I M P R E S S O Pode ser aberto pelos Correios Nº 30 - dezembro de 2011 - gestão 2011-2012 Administradores | Agentes Fiscais da Receita Municipal | Arquitetos | Arquivistas Assessores para Assuntos Jurídicos Assistentes Sociais | Bibliotecários | Biólogos Cirurgiões Dentistas | Contadores Economistas | Enfermeiros Engenheiros | Exatores Municipais Farmacêuticos | Fisioterapeutas Físicos | Geógrafos Geólogos | Médicos Médicos Veterinários Nutricionistas | Procuradores Professores | Psicólogos Químicos | Relações Públicas Sociólogos | Técnicos em Educação Terapeutas Ocupacionais Técnicos em Comunicação Social Técnicos em Cultura Prédios públicos: uma radiografia editorial Novos tempos Mais um ano finda e outro começa, trazendo esperança de que as coisas sejam melhores. Cumpre-se um ciclo que deixa saudades dos colegas que dividiram conosco tantas jornadas e já não estão mais aqui. Um ciclo de movimentos empreendidos em busca da valorização profissional, de alguns avanços importantes e experiências além das fronteiras nacionais que expandiram o pensamento para nunca mais voltar ao tamanho anterior. Um ciclo de ações para reiterar a posição em busca do que é justo e correto e, sendo assim, igual para todos em suas especificidades. Rua Barão do Triunfo, 419, conj. 304 Fone (51) 3217-2921 – Menino Deus CEP 90130-101 – Porto Alegre – RS www.astecpmpa.com.br [email protected] Diretoria Executiva Presidente Eng. Paulo Demingos 1ª Vice-Presidente Biól. Isabel Cristina Junqueira 2º Vice-Presidente Eng. Clóvis Breda 1º Tesoureiro Eng. Carlos Adolfo Bernd 2º Tesoureiro Jorn. João Iudes Nodari 1ª Secretária Adm. Márcia Carcuchinski da Silva 2º Secretário Eng. Adriano Roque de Arruda Conselho Deliberativo Aposentados Eng. Dante Cerqueira Michele Cont. Ari Krasner Eng. João Pedro Chaves Nunes DMAE Adm. Margareta Baumgarten DEMHAB E que venham os novos tempos, nos quais as conquistas se consolidem e energias se renovem, fazendo crescer a participação em prol de todos, como mandam os princípios do associativismo. Que façamos juntos, no ano novo, com mil sócios e mais, uma Astec grande e forte, capaz de alcançar condições de trabalho sempre mais adequadas, refletindo na qualidade do serviço prestado à população de Porto Alegre. Feliz Natal e Próspero Eng. Carlos Ernesto Gallichio Friedrich Eng. Marcelo Dieterich DEP Eng. Ênio Renato Alves Júnior DMLU/SMIC Eng. José Link Barbosa SMAM Eng. Irineu Pedro Foschiera Eng. Carlos Augusto Nissola Biól. Eduardo Delgado Olabarriaga Eng. Agr. Aldenise Ceratti Lopes SMIC + SMT + SMDHSU + SMC + CMPA Arq. Denise Pickler SMOV Eng. Sérgio Luiz Brum Eng. Carlos Penha Otero Júnior Arq. Josane Gauer Vinício Lino de Freitas SMS Enf. Lurdes Maria Toazza Tura Enf. Márcia Cambraia Calixto Eng. Ricardo Z. Pulvirenti SPM Arq. Sônia Maria dos Santos Castro Arq. Selma Rubina Thomaz Conselho Fiscal Econ. Marisa Ney Santos de Pinho Adm. Vera Lúcia Broki Brasil Econ. Valdir Belbute Tiragem 1.100 exemplares Distribuição gratuita Jornalista Responsável Ruvana De Carli - DRT 5534 Fotos Arquivo Astec Edição Gráfica Paica Estúdio Gráfico | Tiba Impressão Ideograf Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da Revista. 2 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre Datas profissionais A ASTEC cumprimenta os profissionais pela passagem de suas datas. Parabéns aos colegas Técnicos que trabalham para construir uma Porto Alegre sempre melhor. 12/07 Dia do Engenheiro florestal 13/07 Dia do Engenheiro sanitarista 20/07 Dia da Amizade 11/08 Dia do Advogado 13/08 Dia do Economista 27/08 Dia do Psicólogo 31/08 Dia do Nutricionista 03/09 Dia do Biólogo 09/09 Dia do Administrador e do Veterinário 22/09 Dia do Contador 03/10 Dia do Dentista 12/10 Dia do Engenheiro Agrônomo 13/10 Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional 15/10 Dia do Professor 18/10 Dia do Médico 20/10 Dia do Arquivista 28/10 Dia do Funcionário Público 09/12 Dia do Fonoaudiólogo 11/12 Dia do Arquiteto e do Engenheiro Confira os convênios Astec confira nesta edição 4 5 8 12 14 18 20 22 23 24 25 26 Conheça os novos sócios e apresente o sócio mil Eleições complementares Núcleos Astec DMAE, SMAM, SPM e SMOV têm novos conselheiros Itália e Suíça na rota do mundo do trabalho VII Congresso Mundial de Administração e XII FIA Gestão Integrada das Águas em Porto Alegre Artigo das Eng. Daniela Bemfica e Magda Carmona Entrando na maturidade sem certidão de nascimento Prédio da SMOV e SPM faz 40 anos como retrato das condições dos prédios públicos Artigo: A perda da visão de planejamento como um todo através dos tempos Por Eng. Paulo Demingos A história do boletim epidemiológico de Porto Alegre Artigo da Enf. Lisiane Morelia Weide Acosta Dialogando com as comunidades de baixa renda Artigo do Eng. Fernando Biffignandi Artigo: O programa de monitoramento da qualidade do ar Pela Equipe de Controle e Combate à Poluição Hídrica e Atmosférica da SMAM Movimentos profissionais Plano de Carreira Notícias: Aniversário Acespa, Escalada, Essencialidade dezembro 2011 3 novos sócios Divulgue nossa Entidade. Faça como os colegas que se tornaram novos sócios: Participe da Campanha Astec em busca do Sócio Mil ASSOCIATIVISMO PARTICIPATIVO SE FAZ COM UNIÃO E PLURALIDADE Astec em busca do Sócio Mil Parabéns aos novos sócios A Astec saúda os colegas que passam a integrar o quadro de associados. ARQ. ANA MARIA GODINHO GERMANI BIÓL. ANDRÉ THIAGO DE SOUZA LANZER ADM. CELINA DE OLIVEIRA PARMEGGIANI SMAM APOS. / Previmpa ADM. LEANDRO CARDOSO DA SILVA NUNES ENG. LUCIANO SANDANHA VARELA CIR. DENT. MARIA ARLETE ELOY NASCIMENTO GPE PGM APOS. / SMS ENF. CIRCE DE OLIVEIRA A. FRANÇA SMS ENG.MARIA DA GRAÇA DA CUNHA ARQ. CLAUDIA MARIA BAPTISTA GUALDI SPM TÉC. EDUC. MARIA DE FÁTIMA SANTOS VIEIRA CONT. CLEBER MAURÍCIO FONSECA IBIAS SMF ENG. CIVIL MOEMA FELSKE LEUCK ENF. CLEBER VOLNEI SILVEIRA DE VARGAS SMS ENF. NELIA ELENAR MACHADO BIÓL. ELINÉA BARBOSA CRACCO SMS ENG. PAULO GUILHERME S. B. DA SILVA DEP SMOV DEP APOS. / FASC DMAE APOS. / SMS-HMIPV BIÓL. FLAVIO BARCELOS OLIVEIRA SMAM ENG. RODRIGO CABERLON CRUZ ENG. AGR. GABRIELA DE AZEVEDO MOURA SMAM NUTR. SIMONE KLUWE SCHIAVON ADM. GLADIS SARAIVA LIMA SMGAE ARQ. SONIA MARIA DA SILVA ARQ. GLÁUCIA ELEN RIBEIRO CAZARRÉ SMAM BIÓL. SORAYA RIBEIRO SMAM ENG. GUILHERME FLORES DA CUNHA Fº SMOV ENG. AGR. TIAGO BERND SMAM ADM. HENRIQUE SAMBRANO SMED ADM. VERA MARIA SANTOS RODRIGUES ARQ. JULIANA BARCELOS MAGALHÃES SMOV ADM. ÊNIO JOSÉ MARIANI ENF. JULIANA MACIEL PINTO 4 APOS. / SMAM SMS Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre SMED APOS. / Demhab APOS. / SMA GPE eleições complementares Núcleos da Astec têm novos representantes Foram realizadas eleições complementares em quatro dos núcleos da Astec nos quais haviam vagas: DMAE, SMAM, SMOV e SPM Margareta Baumgarten Irineu Pedro Foschiera Carlos Augusto Nissola DMAE SMAM Embora existam duas vagas no núcleo, foi eleita apenas a Adm. Margareta Baumgarten, mas os demais Técnicos se propuseram a auxiliar nas mobilizações, como já vem acontecendo, por exemplo, na campanha pela gratificação de essencialidade. Foram eleitos um titular e um suplente para a segunda vaga aberta no núcleo da Secretaria do Meio Ambiente, que conta hoje com 63 associados. A composição completa passa a contar com Eng. Irineu Pedro Foschiera e Eng. Carlos Augusto Nissola (suplente), Biól. Eduardo Delgado Olabarriaga e Eng. Agr. Aldenise Ceratti Lopes (suplente). Eduardo Delgado Olabarriaga Sérgio Luiz Brum Aldenise Ceratti Lopes Carlos Penha Otero Júnior SMOV Na Secretaria de Obras e Viação foram eleitos mais um titular e dois suplentes, completando o quadro do núcleo. Os representantes no Conselho Deliberativo são Eng. Sérgio Luiz Brum e Eng. Carlos Penha Otero Júnior (suplente), Arq. Josane Gauer e Vinício Lino de Freitas (suplente). Sônia Maria dos Santos Castro Selma Rubina Thomaz SPM Josane Gauer Vinício Lino de Freitas Na Secretaria do Planejamento foi preenchida a suplência da vaga de conselheiro, ficando a representação junto ao CD da Astec a cargo das Arquitetas Sônia Maria dos Santos Castro e Selma Rubina Thomaz (suplente). dezembro 2011 5 astec 17 anos Comemoração e homenagem aos aposentados Alta gastronomia, música dançante e homenagem aos aposentados fizeram o sucesso da Festa de Aniversário, na AABB, na noite do sábado, 2/10 Na abertura, os convidados foram brindados com a música do Eng. Dante Michele, que deu um toque muito especial ao coquetel, com repertório bastante variado. O jantar foi preparado pelo cheff Loripaulo, primeiro lugar por dois anos consecutivos, 2009 e 2010, no Escoffier – Festival Gastronômico Sabores do Sul e ofereceu um cardápio que aliou requinte e sabor. Durante o evento, foram homenageados os associados que se aposentaram entre julho de 2010 e junho de 2011: a Eng. Civil Ana Luiza Silva Carvalho e o Farm. Jair Staruck. E houve, ainda, uma homenagem surpresa, em agradecimento ao conselheiro Dante Michele, pelo muito que tem se dedicado à Astec, ajudando a torná-la uma referência entre as associações de servidores da Prefeitura de Porto Alegre. Após o jantar, foi aberta a pista de dança, em clima de grande descontração e alegria. 