ABEMD Associação Brasileira de Marketing Direto Junho / 2004 Edição nº 30 - Ano IV R$ 8,00 MARKETING DIRETO Publicação da Associação Brasileira de Marketing Direto O Marketing Direto brasileiro se lança no mercado externo Entrevista com João Henrique de Almeida Souza, presidente dos Correios EXPEDIENTE Diretoria Presidente: Efraim Kapulski Vice-presidente: Wilmar Munhós Diretor de Agências: Otavio Dias; Diretora de Call Center: Ana Davalos; Diretor de E-Commerce: Antonio Rosa; Diretor de Estudos de Mercado: Antônio Carlos Carletto; Diretor Financeiro: Eduardo Ramalho; Diretor de Logística: Fernando Mutarelli; Diretor de Relações Internacionais: Abaetê de Azevedo; Diretor de Sucursais: Jeffrey Costa Comitês Presidente: Efraim Kapulski Coordenadores: CRM / Database: Eduardo Ramalho; E-mail Marketing: Antonio Rosa; Fund Raising / Terceiro Setor: Odair Gutirres; Logística: Fernando Mutarelli; Prêmio ABEMD: Otavio Dias; Recenseamento de Listas: Vicente Argentino; Serviços de Suspensão Temporária e Inclusão: Paulo Vasconcelos; Tecnologia: Roberto Barbeiro Conselho de Administração Presidente: Nelson G. Alves Reis Vice-presidente: Paulo F. Vasconcelos Alexandra Periscinoto, Alexandre Jau, André Sobral, Andréa Laurito Russo, Daniel Faccini Castanho, Eduardo Souza Aranha, Eduardo Wilson R. Ramalho, Fernando Costa, Flávio Salles, Francisco José Pereira, Gunther Klaus A. Reis, Gustavo Mauroy, Henrique J. A. Mello, Jaime Guarita, Jakobus Siewers, João Marcelo Rozario da Silva, José Antonio Soler, Márcio Ribeiro, Márcio Valente, Maria Luiza Piccioli, Odair Cerdeira Gutirres, Paulo Geraldo Cavalcanti, Pedro Renato Eckerdorff, Pedro Sergio Venturini Martinez, Pio Borges, Ricardo Musumeci, Roberto Miranda, Roberto Pessoa Madruga, Rubens Stephan, Sergio Augusto R. Alves Jr, Silvio Lefèvre Conselho Fiscal Aurélio Lopes, Edson W. Soares, Vicente Argentino. Associação Brasileira de Marketing Direto Avenida São Luís, 50 – 13o andar cj. 132 B – Edifício Itália CEP 01046-926 – São Paulo/SP – Brasil Tel: (11) 3129-3001 – www.abemd.org.br Comercial: Claudio Toledo Eventos: Salete Guimarães Administração e Finanças: Valmir Neme Revista Marketing Direto é uma publicação da Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD) Editor: Simon Widman Assistente Editorial: Natasha Kapulski Criação e Arte: Adriana Cassiano Diagramação: Silvana Rosental Produção: Estela Ladner Editoração eletrônica: Espaço 2 Comunicações Pré-impressão, impressão e acabamento: People Provedor de Soluções Gráficas Tel. (11) 5543 1100 - [email protected] 1234567890123456789012345678901212345678901 1234567890123456789012345678901212345678901 1234567890123456789012345678901212345678901 Escreva para a revista Marketing Direto. 1234567890123456789012345678901212345678901 1234567890123456789012345678901212345678901 Mande seus comentários e sugestões para o e-mail: 1234567890123456789012345678901212345678901 1234567890123456789012345678901212345678901 [email protected] 1234567890123456789012345678901212345678901 CARTA AO LEITOR A boa notícia vem dos Estados Unidos. Após quedas consecutivas desde 2000, o mercado de marketing daquele país encerrou 2003 com um crescimento de 3,9% e faturamento conjunto de US$ 5,95 bilhões. E a melhor parte dessa notícia se refere especificamente ao Marketing Direto, que ficou com a maior fatia do bolo (US$ 2,87 bilhões), seguido pelas ações de promoção de vendas (US$ 1,71 bilhão) e marketing interativo (US$ 1,37 bilhão). Individualmente, a categoria interativa (irmã gêmea do Marketing Direto), foi a que registrou o maior avanço no ano, com aumento de 10,64%. O Marketing Direto também cresceu efetivamente, superando os 4%, enquanto promoção de vendas experimento um recuo de pouco mais de 1%. Os dados fazem parte do 17o Annual Marketing Services Report Advertising Age, publicado em meados de maio. Se ainda valesse a máxima de que “tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, seria possível inferir que por aqui o impacto desse crescimento também já atinge positivamente o setor nacional. Segundo McLuhan, o mundo é uma aldeia global, conceito que vem motivando empresas brasileiras que se dedicam ao Marketing Direto a se lançar rumo ao exterior, oferecendo a qualidade de seus serviços e a compatibilidade nos custos. As ações de Marketing Direto off shore ainda são incipientes, mas apontam claramente uma tendência. Não são trabalhos esporádicos ou casos isolados. Trata-se de trabalhos sistemáticos e, para muitas empresas, uma estratégia adotada para dar consistência ao crescimento. Ao desbravarem novos mercados, essas empresas confirmam a qualidade do Marketing Direto praticado no Brasil. Não se trata de teorizações a respeito. A mais fiel e segura credencial do padrão de qualidade nacional é consignada pelos clientes estrangeiros que contratam, apreciam e renovam a solicitação dos serviços executados por empresas brasileiras. A importância dessa tendência e as perspectivas que carrega na geração de receitas e de empregos levaram a revista Marketing Direto a escolher a exportação de serviços em Marketing Direto como matéria de capa. Esperamos voltar em breve ao tema, registrando um número cada vez maior de empresas prestadoras de serviços além fronteiras. O Editor Marketing Direto 3 ÍNDICE Entrevista com João Henrique de Almeida Sousa, presidente dos Correios ...................... 6 E-Quilíbrio, artigo de Odair Gutirres .................. 12 Matéria de capa: Marketing Direto brasileiro conquista seu espaço no exterior ...................................... 14 Estudo: Aquisição de Clientes – Multiplicando resultados com database marketing, por Marcelo Souza ......................... 20 Lançado o livro Marketing de Resultados, de Abaetê de Azevedo e Ricardo Pomeranz ........................ 26 Por que ainda é tão difícil criar uma campanha integrada? Por Renato de Paula.......................................... 30 Opinião: Cuide de seu bando de dados, por Silvio Ramos .................. 32 Mercado......................................... 34 Dicas de leitura ............................... 39 Novos associados da ABEMD .......... 40 Agenda de eventos ......................... 41 Causos do Marketing Direto ........... 42 4 Marketing Direto ENTREVISTA JOÃO HENRIQUE DE ALMEIDA SOUSA DESAFIO DOS É PROPOR SOLUÇÕES INOVADORAS PARA Até assumir a presidência dos Correios no dia 15 de março deste ano, João Henrique de Almeida Sousa percorreu uma trajetória que mesclou experiências políticas e administrativas, entre elas a de deputado federal pelo PMDB do Piauí por três mandatos consecutivos, a partir de 1990, e a de ministro dos Transportes, em 2002. Essas valiosas credenciais o municiam de uma imprescindível vivência administrativa, aliada a uma visão política fundamental para conduzir uma empresa pública das dimensões e importância dos Correios. Nesta entrevista exclusiva à revista Marketing Direto, João Henrique de Almeida Sousa descreve as particularidades dessa imponente empresa, com mais de 103 mil funcionários e presença em todos os municípios brasileiros, e comenta a importância com que o Marketing Direto – que já responde por 12% da receita da empresa - se faz presente nos planos dos Correios. 6 Marketing Direto CORREIOS O SETOR DE MARKETING DIRETO Revista Marketing Direto – Inicialmente, gostaríamos que o sr. nos desenhasse um quadro com os dados mais significativos sobre os Correios, como número de funcionários, municípios em que atua, dimensão da frota própria, volume de correspondências e encomendas entregues diariamente. João Henrique de Almeida Sousa – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é a maior empregadora celetista do País, com 103,3 mil funcionários, dos quais 50,1 mil são carteiros, e está presente, com pelo menos uma agência, em todos os 5.561 municípios brasileiros. São mais de 12 mil agências, 4,7 mil veículos leves e pesados, 10,4 mil motos, 25,4 mil bicicletas e 35 aeronaves contratadas, e diariamente são entregues cerca de 30 milhões de objetos, dos quais mais de 95% no dia seguinte ao da postagem. Revista Marketing Direto – Numa comparação com os Correios de outros países, em qual posição os Correios do Brasil se situam? João Henrique de Almeida Sousa – Dependendo do critério, o Correio brasileiro ocupa diferentes posições: quanto ao total da carga o Brasil está em 9º lugar, mas em resultado financeiro fica em 5º, mesmo tendo uma das tarifas mais baixas do mundo (por exemplo, o primeiro porte da carta simples brasileira é de US$ 0,17, contra US$ 0,37 nos USA, US$ 0,60 na Suíça, US$ 0,80 na Austrália e US$ 1,00 no Peru). No ranking dos melhores correios do mundo para investimento em mídia, principalmente o Marketing Direto, segundo a empresa Postal Solutions, com sede na Bélgica, o Correio brasileiro está em 3º lugar, perdendo apenas para Dinamarca e Singapura. Revista Marketing Direto – No aspecto de tecnologia e qualificação dos recursos humanos, os Correios do Brasil também estão em condições de igualdade com os países tidos como referência? João Henrique de Almeida Sousa – Os Correios estão bem situados nestes dois quesitos. Em termos de tecnologia, basta mencionar que todas as agências próprias dos Correios estão interligadas on-line, com uma rede corporativa de mais de 6 mil pontos conectados, isto num país com as dimensões continentais do Brasil. Para dar um exemplo da qualidade dos Correios nesse setor, basta João Henrique de Almeida Souza: Marketing Direto está em terceiro lugar na participação da receita operacional Marketing Direto 7 ENTREVISTA mencionar o prêmio Empresa Mais Avançada em Tecnologia da Informação (TI), no setor de serviços públicos, conferido pela revista Info Exame, especializada em TI. Este prêmio reflete o grande esforço que vem sendo realizado pelos Correios de dotar a empresa de uma infra-estrutura tecnológica capacitada a dar o necessário suporte aos negócios e à gestão da empresa. Dentre as principais realizações, podemos destacar a ampliação de produção e armazenagem dos Centros Corporativos de Dados de Brasília e São Paulo, bem como a ampliação da capacidade da Rede Corporativa. Essas ações permitiram a ampliação da abrangência do Banco Postal, que já atingiu mais de 4 mil agências, a continuidade da implantação do Sistema de Gestão Integrada (ERP) e o início da implantação do Sistema de Automação de Agências (SARA), que já foi implantado em 149 agências. Revista Marketing Direto – E em relação aos recursos humanos? João Henrique de Almeida Sousa – No campo da qualificação dos recursos humanos, a Empresa possui uma Universidade Corporativa para atender às suas necessidades, onde despontam dois sistemas de treinamento com excelentes resultados: o treinamento a distância e o Treinamento no Local de Trabalho – TLT. Revista Marketing Direto – Em termos percentuais, qual é a participação do setor de Marketing Direto no volume de entregas dos Correios? João Henrique de Almeida Sousa – O segmento de Marketing Direto da empresa atingiu o percentual de 12% no ano de 2003, o que o coloca 8 Marketing Direto “Nos últimos anos, as campanhas de Marketing Direto têm crescido por garantirem uma maior eficiência em se atingir o público-alvo, além de possibilitar retornos concretos e mensuráveis; portanto, estão inseridas nas estratégias de marketing das empresas” estão inseridas nas estratégias de marketing das empresas. Segundo os especialistas, as empresas estão migrando suas ações de comunicação da mídia de massa para a mídia dirigida, e isso certamente trará resultados interessantes para os Correios. Com o crescimento promissor deste mercado no Brasil, a exemplo do que vem ocorrendo nos demais Revista Marketing Direto – E quais são, no seu países, a ECT como parte deste contexto terá condientender, as perspectivas de crescimento desse ções de alcançar, como meta de crescimento real setor, em sua demanda pelos serviços dos Cor- para 2004, 2,43% e cerca de 9,27% até 2007, de reios? acordo com o Plano Estratégico 2004-2007. João Henrique de Almeida Sousa – Os Correios estão inseridos em um contexto mercadológico em Revista Marketing Direto – A base de dados que tanto as pequenas empresas como as grandes dos Correios é uma ferramenta de grande estão em busca de alternativas para ampliarem importância para o Marketing Direto. Qual é seus negócios por meio da conquista e fidelização o uso mais adequado que as empresas do setor de clientes. Neste sentido, as ações que expres- podem fazer desse produto? sam bem esta nova tendência e possam ser capa- João Henrique de Almeida Sousa – Os Correios zes de alavancar as vendas, aumentar a produtivi- vêm desenvolvendo interessantes projetos visando dade, além de agregarem valor aos clientes, pas- ao gerenciamento de endereços e base de dados. A sam a ser um