Silvoney Fernandes da Silva
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Índice
1.
Variáveis Compostas Homogêneas.................................................................................................................. 3
1.1
Variáveis Indexadas Uni Dimensionais(Vetores) ....................................................................................... 3
1.1.1
Exercícios 10:...................................................................................................................................... 5
1.2
Variáveis Indexadas Bidimensionais(Matrizes).......................................................................................... 8
1.2.1
Exercícios 11:...................................................................................................................................... 9
2.
Tipo Record ..................................................................................................................................................... 11
2.1.1
3.
Exercícios 1 :..................................................................................................................................... 12
Tipos Definidos Pelo Usuário e Constantes .................................................................................................. 13
3.1
Tipos Definidos Pelo Usuário................................................................................................................... 13
3.1.1
Exercícios 2 :..................................................................................................................................... 13
3.2
Constantes................................................................................................................................................. 14
3.2.1
Exercícios 3 :..................................................................................................................................... 15
4.
Sub-Rotinas ..................................................................................................................................................... 17
4.1
Procedure.................................................................................................................................................. 17
4.1.1
Exercícios 4 :..................................................................................................................................... 18
4.2
Variáveis Globais e Locais ....................................................................................................................... 18
4.2.1
Exercícios 5 :..................................................................................................................................... 20
5.
Passagem de Parâmetros ............................................................................................................................... 21
5.1.1
5.1.2
6.
Exercícios 6 :..................................................................................................................................... 23
Exercícios 7 :..................................................................................................................................... 25
Function ........................................................................................................................................................... 27
6.1.1
7.
Exercícios 8 :..................................................................................................................................... 28
Recursividade .................................................................................................................................................. 29
7.1.1
8.
Exercícios 8 :..................................................................................................................................... 30
Unit ................................................................................................................................................................... 32
8.1.1
9.
Exercícios 9 :..................................................................................................................................... 33
Arquivos........................................................................................................................................................... 34
9.1
Arquivos FILE........................................................................................................................................... 34
9.1.1
Exercícios 10 :................................................................................................................................... 40
9.2
Arquivos TEXT.......................................................................................................................................... 41
9.3
Sub-Rotinas para Tratamento de Arquivos TEXT. ................................................................................... 41
9.3.1
Exercícios 11 :................................................................................................................................... 44
10.
Alocação Dinâmica...................................................................................................................................... 45
10.1
Introdução................................................................................................................................................. 45
10.2
Definição de Pointers................................................................................................................................ 45
10.3
Rotinas para Alocação de Memória: ........................................................................................................ 46
1
10.4 Atribuição de Valores ............................................................................................................................... 47
10.4.1 Exercícios:......................................................................................................................................... 47
11.
Lista Simplesmente Encadeada ................................................................................................................. 49
11.1
Definição................................................................................................................................................... 49
11.2 Criando Listas na Memória ...................................................................................................................... 49
11.2.1 Exercícios:......................................................................................................................................... 53
12.
Lista Duplamente Encadeada .................................................................................................................... 55
12.1.1
Exercícios:......................................................................................................................................... 57
2
1. Variáveis Compostas Homogêneas
Vimos, no início deste curso, ser possível dar um Nome para uma posição de memória, sendo que a esta
será associado um valor qualquer. Pois bem, acontece que, muitas vezes, esta forma de definição, ou melhor
dizendo, de alocação de memória, não é suficiente para resolver certos problemas computacionais. Imagine por
Exemplo, como faríamos para construir um algoritmo, para ler o Nome de N Pessoas e que imprimisse um
relatório destes mesmos nomes, mas ordenados alfabeticamente? Não seria uma tarefa simples, haja visto não ser
possível determinar quantos nomes seriam lidos, mesmo que soubéssemos o número de pessoas, digamos 1.000
pessoas, teríamos que definir 1.000 variáveis do tipo STRING, como é mostrado abaixo:
ALGORITMO Loucura;
VARIÁVEIS
Nome1,
Nome2,
Nome3,
.
.
.
Nome999,
Nome1000: CADEIA
INICIO
<Comandos>
FIM
Considere o tamanho do algoritmo, e o trabalho braçal necessário para construi-lo. Isto só com 1.000
Nome, imagine agora 1.000.000 de pessoas. A construção deste algoritmo começaria a ficar inviável na pratica.
Para resolver problemas como este, e outros, foi criado um novo conceito para alocação de memória sendo, desta
forma, também criado uma nova maneira de definir variáveis, a qual foi denominada de variável indexada.
Uma variável indexada corresponde a uma seqüência de posições de memória, a qual daremos único
Nome, sendo que cada uma destas pode ser acessada através do que conhecemos por índice. O índice corresponde
a um valor numérico ( exceto REAL ), ou a um valor caracter ( exceto STRING ). Cada uma das posições de
memória de uma variável indexada pode receber valores no decorrer do algoritmo como se fosse uma variável
comum, a única diferença reside na Sintaxe de utilização desta variável.
1.1 Variáveis Indexadas Uni Dimensionais(Vetores)
Também conhecida por “Vetor”. Uma variável uni-dimencional, como o próprio Nome já indica, possui
apenas uma dimensão, sendo ser possível definir variáveis com quaisquer tipo de dados validos do Pascal.
a) Definição:
ALGORITMO Define
VARIÁVEIS
<Nome>: VETOR [INICIOV : FIMV] DE <tipo>
INICIO
<Comandos>
FIM
Em pascal:
PROGRAM Define;
VAR
<Nome>: ARRAY [INICIO..FIM] OF <tipo>;
BEGIN
<Comandos>;
3
END.
Obs.:
a) “ARRAY” é uma palavra reservada do Pascal
b) Os valores “INICIOV” e “FIMV” correspondem aos índices inicial e final
c) Uma variável indexada pode ser apenas de um tipo de dado
Exemplo Definir uma variável indexada como sendo do tipo REAL, sendo que a mesma deverá corresponder a 10
posições de memória.
ALGORITMO Exemplo
VARIÁVEIS
Vet : VETOR [1 : 10] OF REAL
INICIO
<Comandos>
FIM
Em pascal:
PROGRAM Exemplo;
VAR
Vet: ARRAY [1..10] OF REAL;
BEGIN
<Comandos>;
END.
No Exemplo acima, após a definição da variável, a memória estará como mostrado no esquema abaixo:
Vet
1
2
3
4
5
6
7
8
Os Valores numéricos apresentados acima correspondem aos índices da variável.
B) Atribuição
<Nome>[<Índice>] ← Valor;
LEIA (<Nome>[<Índice>]);
Em pascal:
<Nome>[<Índice>]: =Valor;
READ (<Nome>[<Índice>]);
Exemplo:
ALGORITMO Atribui
VARIÁVEIS
Nomes : VETOR [1 : 20] DE CADEIA
i
: INTEIRO
BEGIN
Nomes[1] ← ‘João da Silva’
PARA i ← 2 ATE 20, PASSO 1, FACA
LEIA(Nomes[i])
FIM PARA
FIM
Em pascal:
PROGRAM Atribui;
VAR
Nomes : ARRAY[1..20]OF STRING;
i
: INTEGER;
BEGIN
Nomes[1]: =‘João da Silva’;
FOR i: = 2 TO 20 DO
4
9
10
READ(Nomes[i]);
END.
1.1.1 Exercícios 10:
1) Faça um algoritmo que leia, via teclado, 200 valores do tipo inteiro e os guarde na memória.
2) Amplie o exercício anterior emitindo um relatório com todos os números pares que você leu.
3) Faça um algoritmo que determine qual o menor valor existente no vetor do exercício número 1.
4) Faça um algoritmo que determine qual o maior valor existente no vetor do exercício número 1.
5) Faça um algoritmo que imprima quantos dos valores do exercício número 1 são maiores que a média desses
valores.
6) Faça um algoritmo que leia 10 nomes e os guarde na memória.
7) Amplie o exercício 6 imprimindo o menor Nome do vetor
8) Amplie o exercício 6 imprimindo o maior Nome do vetor
9) Faça um algoritmo que leia 20 palavras, e após a leitura, realiza um processo qualquer que inverta os caracteres
de cada uma das palavras.
10) Faça um algoritmo que leia 10 nomes e os guarde na memória. Após a leitura, emita um relatório com todos os
nomes que são palindromes. Uma palavra palindrome é aquela que a sua leitura é a mesma da esquerda para a
direita e vice versa. Exemplo: ARARA, ANA, etc.
11) Faça um algoritmo que leia, Nome idade e sexo de N pessoas. Após a leitura faça:
a) Imprima o Nome, idade e sexo das pessoas cuja idade seja maior que a idade da primeira pessoa.
b) Imprima o Nome e idade de todas as mulheres.
c) Imprima o Nome dos homens menores de 21 anos.
12) Faça uma algoritmo para ler 20 valores e que imprima os que são maiores que a média dos valores.
13) Faça um algoritmo que leia Nome e notas ( total de 12 ) de um conjunto indeterminado de alunos de um colégio.
Após a leitura faça:
a) Imprima o Nome e a média dos alunos aprovados ( Média >= 7.0 ).
b) Imprima o Nome e a média dos alunos em Recuperação ( 5.0 >= Média < 7.0 ).
c) Imprima o Nome e a média dos alunos reprovados ( Média < 5.0 ).
d) Imprima o percentual de alunos aprovados.
e) Imprima o percentual de alunos reprovados.
14) Dado Nome e salário de 10 funcionários faça:
a) Imprima o Nome e o salário dos funcionários que ganham mais de R$ 500,00
b) Para os funcionários que ganham menos de R$ 200,00 conceda um aumento de 20%. Imprima Nome e o novo
salário destes funcionários aumentados
15) Um teste composto por 10 questões foi proposto numa classe de n alunos. Cada
questão admite as alternativas identificadas pelas letras A, B, C, D e E. Para cada aluno tem-se o registro contendo o
seu nome e as suas respostas. Sendo dado o gabarito das questões faça um algoritmo que:
a) Escreva uma relação contendo o nome e o número de acertos de cada aluno;
b) Determine quantos alunos acertaram as questões 1 e 2 e tiveram 7 acertos;
c) Escreva o nome do aluno, que obteve a melhor nota e pior nota;
16) Faça um algoritmo para ler 50 valores inteiros. Após imprima tais valores ordenados crescentemente.
17) Continuando o exercício anterior, emita um relatório com os valores ordenados decrescentemente.
5
18) Faça um algoritmo que leia 10 valores numéricos inteiros. Após a leitura emita um relatório com cada valor
diferente e o número de vezes que o mesmo apareceu no vetor.
19) Dado uma ralação de N nomes, faça um algoritmo que verifique se uma determinada pessoa está neste vetor. O
Nome da pessoa a ser pesquisada deverá ser lido, bem como os nomes a serem colocados no vetor.
20 Dado uma frase, faça um algoritmo que determine qual a consoante mais utilizada.
21) Faça um algoritmo que leia N letras e armazene cada uma em uma posição de memória. Coloque no vetor, após
a última letra lida, o caracter “$”, indicando final dos caracteres
22) Faça um algoritmo que:
a) Leia um vetor com N elementos formado por valores do tipo inteiro.
b) Após a leitura, modifique o vetor de forma que o mesmo contenha na parte superior somente valores
pares, e na parte inferior os valores impares.
c) Ordene crescentemente os números pares, e decrescentemente os números impares.
23) Dado um conjunto de n registros, cada registro contendo o nome e a idade dessa pessoa faça um algoritmo que:
a) Guarde todos os dados na memória;
b) Escreva o nome das pessoas que tem idade maior que a idade da primeira;
c) Listar os nomes das pessoas que tem a idade maior que a média;
d) Listar o nome da pessoa de maior e menor idade
24) Dado que para cada aluno de uma turma de “N” alunos se tenha, o seu nome, e as notas das 8 avaliações. Faça
um algoritmo que:
Imprima o nome a média de cada aluno;
a) Calcule a Percentagem de alunos cujo o nome comece com a letra “A”;
b) Para cada aluno imprima uma mensagem dizendo se o aluno tem ou não notas repetidas;
c) Determine quantos alunos tem pelo menos duas notas acima de 7;
25) Dado um verto X de n elementos faça um algoritmo que:
a) Crie outro vetor Y contendo os elementos de x que estão na faixa entre 10 e 40;
b) Crie outro vetor W contendo os números que estão nas posições pares;
c) Pesquise a existência de um determinado elemento Z no vetor X;
d) Escreva o menor e maior elemento do vetor X;
26) Em uma cidade do interior, sabe-se que, de janeiro a abril de 1976 (121 dias), não ocorreu temperatura inferior
a 15o C nem superior a 40o C. As temperatura verificadas em cada dia estão disponíveis em uma unidade de entrada
de dados.
