VIII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
Londrina de 05 a 07 novembro de 2013 - ISSN 2175-960X
CRIAÇÃO DE RECURSOS PEDAGÓGICOS UTILIZANDO COMPUTADORES NA
EDUCAÇÃO ESPECIAL
LÍVIA MARIA RIBEIRO LEME ANUNCIAÇÃO¹
FÁTIMA ELISABETH DENARI²
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCAR
INTRODUÇÃO
O ensino especial encontra nos dias atuais diversidade de temas de pesquisas e ações.
Entretanto em determinados momentos a prática do professor ainda precisa de atenção. Nesse
sentido programas de formação continuada são elaborados para garantir ao professor melhores
condições para seu empenho profissional.
A Educação Especial recebe hoje um patamar de destaque nas discussões acadêmicas. O
ensino ao aluno em condição de deficiência busca a cada encontro acadêmico, Congresso,
Seminário, Simpósio, cursos de formação inicial e continuada garantir seu direito líquido e
certo por uma Educação de qualidade valorizando suas potencialidades e necessidades.
Em cada estado brasileiro grupos de profissionais da Educação mobilizam-se para que sua
comunidade possa ter esse direito garantido, não apenas no acesso, mas também na
permanência. Nesse sentido incluir, não é aceitar e agregar, mas compreender que a pessoa
com deficiência é parte constituinte da diversidade existente na sociedade brasileira. Se o
direito ao ensino regular é para todos, pois bem que seja para todos, sem distinções culturais,
étnicas e de características pessoais.
O acesso ao ensino regular é direito constitucional (BRASIL, 1988), porém as práticas reais
ainda estão em processo de construção e edificação. Portanto, toda e qualquer forma de
manifestação de reflexão sobre a Educação Especial tem objetivo de construir conhecimentos
que busquem novas formas de agir e pensar valorizando a diversidade humana presente na
organização estrutural das escolas.
Nesse sentido a escola adquire perante a sociedade caráter elementar na construção de uma
sociedade que vise mudanças significativas e reais dentro desse ambiente. Isso leva a escola a
se despir de todo e qualquer tipo de preconceito existente, de quebra de paradigmas e
construção de um ambiente que atenda à diversidade humana, sem manter desigualdades
historicamente constituídas. Outro aspecto importante é que ela leve os grupos pertencentes a
essa ambiente a se libertarem através da sistematização do conhecimento e posicionamento
crítico sem omissão de ensino e aprendizagem.
A formação continuada de professores passa por evoluções em relação a sua estrutura. Hoje
com o avanço das tecnologias da informação e comunicação (TICs) os cursos de formação de
professores encontram na informática novos horizontes para atingir lugares remotos,
ultrapassando as barreiras da distância física e temporal dando oportunidades de acesso ao
conhecimento sem ser necessário a presença física em um ambiente composto por matéria. A
virtualidade contribui tanto para a comunicação como para a construção do conhecimento
com o objetivo de qualificar/capacitar o maior número de profissionais onde o computador e a
internet estiverem presentes. Aliando assim o ensino e a aprendizagem como valores
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resultantes de um processo pedagógico sistematizado e em constante transformação é
necessário que a escola busque novas formas de ensinar.
Para suprir as necessidades educacionais inclusivas resultantes da busca pela reestruturação
do ambiente escolar para atender ao alunado em condição de deficiência, políticas públicas
educacionais foram/são criadas na tentativa de remover as barreiras arquitetônicas, de
aprendizagem, atitudinais e também pedagógicas (CARVALHO, 2000;2008). Com isso
buscou-se estruturar a formação docente, os ambientes físicos e as práticas educativas dentro
dos ambientes escolares.
Assim, para remoção dessas barreiras, principalmente pedagógicas e de aprendizagem,
esperam-se mudanças significativas nas práticas pedagógicas dos professores. Carvalho
(2008), ao propor tais mudanças, aponta que as estratégias de ensino expositivas (aquela
centrada no educador) precisam ser substituídas por aulas mais participativas, momentos de
trocas de experiências, trabalhos em grupo e cooperação entre os professores.
Dentre as lacunas existentes na formação de professores em informática educacional Hummel
(2007) e Souza (2008) mostram que os cursos em informática educacional possuem maior
suporte teórico que prático. Sustenta-se aí a importância de formação continuada que supra as
necessidades reais dos professores. Com isso uma maior interação entre teoria e prática
proporciona maior interação qualitativa no aprendizado não só do professor, como também do
aluno.
