UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE ADMINISTRAÇÃO E SUPERVISÃO ESCOLAR O PAPEL DO SUPERVISOR DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO: FISCALIZADOR OU MEDIADOR? Por: Janine de Souza Siqueira Orientador Prof.ª: Mary Sue Pereira Niterói 2011 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE O PAPEL DO SURPERVISOR DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO: FISCALIZADOR OU MEDIADOR? Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Administração e Supervisão escolar Por: Janine de Souza Siqueira AGRADECIMENTOS ... Á minha mãe, por estar presente em todos os apoiando, momentos da incentivando, minha vida, me acreditando e demonstrando carinho, dedicação, paciência e muito amor. Ao meu filho, que é um presente de Deus, a razão do meu viver; E a todos que contribuíram direta e indiretamente para realização deste trabalho E a Deus, que embora esteja por último, é o primeiro em minha vida; por ter sido tão generoso, colocando em meu caminho pessoas maravilhosas que me protegem, me amam e me ajudam. A ele não dou somente o meu a agradecimento, mas a honra e a glória. DEDICATÓRIA Dedico esta monografia a minha mãe Rita, que é um exemplo de vida, e ao meu filho Gustavo Hezrom, com intuito de que ele veja no meu esforço um exemplo a ser seguido. RESUMO O presente trabalho tem como proposta identificar a ação supervisora nas Unidades Escolares. Através observação da atuação dos Supervisores Educacionais e, de pesquisa realizada com Professores da rede municipal de São Gonçalo, o trabalho mostrará, de forma contextualizada, como o Supervisor Educacional atua e suas verdadeiras atribuições a serem realizadas nas Unidades escolares. Na perspectiva de identificação da atribuição que mais se evidencia no município, baseada no olhar dos professores da rede de São Gonçalo que trabalham diretamente e indiretamente com esses profissionais, o trabalho evidenciará a ação supervisora do município. Palavras-chave: Supervisão Educacional, ação supervisora e atribuições do Supervisor no município de São Gonçalo. 5 METODOLOGIA Esta monografia será desenvolvida através de pesquisa de campo com professores de Escolas Municipais de São Gonçalo, e terá como base de seus registros, as leis que regem tais profissionais, pesquisas em livros, artigos e informações que falam especificamente sobre o papel do Supervisor Educacional, na tentativa de identificação da ação supervisora e que esta possa esclarecer e evidenciar as atribuições desses profissionais no interior das escolas. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 07 CAPÍTULO I - Uma breve história da Supervisão Educacional no Brasil 10 CAPÍTULO II - Contextualizando o papel do Supervisor Educacional do Município de São Gonçalo - mediador ou fiscalizador? 17 CAPÍTULO III – A prática do Supervisor Educacional do Município de São Gonçalo no olhar dos profissionais de Educação das Unidades Escolares. 29 CONCLUSÃO 37 ANEXOS 40 BIBLIOGRAFIA 54 ÍNDICE 57 FOLHA DE AVALIAÇÃO 58 7 INTRODUÇÃO Este trabalho constitui-se a partir de pesquisa realizada com profissionais de Educação da Rede Municipal de São Gonçalo, baseado na coletas de dados sobre o papel do Supervisor, através de uma análise de práxis na visão de alguns profissionais de educação que atuam diretamente ou indiretamente com os supervisores nas unidades escolares. O papel do Supervisor Educacional já passou por diversas mudanças ao longo desses muitos caminhos e sua atuação foi questionada e criticada, mas não se pode negar que tais ações contribuíram significativamente no processo educativo. Essas contribuições estão explícitas na história através do processo de reconhecimento da ação supervisora no decorrer dos anos; tais fatos serão posteriormente retratados nas páginas deste trabalho. Considerando a importância da função do Supervisor Educacional na Escola, cujo papel principal é de mediar o processo educativo com o objetivo de garantir ao estudante a aprendizagem, desempenhando o papel de um “intelectual transformador” proporcionando um trabalho baseada no diálogo e na reflexão, faz necessário por isso apurar, de forma teórica e real, qual a verdadeira importância deste serviço e quais as suas atribuições dentro da Escola. Visando responder estas indagações, baseada no contexto histórico da ação do Supervisor, o presente trabalho objetiva: Investigar a evolução da Supervisão Educacional; pesquisar as concepções sobre a ação do Supervisor encontrada em algumas escolas; verificar as metodologias utilizadas na ação supervisora que contribuem para melhoria do processo ensino e aprendizado; ressaltar a importância da função/atribuições do Supervisor Educacional na Escola, e os principais paradigmas educacionais norteadores da ação supervisora e identificar as atribuições do Supervisor Educacional nas Unidades Escolares – fiscalizador ou mediador? O trabalho terá como base a pesquisa de forma de questionário, e esta ao ser realizada caracterizou-se como descritiva, com enfoque avaliativo. 8 Descritiva porque os entrevistados responderam algumas perguntas baseada na sua realidade e qualitativa, porque todos os dados da realidade são importantes e predominantemente descritivos. As perguntas foram as seguintes: *Você é professor desta escola quanto tempo? *Você conhece o Supervisor de sua Escola? *Você sabe qual é o papel dele e o que ele realiza na escola? *Ele participa de reuniões pedagógicas? *Ele participa do conselho de Classe? *A ação dele contribui para o enriquecimento da sua prática pedagógica?Dê que forma? *Para você a ação do seu Supervisor atende as reais necessidades de sua escola? *Para você o Supervisor deveria ser mais... A pesquisa foi realizada com o corpo docente de escolas públicas municipais da cidade de São Gonçalo - Rio de Janeiro, atingindo 15 (quinze) professores, considerando para análise 100% do grupo pesquisado. Os questionários podem ser vistos no anexo desta monografia. Aplicados pelo próprio pesquisador, ciente que através deste método é possível considerar a “participação do sujeito como um dos elementos do seu fazer científico” (TRIVIÑOS, 1997, p.138), os dados da pesquisa foram analisados de forma interpretativa e argumentadas baseadas em teorias e documentos legais que podem esclarecer a ação do Supervisor no contexto escolar pesquisado. Este trabalho monográfico apresenta-se estruturado em três capítulos e disposto da seguinte forma: o primeiro capítulo – Uma breve história da Supervisão Educacional no Brasil – abordará através de um breve histórico o processo de identificação da ação supervisora no Brasil. No segundo capítulo - Contextualizando o papel do Supervisor do Município de São Gonçalo - mediador ou fiscalizador? , esse desmembrado em dois eixos: Supervisão Educacional – sua história no município de São Gonçalo e O Supervisor Educacional e suas atribuições - relata a história e trajetória do Supervisor Educacional de São Gonçalo e a identificação das atribuições do 9 profissional descrita no regimento do município. Já no terceiro capítulo – A prática do supervisor do Município de São Gonçalo no olhar dos profissionais de educação das Unidades Escolares, é feita uma análise da pesquisa confrontando os dados com a real função do Supervisor nos dias atuais, na perspectiva de identificação, se a prática de tais profissionais tende para uma prática fiscalizadora ou mediadora. Após toda essa explanação o trabalho se encerra tendo como objetivo elucidar alguns questionamentos que foram suscitados durante a vivencia escolar do pesquisador e que o impulsionou a essa pesquisa. 