Maio 2009
Edição 160
Solidariedade
em todas as crises
Conecte-se pág. 3
Saia desta crise pág. 8
Solidariedade pág. 12
EDITORIAL
Solidariedade na crise
Muito já se falou da crise que vem assolando o mundo todo desde o ano passado, das causas,
consequências, modos de enfrentá-la, lições que ficam... Mas há outro aspecto importante,
que assoma com mais força em tempos de crise: é a solidariedade.
Em tempos assim, percebe-se o quanto as pessoas têm guardado dentro de si, para utilizar
em prol do bem comum. Claro que a solidariedade é uma virtude que precisa ser exercitada
o tempo inteiro. Não é preciso esperar uma crise para demonstrar amor pelo próximo. Mas,
em época assim, parece que o sentimento se acentua.
Além da crise, tivemos no final de 2008, mais uma vez, o drama das enchentes em Santa Catarina. Por todo o Brasil, foi comovente atestar o envolvimento e o sentimento solidário das
pessoas, doando o que fosse possível para ajudar quem precisava de ajuda.
No dia a dia, pessoas, entidades e empresas costumam promover campanhas e buscam
envolver a comunidade em ações solidárias. De campanhas do agasalho a arrecadações
de donativos para flagelados, de ações individuais a grandes mobilizações sociais, atitudes
emergenciais ou permanentes, exemplos de solidariedade existem por aí, em todo lugar, a qualquer hora.
Aqui mesmo, na nossa instituição, a prática solidária
é permanente. Nesta edição, a revista Saber mostra
um pouco de tudo que é feito no Elias/FCJ. E mostra, principalmente, como cada um de nós pode
ajudar, oferecendo um pouco de solidariedade
em todos os momentos da vida. Oportunidades
não faltam.
É você
quem
faz esta
revista!
Ajude a Revista SABER
a ficar cada vez mais a
sua cara. Contribua com
sugestões de pauta,
críticas e comentários.
Mande seu e-mail para
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ou deixe sua carta no
setor de Marketing do
Colégio Elias Moreira e FCJ.
Aguardamos a
sua participação.
Conselho Editorial
da Revista Saber
CORREÇÃO
Revista do Campus Educacional da CNEC Joinville. Conselho Editorial: Airton Bonet, Alexandre Ari Monich, Emanuelle Santiago Dalri, Félix
José Negherbon, Gislayne Aguiar, Maria Salete Panza Gonçalves da Silva, Rodrigo Santos e Wilson Roberto Gonçalves. Produção: Criacom
Comunicação Full Service. Editoração gráfica: GBR. Jornalista Responsável: Mário Sérgio Brum (DRT/SC 769). Fotografia: Joyce Reinert.
Impressão: Apta Editora e Gráfica. Tiragem: 3.000 exemplares. Endereço: Rua Coronel Francisco Gomes, 1290 – Tel. 34310900 – Joinville-SC.
Sites: www.eliasmoreira.com.br e www.fcj.com.br. E-mail: [email protected] ou [email protected]
Diferente do que foi publicado
na edição 159, na matéria “87%
de aprovação no vestibular”,
página 8, o nome correto da
aluna é Danielle Saraçol Ruídias.
W
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GmaiL
http://www.google.com.br/
G
internet
Twitter
Twitter: What are you doing?
G
Google
Conecte se
sem entrar numa fria
Ameaças
• Possui sites impróprios para menores e de fácil acesso
• Torna o relacionamento muito virtual, pois as pessoas
deixam de se encontrar ao vivo
• Possibilita conhecer pessoas de má-fé, que fingem ser o
que não são
• Vicia se não há controle dos pais, no caso de adolescentes
e crianças
• Pode estimular o comportamento antissocial
• Crimes também acontecem no mundo virtual, como a
disseminação de vírus e golpes bancários
Benefícios
• Disponibiliza informações com rapidez
• Funciona como uma grande revista com notícias
sobre qualquer tema
• Não precisa se deslocar para conseguir informações
• Engloba informações do mundo inteiro
• Funciona como ferramenta educativa e de
aprendizagem
• Facilita a comunicação
Web
Desde a que a internet virou moda, no final do século XX, o mundo mudou. Ela trouxe agilidade e entretenimento.
Com ela é possível ver o que acontece em cada canto do mundo em poucos segundos, fazer compras, ouvir uma
música, comunicar-se com parentes e amigos que não via há anos e ainda conversar com várias pessoas ao mesmo
tempo, sem sair de casa. A internet é uma biblioteca virtual. Uma rede sem fronteiras e com baixo custo.
