Ano IX - NA 67 - JULHO/1987 - SrfNTA MAHIA OA VITfifllA-QAHlA -
C2$ 10eOL
GRUTff DO PODRE. D TERCEIRO MOIOR DO BROS/
jáiTÕrtlCO DA GaiTA NOSSA SENHORA APAflECIDA (GRUTA 00 PADRE)
Descoberta em lè':'dé agosto de 1914 por uni
grupo de caçadores e raeleiros, constituído por Catarlno . I Machado, 3{£ino José
Machado, Dlonísit, ranclsco dos Santos,
Chico de üedão ^Esuavao de Joana da Europa. Nos anos de 1915 a 1917 a romaria de
peregrinos j
va pela floresta adentro, montados
imais ou carros-de-boi
para irem re
ãra Nossa Senhora Apare-*
cida.
Em 15 de agosfep^tte. 1915, na presença de
vários coroneis^-do Sertão baiano, entre
eles o Gel, Francisco Joaquim Flores, Gel,
Sruno Martins da Cruz, Domingos Prado e o
Gap, Antonino José Srandão, foi celebrada
a primeira missa sob a invocação de Nossa
Senhora /^parecida,
0 pessoal da região tem várias lendas de
milagres ocorridos na gruta. Conta-se de
pessoas que foram curadas de doenças incu
réveis; de ume mulher que caiu num dos
abismos e por milagre não sofreu nenhuma
fratura.
Na década de 50, os frades franciscanos.
Frei Tiago, Frei Anselmo e Frei Paulo vql
taram a intensificar as romarias no local.
Os carros-de-boi voltaram a ranger seus
cânticos em louvor aos cúus, levando pere
grinos à procura de curas e pare pagamento de promessas.
Na década de 60, o Padre Rodolfo fez nova
tentativa de manter acesa as peregrinações
de fé. Deste período, consta-se a lenda
de uma louca que vivia em Santo Antônio.
A mesma ficou perdida (sumida) do Município por 15 dias e todos já davam-na
por
falecida: onça já teria devorado a mesma.
No lôB dia, ela apareceu dizendo que tinha ficado na Bruta e que uma vaquinha en
trava dentro da gruta todos os dias, para,
amamentá-la.
Esquecida pelo Igreja Católica, a gruta
ficou sem ser visitada por muito tempo, a
não ser por um ou outro curioso que untra
va apenas até uns 500 metros.
Em abril de 1971, o Jornal "0 RURAL", da
região, publicou um artigo do Dr. Manuel
Cruz, historiador da Região, sobre a necessidade de levantamentos de arqueologia,
antropologia, etqpografla e eapeleologia.
Da década de 70 até o ano 1985, a Gruta
ficou no esquecimento. Era fevereiro de
1986, levado por informações do Baiano,
o GRUPO BAMBUl Dt PESQUISAS ESPELE0LÍ3GIGAS
fez sua primeira expediçioxà Gruta. Desço
briu-se logo nos primeiros levantamentos
que se tratava de uma das maiores grutas
'do Brasil. Em Julho do mesmo ano, novamen
te o GRUPO amWl fez outra expedição,
cujas explorações levaram o "SISTEMA NOSSA
SENHORA ^>AfiECI0A,, ou "SISTEMA DO PADRE"
para o terceiro lugar em desenvolvimento
ou tamanho na horizontal, no Brasil,
(Texto elaborado pela equipe da
0P£R/Ç7\D TATUS IL-Experimento de
Permanência Subterrânea. A equipe
estará explorando a Gruta em Julho
deste ano, 0 dossiê completo da
Gruta encontra-se na Casa da Cultura
"Antônio Lisboa de Morais"/Biblioteca Campeslna - à disposição do
povo. Na Campesina serão realizados
as palestras proferidas pelo equipe
da OPERAjflü TATUS II)
SINOPSE PRELIMINAR 00 CENSO AGROPECUÁRIO - BA - CORIBE
• •#•»•« •♦♦«**íí5«»«**««*»*<*«<»****i*#******«***<* >♦■»•*•*••**«•*•••»••**«»**♦•*•••»•♦•«♦**♦♦•♦»**••♦**•*****• ••*•*•♦**♦**♦•*•*♦•••••♦•♦••
ESTABELECIMENTOS.
ÁREAS TOTAL E DAS LAVOURAS PERMANENTES E TEMPORÁRIAS, PESSOAL OCUPADO. TRATORES E EFETIVOS DE BOVINOS.
SJJTNDS E AVES, SEGUNDO A CONDIÇÃO 00 PRODUTOR E GRUPOS OE ÁREA TOTAL
•
•
*
#
* ESTABELE-*
«
4
* CTMENTOS *
*
*
CONDIÇÃO DO PRODUTOR
GRUPOS DE ÁREA TOTAL
•
»
»
*
*
ÁREA DAS LAVOURAS (HA) ♦
•
•
EFETIVOS
(NUMERO DE CABEÇAS)
*
• PESSOAL •
•
»««•«•♦»«»*♦•»**«»»*♦»•«»••
«TRATORES***********************************
«
•
• OCUPADO ♦
»
•
•
.
«PERMANENTES * TEMPORÁRIAS*
' *
*
BOVINOS
*
SUÍNOS
*
AVES
ÁREA
TOTAL
(HA)
*•
•
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«
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TOTAIS
2 33&
aen-TI93
207
IO 466
9 327
13
80 424
11 518
71 720
1 8€0
17
78
249
5
26
MO OIT
5 455
569
6 258
5 764
3 119
198
3
2
2
1
-
9 027
67
231
807
121
212
8 163
63
216
779
17
89
13
-
75 173
259
498
1 803
1 771
920
IO 026
45
349
60 737
213
2 382
---
416
IM*
21
874
1 311
-
1 876
1 307
11 430
,-..