10 CAPÍTULO I UMA BREVE HISTÓRIA DA SUPERVISÃO EDUCACIONAL NO BRASIL Embora vivamos num mundo globalizado e demarcado pela tecnologia e informatização, a sociedade ainda enfrenta crises cada vez mais violentas, entretanto a capacidade humana de produzir e de criar permanece. As desigualdades sociais existem e subsiste a vontade humana; e cada vez mais as pessoas que pouca, ou nenhuma oportunidade tiveram ou têm de habilitarem-se para o mundo do trabalho exigente e competitivo, se distanciam cada vez mais de um futuro mais digno e justo. Mas o que tem haver essa história com a história da Supervisão? Todos os conflitos existentes e vividos pelas famílias – base da formação física e moral do educando, acabam presentes na escola, na sala de aula, e os professores que estão na ponta do processo educativo sentem-se despreparados para lidar com esses aspectos e, até, para atender as demandas desses alunos frutos dessa geração imediatista, materialista e capitalista. Numa visão neoliberal, a cobrança da sociedade e do mercado de trabalho é que as pessoas desenvolvam “competência”, sejam competitivas, que aprendam a aprender e que superem com conhecimentos teóricos e sólidos os conflitos do dia a dia, enfim que saibam solucionar problemas promovendo soluções lucrativas. Pois tudo gira em torno da produção, do lucro e da eficácia dessa educação. E a escola contribui para isso? A sua contribuição para a superação dos problemas da sociedade estão no significado das ações de cada “ator” no contexto escolar. As ações de cada profissional (ator): Direção, Supervisão Educacional, Orientação Educacional, Professores e funcionários em parceria com os alunos, pais e comunidade escolar promoverão uma formação 11 diferenciada. Uma formação consciente e necessária para que haja uma verdadeira educação. Uma educação comprometida em desenvolver competências, mas também de conscientização do indivíduo para que ele exerça seu papel na sociedade, interferindo de maneira que haja mais justiça e igualdade social. Mas para que tudo isso aconteça é necessário ter uma educação de qualidade e que se garanta a aprendizagem do aluno. É nesse contexto que surge a presença do Supervisor Educacional como um dos principais agentes para que se concretize uma Educação capaz de contribuir com o aluno, e de torná-lo elemento essencial para interferir na realidade social. Sendo assim, é preciso conhecer a origem da ação pedagógica e especificamente reconhecer na história a sua evolução , isto é o sentido da função, do perfil, atribuições, metodologia empregadas, níveis de atuação e os desafios que permeiam a ação do Supervisor Educacional na Unidades Escolares , para que se possa compreender sua preciosa contribuição na formação integral do aluno/cidadão. Nas sociedades primitivas a própria maneira de viver evidenciava uma educação espontânea. Os adultos educavam de forma indireta as crianças, pois através de exemplos controlava, ensinava, protegia e supervisionava as mesmas. Através da permanência do homem e de posse das terras, surge a propriedade privada e com isso a divisão dos homens em classes. Com essa divisão a educação também se dividiu, diferenciando em educação para classe dominante e para classe dominada Como Demerval Saviani relata: “É aí que se localiza a origem da escola. A palavra “escola” deriva do grego e significa, etimologicamente, o lugar do ócio. A educação dos membros da classe que dispõe do ócio, de lazer, de tempo livre para a se organizar na forma escolar, contrapondo-se à educação da maioria que continua a coincidir com o processo de trabalho” (SAVIANI,1983, p.36) É também neste contexto que se encontra a figura do pedagogo, tal como configurou na Grécia. O Pedagogo, neste contexto, se apresenta como o que escravo que tomava conta da criança e a conduzia até o mestre do qual 12 recebia lição. Depois passou a significar o próprio educador, pois em muitos casos passou a se encarregar do próprio ensino das crianças, sua função era a de estar constantemente presente, junto às crianças, tomando conta delas, fazendo o papel de controlador, supervisor de todos os seus atos. Essa função Supervisora na educação dos escravos era evidente em suas ações que reproduzia um aspecto de controle e fiscalização. A sociedade feudal era dominada pela economia de subsistência, uma economia que visava atender às necessidades de consumo, com isso os produtos excedentes intensificou o comércio, eixo do processo produtivo, forçando o deslocando do campo para cidade isto é da agricultura para a indústria. Na Época Moderna, com a exigência da própria sociedade e da disseminação dos códigos formais, a escola também entra na exigência de sua generalização. A necessidade de se alfabetizar, pois o domínio de uma cultura intelectual forçava essa necessidade. Desta forma essa nova cultura é construída de maneira mais sistemática e deliberada, gerando a organização da educação institucionalizada. Com essa ideia institucionalizada começa a esboçar a ideia de supervisão educacional, o que vai se evidenciando na organização da instrução pública. Os jesuítas vindo para o Brasil iniciam à organização das atividades educativas em nosso país. No plano Geral dos Jesuítas, Ratio Studiorum, que é adotado no Brasil, é neste momento que a ideia de supervisão começa a se fazer presente. Com o surgimento das escolas de primeiras letras no Brasil, apoiado no programa de ensino o Ratio Studiorum, aparece no seu interior às funções de docência e também de Supervisão, cuja função era instruir os monitores e supervisionar as suas atividades de ensino, como também a aprendizagem dos conjuntos dos alunos. Conforme Nérici (1973). A fase fiscalizadora foi a primeira a se confundir com inspeção Escolar, interessada mais no cumprimento das leis de ensino, condições do prédio, situação legal do professores, comprimento de datas e prazos de atos Escolares, como provas, 13 transferências, matrículas, férias, documentação dos educando, etc. (NERICI, 1973, p. 30-31) Na década de 20 surgem os “profissionais de educação”, “técnicos” em escolarização, que na verdade eram os pedagogos recém formados, cuja denominação permaneceu até a década de 60. Para melhor esclarecimento desse processo, utilizo a pesquisa de Demerval Saviani quando diz: No final da década de 60, já no período militar, é aprovado pelo então Conselho Federal de Educação o Parecer nº252 de 1969 que formulou os cursos de Pedagogia. Em lugar de se formar o “técnico em educação” com várias funções, sendo que nenhuma delas era claramente definida, pretendeu-se especializar o educador numa função particular, sem se preocupar com a inserção do quadro mais amplo do processo educativo. Tais funções foram denominadas “habilitações” que forma: administração, inspeção, supervisão e orientação. É nessa introdução das habitações que recebem uma influência da concepção da “pedagogia tecnicista”, que tinha como objetivo principal a eficiência e a produtividade no processo educativo. Pode-se dizer que o Supervisor Escolar deste período era imbuído e responsabilizado por examinar as falhas de atuação dos professores e essas falhas serviram como motivo para a realização de trabalhos e estudos visando à remoção e à solução das mesmas. Foi também nesta mesma época que aparece a figura do Inspetor de Ensino, julgando como tarefa principal as ações pedagógicas, mais especificamente do professor.Constata-se que em qualquer época histórica, o conceito de controle esteve presente nas ações da supervisão. O termo Supervisão tem como significado “olhar de cima”, que reflete uma visão distanciada e de controle do outro, favorecendo uma ação que visa somente a observação de ações burocrática, como afirma Rudolf Lenhard: “O 14 Corpo docente está sujeito à burocracia, mais não faz parte dela”.