Sumário
IMPACTO DA TEMPERATURA SOBRE A BIOLOGIA DE EUCHISTUS HEROS
(FABRICIUS) (HEMIPTERA: PENTATOMIDAE) .................................................................. 2
SELEÇÃO DE MICRORGANISMOS PRODUTORES DE ENZIMAS DE INTERESSE
BIOTECNOLÓGICO ISOLADOS A PARTIR DA PLANTA MEDICINAL ALECRIM-DOCAMPO (Baccharis dracunculifolia) ........................................................................................ 6
IMPACTO DA TEMPERATURA SOBRE A BIOLOGIA DE EUCHISTUS
HEROS (FABRICIUS) (HEMIPTERA: PENTATOMIDAE)
IMPACT OF THE TEMPERATURE ON EUCHISTUS HEROS (FABRICIUS) (HEMIPTERA:
PENTATOMIDAE) BIOLOGY
Ana Paula Frugeri – Universidade Estadual Norte do Paraná – UENP
Adeney de Freitas Bueno – Embrapa Soja Londrina - Pr
Orcial C. Bortolotto – Universidade Federal do Paraná – UFPR
Gustavo Caselato Barbosa – Centro Universitário Filadélfia de Londrina –
UNIFIL
Gabriela Vieira Silva – Universidade Federal do Paraná – UFPR
Fábio Siquiera – Universidade de Rio Verde
RESUMO:
O presente estudo objetivou avaliar o aumento da temperatura sobre os aspectos biológicos de
Euschistus heros. Foram utilizadas seis temperaturas constantes (19ºC, 22ºC, 25ºC, 28ºC,
31ºC e 34ºC) e quatro temperaturas flutuantes (diurna/noturna) (25/21ºC, 28/24ºC, 31/27ºC,
34/30ºC). Cada temperatura teve seis repetições de 20 indivíduos/cada. A avaliação do estádio
ninfal foi diária, até os insetos atingirem a fase adulta, quando foi avaliado o peso (g) e a
largura do pronoto (mm) dos indivíduos. Após a formação de casais, realizou-se a coleta de
ovos para estudar a viabilidade. Verificou-se que o aumento da temperatura ocasionou a
redução da duração dos estádios ninfais de E. heros. Nas temperaturas constantes, a fase
ninfal variou de 64,85 ± 2,08 (19°C) a 13,24 ± 0,08 (34°C) dias. A menor temperatura constante
(19°C), além de prolongar o estádio ninfal do inseto, elevou o índice de mortalidade. A
temperatura constante do extremo superior (34°C) não influenciou a viabilidade ninfal de E.
heros, porém, reduziu a longevidade dos indivíduos adultos, que viveram menos de 10 dias.
Nas temperaturas flutuantes, a viabilidade ninfal não diferiu entre os tratamentos, no entanto,
todas foram superiores em relação à constante de 19°C. O peso do adulto foi menor nas
temperaturas extremas (19 e 34°C), demonstrando que essas temperaturas são desfavoráveis
para o desenvolvimento do inseto. Embora o índice de mortalidade a 34°C não tenha diferido
das demais temperaturas, exceto o 19°C, o fato de os percevejos acelerarem a fase ninfal
prejudicou o desenvolvimento dos indivíduos nessa temperatura. Este trabalho demonstrou que
o aumento da temperatura, a partir de 22ºC até o limite de 28°C, favorece a biologia de E.
heros. Nas temperaturas extremas, de 19 e 34°C os insetos apresentam o desenvolvimento
prejudicado, com perda de peso e elevado índice de mortalidade.
PALAVRAS-CHAVE: percevejo-marrom; aquecimento global; pragas da soja.
