Escola no Pantanal
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Tânia Mata de Matogrosso
Coleção Pantanal
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Escola no Pantanal
1ª Edição 2010
Digitação:Vanessa Cauduro Casagranda
Digitação: Luciano Rodrigues
Ilustração: Tânia Mara de Matogrosso
Revisão Geral: Vanessa Cauduro Casagranda - Mtb/RS 11272
Revisão: Ruyolam Alves de Lima
Montagem, Texto e Site: Rommel Mathias Biehl
Capa: Maycon Coelho Coutinho
APOIO CULTURAL DE DIVULGAÇÃO:
FUNDAÇÃO UEZE ZAHRAN
Prefixo: 905081
L8641
Matogrosso, Tânia Mara
Escola no Pantanal./ Tânia Mara.
Campo Grande:
32 p.
ISBN: 85-905081-2-9
1. Folclore
CDD 390
Proibida a reprodução para comercialização.
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Tânia Mata de Matogrosso
Vamos juntos conhecer um pouco do imenso Pantanal.
Santuário Ecológico Mundial.
Orgulho dos Brasileiros.
Bem dos que amam a natureza.
A fazenda onde moro. A casa maior é a do fazendeiro. Nós moramos
no retiro. Vivo com meus pais e irmãos. Moro no Pantanal, tenho 10 anos
e estudo no quarto ano. Tenho aprendido bem minhas lições.
Tanto é que vou lhe mostrar...
Essa é a escola na qual estudo:
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Minha professora se chama:
___________________________________________________
A fazenda onde eu e meus amiguinhos moramos fica a oito quilômetros
da escola. É um pouco longe, mas venho com alegria.
Eu e meu irmãozinho costumamos vir para a escola à cavalo. Ele vem
na garupa.
Saímos de casa antes do nascer do sol. As aulas começam às 7 horas
e voltamos para casa às 15 horas. Chegamos quase no escurecer, o trajeto
é divertido. O nosso vizinho vai para a escola de bicicleta.
O importante é estudar. Alguns alunos vão de trator, caminhonetes,
Kombi. Algumas escolas são no regime semi-internato (seis meses, oito
meses por ano).
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Aqui nós estudamos algumas horas a mais por dia (seis horas). Vou
explicar o porquê. No Pantanal temos as épocas de secas e das águas
(chuvas). Na época das secas, estudamos de abril a outubro. Nesses meses
podemos caminhar livremente, nas estradas, trieiros e mesmo nos campos.
O que desagrada e nos entristece nas secas são as “QUEIMADAS”. É a
destruição da natureza. São fazendas, reservas, ninhos, pássaros, animais,
gado, o prejuízo é grande. É crime colocar fogo na vegetação.
· O clima sofre com o efeito estufa, devido à liberação de gases que
provocam o aquecimento no planeta;
· Os animais ficam sem abrigo e sem alimentos. São obrigados a fugir
para outras áreas, proporcionando o aparecimento de pragas;
· As plantas são destruídas dando vazão às grandes erosões;
· O solo resseca, perde a umidade e porosidade, dificultando a retenção
de água.
. Perda de micro e macro nutrientes como o magnésio, cálcio,
nitrogênio, fósforo e potássio, essenciais ao crescimento das plantas.
. Queima da matéria orgânica e destruição de microorganismos
importantes para a vida do solo, como: minhocas, ácaros, fungos e
bactérias. É preciso evitar queimadas.
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Evite queimadas, é crime.
Já que falei sobre queimadas e secas, vamos falar sobre as cheias no
Pantanal.
As cheias no Pantanal são fundamentais. O Pantanal constitui-se
periodicamente em uma planície alagada e é considerada a maior área
alagada do continente americano. Pode às vezes sugerir um Pântano. Mas
tem muita diferença. Como o Pantanal está longe dos oceanos, predomina
o clima típico, continental, tropical, quente e úmido. O que nos entristece
são as baías que foram trancadas, causando danos incalculáveis à natureza
e mesmo aos fazendeiros.
Nós que moramos aqui no Pantanal já estamos acostumados com
estas mudanças. Em muitas fazendas, o gado muda de região e é levado
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para regiões mais altas.
Esta lição sobre secas e cheias nós aprendemos esta semana.