(LENHARD, p.123). Hoje, a Supervisão Educacional, exercida no interior das escolas, se apresentam de forma mais democrática, interativa, dialógica e mediadora. Tais modificações foram incorporadas ao longo dos anos, com isso ampliou-se a ação do Supervisor. Essa ampliação fez com que os profissionais atendessem as especificidades dos sistemas de ensino. A supervisão Educacional pode ser reconhecida na escola na figura do Orientador Pedagógico, servindo de elo entre o diretor, o corpo docente, discente e comunidade. Também encontramos na “Supervisão de Campo”, na maioria das vezes atua como o profissional que é lotado na Secretaria de Municipal de Educação e Inspeção Escolar, neste caso este profissional atua na Secretaria Estadual de Educação. Mas todos têm a função de agente facilitador do processo de aprendizagem, pois estes devem contribuir e promover ações que facilitem a democratização do ensino e participação intensa de toda dinâmica da atividade supervisora. Foi a partir dessa incorporação de atribuições que surge a caracterização de Supervisão Educacional ”Autocrática” ou “Democrática”, conforme Nérici (1973), na qual: A Supervisão Escolar autocrática é que enfatiza a autoridade do supervisor, que é quem tudo prevê e providencia para o funcionamento da ação da Escola. A supervisão se enfeixa nas mãos do supervisor, de quem emanam todas as ordens, sugestões e direções para a melhoria do processo de ensino. A atuação democrática do supervisor, pelo contrário, modifica o panorama sombrio antes caracterizado, criando um ambiente de compreensão, liberdade, respeito e criatividade que muito facilita o trabalho da supervisão Escolar e do professor, consequentemente. 15 Foi assim que a Supervisão se constituiu aqui no Brasil, fazendo sua história, assumindo um papel mais inferente, mais inovador, mais atualizado, onde ele é um pesquisador dentro da escola e da comunidade, compreendendo o movimento que envolve as relações entre o professor, aluno e o próprio supervisor, de forma simultânea. Com isso surge uma Supervisão Educacional que busca assumir novas funções, novos paradigmas numa tentativa de superar o modelo conservador, autoritário e burocrático que ainda se mescla entre os profissionais mais atualizados e votados para realidade educacional que exigem os novos tempos. É nesse contexto que o supervisor, nos dias, atuais deve desenvolver um papel de líder de comunidades que estão sujeitas a aprender e a se qualificar, numa perspectiva de organização educacional cujo objetivo e foco, estão numa aprendizagem significativa e ao alcance de todos. A escola, por sua vez, precisa retomar e reformular seus conceitos, precisa se reconhecer como um organização que está em busca de aprendizagem constantes e que se faz necessário criar estratégias operacionais para dar subsídio , não só ao professor, mas a toda comunidade existente no interior da escola, que estes aprendam e tenham acesso a formação, como Mary Rangel – Livro:Supervisão Pedagógica princípios e práticas- esclarece: Trata-se de uma aprendizagem individual em ambiência de coletividade, uma aprendizagem coletiva do conjunto das pessoas na organização (RANGEL, P.37). A aprendizagem anteriormente citada deve ser considerada como ponto de partida para uma nova organização educacional. Para efetivação dessa aprendizagem deve-se ter uma visão estratégica a ponto de direcionar as ações pedagógicas no intuito de garantir alternativas para que todos tenham possibilidades iguais.O papel da supervisão dever ser de fomentador, de debates entre ao indivíduos com trocas de ideias. Isso fará com que o planejamento das ações ganhe suporte e se faça um planejamento em conjunto e intencional para uma construção de uma proposta de trabalho 16 consistente e coletiva. Ele também deve organizar os espaços com intenção de promover momentos de reflexão do fazer pedagógico. Essa integração de ações contribui para a identificação da ação supervisora no interior da escola, e favorece a relações existem na comunidade escolar, fazendo com que “Compreender o ser humano implica partir do pressuposto de que cada gesto e cada palavra estão imediatamente inseridos num contexto muito maior, que transcende a ele e a sua existência” (COCO, 1999, p.41). 17 CAPÍTULO II CONTEXTUALIZANDO O PAPEL DO SUPERVISOR EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO MEDIADOR OU FISCALIZADOR? Sabe-se que o papel do supervisor em toda sua história de “construção”, no campo profissional, sofreu grandes modificações e transformações, por isso é importante que se contextualize a história do supervisor no espaço que está inserido. Esse espaço exerce grande influencia nas práticas educativas, e por que não dizer na atuação do profissional que está desenvolvendo o trabalho. Desta forma, nos tópicos posteriores serão relatadas as características do espaço está inserido e as atribuições que o supervisor para que se contextualizem as suas ações. 2.1 – Supervisor Educacional – Sua História no Município de São Gonçalo O município de São Gonçalo no século XVI era habitado pelos inícios Tamoios, na região de Itaoca. Seu desmembramento, iniciado no final do século XVI, foi efetuado pelos jesuítas que, no começo do século XVII, instalaram uma fazenda na área conhecida como Colubandê, às margens da atual rodovia RJ- 104. Em 22 de setembro de 1890, o distrito de São Gonçalo é emancipado politicamente e desmembrado de Niterói, através do decreto estadual nº. 124. Em 1892, o decreto nº 1, de 8 de maio, suprime o município de São Gonçalo, reincoporando-o a Niterói, pelo breve período o de sete meses, sendo restaurado pelo decreto nº34, de sete de dezembro do mesmo ano. A partir, então do ano de 1929, o Município inicia de forma mais tranquila, sua trajetória rumo ao processo e ao sucesso. 18 Hoje, São Gonçalo no campo educacional possui um campus que se destaca a Faculdade de Formação de Professores (FFP - UERJ). Este é o maior pólo especializado do Estado em formação de professores, tendo como resultado mais visível a enorme quantidade de aprovados nos concursos públicos por todo o Brasil. Sua importância é ampliada quando analisamos que é um pólo avançado de formação de pessoal de nível superior por parte da UERJ numa das principais cidades do Estado do Rio de Janeiro. Seus descendentes são residentes, em sua maioria, de São Gonçalo. Porém, em ordem decrescente, as cidades de origem dos mesmos são: Niterói, Rio de Janeiro. Itaboraí, e município da Baixada Fluminense, entre outras. Foi criado no Gradim o Pólo da Universidade Aberta do Brasil que no Consórcio CEDERJ tem cursos das Universidades UFF (Ciências da Computação), UFRJ (Química) e UFRRJ (Administração e Turismo). A Educação administrada pelo Conselho Municipal de Educação na representatividade da Secretaria Municipal de São Gonçalo, hoje, coordena 110 Unidades de Educação. Desde 1992, o cargo de Supervisor foi reconhecido como parte integrante do quadro efetivo da Secretaria de Educação e atua diretamente nas escolas. Diante destas informações a ação supervisora, como já descrita no capítulo anterior, sempre esteve presente na vida do ser humano, no seu fazer diário, na sua rotina de trabalho e na vivência escolar. É nesta última – vivência escolar- que a supervisão educacional articulação da prática pedagógica evidencia, pois é responsável pela e é ela que busca a construção do planejamento curricular, coordenando o processo pedagógico da escola garantindo ao estudante o direito por uma aprendizagem