www.diocesedeosasco.com.br Dezembro de 2015 | Ano XXVI No 226 Entrevista: “É Natal toda vez que amamos de verdade” Padre Mário Spaki – Secretário CNBB-Sul 2 Solenidade de Cristo Rei: fiéis leigos enviados para a missão PÁG. 08 Assembleia Diocesana aponta novos caminhos para a ação evangelizadora PÁG. 5 PÁG. 5 PAPA FRANCISCO IGREJA EM MISSÃO Ano jubilar, rosto de uma Igreja misericordiosa Cerca de 3.000 crianças participam do Natal Solidário promovido pela Pastoral da Criança PÁG. 11 PÁG. 10 EDITORIAL Retrospectiva como caminho de esperança! A memória histórica é importante para qualquer pessoa, para qualquer instituição, e não é diferente para a Igreja. Não tem povo sem memória histórica; não há tradição sem memória histórica; não há pastoral com identidade sem esta memória. A construção da memória histórica deve ser um desafio permanente para toda pastoral, movimento ou associação que quer ter Cristo como alicerce, rocha firme (Cf. Mt 7,24) que estrutura toda a vida de Igreja.No desenvolvimento da história deste ano valorizamos a consolidação de alguns aspectos fundamentais que devem ficar registrados na memória: como a articulação e a organização nos diferentes níveis da nossa Igreja diocesana que permitiram garantir a participação, a co-responsabilidade e a continuidade do processo de evangelização; assim como também o conhecimento e a apropriação crítica da proposta de fazer acontecer a “diocesaneidade” florescente da nossa Igreja particular de Osasco. Isso se foi dando e continua a se dar nos vários organismos pastorais da diocese por meio de processos que procuram respeitar o protagonismo dos leigos e motivar o acompanhamento de assessores, religiosos, seminaristas, diáconos, padres e bispos que acreditam na importância da encarnação evangelizadora de uma Igreja em saída. No caminho percorrido destacam-se, de modo especial, o ano da vida consagrada, as ordenações diaconais e presbiterais, a criação de novas áreas pastorais, a comunhão fraterna de algumas transferências de párocos, as missões, a sistematização das organizações administrativas e a efetiva caminhada de elaboração do 8º Plano Diocesano de Pastoral. Enfim, são muitos trabalhos que não caberiam só nesta edição e por isso, é evidente constatar a riqueza e a força de cada organismo da nossa grandiosa diocese. Aqui fica registrado o nosso muito obrigado para todos os acompanhamentos oferecidos às diversas instâncias que se viram amadurecendo a partir da prática, da vivência e da compreensão de uma Igreja do discipulado. Queremos, nesta edição, elevar um hino de ação de graças diante do caminho percorrido pela Diocese de Osasco neste ano de 2015, como gratidão de todos os benefícios que Deus realiza em nosso favor. Como os três reis magos, cheios de esperança seguindo o sinal da “estrela guia” (Mt 2ss), continuamos nosso percurso em direção ao presépio para ofertarmos nossas vidas, sendo nosso maior presente ao Menino-Deus. Feliz e Santo Natal! Padre Henrique Souza da Silva Vice-Reitor do Seminário Diocesano de Filosofia 2 BIO Ação Entre Amigos - ComVocação 2015 A premiação aconteceu no dia 29 de outubro no Seminário Diocesano São José. As paróquias contempladas foram: 1º 2º 3º 4º P R Ê M I O P R Ê M I O P R Ê M I O P R Ê M I O Paróquia Nossa Senhora Aparecida Helena Maria - Osasco 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º 4º Paróquia Nossa Senhora da Penha Araçariguama Paróquia Nossa Senhora Aparecida Helena Maria - Osasco Paróquia Cristo Ressuscitado Carapicuíba Seminário Diocesano São José Boletim Informativo de Osasco Diretor Geral: D. Frei João Bosco Barbosa de Sousa, OFM Assessor Eclesiástico: Pe. Henrique Souza da Silva Moderadora: Ir. Letícia Perez, MJS Secretária Executiva: Meire Elaine de Souza Revisão: Natália Paula Pereira e Sem. Ricardo Rodrigues Colaboração: Pe. Vagner J. Pacheco de Moraes, Pe. Daniel Bispo Cruz, Pe. Mário Spaki, Marizilda Viccioli, Carolina Gonzaga. E-mail: [email protected] Diagramação: Iago Andrade Vieira Tiragem: 13.000 exemplares Impressão: Jornal Última Hora do ABC | (11) 4226-7272 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Cúria Diocesana de Osasco Rua da Saudade, 60, Vila Osasco CEP: 06080-000 Osasco/SP Tel: (11) 3683-4522 / (11) 3683-5005 Site: http://www.diocesedeosasco.com.br Dezembro de 2015 PALAVRA DO BISPO BIO Pastoral familiar: uma Igreja de famílias O Rosemeire Santos tema da Família já foi abordado em nosso BIO, e deve ter sido motivo de estudo e consideração por parte dos Conselhos das Regiões e Paróquias. Mas é preciso voltar a ele, já tendo em mãos as conclusões aprovadas pelos Padres Sinodais. A conclusão, propriamente, se dará quando o Papa Francisco se pronunciar de forma magisterial sobre o assunto, conforme lhe foi solicitado. Mas o Papa já permitiu que fossem levadas em conta as propostas do Sínodo, uma vez que as fez publicar indicando, com toda a transparência, até mesmo o resultado das votações de cada parágrafo do texto. Sem dúvida o que vimos foi uma grandíssima