Fazer um algoritmo que calcule e escreva:
a) a menor temperatura ocorrida;
b) a maior temperatura ocorrida;
c) a temperatura média
d) o número de dias nos quais a temperatura foi inferior a média à temperatura média.
27) Fazer um algoritmo que:
a) leia o valor de n (n <= 1000) e os n valores de um variável indexada A de valores inteiros ordenados de
forma crescente;
b) determine e escreva, para cada número que se repete no conjunto, a quantidade de vezes em que ele
aparece repetido;
c) elimine os elementos repetidos, formando um novo conjunto;
d) escreva o conjunto obtido no item c;
28) Um armazém trabalha com 100 mercadorias diferentes identificadas pelos números inteiros de 1 a 100. O dono
do armazém anota a quantidade de cada mercadoria vendida durante o mês. Ele tem uma tabela que indica, para
cada mercadoria, o preço de venda. Escreva um algoritmo para calcular o faturamento mensal do armazém. A tabela
de preços é fornecida seguida pelos números das mercadorias e as quantidades vendidas. Quando uma mercadoria
não tiver nenhuma venda, é informado o valor zero no lugar da quantidade.
29) Uma grande firma deseja saber quais os três empregados mais recentes. Fazer um algoritmo para ler um
número indeterminado de informações (máximo de 300) contendo o número do empregado e o número de meses de
trabalho deste empregado e escrever os três mais recentes.
6
Observações: A última informação contém os dois números iguais a zero. Não existem dois empregados
admitidos no mesmo mês.
Exemplo:
EMPREGADOS
224
1731
2210
4631
…
526
1
2
3
4
300
MESES
17
1
3
2
9
3
2
4
…
10
300
Empregado mais recente: 4631.
30) Fazer um algoritmo que:
a) leia uma variável indexada A com 30 valores reais;
b) leia uma outra variável indexada B com 30 valores reais;
c) leia o valor de uma variável X;
d) verifique qual o elemento de A é igual a X;
e) escreva o elemento de B de posição correspondente à do elemento A igual a X;
31) Fazer um programa que:
a) leia o valor de M (M<=30) e os valores de uma variável indexada A;
b) leia o valor de N (N<=20) e os valores de uma variável indexada B;
c) determine o conjunto C = A ∪ B (união de A com B), onde C não deverá conter elementos repetidos (A
e B não contém elementos repetidos);
d) escreva os elementos contidos em A, B e C;
32) Intercalação é o processo utilizado para construir uma tabela ordenada, de tamanho n +m, a partir de duas
tabelas já ordenadas de tamanhos n e m. Por exemplo, a partir das tabelas:
A=
1
3
6
B=
2
4
5
1
2
3
7
e
construímos a tabela
C=
4
5
6
7
Fazer um algoritmo que:
a) leia NA, número de elementos do conjunto A (NA<=100);
b) leia, em seguida, os elementos do conjunto A;
c) leia, logo após o valor de NB, número de elementos do conjunto B (NB<=100);
d) leia, finalmente, os elementos do conjunto B;
e) crie e imprima um conjunto C, ordenado, de tamanho NA+NB, a partir dos conjuntos originais A e B.
Observação:
1. Considerar os elementos de A e B como inteiros.
33) Para cada nota de compra , tem-se o Nome do produto comprado, o valor e o imposto. Faça um algoritmo que
escreva Nome, valor e imposto de cada produto. Bem como o valor total bruto, o imposto total cobrado e o valor
total líquido de todas as notas. Considere 500 notas
34) Uma empresa deseja fazer um levantamento do seu estoque. Para isto possui para cada tipo de produto, o seu
Nome, o valor unitário e a sua quantidade em estoque. A empresa deseja emitir um relatório contendo, o Nome,
quantidade, valor, unitário e o saldo ( valor total ) em estoque de cada tipo de produto. Ao final deseja-se saber
quantos tipos de produtos existem em estoque e o saldo de todos os produtos.
38) Faça um algoritmo para ler um vetor X de tamanho N de números inteiro. Após a leitura classifique os números,
colocando em um vetor P somente os números pares e em um vetor I os impares. Após isso liste os três vetores.
7
1.2 Variáveis Indexadas Bidimensionais(Matrizes)
Também conhecida por “Matriz”. Uma variável Bidimencional, como o próprio Nome já indica, possui
duas dimensões, sendo ser possível definir variáveis com quaisquer tipo de dados validos do Pascal.
A=
a11
a21
a31
a12
a22
a33
Matriz A 3x2 (Linha x Coluna)
a) Definição:
ALGORITMO Define
VARIÁVEIS
<Nome>: MATRIZ [I : J, L:M] DE <tipo>
INICIO
<Comandos>
FIM
Em pascal:
PROGRAM Define;
VAR
<Nome>: ARRAY [I..J, L..M] OF <tipo>;
BEGIN
<Comandos>;
END.
Exemplo Definir uma variável indexada bidemensional para armazenar os dados de uma matriz 4 por 4 de números
do tipo REAL, sendo que a mesma deverá corresponder no total a 16 posições de memória.
ALGORITMO Exemplo;
VARIÁVEIS
MAT : MATRIZ [1:4,1:4] DE REAL
INICIO
<Comandos>
FIM
Em pascal:
PROGRAM Exemplo;
VAR
MAT: ARRAY [1..4,1..4] OF REAL;
BEGIN
<Comandos>;
END.
No Exemplo acima, após a definição da variável, a memória estará como mostrado no esquema abaixo:
MAT
1,1
2,1
3,1
4,1
1,2
2,2
3,2
4,2
1,3
2,3
3,3
4,3
1,4
2,4
3,4
4,4
Os Valores numéricos apresentados acima correspondem aos índices da variável.
B) Atribuição
<Nome>[<Índice>,<Índice>] ← Valor;
8
LEIA (<Nome>[<Índice>,<Índice>]);
Em pascal:
<Nome>[<Índice>,<Índice>]: =Valor;
READ (<Nome>[<Índice>,<Índice>]);
Exemplo:
ALGORITMO Atribui
VARIÁVEIS
Nomes : VETOR [1:4,1:4] DE CADEIA
I,J
: INTEIRO
BEGIN
PARA I ← 1 ATE 4, PASSO 1, FACA
PARA J ← 1 ATE 4, PASSO 1, FACA
LEIA (Nomes [ I , J] )
FIM PARA
FIM PARA
FIM
Em pascal:
PROGRAM Atribui;
VAR
Nomes : ARRAY[1..4,1..4] OF STRING;
I,J
: INTEGER;
BEGIN
FOR I: = 1 TO 4 DO
FOR := J := 1 TO 4 DO
READ (Nomes[ I,J] );
END.
1.2.1 Exercícios 11:
1) Faça um algoritmo para ler e imprimir uma matriz 2x4 de números inteiros.
2) Dado uma matriz de ordem 3x3 faça um algoritmo que:
a) Calcule a soma dos elementos da primeira coluna;
b) Calcule o produto dos elementos da primeira linha;
c) Calcule a soma de todos os elementos da matriz;
d) Calcule a soma do diagonal principal;
e) Soma da diagonal secundária;
3) Dado uma matriz de ordem NxN faça um algoritmo que verifique se a matriz é simétrica (aij=aji).
4) Dado uma matriz NxM de valores reais faça um algoritmo que faça a leitura destes valores e ao final da leitura de
todos, imprimir o seguintes relatório:
a) Qual a Soma dos valores de cada coluna da matriz;
b) Listar os valores que são menores que a média dos valores;
c) Qual a soma dos elementos da diagonal secundária;
5) Dado uma matriz NxM de valores inteiros faca um algoritmo que faça a leitura destes valores e ao final coloque
os elementos ordenados primeiro pela linha e depois pela coluna.
6) Dado duas matrizes A e B de ordem NxN faca um algoritmo que some as duas e gere a matriz C. Os elementos
da matriz C são a soma dos respectivos elementos de A e B.
7) Dado uma matriz NxM de valores inteiros determine a sua matriz transposta e imprima.
8) Fazer um algoritmo que efetue um produto matricial. Seja A(m x n) e B (n x m) as matrizes fatores, sendo m<=40
e n<=70. Deverão ser impressas as matrizes A, B e a matriz-produto obtida.
9) Escrever um algoritmo que leia uma matrix N x N multiplique os elementos da diagonal principal por uma
variável K, também linda, e escreva a matriz resultante.
9
10) Dado uma matriz N x M elementos, calcular a soma de cada linha e a soma de todos os elementos.
A fim de ilustrar este problema, pode-se considerar o seguinte esquema:
Mat
1
4
2
5
Somalinha
6
15
3
6
Total
21
10
2. Tipo Record
Os tipos de dados que são mais comumente usados, e que foram vistos com maior ênfase em programação
I, são :
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
WORD
INTEGER
REAL
BYTE
STRING
CHAR
ARRAY
BOOLEAN
Uma outra forma de definir uma variável em Pascal, é através do tipo RECORD. Esse tipo é diferente das
demais formas de definir variáveis, porque permite que uma variável armazene valores de diversos tipos diferentes.
Exemplo: Imagine que fosse desejado armazenar informações de uma pessoa, tais como: Nome, Idade,
Altura, Sexo, Número de Dependentes, Profissão.
Na forma tradicional, seria necessário definir uma variável para cada tipo de informação, ou seja:
VAR
Nome
Idade
Altura
Sexo
NumDep
Profissão
: STRING;
: BYTE;
: REAL;
: CHAR;
: BYTE;
: STRING;
Utilizando o tipo RECORD, a definição seria a seguinte:
VAR
Pessoa
: RECORD
Nome
Idade
Altura
Sexo
NumDep
Profissão
END;
: STRING;
: BYTE;
: REAL;
: CHAR;
: BYTE;
: STRING;
Ao definir uma variável como sendo do tipo RECORD, devemos definir, também quais serão as partes componentes
desta variável(Nome, Idade, Altura , Sexo, NumDep e Profissão), junto com o seu tipo. Quando estamos
trabalhando com RECORD, as partes componentes do mesmo recebem um Nome próprio, o qual é conhecido
como “campo “. Desta forma, uma variável RECORD pode ter campos de qualquer tipo válido do Pascal, sendo
permitido inclusive que um RECORD seja definido dentro do outro, ou como parte de um ARRAY.
Continuando o Exemplo, caso desejarmos atribuir um valor a variável Pessoa, devemos fazê-lo da seguinte
forma:
Algoritmo
Pessoa.idade ← 45
Pascal
Pessoa.idade : = 45
11
O uso do “.” indica que esta variável possui campos, e que “Idade” é um deles. É importante lembrar que
as operações realizadas sobre uma variável RECORD, são as mesmas de uma variável “comum”, a única diferença
que devemos indicar o Nome da variável, seguido de um ponto(.), seguido do Nome do campo.
É possível atribuir o conteúdo de uma variável RECORD para outra variável, de mesmo tipo, da mesma
forma que é feito como as outras variáveis do Pascal.
Exemplo: Caso duas variáveis, digamos A e B sejam definidas como sendo RECORDs, e caso seja desejado passar
o conteúdo, isto é os valores existentes nos campos, a variável A para a variável B, bastará realizar a seguinte
atribuição:
Algoritmo
A←B
Pascal
A: =B
2.1.1 Exercícios 1 :
1. Definir um RECORD tendo os seguintes campos: Nome, Semestre, Sala, Curso, Notas(total de seis)
2. Faça um algoritmo para ler as informações, descritas acima
3. Ampliar a definição anterior, acrescentando a definição de um outro campo(Endereço) que será também um
RECORD, o qual terá os seguintes campos: Rua, Bairro, Cidade, Estado, CEP
4. Faça um algoritmo para ler as informações de um aluno, junto com o endereço descrito acima
5. Defina um ARRAY de alunos, os campos serão os mesmos descritos nos itens anteriores
6. Faça um algoritmo para ler as informações de n alunos
7. Ordene crescentemente pelo Nome, os alunos
12
3. Tipos Definidos Pelo Usuário e Constantes
3.1 Tipos Definidos Pelo Usuário
O Pascal possui vários tipos pré-definidos, como INTEGER, WORD, REAL etc, mas além destes tipos
básicos, existe a possibilidade de o usuário definir seus próprios tipos de dados. Para isto, é necessário o uso da
palavra reservada TYPE, a qual indica que um novo tipo será criado.