significativa e de qualidade. Saviani (2002, p.14) afirma: Entende-se a supervisão como ação de velar sobre alguma coisa ou sobre alguém a fim de assegurar regularidade de seu funcionamento ou de seu comportamento (FOLQUIÉ, 1971:452) vê-se que mesmo nas comunidades 19 primitivas onde a educação se dava de forma difusa e indiferenciada, estava presente a função supervisora. O Supervisor Educacional tem uma gama de responsabilidades no interior da escola; conhecedor de muitas teorias educacionais, acerca de concepções pedagógicas e metodologias, técnicas, recursos atualizados, noções de avaliação eficaz pensamento reflexivos etc..., que deve estar a serviço da prática, e a Educação pela prática envolve, em primeiro lugar, voltar-se para o combate, a amenização e a prevenção de –mesmo que sejam desde os pequenos, mas decisivo- problemas de ordem pessoal das relações humanas, de saúde e de caráter ético e oral dos alunos e de quem com eles trabalha, pois o ser humano sadio, atendido em suas necessidades básicas e em seus desejos mais prementes de sobrevivência em grupos, produz, de forma mais eficaz, e com motivação para mais além, pela aprendizagem escolar, este se constituí, na verdade, o maior desafio do Supervisor Educacional hoje; e a Educação serve para educar as pessoas para buscarem uma nova realidade. É fato que suas atribuições ao longo dos anos modificaram e muito, mas é fato também que ganhou forma e credibilidade no fazer pedagógico. Não foi muito diferente no Município de São Gonçalo, o seu reconhecimento no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal e Funcionamento da Educação, que aconteceu no ano de 2003, evidenciou a importância da atuação do profissional, Antes de a lei ser implementada respaldando a ação supervisora, o município era atendido por professores habilitados em Pedagogia que se responsabilizavam pelas atribuições que evidenciavam a figura do supervisor, cujo papel era de controlar, fiscalizar e executar tarefas que anteriormente fora planejada . Ficando assim a figura do supervisor marcada por uma herança histórica do profissional técnico, como afirma Silva: 20 Formam-se, profissionais da educação e, entre eles, o Supervisor Escolar “para Cumpri sua função executora de decisões planejadas em outra instância...” (Silva, 1981. p.62) . O Supervisor do município de São Gonçalo não é diferente dos outros supervisores, ele como tantos outros participaram de todas essas conquistas, evoluções e atribuições A profissão Professor supervisor como é reconhecido em São Gonçalo, se constituiu em meios as grandes mudanças do município. A equipe formada desde 1994 realiza trabalhos com grandes aspirações uma delas, de grande marco, foi a experiência em visitas em participações frequentes em plenárias que com muito empenho e dedicação participou da formação do Conselho Municipal de Educação do Município de São Gonçalo. A partir do ano 2000, criado CME (Conselho Municipal de Educação), é publicada a Portaria SEMEC/9/2000 que preconiza a atuação da equipe de Supervisores no Conselho Municipal de Educação. Em 2001, as ações da equipe foram então ampliadas e estes profissionais passam a desempenhar funções de assessoramento à nova gestão, que repercutiram no fortalecimento do papel da Supervisão Educacional no Município. Em 2003 a equipe de supervisores desempenho o papel de formação e apoio a construção dos Projetos Políticos Pedagógicos das Unidades Escolares.E no decorre deste mesmo ano e se estendendo para o ano de 2004, empenhou-se em colher os resultados desta formação compartilhando suas experiência em congressos como: XXII Encontro Nacional de Prática de Ensino na cidade de Curitiba; e, posteriormente no VIII Congresso Luso- AfroBrasileiro de Ciências Sociais, realizado na cidade de Coimbra ( Portugal) e hoje, é tema de pesquisa da Universidade Federal Fluminense . Em 2005 e 2006 o grupo de supervisores do município colaborou com ações necessárias à adequação dos antigos CIEPs Municipalizados à Rede Municipal de Ensino e acompanhou a organização das muitas demandas sociais. Perceber-se através desse relato histórico do Supervisor Educacional do Município de São Gonçalo que surge a necessidade de delinear o papel desse 21 profissional buscando rumo para atuação profissional. Santos nos auxilia através de sua análise esclarecer um pouco mais, referente a busca de entender as concepções de supervisão: Diante das Concepções da Supervisão Educacional, que vem tentando desvencilhar-se de suas origens (de uma concepção fiscalizadora) e caminha para uma concepção mais participativa e integradora, desmistificar as necessita ideologias primeiramente conservadoras e opositoras que estão estrategicamente servindo a determinadas correntes políticas para poder, então, propor uma concepção de supervisão, voltada para um trabalho coletivo (SANTOS, 1996:34-46). Diante da complexidade da busca de identificação e de integração no campo educacional, cujas ações se evidenciam de forma diferenciada, a equipe de supervisores ganha a cada dia espaço nos setores que atuam, para desempenharem os papéis que cabem a eles desenvolverem. É fato que, mesmo reconhecido os seus direitos e deveres, o papel do supervisor ainda se constitui através da prática e de momentos reflexivos em prol de um profissional que seja capaz de desempenhar ações que priorizem a real necessidade da Educação, que é promover uma educação de qualidade, mas para isso que isso aconteça faz-se necessário que todos os profissionais de educação estejam focados e desejosos em promover aprendizagens significativas para os educando. Quebrar tradições; ousar; acreditar no novo; controlar, não no sentido fiscalizar, mas no sentido de acompanhar de perto o processo, isto é, o trabalho educacional. Essa ruptura de paradigmas que a equipe de supervisores parece tentar romper. Nesse movimento, não se pode deixar de fora, o próprio sistema de ensino que precisa criar políticas públicas educacionais que viabilizem a atuação desses profissionais reconhecendo, 22 valorizando e capacitando os mesmos para que estes atuem dentro da real necessidade educacional. Utilizando a fala da Mary Rangel,em seu texto: O estudo como prática de supervisão pode-se entender que : A dinâmica do conhecimento processo que se didático ensina, e do aprende e (re)constrói na escola solicita do supervisor que incentive e promova o hábito de estudo. Esse “hábito”-ou, segundo Boudier(1989), predisposição adquirida, com essa determinação e prática, incorpora leitura e discussões coletivas de textos, tanto os que trazem subsídios aos conteúdos específicos quanto os que ampliam e aprofundam concepções bases, do ato encaminhamentos educativo de ensinar e e aprender, que caracteriza a especificidade da escola e do conhecimento que deve garantir. Assim se constituiu e se constitui a história do Supervisor no Município de São Gonçalo; enfrentando barreiras desconstruíndo sua origem e criando estratégias para um novo pensar sobre o papel do Supervisor Educacional. 