2
22
189
203
O
22
537
1 303
O
2
5
14
O
17
369
487
4
65
537
705
-
8
38
503
1 327
1
76
549
681
69
694
5 202
5 465
t 357
51 765
109
4 575
5 281
-
28 989
6 963
42 089
336
575
446
4 556
17 941
29 267
21
34
54
838
1 777
1 959
1 174
2 247
1 860
-
3 915
11 298
13 776
1 444
2 989
2 530
9 353
18 790
13 946
427
103 381
69
4 264
2 410
1
37 150
3 014
17 107
218
156
53
26 990
44 756
31 535
IO
37
21
1 761
1 699
804
1 154
974
282
1
12 949
16 584
7 617
1 485
1 209
320
8 331
7 070
1 706
1 000 A MENOS DE 10 000. ...
SI
86 657
6
743
268
4
IO 438
234
1 094
1 OOO A MENOS DE 2 OOO...
2 000 A MENOS DE 5 000...
5 000 A MENOS DE 10 000. .
17
11
5
21 867
32 642
32 148
4
1
1
178
215
350
122
62
84
1
1
2
4 437
4 424
1 577
167
24
43
747
262
85
H
12 S2S
-
IO
56
8
1 971
1
H7 525
-
IO
56
8
1 971
1
-
-
1
-
"
CONDIÇÃO DO PRODUTOR
PROPRIETÁRIO..
ARRENDATÁRIO
PARCEIRO
OCUPANTE..
OUTRA CONDIÇ&D
SEM DECLARAÇÃO
1 OOI
4
93
7 799
120
469
»
GRUPOS DE ÁREA TOTAL (HA)
MENOS DE 10
MENOS DE 1
1 A MENOS DE 2
2 A MENOS DE 5
5 A MENOS DE 10
IO A MENOS DE lOO
10 A MENOS DE 20
20 A MENOS DE 50-50 A MENOS DE 100
..-
100 A MENOS DE 1 000
100 A MENOS DE 200
200 A MENOS DE 500
500 A MENOS DE 1 OOO
10 OOO E MAIS
10 000 A MENOS DE 100 000
100 000 E MAIS
SEM DECLARAÇÃO
#***•**•••••*•***•••*
*«»j»t*«í*»**»'*«**«,f'<; »•***«**♦*«*»*»*****»*»*«**««** »»*»»»**»**»•*****»»***»*»*♦»****♦♦****♦*♦***•»♦»*********************•**•*****•***
PEQUEJl/O
VOCQBULfíRIO
Dfí REFORMA AGRÁRIA
Entregamos a vocês este pequeno vocabulário da Reforma Agrária, com o qual nao pretendemos apresentar as "últimas definições" em matéria agrária; trata-se, isto sim,
de contribuir na linha de nossas tarefas cotidianas de CepePitação.
Consequentemente, o objetivo que buscamos é facilitar a compreensão de alguns terv.
mos e conceitos que comuraente estamos ouvindo e usando e que, ate poucos anos atras,
muitos deltas eram pouco conhecidos por nós ou nos eram transmitidos com uma interpretação que não era a mais coerente cora a realidade.
8) CAPITAL - é um valor cue, por meio
da exploração da força de trabalho
do homem, proporciona a "mais-valia",
se incrementa a si mesmo. 0 capitalis
mo não é uma coisa em si, senão que
implica uma relação social de produção, uma relação entre a classe dos
capitalistas que possuem os meios de
produção e a class« operária que carece de ditos meios ef em conseqüência, se vi obrigada e vender sua for
çe de trabalha pare poder subsistir.
9) CLASSES SOCIAIS - aão grandes grupos l
sociais que se diferenciam pelo lugar
que ocupam na produção social. Neles,
uma classe (exploradora) se apropria
do trabalho produzido por outra classe (explorada) e se enriquece à custa
delas. No modo da produção capitalista existem duas classes fundamentais:
a burguesia e o proletariado, que
têm interesses contrários, No comunis
mo não existem classes.
lüj COLONO - £ um cauponês que vive e tra
balha numa terra que não é de sua pro
priedade, recebendo por seu trabalho
em salário em dinheiro (em parte), ou
tra parte em espécie (milho, feijão,
sal, etc.) e terra para cultivar.
11) COMERCI/sLIZAR - Conjunto de funçSea
que se realizam pare a transferencia
(compra e venda) dos bens produzidos,
12) COMUNISMO - É um modo de produção no
qual não existem classes. No qual a
produção é organizada de tal maneira
que cada homem obtém o que necessita
sem explorar a outro homem. E as forças produtivas terão um desenvolvitnen
to tal que a sociedade produzirá tudo
o que necessita sem que ninguém padeça.
13J GQNdUWO - Utilizar oens e serviços part
satisfazer as nscessidades humanas.
14) GONSUMO PHOOUTIVO - Utilizar meios
de
produção e matérias primas para gerar *
bens materiais.
15} COOPERATIVAS - São associações de peque
nos produtores que se agrupam para corvseguir uma melhor utilização dos recunsos e elevar o nível de vida dos membros que a formam.
16) GDNJUNTUHA POLÍTICA - £ um"momBnto
1
atual** da luta de classes que se dá
uma sociedade.
en
17) DEMOCRACIA - Uma forma do poder político estadual que se caracteriza pela per
ticipação dos cidadãos no governo, pele
igualdade destes perante a lei e a exis;
tência de determinados direitos e liber
dades do indivíduo. Esta só pode ocor- :
rer plenamente numa sociedade justa, on(
de nao existem classes exploradoras.
18}
- Ocorre quando o desenvolvimento econômico, político e social de
ura pais depende dos interesses de outro
pais (imperlalista).
üCPENDêNCIA
19) DIVISÃO SOCIAL 00 TRAi^-HO - üistribuição das diferentes tarefas que os indivíduos desenvolvem na sociedade (tare-,
fas econômicas, ideológicas ou políticas), e que se realiza em função da si
tuação que eles têm na sociedade.