Exemplo: Imagine que seja desejado criar um tipo matriz 4X4, sendo que logo em seguida este novo tipo
será usado para definir uma variável como sendo deste tipo. P ara isto deverá ser usada a seguinte definição:
TYPE
Matriz = ARRAY[1..4,1..4] OF INTEGER
VAR
Mat
: Matriz
O Pascal permite a definição de tipos usando qualquer um dos tipos pré-definidos, ou até mesmo
utilizando tipos definidos pelo usuário
3.1.1 Exercícios 2 :
1. Usando a definição para aluno apresentada no exercício da secção anterior, crie um tipo de dado para alunos e
em seguida defina uma variável como sendo um ARRAY deste tipo. A título de ilustração, defina o RECORD do
campo endereço, como sendo também um tipo
2. Defina um tipo de dado chamado funcionário, o qual deverá ter o seguinte layout:
Nome
Endereço:
Rua
Número
Bairro
Cidade
Estado
CEP
Profissão:
Cargo:
Departamento
Função
Salário:
Bruto
Desconto(percentual)
Salário Família(Somente para filhos de 18 anos)
Dependentes:
Número
Descrição(Uma para cada dependente):
Nome
Idade
Se é filho ou não
3. Dado a definição acima, faça um algoritmo para:
• Ler as informações de n funcionários
• Ordenar crescentemente os nomes dos Funcionários
13
• Emitir um relatório com o salário líquido de cada funcionário, onde deverá ser impresso somente o
Nome do funcionário e seu salário.
• Emitir um relatório dos funcionários que trabalhem na contabilidade e que tenham mais de dois filhos
menores de 18 anos
• Emitir um relatório com o Nome do funcionário e o seu salário bruto
4. Uma empresa compra uma série de produtos de diversos fabricantes, e precisa que sejam emitidos os seguintes
relatórios:
• Qual o produto que possui a maior quantidade em estoque, e qual o que tem a menor quantidade
• Qual o produto mais caro e o mais barato
• Quais são os produtos pertencentes ao fabricante XYZ
• Quais os produtos que são de cor Azul
• Listagens de todos os produtos em estoque com todas as informações existentes sobre cada um dos
produtos.
3.2 Constantes
Uma constante é uma posição de memória que possui um valor fixo, constante, durante toda a existência do
programa. A sua utilização possibilita uma maior clareza do código, tornando a tarefa de manutenção ou
entendimento do programa muito mais simples.
Exemplo:
Algoritmo
SE Tecla = CHR(24) ENTAO
<executa comandos>
FIM SE
Pascal
IF Tecla = CHR(24) THEN
BEGIN
<executa comandos>;
END;
O pedaço de código mostrado acima seria mais legível se , ao invés da utilização da Função CHR(24),
fosse utilizado uma constante. Desta forma , o programa alterado ficaria como é mostrado abaixo:
Algoritmo
SE Tecla = SetaParaBaixo ENTAO
<executa comandos>
FIMSE
Pascal
IF Tecla = SetaParaBaixo THEN
BEGIN
<executa comandos>;
END;
A forma de se declarar uma constante é através do uso da palavra reservada CONST.
Exemplo: Declarar uma constante que representa o valor da seta para baixo, do teclado do PC.
Algoritmo
CONSTANTE
SetaParaBaixo=CHR(24)
INICIO
<Comandos>
FIM
14
Pascal
CONST
SetaParaBaixo=CHR(24)
BEGIN
<Comandos>;
END
Um outro uso muito útil de constantes é o de definir o tamanho de um ARRAY (VETOR) e o escopo dos
laços de repetição, como FOR DO (PARA FAÇA0 , WHILE DO (ENQUANTO FAÇA) e REPEAT UNTIL
(REPITA ATÉ).
Algoritmo
ALGORITMO Teste
CONSTATE
TotalLinhas = 10
TotalColunas = 20
TIPO
matriz = VETOR[ 1..totallinhas, 1..totalcolunas] DE INTEIRO
VARIAVEIS
Mat
: matriz;
lin,col : BYTE;
INICIO
PARA lin DE 1 ATE totallinhas FAÇA
PARA col DE 1 ATE totalcolunas FAÇA
LEIA(Mat[lin,col])
FIM PARA
FIM PARA
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
CONST
TotalLinhas = 10;
TotalColunas = 20;
TYPE
matriz = ARRAY[ 1..totallinhas, 1 ..totalcolunas] OF INTEGER;
VAR
Mat
lin,col
: matriz;
: BYTE;
BEGIN
FOR lin : = 1 TO totallinhas DO
BEGIN
FOR col: = 1 TO totalcolunas DO
BEGIN
READ(mat[lin,col]);
END;
END;
END.
3.2.1 Exercícios 3 :
1. Faça um algoritmo para definir constantes representando os códigos das teclas como HOME, END, ESC etc do
teclado do PC.
2. Faça um algoritmo para declarar constantes que representem as seqüências de caracteres necessários para
programar uma impressora de modo a imprimir diversas qualidades como expandido, qualidade carta ,
condensado, etc. Para isto será necessário o uso do manual de sua impressora , na parte relacionada a
programação de impressora.
3. Faça um programa para definir constantes que representem as diversas cores/tonalidades que o vídeo do PC
possa operar em modo texto, tanto para cor de fundo(bakcground) , como para cor das letras(foreground).
15
4. Faça um algoritmo que defina constantes para construção de molduras. Uma moldura é uma área retangular
cercada por caracteres específicos da tabela ASCII. As molduras podem ser por Exemplo, simples , duplas,
sombreadas, etc. A tabela ASCII tem uma boa variedade de caracteres específicos para este fim, só depende da
imaginação de cada um.
16
4. Sub-Rotinas
Um matemático uma vez disse que um grande problema se resolve dividindo-o em pequenas partes e
resolvendo tais partes em separado. Estes dizeres servem também para a construção de programas. Os profissionais
de informática quando necessitam construir um grande sistema, o fazem, dividindo tal programa em partes, sendo
então desenvolvido cada parte em separado, mais tarde, tais partes serão acopladas para formar o sistema. Estas
partes são conhecidas por vários nomes. Nós adotaremos uma destas nomenclaturas: sub-Rotinas.
Podemos dar um conceito simples de sub-Rotina dizendo ser um pedaço de código computacional que
executa uma Função bem definida, sendo que esta sub-Rotina pode ser utilizadas várias vezes no algoritmo.
Neste curso iremos tratar de dois tipos de sub-Rotinas: PROCEDURE e FUNCTION.
4.1 Procedure
Sintaxe:
Algoritmo
PROCEDURE <Nome> [(parâmetros)]
<definições>
INICIO
<comandos>
FIM
Pascal
PROCEDURE <Nome> [(parâmetros)]
<definições>
BEGIN
<comandos>;
END;
Uma “PROCEDURE”, é um tipo de sub-Rotina que é ativada através da colocação de seu Nome em
alguma parte do programa. Desta forma, assim que o Nome de uma “PROCEDURE”é encontrado, ocorre um
desvio no programa, para que os comandos da sub-Rotina sejam executados. Ao término da sub-Rotina, a execução
retornará ao ponto subsequente a chamada da “Pocedure”.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEIS
Número, N : BYTE
PROCEDURE EscreveNoVideo
INICIO
PARA Número DE 1 ATE N FACA
ESCREVA (Número)
FIM PARA
FIM
INICIO
LEIA(N)
EscreveNoVideo
ESCREVA (‘fim’)
FIM
17
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
Número, N : BYTE;
PROCEDURE EscreveNoVideo;
BEGIN
FOR Número : = 1 TO n DO
BEGIN
WRITE(Número);
END;
END;
BEGIN
READ(N);
EscreveNoVideo;
WRITE(‘fim’);
END.
4.1.1 Exercícios 4 :
1. Construa uma sub-Rotina para ler uma matriz NXM DO tipo INTEGER. Os valores N e M deverão ser lidos.
2. Faça uma sub-Rotina para ler um vetor A de N elementos, e um vetor B de M elementos. Os valores M e N
deverão ser lidos.
3. Faça um algoritmo para ler as informações de N alunos, tais como: Nome, idade e sexo. Após construa subRotina para: a - Emitir um relatório ordenado crescentemente pelo Nome; b - Emitir um relatório ordenado
decrescentemente pela idade; c - Informar qual o percentual de alunos do sexo feminino.
4. Faça uma PROCEDURE para desenhar uma moldura no vídeo.
4.2 Variáveis Globais e Locais
Damos o Nome de variáveis globais para aquelas variáveis que são definidas logo após o comando VAR
do programa principal, sendo desta forma visíveis em qualquer parte do programa.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEIS
Nome : STRING[80]
{variável global}
PROCEDURE Setanome
INICIO
LEIA (Nome)
FIM
INICIO
Setanome
ESCREVA (Nome)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
Nome : STRING[80];
PROCEDURE Setanome;
BEGIN
READ(Nome);
END;
BEGIN
Setanome;
18
(variável global)
WRITE(Nome);
END
No Exemplo acima, a variável “Nome” , por ser definida como global, pode ser manipulada dentro de
qualquer ponto do programa, sendo que qualquer mudança no seu conteúdo, será visível nas demais partes da
Rotina.
Damos o Nome de variáveis locais às variáveis que são declaradas dentro de uma sub-Rotina, sendo que as
mesmas só podem ser manipuladas dentro da sub-Rotina que as declarou, não sendo visíveis em nenhuma outra
parte do programa.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
PROCEDURE EscreveNoVídeo
VARIAVEIS
Número, N : INTEIRO
INICIO
LEIA (N)
PARA número DE 1 ATE N FACA
ESCREVA (Número)
FIM PARA
FIM
INICIO
EscreveNoVídeo
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
PROCEDURE EscreveNoVídeo;
VAR
Número, N : INTEGER;
BEGIN
READ(N);
FOR número : = 1 TO N DO
BEGIN
WRITE(Número);
END;
END;
BEGIN
EscreveNoVídeo;
END;
Obs: É possível definir variáveis globais e locais com o mesmo Nome, sendo qualquer mudança no conteúdo da
variável local não afetará o conteúdo da variável global.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEL
Nome : STRING
PROCEDURE Setanome
INICIO
LEIA (Nome)
FIM
PROCEDURE Mudança
VARIAVEIS
Nome : STRING
INICIO
19
LEIA (Nome)
FIM
INICIO
Setanome
ESCREVA (Nome)
mudança
ESCREVA (Nome)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
Nome : STRING;
PROCEDURE Setanome;
BEGIN
READ(Nome);
END;
PROCEDURE Mudança;
VAR
Nome : STRING;
BEGIN
READ(Nome);
END;
BEGIN
Setanome;
WRITE(Nome);
mudança;
WRITE(Nome);
END;
No Exemplo acima, a variável global “Nome” e a variável local “Nome” representam posições de
memória totalmente diferentes, logo, qualquer mudança no conteúdo da variável local, não afetará o conteúdo da
variável global.
4.2.1 Exercícios 5 :
1 - Faça uma “PROCEDURE” para calcular A elevado a um expoente B.
2 - Faça uma “PROCEDURE” para calcular o fatorial de um número X qualquer.
3 - Faça um algoritmo para calcular a seguinte expressão matemática:
X 2 2 X 3 3X 4 4 X 5 5X 6
nX ( n +1)
Y =1+
+
+
+
+
+...+
2!
3!
4!
5!
6!
(n + 1)!
4 - Faça uma PROCEDURE que informe se uma STRING qualquer é palíndrome.
5 - Faça um algoritmo que leia um vetor de números inteiros. Após, emita um relatório com cada número diferente,
e o número de vezes que o mesmo apareceu repetido no vetor.
6 - Faça um algoritmo para:
• Ler as informações de n pessoas : Nome, Idade, sexo, altura, peso e endereço(Rua, Número, Bairro,
Cidade, Estado), armazenando-as em um vetor. O valor n deverá ser lido.
• Alterar o vetor de tal forma que na parte superior, sejam colocados, em ordem crescente, as pessoas
cujas idades sejam pares e na parte inferior, sejam colocadas, em ordem decrescente, as pessoas cujas
idades sejam ímpares.
Obs: O algoritmo deve prever a possibilidade de no vetor , não existirem números pares ou então, não existirem
números ímpares.