Mas nem tudo é cor-de-rosa. Como na vida real, a internet oferece várias tentações que podem afetar negativamente,
principalmente se tratando de jovens, vítimas mais frequentes dessa onda. É só usar com consciência e controle.
W
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GmaiL
http://pt.wikipedia.org/wiki/Página_principal
Twitter
Twitter: What are you doing?
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Wikipedia, a enciclopédia livre
Cresce o tempo de uso do PC
Principais
dados levantados
Pesquisa
Quadro de horário de estudo
semanal
Tenho e sigo plenamente:
75% dos alunos da quinta série
35% dos alunos da oitava série
Tempo de uso da internet em casa
Pesquisa
Até uma hora por dia:
50% dos alunos da quinta série
30% dos alunos da oitava série
A coordenação da 5ª a 8ª série realizou uma pesquisa para verificar
como estão os hábitos de estudo dos alunos e o tempo de uso do
computador. Nove perguntas foram feitas, e o resultado foi separado
por série. Os dados ao lado mostram que a maior parte dos alunos
diminui o hábito de estudo e aumenta o uso do computador.
Resultado
Entre duas e quatro horas por dia:
30% dos alunos da quinta série
35% dos alunos da oitava série
[Escrito por Saber às 14h]
O coordenador pedagógico da 5ª ao Ensino Médio, Alexandre Ari Monich,
explica que, na 5ª série, o controle dos pais é maior e há uma grande parte
dos alunos que acham normal usá-lo mais de quatro horas por dia. “Muitos
não têm noção clara sobre o tempo adequado. A exposição prolongada
diante da tela provoca aceleração e superestimulação, que podem
desencadear o estresse e a ansiedade”, explica Alexandre.
[Comente]
Mais de quatro horas por dia:
15% dos alunos da quinta série
25% dos alunos da oitava série
Sobre o tempo de uso da internet
Acho que faço uso adequado:
80% dos alunos de ambas as séries
Segundo dados de 2009 do Comitê
Gestor da Internet no Brasil
Curiosidade
1. O número de computadores domésticos
cresceu: de cada quatro casas, uma tem o
equipamento.
2. Mas 48% dos usuários brasileiros vão a
lan houses para usar internet.
3. Na área rural, 8% das casas têm
computador e só 4% com internet.
busca
internet
Ir
Pesquisa
Segundo a enciclopédia virtual
Wikipedia (olha aí um benefício
da rede mundial), a internet é
“um conglomerado de redes em
escala mundial de milhões de
computadores interligados pelo
Protocolo de Internet (usado
entre duas ou mais máquinas
em rede para encaminhamento
dos dados), que permite o acesso
a informações e todo tipo de
transferência de dados.”
G
computador
Uso da rede com responsabilidade
Duas horas por dia
Ela só tem 14 anos, mas já sabe que usar demais o computador é prejudicial.
Taís Seibel Borges, da oitava série do Elias Moreira, adora usar a internet.
Cerca de duas horas por dia ela conecta-se à rede para conversar com os
amigos, acessar o Orkut e pesquisar algum trabalho da escola.
Sem prejudicar os estudos
[Escrito por Saber às 15h45]
Para ela, o tempo é adequado, pois é pela manhã que ela estuda em casa
e faz as tarefas pedidas pelos professores. No final da tarde, volta da aula
ansiosa para ver e-mails e recados. Se pudesse, ficaria mais do que duas
horas, mas sabe que é necessário o limite: “Se estou sem computador em
casa, eu vejo na escola. Preciso acessar todos os dias. O tempo em que fico é
ideal, não prejudica na escola”.
[Escrito por Saber às 16h]
Mãe e filha na internet
A mãe Lucinéia confirma: “As notas delas são ótimas. Quando a vejo no
computador é porque eu sei que ela terminou as tarefas. Já vi alunos
reprovando porque deixaram de estudar para usar a internet. Mas com a
minha filha, não é preciso nem controlar. Ela é muito responsável”. Hoje
Taís encontra tempo para a escola, cursos de informática e administração,
passeios e computador. Até já ensinou a mãe a entrar na rede. Lucinéia
também tem um perfil no Orkut e já conversa por MSN.
[Comente]
Pais, fiquem atentos!
