Boletim da Liga dos Antigos Seminaristas de Évora - Suplemento ao N.º 4584 de “a defesa” – N.º 27 – 2.ª Série – Évora, Agosto - Outubro 2012
BODAS DE OURO
Ainda hesitei no título a dar a esta nossa reflexão
pós Férias de Verão. Pensei chamar-lhe simplesmente
“recomeço”, mas achei um pouco banal. Pensando
melhor e atendendo a que deveria ser algo mais
marcante, pareceu-me que, de entre os vários “eventos
lasistas” ocorridos neste período, aquele que foi mais
especial (porque não repetível) foi o das BODAS DE
OURO.
Tivemos dois conjuntos de Bodas de Ouro: SACERDOTAIS e de entrada no Seminário de Vila Viçosa,
do CURSO DE 1962-63.
Três sacerdotes: Agostinho Crespo Leal, António
Fernando Marques e Donaciano Marques Afonso,
celebraram, festivamente, os 50 anos da sua ordenação
sacerdotal, nos dias 1 e 5 de Julho, respectivamente.
O Curso de 1962-63 celebrou, jubilosamente, as Bodas
de Ouro de entrada no Seminário, no dia 22 de Setembro.
Ao l o n g o d e s t e n ú m e r o d e E C O S DA L A S E
desenvolveremos, mais longamente, estas comemorações.
Também damos notícia de três celebrações de Bodas
de Prata Sacerdotais: P. Luís Manuel Cardoso Bairrada
e P. Joaquim Cardoso Pereira, da Congregação do
Preciosíssimo Sangue, no dia 28 de Julho, em Vila Viçosa
e do P. Moisés Janela Antunes, que irá celebrar os 25
de sacerdócio no dia 13 de Dezembro.
Também daremos conta das reuniões dos Cursos:
1968-69 (Comporta), 1969-70 (Mafra), 1945-46 (Lisboa),
1946-47 (Vila Viçosa) e do Encontro de Fátima e do
“Encontro-Convívio” dos sacerdotes e amigos em
Miuzela do Côa.
A nível eclesial não posso deixar de assinalar um
grande acontecimento da Igreja Universal, iniciado no
(Continua na pág. 6)
Bodas de Ouro - Curso de 1962-63
O dia 23 de Setembro nasceu molhado; mas, ao espreguiçar-se, empurrou as nuvens para os locais habituais, de tal modo
que só de vez em quando se abriam em bátegas de água. Nada
que perturbasse as viagens de carro, anteriormente programadas
e decididas, em direção a Vila Viçosa. Entre as 10h30 e as
12h00, cada um, sozinho ou acompanhado, lá foi chegando ao
Seminário de S. José, de Vila Viçosa, de olhos interrogadores,
quase inquisitoriais, tentando descobrir a que menino de 10 ou
11 anos correspondiam as rugas e a falta de cabelo ou o cabelo
branco dos que agora se apresentavam com os seus 60 ou mais
anos. Se lá houvesse pintores capazes de passar para a tela as
expressões de admiração que escorriam nas faces dos que iam
chegando, depressa se encheria um museu com arte viva e bem
contemporânea. A marca de água estava nas fotos antigas que
passavam de mão em mão e produziam aqueles aconchegos
emotivos: olha o Fitas e o Ganito, o Madureira, o Marques e o
Janela! E o Monteiro com aquele bigode e o Patacas, o Rufino,
o Cristóvão, o Cardoso, o Zé Luís, o Carlos Rosa, o Figueiredo,
o Inês Fernandes…e outros…até um número de dezassete,
como é que todos conseguem conservar traços que lhes dão
possibilidade de serem reconhecidos, apesar dos anos que lhes
pesam nos ombros?
A recordação dos muitos episódios em que cada um
foi protagonista, agora recontados como verdadeiros actos
de heroicidade, faziam soltar gargalhadas e dar abertura a
pensamentos mais abrangentes em que apareciam os nomes
dos prefeitos, dos vice-reitores e de alguns colegas cujos
comportamentos e atitudes tiveram o condão de imprimir caráter
nos destinos de cada um.
Foi familiar o encontro na Eucaristia e o almoço servido
no refeitório. Os passos dados nos recintos do recreio também
foram momentos propícios a matar saudades, até porque todos
se lembram das obras em que os cursos de 60-64 tomaram parte
para que o Seminário começasse a ter a cara que tem! E a visita
(Continua na pág. 2)
Bodas de Ouro - Curso de 1962-63
(Continuação da primeira página)
à actual Pousada D. João IV, tanto a parte monumental como
os jardins, outrora sede do Seminário Menor das Chagas, onde
tudo começou, que saudades reactivaram!
