maneira
democrática e cientifica, os mestres, s fim de
que se desenvolvam profissionalmente e sejam
cada vez mais capazes de obter o maior grau
de eficiência no processo de ensino.
Essa supervisão criativa está pautada em um ideal, que é de promover
atividades de crescimento profissional e criação de um ambiente de estudo e
de estímulo, que incita aos professores a superarem suas dificuldades e com
isso garantir ao aluno aprendizagens que levem o mesmo a ter esperança de
conquistar seus sonhos e ideais. Com a ampliação do conceito de supervisão
criadora, pode-se atrelar essas ideias aos desejo de 100% dos professores
quando respondem que o supervisor deveria ser mais...Nesta pergunta (no
questionário de pesquisa)foram unânimes em afirma que o supervisor do
Município de São Gonçalo precisa ser mais integrado ao processo educativo.
Destaque para algumas falas:
“Integrado ao processo educativo a que se
propõe
a
escola”.
(Professor
do
Ensino
Fundamental).
“Participativo na rotina escolar e das reuniões
pedagógicas” (Professor do Educação Infantil).
“Participativo, formador, mediador e também
afetivo, pois a afetividade está intrinsecamente
33
ligada à aprendizagem” (Professor do Ensino
Médiol).
“Atuante e deveria ter mais um perfil do
Orientador Pedagógico” (Professor do Ensino
Fundamental).
Vale ressaltar que na última fala, o professor compara a uma função do
Orientador Pedagógico (cargo de confiança da direção, cujas funções têm o
seu reconhecimento no Regimento do Município) com a função do Supervisor.;
isso demonstra não reconhecer totalmente as atribuições que são imputadas
ao supervisor. Sabe-se que esse profissional não possui uma atuação
homogênea, pois desenvolve seu trabalho de diferentes maneiras devido a
diversidade da sua própria história. Essa afirmativa encontra-se na fala de
Silva Jr. quando diz:
Os supervisores educacionais constituem uma
extensa e controvertida categoria profissional.
Distribuídos por todo o território nacional,
desempenham funções muito variadas que
refletem
em
sua
própria
diversidade
as
flutuações conceituais e as diferentes posições
políticas subjacentes à sua prática profissional
(SILVA JR., 1997, p.85).
Diante destas funções e para maiores esclarecimento pode-se citar:
Supervisão Educacional: diz respeito às questões e serviços da Educação.
Supervisão
Escolar:
Se
atem
nos
serviços
administrativos,
de
funcionamentos geral, como também os pedagógicos, ficando pouco
identificada a especificidade da função com relação ao ensino. Supervisão
Pedagógica: refere-se à abrangência da função, cujo “olhar sobre” o
pedagógico oferece condições de coordenação e orientação, criando e
34
estimulando a organização comum e o trabalho coletivo no interior da escola
criando também o espaço para estudo coletivo.
Voltando aos dados da pesquisa algumas questões estavam voltadas
para participação de supervisores em reuniões pedagógicas, conselho de
classe e promoção de estudos para enriquecimentos profissional 905 dos
professores apresentaram suas respostas negativas, afirmando que o
profissional não participava desses momentos. Lamentaram por acharem
importante atuação do supervisor junto ao professor, atitude que não acontece.
Alguns complementaram a resposta afirmando que o supervisor no
cumprimento de suas atribuições como “fiscalizador” realiza com sucesso, pois
seu contato se faz somente com o secretário e o diretor, realizando o trabalho
administrativo. Alegaram também que isso é importante, mas não fundamental,
pois com a realidade que a educação se encontra, o professor, aluno,
funcionário e equipe pedagógica devem interagir para que o ensino seja de
qualidade.
Questionados se ação do supervisor atendia as reais necessidades de
sua escola, os profissionais relataram que a necessidades da escola está além
dos papéis( da burocracia), está nas fronteiras que impedem que o currículo
atenda as reais demanda da comunidade escolar. Uma aprendizagem
significativa deve levar o aluno a se tornar um cidadão reflexivo, crítico e
atuante na sociedade que está inserido.Com a voz os professores:
“Numa visão mais abrangente de sua função o
supervisor não atende as reais necessidades
da escola” (Professor de Ensino fundamental )
Na parte pedagógica não, talvez na parte
administrativa
o
diretor
pode
responder”
(Professor de Ensino Médio).
“Não,
temos
muitos
problemas
de
aprendizagens e acho que poderia contribuir
35
para amenizar tais problemas. Afinal, não são
especialistas?”
