Bahia
Maior economia do Nordeste deve manter
crescimento próximo ao do Brasil nos próximos
anos.
Paula Yamaguti
Luzineide Sales
Luzineide Sales
Mariana Orsini
Lilian FerroPaula Yamaguti
Mariana Orsini
Marcela M. Silva
agosto 2013
Índice
Pontos de destaque do Estado.................................................................................................................... 3
Perfil das mesorregiões e principais atividades econômicas...................................................................... 4
Perfil da população...................................................................................................................................... 5
PIB................................................................................................................................................................ 6
Rendimento................................................................................................................................................. 10
Emprego...................................................................................................................................................... 11
Agricultura e pecuária................................................................................................................................ 12
Indústria...................................................................................................................................................... 14
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Polo de Camaçari......................................................................................................................................... 16
Mineração................................................................................................................................................... 17
Transportes................................................................................................................................................ 18
Comércio..................................................................................................................................................... 19
Comércio Exterior....................................................................................................................................... 20
Serviços....................................................................................................................................................... 22
Turismo....................................................................................................................................................... 23
Desenvolvimento municipal e educação................................................................................................... 24
Construção................................................................................................................................................. 25
Copa do Mundo de 2014............................................................................................................................ 26
Investimentos privados anunciados............................................................................................................ 27
Agências bancárias..................................................................................................................................... 28
Crédito e inadimplência............................................................................................................................. 29
Conclusão.................................................................................................................................................... 31
2
Pontos de destaque do Estado

Nossa perspectiva é que o PIB baiano tenha crescimento próximo ao brasileiro nos próximos anos. Esse
crescimento deve ser de, em média, 1,8% entre 2011 e 2015, e de 2,6% entre 2016 e 2020, impulsionado
principalmente por:
Relatório Estadual Bahia – ago/13
1) Renda crescendo em ritmo acelerado.
2) Investimentos anunciados nos setores de mineração, energia eólica, automotivo, petroquímico,
infraestrutura (principalmente para a Copa do Mundo de 2014) e celulose e papel.
3) Outros investimentos no Polo Petroquímico de Camaçari.

Grande parte dos investimentos no Estado estão direcionados ao Polo Industrial de Camaçari, o mais
importante complexo industrial do Estado. Próximo à capital, Salvador, o complexo hoje abriga indústrias
químicas, petroquímicas, automobilísticas, de autopeças, celulose, metalúrgicas e têxteis, entre outras. A
previsão é que serão investidos no polo cerca de US$ 6,2 bilhões entre 2012 e 2015.

Além disso, esperamos que, devido à tendência de queda nas taxas de fecundidade e aumento da
expectativa de vida, a estrutura populacional baiana, assim como a brasileira, atravesse um processo de
envelhecimento nas próximas décadas.
Características do Estado:

Primeira economia do Nordeste e sexta do Brasil (dados de 2010).

Os principais destaques do Estado são a produção de calçados, bebidas, minérios, automóveis e derivados
de petróleo. A maior parte da produção industrial do Estado concentra-se na região de Camaçari, que
respondeu por 20% do PIB industrial da Bahia em 2010. O crescimento da indústria baiana em 2013 até
junho superou o das indústrias brasileira e nordestina.

Já nas vendas no varejo, o Estado vem sofrendo influência negativa de setores como combustíveis e
lubrificantes e supermercados. A alta da inflação tem forte impacto negativo no consumo do Estado, uma
vez que possui parte significativa da população em classes de rendimento menores, comparativamente ao
Brasil.

Na agricultura, destaca-se na produção de coco, cacau, manga, mamão, sisal, mamona e maracujá.