Por
Professor Alexandre Ari Monich
“É preciso cuidado para utilizar o computador. É uma
interferência do processo educativo, e a família precisa
ter o controle ou acompanhar, selecionando sites e
determinando o tempo de uso. A criança pode ficar
agressiva e ansiosa demais, é preciso discutir a melhor
maneira de usar o computador e que ela reconheça
e perceba que aquele uso traz aquela consequência.
Vamos ficar atentos e manter o diálogo. Não queremos
que nossos filhos se tornem ´tecnoalnafabetos´ e
muito menos, ´tecnoindependentes´. Temos que
encontrar o equilíbrio.”
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GmaiL
Twitter
Google
dicas
http://twitter.com/
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Twitter: What are you doing?
Ferramenta de pesquisa
Professor Gláucio
Schultz
Mantenha o
antivírus atualizado
(existem versões
gratuitas para uso
domiciliar).
Faça a varredura
ao menos uma vez
por semana.
Evite utilizar em
e-mails senhas
fracas como 123,
789, abc ou senhas
de banco.
Não exiba dados
pessoais em sites
de comunidade.
Configure para que
apenas os contatos
cadastrados
possam visualizar o
seu perfil
e recados.
Não abra e-mails
suspeitos, muito
menos anexos
destes e-mails.
Nunca clique em
links contidos no
corpo do e-mail,
digite o endereço
do site no
navegador.
Jamais responda
ou encaminhe
correntes.
Instituições
financeiras e afins
não enviam e-mail.
Informação
Renan Henrique de Almeida, 11 anos, e Vitor
de Souza Bonet, 10, ambos da 4ª série do Elias
Moreira, gostam de pesquisar na internet
porque é rápida e tem bastante informação. A
professora da 4ª série Raquel Rodrigues Horski
geralmente pede como tarefa a pesquisa de um
assunto que estão aprendendo no momento.
“Quando surgem dúvidas e curiosidades, sugiro
que procurem informações para discutir em sala.
Muitos trazem da internet. Mas sempre os lembro
que devem ler o que trouxeram e não apenas
imprimir tudo o que acharam. Nem sempre o
que eles encontram é verídico”, explica Raquel.
[Comente]
Discussão
Em sala de aula, ela costuma
indicar alguns sites e livros para
acharem o assunto determinado.
O intuito da atividade é ampliar
o conhecimento e comparar as
informações. “Faço pesquisa e
jogo na internet. O assunto que
mais gostei de pesquisar foi
sobre astronomia”, conta Renan.
Já Vitor destaca a discussão que
acontece em sala de aula: “Nós
aprendemos mais. É muito bom”.
[Comente]
Falsas autorias
Você já deve ter recebido um e-mail pelo menos sugerindo ler o texto a seguir, “escrito
pelo Jabor”. Ou “veja o que o Veríssimo escreveu”. Os dois famosos escritores e cronistas já
desmentiram muitas autorias de textos atribuídos a eles. Arnaldo Jabor até escreveu uma
crônica, no jornal O Estado de S. Paulo, intitulada “Há um ‘sub-eu’ rolando na internet”, em
que desmente supostos textos feitos por ele.
Prejuízo
[Escrito por Saber às 16h30]
Na crônica, Jabor diz que “todo dia surge na internet uma nova besteira, com dezenas de
e-mails me elogiando pelo que eu não fiz”. O pior, diz ele, “são artigos escritos em meu nome
por inimigos covardes para me sujar”. Aí está mais um exemplo de prejuízo que a internet
pode provocar. Arnaldo Jabor conclui sua crônica: “Admiram-me pelo que eu teria de pior;
sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, homofóbico, idiota,
corno e fascista. É bonito isso?”.
[Comente]
G
segurança
Use a mente, mas não esqueça do corpo
A professora Eulívia lembra:
Para trabalhar agradavelmente no
computador, é necessário estar confortável e
sem dores. A professora Eulívia Fleith Comitti,
do técnico em Segurança do Trabalho da
CNEC Joinville, dá as dicas na ilustração abaixo.
”Você deve sentar-se sem dor e sair sem dor.”
Se não sentar-se corretamente, poderá sentir dor.
Se a dor persistir, é melhor procurar um médico.
Quem trabalha muito com telefone deve usar
o “ret set”, com fone de ouvido e microfone.
Trocar a mão ao usar o mouse.
Segurança na formação
Internet no trabalho
Os alunos do técnico e da graduação em Sistemas de
Informação da CNEC Joinville passam por disciplinas
de segurança no computador e na internet. “Isso torna
o acadêmico capacitado para evitar problemas na
grande rede”, explica o professor da graduação em
Sistemas de Informação Amauri Sant’ Anna Ghisleri.