2.2. O Supervisor Educacional e suas atribuições. No atual momento da educação brasileira a supervisão Educacional é exercida por profissionais que possuem habilitação em pedagogia em nível de graduação ou pós-graduação em supervisão educacional, regulamentada pela Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional – Lei nº. 9394/96. Este profissional não possui uma atuação homogênea, pois desenvolve seu trabalho de diferentes maneiras devido à diversidade da sua própria história. Vale lembrar Silva Jr. Quando diz: 23 Os supervisores educacionais constituem uma extensa e controvertida categoria profissional. Distribuídos por todo o território nacional, desempenham funções muito variadas que refletem em sua própria diversidade as flutuações conceituais e as diferentes posições políticas subjacentes à sua prática profissional (SILVA JR. 1997, p.85) Os supervisores Educacionais que atuam no Município de São Gonçalo não podiam ser diferentes, têm construído sua história ao longo de muitas reivindicações e conquistas. Na atualidade, com competências estabelecidas no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, no Regimento Único da Rede Municipal de Educação e nos requisitos estabelecidos no edital do concurso Público/2004 para o cargo de Professor-Supervisor Educacional atuam de maneira diversificada e diferenciada no interior das unidades escolares. A leitura dos artigos 9º e 17º do Plano de Carreira do Magistério Público Municipal revela o perfil desse profissional e esclarece sua função no quadro de funcionário do Município. Art.9º - Funções diretivas são aquelas destinadas a fornecer diretrizes, orientação e coordenação na execução de atividades de natureza técnicoadministrativo-pedagógica nos órgãos do Sistema Municipal de Educação. Art.17º - A classe de Supervisão Educacional é integrada pelo conjunto de Professores ou Pedagogos, devidamente habilitados, responsável pelas diretrizes, orientação, integração e controle do processo ensino-aprendizagem nas Unidades escolares e no âmbito intermediário e central do sistema Municipal de Educação. 24 Diante desta legislação pode-se afirmar que o papel do supervisor, aqui descrito, sugere que ação supervisora seja muito mais ampla no contexto escolar, do que somente fiscalizar a parte burocrática do processo educacional. Mas tais procedimentos se desmembram em ações que tendem a “formatar” o perfil desse Supervisor em um profissional mais burocrático. Para embasar, tal afirmação, alguns artigos do Regimento Municipal serão citados para elucidar, de forma mais clara, essa falta de “diálogo” entre o que se propõe e o que se executa. Encontra-se nos artigos 121 e123 e no Parágrafo único do artigo122 do Regimento Único da Rede Municipal de Educação as seguintes referências à ação supervisora: Art. 121 As atividades de supervisão Educacional são exercidas por profissionais devidamente habilitados, sendo lotados na secretaria Municipal de Educação. Art. 122 [...] Parágrafo Único. Ação do supervisor Educacional dar-se-á prioritariamente, de modo preventivo e sob forma de orientação, visando a promover o desenvolvimento da autonomia, da integração, envolvendo-se no processo educativo de forma global como elemento integrante e integrador do grupo de trabalho, buscando superar conflitos substanciais e desvios que possam comprometer a regularidade dos estudos dos alunos e a eficácia do processo educacional. Art.123 São atribuições do Supervisor Educacional: I - Acompanhar e orientar o Processo Pedagógico das Unidades de Ensino; II - Atuar como elemento de ligação entre a equipe central da secretaria Municipal de Educação e a Unidade Escolar em assuntos de sua competência; 25 III – Divulgar normas e orientar a Unidade Escolar no que se refere ao cumprimento do Regimento Escolar e demais legislações vigentes; IV – Verificar o integral cumprimento do Calendário Escolar do ano letivo; V – Verificar a organização e permanente atualização da escrituração escolar e a funcionalidade dos arquivos; VI – Examinar periodicamente os diários de classe, por amostragem, para verificar: a) se os alunos relacionados estão devidamente matriculados; b) se os dias letivos e carga horária estão condizentes como o plano curricular e com o Calendário Escolar; c) se a frequência está sendo registrada e se os conteúdos anotados correspondem aos dias letivos registrados no período. alunos, através constantes das de exame dos documentos pastas individuais, analisando casos de matrículas, classificação e reclassificação de alunos, juntamente com a equipe técnicopedagógica e administrativa; VII - Examinar, com vista à expedição, os certificados e os registros da vida escolar de alunos concluintes do Ensino Fundamental; IX – Integrar a comissão de recolhimento de arquivos ou de apuração de irregularidades no estabelecimento, quando for o caso; X_ Participar crescimento cursos, de iniciativas profissional plenária do tais que como Conselho visem ao seminário, Municipal de Educação; XI – Participar das reuniões da secretaria Municipal de Educação. 26 Todas essas ações, previstas tanto no plano de Cargos quanto no Regimento Único Municipal evidencia as atribuições que um supervisor comprometido com sua prática transformadora deva executar. Não podendo esse profissional, executar somente a uma função de fiscalização. Pois fazer de sua prática, uma ação fiscalizadora fará que participe parcialmente do processo educativo. Neste contexto, compreende-se que a função supervisora no âmbito educacional brasileiro não ocorre de forma independente ou neutra. A função aqui descrita decorre do sistema social, econômico e político e que está relacionada a todos os determinantes que configuram a realidade brasileira ou por eles condicionada. Há necessidade de compreender que as tentativas de rompimentos com as bases tecnicista da formação desse profissional, não ser dará tão facilmente, pois existem falhas no sistema educacional que fazem com elas se perpetuem por isso o supervisor deve se aliar a comunidade escolar, E assim como Paulo Freire entender que: O que mais custa a um homem saber, de maneira clara, é a sua própria vida, tal como está feita por tradição e rotina de atos inconscientes. Para vencer a tradição e a rotina, o melhor procedimento prático não se encontra na ideias e conhecimentos exteriores e distantes, mas no questionamento da tradição por aqueles que se conformam com ela, no questionamento da rotina em que vivem (Freire,1980:35) O redimensionamento do trabalho do supervisor é assumir compromisso de fazer do trabalho educacional uma meta a ser atingido por todos, nesta busca, incessante e conflitante, a postura diferenciada e nova de trabalho faz com que o supervisor represente uma figura de inovação no espaço escolar. A sua ação deve se integrar aos demais especialista em educação, com o objetivo de desenvolver não somente a parte pedagógica (conteúdo), mas 27 também de conscientização de direitos e deveres, com base nos conceitos de liberdade e democracia, conceitos que serão ao longo do tempo desenvolvidos na efetivação de mudanças sociais. Para Passerino (1996:40), “o trabalho do supervisor educacional deve ser orientado pela concepção libertadora de educação, exige um compromisso muito amplo, não somente com a comunidade na qual se está trabalhando, mas consigo mesmo”. Além das funções explicitadas nos parágrafos anteriores, a equipe de Supervisores Educacionais desempenha suas do funções Município nas escolas de da São Gonçalo, rede também (acompanhando sistematicamente o trabalho); nas ações no Conselho Municipal de Educação (orientando e regulamentando as escolas da rede privada de educação Infantil no município, compromete-se também com a análise e encaminhamento de processos); em ação integrada com a Promotoria de Infância e da Juventude, e no processo de atendimento a crianças nas creches conveniadas, conforme dispõe a resolução 001/2005, revisto nos convênios assumidos pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo.Por tudo isto que foi exposto nestes parágrafos, foram afirmadas pela Equipe, nos debates e discussões, as seguintes ações da Supervisão Educacional no sistema Municipal de São Gonçalo: I - Referente às Creches conveniadas, aquelas que estiverem em processo de autorização de funcionamento, receberão a visita da supervisão, logo após a verificação do Conselho Municipal de Educação para fins de acompanhamento e atestos e estas integrarão, depois dos atestos, o conjunto de escola da Rede. II – Referente às escolas do Sistema Municipal de Educação de São Gonçalo desenvolverão o trabalho conforme dispostos no Plano de Carreira do Magistério e no Regime único do Município. III - Referente ao Conselho Municipal de Educação as ações estarão voltadas para análise de processos. E as vagas de técnicos do CME, serão por processo de escolha. Essa equipe tornar-se-á responsável pela formação da equipe dos demais supervisores. 