1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CONSTITUIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA DOS ACADÊMICOS DE ADMINISTRAÇÃO: Um Estudo no Curso de Administração da Unijuí JULIO CÉSAR DE AGUIAR Prof. Orientador: Gustavo Arno Drews IJUÍ 2012 2 RESUMO As organizações vêm sofrendo constantes mudanças impostas pelo ambiente em que estão inseridas. Isto se deve às variações da economia, ao avanço tecnológico, à concorrência e a inúmeros fatores aos quais as organizações precisam adaptar-se para se manterem competitivas. Desta forma, a constante necessidade das organizações têm exigido competências dos líderes na condução das pessoas, promovendo a motivação destas o desenvolvimento e o crescimento das organizações. Considerando este contexto, o objetivo do trabalho é analisar a constituição das competências de liderança dos alunos do curso de administração da Unijuí. Para isto, aplicou-se à amostra de 147 alunos um questionário contendo 15 competências de liderança. Com os resultados obtidos, foi possível identificar que em todas as competências houve um pequeno percentual de alunos que não possui as competências necessárias para liderar. O estudo revela a necessidade de maior atenção por parte do curso e dos alunos no desenvolvimento dessas competências para a qualificação profissional. Palavras-chave: Líder, Competências de Liderança, Estilos de Liderança. 3 Dedico este trabalho a minha família pelo apoio, especialmente maravilhosa, oportunidades. e a agradeço minha a Deus esposa pelas 4 “Sua atitude, determina sua altitude”. Anônimo 5 SUMÁRIO RESUMO................................................................................................................................... 2 LISTA DE GRÁFICOS ........................................................................................................... 7 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO .......................................................................... 11 1.1 Apresentação do Tema .............................................................................................. 11 1.2 Questão de Estudo ..................................................................................................... 12 1.3 Objetivos ................................................................................................................... 12 1.4 Justificativa ............................................................................................................... 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................................. 15 2.1 A Importância da Liderança no Contexto das Organizações .................................... 15 2.2 Conceitos de Liderança ............................................................................................. 17 2.3 Estilos de Liderança .................................................................................................. 18 2.4 Competências de Liderança para o Administrador ................................................... 23 3 METODOLOGIA................................................................................................................ 30 3.1 Classificação da Pesquisa.......................................................................................... 30 3.2 Sujeitos da Pesquisa e Universo Amostral ................................................................ 31 3.3 Coleta de Dados ........................................................................................................ 32 3.4 Análise e Interpretação dos Dados ............................................................................ 33 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DAS COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA ............. 34 4.1 Análise do Perfil da Amostra .................................................................................... 34 4.2 Análise da Competência: Flexibilidade .................................................................... 36 4.3 Análise da Competência: Determinação ................................................................... 37 4.4 Análise da Competência: Autoconfiança .................................................................. 40 4.5 Análise da Competência: Capacidade de Motivar .................................................... 42 4.6 Análise da Competência: Capacidade de Negociar .................................................. 44 4.7 Análise da Competência: Capacidade de Trabalhar em Equipe ............................... 46 4.8 Análise da Competência: Capacidade de Comunicar-se ........................................... 49 4.9 Análise da Competência: Capacidade de Solucionar Problemas .............................. 53 4.10 Análise da Competência: Capacidade de Gerenciar Mudanças .............................. 55 4.11 Análise da Competência: Capacidade de Planejamento ......................................... 58 4.12 Análise da Competência: Capacidade de Análise ................................................... 60 6 4.13 Análise da Competência: Criatividade .................................................................... 62 4.14 Análise da Competência: Iniciativa ........................................................................ 64 4.15 Análise da Competência: Foco................................................................................ 66 4.16 Análise da Competência: Conhecimento técnico .................................................... 68 4.17 Conclusão da Análise Geral das Competências de Liderança ................................ 70 CONCLUSÃO......................................................................................................................... 72 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 75 APÊNDICES ........................................................................................................................... 79 7 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Distribuição da Amostra por Idade ....................................................................... 35 Gráfico 2 - Distribuição da Amostra por Sexo ......................................................................... 35 Gráfico 3 – Distribuição da Amostra por Vínculo de Trabalho ............................................... 36 Gráfico 4 – Distribuição da Amostra por Semestralidade ........................................................ 36 Gráfico 5 – Adaptação do Comportamento .............................................................................. 37 Gráfico 6 – Persistência ............................................................................................................ 38 Gráfico 7 – Desistência............................................................................................................. 38 Gráfico 8 – Estabelecimento de Metas ..................................................................................... 39 Gráfico 9 – Comprometimento ................................................................................................ 39 Gráfico 10 – Média Geral da Competência Determinação....................................................... 40 Gráfico 11 – Assunção de Riscos ............................................................................................. 40 Gráfico 12 – Autoconfiança ..................................................................................................... 41 Gráfico 13 – Média Geral da Competência Autoconfiança ..................................................... 41 Gráfico 14 – Estímulo .............................................................................................................. 42 Gráfico 15 – Inspiração ............................................................................................................ 43 Gráfico 16 – Reconhecimento .................................................................................................. 43 Gráfico 17 – Média Geral da Competência Motivação ............................................................ 44 Gráfico 18 – Capacidade de Convencer ................................................................................... 44 Gráfico 19 – Demonstrar Segurança ........................................................................................ 45 Gráfico 20 – Inspirar Confiança ............................................................................................... 45 Gráfico 21 – Ser Justo .............................................................................................................. 45 Gráfico 22 – Média Geral da Competência Capacidade de Negociação .................................. 46 Gráfico 23 – Compartilhamento de Informações ..................................................................... 47 Gráfico 24 – Relação com a Equipe ......................................................................................... 47 Gráfico 25 – Comunicação com Equipe ................................................................................... 48 Gráfico 26 – Capacitação da Equipe ........................................................................................ 48 Gráfico 27 – Compartilhamento das Decisões ......................................................................... 48 Gráfico 28 – Média Geral da Competência Trabalho em Equipe ........................................... 49 Gráfico 29 – Linguagem Corporal............................................................................................ 50 Gráfico 30 – Ouvir as Pessoas .................................................................................................. 50 Gráfico 31 – Capacidade de Expressar a Opinião .................................................................... 51 8 Gráfico 32 – Comunicação Verbal Articulada ......................................................................... 51 Gráfico 33 – Adaptação da Comunicação ................................................................................ 51 Gráfico 34 – Comunicação Efetiva na Escrita.......................................................................... 52 Gráfico 35 – Eficiência na Comunicação ................................................................................. 52 Gráfico 36 – Média Geral da Competência Comunicação ....................................................... 53 Gráfico 37 – Eficácia na Resolução de Problemas ................................................................... 54 Gráfico 38 – Compartilhamento no Processo de Decisão ........................................................ 54 Gráfico 39 – Média Geral da Capacidade de Solucionar Problemas ....................................... 55 Gráfico 40 – Comprometimento ............................................................................................... 56 Gráfico 41 – Resistências ......................................................................................................... 56 Gráfico 42 – Cooperação .......................................................................................................... 56 Gráfico 43 – Colaboração ......................................................................................................... 57 Gráfico 44 – Compromisso ...................................................................................................... 57 Gráfico 45 – Média Geral da Competência Capacidade de Gerenciar Mudanças ................... 58 Gráfico 46 – Planejamento das Ações ...................................................................................... 59 Gráfico 47 – Antecipação ......................................................................................................... 59 Gráfico 48 – Seguimento do Plano ........................................................................................... 59 Gráfico 49 – Média Geral da Competência Planejamento ....................................................... 60 Gráfico 50 – Assertividade das Decisões ................................................................................. 61 Gráfico 51 – Consideração das Possibilidades ......................................................................... 61 Gráfico 52 – Diferenciação de Informações ............................................................................. 61 Gráfico 53 – Média geral da Competência Capacidade de Análise ......................................... 62 Gráfico 54 – Diversidade de Ideias .......................................................................................... 63 Gráfico 55 – Desenvolvimento de Soluções............................................................................. 63 Gráfico 56 – Percepção como Criativos ................................................................................... 63 Gráfico 57 – Média Geral da Competência Criatividade ......................................................... 64 Gráfico 58 – Enfrentar Desafios ............................................................................................... 65 Gráfico 59 – Envolvimento em Eventos................................................................................... 65 Gráfico 60 – Média Geral da Competência Iniciativa .............................................................. 66 Gráfico 61 – Foco nos Resultados ............................................................................................ 66 Gráfico 62 – Coerência no Foco ............................................................................................... 67 Gráfico 63 – Seguimento do planejado .................................................................................... 67 Gráfico 64 – Média Geral da Competência Foco ..................................................................... 68 Gráfico 65 – Conhecimento Técnico ........................................................................................ 68 9 Gráfico 66 – Facilidade no Desempenho de Funções .............................................................. 69 Gráfico 67 – Média Geral da Competência Conhecimento Técnico ........................................ 69 10 INTRODUÇÃO As constantes mudanças no mundo empresarial e as necessidades das organizações em tornarem-se competitivas em um cenário instável e complexo, as têm levado a buscarem líderes com competências na condução das pessoas para o atingimento dos seus objetivos. Nesse processo, é importante que os administradores tenham a capacidade de assumirem o papel de líderes. No objetivo deste estudo, buscou-se averiguar com a aplicação de um questionário, 15 competências de liderança dos acadêmicos de administração da Unijuí como capacidade fundamental ao papel do administrador como líder. Como tema deste estudo, buscou-se analisar a constituição das competências de liderança na formação dos acadêmicos em administração. Os conteúdos abordados neste trabalho estão estruturados em quatro capítulos No primeiro capítulo, aborda-se a contextualização do estudo, apresentando o tema da pesquisa, a questão de estudo, a justificativa da pesquisa e os objetivos. No segundo capítulo, expõe-se a fundamentação teórica, ou seja, o embasamento teórico que serviu de suporte para a pesquisa com os acadêmicos. Apresenta-se, a importância da liderança no atual contexto organizacional. O que é a liderança, seus conceitos e definições. Mostram-se os estilos de liderança hoje conhecidos e as competências de lideranças necessárias aos administradores para assumirem o papel de lideres neste contexto. Por fim, foram elencadas, em um quadro resumo, as competências de liderança mais importantes citadas pelos autores e que serviram de base para a formulação do instrumento de análise (questionário) aplicado aos alunos do curso de administração. No terceiro capítulo, detalha-se a metodologia utilizada, ou seja, os métodos utilizados para a aplicação da pesquisa. Demonstra-se a finalidade e os meios usados, o universo amostral que foi necessário, a forma como foram coletados os dados, e os métodos utilizados na análise e interpretação dos dados. No quarto capítulo, apresenta-se a análise das competências de liderança, o diagnóstico e análise dos resultados obtidos expressos em gráficos e tabelas. Por fim, apresenta-se a conclusão, descrevendo como os objetivos foram alcançados, as percepções, dificuldades e aprendizagem ocorrida no processo do trabalho. Também as referencias bibliográficas e Apêndices. 11 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO Este capítulo tem como objetivo descrever a contextualização do estudo. Apresentado o tema e explicando o assunto estudado, a questão de estudo, o que se pretendeu saber sobre o tema, a justificativa do trabalho e os objetivos pretendidos com a pesquisa. 