Tempo é dinheiro. A internet funciona para que a troca de
informações seja mais rápida. “Ela é fundamental. Hoje quase
tudo é on line e imediato. Contamos com comunidades
virtuais de apoio para o conhecimento, e se não fosse a web,
perderíamos um grande aliado de trabalho. Pode-se destacar
ainda o suporte a usuários e atendimentos remotos que só
são possíveis graças a ela”, explica o professor Amauri.
Sugestões para pesquisa: www.dominiopublico.gov.br
É
hora de investir ou de parar de gastar? Durante a crise
econômica o que é preciso fazer? Como garantir seu
negócio num momento de turbulência financeira?
O assunto “crise” está em todo lugar desde o ano passado.
Nas ruas, nas empresas, na imprensa, na mesa de bar, em
festas e no ponto de ônibus. Trabalhadores são demitidos,
empresas vão à falência e o desespero toma conta. Então,
“vamos economizar”. Corta-se o curso de inglês dos filhos e
manda-se as crianças para uma escola mais barata. Alguns
param a faculdade com medo de ser demitidos e não dar
conta da mensalidade. Mas será que é o momento de parar
de estudar?
Não se desespere. As chances de emprego podem diminuir
se não tiver qualificação. Não é hora de desistir e sim, de investir nos estudos e no futuro profissional. Uma hora a crise
se acalma e você precisa buscar um diferencial. Se antes os
cursos universitários e os idiomas já eram importantes, vão
se tornar ainda mais.
O professor de Economia Lino João Mezzari, da FCJ, explica
que este é o momento em que as empresas aproveitam para
se reestruturar, qualificar a mão de obra e substituir pessoas
desqualificadas por outras mais capacitadas: “A pior coisa
que alguém pode fazer neste momento é abandonar os estudos. A oferta de mão de obra aumentou e, com isto, o grau
de exigência também”.
A revista Saber fez algumas perguntas
ao professor Lino João Mezzari.
O que está acontecendo?
Estamos vivendo uma grande “crise de confiança”, em
que a mídia tem criado um verdadeiro “terror econômico”
entre a população. Um exemplo deste terror foram as
enchentes em Santa Catarina. As pessoas que moravam
em outras localidades acreditavam que todo o estado
tinha sido atingido. Porém, a realidade foi bem diferente.
A maioria das praias não sofreu nada com a tragédia.
O mesmo aconteceu com a economia: apenas alguns
setores ligados à exportação foram mais atingidos, mas as
pessoas, movidas pelo medo, pararam de comprar e, sem
demanda, os empresários começaram a demitir, criando
assim uma perspectiva de recessão.
8
Como sair da crise?
Acredito que o momento é de “organizar a casa”: buscar
melhorar o processo produtivo, ser criativo, inovar e ser
mais ousado. Este é o momento de fortalecer a “base”,
rever alguns conceitos e se preparar para atender
uma demanda que em pouco tempo voltará a todo
vapor. Os custos precisam ser reduzidos, mas isto não
quer dizer somente demitir pessoas. Pode-se reduzir
custos de várias formas; a principal, no momento, é
buscar alternativas de processos, matérias-primas e
tecnologia, entre outros. Além disso, é importante não
dispensar mão de obra qualificada. Atenção, pois o
principal capital de uma empresa ainda é o humano.
1.499.870 vagas
Há vagas
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completo e ensin
Superior incompleto
3.028.941 vagas
Ensino médio incompleto
5.266.606 vagas
Superior completo
12.413.293 vagas
Ensino médio completo
Segundo o Censo Escolar 2003 a 2005,realizado pelo MEC
26.9% - crescimento em três anos da educação profissional técnica de nível médio
no Brasil. Aumento de 589 mil para 747 mil alunos nos cursos técnicos.
9
Investir,
mesmo na crise
“Quando você se acomoda, não vê as oportunidades. E elas não estão
atrás do balcão e sim, no relacionamento com o cliente”, garante o
proprietário da Promacal, Marcos Antonio Bittencourt, acadêmico
do segundo ano de Tecnologia em Gestão Comercial da FCJ. Ele e a
esposa Cátia Schlickmann Bittencourt, que também já estudou na FCJ,
se dedicam em tempo integral ao comércio, que também tem seus
momentos de crise.