28 IV – Referente a sua dinâmica interna, a equipe se organiza em reuniões para decisões conjuntas como :escolhas de escolas que irão supervisionar durante o ano; entregas de termos de visitas de escolas; discussões sobre pareceres, resoluções e leis vigentes no âmbito municipal, estadual e federal; articulações ente as decisões da escola e dos diversos órgãos do sistema, valorizando sempre a participação entre as decisões da escola e dos diversos órgão do sistema, valorizando sempre a participação coletivas de seus membros no processo de construção de sua auto-gestão. Todas as ações e atribuições que aqui foram apresentadas, numa leitura não muito aprofundada se reportam para uma gestão democrática e mediadora, que segue uma corrente ideológica e transformadora na qual propõe que o supervisor educacional não seja visto como um técnicoburocráta, mas como um Educador, pois acredita no processo de mudança na escola, na educação e na sociedade. Como Freire (1998) afirma: A Educação libertadora passou a inspirar novos conceitos que orientam uma nova sociedade baseada nos princípios de liberdade e participação e de busca pela autonomia. O supervisor que conseguir desempenhar o papel dentro desta visão, de transformação será capaz de junto com seu grupo, transformar a realidade de sua escola, priorizando a aprendizagem do aluno, pois este é seu objetivo de trabalho e para quem suas ações devem se voltar. 29 CAPÍTULO III A PRÁTICA DO SUPERVISOR EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO NO OLHAR DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DAS UNIDADES ESCOLARES. A realidade educacional brasileira, no que se refere às considerações dos professores que atuam nas escolas municipais não são as mais promissoras possíveis. Sempre falam de suas dificuldades e das frustrações de não conseguir desenvolver seu trabalho e com isso o não alcançar dos objetivos projetados para cada ano de trabalho, e como fruto das queixas temos no cenário escolar um professor desanimado e desestimulado. Por outro lado, o aluno que não consegui alcançar os objetivos propostos, fica a mercê de uma realidade que o impulsiona a desistir da trajetória educacional gerando abando e repetência. É nessas contradições que o dito popular ganha veracidade,”a escola fingi que ensina e aluno finge que aprende”, por trás do senso comum pode estar uma grande verdade. Quem são os culpados? A escola tem efetivamente cumprido o seu papel? Cada integrante da unidade escolar tem consciência da sua responsabilidade como educador, e do papel que tem que desempenhar no interior da escola? A escola é uma organização onde a cooperação, a elaboração de propósitos comuns e a comunicação sem ruído, devem permear. Mas para que isto aconteça é necessário que cada elemento tenha clareza do seu papel; e que as tomadas decisões sejam decidas no coletivo através de discussões, de reflexões e compartilhamento de ideias. E então termos a tão desejada gestão democrática. Hoje a educação não é mais um privilégio de poucos; e sim um direito subjetivo, adquirido por lei. Por isso, a escola precisa constantemente revisar o 30 seu modo de pensar e de agir, para poder fazer a diferença nesta sociedade tão desigual. É neste contexto que o papel do supervisor aparece como um elemento diferenciador no processo educativo, e porque não dizer, um elemento que faz a diferença em todas as ações existentes no interior da escola. Essa reflexão pode ser embasada pela fala de RANGEL quando diz: O Supervisor pedagógico escolar faz parte do corpo de professores e tem a especificidade do seu trabalho caracterizado pala coordenação - organização em comum – das atividades didáticas e curriculares e a promoção e o estímulo de oportunidades coletivas de estudos. A coordenação é, portanto, por natureza, uma função que se encaminha de modo interdisciplinar. (RANGEL, 1997:57). A escola é parte importante na vida, é nela que passamos boa parte do nosso tempo. A escola é lugar de convívio; no convívio se aprende e se ensina. Deste modo, as relações existentes como: alunos entre si, dos professores, entre si, com seus alunos, famílias, funcionários, em enfim de todos que participam da comunidade escolar devem ser observadas e estudas para um bom andamento de toda essa organização. A reflexão deve fazer parte da escola e com isso unir teoria e prática, isto é a teoria alimentando de forma enriquecedora o fazer pedagógico; o fazer diário , que são as experiências. E são essas teorias que fundamentam nossas ações, conclui-se que a mesma faz parte do fazer contínuo. A base da escola reflexiva é formação em serviço, e a formação conduz ao aprendizado através da avaliação constante da prática. Neste contexto de formação que o supervisor surge como figura essencial, a ele cabe a criação de contextos favoráveis à aprendizagem e ao desenvolvimento dos novos professores e, por sua influência, à 31 aprendizagem de desenvolvimento dos seus alunos ( ALARCÂO, 2004, p.78) Tomando como base essas reflexões, a pesquisa (em forma de questionário) realizada com os professores da rede municipal de ensino de São Gonçalo e de argumentações teóricas, é que será analisada neste capítulo a ação do Supervisor Educacional do município de São Gonçalo nas diferentes unidades escolares. Ao iniciar a análise da pesquisa percebe-se que 100% dos professores possuem nível superior de ensino dentro na área educacional e, 90% o tempo de atuação na rede é superior a 10 anos, entretanto sua atuação na unidade escolar gira entorno de 3 a 5 anos. Isso evidencia que o profissional possue uma visão bem clara das suas observações descritas no questionário. Isso facilita analisar a atuação do supervisor de forma a identificar a corrente que segue tais profissionais. Dos professores que responderam a pesquisa , 20% não conheciam o Supervisor da Unidade escolar que trabalha, evidenciando assim uma ação isolada do corpo docente da unidade. A atuação do supervisor também ficou atrelada a uma ação mais burocrática e fiscalizadora. Os entrevistados reconhecem o papel do supervisor e diferencia a ação dos mesmos em diversos sistemas de ensino, vale ressaltar a fala de um deles: “O papel do supervisor varia em alguns sistemas, neste município o papel do supervisor tem sido mais abrangente, saindo da noção de “fiscal de documentação”, mas ainda está aquém de seu papel integrando-se a gestão escolar. (PROFESSORA DE ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO) 32 A leitura que se pode se fazer dessa declaração é que o supervisor tem tentado se distanciar de suas bases de formação, as bases tecnicista que evidenciam uma ação fiscalizadora a fim de romper com paradigmas e ações alienantes e conservadoras, na tentativa de desenvolver um trabalho voltado para real necessidade da escolar. Como diz Márquez (1970, apud, Medina,1973,p.31): A supervisão criadora estimula, de maneira democrática e cientifica, os mestres, s fim