1.1 Apresentação do Tema No atual contexto organizacional, estabelece-se uma alta competitividade entre as organizações. Um dos focos do diferencial estratégico organizacional tem sido a preocupação de um ambiente de trabalho que forneça condições para que as pessoas se sintam seguras e motivadas a desempenhar eficazmente suas funções. E para criar e manter um clima agradável, tem-se buscado pessoas capazes de liderar equipes. Líderes capazes de desempenhar papéis importantes e que estejam compromissados com os objetivos da organização. Este contexto tem exigido dos administradores condições não somente para as funções gerencias mais técnicas, mas também para o relacionamento humano com suas equipes. Requer que desenvolvam múltiplas combinações de habilidades e atitudes para liderar, e que sejam capazes de assumir responsabilidades desafiadoras, motivando seus liderados a gerarem resultados diferenciados, contribuindo, assim, para a competitividade organizacional. Flexíveis, focalizados nos objetivos, orientados para a ação, autoconfiantes e habilidosos em passar essa imagem aos liderados têm sido predicativos fundamentais aos líderes. Além desses, precisam ser comunicativos, criativos, inovadores e motivadores são as competências esperadas do líder no trabalho em equipe. É importante então, que os profissionais de administração busquem capacitar-se como líderes para que estejam capazes de desempenhar um bom papel profissional. Perante tal importância, o tema deste estudo é explorar e identificar a constituição das competências atualmente presentes no perfil de liderança dos alunos do curso de administração. 12 1.2 Questão de Estudo A partir do tema, problematizou-se a questão de estudo com o objetivo de verificar se os futuros profissionais de administração, estudantes na Unijuí, possuem as competências necessárias para assumir o papel de líderes na atual conjuntura exigida pelas organizações. Para tanto, elaborou-se a seguinte questão: Os acadêmicos do curso de Administração da Unijuí constituem as competências de liderança necessárias aos líderes? 1.3 Objetivos Diante da problematização apresentada, definiu-se como objetivo geral verificar se os estudantes do Curso de Administração da Unijuí constituem as competências de liderança necessárias aos líderes. Visando ao alcance do objetivo geral, foram definidos os objetivos específicos: a) Conhecer as características esperadas dos líderes a partir do universo teórico proposto pelos autores; b) Identificar, a partir da teoria, as competências de liderança mais importantes para a formulação do questionário; c) Aplicar o questionário, atingindo a amostra esperada; d) Diagnosticar as informações sobre as competências de liderança dos acadêmicos, coletadas com a aplicação dos questionários; e) Analisar as competências de liderança diagnosticadas e constatar se os acadêmicos constituem as competências de liderança necessárias aos lideres, levando-se em consideração os acadêmicos cursando a partir do 7° semestre; e f) Propor, após a análise, sugestões que possam contribuir para o curso de administração. 13 1.4 Justificativa Com o avanço do conhecimento humano sobre as diversas áreas, amplia-se o entendimento sobre assuntos antes desconhecidos, mas também surgem novas necessidades a serem atendidas. Uma delas, foco deste estudo, é o papel de profissionais competentes e que dispõem de habilidades que credenciam as pessoas a trabalharem em equipe, focadas e motivadas para o alcance das metas e objetivos traçados para as organizações. Ou seja, tornou-se indispensável o papel da liderança no mundo empresarial, a fim de atender a algumas necessidades que surgiram com o decorrer dos anos. A liderança, papel exercido por um líder, é tema que vem ganhando muito espaço para discussão nos meios empresarial, acadêmico e também em varias outras áreas. A busca por profissionais competentes e que dispõem de habilidades e atitudes tornou-se uma necessidade fundamental para as organizações. Desta forma, os desafios atuais das organizações exigem diferenciar o líder do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Sendo assim, toda e qualquer organização, necessita de um líder que possa guiá-la em um determinado sentido, a fim de atingir os objetivos em comum com as pessoas que estão envolvidas nessa organização. Neste caso, para os gestores atuais são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder. Assim, o papel do líder exerce uma função fundamental neste processo, ele se destaca pela sua forte influência nas organizações e para o sucesso delas. Em razão da importância do desenvolvimento de profissionais aptos a liderar, objetiva-se com o estudo sobre o papel de liderança no meio acadêmico do curso de administração da Unijuí averiguar a formação dos acadêmicos como líderes, se estes estão preparados a assumirem este papel nas organizações, destacando-se profissionalmente. Conforme as diretrizes do curso o objetivo é desenvolver e despertar atitudes e competências nos acadêmicos. E este estudo revela constatações interessantes para o curso de administração sobre as características dos administradores como lideres. Da mesma forma, pode contribuir para o conhecimento por parte das empresas sobre o perfil de liderança dos acadêmicos formados no curso de administração, Identificando-se os pontos fortes e fracos na formação dos acadêmicos como líderes. 14 Os resultados obtidos com a realização do trabalho podem gerar um feedback aos acadêmicos a respeito da sua formação acadêmica. Espera-se que esses resultados despertem o interesse dos mesmos na busca do aperfeiçoamento das competências de liderança como um diferencial profissional. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo tem como objetivo mostrar, de um modo geral, a importância da liderança no atual contexto organizacional, a concepção dos autores sobre o assunto, e os perfis e características dos lideres. Na sequência, apresentam-se em um quadro resumo, as competências de liderança elencadas como as mais importantes citadas pelos autores. 2.1 A Importância da Liderança no Contexto das Organizações As organizações têm evoluído em termos estruturais e tecnológicos. Mas, para Costa (2010), as mudanças e o conhecimento são os novos paradigmas, e têm vindo a exigir uma nova postura nos estilos pessoais e organizacionais, voltados para uma realidade diferenciada e emergente. Neste contexto, a Liderança passa a ser a chave para o sucesso organizacional, decorrendo de uma nova cultura e estrutura, na qual se privilegia o capital intelectual, pois são as pessoas que proporcionam as condições essenciais ao desenvolvimento das organizações. Ao longo dos tempos, a liderança tem sido alvo de interesse por parte das organizações e dos gestores. Estes começaram a perceber a importância que a mesma tem para o sucesso e o alcance dos objetivos traçados. Na concepção de Costa (2010), os líderes devem procurar incrementar um melhor relacionamento entre as pessoas, incentivando o trabalho em equipe, motivando os colaboradores e proporcionando um ambiente de trabalho saudável, seguro e propício ao progresso e desenvolvimento das suas capacidades e talentos. A Liderança é um tema atual e de importância estratégica para as organizações, e como tal deve ser integrada na definição da estratégia organizacional. As organizações precisam das pessoas para atingir os seus objetivos e alcançar a sua visão e missão de futuro assim como as pessoas necessitam das organizações para atingirem as suas metas e realizações pessoais. Ainda conforme Costa (2010), as pessoas têm sido uma preocupação constante da gestão das organizações, uma vez que uma boa gestão se traduz no diferencial que alavanca os bons resultados. Para trabalhar o capital humano de modo a maximizar o seu desempenho, 16 é necessário que os indivíduos se sintam motivados e satisfeitos com o seu líder e com a forma como a Liderança vem sendo exercida. Os líderes têm a missão de atingir os resultados pretendidos pela organização através das pessoas que lideram. Sendo assim, para que a gestão de pessoas seja eficaz, os líderes têm de ser os modelos sociais, o exemplo, estando sempre na linha da frente, mostrando como se faz, fazendo. Nos estudos sobre liderança, cabe fazer a diferenciação entre líderes e gerentes, embora esses papéis não sejam exclusivos, pois, por vezes, um papel irá se sobrepor ao outro conforme a situação. Neste sentido, tanto os líderes quanto os gerentes são igualmente necessários ao ambiente organizacional atual. Kotter (1990, apud Dubrin 2006) destaca que os gerentes lidam com a complexidade, que requer a preservação da ordem e da consistência, já o líder lida com as mudanças, formulando uma visão do futuro e estabelecendo uma direção para essa visão. Dubrin (2006) acrescenta que os gerentes devem ser lideres, assim como os líderes devem ser bom gerentes, pois assim como os liderados necessitam de assistência, os gerenciados precisam ser estimulados, inspirados. Buckingham (2005, apud Bento et. al. 2009) diferencia o grande administrador do grande líder, enfatizando que o primeiro transforma a habilidade de uma pessoa em desempenho, e o último direciona a pessoa para um futuro melhor. Dessa forma, o ponto de partida do administrador é cada funcionário, enquanto que o líder parte da imagem do futuro. Santos (1997) complementa esta diferença dizendo que o líder deve apresentar características diferenciadoras. Se for feita uma comparação com os gerentes, podem-se constatar os traços diferenciadores, como mostra o quadro 1. Quadro 1 – Comparação de Gerentes e Lideres Gerentes Líderes Administra Inova É uma cópia É um original Foco: sistemas e estruturas Foco: pessoas Apoia-se no controle Inspira confiança Visão de curto prazo Visão de longo prazo Pergunta como e quando Pergunta o quê e por quê Tem os olhos sempre nos limites Tem os olhos sempre no horizonte 17 Limita Dá origem Aceita o status quo Desafia É o clássico bom soldado É a sua própria pessoa Faz certo as coisas Faz a coisa certa Fonte: SANTOS, Enise Aragão. A liderança nos grupos auto-geridos. In Anais do II SEMEAD, 1997, p. 158. Como se pode constatar, existem diferenças entre o que é liderar e o que é gerenciar. As características observadas no quadro 1 apontam o líder como um indivíduo muito mais ousado e original, enquanto a figura do gerente é acomodada e não ousada. O que se observa com as características indicadoras pelos autores é que o líder é uma figura multifacetada. Para ser um bom líder, o bom senso e a sensibilidade são essenciais para propiciar a motivação dos grupos de colaboradores e/ou liderados nas empresas e organizações. 2.2 Conceitos de Liderança Para conhecer melhor a importância da liderança, tornas-se importante resgatarmos o seu significado e conceito. Desta forma, para Daft (2005, apud Bento et. al. 2009), o conceito de liderança tem evoluído de acordo com as necessidades da empresa, e salienta três aspectos: pessoas, influências e metas, capturando a ideia de que os líderes estão envolvidos com outras pessoas na realização de metas. Na concepção de Robbins (2006): Liderança é um processo de influência, nesse sentido, os líderes são indivíduos que, por suas ações, encorajam um grupo de pessoas rumo a uma meta comum ou compartilhada. O líder é o indivíduo, liderança é a função que o indivíduo executa. Para Hunter (2004, p.25), a liderança vem a ser a “habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”. Conforme Hunter, a liderança é uma habilidade de influenciar. 18 No dizer de Kim e Renee (1992, apud Dubrin 2006, p. 264), a liderança é a “habilidade de inspirar confiança e apoio entre as pessoas de cuja competência e compromisso dependem do desempenho”. Sendo assim, presume-se que o líder é inspirador e apoiador da equipe. Conforme Maximiano (2005, p. 283), a “liderança é o processo de conduzir as ações ou influenciar o comportamento e a mentalidade de outras pessoas”. Ou ainda, “é a realização de metas por meio da direção de colaboradores”. Segundo Lacombe e Heilborn (2003, p. 348) liderar é: Conduzir um grupo de pessoas, influenciando seus comportamentos e ações, para atingir objetivos e metas de interesse comum desse grupo, de acordo com uma visão do futuro baseada num conjunto coerente de ideias e princípios. De certo modo, a liderança “é definida em administração como o processo interpessoal, pelo qual os gerentes tentam influenciar os empregados a realizar objetivos de trabalho estabelecidos” (HAMPTON, 1992, p. 386). 2.3 Estilos de Liderança Aprofundando o conhecimento sobre os aspectos da liderança, os autores trazem inúmeros estilos de liderança encontrados no ambiente corporativo, e cada estilo tem a sua complexidade, por estar diretamente condicionado às reações do comportamento humano. Existem aqueles mais liberais, outros autoritários; alguns gostam de construir laços mais próximos com sua equipe, e existem aqueles que apenas delegam funções, mas é imprescindível que seja situacional, flexível e adaptado para os resultados pretendidos. Não é possível apontar qual é o melhor estilo para liderar uma equipe. Dependendo das tarefas realizadas, da necessidade atual da organização e do ritmo de serviço, um estilo de liderança pode se encaixar melhor do que outro. Essas diferenças ocorrem pelas variadas personalidades, níveis de formação e estilos de cada um. Robbins (2000, apud Bento et. al. 2009) expõe que há uma grande discussão em torno dos estilos de liderança serem fixos ou não, porém a grande probabilidade é que as pessoas tenham uma parte fixa, determinada pela personalidade, e outra flexível, devido a 19 habilidade de adequação à situações novas, cada vez mais recorrente nos dias atuais. Há casos, por exemplo, em que o líder "estilo mandão" é necessário para tirar empresas de crises e solucionar problemas. Já em outras situações, o líder "democrático" pode ser ideal para alavancar resultados. Para Bento et. al. (2009), os diversos estilos de liderança conhecidos na atualidade podem ser enquadrados em liderança transacional e liderança transformacional. Em uma escala, seriam os extremos, havendo entre esses dois pontos diversos outros estilos. Na concepção de Robbins (2006), os líderes transacionais orientam os seus seguidores em direção a metas estabelecidas, esclarecendo requisitos dos papéis e das tarefas. Por isso, suas ações acompanham de perto o papel mais estruturado dos gerentes. Os líderes transformacionais inspiram os seguidores a transcenderem seus interesses pessoais em favor da organização e exercem um efeito profundo e extraordinário sobre eles. São atentos às preocupações de cada um de seus seguidores; ajudam a considerar velhos problemas a partir de novas perspectivas e os motivam a dedicar esforço extra no alcance das metas do grupo. Embora a definição de liderança transacional e liderança transformacional sejam antagônicas, estes estilos não são mutuamente excludentes. Na verdade, a liderança transformacional é construída sobre o alicerce da liderança transacional. Porem, de acordo com Bento et. al. (2009), a liderança transformacional é superior à sua congênere transacional e promove maior produtividade, menor rotatividade e maior satisfação do funcionário. No entender de Maximiliano (2007), o estilo de liderança transformacional adota um estilo de liderança carismática e transformadora, ou seja, caracteriza-se por ser um líder inspirador, transformador, revolucionário, agente de mudanças e renovador. Já o estilo transacional possui características de líder negociador, e sua liderança é manipulativa e baseada na promessa de recompensas. Para Araujo (2006), os estilos de liderança consistem nas atitudes do líder frente aos seus seguidores. Bandeira; Marques e Santos (2005, apud Araujo 2006) citam que, no estilo de liderança autocrático (ou autoritário), o líder que se assume dessa maneira tem o comportamento regido pela tradição; não costuma ouvir seus seguidores e está “preocupado essencialmente com a tarefa”. Lewin (1965) acrescenta que, no estilo autocrático, o líder está focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa que cada um deve executar, o líder determina ainda 20 qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro. Para Araújo (2006), no estilo democrático (ou participativos), o enfoque está nas relações humanas e não na produção. Os seguidores participam do processo de tomada de decisões, e, por conta disso, objetivos e estratégias são definidos tanto pelo líder quanto por seguidores, de maneira democrática. Contribuindo, Lewin (1965), diz que no estilo democrático, chamado também de liderança consultiva, a liderança está voltada para as pessoas, e há participação dos liderados no processo