Um dos pontos altos destas
Bodas de Ouro, foi a colocação,
pelo Presidente da Direcção da
LASE, dos emblemas “dourados” da
LASE a cada um dos que puderam
estar presentes neste inolvidável
reencontro.
O curso de 1962-63 agradece
à direcção da Lase e ao Seminário
de Vila Viçosa o apoio logístico e
outras facilidades que permitiram
este encontro de resistentes.
Estiveram presentes: António
Castro Figueiredo, Lisboa; Cónego
António Fernando Marques, Évora;
António Joaquim Costa Braga, Évora;
António Joaquim Fernandes Pires,
Castelo Branco; António José Santos
Monteiro e filho, Mouriz (Paredes);
António Manuel Marques Janela
e esposa, Sabugal; António Marques Cardoso, Lisboa; Carlos
Alberto Caleço Rosa e esposa, Vila Viçosa; Carlos Alberto Carriço
Sabino, esposa, filho, nora e neto, Loures; Joaquim Casimiro
Gonçalves, Lisboa; Joaquim da Conceição Mochila Poeira,
Corroios; Joaquim da Silva Cristóvão, Lisboa; Joaquim Manuel
Ramalho Fitas e esposa, Montemor-o-Novo; José António Gila
Ganito, Mem Martins; José Luís Santos Duarte, Amadora;
José Manuel dos Anjos Marques e esposa, Guarda; Luís Inês
Fernandes, Lisboa; Cónego Manuel Maria Madureira da Silva,
Évora; Rufino Valente da Silva, Lisboa; Victor Manuel Toscano
Cunha, Castelo Branco.
Um feliz resistente (M)
REUNIÕES DE CURSOS
1946-47 (Vila Viçosa)
A 6 de Outubro, no Seminário de S. José, em Vila Viçosa,
reuniu o curso que, no dia 8 de Outubro, completava 66 anos
de entrada no Seminário.
Foi anfitrião o Cón. A. Lavajo Simões, de Aldeia da Ponte
(Sabugal) director espiritual do Seminário, e compareceram:
Elísio Gama, de Bogas de Baixo, Fundão, que foi capitão do
exército e professor em Vila Nova de Milfontes; o Dr. Francisco
Timóteo, de Mourão, que foi Conservador dos Registos Civil e
Predial, em Rio Maior; o Roberto Ratinho, de Bencatel, que foi
funcionário superior do Banco de Portugal, em Estremoz; o Dr.
José Joaquim Nicolau Manso, de Soito, Sabugal, que foi Chefe
2 “a defesa” - “Ecos da LASE”
de Departamento do Património e Director de Finanças na
Câmara Municipal do Porto; o P. António José Nabais Fernandes,
pároco de Sousel, Santo Amaro e S. Bento do Cortiço. O Elísio,
o Roberto e o Zé Nicolau trouxeram as esposas.
Do curso de 1947-48, esteve o Dr. José Antunes Leitão,
de Póvoa de Rio de Moinhos (Castelo Branco), licenciado em
Direito, actualmente voluntário nos Arquivos do Patriarcado;
de cursos mais novos, o P. Dr. Manuel L. Botelho, de Alfaiates,
Sabugal, licenciado em Psicologia Educativa e
História, ex-pároco de Samora Correia e anexas,
Alandroal e Terrugem; e Dr. Elói Pardal, licenciado
em Direito e inspector das Alfândegas.
Ao meio-dia, na Capela do Convento das
Chagas, D. Maurílio de Gouveia presidiu à Eucaristia
concelebrada pelos Cón. Simões, P. Nabais, P. Botelho
e P. Ricardo, vice-reitor actual do Seminário e na qual
participaram os actuais e os ex-seminaristas e esposas.
A seguir, esperava-nos o almoço no restaurante
“Os cucos”, na Mata, junto à fábrica de S. Paulo,
fazendo o percurso a pé, para recordar velhos tempos.
Finalmente, reunimo-nos numa sala do
Seminário dos Agostinhos, onde revivemos episódios
da nossa passagem por esta casa de formação
cultural, religiosa e humana, que nos últimos anos
sofreu importantes obras de beneficiação, com
enormes encargos financeiros para a Arquidiocese de
Évora. Atendendo a esta realidade, foi feito um apelo
para que todos os antigos alunos contribuam com generosidade
para amenizar a grande dívida contraída.
P. A. J. Nabais
REUNIÕES DE CURSOS
1968-69 (Comporta)
No dia 22 de Setembro de 2012, realizou-se na Comporta
mais um encontro do curso de 1968/69. Apenas mais um ano e
mais um encontro…!? Nada disso. Cada ano e cada encontro
vão sendo únicos e irrepetíveis. Por isso, vale sempre a pena a
salutar “reincidência” porque, em abono da verdade, trata-se do
reencontro de quem, durante tantos anos, andou por caminhos
separados e que, recentemente, recomeçou a conhecer-se e a
cultivar a amizade. Efectivamente, são reencontros frutuosos e
é, com enorme alegria, que vamos revendo amigos e, porque
sabendo a pouco, ficamos logo com a “saudade” que o próximo
encontro aconteça.