convergência doutrinal e pastoral, além da confiança do Papa de que, tratando sem receio e com grande liberdade as questões, mesmo as mais complexas, ouvindo uns aos outros com atenção e humildade, é possível mesmo escutar a voz límpida do Espírito Santo. Convergência e fidelidade ao Evangelho Não era exatamente isso que queriam os defensores acirrados desta ou aquela ideia. A imprensa queria que houvesse divisão, novidades doutrinárias, disputa entre grupos rivais, espetáculo. Tanto que ao ser publicado o resultado do trabalho sinodal, alguns veículos de comunicação o julgaram fraco e sem interesse. Se não foi como esperavam, nem merece notícia. Essa é mais uma razão para que nós tomemos nas mãos cada proposta, conforme divulgado pelos meios da Igreja, para fazermos crescer, nas nossas comunidades, o amor e a atenção para com a Família. “Não tenho dúvida de que a Pastoral Familiar se abriu e se ramificou por toda parte” Acompanhando a vida pastoral em todo o Brasil, por meio da Comissão da CNBB para a Vida e Família, não tenho dúvida de que a Pastoral Familiar se abriu e se ramificou por toda parte. Dioceses inteiras que antes não tinham Pastoral Familiar, ou achavam que bastaria ter um ou outro movimento de casais, começaram a entender o propósito dessa Pastoral. Há inúmeras dioceses programando encontros do clero, assembleias de leigos, congressos regionais ou diocesanos e programas de formação permanente sobre o tema do Sínodo. Nós, em Osasco, teremos a formação do Clero, ainda neste mês de novembro, com assessoria do Padre Dr. Frei Antônio Moser, um dos peritos do Sínodo, sobre o assunto Família. O que podemos esperar? Teremos em dezembro nosso Congresso Diocesano das Famílias, no Ginásio de Esportes José Liberatti, em Osasco. O tema será ainda um eco do grande Encontro Mundial de Filadélfia: “O Amor é nossa Missão”, e o lema abre um hoDezembro de 2015 rizonte novo, em sintonia com o Ano Jubilar: “Família Diocesana, Espaço da Misericórdia”. Peço que, para este evento, todas as Paróquias e Movimentos ligados à Família deverão escolher com critério os representantes congressistas. Nenhuma paróquia pode ter pretexto de se ausentar. Até porque o próximo Plano Diocesano de Ação Evangelizadora, ainda não totalmente pronto, já deu mostras de que a prioridade Família estará em destaque. São sinais de esperança. Animado por essas sendas abertas, proponho alguns pontos para refletirmos juntos, o clero e os Conselhos Paroquiais, os Movimentos familiares, agentes das diversas pastorais e todos os fiéis de nossas comunidades: 1. Igreja de Famílias – Creio que a grande proposta que resume os 94 parágrafos do texto sinodal pode ser expressa assim: formemos uma Igreja de famílias. O que isso significa na prática? Há uma identidade profunda entre o que é a Igreja, a família de Cristo, e a Família, igreja doméstica. Essa identidade se mostra tanto nos aspectos positivos (convivência, cuidado mútuo, partilha, celebrações da vida) como também nos negativos (grupos fechados, isolamentos, autoritarismos, descasos). Temos que tratar das feridas da Igreja como das famílias. A pergunta a fazer: quais são esses ferimentos, por onde começar a tratá-los? 2. Movimentos – Os movimentos fazem efetivamente parte da Pastoral Familiar. Mas a Pastoral Familiar nem sempre encontra uma porta de entrada junto aos movimentos. A pergunta é: o que podem os movimentos fazer para fora de si mesmos, junto com outros movimentos de Igreja, em favor dos diversos segmentos da vida familiar: crianças, idosos, enfermos, sem teto, sem doutrina, sem paz? 3. Rezar em Família – Rezar já foi uma prática mais constante e fiel das famílias no passado. Depois foi desaparecendo essa prática, ficando restrita a grupos de oração ou até silenciosa escuta da oração feita na TV ou no rádio. Visitar, oferecer-se para rezar com a família visitada, encontrar tempos e modos para retornar com fidelidade à prática da oração, isso faz diferença para muitas famílias. Fazê-lo de forma organizada, passando e repassando por todas as famílias, renova a comunidade, muda a convivência, dá frutos de justiça e de paz. 4. O Ano da Misericórdia – O Jubileu é uma oportunidade imensamente grande de ação familiar. Fazer a experiência da misericórdia de Deus em nossas vidas é o que nos alimenta. Compartilhar, levar essa experiência de misericórdia, de perdão, de reconciliação, de esperança, junto aos lares em conflito, deve ser a nossa permanente missão. Peregrinações, visitas à Porta Santa, Vigílias e Mutirões de ações missionárias, obras de misericórdia corporais e espirituais, tudo isso combina com uma igreja de Famílias. 5. Retiros e convivências – Uma Igreja de Famílias tem sempre boas iniciativas de convivência, de integração para jovens, idosos, crianças, casais. As comunidades sabem preparar festas, almoços e reuniões, quase sempre com objetivo de garantir o sustento da comunidade. Mas também se pode fazer muita coisa, sem finalidade de arrecadação, mais pela convivência e encontro. Também as ocasiões de formação devem ser incentivadas e programadas, sempre levando em conta a família toda, e pág. 4 >>> 3 BIO não apenas casais ou só um segmento. 