decisório. As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo, solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica a critério do próprio grupo, e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas críticas e elogios. Outro estilo identificado é o estilo Laissez-faire, chamados de “líderes da rédea solta” – são frouxos e permissivos e deixam os seguidores fazerem o que querem, segundo Megginson; Mosley e Pietri Jr. (1998, apud Araújo 2006). Essa liberdade pode passar a impressão de que a liderança não existe, pois não há um foco como nos dois estilos anteriormente vistos. Em complemento a tais ideias, Robbins (2000) afirma que o comportamento do seguidor pode favorecer o líder, fazendo-o parecer mais eficaz, à medida que responde positivamente à liderança. Lewin (1965) explica que o estilo de Liderança liberal ou Laissez faire é a contração da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Neste tipo de liderança, as pessoas têm mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando possivelmente uma equipe madura, autodirigida e que não necessita de supervisão constante. Por outro lado, a Liderança liberal também pode ser indício de uma liderança negligente e fraca, cujo líder deixa passar falhas e erros sem corrigi-los. Também cabe ser citado o estilo Coach, (o líder que serve sua equipe, preparando-a e dando-lhe as condições necessárias para o bom desempenho). De acordo com Kouzes e Porter (2003, apud Bento et. al. 2009), “o sucesso no contexto da liderança de um para outro vai depender da capacidade do líder de construir um relacionamento duradouro, no qual a pessoa de talento veja o coach como um parceiro e um modelo de papel.” Complementa Bernardinho (2006, apud Bento et. al 2009), dizendo que, se o líder é realmente 21 duro e exigente, seu próprio sacrifício serve como fonte de motivação, pois demonstra que a equipe não está sozinha. O papel do líder coach é: - Liberar o potencial de cada indivíduo; - Mais do que ensinar é ajudar a aprender a aprender; - Incentivar as pessoas para o autodesenvolvimento; - Eliciar recursos pessoais para o alcance de metas; - Ajudar na melhor utilização dos recursos disponíveis; - Ouvir e ensinar; - Compartilhar responsabilidades; - Fazer perguntas que levem à reflexão e à ação; - Orientar as pessoas; - Direcionar para o futuro em direção a metas; - Sair do foco do problema e colocar foco na solução; e - Saber reter talentos e Estabelecer foco na tríade: ação, desenvolvimento e resultados. Para Nowak e Wimen (1999), o processo chamado Coach (pelas iniciais das palavras-chave em inglês e sinônimo de treinador) proporciona um enfoque estruturado em quatro passos para o desenvolvimento gerencial: Contract (chegar a um acordo); Observe and Assess (observar e avaliar); Constructively challenge (desafiar construtivamente); Handle resistance (lidar com a resistência); No estilo visionário, Robbins (2006) define liderança visionária (que na escala, provavelmente estaria muito próxima à liderança transformacional) como a habilidade para criar e articular uma visão do futuro, realista, digna de crédito e atraente, que cresce a partir do presente e o aperfeiçoa. Essa visão quase “dá um arranque no futuro ao instigar as habilidades, os talentos e os recursos para fazer com que ele aconteça”. Esses líderes possuem três qualidades: podem explicar a visão aos demais, conseguem expressar a visão não apenas verbalmente, mas também por seu comportamento e conseguem estender a visão para diferentes contextos de liderança. Goleman (2004) diz ainda que no estilo visionário, o líder canaliza as pessoas para visões e sonhos partilhados. Tem um efeito muito positivo sobre o clima de trabalho. É apropriado para situações em que ocorram mudanças que exigem uma nova visão. Tem a visão de para onde a empresa deve ir. Consegue que o sigam ao compartilhar sua visão. Tende a não ver o presente. Facilidade em dar feedforward, mas não feedback. 22 Goleman (2004) completa a lista ainda com outros estilos: O estilo de liderança paternalista, o estilo conselheiro e relacional. No estilo de liderança paternalista, o líder e sua equipe têm relações interpessoais similares às de pai e filho. Esse tipo de liderança proporciona conforto aos liderados, evitando conflitos, mas não é o modelo mais adequado num relacionamento profissional, pois, numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho incondicionalmente e em uma relação profissional, o equilíbrio deve preponderar, e os resultados a serem alcançados pela equipe são mais importantes do que um indivíduo. No estilo conselheiro, o líder relaciona os desejos das pessoas com os objetivos da organização, ajudando os empregados a serem mais eficientes e a melhor as suas capacidades de longo prazo. No estilo relacional, o líder cria harmonia, melhorando o relacionamento entre as pessoas. É um líder ideal para resolver e sarar conflitos num grupo, motivar em períodos difíceis e melhorar o relacionamento entre as pessoas. O autor cita ainda o estilo pressionador, dirigista, agressivo e o estilo agregador. Pelo estilo pressionador, o líder atinge objetivos difíceis e estimulantes. No entanto pode ter efeito por vezes negativo sobre o clima de trabalho, pois é frequentemente mal executado. No estilo dirigista, o líder acalma os receios dando instruções claras em situações de emergência. É um estilo apropriado a situações de crise para desencadear uma reviravolta na situação com subordinados difíceis. Já no estilo agressivo, o líder está preocupado com metas e superação. Tem habilidade com números e é muito exigente. Fica irritadiço se é frustrado em suas metas, mas tem a capacidade de superação e muita iniciativa. Tem um bom nível de autocobrança e de motivação. Goleman (2004) finaliza com o estilo agregador. Neste, o líder tende a fazer interconexões entre equipes ou membros de equipes. É diplomático e apara sempre as arestas. Facilita a comunicação horizontal e vertical, mas tem dificuldade em dar feedback negativo.Tende a colocar “pano quente” nas situações e tem dificuldade de passar para a liderança despótica, se necessário. Outros estilos são mencionados por Mello (2010): o estilo coercitivo, marcador de ritmo, estilo centralizador e o estilo inspirador. No estilo coercitivo, onde o líder é um tipo muito comum nas empresas. Comanda amedrontando as pessoas. É um estilo mandão, do tipo "faça como eu mando". É movido por resultados, e tem habilidades para lidar com colaboradores problemáticos. No tipo marcador de ritmo, o líder é de alto desempenho, do tipo que lidera pelo exemplo, voltado a resultados rápidos. No entanto, o resultado geral pode ser negativo, pois nem sempre as pessoas estão no mesmo patamar de energia. Já no estilo centralizador, as decisões são normalmente tomadas pelo líder. Este estilo pode ser utilizado em momentos de urgência, principalmente quando os profissionais envolvidos possuem baixa 23 maturidade para caminhar sozinhos, ou seja, estão em processo de capacitação para tal. E por fim, o autor cita o estilo inspirador, no qual o líder serve de exemplo para os empregados. Raramente precisa dar ordem, e cada um sabe o que fazer e aonde ir. É um estilo que se encaixa perfeitamente em equipes muito motivadas. A esse rol de estilos de liderança, Robbins cita a liderança carismática – um dos princípios do comportamento humano relaciona-se com as pessoas que agem em prol de suas percepções. A percepção, segundo Robbins (2002), “é processo pelo qual os indivíduos organizam e interpretam suas impressões sensoriais, a fim de dar sentido ao seu ambiente”. O modo como as pessoas veem a realidade impacta as suas ações e reações, ou seja, o seu comportamento. Este fato pode explicar por que as pessoas percebem e reagem ao mesmo acontecimento de modos tão diferentes. São consideradas características essenciais na liderança carismática, segundo Robbins (2002): - Autoconfiança: confiança plena na própria habilidade; - Visão: apresenta uma meta idealizadora que propõe um futuro melhor que o status quo. - Habilidade de articulação: podem esclarece e formula sua visão com jeito simples; demonstra compreensão das necessidades dos seguidores; e atua como força motivadora. - Forte convicção: lideres carismáticos são considerados muito comprometidos, assumem riscos, arcarem com custos e sujeitam-se ao autosacrifício para realizarem o que pretendem. - Comportamento fora do habitual: os que têm carisma adoram atividades vistas como modernas e contrárias às normas. - Agentes de mudança: eles são percebidos como agentes de mudança radical. - Sensibilidade ao ambiente: fazem avaliações das imposições ambientais e dos recursos necessários para provocar a mudança. 2.4 Competências de Liderança para o Administrador Como visto, existem muitos estilos de liderança. Líderes habilidosos adaptam e assumem determinados estilos conforme a situação e a necessidade. 24 Dos mais variados estilos, podem-se extrair competências essenciais aos líderes, independente do estilo assumido. Dessa forma, apresentam-se a seguir competências de liderança mais importantes citadas pelos autores. Para Chiavenatto (2005), o líder moderno, o qual ele denomina e classifica como renovador, neste contexto deve ter: - Focalização nos objetivos; - Orientação para a ação; - Autoconfiança; - Habilidades no relacionamento humano; - Criatividade e Inovação; - Flexibilidade; - Tomada de Decisão; e - Padrões de Desempenho e Visão de Futuro. Cripe e Mansfield (2003) acrescentam ainda competências essenciais para lidar com pessoas, como dar autonomia; desenvolver os outros; dar suporte motivacional; gerenciar a mudança; incentivar o trabalho em equipe; gerenciar o desempenho; ter atenção à comunicação (oral e escrita); ter consciência interpessoal; e ter habilidade de influenciar os outros e construir relacionamentos de colaboração. Ainda aparecem em destaque nessa mesma lista a autoconfiança, a credibilidade pessoal e a flexibilidade. Além dessas características, Cripe e Mansfield (2003) complementam com algumas outras posturas que são atribuídas a um líder no momento em que ele se relaciona com a sociedade e, a partir disso, toma suas decisões. São elas: - Cabeça estratégica; - Integridade; - Autenticidade; - Atitudes positivas; - Ousadia; - Capacidade de assumir riscos; e - Abertura para as possibilidades das novas tecnologias; e - Coerência. Percebe-se que é muito fácil apontar as características de um líder. Todavia, o complexo é desenvolvê-las com efetivo dinamismo efetivamente dentro de empresas e/ou organizações. Para isso é necessário sensibilidade para trabalhar principalmente a motivação do grupo liderado, visando à excelência nos serviços. 25 Segundo Robbins (2002), as qualidades que caracterizam os bons líderes são: integridade; entusiasmo; calor; calma; e firmeza, apesar de justo. Pontos fundamentais segundo Moraes (2001): - Os líderes devem personificar as qualidades esperadas ou necessárias de suas equipes de trabalho; - O conhecimento – técnico e profissional – é importante, mas não é tudo; e - A autoridade flui daquele que sabe. Segundo Robbins (2002), o líder do futuro, para acompanhar a constante evolução, precisa ter certas características, como as seguintes: - Ter visão abrangente, observar problemas e interpretar o que está acontecendo; - Ouvir o que as pessoas dizem e como dizem quando defendem uma ideia; - Manter confidentes por perto; - Defender boas ideias com entusiasmo e ter coragem de rejeitar as más, quando surgirem; - Renovar-se espiritualmente, dar um tempo para si próprio; e - Demonstrar empatia, respeitar as dificuldades dos subordinados em lidar com as mudanças. Para Lacombe e Heilborn (2003), os lideres devem ser capazes de: - Ver com clareza os seus objetivos e se esforçar para alcançá-los; - Tomar decisões e ter calma na hora da crise; - Verificar o cumprimento das ordens; - Julgar as pessoas e fazer com que elas ocupem os lugares certos nos momentos certos; - Compreender que a diversidade das pessoas traz força para a equipe; e - Visualizar o sistema como um todo, holisticamente, ver o conjunto. Boyett (1999, p. 29) cita as seguintes características do líder: - Visão orientadora: deve ter ideia clara do que quer fazer, profissional e pessoalmente, e força para persistir durante adversidades, inclusive nos fracassos; - Confiança: saber conquistar confiança das pessoas; - Respeito pelos seguidores: ser líder dos líderes; ser pragmático para seu núcleo e acreditar no que diz e faz; - Abertura para o novo: estar em sintonia com a sua época. Não acompanhar as transformações e não aceitar as inovações é expor-se à obsolescência e à perda de liderança; 26 - Postura de aprendiz: ter disposição permanente para atualizar-se, querer aprender cada vez mais e sempre; - Visão de futuro: manter os olhos bem fixados no horizonte distante, mesmo que se esteja caminhando em direção a ele. Ser capaz de visualizar o futuro que quer alcançar, com uma clara visão de para onde quer ir e o que quer realizar; - Liderança de equipe: ter como referência básica o grupo, sua integração e coesão; buscar a sinergia. Não há líder sem uma equipe forte; - Iniciativa: demonstrar capacidade de fazer as coisas acontecerem; - Negociação: saber negociar é o instrumento fundamental do líder para obter a participação e cooperação espontâneas; - Estímulo à delegação: a delegação de autoridade é o grande instrumento de liderança para obter a co-responsabilidade e desenvolver os liderados por meio do exercício da decisão; - Avaliação de desempenho: o líder deve manter sua equipe informada, inclusive e principalmente, sobre o papel e o desempenho de cada integrante; - Postura ética: compromisso com o bem comum, com a qualidade e com os valores de uma política empresarial sadia são fatores essenciais para garantir a credibilidade do líder; - Postura proativa: implica promover a inovação, o rejuvenescimento e a revitalização cultural, garantidores da perpetuidade da organização. Quanto às funções do líder, Matos (1996) entende que algumas delas são fundamentais, como as educativa e cultural, estratégica, integradora, instrutora, inovadora e estratégica da qualidade total. Destacam-se, abaixo, as características de cada uma dessas funções: - Educativa e Cultural: o líder deve ser intérprete da filosofia empresarial, promovendo a integração de sua equipe à luz das verdades e crenças que orientam as políticas e estratégias empresariais, contribuindo para a renovação contínua da cultura organizacional; - Estratégica: o líder deve ser um orientador de objetivos e metas. Precisa esclarecer os objetivos empresariais para sua equipe e negociar as metas de produção; considerar a conjuntura, de modo a tornar todos motivados e co-responsáveis pelos resultados; - Integradora: o líder precisa formar equipes integradas, harmônicas e coesas, garantindo continuidade, tanto em relação à eficiência quanto à eficácia de seu grupo; - Instrutora: a habilitação técnica dos membros da equipe e seu desenvolvimento decorrem significativamente da disponibilidade de líder em ministrar instruções e promover o 27 estímulo ao autodesenvolvimento. Delegação de autoridade e reuniões são dois instrumentos gerenciais imprescindíveis à ação de liderança no trabalho; - Inovadora: o líder deve manter a equipe motivada, integrada, coesa e criativa. Quando as transformações são rápidas, radicais e irreversíveis, quem não mantém a mente aberta é rapidamente substituível; só a criatividade e a renovação asseguram a continuidade numa sociedade em mudança; - Estratégica da Qualidade Total: o líder tem a função de sustentar a satisfação do cliente e da imagem da empresa. Bons serviços e bons produtos apenas não bastam; a organização precisa satisfazer também seus funcionários. Dentre as competência vistas, é importante resgatar e identificar as competências de liderança dentre as competências exigidas pelo Conselho Nacional de Educação, de acordo com a resolução Nº 4, de 13 de Julho de 2005. Que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração: Art. 4º O Curso de Graduação em Administração deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão; II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais; III refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento; IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais; V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional; VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável; VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais (BRASIL, 2005). 