SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 A FESTA DO CARRO DE BOIS: UMA PESQUISA E SUA METODOLOGIA Maria Socorro Soares dos Santos (Especialização em História Cultural/UFS) [email protected] O presente trabalho está centrado num tipo particular de manifestação coletiva, de caráter organizacional, institucional e com relevância crescente no país. Aludo-me a festa, especificamente a Festa do Carro de Bois da cidade de Tomar do Geru/SE, a qual desperta a letargia e devolve a fecundidade, bem como, se opõe ao ritmo regular e rotineiro da vida. Diverti-se, geralmente, é fugir das obrigações cotidianas. A princípio, o divertimento não tem nenhuma utilidade. A festa pode ser apenas uma festa, pura diversão, sem nenhum outro proveito, a não ser a diversão. Mas o homem é um ser social, e de vez em quando precisa esquecer o mundo real para reabastecer de energia. A festa é um fenômeno de significados particulares e funções diversas. A complexidade desse objeto é estudada pela antropologia, história, teologia, filosofia e sociologia. Essa manifestação faz parte das paisagens humana e cultural das sociedades antigas e modernas. O despertar da história pelo aparentemente insignificante, a festa, deve-se a dupla integração do folclore e da etnologia. A história aprendeu a considerar a armadura que a ritualização dá à existência humana (OZOUF, 1975:217). O presente da festa abre brechas tanto para o passado como para o futuro, assim, a linguagem oferecida ao historiador lhe é familiar. Pois, a festa remete e repete um passado, trazendo consigo uma memória. Porém, a autora alerta para dois perigos: fazer da repetição que a festa contém com uma repetição consciente de si própria e o de tomar como tal o ensaio do futuro que associado à repetição do passado, a festa conteria. Esta revive uma história remanipulada, reajustada e retificada. A Festa do Carro de Bois acontece anualmente desde 1990 foi inventada por Pedro Silva Costa e um grupo de carreiros para homenagear as pessoas que utilizam o carro de bois como meio de transporte na labuta diária das atividades rurais. Daí, precisamos entender como a prática simbólica da festa do Carro de Bois, enquanto tradição inventada, surgiu e se estabeleceu, e automaticamente tornou-se uma 1 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 referência à continuidade do passado geruense. Ressaltamos que não estamos a investigar as suas chances de sobrevivências. Festa é tradição, na acepção daquilo que o grupo faz e passa de geração em geração, tendo uma periodicidade. A festa pode acontecer todos os anos, mas ela não é a mesma sempre: cada festa é uma festa, ela se repete, mas muda sempre. Tradição não é imutabilidade, pelo contrário, é mudança, é o que se vive na periodicidade, tem uma estrutura (forma) básica fundamental, mas o conteúdo pode variar. A festa nunca morre, pois fica na lembrança do grupo, não se descaracteriza, acontece atualizações. Hobsbawn considera que o objetivo e a característica da tradição, principalmente as inventadas, é a invariabilidade, impondo assim uma repetição. Dessa forma, a função da tradição é resistir à inovação, dar continuidade histórica. Porém, o autor alerta que ao debruçarmos sobre uma “tradição inventada” não estamos a estudar suas chances de sobrevivências, e sim o modo como elas surgiram e se estabeleceram. De acordo com o entendimento de Hobsbawn, “tradição inventada” é “um conjunto de práticas, normalmente reguladas por regras tácita ou abertamente aceitas; tais práticas, de natureza ritual ou simbólica, visam inculcar certos valores e normas de comportamento através da repetição, o que implica, automaticamente; uma continuidade em relação ao passado”(1984, p.9). A tentativa de estruturar de maneira imutável e invariável, ao menos, alguns aspectos da vida social traz a tona as “tradições inventadas” nos estudos da História Contemporânea. Elas são reações as constantes inovações e mudanças do mundo moderno. Para Anthony Giddens, todas as tradições são inventadas. Pois, a construção consciente da tradição não é encontrada apenas na época moderna. Além disso, as tradições sempre incorporam poder, quer tenham sido construídas de maneira deliberada ou não (2007:50). Assim como são inventadas, também podem ser reinventadas. As raízes linguísticas da palavra ‘tradição’ são antigas. Oriunda do termo latim tradere, a palavra inglesa tradition significa transmitir, ou confiar algo á guarda de alguém. Tradere foi originalmente usado no contexto do direito romano, em que se referia as leis da herança. O termo “tradição” na concepção utilizada atualmente é fruto dos