6. Liturgia – Nosso encontro semanal com Cristo eucarístico reforça a vida familiar e é remédio para muitas doenças da convivência. O Papa Francisco em sua catequese semanal sobre a família lembrou quantas questões sérias e difíceis se resolvem quando sentados à mesa, em família. A mesa da eucaristia é também assim. Um incentivo para que as famílias participem da celebração dominical, sempre com alguma valorização especial da presença das famílias, com alguma apresentação das crianças, uma mensagem ponderada e direcionada às questões familiares, sempre atrairá as famílias para se juntar à comunidade. 7. Políticas Públicas – Uma Igreja de Famílias estará, por certo, em atenção permanente para com os movimentos da sociedade, em diálogo com os poderes públicos, com os conselhos municipais. A boa política que podemos fazer, enquanto Igreja, não é, certamente, a opção por partidos e grupos de interesse, mas por apoio a iniciativas boas, venham de onde vierem. Sugerir medidas, dialogar com os responsáveis, e até opor-se às ações que ferem a Família, faz parte sim da pregação do Evangelho. Na ação junto à sociedade têm força as Associações de Famílias, o que lhes confere peso e audiência, nos meios de comunicação e nos espaços públicos. 8. A coordenação da Pastoral Familiar – Uma equipe de coordenação deve estar bem integrada com os diversos segmentos da comunidade. Só assim haverá uma Igreja de Famílias. Eu quase arrisco dizer que a coordenação da Pastoral Familiar de uma Paróquia é o seu Conselho Pastoral, junto com seu pároco. Esse conselho não tem a função de organizar toda a ação evangelizadora paroquial, segundo as diretrizes da Diocese? Pois então, mesmo que não coincida a Pastoral e esse Conselho, devem estar, sim, em plena sintonia. Assim a Igreja se torna uma grande Pastoral Familiar. E a Pastoral familiar se torna Igreja, toda ela voltada para uma proximidade maior com as famílias e seus desafios. Temos muito caminho pela frente, neste ano da Misericórdia, com o nosso 8º Plano Diocesano que privilegia a Família, com a palavra viva do Papa Francisco e seus gestos de profeta da Família. Dom João Bosco, OFM Bispo de Osasco - SP Ano Pastoral Guilherme Calderon - Pascom Paróquia São Roque Ao concluir a Teologia, os seminaristas fazem experiência pastoral de um ano Missa de Instituição do Ministério de Acólito dos seminaristas Cleiton, Luiz Roberto e Ricardo A Igreja desde a Conferência de Aparecida tem buscado em meio a tantas instabilidades de nosso tempo, apresentar um itinerário que ajude a cada cristão a ser um bom discípulo missionário de Jesus Cristo. Nos parágrafos que o documento se refere à formação dos futuros presbíteros, encontramos o seguinte: “Especial atenção se deverá prestar ao processo de formação humana para a maturidade, de tal maneira que a vocação ao 4 sacerdócio ministerial dos candidatos chegue a ser para cada um deles um projeto de vida estável e definitivo, em meio a uma cultura que exalta o descartável e o provisório.” (Cf. DAp. 321) Em nossa Diocese de Osasco desde o ano passado foi inserido no processo de formação do seminário o que conhecemos como Ano Pastoral. O documento da CNBB no 93 nos faz compreender melhor este tempo: “trata-se de um tempo não isolado na formação, mas inserido em um processo integral, um período no qual o seminarista, após ter concluído os estudos de teologia, antes de receber o diaconato, deixa a casa de formação e passa a viver em uma paróquia.” No entanto, ainda não ordenado, terá na convivência com o pároco e com a vida da comunidade, amadurecimento do seu processo vocacional e assim, consolidando ainda mais sua entrega de vida. Os padres Marcelo e Luiz Rogério, puderam dar um bom testemunho sobre este tempo de formação e apresentaram esta proposta como importante para a preparação do candidato rumo à vida ministerial. O ano pastoral “não deve ser confundido como o período de interrupção” (Cf. Doc.93,187). Pois no início era até arriscado pensar como um tempo de punição, o que também não é. Torna-se um tempo favorável para um maior discernimento vocacional e requer do candidato que seja um tempo de superação dos desafios pessoais, tornando-se um tempo de crescimento. Para este ano pastoral cada Igreja particular, com a aprovação do Bispo Diocesano deverá buscar um acompanhamento personalizado e planejado já que o candidato se encontra em processo de amadurecimento vocacional. Será importante ajudar o candidato a ter um maior envolvimento na Região e na Diocese, com trabalhos definidos previamente (área de administração paroquial, atendimentos, pastorais, assessorias, serviços curiais, etc.), de modo que esta experiência alcance tal objetivo. A pergunta que muitas vezes ouvimos é a seguinte: “qual o objetivo deste ano pastoral, se nossos seminaristas já fazem pastoral nos fins de semana? ” Realmente