28 A partir das competências exigidas pelo Conselho Nacional de Educação, é possível identificar algumas competências e habilidades de liderança, reconhecer e definir problemas; atuar preventivamente; transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão; desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais; refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção; ter iniciativa; criatividade; determinação; vontade de aprender; abertura às mudanças; capacidade de transferir conhecimentos; e adaptabilidade. Após conhecer as competências de liderança citadas anteriormente pelos autores e as competências identificadas no perfil previsto pelo Conselho Nacional de Educação, elaborou-se um resumo (Quadro 2) contendo as competências de liderança mais citadas pelos autores. Dessas competências citadas, elencaram-se na coluna da esquerda, as seguintes competências: flexibilidade; determinação; organização; autoconfiança; capacidade de motivar; capacidade de negociar; capacidade de trabalhar em equipe; capacidade de comunicar-se; capacidade de solucionar problemas; capacidade de gerenciar mudança; capacidade de planejamento; capacidade de análise; criatividade; iniciativa; foco; e conhecimento técnico. E na coluna da direita, localiza-se as práticas relacionadas a cada competência. As práticas citadas no quadro 2, serviram diretamente para a formulação das perguntas do questionário aplicados aos alunos do Curso de Administração. Quadro 2 – Competências de Liderança COMPETÊNCIAS Flexibilidade Determinação Organização Autoconfiança PRÁTICAS - Adaptação do comportamento com agilidade às circunstâncias de cada pessoa ou situação, sem abandonar, por isso, critérios de atuação pessoal. - Persistência; - Estabelecimento de metas pessoais; e - Ser comprometido com resultados a serem alcançados - Cultivar bons hábitos; e - Ser organizado. - Ser autoconfiante; e - Assumir riscos pessoais. 29 Capacidade de Motivar - Estimular ótimas realizações; - Inspirar as pessoas; e - Reconhecer publicamente as contribuições dos integrantes da equipe. Capacidade de Negociar - Estabelecer um ponto de vista de maneira convincente; - Ser justo com as pessoas; - Demonstrar segurança; e - Inspirar confiança. Capacidade de Trabalhar em Equipe Capacidade de Comunicar-se Capacidade de Solucionar Problemas Capacidade de Gerenciar Mudança Capacidade de Planejamento Capacidade de Análise Criatividade Iniciativa Foco Conhecimento Técnico - Compartilhar expertise e informações com boa vontade; - Criar uma identidade forte com a equipe; - Estabelecer a necessidade de colaboração; - Capacitar os integrantes da equipe; e - Manter a equipe bem informada e atualizada. - Demonstrar linguagem corporal positiva; - Ouvir as pessoas; - Ter facilidade de expressar opiniões; - Ser um comunicador verbal articulado; - Adaptar o estilo de comunicação à necessidade; - Conseguir se comunicar por escrito efetivamente. - Resolver problemas de maneira eficaz; e - Assumir responsabilidade por consequências das decisões. - Conseguir comprometer as pessoas, visando minimizar as possíveis resistências para se atingir os resultados e fazendo com que se sintam agentes importantes no processo. - Lidar com resistências; - Conseguir a cooperação dos outros; - Estabelecer a necessidade de colaboração; e - Gerar compromisso. - Planejar ações com antecedência; - Seguir o que foi planejado; e - Adotar medidas para evitar obstáculos. - Tomar decisões sensatas mesmo sob pressão; - Distinguir facilmente informações relevantes das irrelevantes; e - Diferenciar informações relevantes das irrelevantes. - Pensar em ideias alternativas; e - Desenvolver soluções criativas. - Gostar de enfrentar desafios; e - Envolver-se em eventos como organizador. - Impedir desvios nos planos; - Concentrar-se nos resultados; e - Demonstrar coerência na busca do planejado. - Ter um bom conhecimento técnico e de boas práticas do negócio em que atua; e - Ter facilidade de desempenhar diversas funções no trabalho. 30 3 METODOLOGIA Este capítulo tem como objetivo descrever detalhadamente os métodos utilizados para a aplicação da pesquisa. Dessa forma, demonstram-se a finalidade e os meios usados, o universo amostral que foi necessário, assim como a coleta de dados empregados e a forma como a análise e a interpretação dos dados foram realizadas. 3.1 Classificação da Pesquisa Para a classificação da pesquisa foi adotado como referencial o critério proposto por Vergara (2005), que expõe em relação a dois aspectos: quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, a pesquisa foi exploratória e descritiva. A pesquisa exploratória tem “como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema” (GIL 1991). A pesquisa descritiva “(...) expõe as características de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza” (VERGARA 2005). Quanto aos meios, a pesquisa foi bibliográfica, pois foram utilizados conceitos e fundamentos teóricos, com base em determinados autores para aprofundar o conhecimento. De acordo com Vergara (2005), pesquisa bibliográfica “é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais e redes eletrônicas, isto é material acessível ao público em geral”. Foi uma pesquisa documental, pois se utilizou de informações do Departamento do Curso de Administração para a realização do trabalho. Assim como um estudo de caso, pois buscou-se conhecer a constituição das competências de liderança dos alunos do Curso de Administração. E foi também um estudo de campo, que “é investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-los (VERGARA 2005)”. 31 3.2 Sujeitos da Pesquisa e Universo Amostral Os sujeitos de uma pesquisa, segundo Vergara (2005), “(...) são aqueles que fornecerão os dados que o autor necessita para fazer a pesquisa”. Sendo assim, os sujeitos da pesquisa foram os alunos do curso de administração da Unijuí. O objetivo da pesquisa foi o de se atingir os quatro campi do curso. No campus Ijuí, há atualmente 413 alunos; no campus Santa Rosa, 244 alunos; no campus Panambi, 194 alunos; e o Campus Três Passos, 160 alunos, totalizando 1011 alunos do curso. A amostragem, para Gil (1999), “(...) é um subconjunto do universo ou da população, por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população.” E ainda, para que uma amostra seja confiável, segundo Gil (1999), “É necessário que se estabeleça fatores. Estes podem ser definidos como: extensão do universo, nível de confiança estabelecido, erro máximo permitido e percentagem com o qual o fenômeno se verifica”. Sendo assim, para uma amostragem aleatória simples, não probabilística e finita, cufo os elementos pesquisados não superam a população de 100.000 elementos, tem-se a seguinte equação, segundo Richardson (1999): ݊ = ߪ². . ݍ. ܰ ܧ² ሺܰ − 1ሻ + ߪ². . ݍ No qual: n = tamanho da amostra a ser calculada; σ² = nível de confiança escolhido, expresso em números de desvio padrão; p = porcentagem com o qual o fenômeno se verifica; q = porcentagem complementar; N = tamanho da população; e E² = erro permitido. Para se saber o tamanho da amostra a ser calculado (n), o universo pesquisado é de 1011 alunos (N=1011); para um nível de confiança estabelecido de 95%, o percentual de erro estabelecido foi de 2% (σ²=2); o erro amostral estipulado foi ajustado em 7% (E²=7) para facilitar a aplicação da coleta de dados, na qual geralmente são utilizados de 3% a 5%. 32 Quando não se conhecem os percentuais em que os fenômenos se verificam, utiliza-se p=50% e q=50%. O valor de “p” é a proporção populacional de indivíduos que pertencem à categoria que se está disposto a estudar, e “q” os que não pertencem a esta categoria. Como se estima que dos alunos a serem pesquisados cerca de 30% estão estudando a partir do 7° semestre, os demais alunos somam 70%, ou seja, p=30 e q=70. Com a aplicação da fórmula, tem-se o seguinte resultado: n = (2)².30.70.1011 / (7)².1010 + (2)².30.70 = n = 8492400 / 49490 + 8400 = n = 8492400 / 57890 = n = 146.69 = 147 A partir da amostra estabelecida de 147 alunos, descreve-se a seguir como ocorreu a coleta de dados. 3.3 Coleta de Dados Com a amostra definida de 147 alunos, foram encaminhados, via e-mail pelo departamento do curso, os questionários aos acadêmicos do curso de administração dos quatro campi, na segunda semana do mês de fevereiro de 2012. O total de questionários respondidos foi de 105. Diante disso, surgiu a necessidade de ainda obterem-se 42 questionários respondidos para somarem-se aos que já haviam retornado. Dessa forma, reforçou-se com uma segunda aplicação do instrumento, passando pelas salas de aula e entregando o questionário aos alunos que não haviam respondido. Foram entregues aproximadamente 200 questionários na terceira semana de março em cinco salas de aula. O resultado obtido foi de 46 questionários respondidos, entregues na semana seguinte pelos professores no departamento. O total de questionários obtidos com a pesquisa totalizaram 151 questionários. Sendo assim, excluíram-se 4 questionários para a definição da amostra calculada. 33 3.4 Análise e Interpretação dos Dados Para a análise e interpretação dos dados, utilizaram-se de procedimentos quantitativos e qualitativos. Na abordagem quantitativa, os dados obtidos com a aplicação do instrumento de análise (questionário) foram tabulados em uma planilha do Excel, permitindo a montagem de gráficos e tabelas que são apresentadas no trabalho. A abordagem qualitativa utilizada diz respeito à forma como os dados foram analisados e interpretados. Dessa maneira, utilizou-se a média geral baseada nas questões de cada competência de liderança apresentada para analisar a referida competência de acordo com o objetivo proposto, cruzando as respostas dos questionados com a semestralidade dos respondentes. Para a montagem do instrumento de análise, as questões elaboradas foram baseadas nas competências apresentadas pelos autores, e as opções de respostas estabelecidas foram definidas de acordo com a escala de graduação (escala de Likert) de cinco opções. Dessa forma: A escala de Likert é uma escala de classificação amplamente utilizada, que exige que os entrevistados indiquem um grau de concordância ou discordância com cada uma de uma série de afirmações sobre objetos de estímulo. [...] A escala de Likert possui várias vantagens. É fácil de construir e aplicar. Os entrevistados entendem rapidamente como utilizar a escala, adaptando–a para entrevistas postais, telefônicas ou pessoais. A principal desvantagem da escala de Likert é que exige mais tempo para ser completada do que outras escalas de classificação por itens, porque os respondentes têm de ler cada afirmação (MALHOTRA, 2001, p. 255). A escala de Likert é apenas uma afirmação à qual o sujeito pesquisado responde através de um critério que pode ser objetivo ou subjetivo. Normalmente, o que se deseja medir é o nível de concordância ou não concordância à afirmação. O formato típico de um item Likert é: Não concordo totalmente; Não concordo parcialmente; Indiferente; Concordo parcialmente; e Concordo totalmente. A escala de Likert de cinco opções, com a opção central neutra, foi escolhida, pois não força os respondentes a marcarem as respostas tendencialmente induzidas. 34 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DAS COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA Neste capítulo, apresenta-se primeiramente a análise do perfil da amostra utilizada para o desenvolvimento do trabalho, observando-se a distribuição dos alunos por idade, sexo, vínculo de trabalho e semestralidade. Na sequência, são analisadas individualmente as 15 competências de liderança. Para cada competência analisada, são apresentadas inicialmente as concepções dos autores sobre o assunto, após a análise, uma a uma, de cada questão e a análise da média geral da competência. A média geral é um calculo das opções de respostas das questões apresentadas referentes a cada competência, buscando-se avaliar a competência apresentada de uma forma geral. A partir da média geral apresentada, pode-se observar o percentual de alunos que se posicionaram concordantes, indiferentes e discordantes em cada competência, e avaliar, se os alunos constituem ou não a competência apresentada. Para identificar os alunos que não possuem as competências de liderança, estabeleceu-se, como metodologia, considerar num olhar mais crítico, os alunos que se posicionaram indiferentes e discordantes e que estão cursando a partir do 7° semestre. Essa forma de abordagem se deu devido ao interesse de se atingir o objetivo geral, respondendo se os estudantes do curso de administração constituem as competências de liderança necessárias aos líderes. Por fim, a última parte do capítulo retoma todas as competências de liderança analisadas e os resultados obtidos de forma estruturada, concluindo, de uma forma geral, os pontos fortes e os fracos dos acadêmicos em relação à sua formação como lideres. 4.1 Análise do Perfil da Amostra O perfil do público pesquisado é apresentado através dos gráficos de idade, sexo, vínculo de trabalho e semestralidade. Na distribuição dos alunos por idade, foram estabelecidas 4 faixas de idade. São elas: até 22 anos; de 23 a 30 anos; de 31 a 40 anos; e acima de 41 anos. 35 Pode-se se visualizar no gráfico gráfi 1 que 81% % dos alunos do curso possuem idade de até 30 anos, somando-se se as duas primeiras faixas de idade. E os demais 19% da amostra têm tê idade acima de 31 anos. Gráfico 1 – Distribuição da Amostra por Idade No gráfico 2, apresenta-se apresenta a distribuição dos alunos por sexo. sexo Pode-se visualizar que a diferença entre alunos do sexo masculino e feminino é pequena, de apenas 4%. Evidencia-se se que 52% são do sexo masculino e 48% são do sexo feminino. Gráfico 2 - Distribuição da Amostra por Sexo Na análise do gráfico 3, apresenta-se a distribuição ção da amostra em 4 níveis de vínculo de trabalho. São ão eles: não trabalha; empregado; empregador; e profissional pr liberal. Percebe-se se que a grande maioria está concentrada na faixa de empregados, empregados cerca de 80%, seguido de 10% de empregadores. 36 Gráfico 3 – Distribuição da Amostra por Vínculo nculo de Trabalho Sobre o semestralidade da amostra, os alunos estão distribuídos também em 4 faixas semestrais, contendo os 10 semestres do curso. As faixas apresentam-se apresentam dividas em: do 1° ao 3° semestres; do 4° ao 6° semestres; do 7° ao 9° semestres e formandos. formando Observa-se, no gráfico 4, 4, que a maior concentração de alunos está est entre o 7° e o 9° semestres, com 35% de alunos. alunos Após 32%, entre o 4° e 6° semestres. Gráfico 4 – Distribuição da Amostra por Semestralidade 4.2 Análise da Competência: Flexibilidade Flexibilidade é uma palavra que vem do latim tardio “flexibilitare” e significa, em seu sentido mais amplo, capacidade de adaptação, seja a situações voláteis ou à superação de obstáculos. Para Chiavenato (2004), a flexibilidade em relação ao papel do líder/gerente caracteriza-se por uma postura aberta a mudanças e pela habilidade de ajustar comportamentos a diferentes situações. O autor ainda cita a capacidade do líder flexível em adaptar suas estratégias, negociações e meios, meios elaborando táticas que possibilitem o alcance 37 de seus objetivos. Diz ainda Chiavenatto (2005) que a flexibilidade é uma das competências do líder moderno. Para analisar a competência flexibilidade, a pergunta realizada foi se o aluno adapta o comportamento com agilidade às circunstâncias de cada pessoa ou situação, sem abandonar, por isso, critérios de atuação pessoal. pessoal Evidencia-se se no gráfico 5 que as respostas de concordância somam 87%, as discordâncias somam 13% incluindo-se se os indiferentes. Gráfico 5 – Adaptação do Comportamento Ao se analisar, de uma forma geral, a competência flexibilidade, pode-se pode verificar, no gráfico 5, que a grande maioria, cerca de 87% dos questionados, questionados é de concordantes, representando um resultado revelador que os alunos são flexíveis. Sobre os demais 13% (20 alunos), que se posicionaram discordantes e indiferentes, pode-se observar, observar no Apêndice 1, que 7% (10 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres, e que 3% (5 alunos) são formandos, contabilizando então 10% (15 alunos) que estudam a partir do 7° semestre. semestre Estendendo-se se o resultado de 10% da amostra para 10% dos 1011 alunos do curso de administração em todos os campi, o resultado amplia-se para cerca de 101 alunos que, na relação população/amostra, população/amostra não desenvolveram como papel de liderança a competência flexibilidade. 