Contudo, muitos professores ainda desconhecem a variedade de recursos de informática
destinados para a Educação Especial ou até mesmo não sabem como proceder em âmbito
pedagógico com tais recursos (LEME, 2007; 2010). Encontra-se aí outra lacuna: a falta de
conhecimento sobre os recursos do computador e como aplicar isso em sua prática.
Portanto, é preciso que o professor tenha conhecimento na utilização dos recursos de
informática em sua prática pedagógica. Esse é o ponto inicial para se ter uma prática coerente
e promotora de transformações na Educação Especial. Planejar a sua prática será sempre
importante para o progresso da aprendizagem do seu aluno. (LEME, 2007; OLIVEIRA;
COSTA, 2001).
Conforme apresentado na introdução e para atender e criar pesquisa através das lacunas
existentes na literatura na área de informática e Educação Especial o presente estudo tem por
objetivos criar objetos de aprendizagem de acordo com as necessidades pedagógicas de uma
professora do ensino especial bem como analisar sua aplicação na sala de informática para
alunos com deficiência intelectual.
MÉTODO
Para atender aos objetivos descritos acima a pesquisa será um estudo de caso. O estudo de
caso precisa de uma revisão bibliográfica sólida e de ações que compreendam a realidade a
ser estudada. Ao tentar definir o fato o pesquisar define as perguntas de pesquisa, problemas
básicos da investigação, questão norteadora, materiais, participantes e ainda formas de
analisar os dados (VILELAS, 2009).
Os participantes da pesquisa foram uma professora de classe especial e a pesquisadora.
A pesquisa foi realizada em uma escola de Educação Especial em uma cidade de médio porte
do interior do estado de São Paulo.
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Os materiais utilizados foram um computador completo e os recursos do computador.
Os dados foram registrados em um diário de campo que era preenchido pela pesquisadora ao
final de cada etapa.
No total foram dez encontros com a professora para construir práticas de ensino
informatizadas. O quadro a seguir mostra o programa de intervenção:
Aula Estratégias da aula
Apresentação da intervenção, criação de pastas no computador, sites de pesquisa e
1
exploração do editor de slides.
Conhecer o computador como recurso pedagógico, apresentação de conceitos sobre
2
informática educacional, apresentação de recursos de tecnologia assistiva e iniciar a
construção de um objeto de aprendizagem utilizando o editor de slides.
Construção do conhecimento sobre os elementos essenciais para uma aula na sala de
3
informática.
4
Escolha dos procedimentos para utilização da sala de informática.
5
Finalização do primeiro recurso pedagógico.
6
Aplicação do recurso pedagógico para seus alunos.
7
Elaboração do segundo recurso pedagógico.
8
Aplicação do segundo recurso pedagógico.
9
Elaboração do terceiro recurso pedagógico.
10 Aplicação do terceiro recurso pedagógico e avaliação do programa de intervenção.
RESULTADO
Os resultados que serão apresentados fazem parte de um recorte da dissertação de Mestrado
da autora que consistiu em, primeiramente aplicar um questionário inicial para identificar o
conhecimento da professora sobre informática educacional e destinada à Educação Especial.
No segundo momento da pesquisa foi elaborado um plano de intervenção e por fim no
terceiro momento foi aplicado um questionário final no sentido de avaliar todo o processo.
No presente trabalho serão apresentados os resultados do processo de intervenção, desde a
vivência na utilização de computadores, elaboração de atividades pedagógicas e por fim
aplicação de tais atividades para alunos com deficiência.
A seguir a sala de informática será caracterizada para melhor compreensão da situação real
em que se encontrava na escola de Educação Especial.
A sala de informática da instituição não apresentava recursos de acessibilidade e o primeiro
passo foi analisar os computadores e seus itens para verificar se seria possível desenvolver
atividades utilizando os computadores em sala de aula.
Os quinze computadores da sala de informática eram todos 386, já ultrapassados de acordo
com as tecnologias da atualidade. Dos quinze seis com drive de CD e cinco com editor de
slides. Todos tinham editor de texto. O acesso à internet era restrito e lento de acordo com as
configurações internas dos computadores.
Os equipamentos estavam dispostos em uma sala improvisada com cadeiras e mesas
inadequadas sem nenhum recurso de acessibilidade.