podemos dar um bom testemunho das pastorais dos seminaristas, cada pároco quando escreve avaliando o candidato que acompanha, as pessoas que com estes seminaristas se encontram agradecem a colaboração e o empenho de cada um. Porém, o próprio documento apresenta uma pista para compreendermos que o objetivo principal será favorecer ao seminarista potencializar neste ano o processo, a maturação para o pastoreio e para a missão da Igreja. Para este ano de 2016, teremos os seguintes seminaristas: Cleiton Jorge Cordeiro Evangelista, Luiz Roberto de Andrade Souza, Ricardo Rodrigues dos Santos que irão assessorar às respectivas pastorais: Bíblico-Catequética, Setor Juventude e Comunicação. Rogo a Deus que tenham bons êxitos nas missões que lhes foram confiados e peço às paróquias e pastorais que façam uma boa acolhida a estes nossos irmãos. Pe. Vagner João P. de Moraes Reitor do Seminário Diocesano de Teologia Dezembro de 2015 IGREJA EM AÇÃO BIO Pascom Diocesana Assembleia Diocesana de Pastoral N o último dia 07/11 aconteceu na Catedral Diocesana de Santo Antônio, em Osasco, a assembleia diocesana que coroou o processo de revisão do Sétimo Plano de Pastoral e elaboração do Oitavo Plano de Pastoral. O caminho de planejamento leva em consideração as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019, cujo objetivo geral é evangelizar, a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo. Em suma, as diretrizes, de modo mais explicado e com nuances, nos apresentam o cerne de toda missão da Igreja: EVANGELIZAR. Nestas Diretrizes, o objetivo de evangelizar aparece pautado por cinco urgências, a saber, Igreja em estado permanente de missão; Igreja, casa de iniciação à Vida Cristã; Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja, comunidade de comunidades e Igreja a serviço da vida plena para todos. As urgências da evangelização indicam os caminhos, as balizas que guiam nossa atividade evangelizadora, de modo que a Igreja assuma a sua missão com um norte, um caminho que guie a reflexão e a ação. O processo de reflexão em nossa Diocese aponta três âmbitos da evangelização: Missão e Vida, Missão e Catequese/ Bíblia e Missão e Comunidade. Mas, se as Diretrizes Gerais apontam cinco urgências, como trabalhar em comunhão apenas indicando três âmbitos? Em um entendimento do secretariado diocesano de pastoral, juntamente com nosso Bispo diocesano, se fez a opção de aglutinar as cinco urgências em três âmbitos, com o intuito prático de operacionalizar cada urgência em um ano e ter mais um ano para o processo de revisão e planejamento, totalizando assim os quatro anos de vigência do plano pastoral. Desta forma, no âmbito Missão e Vida, estão presentes as urgências Igreja em estado permanente de missão e Igreja a serviço da vida plena para todos; no âmbito Missão e Catequese/Bíblia, estão as urgências Igreja, casa de iniciação à Vida Cristã e Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; e no âmbito Missão e Comunidade está a urgência Igreja, comunidade de comunidades. Com base nesta compreensão, as paróquias apresentaram propostas para cada âmbito de evangelização. Nas seis regiões pastorais, estas propostas das paróquias foram recolhidas e formuladas como projetos. A tarefa da assembleia diocesana consistiu em eleger os projetos mais significativos de cada âmbito, indicando a justificativa da escolha e o objetivo da mesma. Este trabalho foi realizado após a apresentação dos projetos elencados nas regiões pastorais, os quais foram votados no trabalho de dez grupos dos participantes da assembleia diocesana. O próximo passo é feito pelo secretariado diocesano de pastoral, que recolherá todas as manifestações da assembleia diocesana, e, sob a orientação de dom João Bosco, redigirá o texto do Oitavo Plano de Pastoral da Diocese de Osasco a ser promulgado no dia 11/12, data da abertura diocesana do Ano Jubilar da Misericórdia. Rezemos à Santíssima Virgem Maria e a Santo Antônio, nosso padroeiro, para que intercedam junto a Deus por nossa Diocese e sempre mantenha o Povo de Deus no rumo da evangelização. Pe. Daniel Bispo da Cruz Paróquia Cristo Rei Secretário Diocesano de Pastoral “Somos missionários do amor”, disse D. João na Solenidade de Cristo Rei Dezembro de 2015 a celebração, e concelebraram D. Ercílio, bispo emérito, D. Bruno, abade emérito dos Cônegos Regulares Lateranense, Monsenhor Claudemir e padres diocesanos e religiosos. Também estiveram presentes os diáconos e seminaristas da diocese. Em comunhão com a Igreja Universal, celebramos também, pelas vocações dos consagrados. Confirmando o seu chamado vocacional, os religiosos e religiosas renovaram seus votos e compromisso. D. João, que é religioso, também renovou seus votos. Motivo a mais para celebrar foi a formatura para os que participaram do XXI Curso de Teologia Pastoral da Diocese de Osasco (turma 2013-2015). Na homilia, D. João salientou que o ministério é fonte de serviço “Somos missionários do amor, hoje vestimos nossa veste ministerial para