Marcos acorda cedo e não sossega um segundo. Em vez de ficar fechado
numa sala, está sempre atendendo, negociando e vivendo o dia a dia
de vendedor. Seguiu a profissão do pai e do avô comerciantes. Ele e
mais sete irmãos abriram a Promacal, mas cada um tem uma loja em
cidades diferentes e com administração independente. Em Joinville,
ele e Cátia tocam a loja, que no início, há 15 anos, trabalhava com
material para a produção de calçados. Hoje, a Promacal vende cerca
de 15 mil itens em tecidos de todos os tipos, estofamento e acessórios
para decoração.
Independente da crise econômica, o casal não deixa de investir. “Todo
mês realizo alguma reforma”, conta Marcos. No início a Promacal tinha
112 m2, hoje tem mais de 2 mil e até o final do ano a expectativa é que
fique em torno de 3 mil m2 com as novas ampliações. “Não podemos
parar. Mesmo com o mundo em crise, continuo visitando clientes,
ligando e fazendo negociações. Temos parceiros ótimos e procuramos
comprar sempre à vista. O ideal é não contar com o dinheiro que virá,
e sim, com o que temos agora”, explica o comerciante. Além disso, o
casal costuma buscar novidades em feiras, cursos e viagens.
Renato da Silveira,
sócio-proprietário da
agência Conexxa
Marcos Antonio
Bittencourt, acadêmico
do segundo ano de
Tecnologia em Gestão
Comercial da FCJ
Cátia Schlickmann
Bittencourt, concluiu os
estudos na FCJ
Fortalecendo a marca
Na crise, os investimentos em publicidade são os primeiros cortados do
orçamento das empresas. Segundo Renato da Silveira, professor da FCJ
e sócio-proprietário da agência de propaganda Conexxa, é justamente
no momento de crise que se deve investir no fortalecimento da marca,
e a comunicação é uma das ferramentas. “O custo para recuperar um
espaço no mercado após a crise pode ser maior do que o gasto durante
ela”, comenta.
A Conexxa surgiu em 2006, para atender a carteira de clientes de
varejo de outra empresa, a Contatar Tecnomarketing, especializada em
marketing direto e de relacionamento. Uma das ações para reverter o
cenário de crise econômica foi a contratação de profissionais de grande
experiência e de mercados consolidados como São Paulo e Curitiba.
“Com isso, obtivemos uma grande vantagem competitiva em relação
aos concorrentes”, garante Renato.
A própria agência passou a investir mais no marketing de sua marca,
recriando site, blog, newsletter e webcampanhas. “A agência passou a
olhar também para o próprio umbigo e rever os processos para eliminar
gastos desnecessários. É um procedimento que deve ser contínuo, pois
traz resultados impactantes a qualquer organização”, conta.
Essas ações geraram resultados positivos na Conexxa. “Estamos
entrando no segundo trimestre de 2009 mais fortalecidos do ponto de
vista técnico-operacional. O crescimento virá para todas as empresas
que apostarem no seu potencial”, comemora Renato.
10
A filosofia comportamental
Sócios e funcionários da Íntegra Consultoria Empresarial têm como
filosofia não pensar negativamente. Falar em crise então, “é a contramão
do bom senso”, comenta o diretor comercial e sócio-proprietário Hélcio
Martins. “O que fazemos é buscar alternativas. Fechamos parcerias com
pessoas que têm know how. Pois a empresa vende serviços e precisa
de pessoas qualificadas”, explica o outro sócio-proprietário, diretor
técnico Joloir de Souza, professor da FCJ. O terceiro sócio, o diretor
administrativo-financeiro Fernando Bade, é professor dos cursos
técnicos do Colégio Elias Moreira.
Os três criaram a empresa há quase três anos, com a certeza de que
estariam entrando num mercado com filosofia da educação. “Com
isso, deixamos um rastro de clientes satisfeitos e equilibrados nos seus
mercados de atuação”, conta Hélcio. A consultoria educativa é que os
ajuda a vencer os obstáculos e superar o desequilíbrio das empresas
clientes. Joloir conta que, durante o aperto econômico, a inadimplência
fez com que os sócios apertassem o cinto. Para ele, a cultura da nossa
sociedade é assim, primeiro as pessoas compram e depois veem como
vão pagar. “O agravamento relativamente pequeno que o momento
gerou apenas provou que nossa filosofia e comportamento são a
maneira correta de se gerir um negócio”, finaliza Hélcio.
Confira os segredos (nem tão secretos)
da Íntegra para andar longe da crise.
• Ninguém consegue administrar sem receita e fluxo de caixa.