Deixada esta breve nota, vamos lá então registar e relatar a
“ocorrência”.
Em primeiro lugar, quem esteve presente: o Alberto
Rodrigues, o António José Brotas e esposa, o Carlos Janela e
esposa, o Domingos Lopes e esposa (acompanhados pelo casal
amigo, Arnaldo Azevedo e Natália Oliveira), o José Costa e
esposa, o Rui Micaela e esposa e eu, como anfitrião, e esposa.
Tivemos a honra de contar com a presença do Cónego
Fernando Marques e do sempre disponível lasista António
Braga. Lamenta-se quem não tivesse a possibilidade de
comparecer, mas que, ainda assim, não quis deixar nota dessa
impossibilidade. Para o ano, cá os esperamos, para, como diz a
canção brasileira, aquele abraço.
Adiante. Como combinado, cerca das 11h00, lá estávamos
todos no largo Igreja da Comporta. Após alguns minutos dos
habituais cumprimentos de reencontro, fizemos uma pequena
caminhada a pé e aproveitando para pôr a conversa em dia,
fomos visitar o Museu do arroz, que fica situado à entrada
da Comporta e instalado no edifício onde anteriormente
funcionou, durante muitas décadas, a fábrica de descasque deste
indispensável cereal, cultura de há muito predominante nesta
região e que continua a estender-se em
extensas várzeas de arrozais com mais
de 800 hectares, entre as localidades
de Carvalhal, no concelho de Grândola,
e a de Carrasqueira, já bem dentro do
concelho de Alcácer do Sal.
Apesar de, por razões de falta de
tempo, a visita ao Museu não tivesse
durado o tempo que este merecia, ainda
assim deu para conhecer e compreender
as características e a evolução desta tão
antiga e tão importante cultura para a
economia desta região.
De volta à Igreja, pelas 12h00,
realizou-se a celebração da Eucaristia,
presidida pelo Cónego Fernando
Marques e concelebrada pelo Pároco
da Comporta, Pe. Adalberto Saraiva. Mais uma vez, tratou-se do
momento alto do nosso reencontro, pelo significado e conteúdo
que encerra.
Reconfortada a alma, o nosso encontro não poderia faltar
sem o conforto do corpo: o almoço que, pelas 13h00, decorreu
num Restaurante localizado mesmo no centro da aldeia e com
um ambiente e comodidades aprazíveis, para além dos saborosos
pratos típicos desta região privilegiada que tem como vizinhos
o Oceano Atlântico e o estuário do Rio Sado. O almoço contou
ainda com a presença do Pároco da Comporta e do seminarista
Rui Simão, que se encontrava a realizar o seu estágio pastoral
nesta Paróquia. Foi um almoço que se prolongou até cerca das
16h00, o que serviu, recatadamente, para um convívio intenso
e animado, como não poderia deixar de ser. Bons e alegres
momentos, sem dúvida, e onde não faltaram os “universalmente
afamados” licores do Cónego Fernando
Marques.
Mas ainda havia mais para fazer.
Como programado, seguimos para Tróia,
para a visita ao complexo arqueológico
das Ruínas Romanas. A visita guiada a
este vasto acervo arqueológico, conduzida
pela reconhecida arqueóloga Inês Vaz
Pinto, revelou-se muito interessante
e esclarecedora e que permitiu ficar a
conhecer, com algum detalhe, um dos mais
importantes monumentos nacionais, que
caracteriza a ocupação e actividade da
civilização romana na Península Ibérica.
Como a vista durou cerca de 2 horas,
já o final do dia estava a chegar, o que, com
pena nossa, levou alguns a regressarem a
casa, dada a hora tardia. Ali nos despedimos
de quem teve de regressar, com o forte
abraço do próximo reencontro.
Para os que ainda puderam ficar, aproveitou-se para abraçar
o entardecer no novo empreendimento turístico do troiaresort,
que incluiu a subida ao terraço, no último piso (15.º) de um
dos hotéis, fruindo, daí, de uma vista periférica de 360º, com
uma beleza deslumbrante, da Península de Tróia, do Oceano
Atlântico e suas extensas praias, da Serra da Arrábida, da cidade
de Setúbal e do estuário do Rio Sado. Valeu mesmo a pena,
acreditem!
Ainda continuámos por mais algum tempo para visitar
a Marina e o Casino de Tróia. Finalmente e já com a noite a
cair, despedimo-nos, com a promessa e a vontade do próximo
reencontro que, para o ano, terá o José Costa como anfitrião e
que, eventualmente, se realizará em Mértola.
