INTERVENÇÃO PROFISSIONAL JUNTO À FAMÍLIA NO CONTEXTO DO CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL-CRAS UNIDADE 26 DE OUTUBRO-PONTA GROSSA/PR Área: Serviço Social Categoria: PESQUISA Juliana Aparecida Souza dos Santos Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa/PR, [email protected] Jussara Ayres Bourguignon Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa/PR, [email protected] Resumo A presente pesquisa tem por objetivo compreender o desenvolvimento da prática profissional da equipe do Centro de Referência da Assistência Social Unidade 26 de Outubro do Município de Ponta Grossa/Paraná, em relação às famílias em situação de vulnerabilidade social, bem como sistematizar o desenvolvimento da prática profissional da equipe do CRAS 26 de outubro; especificar o trabalho realizado com famílias em situações de vulnerabilidade social e descrever o trabalho da equipe em relação à matricialidade sociofamiliar na operacionalização do trabalho no CRAS. Para tanto realizamos a contextualização da Política de Assistência Social, momentos em que foram estudados os principais aspectos relacionados às transformações societárias da realidade brasileira na contemporaneidade, marcados pela Constituição Federal de 1988 ate o início do século XXI. Caracterizamos a família na sociedade contemporânea, visto as transformações que ocorreram nas configurações e arranjos familiares, priorizando a realidade das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e procuram o atendimento no CRAS. Assim configuramos a Política de Assistência Social no município de Ponta Grossa através do CRAS e das ações de sua equipe de profissionais. Palavras-chaves: Política Pública de Assistência Social – Intervenção Profissional com Famílias – Centro de Referência de Assistência Social INTERVENÇÃO PROFISSIONAL JUNTO À FAMÍLIA NO CONTEXTO DO CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL-CRAS UNIDADE 26 DE OUTUBRO-PONTA GROSSA/PR Área: Serviço Social Categoria: PESQUISA Juliana Aparecida Souza dos Santos Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa/PR, [email protected] Jussara Ayres Bourguignon Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa/PR, [email protected] Resumo A presente pesquisa tem por objetivo compreender o desenvolvimento da prática profissional da equipe do Centro de Referência da Assistência Social Unidade 26 de Outubro do Município de Ponta Grossa/Paraná, em relação às famílias em situação de vulnerabilidade social, bem como sistematizar o desenvolvimento da prática profissional da equipe do CRAS 26 de outubro; especificar o trabalho realizado com famílias em situações de vulnerabilidade social e descrever o trabalho da equipe em relação à matricialidade sociofamiliar na operacionalização do trabalho no CRAS. Para tanto realizamos a contextualização da Política de Assistência Social, momentos em que foram estudados os principais aspectos relacionados às transformações societárias da realidade brasileira na contemporaneidade, marcados pela Constituição Federal de 1988 ate o início do século XXI. Caracterizamos a família na sociedade contemporânea, visto as transformações que ocorreram nas configurações e arranjos familiares, priorizando a realidade das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e procuram o atendimento no CRAS. Assim configuramos a Política de Assistência Social no município de Ponta Grossa através do CRAS e das ações de sua equipe de profissionais. Palavras-chaves: Política Pública de Assistência Social – Intervenção Profissional com Famílias – Centro de Referência de Assistência Social 1 - PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA A motivação para esta pesquisa tem sua base no desenvolvimento da prática de estágio curricular I e II realizado no período de 2007 a 2008 no Centro de Referência da Assistência Social – CRAS Unidade 26 de Outubro do Município de Ponta Grossa, onde participamos das atividades da equipe de profissionais junto às famílias referenciadas. Observamos durante o estágio a dificuldade de entendimento sobre as funções de cada profissional no contexto da equipe multiprofissional. Através desta pesquisa buscamos conhecer a intervenção profissional da equipe do CRAS 26 de Outubro em relação às famílias em situação de vulnerabilidade social, posto que o trabalho do CRAS é proposta nova de ação no contexto do SUAS. Assim sendo, o trabalho apresenta como objetivo geral compreender o desenvolvimento da prática profissional da equipe do CRAS 26 de outubro em relação às famílias em situações de vulnerabilidade social. Como objetivos específicos definimos: sistematizar o desenvolvimento da prática profissional da equipe do CRAS 26 de outubro; especificar o trabalho realizado com famílias em situações de vulnerabilidade social; descrever o trabalho da equipe em relação à matricialidade sociofamiliar na operacionalização do trabalho no CRAS. O universo da pesquisa foi o CRAS 26 de Outubro, sendo que os sujeitos participantes da mesma foram os profissionais que compõem a equipe de trabalho. Portanto para desenvolvimento da pesquisa empírica, foram selecionados todos os profissionais da equipe, sendo que os sujeitos constituem-se em: Coordenador, Assistente Social, Psicólogo e Pedagogo. Os procedimentos metodológicos desenvolvidos foram: pesquisa bibliográfica, para a compreensão dos processos históricos de transformação da família brasileira, bem como da Política Pública de Assistência Social, destacando o eixo da matricialidade sociofamiliar; o estudo documental objetivando caracterizar o CRAS – campo empírico da investigação; a observação participante para acompanhamento da dinâmica dos trabalhos. Realizamos a aplicação de questionário a três dos sujeitos e uma entrevista conforme a solicitação do profissional que não se adaptou ao questionário, os mesmos foram realizados mediante termo de consentimento livre e esclarecido, o qual garante a preservação da identidade dos sujeitos e respeitando os princípios éticos orientadores da pesquisa acadêmica. O material empírico coletado foi sistematizado através da Análise de Conteúdo que conforme Rizzini et al, (1999, p. 91), “é uma técnica de investigação que têm por objetivo ir além da compreensão imediata e espontânea, ou seja, ela tem como função básica a observação mais atenta dos significados de um texto”. Os resultados qualitativos e quantitativos fizeram parte da interpretação do texto, os procedimentos utilizados na Análise de Conteúdo “são diversificados, o qual depende do objeto e do objetivo do pesquisador”. (RIZZINI et al, 1999, p. 94). Assim sendo identificamos as categorias empíricas a serem estudas e a partir delas buscamos articular o referencial teórico construído com o material organizado. 