20} ECONOMIA AGRÍCOLA - Parte da economia '
que trata da produção agrícola.
21) EST^JO - É a expressão política do poder de ume classe ou um bloco de g-rup
sociais, por meio de ura conjunto de
instituições que exercera a função de as
segurar a permanência e desenvolwlraem
desta classe.
Este texto foi traduzido do livro "Pequeno Vocabulário de le ftaforraa Aerari«Mr eül*.
tado pela AT C-As soei ação doa Trabalhadores do Ca«po-Nicarágua, dez/EO-trad. J,L^N)e
-cohtinua no proxirao número»- \
OçPjüKMf::-
rt%fT
REFORMO OGROR//J
Entidade responsável: ADERIAssociação de Desenvolvimento Rural
(.continuação da página ->j
Integrado.
C6C(MF) 13.243.977/0001-81
22} tXPLQB^T^ - t a relação que se
dá quando um grupo de homens se
apropria do produto do trabalho
de outros.
Ano IX - N9 67 - Maio / 1987
CONSELHO DE DIREÇÃO
23) EXPflQPHl/çTto - /^ropriaçõ) de
bens, com indenização, exercida
pela força, por pessoas privadas
ou o Estado para atender os interesses de uma determinada cias
se ou de toda a sociedade.
AdmcaKh Serafim de Oliveira
Adnil Navais Neto
Cláudio Thomãs Bornstein
Cyro Camargo
Dedo 'Paulo Spaniel
Domingos Leonelli
Emiliano José
Fernando Borba
Hamoldo Teixeira
José de Souza Lisboa
Jehovã de Carvalho
Jairo Rodrigues da Silva
José Quei^roz Monteiro Sobrinho
Joaquim Lisboa Neto
Martinho Leite
Nilva de Souza Monteiro
René Neves de Sã
Paulo Cezar Lisboa Csrqueira
Vandertei Marques Ferreira
Uashingvon Antônio Souza Simões
24} FEUOfiLJSUO . Ê um modo de produção que se caracteriza pela exls
tência de duas classes sociais
fundamentais; senhoras feudais a
servos da gleba. 0 senhor possui
grandes quantidades de terra
a
explora a seu servo cobrando-lhe
uma renda pela terra (.seja em di
nheiro ou com uma quantidade de
produtos}. 0 servo trabalha em *
sua parcela para poder vivar.
DIRETOR RESPONSÁVEL
25} FOmfiQTO ECQNÔMICO-SQCIAL « Ê a
sociedade humana numa determinada fase de seu desenvolvimento *
histórico, caracterizada por um
modo de produção dominante, por
uma estrutura jurídica e política e por certas classes sociais
determinadas por este modo de *
produção. Através dela pode-se '
educar o desenvolvimento das re
laçoes sociais entre os homens
no processo de produção, de distribuição e consumo de bens mate
riais.
Joaquim Lu boa Weto
DIRETOR ADMINISTRATIVO
Jasibcu, Otivejüia MeZZo
ARTE E DIAGRAMAÇAO
JcuJw RodnÀgueA
Redação: Rua Roberto Borges, 33
Santa Maria da Vitoria-Bahia-BrasiT
CEP 47.640 - Fone' 073)483-1130
PREÇOS: Números avulso- Cz$ 10,00
Assinatura Anual
- Normal - Cz$ 120,00
- Apoio - Gz$ 200,00
26} FQ«ÇA DE TRABA.H0 - Ê o conjunta
de capacidades físicas e intelec
tuais que o homem possui e que
emprega no processo de produção
dos bens materiais, ê a única
força que cria vaiar. ,
^continua no próximo n«)
Campo-ó-to Pe£a Redação e Impte^.óo na
IWPÜSTRIA GRÁFICA CORRE^TTE LTVA.,
fone.. 4S4-Z202 - Sanúma. - Bahia.
Sebastião
Nery; "quem tiver um jornal pequeno deve
resistir o quanto puder, porque fazer jornal
e temdém u«a fonaa de fazer política";
MINAS BAHIA
cm jjjjji c. tisBOi
Armarinhos,
mói i íimK
Se 0 seu problema é Irrigação
BAHIA 4 a solução.
Malas, Colchões
Rua Teixeira de Freitas. S/N
Santa Maria da Vitória
.
Bahia
Com. & Ind. de Maqs.
Agrícolas Ltda.
[
MINAS
ErnestoGeisel, 50 -Fone:(073) 483-1234
Sâo Félix . Santa Maria da Vitória * Ba.
AT.
Q£p§S&MQ£::
VIVA A IMPRENSA INDEPENDENTE
O discurso pronunciado por Francisco Alves da
Silva, prefeito deste município, no encerrar»
mento de II txposiçêa Agropecuária realizada
em Santa Uarle, por Inúmeras razoes deve ser
comentado aqui, principalmente pele fata do
ter cometido o condenável ato de rasgar uma
cópia da edição n8 6õ do jornal Q POSSEIRO, o
qual trazia, na cape, denúncia - através de
transcrição do jornal A Tarde - onde o prefei
to aparece ccmo responsável pelo desvia de um
milhão de cruzados liüarados pela Interurb,
dsstinados s pavimentação das ruas Odorico Mar
quês, Turibio Oliveira e Eurico Outra. Até o
momento, nenhuma das três ruas foi agraciada
sequer coro um paralelepípedo.
i POSSEIRO é um jornal que não agrade ao
prefeito porque nunca se rendeu ao seu poderio econômico e político. Nesse cambatlvidade a independência agridem aos detentores do poder municipal, pela preferimos
ter um jornal pequeno que encere os podoros em pé de igualdade do que ter um jornal que se curve perante a força da grane
dos tiranos de plantão.
Quanto à ausência de mudanças que Frqncls~
co Alves alega imperar no governo Moldir
Pires, isso também não corresponde à verda
de. Waldir está e estará empenhado em combater de forma implacável a corrupção na
Sahia, em todos os níveis.