últimos duzentos anos na Europa. A ideia de tradição, portanto, é criação da modernidade. Isso não quer dizer que em relação às sociedades pré-modernas ou não ocidentais não podemos 2 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 utilizar esse termo. Segundo Giddens não havia necessidade de tal palavra porque a tradição e o costume estavam em toda parte. (2007:49-50) No entanto, a festa como uma “tradição inventada” é vivenciada por aqueles que dela participam com a exaltação de sentidos e emoções. Pois, a tradição não está em seu leito de morte, apenas ela está se apresentando com novas variantes, fruto das mudanças sócio-culturais que estamos vivenciando. Logo, a festa é revigorante, possibilita o renascimento, o que a caracteriza de atual, inovadora, pois rompe a ordem cotidiana. Vários teóricos apresentam distintos aspectos importantes da festa. Todavia, parece difícil uma definição que inclua todas as formas sob as quais se apresenta. Em outras palavras: não há uma tipologia consensual para as múltiplas manifestações do fenômeno festivo. Uma das distinções é a separação da festa em dois campos: religioso e profano. Porém, as experiências festivas nos deixa claro que este limite é indefinível, ou seja, elementos religiosos se misturam com os profanos, e vice-versa, nas festividades. A outra distinção é para festa pública e privada, as fronteiras que as separam são frágeis. Em uma festa privada pode conter elementos que pertencem à esfera do público. Assim como não existe um calendário universal para medir o tempo social, e o calendário para medir o tempo físico não é igual para todas as culturas. Portanto, as distinções citadas podem ser contestadas por serem consideradas insuficientes, incompletas ou limitadas para sinalizar a multiplicidade e a complexidade desse fenômeno. Já que “a multiplicidade de formas, que a festa pode assumir tem relação com a própria multiplicidade de experiências humanas, especialmente em sua dimensão coletiva.” (2002:35) A função comemorativa da festa advém da produção agrícola. Elas nasceram das formas de culto externo, tributado geralmente a uma divindade protetora das plantações. Após o cristianismo essas solenidades tiveram os dias determinados, considerados dias de festa (2000:13). Em Tomar do Geru o carro de bois, veículo que atua até hoje nas áreas rurais do município, é o protagonista de um espetáculo que acontece em finais do mês de setembro. Ás cinco horas da manhã a população da cidade é convocada para partilhar do evento festivo com a Alvorada, queima de fogos e aboios pela cidade. A partir daí, os carreiros se reúnem no Matadouro e desfilam pelas principais da cidade. 3 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 O carro de boi foi o primeiro transporte de carga utilizada no Brasil. Atualmente, esse veículo, modesto e vagaroso, é utilizado com mais frequência na zona rural. No interior de Sergipe esse meio de transporte ainda é muito usado, inclusive no município de Tomar do Geru localizado na região Centro-Sul do Estado. A Festa do Carro de Bois é a prova da presença e atuação no Brasil deste meio de transporte secular. CONCEITOS BÁSICOS, CARACTERÍSTICAS E ÁREAS DE ABRANGÊNCIA Acreditava-se que o historiador apenas poderia interpretar fatos do passado baseado em fontes materiais, e quando não existisse nenhum testemunho vivo do fato estudado. Para isso, era de fundamental importância que os dados desse fato estivessem em arquivos. O século XX foi a vez do estudo problemático o que impossibilitava analisar o fato em longo prazo, pois poderia cair no relato jornalístico. Jacques Le Goff apontou que a conquista da história contemporânea pela nova história deveria ser imprescindível. Mesmo assim, a historiografia não avançou nesse sentido, com a idéia que o contemporâneo podia ser ocupação das Ciências Sociais, não da história. Enquanto os historiadores não se predispunham a trabalhar com a história do tempo presente, profissionais de outras áreas continuam a atuar no campo da história. Fazer a história do tempo presente é interpretar a história que vivemos, nossas lembranças e experiências. Como afirma Chartier, o historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias essenciais, as mesmas referências fundamentais (CHARTIER,2006:216). Assim, essa proximidade do historiador com a realidade pesquisada pode ser subsídio para uma melhor compreensão dos fatos, bem como, uma interligação entre o instrumental intelectual, afetivo e psíquico do historiador e dos outros sujeitos históricos. Talvez, trabalhar com testemunhos vivos atemorize o historiador do tempo presente, já que estão presentes nos desdobramentos dos fatos, acompanhando e/ou até mesmo contestando. Chartier aponta que a “reintegração do tempo presente faz varrer da visão da história os últimos vestígios do positivismo; o historiador do tempo presente sabe o quanto sua objetividade é frágil, que seu papel não é o de uma chapa fotográfica que se contenta em observar fatos, ele contribui para construí-los” (2006:208). Pois, tanto o historiador quanto os testemunhos, atores, sujeitos históricos interferem na história do tempo presente. 