Se não houver vendas, não há como resolver problemas
administrativos.
“Acreditamos que o ser humano sempre vai
precisar de crises para se superar. A ausência de
crises nos apavora mais do que os momentos
difíceis em seu surgimento, quando temos o
prazer de ver o homem prevalecer e vencer
as barreiras. Sem o mal, não haveria o bem.”
(Íntegra Consultoria Empresarial)
• Conscientizar-se de que faturamento e lucro são diferenças
cabais no desenvolvimento de um processo comercial.
Isso gera força de decisão necessária ao negócio.
• A ética nos altos encargos e tributos. A solução tributária
está na discussão democrática e no amadurecimento político
dos cidadãos, e não dos políticos.
Para os pequenos
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11
Numa crise econômica global, como a que vivemos, as nações precisam ser solidárias entre si, cada uma procurando dar o melhor para encontrar soluções. Além
disso, cada país conta com seus cidadãos. O pouco que uma pessoa faz, significa
muito no cômputo geral.Mas os seres humanos também têm suas crises e seus
problemas. A crise pessoal parece ser sempre a maior, mais sofrida, única. Nesse caso, uma ação individual pode ser a solução para a crise. Olhe em volta,
avalie suas crises e compare-as com as do seu próximo. Será que ali não
há uma crise maior? Talvez a sua crise não seja tão grave quanto a do seu
vizinho.A solidariedade começa aqui, quando percebemos que nossos
problemas são menores do que os alheios. O passo seguinte é colocarse à disposição, emprestar braços, ombros, ouvidos... E buscar soluções juntos.A CNEC Joinville entende bastante de solidariedade,
virtude presente nas ações da instituição desde sua fundação. E
procura disseminar esta atitude, incentivando professores, alunos
e funcionários a entender a crise alheia e tentar ajudar. 
Solidariedade
em todas as crises
12
Um mutirão de cidadania
O dia da solidariedade
 Marlene Narciza, 60 anos, mora no bairro Espinheiros, numa casa
de seis quartos, cozinha e banheiro, que construiu com a ajuda da comunidade. Hoje moram com ela 21 “filhos”, deixados pelos próprios
pais. Viúva há quatro anos, Marlene sempre cuidou de crianças. Chegou a alimentar e dar teto a 40 meninos e meninas abandonadas, ao
mesmo tempo. Ela precisou desistir de receber mais crianças, porque
tem dificuldade em conseguir doações. Mas acabou adoecendo de tristeza. Hoje, sente-se bem pelo que faz, e não desiste de lutar para conseguir manter a saúde e o bem-estar dos “filhos”.
 Cinco alunos do curso de Administração de Empresas e Negócios
da FCJ também ajudam dona Marlene. Josiclea Aparecida Leal, Aline
Letieiri de Oliveira, Danubia Cristine Adão, Elaine Cristine Bankhardt
e Bento Plácido Corrêa Júnior se solidarizaram com a situação e realizaram um lanche com bolo e refrigerante para as pessoas da casa.
Futuramente, os acadêmicos pretendem, com ajuda de parceiros, fazer
um mutirão de limpeza e algumas reformas na casa.
 “A intenção é sempre ajudar. E essas crianças também precisam de
atenção”, conta Aline. Josiclea diz gostar muito de crianças. Ao chegar na casa de Marlene, pega seu bisneto Robson, de 6 meses, e não
o larga. O menino e a mãe Ana Carolina, portadora de esquizofrenia,
são os únicos familiares de sangue que moram com Marlene. Dois já
morreram e outros se mudaram. A equipe se sente gratificada pela ação
e tem a certeza de que estão se tornando pessoas melhores. “Tenho a
sensação de que estamos fazendo alguma coisa por alguém”, diz Aline.
“É bem prazerosa essa atividade. Nós começamos a valorizar mais o
que temos,” acrescenta Danubia. “Quando voltamos para casa, temos
a sensação de que precisamos levar o trabalho adiante e fazer sempre
mais por ela”, conta Bento.
 “Sobrevivemos com o que me dão e com a ajuda dos amigos. Há
pessoas que vêm lavar a roupa para mim. Se não fosse a ajuda do povo,
não iria conseguir. Abro as portas para todos que querem ajudar”, conta
Marlene, que já trabalhou no cultivo de marisco no mangue para trocar
por comida.
 Mateus Lisboa, 6 anos, está com a “avó”, como a chamam, desde
que nasceu. Mesmo vivendo em um local simples e na periferia joinvilense, ele garante: “Gosto de brincar aqui. Quando eu crescer vou ser
policial para prender os bandidos”.