2 - REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Em um primeiro momento, buscamos para esta pesquisa contextualizar a Política Nacional de Assistência Social – PNAS na realidade brasileira, considerando as transformações marcadas pelo sistema capitalista, ocorridas no âmbito econômico, social e político. Podemos perceber que essas transformações abalaram a vida e as condições materiais da classe trabalhadora, esses processos são demonstrados nas expressões da questão social, manifestada na sociedade atual nas relações entre Estado/sociedade civil/mercado. As políticas sociais mesmo em seu caráter universal e igualitário de direitos não foi capaz de acabar com as desigualdades sociais. Nesse sentido, o Estado em relação às políticas sociais assume o caráter de regulador, onde apóia e organiza a reprodução das relações sociais. No Brasil, as ações assistenciais foram praticadas por meio de ações filantrópicas e benemerentes, em busca da solidariedade ao outro. Observamos historicamente que a assistência desenvolveu-se por meio de ações caritativas, desde o princípio a assistência no Brasil recebeu características de ajuda, que visavam ações assistenciais emergenciais e pontuais. A Assistência Social, de acordo com Yasbek (1996, p. 50), “historicamente tem sido uma das estratégias acionadas pelo Estado para enfrentar a questão social, e não se dissocia, portanto, das relações que caracterizam a sociedade de classes”. É abordada como ajuda pontual a grupos mais vulnerabilizados, constituindo em um grupo de ações do Estado, junto às classes subalternizadas. Yasbek (1996, p. 53) coloca que “o assistencial é neste sentido campo concreto de acesso a bens e serviços, enquanto oferece uma face menos perversa ao capitalismo [...]”. A Constituição de 1988 reconhece a Assistência Social como direito. Em seu artigo 194 do capítulo II da Seguridade Social, dispõe que a Assistência Social faz parte do “[...] conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade [...]” junto com a Saúde e a Previdência Social. A seguridade social, conforme Simões (2008, p. 101) constitui-se em uma “instituição político-estatal, [...] com o objetivo da ação social que, na Saúde, na Previdência e na Assistência Social, assegure à população os denominados mínimos sociais”. Portanto, a Constituição Federal de 1988 consolidou as conquistas dos direitos sociais, ampliando os mesmos. Representou um avanço em direção a moderna e democrática concepção de seguridade social, com o tripé da saúde, assistência social e previdência social. Logo, a Assistência Social reconhecida como direito do cidadão pela Constituição Federal de 1988 é regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS lei 8.742, de 7 de setembro de 1993 em que fica instituída como política pública sobre o princípio da universalidade e legitimidade dos benefícios Com a LOAS inicia-se um processo de tornar a Assistência Social visível como política pública. Superando o assistencialismo e ações de filantropia com a profissionalização de suas atividades no atendimento a demanda social. A LOAS configura-se como direito e possibilidade de reconhecimento público para os usuários que dela necessitam. Outro marco histórico e recente para consolidação da Assistência Social como política pública, é a IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada em dezembro de 2003, em Brasília, que define a implementação do Sistema Único de Assistência Social – SUAS e aprova a Política Nacional de Assistência Social. Em decisão do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, da Secretaria Nacional de Assistência Social e Conselho Nacional de Assistência Social a Política Nacional de Assistência Social – PNAS é elaborada, aprovada e torna-se pública em 2004. A PNAS promove a defesa dos interesses e necessidades sociais das famílias, e seus membros especialmente aqueles mais empobrecidos e excluídos da sociedade, legitimando as possibilidades de reconhecimento das demandas de seus usuários. Organiza suas ações em níveis de proteção social a famílias, membros e indivíduos que se encontram vitimizadas, fragilizadas, em situações de risco e vulnerabilidade, decorrentes de imposições sociais, econômicas ou políticas. Diante disto, configura-se em proteção social básica e proteção social especial. A proteção social básica objetiva a prevenção de situações de riscos, destina-se a população que vive em situação de vulnerabilidade social ou por fragilização de vínculos, que visa o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Podemos perceber que com a consolidação da Assistência Social como Política Pública, com a implementação do SUAS e a aprovação da PNAS, a Assistência Social contribui para o reconhecimento dos direitos universais básicos e especiais destinados a quem necessitar, expondo a importância de um sistema de universalidade e seletividade, definindo e organizando elementos para a execução da assistência social. A base da Política Nacional da Assistência Social é a Matricialidade Sociofamiliar, que coloca a família como foco de atenção, independente dos formatos e modelos. O reconhecimento da importância da família no contexto da vida social, referido na Constituição Federal do Brasil em seu artigo 226, coloca que a “família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. (BRASIL, 2005, p. 41). A questão da Matricialidade Sociofamiliar tem destaque na Política de Assistência Social, sendo que “[...] repousam no pressuposto de que para a família prevenir, proteger, promover e incluir seus membros é necessário, [...] garantir condições de sustentabilidade para tal”. Sendo assim a política de Assistência Social ajusta-se nas necessidades das famílias e seus integrantes. (BRASIL, 2005, p. 41). Segundo o SUAS (BRASIL, 2005): A família independente dos formatos que assume é mediadora das relações entre sujeitos e a coletividade, delimitando continuamente os deslocamentos entre o público e o privado, sendo geradora de modalidades comunitárias de vida. Na sociedade capitalista a família é fundamental no âmbito da proteção social. As novas feições da família estão intrínseca e dialeticamente condicionadas às transformações societárias contemporâneas, as transformações econômicas e sociais, de hábitos e costumes e ao avanço da ciência e da tecnologia. 