diferencial competitivo no mercado. base de dados do DNE – Diretório Nacional de Nos últimos anos, as campanhas de Marketing Di- Endereços é um banco de dados atualizado com reto têm crescido por garantirem uma maior efici- Códigos de Endereçamento Postal – CEP e vários ência em se atingir o público-alvo, além de possi- outros elementos de endereçamentos. bilitar retornos concretos e mensuráveis; portanto, A base de dados do DNE é destinada a empresas em terceiro lugar na participação da receita operacional dos Correios. Além dos serviços específicos para o Marketing Direto, muitas ações são realizadas por outras modalidades, como Sedex, Telegrama, entre outros, os quais são computados em outros segmentos de negócios da ECT. que atuam com database marketing, CRM, call center, Internet, e-commerce, geomarketing, entre outras com atuação em Marketing Direto de um modo geral. Constitui um diferencial para essas empresas que a licenciam, por garantir otimização na gestão e na montagem de cadastros de endereços resultando em uma diminuição do volume de correspondências e malas diretas não entregues ao destinatário por motivos de ocorrência de dados incorretos ou incompletos, minimizando, portanto, a repercussão negativa para a efetividade de seus negócios. O uso é feito a partir da higienização dos cadastros de endereços antes de a empresa-cliente iniciar uma ação de marketing de relacionamento. Outro importante mercado beneficiado com este produto é o de listas qualificadas. Vale destacar que os Correios estão em todos os municípios e isso traduz-se em informações precisas, atualizadas e confiáveis. Revista Marketing Direto – O que os Correios têm feito para conhecer melhor as particularidades e necessidades do setor de Marketing Direto e, a partir desse conhecimento, formatar produtos e serviços específicos? João Henrique de Almeida Sousa – Projetar a evolução do mercado e propor soluções inovadoras constitui o desafio assumido pela ECT no desempenho de sua parceria junto às empresas que buscam uma agregação de valor em suas campanhas de Marketing Direto. Como resposta às necessidades competitivas apresentadas pelo segmento de Marketing Direto, a ECT vem promovendo uma atuação consistente no estudo de estratégias que resultem no desenvolvimento de soluções inovado- ras que possam conduzir as empresas a uma melhor performance no alcance de públicos diversificados. Com base na linha de produtos e/ou serviços da ECT, a Mídia Postal é um conjunto de ferramentas disponibilizadas às empresas, com vistas a um eficiente alcance de prospects, a uma maior fidelização de clientes, à obtenção de melhores índices de respostas e ao conseqüente estímulo das vendas e de seus negócios. Além da Mídia Postal, a ECT procura oferecer consultorias e orientações voltadas a atender as diferentes demandas de empresas de diferentes portes. É com este propósito, que o Escritório de Consultoria e Negócios em Marketing Direto, localizado na cidade de São Paulo (*), procura atuar junto a essas empresas, dando o suporte a essa premissa e viabilizando o atendimento das necessidades identificadas sendo apresentadas soluções de distribuição, transporte e logística. Revista Marketing Direto – As tarifas cobradas pelos Correios têm muita importância na com- posição dos custos das ações de Marketing Direto, que muitas vezes levam meses para serem planejadas, estruturadas e executadas. Segundo empresas do setor, um aumento inesperado no meio desse processo pode, até mesmo, comprometer toda a ação. Os Correios têm algum plano para que o setor possa ser informado com antecedência sobre os índices de reajuste, obviamente sem que isso afete os objetivos estratégicos da empresa? João Henrique de Almeida Sousa – O processo referente ao levantamento de percentuais, estudos econômicos/financeiros e definição do índice final, envolve inicialmente os Correios, passando para os Ministérios do Planejamento e da Fazenda, o que dificulta sabermos o momento preciso da aplicação do reajuste e seus índices exatos, muito embora o mercado, incluindo o de Marketing Direto, já conheça que ele se dá anualmente sempre no mesmo período. Apesar dessas dificuldades, os Correios estão procurando melhorar cada vez mais a sua comunicação com o mercado. Mais de 50 mil carteiros participam do processo de entregas de 30 milhões de objetos por dia Marketing Direto 9 ENTREVISTA Revista Marketing Direto – Como as empresas que prestam serviços de Marketing Direto devem proceder para expor aos Correios suas necessidades, com o objetivo de encontrar uma solução que seja satisfatória em termos operacionais e financeiros? João Henrique de Almeida Sousa – A ECT, por intermédio do ECMD – Escritório de Consultoria e Negócios em Marketing Direto, oferece às empresas soluções que viabilizam o atendimento das particularidades demandadas pelos diversos modelos de negócios com uma excelente relação custo/benefício. Além do acompanhamento e das orientações dadas às empresas no tocante à melhor forma de utilização dos produtos de Mídia Postal, o ECMD exerce atuação em estudos e análises sistêmicas com o propósito de obtenção de diagnósticos de estratégias mercadológicas que possam resultar em uma garantia maior de retorno das ações investidas em Marketing Direto pelas empresas. “O segmento de Marketing Direto da Empresa atingiu o percentual de 12% no ano de 2003, o que o coloca em terceiro lugar na participação da receita operacional dos Correios” 10 Marketing Direto O Escritório de Consultoria e Negócios em Marketing Direto dos Correios é composto por especialistas capazes de orientar e encontrar a melhor estratégia para cada ação de Marketing Direto. Outro objetivo é o estabelecimento de parcerias com agências de Marketing Direto, de comunicação integrada, de Telemarketing, gráficas, e outras entidades ligadas ao setor, que auxiliam o processo de desenvolvimento de ações do segmento. Revista Marketing Direto – Qual é o impacto da ampliação do e-commerce na demanda sobre os serviços oferecidos pelos Correios? João Henrique de Almeida Sousa – O ecommerce tem refletido positivamente nos outros serviços na medida em que este mercado necessita atender aos seus consumidores enviando os produtos ou realizando ações de comunicação mediante o Marketing Direto. A ampliação do e-commerce trouxe oportunidades aos Correios. Os serviços e-Sedex e o CorreiosNet Shopping foram criados para atender à demanda entre empresas e consumidores. Hoje, o e-Sedex é responsável pela entrega da maior parte dos produtos comprados na Internet brasileira e foi um dos fatores apontados como razão do aumento de satisfação do consumidor virtual. Revista Marketing Direto – De que forma os Correios se preparam para atender essa demanda com a agilidade e complexidade que o setor exige? João Henrique de Almeida Sousa – Com uma larga experiência em distribuição postal, presença em todos os municípios brasileiros, rede logística de distribuição, capilaridade, capacidade produ- tiva e uma ampla rede de atendimento, colocamos à disposição do mercado produtos e serviços ágeis e confiáveis que atendam às necessidades de diversos segmentos de mercado. Como exemplo podemos citar o e-Sedex, um serviço que foi customizado de acordo com as necessidades do segmento de ecommerce. Para o segmento de Marketing Direto lançamos, nos últimos dois anos, a Mala Direta Postal, o Impresso Especial e o Postal Mídia (ainda em testes). Todos eles com preços diferenciados por destino (local, estadual e nacional), uma antiga demanda do mercado. Maiores esclarecimentos sobre estes produtos e quaisquer outros podem ser obtidos com as nossas equipes comerciais, disponíveis no site www. correios.com.br, página inicial contatos comerciais. Revista Marketing Direto – Como funciona o Shopping Virtual dos Correios? João Henrique de Almeida Sousa – O CorreiosNet Shopping é mais um serviço dos Correios que leva os benefícios da chamada nova economia a um número maior de empresas, que podem operar suas lojas virtuais contando com a infra-estrutura tecnológica, comercial e logística dos Correios para apoiar seus negócios no Brasil e no mundo, com qualidade, segurança, confiabilidade e baixo custo. Por outro lado, os consumidores podem realizar compras de produtos e serviços com segurança e garantia de entrega. Trata-se, portanto, de uma solução completa para o varejo eletrônico. Os serviços oferecidos pelo CorreiosNet Shopping são a hospedagem de lojas virtuais de micro, pequenas e médias empresas, a veiculação de anúncios na Internet e vínculo de lojas virtuais já estabelecidas na grande rede. Os centros operacionais são peças fundamentais na estrutura logística da empresa Para as microempresas organizadas em associações e cooperativas, o CorreiosNet Shopping oferece a hospedagem de lojas virtuais cooperadas com baixo custo, possibilitando a inclusão de novas empresas no comércio eletrônico, as quais, de outra forma, não teriam condições para participar deste negócio. Além de estar integrado aos serviços de encomendas dos Correios, o CorreiosNet Shopping também está vinculado ao serviço Exporta Fácil dos Correios e disponibiliza vitrines em espanhol e inglês, de forma que os lojistas possam alcançar consumidores internacionais, estabelecendo, portanto, mais um canal para exportações com o auxílio dos Correios. Revista Marketing Direto – A informática é, cada vez mais, uma ferramenta imprescindível nas operações de logística, auxiliando desde o gerenciamento da operação até o tratamento da base de dados. Quais são os planos dos Correios para esse setor? João Henrique de Almeida Sousa – Os Correios vêm investindo uma média anual de R$ 250 milhões em tecnologia da informação para dotar a empresa da capacidade operativa indispensável para atender adequadamente às demandas do mercado. Opera com uma rede corporativa interligada com mais de 6 mil pontos; mais de 70% do seu sistema de gestão integrada já estão implantados; está na fase final de implantação de 86 sistemas de triagem automatizada o que irá possibilitar que 80% da sua carga seja tratada mecanicamente; está em fase avançada a implantação de um sistema de automação da rede de atendimento e caminha, a passos firmes, na implementação do CorreiosNet que é o projeto que objetiva oferecer em meios digitais no campo das mensagens todas as facilidades já oferecidas no mundo físico. Com essa base tecnológica, nas operações de logística, os Correios estão oferecendo serviços de rastreamento de objetos, GPS para o controle da frota, paletização virtual de encomendas, serviços bancários por meio do seu Banco Postal que hoje já conta com 4,1 mil agências e 1,4 milhão de correntistas, várias modalidades de encomendas expressas como o Sedex , o e-Sedex (para o comércio eletrônico), o Sedex 10 (com entrega até as 10 horas do dia seguinte) e, em breve, nas principais capitais brasileiras, o Sedex Hoje (para postagem e entrega no mesmo dia). (*) O Escritório de Consultoria e Negócios em Marketing Direto dos Correios localiza-se Av. São Luis, 50 - 3º andar - cj. 32-D – CEP 01046–926 – Tel. 0800.115111 E-mail: [email protected] Marketing Direto 11 ARTIGO POR ODAIR GUTIRRES * E-QUILÍBRIO Se você é fã incondicional do e-mail marketing, este artigo pode não lhe agradar. Se, por outro lado, você acha que e-mail marketing não tem futuro e, em contrapartida, é fã incondicional da mala direta, acho que também pode não entender alguma coisa. O que é melhor? E-mail marketing ou mala direta? A pergunta, assim como está, não tem propósito, mas é como ela surge inúmeras vezes, vinda de clientes ou de profissionais que não trabalham com Marketing Direto (que jamais fariam uma pergunta assim). Então, vão aqui alguns pensamentos, certo de que outras colaborações poderão surgir de nossos colegas “marketeiros”, atento às mudanças de comportamento dos consumidores e que, certamente, tem pensado muito ultimamente a esse respeito. A favor do e-mail: - E-mail é barato. Essa é uma das razões que faz muita gente confundir e-mail marketing (que é coisa séria e profissional) com spam. Como os custos de um e-mail são desprezíveis, os spammers não se preocupam se as taxas de resposta são baixas, se os destinatários já estão fartos de receber ofertas de emprego ou para ganhar dinheiro com o computador em casa. Se você tem o e-mail de um grande número de consumidores, testar uma idéia nova não vai lhe arrancar nenhum braço ou perna. - E-mail é rápido. São três sensações “rápidas”. Primeiro, a sensação de produzir uma comunicação em curto espaço de tempo. A idéia nasce em sua cabeça, você escreve um e-mail motivado e – segunda sensação – aperta um botão e seus prospects ou clientes começam a receber sua idéia em segundos. Depois, é só esperar as reações, em questão de minutos – terceira sensação. - E-mail é uma ferramenta de teste fabulosa. Devido à velocidade, você pode ter respostas imediatas para suas dúvidas de comunicação, de produto ou de oferta. Você não precisa esperar quinze dias para ter respostas às suas dúvidas. 