A Bahia é também um dos destaques nacionais no turismo. De acordo com estudo da Fipe, é o quarto
Estado que mais atrai turistas domésticos no Brasil, e o que mais atrai turistas entre os Estados do Nordeste.
3
Perfil das mesorregiões mostra diversidade na produção do Estado
Perfil das Mesorregiões
1 Centro-Norte: próxima do vale do Rio São Francisco atrai novos investimentos em
complexos agroindustriais, como a indústria de grãos e a fruticultura, que tem
sistemas produtivos modernos. Há também um relevante complexo mineral.
Destaca-se a região de Paraguaçu, que tem a segunda maior concentração urbana do
Estado, a Feira de Santana. Destaque também para a produção de mamona.
7
5
1
3
2 Centro-Sul baiano: a região tem destaque no turismo, no agronegócio, na pecuária,
na produção de carnes, devido ao seu expressivo rebanho bovino, e ao
desenvolvimento da avicultura e suinocultura, à produção de leite, à cafeicultura e à
indústria. As regiões mais importantes são a de Vitória da Conquista e Jequié.
Extremo Oeste baiano: a principal característica da região é a sua diversidade
4
Vale: predomina agricultura de subsistência: mandioca, milho, arroz, feijão e
pecuária. Cerrado: predomina agricultura empresarial e intensiva, como soja,
algodão e café.
4 Metropolitana de Salvador: onde se localiza a capital e o maior polo industrial do
Estado, encontramos um elevado percentual de investimentos da indústria baiana,
em função da representatividade do setor petroquímico e do novo vetor de expansão
metal-mecânico. A maior concentração está na região de Camaçari. Há destaque
também para os setores comercial e de serviços.
Relatório Estadual Bahia – ago/13
11
Mamona
2
12
Cacau
Bebidas
Coco
Calçados
Algodão
Petroquímica
Feijão
Química
Cana
Mandioca
Manga
Uva
Soja
Turismo
Papel e Celulose
Minérios
Automobilística
Bovino
Caprino
Ovelha
Avicultura
3 agropecuária. A região é formada por 23 municípios. Divide-se em duas regiões 
6
5 Nordeste baiano: conta com uma base produtiva diversificada, a fruticultura e
algumas aglomerações industriais responsáveis pela produção de metalurgia de
ferroligas, exploração de petróleo, laticínios e fibras de coco. Há, também, atividades
de beneficiamento de madeira derivadas do distrito florestal existente na região. O
turismo tem crescido bastante. Conta também com investimentos no segmento de
bebidas e revestimentos cerâmicos, ambos localizados em Alagoinhas.
6 Sul baiano: sua economia é bastante diversificada. Na agricultura, destaca-se a
extração de cacau e o turismo. A região tem o segundo mais importante pólo do
Estado da Bahia e, além disso, há variados tipos de indústrias. O Extremo Sul da
mesorregião concentra a produção de celulose do Estado.
7
Vale São-Franciscano da Bahia: abriga boa parte do curso do Rio São Francisco,
onde se localizam a Usina Hidrelétrica de Sobradinho e o Complexo Hidroelétrico de
Paulo Afonso. A produção agrícola apresenta produtos tradicionais com tecnologia
de irrigação,
12 com influência decisiva da Companhia de Desenvolvimento dos Vales
de São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF). Destaca-se, também, a produção bovina
extensiva.
4
Bahia é o quarto Estado mais populoso do Brasil
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Perfil da
População
População (2010)
Densidade Demográfica (2010)
a
a
a
a
a
a
500 mil a 3 milhões (1)
150 mil a 500 mil (6)
50 mil a 150 mil (29)
30 mil a 50 mil (42)
10 mil a 30 mil (224)
0 a 10 mil (115)
Pirâmide Etária - 2010
Pirâmide Etária - Projeção 2030
BA (barras) e Brasil (contorno)
BA (barras) e Brasil (contorno)
Homens
Mulheres
Fonte: IBGE, Projeto Itaú Projeções – Cedeplar - UFMG, Itaú
Homens
Mulheres
Municípios com
maiores/menores
crescimentos
Camaçari
Dias d'Ávila
São Desidério
Madre de Deus
Lauro de Freitas
Maetinga
Ribeirão do Largo
Caraíbas
Jitaúna
Potiraguá
Crescimento População
(2000/2010) (2010)
50,2%
46,6%
45,5%
44,4%
44,0%
-48,6%
-43,8%
-40,4%
-33,0%
-32,7%
242.970
66.440
27.659
17.376
163.449
7.038
8.602
10.222
14.115
9.810
A população da Bahia é a maior do NE e
a quarta maior do Brasil (14 milhões de
hab.)
Os municípios com maior crescimento
populacional entre 2000 e 2010 foram
Camaçari e Dias d’Ávila, ambos
pertencentes à Região Metropolitana de
Salvador, a mais desenvolvida e
industrializada do Estado.
Devido à tendência de queda nas taxas
de fecundidade e ao aumento da
expectativa de vida, a população
brasileira, assim como a baiana, deverá
passar
por
um
processo
de
envelhecimento nas próximas décadas.
Como a pirâmide etária ilustra, haverá
uma maior parcela da população em
idades mais avançadas, em comparação
com a de jovens.
5
Projetamos que o crescimento do Estado fique próximo ao do Brasil
nos próximos anos
Evolução do PIB e
Projeções
10%
Crescimento Real
Ano a Ano
BR
NE
BA
8%
Projeção
6%
4%
2%
Relatório Estadual Bahia – ago/13
0%
-2%
2008
2012P
2016P
Evolução do PIB
BR
NE
BA
2020P
Projeções Itaú
2003-2005 2006-2010 2011-2015 2016-2020
3,3%
4,5%
1,9%
2,6%
4,3%
4,7%
1,9%
2,6%
5,5%
3,8%
1,8%
2,6%
A Bahia conta com grandes investimentos nos setores de energia eólica, mineração, infraestrutura e veículos automotores, que
deverão impulsionar seu crescimento no longo prazo. Contudo, o comércio vem sendo prejudicado pela alta dos preços, crescendo
ligeiramente abaixo do Brasil neste ano, apesar de ter crescido bem acima em 2012. Já a produção da indústria baiana está
apresentando bom crescimento este ano, acima do Brasil.
Nossa perspectiva é que o PIB do Estado tenha crescimento próximo ao brasileiro nos próximos anos, com um crescimento médio de
1,5% entre 2011 e 2015, e de 2,6% entre 2016 e 2020. Os principais propulsores desse crescimento no longo prazo devem ser o
aumento na renda e consequente aumento no consumo e os investimentos já mencionados.
Fonte: IBGE, Itaú
6
PIB: sexto maior do País e primeiro da região Nordeste
Evolução do
PIB
Participação das Mesorregiões no PIB
total do Estado (2010)
Crescimento do PIB – 2010/2009
12,9%
4,8%
10,7%
5,6%
-2,7%
5%
10,4%
Relatório Estadual Bahia – ago/13
10,7%
51,6%
5,4%
4,7%
11,4%
11,8%
O PIB da Bahia foi o primeiro do NE e o sexto do Brasil em 2010. Nesse
mesmo ano, os três maiores municípios baianos em termos de PIB
encontravam-se na Região Metropolitana de Salvador, que por sua vez tem
a maior participação no PIB do Estado. São eles, respectivamente: Salvador
(23,8% do total do Estado), Camaçari (8,7%) e São Francisco do Conde
(6,38%).
O PIB do Estado cresceu em torno de 3,8% nos últimos cinco anos. Os
setores que mais cresceram nesse período foram os da construção (média
de 8%), comércio (5%), transportes (4%) e agropecuária (3%). Este último
teve forte influência dos elevados preços do algodão , sendo a Bahia o
segundo maior produtor do país, a partir de final de 2009.
Fonte: IBGE, Itaú
11,9%
Participação dos Estados no PIB do NE - 2010
MA 9%
PI
4,3%
BA 30.4%
CE 15,3%
PB 6,3%
SE 4,7%
RN 0,6%
AL
4,8%
PE 18,8%
7
Desenvolvimento regional impulsiona o PIB per capita dos municípios
PIB per capita (2010)
2
1
5
4
2
1
6
3
3
Relatório Estadual Bahia – ago/13
7
4
PIB per Capita 2010
Bahia: R$ 11.007
Nordeste: R$ 9.561
Brasil: R$ 19.766
5
6
7
12 IBGE 2010, Itaú
Fonte:
Extremo Oeste baiano: R$ 13.362/hab – maior PIB per capita 2010  município de Luís
Eduardo Magalhães (R$ 34.963/hab). Possui a décima maior economia baiana, sendo responsável
por grande parte da produção de grãos do Estado, assim como a mesorregião em que se encontra.
O cultivo de soja no município se expande de forma acelerada.
Vale São-Franciscano da Bahia: R$ 7.715/hab - maior PIB per capita 2010  município de
Sobradinho (R$ 20.916). Faz parte da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo
Petrolina e Juazeiro, tendo alto PIB per capita para a região por abrigar a Usina Hidrelétrica de
Sobradinho.
Centro-Sul baiano: R$ 6.486/hab. - maior PIB per capita 2010  município de Mucugê (R$
21.053). Atualmente sua principal atividade econômica é o turismo, graças às suas montanhas,
cânions e belíssimas cachoeiras, e ao agronegócio.
Centro-Norte: R$ 7.421/hab. - maior PIB per capita 2010  município de Conceição do Jacuípe
(R$ 17.695). Desmembrado do município de Santo Amaro da Purificação, localizado na Região
Metropolitana de Feira de Santana. É conhecido por ser um dos maiores centros de festas de São
João da Bahia.
Nordeste baiano: R$ 5.592/hab. - maior PIB per capita 2010  município de Alagoinhas (R$
11.387). Destaca-se na produção de limão, abacate, laranja, batata-doce e amendoim. Seus
serviços crescem bastante, desde a descoberta dos poços de petróleo e da implantação da ferrovia.
Também tem amplo parque hoteleiro.
Metropolitana de Salvador: R$ 18.923/hab. - maior PIB per capita 2010  município de São
Francisco do Conde (R$ 296.786). Possui o maior PIB per capita do Brasil, devido à produção e
refino de petróleo pela refinaria RLAM, da Petrobras (segunda maior refinaria em capacidade
instalada de refino do País), e à baixa densidade demográfica. Contudo, as condições de vida no
município não são boas. Possui elevado nível de mortalidade infantil e tratamento de esgoto
precário.
Sul baiano: R$ 9.064/hab. - maior PIB per capita 2010  município de Cairu (R$ 15.374).
Município onde está localizado o Morro do São Paulo, um dos mais concorridos destinos turísticos do
Estado baiano, com belíssimas praias. A atividade turística gera renda ao município durante todo o
ano.
8
Crescimento da construção vem sendo destaque nos últimos anos
Participação (%real) dos Setores no Valor Adicionado Bruto, 2010
BA
Brasil
T o tal
A gro pe c uá ria
Indús t ria
Indústria extrativa
Indústria de transfo rmação
Co nstrução civil
P ro dução e distribuição de eletricidade, gás, água, esgo to e
limpeza urbana
10 0 ,0
7 ,2
5 ,3
3 0 ,3
2 8 ,1
1,7
3,0
Serviços de Informação
Aluguel
15,6
16,2
Outros Serviços
8,4
5,7
Adm. Pública
4,6
3,2
SIUP*
6 6 ,6
Atividades Financeiras
12,3
12,5
Transpo rtes, armazenagem e co rreio
4,7
5,0
Serviço s de info rmação
2,0
3,2
Transformação
Intermediação financeira, seguro s e previdência co mplementar e
serviço s relacio nado s
4,4
7,5
Transportes
A tividades imo biliárias e aluguéis
Co mércio
Agropecuária
7,8
7,8
Comércio
A dministração , saúde e educação públicas e seguridade so cial
17,3
16,2
Construção
Outro s serviço s
14,0
14,3
* Valor Adicionado Bruto: contribuição ao Produto Interno Bruto pelas diversas atividades
econômicas, obtida pela diferença entre o valor de produção e o consumo intermediário
absorvido por essas atividades. PIB = ∑ VABi + (Impostos - Subsídios) sobre o consumo
1,9%
1,7%
3,9%
3,7%
Bahia
Brasil
10,2%
Extrativa Mineral
6 2 ,5
S e rv iç o s
Relatório Estadual Bahia – ago/13
10 0 ,0
Crescimento dos Principais Setores -2010/2009
0,4%
13,6%
3,6%
3,7%
2,3%
2,8%
8,1%
6,0%
6,3%
6,4%
9,8%
10,0%
10,1%
9,0%
9,2%
10,5%
10,9%
17,1%
11,6%
Fonte: IBGE, Itaú
*Produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana
O PIB da Bahia cresceu 6,6% em 2010, crescimento abaixo do Nordeste (7,2%) e do Brasil (7,5%). Com esse crescimento, a Bahia
contribuiu em 4,1% com o crescimento nacional, sexta colocação entre as 27 UF. O bom crescimento tanto para a Bahia como para o
Brasil se deram em parte devido à baixa base de comparação de 2009.
O setor de construção vem apresentando um dos maiores crescimentos, não apenas em 2010, mas na média dos últimos cinco anos.
Destacou-se, também, como o setor que mais gerou empregos no Estado em 2010. Nesse setor, destaca-se o forte número de vendas e
lançamentos de imóveis residenciais, bem como financiamentos para a compra de imóveis.
O setor de serviços é, assim como no Brasil, o mais dinâmico da economia baiana, representando 63% do PIB. Esse setor tem no
comércio uma de suas principais atividades, com participação de 12,3% no valor adicionado do Estado (em termos nominais). Um dos
maiores destaques desse setor em 2010, de acordo com dados do IBGE, foram as vendas de móveis e eletrodomésticos, artigos
farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e materiais de construção.
Fonte: Contas Nacionais - IBGE, Itaú
9
Rendimento médio está crescendo acima do Brasil
Rendimento Médio – 2010
Valor do rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos
das pessoas de dez anos ou mais de idade, ocupadas, na semana de
referência, com rendimento de trabalho (Reais)
Rendimento médio mensal das pessoas de
10 anos ou mais de idade
879
R$ 739,38
R$ 696,6
932
(2011, em R$)
R$ 590,32
R$ 748,86
595
557
R$ 965,11
R$ 1319,17
Relatório Estadual Bahia – ago/13
R$ 671,42
Brasil
NE
BA
R$ 853,45
Índice de Gini 2011*
Rendimento médio mensal do trabalho
principal efetivamente recebido
2000
1900
Reg.Metr. De
Salvador
0,53
0,52
em reais, com ajuste sazonal
1800
0,50
1700
1600
1500
1400
1300
Salvador - BA
Total das Regiões
Metropolitanas*
1200
1100
1000
mai-05
O rendimento médio
da Bahia está pouco
acima do da região
Nordeste,
porém
abaixo do brasileiro. O
rendimento da Região
Metropolitana
de
Salvador é o mais alto
do Estado. Essa região
concentra
também
maior percentual do
PIB e dos empregos
formais. Apesar de
inferior ao do Brasil, o
rendimento
médio
baiano
apresentou
crescimento acima do
País nos últimos dez
anos.
mai-07
mai-09
mai-11
mai-13
*Inclui as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo,
Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador.
Fonte: Censo 2010, PNAD, PME – IBGE, Itaú
BR
NE
BA
*Índice de Gini: medida de desigualdade. Varia de 0 a 1.
Quanto mais próximo de 0, maior a igualdade
O coeficiente de Gini
da Bahia é superior ao
do Brasil e ao do
Nordeste. Isso é um
reflexo das enormes
desigualdades de renda
do Estado. A região
metropolitana
de
Salvador, por exemplo,
possui quase o dobro
do rendimento médio
do Nordeste baiano.
10
Emprego informal, apesar de elevado, vem caindo
No acumulado do ano até junho, a Bahia ocupa a primeira posição em saldo
de postos de trabalho formal (14.861 postos) do Nordeste. Para o período,
o Estado apresentou variação percentual do seu estoque de emprego de
0,9%, enquanto a variação nacional foi de 1,7%, e a nordestina, de -0,9%. A
maior parte dos empregos formais encontra-se na Região Metropolitana de
Salvador, onde a atividade é mais dinâmica.
Distribuição do emprego formal por
mesorregião (em % do total, jun/13)
3%
11%
4%
57%
10%
Apesar de ter apresentado tendência de queda nos últimos anos, o trabalho
informal na Bahia, assim como na Região Nordeste, ainda é alto quando
comparado à média do Brasil. Apesar da redução no número de
trabalhadores informais nos últimos anos, o Estado baiano ainda contava
em 2011 com 30% do trabalho realizado de modo informal.
Emprego Informal
39%
12%
Trabalhadores Formais por Ramo de Atividade
em % do total
(dados de jun/13, em milhares)
37%
BA
35%
33%
31%
29%
2011
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
25%
Brasil
Nordeste
BA
2002
27%
2001
Relatório Estadual Bahia – ago/13
A maior parte dos trabalhadores baianos, assim como no resto do Brasil,
concentra-se no setor de serviços, seguido pelo de comércio. Esses dois
setores têm perdido nos últimos meses com o menor dinamismo da
atividade econômica.
4%
*Para 2010 não há dados da Pnad, pois foi realizado o Censo, que não é
diretamente comparável Fonte: IBGE, Itaú
Fonte: MTE – Caged, IBGE, Itaú
Agropecuária
Indústria Extrativa
Indústria de Transformação
Construção Civil
Comércio
Serviços
Adm. Pública