fazer justamente o que Cristo fez: servir”. Além disso, o bispo lembrou também do serviço missionário que a diocese está realizando em parceria com o D. Luiz Fernando Lisboa, em Moçambique, lembrando quão importante é a presença dos ministros nesse projeto. Todo recurso recolhido no ofertório desta missa será destinado às igrejas da cidade de Mariana - MG. Também estiveram presentes os vereadores Celso Calegare, Silvio Macedo e Miguel de Lima. Pascom Diocesana A igreja particular de Osasco se reuniu para a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, no Ginásio José Correa, em Barueri, na tarde do domingo, 22 de novembro. A missa foi o momento de celebrar o Dia Nacional do Leigo, com a Investidura e mandato de três anos para os ministros não-ordenados. A diocese acolheu os 5.856 ministros entre novos e os que renovaram o serviço dos ministérios da Palavra, Comunhão Eucarística e das Exéquias. D. João Bosco, presidiu 5 VIVEMOS EM 2015 BIO Recordar o bem que Deus nos faz é JANEIRO 18 Ordenação Diaconal do Ir. Adenilson de Oliveira, CJS na Paróquia Senhor do Bonfim, em Osasco 10 Inauguração do Instituto Superior de Filosofia Sede da Sabedoria 24 Instalação da Área Pastoral São José em Itapevi JUNHO 03 Dedicação da Igreja Nossa Senhora da Conceição Km 18 - Osasco 14 Dedicação da Igreja São João Batista - Jd. Mutinga Osasco FEVEREIRO 01 Missa de Abertura do Ano da Vida Consagrada – CRB Núcleo Osasco e profissão de votos da Ir. Márcia do Instituto das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia 22 III Congresso Diocesano da Juventude (Tema: “Ética e Moral juvenil”) - Centro de Evangelização Beata Helena Guerra em Barueri MARÇO 15 Aniversário de criação da Diocese de Osasco 26 Envio da leiga Carla Dias para missão na Diocese de Pemba - Moçambique/ África ABRIL 22 Eleição de Dom João Bosco para presidente da Comissão Vida e Família da CNBB MAIO 01 Ordenação Diaconal dos Seminaristas Luiz Rogério Gemi e Marcelo Fernandes de Lima na Catedral Santo Antônio 30 Missa de abertura da Jornada Vocacional e Instituição no Ministério de Leitor e Acólito 04 Dom Ercílio Turco celebra 25 anos de Ordenação Episcopal 02 11ª Romaria Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida 6 Dezembro de 2015 BIO atitude de um coração agradecido JULHO SETEMBRO 25 Instalação da Área Pastoral São Judas em São Paulo 22 a 27 Participação de Dom João Bosco no Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia Estados Unidos 20 1º aniversário de posse de Dom João Bosco como bispo de Osasco e apresentação do Brasão da Diocese de Osasco AGOSTO 01 Instalação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima em Água Espraiada/ Cotia 12 Ordenação Presbiteral dos Diáconos Luiz Rogério Gemi e Marcelo Fernandes de Lima 01 1ª Hora Santa Vocacional promovida pelo Serviço de Animação Vocacional - SAV 16 e 17 – 12º edição do Comvocação - festa diocesana em prol das vocações 29 - 1º Encontro Regional do Serviço de Animação Vocacional - SAV na Paróquia São Lucas Evangelista em Carapicuíba Dezembro de 2015 OUTUBRO NOVEMBRO 18 V Firmes na Fé 07 Nomeações de Pe. Jorge Augusto e Pe. Daniel Bispo, como Coordenador e Secretário Diocesano de Pastoral (respectivamente) 09 a 13 Semana dos Ministérios 22 Missa Diocesana de Cristo Rei e envio dos ministros leigos não ordenados para o triênio 2016-2018 05 Início do Curso de Doutrina Social promovido pela Obra Kolping 10 Monsenhor Paulo Link celebra 50 anos de Ordenação Sacerdotal 07 Assembleia Diocesana para preparação do 8º plano pastoral 7 ENTREVISTA BIO Pascom Diocesana Novena de Natal Padre Mário Spaki é Mestre em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Secretário Executivo da CNBB-Sul 2 e redator principal da Novena de Natal do Regional. Nesta entrevista, o padre recomenda uma preparação mais profunda para o Natal e destaca os sinais cristãos, que devem estar presentes na celebração do nascimento do Menino Jesus. BIO: Qual a origem das Novenas de Natal e quando foram adotadas pela Igreja? PADRE MÁRIO: Entre a ascensão de Jesus ao céu e Pentecostes, ou seja, a descida do Espírito Santo se passaram nove dias. A comunidade cristã ficou reunida em oração junto com Maria, algumas mulheres e os apóstolos. Foi a primeira novena cristã, chamada novena de Pentecostes. A novena de Natal nasce da vivência das famílias e comunidades que encontram meios fraternos para celebrar a fé, reunindose para ouvir a Palavra de Deus e elevar-lhe seus lou8 acolher o Menino Jesus. Espera-se de quem participa da novena que se deixe tocar pela humanidade e humildade de Deus que se fez Menino. A celebração em família faz aquecer o coração das pessoas, como disseram os discípulos de Emaús: Não ardia o nosso coração enquanto Ele nos falava pelo caminho?” (Lc 24,32). BIO: Muitos símbolos são usados na época natalina. Quais desses caracterizam o Natal cristão? PADRE MÁRIO: Por ocasião do Natal nos deparamos com muitos símbolos. Contudo, por vezes, confundimos os símbolos cristãos com os do comércio que visa