3 – ASPECTOS ESSENCIAIS VULNERABILIDADE SOCIAL DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA E Para fins desta pesquisa caracterizamos a família na sociedade contemporânea, visto as transformações que ocorreram nas configurações e nos arranjos familiares, priorizando a realidade das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e procuram o atendimento do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, através das ações de sua equipe de profissionais. Notamos que no cenário em que estamos inseridos novas formas de organizações e arranjos familiares vêm configurando-se, sendo resultado de processos de transformações econômicas, sociais, culturais e políticas que interferem nos valores e relações que pautam a família. Ao longo do tempo a família foi caracterizando-se como um espaço de inserção social, onde reproduz a sociabilidade da família: os primeiros vínculos entre os indivíduos, espaço de construção dos sentimentos, afetos, mas também um espaço de reprodução das desigualdades, sofrimentos, carências. Procuramos enfatizar a família atual, analisando os dados estatísticos presentes atualmente. Os dados da PNAD (apud IBGE, 2008) revelam que, a consangüinidade é o eixo principal de união das pessoas que vivem juntas: 88,6% dos arranjos familiares são de pessoas com parentesco. Destes, 48,9% é do tipo casal com filhos, a qual se observa uma queda principalmente em relação à fecundidade. Em 1997, este tipo atingia 56,6%, enquanto a proporção do tipo constituído por casal sem filhos cresceu, passando de 12,9%, para 16,0% em 2007. O IBGE coloca que houve também um crescimento na proporção de pessoas que vivem sozinhas (8,3% para 11,1%), sendo fruto da redução das taxas de mortalidade e do aumento da esperança de vida, especialmente para as mulheres. Em relação às mulheres vêm acontecendo várias mudanças principalmente em seu comportamento social, com a maior participação no mercado de trabalho, a elevação na escolaridade e a redução da fecundidade, sendo que a taxa de fecundidade da região Sul conta com uma porcentagem de 1,78%; no Paraná esse índice é de 1,82%, esses são elementos fundamentais para essas mudanças, Entre 1997 e 2007, a proporção de mulheres em idade reprodutiva com filhos nascidos vivos (15 a 49 anos de idade) manteve-se em torno dos 63%. Chama-se, porém, atenção para a redução do número de filhos por mulher: em 1997, 25,8% das mulheres tinham um filho só, passando essa proporção para 30,7%, em 2007. (IBGE, 2008. p. 233). Essas mudanças nas relações familiares levam inclusive às transformações de vínculo, acarretando fragilização e maior vulnerabilidade da família no contexto social. Visto os inúmeros tipos de configurações e organizações familiares, devemos ter clareza de cada um, para apreender suas particularidades, sendo que com essas mudanças podem ocasionar conflitos e tensões em seus vínculos familiares. A família é uma construção, cada pessoa tem sua representação, faz parte das experiências que é realizada no decorrer da vida, um local de estabelecimento de vínculos, trocas, sentimentos. Observamos várias transformações, entre elas; fragilizações de vínculo, sociais e familiares e vulnerabilidades da família no contexto social, assim percebemos a necessidade de políticas voltadas ao atendimento das famílias, colocando-as como alvo das políticas públicas, necessitando ser reconhecida e entendida como espaço de segurança e convívio familiar. As situações de vulnerabilidade social são agravadas pelo desemprego, pela falta de oportunidade ocasionada pelo sistema capitalista e assim acarretando a falta de renda, pela baixa escolaridade, o aumento das desigualdades sociais, as dificuldades de satisfazer as necessidades da família criam situações de vulnerabilidade tanto econômica quanto social. As vulnerabilidades sociais são expressas na pobreza, na baixa escolaridade, no desemprego, mas também podem ser observadas nas questões de gênero, cor/raça, nas questões pertinentes a moradia e outras necessidades especiais, que são fatores que aumentam a tendência às situações de exclusão social. (SILVA, 2005). Alguns autores colocam o termo vulnerabilidade relacionados a processos de exclusão, discriminação ou enfraquecimento dos grupos sociais e sua capacidade de reação. Segundo Wanderley (1997, p. 74); [...] exclusão social tornou-se familiar no cotidiano das mais diferentes sociedades. Não é apenas um fenômeno que atinge os países pobres. Ao contrário, ela sinaliza o destino excludente de parcelas majoritárias da população mundial, seja pelas transformações do mundo do trabalho, seja por situações decorrentes de modelos e estruturas econômicas que geram desigualdades absurdas de qualidade de vida. Existem situações, valores, costumes, que acabam por excluir as pessoas. Devemos pensar a exclusão como um fenômeno tanto de ordem individual/pessoal como social. Conforme Demo (2003, p. 36): “[...] Exclusão social mais drástica não é só não conseguir alçar-se à condição de sujeito capaz de comandar seu destino. Nega-se não só acesso material, mas principalmente a autonomia emancipatória”. As desigualdades sociais, a pobreza, o desemprego, problemas desse porte, cada vez mais aumenta e assim os números de excluídos também crescem, por diversas transformações em relação ao trabalho e sua precarização, dentre outros fatores. Ainda de acordo com Wanderley (1997, p. 79); Um pouco mais de rigor se impõe, portanto, ao uso da noção de exclusão, uma vez que parte das situações classificadas como tal resultam das vulnerabilidades decorrentes das transformações que se operam no mundo do trabalho, degradando as relações de trabalho e os sistemas de proteção correlatos, ou seja, da situação de crise da sociedade salarial. Pode-se, assim, falar com mais propriedade de noções como vulnerabilização, precarização, marginalização, procedendo-se a uma distinção cuidadosa dos processos de exclusão daqueles outros componentes constituintes da questão social contemporânea, na sua globalidade. As famílias pobres1 estão cada vez mais ameaçadas, seja pelo desemprego, que inviabiliza a sua produção econômico-financeira e o provimento da família, gerando as carências. Essas famílias muitas vezes são reprimidas à baixa escolaridade ou analfabetismo e assim a baixa qualificação profissional, submetendo-se a grande precarização do trabalho. Em relação à pobreza2, os números vêm diminuindo, porém continua afetando com mais intensidade às crianças e adolescentes. Em 2007, a PNAD (apud IBGE, 2008) revelou que 30,0% dos brasileiros viviam com um rendimento mensal familiar de até ½ salário mínimo per capita3. Entre as crianças e adolescentes, o índice de considerados pobres é ainda maior, na idade entre 0 a 17 anos de idade a proporção é de 46%. “A contundência da pobreza afeta as famílias de forma desagregadora, gerando demandas sociais cada vez mais complexas”. (IPARDES, 2003, p. 03). O quadro abaixo indica a estimativa realizada pelo IPARDES (2003), em que havia no Paraná no ano de 2000, um total de 2.824.383 famílias no Estado, sendo que 589.420 famílias em situação de pobreza4, que representa uma taxa de pobreza5 de 20,87%. Do total de famílias pobres 67,07% residem na área urbana e 32,93% na área rural, as famílias pobres envolvem um total de 2.322.578 pessoas. 1 Uma família ou pessoa é considerada pobre quando vive numa situação de privação de renda e também de privação de outros recursos necessários para obter uma situação de vida que permita que ela desempenhe seus papeis, cumpra seus deveres, participe das relações sociais e compartilhe costumes da sociedade em que vive. (Conselho Municipal de Assistência Social do Município de Ponta Grossa, 200-). 