O toque mágico da hipnose Todas as respostas estão em nós Hipnoterapia A mente – pensamento, inteligência e memória, analisa os sinais dos sentidos, controla os movimentos do corpo e regula as funções do organismo, até ao ponto de fazer sentir sintomas de doenças imaginárias e curar o corpo de outras doenças reais. Por Marta Tavares * N uma simples sugestão hipnótica, a mente pode fazer com que a pessoa sinta frio ou calor ou, até, produzir bolhas sem que a pessoa tenha tocado num objecto quente, aliviar asma, dores, fobias, obsessões, medos, ansiedade, depressão, anorexia, insensibilizar partes do corpo para permitir operações cirúrgicas sem anestesia, e, até, controlar o sistema nervoso simpático para fe- char os vasos sanguíneos e parar o sangue de uma ferida. Por exemplo, se um menino é castigado de forma injusta repetidamente, ele irá somatizar o medo e o ressentimento em forma de enjoos, dores de barriga ou perda momentânea de memória para se converter em vítima e conseguir evitar os castigos. Se os seus pais se insultam e ameaçam separarse, a criança pode até ficar doente e com febre para chamar a atenção e mantê-los unidos. até aos 2 anos. Escondida, a ela perguntar à fadinha Diana chorar, enquanto o pai discutia se podia ajudá-la a estar mais com a mãe. Entregou-me mais concentrada na escola e também medo e ansiedade. Fomos aos a estar mais calma e relaxada no seis meses. Sentiu-se protegida dia-a-dia. «Ela diz que vai estar no colo da mãe. Deixei-a ficar. sempre comigo e que também Fomos finalmente ao não tenho que dormir período de gestação. com a luz do corOuvia os berros redor acesa», Apesar de ela do pai. Sentia explica-me a ter chegado que o pai não Maria. Degostava dela pois, pedi à a mim entupida e não tinha Maria para de medicação vontade de viajar para fizemos a primeira sessão, sair (o parto dentro do onde trabalhámos a foi induzido). corpo dela e concentração e Sentia-se proteperceber pora auto-estima gida na barriga da que é que ela timãe, por isso, deixei-a nha aquelas dores de ficar ali ficar durante alguns minucabeça. Rapidamente, respontos. Depois fomos até a um jardim deu-me: «Porque chorava muito». mágico para ela poder conhecer Confesso que nesse momento o seu anjo da guarda. Diz-me: não consegui conter as lágrimas. «É uma fada! Está aqui no meu No final da sessão ela estava raombro. Chama-se Diana!». No diante. Ainda fizemos mais uma seu rosto percebia-se como es- sessão, mas agora a Maria é uma tava radiante, eufórica. Pedi para menina calma e muito feliz. M aria (nome fictício), de 9 anos, chegou ao meu consultório com os seus enormes olhos azuis e tranças loiras até á cintura. Vinha vestida de preto, disse-me depois que gostava de andar assim. Era linda. Na altura, pensei, do que uma princesinha como ela poderia padecer? Depois de conversar com a mãe, soube do seu diagnóstico de hiperactividade, e por consequência, falta de concentração na escola e alguma ansiedade associada. O rendimento escolar estava muito fragilizado. Além disso, sofria de imensas dores de cabeça. Percebi mental As crianças recordam tudo PUB que, na escola, não existia nenhum cuidado especial com esta menina. Apesar de ela ter chegado a mim entupida de medicação, fizemos a primeira sessão, onde trabalhámos a concentração e a auto-estima. Na segunda sessão, voltou de vestido, onde fizemos uma regressão, fomos até aos seus 4 anos, altura da separação dos pais, sentiu muito medo e o coração batia imenso. Tinha medo que os pais não a quisessem. Sentia-se culpada por eles estarem zangados. Entregou-me o medo. Na sessão seguinte, voltou de cor-de-rosa. Fizemos uma nova regressão. Fomos Psicologia Hipnose clínica Hipnose de regressão PNL – Programação Neuro Linguística Coaching TVP – Terapia das Vidas passadas Medicinas Complementares (Reiki/Cura Reconetiva/Osteopatia/Acupuntura/Shiatsu) Depressão|Traumas|Fobias|Autoestima|Confiança| Perda de Peso| Deixar de Fumar|Stresse| Concentração/Aprendizagem|Memória Praça D. Maria II, Ed. Impala, n.º 146 loja 4 Vila Nova de Famalicão 91 1000 333/252 098 342 [email protected] www.terapiasdamente.pt O toque mágico da hipnose Em busca do carinho perdido A ntónio (nome fictício) chegou ao consultório com problemas de excesso de peso. Na primeira sessão percebi que tinha uma dificuldade enorme em dizer ‘NÃO’. Dizer ‘não’ significava pôr em risco o amor dos outros, o respeito ou aceitação dos outros. Se eu disser sempre ‘SIM’, as pessoas irão gostar mais de mim. A mãe de António morreu quando ele tinha 1 ano de idade. Cresceu com um pai que sempre o menosprezou, desvalorizando todas as suas conquistas e triunfos. Desde a escola até à idade adulta. Na pré-adolescência, António conheceu aquela que seria a sua madrasta e, mais tarde, a família cresceu, onde teve de 26 Terapias da Mente partilhar a atenção do pai, tare- toda a família recorria. António fa já tão difícil, com a chegada nunca falhava com as suas obrigado irmão mais novo. Cedo se ções. Fazendo tudo o que era percebeu que o Pedro urgente, mas poucas (nome fictício) sevezes importanria o príncipe da te. António Dizer não significasa. E, assim, confessou António cresque o mais cava pôr em risco ceu na sombra difícil para o amor dos outros, do irmão. No ele seria o respeito ou aceitação dos casamento as deixar de outros. Se eu disser sempre coisas não ‘atacar’ o ‘SIM’, as pessoas irão gostar foram melhor. armário à mais de mim Logo nos primeinoite. «Claro, ros anos a esposa deAntónio», dissesenvolveu uma profunda lhe eu, «é o único modepressão. A casa e os dois filhos mento que tem para si. Enquanto do casal passaram a ser responsa- não aprender a dizer ‘NÃO’, não bilidade quase total de António, será fácil deixar de recorrer à que mais parecia um bombeiro. comida no meio da noite como Tudo era urgente e era a ele que conforto». Trabalhámos a relação dele com o pai, com o chefe no trabalho. António estava feliz. A cada sessão chegava mais elegante e motivado. «Agora já digo ‘não’», contava-me. «Já digo o que sinto e o que penso. Gosto disto!». Na nossa última sessão fizemos regressão. Fomos até à infância, a vários momentos em que foi humilhado pelo pai. Entregou-me toda a humilhação e toda a dor. Terminámos numa viagem ao ventre materno. Todo o processo foi maravilhoso. Ver aquele homem de quase 50 anos, como um bebé, a sorrir e a chorar de tanta emoção. Claro que também chorei. Fomos ao momento do nascimento e ele olhou nos olhos da mãe como no seu primeiro encontro nesta vida. Tinha a alegria estampada no rosto. Visitámos vários momentos em que estiveram juntos, em que a mãe brincava com ele e lhe dizia que o amava muito. António despertou do transe feliz e saiu feliz. Nunca mais ‘atacou’ o armário da cozinha à noite. (*) Coaching pessoal e empresarial; PNL Hipnoterapia clínica e de Regressão Mestre de Reiki [email protected]