20
5. Passagem de Parâmetros
Até agora vimos que para ativar uma sub-Rotina bastaria colocar o seu Nome em alguma parte do
programa. Mas isto nem sempre significa que o trabalho de escrever o programa irá diminuir. Com o que vimos até
agora , dependendo da tarefa a ser realizada pela sub-Rotina, o trabalho de um programador pode até ser bem
complicado. Por Exemplo, como faríamos para ler 5 vetores, todos com tamanhos diferentes? Poderíamos , por
Exemplo, criar 5 sub-Rotinas, uma para cada vetor a ser lido. Isto sem dúvida resolveria esta situação, mas, e se
fossem 100 vetores?, ou 1000? Seria realmente uma tarefa muito trabalhosa ter de escrever 100, ou 1000 subRotinas, isto só para ler os vetores, imagine se tivéssemos também que ordená-los, ou realizar outro processo
qualquer. Com toda esta dificuldade, o uso das sub-Rotinas deveria ser considerado. Como já foi dito, as subRotinas foram criadas para serem genéricas o bastante para se adaptarem a qualquer situação, visando justamente a
possibilidade de reutilização do código. Para realizar esta “mágica”, foi criado o conceito de passagem de
parâmetros, ou seja, passar informações para serem tratadas dentro da Sub-Rotina.
Sintaxe:
Algoritmo
PROCEDURE <Nome> (<Variável> : <Tipo>)
<Definições>
INICIO
<comandos>
FIM
Pascal
PROCEDURE <Nome> (<Variável> : <Tipo>);
<Definições>;
BEGIN
<comandos>;
END;
Obs: Variável do mesmo tipo são separadas por vírgulas (,). Variáveis de tipos diferentes, são separadas por ponto
e vírgula (;).
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEIS
Número
: INTEIRO
Funcionário : STRING
PROCEDURE EscreveNome(N : INTEGER; Nome : STRING)
VARIAVEIS
I : INTEIRO
INICIO
PARA i DE 1 ATE n FACA
ESCREVA (Nome)
FIM PARA
FIM
INICIO
LEIA (Número, Funcionário)
EscreveNome (Número, Funcionário)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
Número
: INTEGER;
21
Funcionário
: STRING;
PROCEDURE EscreveNome(N : INTEGER; Nome : STRING);
VAR
I : INTEGER;
BEGIN
FOR i : = 1 TO n DO
BEGIN
WRITE(Nome);
END;
END;
BEGIN
READ(Número, Funcionário);
EscreveNome(Número, Funcionário);
END.
Obs: Os números dados aos parâmetros não necessitam serem iguais as variáveis passadas para subRotina. No Exemplo acima, o valor contida em “Número” será passado para o parâmetro “N”, da mesma forma que
o valor contido na variável “Funcionário” será passada para o parâmetro “Nome”. Note que os nomes são
diferentes.
22
5.1.1 Exercícios 6 :
1 - Faça um algoritmo para calcular N!
2 - Faça um algoritmo para calcular Ab
3 - Faça um algoritmo para calcular a seguinte expressão até o n-ésimo:
Y = X − X 2 + X 3 − X 4 + X 5 −...
a) Passagem de Parâmetros por Valor
Qualquer alteração no conteúdo de um parâmetro, dentro de uma sub-Rotina, não será refletido no
programa chamado.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEIS
X
: INTEIRO
PROCEDURE PorValor(A : INTEIRO)
INICIO
A←5
FIM
INICIO
X ← 10
PorValor (X)
ESCREVA (X)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
X
: INTEGER;
PROCEDURE PorValor(A : INTEGER);
BEGIN
A : = 5;
END;
BEGIN
X : = 10;
PorValor(X);
WRITE(X);
END.
No Exemplo acima, o conteúdo da variável “X” não será alterado após o retorno ao programa principal.
b) Passagem do Parâmetros por Referência
Quando a alteração no conteúdo de um parâmetro, dentro de uma sub-Rotina, se reflete no programa
chamador. Os parâmetros a serem passados por referência deverão ter, na definição da sub-Rotina, colocado na
frente do Nome do parâmetro, a palavra “VAR”.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
VARIAVEIS
X : INTEIRO
PROCEDURE PorReferência(VARIAVEL A: INTEIRO)
INICIO
A←5
23
FIM
INICIO
X ← 10
PorReferência(X)
ESCREVA (X)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
X : INTEGER;
PROCEDURE PorReferência(VAR A: INTEGER);
BEGIN
A : = 5;
END;
BEGIN
X : = 10;
PorReferência(X);
WRITE(X);
END.
No Exemplo acima , o conteúdo da variável “X” será alterado após o retorno ao programa principal
c) O problema dos tipos na definição de parâmetros
O Pascal, a princípio, aceita somente que sejam definidos parâmetros com os seguintes tipos : INTEGER,
REAL, BYTE, WORD, BOOLEAN, CHAR, STRING e os outros tipos ditos simples . Desta forma, tipos como
ARRAY, RECORD e STRING com tamanho definido pelo usuário, não são aceitos. Acontece que existe uma
forma de fazer o Pascal aceitar qualquer tipo de dados na definição de parâmetros, através da definição de tipos
pelo usuário, ou seja, criar tipos através do comando TYPE.
Exemplo:
Algoritmo
ALGORITMO Teste
CONSTANTE
Máximo = 50
TIPO
Vetor = VETOR[1..Máximo] DE INTEIRO
Registro =RECORD
descrição
: STRING
cor
: STRING
Quant
: BYTE
FIM
VARIAVEL
Vet : vetor
Reg : registro
PROCEDURE LeInfo(VARIAVEL V: Vetor; VARIAVEL R : Registro)
VARIAVEL
i : INTEIRO
INICIO
ESCREVA (‘Digite os elementos DO vetor: ’)
PARA i DE 1 ATE máximo FACA
LEIA (v[i])
FIM PARA
ESCREVA (‘Digite os elementos DO Registro’)
LEIA (r.descrição, r.cor, r.quant)
FIM
INICIO
LeInfo(Vetor, Reg)
24
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
CONST
Máximo = 50
TYPE
Vetor = ARRAY[1..Máximo] OF INTEGER;
Registro =RECORD
descrição
: STRING;
cor
: STRING;
Quant
: BYTE;
END;
VAR
Vet : vetor;
Reg : registro;
PROCEDURE LeInfo(VAR V: Vetor; VAR R : Registro);
VAR
i : INTEGER;
BEGIN
WRITE(‘Digite os elementos DO vetor: ’);
FOR i : = 1 TO máximo DO
READ(v[i]);
WRITE(‘Digite os elementos DO Registro’);
READ(r.descrição, r.cor, r.quant);
END;
BEGIN
LeInfo(Vetor, Reg);
END.
5.1.2 Exercícios 7 :
1. Faça um algoritmo para ler 5 vetores do tipo REAL, todos com tamanhos diferentes.
2. Faça um algoritmo para :
• Ler um vetor A com N elementos e um vetor B com M elementos( os valores N e M podem ou não
serem iguais).
• Formar um terceiro vetor ( C ) com os elementos dos vetores A e B intercalados.
Exemplo:
C[1] : = A[1];
C[2] : = B[1];
C[3] : = A[2];
C[4] : = B[2];
Obs.: Nenhum tipo de ARRAY poderá ser utilizado além dos ARRAY’s A, B e C.
3. Faça um algoritmo para :
• Ler um vetor A com N elementos e um vetor B com M elementos(os valores M e N podem ou não
serem iguais).
• Ordenar crescentemente estes vetores
• Formar um terceiro vetor ( C ) , com os elementos dos vetores A e B intercalados, de forma que ao final
do processamento ( intercalação ), o vetor C continue ordenado. A ordenação será obtida somente
através do processo de intercalação.
Obs: Nenhum outro tipo de ARRAY poderá ser utilizados além dos tipos A, B e C. Caso os elementos de um dos
vetores(A ou B) termine um antes do outro, as posições restantes do vetor C, deverão ser preenchidas com os
elementos restantes do Vetor ( A ou B ) que ainda possui elementos.
4. Simule um arquivo de clientes na memória e crie um pequeno sistema para envio de mala direta. O sistema
deverá ter as seguintes funções:
25
• Inclusão, alteração e exclusão dos clientes
• Listagem dos clientes em ordem alfabéticas, dentro de um intervalo de letras especificado (A..Z)
• Listagem dos Clientes por código, dentro de um intervalo especificado ( código inicial..código final)
26
6. Function
Sintaxe:
Algoritmo
FUNCTION <Nome> [(Parâmetros)] : < Tipo do valor retornado>
<Definições>
INICIO
<Comandos>
FIM
Pascal
FUNCTION <Nome> [(Parâmetros)] : < Tipo do valor retornado>;
<Definições>;
BEGIN
<Comandos>;
END;
Uma sub-Rotina do tipo “FUNCTION” possui as mesmas características de uma “PROCEDURE” no que
se refere a passagem de parâmetros, variáveis globais e locais, mas possui uma importante diferença, que é o
retorno de um valor ao término de sua execução, ou seja, uma FUNCTION sempre deverá retornar um valor ao
chamador.
Na definição de uma “FUNCTION” , deverá ser informado qual o tipo do valor retornado, sendo que
poderá ser usado, nesta definição, tanto tipos pré-definidos da linguagem, como tipos definidos pelo usuário.
Somente não poderão ser retornados tipos ARRAY e RECORD, justamente por serem tipos que definem variáveis
que armazenam mais de um valor.
Para informar qual o valor deve ser retornado deve ser colocado, em algum ponto do código da
“FUNCTION” uma linha com a seguinte Sintaxe:
Algoritmo
<Nome da FUNCTION > : = < o valor a ser retornado>;
Pascal
<Nome da FUNCTION > ← < o valor a ser retornado>
Exemplo:
Pascal
ALGORITMO Teste
VARIAVEL
K
: BYTE
FUNCTION Soma(V1, V2 : BYTE) : BYTE
INICIO
Soma ← V1 + V2
FIM
INICIO
K ← Soma(2,3)
ESCREVA (K)
FIM
Pascal
PROGRAM Teste;
VAR
K
: BYTE;
FUNCTION Soma(V1, V2 : BYTE) : BYTE;
BEGIN
27
Soma : = V1 + V2;
END;
BEGIN
K : = Soma(2,3);
WRITE(K);
END.
6.1.1 Exercícios 8 :
1. Construa “Functions” para :
a) Calcular N!
b) Calcular AB
c) Calcular:
50
∑
n−0
1
n!
d) Calcular:
50
∑
n−0
1
2n
f) Retornar TRUE caso um número seja par, FALSE caso contrário
g) Retornar TRUE caso um número seja ímpar, FALSE caso contrário
2. Faça uma FUNCTION que codifique uma mensagem, da seguinte forma:
A por Z
B por Y
C por X
.
.
X por C
Y por B
Z por A
Obs.: a Rotina deverá fazer o mesmo para letras minúsculas.
3. Faça uma FUNCTION para transformar as letras de uma STRING de minúsculas para maiúsculas
4. Faça uma FUNCTION para transformar as letras de uma STRING de maiúsculas para minúsculas
5. Dado um vetor com n elementos numéricos, faça uma FUNCTION que verifique se um dado valor existe neste
vetor
6. Faça uma FUNCTION para acrescentar N espaços em branco a esquerda de uma STRING qualquer
7. Faça uma FUNCTION para acrescentar N espaços em branco a direita de uma STRING qualquer
8. Dado uma STRING qualquer e um valor N , faça uma FUNCTION para gerar uma nova STRING que tenha
este tamanho N . Caso a STRING original possua um tamanho menor que o valor N informado, deverão ser
acrescentados espaços em branco a esquerda da STRING, até que o tamanho N seja alcançado.
9. Dado uma STRING qualquer e um valor N , faça uma FUNCTION para gerar uma nova STRING que tenha
este tamanho N. Caso a STRING original possua um tamanho menor que o valor N informado, deverão ser
acrescentados espaços em branco a direita da STRING, até que o tamanho N seja alcançado.
28
7. Recursividade
Diz-se que uma FUNCTION ou uma PROCEDURE é recursiva, quando ela chama a si própria, esta
característica pode , a princípio parecer estranha, ou até mesmo desnecessária devido ao nível de programas o qual
estamos trabalhando, mas o uso da recursividade muitas vezes , é a única forma de resolver problemas complexos.
No nível que será dado este curso, bastará saber o conceito e o funcionamento de uma sub-Rotina recursiva.
