CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA
SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE
IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL
PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Gizele Aparecida de Lima
Maisa Fernanda Miranda
PALMITAL
2010
GIZELE APARECIDA DE LIMA
MAISA FERNANDA MIRANDA
IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL
PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Trabalho
de
conclusão
de
curso
apresentado à ETEC Prof. Mário Antônio
Verza,
como
parte
dos
requisitos
necessários para a obtenção do título de
Técnico em Contabilidade.
Orientador: Prof. José Marcelino Calegari
PALMITAL
2010
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA
SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
GIZELE APARECIDA DE LIMA
MAISA FERNANDA MIRANDA
IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL
PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
APROVADO EM ____/____/____
BANCA EXAMINADORA
______________________________________________________________
JOSÉ MARCELINO CALEGARI – ORIENTADOR
______________________________________________________________
KÁRINA DORTA DE SOUZA ROCHA – EXAMINADOR
______________________________________________________________
CLEISON FARIA COUTINHO – EXAMINADOR
EPÍGRAFE
“Os
primórdios
da
Contabilidade
resumem-se praticamente no homem
primitivo contando (inventariando) seu
rebanho. O homem, cuja natureza é
ambiciosa, não se preocupa apenas com
a contagem de seu rebanho, mas – o que
é mais importante – com o crescimento,
com a evolução do rebanho e,
consequentemente, com evolução de sua
riqueza. Assim, ele faz inventários
(contagem) e momentos diferentes e
analisa a variação de sua riqueza”. (JOSÉ
CARLOS MARION).
Dedicamos este Trabalho primeiramente a
DEUS, depois aos nossos Pais e Amigos,
pela compreensão, motivação e auxilio
necessário.
AGRADECIMENTOS
Aos nossos professores, pelo aprendizado
que nos proporcionaram durante todo o
curso e pela atenção e principalmente ao
professor Orientador.
Nossos sinceros agradecimentos.
RESUMO
Há varias definições para micro e pequena empresa, sendo a mais utilizada a
classificação feita pela Lei Geral das MPE’s nº. 123/2006 que se baseia no
faturamento mensal, porém o SEBRAE baseia-se em números de empregados das
instituições e outra definição é a do BNDES que por sua vez baseia-se no
faturamento anual da empresa. A Lei Geral faz parte de um processo de articulação
política e tributária do governo federal que começou há vários anos na qual
regulariza e amplia as vantagens da maioria das microempresas e empresas de
pequeno porte que representam mais de 90% do país. Esta lei criou o Super
Simples, nas MPE’s e com a idéia de facilitar e melhorar as possibilidades de
negócios dos micros e pequenos empresários, sendo que muitos destes não
sobrevivem no mercado competitivo, com isso atingindo a mortalidade nos primeiros
anos de vida. Contabilidade Gerencial é a ferramenta para o controle interno das
empresas que ajuda no controle da administração tendo sua origem no período da
primeira revolução industrial nas indústrias têxteis, sendo de grande importância
para as empresas de um modo geral diferenciando-se da contabilidade financeira
por esta ser voltada a cumprir obrigações com o fisco. O Fluxo de Caixa permite
avaliar a capacidade de uma empresa gerar recursos para as necessidades do
Capital de Giro.
Palavras-chave: Micro Empresa; Pequena Empresa; Contabilidade Gerencial; Fluxo
de Caixa.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ...............................................................................................
09
1.1 Objetivos .......................................................................................................
10
1.2 Procedimentos Metodológicos ......................................................................
10
2. MICRO E PEQUENA EMPRESA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ..............
11
2.1 Lei Geral para Micro e Pequena Empresa – O Super Simples ....................
12
2.2 Mortalidade das MPE’s .................................................................................
14
3. CONTABILIDADE GERENCIAL ....................................................................
17
3.1 Origem da Contabilidade Gerencial ..............................................................
18
3.2 Importância da Contabilidade Gerencial .......................................................
19
3.3 Contabilidade Financeira versus Contabilidade Gerencial ...........................
21
3.4 Capital de Giro..............................................................................................
24
3.5 Fluxo de Caixa...............................................................................................
25
CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................
28
REFERÊNCIAS ..................................................................................................
29
FONTES..............................................................................................................
31
9
1.
INTRODUÇÃO
As micro e pequenas empresas representam uma grande parcela do mercado
nacional, porém muitas dessas vão a falência pois, enfrentam dificuldades em sua
sobrevivência no longo prazo sendo a principal a dificuldade financeira, em segundo
plano a ausência de conhecimento, e ainda a falta de planejamento e a deficiência
na gestão empresarial levando-se assim a altos índices de mortalidade nos
primeiros anos de atuação.