Outros
Total
107.039
12.663
233.646
188.804
412.922
735.655
51.463
13.833
1.756.025
Part.
% na
BA
6,1%
0,7%
13,3%
10,8%
23,5%
41,9%
2,9%
0,8%
100%
Brasil
1.677.549,0
226.766,0
8.376.781
3.213.989
8.905.450
16.517.596
900.335,0
386.187,0
40.204.653
Part. %
de BA no
BR
6,4%
5,6%
2,8%
5,9%
4,6%
4,5%
5,7%
3,6%
4,4%
11
O Estado se destaca na produção de diversas culturas
• O Estado é o quinto em extensão territorial, com 4,5 milhões de baianos no campo, ou seja, cerca de
33% da sua população é rural, sendo a maior do País. O agronegócio representa 24% do PIB baiano,
com R$ 18,9 bilhões de negócios fechados.
• O Estado é o maior produtor nacional de: coco, cacau, manga, mamão, sisal, mamona e maracujá.
Relatório Estadual Bahia – ago/13
• É o segundo produtor nacional em dois produtos de destaque no País: a laranja e o algodão.
• A Bahia foi o primeiro Estado a abrir um escritório de agropecuária na China. Além da indústria
esmagadora de soja, a China também está de olho na lacuna de uma indústria têxtil na região.
• Deve-se destacar que o algodão na região oeste da Bahia alcançou a maior produtividade do mundo.
(400 mil hectares plantados, atingindo a marca de 260 arrobas por hectare, produtividade que pode
chegar a mais de 300 arrobas por hectare na próxima safra). Excelentes condições de solo e de clima e
investimentos em tecnologia para melhorar a produtividade da atividade também foram importantes,
já que parte do ICMS do algodão foi investido em pesquisa.
• Outro setor da agricultura com destaque, devido ao clima tropical, é a fruticultura. A falta de indústria
para essa produção também é uma lacuna e uma oportunidade para o mercado estrangeiro.
• O município de Rio Real, localizado no nordeste do Estado, é o maior em área plantada de citros.
Recentemente, passou a contar com a primeira grande fábrica para processar a laranja da região.
12
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Principais produtos agrícolas de acordo com o valor bruto (2011)
Fonte: IBGE, Itaú
13
Bahia possui o maior parque industrial do Nordeste
A Bahia possui o maior parque industrial do
Nordeste brasileiro, com 46% de participação no
valor bruto da produção industrial da região em
2011. Já no Brasil, o Estado ocupa a sétima
posição, com 4% de participação.
Relatório Estadual Bahia – ago/13
O crescimento da indústria baiana em 2013 vem
superando o da indústria brasileira e nordestina.
Dentre os setores que mais cresceram, cabe
destacar a produção de veículos, borracha e
plástico e refino de petróleo e álcool. Essas
indústrias concentram-se principalmente no Polo
Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana
de Salvador.
Crescimento da Produção por Setor 2013
0,2%
Indústria geral
Indústria extrativa
1,7%
-3,2%
Brasil
Bahia
NE
0,4%
6,0%
1,9%
0,7%
5,2%
5,0%
7,3%
Celulose, papel e produtos de papel
Refino de petróleo e álcool
Metalurgia básica
semestre de 2013
2,0%
-0,3%
Indústria de transformação
Minerais não metálicos
o
5,8% acumulado em no 1
-0,3%
-0,4%
17,0%
12,9%
1,3%
-4,1%
5,6%
-0,6%
1,8%
Veículos automotores
23,7%
ND
Produção Industrial
135
média dos últimos 12 meses
Participação dos Estados na Indústria do NE
130
(participação do valor bruto da produção, 2011)
125
Maranhão Piauí
5%
2%
Ceará
13%
120
115
110
Brasil
Nordeste
Bahia
Rio Grande
do Norte
5%
Bahia
46%
Paraíba
4%
105
mai-07 mai-08 mai-09 mai-10 mai-11 mai-12 mai-13
Fonte: IBGE, Itaú
Sergipe
4%
Alagoas
4%
Pernambuco
17%
14
As indústrias química e petroquímica do Estado têm grande
importância para o País
Dentre as principais indústrias do Estado, podemos destacar a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis,
indústria química, atividades de apoio à extração de minerais, fabricação de celulose, papel e produtos de papel e a indústria de
couro.
Relatório Estadual Bahia – ago/13
A Indústria automotiva na Bahia, apesar de menos relevante para o País como um todo (participação de 2,8% no valor bruto da
produção nacional) é muito importante para o Estado e para a região (participação de 95,2% no setor no NE e de 12,4% da indústria
total na Bahia). A importância desse setor deve crescer ainda mais, quando entrarem em operação as quatro novas plantas previstas
até 2015.
Fonte: Pesquisa Anual da Indústria - IBGE, Itaú
15
Camaçari possui o maior polo industrial do Nordeste
Dados Complexo de Camaçari
Investimento até 2011
Investimentos previstos entre 2012-15
Capacidade Instalada
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Faturamento Anual
Participação nas exportações baianas (2010)
Participação no PIB industrial baiano (2010)
Empregos diretos e indiretos
US$ 16 bilhões
US$ 6,2 bilhões
- 12 milhões de t de produtos
químicos e petroquímicos
- 240.000 t/ano de cobre eletrolítico
- 250 a 300 mil veículos/ano
US$ 15 bilhões
30% do total
20% do total
50 mil
O Polo Petroquímico de Camaçari iniciou suas operações em 1978. Foi o primeiro complexo petroquímico planejado do País e está
localizado a 50 quilômetros de Salvador, capital do Estado. Maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, por ter mais de
90 empresas químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústria automotiva, de celulose, metalurgia do
cobre, têxtil, fertilizantes, energia eólica, bebidas e serviços.
A produção de automóveis pela Ford e de pneus pela Continental e Bridgestone, no Polo de Camaçari, contribuíram para a
diversificação no complexo industrial e ampliaram as perspectivas de integração do segmento petroquímico com o restante da
indústria de transformação.
Os investimentos em Camaçari devem ultrapassar os US$ 22 bilhões até 2015, segundo o governo do Estado, com US$ 6,2 bilhões
previstos entre 2012 e 2015. Além disso, há recursos federais a serem aplicados em infraestrutura para expandir a área do
complexo, a fim de receber as novas indústrias que estão chegando.
Fonte: Valor Econômico, Comitê de Fomento de Camaçari, Itaú
16
Maior produtor de níquel do País
Relatório Estadual Bahia – ago/13
A Bahia se configura hoje como o quinto Estado brasileiro maior produtor de minérios, sendo um dos maiores em potencial
inexplorado. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em 2011 o Estado possuía 340 empresas de
mineração, com produção de R$ 2,1 bilhão.
O Estado se destaca principalmente na produção de Bauxita, Vanádio, Cromo, Ferro, Ouro (terceiro maior produtor do País),
Magnesita, Quartzo e Níquel. Deste último, o Estado é o maior produtor do País, com 68% da produção. O Estado é o terceiro maior
doMaiores
Brasil na produção
de rochas
Produtores
de ornamentais.
Principais Jazidas de
Minérios no Brasil (2012)
Minérios em MG
A Bahia oferece grande perspectiva de infraestrutura e energia para a instalação de mineradoras no Estado. Alguns investimentos
grandes do setor já estão programados, como é o caso do Projeto Pedra de Ferro na região de Caetité no sudoeste baiano, a 757 km
de Salvador, para produzir aproximadamente 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e se tornar uma das maiores
empresas do Estado. A previsão é que o Projeto Pedra de Ferro inicie suas operações em 2014, o que transformará o Estado da Bahia
no terceiro maior produtor de minério de ferro do Brasil. A empresa responsável já possui Licença de Implantação (LI) da mina, em
Caetité (BA) e aguarda a Licença Prévia para o Terminal Portuário de Uso Privativo que será construído no norte de Ilhéus (BA).
Maiores Produtores de
Minérios no Brasil (2012)
BA
SP 2%
3%
GO
4%
PA
29%
Maiores Produtores de
Níquel do Brasil
Principais Jazidas de
Minérios na Bahia
MG
10%
Outros
9%
MG
53%
Bauxita, Ferro,
Vanádio,
Agregados,
Níquel e Cromo
GO
22%
BA
68%
Fonte: IBRAM - 2012, Itaú