Abaixo seguem exemplos de sub-Rotinas recursivas:
a)
PROCEDURE Recursão(A : BYTE);
BEGIN
IF a > 0 THEN
BEGIN
WRITE(A);
Recursão (A - 1);
END;
END;
b)
PROCEDURE Recursão( A : BYTE);
BEGIN
IF a > 0 THEN
BEGIN
Recursão ( A -1 );
WRITE( A ); { Esta linha será executada ao final de cada execução da
Rotina recursiva }
END;
END;
No primeiro Exemplo, a saída gerada será a seguinte seqüência de números: 5 4 3 2 1.
No segundo Exemplo, a saída gerada será a seguinte seqüência de números: 1 2 3 4 5 .
c)
PROCEDURE Recursão(A : BYTE) ;
VAR
Valor : BYTE;
BEGIN
Valor : = A DIV 2;
IF valor > 0 THEN
BEGIN
Recursão(Valor);
END;
WRITE(valor);
END;
Para um valor inicial igual a 80, a seqüência gerada será a seguinte: 0 1 2 5 10 20 40
No Exemplo acima será criado, a chamada da Rotina Recursão, uma variável diferente de Nome “Valor”, a
qual assumirá valores diferentes, dependendo do valor do parâmetro “A”.
Uma característica importante das Rotinas recursivas diz respeito a forma de tratamento das variáveis e
parâmetros. Usando como Exemplo o item acima, vemos que existe um parâmetro chamado “A” e uma variável
local a sub-Rotina, chamado Valor. É importante notar que a cada ativação da Rotina recursiva, todos os
parâmetros e variáveis locais, são tratados como sendo posições de memória totalmente diferentes e independentes,
apesar de terem o mesmo Nome.
29
Segue abaixo uma representação das variáveis e seus conteúdos em cada uma das chamadas:
a
1 Chamada
a
2 Chamada
a
3 Chamada
a
4 Chamada
a
5 Chamada
a
6 Chamada
a
7 Chamada
A=80
Valor=40
A=40
Valor=20
A=20
Valor=10
A=10
Valor=5
A=5
Valor=2
A=2
Valor=1
A=1
Valor=0
7.1.1 Exercícios 8 :
Explique qual será o resultado e o funcionamento dos seguintes programas:
a)
PROGRAM Teste;
FUNCTION XXX(A : WORD) : WORD;
BEGIN
IF a = 0 THEN
BEGIN
XXX : = 1;
ELSE
XXX : =A * XXX(A - 1);
END;
END;
BEGIN
WRITE(XXX(5));
END.
b)
PROGRAM Teste;
PROCEDURE Recursão(a : BYTE);
BEGIN
a : = a - 1;
IF a > 0 THEN
BEGIN
Recursão(a);
END;
WRITE(a);
END;
BEGIN
Recursão(5);
END.
30
c)
PROGRAM Teste;
PROCEDURE Recursão(VAR a: BYTE);
BEGIN
a : = a - 1;
IF a > 0 THEN
BEGIN
Recursão(a);
END;
WRITE(a);
END;
BEGIN
Recursão(5);
END.
31
8. Unit
As sub-Rotinas foram criadas para facilitar a construção de programas pois eliminam a necessidade de
duplicação de código, uma vez que blocos de comandos usados repetidas vezes podem ser transformados em subRotinas. Este conceito se aplica muito bem para apenas um algoritmo / Programa, mas imagine que você necessite
elaborar dois sistemas: Um para cadastro de clientes de uma loja qualquer e outro para o cadastro de alunos de um
colégio. Os dois sistemas serão totalmente diferentes na Função que realizam, mas poderão ter sub-Rotinas idênticas
(genéricas) , por Exemplo sub-Rotina que manipulem a tela, sub-Rotinas para programar a impressora, sub-Rotinas
para armazenar/ recuperar informações no disco, sub-Rotinas para gerenciar memória do computador etc. Pelo
conhecimento visto até agora, quando da construção destes sistemas, ou outros no futuro, seria necessário repetir a
digitação destas mesmas sub-Rotinas tantas vezes quantos forem os sistemas a serem construídos.
Dentro de um programa através do uso de sub-Rotinas podemos compartilhar blocos de comandos, o que
facilitou muito a construção de um sistema, mas quando se trata de elaborar vários sistemas o uso de sub-Rotinas
não é o bastante, pois precisam também compartilhar sub-Rotinas genéricas entre sistemas diferentes. Pensando
nisto, foi criado um novo conceito de programação, onde podemos construir um tipo especial de programa onde são
definidos não apenas sub-Rotinas, mas também variáveis, constantes e tipos de dados que podem ser usados não
apenas por um programa, mas sim por diversos programas diferentes. A este Exemplo de programação deu-se o
Nome de programação modular e a este programa especial deu-se o Nome de módulo.
O Pascal dá a este modo o Nome de UNIT e a Sintaxe para a sua construção é a seguinte:
UNIT <Nome da Unit>;
INTERFACE
USES <lista de UNITs importadas>
< definição de variáveis, constantes e tipos exportados>
<cabeçalho das sub-Rotinas exportadas>
IMPLEMENTATION
USES <lista de UNITs importadas privativas ao módulo>
<definição de variáveis, constantes e tipos internos a UNIT>
<sub-Rotinas internas a UNITs>
<corpo das sub-Rotinas exportadas>
BEGIN
<Comandos a serem executados na ativação da Unit>
END.
Obs :
• A seção conhecida por INTERFACE define todas as sub-Rotinas, variáveis, constantes e tipos de dados
que são exportados, ou sejam, são visíveis em outros programas.
• Os tipos de dados, variáveis e constantes definidos n seção de IMPLEMENTATION serão visíveis
somente dentro da UNIT , não sendo portanto exportados.
• As sub-Rotinas definidas na seção de IMPLEMENTATION e que não tenham o seu cabeçalho
definido na seção de INTERFACE serão internas a UNIT, não sendo desta forma exportadas.
• Para usar as sub-Rotinas, variáveis, constantes e tipos de dados definidos em outras UNITs basta
utilizar a palavra reservada USES seguido da relação de nomes de UNITs desejada.
32
Exemplo: Construir uma UNIT que contenha uma sub-Rotina para escrever uma STRING qualquer em uma
determinada linha e coluna na tela do computador.
UNIT tela;
INTERFACE
PROCEDURE Escreve_Str( linha, coluna : BYTE; Texto : STRING);
IMPLEMENTATION
USES CRT;
PROCEDURE Escreve_Str( linha, coluna : BYTE; texto : STRING);
BEGIN
GOTOXY(coluna, linha);
WRITE(texto);
END;
END.
Como complementação do Exemplo vamos construir um pequeno programa que use a sub-Rotina definida
acima:
PROGRAM Testa_Unit;
USES Tela;
BEGIN
Escreve_Str(10, 10, ‘Teste de Unit’);
END;
8.1.1 Exercícios 9 :
1 - Construi UNITs para:
• Definir constantes com os códigos das cores/tonalidades possíveis em uma tela tipo texto
• Definir constantes com os códigos das teclas especiais como PgUp, PgDn, Setas, Esc etc.
• Definir constantes com os códigos de programação dos caracteres de uma impressora
• Definir constantes com os caracteres da tabela ASCII necessários para criação de moldura
2 - Monte uma UNIT que contenha Rotinas para gerenciamento de tela tipo texto com montagens de molduras,
efeitos de sombreamento de janelas, subRotinas que permitam salvar/restaurar a tela tipo texto, sub-Rotinas para
pintar uma região da tela (X1, Y1, X2, Y2) com uma determinada cor/tonalidade etc.
3 - Monte uma UNIT que contenha sub-Rotinas para montagem de menus de barra horizontais, verticais e
matriciais, sub-Rotinas que permitam realizar a edição de campos, podendo ser definido o tamanho do campo a ser
editado, usando teclas tipo setas, Esc, Backspace, Insert/ OverWrite, sub-Rotinas que façam a centralização de
STRING’s dentro de determinadas coordenadas(X1,X2,Y1,Y2) do vídeo etc.
33
9. Arquivos
Um arquivo é de suma importância nos programas computacionais, desde o tempo em que o primeiro
computador surgiu, pois, para que um programa faça algum tipo de operação , o mesmo precisa ser alimentado com
informações: estas , ou são fornecidas pelo teclado, o que atualmente torna-se inviável, ou são fornecidos através
de um arquivo.
O PASCAL, possui dois tipos de arquivos, os quais são:
1. Arquivos FILE
2. Arquivos TEXT
9.1 Arquivos FILE
Um arquivo do tipo FILE , também conhecido por arquivo randômico, ou de acesso aleatório, é o arquivo
mais importante do Pascal, sendo desta forma também o mais utilizado. Um arquivo randômico é caracterizado pelo
fato de ser possível buscar uma determinada informação em qualquer posição que a mesma se encontre, sem haver
a necessidade de se percorrer todo o arquivo até se alcançar a informação desejada. O acesso a informação é direto.
Sintaxe :
<Nome da variável> : FILE OF<tipo>
Observação: Um arquivo FILE deve ser apenas um tipo de dado, ou seja : INTEGER, REAL, RECORD, STRING,
BYTE, etc.
Exemplo: Crie um programa que defina uma variável como sendo um arquivo FILE de STRING’s, crie também
neste mesmo programa um tipo Arquivo de INTEGERs.
PROGRAM Exemplo;
TYPE
Meu_tipo = FILE OF INTEGER;
VAR
Minha_Variável = FILE OF STRING;
BEGIN
END.
Estrutura Interna do Arquivo:
Quando um arquivo FILE é criado, o mesmo possui a seguinte estrutura:
Posição Física
0
1
2
…
N
Informação
A posição física corresponde a um número que é gerado automaticamente no instante que uma informação
qualquer é incluída no arquivo. Este número, corresponde ao “Endereço” da informação no arquivo, sendo que é
através deste Endereço que é possível recuperar qualquer informação, sem precisar percorrer todo o arquivo em
busca da mesma, ao invés disto basta fornecer o número da posição física da informação no arquivo.
Observação: Passaremos daqui por diante a chamar as informações armazenadas em um arquivo de
“Registros”.
Sub-Rotinas para Tratamento de Arquivos FILES
34
Existem uma grande quantidade de sub-Rotinas construídas especialmente para manipular arquivos FILE.
Iremos neste curso mostrar as principais.
Rotina : ASSIGN()
Função : Serve para associar um determinado Nome de arquivo, no disco ou disquete com o arquivo definido pelo
programador.
Sintaxe : ASSIGN(Meu_Arquivo, STRING_Com_Nome_Arquivo_DOS).
Exemplo:
PROGRAM TESTE
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ’dados.dat’);
END.
Rotina : REWRITE()
Função : Cria e abre para E\S um arquivo. Caso o arquivo não exista, o mesmo será criado. Caso o arquivo já
exista, todos os dados existentes nele serão apagados.
Sintaxe : REWRITE(Meu_Arquivo);
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ’Dados.Dat’);
REWRITE (Arquivo);
END.
35
Rotina : RESET()
Função : Abre para E/S um arquivo que já exista. Caso o arquivo não exista ocorrerá um erro de execução e o
programa será abortado.
Sintaxe : RESET(Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ’Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
END.
Rotina : CLOSE()
Função : Fecha um arquivo que tenha sido aberto com RESET\REWRITE.
Sintaxe : CLOSE(Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ’Dados.Dat’);
REWRITE (Arquivo);
CLOSE (Arquivo);
END.
36
Rotina : WRITE()
Função : A Rotina WRITE tem a mesma Função de saída de informações como até agora já tínhamos trabalhado,
somente que ao invés da informação ser apresentada no vídeo, a mesma será armazenada em um arquivo.
Sintaxe : WRITE (Meu_Arquivo, Registro)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Reg
: Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
REWRITE (Arquivo);
WRITE (‘Digite o Nome: ‘);
READ (Reg.Nome);
WRITE (‘Digite a Idade: ‘);
READ (Reg.Idade);
WRITE (Arquivo, Reg);
CLOSE (Arquivo);
END.
Rotina : READ()
Função : A Rotina READ tem a mesma Função de entrada de informações como até agora já tínhamos trabalhado,
somente que ao invés da leitura ser feita pelo teclado, a mesma será feita de um arquivo.
Sintaxe : READ (Meu_Arquivo, Registro)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Reg
: Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
READ (Arquivo);
WRITE (‘Nome = ‘, Reg.Nome);
WRITE (‘Idade = ‘, Reg.Idade);
CLOSE (Arquivo);
END.