 O dia 28 de março de 2009 foi especial para os moradores da Vila
Catarina, em Pirabeiraba. Professor e alunos saíram de suas casas para
prestar solidariedade à localidade que precisava de ajuda. O professor
de Finanças da FCJ, Luiz Norberto Capra, conheceu o lugar, constatou a necessidade daquelas pessoas e convidou alunos, professores e
funcionários a doar o que pudessem. A turma do 2º ano B de Administração de Empresas e Negócios se mobilizou e, junto com colegas de
outras turmas, foi fazer parte da grande ação do dia 28.
 “Na Vila Catarina não há saneamento básico e as casas estão em
ruínas”, conta o professor Capra. Por isso, o grupo arrecadou vasos sanitários, pias, torneiras, caixa d’água, roupas, calçados, brinquedos, telhas e azulejos. Depois de entregar os materiais, realizaram atividades
para alegrar as pessoas da vila. Fizeram sessão de filmes, distribuíram
50 litros de refrigerantes, 800 salgadinhos, 120 sacos de pipoca, bolachas e 10 kg de chocolate. “As pessoas estavam felizes e com esperança
nos olhares. Houve trabalho de equipe, solidariedade e motivação, e os
alunos puderam olhar o outro como ser humano,” finaliza o professor.
Fala de quem participou
 “A visita à Vila Catarina foi muito gratificante, me fez ver o quanto
reclamamos de coisas fúteis, sem importância, e que muitas pessoas
não têm um terço do que temos. Não custa nada fazer o bem, isso só
nos fortalece e nos torna pessoas mais dignas e humanas.” Jucélia Aparecida Martins da Silva, do 2º ano de Administração de Empresas e
Negócios.
 “Quando vemos essas ações sociais nos jornais e na televisão, é
uma coisa. Presenciar é outra, bem diferente. Todos deveriam participar, realmente toca o nosso coração. Foi um prazer imenso, me senti
realizada como pessoa. Levei minha filha de 7 anos e vi como ela ficou
feliz em doar seus brinquedos. O aprendizado vem da família, e vi que,
com essa ação, ela ficará menos presa ao material.” Cátia Cristina Cercal, do 3º ano de Administração de Negócios Internacionais.
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Divulgação
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Mais ajuda
 Os alunos do técnico em Gestão de Pessoas do Elias Moreira escolheram Marlene Narciza para a realização do projeto social no módulo
Seminários Avançados, que acontece no final do curso. “É muito importante para o profissional de Recursos Humanos fazer parte de um projeto
assim”, explica a professora do módulo Dalva Covolo Giusfredi.
Realizado no final de 2008, o projeto teve resultado satisfatório. “Fiquei surpresa com o que conseguimos arrecadar. Cada equipe ficou
responsável por uma coisa: produtos de higiene e limpeza, brinquedos, material escolar, alimentos e lanche”, conta a aluna Giselle Liane
Vieira.
 Além das doações para a dona Marlene, a professora Dalva já coordenou projetos em outras instituições e lares de Joinville. O objetivo é
estimular a participação de voluntários, realizar um dia especial para a
família e proporcionar uma vivência em conjunto com alunos e pessoas
carentes. “Acredito que solidariedade faz com que sejamos melhores
seres humanos. Ajudar a quem precisa é doar-se, não importa como se
pratica, desde que seja feito com amor. Acredito que se plantamos boas
sementes, a colheita será boa e farta”, explica Giselle.
1 - Vila Catarina foi beneficiada pelos
acadêmicos. 2 - Estudantes do técnico
ajudaram Dona Marlene no Natal
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Páscoa mais feliz
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 Anualmente, os alunos do Infantil a 4ª série do Ensino Fundamental pintam casquinhas junto com os pais, recheiam de amendoins
e doam para entidades carentes de Joinville. “A idéia é fugir do consumismo e promover a solidariedade, o amor ao próximo e unir as famílias”, conta a coordenadora Emanuelle Santiago Dalri. Neste ano,
filhos e pais se uniram no colégio e pintaram 3 mil casquinhas.