12 Marketing Direto Contra e-mail: - O “ambiente” do e-mail é pobre. A avalanche de spam tornou essa realidade desgastante. Seu destinatário está procurando mensagens da família, de amigos, de negócios, enfim… E, como em geral está fazendo tudo isso rapidamente, seu e-mail – que cai de pára-quedas – pode irritá-lo ou não captar devidamente sua atenção. - O e-mail tem que ser (relativamente) curto. Quando você está pegando seus e-mails, quer informação rápida. Texto muito longo (às vezes necessário para poder desenvolver uma argumentação completa) está fora de cogitação. Ofertas complexas idem. Fatos apoiando argumentação também ficam de fora. - E-mail limita sua criatividade. Um e-mail apenas de texto é cansativo e inviável visualmente. A mensagem tem que atrair. É claro que, num e-mail de HTML, você pode usar um pouco de cor e fotografia, mas terá de fazê-lo moderadamente. A sua equipe de criação tem que entrar na luta com uma mão amarrada. A favor da mala direta: - O “ambiente” de mala direta é bom. Como todo mundo já sabe, muitas pessoas dizem que jogam no lixo as malas siretas. Mas, se você prestar atenção, elas aplicam o termo “junk mail” com muito menos raiva do que quando se referem e-mail como spam. Quando você vai “pegar” seus e-mails, está sentado à sua mesa de trabalho, encarando um monitor, quer resolver tudo logo. Quando você toma contato com sua correspondência do dia, você provavelmente está mais relaxado do que quando pega os e-mails, e se sente menos posto em ação. Isso constitui uma diferença, em termos de receptividade, que - a meu juízo - é de grande importância. Além do mais, a tecla DEL está mais fácil de ser acionada do que o cesto de lixo está ao alcance da mão. - Na mala direta você pode contar a história inteira. E como seu destinatário, provavelmente, quando abre sua mala direta, está também mais relaxado, ele acompanhará suas explicações, mesmo que sejam complexas. Será que reagirá da mesma forma com um e-mail? - Na mala direta você pode usar a emoção. Em sua carta você pode alegrar, inspirar, assustar, convencer, desenvolver argumentos possantes e motivadores. Em um e-mail, os leitores não querem isso. Eles querem ver rapidamente o que chegou, e sair fora. Isso para um redator é muito limitante. - Na mala direta você pode incluir diferentes peças, que podem ficar nas mãos do seu leitor. Um mecanismo de atenção, ou de envolvimento, uma folha com testemunhais, notícias da imprensa. Você nunca sabe qual dessas peças vai capturar o interesse ou a atenção do seu leitor. Com um e-mail você coloca na tela somente pixels. Contra a mala direta: - Mala direta é cara. As tarifas postais encabeçam a lista de custos que chegam às nuvens. A impressão de uma mala direta um pouco mais sofisticada pode lhe custar outra tonelada de dinheiro. E ainda há o aluguel de listas e o manuseio (o mais barato nisso tudo). Sem falar do desenvolvimento criativo. Na realidade, o custo é o único “contra” consistente da mala direta. Qual a conclusão dessa “discussão”? Diante do surgimento do e-mail como nova ferramenta do Marketing Direto é preciso, sobretudo, equilíbrio na análise e na sua aplicação (repito: e-mail marketing é coisa de profissional). Como é preciso equilíbrio e conhecimento técnico na hora de optar pelas melhores ferramentas que serão utilizadas em sua campanha. A grande regra “testar, testar, testar” sempre continuará atual, principalmente quando uma nova ferramenta aparece e com tanto potencial. E, quem não gosta de fazer contas, analisar e pesquisar... deve ficar fora desse debate (e de qualquer outro do Marketing Direto). * Odair Gutirres ([email protected]) é diretor da PMK Marketing Direto e Consultoria. Marketing Direto 13 CAPA MARKETING DIRETO Empresas do setor se lançam no mercado externo em busca de clientes e de divisas Não é de hoje que a economia brasileira se volta para a conquista de mercados externos com o objetivo de trazer divisas para o país e fazer pender a balança comercial a favor dos cofres nacionais. Inicialmente, entre os itens que faziam mais sucesso no exterior predominavam produtos agrícolas e matériasprimas. Aos poucos, na pauta de exportações passaram a figurar também produtos industrializados. O Brasil começou a fazer bonito em áreas diversas e sapatos tupiniquins passaram a calçar, lá fora, passageiros de aeronaves aqui produzidas. Nos últimos anos, o segmento de serviços também procurou mostrar a sua cara além-fronteiras e, mais recentemente, esse movimento em direção ao exterior contagiou o Marketing Direto. Ainda não é possível definir se é uma tendência irreversível e, menos ainda, dimensionar com clareza o montante dessas operações. É fato, entretanto, que empresas dos diferentes ramos do Marketing Direto estão fincando raízes no exterior e, com persistência e qualidade, conquistam cada vez mais esses mercados, trazendo divisas em moedas fortes. Uma das áreas do Marketing Direto que registra com mais clareza esse movimento é o telemarketing. Mas não é a única. Empresas que prestam serviços em tecnologia para personalização de texto e imagem ou que conduzem programas de fidelização, por exemplo, vem sendo requisitadas para levarem sua expertise para além fronteiras. 14 Marketing Direto MADE IN BRAZIL Além de fornecerem trabalhos com idêntica qualidade em relação ao que se produz de melhor em âmbito mundial, as empresas brasileiras oferecem custos altamente atraentes em razão da realidade salarial aqui praticada e da relação cambial. O fuso horário muitas vezes é mais um importante diferencial, se comparado com a diferença que existe entre os Estados Unidos e a Índia, por exemplo. Na opinião de Topazio Silveira Neto, presidente da ABT e vice-presidente da Softway, há outro fator, de caráter comportamental, que coloca as empresas brasileiras em franca vantagem em relação às de outras nações. “O profissional brasileiro tem um perfil para atendimento muito melhor do que o de qualquer outro lugar do mundo. É só comparar o nosso profissional de um hotel com seus colegas de hotéis da mesma rede no exterior”, desafia. Essa propensão está enraizada na cultura nacional. Como sintetiza Topazio, “relacionamento está no DNA do brasileiro”. O que os estrangeiros procuram? Henry Curtis Whitney, da D&B e Call Market do Brasil, fez um estudo sobre as oportunidades para o Brasil no mercado internacional de telemarketing. Segundo apurou, 53% das empresas que mudaram ou pretendem mudar seu telemarketing a outros países têm o objetivo de reduzir custos. Os salários são, portanto, peça-chave na composição do custo. Os principais concorrentes do Brasil nesse particular, conforme assinala Whitney, são Índia, China, Filipinas e Rússia, onde os salários variam entre 3 mil e 12 mil dólares anuais. Na Irlanda e Canadá, os custos com mão de obra oscilam entre 25 mil e 50 mil dólares por ano, enquanto nos Estados Unidos situam-se entre 60 mil e 90 mil dólares. Ou seja, o menor salário nos Estados Unidos é cinco vezes superior ao maior salário praticado em países que oferecem seus serviços em escala mundial. Topazio Silveira Neto: relacionamento está no DNA brasileiro Marketing Direto 15 CAPA Também a qualidade do pessoal é apontada por Henry Whitney como prioridade para 19% das empresas que buscam atendimento no exterior. Ao contrário do que se supõe, muitos operadores de telemarketing dos Estados Unidos têm baixo grau de escolaridade, enquanto no Brasil é comum encontrar entre os profissionais universitários graduados. Há, entretanto, um fator que é desfavorável ao Brasil. Enquanto em países como Paquistão e Índia o inglês é falado há cerca de 300 anos, no Brasil é preciso encontrar e treinar profissionais com fluência no idioma. Outro obstáculo apontado por Whitney é a pressão de políticos e sindicatos para serem aprovadas leis que limitem o traslado de call center exterior. Feito o balanço entre prós e contras, Whitney assinala que “a oportunidade existe”. O primeiro passo, segundo afirma, “é desenvolver um produto de valor para os estrangeiros, o que requer uma infra-estrutura muito boa e bom pessoal”. A especialização em determinado tipo de negócio também pode ser um atraente diferencial para a localização de clientes. Além disso, é preciso ter uma boa dose de paciência para concretizar contrato. “Não seja impaciente. Desde o primeiro contato até o encerramento do negócio, demora-se em média oito meses”, alerta ele. Henry Whitney: objetivo principal da mudança é reduzir custos Redução de custo é determinante Nelson Armbrust: experiência acumulada por unidades de outros países 16 Marketing Direto Na balança que determina a conveniência ou não de se transferir uma operação para empresas sediadas fora do país, o fator custo tem um peso preponderante. “Uma operação de contact center só sai de seu país de origem por questão de custo”, confirma Nelson Armbrust, vice-presidente Comercial da Atento Brasil. Obedecida essa premissa, outros fatores são levados em conta, como a afinidade cultural entre os dois países, estabilidade política e financeira, benefícios fiscais e infra-estrutura disponível. A opinião de Armbrust se fundamenta na larga experiência adquirida pelo Grupo Atento em operações off shore. Baseadas nas unidades implantadas em países como Marrocos, México, El Salvador, Guatemala e Colômbia, o Grupo iniciou esse atendimento “sem fronteiras” há cerca de três anos. Apenas uma dessas operações, feita para a TACA – Transportes Aéreos Centroamericanos – a partir da unidade de El Salvador, envolve mais de 189 mil chamadas por mês para prestar serviços inbound e outbound, como reservas e vendas de bilhetes, programas de milhagem, controle de bagagens e suporte técnico a usuários de Internet. De repente, a oportunidade Nem sempre é preciso planejar detalhadamente o que fazer para conquistar clientes no exterior. Muitas vezes as oportunidades surgem naturalmente e, nesses casos, o importante é saber aproveitá-las para fincar raízes lá fora. Isso aconteceu, por exemplo, com a H21, empresa com cinco anos de existência que se dedica ao desenvolvimento de tecnologias de personalização de imagem e de textos. Parceiros no Brasil da HP, a H21 implementou a inteligência de um sistema de personalização totalmente exportável pela internet e que utiliza o equipamento Indigo da HP. Segundo explica Bernardo Zamijovsky, sócio-diretor da H21, “poucas empresas têm esse know-how no mundo, com custo tão competitivo”. Esses diferenciais atraíram um cliente da HP em Nova York, que a partir de março deste ano passou a utilizar a tecnologia brasileira. A partir desse impulso inicial o mercado internacional se abriu e atualmente estão em conversações com empresas do Peru, Chile e México. Além da obrigatoriedade de se dispor de produtos e serviços competitivos, para conquistar o mercado externo é preciso derrotar um certo sentimento de inferioridade, aconselha Zamijovsky. “Se vencermos essa barreira, temos condições de competir em condições de igualdade lá fora e abrir muitas oportunidades”, acredita o sócio-diretor da H21. Heloísa Martins: programa de fidelização em três idiomas Bernardo Zamijovsky: inteligência de sistema de personalização exportada para os Estados Unidos Também para a MarketSystem, empresa associada ao Grupo CSU, a caminhada rumo ao exterior teve um início casual e os resultados alcançados permitiram reafirmar a qualidade do trabalho aqui realizado. Segundo relata Heloísa Martins, diretora de Operações da MarketSystem, quando os hotéis Cesar Park foram adquiridos pelo grupo Posadas, do México, a empresa ficou incumbida de implantar o programa de fidelização para “heavy users” que o grupo desenvolve desde 2001. O sistema desenvolvido pela MarketSystem inclui desde a contagem a acompanhamento dos pontos, com instalação de terminais nos oito hotéis da rede no Brasil e um em Buenos Aires, até a logística para entrega de prêmios. Todo o processo tem interface com o site feito em três idiomas, da mesma forma que o atendimento para o programa é feito nas três línguas num sistema 0800. Marketing Direto 17 CAPA Geração de leads à distância Desde o final do ano passado a ACS, empresa de call center, mantém três operações off shore. Na principal delas, é feito um telemarketing ativo em que as operadoras entram em contato com cidadãos dos Estados Unidos para a geração de leads para grandes instituições financeiras daquele país, que oferecem financiamentos imobiliários, conhecidos como “mortgage services”. Segundo descreve José Eduardo Lima, coordenador de Marketing da empresa, a principal