(Professor
de
Ensino
fundamental)
O que se apresenta são atribuições distintas para um mesmo
profissional. Questioná-lo se é mediador ou fiscalizador fica atrelado as
especificidades dentro de cada sistema que está inserido, e da postura do
próprio profissional no desempenhar de sua função. O que se pode e dever
fazer, que estes profissionais se conscientizem e conscientizem o outro do seu
papel através de sua atuação política e educativa, na tentativa de esclarecer
que todas as funções já relatadas em capítulos e parágrafos anteriores estão
atreladas ao supervisor educacional. Mas a garantia de uma escola de sucesso
não está somente na mão de um profissional especificamente, mas de todos
que estão envolvidos direta e indiretamente no processo educativo. Assim
como na opinião de Ferreira:
Um novo conteúdo se impõe hoje para
supervisão educacional; novas relações se
estabelecem e novos compromissos desafiam
os profissionais da educação a uma outra
prática não mais voltada só para a qualidade
de trabalho pedagógico e suas rigorosas
formas
de
realização,
sobremaneira,
mas
também
compromissada
com
e,
a
construção de todos que estão na escola e nas
comunidades onde esta se localiza, com as
políticas
educação
públicas
no
e
a
administração
âmbito
mais
da
gera
l(FERREIRA.2002:237).
Escutar a escola, numa escuta pedagógica deve ser um compromisso,
pois atentar-se para as reais necessidades não somente dos alunos, e
36
familiares, mas também dos professores, dos diretores, secretários, enfim de
todos que atuam neste espaço e que compõe o universo humano educacional,
será capaz de reconstruir as regras das relações entre as pessoas, numa
aprendizagem permanente de respeito à singularidade, à diversidade de estilos
e de modo de vida, de fazer e de pensar de cada um.
37
CONCLUSÃO
Diante de todas as informações, reflexões, questionamentos, citações,
pensamentos e falas ao longo deste trabalho, conclui-se que o supervisor
Educacional desenvolve diferentes ações no contexto escolar e, seu intuito e
sua ação são voltados para um bom andamento da escola.
Essa escola deve ser um espaço de aprendizagem, deve se caracterizar
como um ambiente acolhedor, estimulante, adequado e equipado, capaz de
proporcionar e favorecer aprendizagens significativas; garantindo visar o bemestar do ser humano enquanto aprendiz; criando interações positivas e que
gerem reflexões e ações produtivas que sirvam ao desenvolvimento do ser
humano enquanto cidadão. Para que a escola promova essas mudanças não
só de um ambiente estimulador de novas aprendizagens, ela também tem que
servir à convivência social e à formação integral do indivíduo. Com isso é
preciso torná-la uma escola reflexiva, ou seja, uma ambiente para análise e
possíveis reconstruções tanto em relação ao sistema Educacional, como em
relação ao aluno.
A história da Educação no Brasil nos mostra avanços, mas também a
permanecia de práticas que emperram processo educativo foram e dentro da
escola. O modelo jesuítico até hoje ainda tem suas vertentes em muitas das
nossas práticas escolares. Com isso os profissionais que ali atuam reproduzem
e perpetuam
uma prática
que hoje não se enquadra na
concepção de
sociedade que temos.
Refletir sobre isso é lembrar da trajetória da ação Supervisora no Brasil
marcado pelo desenvolvimento nacional e de controle político-social, altamente
mecanicista, utilitarista, burocrático e pragmático. Entretanto como resultado
histórico de lutas dos educadores, a educação vem reservando desafios para o
supervisor Educacional, acompanhando movimento mundial de transformação
nas relações sociais e, especificamente, nas relações nos ambiente
educacionais, lócus de formação humana.
38
Nessas mudanças sociais o supervisor cada vez se torna peça
fundamental nessa engrenagem que é processo educacional, delineando o
início de uma nova era educacional, onde haja mais coletividade. O quebrar
paradigmas e preconceitos, se atualizando e tornando justo e profissional a
ação que executa faz que as atribuições,a ele definida, sejam mais claras e
mais diretivas.
O reconhecimento de sua importância é feito por professores, diretores
e até mesmo pelos representantes governamentais, se assim não fosse, não
teríamos mais este profissional instituído legalmente e nele sendo depositada
toda confiança e apreço que requer o desenvolvimento do processo didáticopedagógico e que as relações humanas assim o capacitaram.
Foi assim que o trabalho monográfico transcorreu mostrando no primeiro
momento a historia da Supervisão no Brasil de maneira contextualizada, para
que em seguida, correlacionar a história com a Construção e ação supervisora
dos Supervisores Educacionais do Município de São Gonçalo. Cujas
atribuições foram evidenciada por professores de deferentes unidades
escolares como uma ação fiscalizadora, os quais pontuaram que lamentam
muito que esses supervisores não estejam próximos do corpo docente de suas
escolas.