A Contabilidade Gerencial é importante nas Micro e Pequenas Empresas para
a sua administração, pois esta voltada para o controle e planejamento tornando-se
assim indispensável e necessária no apoio das tomadas de decisões, funciona
também como instrumento nas ações gerais feitas com base nos balancetes de
verificações e nas técnicas dos procedimentos contábeis.
O presente trabalho pretende demonstrar que a adoção de conceitos
contábeis é uma forte ferramenta que auxilia as micro e pequenas empresas a
sobreviverem com sucesso no mercado competitivo, mudando assim a idéia que a
contabilidade atende somente o fisco.
No capítulo 2 aborda se a as principais definições e considerações sobre
micro e pequena empresa, especificando sobre a lei geral que criou o Super Simples
e complementando ainda sobre a mortalidade das pequenas empresas.
No capítulo 3 aborda se a importância da Contabilidade Gerencial para a
micro e pequena empresa, sua origem, a diferença da Contabilidade Financeira com
a Contabilidade Gerencial o Capital de Giro e o Fluxo de Caixa.
10
1.1
Objetivos
Constitui objetivo geral deste trabalho a explanação da Contabilidade
Gerencial como uma ferramenta geradora de informações para o processo decisório
das empresas.
Constituem objetivos específicos:
a) Definir micro e pequena empresa;
b) Especificar sobre a lei Geral e o Super Simples;
c) Demonstrar o índice de mortalidade das MPE’s;
d) Definir Contabilidade Gerencial;
e) Mostrar a importância da Contabilidade Gerencial e sua origem;
f) Diferenciar Contabilidade Financeira da Contabilidade Gerencial;
g) Definir Capital de Giro e o Fluxo de Caixa;
1.1
Procedimentos Metodológicos
Os procedimentos metodológicos utilizados foram pesquisas bibliográficas
realizadas em livros, sites, revistas contábeis e Monografias já concluídas e
aprovadas com intuito de comprovar a importância do tema tratado. Foram utilizadas
também citações de autores importantes na área contábil que complementaram as
idéias e o desenvolvimento do trabalho.
11
2
MICRO E PEQUENA EMPRESA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Não há uma definição exata nas legislações municipais, estaduais ou federais
de como seria, ou seja, quais requisitos devem existir para que se possa denominar
uma micro ou uma pequena empresa. A legislação federal admite apenas o
enquadramento das empresas em faixas de tributação de acordo com o seu
faturamento bruto. Desta forma, analisaremos abaixo algumas ponderações de
enquadramento de acordo com a Lei Nº. 123/2006, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de
Apoio as micro e Pequenas Empresas) e o BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social).
Segundo Chér (1991, p.17),
“existem muitos parâmetros para definir as pequenas e médias empresas,
muitas vezes dentro de um mesmo país, como no Brasil”.
O enquadramento mais comum e mais utilizado é de acordo com a Lei Geral
da Micro e Pequena Empresa, que é a Lei 123/2006. Lei esta que especificamente
no caput do seu Artigo 3° define como sendo microempresa e empresa de pequeno
porte o seguinte:
“... consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a
sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere
o
o art. 966 da Lei n 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente
registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de
Pessoas Jurídicas...”
Para complementar a definição acima, os Incisos I e II do Artigo 3º da Lei
123/2006, determinam que seja enquadrada como microempresa aquela que possui
um faturamento anual de no máximo R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais)
(Inciso I); e empresa de pequeno porte é aquela que deve ter receita bruta anual
superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$
2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) (Inciso II).
Após o estudo da Lei Nº 123/2006, pode-se concluir que para o Governo
Federal, uma microempresa só pode ter um faturamento bruto mensal de até R$
20.000,00 (vinte mil reais) e as empresa de pequeno porte só podem ter um
faturamento bruto mensal de até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
Uma consideração importante a ser feita é a classificação feita pelo SEBRAE,
que se baseia no numero de empregados que compõem a estrutura do
12
empreendimento. Nesta classificação o SEBRAE define como sendo micro empresa
aquela que emprega até 09 pessoas no caso de empresas comerciais e de
prestação de serviços, ou então, até 19 colaboradores no caso de empresa do setor
industrial. Ainda dentro desta classificação do SEBRAE, são consideradas pequenas
empresas aquelas que empregam de 10 a 49 pessoas no caso de comercio e
prestação de serviços e de 20 a 99 pessoas no caso de empresa do setor industrial.