vendas e lucros. Citamos abaixo alguns símbolos que caracterizam o Natal cristão: • SINOS DE NATAL: representa o anúncio para a humanidade do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador; • ESTRELA DE NATAL: guiou os três reis magos até o local de nascimento do menino Jesus; • PRESÉPIO DE NATAL: um dos símbolos mais comuns no Natal dos países Católicos é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu. O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de Assis. Esse grande santo ficava fascinado com a pobreza de Deus, pelo modo como Deus quer ser conhecido. Ele descobriu que tudo o que Deus fez por nós aconteceu na simplicidade. Por isso, tudo o que falava de pobreza e simplicidade tocava fundo em seu coração e a celebração do Natal era especial para ele. • VELAS DE NATAL: Tanto as velas de Natal como as outras iluminações de natal simbolizam Jesus, que afirmou ser “a luz do mundo”. • ANJOS: Mensageiros de Deus na história da salvação. São sinal de que “os Céus se abriram e Deus visitou o seu povo”. Simbolizam a comunicação de Deus. BIO: Existem muitas tradições praticadas pela sociedade como preparação para celebrar o Natal. O que, para nós católicos, é essencial e deve diferenciar essa preparação? PADRE MÁRIO: O Natal é a festa da família: todos viajam para se encontrar com os seus. É o momento em que a solidariedade cresce ao contemplar a beleza de Deus que se doa a nós. Para o cristão o Natal tem um sentido profundamente espiritual e não apenas para compras e festas. É essencial lembrar que é Natal toda vez que amamos de verdade, pois em cada gesto de amor fraterno nasce Jesus. vores e preces. Sobre a origem da novena de Natal, sem citar uma data precisa para o início, o Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia, da Congregação para o Culto Divino, nº 103, afirma: “A novena do Natal surgiu para comunicar aos fiéis as riquezas de uma Liturgia à qual eles não tinham fácil acesso. A novena de Natal de fato exerceu uma função salutar e ainda pode continuar a exercê-la”. BIO: Qual o intuito principal de uma novena, seus objetivos e quais frutos se espera que sejam alcançados por aquelas pessoas que participam? PADRE MÁRIO: A novena faz parte dos sacramentais da Igreja e surgiu com o intuito de melhor evangelizar e conscientizar o povo da importância, da beleza e do significado da festa do Natal. É um encontro para orações, contato com os textos bíblicos que relatam sobre os anjos, reis magos, João Batista, São José, Nossa Senhora e o Menino Jesus; a celebração da novena é um momento de diminuirmos a correria da vida e ao lado dos vizinhos, amigos e familiares, com a presença afável das crianças, preparar o coração para Dezembro de 2015 TESTEMUNHO DA FÉ BIO O mistério do Natal está no Deus que, por amor, se fez homem, pequeno e pobre para salvar a humanidade. Para os que creem no Cristo, o Natal deve ser mais que um momento de confraternização entre familiares e amigos, precisa ser o tempo de nos aproximarmos de Deus e nos deixarmos guiar até o Salvador, assim como os três Reis Magos foram guiados pela Estrela de Belém. Todo grande encontro exige uma preparação especial, e nosso encontro com o Menino Jesus não poderia ser diferente. Trazemos aqui alguns testemunhos de pessoas que, a partir da vivência deste advento, tempo de espera e preparação, entenderam o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Donizete, Vilma e Valéria Ferreira Paróquia São Luis Gonzaga - São Roque No Natal de 2014 eles acolheram de braços aberto em sua casa, uma família que passava por dificuldades, pois estavam desempregados. Dona Vilma conta que demorou entender os motivos desse acontecimento. “Com a graça do Menino Jesus, entendi porque vivenciamos aquele momento”. Eles participaram da novena de Natal cujo tema era ‘o que é ser cristão?’. A filha do casal, Valéria Ferreira, diz que aprendeu a ser cristã quando viu a atitude de seus pais, cuidando e protegendo essa família. “Tive como exemplo para uma vida inteira a atitude dos dois, principalmente aprendendo realmente o sentido do que é ser cristão”. Hoje, esta família se encontra novamente estruturada. “Eu acolhi na minha casa com muito carinho, graças a Deus eles conseguiram emprego e estão bem, eu agradeço a Deus”, declara Donizete. “Eu devo tudo isso à novena de Natal que eu participei e quero participar de muitas outras, se Deus quiser” (Marisa Lene) Marisa Lene Machado Paróquia Espírito Santo - Osasco “Participar da novena de natal foi uma das maiores bênçãos que me aconteceu, eu sempre participava da missa, mas meu coração sentia que falta alguma coisa. As pessoas vieram na minha casa e eu fui a todas as outras casas com elas, agora eu vou à missa muito mais contente. Outra coisa importante foi a participação da minha sogra, que na época estava muito doente, chegou o momento de ela ir pra junto de Jesus, mas eu fico aliviada porque sinto o quanto foi importante para ela participar dessa novena. Também minha mãe que estava com uma