ABSTRACT:
The present study aimed to evaluate the impact of temperature on the biological aspects of
Euschistus heros. We used six constant temperatures (19 º C, 22 º C, 25 º C, 28 º C, 31 º C and
34 º C) and four fluctuating temperatures (day / night) (25/21 º C, 28/24 ° C, 31/27 ° C, 34/30 º
C). Each temperature had six replicates of 20 individuals The evaluation of immature stages
was daily until the insects reach adulthood, was evaluated when the weight (g) and width of
pronotum (mm) individuals. After the formation of couples, took place the egg collection for the
feasibility study. It was found that the increase in temperature caused a reduction in the duration
of the nymphal stage E. heros. At constant temperatures, the nymphal stage ranged from 64.85
± 2.08 (19 ° C) 13.24 ± 0.08 (34 ° C) days. The lowest constant temperature (19 ° C), and
extend the nymphal stage of the insect, the increased mortality rate. The constant temperature
of the upper end (34 ° C) did not affect the viability of E. nymphal heros, however, reduced the
longevity of adults, who lived less than 10 days. In fluctuating temperatures, nymphal survival
did not differ between treatments, however, were all higher than for constant 19 ° C. The weight
of adults was lower in extreme temperatures (19 and 34 ° C), demonstrating that these
temperatures are unfavorable to the development of the insect. Although the mortality rate at 34
° C did not differ from the other temperatures except 19 ° C, the fact that bedbugs accelerate
the nymphal stage hindered the development of individuals in this temperature. This study
showed that increasing temperature from 22 ° C up to the limit of 28 ° C favors the biology of E.
heros. At the temperatures of 19 and 34 ° C the insects have hampered the development, with
weight
loss
and
high
mortality
rate.
KEYWORDS: brown stink bug, global warming; pests of soybean.
A temperatura é um dos fatores abióticos com maior importância sobre
os organismos vivos, por afetar a biologia de insetos, ocasionando alterações
no metabolismo, desenvolvimento e reprodução (Chapman, 1998). Por esta
razão, diversos trabalhos vem sendo realizados para avaliar o impacto da
temperatura sobre os artrópodes-praga (Ferreira et al., 2006, Milano et al.,
2008), com objetivo de prever os locais mais propensos à ocorrência da praga
(Haddad et al., 1999). Na cultura da soja [Glycine max (L.) Merril], os
percevejos, junto aos lepidópteros-praga, são os insetos mais daninhos à
cultura. Atualmente, a espécie Euschistus heros (Fabricius) tem ocorrido de
forma generalizada nas lavouras de soja em todo Brasil. Desse modo, acreditase que o conhecimento das respostas deste inseto à diferentes temperaturas
irá contribuir para prever as regiões produtoras de soja mais propensas às
infestações desse percevejo. Nesse sentido, este estudo objetivou avaliar a
influência da temperatura sobre os aspectos biológicos de E. heros.
O experimento foi conduzido no ano de 2012, na Embrapa Soja. Os
tratamentos utilizados para avaliar o impacto da temperatura sobre os aspectos
biológicos de E. heros foram seis temperaturas constantes (19ºC, 22ºC, 25ºC,
28ºC, 31ºC e 34ºC) e quatro temperaturas flutuantes (diurna/noturna) (25/21ºC,
28/24ºC, 31/27ºC, 34/31ºC), mantidas sob umidade (60±10%) e fotoperíodo
(14:10). Foram utilizadas seis repetições cada uma com 20 indivíduos (ninfas
de
segundo
instar)
por
temperatura,
em
delineamento
inteiramente
casualisado.
Para a avaliação da fase ninfal de E. heros os indivíduos foram
individualizados em placas de Petri plásticas. A dieta ofertada aos insetos foi
composta por ligustro (Ligustrum lucidum), feijão vagem (Phaseolus vulgaris),
grão de soja [(Glycine Max (L.) Merril]) e amendoim (Arachis hypogaea). O
instar ninfal foi avaliado diariamente, até os insetos atingirem a fase adulta. Foi
medido o peso (g) e largura do pronoto (mm) 24 h após os indivíduos atingirem
a fase adulta. Após isso, os insetos foram separados por sexo e transferidos
para caixas plásticas gerbox,. Para o cálculo da viabilidade de ovos,
quantificou-se o número de ninfas que eclodiram em relação ao número de
ovos. As médias obtidas foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de
probabilidade de erro (SAS Institute, 2001).