4.3 Análise da Competência: Determinação A competência determinação é uma das competências previstas no Art. 4°, item 4, 4 na Instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. Para Campos (2009), “Determinação não é simplesmente a disposição para 38 trabalhar de maneira árdua. Mais do que isto, determinação exige o estabelecimento de metas meta específicas de longo prazo e a execução do que for preciso para atingi-las. atingi Ao encontrarmos uma dificuldade é muito fácil desistirmos, porém as pessoas com determinação normalmente não o fazem.” ompetência determinação, os questionados foram perguntados pergunta sobre: se Na competência percebem-se como persistentes; persistente se desistem facilmente quando surge uma dificuldade, se estabelecem m metas pessoais e se estão comprometidos com os objetivos a serem alcançados. Referente à questão: Sou Persistente (gráfico 6), o maior numero de respostas concentrou-se se nas opções de concordância, com 96% das respostas. Os O discordantes e indiferentes somam apenas 4%. Gráfico 6 – Persistência esisto facilmente quando surge uma dificuldade, evidencia-se, evidencia no Na questão: Desisto gráfico 7, que os discordantes são 89%, de indiferentes e concordantes são 11%. 11 Gráfico 7 – Desistência Quando perguntados se estabelecem metas pessoais, pessoais observa-se, observa no gráfico 8, que 80% são de concordantes, e 20% de discordantes e indiferentes. 39 Gráfico 8 – Estabelecimento de Metas Constata-se, no gráfico 9, 9 que 89% dos respondentess são concordantes em relação a ser comprometido com os objetivos objetivos a serem alcançados, e 11% de indiferentes e discordantes. Gráfico 9 – Comprometimento Na análise da competência determinação, evidencia-se, no gráfico 10, 10 a média geral das respostas das 04 questões anteriormente comentadas. Pode-se se verificar que a grande maioria, em torno de 89% dos respondentes, respondentes posicionaram-se concordantes ntes, evidenciando que os alunos são determinados. ados. Os demais 11%, 11% ou 17 alunos, em desacordo e indiferentes em relação à competência determinação,, podem pode ser visualizados no Apêndice 2. São 5% (8 alunos) que estão entre o 7° e 9° semestres e 2% (3 alunos) que são formandos, resultando esultando em uma soma de 7%, ou 11 alunos estudando a partir do 7° semestre. Se analisarmos na proporção de 7% da amostra para 7% da população (1011 ( alunos) do curso de administração em todos os campi e cursando a partir do 7° semestre, o resultado amplia-se se para 70 alunos que não desenvolveram como papel de liderança a competência determinação. 40 Gráfico 10 – Média Geral da Competência Determinação 4.4 Análise da Competência: Autoconfiança Robbins (2002)explica (2002) a autoconfiança (confiança plena na própria habilidade) como uma característica essencial na liderança carismática. Lacombe e Heilborn (2003) reforçam esse atendimento dizendo que uma característica comum aos líderes é a confiança que têm em si próprio. Pode-se Pode dizer ainda que autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa. E noo dizer de Chiavenatto (2005), a autoconfiança é uma competência do líder moderno. Na análise da competência autoconfiança, os alunos foram perguntados se estão dispostos a assumir riscos pessoais para alcançar objetivos e se têm tê problemas com autoconfiança. No gráfico 11, 11 constata-se que 75% dos alunos são concordantes, 14% são indiferentes e 11% são discordantes em relação à questão: Estou disposto a assumir riscos pessoaiss para alcançar objetivos. Gráfico 11 – Assunção de Riscos 41 Quando indagados sobre: Tenho Tenho problemas com autoconfiança, evidencia-se 59% de discordantes, 17% de indiferentes e 24% de concordantes. concordantes Gráfico 12 – Autoconfiança Na análise da média geral da competência autoconfiança, pode-se pode identificar no gráfico 13, uma concordância de 66% dos alunos. Esse resultado evidencia que os alunos são autoconfiantes. Pode-se perceber um grande percentual de discordantes e indiferentes nesta competência, contabilizando ndo a soma de 34%, ou 49 alunos. Destes 49 alunos, observa-se no Apêndice 3, que 11% (16 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres, e 7% (11 alunos) são formandos. Ou seja, 18% (27 alunos) cursando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 18% da amostra para 18% dos 1011 alunos do curso de administração,, na interpretação desta relação, relação cerca de 181 alunos não desenvolveram como papel de liderança a competência autoconfiança. Gráfico 13 – Média Geral da Competência Autoconfiança utoconfiança 42 4.5 Análise nálise da Competência: Capacidade de Motivar A “Motivação é a disposição de exercer um nível elevado e permanente de esforço em favor das metas da organização, sob a condição de que o esforço seja capaz de satisfazer alguma necessidade idade individual” (ROBBINS 2000, 2000 p. 342). De acordo com Maximiano (2002, p. 275), a palavra motivação é usada com diferentes significados. Pode-se Pode se falar em motivação para estudar, ganhar dinheiro, viajar e até mesmo para não fazer nada. A palavra motivação indica as causas ou motivos que produzem determinado comportamento, seja ele qual for. A motivação é a energia ou força que movimenta o comportamento (...). Para analisar a competência capacidade de motivação, foi perguntado pergunta aos alunos se eles estimulam ótimas timas realizações; inspiram inspiram os demais a se esforçarem; esforçarem e se reconhecem publicamente as contribuições ções dos integrantes da equipe. equipe No gráfico 14, 14 constata-se que 86% de concordantes estimulam ótimas realizações, 12% responderam indiferente e apenas 2% discordaram. Gráfico 14 – Estímulo Quando perguntados se inspiram os demais demais a se esforçarem (gráfico 15), 15 registraram-se 75% de concordantes entre os questionados,, 22% posicionaram-se posicionaram indiferentes e apenas 3% não concordam parcialmente. 43 Gráfico 15 – Inspiração Na questão: Reconheço econheço publicamente as contribuições dos integrantes da equipe, eq 93% são concordantes, como se pode verificar no gráfico 16. Gráfico 16 – Reconhecimento ra a análise da média geral da competência c capacidade de motivar, m observa-se Para no gráfico 17 que 85% dos questionados são concordantes em relação às questões referentes à motivação,, refletindo na evidenciando evidencia que os alunos são motivadores. Somando as respostas das opções indiferentes e discordantes, tem-se tem 15% ou 22 alunos. Destes, pode-se constatar no Apêndice 4 que 5% (8 alunos) estão entre 7° e 9° semestres e 2% (3 alunos) são formandos. Contabiliza então uma soma de 7% ou 11 alunos cursando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 7% da amostra para 7% % dos 1011 alunos do curso de administração em todos os campi, o resultado amplia-se amplia se para cerca de 70 alunos que, na relação população/amostra, população/amostra, não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de motivar. 44 Gráfico 17 – Média Geral da Competência Capacidade de Motivar 4.6 Análise da Competência: Capacidade de Negociar Negocia nstrumento fundamental Boyett (1999, p. 29) cita a negociação como um saber, instrumento do líder para obter a participação e cooperação espontâneas. Martinelli li e Almeida (2006) definem a negociação como um processo de comunicação que visa a influenciar o comportamento a fim de se chegar a uma decisão conjunta. Considera-se, assim, negociação como um elemento fundamental na atuação gerencial, já que é através dela d que se torna possível chegar a consensos, elaborar estratégias, adquirir subsídios e incentivos para sua equipe de trabalho. Na anlise lise da competência competência capacidade de negociação, foi perguntado aos alunos se eles estabelecem um ponto de vista convincente; convincen se demonstram segurança; se inspiram confiança e se são justos com as pessoas. Observa-se, no gráfico 18, que 88% dos respondentes são concordantes quando perguntados se estabelecem um ponto de vista convincente. Gráfico 18 – Capacidade de Convencer 45 Constata-se se no gráfico gr 19, que 85% dos alunos são concordantes concorda sobre a competência demonstrar segurança na capacidade de negociação. Gráfico 19 – Demonstrar Segurança Na análise da questão: inspiro confiança (gráfico 20), ), verifica-se verifica que 87% de concordantes. Gráfico 20 – Inspirar Confiança Em relação à questão: sou justo com as pessoas, observa-se observa se que 69% concordam totalmente e 30% concordam parcialmente, apenas 1% de indiferentes. Gráfico 21 – Ser Justo 46 Na análise da competência capacidade de negociação, registra-se registra no gráfico 22 a média geral das 04 questões anteriormente comentadas. Pode-se se verificar que a grande maioria, em torno de 89% dos respondentes, respondentes posicionou-se se concordantes, evidenciando que os alunos possuem a capacidade de negociação. Os demais 11%, 11% ou 15 alunos, manifestaram-se em desacordo e indiferentes em relação a competência capacidade de negociação. negociação Pode-se se visualizar no apêndice 5 que desses dess 15 alunos 4% (6 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres e 1% (1 aluno)) é formando resultando em uma soma de 5%, ou 7 alunos, alunos estudando a partir do 7° semestre. Se analisarmos na proporção de 5% da amostra para 5% da população (1011 alunos) do curso de administração em todos os campi e cursando a partir part do 7° semestre, o resultado amplia-se se para 50 alunos que não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de negociação. negociação Gráfico 22 – Média Geral da Competência Capacidade de Negociação 4.7 Análise da Competência: Capacidade de Trabalhar em Equipe No dizer de Boyett (1999, p. 29), uma característica importante do líder é ter como referência básica o grupo, sua integração e coesão, buscando buscando a sinergia. Cripe e Mansfield (2003), reforça que uma das competências essenciais para o líder é incentivar o trabalho em equipe. A importância do trabalho em equipe é citada por Robbins (2008). (2008) Para este autor, as equipes se tornaram parte essencial do d fazer negócios nas empresas e são capazes de superar o desempenho individual quando a tarefa tarefa requer habilidades, julgamentos e múltiplas 47 experiências, contribuindo para que haja participação do trabalhador nas decisões das equipes de que participam. Para fins desta pesquisa, foram aplicados 5 questões que representam a competência capacidade de de trabalhar em equipe. São elas: compartilho expertise e informações com boa vontade; crio uma identidade forte com a equipe; mantenho as partes interessadas, bem informadas e atualizadas; capacito os integrantes da equipe com minhas experiências; e procuro ro tomar as decisões em grupo. Referente à questão: compartilho expertise e informações com boa vontade (gráfico 23), pode-se se evidenciar 90% de concordantes. Gráfico 23 – Compartilhamento de Informações Na sequência, cia, identifica-se, identifica no gráfico 24, que 88% % concordam totalmente e parcialmente na pergunta crio uma identidade forte com a equipe. Gráfico 24 – Relação com a Equipe No que diz respeito a manter as partes interessadas bem informadas e atualizadas, verifica-se, no gráfico 25, que 92% de alunos são concordantes. 48 Gráfico 25 – Comunicação com Equipe Ao se analisar a questão: capacito os integrantes da equipe com minhas experiências, 41% dos alunos concordam parcialmente e 38% concordam totalmente, t resultando em 79% de concordância. Gráfico 26 – Capacitação da Equipe Na questão: procuro tomar as decisões individualmente, desconsiderando as demais opiniões, constata-se se 79% de discordância. Gráfico 27 – Compartilhamento das Decisões 49 Ao se analisar a média geral da competência capacidade de trabalhar em equipe pode-se identificar no gráfico 28, 28 que 86% dos questionados são concordantes cordantes, refletindo um resultado que traduz a capacidade dos alunos saber trabalharem em equipe. Somando os indiferentes e discordantes, tem-se tem 14%, ou 211 alunos. Destes, podese evidenciar no Apêndice pêndice 6, que 6% (9 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres, semestres e 2% (2 alunos) são formandos. Ou seja, 8% (11 alunos) estão cursando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 8% da amostra para 8% dos 1011 alunos do curso de administração, na interpretação desta relação, relação cerca de 80 alunos não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de trabalhar em equipe. Gráfico 28 – Média Geral da Competência Capacidade de Trabalhar em Equipe 4.8 Análise da Competência: Capacidade de Comunicar-se Desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações comunicações interpessoais ou intergrupais inter é uma das competências previstas no Art. 4°, item 2, na Instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. Segundo Gil (2001, p. 71), Comunicar-se se constitui habilidade requerida de todos os profissionais que exercem m funções gerenciais, principalmente dos profissionais de recursos humanos, pois na maioria das atividades que exercem, necessitam exprimir-se se oralmente ou comunicar-se comun com uma ou mais pessoas. 50 A boa comunicação entre o líder e os liderados é o elemento-chave elemento para a obtenção de resultados. Robbins (2002) acrescenta que o líder do futuro, futuro para acompanhar a constante evolução, precisa ouvir o que as pessoas dizem e como como dizem quando defendem uma ideia. Para Cripe e Mansfield (2003), (2003) por exemplo, ter atenção à comunicação (oral e escrita) é uma competência essencial para lidar com pessoas. Sobre ass características da competência comunicação, os alunos foram perguntados: demonstram linguagem corporal positiva; ouvem o que os outros têm a falar; têm m facilidade de expressar opiniões; são comunicador verbal articulados; articulado adaptam o estilo de comunicação à necessidade; conseguem consegue se comunicar por escrito efetivamente; e se as pessoas entendem o que querem quer dizer. No gráfico 29, 74% 74 dos alunos são concordantes em relação à questão: demonstro linguagem corporal positiva. Gráfico 29 – Linguagem Corporal Em relação à questão: ouço o que as pessoas têm a falar (gráfico 30), 30 observa-se que 61% dos alunos concordam concorda totalmente, 33% concordam parcialmente, contabilizando 94% de concordância. Gráfico 30 – Ouvir as Pessoas 51 Na sequência, quando perguntados sobre ter facilidade de expressar suas opiniões, opini identifica-se no gráfico 31 que 80% são de concordantes. Gráfico 31 – Capacidade de Expressar a Opinião De acordo com a questão: não sou um comunicador verbal articulado, articu apresentase, no gráfico 32, apenas 50% 50 de discordância, 23% de indiferentes e 27% de concordância. Gráfico 32 – Comunicação Verbal Articulada Na análise do gráfico 33,, 53% concordam parcialmente quando perguntados se adaptam daptam o estilo de comunicação à necessidade, 23% concordam totalmente, resultando em 76% de concordantes. Gráfico 33 – Adaptação da Comunicação 52 Quando perguntados: consigo me comunicar por escrito efetivamente (gráfico 34), tem-se se 75% de concordantes e 18% de indiferentes. Gráfico 34 – Comunicação Efetiva na Escrita Finalizando a competência comunicação, a questão: as pessoas têm dificuldade de entender o que quero, observa-se observa que 75% discordam, scordam, 13% posicionaram-se posicionaram indiferentes e 11% são concordantes. Gráfico 35 – Eficiência na Comunicação Na análise da média geral g da competência comunicação, pode-se pode identificar, no gráfico 36, que 75% são concordantes em relação às questões referentes da comunicação, refletindo que os alunos sabem se comunicar. Somando-se se os discordantes e indiferentes, tem-se tem se 25% dos alunos. Destes 25% ou 37 alunos, observa-se, no Apêndice A 7, que 10% (15 alunos)) estão entre o 7° e 9° semestres e 5% (7 alunos) são formandos. formandos Contabiliza então uma soma de 15% ou 22 alunos cursando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 15% da amostra para 15% dos 1011 alunos do curso de administração em todos os campi, o resultado amplia-se amplia para cerca de 151 alunos que na 53 relação população/amostra, mostra, não desenvolveram como papel de liderança a competência Comunicação. Gráfico 36 – Média Geral da Competência Capacidade de Comunicar-se Comunica 4.9 Análise da Competência: Capacidade de Solucionar Problemas Robbins (2002) diz que parte da tarefa do líder tem sido trabalhar com as pessoas para identificar e solucionar problemas,, mas seu acesso ao conhecimento e ao pensamento criativo necessário para a resolução dos problemas vai depender do quanto as pessoas confiam nele. Complementando Rodrigues (2005) explica que o líder deve ser um solucionador Complementando, de problemas, com o qual a equipe possa contar em momentos de dificuldade e também ser um bom administrador de conflitos para conseguir lidar com as desavenças existentes exis no grupo. De acordo com a competência: competência capacidade de solucionar problemas, as questões desenvolvidas foram: resolvo problemas de maneira eficaz; e assumo as responsabilidades responsabilidade pelas consequências das minhas decisões. Em relação à questão: resolvo problemas problemas de maneira eficaz, e constata-se, no gráfico 37, que 91% dos respondentes são concordantes. 