Aprendemos a importância da preservação. O que mais gostei foi a
parte que nos orientou sobre as pastagens. Em muitas fazendas o pasto é
nativo, e, por falar em pasto, lembrei-me das comitivas, onde o gado é o
mais importante e os boiadeiros conduzem as boiadas. É uma profissão
que passa de geração a geração. Meu pai é peão de boiadeiro, eu tenho
muito orgulho dele. O gado é o principal gerador de rendas do Pantanal.
Hoje a nossa aula é de inglês.
Sim eu disse inglês. Estamos aprendendo, além das outras matérias, o
inglês. Também temos aulas de arte, como artesanato, por exemplo.
Estamos aprendendo a trabalhar com couro, uma vez que temos couro de
gado em abundância.
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Aprendemos inglês para entender melhor os visitantes (turistas), já
que é uma língua universal. Em algumas escolas ensina-se o espanhol.
Nós nos alimentamos aqui na escola três vezes ao dia. A merendeira
capricha na alimentação. O que eu mais gosto: arroz carreteiro, locro,
pucheiro, sarrabulho e outros pratos. Acho que gosto de tudo, não dispenso
leite com farinha de coquinho bocaiúva, é uma delícia. Também gosto de
rapadura. Nos intervalos brincamos, fazemos exercícios, conversamos,
cantamos; de vez em quando temos visitas que vêm para conhecer o lugar.
E aproveitamos para trocar conhecimentos.
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Hoje, vindo para a escola, vimos um filhote de Tamanduá. Parecia
que ele queria brincar e nos seguiu um bom tempo.
Viu como o Tamanduá é lindo! Ele é um dos animais que mais morrem
nas rodovias, é triste mas é a realidade.
Este cavalo nos leva e traz da escola. É o tradicional cavalo Pantaneiro.
Ele é forte, rústico, amigo. É o meu orgulho. Seu nome é Valente,
diferentemente dos outros cavalos, outras raças, consegue se alimentar
até em lugares alagados. Viaja durante horas no Pantanal.
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O gado foi introduzido no Pantanal no século XVIII.
As pastagens são de livre pastoreio. O gado adaptou-se às condições
adversas da região, sendo denominado boi pantaneiro.
As fazendas do Pantanal geralmente se destacam pela esplêndida beleza
existente na região.
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Os corixos, vazantes, baías, rios, córregos, serras, árvores floridas e a
própria vegetação, tudo nos dá uma visão inesquecível. Os mais antigos
denominavam o Pantanal de Mar de Xaraés.
Nas épocas das cheias realmente parece um mar gigantesco e poderoso.
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Alguns Pássaros do Pantanal
Com as mudanças existentes no Pantanal, secas e cheias, a natureza
se transforma e nós, os pantaneiros, temos a grata satisfação de vivenciar
tamanha beleza. Os pássaros que conheço: tuiuiú, tucano, araras, martin
pescador, ema, curicaca, biguá, maguari, pombas, bem-te-vi, seriema,
João-de-barro, urubu, fogo-apagou, papagaios, carcará, quero-quero,
cabeça seca, colhereiros. Estes são os que eu me lembro. Existem mais de
650 espécies de aves no Pantanal.
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Alguns Animais do Pantanal
Também conheço vários animais e muitos deles estão em extinção.
Nós sabemos que é crime matar e capturar aves e animais.
Os animais: anta, tatu, tamanduá, onça, queixada, lobo, capivaras,
lontra, macacos e jacaré. E por falar em jacaré, na fazenda onde moro
tem muitos. Eles gostam de se alimentar de piranhas.
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Houve uma época em que os jacarés eram abatidos aos montes. Os
coureiros, traficantes de couro, matavam os jacarés sem piedade. Então
as piranhas aumentaram em número e destruíram outros peixes. Era o
desequilíbrio na natureza.
Os nossos rios sempre tiveram fama de terem muitos peixes. Como a
preservação não era feita com muito rigor, diminuiu o número de peixes.
Estamos sabendo dos cuidados que estão tendo em relação à pesca,
principalmente na época da Piracema.
A Piracema é um espetáculo. E isso nos dá esperança de termos
novamente muitos peixes em nossos rios que são famosos por isso. Eu
conheço quatro grandes rios: rio Paraguai, rio Aquidauana, rio Cuiabá,
rio Negro e alguns rios menores. E conheço também alguns peixes: piranha,
pacu, jurupoca, bagre, mandi, piraputanga, dourado, pintado, piapora,
jaú, traíra, curimbatá e outros peixes de escama e couro.
A fiscalização é feita pela Polícia Militar Florestal: a guardiã do meio
ambiente.