Resta-me agradecer a vossa visita e companhia que,
francamente, muito me alegrou. Até para o ano, bem hajam e
um grande abraço.
António Manuel Pereira
3 “a defesa” - “Ecos da LASE”
REUNIÕES DE CURSOS
1969-70 (Mafra)
O Curso de entrada no Seminário de Vila Viçosa em
1969-70, mais uma vez se reuniu. Conforme combinado,
anteriormente, este ano realizou-se o nono encontro na Região
de Lisboa, mais propriamente em Mafra, no passado dia vinte e
nove de Setembro. Estiveram na organização deste encontro, o
P. Jorge Matos, coadjuvado pelo Alberto Meliço e José Cunha,
que para além do objectivo principal que é “encontrarmo-nos”,
também se procurou proporcionar uma jornada de convívio
turístico e cultural.
Depois da concentração junto ao Palácio Nacional de
Mafra, os organizadores deram as boas vindas a todos os participantes neste convívio e recordaram o programa para
aquele dia. Realizou-se uma visita guiada ao Palácio e
à Biblioteca, o que nos permitiu conhecer um pouco da
história da construção deste Palácio no reinado de D. João
V, em cumprimento duma promessa, bem como o Convento
anexo ao Palácio. Esta visita foi realizada em dois grupos e
de forma gratuita, devido à gentileza do senhor Director do
Palácio e às Guias que nos acompanharam na visita, que foi
do agrado de todos.
Seguiu-se o almoço, que é sempre um momento de grande
confraternização e muita animação, num dos restaurantes
locais. Da parte da tarde seguimos para o Sobreiro, localidade
perto de Mafra, na estrada para a Ericeira, para a agradável
visita à Aldeia Turística, do grande oleiro José Franco, já
falecido, que nos permitiu observar a vida das pessoas e das
famílias nas várias profissões, tudo em miniaturas, fazendo
lembrar um pouco o “Portugal dos pequeninos”, em Coimbra.
Regressámos de novo a Mafra para visitar a imponente e
majestosa Basílica que, no presente, serve de local de culto
paroquial e que àquela hora estava disponível.
Foi um dia muito preenchido e do agrado de todos os
que participaram. Talvez não tenha existido muito “tempo”
para mais confraternização, para conversarmos das nossas
“coisas”. Talvez, de futuro, se possa ter em atenção este
aspecto, que é também importante. Mas temos procurado
aliar a parte de convívio à parte cultural, não pretendendo
4 “a defesa” - “Ecos da LASE”
que estes “encontros” sejam sempre da mesma forma. Assim, o
anfitrião de cada ano procura oferecer o que de melhor existe,
sendo também uma forma de conhecermos melhor este nosso
Portugal, à beira mar plantado!
Participaram neste encontro, para além de alguns familiares
e amigos que os acompanharam, os seguintes elementos deste
curso 69/70: Adão Silva, Valongo; Artur Domingues, Viana
do Castelo; Ezequiel Gomes, Brandoa (Amadora); Joaquim
Adriano, Paul (Covilhã); P. Jorge Matos, Évora; José Alberto
Vieira, de Newark (EUA); José
Cunha, de Paço de Arcos; José
Fernando Lage, Cabeceiras de
Basto; Raúl Oliveira, Avanca; Salvador Saruga, S. Bento do Cortiço
(Estremoz); Alexandre Duarte,
Póvoa de Lanhoso; Rui Madeira,
Barbacena; Alberto Meliço,
Odivelas; Alberto Rodrigues,
Montijo.
Comunicaram-nos a sua
ausência, por motivos de saúde ou
outros motivos, o Joaquim Paula,
do Sabugal, o Vítor Mendes, do
Marco de Canavezes, o Caçador,
de Odivelas e o Vítor Brotas, de
Lisboa.
O próximo “Encontro-Convívio” ficou marcado para 28
d e S e t e m b r o , e m Va l o n g o ,
sendo organizador o Adão Silva.
Já ficaram marcados os dois
seguintes: 2014, na região de
Monforte-Barbacena e em 2015,
na zona de Cabeceiras de BastoPóvoa de Lanhoso. Fazemos um apelo para que alguém da
zona de Proença-a-Nova se prontifique a organizar ali um
futuro “Encontro”!
Um abraço a todos e até Valongo 2013.
P. Jorge Matos
Encontros Regionais
1945-46 (Lisboa)
Realizou-se no passado dia 29 de Setembro, nas instalações
do Externato São Vicente de Paulo, em Lisboa, o encontro anual
dos “meninos” que em 1945 deram entrada no Seminário de Vila
Viçosa.