depressão muito profunda participou e hoje graças a Deus está muito melhor. Eu devo tudo isso à novena de Natal que eu participei e quero participar de muitas outras, se Deus quiser”. Geovaní S. Fernandes Coordenadora de Grupo de Novena, Paróquia São Roque - Carapicuíba “A importância do Natal, principalmente a novena, é que nós possamos atrair mais pessoas para a Igreja e também porque levamos a esperança em Jesus, porque muitas pessoas esquecem que o verdadeiro Natal é Jesus Cristo e se apegam a muitas coisas. Quando eu visito as famílias para fazer as novenas, todas elas participam da missa de Natal”. Vitória Coordenadora de Grupo de Novena, Paróquia São Roque - Carapicuíba “O objetivo da novena de Natal é evangelizar e levar a boa nova às pessoas que não podem acompanhá-la, muitos após a novena passam a vir à missa, se casam, se batizam, fazem a iniciação cristã e tornam-se um católico autêntico”. O sentido do Advento A palavra Advento; este termo não significa espera, como poderia se supor, mas é a tradução da palavra grega parusia, que significa presença, ou melhor, chegada, quer dizer, presença começada. Na antiguidade era usado para Dezembro de 2015 designar a presença de um rei ou senhor, ou também do deus ao qual se presta culto e que presenteia seus fiéis no tempo de sua parusia. Ou seja, o Advento significa a presença começada do próprio Deus. Por isso, nos recorda duas coisas: primeiro, que a presença de Deus no mundo já começou, e que ele já está presente de uma maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar, ainda que não seja total, mas está em processo de crescimento e amadurecimento. Sua presença já começou, e somos nós, os crentes, que, por sua vontade, devemos fazê-lo presente no mundo. Celebrar o Advento significa, dizendo mais uma vez, despertar para a vida a presença de Deus oculta em nós. João e Maria nos ensinam a fazê-lo. Para isso, devemos andar por um caminho de conversão, de afastamento do visível e aproxima- ção ao invisível. Andando esse caminho somos capazes de ver a maravilha da graça e aprendemos que não há alegria mais luminosa para o homem e para o mundo que a da graça, que apareceu em Cristo. O mundo não é um conjunto de penas e dores, toda a angústia que exista no mundo está amparada por uma misericórdia amorosa, está dominada e superada pela benevolência, o perdão e a salvação de Deus. Quem celebre assim o Advento poderá falar com razão da celebração natalina: feliz bem-aventurada e cheia de graça. E conhecerá como a verdade contida na felicitação natalina é algo muito maior do que esse sentimento romântico dos que a celebram como uma espécie de diversão de carnaval. Fonte: ACI Digital Palavras do Cardeal Joseph Ratzinger sobre o Advento 9 IGREJA EM MISSÃO BIO Pastoral da Criança - Diocesana Pastoral da Criança: vivenciar a fé pela partilha e solidariedade A Pascom Diocesana Pastoral da Criança está presente em diversas paróquias da Diocese de Osasco e oferece assistência às famílias, tendo em vista o crescimento saudável das crianças de 0 a 6 anos de idade. Os Missa de Comemoração 30 anos da Pastoral da Criança em Osasco 10 trabalhos são desenvolvidos por líderes voluntários e coordenadores paroquiais, que assumem a tarefa de orientar e acompanhar as famílias em ações básicas de saúde, educação, nutrição e cidadania, cujo objetivo é o “desenvolvimento integral das crianças, promovendo, em função delas, também suas famílias e comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político” (Artigo 2º do Estatuto). Todo mês acontece a Celebração da Vida nas comunidades, momento em que as crianças são atendidas pelos líderes e as famílias são orientadas quanto aos cuidados adequados com os filhos. O sentido maior é a valorização da vida. No entanto, é compensador proporcionar um momento de alegria e parcial igualdade a essas crianças menos favorecidas. Por meio do Natal Solidário, as pessoas podem apadrinhar uma delas oferecendo roupa, calçado e brinquedo. O número exato de favorecidos não é preciso, “mas se aproxima de 3.000 crianças presenteadas. As doações aumentam a cada ano, possibilitando que sejam atendidas de 40 a 100 crianças por comunidade, incluindo os irmãos dos assis- tidos, maiores de 6 anos e que já tenham passado pela pastoral”, conta Marizilda Viccioli - Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança. Um dos momentos mais significativos da ação social é a entrega dos presentes, quando os padrinhos são convidados a participarem das festas e entregam pessoalmente as roupas, calçados e brinquedos e têm a oportunidade de conhecerem a criança adotada no Natal Solidário. A coordenadora explica que “em algumas comunidades são oferecidos almoços de Natal para as crianças, seus pais e seus irmãos”. No dia 27 de setembro deste ano, a pastoral comemorou 30 anos de presença na diocese, com missa em ação de graças presidida por Dom Ercílio Turco, bispo emérito de Osasco, na Paróquia São Lucas em Carapicuíba. Esta é uma obra contínua com a qual você pode contribuir, procure a coordenação da sua paróquia ou comunidade. Para mais informações entre em contato com a Coordenação Diocesana pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 3654-0077. O atendimento da Pastoral da Criança acontece no Centro de Pastoral que fica na Rua da Saudade, 60 - sala 103 - Vila Osasco, Osasco - todas as quartasfeiras. Redação BIO Dezembro de 2015 PAPA FRANCISCO BIO Imagem da Internet Ano jubilar, rosto de uma Igreja misericordiosa” neira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. “O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido” Ao Venerado Irmão D. Rino Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro. Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Viver com fé Dezembro de 2015 e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade. Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim. Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. Penso, de ma- O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados. Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo a sua proteção para a preparação deste Jubileu Extraordinário. Vaticano, 01 /09/2015 Papa Francisco 11 PROGRAME-SE BIO A Campanha para a Evangelização 12 Imagem da Internet A Campanha para a Evangelização foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos em 1998, para o exercício da solidariedade de todos os católicos no sustento da missão evangelizadora da Igreja em nosso país. A Campanha deve ser realizada tendo o seu início na festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, e encerrada no terceiro domingo do Advento, com a realização da Coleta para a Evangelização. O objetivo é despertar os discípulos e as discípulas missionários (as) para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil. O gesto concreto de colaboração dos discípulos e das discípulas missionários (as) na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as Dioceses, os 18 Regionais da CNBB e a CNBB nacional, visando à execução de suas atividades evangelizadoras. A Campanha para a Evangelização associa a Encarnação do Verbo e o nascimento de Jesus Cristo com a missão permanente da Igreja que é evangelizar. Durante a Campanha deste ano, ocorrerá a abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É desejo do Papa Francisco que a Igreja anuncie a misericórdia, caminho que une Deus e os homens, e nutre a esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado. As comunidades são chamadas a prepararem as pessoas para contemplarem o rosto misericordioso de Deus, manifesto na ternura do Filho que Maria Santíssima apresenta a todos, e acolherem os valores que Ele nos anuncia. O Natal é, por excelência, a experiência do Deus misericordioso que enviou seu Filho ao mundo para concretizar o seu plano salvífico ORAÇÃO DA CE Pai Santo, quisestes que a vossa Igreja fosse no mundo fonte de salvação para todas as nações, a fim de que a obra do Cristo que vem continue até o fim dos tempos. Aumentai em nós o ardor da evangelização, derramando o Espírito prometido, e fazei brotar em nossos corações a resposta da fé. Por Cristo, nosso Senhor. Amém! Fonte: CNBB da humanidade. Somos convidados a fazer deste Natal, no contexto do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, uma rica experiência do amor de Deus. O mundo precisa fazer esta experiência nova de Natal para viver seu verdadeiro espírito. Como sabemos, o Natal se tornou uma festa mundana: a festa do comércio, do lucro, do consumo, da gula e da embriaguez. Em nome do nascimento de Jesus, muita gente faz tudo o que Ele não faria nem gostaria que alguém fizesse. O mito do Papai Noel é o dono da festa e muitos são excluídos dela por falta de recursos. É uma experiência de pura materialidade. O Papa Francisco nos diz: “A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. E, deste amor que vai até o perdão e o dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai”. Que o Natal seja marcado pela presença evangelizadora da Igreja anunciando a misericórdia. A Campanha para a Evangelização deve sensibilizar todos os fiéis para que possam contribuir, seja pela atuação pastoral, seja pela ajuda material, com o anúncio desta verdade: Jesus é a maior manifestação da misericórdia de Deus. Dia 13 de dezembro, Coleta para a Evangelização A Campanha para a Evangelização segue o exemplo das primeiras comunidades, para as quais Paulo recomendava que os que mais têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (cf. 2Cor 8 e 9). O Encontro Diocesano da Campanha da Fraternidade 2016 (CF 2016) acontece no dia 30 de janeiro, na Catedral Santo Antônio às 8h Agenda Diocesana 08 a 10/12 Universal dos Direitos Ato Celebrativo da Declaração Humanos 11/12 rdia da Catedral Santo Abertura da Porta da Misericó Antônio, às 20h 12/12 Protetora dos Missa Diocesana em louvor a Nascituros – CDBDV 25 a 29/01/16 o São José Retiro do Seminário Diocesan 12/02/16 ha da Fraternidade Missa de Abertura da Campan h) (Catedral Santo Antônio, às 20 Dezembro de 2015