Observação: Após cada operação READ/WRITE no arquivo, o endereço do registro corrente no arquivo é
incrementado em uma unidade. Assim por Exemplo, se o endereço do registro corrente é igual a 10, após uma
operação de READ/WRITE, o registro corrente passará a ser o número 11.
37
Rotina : FILEPOS()
Função : Retorna um número inteiro indicando qual o registro corrente em um arquivo.
Sintaxe : Registro_Corrente : = FILEPOS (Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Corrente: INTEGER;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
corrente : = FILEPOS(Arquivo);
WRITE (corrente);
CLOSE (Arquivo);
END.
Rotina : FILESIZE()
Função : Retorna quantos registro existem armazenados no arquivo.
Sintaxe : Tamanho_Arquivo : = FILESIZE (Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Total : INTEGER;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
Total : = FILESIZE (Arquivo);
WRITE (Total);
CLOSE (Arquivo);
END.
38
Rotina : SEEK ()
Função : Posiciona o ponteiro do arquivo em um registro determinado, para que o mesmo possa ser processado.
Sintaxe : SEEK(Meu_Arquivo, Endereço_Registro)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Reg
: Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
SEEK (Arquivo, 10);
READ (Arquivo, Reg);
WRITE (‘Nome = ‘, Reg.Nome);
WRITE (‘Idade = ‘, Reg.Idade);
CLOSE (Arquivo);
END.
Rotina : EOF()
Função : Retorna TRUE caso se alcance o final do arquivo, FALSE caso contrário.
Sintaxe : Chegou_Final : = EOF (Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
Reg
: Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET (Arquivo);
WHILE NOT EOF(Arquivo) DO
BEGIN
READ (Arquivo, Reg);
WRITE (‘Nome = ‘, Reg.Nome);
WRITE (‘Idade = ‘, Reg.Idade);
END;
CLOSE (Arquivo);
END.
39
Rotina : ERASE ()
Função : Elimina o arquivo do disco. É importante notar que o arquivo a ser eliminado não pode estar aberto.
Sintaxe : ERASE (Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : FILE OF Registro;
BEGIN
ASSIGN (Arquivo, ‘Dados.Dat’);
ERASE(Arquivo);
END.
9.1.1 Exercícios 10 :
1.
2.
3.
4.
Crie um arquivo FILE formado somente por números inteiro de 1 à 10.000.
Faça a leitura do arquivo e escreva no vídeo somente os número ímpares.
Crie um arquivo com Nome e salário de n funcionários e armazene estas informações em um arquivo FILE.
Faça a leitura do arquivo anterior e escreva no vídeo o Nome e o salário dos funcionários que ganham mais de
US$ 1.000,00.
5. Abra o arquivo anterior e escreva o seu conteúdo de trás para frente, ou seja, do último registro até o primeiro.
Utilize os comandos SEEK, FILEPOS e FILESIZE.
6. Abra o arquivo anterior e altere o salário de10 funcionários para US$ 1.050,00.
7. Abra o arquivo anterior e aumente em 15% o salário de todos os funcionários que ganham menos de
US$1.000,00.
8. Crie um arquivo FILE com a seguinte informação: Nome do produto. O código do produto será o próprio
número físico do registro. Após a criação cadastre n produtos.
9. Crie um arquivo FILE com a seguinte informação: Nome do Fornecedor. O código do fornecedor será o próprio
endereço físico do registro. Após a criação cadastre n fornecedores.
10. Crie um arquivo FILE com a seguintes informações: Código do Fornecedor, Código do Produto. Cadastre as
informações.
11. Usando os arquivos criados nos itens 8, 9 e 10 imprima um relatório com o Nome dos Fornecedores e os
nomes dos produtos que cada um fornece.
12. Imprima um relatório, usando os arquivos dos itens 8,9 e 10 com o seguinte layout.
FORNECEDOR
PRODUTOS
João da Silva
Geladeira
Fogão
Televisão
MicroOndas
Vídeo Cassete
Pedro de Alcântara
Sabão em Pó
Detergente
Sabão em barra
Etc…
13. Construa uma Rotina que ordene alfabeticamente pelo Nome, o arquivo de fornecedores criado no item 9.
14. Apague todas as informações do arquivo criado no item 10. O arquivo deverá continuar existindo no disco.
15. Apague do disco o arquivo criado no item 10.
16 - Usando o arquivo de fornecedores, elimine(apague) os registros cujas posições físicas são de número par.
17 - Crie um arquivo de peças, com o seguinte Lay-Out: Nome de Peça, cor , quantidade, tamanho e deletado. O
campo “Deletado” será um campo Boolean, setado inicialmente para FALSE , informando se o registro está ou não
deletado do arquivo.
18 - Faça a uma Rotina para deletar um, ou mais, registros do arquivo de peças. A deleção consiste em setar o
campo “deletado” do arquivo para TRUE.
19 - Percorrer o arquivo de peças imprimindo somente as peças que não foram deletadas
20 - Faça uma Rotina que elimine fisicamente os registros do arquivo de peças que foram marcadas para deleção,
isto é , onde o campo “deletado” está setado para TRUE.
40
9.2 Arquivos TEXT
Um arquivo do tipo TEXT, também conhecido por arquivo seqüencial, é um tipo especial de arquivo que,
ao contrário do arquivo FILE, pode ser editado normalmente através de um editor de textos qualquer. Ele é dito
seqüencial porque a leitura tem que ser feita seqüencialmente do início ao fim do arquivo, não podendo desta
forma, como é feito no arquivo FILE através do comando SEEK, posicionar de forma direta, o ponteira o ponteiro
de arquivo em um registro em particular.
Sintaxe:
<Nome da variável> : TEXT
Exemplo: Crie um programa que defina uma variável como sendo um arquivo TEXT e um tipo de dado que
represente um arquivo do tipo TEXT.
PROGRAM Exemplo;
TYPE
Menu_Tipo : TEXT;
VAR
Minha_Variável : TEXT;
BEGIN
End.
Nos arquivos do tipo TEXT, todas as informações lá armazenadas são texto (STRING’s), mesmo assim, é
possível escrever no arquivo informações de qualquer tipo de dado simples (INTEGER, REAL, STRING, BYTE,
etc) as quais , ao serem fisicamente armazenadas no arquivo, serão automaticamente convertidas do seu tipo
original para o tipo STRING. A leitura se processa de forma inversa, ou seja, quando é lida uma informação em um
arquivo TEXT, a mesma será automaticamente convertida para o tipo da variável que irá armazenar a informação,
isto é , do tipo STRING para o tipo da variável receptora da informação lida.
9.3 Sub-Rotinas para Tratamento de Arquivos TEXT.
Existem uma grande quantidades de Sub-Rotinas construídas especialmente para manipular arquivos
TEXT, algumas das quais já foram vistas. Iremos neste curso mostrar as principais.
Rotina : ASSIGN()
Função : Serve para associar um determinado Nome de arquivo, no disco ou disquete com o arquivo definido pelo
programador.
Sintaxe : ASSIGN( Meu_Arquivo, STRING_Com_Nome_do_Arquivo_DOS)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : TEXT;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ‘Dados.Dat’);
END.
41
Rotina : REWRITE()
Função : Crie e Abra um arquivo no formato Write-Only(somente para escrita). Caso o arquivo não exista, este
será criado. Caso já exista, todos os dados existentes nele serão apagados.
Sintaxe : REWRITE(Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : TEXT;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo , ‘Dados.Dat’);
REWRITE(Arquivo);
END;
Rotina : RESET()
Função : Abre um arquivo que já exista, mas no formato Read-Only( somente para leitura). Caso o arquivo não
exista ocorrerá um erro de execução e o programa será abortado.
Sintaxe : RESET(Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : TEXT;
INICIO
ASSIGN(Arquivo, ‘Dados.Dat’);
RESET( Arquivo);
END;
Rotina : APPEND()
Função : Abre um arquivo para inclusão de novas informações do tipo Write-Only ( somente para escrita). Caso o
arquivo não exista ocorrerá um erro de execução e o programa será abortado. É importante notar que as inclusões se
processam sempre no final do arquivo.
Sintaxe : APPEND(Meu_Arquivo);
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : Text;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ‘Dados.Dat’);
APPEND(Arquivo);
END.
Rotina : CLOSE()
Função : Fecha um arquivo que tenha sido aberto com Reset\Rewrite\Append
Sintaxe : CLOSE(Meu_Arquivo)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : TEXT;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ’Dados.Dat’);
REWRITE(Arquivo);
CLOSE(Arquivo);
END;
Rotina : WRITE() ou WRITELN()
Função : A Rotina WRITE ou WRITELN tem a mesma Função de saída de informações como até agora já
tínhamos trabalhado, somente que ao invés da informação ser apresentada no vídeo, a mesma será armazenada no
arquivo. Ao ser usado o comando WRITE, todas as informações serão escritas no arquivo na mesma linha, como
acontece quando se usa este comando para escrever no vídeo. Por outro lado, ao ser usado o comando WRITELN,
42
todas as informações serão colocadas uma em cada linha, como acontece quando se usa este comando para escrever
informações no vídeo.
Sintaxe : WRITE(Meu_Arquivo, informação) ou WRITELN(Meu_Arquivo, Informação)
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : TEXT;
Reg
: Registro;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ’Dados.Dat’);
REWRITE(Arquivo);
WRITE(‘Digite o Nome’);
READ(Reg.Nome);
WRITE(‘Digite a Idade:’);
READ( Reg. Idade);
WRITELN(Arquivo, Reg.Nome);
WRITELN(Arquivo, Reg. Idade);
CLOSE(Arquivo);
END.
Rotina :READ() ou READLN()
Função :A Rotina READ ou READLN tem a mesma Função de entrada de informações como até agora já
havíamos trabalhado, somente que ao invés da leitura ser feita pelo teclado, a mesma será feita de um arquivo. Ao
ser usado o comando READ, a leitura será feita sempre na mesma linha , como acontece quando se usa este
comando para ler informações pelo teclado. Por outro lado, ao ser usado o comando READLN, as leituras serão
feitas linha a linha, como acontece quando se usa este comando para leitura pelo teclado.
Sintaxe : READ(Meu_Arquivo, Informação) ou READLN(Meu_Arquivo, Informação)
Exemplo:
PROGRAM Testes;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : TEXT;
Reg :Registro;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ’Dados.Dat’);
RESET(Arquivo);
READLN(Arquivo, Reg.Nome);
READLN(Arquivo, Reg.Nome);
READLN(Arquivo, Reg.Idade);
WRITE(‘Nome = ‘, Reg. Nome);
WRITE(‘Idade = ‘, Reg. Idade’);
CLOSE(Arquivo);
END.
Rotina : EOF()
Função : Retorna TRUE caso se alcance o final do arquivo, FALSE caso contrário.
Sintaxe : Chegou_Final := EOF(Meu_Arquivo);
Exemplo:
PROGRAM Teste;
TYPE
Registro = RECORD
Nome : STRING;
43
Idade : BYTE;
END;
VAR
Arquivo : TEXT;
Reg
: registro;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ’Dados.Dat’);
RESET(Arquivo);
WHILE NOT EOF(Arquivo) DO
BEGIN
READLN(Arquivo, Reg.Nome);
READLN(Arquivo, Reg.Idade);
WRITE(‘Nome = ‘,Reg.Nome);
WRITE(‘Nome = ‘, Reg.Idade);
END;
CLOSE(arquivo);
END.
Rotina : ERASE()
Função : Elimina o arquivo do disco. É importante notar que o arquivo a ser eliminado não pode estar aberto .
Sintaxe : ERASE(Meu_Arquivo);
Exemplo:
PROGRAM Teste;
VAR
Arquivo : TEXT;
BEGIN
ASSIGN(Arquivo, ‘Dados.Dat’);
ERASE(Arquivo);
END.
9.3.1 Exercícios 11 :
1.
2.
3.
4.
Crie um arquivo TEXT formado somente por números inteiros de 1 a 10.000.
Faça a leitura do arquivo anterior e escreva no vídeo somente os números ímpares.
Crie um arquivo com Nome e salário de n funcionários e armazene estas informações em um arquivo TEXT.
Faça a leitura do arquivo anterior e escreva no vídeo o Nome e salário dos funcionários que ganham mais que
US$1.000,00.
5. Abra o arquivo anterior e altere o salário de 100 funcionários para US$3.050,00.
6. Abra o arquivo anterior e aumente em 15% o salário de todos os funcionários que ganham menos de
US$1.000,00.