A organização do “Encontro” esteve a cargo de Pinho
Neno que, em face de no dia 6 de Outubro se comemorar o
cinquentenário da fundação do Colégio de Campo Maior, de que
Manuel Herculano foi o primeiro director, resolveu antecipar a
sua data de oito dias, tendo o acordo de todos os colegas.
Estiveram presentes, acompanhados das suas esposas,
António Ascensão, Domingos Barroco, Elísio Gama, Pinho Neno,
Manuel Herculano e Abel Brás, este também acompanhado
do filho, Luís Pelicano e os irmãos José e Manuel Cabaços
apresentaram-se sós, enquanto João Farinha se fez acompanhar
da filha, do genro e da neta.
Aos dez “meninos” presentes de corpo e alma associaramse, via ondas hertzianas, e justificaram a sua ausência Adriano
Chorão, Teixeira Lorido, Ernesto Campos, António Ribeiro Lobo,
Manuel Rodrigues Reis, Manuel Marques Alegria, Joaquim do
Carmo Ribeiro, Manuel Gonçalves Clemente e Manuel Joaquim
Gabriel.
seus – “Vamos fazer Portugal” e “O Homem Enlouqueceu” –,
ambos inspirados nos acordes em tempos idos arrancados à
viola por Fernando Pina e adequados ao momento de crise que
o País atravessa.
Sendo o momento de Poesia, foi passada a palavra a Domingos
Barroco, que recitou três poemas da sua autoria inspirados em
factos por si vividos intensamente, incluindo a passagem pelo
Seminário e o falecimento do irmão, o Padre José Luís Barroco.
Seguiram-se o recital de Poesia de Salomé Guerreiro e a
interpretação musical de Fernando Pina, após o que foi servido
o almejado almoço, em animado ambiente de fraternal convívio
e… algum apetite.
Quase no fim, o grupo recebeu a visita da Directora da
Instituição a quem, depois de sentida mensagem de esperança
e de humanismo por si transmitida, Fernando Pina proporcionou
um radioso momento de iniludível satisfação com a interpretação
da canção sobre Jesus, que o Padre Zezinho celebrizou.
A finalizar, Manuel Herculano agradeceu a disponibilidade e
compreensão dos colegas presentes e sugeriu que um voluntário
se manifestasse para organizar o encontro do próximo ano no
primeiro Sábado de Outubro. O voluntário surgiu e o encontro
realizar-se-á nas Caldas da Rainha.
José A. Pinho Neno
ALMOÇOS LASISTAS DO NATAL
A abrir a sessão, Pinho Neno fez a evocação dos colegas
que já partiram, com especial referência a Rui Metelo de Pina,
falecido a 31 de Maio último.
De seguida, expôs as razões da opção pelas instalações do
Externato para a realização do Convívio, esclarecendo que se
encontram afectivamente ligadas às actividades ali desenvolvidas
no âmbito do Projecto da Escola Cultural – um projecto
pedagógico da autoria de Manuel Ferreira Patrício, também
ele ex-aluno do seminário de Vila Viçosa. Esclareceu ainda
que, extinto pelo Ministério da Educação em 1990 o referido
projecto, foi ali que, se realizou a Assembleia Constituinte da
AEPEC (Associação da Educação Pluridimensional e da Escola
Cultural), de cuja Direcção o Prof. Patrício é Presidente e por
cujo empenho e dedicação na defesa do modelo humanista e
personalista de escola falam as actas, entretanto publicadas, dos
Congressos realizados pela AEPEC na Universidade de Évora.
No prosseguimento da palavra, Pinho Neno fez a
apresentação de Salomé Guerreiro e de Fernando Pina, dois
artistas por si convidados para abrilhantarem o convívio,
aproveitando o momento para ele próprio recitar dois poemas
REGIÃO NORTE: Dia 15 de Dezembro, Porto –
Restaurante “Rainha do Carmo/Café Carmo”, Praça Carlos
Alberto, 108/110. Programa: 12.30h - Concentração; 13.00h
- almoço.
Contactos: Cerqueira Fernandes – 226 062 116; 960 151
937; email: [email protected]; Domingos Lopes: 253 811 992; 917 818 194; email: eldofaril@
sapo.pt; Albino Pereira: 255 649 154; 917 549 273; email:
[email protected].
REGIÃO SUL: Dia 15 de Dezembro, Évora.
Convidam-se todos os lasistas e seus familiares para o
almoço de Natal, no Seminário Maior de Évora, que contará
com a presença de D. José Alves, arcebispo de Évora.
O programa será o seguinte: 11.45h - Início do convívio
no átrio do Seminário; 12.00h - Eucaristia na Capela do
Seminário; 13.00h - Almoço.
Agradece-se a quem queira, que traga um bolo ou um doce.
Faz a tua inscrição e acompanhantes para o Delegado
Regional, António J. Braga – 266 702 725; 964 256 403 ou
para o email [email protected].