dificuldade inicial foi convencer clientes do exterior de que o Brasil e a ACS, de modo particular, seriam capazes de prestar serviços qualificados na língua inglesa. “Abordamos os diferenciais do país, como proximidade cultural com os Estados Unidos, ausência de riscos naturais e até de mesmo terrorismo, estrutura de telecom, aptidão para serviços a clientes e, logicamente, os benefícios de custos”, comenta Lima. As primeiras investidas externas ainda não têm impacto significativo nas receitas da ACS, mas estima-se que em pouco tempo poderão representar mais de 10% dos negócios da empresa. Para José Eduardo Lima, o potencial é grande para todas as empresas, pois há demanda e oportunidades a serem aproveitadas. “No entanto – adverte – outros países, como Índia e Filipinas, sempre serão maiores em função da quantidade de pessoas e atendentes Gil Giardelli: ampliação das fronteiras como estratégia de crescimento 18 Marketing Direto José Eduardo Lima: operação off shore gera leads nos Estados Unidos que falam inglês.” Apesar dessa desvantagem, ele acredita que é possível conquistar uma fatia do bolo, o que possibilitará gerar empregos e divisas para o país. Também a Tellus do Brasil mantém diversas atividades de customer services em andamento no exterior. Essa experiência teve início em 2000 e atualmente os serviços off shore são prestados para três clientes dos Estados Unidos e dois da Europa, por meio de centrais de atendimento especializadas em suporte técnico para o segmento de tecnologia, tais como edição de vídeo, design gráfico, software anti-vírus, anti-spam e controle de conteúdo. Para Guilhermo Faria, diretor geral da Tellus, o grande diferencial que possibilita ao Brasil cortejar o mercado externo com grandes possibilidades de sucesso é a relação custo-benefício representada pela mão de obra nacional. “Além de termos profissionais altamente qualificados, o custo é bastante redu- zido se comparado com a Europa e Estados Unidos”, afirma. Com isso, a Tellus já obtém cerca de 20% de seu faturamento a partir de operações off shore. E as perspectivas, na previsão de Guilhermo, são ainda mais animadoras. “Até dezembro de 2004 a participação deste tipo de operação na empresa atingirá a marca de 35%”, calcula ele. Crescimento sustentado na internacionalização A conquista de novas fronteiras foi a alternativa escolhida pelo Grupo eCentry para continuar crescendo “de forma sustentável e vigorosa”, segundo define Gil Giardelli, vice-presidente de Novos Negócios da empresa. Essa estratégia incluiu a abertura de um escritório em Nova York, para atender empresas daquele país na utilização de ferramentas de gestão de relacionamento digital via web (e-CRM). Na carteira de clientes off shore, o e-Centry faz o trabalho de e-CRM para administrar o programa de relacionamento e de milhagem da Lufthansa em 30 países da América Latina, Oceania e Ásia. A preferência pela ferramenta oferecida é motivada pela qualidade de nível internacional e pelo preço. Gil Giardelli informa que o faturamento com operações internacionais representa hoje 30% das receitas obtidas e a empresa projeta chegar a 60% nos próximos doze meses. “No segundo semestre de 2004 vamos abrir a operação Ásia e Oceania, com sede em Xangai, e a operação Europa, com sede em Londres ou Berlim”, adianta. Além de iniciativas isoladas, grupos de empresas também se organizam para lançar sementes em outros mercados. Foi o que fizeram quarenta gráficas (dez de cada um dos setores promocional, embalagem, editorial e papelaria), em torno da Graphia Aliança, articulada há cerca de um ano e meio dentro da Abigraf. Cada grupo de empresas contratou um gerente comercial, que organiza a participação e feiras e missões comerciais. “Esta é uma grande oportunidade para nos destacarmos no mercado internacional”, acredita Sérgio Costa, gerente Comercial da Laborprint, uma das gráficas envolvidas. Para ele, se as exportações estão garantindo o equilíbrio da economia brasileira, o setor gráfico tem todas as condições para também se beneficiar. Marketing Direto 19 ESTUDO AQUISIÇÃO DE CLIENTES: multiplicando resultados com database marketing POR MARCELO SOUSA * 20 Marketing Direto Os recursos modernos de database marketing são freqüentemente utilizados em projetos de relacionamento e retenção de clientes, mas são comparativamente menos utilizados em ações de captura e aquisição de novos clientes. De um lado, os programas de CRM transformaram-se em assunto do cotidiano em empresas de quase todos os segmentos econômicos, concentrando nessa área os projetos de database. De outro, existe pouca disponibilidade de literatura e de cases de sucesso em ações de captura de novos clientes, dificultando o aprendizado. É sintomático verificar, nos programas de aquisição de clientes, que a carência de recursos de software, de processos e principalmente de uma equipe multidisciplinar adequada, limita a utilização dos bancos de dados de prospects ao cruzamento e ao tratamento de listas externas para gerar arquivos para impressão de etiquetas e listas de telemarketing. Deixa-se, assim, de explorar suas maiores virtudes: a capacidade de segmentar e selecionar os prospects mais propensos a se tornarem clientes; e a habilidade de acumular progressivamente o conhecimento gerado com os resultados de cada ação, consolidando uma base de aprendizado prático sobre o negócio. Não se pode negar que é realmente mais desafiador utilizar processos de database marketing para a aquisição do que para a retenção de clientes, dado que as informações disponíveis sobre os prospects são invariavelmente mais limitadas do que o conhecimento disponível sobre a carteira de clientes. Esta carência dificulta a capacidade analítica baseada em dados históricos – por exemplo, informações demográficas sobre sexo, renda, escolaridade, etc, e principalmente de comportamento. Este desafio, inerente a toda ação de prospecção, pode ser minimizado e superado se utilizarmos adequadamente os recursos dos bancos de dados de marketing durante todo o processo de execução da campanha, desde a definição dos objetivos até a seleção do público-alvo, a execução e a mensuração dos resultados. Definindo os objetivos da ação de aquisição Pode parecer óbvio que, em qualquer campanha de aquisição, o objetivo final seja a venda, ou seja, converter um grupo selecionado de prospects em clientes. Analisando a questão com um pouco mais de cautela, entretanto, percebemos que nem todos os clientes produzem igual lucratividade. Os ganhos financeiros gerados ao longo dos relacionamentos nem sempre remuneram a empresa pelos custos de conquistar e manter alguns dos seus clientes. Em companhias do ramo de assinaturas, como revistas, jornais, e TVs a cabo, entre 20% e 40% dos clientes conquistados jamais chegarão a ser lucrativos e serão subsidiados pelos demais. Como o primeiro ano de uma assinatura é deficitário pelos altos investimentos de aquisição, somente trarão lucros os clientes que renovarem sua assinatura pelo menos uma vez. Do mesmo modo, no setor de cartões de crédito, uma grande parcela dos novos cartões emitidos jamais será ativada de fato. Nestes casos, uma especificação melhor de objetivo seria adquirir bons clientes, ou seja, clientes com propensão a gerar margens positivas para a empresa. Nos exemplos acima, os objetivos poderiam ser capturar novos assinantes que irão renovar pelo menos uma vez a assinatura, ou conquistar clientes com grande propensão de ativar seu cartão. Selecionando os prospects adequados Ações de aquisição baseiam-se no uso de listas de prospects, sobre os quais sabe-se muito pouco: em geral, somente alguns dados demográficos. Na seleção de listas de prospects, os profissionais de Marketing Direto freqüentemente seguem o mesmo critério de compra utilizado pelos profissionais de mídia na compra de espaço nos veículos de massa. A partir de uma descrição macroscópica de perfil, definida por recomendação da agência ou por experiência anterior, eles selecionam listas de fornecedores externos que ofereçam prospects com traços semelhantes. 22 Marketing Direto Ainda que a prática do profissional de marketing, o feeling e as experiências anteriores sejam imprescindíveis, é neste momento que recursos analíticos aplicados sobre o banco de dados oferecem sua maior contribuição, permitindo a seleção dos melhores prospects de uma forma muito mais assertiva. A aplicação de recursos estatísticos permite a identificação dos prospects mais propensos a se tornarem bons clientes dentro das listas externas disponíveis no mercado. Há dois caminhos técnicos para este processo: a clusterização da base de clientes e o uso de modelos preditivos baseados em testes e campanhas anteriores. Clusterização da base de clientes Esta é a técnica mais utilizada quando não há dados históricos a respeito dos respondentes e não-respondentes coletados em campanhas anteriores. Usa-se como plataforma de trabalho os dados disponíveis de clientes atuais. Conceitualmente, trata-se de selecionar listas de prospects com base em sua similaridade com os melhores segmentos (clusters) de clientes da carteira atual. Ao identificar o perfil destes clusters conhecidos, é possível desenvolver campanhas segmentadas de aquisição, otimizando a pertinência da comunicação e da oferta. Quando trabalhamos com grandes bases de dados de clientes, a complexidade de identificar padrões de comportamento aumenta exponencialmente, devido à grande quantidade de clientes e à disponibilidade de variáveis. A clusterização da base de clientes para fins de aquisição, entretanto, deve se restringir àquelas variáveis que estarão disponíveis em listas de prospects do mercado, ou não terá aplicação prática. Ambas as bases de clientes e de prospects devem conter um mesmo conjunto de informações ou variáveis, para permitir que a clusterização, realizada com dados de clientes, possa ser reproduzida nas listas externas de prospects. Por isso, especialmente nos casos em que uma lista traz não mais que nome, endereço e telefone, pode ser necessário seu enriquecimento com informações adicionais. O enriquecimento pode ser feito de duas formas. A primeira alternativa é o cruzamento com listas externas. O mercado brasileiro conta com poucos, mas bons, fornecedores para esta função. O principal aspecto negativo desse processo é que, em ações grandes, freqüentemente o custo da operação mostra-se proibitivo. O segundo caminho é o enriquecimento das bases com dados censitários. Este tipo de recurso, oferecido por poucas empresas no país, envolve a compilação de dados do censo e a utilização de ferramentas de geomarketing, para identificar e colar variáveis censitárias (escolaridade, renda, tipo de domicílio, quantidade de banheiros, etc) a partir da localização do endereço do cliente ou prospect dentro de um setor censitário. O primeiro passo do processo de clusterização é o agrupamento da base de clientes em clusters ou segmentos formados com pessoas que apresentam características ou comportamentos similares. Deve-se buscar que os membros de um grupo ou cluster tenham traços homogêneos e, ao mesmo tempo, que os clusters sejam diferentes entre si. Apesar de haver outras técnicas que podem ser empregadas, a mais utilizada é a análise de clusters. Uma recomendação importante é não dividir a base de clientes em um número muito grande de clusters, pois isso traz maior dificuldade na interpretação dos grupos e tem pouco uso prático. A segunda etapa consiste na escolha dos melhores clusters, cujos perfis serão utilizados como filtro para a busca de nomes de prospects similares (clones) em listas do mercado. Normalmente, são selecionados os segmentos cujos clientes possuem maior potencial de gerar lucro futuro para a empresa. As características demográficas e de comportamento dos clusters selecionados são então identificadas, de modo a orientar a criação de ofertas e linhas de comunicação adequadas a cada um deles. Pequenas adequações na comunicação, ESTUDO nos canais de venda, no preço e nas características do produtos podem elevar significativamente os resultados. O passo final é a localização de listas no mercado com prospects de perfil similar aos clusters escolhidos. Quando as listas externas possuem todas as variáveis utilizadas na segmentação, basta especificar as regras de filtro (variáveis de segmentação) de cada cluster para que os fornecedores de listas determinem as quantidades de nomes disponíveis dentro de suas bases de dados. Quando utilizamos o enriquecimento com dados censitários, a empresa deverá providenciar o enriquecimento das bases externas de prospects antes de fazer a seleção. Como este tipo de recurso não está disponível para a maioria dos fornecedores de listas, será mais prático assumir que essa tarefa caberá à