Eu acho que estou aprendendo bem as lições. Os meus pais não
tiveram a oportunidade que eu tenho. Moro no Pantanal e estudo. Posso
ter conhecimento, educação, fico sempre bem informado do que está
acontecendo no Brasil e no mundo. Vivo num lugar de paisagens lindas,
misterioso, onde o silêncio predomina, cortado às vezes pelo mugido do
boi e o cantar dos pássaros, onde a gente encontra paz.
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O ar é mais puro, a vida mais simples. Sou criança. Uma criança feliz,
porque estou estudando. Às vezes, quando os meus pais vão assinar algum
papel, eu choro disfarçadamente. Quando vão comprar ou vender algo,
têm que pedir a ajuda de alguém para somar, contar o dinheiro. Hoje eu
já posso ajudá-los nas contas. Tudo isso porque são analfabetos. Antes
não existia escola no Pantanal. Era raro o fazendeiro que pagava um
professor para filhos de peão. Por isso é que sou um pantaneiro feliz.
Gosto de estudar e estudo.
Gosto de morar no Pantanal e moro.
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Esta é a sala da minha casa.
Estudo, moro e vivo bem. Tenho sonhos, um deles, quero ser um bom
veterinário. Um dia sei que terei que ir para a cidade completar os meus
estudos. Enquanto esse dia não chega, vou ficando por aqui, estudando
para tirar boas notas e ser alguém de bem na vida. Na escola têm vários
livros e eu gosto muito de ler, sempre levo livros emprestados para casa.
Agora convido a tomar um tereré para matar a sede e não perder o
costume. O tereré é uma tradição do meu estado. Faz parte de nossa cultura
pantaneira.
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Mate
Tereré
O Tereré é um costume, um hábito dos pantaneiros. Até as crianças
adoram tomar tereré, pois refresca e mata a sede. Eu gosto de tereré com
algumas gotas de limão. Constantemente vemos rodas de tereré. Até nas
cidades já se tornou um hábito. Entre peões é mais que bem vindo. Nas
comitivas o tereré é mais que necessário. O calor, o mormaço dá mais
sede. No Pantanal toma-se o tereré numa guampa, feita de chifre de boi
onde coloca-se erva-mate grossa e serve-se, de preferência, com água
gelada. Quando não tem água gelada, água fria serve, contanto que seja
limpa e saudável.
O meu avô é da região de Cáceres e tem o hábito de tomar o guaraná
em pó. É uma das tradições de Mato Grosso, principalmente dos
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pantaneiros do norte, como costumamos dizer.
Aqui na região onde moro, em Rio Negro, temos estradas transitáveis
por carros, principalmente a Transpantaneira. O cavalo ainda é um meio
de transporte indispensável. Há muitos tratores e bicicletas. Quando chove
muito, nos lugares mais baixos parece um mar. Então usa-se a canoa. O
meu tio, que mora mais no “oco” do Pantanal como costumamos dizer,
tem duas canoas. Na época das águas, a fazenda fica totalmente ilhada.
Eu já viajei de canoa. Conhecer lugares diferentes e outras pessoas faz
parte da vida e eu sou um pouco curioso. Conhecer é comigo mesmo.
Os meus pais tomam mate só com água quente. O mate é feito com a
mesma erva que a gente toma tereré. E eles colocam na água ou na cuia,
junto com a erva, remédios naturais, como raízes, casca de árvores, folhas
e galhos (pedacinhos), cada erva tem sua função. Algumas delas: casca
de aroeira (melado), unha de vaca, quebra-pedra, alecrim, casca-dequina, batimão, ipê-roxo, carandá, sucupira, angico, nó-de-cachorro,
algodãozinho, arnica, erva Santa Maria, amarra-pinto e outras. Estas
plantas são as que eu conheço, graças ao meu avô, que é raizeiro.
“Raizeiros” são pessoas respeitadas e valorizadas pelos verdadeiros
pantaneiros.
Também usamos o mel para ajudar a curar várias doenças. Tomamos
o mel puro e fazemos xaropes com plantas medicinais.
Eu gosto do mel puro. Antes, usava-se muita banha de animais. Hoje
é mais difícil, é crime matar animais.
Muitos pantaneiros acreditam em benzeções. Bezem para curar dor
de cabeça, espantar cobras, peste de gado, dor de dente, coqueluche,
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verrugas, tumores, doença de macaco, umbigo rendido, dor de olhos,
espinhela caíca, vermes e tantas outras coisas.