De inicio, queríamos recomendar à autoridade
Durante os governos anteriores algum premáxima da município mais cuidado com a língua
feito do Santa Maria da Vitória ocupou e
portuguesa* Suando, no discurso, Francisco
microfone para dizer ao público porque
Alves tentou qualificar [eu melhor, desqualiusou
o dinheiro de um convênio assim e não
(
ficar} 0 POSoEIHO como um jomaleco, acaoou
assado?
definindo nosso combativo periódico coroe um
"jomalesco", 0 aurelião está à disposição de
Para bom entendeder. . ,
\/,£xcla» na Siblioteca Canpealna. Recomendemos
consultá-lo antes de falar ao povo.
Disse, também, o prefeito que ü POSSEIRO e
umaHireundicieu. Isso é uma afronta grave. Imunda - não só na nossa opinião como tarnoem
na opinião do povo santamariensa - e uma edrainistração que aparece na imprensa baiana como
desonesta por desviar o dinheiro público; 1raunda e uma administração que gasta milhões de
cruzados na construção de fontes luminosas 3
de um parque de exposição agropecuária e paga
mal aos seus funcionários; imunda é ume administração que promove uma exposição agrop^cuá
ria (,como esta 2a. j que trouxe ao município
um prejuízo da 300 mil cruzados. Em tempos tão
difíceis, nossos impostos daveriam ser reverti
dos em saúde, educação e outros fina benéficos ao povo.
INTEKBA
TEM NOVO COORDENADOR
0 Bel. José de Sousa Lisboa é o novo Coordenador Regional de Terras oNl Santa Maria
da Vitória. José Lisboa é membro do Conselho de Direção d* 0 POSSEIRO, diretor da
ADERI e vice-presidente do PMDB santamarien
se. Esperamos que o nosso companheiro tenho
êxito na sua missão, que tem muito a ver
com a luta pela Reforma Agrária. 0 POSSEIRS
e a ADERI se sentem honrados em ter boquinha Lisboa à frente do Interba na região.
Trezentos mil cruzados jogados fora simplesmente para atender aos caprichos da uns poucos
poderosos que usam da exposição para enriquecer mais.
fM^ VÍDEO
TIPOGRAFIA
MESTRE ZINZA
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Fone: (073) 483-1130-Santa Ma. da Vitória-Ba.
o^osseiitM
ANTÔNIO LISBOA
A LUTA 0£ CLAaSES NQ3 DIFERENTES Nl\fcIS
Eotss episódio» conotituíon reflexoo ou
manifestaçio» móis primitivos das lutos
do dessas entro «xploradores e exploro
dos Uotifundiorios o oomponesesj. no
contexto do crise do sistema acenômico
a ns medido em que os roleçiaa de produ
çõe capitalistas penstravam no campa.
Por eutro lodo, na fronja litorineo oivilizedo, eo lutos do classes tinham otingido níveis do quelitíodo tois o que
nio faltou, entro outros, o revolta popular e railitor de esquerda do 1935, ou
Jo áoico foi e instauração da "Qumuna
do Natal", no Rie Qrende do Norte.
As contradições internas se tornavam
mais agudos na proporção direto de agra
veroento^da criee mundial do capitalismo
do padrio iraporialista. Ameaçar os fracos e despojar os raois débeis, para, em
seguido, promover invasão e • guerra, <
soe peesoe que o copitel ousca, segundo
sejam 05 diferentes níveis, pero
sair
da bancarrota, para salvar-se das revpl
tas sociais e sbmpre com e adjetiva do
ampliar eeus lucres e domínio políticoeconâraico. Desde a éoaca em que e capital mercantilista priraeire e lago o colonialismo e a imperialismo ae satenderam a todos os rincões do planeta, sorasnte os fatos casuais escapam à interüapendência dos fenômenas nos diferentes âmbitos, internacional, nacional e
regioRmla
ü que acontecia na décaaa dos 3ü na fHagião do Gerrente sra ura reflexa da crise político-econômico nacional que, por
sua ve2, constituía manifestações
da
própria crise dos países imperialistes
na disputa de mercados a de fontes
de
riquezas naturais, cujas peraoectivas
se viram reduzidas, na década anterior,
com o advento de uma economia não capitalista (socialista) em um quarto da c.u
ropa. tm outras palavras, na bojo da lu
ta das tstados imoerialistas por se apa
derarcm dos recursos naturais o mercados
de muitos países, induinde o Brasil,se
opera a transição de domínio dos monopá
lies europeus (alemão, belga, francês e
inglês, soOretudaj para os monopólios
norte-americanos} onde cessa a se estran
gula o avanço das companhias inglesas
de gasometros, de transportes marítimos,
[^im^m:::
. DE MORA IS - VH
a ferroviários novidos o corvo» do pedra Itara
bem inglês) aubatituinda-se polo expansão do
automóvel e aviões norte-eroericanoo, movidas
a gasolina do Standard ttil (também norttamaricanaj - no bojo destes choques do intoressso intomocionoio se engendrava, a nível
nacional, a transição da domínio economicopolítico da agro-indústria (cafeaira principalmente) para o do comércio o industries ur
banas. Vargas interpretava, do certo modo,
oa ideeis do burguesia comercial e industrial nascente, antepondo * influencia da "coro
nelismo", dos fazendeiroe do café o a de
outros cornadas atrasadas do interior do Paio,
os segmentos modomos da indústria o eerviçaa da cidadã o ao interior vinculados à
agro-indústria da estância o frigoríficos
oxportadoreo.