54 Gráfico 37 – Eficácia na Resolução de Problemas Quando indagados sobre: Procuro conhecer o ponto de vista da equipe para resolver problemas, observa-se, observa no gráfico 38, que 88% % dos alunos posicionaram-se concordantes. Gráfico 38 – Compartilhamento no Processo de Decisão Para a análise da média geral da competência capacidade de solucionar problemas pro observa-se, no gráfico 39, um nível de concordância de 88% em relação às questões referentes da competência analisada, analisada refletindo a evidencia dos resultados, que os alunos sabem solucionar problemas. Somando as respostas das opções indiferentes e discordantes, tem-se tem 12% ou 17 alunos. Destes 12% que representam represent 17 alunos, pode-se constatar no Apêndice A 8 que 5% (7 alunos) estão ão entre o 7° e 9° semestres, semestres e 1% (2 alunos) é de formandos. Ampliando-se se o resultado de 6% da amostra para 6% dos 1011 alunos do curso de administração, o resultado estende-se para cerca de 60 alunos que, que na relação população/amostra,, não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de solucionar problemas. 55 Gráfico 39 – Média Geral da Capacidade de Solucionar Problemas 4.10 Análise da Competência: Capacidade de Gerenciar Mudanças Segundo Lawrence wrence (1986), a resistência à mudança em umaa organização pode ser sinal de que algo lgo não esteja estej correndo bem. De imediato, não diz que está errado, err por isso, quando surge a resistênciaa, é hora de se ouvir cuidadosamente para se descobrir qual é o problema. A chave ve do problema problem é entender a real natureza da resistênciaa. Cripe e Mansfield (2003) (2003 acrescentam que a capacidade de gerenciar mudanças é uma competência essencial ncial ao lidar com pessoas. Dessa Dessa forma, é importante que o líder administree as possíveis resistências nesse ness processo. Para isto, foi aplicado as seguintes questões que caracterizam a competência de gerenciar a mudança:: consigo comprometer as pessoas, visando àss possíveis resistências para pa se atingirem os resultados e fazendo com que se sintam agentes importantes no processo; não consigo lidar com a resistência da pessoas; consigo consig a cooperação dos outros; estabeleço estabele a necessidade de colaboração; e gero ger compromisso. Dessa forma, registra-se, registra no gráfico 40, que 80% dos alunos concordam em conseguir onseguir comprometer as pessoas, visando a minimizar as possíveis resistências para se atingirem os resultados e fazer com que se sintam agentes importantes no processo. 56 Gráfico 40 – Comprometimento Na questão: não consigo lidar com a resistência resistência das pessoas (gráfico 41), 41 pode-se observar que 69% são discordantes, 16% posicionaram-se se indiferentes, 15% 15 são concordantes. Gráfico 41 – Resistências Referente à questão: questão consigo a cooperação dos outros (gráfico 42), 42 90% dos respondentes são concordantes. concordantes Gráfico 42 – Cooperação 57 No que diz respeito a estabelecer a necessidade de colaboração, o gráfico 43 demonstra que 90% dos questionados estão divididos em concordam totalmente e concordam parcialmente, e 9% responderam indiferentes. Gráfico 43 – Colaboração Na sequência, o gráfico 44 revela que 58% concordam parcialmente na questão gero compromisso, 32% concordam totalmente, resultando em 90% de concordantes. Gráfico 44 – Compromisso Na análise da competência capacidade de gerenciar mudança, evidencia-se evidencia no gráfico 45, a média geral a partir das questões anteriormente comentadas. Pode-se Pode verificar que a grande maioria, cerca de 83% dos respondentes, respondentes posicionou-se posicionou concordantes, um resultado que evidencia que os alunos possuem a capacidade de gerenciar mudança. Os demais 17%, 17% ou 24 alunos, são discordantes e indiferentes. Pode-se Pode visualizar no Apêndice pêndice 9, que destes 24 alunos, alunos 5% (8 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres e 3% (5 alunos) são formandos, resultando esultando em uma soma de 8% ou 13 alunos estudando a partir do 7° semestre. Se analisarmos ainda na proporção de 8% da amostra para 8% 8 da população (1011 alunos) do curso de administração em todos os campi e cursando a partir do 7° semestre, o 58 resultado amplia-se para em torno de 80 alunos que não desenvolveram como papel p de liderança a competência capacidade de gerenciar mudanças. Gráfico 45 – Média Geral da Competência Capacidade de Gerenciar Mudanças 4.11 Análise da Competência: Capacidade de Planejamento O líder deve sempre ter suas ações planejadas para o futuro. O planejamento, planejamento segundo Lacombe e Heilborn (2003, p. 162), (...) pode ser visto como a determinação deter da direção a ser seguida para se alcançar um resultado desejado ou como a determinação consciente de cursos de ação, isto é, dos rumos. Ele engloba decisões, com base em objetivos, em fatos e na estimativa do que ocorreria oc em cada alternativa. Planejar é, é portanto, decidir antecipadamente o que fazer, de que maneira fazer, quando fazer zer e quem deve fazer. Em relação à competência planejamento, os alunos foram indagados sobre: se laneja ações com antecedência; adotam adota medidas edidas para evitar obstáculos; e se seguem o que foi planejado. 46 em relação à questão: sempre planejo minhas ações Observa-se, no gráfico 46, com antecedência, 77% 7% de concordantes. 59 Gráfico 46 – Planejamento das Ações Na sequência,, o gráfico 47 apresenta a questão: adoto medidas para evitar obstáculos, evidencia-se se 59% de concordância, 22% de indiferentes e 19% de discordância. Gráfico 47 – Antecipação Na análise da questão: normalmente não sigo o que foi planejado (gráfico 48), 48 pode-se constatar 80% % de discordantes. Gráfico 48 – Seguimento do Plano Ao analisar a média geral da competência capacidade de planejamento, pode-se pode constatar, no gráfico 49, que o nível de concordância foi de 71%, 71% refletindo efletindo um resultado que traduz a capacidade doss alunos planejarem. 60 Somando os indiferentes e discordantes, tem-se tem 29%, ou 42 alunos. Destes, podese evidenciar, no Apêndice pêndice 10, que 14% (20 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres, semestres e 5% (7 alunos) são formandos. Ou seja, 19% (27 alunos) cursando a partir partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 19% da amostra para 19% % dos 1011 alunos do curso de administração, na interpretação desta relação, relação cerca de 191 alunos não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de planejamento. Gráfico 49 – Média Geral da Competência Capacidade de Planejamento 4.12 Análise da Competência: Capacidade de Análise Liderar significa saber avaliar os outros, analisar a situação e selecionar ou modificar comportamentos para responder, responder de forma mais eficaz, eficaz às exigências das circunstâncias. Sobre a competência capacidade de análise, as questões aplicadas aos alunos foram as seguintes: tomo decisões sensatas mesmo sob pressão; sou compreensivo considerando todas as possibilidades; e diferencio diferencio facilmente informações relevantes das irrelevantes. Ao analisar a questão: tomo decisões sensatas mesmo sob pressão, no gráfico 50, 50 constata-se se 80% de concordantes. concordantes 61 Gráfico 50 – Assertividade das Decisões A respeito da pergunta: sou compreensivo compreensivo considerando todas tod as possibilidades (gráfico 51), evidencia-se um nível de 95% de concordância. Gráfico 51 – Consideração das Possibilidades Em relação à questão: diferencio facilmente informações relevantes das irrelevantes, verifica-se se que 75% de concordantes e 19% de indiferentes. Gráfico 52 – Diferenciação de Informações Na análise da média geral da competência capacidade de análise, pode-se pode visualizar, no gráfico 53, que 83% 83 do alunos são concordantes em relação às à questões que 62 descrevem as características da competência capacidade de análise. Esse resultado traduz a capacidade de análise dos alunos. alunos Quanto aos demais 17%, 17 ou 25 alunos, que se posicionaram indiferentes e discordantes, pode-se se evidenciar, evidenciar no Apêndice 11, que 7% (11 alunos)) estão es entre o 7° e 9° semestres e 2% (3 alunos)) são formandos. Na soma tem-se 9%, ou 14 alunos, alunos cursando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 9% da amostra para 9% dos 1011 alunos do curso de administração, na interpretação desta relação, relação cerca rca de 90 alunos não desenvolveram como papel de liderança a competência capacidade de análise. Gráfico 53 – Média geral da Competência Capacidade de Análise 4.13 Análise da Competência: Criatividade Para Amabile et al. (1996, apud Gallon; Ensslin 2008), a criatividade é caracterizada como um conjunto de habilidades, motivações e estados que estão ligados à solução de problemas e é influenciada pelo ambiente, englobando três elementos: conhecimento, habilidades criativas e motivação. Ter criatividade de é uma das competências previstas no Art. 4°, item 5, na Instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. Ao analisar a competência criatividade, as questões formalizadas foram: normalmente penso em ideias alternativas; alternativas; desenvolvo soluções criativas; e não me considero criativo. De acordo com a questão: normalmente penso em ideias alternativas, alternat apresentase, no gráfico 54, um nível de 84% de concordância. 63 Gráfico 54 – Diversidade de Ideias Continuando no gráfico gráfi 55, 81% dos questionados posicionaram-se posicionaram concordantes, em relação à questão: desenvolvo soluções criativas. Gráfico 55 – Desenvolvimento de Soluções Evidencia-se, no gráfico 56, 56, quando perguntados: não se consideram criativos, que 69% posicionaram-see discordantes, 12% indiferentes e 11% concordantes. Gráfico 56 – Criatividade 64 Para a análise da média geral da Competência Criatividade, observa-se, observa no gráfico 57, que 78% dos questionados são concordantes em relação à média das questões aplicadas, evidenciando que os alunos são criativos. Somando-se se os indiferentes e discordantes, tem-se tem se 22%. Destes 22% que representam 33 alunos, pode-se pode evidenciar, no apêndice 12, que 9% (13 13 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres e 3% (4 alunos) são formandos. Contabilizando-se se então 12% (17 alunos) que estudam a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 12% da amostra para 12% dos 1011 alunos do curso de administração em todos os campi, o resultado amplia-se amplia para cercaa de 121 alunos que na relação população/amostra ção/amostra,, não desenvolveram como papel de liderança a competência criatividade. Gráfico 57 – Média Geral da Competência Criatividade 4.14 Análise da Competência: Iniciativa Para Boyett (1999, p. 29), uma característica do perfil de liderança é a iniciativa (demonstrar capacidade de fazer as coisas acontecerem). Ter iniciativa é uma das competências previstas no Art. 4°, item 5, na Instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. Observam-se se as seguintes questões aplicadas,, que caracterizam a competência iniciativa:: gosto de enfrentar desafios; e se costuma se envolver com programas empresariais, ou eventos em geral como organizador. Em relação à questão: gosto de d enfrentar desafios (gráfico co 58), 58 verifica-se que 87% são concordantes. 65 Gráfico 58 – Enfrentar Desafios Na sequência, apresenta-se, apresenta no gráfico 59, que 19% dos alunos não costumam se envolver com programas amas empresariais ou eventos em geral, como organizador. rganizador. Gráfico 59 – Envolvimento em Eventos Na análise da competência iniciativa, iniciativa pode-se se identificar, identificar no gráfico 60, um percentual de 77% de concordância em relação às questões referentes à competência apresentada. 3%, ou 34 alunos que se posicionaram indiferentes e discordantes, discordantes Os demais 23% observa-se, no apêndice 13, que 7% (11 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres e 4% (6 alunos) são formandos, resultando esultando em uma soma de 11%, 11% ou 17 alunos,, estudando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 11% da amostra para 11% da população (1011 alunos) do curso de administração em todos os campi e cursando a partir do 7° semestre, o resultado amplia-se se para 111 alunos que não desenvolveram como papel de liderança a competência iniciativa. 66 Gráfico 60 – Média Geral da Competência Iniciativa 4.15 Análise da Competência: Foco Chiavenatto (2005) cita a focalização nos objetivos como uma competência do líder moderno. O líder deve ser focado para alcançar resultados a longo prazo. Em relação à competência foco, fo aplicaram-se se as seguintes perguntas: concentra-se concentra nos resultados; demonstra coerência na busca do planejado; e se impede desvios nos planos. Constatou-se se que 46% dos alunos concordam totalmente e que 46% concordam parcialmente na questão: concentro-me concentro nos resultados, resultando em 92% de concordância. Gráfico 61 – Foco nos Resultados Na análise da questão: demonstro coerência na na busca do planejado (gráfico 62), 62 observa-se se 90% de concordância. 67 Gráfico 62 – Coerência no Foco E quando indagados sobre impedir desvios nos planos, revela-se revela no gráfico 63 um nível de 47% de concordância, 27% de indiferentes e 25% de discordantes. Gráfico 63 – Seguimento do planejado Na análise da competência foco, evidencia-se, evidencia no gráfico 64, 64 a média geral. Podese verificar que a grande maioria, cerca de 77% dos alunos, alunos é concordante em relação às características do líder em manter-se manter focado, Evidenciando que os alunos são focados. Os demais 23% % que se posicionaram indiferentes e discordantes em e relação à média de respostas das questões anteriormente apresentadas, pode-se p se visualizar, visualizar no Apêndice 14, que destes 13% ou 34 alunos, alunos 9% (14 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres e 4% (6 alunos) são formandos, resultando esultando em uma soma de 13%, 13% ou 20 alunos,, estudando a partir do 7° semestre. Estendendo-se se o resultado de 13% da amostra para 13% % da população (1011 alunos) do curso de administração em todos os campi e cursando a partir do 7° semestre, o resultado amplia-se para em torno de 131 alunos que não desenvolveram como papel de liderança a competência foco. foco 68 Gráfico 64 – Média Geral da Competência Foco 4.16 Análise da Competência: Conhecimento técnico Para Chiavenato (2004, p. 447 - 448), “Os liderados percebem o líder como alguém que possui certos conhecimentos ou conceitos que ultrapassam os seus.” O conhecimento técnico é importante em qualquer profissão, sendo essencial na arte de liderar, lide pois um líder bem sucedido deve saber lidar com diversas tarefas, fazendo-se fazendo necessário o conhecimento técnico. Quando o líder é um verdadeiro conhecedor, os subordinados aceitam conselhos por causa de seu conhecimento superior. Para a análise da competência conhecimento técnico, foram aplicadas as seguintes questões que a caracterizam. São elas: elas tenho um bom conhecimento técnico e de boas práticas do negócio em que atuo; e tenho a facilidade de desempenhar diversas funções no trabalho em que atuo. Referente à questão: tenho um bom conhecimento técnico e de boas práticas do negócio em que atuo (gráfico fico 65), 65 94% dos respondentes concordam. Gráfico 65 – Conhecimento Técnico 69 Sobre o questionamento: tenho facilidade de desempenhar diversas funções no trabalho, pode-se se identificar, identificar no gráfico 66, que 95% dos alunos são concordantes. Gráfico 66 – Facilidade no Desempenho de Funções Ao analisar a média geral da competência conhecimento técnico, observa-se, observa no gráfico 67, que 95% dos questionados são concordantes, refletindo um resultado que traduz a capacidade dos alunos possuírem conhecimento técnico. Somando as respostas das opções indiferentes e discordantes, tem-se tem apenas 5% dos alunos. Destes 5% que representam 7 alunos, pode-se se evidenciar, no Apêndice A 15, que 2% (4 alunos) estão entre o 7° e 9° semestres. Estendendo-se se o resultado de 2% da da amostra para 2% dos 1011 alunos do curso de administração, na interpretação desta relação cerca de 20 alunos não desenvolveram como papel de liderança a competência conhecimento técnico. Gráfico 67 – Média Geral da Competência Conhecimento Técnico 70 4.17 Conclusão da Análise Geral das Competências de Liderança Observando os dados obtidos com a análise, percebe-se como ponto forte, baseando-se nos resultados individuais de cada competência, que a grande maioria dos alunos demonstraram possuir a capacidade de assumir o papel de lideres. Como ponto fraco, evidenciam-se, em todas as competências, alunos cursando a partir do 7° semestre que não desenvolveram as competências de liderança esperadas. Como explicitado no início do capitulo 4, a metodologia utilizada para analisar os resultados considerou os alunos cursando a partir do 7º semestre e que optaram pelas respostas discordantes e indiferentes nas questões aplicadas. Um olhar mais critico considera estes alunos em fase final de curso como despreparados para o exercício da liderança, devido ao entendimento de que estes alunos já deveriam ter desenvolvido as competências apontadas para assumirem o papel de líderes no atual contexto organizacional. Mas nem por isso, os resultados apontados desqualificam totalmente os alunos, pois as constatações realizadas são individualmente de cada competência e não na formação do líder em todas as competências apresentadas. Retomando os resultados mais expressivos obtidos com a análise, enfatizando ainda os pontos fracos, verifica-se que 19% dos alunos do curso de administração, cerca de 191, pessoas não desenvolveram a capacidade de planejar como competência de liderança. Em seguida, outro resultado que chama a atenção é que cerca de 18% dos alunos, ou 181 estudantes, não são autoconfiantes. E constatou-se que dos 1011 alunos, 151 não desenvolveram a competência comunicação, representando 15% do total. Os dados revelam ainda que na competência foco, identificou-se que 13% dos estudantes não desenvolveram esta competência. Para se visualizarem os dados obtidos, apresentam-se na tabela abaixo os resultados das competências organizadas em ordem decrescente, destacando as competências identificadas como as mais críticas e que necessitam de maior atenção. 