Fonte: IBRAM, MDIC, Bloomberg, Itaú
17
Elevados investimentos previstos para o setor automotivo baiano
Crescimento da Frota - 2007/2012
Participação da BA no Total de
Emplacamentos da Região NE (2012)
128%131%
BR
NE
BA
123%
102%
95%
90%
85%
80%
84% 81%
61% 63%
58% 58%
65%
53%
52%
43%
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Automóveis
Composição da Frota de Veículos (2012)
3.6%
12.5%
4.1%
13.7%
4.3%
42.6%
35.8%
41.3%
45.2%
NE
BA
56.1%
Automóveis
Fonte: Denatran, IBGE, Itaú
Motos
Caminhões Trator esteira
e rodas
Outros
Total
Número de habitantes por veículo - 2012
Automóveis
Motos
Caminhões
Outros
4.57
9.79
18.77
62.57
11.00
10.65
36.46
125.67
10.93
13.82
33.63
114.34
Total
2.56
4.54
4.94
14.7%
26.2%
BR
BR
NE
BA
Motos
Caminhões
Outros
A Bahia possui a oitava maior frota de veículos do Brasil e a maior da região
Nordeste, com aproximadamente 2,9 milhões de unidades em 2012 (número
total de automóveis, bondes, caminhões, caminhões-trator, camionetes,
camioneta, micro-ônibus, motocicletas, motonetas, ônibus e alguns outros
meios de transportes, excluindo-se as bicicletas, lanchas e barcos).
Outro ponto de destaque no Estado são os investimentos no setor automotivo.
Estão previstos até 2015 cerca de US$ 2,8 bilhões para o setor, incluindo a
ampliação e instalação de montadora de automóveis, motocicletas e
fabricantes de componentes e autopeças. Dentre eles, está a implantação da
primeira montadora da JAC Motors fora da China, que produzirá 100.000
carros/ano até 2014. Além disso, vale ressaltar a presença de grandes
empresas de produção de pneus na Bahia, fazendo do Estado, o maior polo
produtor da peça, com produção de 40% do que é consumido no País.
18
O setor de comércio baiano é destaque no Nordeste em receita
de vendas e pessoal ocupado
Vendas de Varejo por Setor
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Em 2013, o volume de vendas no varejo na Bahia, no
conceito restrito (ex. Automóveis e Materiais de construção)
acumula alta de 1,1% até maio, enquanto o Brasil acumula
alta de 3,3% no mesmo período. Pode-se atribuir o
desempenho baiano mais fraco ao menor otimismo, reflexo
da preocupação com a elevação dos preços – que têm
impacto maior em regiões onde o rendimento médio é
menor –, bem como o comprometimento da renda,
consequência do forte crescimento das vendas em 2012.
Os setores de maior destaque no varejo em 2013 são:
outros artigos de uso pessoal e doméstico. Tal desempenho
deve-se às promoções e liquidações realizadas pelos lojistas
para escoar os estoques, e também à base comparativa ruim
de 2012. Já o setores de hipermercados, supermercados,
produtos alimentícios, bebidas e fumo têm contribuído
negativamente, devido principalmente à alta nos preços dos
produtos.
Pessoal Ocupado no Comércio em
31/12/2010
Bahia
26%
-15.1%
Hipermercados, supermercados, produtos
alimentícios, bebidas e fumo
Bahia
27%
-0.7%
acum. no ano até
jun/13
0.3%
0.4%
2.1%
Hipermercados e supermercados
Tecidos, vestuário e calçados
3.0%
6.9%
Móveis e eletrodomésticos
3.8%
6.7%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de
perfumaria e cosméticos
Livros, jornais, revistas e papelaria
Equip. e materiais para escritório, informática e
comunicação
8.6%
12.6%
4.6%
Brasil
Bahia
120
10.4%
3.6%
-9.7%
9.7%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico
Receita Buta de Revenda (2010)
Maranhão
8%
Piauí
6%
6.2%
Combustíveis e lubrificantes
31.3%
Índice de Volume de Vendas no Varejo
(conceito restrito)
índice (2011 = 100),
com ajuste sazonal
Maranhão
9%
Piauí
5%
110
100
Ceará
16%
Ceará
17%
Sergipe
4%
Alagoas
5%
Pernambuco
20%
Fonte: IBGE, Itaú
90
80
Sergipe
4%
Rio Grande
do Norte
7%
Paraíba
7%
Alagoas
5%
Pernambuco
20%
Rio Grande
do Norte
7%
Paraíba
7%
70
60
jun-07
Brasil
Bahia
jun-08
jun-09
jun-10
jun-11
jun-12
jun-13
19
Bahia é o nono maior exportador brasileiro (4,6 % do valor total em
2012)
Balança Comercial
US$bi, FOB
Exportação
Importação
Saldo
11,02
8,70
7,41
8,88
5,41
4,67
4,48
Relatório Estadual Bahia – ago/13
2,64
2005
7,76
6,71
6,31
5,99
7,75
7,01
6,77
11,27
3,35
3,27
2,30
2006
1,99
2007
2,39
2,34
2,17
2008
2009
2010
3,51
As importações ficaram praticamente no mesmo patamar de
2011, com crescimento de apenas 0,2%, totalizando US$
7,76 bilhões. Com esses resultados, o saldo da balança
comercial do Estado alcançou US$ 3,51 bilhões, 7,2% acima
do ano anterior.
Com o recorde atingido, a Bahia aumentou sua participação
nas exportações do Nordeste, de 58,5% em 2011 para 60%
em 2012, maior participação na região. Em relação ao Brasil,
também houve aumento para 4,64% de participação contra
4,28% no ano anterior.
2011
2012
A China foi em 2012 o principal parceiro comercial da
Bahia. Em 2011, esse posto era da Argentina, e em 2010
dos EUA. Em 2012, os chineses compraram 33% da
celulose, 28% da soja, 37% do algodão e 27% dos
produtos metalúrgicos exportados pelo Estado. No total,
o país asiático foi responsável por 13,6% das
exportações baianas em 2012.
Já a redução nas exportações para a Argentina foi
provocada pela desaceleração econômica desse país,
pela queda de preços internacionais e por barreiras à
entrada de produtos.
Fonte:MDIC, Itaú
Mesmo com a queda nos preços dos produtos exportados, a
retração na demanda mundial e o aumento das medidas
protecionistas em alguns países, a Bahia expandiu em 2,3%
suas exportações em 2012, alcançando um montante de
US$ 11,27 bilhões, um recorde histórico.
Importação por fator agregado (2012)
Exportação por fator agregado (2012)
18%
25%
9%
51%
73%
Básicos
Semimanufaturados
Manufaturados
24%
Básicos
Semimanufaturados
Manufaturados
20
13,6% das exportações baianas em 2012 têm a China como destino
Principais destinos dos produtos exportados
Principais produtos exportados
17.9%
Petróleo e seus derivados
Plataformas de perfuracao/exploração
Automóveis c/motor,1500<cm3<=3000
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Pasta química de madeira
Pneus novos p/ automóveis
P-xileno
3.3%
3.3%
2.1%
US$ FOB - % do total
2.0%
16.3%
Naftas para petroquímica
12.8%
Automóveis c/motor explosão
Bélgica
2.7%
Cingapura
2.6%
Itália
2.5%
Coréia do Sul
2.1%
7.3%
4.2%
15,4%
Argentina
9,6%
Chile
China
9,0%
Estados Unidos
8,8%
8,0%
Outros veículos c/motor diesel
2.4%
Argélia
Trigos e misturas c/centeio
2.4%
México
2.2%
Alemanha
3,5%
Espanha
3,3%
Canadá
3,3%
Marrocos
3,1%
Outros cloretos de potaásio
Óleos brutos de petroleo
1.8%
Cacau inteiro/partido, bruto/torrado
1.8%
Outros veículos automóveis
1.7%
Fonte:MDIC, Itaú
US$ FOB - % do total
Principais origens dos produtos importados
Principais produtos importados
Catodos de cobre/seus elementos
4.8%
Alemanha
3.4%
Sulfetos de minérios de cobre
9.2%
Argentina
4.4%
Bagaços e outs.residuos sólidos
10.8%
Antilhas Holandesas
6.3%
Algodão
11.1%
Holanda
8.3%
Soja e derivados
12.3%
Estados Unidos
10.8%
Pasta química madeira conif.a soda
13.6%
China
7,5%
US$ FOB - % do total
US$ FOB - % do total
21
A Bahia também é destaque no Nordeste em estabelecimentos
de serviços
Estabelecimentos
2008
2009
var. %
2010/08
2010
Particip.
no total
da BA*
Total
29,531
32,477
33,387
13%
100%
Serviços prestados às famílias
11,064
12,886
12,216
10%
37%
Receita Bruta de Serviços
R$, milhares
7,812
8,882
7,893
1%
24%
941
944
1,026
9%
3%
1,882
2,222
2,267
20%
7%
429
838
1,030
140%
3%
1,484
1,781
1,642
11%
5%
16%
34%
Atividades culturais, recreativas e
esportivas
Serviços pessoais
Atividades de ensino continuado
Serviços de informação/comunicação
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Serviços prestados às empresas
Transportes, serv. auxiliares e
correio
Rodoviário
9,765
11,309
2.912.336
2.489.206
2007
3,269
3,142
3,081
-6%
9%
2,345
2,370
2,268
-3%
7%
92
82
88
-4%
0%
620