4 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 Os historiadores do tempo presente nutrem um forte interesse pela relação passadopresente, ou seja, a presença do passado ativamente no presente das sociedades. Maurice Halbwachs em seu livro A Memória Coletiva diz que “cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva”. Em outras palavras, a memória coletiva tira sua força e sua duração por ter como base um conjunto de pessoas, são os indivíduos que se lembram, enquanto integrantes do grupo. (2006:69). A memória individual depende da coletiva, esta por sua vez sustenta a primeira. Dessa forma, acontece uma interpenetração entre a memória individual e coletiva. A memória garante a continuidade do tempo, sendo assim, elemento fundamental da identidade coletiva, arraigada no objeto, na imagem, no espaço e nas práticas sociais. A identidade cultural e a memória reforçam-se mutuamente. Conhecemos as nossas raízes, nossas semelhanças e diferenças. A memória é um elemento essencial para a construção da identidade e para a formação da cidadania. A definição da própria identidade cultural implica em distinguir os princípios, os valores e os traços que a marcam, não apenas em relação a si própria, mas frente a outras culturas, povos ou comunidades. A construção da identidade ou identidades vai se moldando quando um determinado grupo se apropria de seus valores, manifestações perpetuando-os na sua história, passando de geração a geração. “As identidades parecem invocar uma origem que residiria em um passado histórico com o qual elas continuariam a manter uma certa correspondência. Elas tem a ver, entretanto, com a questão da utilização dos recursos da história, da linguagem e da cultura para a produção não daquilo que nós somos, mas daquilo no qual nos tornamos” (HALL, 2000, 109). A identidade é uma categoria extremamente diferenciada dentro das Ciências Humanas e Sociais. Pode ser abordada em relação à diversas questões: gênero, religião, etnia, atividade profissional, etc. A memória é essencial para a preservação do patrimônio cultural. Assim, ela fornece subsídios para a construção e fortalecimento da identidade cultural a partir de elos comuns. A memória coletiva é produzida socialmente com a participação de todos, mesmo apresentando disparidade. Logo, o historiador do tempo presente se depara com uma proliferação de fontes orais, escritas, visual, sonora e informática, além da possibilidade do historiador contemporâneo de produzir o seu arquivo, podendo ser útil até para outros pesquisadores. 5 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 A história oral evoca e registra memórias do passado, recuperando vivências e pontos de vista da voz silenciada, dos que permanecem invisíveis na historiografia tradicional. Todavia, é preciso estudar o documento oral não só como fonte única com o intuito de recuperar pontos de vistas do testemunho, como também considerar o ponto de vista de sua construção pelo historiador que emana a uma “invenção” da fonte. Entretanto, a história oral permite fazer uma história do tempo presente. Mas, se a memória é produzida socialmente as fontes também são, tanto oral como escrita. Portanto, devemos frisar que a coleta de representações por meio da história oral, que é também história de vida, tornou-se claramente um instrumento privilegiado para abrir novos campos de pesquisa. Com isso, a história do tempo presente “contribui para criar a lacuna que cada geração nova, cada ser humano deve descobrir e preservar mediante um trabalho assíduo” (PASSERINI, 2006:216). PERCURSO METODOLÓGICO O caminho metodológico percorrido na condução da pesquisa pode ser dividido em duas etapas: a primeira concerne à revisão bibliográfica, em que examinamos a literatura sobre festa, tradição inventada, história oral, história cultural, história do tempo presente, memória, identidade cultural, carro de bois no Brasil enfocando as especificidades conceituais e perspectivas analíticas que orientaram o processo de construção e análise do problema proposto. A pesquisa de campo foi a segunda etapa, a qual