6 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre dezembro 2011 7 administração VII Congresso Mundial e Adm. Dione Borges de Carvalho – Correspondente da Astec no Congresso Conferencistas de peso, como o sociólogo italiano Domenico De Masi e o economista brasileiro Carlos Hilsdorf, discutiram “O mundo do trabalho: uma visão prospectiva da Administração”, tema do VII Congresso Mundial de Administração e XII FIA – Turim, Itália e Genebra, Suíça – de 10 a 14 de outubro de 2011. Assuntos específicos como a dimensão social do trabalho na globalização, o combate à pobreza e geração de emprego no mundo, assédio moral, ética, renda, entre outros, desafiaram a capacidade do Administrador e desacomodaram todos, independentemente do campo profissional, dada a abordagem transdisciplinar. A Administradora Dione Borges de Carvalho, associada da Astec e presidente da Acespa, traz um relato sobre esses grandes eventos conjugados, dos quais participaram também outros sócios de nossa Entidade 8 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre O mundo é global e nunca se falou tanto em globalização como agora. O Sistema CFA/CRAs (formado pelo Conselho Federal e Conselhos Regionais de Administração) preocupado com as questões globais e seus impactos, vem discutindo os temas globais importantes para o Brasil Sustentável e para os profissionais administradores, responsáveis, dentro da empresa, em imprimir políticas de desenvolvimento voltadas à gestão das empresas e das pessoas que as tornam entidades com vida e significado. Essas discussões ocorrem através do Fórum Internacional, que já está em sua XII edição. Também o CRA-RS, atento às inovações mundiais, criou o Congresso Mundial de Administração – cuja primeira edição ocorreu em 2004, na cidade de Gramado/RS/ Brasil; em 2005, em Nienburg/Alemanha; em 2006, novamente em Gramado; em 2007, em Coimbra/Portugal; em 2008, em Porto Alegre; em 2010, em Quebec/Canadá e, em 2011, em Turim/Itália e Genebra/Suíça, além de já ter promovido missões empresariais, como a da China, em 2009. E foi com este olhar que aconteceram o VII Congresso Mundial de Administração e XII FIA, realizados pelos Conselhos Federal (CFA) e Regionais (CRA-RS e CRA-RJ), através de convênio com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Genebra, e Faculdade de Economia e Negócios da Universidade de Turim. Também com apoio da OIT-Brasil, Organização Latinoamericana de Administração-OLA, PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Centro Internacional de Formação-CIT/OIT-Itália. Cerca de duzentos brasileiros, dos quais alguns associados da Astec, a partir dos Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho fixados pela OIT, estiveram entre os que mergulharam no universo do trabalho para refletir sobre suas práticas, em especial, aquelas que devem ser eliminadas, tais como o trabalho escravo, o trabalho infantil e o assédio moral, entre outras. O Pacto Global pelo Emprego, defendido pela Organização das Nações Unidas – ONU, e a Ética no Trabalho também estiveram em pauta. Os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, aprovados na 86ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, em junho de 1998, defendem “a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva; a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório; a abolição efetiva do trabalho infantil; a eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão”. Já o Pacto Global pelo Emprego (G20) visa à comunidade empresarial internacional no sentido de buscar o crescimento equilibrado com respeito ao meio ambiente, aos direitos humanos e combate à corrupção. O trabalho decente e a sustentabilidade não devem ser excludentes. Paradoxo? Não. O equilíbrio é possível! Visitas técnicas Durante o evento, os participantes tiveram oportunidade de par- XII Fórum Internacional Em Turim, da esq. para a dir., os Adm. associados à Astec: Walter Lemos, Ana Amélia Garcia, Sônia Vaz Pinto, Secretária da Administração de Porto Alegre, Ieda Maria Baldi Ribeiro, Ruy Baratz, Dione Borges de Carvalho e Julio Arantes ticipar de visitas técnicas programadas com o objetivo de novos conhecimentos e troca de experiências. Em Turim, na Itália, dentre outras, houve visita à fábrica da Indústria de automóveis FIAT, com rígido protocolo, sendo proibido tirar fotografias. Foi possível observar o processo produtivo de dois modelos de automóveis, onde o uso de robôs é deveras interessante. Os robôs fazem o trabalho repetitivo e de precisão, evitando o trabalho humano sem penso, que Charles Chaplin alertava no filme ”Tempos Modernos”. Em tempo real, os visitantes acompanharam a fabricação de um automóvel, modelo Mito. Em Genebra, foi possível visitar a OIT e a ONU. Organização Internacional do Trabalho – OIT: agência ligada à ONU, é especializada nas questões do trabalho e tem representação paritária de governos de 182 Estados-membros, de empregadores e de trabalhadores, com sede em Genebra, e colabora com a ONU desenvolvendo políticas e programas para ge- ração de empregos dignos e no combate à eliminação da pobreza. Com essa agenda específica, busca fazer reflexões em várias instâncias, tanto públicas como privadas, bem como no Legislativo e Judiciário, sobre o tema. Seus representantes afirmam que a prática do trabalho decente potencializa as empresas para maior concorrência internacional e desenvolvimento socioeconômico. Aos empresários (e governos), recomenda programas para promoção de salários dignos e proteção social, com o objetivo de assessorar empresas internacionais a adotarem as diretrizes dos direitos humanos fundamentais básicos, assessorando na transformação de normas sociais corporativas. A OIT visa uma cultura ética na empresa e pode auxiliar em diferentes problemáticas como gênero, exploração do trabalho infantil, capacitando jovens para ingressarem no mercado de trabalho em idade adequada. Organização das Nações Unidas: rígido protocolo de entrada, semelhante ao de aeroportos. Foi possível conhecer a estrutura dezembro 2011 9 administração e as atividades desta organização internacional, cujo objetivo é tratar dos direitos humanos, progresso social, desenvolvimento econômico, direito e segurança internacional e a promoção da Paz Mundial. A riqueza histórica e artística do Palácio das Nações Unidas impressiona. É grandiosa. O palácio é muito imponente, como se exigisse do mundo, um curvar-se. Os salões onde se reúnem os líderes mundiais são imensos. A Arquitetura é imponente, mas o mundo necessita é que esta imponência seja o símbolo da responsabilidade de seus representantes que se utilizam dessa estrutura física para pensar ações que favoreçam a humanidade, trazendo dignidade e paz. O somatório das forças reunidas na ONU, por proposições sociais, que agreguem importantes feitos à humanidade foi o que a minha mente associou com a grandeza da estrutura física. A luta contra a centralização da riqueza e a manutenção da ignorância deve ser trabalho permanente de todos os que ali trabalham e se reúnem e de todos nós. As obras de arte também me impressionaram. São doações artísticas efetuadas por paises membros. Dentre os papéis cumpridos pela arte, está o de representar e eternizar movimentos sociais, o avanço das eras e o caminhar da humanidade em seus diferentes ciclos e épocas. O congresso mundial de Administração estava a pensar o mundo do trabalho e, à medida que avançávamos a cada obra artística, me veio à memória nosso grande Cândido Portinari, que retratou muito bem o mundo do trabalho em “Café” – 1934, onde a figura humana foi esculpida de forma robusta, com mãos e pés gigantes, chamando a atenção para a terra e para o trabalho. Ainda em 1941, pintou os painéis para a Library of Congress – Biblioteca do Congresso de Washington D.C., nos Estados Unidos, e, em “ Descobrimento”, o artista mostra, novamente, a importância e respeito que tinha pelos trabalhadores. A arte nos traz beleza e lições imperceptíveis, em cores e tons. Além das visitas técnicas, o tour pelas cidades do Congresso possibilitou a integração dos congressistas com Turim e Genebra, suas histórias, arte e arquitetura. Sentir o pulsar de cada uma das cidades, a dinâmica de seus povos, suas glórias, antepassados, conquistas, desenvolvimento, tecnologia permitiu-nos sentir a vida no seu curso! Conhecer o mundo é desmistificar a tendência de achar que “lá fora” há coisas melhores. Sim, há mais educação, mais saúde, elevados IDHs – Indicador de Desenvolvimento Humano, ou seja, mais qualidade de vida! Mas, principalmente, é constatar que temos um País maravilhoso e, como diz nosso Hino Nacional, “... povo heroico...”, alegre e com disposição para fazer as transformações necessárias para que “sirvam nossas façanhas, de modelo a toda Terra”, de acordo com o Hino Rio-Grandense! A presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Satadtlober, desafiou os participantes a inquietarem-se para, assim, descobrirem novas e melhores práticas para atender à democracia e às questões vivenciais da sociedade moderna no mundo do trabalho. E o Adm. Wagner Siqueira, Presidente do CRA-RJ, instigou olhar os paradoxos e acelerar pois o pensamento que gera as mudanças tem sido muito lento se comparado à velocidade da tecnologia. O ser humano deve se apropriar e dominar as tecnologias para delas extrair um mundo melhor. O Congresso nos fez refletir sobre o significado da palavra trabalho, ou Tripalium (do latim “tri” – três e “palus” – pau), ou seja, “três paus”, instrumento romano de tortura de escravos. Quando é usada a expressão “solto às seis” para definir o horário de trabalho, isto remete a uma inconsciente referência à escravidão – castigo. No século XXI, o trabalho já deveria ser assimilado e compreendido como oportunidade, além do sustento econômico e de trocas e autoconhecimento à medida que nos defrontamos com diferentes culturas e modos de proceder. Oportuniza o exercício das competências técnicas e interpessoais. Alguns Encaminhamentos O Sistema CAF/CRAs, através do Presidente, Adm. Sebastião Mello, prometeu esforços no sentido de promulgar os direitos fundamentais do trabalho decente nas organizações e a valorização do Administrador nestas transformações, e Wagner Siqueira do CRA-RJ alertou para a necessidade de romper paradigmas, pois o Administrador tem papel estratégico como agente de transformação social, ambiental e do trabalho a fim de garantir sua efetiva e necessária participação nos processos de transformações sociais e éticas, conclamando-o, a rever práticas tais como a de gerir o trabalho como mero feitor do capital e do trabalho. O trabalho do Administrador como gestor de pessoas (os trabalhadores), ganhou 10 destaque e responsabilidade no trabalho decente. O gerenciamento responsável e ético, com foco nas transformações sociais, observando a economia local e o mercado global sem esquecer-se das questões sustentáveis num mundo cada vez mais interdependente, é seu desafio maior. Cabe-lhe a tarefa de chamar a atenção para que o Princípio Constitucional da Eficiência seja cumprido na sua plenitude! Para tanto os organizadores efetuaram importante parceria com a OIT no sentido de capacitar os Administradores interessados. Por fim, ao analisar informações recebidas sobre hábitos dos habitantes europeus visitados, em uma reflexão pessoal sobre a condição brasileira, compreendi Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre que uma das nossas maiores caracteristicas é nosso maior problema: a FLEXIBILIDADE, pois esta tem gerado falta de disciplina, necessária em todas as realizações humanas. Precisamos aproveitar melhor nosso potencial, minimizando a indisciplina. Portanto, vamos à luta, digo ao trabalho, já que luta lembra guerra, que lembra eliminação do outro. Entretanto é inclusão, trabalho em equipe, estudo permanente e cooperação, os elementos necessários nos diferentes ambientes em que transitamos. Elementos estes que a equipe organizadora do Congresso Mundial (tanto do Brasil como do exterior) demonstrou na prática cotidiana e bastidores do evento. E que todos nós, cidadãos, devemos buscar equilíbrio entre trabalho, lazer. Ideias centrais do Congresso Mundial de Administração e recomendações Domenico De Masi geração de emprego – É necessário colocar o emprego e a proteção social no centro das preocupações. Através das palestras proferidas, observou-se, felizmente, que o mundo está preocupado em construir políticas públicas que garantam a geração de emprego e do trabalho decente, com leis protetivas ao trabalhador, e fortalecimento da ordem jurídica. formas utilizadas para realizar o trabalho também foram palco de discussão. O trabalhador precisa ser mais criativo, e o mundo pós-industrial exige novas práticas, as quais hoje ainda são as mesmas da era industrial. O ócio criativo foi recomendado como uma das formas de criar o novo mundo, conforme preconiza o palestrante italiano Domenico de Masi. trabalho decente – eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório; abolição do trabalho infantil; eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão e do assédio moral que humilha e deprecia. Para este último item, recomendou-se a criação de instâncias de mediação interna para ouvir a vítima e o autor do assédio moral de forma segura e estipular sanções aos autores nas cláusulas de contratos de trabalho. Importante destacar neste tema que a ASTEC já teve como bandeira a campanha “Não ao Assédio Moral”, onde utilizou as práticas de mediação recomendadas nesse VII Congresso Mundial, quando recebia denúncias de servidores associados e as mediava junto à Administração Municipal. Carlos Hilsdorf a crise mundial de 2008 – constatação de que o mundo está mal administrado. Uma notícia publicada recentemente, pós-Congresso revela que, segundo dados do MEC em 2010, o curso de Administração é o que tem maior número de estudantes no Brasil (705.690) e, segundo o Secretário de Educação Superior do MEC, Luiz Claudio Costa, “isso não é bom para o desenvolvimento do país, nem vantajoso do ponto de vista social e econômico. Temos que continuar trabalhando por meio de mecanismos de oferta que incentivem a criação de novos cursos e permitam ao aluno ter melhor visualização das vagas disponíveis”. A conclusão do Congresso Mundial de que a crise mundial de 2008 se deve à má administração do mundo, é uma importante reflexão a ser feita. O Brasil forma os profissionais da Administração e tem muito espaço para estes profissionais ocuparem. Basta olhar o número total de empresas brasileiras – comércio, indústria, serviços, terceiro setor, empresas públicas! E as áreas reservadas a esse profissional possuem amplitude. De acordo com a Lei 4.769/65 são áreas dos profissionais de Administração: Planejamento, Gestão de Pessoas (RH em todos os subsistemas), finanças, marketing, administração de materiais, patrimoniais e de produção. O que de fato se precisa é estimular as empresas a colocarem estes profissionais nas áreas adequadas e darlhes a devida importância e remuneração. julho 2011 11 artigo técnico Gestão Integrada das Águas Daniela Bemfica – Eng. Civil – Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental – serv. da Div. de Obras e Proj. do Dep. de Esgotos Pluviais (DOP/DEP) A gestão das águas urbanas em Porto Alegre é de responsabilidade do Departamento de Esgotos Pluviais – DEP (drenagem urbana) e do Departamento Municipal de Água e Esgotos – DMAE (abastecimento de água e esgotamento sanitário), ambos órgãos de primeiro escalão do Poder Executivo Municipal. Entretanto, enquanto o DEP faz parte da administração direta do município, tendo seu orçamento vinculado ao das demais secretarias municipais, o DMAE é uma autarquia, com autonomia jurídica e orçamentária. Historicamente, o DEP teve origem em uma divisão do DMAE, tornada independente em 1973. Desde então, os dois órgãos têm trabalhado separadamente, apesar da grande afinidade existente entre suas atribuições. Ambos desenvolveram, ao longo das décadas, o planejamento de ações em suas respectivas esferas de atuação. Porém, os maiores investimentos em obras de infraestrutura sempre foram feitos pelo DMAE, cuja autonomia orçamentária lhe permite dispor livremente dos recursos arrecadados por meio da tarifação de seus serviços. O DEP, por depender totalmente da liberação de verbas por parte da administração centralizada e não dispor de arrecadação própria, sempre teve que trabalhar com recursos mais escassos. Apesar da histórica escassez de verbas, a partir de 1999 o DEP iniciou uma nova fase no planejamento da drenagem urbana em Porto Alegre, por meio da elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDrU). Em uma primeira etapa, 12 foi firmado um convênio com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), para avaliação de seis bacias hidrográficas piloto. Os sistemas de macrodrenagem dessas bacias foram simulados, para diferentes cenários de ocupação do solo, permitindo a detecção dos principais pontos críticos de alagamentos e a análise de possíveis soluções para os problemas verificados. Considerando aspectos econômicos, técnicos e práticos (como, em alguns casos, a falta de espaço físico para a ampliação de canalizações), as soluções apontadas tiveram como base, principalmente, o uso de dispositivos de controle de escoamento, isto é, o conceito de amortecimento das vazões de pico e de não-transferência dos efeitos da urbanização para jusante. Para dar início à implementação das medidas de controle definidas na primeira etapa do PDDrU, o DEP priorizou a bacia do Arroio da Areia, por ser essa a única região da cidade na qual ocorrem sistematicamente mortes em função de alagamentos. A solução proposta para essa área foi a implantação de onze reservatórios de amortecimento de cheias, bem como a ampliação de diversos trechos de condutos. O PDDrU considerou, inicialmente, a implantação de estruturas de detenção a céu aberto, com taludes gramados, a maioria delas localizada em praças ou outras áreas públicas. O primeiro grande desafio encontrado pelo DEP foi a não aceitação das medidas Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre definidas no PDDrU por parte da SMAM (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), em função da necessidade do uso de praças públicas para implantação das bacias de detenção. Nesse aspecto, a SMAM recebeu amplo apoio da população local, bastante contrariada pela sua não participação na elaboração do PDDrU. Foi muito questionada pela população local a presença de esgoto cloacal na rede pluvial, o que poderia inviabilizar, em tempo seco, o uso da área para lazer, em função de uma possível contaminação do solo. Já, por parte da SMAM, sequer foi aceito o conceito de usos múltiplos para as praças. Após amplas discussões entre DEP, SMAM e moradores locais, incluindo a realização de audiências públicas na região, houve uma alteração da solução originalmente proposta, sendo previstas agora estruturas de detenção fechadas, em concreto. Além disso, ocorreram negociações com o DMAE para que a implantação de rede separadora absoluta na região, prevista inicialmente para um prazo de dez anos, fosse realizada concomitantemente à execução das obras de drenagem. Tais alterações acarretaram uma elevação considerável dos custos inicialmente previstos. Considerando-se apenas a diferença de valores entre os reservatórios abertos em grama e fechados em concreto, tem-se um incremento da ordem de 300%. Deve-se somar a isso o custo excedente em função da antecipação da implantação de rede separadora absolu- em Porto Alegre Magda Carmona – Eng. Civil – Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental – serv. da Div. de Obras e Proj. do Dep. de Esgotos Pluviais (DOP/DEP) ta na sub-bacia hidrográfica, totalmente assumido pelo DMAE. A disponibilização de verba para implantação das ações previstas pelo PDDrU é outra dificuldade enfrentada. Até o momento, cerca de dez anos após a conclusão dos estudos do Arroio da Areia, apenas três dos onze reservatórios originalmente previstos foram efetivamente implantados, sendo que dois deles foram executados como contra-partida por novos loteamentos na região. O primeiro dos reservatórios previstos para as áreas de praças foi recentemente executado pelo DEP. Trata-se de uma estrutura fechada, em concreto, localizada na Praça Celso Luft, cuja operação ainda é questionada pela população local. Apesar da estrutura já estar concluída, os condutos de macrodrenagem afluentes ainda não foram conectados, pois a rede separadora absoluta dessa bacia hidrográfica ainda está sendo implantada pelo DMAE. Atendendo aos condicionantes definidos na etapa de licenciamento ambiental, o reservatório de detenção só poderá efetivamente entrar em operação quando da conclusão das obras de esgotamento sanitário. Concomitantemente às ações desenvolvidas no nível municipal, em 2007 foi aprovada a Lei Federal 11.445, conhecida como “Lei do Saneamento”, que estabe- lece as diretrizes para a política federal de saneamento básico. As principais inovações introduzidas são a obrigatoriedade de elaboração de planos diretores de saneamento e o respeito ao princípio do controle social, com ampla participação da sociedade no planejamento do sanea mento ambiental. No caso de Porto Alegre, a Lei do Saneamento está sendo atendida por meio da elaboração de planos setoriais, de responsabilidade do DMAE (abastecimento de água e esgotamento sanitário), DEP (drenagem urbana) e Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU (resíduos sólidos). Infelizmente, apesar das exigências legais, tais estudos estão sendo feitos de forma totalmente independente, não levando em consideração as várias interfaces existentes entre as diversas áreas do saneamento. Isto se deve, sobretudo, ao fato de que os três departamentos responsáveis pela gestão do saneamento na cidade são totalmente autônomos, com estruturas organizacionais e disponibilidade financeira bastante diversas. Enquanto o DMAE dispõe de um amplo quadro técnico e autonomia para aplicar seus recursos financeiros, DEP e DMLU são órgãos menores, totalmente dependentes da liberação de verbas por parte da administração centralizada. Sendo assim, os Planos Direto- res são elaborados separadamente, de acordo com a disponibilidade orçamentária de cada órgão, o que dificulta consideravelmente a sua interligação. A falta de um planejamento integrado do saneamento em Porto Alegre é uma barreira que deve ser urgentemente vencida, conjugando esforços de DEP, DMAE e DMLU, com vistas não só ao atendimento da legislação vigente, mas, sobretudo, a evitar problemas como o verificado na bacia do Arroio da Areia, em que uma obra de drenagem já concluída pelo DEP não pode entrar em operação por falta de redes de esgotamento sanitário na região. Cabe ressaltar que essa integração é necessária não apenas no âmbito de planejamento, como também na operação e manutenção do sistema de saneamento na cidade. Um dos principais motivos da oposição da população à implantação de reservatórios de amortecimento de cheias na cidade, quer sejam em áreas de praça ou em locais especificamente destinados para essa função, é a excessiva presença de lixo na macrodrenagem, bem como de efluentes sanitários oriundos de ligações clandestinas, até mesmo em regiões onde existem redes coletoras do DMAE. Esse é um sério problema que deverá ser gradualmente solucionado por meio de ações conjuntas entre os três órgãos envolvidos. julho 2011 13 condições de trabalho Prédios públicos: uma radiografia O ambiente de trabalho interfere na qualidade dos serviços prestados à população 11.11.11 pode parecer aos mais supers- Entretanto, seria precipitado abrirem-se as baterias con- ticiosos uma data carregada de tra esse ícone da arquitetura dos anos 70, como se fosse simbolismo e possibilidades. Mas, crenças à parte, no dia uma exceção. Ao contrário, ele é a mais pura expressão do em que completou 40 anos de existência, o prédio que abandono enfrentado pela maioria dos prédios públicos, abriga as Secretarias de Obras e Viação e do Planejamen- sejam municipais, estaduais ou federais. A falta de docu- to Municipal vê poucas mudanças no horizonte. A mais mentação é apenas um dos aspectos desses locais, desti- significativa é a possbilidade de finalmente obter o habi- nados a atender os contribuintes através do serviço público. te-se, dando fim a um paradoxo histórico, já que é a SMOV Na edição 27, de junho de 2010, a Revista da Astec a responsável pela emissão desse documento para todos abordou o tema das condições de trabalho em diversas os prédios da capital. áreas da PMPA. Agora, voltamos ao assunto, examinando Cássio Trogildo – SMOV 14 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre o exemplo emblemático do prédio da avenida Borges de por lasca e manchas e pistas dos estragos feitos pelos Medeiros, 2244, que acalenta a expectativa de que este- cupins são alguns dos itens de uma imensa lista de pro- ja próxima uma reforma de porte que, se não devolver a blemas que tornam desagradável e podem comprometer condição dos dias em que foi inaugurado, estabeleça pe- a qualidade do trabalho prestado à população. Mais pre- lo menos um ambiente com condições físicas minimamen- ocupante é a falta de segurança da rede elétrica, assusta- te adequadas para convivência e trabalho. dora quando se pensa que é neste lugar que se encontra Hoje, andar pelos corredores continua provocando a a história das obras de todos os prédios de Porto Alegre mesma sensação ruim de descaso: chapas faltando no te- – uma memória em montanhas de papel acumulado so- to, persianas estragadas, sanitários interditados, mobília bre prateleiras, ao longo de anos, que vai se perdendo quebrada, divisórias em constante movimento decoradas com a deterioração dos documentos. dezembro 2011 15 condições de trabalho 16 Mas, há perspectivas de mudanças consideráveis. De aprovaçãod e projetos. Ele explica que a tentativa anterior acordo com o Secretário de Obras, o projeto está em fase de digitalização não funcionou. Há dois anos, estourou a de elaboração de edital e as melhorias vão envolver a mo- previsão de espaço para armazenamento dos duzentos e dernização dos elevadores, que vão subir um andar a mais, setenta mil processos de arquivos vivos, quando o proce- atingindo o sétimo pavimento, e devem adequar o edifício dimento correto é estancar a produção de arquivos físicos ao PCCI – Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio. e passar a tramitá-los em meio digital. “A questão não é Cássio Trogildo destaca, também, que o programa de in- digitalizar, mas gerenciar o arquivo”, ressalta o Secretário. formática prevê cerca de cem novos computadores, aten- A Secretaria do Planejamento tem outra frente que dendo exigência do PDM – Programa de Desenvolvimento busca “qualificar o ambiente para dar ânimo e empolga- Municipal de melhoria no gerenciamento do processo de ção aos servidores e aos cidadãos que utilizam o serviço”. Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre Quem explica é o titular da pasta. Marcio Bins Ely lista, entre outras modificações. com entusiasmo, as medidas que estão sendo implanta- Os servidores que já experimentam algumas das alte- das: terminais informatizados; renovação do mobiliário; rações comemoram a melhoria das condições de trabalho processo para reposição funcional; remodelagem da bi- e esperam que este seja o sinal de que, após 40 anos, blioteca e da mapoteca, com dois bibliotecários; testagem acontecerá uma verdadeira adequação do ambiente que de um novo sistema de processos através de chip (gratui- o habite-se virá, indicando que o prédio da SMOV e SPM to para mil processos); ampliação da sala do plano diretor está finalmente a tornar-se um ícone para os demais lo- que, há 25 anos tem as mesmas cadeiras e gavetas sem cais de serviço público. Por enquanto, ainda há muito que chaves; novo espaço para a Asplan (Associação dos Fun- necessita ser adequado para que se atinja um mínimo de cionários do Palnejamento), com o dobro do tamanho, qualidade naquele espaço. Marcio Bins Ely – SPM dezembro 2011 17 artigo A perda da visão global de planeja Eng. Paulo Demingos – Secretaria do Planejamento Municipal – Especialista em adm. pública – Mestre em engenharia e tecnologia de materiais Em 1º de dezembro de 1975, com a Lei nº 4.050, foi criada a Secretaria do Planejamento Municipal de Porto Alegre – SPM. A partir de então, a SPM passou a desempenhar o que até esse momento era realizado pelo GAPLAN – Gabinete Municipal de Planejamento e Coordenação. Portanto, suas atribuições passaram a ser a coordenação dos planos e programas de trabalho elaborados pelas diferentes unidades administrativas; promover a integração, num plano global de governo, dos serviços atribuídos às autarquias municipais; opinar sobre alterações na estrutura administrativa municipal (no caso destas afetarem a coordenação do planejamento integrado); proporcionar o entrosamento das atividades municipais com os serviços de competência de outras esferas do poder público a fim de evitar ações paralelas; coordenar convênios e suas interações com o governo municipal, tendo o propósito de mensurar seu alcance global e de incorporá-los em ações planejadas governamentais; analisar orçamentos do Estado e União sugerindo providências relativas à sua aplicação na área do município; manter contatos com entidades ou organismos financeiros nacionais e internacionais; coordenar estudos ou projetos, obras ou serviços enquadrados no plano geral do governo, inclusive na área metropolitana. Entre estas competências, ainda temos que ressaltar as que estavam ligadas diretamente ao orçamento do município. Dentro dos limites da estimativa de receita e de programação financeira de desembolso, de competência da Secretaria da Fazenda, a SPM elaborava as propostas anuais de orçamento e planos plurianuais da administração centralizada do município, e promovia sua consolidação com os das autarquias municipais. Coordenava, ainda, os pedidos de créditos adicionais, condicionando-os ao parecer e aos recursos apontados pela Secretaria Municipal da Fazenda, e elaboração dos competentes projetos, além de exercer o controle da execução orçamentária no que respeitava ao cumprimento dos programas de 18 trabalho, realização de obras e prestação de serviços. Reunia, também, e sistematizava, dados estatísticos municipais, elaborava o plano geral do governo municipal, compatibilizando-o com as políticas nacional, estadual e metropolitana de desenvolvimento e coordenava a sua execução. Entre as atribuições, destacava-se, contudo, o desenvolvimento, elaboração (no conceito estratégico), planejamento e controle do uso do solo do município, considerando-se os aspectos sociais, eco- Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre nômicos, urbanísticos e ecológicos. Na década de 70, o município de Porto Alegre vivia tempos de grandes mudanças urbanísticas e construção de magníficas obras. O prédio da Secretaria Municipal de Obras e Viação – SMOV havia sido inaugurado em 11 de novembro de 1971, considerado como um exemplar da arquitetura modernista de Porto Alegre, considerada perfeita para abrigar a sede da então recém-criada Secretaria do Planejamento Municipal. mento ao longo do tempo No início dos anos 90, iniciou-se um processo de desmantelamento da SPM, que dura até hoje. A SPM, nos últimos 20 anos, perdeu o planejamento e controle da execução orçamentária e tem sido, gradativamente, transformada em mera fiscalizadora do Plano Diretor. Além disso, está sendo, pouco a pouco, destituída dessa atribuição quando os pareceres das “comissões”, criadas pela atual gestão, desconsideram as necessidades urbanísticas apontadas pela Secretaria. Esse fato ocorre porque há detrimento das necessidades individuais de outras secretarias, assim como as regiões de planejamento focam apenas para si e não para o todo. Perdeu-se, portanto, a visão de conjunto, visão de um município integrado, não apenas entre suas regiões, mas como um único organismo em consonância, inclusive com a região metropolitana. A intersetorialidade não existe. É cada um por si. Cada secretaria cuida de seus interesses e necessidades, deixando o cidadão muitas vezes aborrecido pela falta de planejamento. Em um dia pavimentam uma determinada rua e, no outro, abrem valas sobre essa pavimentação para o lançamento de redes de água. Pla- nejamento esse a que antes se estava acostumado, planejamento que era claro e de fácil entendimento, além do lógico. As diversas atribuições que um dia pertenceram à SPM hoje compõem os famosos “puxadinhos” do gabinete do prefeito. Para esses gabinetes ligados ao gabinete do prefeito foram levados o orçamento, o planejamento estratégico, gestão e acompanhamento, coordenação política, acessibilidade, mobiliário urbano, Secretaria da Copa, entre outros. Hoje, a SPM praticamente se resume em fornecer informações sobre o Plano Diretor elaborado quase que praticamente na Câmara Municipal, já que os vereadores apresentaram cerca de 400 emendas; aprovar projetos de parcelamento do solo, isso quando esses não são encaminhados às comissões, que têm parecer superior ao da SPM. Agora a moda é a implantação do Instituto de Planejamento Urbano, para o planejamento de políticas de desenvolvimento permanente, ou seja, o dito Instituto fará aquilo que um dia a SPM já fez e que, aos poucos, ao longo de anos e de governos, foi-se perdendo. A criação do Instituto está estabelecida no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental – PDDUA, aprovado pela Lei Complementar 434/99 e alterada pela Lei Complementar 646/10, que em seu artigo 154, no parágrafo XVIII estabelece o prazo de 12 meses para sua criação, assim como no artigo 161, parágrafo III, estabelece o mesmo prazo para a reestruturação da Secretaria do Planejamento Municipal. Quanto a figura jurídica de como ele será (fun- dação?, autarquia?, empresa pública?) não importa. O que parece ser de suma importância é o fato de que tenha um mínimo de cargos e, se possível, cargos de “confiança”. Um “cabidão” de empregos, e quem sabe, mais um puxadinho para o governo ter cada vez mais autonomia de fazer o que bem entender, sonho de todo gestor. Enfim, qual é a necessidade da existência desse novo órgão governamental. Caso necessário, qual o objetivo que esse Instituto deveria ter, e qual será sua legitimidade? Será menos político e mais técnico? Conseguirá retomar a visão do todo do município? Coordenará ações entre os demais órgãos da Prefeitura? O Instituto não necessariamente tem que elaborar e controlar a execução orçamentária, mas deverá, por ter uma visão única municipal, orientar quanto a algumas diretrizes de prioridades de investimentos em infraestrutura procurando, assim, integrar regiões em desenvolvimento com as mais desenvolvidas de Porto Alegre, bem como sua região metropolitana. Mas, nem tudo está perdido. Há esperança, e o instituto de Planejamento Urbano parece ser uma luz no final do túnel para esse caos urbanístico, onde se reflete de forma desordenada de ocupação e caótica na mobilidade urbana. A criação de um Instituto, com a qualificação de seus profissionais, a participação ativa da sociedade e com servidores municipais comprometidos parece ser, além de provável única saída, inevitável. O Instituto deverá ultrapassar gestões, criar cenários futuros, independente das políticas públicas no momento de uma ou outra gestão. Deve ser indiferente aos inte resses políticos de qualquer gestão. Aliada à criação do Instituto, a reestruturação da SPM, não apenas organizacional, mas também de toda sua infraestrutura, poderá retomar para a nossa cidade um caminho de desenvolvimento planejado, não de momentos históricos (Copa 2014), nem políticos, mas um planejamento de futuro, que considere os aspectos social, econômico, urbanístico e ambiental, um planejamento para além de uma gestão, feito por en genheiros e arquitetos de hoje para as gera ções de porto-alegrenses de amanhã. dezembro 2011 19 artigo A História do Boletim Epide Lisiane Morelia Weide Acosta – Enfermeira da EVDT O Boletim Epidemiológico foi reconhecido pelo controle social de Porto Alegre, seu Conselho Municipal de Saúde, como Prêmio Destaque em Saúde 2011 – Categoria: Gestão em Saúde. Compartilhando esta informação com os demais servidores técnicos, lembramos que ele é fruto de uma equipe que, desde a sua formação inicial no ano de 1994, na municipalização da Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis (EVDT), teve a visão da importância de uma comunicação ativa com a população e profissionais de saúde através da publicação do primeiro Boletim, em abril de 1996. A publicação do Boletim Epidemiológico de Porto Alegre tem como objetivo a retroalimentação das notificações compulsórias recebidas pelos diversos profissionais de saúde, população e instituições de saúde da cidade. Retroalimentação em forma de informação em saúde, com análises das situações em diversos agravos e enfoques, buscando socializar o conhecimento e embasar políticas públicas em saúde no município. Por sua importância, a publicação do Boletim se manteve, de forma trimestral, desde 1996, com algumas pequenas interrupções, como em 1998, e com menos edições em alguns anos. Interrupções estas mais fruto de uma dificuldade de fluxo de licitação do que de um desejo da EVDT. Ao agradecer este reconhecimento tão gratificante para quem luta em defesa de um Sistema Único de Saúde, em especial de ações de vigilância que atingem toda a população da cidade, independente de ter ou não outros planos de saúde, os profissionais da EVDT, enfermeiras, veterinárias, médicos, técnicos e auxiliares de enfermagem, assim como estagiários de diversas formações, sentem-se honrados pelo trabalho que realizam. Para ilustrar esta trajetória, listamos alguns fatos históricos registrados nos 15 anos desta publicação: Implantação da Vigilância Epidemiológica das Hepatites Virais – no 1º Boletim 1996 20 Análise da vigilância da Leptospirose e vigilância ambiental – no 1º Boletim 1996 Divulgação do Novo Calendário de Vacinação no Rio Grande do Sul – 2º Boletim 1996 Série Histórica da Mortalidade em Porto Alegre dos anos de 1981 a 1995 – 3º Boletim em 1997 Perfil Epidemiológico dos casos de AIDS de 1983 a 1996 – 3º Boletim em 1997 Análise da Doença Meningococcica em Porto Alegre – 4º Boletim em 1997 Informação sobre o SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos em Porto Alegre – 1995 – 4º Boletim em 1997 Implantação do Programa da Dengue em Porto Alegre – 5º Boletim em 1999 Introdução da vacina contra o Haemoplhilus Infuenza – 5º Boletim em 1999 Relato da Epidemia de Sarampo em 1997 – 5º Boletim em 1999 Vigilância da Gripe – 6º Boletim em 2000 História da implantação do SINANTUBERCULOSE em Porto Alegre – 7º Boletim em 2000 Análise dos Eventos Adversos de Vacinas de 1998 a 1999 – 7º Boletim em 2000 1ª Campanha Nacional da Vacinação do Idoso para influenza – 8º Boletim em 2000 Diagnóstico Laboratorial de Meningites Bacterianas – 8º Boletim em 2000 Análise Histórica dos casos de Varicela – 1995 a 2000 – 9º Boletim em 2000 Controle epidemiológico da Rubéola – 9º Boletim em 2000 Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas – 10º Boletim em 2001 Diagnóstico Molecular do Vírus da Hepatite C (HCV) – 10º Boletim em 2001 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre A situação da esquistossomose no município de Porto Alegre – 11º Boletim em 2001 A co-infecção TB-HIV no município de Porto Alegre – 12º Boletim em 2001 Relato de Possíveis Casos Agudos de Hepatite C – 13º Boletim em 2001 Vacina contra a Hepatite B para Adolescentes – 13º Boletim em 2001 Vigilância epidemiológica da AIDS – municipalizada em 2001 – 14º Boletim em 2002 Campanha de vacinação contra Rubéola para mulheres em idade fértil – 15º Boletim em 2002 Os vetores da Dengue em Porto Alegre – 15º Boletim em 2002 Amigo da Epidemiologia – 15º Boletim em 2002 Impacto da Vacina do Haemophilus Influenza do Tipo B nas meningites bacterianas em Porto Alegre – 16º Boletim de 2002 Surtos de Doenças de Transmissão Alimentar: a Importância da notificação – 16º Boletim de 2002 Perfil dos Serviços de Terapia Renal Substitutiva de Porto Alegre – 16º Boletim de 2002 Alerta sobre transmissão autóctone de Leishmaniose Cutâneo Mucosa no município de Porto Alegre. 17º Boletim de 2002 Vigilância Epidemiológica da Gestante HIV + e Criança Exposta em Porto Alegre – 17º Boletim de 2002 Estratificação de risco para transmissão autóctone de Dengue em Porto Alegre – 18º Boletim de 2003 Síndrome Respiratória Aguda Grave – 19º Boletim de 2003 Análise do Programa de Monitorização das Doenças Diarreicas Agudas – 19º Boletim de 2003 Implementando a Vigilância Epidemiológica da Raiva Humana e Animal em Porto Alegre – 20º Boletim de 2003 Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos – 20º Boletim de 2003 miológico de Porto Alegre Leishmaniose Tegumentar Americana em Porto Alegre – 21º Boletim de 2003 Identificação da fauna de flebotomíneos em função de casos autóctones de leishmaniose – 21º Boletim de 2003 Vigilância Epidemiológica da Sífilis Congênita em Porto Alegre – 21º Boletim de 2003 Curso Básico de Vigilância Epidemiológica (CBVE) – 21º Boletim de 2003 Alerta Epidemiológico Coqueluche – 22º Boletim de 2 Triatomíneos e grau de infectividade do município de Porto Alegre, RS – 23º Boletim de 2004 Atendimento Anti-rábico humano: acidentes com morcegos – 25º Boletim de 2005 A investigação epidemiológica da Coqueluche em Porto Alegre – 25º Boletim de 2005 Repercussões em Porto Alegre do surto da Doença de Chagas Aguda ocorrido em Santa Catarina – 26º Boletim de 2005 Hanseníase em Porto Alegre – 26º Boletim de 2005 Supervisão de salas de vacinas: função técnica de cunho pedagógico – 27º Boletim de 2005 Meningites Virais em Porto Alegre: comportamento incomum em 2005 – 27º Boletim de 2005 Transmissão Vertical da Sífilis – 28º Boletim de 2005 Intensificação das ações de Vigilância da Febre Maculosa – 28º Boletim de 2005 Vigilância dos eventos adversos pósvacinação – 29º Boletim de 2006 A floração de algas no Lago Guaíba – 29º Boletim de 2006 Implantação da vacina contra o Rotavírus em Porto Alegre, 2006 – 30º Boletim de 2006 Vigilância epidemiológica de Influenza Aviária: uma breve atualização de casos e fluxos – 31º Boletim de 2006 A História de dez anos da vigilância epidemiológica das Hepatites Virais do tipo B e C em Porto Alegre – 30º Boletim de 2006 Dengue, alerta máximo em Porto Alegre: evitando a transmissão autóctone – 33º Boletim de 2007 Alerta Epidemiológico – surto de Rubéola em Porto Alegre – 34º Boletim de 2007 Perfil Epidemiológico das agressões animais aos seres humanos em Porto Alegre – RS no segundo semestre em 2006. 34º Boletim de 2007 A vigilância Epidemiológica da Tuberculose (TB) em Porto Alegre desde sua implantação – 35º Boletim de 2007 Algumas informações preliminares sobre a ocorrência da epidemia de Rubéola em Porto Alegre – 35º Boletim de 2007 AIDS – Coeficiente de Incidência por área da atuação das Unidades Básicas de Saúde de Porto Alegre no ano de 2006 – 36º Boletim de 2008 Tuberculose – Coeficiente de Incidência por área da atuação das Unidades Básicas de Saúde de Porto Alegre no ano de 2006 – 36º Boletim de 2008 Alerta Epidemiológico: Síndrome da Rubéola Congênita em Porto Alegre – 37º Boletim de 2008 O abandono do tratamento antirábico humano pós-exposição em Porto Alegre, RS, Brasil – 38º Boletim de 2008 Alerta Epidemiológico de Febre Amarela – 38º Boletim de 2008 Casos de Hepatite Viral do Tipo C: uma nova realidade para serviços de saúde – 40º Boletim de 2009 Avaliação da atividade de vigilância epidemiológica aprimorada da Tuberculose através de visita domiciliar em Porto Alegre no ano de 2007 – 40º Boletim de 2009 Edição Especial – Influenza AH1N1 – 41º Boletim de 2009 Segunda Edição do Projeto Amigo da Epidemiologia – 42º Boletim de 2010 Alerta Epidemiológico – Dengue Autóctone em Porto Alegre – 43º Boletim de 2010 A Situação da Sífilis Congênita em Porto Alegre – 43º Boletim de 2010 Edição Especial – População Negra – 44º Boletim de 2010 Investigação de Leishmaniose visceral canina em Porto Alegre – 45º Boletim de 2010 Todos os boletins epidemiológicos destes 10 anos podem ser visualizados na página da Secretaria Municipal de Saúde, no link da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, no item publicações. Contato [email protected] Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis-EVDT/CGVS/SMS/PMPA dezembro 2011 21 ARTIGO Dialogando com comunidades de baixa renda, construindo projetos urbanos Fernando Biffignandi – Arquiteto – chefe da Unidade de Projetos Urbanísticos - DEMHAB (Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre) – Mestrando PPGCOM / Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul A história mostra que o crescimento das grandes cidades foi gerado pelo desenvolvimento econômico, e com ele, seu processo de urbanização. Aspectos como concentração de renda, desigualdade social e desemprego fizeram com que grande parte da população ocupasse as áreas da cidade menos valorizadas, projetando sua vida na informalidade, em assentamentos irregulares. Há mais de meio século, a Prefeitura de Porto Alegre promove sua política de habitação de interesse social, através da significativa contribuição de seu corpo técnico, cumprindo o papel de construir não apenas casas, mas devolver a dignidade às famílias de baixa renda. Importante ressaltar que o desenvolvimento de um projeto urbanístico envolve técnicos de diversas áreas. São dezenas de profissionais de arquitetura e engenharia, produzindo novas unidades habitacionais para famílias que antes viviam à margem da sociedade e que agora terão uma casa, um endereço. A prática profissional evidencia que, para o êxito em cada projeto, deve existir o envolvimento da comunidade atendida, um processo definido pelo município como participação popular. A construção da cidadania. Em recente visita à capital gaúcha, a relatora especial da Organização das Nações Unidas, Urbanista Raquel Rolnik1, detectou um grave problema que incide diretamente nos processos de urbanização social e que, curiosamente, não está sendo enfrentado: a falta de informação aos moradores. Seguramente, Rolnik não estava se referindo à comunicação coorporativa, institucional do órgão com a cidade. A urbanista estava se posicionando quanto ao contato direto do profissional com seu cliente, uma comunicação voltada à informação, ao esclarecimento das dúvidas, pró22 prias do morador com o técnico envolvido no projeto, antes, durante e depois da obra. Esta declaração permite uma reflexão sobre a importância do ‘agir’ de forma conjunta com cada família, fundamental neste processo natural de ‘troca’ voltado à construção e apropriação de novos saberes, a partir de uma relação diferenciada. A escolha da melhor linguagem será a ferramenta adequada para a compreensão das características de cada comunidade atendida, absorvendo seus conhecimentos de vida. Com referência ao corpo técnico municipal, é necessário reconhecer sua competência, pertinente à sua formação (planejamento urbano), porém, ao analisar a necessária relação existente com os ocupantes de assentamentos precários, percebe-se que, para muitos, este domínio intelectual carece de um referencial