Através do que foi relatado anteriormente pode-se dizer, que no
contexto atual, tais funções devem interagir integrar-se, trabalhar em conjunto,
entendendo que a escola necessita de todas as atribuições destinadas ao
supervisor, para que esta consiga desenvolver o papel a que ela se destina.
Papel este destinado a garantir que todos aprendam.
A aprendizagem não ocorre apenas em um ambiente (escola) e com um
instrutor( Professor). Só se processam aprendizagens quando o Sistema Geral
de Ensino assim o determina e permite, dando condições - em todos os
sentidos - para que isso ocorra. È na ação reflexiva ativa, atualizada,
compartilhada, responsável e habilitada do Supervisor Educacional que se
processam orientações, acompanhamentos, assessoria e interações visando à
melhoria das aprendizagens.
39
O Supervisor poder ter a possibilidade de transformar a escola no
exercício de uma função realmente comprometida com uma proposta política e
não com cumprimentos de um papel alienado assumido. Ele deve antes de
tudo, estar envolvido nos movimentos de lutas juntas e necessárias aos
professores, diretores, e todos que compõe a escola.
Mas para isso é preciso que sua caracterização seja assumida e
definida pelo Educador e Supervisor, sendo assim partindo para criação de
métodos de análise para detectar a realidade e daí gerar estratégias que
promovam ações que viabilizem resultados satisfatórios e inovadores no
interior da escola. Assumindo assim uma das mais importantes funções no que
diz respeito às especificidades do cargo, que é a socialização do saber
docente, na medida em que a ela cabe estimular a troca de experiências entre
os professores, a discussão e a sistematização de práticas pedagógicas que
contribuirá para construção, não só de uma teoria mais compatível á realidade
brasileira, mas também do educador coletivo.
40
ANEXO
PESQUISA - QUESTIONÁRIO
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
BIBLIOGRAFIA
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São Paulo: Cortez: 2004.
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10 -FERREIRA, Naura Syria Capareto. (Org.); DOURADO, Luiz F.; KUENZER,
Acácia Z. et al Supervisai Educacional por uma escola de qualidade. São
Paulo: Cortez, 2001.
55
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Educativa. São Paulo: Paz e Terra,1998.
12 -GARCIA, R.L. e Alves, N. O fazer e o pensar dos Supervisores
Educacionais. São Paulo: Loyola, 1986.
13 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à Prática
Educativa. São Paulo: Paz e Terra,1998.
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Campinas, São Paulo, Papirus.2001.
56
21 _ REGIMENTO Escolar Básico da Rede Públicas Municipal de Ensino de
São Gonçalo. Aprovado na Sessão Plenária do Conselho Municipal de
Educação
de
São
Gonçalo,
em
29/09/04,
através
do
Parecer
CMEnº004/04, publicado em 10/11/04, São Gonçalo, Rj, 2004.
17- SILVA, Naura Syria F. Corrêa da. Supervisão educacional: uma reflexão
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18 – PASSERINO, L. R. I. M. O Supervisor educacional à luz da concepção
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19 – RANGEL, Mary(1997). “ Considerações sobre o papel do supervisor como
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RANGEL,Mary (orgs.) Nove olhares sobre a supervisão. Campinas:
Papirus.
20 – RANGEL, Mary (Org.) et al. Supervisão Pedagógica Princípios e Práticas.
Campinas, São Paulo, Papirus.2001.
57
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
1
AGRADECIMENTO
2
DEDICATÓRIA
3
RESUMO
4
METODOLOGIA
5
SUMÁRIO
6
INTRODUÇÃO
7
CAPÍTULO I
UMA BREVE HISTÓRIA DA SUPERVISÃO EDUCACIONAL
NO BRASIL
10
CAPÍTULO II
CONTEXTUALIZANDO O PAPEL DO SUPERVISOR
EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO –
MEDIADOR OU FISCALIZADOR?
17
1.1 - Supervisor Educacional – Sua História no
Município de São Gonçalo
17
1.2 – O Supervisor Educacional e suas atribuições.
22
CAPÍTULO III
A prática do Supervisor Educacional do Município de
São Gonçalo no olhar dos profissionais de Educação das
Unidades Escolares.
28
CONCLUSÃO
37
ANEXOS
40
BIBLIOGRAFIA
54
ÍNDICE
57
58
FOLHA DE AVALIAÇÃO
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