533
543
-12%
2%
212
157
182
-14%
1%
Outros transportes
Armazenamento e serviços auxiliares
e outras atividades de entrega
Pessoas Correio
Ocupadas
no Setor de Serviços
(em Atividades
% do total da
Região Sudeste)
imobiliárias
9,980
619
626
773
25%
2%
ServiçosES
de manutenção e
reparação3%
MG
2,588
3,195
3,428
32%
10%
RJ
17%
21%Outras atividades de serviços
742
867
938
26.4%
3%
4.020.833
3.686.141
+17%
Serviços de aloj. e alimentação
+9%
+27%
2008
2009
2010
* dado referente a 2010
O setor de serviços é o que mais gera empregos no Brasil e na Bahia. De acordo com o IBGE, a Bahia é o Estado com maior número
de ocupados no setor do Nordeste e também com o maior número de estabelecimentos de serviços. Os principais
estabelecimentos de SP
serviços estão nos segmentos de Serviços Prestados às Famílias (alimentação, alojamento, ensino,
59%
telecomunicação e serviços pessoais) e Serviços Prestados às Empresas.
Fonte: PAS 2010 - IBGE, Itaú
22
Turismo: Bahia é o segundo destino turístico do Brasil
Chegada de Turistas no Ano
Origem dos Turistas Internacionais que
Chegam na BA (2012)
Relatório Estadual Bahia – ago/13
A Bahia possui a maior costa brasileira,
com 1.183 km de extensão, e destinos
como Abrolhos, Morro de São Paulo,
Camamu, Baía de Todos os Santos,
Itacaré, Ilhéus, Litoral Norte, entre outros.
De acordo com estudo da Fipe, o Estado
é o quarto que mais atrai turistas
domésticos no Brasil, com participação
de 8,3%, ficando atrás apenas de São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No
fluxo internacional, a participação é de
11,6%, ocupando a quinta posição.
Salvador é a cidade mais visitada,
responsável por mais de 45% do fluxo
global de turismo no Estado, ocupando a
terceira posição no ranking nacional.
BA
BR (milhoes)
EUA
5%
Suíça
4%
5.8
250
5.6
200
Portugal
11%
Argentina
28%
Itália
17%
Milhões
Milhares
5.4
5.2
150
5.0
100
4.8
4.6
Inglaterra
2%
50
Alemanha
11%
França
9%
Espanha
11%
4.4
4.2
0
Bélgica
2%
2008
Principais Estados Emissores de Turistas para
a Bahia 2011
50,4
% de turistas recebidos
2009
2010
2011
2012
Principais Estados Geradores de Receita
de Turismo na Bahia 2011
% do valor gerado
24,8
22,4
A média anual de ocupação do setor
hoteleiro em Salvador é de 80%, taxa
consideravelmente alta, comparável com
os grandes centros turísticos do mundo.
9,8
8,5 8,3
A maior parte da concentração de turistas
acontece na época do verão, atraída
pelas festas populares e Carnaval.
6,8 6,4
12
4,8 4,4
7,3
7,2 5,8
4,8 3,6 3,2
2,2 1,8 1,8
BA
Fonte: Departamento de Polícia Federal e Ministério do Turismo , Fipe 2011, Itaú
SP
MG
RJ
PE
GO
DF
SE
PR
ES Outros
2
BA
SP
MG
RJ
DF
GO
PR
PE
ES
1,8
RS Outros
23
Desenvolvimento municipal e educação: ainda um longo
caminho a percorrer
Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal
IFDM (2010)
Educação (2010)
Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal
Emprego e Renda
Educação
Saúde
Relatório Estadual Bahia – ago/13
• Taxa de matrícula no
Ensino Infantil
Geração
de
emprego
Taxa
de abandono • Nº de consultas pré•
•
formal
natais
• Taxa de Distorção
Idade-série
• Estoque de emprego
• Óbitos por causas mal
formal
definidas
• % de Docentes com
Ensino Superior
• Salário Médio do
• Óbitos infantis por
emprego formal
causas evitáveis
• Média de horas de
aula
• Resultado do IDEB*
Alto Desenvolvimento (0,8 a 1)
Desenvolvimento Moderado (0,6 a 0,8)
Desenvolvimento Regular (0,4 a 0,6)
Baixo Desenvolvimento (0 a 0,4)
Não há dados
* Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
2010
Brasil
Bahia
Sem instrução e menos de 1
ano
Ensino Fundamental
Incompleto
Ensino Fundamental
Completo
Ensino Médio Incompleto
Ensino Médio Completo
Ensino Superior Incompleto
Ensino Superior Completo ou
mais
Não determinados
Total
Fonte: IBGE – PNAD, Firjan, Itaú
Nordeste
BA
11%
19%
18%
95%
90%
46%
47%
46%
4%
4%
4%
26%
2%
22%
1%
24%
1%
3%
2%
2%
8%
5%
4%
0%
100%
0%
100%
0%
100%
Emprego e Renda Educação
85%
Brasil
Nordeste
Bahia
Saúde
0,7914
0,7692
0,8091
0,6803
0,7292
0,6025
0,7092
Alfabetização
Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por anos de estudo
Brasil
IFDM
0,7899
90%
85%
83%
80%
75%
70%
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011
* 2010 não foi reportado por ser ano de Censo. PNAD não foi realizada.
A Bahia tem um elevado
nível
de
analfabetismo,
quando comparada ao Brasil,
porém inferior ao do NE. Em
2011, o Estado possuía 2
milhões de pessoas (15,3%
do total) que não sabiam ler
nem escrever. Cerca de 30%
da população de analfabetos
na Bahia tem acima de 60
anos, porém, 23,9% dos
analfabetos têm idade entre
30 e 49 anos, período de
maior produtividade em
termos demográficos.
24
Após forte aquecimento, setor imobiliário passa por ajustes na Bahia
Custos da Construção Civil
Mercado Imobiliário Baiano
1100
18.000
em R$ por m2
1050
em unidades residenciais, acumulado em 12 meses
Financiamentos Imob. para o NE
com Recursos do SBPE (2012)
16.000
Sergipe
12%
1000
14.000
950
10.000
850
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Piauí
2%
6.000
750
nov-08
Pernambuco
17%
4.000
Brasil
Bahia
2.000
600
set-09
jul-10
mai-11 mar-12
jan-13
Consumo de Cimento
25%
var. % no ano
20%
Bahia
29%
8.000
800
650
Rio Grande do
Norte
8%
12.000
900
700
Alagoas
3%
BA
NE
BR
15%
Lançamentos
Vendas
0
mar-10 out-10
mai-11 dez-11
Ceará
16%
jul-12
fev-13
Paraíba
6%
Maranhão
7%
Assim como a maioria dos Estados brasileiros, a Bahia apresentou forte
crescimento de seu mercado imobiliário a partir do final de 2008. Já de 2011 para
cá, tanto as vendas como os lançamentos de imóveis estão em processo de
desaceleração, devido ao desaquecimento da economia, que primeiramente fez
com que as vendas caíssem e, posteriormente, os lançamentos, consequência do
acúmulo de estoques pelas construtoras.
10%
Um dos fatores que vêm impulsionando o mercado imobiliário no Estado é o
programa Minha Casa Minha Vida, uma vez que o Estado tem déficit habitacional
bastante elevado (em 2011, estimava-se em torno de 400 mil unidades).
05%
00%
-05%
-10%
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Fonte: Ademi-BA, Sinduscon-BA, Snic, FGV, Banco de dados CBIC, Abcip, Itaú
A Bahia é o Estado do Nordeste que mais vem recebendo recursos para
financiamento imobiliário (por volta de 30% do total do NE, e 4% do total do
Brasil). Em 2012, mais de 16 mil imóveis foram financiados com recursos do SBPE.
Sessenta e oito por cento desses financiamentos foram para a aquisição, e 32%
para construção.
25
Copa do Mundo de 2014 traz investimentos para vários
setores
BA: Investimentos por Tema e Fonte de Recursos
para a Copa de 2014
Fianciamento Federal
Orçamento Federal
Recursos Locais
Total
696
592
272
268
Relatório Estadual Bahia – ago/13
100
324
324
20
4
16
Estádios
Mobilidade
Urbana
48
36
Aeroportos
Portos
Copa 2014 em números (previsão de
Reforma do estádio (Fonte Nova)
Mobilidade Urbana
Aeroportos
Portos
Expectativa de aumento na oferta
dos meios de acomodação
Investimento
Total
orçamento) - Salvador
R$ 591,7 milhões
R$ 19,64 milhões
R$ 47,8 milhões
R$ 36 milhões
11% da oferta atual
Fonte: 4º Balanço das Ações do Governo Brasileiro para a Copa 2014, Ministério do
Esporte, Itaú
A capital baiana, Salvador, foi escolhida como uma das 12 cidades
sede da Copa do Mundo da Fifa de 2014 e também da Copa das
Confederações em 2013. Com isso, o antigo estádio Octávio
Mangabeira, conhecido como Fonte Nova, passou por reformas
que terminaram em abril de 2013. Foram investidos no estádio
R$ 591 milhões, e sua capacidade aumentada para
aproximadamente 50 mil pessoas. O sistema viário de acesso à
Arena Fonte Nova já está 99% pronto.
Com relação ao fluxo de turistas estrangeiros na Bahia, a