2 Para o IBGE, consideram-se pobres, as pessoas que vivem com rendimento mensal familiar de até ½ salário mínimo per capita. (IBGE, 2008). 3 A renda familiar mensal per capita representa a soma de todos os rendimentos da família (salário, poupança, benefícios da seguridade social, entre outros), dividida pelo número de seus membros. (IBGE, 2008). 4 Conforme o IPARDES, pessoas em situação de pobreza é a população calculada em função da renda familiar per capita de até 1/2 salário mínimo. Os dados referentes à situação de Pobreza são provenientes dos micro dados do Censo Demográfico (IBGE) e das Tabulações especiais feitas pelo IPARDES. 5 Taxa de pobreza indica o percentual de famílias pobres no total de famílias do Estado. QUADRO 01 – NÚMERO E DISTRIBUIÇÃO DE FAMÍLIAS E PESSOAS POBRES, SEGUNDO A SITUAÇÃO DE DOMICILIO NO ESTADO DO PARANÁ-2000 UNIDADE DE ANÁLÍSE Famílias FAMÍLIAS POBRES TOTAL DE FAMÍLIAS 589.420 2.824.383 Urbano (%) 67,07 85,97 Rural (%) 32,93 17,03 Pessoas 2.322.578 9.530.071 Urbano (%) 64,52 81,36 Rural (% ) 35,48 18,64 FONTES: IBGE - Censo Demográfico (micro dados); IPARDES - Tabulações Especiais No que diz respeito às famílias pobres, segundo o IPARDES (2003) a maioria dos chefes de famílias pobres possui entre 24 e 44 anos, em que representa 54,10% do total de responsáveis. O Censo Demográfico constatou que 226 mil jovens eram responsáveis por algum tipo de família no Paraná, em 2000, representando um total de 8,00 % das famílias. Considerando apenas as famílias pobres a participação de jovens aumenta atingindo 12,32%. As mulheres chefes de famílias com idade até 24 anos representam 4,8 %, constata-se que 24,51% das mulheres chefes de famílias contam com a renda familiar per capita de até ½ salários mínimos. Segundo os dados do IPARDES (2003), conforme a contagem da população do IBGE de 2007, Ponta Grossa6 conta com 306.351 habitantes, dentre estes constatou que possui 15.075 famílias em situação de pobreza, entre elas 59.349 pessoas nessa situação, em que registra 18,55% de taxa de pobreza. De acordo com o Plano Municipal de Assistência Social (SETP, 2008), o município conta com aproximadamente 19.000 famílias cadastradas em Programas de Transferência de Renda do Governo Federal – CadÚnico, a Divisão de Ação Comunitária – DAC registrou aproximadamente 8.200 famílias residentes em ocupações irregulares e calcula-se, segundo dados do IPARDES que aproximadamente 10.000 famílias estão abaixo da linha de pobreza. Um dos indicadores que é utilizado para verificar e comparar a situação de desenvolvimento social dos municípios é o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), conforme o IPARDES o IDH – M7 igual ou superior a 0, 800, é considerado de alto desenvolvimento, em sua maioria de médio e grande porte populacional8, vale destacar que dos 399 municípios do Paraná, 24 possuem IDH – M igual ou superior a 0, 800 sendo que 6 Ponta Grossa está localizada na região dos Campos Gerais, no segundo Planalto paranaense, a cidade tem suas raízes no tropeirismo, e nos caminhos da estrada de ferro, símbolos históricos e marcos referencial. (PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 2009). 7 “O IDH-M foi criado para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em 1990, e incorpora três dimensões básicas do desenvolvimento: longevidade, educação e renda. Para cada dimensão há um índice específico IDH-E (educação), IDH-L (longevidade) e IDH-R (renda), cuja média aritmética simples resulta no IDH-M. Esses índices variam de 0 a1, sendo 1 a posição correspondente à melhor condição de desenvolvimento”. (IPARDES, 2003, p. 06). 8 Conforme a Política Nacional de Assistência Social entende-se município de médio porte aquele cuja população é de 50.001 a 100.000 habitantes e o município de grande porte é aquele cuja população é de 101.000 habitantes até 900.000 habitantes. São os mais complexos na sua estruturação econômica, pólos de regiões e sedes de serviços mais especializados. Apresentam grande demanda por serviços das varias áreas de políticas públicas. A rede socioassistencial deve ser, mas complexa e diversificada, envolvendo serviços de proteção social básica, bem como uma ampla rede de proteção especial. agrupam 126.679 famílias pobres, as quais representam 21,49% do total de famílias com renda familiar per capita até 1/2 salário mínimo no Paraná. (IPARDES, 2003). O IDH-M do município de Ponta Grossa é de 0, 804, sendo que é um dos 24 municípios em que é superior a 0,800, considerado de alto desenvolvimento humano, essa confirmação ocorre por sua condição mais urbanizada e de pólo regional em que assegura a oferta de serviços e renda, mesmo que ainda não seja o suficiente. Os componentes do IDH-M são a esperança de vida ao nascer, taxa de alfabetização de adultos, taxa de freqüência escolar e renda per capita, no Estado do Paraná observamos que o melhor desempenho está associado especialmente à realização de políticas públicas na área da educação. (IPARDES, 2004). Garantir condições educacionais é uma das formas para proporcionar a queda nas taxas de desigualdade social, sendo assim, inserindo os indivíduos no contexto social. “[...] A sociedade atual produz ativamente realidades que são desqualificadas [...] e essa educação, por mais progressista que seja, seus profissionais acabam por ser agente de conformismo, quando influenciados pelos interesses dominantes. [...]”. (MENIN; SOUZA, 2002, p. 134). Condições melhores no sistema educacional bem como sua expansão garantem melhor produtividade no trabalho garantindo assim melhores condições de salários, promovendo melhor igualdade e interferindo nas situações de pobreza. (DEMO, 2003). Com relação ao que foi abordado podemos concluir que “a família tem uma posição importante no processo de reprodução da vida social e é um sujeito coletivo a ser cuidado”. Observamos nas últimas décadas mudanças em seu comportamento social no qual exige diversas respostas das famílias, que nem sempre são possíveis, por dificuldades e carências. (TOLEDO, 2007, p. 41). A família é alvo das políticas públicas, visto as grandes transformações ocorridas, houve a “complexização das demandas das famílias”, aumentou as responsabilidades, os riscos sociais, a fragilização dos vínculos afetivos, o medo do desemprego, a falta de oportunidade pela baixa escolarização, bem como pela falta de qualificação profissional, onde cada vez mais o empregador exige habilidades e aperfeiçoamento do trabalhador. (TOLEDO, 2007, p. 35). Segundo Toledo (2007, p. 32) “a família foi recuperada como coadjuvante do Estado no sistema de proteção social na esteira da crise do Estado de Bem-Estar-Social”. Sendo assim a parceria entre