NOTA: O novo site da LASE é: http://ipernity.com/lase
5 “a defesa” - “Ecos da LASE”
ENCONTRO DE FÉRIAS CÔA 2012
O encontro de férias, que os padres naturais de RibaCôa, a exercer o seu ministério na Arquidiocese de Évora,
realizam no mês de Agosto, tem já uma longa história.
pessoas, metade das quais são bispos, sacerdotes e diáconos.
A estrutura base está sempre montada na propriedade da
família do Padre José Morais Palos, e são os seus familiares
Tendo começado por juntar um pequeno número para tomar
um banho no rio e almoçar à sombra dos pinheiros, foi
crescendo e ganhando estruturas maiores ao ponto de, nestes
últimos anos, juntar sempre à volta de sessenta ou setenta
e amigos, também eles a passar férias naquele lugar por
esta ocasião, que proporcionam os principais meios para a
realização do encontro.
Entretanto, nos últimos anos, este evento tem também sido
aproveitado para festejar os jubileus da ordenação sacerdotal
dos padres naturais da região. Havendo estes aniversários,
têm sido os próprios a propor-se para “mordomos da festa”
custeando as despesas do almoço. Foi assim que os Padres
António Fernando Marques e Agostinho Crespo Leal, que
celebram os seus cinquenta anos de sacerdócio, e o Padre
Moisés Janela Antunes, que celebra vinte e cinco anos a 13
de Dezembro, se constituíram os responsáveis pelo encontro
deste ano, que decorreu na segunda quarta-feira de Agosto,
dia 8, e foram também eles homenageados por todos os outros
colegas presentes.
O encontro começou com a celebração da Eucaristia
em Badamalos, terra natal do Padre Agostinho, na Igreja
Paroquial, recentemente restaurada. Pelas onze horas todos
se congregaram para homenagear o Padre Agostinho. Presidiu
o senhor Arcebispo de Évora, D. José Alves, e concelebraram
o senhor Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, também ele
um frequentador assíduo destes encontros, o Bispo eleito
D. António Moiteiro e cerca de três dezenas de sacerdotes,
a maior parte dos quais oriundos das aldeias próximas.
À homilia, o Padre Agostinho deixou falar o seu coração e
deu a todos um belíssimo testemunho da sua vida sacerdotal ao
longo destes cinquenta anos. A eles associou a sua família, os
colegas aniversariantes e todos os outros, membros do mesmo
presbitério de Évora.
Seguiu-se depois o almoço na outra margem do rio Côa,
o rio que separa e une ao mesmo tempo, como testemunham
os acontecimentos da história. Nestes encontros, o Côa tem
contribuído para unir a todos os padres que, no mês de Agosto,
aproveitam para repousar nas suas terras e também outros que,
da Diocese da Guarda e de Évora, se juntam aos anfitriões em
ambiente de descontracção e amizade.
Para o próximo ano não haverá celebração de jubileus, mas
está assegurada a mordomia pelos Padres António José Nabais
Fernandes e António José Esteves Fernandes, ambos de Aldeia
do Bispo, prevendo-se o encontro para o dia 7 de Agosto de
2013.
BODAS DE OURO
(Continuação da primeira página)
dia 11 de Outubro, do corrente ano e que se prolongará
até ao dia 24 de Novembro de 2013: ANO DA FÉ. É uma
oportunidade para todos os cristãos católicos aprofundarem
a sua fé, assente na fé da Igreja e apoiada nos dois pilares:
Concílio Vaticano II (1962-65), que não está ultrapassado
e Catecismo da Igreja Católica (1992) que, segundo
o Papa Bento XVI, é uma “peça fundamental” para a
evangelização e para o desenvolvimento dum espírito de
“comunhão” à volta da mesma fé. O Santo Padre pretende
que o “Ano da Fé” seja uma “aposta decidida da Igreja
Católica num maior desenvolvimento das comunidades
católicas no anúncio do Evangelho” e que não seja só tarefa
dos sacerdotes e dos bispos.
Propõe-se uma ”nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, que é o tema principal da 30.ª
Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, reunido em Roma
desde o dia 8 de Outubro. A “Nova Evangelização” não
será “nova” no conteúdo, mas nos métodos, caminhos e
dinâmica, como recomenda Bento XVI: “A Igreja católica
deve recuperar ‘o entusiasmo de comunicar o Evangelho’
à imitação do seu Mestre Jesus Cristo que disse ‘Eu sou o
Caminho, a Verdade e Vida”.
Termino esta reflexão, saudando todos os lasistas e
suas famílias, especialmente aqueles que participaram em
todos estes “eventos lasistas”. Envio um agradecimento
muito sincero a todos aqueles que quiseram associar-se,
pessoalmente ou enviando mensagens de amizade, às
comemorações das minhas Bodas de Ouro (1 de JulhoÉvora; 11 de Agosto-Baraçal).