As contradlçeos estrutureis (antas referidas)
deflagradas noa cumes do economia mundial,
abalam e trenbformam a conjuntura históricoeoonõmico nacionel e repercute nos âmbitos
estadual s regional, lavando à decompeolçãa
es formas do regime senhorial o da dependência pessoal e que estavam suametidos os taba
réus ou sertanejos urbanos e rurais. Oeste
moda perderam vigência os simbólicos títulos
nebiliárquicos da antiga Guarde Nacional do
Império (coronel, major, capitão, tenente)
de profusa distribuição na cidade de Santa
MSarie da Vitoria e nos seue brejos, A ruina
iminente os levaram a arlbar e es poucos
que não arredarara pé e nem abdicaram do titu
Io simbólico da Guarda Nacional tiveram que
arrimarw.38 «o comércio e em outras atividades
parasitárias da consignação s da usura.
(continua na próxima edição)
GLODOtóxR
MURAIS
Escritório de Advocacia Lisiioa
Se/ jost de Souza Lisboa
{De, Zequinha)
A FINALIDADE SUPREMA DO DIREITO:
"Dar a cada um o que é seu"
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Santa Maria da Vitória
—
Bahia
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Santa Maria da Vitória
Baliia
SONHAR NÃO £ PROIBIDO
[E FAZ BEM)
Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade,
Porque ele vivia sonhando que tinha um
também. E fazia vibrar suas cordas invi
síveis, com o rosto iluminado e os olhi
nhos brilhando de emoção verdadeira.
Havia quem achasse ser o tóarquito meio
lelé-da-cuca. Claro, era gente que não
tinha imaginação suficiente pa^a saber
que aquele violão só podia ser visto (e
ouvido} por outros sonhadores, que nem
o Marquito.
Essas pessoas ignoravam também que ele
não se conformava com a realidade
que
havia, vivendo a sonhar cora a realidade
que devia haver.
Tendo seu violão imaginário como bandei
ra, Marquito via um mundo novo, Um mundo em que as coisas são das pessoas qye
as entendem. £ não só das pessoas
que
podem comprá-las (mesmo sem as entender],
apenas por terem dinheiro, Ah, quanta
gente tem ura violão na sala de visitas,
servindo de enfeite, sem tocá-lo nuncal..
E lá ia í^arquito dedilhando seu violão
de sonho, dele tirando as músicas lindas que o seu coração conpunha. Oepois,
limpava-o cuidadosamente cora uma flan^la bem macia feita de nuvens. £ o guardava com carinho numa capa cor de céu '
azulzira todo estrelado. Daí ele pegava
seu violáo único, mais que exclusivo, e
o esconoia debaixo da escada secreta '
que usava para subir ao seu paraíso par
ticuiar.
As pessoas que não entendiam Marquito,
tadinhas delas, até pensavam em levá-lo
a um psicóloga para saber: "Será que
ele tem alguma coisa?", onde ouviriam
esta resposta: "Não, ele não tem uma
coisa, mas sonha com ela e, assim, faz
de conta que a tem."
Um dia, cs que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade
para o menino que sonhava acordado. Aa
recebs-lo, Marquito abreçou-sa ao violão, comovido, e disse; "Qbrigado, Agora tenho dois,"
(Gonto de CARLITQ MAIA para a "Folhi
nha de São Paulo}
o*SWifà?
PROCURA-SE
Em que passagem terei perdido o nv-u
sorriso?
Ele era tão bonito,'
No espglho, algumas marcas sem brilho,
Talvez nada mais que uma menina
assassinando uma flor
Cu um crame anti-rugas.
Silencio, , ,
Alguém encontrou o meu sorriso?
Talvez ele tenha ficado preso no rabo do
cavalo branco de algum príncipe encantaqo
Eles passam tão depressa, que a gente nera
ve;
Babo de cavalo. . .
Eu era gente pequena quando me puseram
essas coisas na cabeça.
Parece mentira.
Cresci.
jteu sorriso deve ter ficado pelo caminho.
Talvez seja melhor guardar a caneta.
Fechar o livro.
Os olhos,
A boca, . .
Sonhar e sorrir antigamente,
Sem trilha sonora para atraoalhar.
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DIA DA CIDADE
üanta Maria da Vitória teve esmo aeu primeiro Intsndanta José Augusta Pereira da
Carvalho, no poriade 1883/1892, passando
muitos anas adormecida, limitando-se seus
govamantas a fazer paquanaa melhoramentos,
dando mala prioridade à politicagem mesqui
nha com vinganças e perseguições que nada
constróem,
Oe 1838 a 1938, tivemos doze [12} Intenden
tes, o último foi o Major Argerair» Antônio
Filardi, que conseguiu conatruiy o Geraitério "üanta Verônica", que ainda está sendo
utilizado, cora e ampliaçae da área feita
ultimamente, pelo administrador da época,
com a decarrência üaa anos, o mesma já se
encontra no centro da cidade,
0 primeiro Prefsite Owldi© Suimaràes de dou
ze, governou apenas 3(tras) meaes, nâo houve tempa de fazer algo em benafício do Muni
cípio,
Na gestãe política da Coronel Clemente de
Araújo Castro, o Cr. Francisco Cotias Lebre,
na função ds segundo Prefeito, no período
de 1931/1934, construiu s caia que aí está,
a começar ao Canseis até os fundos do Super
mercado ''Pingüim'', cujo lagradeuro recebeu
o seu nome como homenagem póstuma bem merocida,
Q Cel, Clemente de Araújo Gaatre na sua última gestão como Prefeito, de 1939/1944,
construiu o Paço Municio«1 n» praça hoja de
neminada Luiz Viana Filho, vais dizer
qua
os governantes que lhe sucederam, se verifi
oeu certo paradeiro administrativo ate 1955,
os Prefeitos pouco fizeram porque eram prej
sianados oeios seus adversárias políticos,
que orsouravam criar problsmas na execução
doa projetas que se relsoionavam cara a molho
ria da cidade, se esquecando, entretanto,
que estavam prejudicandii a coletividade a
não equeiea que sstsvas! a frente da adrainistraçis pública.