7. Abra o arquivo anterior e mais 10 funcionários.
8. Ordene crescentemente pelo Nome do funcionário o arquivo anterior.
9. Envie os dados do arquivo anterior para a impressora. Para isso , use USES PRINTER e o comando
WRITE(LST, informação); ou WRITELN(LST, Informação).
10. Faça um programa que imprima os arquivos, caso existam, AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS na impressora.
Adicionalmente faça com que a impressora seja em negrito . Para isso consulte o manual da impressora para
determinar os códigos de programação da mesma.
11. Faça um programa que permita ao usuário imprimir um arquivo texto qualquer dando a possibilidade de
selecionar qual o tipo de formato de impressão o usuário deseja , isto é : negrito, sublinhado, itálico,
comprimido, expandido, etc.
12. Faça uma sub-Rotina para posicionar a cabeça da impressora um uma determinada linha e coluna . Considere o
topo da folha de papel como sendo a posição (1 , 1).
44
10. Alocação Dinâmica
10.1 Introdução
Até agora temos definido variáveis de forma estática, ou seja, reservamos o espaço na memória necessária
para as variáveis que iremos utilizar no programa. Isto funciona bem quando sabemos o quanto de memória iremos
utilizar, mas e quando não sabemos? Tome por Exemplo as definições dos ARRAY’s. Será que sempre temos
certeza do tamanho de um ARRAY poderá ter por toda a vida de um programa? Será que o meu sistema de
cadastro de clientes, o qual usa um ARRAY com 10.000 posições é o suficiente? Será que nunca irá acontecer de se
tentar cadastrar o cliente de número 10.001? E o que acontece quando os clientes cadastrados nunca passarem de
100? As posições de memória restantes (9.900) não poderão ser utilizadas por outras variáveis, pois já estão
reservadas. O uso de ARRAY’s é sem dúvida de grande ajuda para a construção de um programa, mas quando
temos que super dimensionar uma variável ARRAY, por não sabermos qual o tamanho que esta mesma variável irá
ter, então começa a ser questionável a sua utilização. Pensando neste tipo de problema, foi desenvolvido um novo
conceito para alocação de memória, onde poderemos reservar espaço da memória disponível (HEAP) a medida que
for necessário, da mesma forma que poderemos liberar posições de memória quando não mais precisarmos delas. A
este conceito deu-se o Nome de alocação dinâmica, uma vez que a memória é alocada não no início do programa,
mas sim no decorrer de sua utilização do sistema. De uma forma mais simples de falar, é como se pudéssemos
definir um ARRAY com o seu tamanho sendo alterado a medida que fosse necessário.
10.2 Definição de Pointers
Até agora ao definirmos uma variável, estávamos na verdade alocando um espaço na memória com um
tamanho definido pelo tipo da variável (INTEGER, STRING, CHAR, etc...), sendo que ao invés de trabalharmos
com o endereço físico de memória temos a facilidade de dar a este espaço alocado um Nome simbólico qualquer.
Exemplo: Alocar na memória para uma variável do tipo INTEGER e atribuir a esta posição de memória um valor
qualquer
PROGRAM ESTATICO;
VAR
Número : INTEGER;
BEGIN
Número := 10;
END.
No Exemplo acima ocorre as seguintes situações:
a) Reservamos espaço na memória suficiente para armazenar dois (2) BYTE’s, ou seja, um INTEGER, e demos a
esta posição de memória um Nome simbólico: “Número”
b) Atribuímos a variável “Numero” o valor dez (10), o que fará com que a memória ocorra a seguinte situação:
Numero
10
Bem, o que foi mostrado acima é o nosso modo habitual de trabalhar com variáveis, mas a partir de agora
iremos trabalhar de uma maneira um pouco diferente, ou seja, ao invés de definirmos uma variável como sendo de
um tipo qualquer e a esta variável atribuirmos uma informação propriamente dita, mas sim o endereço físico da
memória onde a informação está armazenada. A este tipo de variável passaremos a chamar, a partir de agora, de
variáveis pointer (apontadores ou ponteiro), pelo simples fato dela (a variável) apontar, indicar, a localização de
uma informação na memória.
45
Sintaxe para definição:
<Nome da variável> : ^<tipo>
Exemplo 1: Definir variáveis pointer para os tipos STRING, INTEGER, REAL, CHAR, BOOLEAN.
PROGRAM DEFINE_POINTER;
VAR
Ap_STRING
: ^STRING;
Ap_INTEGER : ^INTEGER;
Ap_REAL
: ^REAL;
Ap_BYTE
: ^BYTE;
Ap_CHAR
: ^CHAR;
Ap_BOOLEAN : ^BOOLEAN;
BEGIN
<comandos>;
END.
Caso seja necessário definir variáveis pointers para RECORD’s e ARRAY’s será preciso antes criar tipos
de dados que representem estes mesmos RECORD’s e ARRAY’s.
Exemplo 2: Definir uma variável pointer para um ARRAY[1..2] OF STRING.
PROGRAM DEFINE_ARRAY_POINTER;
TYPE
Vetor = ARRAY [1..2] OF STRING;
VAR
Ap_vetor : ^Vetor;
BEGIN
<comandos>;
END.
10.3 Rotinas para Alocação de Memória:
Rotina : NEW()
Função : Aloca espaço na memória para uma informação, com o tamanho definido pelo tipo da variável pointer.
Sintaxe : NEW(Variável Pointer)
Exemplo:
PROGRAM ALOCA;
VAR
Ap_WORD : ^WORD;
BEGIN
NEW(Ap_WORD);
END.
46
Obs.: No Exemplo acima, após o comando NEW, será alocado na memória HEAP, dois BYTE’s (uma WORD),
sendo que poderemos representar a memória como é mostrado abaixo:
Ap_WORD
?
4000:3D07
Rotina : DISPOSE()
Função : Libera espaço na memória, o número de BYTE’s liberados dependerá do tipo da variável pointer
utilizada. Uma vez liberada memória, o valor lá armazenado estará perdido.
Sintaxe : DIPOSE(Variável Pointer)
Exemplo:
PROGRAM LIBERA;
VAR
Ap_WORD : ^WORD;
BEGIN
NEW(Ap_WORD);
DISPOSE (Ap_WORD);
END.
Obs.: No Exemplo anterior, após o comando DISPOSE, serão liberado dois (2) BYTE’s devido ao fato de uma
WORD ocupar este espaço de memória.
10.4 Atribuição de Valores
A Sintaxe para atribuição de valores é a mesma utilizada em variáveis simples, a única diferença é que
devemos colocar após o Nome da variável apontadora o símbolo “ ^ “
Exemplo:
PROGRAM ATRIBUI;
VAR
Ap_Número : ^INTEGER;
BEGIN
NEW(Ap_Número);
Ap_Número ^:= 10;
DISPOSE (Ap_Número);
END.
No Exemplo acima ocorre o seguinte:
a) Criamos uma variável que irá apontar ara dois (2) BYTE’s (um INTEGER) na memória.
b) Alocamos espaço suficiente para armazenar um valor do tipo INTEGER e fazemos com que a variável
“Ap_Número” aponte para a posição de memória alocada.
Ap_Numero
?
3000:004A
c) Colocamos na posição de memória apontada por “Ap_Número” o valor dez (10).
d) Liberamos os dois (2) BYTE’s apontados por “Ap_Número”. A informação não mais poderá ser acessada.
10.4.1 Exercícios:
1. Crie um vetor com n elementos, sendo que cada posição do vetor corresponderá a um pointer para um valor do
tipo REAL. Faça a leitura de n valores e armazene-os na memória.
47
2. Crie uma variável pointer do tipo ARRAY[1..20] OF CHAR, faça a leitura de 20 caracteres e os armazene na
memória.
3. Percorra o ARRAY definido acima e escreva quantos caracteres “A”, “E”, “I”, “O” e “U” existem no mesmo.
4. Defina um tipo (TYPE) de dado que represente um pointer para um RECORD com os seguintes campos: Nome e
Idade.
5. Usando a definição de tipo anterior, crie uma sub-Rotina para ler as informações de uma única pessoa.
6. Defina uma variável como sendo um ARRAY com 10 posições, sendo que cada posição corresponderá aos dados
de uma pessoa, conforme definido no item 5.
7. Use a sub-Rotina definida no item 5, para ler o vetor definido no exercício acima.
8. Defina uma variável pointer do tipo matriz N x N, sendo que cada posição desta matriz também será um pointer
mas para um valor do tipo WORD.
9. Faça a leitura da matriz definida no item acima.
10. Percorra a matriz acima e escreva os valores existente na diagonal principal.
11. Faça as definições necessárias para obter a seguinte representação de pointer.
PAÍS
BR
ESTADO
CIDADE
CLIENTE
SC
FLO
CRI
ARA
PR
JAG
BNO
TUB
12. Preencha a estrutura acima com as informações de 12 pessoas.
13. Liste no vídeo o Nome e idade das pessoas que tem idade ímpar.
48
NOME
ENDEREC
O
IDADE
11. Lista Simplesmente Encadeada
Até agora vimos que é possível alocar espaço para uma informação na memória e liberar este mesmo
espaço quando não for mais necessário. O problema é que no mundo computacional necessitamos trabalhar não
apenas com uma informação mas com várias. Da mesma forma como vínhamos trabalhando até agora, quando era
necessário guardar várias informações na memória nós utilizávamos o ARRAY. Já foi explicado todos os problemas
inerentes ao uso de um ARRAY, por isso é necessário definir um a outra estrutura que permita armazenar
informações na memória independente da quantidade. Esta estrutura será a partir de agora chamada de lista
encadeada.
11.1 Definição
Uma lista encadeada é uma seqüência de informação armazenadas em algum lugar da memória, sendo que
as mesmas estão ligadas entre si por um endereço (pointer).
Exemplo: abaixo colocarei um desenho representando uma lista encadeada na memória.
Início
11.2 Criando Listas na Memória
Para criarmos uma lista, para colocarmos na memória uma seqüência de valores sendo que os mesmos
estejam ligados entre si por um endereço, ou pointer, vamos utilizar a estrutura RECORD. Esta RECORD será
usada basicamente para definir dois tipos de campos: O primeiro tipo corresponde aos campos de informações,
aquelas quereremos armazenar na memória, e o segundo tipo corresponde ao campo apontador (pointer), cuja
Função será armazenar o endereço da próxima informação existente na memória.
Exemplo: Definir um tipo de dado que permita armazenar na memória as informações de um cliente: Nome, Idade e
Sexo.
PROGRAM TÁ_FALTANDO_ALGO;
TYPE
REGISTRO = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
Sexo
: CHAR;
Ender : <tipo apontador>;
END;
BEGIN
<comandos>;
END.
O programa acima não está completo quanto a definição do RECORD, pois um campo chamado “Ender” que não
tem o seu tipo definido. Mas então, qual será este tipo? O campo “Ender” deverá ser usado para armazenar o
endereço de um a informação na memória que seja do tipo “Registro”, pois é ela que contém a definição dos dados
49
dos clientes. Desta forma, o campo “Ender” deverá ser um tipo apontador de registros. Só que temos um pequeno
problema de Sintaxe. Caso façamos a seguinte definição do tipo “Registro”:
PROGRAM AINDA_TÁ_ERRADO;
TYPE
REGISTRO = RECORD
Nome
Idade
Sexo
Ender
END;
BEGIN
<comandos>;
END.
: STRING;
: BYTE;
: CHAR;
: ^Registro;
O PASCAL irá acusar um erro de compilação, pois ele precisa que um apontador de estruturas complexas como
RECORD’s, tenham que ter definidos um tipo (TYPE) específico para ele, por isso eu necessito definir antes, um
tipo que seja um apontador de “Registro. Abaixo é mostrado como isto será feito:
PROGRAM OK;
TYPE
Ap_Registro = ^REGISTRO;
REGISTRO = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
Sexo
: CHAR;
Ender : Ap_Registro;
END;
BEGIN
<comandos>;
END.
Pode parecer estranho, definir o tipo “Ap_Registro” como sendo um apontador de registro sendo que o tipo
“Registro” ainda não tinha sido definido. Não se assuste, é assim mesmo. Com o tempo você se acostuma.
No futuro, quando já tivermos a lista definida criada, a mesma poderá ter a seguinte representação:
Nome
Idade
Sexo
Ender
Nome
Idade
Sexo
Ender
Início
Nome
Idade
Sexo
Ender
Obs.: Um apontador não pode ficar sem um valor, por isso o apontador do último elemento da lista deverá receber
um valor especial do PASCAL, que indica que aquele apontador não aponta para ninguém. Este valor é uma
variável pré-definida do PASCAL chamada NIL.