expectativa é de receber cerca de 40 mil turistas estrangeiros
durante o megaevento esportivo, além dos milhares de turistas
brasileiros. O investimento previsto nesse setor na capital baiana
é de R$ 340 milhões voltados para implantação de estrutura
pública para eventos; requalificação e urbanização dos destinos
turísticos; qualificação profissional e empresarial; atração de
investimentos privados e acessibilidade. Além disso, a previsão é
de que até o mundial, cerca de 14 novos hotéis sejam
construídos, alcançando a marca de 70 mil leitos na capital
baiana.
O Aeroporto Internacional de Salvador está passando por um
processo de modernização. Três obras realizadas com
investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC
2) estão em andamento. O projeto consiste na adequação do
Terminal de Passageiros, além de ampliação do pátio e
construção da torre de controle. O valor previsto é de 47,8
milhões. A previsão para o término das reformas é dezembro de
2013, e o andamento está dentro do cronograma .
26
Altos investimentos privados anunciados para os setores de energia,
mineração, petróleo e biocombustíveis
Relatório Estadual Bahia – ago/13
De acordo com a Secretaria de Planejamento da Bahia, o
Estado deve receber R$ 72,5 bilhões em investimentos entre
2012 e 2015, distribuídos principalmente nos setores de
Energia, Mineração, Petróleo e Biocombustíveis.
O Estado tem alcançado posição de destaque internacional no
segmento de geração de energia eólica, com a atração de
empresas, ampliação de fábricas e geração de empregos. Com
a inauguração da fábrica Acciona, em Simões Filho, Região
Metropolitana de Salvador (RMS), em março de 2013, a Bahia
confirma a marca de maior polo brasileiro de investimentos
em energia eólica. O Estado ainda conta com 52 projetos de
energia eólica em fase de implantação, que equivalem a 1.4
MW de potência instalada e somam R$ 6,5 bilhões em
investimento até 2015.
Na mineração, as estimativas do Instituto Brasileiro de
Mineração (IBRAM) são que o Estado vai receber entre 2012 e
2016 cerca de US$ 6,5 bilhões (ou R$ 13,6 bilhões) em
investimentos para extração de Ouro, Ferro, Vanádio, Níquel e
Cromo. Esse montante equivale a 8,7% do total dos
investimentos para o período desse setor no País.
Também cabem destacar os investimentos em fábricas de
bebidas, higiene e beleza, automóveis e indústria naval. O
município de Alagoinhas, por exemplo, localizado na região
nordeste do Estado, próxima à região Metropolitana de
Salvador, vem se consolidando como um polo de bebidas nos
últimos anos, com instalação de muitas empresas nacionais e
estrangeiras.
Distribuição Setorial dos Investimentos Anunciados
(Bahia 2012-2015)
26,5%
Energia
24,6%
Mineração
11,5%
Petróleo e Biocombustíveis
10,6%
Celulose e Papel
7,8%
Naval e Náutica
Veículos Automotores
6,1%
Químicos e Petroquímicos
6,0%
Alimentos e Bebidas
1,7%
Minerais Não-Metálicos
1,4%
Comércio e Serviços
1,4%
Outros Setores
0,00%
3,5%
10,00%
Total de
investimentos:
R$72,5 bilhões
% do total
20,00%
30,00%
No setor automotivo, como já mencionado, os investimentos
chegam a mais de R$ 6 bilhões, concentrados na região de
Camaçari, que deverá ter quatro novas fábricas de veículos
operando até 2015, sendo uma delas de motocicletas.
Fonte: Secretaria de Planejamento-BA, Itaú
27
Maior Estado do Nordeste em agências bancárias
Participação dos Estados no Total de Agências do SE
(2012)
AL
5%
PE
17%
BA
30%
CE
14%
Relatório Estadual Bahia – ago/13
SE
6%
Ainda de acordo com os dados de 2012, a capital, Salvador, é o
município com mais agências bancárias (276), 26,4% do total.
PB
7%
MA
10%
PI
5%
Além disso, 69,5% dos municípios têm pelo menos uma agência
bancária.
RN
6%
% de cada tipo de banco no total de agências da unidade
Outros
Unidade
Itaú Unibanco
Públicos
Privados
BA
NE
BR
9,4%
8,8%
17,5%
37,6%
34,7%
40,6%
53,0%
56,6%
41,8%
% de municípios com pelo menos uma agência
Outros
Unidade
Itaú Unibanco
Públicos
Privados
BA
NE
BR
7,9%
5,5%
21,2%
Quantidade de Agências por Tipo de Banco (2012)
OUTROS PRIVADOS
ITAÚ-UNIBANCO
Capital: 52 agências
55,4%
38,9%
59,1%
61,6%
48,4%
57,4%
PÚBLICOS
Capital: 106 agências
Capital: 118 agências
a
a
a
a
Fonte: BCB, Itaú
Em 2012, a Bahia era o maior Estado do Nordeste em número de
agências bancárias, com 1.044 agências. O Estado teve, em relação a
2011, um crescimento significativo, de 10,4% no número de
agências. Do total, 47% são agências de bancos privados, dentre eles
o Itaú.
a
a
a
a
a
a
a
a
28
Crédito: saldos PF e PJ crescem acima da média do Brasil
Crescimento Saldo PF*
50%
Crescimento Saldo PJ*
45%
NE
BR
BA
40%
35%
60%
NE
BR
BA
40%
30%
25%
20%
20%
15%
Relatório Estadual Bahia – ago/13
10%
mai-07
mai-08
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
0%
mai-07
mai-13
PF
17,5%
16,6% 23,4%
18%
19,6%
17,3%
13,6%
17,79%
17,3%
18,2%
19,3%
19,6% 18,1%
17,8%
16,5%
19,8%
20,5%
21,1%
16,9%
PJ
18,6%
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
mai-13
Composição do Crédito (mai/13)
Crescimento Saldo de Crédito YoY (mai/2013)
Total
mai-08
11,1%
15%
PJ
47.8%
PJ
53.7%
PF
49.8%
PF
52.2%
PF
46.3%
NE
BR
29,9%
15,4%
11,6%
14,2%
12,6%
18,3% 15,4%
18,1%
PJ
50.2%
BA
Fonte: BCB, Itaú
O saldo de crédito total da Bahia em maio de 2013 era de R$ 90,8 bilhões, sendo que deste montante 49,8% era de crédito PF, e
50,2%, de PJ. O crescimento do saldo PF na Bahia é ligeiramente acima do da região Nordeste e do nacional, e suas principais
modalidades são financiamento imobiliário, aquisição de automóveis e crédito consignado. O crescimento do saldo PJ nos últimos
meses ficou próximo ao brasileiro. Os setores das principais empresas tomadoras de crédito no Estado no período recente são:
químico, papel e papelão e construção.
*Os saldos de crédito regionais consideram apenas as operações acima de R$ 1.000. Os valores para o Brasil também são acima de R$ 1000.
Fonte: BCB, Itaú
29
Alta inadimplência PF, baixo comprometimento de renda e baixo
endividamento em relação à média do Brasil
Inadimplência PF*
%
Inadimplência PJ*
%
9.0
NE
BR
BA
8.0
7.0
6.0
NE
BR
BA
4.5
3.5
2.5
5.0
1.5
4.0
Relatório Estadual Bahia – ago/13
3.0
mai-07
23%
mai-08
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
mai-13
Comprometimento de Renda **
0.5
mai-07
mai-08
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
mai-13
Endividamento
50%
45%
21%
40%
19%
35%
17%
30%
NE
BR
BA
15%
13%
mai-07
mai-08
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
NE
BR
BA
25%
20%
mai-13
15%
mai-07
mai-08
mai-09
mai-10
mai-11
mai-12
mai-13
Fonte: BCB e IBGE/Elaboração: Itaú
A inadimplência PF na Bahia é mais alta que a brasileira e próxima à da região Nordeste. Isso deve-se ao fato da alta concentração em
financiamento de automóveis, relativamente aos outros Estados brasileiros. A inadimplência apresentou tendência de alta nos últimos
anos.
O comprometimento de renda e o endividamento na Bahia estão abaixo dos indicadores brasileiros e em linha com os do Nordeste.
Isso ocorre porque a penetração do crédito (bancos) no Estado é menor, quando comparada a Estados do Sul e Sudeste. O
comprometimento de renda, que vinha apresentando trajetória de queda em 2012, voltou a subir em 2013. O endividamento continua
subindo a taxas mais baixas este ano.
* A inadimplência regional considera apenas os saldos de crédito regionais das operações acima de R$ 1.000. Os valores para o Brasil também são acima de R$ 1000.
** Esta medida de comprometimento de renda considera apenas o saldo PF de crédito total dividido pela massa salarial total do Estado ou região, não refletindo necessariamente a média individual de comprometimento
30
Conclusão: aumento na renda e investimentos devem continuar
impulsionando o crescimento do Estado