Os laSo/lSTQ, na gestis d® Prefeito périclss
Laranjeira Barbosa Srage, continuou os melho
rassentas ate 05 nossos dias, em crescimento
«c0ntaá.tJí3s csntxíd», m seu desenvolvimento
ng rstoior parte, se prendeu a ainda se prendo
a particulares, que mm contribuindo para a
melhoria da cidade, nas construções de novas
ruas, prédios modernos, etc.
8
Lei» na eiblistee* Campasina:
0 Filho da Pátria - perfil da
um pensador pela arte do
colagem / Jeasé Araújo. _____
Hoje, a sede municipal esta comemorando
o seu septuagésina oitava aniversário,
data em que passou a catagoria de cidadã,
2b da junho da 1919, embora som a ênfase
que deveria ter.
Considerando o longo tempo decorrido, a
sua situação industrial, social • econômica, poderia estar muito melhor, por
isso, a nossa sede municipal ainda está
muito o desejar, levando-st; era conta
que em 29 do março da 1963, foi instalado o fornecimento do energia elétrica
hidráulica, procedente da Sarragem da
Cerr«ntina, fonte de desenvolvimento industrial.
A nossa Formação Administrativa t^unicL»
pio s distrito), foram criados através
da Lei Provincial n» 1960, de 8 de junho
de 1880, nota-se que se passaram cento
& sete (.107} anos, a partir da data da
sua emancipação política, infelizmente,
a nessa cidade ainda não alcançou o
nível de desenvolvimento que deveria ter,
cansidarando a evolução dos teapos.
Pelo decreta da 3 de agosto de 189ki,
doze (,12) anos depois, verif icourse a
sua Formação Jurídica, a sua comarca foi
instalada no dia 29 do mesmo mês e ano,
tendo como primeiro Juiz o Cr. Álvaro
Henrique Silvestre de Farias, somente
era 1933, foram criadas os distritos de
São Pedro Chojo AçudinaJ e Inhaúmas,
cam OJT seus respectivos cartórios,
So-ita Maria da VitáriaCBAj, 25 de
junho de 1987.
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ASSOCIAÇÃO OOMALVÃO
A Associação dos Amigos e Msradores do Bairro
de Mal vão realizou uma Assembléia Geral Extra
ordinária no dia 21 de junho último, a tarde,
no Grupo Escolar Arnaldo Pereira.
Nesta Assembléia, compareceram 70% dos associ
ados que discutiram mais uma vez o Estatuto,
ficando por dentro dos seus direitos e deveres perante sua organização.
Foi também aprovada a mensalidade de 10 cruza
dos, decidida pela grande maioria dos presentes na reunião,
Na ocasião, foi lida uma carta enviada a Luiz
Umberto, Secretário de Estado da Saúde, reivindicando uma farmacinha para os sócios da
entidade.
Associação promoveu uma festa junina no bair
ro, com uma barraca ns casa do nosso companheiro "Le", tesoureiro da nossa organização.
Aconteceu, no dia 23, um animado forró no tej?
reiro da casa de "Lé**, que foi até altas horas da madrugada.
'
A barraca foi feita não só para animar o São
João no bairro como também para levantar alguns recursos para a Associação.
A diretoria de entidade reuniu-se, no final
de junho, com Valdeci Queiroz, funcionária da
Fundação Educar em Salvador, pare tratar de
alguns entendimentos visando firmar convênios
entre a Associação ■ a Fundação Educar, no ,
sentido de trabalhar na área da Educação na
cidade e na zona rural. A reunião foi bem pra
veitosa e provavelmente para o ano que vem,
a Associação do Malvão estará participando da
luta contra o analfabetismo em Santa liaria da
Vitória.
0 exemplo da Associação de Amigos s Moradores
do Sairro do Malvão precisa ser seguida pela
povo dos outros bairros santamarienses, pois
ao povo organizado é que caberá a tarefa de
dirigir as destinos de sua cidade, de seu muni
cipio.
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SÃO JOÃO PRA VALER
A Associação Ccmunitária de Jovens Sontamari
enses - Grupo Halley - promoveu, nos dias 23
e 24 de junho, na rua José Leopoldo Lima,
nesta cidade, um São João verdadeiramente pe
pular, cora quadrilha, quebro-pote, corridaccm-saco, corrido-com-ovo, pau-ae-sobo, arvoredo, casamento na roça o, pra terminar,
um animado forró com sanfoneire que foi até
as 5 horas da manhã.
Come disse um companheiro que assistiu às
festividades do Grupo Halley, este tem muito
a ensinar à Prefeitura local, pois oi São João autêntico e este que está sendo resgatado
pelos jovens da rua Leopoldo Limai onde fica
a sede da associação.
Por outro lado, o Sâo João promovido pela
prefeitura se transformou simplesmente numa
busca de dinheiro por parte daqueles que rnqn
tam suas barracas na praça de Jacaré.
Nada na praça nos levaria a crer que estávamos em fase de festa junina, a cultura popular foi varrida de Jacaré e semente o lucre
passou a ter importância.
Vamos dar força ao Grupo Halley e lutar no
sentido de que a juventude santamariense deixe de lado a cultura importada e valorize e
resgate sua verdadeira manifestação cultural.
Está, portento, de parabéns a Associação Comunitária de Jovens Santamarienses por ter
prestado a. população santamariense o prazer
de assistir e participar de uma festa que há
algum tempo ficou sufocada pela ganância e
omissão dos poderosos.
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SAUDADE
No esvairir-se da tarde;
0 luar limia-se, ensaiando seu brilho;
Consolida-se o crepúsculo,
Mesclando de sublimidade a noite,
que obscurece a cidade.