50
Desta forma, a estrutura acima com o uso da variável NIL, terá a seguinte representação:
Nome
Idade
Sexo
Ender
Nome
Idade
Sexo
Ender
Início
Nome
Idade
Sexo
Ender
Obs.: O termo lista simplesmente encadeada significa que a lista possui somente um apontador para apontar as
informações na memória.
Exemplo1: Faça um PROGRAMA que armazene o Nome, idade, e sexo de uma pessoa em uma estrutura
simplesmente encadeada na memória.
PROGRAM LISTA_ENCADEADA;
USES CRT;
TYPE
Ap_Nodo = ^Nodo
Nodo = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
Sexo
: CHAR;
Prox
: Ap_Nodo;
END;
VAR
Raiz : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW(RAIZ)
WRITE (‘Digite o Nome : ‘);
READLN (RAIZ^.Nome);
WRITE (‘Digite o Idade : ‘);
READLN (RAIZ^.Idade);
WRITE (‘Digite o Sexo : ‘);
READLN (RAIZ^.Sexo);
RAIZ^.Prox := NIL;
END.
51
Exemplo 2: Aproveitando a lista criada no Exemplo anterior, crie uma sub-Rotina que recebendo como parâmetro
as informações de uma pessoa, acrescente esta pessoa no início da lista.
PROCEDURE Inclui_Inicio_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Novo_Nodo^.Prox := Raiz;
Raiz := Novo_Nodo;
END.
Exemplo 3: Aproveitando a lista criada no Exemplo anterior, crie uma sub-Rotina que recebendo como parâmetro
as informações de uma pessoa, acrescente esta pessoa na lista, de forma que a mesma seja a segunda da lista.
PROCEDURE Segunda_Posição_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Novo_Nodo^.Prox := Raiz^.Prox;
Raiz^.Prox := Novo_Nodo;
END.
Exemplo 4: Faça uma sub-Rotina genérica que recebendo como parâmetro as informações de
acrescente a mesma no final da lista.
PROCEDURE Inclui_Final_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo, Atual : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Novo_Nodo^.Prox := NIL;
Atual := Raiz;
WHILE Atual^.Prox <> NIL DO
Atual := Atual^.Prox;
Atual^.Prox := Novo_Nodo;
END.
52
uma pessoa,
Exemplo 5 : Faça uma sub-Rotina genérica que recebendo como parâmetro as informações de uma pessoa,
acrescente a mesma em uma lista. No Inicio, considere a lista com o valor NIL. As pessoas serão incluídas sempre
no final da lista.
PROCEDURE Inclui_Final_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo, Atual : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg
Novo_Nodo^.Prox := NIL;
IF RAIZ = NIL THEN
Raiz := Novo_Nodo
ELSE
BEGIN
Atual := Raiz;
WHILE Atual^.Prox <> NIL DO
Atual := Atual^.Prox;
Atual^.Prox := Novo_Nodo;
END;
END.
11.2.1 Exercícios:
1. Faça uma sub-Rotina que conte quantos elementos existem em uma lista simplesmente encadeada.
2. Faça uma sub-Rotina que verifique se uma determina pessoa existe na lista. A consulta pode ser feita pelo Nome
da pessoa. Use a lista definida nos exemplos anteriores.
3. Faça uma sub-Rotina que elimine o primeiro elemento da lista se o mesmo existir.
4. Faça uma sub-Rotina que elimine o segundo elemento da lista se o mesmo existir.
5. Faça uma sub-Rotina que elimine o ultimo elemento da lista se o mesmo existir.
6. Faça uma sub-Rotina genérica que elimine um determinado elemento de uma lista. Deverá ser fornecido o
número do elemento a ser eliminado. Pode ser que a lista não contenha este elemento. Por Exemplo, a lista tem 10
nodos e deseja-se eliminar o nodo de número 11.
7. Faça uma sub-Rotina que permita a inclusão de um elemento na lista em uma determinada posição. A sub-Rotina
deverá receber a lista, a informação e a posição em que a nova informação será incluída. Caso a posição seja maior
que o número de elementos existentes na lista, a mesma deverá ser incluída no final. Considere a possibilidade da
lista, no início estar vazia.
8. Faça uma sub-Rotina para ordenar uma lista de números inteiros em ordem crescente. Antes de construir a
Rotina, faça a definição do tipo da lista: RECORD e tipo apontador.
53
9. Faça a definição de um ou mais tipos que possam no futuro criar uma lista como a que é mostrada abaixo:
Fornecedor
Nome
Prod
Prox
Nome
Prod
Prox
Nome
Prod
Prox
Nome Quant
Seg
Nome Quant
Seg
Nome Quant
Seg
Nome Quant
Seg
Nome Quant
Seg
Nome Quant
Seg
10. Faça uma sub-Rotina genérica para incluir um novo produto na lista de produtos de um fornecedor qualquer. Os
parâmetros de entrada serão as informações do produto e a lista dos produtos de cada fornecedor
(Fornecedor^.Prod). A inclusão de novo produto se dará sempre no final da lista de produtos.
11. Faça uma sub-Rotina genérica para incluir um novo fornecedor na lista de fornecedores. A inclusão se dará
sempre no final da lista.
12. Faça uma sub-Rotina genérica que inclua um produto para um determinado fornecedor. Os parâmetros de
entrada serão: A lista de fornecedores, as informações do produto e as informações do fornecedor, que terá incluído
no seu campo “Prod” este novo produto. A Rotina deverá antes de mais nada percorrer a lista de fornecedores até
achar o fornecedor cujo Nome combine com o Nome passado como parâmetro. Só após é que será feito o processo
de inclusão do novo produto. Caso o fornecedor não exista na lista, o mesmo deverá antes de tudo ser incluído na
lista de fornecedores, para só então ter o produto incluído no seu corpo “Prod”. Use também as Rotinas criadas nos
itens 10 e 11.
54
12. Lista Duplamente Encadeada
Continuado o estudo de listas encadeadas, apresentamos agora uma nova estrutura conhecida como lista
duplamente encadeada. Este termo é dado pelo fato de existir dois endereços (pointers) que apontam para nodos da
mesma lista, isto é, um endereço aponta para o nodo imediatamente posterior e outro endereço aponta para o nodo
imediatamente anterior, isto com exceção do primeiro e do último nodo, cujos endereços posterior e antecessor são
respectivamente NIL.
Abaixo está uma figura representando este tipo de lista encadeada na memória
Abaixo colocaremos exemplos de Rotinas para criação de listas duplamente encadeada na memória.
Exemplo1: Faça um algoritmo que armazene o Nome, idade e sexo de uma pessoa em uma estrutura duplamente
encadeada na memória.
Lista
PROGRAM LISTA_ENCADEADA;
USES CRT;
TYPE
Ap_Nodo = ^Nodo
Nodo = RECORD
Nome : STRING;
Idade : BYTE;
Sexo
: CHAR;
Ant, Prox : Ap_Nodo;
END;
VAR
Raiz : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW(RAIZ)
WRITE (‘Digite o Nome : ‘);
READLN (RAIZ^.Nome);
WRITE (‘Digite o Idade : ‘);
READLN (RAIZ^.Idade);
WRITE (‘Digite o Sexo : ‘);
READLN (RAIZ^.Sexo);
RAIZ^.Ant := NIL;
RAIZ^.Prox := NIL;
END.
Exemplo 2: Aproveitando a lista criada no Exemplo anterior, crie uma sub-Rotina que recebendo como parâmetro
as informações de uma pessoa, acrescente esta pessoa no início da lista.
PROCEDURE Inclui_Inicio_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
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Novo_Nodo : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Novo_Nodo^.Ant := NIL;
Novo_Nodo^.Prox := Raiz;
Raiz^.Ant:= Novo_Nodo;
Raiz := Novo_Nodo;
END.
Exemplo 3: Aproveitando a lista criada no Exemplo anterior, crie uma sub-Rotina que recebendo como parâmetro
as informações de uma pessoa, acrescente esta pessoa na lista, de forma que a mesma seja a segunda da lista.
PROCEDURE Segunda_Posição_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo, Aux : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Aux := Raiz^.Prox;
Novo_Nodo^.Prox := Aux;
Novo_Nodo^.Ant := Raiz;
Raiz^.Prox := Novo_Nodo;
IF Aux <> NIL THEN
Aux^.Ant := Novo_Nodo;
END.
Exemplo 4: Faça uma sub-Rotina genérica que recebendo como parâmetro as informações de
acrescente a mesma no final da lista.
PROCEDURE Inclui_Final_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo, Atual : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg;
Novo_Nodo^.Prox := NIL;
Atual := Raiz;
WHILE Atual^.Prox <> NIL DO
Atual := Atual^.Prox;
Atual^.Prox := Novo_Nodo;
Novo_Nodo^.Ant := Atual;
END.
56
uma pessoa,
Exemplo 5 : Faça uma sub-Rotina genérica que recebendo como parâmetro as informações de uma pessoa,
acrescente a mesma em uma lista. No Inicio, considere a lista com o valor NIL. As pessoas serão incluídas sempre
no final da lista.
PROCEDURE Inclui_Final_da_Lista (Var Raiz : Ap_Nodo; Reg: Nodo);
VAR
Novo_Nodo, Atual : Ap_Nodo;
BEGIN
NEW ( Novo_Nodo);
Novo_Nodo^:= Reg
Novo_Nodo^.Ant := NIL;
Novo_Nodo^.Prox := NIL;
IF RAIZ = NIL THEN
Raiz := Novo_Nodo
ELSE
BEGIN
Atual := Raiz;
WHILE Atual^.Prox <> NIL DO
Atual := Atual^.Prox;
Atual^.Prox := Novo_Nodo;
Novo_Nodo^.Ant := Atual;
END;
END.
12.1.1 Exercícios:
1.
2.
3.
4.
Faça uma sub-Rotinas que elimine o primeiro elemento da lista, se o mesmo existir.
Faça uma sub-Rotinas que elimine o segundo elemento da lista, se o mesmo existir.
Faça uma sub-Rotina que elimine o último elemento da lista, se o mesmo existir.
Faça uma sub-Rotina genérica que elimine um determinado elemento de uma lista. Deverá ser fornecido o
número do elemento a ser eliminado. Pode ser que a lista não contenha este elemento. Por Exemplo, a lista
tem 10 nodos e deseja-se eliminar o nodo de número 11.
5. Faça uma sub-Rotina que permita a inclusão de um elemento na lista em uma determinada posição. A sub-Rotina
deverá receber a lista, a informação e a posição em que a nova informação será incluída. Caso a posição seja maior
que o número de elementos atualmente existentes na lista, a mesma deverá ser incluída no final. Considere a
possibilidade da lista no início estar vazia.
6. Faça uma sub-Rotina para ordenar uma lista de números inteiros em ordem crescente. Antes de construir a
Rotina, faça a definição do tipo da lista: RECORD e o tipo apontador.
7. Aproveitando a lista ordenada no exercício anterior, faça uma sub-Rotina genérica para listar o conteúdo da lista
em ordem crescente.
8. Aproveitando a lista ordenada no exercício anterior, faça uma sub-Rotina genérica para listar o conteúdo da lista
em ordem crescente.
57
9. Faça as definições de tipo necessárias para criar, no futuro, uma estrutura na memória como a que é representada
na figura abaixo:
A
B
NIL
C
D
NIL
...
Z
Obs.: a) Dicionário é um vetor ( de “A” até “Z”) de pointers para uma estrutura duplamente encadeada onde além
dos campos “Prox” e “Ant” , existem mais dois campos STRING os quais representam a palavra e o seu
significado.
b) A lista de palavras que estão ligadas ao índice “A” do vetor, correspondem aquelas palavras que iniciam
com a letra “A”, e assim por diante.
10. Usando a definição feita no exercício anterior, faça uma sub-Rotina para inclusão de uma palavra e o seu
significado no dicionário de palavras. Lembre-se que a palavra e o seu significado não devem ser incluídas em
qualquer lista de forma aleatória, a inclusão dever ser feita somente na lista cujo índice do vetor corresponde à
primeira letra da palavra. Desta forma, caso a palavra, fosse “Cavalo”, esta palavra, junto com o seu significado,
deveriam ser incluídos na lista existente no índice “C” do vetor.
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Lógica_de_Programaçã..