Conta minha mãe que tem benzeções até para ajudar a nascer
uma criança, para aprender a andar e a falar, é como se fosse uma simpatia
para quem tem fé.
À noite, quando todos se encontram, acende-se uma fogueira. Os
homens dão uma queimadinha na goela (com água ardente), e começa a
cantoria. O toque da viola faz com que todos se animem a cantar. Na
minha casa tem uma viola de coxo, ela é do meu avô. Foi ele que fez a
viola. A professora disse que meu avô é um artesão.
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A viola é um trabalho artesanal.
Eu fiquei orgulhoso do vovô. Violeiro, artesão. Quer um avô mais
“guapo” do que o meu? Ele também é pescador, peão de boiadeiro,
ponteiro de comitivas e ainda toca berrante como ninguém. Quando ele
fica zangado, diz:
- Meu saco de sapiguá!
Ele chama a gente de saco de sapiguá...
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O berrante é o marco principal de uma comitiva, tirando os bois, é
claro. Nada como o toque do berrante! Eu já estou aprendendo os toques
principais, porque quero manter esta tradição. Também vou aprender a
tocar a viola e o reco-reco. A professora contou que as músicas tradicionais
do nosso estado de Mato Grosso do Sul são o chamamé, a guarânia, o
rasqueado e a polca. As danças eu ainda não aprendi, acho que sou
tímido, quem sabe quando crescer. O meu avô, como é de Mato Grosso,
adora a congada, o rasqueado, o carangueijo, o siriri e outros. Ele me
disse que a congada foi introduzida pelos negros, os escravos. É linda a
cultura do nosso povo pantaneiro, tanto do sul como do norte.
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As Festas no Pantanal
Uma das principais festas do Pantanal é o dia do pantaneiro: quatro
de outubro, dia consagrado a São Francisco de Assis, um dos dignos
protetores da natureza. Amou, respeitou e nos deixou seu exemplo.
Danças pantaneiras
A SODEPAN, Sociedade de Defesa do Pantanal, foi criada por
fazendeiros preocupados com a preservação do Pantanal e da cultura e
tradições dos pantaneiros. Eles comemoram e nos dão a oportunidade de
participarmos dessa festa tão importante para todos nós que amamos e
estamos preocupados com a preservação desse paraíso ecológico.
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Nas noites de lua aqui na fazenda, além da boa música, ouvimos com
atenção as lendas, os “causos” e as estórias que nos deixam atentos,
curiosos. Muitas vezes o contador é tão bom na arte de contar que parece
tudo verdade, deixando-nos sempre na expectativa, dando suspense e um
medo que até perturba o sono. Por falar em dormir, eu durmo na rede. O
meu irmãozinho também.
Muitos pantaneiros são descendentes de índios. Eu, particularmente,
tenho sangue de índio por parte de pai e tenho muito orgulho, pois me
considero um verdadeiro brasileiro.
Voltemos às festas no Pantanal, onde os fazendeiros alegremente
recebem seus convidados. O cheiro do churrasco a gente sente de longe.
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Vem gente de carro, a cavalo e, dependendo da fazenda, até de avião.
Sei que antes se viajava a cavalo e carro de boi. Nós sempre vamos a
cavalo. A última festa a que eu fui durou dois dias. Havia danças, doces
em latas de vinte litros de várias qualidades, bebidas, corrida de cavalos e
jogo de truco. À noite era rede para todos os lados. Quem não tinha rede,
dormia no chão.
O conjunto era da capital. Tocou a noite e o dia inteiro. Todos se
divertiam. O que me alegrou é que o Rei do Chamamé estava lá tocando
alegremente com toda a sua família. Seu nome, Dino Rocha, o orgulho do
nosso estado.
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Também conheci Almir Sater com sua viola. Fiquei encantado com
sua linda e meiga esposa. Ela é professora na escola no Pantanal em sua
fazenda. Adorei a festa porque tive a oportunidade de conhecer pessoas
que se preocupam com o próximo, levando conhecimento e cultura através
de suas músicas.
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Quando vou para a escola encanto-me com a linda paisagem.
Este é um jardim natural.
Acho que me empolguei um pouco e falei demais. Aliás, escrevi um
pouco a mais. O que você está terminando de ler faz parte de uma redação
que nós fizemos aqui na escola. O tema era Escola no Pantanal.
Eu tirei 10. Gosto de falar sobre minha gente e do que temos aqui no
Pantanal.