Fito bem o firmamento,
Qe celeste já desgastado;
E era meio a tudo, vejo você
Como o priraórdio extremo e expressivo,
OQ minha existência,
B«ta a saudade angustiante,
«ue me acunoanha a cada alvorada,
£ rae consome feito lenha à rubra chama,
We dizendo, que como a belaza salutar do
ceu que miro,
Você existe ■ rae induz a seguir em tua
procura.
Cada vez que evidencio a distância,
Como desculpa para te esquecer.
Sinto-me ridículo e masoquista;
A direcionar projéteis contra mim.
Oistânciai hei de vencer,
Pois meu sentimento por ti supera a tudo
na vida.
{.Homenagem do poeta a Simone, uma
loirinha que conheci, durante
uma viagem em Êstanciar-SE, e que
ate o fim da vide, espero tê-la
como inspiração máxiana da minha
existência)
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10
A Casa da Cultura "Antônio Lisboa üe Corais" acaba de receber o Catálogo de Imprensa Alternativa, editado pelo Institu
to Municipal da Arte e Cultura/RIOAHTt '
(Rio de Janeiro), que tem como presidente o escritor e poeta e escritor Serardo
yello Mourão.
Trata-se de um precioso documento, onde
estão relacionadas inúmeras publicações
alternativas brasileiras, surgidas, em
sua maioria, nos anos de maior repressão
política no pais.
"Este catálogo é apenas a primeira tenta
tiva no sentido de se preencher lacunas,
prevendo, o projeto, a atualização perió
dica a cada nova edição, cora as publicações que o RioArte vier a receber" - d^,
na apresentação do catálogo, Leila Ulccolis, poetisa, autora e organizadora de
vários livros, além de participante de
inúmeras antologias poéticas. Leila é,
também, a encarregada pela Pesquisa e Re
dação dos Verbetes do Catálogo.
0 Catálogo de Imprensa Alternativa está
a disposição dos leitores da biblxoteca
Canpesina/Casa da Cultura "fiUi" para suas
pesquisas.
Dentre as publicações consoantes no catálogo, estas relacionadas a seguir fazem
parte do acervo da Casa da Cultura «_tó:
. Afinal, . Almanaque do Fradim, , Almana
que do Humordaz, . Almanaque do Ziraldo,""
. Assuntos, , Autogestão, , 3eijo, . 0 8i
cho, , Boca do Inferno, . Cadernos de 0oinião, , Ensaios de Opinião, . Cadernos
do CEAS, . De Fato, . Em Tenpo, . Escrita
(.Revista Mensal), , Escrita -Ensaios,
. Escrita-ltvro, . £x (posteriormente Extra e Mais Ura), . Extra-Rsalidade Brasileira, . Ficção, Hera, . Hora do Povo,
. 0 Humor do Pasquim, . 0 Inimigo do Rei,
. Jornal da Jornada, . Jornal de Debates,
. jomalivro, . Weia-Sola, . A Mosca,
* Movimento, . Musica do Planeta Terra,
. Opinião, , Ordem do Universo, . Ovelha
Negra, . Paca Tatu Cutia Não, . Pacotão,
. 0 Pasquim, . Pingent», , Porantim, , 0
Povão, . Radica, , Repórter, . Assistência, , Risco, . 0 Saco Cultural, v Supla,
mento Literário do Minas Gerais, , Ta Ta
Ta Jornal, , Tribuna da Luta Operária,
Trote, . Uaii::, . Une-Versos, . Unidada,
. Varsus, . Versus Quadrinhos, , vírus,
. Voz da Unidade,
I
i QU PQZQKU-
REFORMA AGRARIA
^PINGÜIM S/Â.
Torna-se cada vez mais urgente a neces
sidade da implantação de uma Beforma '
Agrária anpla e massiva no árasil.
A
concentração de terra e uma coisa simplesmente escandalosa, como também
e
escandalosa a quantidade de gente que
quer trabalhar a terra e não dispõe se
quer de 1 hectare,
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'DEPÓSITO
iOJA/6
SANTA MARIA DA VITÓRIA - BA
flelacionamos, abaixo, a lista dos VINTE MAIORES LATIFÚNDIOS 00 SHASIL, confonne o Jornal da Constituinte, s/n, '
s/d, pág. 3:
MANASA-Madeireira Nacional S/A (Labrea
-MA e Guarapuava-Pl): 4,131.Tõo hectares; Jari Florestal e Agropecuária Ltda. (Almeirim-PA): 2,918.892; PPLUBAgro Florestal Amazônia S/A (CarauariT
Jataí-AM): 2.194.a74ha; Cia. Florestal
Monte Dourado (Almeirim-PA e UazagãoPP): 1.682.225ha; Cia. de üesenvolvimento do Piauí (Canto do Buriti, ^tigu- .
ei do Tapuio, Oeiras, Piroenteiras, Manoel Emidio, Castelo do Piauí, Nazaré
do Piauí, S, Francisco do Piauí, Flori
ano. Pinheiro Gonçalves e Urucul-PIJ:
1,076.TSlha; Cotriguaçu-Colonizadora '
do Aripuanã S/A (.Aripuana-MT): . . .
l.OOO.OQOha; Joio Francisco Martins Ba
rata (Calcoena-AP): l.OOO.OQOha; Manoel
Meireles de Queiroz (Manoel Urbano-AC):
975.000he; Rosa Lima Gomes Amora (Lá- '
|rea-AM}: 901,248ha; Pedro /iparecido '
Dotto (Sena Madureira e Manoel UrbanoAC): 804.a88ha; Albert Nicola Vitali '
(Formosa do flio Preto-BA): 792,575ha;
Antônio Pereira de Freitas (Atalaia do
Norte, Senjarain Constant e Estirão do
Equador-Ató]: 7Q4.574ha; Malih Assan EL
madula (Itamarati-AM): 661.173ha; ktoraes Madeireira Ltda. (itamarati e Carauari-AM); 634,220ha; Indeco S/A-Inst.