de que se desenvolvam profissionalmente e sejam cada vez mais capazes de obter o maior grau de eficiência no processo de ensino. Essa supervisão criativa está pautada em um ideal, que é de promover atividades de crescimento profissional e criação de um ambiente de estudo e de estímulo, que incita aos professores a superarem suas dificuldades e com isso garantir ao aluno aprendizagens que levem o mesmo a ter esperança de conquistar seus sonhos e ideais. Com a ampliação do conceito de supervisão criadora, pode-se atrelar essas ideias aos desejo de 100% dos professores quando respondem que o supervisor deveria ser mais...Nesta pergunta (no questionário de pesquisa)foram unânimes em afirma que o supervisor do Município de São Gonçalo precisa ser mais integrado ao processo educativo. Destaque para algumas falas: “Integrado ao processo educativo a que se propõe a escola”. (Professor do Ensino Fundamental). “Participativo na rotina escolar e das reuniões pedagógicas” (Professor do Educação Infantil). “Participativo, formador, mediador e também afetivo, pois a afetividade está intrinsecamente 33 ligada à aprendizagem” (Professor do Ensino Médiol). “Atuante e deveria ter mais um perfil do Orientador Pedagógico” (Professor do Ensino Fundamental). Vale ressaltar que na última fala, o professor compara a uma função do Orientador Pedagógico (cargo de confiança da direção, cujas funções têm o seu reconhecimento no Regimento do Município) com a função do Supervisor.; isso demonstra não reconhecer totalmente as atribuições que são imputadas ao supervisor. Sabe-se que esse profissional não possui uma atuação homogênea, pois desenvolve seu trabalho de diferentes maneiras devido a diversidade da sua própria história. Essa afirmativa encontra-se na fala de Silva Jr. quando diz: Os supervisores educacionais constituem uma extensa e controvertida categoria profissional. Distribuídos por todo o território nacional, desempenham funções muito variadas que refletem em sua própria diversidade as flutuações conceituais e as diferentes posições políticas subjacentes à sua prática profissional (SILVA JR., 1997, p.85). Diante destas funções e para maiores esclarecimento pode-se citar: Supervisão Educacional: diz respeito às questões e serviços da Educação. Supervisão Escolar: Se atem nos serviços administrativos, de funcionamentos geral, como também os pedagógicos, ficando pouco identificada a especificidade da função com relação ao ensino. Supervisão Pedagógica: refere-se à abrangência da função, cujo “olhar sobre” o pedagógico oferece condições de coordenação e orientação, criando e 34 estimulando a organização comum e o trabalho coletivo no interior da escola criando também o espaço para estudo coletivo. Voltando aos dados da pesquisa algumas questões estavam voltadas para participação de supervisores em reuniões pedagógicas, conselho de classe e promoção de estudos para enriquecimentos profissional 905 dos professores apresentaram suas respostas negativas, afirmando que o profissional não participava desses momentos. Lamentaram por acharem importante atuação do supervisor junto ao professor, atitude que não acontece. Alguns complementaram a resposta afirmando que o supervisor no cumprimento de suas atribuições como “fiscalizador” realiza com sucesso, pois seu contato se faz somente com o secretário e o diretor, realizando o trabalho administrativo. Alegaram também que isso é importante, mas não fundamental, pois com a realidade que a educação se encontra, o professor, aluno, funcionário e equipe pedagógica devem interagir para que o ensino seja de qualidade. Questionados se ação do supervisor atendia as reais necessidades de sua escola, os profissionais relataram que a necessidades da escola está além dos papéis( da burocracia), está nas fronteiras que impedem que o currículo atenda as reais demanda da comunidade escolar. Uma aprendizagem significativa deve levar o aluno a se tornar um cidadão reflexivo, crítico e atuante na sociedade que está inserido.Com a voz os professores: “Numa visão mais abrangente de sua função o supervisor não atende as reais necessidades da escola” (Professor de Ensino fundamental ) Na parte pedagógica não, talvez na parte administrativa o diretor pode responder” (Professor de Ensino Médio). “Não, temos muitos problemas de aprendizagens e acho que poderia contribuir 35 para amenizar tais problemas. Afinal, não são especialistas?” (Professor de Ensino fundamental) O que se apresenta são atribuições distintas para um mesmo profissional. Questioná-lo se é mediador ou fiscalizador fica atrelado as especificidades dentro de cada sistema que está inserido, e da postura do próprio profissional no desempenhar de sua função. O que se pode e dever fazer, que estes profissionais se conscientizem e conscientizem o outro do seu papel através de sua atuação política e educativa, na tentativa de esclarecer que todas as funções já relatadas em capítulos e parágrafos anteriores estão atreladas ao supervisor educacional. Mas a garantia de uma escola de sucesso não está somente na mão de um profissional especificamente, mas de todos que estão envolvidos direta e indiretamente no processo educativo. Assim como na opinião de Ferreira: Um novo conteúdo se impõe hoje para supervisão educacional; novas relações se estabelecem e novos compromissos desafiam os profissionais da educação a uma outra prática não mais voltada só para a qualidade de trabalho pedagógico e suas rigorosas formas de realização, sobremaneira, mas também compromissada com e, a construção de todos que estão na escola e nas comunidades onde esta se localiza, com as políticas educação públicas no e a administração âmbito mais da gera l(FERREIRA.2002:237). Escutar a escola, numa escuta pedagógica deve ser um compromisso, pois atentar-se para as reais necessidades não somente dos alunos, e 36 familiares, mas também dos professores, dos diretores, secretários, enfim de todos que atuam neste espaço e que compõe o universo humano educacional, será capaz de reconstruir as regras das relações entre as pessoas, numa aprendizagem permanente de respeito à singularidade, à diversidade de estilos e de modo de vida, de fazer e de pensar de cada um. 37 CONCLUSÃO Diante de todas as informações, reflexões, questionamentos, citações, pensamentos e falas ao longo deste trabalho, conclui-se que o supervisor Educacional desenvolve diferentes ações no contexto escolar e, seu intuito e sua ação são voltados para um bom andamento da escola. Essa escola deve ser um espaço de aprendizagem, deve se caracterizar como um ambiente acolhedor, estimulante, adequado e equipado, capaz de proporcionar e favorecer aprendizagens significativas; garantindo visar o bemestar do ser humano enquanto aprendiz; criando interações positivas e que gerem reflexões e ações produtivas que sirvam ao desenvolvimento do ser humano enquanto cidadão. Para que a escola promova essas mudanças não só de um ambiente estimulador de novas aprendizagens, ela também tem que servir à convivência social e à formação integral do indivíduo. Com isso é preciso torná-la uma escola reflexiva, ou seja, uma ambiente para análise e possíveis reconstruções tanto em relação ao sistema Educacional, como em relação ao aluno. A história da Educação no Brasil nos mostra avanços, mas também a permanecia de práticas que emperram processo educativo foram e dentro da escola. O modelo jesuítico até hoje ainda tem suas vertentes em muitas das nossas práticas escolares. Com isso os profissionais que ali atuam reproduzem e perpetuam uma prática que hoje não se enquadra na concepção de sociedade que temos. Refletir sobre isso é lembrar da trajetória da ação Supervisora no Brasil marcado pelo desenvolvimento nacional e de controle político-social, altamente mecanicista, utilitarista, burocrático e pragmático. Entretanto como resultado histórico de lutas dos educadores, a educação vem reservando desafios para o supervisor Educacional, acompanhando movimento mundial de transformação nas relações sociais e, especificamente, nas relações nos ambiente educacionais, lócus de formação humana. 