empresa ou ao seu fornecedor de database marketing. Ao aplicar a técnica de clusterização da base de clientes existentes para a qualificação e seleção de listas de prospects, devemos ter em mente uma limitação intrínseca de seu desempenho, causada pela pequena disponibilidade de variáveis nas listas externas de mercado. Via de regra, não será possível alcançar grandes separações entre os clusters identificados. Utilização de modelos preditivos Quando dados históricos de respondentes e não-respondentes em campanhas anteriores estão disponíveis, podemos desenvolver modelos estatísticos que permitam estabelecer a propensão de cada prospect a se tornar um novo cliente. O processo tem início com o desenvolvimento do modelo estatístico em si. O modelo assume que a propensão de um prospect a tornar-se cliente é uma função de suas características demográficas (ou outras variáveis disponíveis nas listas de mercado). A partir da técnica escolhida – regressão logística, árvores de decisão, redes neurais, etc – o modelo será aplicado nos dados históricos de respondentes e não-respondentes, para identificar quais variáveis exercem alguma influência no resultado do modelo de aquisição. Cada variável do modelo terá um peso (ou coeficiente). Quando ponderadas por seus coeficientes, as variáveis selecionadas permitirão a criação de um score individual de propensão. Criado o modelo – que não é mais do que uma fórmula matemática –, o passo seguinte é sua aplicação na lista de prospects, para selecionar registros com base em seu alto score. Apesar de ser tecnicamente possível a um proprietário de listas externas aplicar essa fórmula em sua base de dados para selecionar e enviar à empresa interessada somente os prospects de maior score (os mais propensos a comprar, segundo o modelo), a aplicação de modelos não é tecnicamente trivial. Além disso, quando o modelo leva em conta dados censitários, existe a necessidade de pa- dronização nos dados de endereçamento. Por estes motivos, é muito mais comum que a empresa receba a base de dados externa inteira e aplique o modelo internamente (ou via fornecedor de database marketing). A utilização de modelos estatísticos com freqüência apresenta melhores resultados do que a clusterização da base de clientes. Como contra-partida, sua maior desvantagem é exigir dados históricos de testes e campanhas anteriores. Bem poucas empresas têm os recursos de database marketing, a disciplina e a persistência necessários para realizar testes e ações estruturadas e com validação estatística e, assim, permitir o desenvolvimento de modelos de qualidade. Uma alternativa para quem não tem o histórico de campanhas anteriores, mas possui tempo e recursos para investir, é a realização de uma série de testes (campanhas com escopo reduzido) com o intuito de capturar os dados de respondentes e não-respondentes necessários à construção de um modelo. Neste caso, é crítico assegurar que metodologias adequadas de teste sejam utilizadas. A importância dos demais componentes de uma campanha A discussão das técnicas de database marketing apresentada acima concentrou-se na otimização de apenas um dos elementos críticos de uma campanha de aquisição de novos clientes – a identificação da melhor lista de prospects. A literatura especializada e a experiência prática com- O processo de clusterização Definição dos objetivos 24 Marketing Direto Extração e enriquecimento dos dados Segmentação dos clientes Seleção dos “melhores” segmentos Localização de prospects similares aos “melhores segmentos” O processo de aplicação de modelos estatísticos Definição dos objetivos Extração e enriquecimento dos dados provam que a lista selecionada será sempre um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma campanha. O melhor produto e a peça de comunicação mais criativa não funcionarão se forem endereçadas à pessoa errada. Este texto, entretanto, não tem qualquer intenção de reduzir a importância dos demais componentes de uma campanha. Dentre vários itens, será sempre fundamental acompanhar e melhorar continuamente pelo menos três outras dimensões: a oferta, a comunicação e o timing. Dependendo das variações de cada uma dessas dimensões, poderão existir dezenas (ou centenas) de combinações diferentes, o que tornará complexa qualquer análise voltada a identificar o conjunto de melhor performance. A única forma segura de alcançar resultados progressivamente melhores a cada ação é estabelecer um programa de testes cuidadoso e sistemático. Analisando os resultados Além da missão crítica de selecionar as melhores listas de prospects, outra função importante do banco de dados é sua capacidade de avaliar os resultados das ações realizadas. Para que o sucesso possa ser devidamente mensurado é importante que cada prospect abordado seja devidamente marcado no banco de dados, permitindo identificar quem foi abordado, quando e por qual ação. Além disso, é importante prever quais serão os canais de resposta, como call center, mala direta de resposta, Internet, e-commerce, visita ao ponto de venda, etc. A recomendação é definir formas efici- Elaboração do modelo e statístico entes de identificar cada respondente e seu respectivo código da campanha. A análise de uma campanha deve levar em conta dois aspectos importantes: o retorno financeiro e a investigação do perfil dos respondentes. A avaliação financeira é feita rotineiramente por quase todos as empresas, sendo que cada uma delas tem sua maneira própria de medir os resultados. O principal alerta é para que a avaliação dos ganhos não seja feita apenas no momento da primeira transação, mas sim baseada na expectativa de receita ao longo de toda a vida enquanto cliente. Já a análise de perfil tem como objetivo isolar dentro do universo de respondentes os segmentos que apresentaram melhor resposta. Não é incomum encontrarmos em campanhas de retorno total tímido (e que, à primeira vista não justificariam a continuidade dos investimentos), grupos com resultados muito acima da média. Naturalmente, esse tipo de estudo permite ajustes na segmentação para ações futuras. É um processo contínuo de aprendizagem. O potencial do DBM (database marketing) Como comentado, as evidências demonstram que a utilização de databases de marketing é muito mais freqüente nas campanhas de relacionamento e retenção do que nas ações voltadas à aquisição de novos clientes. Mesmo quando utilizado em ações de aquisição, o database marketing tem exercido um papel geralmente secundário, na maioria das vezes com funções operacionais Aplicação do modelo em listas de prospects Seleção dos prospects mais propensos ligadas apenas ao tratamento, deduplicação e geração de arquivos. Mas sabemos que o database marketing pode fazer muito mais pelas empresas que objetivam aumentar as suas carteiras de clientes. Idealmente o banco de dados de marketing deve estar presente em várias etapas do planejamento e da implantação das campanhas de aquisição, auxiliando na seleção dos prospects mais propensos a comprar (através de técnicas de clusterização da base de clientes ou de desenvolvimento de modelos de resposta), acompanhando os resultados e coletando feedback para ações futuras. Para que esta potencialização das campanhas de aquisição de clientes seja alcançada, é essencial que a empresa tenha a cultura de database marketing e que as ações contem com o apoio de todas as áreas decisórias de empresa. * Marcelo Sousa ([email protected]) é diretor de Projetos da MarketData Global Consulting Latin América e professor de database marketing do Curso de Especialização em Marketing Direto da ABEMD. Marketing Direto 25 LANÇAMENTO RELACIONAMENTO É O FIO CONDUTOR NO LIVRO “MARKETING DE RESULTADOS” Trabalho de Abaetê de Azevedo e Ricardo Pomeranz reúne experiência didática e vivência profissional dos autores 26 Marketing Direto Quando Ricardo Pomeranz entrou na sala de Abaetê de Azevedo propondo que escrevessem juntos um livro sobre Marketing Direto e relacionamento, a primeira reação do Abaetê foi dar uma gargalhada. Não que achasse a idéia cômica ou descabida. Ao contrário. Riu, mesmo, da coincidência. Entre seus planos, figurava, ainda reservadamente, o projeto de passar para o papel sua experiência prática e suas reflexões sobre esse tema. A sugestão do Ricardo serviu como detonador de um projeto que se materializou no livro “Marketing de Resultados”, com 252 páginas, lançado no final de abril pela editora M.Books. Para Abaetê, esse trabalho foi motivado por um sentimento de obrigação. “É o livro que eu tinha que fazer, depois de 28 anos dando aulas de Planejamento Estratégico na ESPM, 30 anos no mercado de comunicação e treze envolvido diretamente com Marketing Direto”, conta Abaetê, presidente da Rapp Collins Worldwide/Brasil. A essa experiência somou-se, numa feliz simbiose, a trajetória profissional de Ricardo Pomeranz, mestre em computação gráfica, ex-professor dessa disciplina na USP, fundador da precursora das agências de marketing digital no Brasil (a Oficina Algorítmica, em 1987) e atualmente dirigente da Rapp Digital Brasil. Relacionamento deve permear todas as ações Os primeiros rascunhos do livro começaram a ser feitos em março de 2002. A idéia dos autores era situar esse trabalho numa zona central que tem num dos extremos as publicações eminentemente teóricas e, no outro, obras de abordagem técnica. “No meio, há um espaço que permite explorar em profundidade o conceito de marketing de relacionamento e trazê-lo para o dia-a-dia do profissional de marketing”, explica Ricardo. Definido o espaço conceitual em que o livro se situaria, coube a Milton Assumpção, da M.Books, estimular os autores em relação ao “timing”. Numa conversa com Abaetê ele ponderou: “este é o momento mágico para escrever esse livro”. O “momento mágico” é determinado não apenas pelo crescente reconhecimento da importância do Marketing Direto mas, também, pela convicção generalizada de que o relacionamento deve permear todas as ações e estratégias de comunicação e de marketing. Por essa razão, o relacionamento é a idéia central que percorre os dez capítulos do livro. E relacionamento, no entender dos autores, não se limita às ações de Marketing Direto. “O advertising também fica mais eficiente, porque só um texto que envolve relacionamento pode ser provocativo e produzir uma resposta”, defende Abaetê. E completa: “o mundo do marketing deve se dirigir para o relacionamento, pois agora é o consumidor quem está no comando”. Repercussões Para Alex Periscinoto, da Sales, Periscinoto, Guerreiro & Associados, “marketing de resultados é o que os outros livros deveriam ser, didaticamente criativo, com foco e conteúdo impecáveis. Com os ‘cases’ que não se aprende na escola, é livro para ler e consultar permanentemente”. Carmen Baez, presidente da DAS – Grupo Omnicom, também enfatiza a importância do livro: “É leitura absolutamente obrigatória para qualquer profissional de marketing seriamente focado em atingir resultados mensuráveis. Uma rara combinação de informação sólida e pronta para ser colocada em prática”. O presidente da ESPM, professor Francisco Gracioso, recomenda igualmente a leitura: “pela primeira vez em nosso meio, foram reunidos em uma só obra todos os conceitos e práticas que hoje chamamos de marketing de relacionamento”. Um dos dez capítulos que integram o livro relata 16 casos de utilização do marketing de relacionamento em uma extensa gama de categorias da indústria e serviços — tanto para os mercados consumidores quanto entre empresas. Marketing Direto 27 DEGUSTAÇÃO Leia a seguir alguns trechos do livro. Programas de marketing de relacionamento O objetivo dos programas de marketing de relacionamento é levar de maneira direta o consumidor para os estágios mais avançados de relacionamento. Para o público desconhecido, o objetivo é despertar a conscientização da marca; para aqueles que conhecem a empresa, a meta é levá-los inicialmente ao estágio da consideração e, em seguida, à conversão, tornando-os clientes; no estágio de pós-venda, o grande desafio é manter o consumidor o maior tempo possível praticando o seu maior potencial de compra. Obviamente, alguns consumidores não passam por todos os estágios. Alguns pulam de imediato da etapa de conscientização para a de pós-venda; outros não chegam sequer a atingir a fase de consideração. O marketing de relacionamento utiliza o programa de PRM (prospecting relationship marketing) para desenvolver esses três estágios iniciais e garantir um processo sistêmico e estruturado de aquisição de novos consumidores. O PRM tem o objetivo de melhorar o retorno sobre o investimento no marketing de conquista, preservando a história de contato com a base por meio do gerenciamento da comunicação em todo o ciclo de conversão. É um enfoque sistemático para o