Para ambas as temperaturas, constantes e flutuantes, o aumento da
temperatura ocasionou a redução dos estádios ninfais de E. heros. Nas
temperaturas constantes, a fase ninfal variou de 64,85 ± 2,08 (a 19°C) a 13, 24
± 0,08 (a 34°C) dias. A menor temperatura constante (19°C), além de prolongar
o estádio ninfal do inseto, apresentou elevado índice de mortalidade. A
temperatura constante do extremo superior (34°C) não afetou a viabilidade
ninfal de E. heros, porém reduziu a longevidade dos indivíduos adultos, que
viveram
menos de 10 dias (dados não apresentados). Nas temperaturas
flutuantes, a viabilidade ninfal não diferiu entre os tratamentos, porém todas
diferiram significativamente em relação à constante de 19°C. Na temperatura
superior (31/34°C) também ocorreu elevado índice de mortalidade dos
indivíduos adultos, assim como verificado na constante 34°C.
A viabilidade de ovos foi baixa em todas as temperaturas, exceto a 28°C.
O pico de viabilidade ocorreu na temperatura constante de 28°C, porém sem
diferir de 22°C. A inesperada baixa viabilidade de ovos na temperatura 25°C
ocorreu, provavelmente, devido à baixa UR registrada na câmara climatizada,
que em alguns momentos foi menor de 40%. O peso do adulto foi menor nas
temperaturas extremas (19 e 34°C). Esse resultado demonstra que embora o
índice de mortalidade a 34°C não tenha diferido das demais temperaturas
(exceto 19°C) o fato de os percevejos acelerarem a fase ninfal prejudicou o
desenvolvimento dos indivíduos. A mesma relação foi verificada em relação à
largura do pronoto, que a 34°C foi menor do que nas demais temperaturas. Nas
temperaturas flutuantes não verificou-se diferença significativa entre os
tratamentos, considerando-se que a viabilidade geral foi muito baixa.
Entretanto, observou-se que a largura do pronoto e o peso dos percevejos na
temperatura flutuante entre 34/31°C apresentaram médias ligeiramente
menores.
Os resultados desse estudo indicam que a faixa favorável para o
desenvolvimento de E.heros varia entre 22ºC e 28°C.
REFERÊNCIAS
CHAPMAN, R. F.. The insects: structure and function .( 4. ed,) Cambridge,
Cambridge University Press, 1998. 770p.
FERREIRA, R. C. F.; OLIVEIRA, J. V. de; HAJI, F. N. P.; GONDIM JR., M. G.
C.. Biologia, exigências térmicas e tabela de vida de fertilidade do ácaro-branco
Polyphagotarsonemus latus (Banks) (Acari: Tarsonemidae) em videira (Vitis
vinifera L.) cv. Itália. Neotropical Entomology. v.35, p. 126-132, 2006.
HADDAD, M.L.; PARRA, J.R.P.; MORAES, R.C. Métodos para estimar os
limites térmicos inferior e superior de desenvolvimento de insetos.
Piracicaba: Fealq, 1999. 29p.
MILANO, P.;BERTI FILHO, E.;PARRA, J. R. P.;CÔNSOLI, F. L. Influência da
temperatura na freqüência de cópula de Anticarsia gemmatalis Hübner e
Spodoptera frugiperda (J.E. Smith) (Lepidoptera: Noctuidae). Neotropical
Entomology, v.37, p.528-535, 2008.
SAS INSTITUTE. Sas user’s guide: statistics, version 8e. Cary, NC: SAS
Institute. 2001.