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Como cinco dos computadores tinham somente o pacote do Office, o editor de slides foi
escolhido como ferramenta para construção de objetos de aprendizagem.
Para desenvolver as atividades a pesquisadora forneceu um notebook para facilitar no
processo de elaboração das atividades.
Nos primeiros momentos a pesquisadora questionou sobre a frequência em que a professora
utilizava a sala de informática e a mesma indicou que nunca havia entrado na sala com seus
alunos. Outro aspecto importante apresentado pela professora participante consiste na falta de
softwares educacionais na instituição de ensino. Nesse sentido alguns questionamentos
surgiram tais como: Por que a escola não oferece? Por que não recebeu de órgãos oficiais?
Por que os equipamentos são obsoletos? Por que a informática não é utilizada na prática
pedagógica sendo que existem computadores na escola?
Tais questionamentos serviram para compor ajustes no programa de intervenção para sanar as
necessidades reais da instituição de ensino.
Outro dado importante levantado mostra a falta de conhecimento da professora em relação ao
termo Tecnologia Assistiva e seus recursos. Para sanar essas possíveis dúvidas e a falta de
utilização dos computadores na escola dez momentos de intervenção foram estruturados no
sentido de utilizar o computador e seus recursos na prática pedagógica da professora.
Para elaboração das atividades com a professora a pesquisadora utilizou um notebook, por ele
conter mais recursos para a elaboração das atividades
A primeira estratégia proposta para a professora foi a apresentação do programa de
intervenção,e acima de tudo conhecer o computador como recurso pedagógico conforme
exposto previamente na metodologia deste trabalho. Nesse momento a professora criou pastas
para arquivar as atividades elaboradas, esse tipo de comportamento a professora já executava
em seu computador pessoal. A professora já tinha conhecimento, também, em como entrar na
internet ao ser solicitado em entrar em um site de pesquisa. Para aprofundar o conhecimento
da professora em pesquisas na internet,foi apresentado e trabalhado com ela as possibilidades
de pesquisa ao expor ferramentas de pesquisa, tais como: pesquisa avançada, utilização de
páginas em português, a inserção de aspas, dentre outras ferramentas. Como atividade a
professora deveria realizar uma pesquisa o termo Educação Especial, com e sem aspas. A
professora colocou em prática nos novos conhecimentos e agregou o conhecimento
construído naquele momento. Outro dado importante que surgiu no primeiro dia de
intervenção foi o interesse da professora em conhecer os recursos do editor de slides. Como a
sala de informática da escola só tinha as ferramentas do Office (dentre eles editor de slides e
de texto) a ferramenta de edição de slides foi escolhida para construção das atividades, pois a
escola não dispunha de softwares educacionais nem possibilidades de se trabalhar com tais
recursos, pois os computadores não tinham drive de CD.
No primeiro dia de intervenção foi possível constatar quais conteúdos a professora estava
trabalhando em sala de aula. Com isso foi possível dar o primeiro passo para a elaboração de
uma atividade utilizando o computador. Em sala de aula a professora estava trabalhando
histórias infantis e se interessou em elaborar uma atividade no editor de slides com essa
temática. Houve então, um interesse em estender seu trabalho realizado em sala de aula para,
também na sala de informática com recursos pedagógicos construídos por ela.
Para iniciar a produção de atividades utilizando o editor de slides a pesquisadora ensinou
alguns procedimentos necessários para a utilização dessa ferramenta, dentre as possibilidades
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apresentadas a professora escolheu: apresentação dos layouts, inserir título e tópicos, inserir
clipart (figuras e desenhos), inserir variações das formas dos slides, escolher os layouts e
narrar a história para o aluno e colocar som.
A segunda estratégiafoi conhecer o computador como recurso pedagógico. Foram
apresentados temas como:
• O computador na Educação Especial (GALVÃO FILHO, 2001)
• Formação tecnológica do professor (SAMPAIO;LEITE, 1999).
• Inclusão digital (LEME, 2007)
• Contribuição do computador para a Educação Especial: interatividade e acessibilidade
(TIJIBOY, 2001).
• Adaptações do computador para usuários com deficiência (LOURENÇO, 2008).
• Recursos de acessibilidade ao computador (BERCH; PELOSI, 2007).