Padre Fernando Marques - Presidente da Direcção
P. José Morais
6 “a defesa” - “Ecos da LASE”
BODAS DE OURO sacerdotais
(Continuação da página 8)
A segunda parte das comemorações decorreu na Messe dos
Oficiais (Convento da Graça) com o jantar e lançamento do livro
do Padre Agostinho “Aprender com o doente - A espiritualidade
na alma alentejana“ e passagem de retalhos da vida apostólica
do homenageado desde Moçambique até Évora.
A terminar esta “Crónica” ainda recordo que estas comemorações se prolongaram:
No dia 8 de Agosto em Badamalos (Sabugal) - terra natal do P.
Agostinho, houve uma solene eucaristia presidida pelo arcebispo
de Évora e concelebrada por D. Manuel Felício, bispo da Guarda,
D. António Moiteiro, bispo nomeado e muitos sacerdotes das
dioceses da Guarda e de Évora.
Podemos dizer que a festa continuou nas
margens do rio Côa, conforme notícia noutro
local dos ECOS.
No dia 11 de Agosto, foi o Baraçal (Sabugal), terra natal do Padre Fernando, que
quis homenagear o seu conterrâneo. Por volta
das 11 horas a igreja paroquial encheu-se para
a solene eucaristia presidida por D. José Alves,
por expressa delegação do bispo da Guarda,
D. Manuel Felício, também presente. Muitos
sacerdotes de Évora e da Guarda também
quiseram associar-se.
De tarde decorreu o almoço-convívio num
restaurante do Sabugal com muita alegria e
animação.
Encontro de Fátima
(Continuação da página 8)
e a importância dos antigos alunos dos Seminários portugueses
na sociedade e na Igreja, ocupando os mais variados cargos,
alguns de grande responsabilidade. Recordou também o
FÒRUM que se realizou em Lamego e no qual participaram seis
lasistas com uma “comunicação” nos dias 22 e 23 de Setembro
do Delegado do Norte, Albino Pereira.
Antes do final da reunião, o Presidente da Direcção propôs
o Cónego Dr. Sebastião Martins dos Reis, ilustre professor
do Seminário Maior de Évora durante muitos anos e eminente
escritor e “especialista” de Fátima, como o “homenageado”
para 2013.
Por volta das 12 horas, fomos até à igreja do Centro
Catequético onde participámos na eucaristia presidida pelo
Cón. Fernando Marques, acolitado pelo Elias Mira. À homilia
foram colocados à reflexão de todos dois pontos extraídos da
liturgia: aceitação da cruz da vida e a aceitação de cada um
das suas responsabilidades e não as atirar para um qualquer
“bode expiatório” e a disponibilidade para “servir” os outros, especialmente, os mais necessitados. Dentro do Ano
da Fé o Presidente da
assembleia celebrante
lembrou que não basta
professar oralmente a
fé, é necessário concretizá-la em obras.
Terminada a eucaristia, o almoço já nos
esperava para retemperar
as forças despendidas
que também foram revigoradas com os “tradicionais licores” e cantares alentejanos.
A jornada lasista
terminou no recinto da
Cova da Iria com a reza
do terço, debaixo da colunata sul, não só dando cumprimento
ao pedido de Nossa Senhora, mas também para rezarmos por
todas as intenções: individuais, lasistas e da Igreja universal.
Para o próximo ano o Cónego Fernando propôs que o terço
fosse rezado nos Valinhos, com prévia visita à igreja paroquial
de Fátima, onde os pastorinhos foram baptizados.
Estiveram presentes: Abílio Dias, Povoa de Santo Adrião;
Albino Joaquim Pereira e esposa, Fornelos (Cinfães); Amílcar
Gomes Gonçalves, Caneças; António Aparício Sardinha e
esposa, Tomar; António Dionísio Carvalho Pinheiro, esposa e
cunhada, Queluz; Cónego António Fernando Marques, Évora;
António Joaquim Costa Braga, Évora; António José de Mira
Geraldo e esposa, Belas; Bernardino Fernandes dos Santos e
esposa, Póvoa de Varzim; Domingos Barbosa Lopes e esposa,
Barcelos; Elias Maria Mira, esposa, irmã e cunhado, Évora;
José Francisco Caixinha e esposa, Pombal; Lourenço Ribeiro
Bandeiras, Riachos; Manuel Nunes da Fonseca, Tarouquela
(CNF); Mário de Ascensão Louro, Turquel; Mário Simões Dias,
Coimbra; Luís Matias, representante da UASP.