Oes. e Colonização (Alta Floresta, Ari
puanã e Diamantino-MT); 615.2iaha; Mário Jorge Medeiros de Moraes (CarauariAMJ; 587,5a3ha; Agroindustrial do Amapá S/A (Mazagão-AP): 540.513ha; Francisco Jacinto da Silveira (Sandovalina
-SP, Feijó-AC, Tarauaca-AM, Enyira-AM,
Navireí-MSJ: 460.405ha; Plinio Sebasti
ão Xavier Bonfica (Auxiliadora e Manicorê-AM): 452.000ha; Cia. de Colonização do Nordeste (Carutapora-MA): . . .
448,000 hectares.
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ii
A PALAVRA DO CONTADOR
• NOVO SISTE«A
1-0 recente Decreto-lei n22.322,de 26
de fevereiro de 1987. voltou a permitir os^eajustes de aluguéis.
Embora pouco interesse haja em re-1
cordar o passado ^ecente , ainda mais1
quando se lhe procura esquecer, tan-1
tos foram os equívocos cometidos, con
vem refazer, mesmo que brevemente, os
meandros na maioria das vezes desnorteados, das últimas alterações legis
1 a t i v a s .
2
D e
início, o Plano Cruzado, remenda
-'
10 de março de 1986 atrave's do1
De(.reto-lei nS2.28ít reajustou ate'
-1
aquela data as locações comerciais -'
(não residenciais) e as residenciais,
congelando em seguida todos os preços,
Posteriormente, quando o congelamen
to de preços e a expectativa de con-1
tenção inf 1 acionária dos primeiros me
ses ioçobrou,-exat • mente no pior ins~
tinte, procurou o Governo, através '
d 9 edlçio de Decnto-lei n92.290,
de
l\ de novembro de 1986, fazer desaparecer a inflsçie do psís per decreto.
Aquele Deereto^lei, eonheeide cemo -'
Plano Crgüâde 2, quânde expledii nova
mente i Infliçãe, t8nteu estibelecer'
normas tã«itlvâ§ sebre % ^deslndixa-1
çio da ecenesiía11.
Seu ar tlgp 29 definia que n ebr i ga
ções contratuais per praio igual ou '
superior a deM meses, apenas pederi'am conter E iJ U S U l A PE HVÍSlO, proi-1
blndo CLÁUSULA Dl RIAJUSTI. JÍ aponta
mos a diferençai reajuste seria a co£
reçae Indexada, de aeerdo sam a desva
lerliiçio menetária, inquante que revisio seria a eerreçao eentratusl vin
culada à eantrapartld a dos euitoa.pre
ç o s eu beneficies de n t g o' e l e .
Embora g p r o p o' s 1 t e juste mas tardio
de modificar, de repente, a nefasta '
atitude mental da velha cerreçie mene
11r l ■ , recenheeldamente e Deerete=leT
n 8 2.290/88 entra para a histeria p o
l í t l c a e legislativa brasileira c e m o '
uma das mais inepertunas e Infellies'
1
^ 8 • d u» • País já presenciou.
^N ada obstante , em re l açie às 1 a ca- '
çles, o menclsnade Decreto-lei ni I.1
MO NS0 TINHA OITIDO IfieÀCIA (ey cens se d i i v u l g a p li s n t e , " N S S C 0 L 0 U » , é
eerte que a manifesta l ncempetane 11 '
substantiva emanada daquele dlplema '
1 »8 a 1 i aliada a premulgaçie de algy»1
mas medidas ecenem l ea § nitidamente U
U(i
12
ím
DE*>REAJUSTE DE
ALUGUÍIS -
flacionarias (aumento de combustíveis
e preços públicos, empréstimo cumpul
sorio, etc.], conduziram, em i onjunto,
o Pais a uma posição de psicologita de
sorganizaçao do Governo, bem como des
crença e desordem de governados. Todos'
se acharam no direito' de extrapolar, A
sensação de desorganização foi transmi
tida em cadeia: os pequenos empresa' IOsimplesmente aumentaram seus preços, de
sincomodados da fiscalização, os médios
passaram a levantar o veu em relação a'
algumas manobras criativas, os grandes'
pensaram inclusive em desobediência ei
vil.
Poucos planos, poucas leis, terão causa
do tanto mal em tão pouco espaço de tem
po, como o Decreto-lei n2 2.290.
3 - Agora o Decreto-lei ní 2.322/87, ao1
menos em termos de locações, inicia o '
retorno a normalidade, à verdade do mun
do real. Seu titulo dispõe, substituin
do o a r t. 2 2 do D L- 2. 2 9 0, que "SOMENTE1
PODERÃO TER CLÍUSULAS OE REAJUSTE OS.
'
CONTRATOS QUE 0 VINCULEM Â S V A R I A C 5 t S '
NOMINAIS DA OBRIGAÇÃO DO TESOURO NACIO
NAL -OTN, observada, para as locações '
residenciais, periodicidade não inf »'r i
or a seis meses".
Esta regra básica representa a volta ao
antigo sistema de reajustes de aluguéis,
temporariamente suprimido na teoria. Tsnío significa dizer que volta a sistemát^
ca de reajustes previstos na lei n8 6.649
/79, a lei do inqulllnato.
4- Logo após publicado o Decreto let
n2
2.322/87,- conto tem sido comum no atual'
Governo-, saem a campo os planifitadoreg
e autores das leis, na tentativa de ex '
plica-las pelos órgãos de divulgação.
Nao ha duvidas: as leis têm sido elaboradas de modo confuso,- alterando-se
'
dispositivos de leis passadas, «o invés
de consolida-las num novo texto-, o que
acaba conduzindo as mais diversas Inttr
pretações.
S t a . M a . da V i tór l a, (8I ) , 03/j unho/ 1987 .
Bel.Celso Narcizo
Vasconcelos Oliveira
• »
LEIA
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GRUTff DO PODRE. D TERCEIRO MOIOR DO BROS/