• Possibilidade de recursos pedagógicos adaptados (MANZINI, 2007).
• Avaliação do recurso de Tecnologia Assistiva para o aluno (LOURENÇO, 2008).
• O papel do educador: envolvimento no processo, constante avaliação, conhecero recurso
tecnológico, buscar formação continuada e informações complementares, flexibilidade para
implementação de novas tecnologias e metodologias de ensino. (BECK, 2004; BELTRÃO;
HOLANDA, 2008;CORTE, 1996; HUMMEL, 2007; IMAMURA, 2008; KLEINA, 2008;
LEME, 2007; OLIVEIRA, 2002; WEISS, 2003)
Alguns recursos de Tecnologia Assistiva também foram apresentados, tais como: colmeia
para teclado, teclados virtuais, mouses adaptados, acionadores, telas sensíveis ao toque.
Nesse mesmo dia a professora iniciou a construção da primeira atividade. Para isso a
pesquisadora propôs à professora que ela pensasse como seu aluno iria interagir com a
história escolhida.
Alguns procedimentos foram propostos: procurar imagens em sites de busca (conhecimento já
trabalhado na primeira aula), salvar imagens na pasta criada e inserir as imagens no editor de
slides.
A terceira estratégiaconsistiu em refletir sobre a aula na sala de informática. Os objetivos
foram traçados e estratégias criadas pela professora. Ficou estipulado trabalhar primeiro o
conteúdo em sala de aula e depois utilizar a sala de informática. A professora mencionou ser
importante conhecer o aluno para elaborar as estratégias de ensino e diz que a informática foi
um meio de mudança de sua prática. Em relação ao currículo ela expõe interesse em trabalhar
a alfabetização, matemática e ciências naturais. Outro ponto levantado foi a questão do tempo
de utilização dos computadores em sua prática. Se houvesse tempo ela trabalharia
individualmente com cada aluno, pois identificou que essa ferramenta de ensino seria
importante para a aprendizagem de seus alunos.
O planejamento da prática na sala de informática fez com que a professora refletisse sobre sua
prática e buscasse novas transformações.
A quarta estratégiafoi a escolha dos procedimentos para utilização da sala de informática.
Para isso alguns objetivos foram estipulados pela professora para se trabalhar a história da
Branca de Neve: diferenciar o bem do mal, trabalhar a imaginação, reconhecer a quantidade,
reproduzir a história oralmente, contato comhistórias infantis, memorizar os personagens da
história, sequenciar a história com começo, meio e fim e trabalhar a coordenação motora ao
utilizar o mouse. A história foi trabalhada em sala de aula pela professora em um primeiro
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momento. Depois de apresentar a história construída no editor de slides, a professora elaborou
uma atividade lúdica e interativa no Paint (recurso do computador para construir desenhos e
formas) com a pintura virtual do desenho da Branca de Neve.
A quinta estratégia foi a elaboração da história utilizando o editor de slides. O recurso foi
elaborado para utilização na sala de informática. No decorrer da elaboração da atividade a
professora conseguiu utilizar com sucesso os recursos do editor de slides ao construir uma
história interativa.
A sexta estratégiafoi a aula na sala de informática. A aula foi dividida em três etapas: 1.
Apresentação do computador aos alunos, apresentação do recurso e atividade no Paint.
A sétima estratégiafoi a elaboração da segunda atividade que consistia o aluno identificar seu
nome e sua foto na atividade.
A oitava estratégiafoi a intervenção segunda atividade. Os alunos conseguiram se identificar
nas fotos e seus nomes foram trabalhados utilizando o teclado do computador. Nesse
momento, como a escola não dispunha de recursos de Tecnologia Assistiva, a pesquisadora
utilizou de folhas de papel para limitar a visualização do teclado completo pelos alunos dando
assim uma função assistiva aos recursos do cotidiano.
A nona estratégiafoi a elaboração da terceira atividade. Nesse momento, como a professora
estava trabalhando formas geométricas sem sala de aula criou uma atividade utilizando o
editor de slides. Nessa atividade eram apresentadas as figuras geométricas círculo, triângulo e
quadrado. No segundo momento da atividade o aluno teria que clicar na figura geométrica que
a professora perguntava no recurso. A proposta dessa atividade era que ocorresse maior
interação entre criança e computador.