marketing de aquisição, em que todas as ações desenvolvidas para a base são cuidadosamente estruturadas e relacionadas umas com as outras. Já o programa de fidelização tem o ob- 28 Marketing Direto jetivo de estender pelo maior tempo possível o relacionamento entre a empresa e os seus clientes. A estratégia é prover o indivíduo com razões suficientes para mantê-lo fiel, estabelecendo laços que dificilmente poderão ser copiados por outras empresas. A fidelização pode explorar o aspecto financeiro, por meio da concessão de descontos ou pelos programas de recompensas para os clientes mais fiéis. Outras variáveis que podem ser utilizadas para garantir um relacionamento mais estreito com a base de clientes são a customização, a conveniência, a percepção da marca, a criação de comunidades, a venda cruzada e up grade. Os programas de retenção e recuperação, por sua vez, têm o objetivo de sistematicamente identificar as principais causas de insatisfação dos consumidores e evitar que alguns grupos ou segmentos se afastem da empresa antes da hora apropriada, ou recuperálos caso tenham migrado para a concorrência. A Comunicação Integrada A Internet e o Marketing Direto já exploram a comunicação individualizada para maximizar os seus resultados. Pela própria natureza dessas disciplinas, cada indivíduo da base pode receber a mensagem de maneira personalizada, e suas respostas podem também ser acompanhadas uma a uma. Por sua vez, a propaganda, a promoção, os eventos e as relações públicas baseiam-se na comunicação de massa, privilegiando o tratamento uniforme da base. Essas disciplinas, porém, podem ser inseridas dentro dos programas de comunicação integrada. Basta que elas sejam planejadas e coordenadas sob a ótica do marketing de relacionamento, e não aplicadas como soluções de comunicação independentes. Como isso é possível, uma vez que o sujeito da comunicação de massa não é identificável de maneira individualizada? A resposta está justamente no redesenho dos objetivos principais de cada ação. Em vez de procurar atingir o maior número possível de pessoas, essas disciplinas devem provocar na sua audiência algum tipo de ação de resposta, conhecida como call-to-action, que permita a cada indivíduo se identificar e apresentar as suas intenções com relação à empresa. A partir do instante em que o indivíduo se identifica, é possível mapear o seu estágio de relacionamento com a marca e desenvolver programas explorando a comunicação direta por meio de outros canais. Quando se desperdiça a oportunidade de qualificar o sujeito da comunicação de massa, então, não se consegue diferenciar os prospects daqueles que não apresentaram nenhum interesse pela oferta. O resultado é a repetição da mensagem várias vezes para toda a base. TENDÊNCIAS POR RENATO DE PAULA * Por que ainda é tão CAMPANHA Já se passaram quase dez anos desde que as empresas começaram a integrar suas equipes de comunicação e centralizar as decisões em um único ponto de contato. Porém, depois de uma década, ainda é muito difícil encontrar campanhas verdadeiramente integradas. Estou falando de integração de conteúdo e conceito e não somente de integração visual. Em um país tão “publicitário” como o Brasil, ainda é muito comum encontrar clientes que pensem em propaganda primeiro e “no resto” depois. Será porque os clientes responsáveis por “publicidade” tornaram-se responsáveis por planejar e aprovar todo o “resto”? Será porque os novos profissionais que chegam às empresas com seus MBAs ainda não alcançaram posições de liderança, que permitam a eles reverter essa cultura publicitária? Afinal, independentemente dos porquês, são poucos aqueles que, de fato, percebem que, para o consumidor, integração verdadeira (e não visual) pode ajudar a responder perguntas como: “Por que tenho que fornecer a vocês minhas informações pela milésima vez?” “Por que vocês continuam mandando formulários de aplicação para cartões de crédito, se eu já sou associado ao seu cartão?” Em resumo, o consumidor acaba sendo a vítima. A verdade é que os anos se passaram e continuamos criando lindos anúncios e comerciais de TV. Porém, poucas empresas conhecem o suficiente ou possuem uma visão holística do consumidor, sua importância, seus hábitos, suas preferências e necessidades. O mais irônico é que a maioria dessas informações já está dentro das próprias empresas. Seja na cabeça de alguém, ou depositadas em algum arquivo, ou ainda esquecidas em algum banco de dados. 30 Marketing Direto difícil criar uma INTEGRADA? Afinal, quando a integração funciona? O que é necessário para que agências e clientes a façam funcionar? Há três ingredientes básicos: 1) Cultura empresarial no cliente – Começando por um CEO que não suporta mais a compartimentalização da empresa e resolve se envolver para conectar os departamentos (acreditem, há muitos CEOs que não agüentam mais esse isolamento, mas não estão dispostos a mudar o panorama ou pelo menos a criar pontes que conectem os compartimentos). Lou Gerstner e Abby Kohnstam da IBM me vêm à mente como grandes exemplos. Primeiro, substituíram todas as suas quatrocentas e tantas agências de propaganda por uma só. E, em seguida, as mais de cem agências de Marketing Direto por duas... Tudo isso enquanto promoviam diversas mudanças internas e a integração de várias gerências internas. 2) Profissionais “bilíngües” – Ou aqueles que têm experiência em mais de uma disciplina. Você não pode recomendar, defender, nem iniciar nada que você não conheça, algo que o faça sentir desconfortável. Equipes com experiência multidisciplinar só funcionam com mútuo respeito e confiança, quando o líder demonstra que nenhuma disciplina ou área é melhor que outra. 3) Plano de jogo – É necessário planejamento, análise e ferramentas de avaliação para sustentá-lo e seguir com segurança. Todos esse três elementos são necessários para que a integração funcione perfeitamente. Apenas com os dois primeiros – sem um planejamento e ferramentas – vai estar se desperdiçando dinheiro. Apenas com os dois últimos – ou seja, sem que o cliente esteja preparado – não há ganho algum. Toda a sua comunicação vai parecer igual. Falsa integração. Sem o segundo ingrediente – que são os profissionais certos, ou seja, “bilíngües” – a integração vira um inferno para todo mundo e, como acontece hoje, na maioria dos casos, vira campanha de propaganda com “material de suporte”. Creio que está claro para todos que os benefícios para o Marketing Direto são imensos a partir do momento que temos “integração verdadeira”. Porém, quando a integração é visual (ou falsa), o Marketing Direto e todas as outras ferramentas de comunicação se tornam o “resto”. No nosso Brasil “publicitário”, apesar do Marketing Direto ter crescido significativamente nos últimos anos e provado sua eficiência, a maioria das empresas ainda reluta em investir mais do que 10 ou 15% das suas verbas em comunicação dirigida. Ou seja, ainda vivemos a síndrome do “resto”. Ao redor do mundo, vivemos um momento onde consumidores exigem poder de “escolha e controle”. Resta ver até quando os consumidores brasileiros (especialmente aqueles fiéis e de alto valor) vão aturar tratamento generalizado e impessoal. Na minha opinião, não por muito tempo! * Renato de Paula ([email protected]) reside nos Estados Unidos e é diretor regional da OgilvyOne para a América Latina. Marketing Direto 31 OPINIÃO Cuide do seu BANDO DE DADOS SILVIO RAMOS * Na alta da maré dos investimentos em Tecnologia da Informação assistimos na virada do milênio o avançar de uma onda chamada CRM. Ávidas por estreitar relacionamentos com suas carteiras de clientes para conquistá-los e fidelizá-los, as organizações não pouparam esforços, nem capital, para construir plataformas tecnológicas que, passada a enxurrada do capital de risco, fizeram água. Se por um lado não deixaram passar desapercebida a era do CRM, muitos dos profissionais de marketing e tecnologia que embarcaram na aquisição de sistemas de altíssimo custo esqueceram de cuidar do mais importante: a qualidade dos bancos de dados. Com isso, acabaram por implementar sistemas “state of the art” que ainda hoje sofrem de inanição por falta de uma atenção a uma alimentação saudável dos softwares de relacionamento acompanhada do chamado CDM (Customer Data Management ou Gerenciamento dos Dados dos Clientes). A abertura do Brasil ao mercado internacional e o aumento da competitividade fortaleceu a urgência de criar relacionamentos sólidos para não perder market share, o que vem levando o Marketing Direto a se transformar em uma estratégia de comunicação crescente 32 Marketing Direto nos orçamentos dos departamentos de marketing, já chegando, em alguns casos, na casa dos 10% dos investimentos do bolo publicitário. A necessidade de atender de forma mais personalizada clientes e potenciais clientes surgiu no Brasil por conta de uma evolução recente na sua história mercantil que acompanhou uma tendência mundial de tornar marcas ativos tão importantes quanto os produtos que anunciam e representam. Em um mercado de consumo pautado pelo excesso de oferta, além de fatores como qualidade e preço a decisão de compra sofre uma forte influência do quesito emocional. Os consumidores de hoje não compram mais marcas, relacionam-se com elas. Daí a estruturação em maior número de SACs e o surgimento da figura do ombudsman, que foram conseqüências diretas, inicialmente, da criação do Código de Defesa do Consumidor, cujas linhas impulsionaram a montagem de call centers e aumentaram inexoravelmente a demanda por tecnologias de CRM. Com a explosão e popularização do acesso às linhas telefônicas e o avanço, ano após ano, das compras pela web, os call centers conquistaram importância ainda maior como ferramental de marketing e as empresas passaram a ter que apostar em novos canais eletrônicos de vendas para garantir maior eco para suas marcas e aumentar seus resultados. Com isso, as organizações estão tendo que aprender rapidamente uma nova forma de fazer relacionamento através de uma mídia até então desconhecida, surgindo então uma nova forma de e-marketing direto, o e-mail marketing, e uma demanda ainda maior por ter listas poderosas capazes de identificar, até mesmo, além dos dados básicos sociais e geográficos, os hábitos de consumo, informação valiosa para quem anuncia e vende pela Internet. Se até pouco tempo bastava traçar um plano de mídia focado nas revistas de fim de semana, na novela das oito ou, de vez em quando, em publicações segmentadas, a construção de marcas está crescentemente dependente de relacionamento. Frente aos desafios da globalização, da alta competitividade e de uma economia baseada em alta oferta e demanda muito seletiva é preciso conhecer seu consumidor. E aí, caro leitor, não basta ter um bando de dados. É preciso ter um banco, inteligente, de dados. * Silvio Ramos ([email protected]) é sócio-diretor do Management Group (MG) e gerente-geral para a América Latina da Harte-Hanks, empresas de tecnologia de Marketing Direto. Marketing Direto 33 MERCADO COPYRIGHT INICIA OPERAÇÕES NO RIO DE JANEIRO Após 14 anos de atuação em São Paulo, a Copyright Comunicação, dos sócios cariocas Deyse e Gustavo Dias Leite, inicia sua operação no Rio Janeiro. O primeiro cliente, e principal responsável pela novidade, é a Petróleo Ipiranga, para quem está sendo desenvolvido o projeto de lançamento do primeiro cartão private label deste segmento: o Cartão Ipiranga Km de Vantagens. A operação no Rio será dirigida pelo publicitário Eduardo Forbes que já passou por várias agências como: Contemporânea, Fisher América, JWThompson, McCann e outras e atualmente comandava sua consultoria, a Forbest. Eduardo também é presidente do GAP RJ - Grupo de Atendimento e Planejamento do Rio e professor do curso de Publicidade Social na Estácio de Sá. “O lançamento do cartão Ipiranga é um grande desafio que envolve ações de Marketing Direto para clientes Ipiranga, além de ações de prospecção nos postos e outras iniciativas via parcerias”, comenta Forbes. DATAMIDIA,FCBI CONQUISTA PROJETO DRUPA DA HP ÍNDIGO A agência de marketing de relacionamento Datamidia,FCBi conquistou o Projeto Drupa, da divisão da Hewlett-Packard chamada IPG industrial. Com foco na linha de produtos HP Indigo, o objetivo do projeto é preparar o mercado latino-americano para os lançamentos da empresa a serem feitos durante a mais importante feira mundial do setor, a Dupra, que acontece na Alemanha em maio. A divisão da HP tem como objetivo transformar o mercado de impressão comercial, oferecendo uma tecnologia exclusiva de impressão offset digital. Essa divisão combina as melhores ofertas da HP em sistemas e serviços de tecnologia da informação com a expertise da Indigo – empresa adquirida pela HP há dois anos – no segmento de impressão digital em cores. Os produtos e a tecnologia da HP Indigo estão permitindo uma verdadeira guinada do mercado em direção à era da impressão digital. Esse tipo de impressão gera menos desperdício, maior adequação aos objetivos, permitindo o uso de imagens e dados variáveis, perfeitos para trabalhos personalizados e sob demanda, o que traz benefícios significativos em relação à impressão convencional, mas tudo isso com a mesma qualidade da impressão offset. A Datamidia,FCBi já está trabalhando no planejamento e criação da campanha promocional. 