 Os alunos da 4ª série aprovam a atividade. “É muito legal porque estamos ajudando quem não pode comprar ovo de Páscoa”, conta
Mariana Gomes, 9 anos. Já João Vitor Möller diz que a Páscoa não é
só chocolate, mas comemoração da ressurreição de Jesus junto com a
família. “Ajudar as pessoas também é comemorar a Páscoa”, complementa Vinicius Tagliari, 8 anos. Maria Elisa Garbin, 10, também gosta de pintar as casquinhas para confraternizar com a família. “Fico
feliz porque solidariedade se faz com paz, amor e respeito. E assim
fizemos uma Páscoa feliz”, finaliza Paola Cristina Hintz, 9 anos.
Trote calouroso
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 Desde 2007, a FCJ incentiva o calouro a refletir socialmente, realizando o Trote Calouroso. Neste ano, o “Trote Calouroso
III – Eu e Outro – Uma consciência social” auxiliou o Hospital
Municipal São José. Oito turmas assistiram a uma palestra dada
pela direção do hospital sobre a real situação da entidade para o
município e a importância de ajudá-lo. Cada turma teve que arrecadar kits estabelecidos pelo hospital, vender camisetas, realizar
atividades de lazer para os pacientes do hospital e vender prendas
para a eleição do garoto e da garota caloura da FCJ.
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Os vencedores foram os acadêmicos de Administração de
Empresas e Negócios B, que conseguiram 15.800 pontos no total,
premiados no dia 14 de abril, no hall da FCJ. Com a arrecadação
de oito turmas, o São José recebeu 253 kits e R$ 4.940,14.
 O objetivo do evento é desenvolver uma cultura de ação social
nos acadêmicos. É alcançado totalmente quando muitas turmas
continuam ajudando as entidades. Parabéns aos calouros pela demonstração de solidariedade!
1 – Alunos da 4ª série participaram da pintura das
casquinhas. 2 – Acadêmicos de Administração de
Empresas e Negócios B venceram o Trote. 3 - Pais
e filhos unidos pela solidariedade
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Ajudando e amadurecendo
 Os alunos do terceiro ano do Ensino Médio estão dando exemplo
de amor ao próximo e amadurecendo com ações de solidariedade.
Como o Colégio Elias Moreira tem alunos bolsistas, estes, muitas
vezes, não têm condições de pagar a festa de formatura, realizada no
final do ano. Os colegas, sensibilizados, junto com o coordenador da
5ª série ao Ensino Médio, Alexandre Ari Monich, e com o professor
Anselmo Giacchero, resolveram desenvolver algumas ações durante
o ano para ajudar os colegas bolsistas.
 A primeira ação foi uma rifa com o tema “Páscoa”, com duas
cestas sorteadas. “Queremos ajudar os bolsistas”, explica um dos líderes de turma do 3º A, Sílvio Adalberto. Uma das líderes do 3º ano
B, Athais Sousa, diz que a solidariedade ajuda os alunos a amadurecer: “Sinto-me bem ajudando. A gente não faz por nós e sim
pelos outros”. Felipe Tibúrcio, também líder do 3º B, fala que ajudar é
compensador. “Ajudar o próximo é importante e vale a pena”. Athais
Sousa e Kathryn Horiane Ortiz foram as sorteadas da páscoa.
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Um futuro projeto solidário
 Alana Broch, Elizandro Sfredo, Franciele Ronchi, Jéssica Delani e Maike Fernandes, do 4º ano de Administração de Marketing,
estão desenvolvendo o Projeto Empreendedor Técnico-Científico
(PETC) na criação de uma fundação de artes. A Fundação Faz
Bem, nome criado pela equipe, pretende beneficiar crianças de 4 a
12 anos que tenham interesse em participar de aulas de teatro, música, dança e artes plásticas, mas não têm condições financeiras.
 A equipe precisa fazer um planejamento estratégico e definir
tudo o que a entidade irá precisar para funcionar. Os alunos vão
entregar o PETC apenas no final do ano, mas já criaram a marca,
a visão e desenvolveram a missão: despertar sonhos, descobrir
talentos e multiplicar o amor. A ideia da fundação partiu do grupo, que tem afinidade com artes em geral e já realiza atividades
sociais. O objetivo é desenvolver talentos, reduzir o tempo ocioso das crianças empobrecidas e ainda promover a autoestima. “A
ideia é criar um complemento na educação, dando chance àqueles
que não têm condições ou não são estimulados pela sociedade”,
conclui o acadêmico Maike.
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4 –Athais e Kathryn foram sorteadas na primeira
rifa. 5 –Terceiros anos envolvidos com a ação
solidária. 6 –Fundação de artes é tema de PTEC.
7 –.Crianças das entidades receberam as casquinhas
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