A décima estratégia foi a intervenção da professora na sala de informática trabalhando as
formas geométricas. Nesse dia ela levou material concreto para trabalhar com seus alunos
para depois apresentar o recurso criado e os alunos responderam positivamente à atividade no
decorrer do processo.
Houve mudança na prática pedagógica da professora e com isso os objetivos do estudo foram
alcançados.
DISCUSSÃO
A utilização dos computadores proporciona, de acordo com Tijiboy (2001), o aprimoramento
de habilidades motoras. Isso reforça e sustenta a necessidade e intenção da professora em
trabalhar a coordenação motora, bem como memória e sequencia com seus alunos.
A condição obsoleta dos computadores (LEME, 2007) em nenhum momento desmereceu a
prática pedagógica, com isso foi possível trabalhar com a realidade da escola e a criação de
novas estratégias de ensino de acordo com as necessidades reais daquele ambiente.
Os conceitos trabalhados sobre informática educacional são importantes para consolidar
conceitos teóricos, entretanto o envolvimento com a prática é essencial para que os processos
de ensino e aprendizagem sejam satisfatórios e condizentes com a realidade apresentada. Essa
estratégia é importante, pois de acordo com Souza (2008) os cursos de informática
educacional possuem um teor prático maior que teórico. Hummel (2007) também sustenta a
necessidade de cursos de informática aplicada à Educação precisam de suporte teórico para
atender às necessidades e dificuldades dos professores. O programa de intervenção utilizando
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os computadores nas práticas em Educação Especial, da presente pesquisa, teve como
princípio envolver teoria e prática para sanar possíveis lacunas na formação da professora.
Nesse caminho, a proposta em relacionar sala de aula e sala de informática foi fundamental
para dar significado real às práticas pedagógicas criadas pela professora. De acordo com
Weiss (2003) aplicar o aprendizado da tecnologia juntamente com a prática promove
apropriação superior e qualitativa dos recursos e das estratégias criadas.
Diversos estudos mostram a importância de planos individualizados informatizados
(YONUGUTTI, 2002; CARVALHO, 2005; CARRER, 2005) para alunos em condição de
deficiência, entretanto a dinâmica da escola e disponibilidade da sala de informática acabou
travando essa necessidade apresentada pela professora no decorrer da pesquisa.
Outro aspecto relevante para que a sala de informática seja utilizada nas práticas pedagógicas
dos professores de educação especial é necessário que a equipe gestora forneça condições
para que a comunidades escolares, articulem as práticas pedagógicas dos professores nesse
ambiente de interação. Nesse viés, Immamura (2008) aponta em seu estudo sobre práticas
pedagógicas na sala de informática que a gestão da escola era omissa o quê ocasionava
passividade da professora frente às mudanças. A instituição de ensino abriu as portas da
escola para essa nova vivência e a equipe gestora mostrou preocupação em organizar as
práticas pedagógicas dentro da sala de informática que até a presente pesquisa não era aberta
às práticas dos professores. É importante ressaltar a falta de conhecimento que a professora
tinha sobre os recursos de Tecnologia Assistiva. Manzini et al (2008) aponta essa carência
dos professores, parte dos professores não conhecem os recursos de Tecnologia Assistiva.
Os objetivos foram atingidos e o procedimento forneceu à professora novas formas de ensinar
e aprender utilizando o computador como recurso.
CONCLUSÃO
Na presente pesquisa o uso da informática proporcionou mudanças na prática pedagógica da
professora, pois no inicio da pesquisa a professora informou não saber utilizar e construir
estratégias de ensino utilizando o computador. Durante o processo a professora conseguiu
criar estratégias e elaborar atividades utilizando os recursos dispostos no computador. O
elemento principal foi a junção do conteúdo trabalhado em sala de aula com a sala de
informática, isso proporcionou momentos de reflexão e criatividade.
O interesse da professora foi fundamental para a realização dessa nova prática pedagógica em
sua docência. Embora os equipamentos não tivessem recursos de acessibilidade para os
alunos com limitação motora a pesquisadora e a professora deram funções assistivas a
materiais utilizados no cotidiano escolar para garantir aos alunos meios para execução das
atividades.
As políticas públicas precisam ser bem articuladas para que a escola consiga se orientar de
acordo com o avanço tecnológico ao modernizar seu ensino.
Nesse estudo a professora conseguiu transformar sua realidade trabalhando com melhores
formas de ensino aos seus alunos.
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