38 Nessas mudanças sociais o supervisor cada vez se torna peça fundamental nessa engrenagem que é processo educacional, delineando o início de uma nova era educacional, onde haja mais coletividade. O quebrar paradigmas e preconceitos, se atualizando e tornando justo e profissional a ação que executa faz que as atribuições,a ele definida, sejam mais claras e mais diretivas. O reconhecimento de sua importância é feito por professores, diretores e até mesmo pelos representantes governamentais, se assim não fosse, não teríamos mais este profissional instituído legalmente e nele sendo depositada toda confiança e apreço que requer o desenvolvimento do processo didáticopedagógico e que as relações humanas assim o capacitaram. Foi assim que o trabalho monográfico transcorreu mostrando no primeiro momento a historia da Supervisão no Brasil de maneira contextualizada, para que em seguida, correlacionar a história com a Construção e ação supervisora dos Supervisores Educacionais do Município de São Gonçalo. Cujas atribuições foram evidenciada por professores de deferentes unidades escolares como uma ação fiscalizadora, os quais pontuaram que lamentam muito que esses supervisores não estejam próximos do corpo docente de suas escolas. Através do que foi relatado anteriormente pode-se dizer, que no contexto atual, tais funções devem interagir integrar-se, trabalhar em conjunto, entendendo que a escola necessita de todas as atribuições destinadas ao supervisor, para que esta consiga desenvolver o papel a que ela se destina. Papel este destinado a garantir que todos aprendam. A aprendizagem não ocorre apenas em um ambiente (escola) e com um instrutor( Professor). Só se processam aprendizagens quando o Sistema Geral de Ensino assim o determina e permite, dando condições - em todos os sentidos - para que isso ocorra. È na ação reflexiva ativa, atualizada, compartilhada, responsável e habilitada do Supervisor Educacional que se processam orientações, acompanhamentos, assessoria e interações visando à melhoria das aprendizagens. 39 O Supervisor poder ter a possibilidade de transformar a escola no exercício de uma função realmente comprometida com uma proposta política e não com cumprimentos de um papel alienado assumido. Ele deve antes de tudo, estar envolvido nos movimentos de lutas juntas e necessárias aos professores, diretores, e todos que compõe a escola. Mas para isso é preciso que sua caracterização seja assumida e definida pelo Educador e Supervisor, sendo assim partindo para criação de métodos de análise para detectar a realidade e daí gerar estratégias que promovam ações que viabilizem resultados satisfatórios e inovadores no interior da escola. Assumindo assim uma das mais importantes funções no que diz respeito às especificidades do cargo, que é a socialização do saber docente, na medida em que a ela cabe estimular a troca de experiências entre os professores, a discussão e a sistematização de práticas pedagógicas que contribuirá para construção, não só de uma teoria mais compatível á realidade brasileira, mas também do educador coletivo. 40 ANEXO PESQUISA - QUESTIONÁRIO 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 BIBLIOGRAFIA 1 – ALARCÃO. Isabel. Profesores Reflexivos Numa Escola Reflexiva. 3ª ed. São Paulo: Cortez: 2004. 2 – ALVES, Nilda. “ A Prática Política do “Supervisor Educacional” in Cadernos do Cedes nº. 6, São Paulo, Cortez Editora,1982. 3 – ALVES, Nilda [Coord.]. Educação e Supervisão: O trábalo coletivo na Escola.2 ed. São Paulo: Cortez Autores asociados, 1985. 4 – ALVES, Rubem. O preparo do educador. In.: BRANDÃO, Carlos R. (et all). O educador: Vida e morte. Rio de Janeiro: Graal, 1982. (Biblioteca da educação). 5 – BRANDÂO,C.R. O que é educação. Disponível in:www.brasil.gov.br,1999. 6 – CHALITA, Gabriel. Educação – A solução está no afeto. São Paulo: Gente, 2001. 7 –CHRISTOV, Luíza Helena da Silva. Teoria e prática: o enriquecimento da própria experiência in GUIMARÃES, Ana Archangelo at al. O Coordenador pedagógico e a educação continuada. 8ª ed. São Paulo: Loyola 8 - CRISNSPUN, Mirian P.S. Zippin. A orientação educacional - uma perspective contextualizada. In: CRINPUN, Mirian P.S. Zippin (org). A prática dos orientadores educacionais. São Paulo: Cortez, 1998. 9 – FERREIRA, Naura Syria Capareto. Supervisão Educacional: novas exigências, novos conceitos, novos significados. Campinas: Papirus, 2001. 10 -FERREIRA, Naura Syria Capareto. (Org.); DOURADO, Luiz F.; KUENZER, Acácia Z. et al Supervisai Educacional por uma escola de qualidade. São Paulo: Cortez, 2001. 55 11 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra,1998. 12 -GARCIA, R.L. e Alves, N. O fazer e o pensar dos Supervisores Educacionais. São Paulo: Loyola, 1986. 13 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra,1998. 14 – GADOTTI, Moacir. Pensamentos pedagógico brasileiro. São Paulo: Ática,2003. 15 – MEDEIROS, M. F. Nove olhares sobre a supervisão. Campinas, SP: Papirus,1997. 16 – MEDINA, Antonia da silva. Supervisão escolar. Porto Alegre: AGE, 2002. 17- NÉRICI, Inídeo G. Introdução à Supervisão Escolar. São Paulo: Atlas, 1973. 18 – PASSERINO, L. R. I. M. O Supervisor educacional à luz da concepção libertadora. Revista Acadêmica, PUC - PR: 1996. 19 – RANGEL, Mary(1997). “ Considerações sobre o papel do supervisor como especialista em educação na América Latina” In: SILVA, Celestino; RANGEL,Mary (orgs.) Nove olhares sobre a supervisão. Campinas: Papirus. 20 – RANGEL, Mary (Org.) et al. Supervisão Pedagógica Princípios e Práticas. Campinas, São Paulo, Papirus.2001. 56 21 _ REGIMENTO Escolar Básico da Rede Públicas Municipal de Ensino de São Gonçalo. Aprovado na Sessão Plenária do Conselho Municipal de Educação de São Gonçalo, em 29/09/04, através do Parecer CMEnº004/04, publicado em 10/11/04, São Gonçalo, Rj, 2004. 17- SILVA, Naura Syria F. Corrêa da. Supervisão educacional: uma reflexão crítica. Petrópolis: Vozes,200. 18 – PASSERINO, L. R. I. M. O Supervisor educacional à luz da concepção libertadora. Revista Acadêmica, PUC - PR: 1996. 19 – RANGEL, Mary(1997). “ Considerações sobre o papel do supervisor como especialista em educação na América Latina” In: SILVA, Celestino; RANGEL,Mary (orgs.) Nove olhares sobre a supervisão. Campinas: Papirus. 20 – RANGEL, Mary (Org.) et al. Supervisão Pedagógica Princípios e Práticas. Campinas, São Paulo, Papirus.2001. 57 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 1 AGRADECIMENTO 2 DEDICATÓRIA 3 RESUMO 4 METODOLOGIA 5 SUMÁRIO 6 INTRODUÇÃO 7 CAPÍTULO I UMA BREVE HISTÓRIA DA SUPERVISÃO EDUCACIONAL NO BRASIL 10 CAPÍTULO II CONTEXTUALIZANDO O PAPEL DO SUPERVISOR EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO – MEDIADOR OU FISCALIZADOR? 17 1.1 - Supervisor Educacional – Sua História no Município de São Gonçalo 17 1.2 – O Supervisor Educacional e suas atribuições. 22 CAPÍTULO III A prática do Supervisor Educacional do Município de São Gonçalo no olhar dos profissionais de Educação das Unidades Escolares. 28 CONCLUSÃO 37 ANEXOS 40 BIBLIOGRAFIA 54 ÍNDICE 57 58 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Título da Monografia: Autor: Data da entrega: Avaliado por: Conceito: