Maria Francisca de Sabóia
by Diana de Cadaval
Fiquei com vontade de ler este livro depois de ler o Catarina de Bragança da Isabel Stilwell. A Maria Francisca foi
uma personagem falada naquele livro e como tal tive curiosidade em saber mais dela e se realmente ela era a
pessoa com que a "Catarina" nos brindou. Aliado ao facto de me ter sido recomendado por uma amiga ler Diana
Cadaval, escritora que nunca tinha lido.
Pareceu-me que todo o livro era um bocadinho corrido, não sei se por estar habituada ao pormenor dos livros da
Isabel Stilwell e da Philippa Gregory mas, pareceu-me que faltou ali qualquer coisa. Paixão, algo que me fizesse
apaixonar pelas personagens.
Para um livro chamado Maria Francisca de Saboia, tive a sensação que pouco fiquei a saber dela, tanto como
princesa como durante toda a história entre os dois reis de Portugal. Não sei, queria mais, queria realmente saber
mais sobre esta rainha, não só sobre esta guerra entre os irmãos. Foi precipitado, apressado, como se estivesse a
ler um resumo alargado da historia dela e não mesmo a história. No entanto, gostei do livro. Queria perceber o
que se tinha passado ao certo com esta rainha, como tinha decorrido a passagem de rainha a princesa e a rainha
novamente. "Catarina de Bragança" sempre defendeu Afonso pelo que fiquei com uma má impressão da Maria
Francisca e queria realmente confirma-lo a ler alguma mais do que a interpretação de alguém numa história
paralela e, este livro da Diana Cadaval, conseguiu fazer-me mudar de opinião, ter uma perspectiva diferente desta
Maria Francisca de Saboia.
É uma livro com um discurso leve, aprazível, fácil de ler. Irei ler outros livros desta autora. E espero que noutros
consiga encontrar a paixão que não encontrei neste, uma maior profundidade e pormenor em relação às
personagens (mesmo que ficcionadas).|:)
Com esta historia fiquei agradávelmente impressionada com a autora uma vez que foi uma estreia.
Diana de Cadaval, dá-nos a conhecer a sua Maria Francisca de Saboia, Rainha de Portugal por duas vezes.
Envolta em uma certa fantasia uma vez que não há certezas absolutas quanto aos factos, mas nem por isso menos
dramática.
Envolta em uma certa fantasia uma vez que não há certezas absolutas quanto aos factos, mas nem por isso menos
dramática.
A historia de vida desta Rainha é terrivel e espantosamente dramática.
A perder ambos os pais ainda em tenra idade, educada para ser Rainha, acaba ligada a duas figuras da nossa
Historia que não primaram por boa conducta nem quiça inteligência.
Nesta visão da Historia, Maria Francisca é uma mulher forte, com caracter e que sabe sem duvida o que quer.
Apesar de todo o empenho de levar Portugal a ter um bom governante e um Rei capaz, Maria Francisca acaba por
ter uma vida pessoal, solitária, triste e amargurada.
Tentou fazer da educação de sua filha Isabel o seu mais caro projecto, mas não o conseguiu levar a bom termo
uma vez que acabou por falecer com a idade de 37 anos.
Um pedaço da nossa Historia como pais e de como as intrigas politicas e palacianas, dominavam a vida da corte e
do povo em geral.
Para quem goste de Historia, é sem duvida uma referência este livro. E claro, fiquei com curiosidade de conhecer
outros trabalhos da autora.
|Este livro só não leva mais estrelas porque achei pouco, para realmente dar vida á Maria Francisca.
A autora,que não conhecia mas que fiquei desde já fã escreveu um livro fácil de seguir, nada enfadonho, ainda
mais quando todo o livro se passa nas reminescencias da rainha, na sua hora da morte.
Para mim, o unico problema é que faltam alguns pontos de ligação na narragiva, como por exemplo, quando é
que Pedro, que era apaixonadissimo por ela, enquanto não eram casados, praticamente a pôs de lado, após a
união estar oficilizada? Qual foi o ponto em que ela começou a percebr isso? Que sentimentos lhe suscitou? O
que fez para negar para si mesma o óbvio? Este é apenas um exemplo do que que, para mim, faltou nesta
narrativa. Houve outros elos de ligação que faltaram e que, á parte da altura em que ela andava a conspirar com o
Duque de Cadaval e Luis XIV para destronar Afonso, a vida dela foi meramente aflorada, o que foi uma
pena.|Gostei de ler sobre Maria Francisca de Sabóia, a única princesa que virou Rainha, para optar por voltar a ser
princesa depois.
Não conhecia bem os contornos da história desta Rainha e destes dois irmãos, Reis, que desposaram a mesma
mulher.
Maria Francisca de Sabóia teve uma infância feliz e reservada, e cresceu com a certeza de que havia nascido para
ser Rainha. Embora entenda este pensamento, tão adequado à altura em questão, ao mesmo tempo é impeditivo
da minha empatia com a Rainha.
Mais uma vez Diana de Cadaval não desilude. A sua escrita é fluída e clara, os capítulos pequenos são fáceis de
acompanhar, e as viagens na memória da Rainha fáceis de seguir e compreender, sendo bastante claro quando
está a recordar o passado, ou a temer o futuro, no presente.
Diana de Cadaval deixou claro que esta é a sua versão da história, mas que outras teorias existem. Consigo
compreender porque optou por assumir esta teoria, uma vez que esta mostra Maria Francisca como uma mulher
forte e decidida. Decidiu fazer o que nunca uma Rainha havia feito, e pedir que o casamento com o Rei Afonso
fosse declarado nulo. Decidiu seguir os seus instintos, e mesmo antes do fim do seu casamento, enquanto ainda
era Rainha, decidiu partilhar o leito com o irmão do Rei, D. Pedro.
Contudo, e embora tenha casado com o irmão do rei em segundas núpcias, e embora eu acredite que D. Afonso
não estaria em condições de reinar (que talvez devesse ter sido mantido em melhores condições, e não
enclausurado como um criminoso!), D. Pedro não se revelou muito melhor.
não estaria em condições de reinar (que talvez devesse ter sido mantido em melhores condições, e não
enclausurado como um criminoso!), D. Pedro não se revelou muito melhor.
Não consegui deixar de fazer um paralelo com a actualidade, em que entra um partido para o governo, sai e entra
outro, mas as coisas nunca mudam, ou só mudam para pior. Realmente, parece que assim que atingem o poder, a
todos se tolda a visão e o discernimento, e D. Afonso e D. Pedro não foram excepção.
Se tivessem deixado que Maria Francisca reinasse, talvez as coisas tivessem sido diferentes. Assim, depois de toda
a sua luta e coragem (que a teve), foi remetida para o mesmo lugar de todas as outras Rainhas, "arrumada" para
um canto, sem grande voz ou influência, enquanto o Regente e depois Rei de Portugal a ignorava, uma vez mais.
Acredito que Diana de Cadaval quis passar a ideia de que o grande, e único amor de Maria Francisca foi o seu leal
amigo, até ao fim, o Duque de Cadaval. Eu mesma quero crer nisso, acreditar que Maria Francisca nunca amou D.
Pedro, apenas sabia o que era esperado dela e não desiludiu Portugal, país que veio mesmo a amar.
Sabia que uma Rainha não tem a possibilidade de se entregar ao amor, tal como o Duque de Cadaval sabia que
nunca seria mais do que aquilo que era, aos olhos de todos (talvez não das aias da Rainha) para ela. Mas quero
acreditar que ambos se amavam, e que a Rainha partiu com essa certeza no coração.
Foi uma boa Rainha, nunca se esqueceu dos que estiveram perto dela, nem dos que precisavam dela. E fez sempre
tudo o que pode por Portugal, optando mesmo por deixar de ser Rainha quando tal foi necessário.
Mas ainda assim, acabei por ter mais pena pelo seu destino, do que empatia por ela. Acho que mais do que
nunca, ler e saber mais sobre estes factos reais dá ênfase à liberdade que temos hoje, para decidir sobre a nossa
vida, sem grilhões da sociedade. Maria Francisca foi, acredito, uma grande mulher no seu tempo. E embora não
tenha ficado no meu coração, fará sempre parte da nossa história, como protagonista de um capítulo sem igual
na mesma :)|2,5
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