34 Marketing Direto PROJETO ARQUITETÔNICO DA FÁBRICA CONQUISTA PRÊMIO O projeto arquitetônico da Fábrica Comunicação Dirigida, concebido pela Rocco Associados, recebeu em abril o prêmio da 10ª Office Solution/Arquishow 2004 de design e arquitetura, que homenageia os melhores trabalhos de arquitetura corporativa, seus autores, investidores e gerenciadores. O prêmio foi disputado por 340 empresas de todo o Brasil. A Fábrica tem recebido diversas premiações em função dos projetos criativos e diferenciados que vem criando e implementando para seus clientes. “A conquista deste prêmio, agora, reforça que nossa criatividade e versatilidade não se restringem às ações de comunicação dirigida”, destaca Sidney Ribeiro, vice-presidente e diretor de criação da Fábrica. Assinado por Luis Fernando Rocco, o projeto da Fábrica foi criado para atender às necessidades de uma empresa de comunicação moderna, que requer forte integração entre a equipe, um ambiente bastante leve e clean, além de versátil e capaz de evoluir na mesma velocidade dos negócios. “O nosso perfil de atuação exige um espaço onde a informação possa circular rápida e facilmente e a equipe esteja bastante integrada”, conta Ribeiro, ao lembrar que o projeto desenvolvido pela Rocco privilegiou essa integração. “Além de facilitar a troca de informações, a tomada de decisões também se tornou mais ágil, inclusive pelo fato da equipe ter acesso livre à diretoria, e vice-versa”, observa ele. A versatilidade do projeto arquitetônico da Fábrica também é visível no lobby de caráter modular, onde as salas de reunião rapidamente podem se transformar em um espaço amplo para apresentações para toda a equipe, com a abertura das portas, compostas por painéis giratórios. Outro aspecto contemplado pelo projeto da Rocco é o espaço totalmente leve e despojado, com o mínimo possível de elementos que interfiram no processo de criação e desenvolvimento de idéias dos profissionais da agência. Todas as instalações e móveis levam a cor branca. A iluminação também foi pensada para não interferir na tela dos computadores, e assim não prejudicar a criatividade. Realizado no final de 2002, o projeto representou um investimento de R$ 600 mil na duplicação das instalações da Fábrica, que, na época, passou a contar com 700 metros quadrados distribuídos em dois andares e integrados através de uma escada de circulação interna. Hoje já são três andares em cerca de 1.000 metros quadrados, instalados no Itaim Bibi. Marketing Direto 35 MERCADO GREYZEST DIRECT DESEMBARCA EM BRASÍLIA Comandada pelos sócios Beatriz Teixeira de Freitas e Otavio Dias, agência expande seus negócios, agora em Brasília, por meio de um acordo com a agência-aliada MaxxiDireto Comunicação, de João Cabral e Magno Trindade 36 Marketing Direto Da esquerda para a direita, Magno Trindade, Beatriz Teixeira de Freitas, João Cabral e Otavio Dias Oito meses após anunciar sua chegada em Porto Alegre, a partir de um acordo selado com a agência Embrace, a GreyZest Direct dá mais um passo rumo à expansão e consolidação de sua rede de agências integradas de Marketing Direto, instituída no final de 2003 com a atuação conjunta de seus escritórios em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e agências-aliadas de Belo Horizonte (Exercere) e Porto Alegre (Embrace). Agora a agência está desembarcando em Brasília a partir de um acordo com a agência-aliada MaxxiDireto Comunicação, dos empresários João Cabral e Magno Trindade. Segundo Beatriz Teixeira de Freitas e Otavio Dias, sócios da GreyZest Direct, Brasília é um mercado potencial para alavancar negócios centrados na atividade de Marketing Direto. “A exemplo de nossas últimas parcerias, trata-se de uma aliança de ordem tecnológica, operacional e comercial. Este acordo também envolve a integração entre equipes, bem como o intercâmbio de experiências entre a MaxxiDireto Comunicação e a GreyZest Direct”, destaca Beatriz Teixeira de Freitas, presidente da GreyZest Direct. A parceria difere dos tradicionais acordos operacionais estabelecidos entre empresas, que normalmente garantem apenas apoio local no atendimento de clientes específicos. O objetivo da GreyZest Direct é levar sua marca, diferenciais e metodologias próprias de trabalho para as principais capitais do Brasil. A proposta é oferecer ao mercado uma cobertura nacional em Marketing Direto apoiada em estruturas regionais sólidas e completas. A GreyZest escolheu a MaxxiDireto Comunicação como sua agência-aliada em Brasília após avaliação de critérios que levaram em conta o perfil empreendedor dos sócios, assim como a visão alinhada de objetivos acerca do potencial de crescimento desta atividade na região e capacidade de investimentos para oferecer ao mercado estrutura completa de atendimento. A MaxxiDireto Comunicação nasce sob o comando dessa dupla de empresários, conhecidos na região por terem contribuído como gestores e diretores de grandes companhias. MERCADO CSU TELESYSTEM INAUGURA CONTACT CENTER NO RIO DE JANEIRO A CSU TeleSystem, empresa de contact center, inaugurou seu novo site no Rio de Janeiro. O novo contact center da TeleSystem inicia as operações com 500 PAs e mais de 1.200 funcionários distribuídos em uma área de 1.680 metros quadrados, dividida em três andares. “Ao todo o projeto teve investimento da ordem de R$ 14 milhões”, comenta o gerente de marketing do Grupo CSU, Marcel Imakuma. Os primeiros clientes, já anunciados pelo site, são TIM e TV Globo. Para essas empresas a TeleSystem realizará serviços ativo, job de atualização cadastral “Amigos da Escola” - TV Globo, e receptivo, atendimento pré-pago da TIM e Central de Atendimento ao Telespectador da TV Globo. MODO, PIONEIRA EM MARKETING DIRETO EM CAMPINAS O Marketing Direto expandiu suas fronteiras. Prova disso é que em todos os estados brasileiros, existem empresas que atuam no Marketing Direto disseminando esta cultura e praticando-o com cada vez mais qualidade e resultados. E isso acontece também na região de Campinas, em São Paulo. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) engloba 19 municípios, é hoje um pólo de indústrias, tecnologia e desenvolvimento e, Campinas é a grande alavanca da região. Com um milhão de habitantes e responsável por 6% do PIB brasileiro, que equivale a 52 bilhões de dólares, têm se destacado no mercado de comunicação com agências de projeção nacional e grandes resultados e prêmios. Possui cerca de 150 agências de publicidade e uma dedicada exclusivamente ao Marketing Direto: a MODO Marketing de Relacionamento. A empresa atua há 12 no mercado de comunicação, seis deles dedicados a promoções e eventos e os últimos seis com alicerces fincados definitivamente no Marketing Direto. “Atuando durante muitos anos em promoção e administrando promoções em nível nacional, houve uma migração natural para a área de inteligência de dados e CRM que é o coração do Marketing Direto” argumenta Priscila Franceschi, diretora da agência. “Podemos afirmar que o mercado de Marketing Direto está sendo observado atentamente por grande parte das empresas, haja visto que a tendência é de retumbante aumento em 2004, o que já ocorreu nos Estados Unidos e faz com que o mercado brasileiro encha os olhos e se aprofunde cada vez mais nos segmentos e necessidades do mercado e para isso é necessário que as associações da área percebam a falta de informação e apoio em cada segmento do Marketing Direto e trabalhem para criar condições de munir as agências e prestadores de serviços com informações pertinentes ”, salienta Priscila. 38 Marketing Direto LEITURA Peppers & Rogers Group reedita Guia CRM Edição revista e ampliada do “Guia Executivo para Entender e Implantar Estratégias de Customer Relationship Management” Há quatro anos, o Peppers & Rogers Group lançou o primeiro volume do “CRM Series Marketing 1to1 - Um guia executivo para entender e implantar estratégias de Customer Relationship Management”. O livro repercutiu muito bem no mercado por sua abordagem objetiva e prática do assunto, sendo adotado como material de referência sobre relacionamento com clientes tanto por empresas como universidades e cursos de pós-graduação, em todo o país. Baseado na metodologia Marketing one-to-one, o Guia foi escrito no Brasil pela equipe de consultores do Peppers & Rogers Group do Brasil, e ganhou versões em inglês e espanhol. Estima-se que um universo de 70 mil a 100 mil pessoas já tiveram acesso ao Guia através de downloads e exemplares distribuídos. No início de 2004, o Peppers & Rogers Group avaliou que estava na hora de revisar e ampliar a publicação, atualizando-a junto aos antigos leitores e introduzindo novas referências para aqueles que ainda não a conheciam. A terceira edição do Guia Executivo apresenta conteúdo atualizado, como um novo capítulo sobre CRM no mercado de pequenas e médias empresas. O Guia explora o conceito de relacionamentos personalizados, a necessária migração para o marketing one-to-one e suas quatro estratégias e a implementação de sistemas de CRM e seus obstáculos. Para obter a 3ª edição do Guia do CRM, basta acessar o site www.1to1.com.br e realizar o download gratuitamente. Senac Rio lança livro sobre design A Editora Senac Rio lança “Ver é Compreender – Design como ferramenta estratégica de mercado”. O livro destina-se não só a estudantes, mas a qualquer contratante de serviços de design e reúne conceitos e reflexões sobre o tema. A obra também explora o acabamento final de um produto, o design como estratégia de comunicação e marketing no mundo contemporâneo e exemplifica as mais diversas possibilidades de impressão que um cliente pode obter na atualidade. A obra foi concebida por Ricardo Leite e é dividida em quatro capítulos, o que permite um passeio quase lúdico do leitor pelas referências do conteúdo em destaque, com as imagens que traduzem os conceitos presentes no texto. “No final da década de 80, entre leituras sobre design, deparei-me com um texto da revista internacional ID intitulado ‘Notas para um novo milênio’. O artigo era um exercício de futurologia das perspectivas do design para os próximos anos. O título despertou-me o desejo de reunir os melhores conceitos e reflexões sobre design, arte e negócios para tê-los à mão quando necessário. Como resultado, transcrevi pensamentos coletados de diversas fontes, terminando por ter um pequeno livro com cerca de duzentas notas. Paralelamente, continuei lendo publicações sobre design, marketing, negócios, estratégias de comunicação, publicidade, arte, criatividade, branding. O texto deste livro é o resultado dessas leituras com reflexões e experiências vividas”, comenta Ricardo Leite sobre a criação de “Ver é Compreender”. Marketing Direto 39 NOVOS ASSOCIADOS DA ABEMD EMPRESAS ADEDO CONTACT CENTER Atividades: Contact center. Histórico: A Adedo Contact Center é uma empresa de relacionamento completa, com soluções customizadas que agrupam grande tecnologia e profissionais capacitados. Surgiu recentemente no mercado, mas, sua experiência é de quase três décadas. Isso porque a Adedo é resultado do crescimento da Tec Cobra Cobranças, negócio para criar soluções eficazes para grandes empreendimentos em todo o país durante 26 anos. Localidades em que atua: Todo o território nacional. Nome do representante: Ariovaldo Ferreira. Site da empresa: www.adedocontactcenter.com.br BASTER MAILING E DATABASE Atividades: Venda e locação de cadastros para mala direta e telemarketing, estudos de geomarketing e assessoria em Marketing Direto. Histórico: A BASTER é uma empresa que se preocupa com a inteligência de marketing. Tem um dos maiores bancos de dados do país, com informações básicas e também sócio-econômicas, sociais, profissionais, etc. Dispõe de mais de 45 milhões de registros, que incluem pessoas físicas e jurídicas, proprietários de veículos, cadastros de áreas específicas, entre outros. Localidades em que atua: Todo o território nacional. Nome da representante: Elisete Batista Rezende. Site da empresa: www.baster.com.br CRMACHINE Atividades: Tratamento, gerenciamento e utilização de cadastros de pessoas e empresas para marketing. Totalmente baseada na web e comercializada através do modelo ASP. Histórico: A CRMachine é uma joint venture entre a DMK Data e a Assesso Engenharia de