teórico que lhes permita dialogar, de forma a transmitir seu conhecimento. É necessário que os gestores municipais invistam na melhoria deste complexo relacionamento, qualificando seus profissionais, arquitetos e engenheiros, responsáveis pelos projetos de habitação de interesse social, capacitando-os para este contato direto com as comunidades. Afi- Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre nal, do outro lado, existe um grupo de indivíduos que detém um conhecimento diferente, não técnico, mas, particular. Tão importante quanto construir casas, o processo de urbanização deve ser feito em conjunto com os futuros moradores, permitindo a compreensão das informações técnicas contidas nos projetos que serão executados. O desafio de usar a comunicação com o objetivo de orientar, integrar e repassar informações, em todos os níveis, desde o cumprimento da legislação vigente até mesmo, a maneira correta de usar um vaso sanitário. Uma nova filosofia de ‘pensar’ e ‘agir’, onde o técnico abdica da exclusividade do saber, abrindo espaço também para o aprendizado mútuo, uma conjugação de fatores de alcance múltiplo, uma flexibilidade encontrada apenas com o diálogo. Muito além da tão decantada ‘vontade política’, é preciso investir na qualificação técnica de forma continuada, fortalecendo a conscientização sobre a importância da comunicação como elo de informação, garantindo às comunidades não apenas o direito a uma casa nova, mas a construção de sua própria identidade. 1 Entrevista concedida ao jornal Zero Hora, dia 19/08/2011, p.27, Porto Alegre. artigo técnico O Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre – pmqar Fabiano Porto da Fontoura, Glauber Zettler Pinheiro, Daniela dos Santos Senff, Andréa van den Mosselaar Nunnenkamp e Déri Calvete da Rocha – Engenheiros Químicos – Equipe de Controle e Combate à Poluição Hídrica e Atmosférica (ECCPHA) da SMAM Em Porto Alegre, como em toda grande cidade, a circulação de veículos se constitui em uma importante fonte de poluentes atmosféricos e a proximidade das emissões geradas com a população faz com que isso se torne um problema de saúde pública. Atualmente, conforme informações de 2011 do DETRAN, existe um veículo para cada dois habitantes no município. Diante disto, as políticas públicas de melhoria da qualidade do ar visam, principalmente, contemplar ações contínuas de monitoramento e a adoção de medidas que minimizem os efeitos adversos oriundos da poluição veicular. Para atender esta demanda, na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) de Porto Alegre, a Equipe de Controle e Combate à Poluição Hídrica e Atmosférica (ECCPHA) coordena o Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar (PMQAr), que teve início em junho de 1992 como resultado de um convênio firmado entre a SMAM, a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, através do Centro de Ecologia (CENECO), e o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE). Neste fase inicial, ocorreu a implantação de quatro pontos de medição da qualidade do ar, onde eram amostrados dois poluentes: dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio (NO2), conforme metodologias estabelecidas pela ABNT e Petrobrás. Em 1999, foi inaugurada a no- Estação Borges de Medeiros Estação Princesa Isabel va rede de monitoramento, com duas estações localizadas em pontos de intenso tráfego de veículos na cidade: o Centro e bairro Azenha. Nelas são avaliados os parâmetros Monóxido de Carbono (CO) e Partículas Totais em Suspensão (PTS), sendo que, em 2008, iniciou-se a determinação do parâmetro Partículas Inaláveis (PM10) e foram desativados os equipamentos de análise de PTS. Dentro do Programa, as principais ações da SMAM para controle da poluição atmosférica são a Operação Ar Puro e o convênio com a Petrobrás através do CONPET (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural). A Operação Ar Puro envolve a EPTC com apoio da ECCPHA/SMAM, através de uma blitz nos pontos de maior circulação de veículos, aferindo-os quanto à emissão de fumaça que provém do cano de escapamento, com base nos instrumentos legais. A avaliação dos limites de emissão de fuligem pelo tubo de escapamento dos veículos a diesel segue as Normas da ABTN. A aferição é realizada com um opacímetro e, também, com base no cartão índice de fumaça tipo Ringelmann reduzida, que determinam o grau de enegrecimento da fuligem emitida. O CONPET tem como objetivo principal a economia de combustíveis (eficiência energética) e, por consequência, a redução das emissões de poluentes atmosféricos, através de ações realizadas nas empresas, com a análise das emissões dos veículos através de avaliação de opacidade. Com base no histórico de dados obtidos ao longo dos anos, bem como conside rando as condições topográficas e climatológicas que caracterizam a cidade, podemos concluir que a qualidade do ar em Porto Alegre pode ser classificada como sendo entre regular à boa, baseado no IQAr (Índice de Qualidade do Ar utilizado pela FEPAM). No entanto, a continuidade do monitoramento e das ações mitigadoras é imprescindível a fim de que o cidadão porto-alegrense possa sempre respirar um ar de boa qualidade. Para tanto, a SMAM tem como próximos objetivos aumentar o número de parâmetros a serem monito rados em cada Estação e o número de pontos da cidade a serem monitorados. dezembro 2011 23 movimentos Engenheiros, Arquitetos, Geólogos e Geógrafos Biólogos mobilizados Quem fecha o ano com grande avanço nas negociações lideradas pelo Senge junto a Prefeitura de Porto Alegre são os “Capacetes Brancos”, que buscam extensão do acordo para os aposentados. Está em fase final de elaboração o Projeto de Lei que institui a GMA – Gratificação de Alcance de Metas, que pode atingir até 0,32 a um básico. Iniciado em abril de 2010, o movimento se caracteriza pela intensa mobilização e por contar com a participação da maioria dos profissionais de todas as secretarias e órgãos da PMPA. Em 19 de outubro passado, entrou em vigor, com efeitos retroativos a 1º de junho deste ano, a Lei 11.142, que instituiu o abono salarial de quinhentos reais para esses profissionais detentores de cargos efetivos. E, em 21 de novembro último, após avaliação da minuta do Projeto de Lei a ser enviado à Câmara Municipal, o movimento encaminhou ofício formalizando proposta de alterações no texto do Executivo, de acordo com as decisões da Assembleia Geral da categoria. O movimento dos Biólogos segue em busca das tratativas de suas reinvindicações junto a PMPA. O processo administra tivo 001.053948.10.6, que se iniciou em dezembro de 2010, ainda demanda muita mobilização. Em 06/10, funcionários representantes do movimento, juntamente com o SindiBio (Sindicato dos Biólogos) e o Vereador Prof. Garcia, foram recebidos pela Secretária da Administração, Sra. Sonia Vaz e Assessora Rita Eloy. Poste riormente a essa agenda, encaminharam um novo documento para, então, provocar a tramitação do referido expediente até o Comitê de Política Salarial, buscando discutir o assunto nesse âmbito. Embora houvessem muitas solicitações de encaminhamento por e-mail e por telefone à SMA, sem o retorno esperado, os profissionais tiveram que constituir um novo expediente administrativo, sob o nº 001.046216.11.1, composto de cópias dos documentos existentes no processo anterior, devido ao extravio do mesmo, para que a tramitação do pleito pudesse prosseguir. Na continuidade dos trâmites, os Bió logos provocaram o seu atendimento através do Secretário do Meio Ambiente, Fernando Zachia, resultando no encontro do último 30/11, com os Secretários de Coordenação Política e Governança, Cezar Busatto, da Administração, Sônia Vaz Pinto, do Adjunto do Meio Ambiente, André Carús e com uma breve participação do Diretor Geral do DMAE, Flávio Presser. Os profissionais consideraram positivos os resultados da reunião, pois os secretários e o Comitê comprometeram-se a construir conjuntamente a solução, formando um grupo de trabalho (GT),que deverá ser composto por representantes dos Biólogos junto a representação da SMA, DMAE e SMAM, visando a elaboração de Projeto de Lei específico da classe e o estudo da repercussão financeira junto a PMPA, para atender as reinvindicações destes profissionais. Hoje a categoria segue na expectativa das novas discussões que deverão ser geradas pelo GT e o Comitê de Política Sala rial para, por fim, terem atendida a reivin dicação da isonomia, como já ocorre com outras profissões e secretarias da PMPA. Profissionais da Saúde Manifestações diante dos locais de trabalho para mostrar à sociedade as condições precárias de trabalho e a falta de tratamento isonômico com outras categorias da Prefeitura integram a estratégia dos Profissionais de Saúde. Eles prosseguem no movimento que ganhou novo fôlego em julho último, a partir de reunião, na sede da Astec (5/7) e Assembleia Geral, na sede do Simpa (7/7). Cresce a preocupação com o aprofundamento da fragilidade das estruturas de atendimento à saúde pública, em um processo que só não é mais intenso devido ao empenho de Enfermeiros, Dentistas, Nutricionistas, Psicólogos, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Fonoaudiólogos, Assistentes Sociais e Médicos Veterinários, entre outros funcionários. Em discussão, um plano de cargos, carreiras e vencimentos, que vem sendo construí do sob orientação do Simpa e seguindo recomendação do Conselho Municipal de Saúde, de forma democrática, buscando a gestão partilhada da carreira, entendida como a participação de seus integrantes na formulação e gestão do plano. Um dos principais objetivos é colocar Porto Alegre no mapa nacional das 30 horas semanais para os servidores da área, como recomenda a legislação nacional, sem redução de vencimentos. 