É a sexta economia do Brasil e a primeira da região Nordeste (2010).

O Estado possui o complexo industrial mais importante da região, o Polo Industrial de Camaçari. Próximo à
capital, Salvador, o complexo hoje é responsável por cerca de 20% da produção industrial do Estado e abriga
indústrias químicas, petroquímicas, automobilísticas, de autopeças, celulose, metalúrgicas e têxteis, entre
Relatório Estadual Bahia – ago/13
outras.

No setor agrícola, destacam-se as produções de cacau, sisal, mamão, mamona, maracujá, manga e coco.

O Estado também se destaca como um dos principais destinos turísticos do País.

A economia baiana deve continuar crescendo com o aumento da renda da população (cresce acima do
Brasil) e com os investimentos programados principalmente em geração de energia eólica, mineração,
indústria petroquímica e celulose e papel.

A Copa do Mundo de 2014, além de trazer investimentos principalmente em hotelaria, mobilidade urbana e
segurança, deve atrair ainda mais turistas para o Estado.

Nossa perspectiva é que o PIB baiano tenha crescimento próximo ao brasileiro nos próximos anos. Esse
crescimento deve ser de, em média, 1,8% entre 2011 e 2015, e de 2,6% entre 2016 e 2020, impulsionado
principalmente por:
1) Renda crescendo em ritmo acelerado.
2) Investimentos anunciados nos setores de mineração, energia eólica, automotivo, petroquímico,
infraestrutura (principalmente para a Copa do Mundo de 2014) e celulose e papel.
3) Investimentos no Polo Petroquímico de Camaçari.
31
Relatório Estadual Bahia – ago/13
Informações Relevantes
1. Este relatório foi preparado e publicado pelo Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Banco Itaú Unibanco S.A. (“Itaú Unibanco”). Este relatório não é um
produto do Departamento de Análise de Ações do Itaú Unibanco ou da Itaú Corretora de Valores S.A. e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins
do artigo 1º da Instrução CVM n.º 483, de 6 de Julho de 2010.
2. Este relatório tem como objetivo único fornecer informações macroêconomicas, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra ou
venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de
negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que o relatório foi divulgado e foram obtidas de
fontes públicas consideradas confiáveis. O Grupo Itaú Unibanco não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade,
confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou
desdobramentos nele abordados. As opiniões, estimativas e projeções expressas neste relatório refletem a opinião atual do analista responsável pelo conteúdo deste
relatório na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio.] O Grupo Itaú Unibanco não tem obrigação de atualizar, modificar ou
alterar este relatório e de informar o leitor.
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