Sistemas que surgiu no início de 2003. Foi concebida para ser operada por profissionais de marketing e possui como diretrizes básicas a visão completa de cada cliente/prospect, fundada na qualidade de dados, e o conceito de integrar informações ao invés de sistemas. Visa tornar viável para empresas que gerenciam cadastros de pequeno e médio porte, ou para empresas que visam entrar gradualmente nesta área, usufruir sistemas e know-how que representam o estado-daarte em Marketing Direto, database marketing, CRM e programas de relacionamento/fidelidade. Localidades em que atua: Atualmente apenas em São Paulo. Nome do representante: Danilo Engel de Vasconcelos. Site da empresa: www.crmachine.com.br BVTI DIGITAL Atividades: A BVTI Digital é uma das unidades de negócio do grupo de tecnologia BVTI e tem como foco a dinamização das comunicações via web utilizando todo o potencial deste canal. Histórico: A BVTI Digital é uma agência criada há menos de um ano, que surgiu com o objetivo de atender as necessidades de design e planejamento de comunicação, demandada pela BVTI Business, outra unidade de negócios da BVTI focada na construção de soluções baseadas na web. Apoiada em planejamento, criatividade e tecnologia a equipe da BVTI Digital já desenvolveu alguns sites de sucesso. Localidades em que atua: Sul e sudeste. Nome do representante: Ronaldo da Cunha Bueno Neto. Site da empresa: digital.bvti.com.br PESSOAS FÍSICAS Ina Futino Barreto, Leticia Wieliwicki de Resende e Renata da Silva Cons. 40 Marketing Direto DELTASERVICE Atividades: Tecnologia da informação, tecnologia web, tratamento e higienização de mailing, desenvolvimento de aplicativos, controle de devolução dos correios, qualificação de bancos de dados, editoração gráfica, impressão eletrônica à laser, logística, picking, packing, armazenagem e gerenciamento de estoque, controle e administração de malote, distribuição pública e privada e acabamento gráfico. Histórico: Após completar 10 anos de mercado, a DeltaService tem uma estrutura moderna que atende às necessidades em termos tecnológicos e que permite uma constante atualização com o futuro. Com soluções unificadas é uma parceria para empresas que buscam ampliar seu conceito em qualidade e eficácia otimizando custos. Localidades em que atua: Estado de São Paulo. Nome do representante: Roberto Albanezi. Site da empresa: www.deltaservice.com.br DUPAZ GESTÃO DE RELACIONAMENTOS Atividades: Marketing de relacionamento, Marketing Direto, CRM, suporte a vendas, telemarketing, database marketing e programas de incentivo. Histórico: A DUPAZ é uma empresa que desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de marketing, comunicação e vendas, colaborando com a gestão de relacionamento com públicos de interesse. Localidades em que atua: Todo o território nacional. Nome do representante: Roney Lima Dutra. Site da empresa: www.dupaz.com.br LDC COMUNICAÇÃO Atividades: Foco em endomarketing e comunicação institucional. Produz campanhas dirigidas para públicos internos, publicações, materiais de treinamento, campanhas de incentivo, jornais e revistas voltadas tanto para funcionários como para clientes e publicações como relatórios sociais ou annual reports. Histórico: A LDC Comunicação foi criada em 1991 com foco no trabalho de elaboração de jornais e revistas internas e diversificou sua atuação passando a planejar, criar e produzir campanhas completas de endomarketing, utilizando tanto materiais impressos como eventos e veículos eletrônicos (Intranet). Mais tarde, passou a elaborar materiais de treinamento e publicações como os relatórios sociais e relatórios anuais de diretoria. Localidades em que atua: São Paulo. Nome do representante: Domingos Crescente. Site da empresa: www.ldccomunicacao.com.br SOFTWAY CONTACT CENTER Atividades: Serviços de contact center como costumer care/CRM, telemarketing ativo de vendas, help desk, provimento de infra-estrutura, operações de cobrança e web call center (e-mail e chat). Histórico: A Softway Contact Center é uma empresa de outsourcing de serviços de contact center outbound e inbound, reconhecida por sua especialização em relacionamento com resultados. Operando desde 1991, possui 2.900 PAs e mais de 4.500 colaboradores, distribuídos em suas três unidades de operação. Sua mais nova unidade situa-se em Jundiaí, tem capacidade para 1.200 PAs. As demais unidades encontram-se em Florianópolis e São Paulo. Localidades em que atua: Todo o território nacional. Nome do representante: Alessandro Goulart. Site da empresa: www.softway.com.br UNIMED-RIO Atividades: Planos de saúde. Histórico: Atua no mercado de planos de saúde no Rio de Janeiro, com mais de 15% de market share, 400 mil de clientes, 800 funcionários, 4.300 médicos cooperados e faturamento de R$ 700 milhões por ano. Localidades em que atua: Rio de Janeiro. Nome do representante: Marcelo Giannubilo. Site da empresa: www.unimed-rio.com.br AGENDA CURSOS, SEMINÁRIOS E PALESTRAS 15 de junho Marketing para Pequenas e Médias Empresas PDP – Programa de Desenvolvimento Profissional Palestrante: Alessandro Basile Horário: Das 9h às 12h Local: Auditório ABEMD – Edifício Itália – Centro – São Paulo/SP Valor da inscrição: R$ 278,00 Grátis para associados da ABEMD Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br 4, 5, 18 e 19 de junho Curso de DBM/CRM BH – Infra-estrutura de Tecnologia para CRM Palestrante: Evandro Maia Horário: Das 19h às 22h (dias 4 e 18) e das 9h às 14h (dias 5 e 19) Local: Escola FIEMG de Líderes Empresariais – Bairro Funcionários – Belo Horizonte/MG Valor da inscrição: R$ 1.200,00 Desconto para associados da ABEMD: 25% Organização: ABEMD-Minas Informações e inscrições: (31) 3337-0116 19 de junho a 23 de outubro Curso ABEMD – Senac / RJ de Especialização em Marketing Direto Palestrantes: Jeffrey Costa e Dennis Hanson Carga horária: 40 horas Duração: 4 meses Horário: Aos sábados, das 8h às 17h Local: Senac Rio – Centro – Rio de Janeiro/RJ Valor da inscrição: R$ 1.560,00 Desconto para associados da ABEMD: 18% Organização: ABEMD-Rio e Senac Rio Informações e inscrições: (11) 2292-4803 ramal 219/ 230 22 de junho Estatística Aplicada a Marketing / Banco de Dados e A Importância de Qualificação de Banco de Dados e a Integração com o DNE dos Correios PDP – Programa de Desenvolvimento Profissional Palestrantes: Rossano Soares Tavares e Thales S. Teixeira Horário: Das 9h às 12h Local: Auditório ABEMD – Edifício Itália – Centro – São Paulo/SP Valor da inscrição: R$ 278,00 Grátis para associados da ABEMD Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br 24 de junho Fundamentos do Marketing Direto PIMD – Programa de Introdução ao Marketing Direto Palestrante: Fabio Adiron Horário: Das 14h às 18h Local: Auditório ABEMD – Edifício Itália – Centro – São Paulo/SP Valor da inscrição: R$ 278,00 Grátis para associados da ABEMD Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br 29 de junho O Database Marketing na Operação de Assinaturas da Abril e Mercado de Listas PDP – Programa de Desenvolvimento Profissional Palestrantes: Fernando Costa, Murilo Boccia, Fernando Cirne e Vicente Argentino Horário: Das 9h às 12h Local: Auditório ABEMD – Edifício Itália – Centro – São Paulo/SP Valor da inscrição: R$ 278,00 Grátis para associados da ABEMD Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br 13 de julho Alavancando Negócios por E-mail PDP – Programa de Desenvolvimento Profissional Palestrante: Paula Fonseca Horário: Das 14 às 18h Local: Auditório ABEMD – Edifício Itália – Centro – São Paulo/SP Valor da inscrição: R$ 278,00 Desconto para associados da ABEMD: 50% Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br 3 de agosto a 2 de dezembro Curso Livre de Especialização em Marketing Direto – 5ª Turma Carga horária: 80 horas Duração: 4 meses Horário: Terças e quintas-feiras das 20h às 22h30 Local: Centro Brasileiro Britânico – Pinheiros – São Paulo/ SP Valor da inscrição: R$ 4.500,00 Valor da inscrição exclusivo para associados da ABEMD: R$ 2.520,00 Organização: ABEMD Informações e inscrições: (11) 3129-3001 / [email protected] / www.abemd.org.br Observação: As datas e horários dos eventos estão sujeitos a alteração. Firmada parceria entre as Regionais SENAC e ABEMD do Rio Janeiro Com o objetivo de agregar valor à comunidade carioca de usuários e fornecedores de Marketing Direto e de relacionamento, foi inaugurada a parceria entre as regionais do Rio de Janeiro do SENAC e da ABEMD. Os produtos dessa parceria envolvem informação e conhecimento de Marketing Direto e de relacionamento, disponibilizados em eventos que maximizem a transferência de conhecimentos, alimentando ao mesmo tempo sua rede de relacionamentos e fomentando o crescimento e a profissionalização dessa comunidade. Em março, realizou-se no Espaço SENAC Bistrô, a 1ª edição do “Café da Manhã Especial ABEMD-Rio”, em 2004, inaugurando a parceria e a adesão do SENAC-Rio à organização do evento. A palestra, “Fale com a Presidente: Alavancando Negócios por E-mail”, foi ministrada por Paula Fonseca, Presidente da InVent, Internet Ventures, que discorreu sobre boas práticas de e-mail marketing e mostrou diversos cases das empresas ligadas à InVent, como Via Global, Elefante, Central de Desejos, Comunique-se e O Carteiro, com a apresentação de seus números e das peças utilizadas. Na cerimônia de abertura, Adolpho Fernandes Junior, gerente do Centro de Administração e Desenvolvimento Empresarial, representando o SENAC-Rio, e Jeffrey H. Costa, Diretor de Regionais, representando a ABEMD-Rio, deram as boas vindas aos participantes e falaram sobre os objetivos da parceria e sobre os benefícios para a comunidade. Marketing Direto 41 Causos do Marketing Direto A MIOPIA DO MARKETING DIRETO, ORA POIS... POR JEFFREY H. COSTA DIRETOR DA ACESSO DIRETO CONSULTORES ([email protected]) Em determinada ocasião, pouco depois da fundação da Acesso Direto, em 1996, um cliente do setor de serviços solicitou que os ajudássemos a planejar e lançar uma ação de mala direta para gerar vendas. A idéia original era trabalhar prospects. Recomendamos, na ocasião, que trabalhássemos também seus ex-clientes. Recomendação aceita, planejamos a ação com a mesma quantidade de malas diretas para cada grupo, com comunicações diferentes, enfocando: · os benefícios inerentes à categoria do produto e alguns dos diferenciais da empresa, para os prospects, a partir de uma lista comprada com o perfil sócio-demográfico que seus diretores acreditavam que os clientes tivessem; · e, outra, em tom mais íntimo, reforçando os benefícios da empresa, para ex-clientes selecionados. Após realizada a ação, computamos uma conversão da ordem de 1,2% dos ex-clientes e de cerca de metade, 0,67%, dos prospects. Tendo nas mãos os resultados, o cliente tomou então a “sábia” decisão de não mais trabalhar prospects daí para frente, voltando seus esforços de vendas apenas para ex-clientes! O mais engraçado é que, como havia pouca informação sobre o perfil dos clientes atuais, o trabalho com prospects estava começando praticamente do zero, e tendia a dar resultados cada vez melhores, uma vez que fôssemos aprendendo mais sobre aqueles que respondiam à nossa oferta. Contávamos em fazer isso por meio de uma nova ficha de cadastro que havíamos aprovado com o cliente, poucos dias antes. Por outro lado, havíamos feito uma seleção bastante criteriosa dos ex-clientes, não a partir do perfil – que não existia –, mas em função de seu comportamento passado de compras. Isto é, selecionamos apenas Esclarecimento ex-clientes que haviam sido usuários do serviço durante um longo período de tempo (mais que seis meses) Fabiana Fichbein Marcon, autora do “caue cujo cancelamento tivesse ocorrido, no máximo, seis meses antes. Assim, esse esforço, embora com so” publicado na edição nº 28 (“Não gostei, resultado considerado excelente, tendia a dar resultados piores a cada vez que fosse repetido. mas...”), esclarece três pontos a respeito do texto: 1- A ação relatada foi realizada por ela Além disso, a continuar com essa “lógica”, em pouco tempo, não haveria mais ex-clientes que já não antes de seu ingresso na RBS Direct, a partir da tivessem sido trabalhados... locação de bases externas. 2- Ao se associar ao Clube, após o “tour”, a senhora mencionada no artigo solicitou a inclusão do seu nome no banco de dados do Clube para recebimento de ofertas de seus parceiros. 3- As listas comercializadas pela RBS Direct são compostas por registros com autorização de uso. 42 Marketing Direto Você também é convidado para ser colaborador da revista Marketing Direto. Compartilhe seus “Causos” com os leitores da revista e ajude a resgatar esse lado folclórico do Marketing Direto brasileiro. Escreva para: [email protected] ANÚNCIO PEOPLE 3ª CAPA Marketing Direto 43 ANÚNCIO PEOPLE 4ª CAPA