24 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre NOTÍCIAS Engenheiros Adriano Arruda e Clóvis Breda, a Secr. Adj. Rita Elóy, Secr. Adm. Sônia Vaz Pinto, Biól. Isabel Junqueira e Engenheiros Carlos Bernd e Paulo Demingos (da esq. para a dir.) Astec e Plano de Carreira Identificada com seu histórico, iniciado nos 90, em defesa da GIT ( Gratificação de Incentivo Técnico), bem como com sua missão de buscar a valorização profissional dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre (NS), e com seus objetivos, de representar e defender os interesses de seus associados, a Astec passa a reforçar mais uma frente em defesa de tratamento igualitário aos servidores. É a busca por um assento no Grupo de Trabalho de Plano de Carreira. Solicitação nesse sentido foi formalizada por representantes da Diretoria Executiva ao Governo, a partir de reunião com a Se cretária da Administração, Sônia Vaz Pinto, em 1/11. A ideia é mo bilizar a Entidade com a mesma diligência e eficácia em torno da questão do Plano de Carreira, dedicada por uma década e meia à construção da integralidade da GIT, dado o entendimento de ser este o único caminho capaz de assegurar um tratamento isonômico a todos os servidores. Com este fim, a Astec está elaborando um estudo para contribuir com a correção das distorções salariais entre os Técnicos NS, à partir de uma visão sistêmica do conjunto dos servidores, respeitando suas especificidades. Conforme o Secretário de Governança Local, Cesar Busatto, a contratação de uma empresa para desenvolver o plano de carreira está em fase de licitação, e o encaminhamento de projeto de lei à Câmara de Vereadores deve ocorrer já no início do próximo ano, entrando em vigor a partir de 1° de janeiro de 2013. A preocupação da Astec, no entanto, é assegurar a participação do Técnicos nesse processo. O encontro, do qual também participou a Secretária Adjunta, Rita Eloy, tratou, ainda, de condições de trabalho, sendo que a Secretária Sônia compremeteu-se a agendar reunião conjunta sobre o tema entre Astec, SMA e os titulares da SPM e SMOV. O objetivo é discutir, principalmente, a situação do prédio onde funcionam estas secretarias (veja na pág. 14) e que guarda toda a história documental das obras de Porto Alegre, em condições precárias. ESTAMOS DE OLHO Convênio IPE Médicos do DMAE A Astec acompanha e apoia a intensa mobilização do Simpa junto a Prefeitura, à Câmara Municipal, ao governo do Estado e ao IPE (Instituto de Previdência do Estado) visando a imediata adesão dos municipários ao Convênio, inicialmente prevista para outubro último. De acordo com o Sindicato dos Municipários, todas as informações solicitadas pelo Conselho do Instituto, bem como pela CAGE (Contadoria e Auditoria Geral do Estado), já foram encaminhadas. Além disso, a Diretoria e o Conselho do IPE estão favoráveis ao Convênio e não há razão para mais protelamentos. São seis os profissionais do Departamento que ainda permanecem alijados após a aprovação, em junho último, da Lei que criou o cargo de especialista médico, a jornada de 20 horas semanais e concedeu 21% de reajuste salarial para a categoria na Prefeitura. Visando corrigir esta distorção, a Astec enviou ofício ao diretor geral, Flávio Presser, defendendo a necessidade de tratamento isonômico dos médicos pela PMPA. A Entidade aguarda o retorno do DMAE. dezembro 2011 25 notícias Astec prestigia aniversário Acespa O presidente da Astec, Eng. Paulo Demingos, prestigiou o Jantar Dançante de Confraternização que comemorou os 29 anos da Acespa. Foi em 04/11, na Sociedade de Engenharia. O eventou fez homenagem póstuma ao ex-presidente, Adm. João Carlos Bertussi Silva, que ocupava a presidência quando foi comprada a sede da Entidade. Também foi homenageado o Cont. Ari Krasner, 1º Vice-Presidente da Acespa e associado da Astec. O presidente da Astec, Eng.Paulo Demingos, sua esposa Vanna Badhia Adaime Guerra (esq.), e a presidente da Acespa Adm. Dione Borges de Carvalho (dir.) DMAE – Essencialidade Já! Depois da Assembleia Geral de 19/10, dia 26/10 foi entregue ao Diretor Geral do DMAE a Exposição de Motivos para a concessão da Gratificação por Desempenho de Atividade de Abastecimento e Tratamento de Água e Esgoto. Em 14/11, o diretor apresentou as receitas, despesas e investimentos do Departamento e, em 02/12, declarou vontade política em construir alternativas conjuntas para viabilizar a gratificação. A primeira medida prática ficou acertada como a imediata constituição de comissão paritária, sendo quatro servidores indicados pelo Simpa e quatro pela direção geral. Enquanto isso, diversas mobilizações estão sendo encaminhadas, como as Quintas da Essencialidade, com várias mobilizações, entre elas o apitaço nos locais de trabalho e um abaixo assinado com cerca de 1.500 assinaturas pelos servidores entre gue ao Prefeito de Porto Alegre, em 14/12, marcando a passagem dos 50 anos do DMAE, dentre outras atividades. O Movimento pela Essencialidade Já!, reivindicação histórica que vem evoluindo ao longo dos anos, se intensificou em defesa da valorização dos servidores, coordenado pelo SIMPA e CORES-DMAE com o apoio da ASTEC, ACESPA e AEAPOOPA, neste momento em que diversas categorias e secretarias conquistam seus pleitos. A Campanha é para todos os servidores do DMAE, ativos e aposentados, mas somente a participação e o engajamento dos Servidores e a nossa Unidade possibilitarão a conquista do pleito e que o Governo encaminhe à Câmara o mais breve possível, o Projeto da Essencialidade Já, considerando que, em função do ano eleitoral, em 2012, precisa estar aprovado até o dia 03 de abril. Escalada em Árvores O Eng. Florestal Gerson Luís Mainardi, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SMAM, obteve a segunda colocação no IV Campeonato Brasileiro de Escalada em Árvores, ocorrido nos dias 5 e 6 de novembro, em Recife – PE, promovido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, cujo vice-presidente eleito para o biênio 2012/2013 é o também Técnico da SMAM Tec. Agric. André Duarte Puente. O Campeonato ocorre todos os anos, no fim de semana que antecede o Congresso Brasileiro de Arborização Urbana (CBAU), e tem por objetivo a difusão das técnicas de escalada em árvores e a troca de experiências entre os profissionais arboristas. 26 Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre falecimentos A Astec presta uma singela homenagem a três colegas associados que faleceram neste ano. Luisa Casagrande Levandowski nasceu em Porto Alegre, em 19/08/1967, e faleceu em 16/08 último. Formada em Arquitetura pela UFRGS, em 1991, e lotada no EPO/ SMOV (Escritório de Projetos e Obras /Secretaria Municipal de Obras e Viação), contribuiu com um grande número de projetos: a remodelação do pavimento térreo do prédio-sede da Secretaria, qualificando o espaço de atendimento ao público; a escola especial de surdos, na Av. Goethe e creches, entre elas a BSAII, que levará o seu nome, numa homenagem pleiteada pelos colegas de trabalho. Além do grande talento criativo como Arquiteta (atuou durante cerca de nove anos na iniciativa privada e onze anos na Prefeitura Municipal de Porto Alegre), deixou uma grande produção artística, em variadas técnicas de desenho e pintura e textos inspiradores, em que expressou, com incrível simplicidade, sua reflexão sobre a vida. Luisa era Budista e sua existência foi um ensinamento para todos que tiveram a sorte de conhecê-la. Um de seus textos muito especiais pode ser conferido em http://medicinasaudeevida.blogspot.com/2009/10/ luisa-levandowski-em-tempos-de-alcool.html Jair Farias nasceu em Porto Alegre, em 20/02/1951. Engenheiro e Administrador, trabalhou na SMIC Secretaria Municipal da Indústria e Comércio e, em 1993 foi cedido para a Câmara Municipal, onde trabalhou até seu falecimento, em 02/12 último, tendo passado a funcionário em 2008. Era visto pelos colegas como um excelente profissional, muito eficiente, amigo, um ombro de apoio e competência, destacando-se suas contribuições junto a Astec na organização das duas edições da Expotec e outros eventos envolvendo a Câmara. Adorava tocar violão com seu filho e assistir futebol (era torcedor do Grêmio). Exemplo para sua família, contava grande admiração de amigos e colegas pelo seu caráter e amizade. Eliana Stela Aguiar de Carvalho nasceu em 31/07/1953. Nutricionista da Secretaria Municipal da Saúde, serviu na Unidade Básica de Saúde Assis Brasil, ela foi conselheira deliberativa da Astec na gestão 2009-2010, atuando como 1ª tesoureira. Também integrou o Conselho Municipal de Saúde, como conselheira. Sua trajetória profissional foi marcada por sua personalidade forte e vitalidade, reconhecida como colega participativa, sempre mobilizada em busca de melhores condições de trabalho, em todas as instâncias em que era chamada a colaborar. Faleceu no dia 09/12. dezembro 2011 27 Vem aí Vem aí Valorize-se! Organize suas produções. Mostra de trabalhos e projetos realizados pelos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre Acompanhe as informações pelo site da Astec w w w . a s t e c p m p a . c o m . b r