consiste na coleta de dados por meio de entrevistas, nos periódicos estaduais Jornal Correio de Sergipe, Jornal da Cidade, Jornal Cinform, registros fotográficos, imagens televisivas (TV Aperipê e TV ALESE) o que possibilitou captar sua multiplicidade de sentidos. Tivemos a preocupação de entrevistar pessoas geruenses que participam desde a primeira edição da festa, além do realizador. Ressalvamos que apenas o artista plástico Edson Ferreira é lagartense e não geruense. Os participantes procurados para ser entrevistados estiveram dispostos a minuciar as informações necessárias para a conclusão deste trabalho. Entrevistamos o idealizadorrealizador Pedro Silva Costa; um mestre de carro de boi e carreiro Manoel Maciel do Reis; um antigo carreiro e participante da organização do evento, João Fonseca; o carreiro João Soares Correia; Dinalvo Rita, morador da cidade e que participa de todas as edições do 6 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 evento; a carreira Joana de Jesus Onório; e o artista plástico Edson Ferreira. Essas fontes nos auxiliaram a compreender o entendimento que esses participantes têm sobre a Festa. Como também, fazer uma ligação das diversas teias dessa manifestação festiva. No decorrer da pesquisa, coletamos vários instrumentos de comunicação dirigida, como panfletos, convite e cartazes de divulgação da festa; camisetas, chapéus de couro e mochilas das refeições oferecidas aos carreiros participantes do acontecimento; e fotografias guardadas pelos carreiros de diversas edições da festa. Alguns panfletos, convites e cartazes nos deram suporte para percebermos o objetivo da manifestação através do tema de cada edição, textos, programação, os estilos musicais, a premiação, a realização, os apoios, enfim. Os cartazes foram essenciais para verificarmos os períodos e o local da realização de cada festa. Assim como, a instituição realizadora, apoios, patrocínios e colaboração. O material da pesquisa foi coletado durante o mês de setembro de 2007 à junho de 2009. As entrevistas colhidas de abril a junho/09 demonstraram as expectativas que se têm quatro meses antes da Festa. A partir desse período os carreiros já estão procurando saber informações sobre o evento. Embora, na análise utilizamos dados de anos anteriores a esse período, uma vez que nosso intuito era também alcançar a contextualização de toda a promoção. CONSIDERAÇÕES FINAIS O que parecia esquecido foi reavivado na memória coletiva através do estabelecimento de uma tradição inventada. Os carreiros não precisam de ensaios para estar ali. Eles não estão encenando apenas para turista ver. Estão representando o seu dia a dia. São centenas de carros que formam um elenco harmônico, dispostos a ajudar uns aos outros a todo o momento; respeitando as regras estabelecidas pela organização, inclusive ao outro amigo carreiro; enfim, singelo e particular. Entre elenco e organização há um vínculo comunicativo muito importante para o sucesso da Festa. Isto também é fruto do intenso envolvimento dos carreiros na Festa. A Festa do Carro de Bois estabeleceu-se na memória coletiva. A comunidade geruense já apropriou-se desta prática simbólica. Referência da continuidade do passado que espelha a imagem para os outros e para os próprios. E esta imagem não se apagará. O evento está estabelecido, e não se extinguirá da memória dos geruenses. 7 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 Portanto, as marcas indeléveis de uma tradição é sua repetição e seu ritual, pois para ser tradição não é preciso de duração secular ou milenar. A Festa do Carro de Bois está na sua XVIII edição, mas a população geruense internalizou de tal forma que atualmente é a festa mais esperada do município. A capacidade de atrair ruralistas com seus carros de vários pontos da região e até do Estado da Bahia, a alegria expressa na cidade em recepcionar os turistas e ver as ruas congestionadas de carro de bois, e todo o seu universo simbólico constituem um objeto de investigação dotado de especificidade, o que justifica a ênfase que lhe atribuímos. 8 SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes (coords.). Usos & abusos da história oral. 8 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. 304p. AMARAL, Rita. Festa à Brasileira: Sentidos do festejar no país que “não é sério”. Fonte Digital, ebook:festas.html, 2001. ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Festas: máscaras do tempo: entrudo, mascarada e frevo no carnaval do Recife. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1996. 423p. il. BAKHTIN, Mikhail. 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