SELEÇÃO DE MICRORGANISMOS PRODUTORES DE ENZIMAS DE
INTERESSE BIOTECNOLÓGICO ISOLADOS A PARTIR DA PLANTA
MEDICINAL ALECRIM-DO-CAMPO (Baccharis dracunculifolia)
Gilberto de Aguiar Pereira – Universidade Estadual de Londrina – UEL
Orientadora - Elisete Pains Rodrigues – Universidade Estadual de Londrina UEL
RESUMO:
O Brasil possui uma enorme potencial para produzir as enzimas utilizadas nos diversos
processos industriais a partir da sua imensa biodiversidade; neste contexto o objetivo deste
trabalho foi selecionar os microrganismos isolados da planta medicinal alecrim-do-campo
(Baccharis dracunculifolia) com base na produção de enzimas que possuam interesse
biotecnológico, para isso foram conduzidos experimentos sobre a atividade enzimática de
pectinases, proteases, celulases, esterases e lípases; obtendo bons resultados no que diz
respeito à presença da atividade enzimática que chegou a 87,50% dos isolados testados para
a enzima esterase e 70,83% dos isolados para a enzima celulase. Aprofundamentos
posteriores serão realizados com base neste trabalho.
PALAVRAS CHAVE: Enzimas, Biotecnologia, Baccharis dracunculifolia
Por
habitar
praticamente
todos
os
ambientes
terrestres,
os
microrganismos, apresentam um fantástico potencial metabólico no que diz
respeito à síntese e degradação das mais variadas estruturas químicas,
(PEREIRA JR; BON; FERRARA, 2008)
utilizando todo este contexto a
tecnologia enzimática experimentou um grande avanço quando as enzimas
microbianas passaram a ser utilizadas, principalmente pela grande variedade
de reações que essas enzimas são capazes de catalizar (CARDOSO et al.,
2003).
Sendo assim, estas enzimas acabam sendo utilizadas em diversos
processos industriais, tais como nas indústrias: alimentícias, médicas, têxteis,
químicas, de papel e celulose e muitas outras, desta forma o mercado
brasileiro de enzimas apresenta um grande potencial de crescimento, já que
por aqui os setores industriais supracitados são bastante dinâmicos e ainda por
conta da enorme disponibilidade de resíduos agroindustriais aos quais não se
dão a destinação correta (MUSSATO; FERNANDES; MILAGRES, 2007).
Contudo, hoje o Brasil importa a maior parte das enzimas que utiliza,
embora apresente um enorme potencial para produzi-las (BARATTO et al,
2011), sendo assim o objetivo deste trabalho é selecionar os organismos que
produzam enzimas de interesse biotecnológico a partir dos microrganismos
isolados da planta medicinal alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia).
Para isso amostras saudáveis de folhas e flores de quatro plantas
distintas foram coletadas no campo da Fazenda Escola da Universidade
Estadual de Londrina - UEL e lavadas em água corrente. As amostras de folhas
ainda foram posteriormente desinfestadas com cloramina-T 1%. Amostras de 1
g de flores ou folhas foram maceradas em 9 mL de salina e diluídas de forma
seriada (1:10), em seguida, alíquotas de 0.1 mL das diluições 10 -3, 10-4 e 10-5
foram inoculadas e espalhadas na superfície dos meios sólidos BDA contendo
50 µg/mL de ampicilina e tetraciclina e TSA contendo 50 µg/mL de
ciclohexamida.
Após
o
crescimento
das
colônias
a
28°C,
colônias
morfologicamente distintas, foram repicadas para placas contendo BDA e TSA
sem antibiótico para purificação dos isolados, que quando purificados foram
identificados e armazenados em meio sólido inclinado e em glicerol 20% a 4ºC.