7 “a defesa” - “Ecos da LASE”
BODAS DE OURO sacerdotais
Como já havíamos informado no último número de ECOS DA
LASE, os sacerdotes: Agostinho Crespo Leal, António Fernando
Marques e Donaciano Marques Afonso (Curso de 1950-51)
celebraram as BODAS DE OURO SACERDOTAIS ocorridas no
dia 1 de Julho de 2012.
Os Padres Donaciano M. Afonso e Fernando Marques
celebraram-nas no próprio dia 1 de Julho, nas respectivas
comunidades paroquiais (Campo Maior e Évora) e o Padre
Agostinho celebrou-as no dia 5 de Julho com a comunidade
hospitalar de Évora, sendo todas elas presididas pelo arcebispo
de Évora, D. José Alves.
O Padre Donaciano que
há cerca de 40 anos tem a seu
cargo o concelho de Campo
Maior, centrou a celebração na
igreja matriz (Nossa Senhora da
Expectação), que foi pequena
para conter as muitas dezenas
de amigos, paroquianos e
familiares que, pelas 11 horas,
quiseram associar-se nesta
comemoração tão jubilosa que
teve o seu prolongamento da
parte da tarde, no almoço convívio realizado no restaurante das Piscinas.
Da parte da tarde, pelas 18 horas, foi a vez do Padre
Fernando se juntar a todos aqueles que com ele quiseram
celebrar este evento tão especial e que vieram das várias
paróquias: Sé, Granja, Nossa Senhora da Tourega (Valverde
e S. Brás do Regedouro) e S. Mamede, etc. É de salientar o
numeroso grupo de lasistas, alguns
dos quais vieram da zona Norte e
muitos membros do Apostolado da
Oração.
A cerimónia decorreu na Sé
porque a igreja de S. Mamede era
incapaz de conter todos aqueles que
quiseram associar-se.
As comemorações continuaram
num restaurante nos arredores de
Évora, havendo oportunidade não
só para o saboroso repasto mas
também para o convívio e fruição de
cantares alentejanos, poesia, discursos e muita alegria.
O Padre Agostinho embora não esteja inserido numa
comunidade paroquial, pois a sua
acção pastoral tem sido centrada
no Hospital Distrital de Évora,
ao longo de muitos anos, foi
homenageado por essa mesma
comunidade composta por todos
os agentes da saúde, além dos
muitos amigos e familiares. Pelas
18 horas o arcebispo de Évora, D.
José Alves presidiu à eucaristia na
capela do hospital que foi muito
pequena para receber todos os que
quiseram associar-se nesta festiva
comemoração.
(Continua na página 7)
Encontro de Fátima
O dia 20 de Outubro amanheceu radioso, depois das
promissoras e desejadas chuvas do Outono. Conforme
programação do Calendário das actividades da LASE para
este ano de 2012, o último “Encontro” lasista estava reservado
para Fátima, como solene e digno “encerramento” de todas as
actividades. Apesar dos múltiplos apelos e apesar de ser no
espaço sagrado do “altar do mundo”, concretamente, no Centro
Catequético de Nossa Senhora de Fátima, o número dos que
responderam à chamada não foi muito numeroso, mas mesmo
assim um grupo de aguerridos e animados lasistas quiseram
comparecer representando todos os outros que não puderam.
O Programa foi o habitual: depois do tempo para os
cumprimentos e troca de impressões, reunimo-nos numa das
salas do Centro Catequético. O Delegado Regional Mário
Louro saudou todos os presentes e agradeceu a sua vinda
mesmo com algum sacrifício. O Presidente da Direcção, Cón.
Fernando Marques também manifestou a sua alegria por estar
ali com tantos lasistas.
8 “a defesa” - “Ecos da LASE”
O Delegado Regional recordou a feliz ocorrência das
Bodas de Ouro Sacerdotais do Cónego Fernando Marques
que ao longo de dez anos, tem manifestado tanto interesse
e generosidade pela LASE e como prova de gratidão e de
amizade, em nome de todos os lasistas, entregou-lhe uma
placa gravada que diz: “BODAS DE OURO SACERDOTAIS
- CÓN. ANTÓNIO FERNANDO MARQUES. 1/7/1962-2012.
Lembrança da LASE. DEUS SEJA LOUVADO”. O Presidente
da Direcção agradeceu, reconhecido, a oferta e reiterou a sua
disponibilidade em prol da LASE.
O Dr. Francisco Matias, membro activo da UASP manifestou
a sua alegria por se encontrar neste convívio lasista declarando
que se sentia como se fosse em “casa”. Falou largamente
sobre a fundação, estrutura e objectivos da UNIÃO, evocando
o Congresso dos Antigos Seminaristas, em Fátima, que se
debruçou sobre o número (mais de cem mil durante o século XX)
(Continua na página 7)
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2012 Agosto/Outubro