família e Estado implica em cuidar da família para que a mesma cuide de seus membros. A política de enfrentamento das questões sociais implica em novas formas de relação entre Estado/sociedade/família. As políticas públicas estão permeadas em um campo de tensão da prática entre a qualidade de vida e as necessidades da população. Conforme Toledo (2007, p. 40); [...] As políticas públicas deixam um rastro de insuficiência quando direcionam os programas de atenção e proteção pela perspectiva da parceria solidária e o privilegiamento de condições extremas de vulnerabilidade e risco social, apesar dessa situação atingir parcelas significativas da população. As diferentes conjunturas que a família vem passando, acarreta a fragilização dos laços familiares e leva as famílias a situações ou momentos de vulnerabilidade social, sendo assim o SUAS coloca como um dos níveis de proteção as família a proteção social básica em que se referem ao enfrentamento das vulnerabilidades, riscos, vitimizações, fragilidades ocasionadas a indivíduos e família na sua trajetória de vida, por decorrência de questões sociais, econômicas, políticas e de ataques a dignidade humana. A Política Nacional de Assistência Social - PNAS sinaliza o reconhecimento da família de seus membros, e de seus direitos. A família é entendida como espaço de segurança e convívio familiar. As situações de vulnerabilidades foram objetivadas por um conjunto de indicadores relativos às adversidades que atingem as famílias. De acordo com Toledo (2007, p. 42) “[...] Esta objetivação depende do seu reconhecimento e fortalecimento como um sujeito de direitos e sua inclusão como prioridade nas políticas públicas”. 4 - RESGATE HISTÓRICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NO MUNÍCIPIO DE PONTA GROSSA Ponta Grossa é marcada por entidades filantrópicas, apontando a tradição de filantropia/caridade/benemerência, desde sua origem, definindo relações entre o público e o privado, onde destina suas ações à população excluída e marginalizada do desenvolvimento do município. A rede de Assistência Social do município de Ponta Grossa foi constituída prioritamente por entidades privadas, com motivações religiosas e filantrópicas. É no período de 30 que a política social começa a aparecer entrelaçando-se com as intervenções estatais, “a partir dessa década o interesse do Estado é incentivar o processo de industrialização, submetendo a Política Social à Política Econômica”. Esse período retrata o processo de desenvolvimento das condições sociais e econômicas. (BOURGUIGNON, 1997, p. 83). Neste contexto da década de 30 e início de 40, que surge o Conselho Nacional de Serviço Social – CNSS em 1938, a Legião Brasileira de Assistência – LBA em 1942, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI em 1942, o Serviço Social de Indústria – SESI em 1946. A partir da década de 40, Ponta Grossa passou por mudanças na política paranaense que refletiu no desenvolvimento da realidade local. O período que vai da década de 50 até 70 é expressivo em relação ao surgimento de entidades assistenciais, dentre elas o SOS9, espaço privilegiado das primeiras damas. (BOURGUIGNON, 1997). No final da década de 60 e início de 70, ocorreu sob a lei municipal 2.157 em 13/09/69, a elaboração, aprovação e implantação do PLADEI – Plano de Desenvolvimento Industrial de Ponta Grossa, “como incremento desta estrutura, cria-se o FUNDEI (Fundo de Desenvolvimento Industrial), o qual deveria investir recursos do próprio Município em programas administrativos e técnicos para o sucesso do Plano, [...]”. (BOUGUIGNON, 1997, p. 91). A administração pública até a década de 70 preocupou-se com o “desenvolvimento de uma infra-estrutura que viabilizasse o crescimento industrial e comercial. O social caminhou à mercê deste processo e foi objeto de atenção pública [...]”. (BOURGUIGNON, 1997, p. 98). Na década de 70, “Ponta Grossa foi considerada Capital do Mendigo, devido ao fato de muitas pessoas carentes passarem por aqui em busca de melhores condições de vida e emprego”, não encontrando recorriam às obras de caridade e filantropia. (BOURGUIGNON, 1997, p. 96). O período de 80 teve como foco de atenção o desenvolvimento industrial, agropecuário e comercial, “caminhando de forma residual a questão da Assistência Social ou surgindo como “interesse” devido a situações emergenciais”. (BOURGUIGNON, 1997, p. 103). Em 1990 o desenvolvimento da Assistência Social em Ponta Grossa ocorre por meio da Secretaria Municipal da Saúde e de Bem Estar Social, através do Departamento de Serviço 9 O Serviço de Obras Sociais foi fundado em Ponta Grossa em 13 de junho de 1973, o primeiro espaço oficial de intervenção da primeira dama de Ponta Grossa, possuía a idéia de criar um órgão junto a Secretaria de Bem Estar Social um órgão que visasse a promoção e a recuperação dos homens junto à sociedade. (BOURGUIGNON, 1997). Social que comportava a Divisão de triagem da demanda social e Atendimento Social e Divisão de Ação Comunitária. Em 19 de dezembro de 1990 por meio da lei n° 4.516, criou-se o Centro de Ação Social, vinculado ao Departamento de Serviço Social, suas atribuições eram concentrar e centralizar as redes administrativas e setores operacionais dos serviços de Assistência Social, as fundações e instituições públicas e privadas do município. Até 1992, a estrutura administrativa na área de Assistência Social foi vinculada a Secretaria Municipal de Saúde e Bem Estar Social. Em 1996, esta secretaria passou a ser reconhecida como Secretaria de Assistência Social, acompanhando o contexto trazido pela LOAS, neste mesmo ano ocorreu a criação do Conselho Municipal de Assistência Social. A LOAS (Lei n° 8.742/93) representa um avanço, supera a compreensão da Assistência fundada no paternalismo, no clientelismo e na subalternidade, vêm como forma de garantir o sistema descentralizado e participativo da Assistência Social. (BOURGUIGNON, 1997). De acordo com Mira, Ponta Grossa em relação ao processo de implantação da LOAS, ”no que diz respeito a criação dos Conselhos Municipais de Assistência Social – CMAS, teve um grande avanço no ano de 1996, decorrente do reordenamento do fórum micro regional de assistência social” e com o engajamento de outros órgãos no processo de implantação da LOAS. (MIRA, 1998, p. 64). Conforme relatório fornecido pelo Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social do Estado do Paraná – COGEMAS, em 01 de setembro de 2004, gestores municipais de Assistência Social reuniram-se em Curitiba, em reunião ordinária para tratar assuntos relacionados à operacionalização da Política de Assistência Social do Paraná, em que deliberou a elaboração de documentos de apreciação e avaliação da proposta da “Política Nacional de Assistência Social – Sistema Único de Assistência Social, encaminhada pelo Governo Federal através do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, em que visa o reordenamento das ações na área social”. (COGEMAS, 2004). De acordo com a SETP 10 2006 e 2007, a organização e gestão da rede de proteção social e especial ocorrem através de cadastramento da população usuária da Assistência Social, do cadastramento da rede de serviços, e do cadastro único, da supervisão, monitoramento sistemático e avaliação, articulação com outras políticas públicas com vistas à inclusão dos usuários da Assistência Social, elaboração dos instrumentos de gestão. Segundo a SETP 2006 as dificuldades encontradas pelo município na coordenação e operacionalização da Política de Assistência Social são em relação ao co-financiamento das ações, na contratação de recursos humanos, na comunicação com o governo estadual. Já no ano de 2007 as dificuldades encontradas são: no co-financiamento das ações programáticas; no foco das ações com centralidade na família; na contratação de recursos humanos na interlocução (comunicação), com o governo estadual. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Ponta Grossa - SMAS tem como finalidade planejar, coordenar e executar atividades referentes à assistência social no Município de Ponta Grossa, bem como promover a assistência social à população do município, através de suas unidades. A SMAS tem como Secretario o Sr. Edílson Luís Carneiro Baggio, que esta nesta função desde a gestão de 2005. Uma das propostas da efetivação do SUAS e da descentralização da PNAS é a implantação nos municípios dos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS e dos Centros de Referencia Especializado da Assistência Social - CREAS, a implantação dos CRAS é exigência para os municípios que estão na gestão básica e/ou plena da assistência social. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Ponta Grossa – SMAS, buscando atender as alterações que ocorreram na reformulação da política de assistência social, iniciou 10 SETP – Informações do Relatório Geral do Município de Ponta Grossa, fornecida pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social. o processo de implantação dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS no município no ano de 2005, após receber um ofício da Secretaria de Emprego e Promoção Social do Paraná – SETP. Sendo assim, a SMAS através do Departamento de Assuntos Comunitários – 11 DEPAC realizou um estudo situacional sobre o município, para então chegar às regiões mais carentes e vulneráveis e aos dados referentes às vulnerabilidades presentes no município de Ponta Grossa, para a implantação das unidades do CRAS no município. Inicialmente foram escolhidos as regiões dos bairros de Nova Rússia, Santa Luzia, Cará-Cará, 26 de Outubro, Núcleo Pitangui e Dom Bosco, pois foram as regiões mapeadas com maior índice de concentração de pobreza. O processo de implantação dos CRAS teve início efetivamente no ano de 2006, a SMAS iniciou um processo de triagem para composição do quadro de funcionários, sendo que não foi aprovada a contratação dos funcionários pela Secretaria de Administração e Negócios Jurídicos. A Secretaria Municipal de Assistência Social havia solicitado a realização de um teste seletivo para contratação de profissionais para atuar nos CRAS, em dezembro de 2006 foi aprovada pela Câmara Municipal de Ponta Grossa a realização do teste seletivo, em que as provas foram realizadas em 2007. No período desta pesquisa existem quatro unidades do CRAS em Ponta Grossa, nas regiões do Cará-Cará, 26 de Outubro, Nova Rússia e Santa Luzia12. Porém, para fins desta pesquisa foi priorizado o CRAS Unidade 26 de Outubro. O Centro de Referência da Assistência Social Unidade 26 de Outubro13, foi instalado no mês de março de 2007, quando começou sua implantação. A equipe que iniciou seus trabalhos no referido mês, era formada por uma assistente social, a qual era cedida por outro departamento e que no ano de 2009 ocupa a função de coordenação, por um estagiário de geografia e seis estagiárias de serviço social. Iniciou-se o trabalho com a realização da territorialização, mapeamento e referenciamento de algumas famílias da região. Porém, suas atividades começaram efetivamente no mês de julho do referido ano, quando sua equipe foi contratada. Até o dia 11 de abril14 de 2009 ocupava a sede da Secretaria Municipal de Assistência Social na Vila 26 de Outubro – Centro. Está região foi escolhida por ser próxima de alguns bairros onde há um grande número de famílias em situações de pobreza, vulnerabilidade social e risco. Possui 92 vilas em sua área de abrangência, sendo elas: 26 de outubro; 31 de março; Ana Rita; Berta; Borsato; Cachoeira; Castanheira; Clóris I; Clóris II; Coronel Cláudio; Daisy; Dal Col; Felicidade; Francelina; Hofmann; Jardim Brasil; Jardim Centenário; Jardim Conceição; Jardim Gianna; Jardim Lagoa Dourada; Jardim Paraíso; Jardim Pontagrossense; Jardim Primavera; Jardim Primor; Jardim Progresso; Jardim São Diego; Jardim São Marcos; Jardim Tropeiros I; Jardim Tropeiros II; Jóquei Club; Leomar; Mariana; Marina; Nadal; Néri; Nery; Neves; Núcleo Pitangui; Núcleo Rio Verde; Núcleo San Martin; Odete; Parque dos Pinheiros; Parque Santa Lucia; Pimentel; Princesa dos Campos; Quero-Quero; Rio Branco; Rubini; Sâmara; Santa Marilda; São Francisco; Tarobá; Vicentina; XV de Setembro; Cinto Verde; San Martin; Padre Roque; Jardim Florença; Núcleo David Federman; Juvêncio Correia; Isabela; Santa Cecília; Marumbi; Eduardo de Azevedo; Vila Velha; Mocelim; Municipal, Estrela; Jardim Barreto; Jardim Central; Jardim Esperança; Jardim Estrela do Lago; Olarias; Santana; São Gabriel, Esmeralda; Jardim Baronesa; Jardim Carvalho; Jardim 11 A partir desta gestão do ano de 2009 os Departamentos da SMAS, modificaram seus nomes, sendo que o antigo Departamento de Assuntos Comunitários – DEPAC passou para: Coordenação de Proteção Social Básica. 12 Em apêndice consta a área de abrangência dos CRAS Cará-Cará, Nova Rússia e Santa Luzia. 13 Informações retiradas do Relatório Final de Estágio do campo CRAS 26 de Outubro. (SANTOS, 2008). 14 A partir de 14 de abril de 2009, o CRAS 26 de outubro está localizado na Rua do Rosário, 108 – Centro. Tânia Mara; Mezomo; Monteiro Lobato; Santa Mônica; Vilela, Centro; Nova; Chácara Dantas; Jardim América; Chácara Thiellen; Quinhão; Ronda; Peixoto. A contratação da equipe foi aprovada por teste seletivo e é composta por 01 profissional de Serviço Social, 01 de Pedagogia, 01 de Psicologia, 01 Auxiliar Administrativo, 01 Motorista, 01 Auxiliar de Serviços Gerais. A coordenação do CRAS é composta por 01 Assistente Social, que foi transferida de outro departamento da SMAS, os profissionais de pedagogia e psicologia dividem sua carga horária entre dois CRAS. Sendo assim, desenvolvemos esta pesquisa com o intuito de compreendermos a intervenção profissional dos profissionais que trabalham junto a Política Nacional de Assistência Social com o eixo matricialidade sociofamiliar no CRAS. Portanto realizamos a pesquisa empírica com os profissionais que trabalham no CRAS 26 de Outubro do Município de Ponta Grossa/Paraná. 