Em seguida foram desenvolvidos os experimentos sobre a atividade
enzimática, utilizando como referencial teórico a metodologia preconizada por
STRAUSS et al., 2001 para os ensaios que envolviam: pectinase, protease e
celulase, e BUZZINI; MARTINI; 2002 para os ensaios de esterase e lípase, já
que ambos avaliavam os isolados
quanto à capacidade de hidrólise dos
respectivos substratos a partir da produção de halo degradação.
Os ensaios foram realizados todos em triplicata. Por não apresentarem
divergência em sua análise qualitativa os resultados observados são
apresentados de forma sucinta na tabela 1; onde se pode constatar que
58,33% dos isolados apresentam atividade enzimática positiva para lípase,
87,50% para esterase, 12,50% para protease, 62,50% para amilase e
pectinase e ainda 70,83% para celulase.
Os isolados obtidos, apesar de apresentaram bons resultados, precisam
ser analisados mais detalhadamente. Por esse motivo, as enzimas desses
microrganismos
pré-selecionados
serão
futuramente
purificadas
e
caracterizadas quanto a diversas propriedades bioquímicas, de modo a
determinar suas formas mais prováveis de aplicações em processos
biotecnológicos.
TABELA 1: Atividade enzimática de microrganismos isolados da planta medicinal alecrim-docampo (Baccharis dracunculifolia)
ISOLADOS/ENZIMAS
Lipase
Esterase
Protease
Amilase
Pectinase
Celulase
Bd 08
+
+
-
+
+
+
Bd 12
-
+
+
-
-
-
Bd 13
-
+
-
-
-
-
Bd 14
+
+
-
+
+
+
Bd 15
+
+
-
+
+
+
Bd 16
+
+
-
+
+
+
Bd 18
-
+
+
-
-
-
Bd 20
+
+
-
+
+
+
Bd 21
+
+
-
+
+
+
Bd 24
+
+
-
+
+
+
Bd 25
-
+
-
-
-
-
Bd 25
-
+
-
-
-
-
Bd 26
+
+
-
+
+
+
Bd 27
+
+
-
+
+
+
Bd 29
-
-
-
-
-
+
Bd 33
+
+
-
+
+
+
Bd 34
+
+
-
+
+
+
Bd 36
+
+
-
+
+
+
Bd 37
+
+
-
+
+
+
Bd 39
-
+
-
+
+
+
Bd 40
+
+
-
+
+
+
Bd 44
-
-
-
-
-
-
Bd 46
-
-
-
-
-
+
Bd 57
-
+
+
-
-
-
+ atividade enzimática presente; - atividade enzimática ausente
REFERÊNCIAS
BARATTO, César M. et al. Seleção de microrganismos produtores de enzimas
hidrolíticas isolados da região do meio oeste de Santa Catarina, Brasil. v. 11 n.
2, p. 15-28. Evidência, Joaçaba- SC. , julho/dezembro 2011.
BUZZINI, P.;MARTINI, A. Extracellular enzymatic activity profiles in yeast and
yeast-like strains isolated from tropical environments. [S.l.], n.93, p.1020-1025.
Journal of Applied Microbiology. 2002.
CARDOSO, Alexandre M. et al. Archaea: Potencial Biotecnológico. [S.l.], 30.
ed., p. 71-77. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento. Jan./jun. 2003.
MUSSATO, Solange I.; FERNANDES, Marcela; MILAGRES, Adriane M. F.
Enzima – Poderosa ferramenta na indústria. v.41, n. 242, p. 28-33, out. Ciência
Hoje, 2007.
PEREIRA JR, Nei; BON, Elba P.S.; FERRARA. A Biotecnologia Microbiana:
Conceitos e Aplicações. In:______.Séries em biotecnologia: Tecnologia de
bioprocessos. v1, p. 8-10.1. ed. Rio de Janeiro: Escola de Química/UFRJ,
2008.
STRAUSS, M.L.A. et al. Screening for the production of extracellular hydrolytic
enzymes by non-Saccharomyces wine yeasts. [S.l.], n.91, p. 182-190, Journal
of Applied Microbiology. 2011.
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