71 Tabela 3 – Resultado da Análise Competência N° de alunos Percentual Planejamento 191 19% Autoconfiança 181 18% Capacidade de Comunicar-se 151 15% Foco 131 13% Criatividade 121 12% Iniciativa 111 11% Flexibilidade 101 10% Capacidade de Análise 90 9% 80 8% Determinação 70 7% Capacidade de Motivar 70 7% 60 6% Capacidade de Negociar 50 5% Conhecimento Técnico 20 2% Capacidade de Trabalhar em Equipe Capacidade de Solucionar Problemas Com os resultados apresentados na tabela, pode-se perceber quais competências de líder os estudantes não desenvolveram. Evidenciam-se as competências: capacidade de solucionar problemas, capacidade de negociação e conhecimento técnico como as competências com o menor índice de estudantes, que não desenvolveram estas competências. Dessa forma, conclui-se este capítulo sobre a análise geral dos resultados das competências de liderança. As propostas, a partir desses resultados, são apresentadas na Conclusão. 72 CONCLUSÃO O papel da liderança no atual contexto organizacional tem sido um grande diferencial estratégico para as organizações. E evidenciou-se claramente a importância da figura do líder neste contexto, um líder que desenvolveu competências essenciais para lidar com pessoas e situações. Desse modo, é importante que os estudantes do curso de administração busquem constante autodesenvolvimento como líderes, a fim de assumir esse papel como profissionais, capazes e preparados a liderar pessoas em um rumo ou meta comum ou compartilhada. E sabe-se, também, da grande responsabilidade do curso de administração em estimular os alunos no desenvolvimento de suas competências, promovendo a qualidade profissional dos alunos e do ensino. Sendo assim, este Trabalho de Conclusão de Curso foi uma forma de trazer a realidade externa para dentro da universidade. Teve como objetivo geral analisar se os acadêmicos do Curso de Administração da Unijuí constituem as competências de liderança necessárias aos líderes. Dessa forma buscando responder ao objetivo geral, apresentou-se, no item 4.17 (Conclusão da Análise Geral das Competências de Liderança) do capítulo 4, a conclusão da análise, expondo os resultados de forma resumida e estruturada. Os dados apresentados mostram a necessidade da atenção do departamento do curso em relação à constituição das competências dos acadêmicos como líderes. Pois considerando também que algumas das competências apresentadas, estão instituídas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. Assim, o Curso de Graduação em Administração deve possibilitar uma formação profissional que revele as competências e habilidades dispostas no artigo N° 4, de 13 de Julho de 2005, incluídas na página 28 deste trabalho. Em relação aos objetivos específicos propostos, pode-se dizer que os mesmos foram alcançados quanto a ter buscado conhecer as características esperadas dos lideres a partir do constructo teórico proposto pelos autores. A literatura sobre liderança é bastante ampla, facilitando a busca de informações, mas é também complexa, devido às diversas percepções existentes sobre o assunto, exigindo bastante leitura. Com isto, pôde-se conhecer a existência de inúmeros tipos de pesquisas já aplicadas em muitas empresas e perceber, em uma maior intensidade, a importância do papel dos líderes frente às organizações. 73 Outro passo importante no atendimento aos objetivos, foi o de identificar, a partir da teoria, as competências de liderança mais importantes para a formulação do instrumento de análise (questionário) identificado no Apêndice 16. Após algumas versões elaboradas, conseguiu-se definir as questões correspondentes às competências de liderança mais essenciais aos líderes, identificadas na teoria. Quanto à aplicação dos questionários para atingir a amostra esperada, percebeu-se o desinteresse dos alunos em participar da pesquisa. Mas obteve-se, com uma segunda aplicação dos questionários, o número necessário, de acordo com a amostra estabelecida. O diagnóstico das informações sobre as competências de liderança dos acadêmicos, coletadas com a aplicação dos questionários, foi um dos objetivos estabelecidos. Exigiu tempo para organizar as informações coletadas, pois, devido ao grande volume de questões e de respondentes, a tabulação dos dados foi bastante trabalhosa. Com os dados tabelados e os gráficos gerados, partiu-se para o diagnóstico das informações. Nesta fase, surgiram algumas dificuldades, pois havia muitas dúvidas em relação à forma de apresentar os dados para que as informações representassem uma linha de raciocínio que facilitasse a análise. Dessa forma, foi necessário o desenvolvimento dos gráficos expostos nos Apêndices para mostrar as informações analisadas. Outro ponto a destacar foi a percepção, obtida após a tabulação dos dados, que o instrumento de análise poderia ainda conter perguntas relacionadas ao perfil dos alunos, como, por exemplo, se estes exercem a função de líder na atual ocupação profissional, e se percebem-se preparados a atuarem como líderes. Dentre esses exemplos, poderiam cruzar informações importantes relacionadas ao objetivo do estudo. Partindo então para a análise das competências de liderança diagnosticadas, como objetivo proposto, pode-se dizer que, a partir dos resultados obtidos, a análise limitou-se a apenas, como descrito anteriormente, focar-se na identificação dos alunos do 7° semestre em diante nas opções de respostas, indiferentes e discordantes. Não se optou por levar em consideração a distribuição dos alunos por idade, sexo e vínculo de trabalho, devido ao grande volume de informações que poderiam gerar e também pelo tempo disponível para realizar o trabalho. O nível de cruzamento de dados utilizados foi bastante simples, usando-se apenas a semestralidade dos alunos com as cinco opções de respostas. Mas seria possível ainda, fazer cruzamento de informações dos mais variados tipos. Por exemplo, poder-se-ia investigar qual o percentual de alunos do sexo masculino, com idade de até 30 anos, empregadores, se formando, e que não desenvolveram a competência “x”. Este pode ser uma das “n” perguntas que poderiam ser faitas, dependendo do que se quisesse investigar. 74 Como objetivo especifico proposto, a constatação obtida com os resultados, aponta não somente para realização em si deste TCC, mas, também para uma forma de buscar junto com o colegiado do curso medidas que possam vir a consolidar de forma mais eficaz, as competências dos alunos como lideres, e ainda diminuir o percentual daqueles identificados como despreparados. Como objetivo especifico deste TCC, propõe-se ao colegiado do curso, a criação de uma disciplina específica no currículo acadêmico, que desenvolva as competências de liderança nos alunos, preparando-os a assumir o papel de líderes. Mas além de incorporar mais uma disciplina, é importante que no decorrer do processo de ensino, todas as disciplinas sejam envolvidas e comprometidas com este desenvolvimento. Como proposta, ainda fica a abertura para a realização de outros estudos no Curso de Administração da Unijuí sobre liderança, devido à grande diversidade de percepções e possibilidades de estudos relacionadas ao tema. Por fim, a realização deste Trabalho de Conclusão de Curso alcançou seus objetivos, não somente pelos resultados formalmente especificados, mas também, em grande parte, pela possibilidade de aprofundamento de aprendizagens e experiências ocorridas no decorrer do processo. 75 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, L. C. G. 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Sexo 5 49 33 3 Vinc. trab. 0 28 29 21 27 5 Sexo 5 14 15 17 19 19 18 Formando 5 7° ao 9° Semestre 6 8 7° ao 9° Semestre 7 4° ao 6° Semestre 29 23 4° ao 6° Semestre 27 1° ao 3° Semestre 11 1° ao 3° Semestre empregador 23 Feminino empregado Vinc. trab. 28 Feminino não estou trabalhando 23 Masculino acima de 41 anos 5 Masculino de 31 a 40 anos 28 Profissional Liberal de 23 a 30 anos 34 Profissional Liberal Concordo Parcialmente empregador empregado não estou trabalhando até 22 anos 2 3 Formando Sexo 16 acima de 41 anos 61 42 Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal Sexo 7° ao 9° Semestre 6 Idade 5 51 35 4° ao 6° Semestre 23 de 31 a 40 anos Formando Concordo Parcialmente 41 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. 26 Vinc. trab. Feminino 2 2 Masculino 6 49 33 Idade Profissional Liberal Idade empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Concordo Parcialmente empregador Indiferente 38 5 empregado 4 Sem. atual 5 não estou trabalhando 3 Sem. atual 23 acima de 41 anos 4 18 de 31 a 40 anos 18 Sexo 17 de 23 a 30 anos Vinc. trab. 22 até 22 anos Idade Sexo 30 Formando 6 7° ao 9° Semestre 49 7 7° ao 9° Semestre 4 4° ao 6° Semestre 6 39 4° ao 6° Semestre 5 1° ao 3° Semestre 20 1° ao 3° Semestre 30 Feminino 2 Feminino 3 Masculino empregador 3 Masculino empregado 1 Profissional Liberal não estou trabalhando 4 Profissional Liberal Indiferente empregador acima de 41 anos 5 Sem. atual de 23 a 30 anos Sem. atual Vinc. trab. 37 até 22 anos 25 empregado de 31 a 40 anos 1 2 Formando 3 não estou trabalhando 9 6 Sexo 7° ao 9° Semestre 9 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Idade 5 76 52 4° ao 6° Semestre Sexo 9 de 31 a 40 anos até 22 anos Indiferente 62 1° ao 3° Semestre 2 Vinc. trab. Feminino 13 7 Masculino Vinc. trab. 11 Idade Profissional Liberal 1 Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre Indiferente empregador Não Concordo Parcialmente 2 22 15 7 empregado Idade 20 Sem. atual 9 não estou trabalhando 1 Sem. atual 25 acima de 41 anos 0 Sexo 35 de 31 a 40 anos Vinc. trab. 3 de 23 a 30 anos Idade 7 até 22 anos 1 Formando 7 Sexo 2 Formando 0 7° ao 9° Semestre 0 1 7° ao 9° Semestre 2 4° ao 6° Semestre 4 5 4° ao 6° Semestre 3 1° ao 3° Semestre 1 1° ao 3° Semestre 3 Feminino 2 Feminino 1 Masculino empregador 4 Masculino empregado 3 Profissional Liberal não estou trabalhando 0 Profissional Liberal Não Concordo Parcialmente empregador acima de 41 anos Vinc. trab. Sem. atual de 23 a 30 anos 2 empregado 7 4 8 até 22 anos Sem. atual 10 não estou trabalhando de 31 a 40 anos Idade 4 13 9 Formando 12 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Não Concordo Parcialmente Sexo 7° ao 9° Semestre 5 9 4° ao 6° Semestre 5 1 1° ao 3° Semestre Sexo 8 de 31 a 40 anos Sem. atual Vinc. trab. Feminino 2 de 23 a 30 anos até 22 anos 5 3 Masculino 11 Idade Profissional Liberal 9 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre Não Concordo Parcialmente empregador Vinc. trab. Sem. atual empregado 0 6 não estou trabalhando Idade 1 20 14 6 acima de 41 anos Não Concordo Totalmente 16 Sem. atual de 31 a 40 anos 3 2 de 23 a 30 anos 3 Sexo até 22 anos Vinc. trab. 2 até 22 anos 1 Formando 5 Sexo Formando 1 1 Formando 1 7° ao 9° Semestre 1 2 7° ao 9° Semestre 2 4° ao 6° Semestre 3 4° ao 6° Semestre 0 1° ao 3° Semestre 1 1° ao 3° Semestre 0 Feminino empregador Vinc. trab. Feminino empregado 0 Masculino não estou trabalhando 1 Masculino acima de 41 anos 0 Profissional Liberal de 31 a 40 anos 0 Profissional Liberal Idade empregador Não Concordo Totalmente empregado 1 1 Sexo 7° ao 9° Semestre 2 não estou trabalhando de 23 a 30 anos Idade 3 4° ao 6° Semestre Sem. atual 7 5 1° ao 3° Semestre 8 Vinc. trab. Feminino 3 acima de 41 anos Sem. atual de 31 a 40 anos até 22 anos Não Concordo Totalmente Masculino 2 de 23 a 30 anos Formando Sem. atual 1 Profissional Liberal Sexo 2 Idade empregador 1 até 22 anos 7° ao 9° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador Não Concordo Totalmente empregado 3 1 não estou trabalhando 4 3 acima de 41 anos Vinc. trab. Sem. atual de 31 a 40 anos 0 1 de 23 a 30 anos 2 7 5 Formando Sexo 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre Sexo até 22 anos 4 1 Formando 1 4° ao 6° Semestre Vinc. trab. 1 7° ao 9° Semestre Tt % 1° ao 3° Semestre 0 1 1° ao 3° Semestre 1 Feminino Vinc. trab. Feminino 0 Sexo 4° ao 6° Semestre Idade 1 2 1 1° ao 3° Semestre 1 empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Vinc. trab. Feminino 0 Masculino 0 Masculino empregador 1 Masculino Tt % Profissional Liberal empregado 1 Profissional Liberal não estou trabalhando Tt % Profissional Liberal Idade empregador acima de 41 anos Idade empregador de 31 a 40 anos 1 empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Idade empregado 1 não estou trabalhando 2 acima de 41 anos 3 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos 1 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos 80 Apêndice 1 - Flexibilidade Concordo Totalmente Sem. atual 10 Apêndice 2 - Determinação Concordo Totalmente Sem. atual 69 47 2 34 35 9 20 21 18 Apêndice 3 - Autoconfiança Concordo Totalmente Sem. atual 11 Apêndice 4 – Capacidade de Motivar Concordo Totalmente Sem. atual 15 Tt % 1 1 1 1 1 1 3 1 4 4 3 4 1 2 1 6 6 1 9 2 12 8 5 7 5 5 2 30 20 5 2 2 45 7 57 39 3 32 25 5 18 22 12 16 25 19 Sem. atual 30 6 9 6 10 48 6 Idade 3 Concordo Parcialmente Idade 6 40 59 6 73 49 Formando 4 Sexo Vinc. trab. Sexo 4 48 33 2 2 25 Vinc. trab. 40 23 33 6 Sexo 10 18 13 23 25 15 23 Formando 7 7° ao 9° Semestre 8 8 7° ao 9° Semestre 23 4° ao 6° Semestre 22 34 4° ao 6° Semestre 13 1° ao 3° Semestre 25 33 1° ao 3° Semestre 22 Feminino empregador Vinc. trab. Feminino empregado 6 Masculino não estou trabalhando 30 Masculino acima de 41 anos 36 Profissional Liberal de 31 a 40 anos 3 Profissional Liberal Concordo Parcialmente empregador empregado não estou trabalhando 66 45 2 Formando 11 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Idade 8 66 45 7° ao 9° Semestre 22 de 31 a 40 anos até 22 anos Concordo Parcialmente 53 Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Sexo 4° ao 6° Semestre Sexo 23 4 1° ao 3° Semestre 6 Vinc. trab. Feminino 29 7 Masculino 34 Idade Profissional Liberal Vinc. trab. Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Concordo Parcialmente empregador 2 Sem. atual 10 empregado Idade 6 62 42 Sem. atual 24 não estou trabalhando Indiferente 50 26 acima de 41 anos 4 Sem. atual de 31 a 40 anos 5 Sexo 13 de 23 a 30 anos Vinc. trab. 22 até 22 anos 6 Formando 52 Sexo 24 Formando 5 7° ao 9° Semestre 5 6 7° ao 9° Semestre 5 4° ao 6° Semestre 25 26 4° ao 6° Semestre 30 1° ao 3° Semestre 2 1° ao 3° Semestre 6 Feminino 6 Feminino empregador 1 Masculino empregado 8 Masculino não estou trabalhando 7 Profissional Liberal acima de 41 anos 0 Profissional Liberal Idade empregador de 31 a 40 anos Vinc. trab. 39 de 23 a 30 anos Sem. atual 6 empregado 15 10 3 até 22 anos 22 não estou trabalhando Indiferente 7 65 44 Formando 30 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Idade Sexo 7° ao 9° Semestre 4 de 31 a 40 anos até 22 anos Indiferente 51 4° ao 6° Semestre 9 4 1° ao 3° Semestre Sexo 8 Vinc. trab. Feminino 2 6 Masculino 10 Idade Profissional Liberal Vinc. trab. Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre Indiferente empregador 13 Sem. atual 5 empregado 1 Sem. atual 26 não estou trabalhando Não Concordo Parcialmente 3 23 16 28 acima de 41 anos Idade 18 Sem. atual de 31 a 40 anos 1 Sexo 1 de 23 a 30 anos Vinc. trab. 5 até 22 anos Não Concordo Parcialmente Formando 2 Sexo 5 Formando 12 7° ao 9° Semestre 1 2 7° ao 9° Semestre 0 4° ao 6° Semestre 1 4° ao 6° Semestre 6 1° ao 3° Semestre 8 1° ao 3° Semestre 0 Feminino 2 Feminino 2 Masculino empregador 1 Masculino empregado 2 Profissional Liberal não estou trabalhando 3 Profissional Liberal Idade empregador acima de 41 anos Vinc. trab. 8 de 23 a 30 anos 1 empregado de 31 a 40 anos 0 5 até 22 anos Sem. atual 1 não estou trabalhando 5 3 0 Formando 8 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Não Concordo Parcialmente 0 13 9 7° ao 9° Semestre 12 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Idade 11 Sexo 4° ao 6° Semestre 2 2 1° ao 3° Semestre 5 Vinc. trab. Feminino Sexo 3 0 Masculino 2 até 22 anos Formando 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos Não Concordo Parcialmente Profissional Liberal 7 Idade empregador 5 Formando 7° ao 9° Semestre Sem. atual 0 empregado Vinc. trab. Sem. atual 5 não estou trabalhando 1 8 acima de 41 anos Idade 1 12 8 Sem. atual de 31 a 40 anos Não Concordo Totalmente 8 0 de 23 a 30 anos 2 Sexo 1 até 22 anos 1 Sexo 1 Formando Vinc. trab. 1 7° ao 9° Semestre Idade Sexo 7° ao 9° Semestre 1 4° ao 6° Semestre Vinc. trab. 2 4° ao 6° Semestre 3 1° ao 3° Semestre 1 1 1° ao 3° Semestre 0 Feminino 1 Masculino 1 Profissional Liberal 3 0 Feminino Não Concordo Totalmente 0 3 2 Masculino 1 1 Profissional Liberal empregador Idade 2 4° ao 6° Semestre 1 1 empregador empregado Não Concordo Totalmente empregado não estou trabalhando 0 1° ao 3° Semestre 5 não estou trabalhando acima de 41 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando Vinc. trab. Feminino Sem. atual 0 Masculino 5 acima de 41 anos de 31 a 40 anos Sem. atual de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos Tt % Profissional Liberal 1 de 23 a 30 anos até 22 anos 7° ao 9° Semestre Idade empregador 1 até 22 anos Formando 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Não Concordo Totalmente empregado 0 Formando Sem. atual 1 não estou trabalhando 0 7° ao 9° Semestre 2 acima de 41 anos Sexo 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Profissional Liberal Sem. atual de 31 a 40 anos 1 7° ao 9° Semestre Sexo de 23 a 30 anos Vinc. trab. 1 até 22 anos 1 4° ao 6° Semestre 1 Formando 0 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. Feminino Sexo 7° ao 9° Semestre 0 2 1 Masculino empregador Sexo 4° ao 6° Semestre 1 Masculino 1 1° ao 3° Semestre Tt % Profissional Liberal empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Vinc. trab. Feminino 0 empregador Vinc. trab. Masculino Idade Profissional Liberal 1 empregador Tt % Profissional Liberal Idade empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Idade empregador 0 empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Idade empregado 1 não estou trabalhando 1 acima de 41 anos 0 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos 81 Apêndice 5 – Capacidade de Negociação Concordo Totalmente Sem. atual 18 Apêndice 6 – Capacidade de Trabalhar em Equipe Concordo Totalmente Sem. atual 60 41 2 30 30 7 18 18 16 Apêndice 7 – Capacidade de Comunicar-se Concordo Totalmente Sem. atual 14 Apêndice 8 – Capacidade de Solucionar Problemas Concordo Totalmente Sem. atual 17 Tt % 1 1 2 3 0 5 3 0 2 3 0 1 3 1 6 3 1 1 2 9 0 11 7 0 4 7 1 6 3 1 11 5 1 0 1 13 2 17 12 7 Indiferente Idade 4 62 1 10 7 2 6 7 2 29 26 5 5 3 53 7 7 75 51 Vinc. trab. 64 44 2 39 36 9 Sexo 22 28 17 16 Sem. atual 20 6 6 Concordo Parcialmente Idade 2 37 1 35 29 8 21 22 14 16 20 7 7 2 38 6 6 47 32 Vinc. trab. 50 34 3 21 Vinc. trab. 28 18 19 Sexo Sexo 4 Sexo 5 14 12 17 15 13 14 Formando 6 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 24 Formando 1 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. Feminino Masculino Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador Sexo 7° ao 9° Semestre 3 39 26 24 4° ao 6° Semestre Idade 1 1° ao 3° Semestre Concordo Parcialmente 33 Profissional Liberal empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre Vinc. trab. Feminino 1 empregador Idade 5 48 32 Masculino 5 empregado não estou trabalhando acima de 41 anos Concordo Parcialmente 40 Profissional Liberal 5 2 empregador 16 6 empregado Sem. atual de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando Sem. atual 7 não estou trabalhando 13 19 acima de 41 anos 15 17 de 31 a 40 anos 19 15 de 23 a 30 anos Sexo 23 28 até 22 anos 9 7° ao 9° Semestre Sexo 25 Formando 31 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre 7 7° ao 9° Semestre Vinc. trab. 33 4° ao 6° Semestre 34 1° ao 3° Semestre 2 Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos Vinc. trab. Feminino Idade 7 66 45 Masculino Indiferente 52 Profissional Liberal 5 empregador empregado 6 42 Formando 7 não estou trabalhando 5 3 7° ao 9° Semestre 28 acima de 41 anos Sem. atual de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos Idade 8 75 51 Idade 4° ao 6° Semestre Sem. atual de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre Indiferente 58 Sem. atual 1° ao 3° Semestre 33 23 6 Sexo Feminino 3 32 Vinc. trab. Masculino 7 até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos Concordo Parcialmente Profissional Liberal 4 3 6 empregador Sexo 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Sem. atual 6 empregado 1 13 28 não estou trabalhando 8 4° ao 6° Semestre Sexo 8 35 acima de 41 anos 7 2 3 de 31 a 40 anos 0 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. 11 6 de 23 a 30 anos Vinc. trab. Masculino Profissional Liberal empregador Sexo 7 até 22 anos Não Concordo Parcialmente 2 15 10 14 1 Formando 12 1 9 7° ao 9° Semestre 1 8 Idade 4° ao 6° Semestre Idade empregado Vinc. trab. Sem. atual 1° ao 3° Semestre 0 1 17 12 Feminino Não Concordo Parcialmente 4 25 17 Masculino Idade 18 Profissional Liberal 2 Sexo Feminino 1 não estou trabalhando Não Concordo Parcialmente empregador 1 empregado 3 não estou trabalhando de 31 a 40 anos Indiferente Masculino 6 acima de 41 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado Vinc. trab. Profissional Liberal Sem. atual de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos Idade 14 empregador 9 acima de 41 anos Sem. atual de 31 a 40 anos 8 2 empregado 0 de 23 a 30 anos 13 1 não estou trabalhando 3 até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre Sem. atual 1 acima de 41 anos Sexo 4 7 de 31 a 40 anos 1 3 8 de 23 a 30 anos 6 6 até 22 anos Sexo 4 Formando 1 1 até 22 anos Vinc. trab. 7 2 Formando 2 1° ao 3° Semestre Sexo 2 7° ao 9° Semestre 0 1 7° ao 9° Semestre Vinc. trab. 3 4° ao 6° Semestre 7 1° ao 3° Semestre 0 Feminino 3 Idade 4° ao 6° Semestre 0 8 6 Masculino Vinc. trab. Feminino 1 14 10 Masculino Profissional Liberal 1 6 4 Sem. atual 1° ao 3° Semestre Idade 6 Sexo Feminino 2 empregador não estou trabalhando acima de 41 anos Vinc. trab. Masculino Não Concordo Totalmente empregado não estou trabalhando de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Não Concordo Parcialmente Profissional Liberal 0 Profissional Liberal Idade 11 empregador 1 1 empregador Não Concordo Totalmente empregado 1 empregado 2 acima de 41 anos Idade não estou trabalhando Sem. atual de 31 a 40 anos Não Concordo Totalmente 4 acima de 41 anos 5 2 não estou trabalhando 6 acima de 41 anos Sem. atual de 31 a 40 anos 5 1 de 31 a 40 anos 0 de 23 a 30 anos Sem. atual 1 de 23 a 30 anos 1 de 23 a 30 anos 1 2 até 22 anos Sexo 1 3 Formando 0 1 até 22 anos 1 7° ao 9° Semestre 1 Formando 1 1 4° ao 6° Semestre 1 7° ao 9° Semestre 1 até 22 anos Sexo 1 Idade 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. Sem. atual Feminino 0 0 Formando Vinc. trab. 2 4° ao 6° Semestre Sexo 7° ao 9° Semestre 1 4° ao 6° Semestre 0 1° ao 3° Semestre Vinc. trab. 1° ao 3° Semestre 1 Feminino Profissional Liberal empregador empregado Sexo Masculino 0 2 1 Masculino Profissional Liberal empregador não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos Vinc. trab. Feminino 0 3 2 Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Não Concordo Totalmente Profissional Liberal empregador 2 empregado 1 não estou trabalhando Idade 1 acima de 41 anos 1 de 31 a 40 anos Tt % de 23 a 30 anos 0 empregado Idade 2 até 22 anos 0 0 Formando empregador 1 0 7° ao 9° Semestre empregado 0 não estou trabalhando 2 acima de 41 anos Tt % 4° ao 6° Semestre não estou trabalhando 1 de 31 a 40 anos Idade 1° ao 3° Semestre acima de 41 anos 1 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos 1 Feminino de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Tt % Masculino de 23 a 30 anos Idade Profissional Liberal até 22 anos 82 Apêndice 9 – Capacidade de Gerenciar Mudanças Concordo Totalmente Sem. atual 13 Apêndice 10 – Capacidade de Planejamento Concordo Totalmente Sem. atual 10 Apêndice 11 – Capacidade de Análise Concordo Totalmente Sem. atual 11 Apêndice 12 - Criatividade Concordo Totalmente Sem. atual 3 27 23 5 15 16 14 Tt % 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2 2 2 2 1 2 1 4 3 2 2 1 3 28 23 6 4 4 49 6 61 41 2 36 25 5 25 20 11 31 32 8 9 32 6 26 23 16 14 18 7 4 1 36 4 Idade 4 64 9 79 54 Formando 38 7° ao 9° Semestre 2 3 Vinc. trab. 2 31 Vinc. trab. 39 23 40 6 Sexo Sexo 11 15 20 19 27 Formando Concordo Parcialmente 4 54 37 7° ao 9° Semestre 70 48 4° ao 6° Semestre Idade Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal Sexo 4° ao 6° Semestre Concordo Parcialmente 45 1° ao 3° Semestre 3 Feminino 7 Masculino Sem. atual 5 1° ao 3° Semestre Sem. atual 25 Profissional Liberal empregador 18 Vinc. trab. Feminino Sexo 12 Masculino Vinc. trab. Idade Profissional Liberal Idade empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal Concordo Parcialmente empregador Indiferente empregado 7 21 empregado 56 não estou trabalhando 4 Sexo 21 não estou trabalhando 7 acima de 41 anos 5 7 acima de 41 anos 26 de 31 a 40 anos 32 31 de 31 a 40 anos 2 de 23 a 30 anos Vinc. trab. Sem. atual de 23 a 30 anos 10 até 22 anos 6 29 até 22 anos 2 Formando 9 2 Formando 11 7° ao 9° Semestre 1 Sexo 7° ao 9° Semestre 20 14 4° ao 6° Semestre Idade 8 59 40 4° ao 6° Semestre Indiferente 46 1° ao 3° Semestre 4 Feminino 6 Masculino Sem. atual 6 1° ao 3° Semestre Sem. atual 18 Profissional Liberal empregador 31 Vinc. trab. Feminino Sexo 3 Masculino Vinc. trab. Idade Profissional Liberal Idade empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos de 31 a 40 anos Indiferente empregador 2 empregado 15 6 empregado 2 não estou trabalhando 0 Sexo 9 não estou trabalhando 2 acima de 41 anos 7 1 acima de 41 anos 11 de 31 a 40 anos 2 7 de 31 a 40 anos 3 de 23 a 30 anos Vinc. trab. Sem. atual de 23 a 30 anos 3 até 22 anos 2 12 até 22 anos 5 Formando 5 7° ao 9° Semestre 1 1 Formando Não Concordo Parcialmente 1 19 13 7° ao 9° Semestre 10 7 4° ao 6° Semestre Não Concordo Parcialmente Sexo 4° ao 6° Semestre Idade 15 1° ao 3° Semestre 2 1° ao 3° Semestre 1 Feminino 3 Feminino Sem. atual 7 Masculino Sem. atual Vinc. trab. Masculino empregador 8 Profissional Liberal empregado 3 de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal empregador Não Concordo Parcialmente Profissional Liberal Sexo Idade empregador Vinc. trab. 4 empregado 1 não estou trabalhando 6 Sexo 3 não estou trabalhando 2 acima de 41 anos 1 3 acima de 41 anos 1 de 31 a 40 anos 4 Sem. atual de 31 a 40 anos 4 de 23 a 30 anos Vinc. trab. 8 de 23 a 30 anos 2 até 22 anos 1 5 até 22 anos 1 Formando 0 7° ao 9° Semestre 2 0 Formando Idade 2 13 9 7° ao 9° Semestre 2 4° ao 6° Semestre 0 Sexo 4° ao 6° Semestre 4 2 1° ao 3° Semestre Idade Feminino Não Concordo Totalmente 9 1° ao 3° Semestre Não Concordo Totalmente empregado não estou trabalhando acima de 41 anos Vinc. trab. Feminino 2 Masculino empregador 0 Profissional Liberal empregado Sem. atual 3 Masculino Sem. atual 5 Profissional Liberal não estou trabalhando 5 de 31 a 40 anos Idade empregador acima de 41 anos 0 de 23 a 30 anos até 22 anos Formando 7° ao 9° Semestre Não Concordo Totalmente empregado de 31 a 40 anos 1 não estou trabalhando Sexo 1 acima de 41 anos de 23 a 30 anos Sexo 4° ao 6° Semestre 1° ao 3° Semestre Feminino Masculino Profissional Liberal Sem. atual de 31 a 40 anos Vinc. trab. 0 de 23 a 30 anos até 22 anos Vinc. trab. 1 até 22 anos Formando 1 1 Formando 2 7° ao 9° Semestre 1 0 7° ao 9° Semestre 1 4° ao 6° Semestre 1 Sexo 4° ao 6° Semestre 1 1° ao 3° Semestre 1 Feminino 0 2 1 1° ao 3° Semestre Idade empregador empregado não estou trabalhando acima de 41 anos Vinc. trab. Feminino Tt % Masculino Idade 2 Masculino empregador 0 Profissional Liberal empregado Tt % Profissional Liberal não estou trabalhando de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos Idade empregador acima de 41 anos 0 empregado de 31 a 40 anos 0 não estou trabalhando de 23 a 30 anos 1 acima de 41 anos até 22 anos 1 de 31 a 40 anos de 23 a 30 anos até 22 anos 83 Apêndice 13 - Iniciativa Concordo Totalmente Sem. atual 15 Apêndice 14 – Foco Concordo Totalmente Sem. atual 43 29 1 22 21 6 12 15 10 Apêndice 15 - Conhecimento Técnico Concordo Totalmente Sem. atual 21 84 Apêndice 16 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: JULIO AGUIAR QUESTIONÁRIO SOBRE COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA Caro colega, peço pela sua colaboração para responder este questionário, que é a ferramenta de coleta de dados para meu Trabalho de Conclusão de Curso e que tem como objetivo diagnosticar as competências (perfil) de liderança presentes na formação profissional dos alunos como Administradores. Desta forma serão avaliadas 15 competências de liderança abaixo elencadas. PERFIL DO ALUNO: Idade: ( ) até 22 anos ( ) de 23 a 30 anos ( ) de 31 a 40 anos ( ) acima de 41 anos Vinculo de trabalho: ( ) não estou trabalhando ( ) empregado ( ) empregador ( ) Profissional Liberal Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Semestre Atual do Curso: ( ) 1° ao 3° Semestre ( ) 4° ao 6° Semestre ( ) 7° ao 9° Semestre ( ) Formando COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA: As opções de respostas são: - Não Concordo Totalmente - Não Concordo Parcialmente - Indiferente - Concordo Parcialmente - Concordo Totalmente 1 – Flexibilidade Adapto meu comportamento com agilidade às circunstâncias de cada pessoa ou situação, sem abandonar, por isso, critérios de atuação pessoal. 2 – Determinação Sou persistente. Desisto facilmente quando surge uma dificuldade. Estabeleço metas pessoais. Estou comprometido com os objetivos a serem alcançados. 3 – Autoconfiança Estou disposto a assumir riscos pessoais para alcançar objetivos. Tenho problemas com autoconfiança. Não Concordo Totalmente Não Concordo Parcialmente Indiferente Concordo Parcialmente Concordo Totalmente Marque um “x” em cada pergunta na opção que considera mais apropriada a suas características. 85 4 – Capacidade de Motivar Estimulo ótimas realizações. Inspiro os demais a se esforçarem. Reconheço publicamente as contribuições dos integrantes da equipe. 5 – Capacidade de Negociar Estabeleço um ponto de vista convincente. Demonstro segurança. Inspiro confiança. Sou justo com as pessoas. 6 – Capacidade de Trabalhar em Equipe Compartilho expertise e informações com boa vontade. Crio uma identidade forte com a equipe. Mantenho partes interessadas, bem informadas e atualizadas. Capacito os integrantes da equipe com minhas experiências. Procuro tomar as decisões individualmente, desconsiderando as demais opiniões. 7 – Capacidade de Comunicar-se Demonstro linguagem corporal positiva. Ouço o que os outros têm a falar. Tenho facilidade de expressar minhas opiniões. Não sou um comunicador verbal articulado. Adapto o estilo de comunicação à necessidade. Consigo me comunicar por escrito efetivamente. As pessoas têm dificuldade de entender o que quero. 8 – Capacidade de Solucionar Problemas Resolvo problemas de maneira eficaz. Procuro conhecer o ponto de vista da equipe para resolver problemas. 9 – Capacidade de Gerenciar Mudanças Consigo comprometer as pessoas, visando minimizar as possíveis resistências para se atingir os resultados e fazendo com que se sintam agentes importantes no processo. Não consigo lidar com a resistência das pessoas. Consigo a cooperação dos outros. Estabeleço a necessidade de colaboração. Gero compromisso. 10 – Capacidade de Planejar Sempre planejo minhas ações com antecedência. Adoto medidas para evitar obstáculos. Normalmente não sigo o que foi planejado. 11 - Capacidade de Análise Tomo decisões sensatas mesmo sob pressão. Sou compreensivo(a), considerando todas as possibilidades. Diferencio facilmente informações relevantes das irrelevantes. 86 12 - Criatividade Normalmente penso em ideias alternativas. Desenvolvo soluções criativas. Não me considero criativo 13 - Iniciativa Gosto de enfrentar desafios. Não costumo me envolver com programas empresariais, ou eventos em geral como organizador. 14 - Foco Concentro-me nos resultados. Demonstro coerência na busca do planejado. Impeço desvios nos planos. 15 – Conhecimento Técnico Tenho um bom conhecimento técnico e de boas práticas do negócio em que atuo. Tenho facilidade de desempenhar diversas funções no meu trabalho.