5 - SÍNTESE DOS RESULTADOS ALCANÇADOS Assim, iniciamos a parte da análise das respostas dos sujeitos de pesquisa através das categorias identificadas. O CRAS envolve um conjunto de ações, que conforme Braga (2006, p. 08) “[...] não é só um equipamento, bem organizado, com equipe técnica capacitada e organizada para o atendimento desse serviço, mas é um conjunto de ações sócio-assistenciais que complementam ação preventiva configurando a proteção social básica [...]”. A Assistência Social possui uma conexão com as Políticas Públicas, sendo que estas estão envolvidas em muitos dos seus processos de trabalho. Muitas entidades sejam públicas e privadas, instituições estatais, contam com assistentes sociais em seus quadros operativos, e cada vez mais está crescendo o número de profissionais de outras áreas atuando junto ao social. Na perspectiva de garantia da cidadania a Política de Assistência Social coloca, que para atuar conforme esta política o assistente social deve-se afastar de abordagens tradicionais, clientelistas, que mantêm o conservadorismo no enfrentamento das expressões das questões sociais. Assim, essa luta por direitos e pela política social vem ganhando força com a inserção de outras áreas junto a Assistência Social. Por exemple, a inserção da Psicologia está crescendo nas políticas sociais. Conforme o CFESS (2007, p. 20), a atuação dos psicólogos é acompanhada pelo compromisso social e sendo assim, “[...] é valorizada a construção de práticas comprometidas com a transformação social, em direção a uma ética voltada para a emancipação humana. [...]”. Segundo o CFESS (2007, p. 31) o Psicólogo atua como “[...] um corpo de práticas que busca atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada profissional com seus pares e com a sociedade como um todo”. A inserção de assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais que compõem o SUAS, é um grande desafio, em seu caráter de efetivação da política de Assistência Social. “[...] Essa inserção profissional deve estar calcada numa visão crítica da Assistência Social e em um compromisso com as urgências da sociedade brasileira [...]”. (CFESS, 2007, p. 21). Com relação aos CRAS do município de Ponta Grossa, o outro profissional que compõem o SUAS é da área da pedagogia. Assim vale destacar alguns pontos relativos a esta profissão, nos quais embasam o trabalho no CRAS, voltando-se a Pedagogia Social. Morgenztern (1998) coloca que Pedagogia Social “significa agir sobre si mesmo, com os outros e com as perguntas da sociedade, de tal forma que nossa ação torne possível o desenvolvimento sadio de outras pessoas e das condições sociais”. A Pedagogia Social está voltada ao trabalho com grupos ou indivíduos, empresa, instituições, não é vinculada a uma única área de conhecimento ou campo de trabalho. Privilegia em seu trabalho o desenvolvimento das pessoas, construindo um compromisso entre elas, um de seus desafios é responder a dinâmica da sociedade e das transformações sociais. A respeito do início das atividades no CRAS 26 de Outubro registramos que os profissionais encontraram com uma realidade de trabalho complexa e desafiadora. Depararam-se com a falta da equipe de profissionais, sendo que iniciaram as atividades com uma Assistente Social e estagiários, os quais estavam tendo um primeiro contato com o referido campo. Enfrentaram dificuldades quanto à capacitação em torno da proposta do trabalho no CRAS no contexto da PNAS e quanto à ausência de um planejamento das atividades a serem desenvolvidas. Em Ponta Grossa, alguns profissionais participaram da capacitação realizada em 2006 sobre CRAS e trabalho com famílias no âmbito da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social – SETP. Os profissionais que participaram da mesma faziam parte dos departamentos da Secretaria Municipal de Assistência Social, porém os profissionais que foram contratados através do teste seletivo não realizaram a capacitação. Sendo assim, tiveram dificuldade em compreender o trabalho desenvolvido pelo CRAS. Os profissionais de Serviço Social, Pedagogia e Psicologia, foram contratados através de teste seletivo, a coordenadora foi cedida de outro departamento da Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo a única que na época da capacitação já atuava na SMAS. No que diz respeito à inserção da Psicologia no CRAS percebemos dificuldades no início do trabalho, sendo que a proposta da Psicologia é uma atividade voltada ao desenvolvimento de comunidade, assim o trabalho não deve voltar-se ao atendimento individual e sim comunitário. No decorrer do trabalho a Psicóloga após uma conversa com a direção reestruturou suas atividades e começou a desenvolver projetos voltados a comunidade, com o enfoque social, não focalizando a atendimento clínico e individualizado. Os projetos foram direcionadas de acordo com as questões postas pela demanda presente em seu trabalho. Quanto aos procedimentos metodológicos percebemos que as atividades no decorrer do trabalho do CRAS 26 de outubro não são decorrentes de uma metodologia pronta, elaborada previamente, ela precisava ser construída em conjunto com toda a equipe de profissionais. Portanto notamos que foram várias as dificuldades encontradas, primeiro porque o CRAS é proposta nova de trabalho no contexto do SUAS e em segundo lugar porque esta proposta destaca o caráter interdisciplinar. Identificamos que a metodologia precisava ser construída conjuntamente, respeitando a especificidade de cada área no enfrentamento das demandas sociais e familiares e que isto é um desafio a ser alcançado em longo prazo. A metodologia é o espaço em que se cria possibilidades de construção de propostas de intervenção que haja na capacitação e qualificação tanto dos profissionais quanto das famílias envolvidas, que participam da difusão de procedimentos metodológicos de trabalho. A metodologia deve buscar elevar a família à condição de parceria dos programas sociais. De acordo com Guimarães; Almeida (2005, p. 134), [...] no Brasil, as propostas de trabalho com famílias devem priorizar metodologias que lhes permitam sair do lugar solitário que hoje ocupam para um espaço que gere solidariedade e seja facilitador de formas de enfrentamento das condições econômicas, sociais e políticas: um espaço político no qual a ética seja o valor fundante. Os procedimentos metodológicos foram sendo utilizados e adaptados conforme a demanda apresentada pelas famílias. Percebemos que Assistente Social e Psicólogo realizam trabalhos em parceria, sendo este o intuito da equipe trabalhar conjuntamente para alcançar resultados mais efetivos. Assim sendo o trabalho em equipe permite