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Em meu nome e dos meus amiguinhos queremos agradecer aos
fazendeiros do Pantanal que não mediram esforços e criaram escolas em
suas fazendas, distribuindo educação e cultura para os pantaneirinhos.
O meu maior sonho é ver meus pais lendo e escrevendo, pois sei que
a caneta é a arma dos sábios. Foi um prazer contar um pouco do que
temos e somos, e não se esqueça: conheça e valorize a escola do Pantanal.
Agora eu e meu irmão vamos voltar para a casa. Chegaremos antes
do escurecer. Vamos tomar banho, jantar, dormir e sonhar. E no dia
seguinte, voltaremos à escola.
Do amigo João Victor, o Pantanerinho.
O Pantanal é Brasil. Para nós um orgulho.
Até breve!
Obs.: Em algumas escolas do Pantanal, os alunos são hospedados
pelos fazendeiros. Dormem, comem, estudam. É a total valorização do ser
humano. Só vão para casa passear nas férias.
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OS DEZ MANDAMENTOS DO AMIGO DA NATUREZA
1. Proteja, conserve e respeite a natureza.
2. A vida é sagrada, respeite a vida das plantas e dos animais.
3. Não empregue armadilhas e venenos, que significam crueldade,
covardia, sofrimento e morte.
4. Proteja os pássaros e ajude os animais a viverem e sobreviverem.
5. Respeite a água, ela é símbolo da vida e saúde.
6. Respeite as culturas, as plantações e as matas.
7. Tema o fogo, pode acarretar prejuízos imensos.
8. Preserve a natureza, as belezas naturais, lembre-se de que apenas alguns
detritos podem ofuscar toda uma linda paisagem.
9. Não perturbe a paz dos campos e das matas, o silêncio e a calma são
benéficos para o corpo e a mente de todos.
10. Ensine aos outros a amar a nossa natureza como nós amamos.
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PANTANAL: PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE
O Pantanal Mato-Grossense é um dos mais importantes pólos
ecológicos do Brasil e do Mundo.
Um verdadeiro paraíso, onde vivem animais, aves, peixes, répteis,
plantas e seres humanos. Nas épocas das águas, são quilômetros e
quilômetros de áreas alagadas, formando o que os mais antigos chamam
de “Mar de Xaraés”.
O Pantanal se estende pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul. Adentra na Bolívia e no Paraguai.
Vamos juntos manter o equilíbrio do nosso santuário.
Preserve.
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VOCÊ SABE O QUE É A CONSTITUIÇÃO
E O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLECENTE?
A Constituição é a lei maior do país. Cada país tem a sua
Constituição, onde estão escritos todos os direitos e deveres do cidadão.
Na Constituição do Brasil, escrita em 1988, há o artigo 227 que
você deve ler e exigir que seja feito o que está escrito.
ARTIGO 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar
à criança e ao adolescente com absoluta prioridade o direito à vida, à
saúde, à alimentação, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
O Estatuto da Criança e do Adolescente é a lei dos direitos da
infância e da juventude brasileiras. Estabelece, em detalhes, o que
determina, de forma geral, o artigo 227 da Constituição.
O Estatuto obriga o governo, a sociedade e a família a dar proteção
e condições de desenvolvimento aos construtores do futuro Brasil: a criança
e o adolescente.
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SOU CRIANÇA!
QUERO MEUS DIREITOS RESPEITADOS
· Como estou crescendo, a constituição do meu país protege-me para
que eu tenha oportunidades e facilidades especiais de desenvolver-me
com liberdade e dignidade.
· O poder público, a sociedade e minha família, por lei, devem cuidar
do meu direito.
* À vida
* À saúde;
* À alimentação;
* À educação;
* Ao esporte;
* Ao lazer;
* À profissionalização;
* À cultura;
* À dignidade;
* Ao respeito;
* À liberdade;
* À convivência familiar e comunitária.
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·Sou prioridade absoluta para:
* Receber proteção e socorro quando precisar;
* Ser atendida aos serviços públicos (escolas, hospitais de segurança
e outros);
* Ter a atenção das autoridades que decidem sobre o futuro do País e
o uso dos recursos públicos.
· Existe lei que protege contra:
* O abandono;
* A discriminação;
* A exploração;
* A violência;
* A crueldade;
* A opressão.
* Enquanto for criança tenho direito a um desenvolvimento que produza
um adulto livre e responsável, digno de cuidar dos que serão crianças no
futuro.
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