que o profissional realize trocas de conhecimentos e deste modo consiga avançar com mais profundidade na totalidade das expressões das questões sociais que envolvem a família. Em relação à matricialidade sociofamiliar, entendemos que em função das dificuldades enfrentadas no cotidiano de suas práticas a equipe considera que o trabalho não avançou em relação à mesma, e observamos que o grande problema refere-se ao entendimento do que é e como se trabalha com esse eixo junto a Política Nacional de Assistência Social. Ainda percebemos que as próprias famílias apresentam resistência em relação ao trabalho centrado na totalidade de suas demandas, considerando com um dos determinantes deste fato a trajetória histórica da focalização do atendimento nos segmentos que compõe a família. Ainda é bem presente no desenvolvimento das atividades a fragmentação dos segmentos da família, porém com as fortes pressões que as famílias brasileiras vêm passando, “[...] faz-se primordial sua centralidade no âmbito das ações da Política de Assistência Social, como espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias, [...]”. (BRASIL, 2005, p. 41). Reconhecer que a família além de provedora de cuidados aos seus membros, ela também necessita ser cuidada e protegida, se faz necessário a realização deste trabalho, em que precisa conhecer a família em suas diferentes configurações, saber que essas transformações desencadeiam processos de fragilizações dos vínculos familiares e comunitários vulnerabilizando os laços familiares. (BRASIL, 2005). A questão da matricialidade sociofamiliar, assim como a Política Nacional de Assistência Social/Sistema Único de Assistência Social é proposta nova, visto que a assistência era conhecida como mero assistencialismo e clientelismo, e as ações assistenciais tinham a caráter de fragmentação dos segmentos da família. Trabalhar com a matricialidade sociofamiliar, a princípio é centrar as ações na família, reconhecendo os modelos, as mudanças ocorridas na sociedade as quais afetaram a instituição família. A matricialidade sociofamiliar é a base da Política Nacional da Assistência Social, que reconhece a família como foco de atenção, isso se faz necessário visto os processos de exclusão, vulnerabilidades e fragilizações nas relações sociais e familiares. Apesar das dificuldades apresentadas ao se trabalhar com o eixo matricialidade sociofamiliar, percebemos que avanços são conquistados, tanto por parte dos profissionais quanto das famílias. Aos poucos esses modelos de segmentação vão sendo quebrados e superados. A reflexão sobre o trabalho com famílias nos possibilita a indicação de algumas sugestões para o mesmo no CRAS, tendo clareza que as mesmas são decorrentes do conjunto das observações realizadas na pesquisa. Portanto destacamos: • Capacitação profissional antes do início das atividades, para que o desenvolvimento da mesma seja de forma consistente, tendo um conhecimento prévio sobre a temática/proposta de trabalho, reconhecendo o ambiente a ser trabalhado; • Capacitação continuada de forma a propiciar trocas de experiências, aprofundamento dos conhecimentos e socialização dos mesmos; • Planejamento das atividades a serem desenvolvidas, para o reconhecimento das ações interventivas, e assim estabelecer reflexões, métodos e caminhos a serem percorridos para a intervenção; • Reconhecimento dos conhecimentos específicos de cada profissional, em se tratando de uma equipe de trabalho representando diferentes áreas. Considerar as atribuições e competências relativas a cada profissional, para assim desenvolver suas atividades de acordo com suas especificidades bem como trocas das mesmas, e assim voltar seus trabalhos para a construção da lógica interdisciplinar; • Conhecimento da realidade a ser trabalhada previamente antes do início das atividades, utilizando alguns instrumentais de trabalho como: diagnóstico préestabelecido, referenciamento das famílias da área de abrangência, estabelecimento de vínculos com os recursos disponíveis na comunidade para maior aproximação dos profissionais com sua demanda social; • Conhecimento do ambiente a ser trabalhado adaptar e/ou reconstruir metodologias de trabalho para o enfrentamento das demandas sociais e familiares, visto que a construção da metodologia permite que o profissional ajuste as formas de intervenção de acordo com a natureza da própria demanda trabalhada. • Acolhimento das propostas familiares que constituem a área de abrangência das famílias, para que as mesmas exercitem a participação nas atividades desenvolvidas, assim sendo, apresentando um ambiente de recepção e escuta em que os usuários tenham participação ativa na construção da metodologia das atividades. • Potencialização dos instrumentais de trabalho dos profissionais (visitas domiciliares e institucionais - escolas, unidades de saúde, igrejas, entrevistas - individuais e coletivas, acompanhamento sócio-familiar, encaminhamento para a rede de atendimento, entre outros), para alcance dos objetivos propostos. Convém destacar e valorizar dois caminhos que foram utilizados e adaptados no CRAS 26 de Outubro em Ponta Grossa no decorrer do trabalho: • Desenvolvimento de palestras informativas para divulgação do CRAS; • Parceria com instituições escolares, comunitárias, religiosas, de saúde e assistência social. Observamos que esses dois caminhos utilizados surtiram um bom resultado com as comunidades trabalhadas. Utilizando de recursos da própria comunidade, os usuários dos serviços sentem-se acolhidos e reconhecidos em seu contexto cotidiano e assim apresentam maior participação nas atividades realizadas. Assim sendo, percebemos que para um trabalho consistente, é necessário que todos os membros da equipe profissional estejam entrosados entre si, bem como saibam de suas atribuições e competências dentro da equipe, exigindo comprometimento com o trabalho e com os usuários envolvidos neste processo. Reconhecemos que os CRAS assumem papel estratégico nos impactos produzidos nas relações familiares pelas vulnerabilidades sociais e risco pessoal/social. Necessitando assim de profissionais comprometidos com seu código de ética, capazes profissionalmente de efetivar a prática profissional baseada na garantia de direitos e dos mínimos sociais à população. Através desta pesquisa buscamos contribuir com reflexões para a intervenção dos profissionais que trabalham com famílias, principalmente no âmbito do CRAS, e em relação ao trabalho em equipe com áreas de trabalhos diversas. Tal contribuição é relevante na medida em que cresce o número de entidades e instituições públicas e privadas que estão trabalhando com equipe tanto multiprofissional quanto interdisciplinar e a preocupação em compreender as demandas das famílias usuárias de seus serviços. REFERÊNCIAS BOURGUIGNON, J. A. 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