O BNDES, instituição que concede várias linhas e opções de crédito para as
empresas e órgãos públicos, através de suas normas relativas ao porte das
beneficiarias, instituiu através da Circular N°10/2010, em seu artigo 1º, o seguinte:
1.1 Microempresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada de até
R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais);
1.2. Pequenas Empresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada
superior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) e inferior
ou igual a R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais);
1.3. Médias Empresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada
superior a R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) e inferior ou igual
a R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais);
É importante ressaltar ainda que a classificação acima feita pelo BNDES não
especifica qualquer ramo de atividade, onde a única exceção quanto a esta
classificação é das Entidades da Administração Pública Direta (Estados, Municípios
e Distrito Federal).
Portanto, pode-se concluir que há várias formas de classificação para se
enquadrar
uma
empresa
como
micro
ou
pequena
empresa,
devendo-se
contextualizar em qual órgão ou entidade ela pretenda iniciar ou manter negócios e
qual a realidade econômica dela, ou seja, o valor de sua movimentação financeira.
2.1
Lei Geral para Micro e Pequena Empresa – O Super Simples
A Lei Geral para micro e pequena empresa foi sancionada em dezembro de
2006, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta lei regulariza e amplia as
vantagens da maioria das microempresas e empresas de pequeno porte que
representam mais de 90% da quantidade de empresas em atividade no país. A lei,
que recebeu o Nº 123/2006, cria uma série de facilidades tributárias e de negócios,
como tratamento diferenciado em licitações públicas. Este tratamento diferenciado
13
em licitações públicas foi regulamentado pelo Decreto Nº 6.204 publicado em 5 de
setembro de 2007. A Lei Geral faz parte de um processo de articulação política e
tributária do governo federal que começou há vários anos. É importante ressaltar
que, o projeto foi aprovado rapidamente e com muita facilidade, afinal, ele começou
a tramitar em 2005 e em 2006 foi aprovado por unanimidade pelo Senado Federal,
sancionado pelo presidente da republica e publicado no findar de 2006.
É oportuno discorrermos que a Lei 123/2006 teve duas alterações, que são a
Lei Nº 127 de 14 de agosto de 2007 e a Lei Nº 128 de 19 de dezembro de 2008,
alterações estas que complementaram alguns pontos falhos e que geraram
discussões acerca da Lei 123/2006.
A Lei 123/2006 em seu artigo 1º discorre que “...estabelece normas gerais
relativas
ao
tratamento
diferenciado
e
favorecido
a
ser
dispensado
às
microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios...”, ou seja, cria mecanismos gerais e
tratamento diferenciado que facilitam o acesso das micro e pequenas empresas a
várias vantagens tributárias e comerciais.
A Lei Geral da micro e pequena empresa abrange as três esferas do poder
público, ou seja, os Municípios, os Estados e a União. Essa afirmação significa que
todas as suas disposições serão aplicadas no âmbito da federação, das unidades da
federação e dos municípios, trazendo muito mais eficácia na arrecadação dos
tributos, através de sua unificação e resultados muito mais concretos e efetivos para
os pequenos negócios, que passarão a ser regidos por um sistema legal uniforme,
numa espécie de consolidação de todo o conjunto de obrigações em único sistema.
De acordo com Lei Complementar n° 123 de 14 de dezembro de 2006 em seus
artigos N° 12 e 13 o “Super Simples” ou “Simples Nacional” é um sistema único de
tributação e arrecadação de alguns impostos sendo estes seis federais, um
estadual, um municipal e a contribuição para as entidades privadas de serviço social
e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical.
Para se ilustrar os tributos abrangidos pela sistemática do Simples Nacional,
foram transcritos abaixo os artigos Nº 12 e 13 da Lei 123/2006.
Art. 12. Fica instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte - Simples Nacional.
Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante
documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições:
14
I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ;
II - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, observado o disposto no
o
inciso XII do § 1 deste artigo;
III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL;
IV - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS,
o
observado o disposto no inciso XII do § 1 deste artigo;
V - Contribuição para o PIS/PASEP, observado o disposto no inciso XII do
o
§ 1 deste artigo;
VI - Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social, a
o
cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de
julho de 1991, exceto no caso da microempresa e da empresa de pequeno
porte que se dedique às atividades de prestação de serviços referidas no
o
§ 5 -C do art. 18 desta Lei Complementar;
VII - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal
e de Comunicação - ICMS;
VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS.
Portanto, podemos afirmar que o Super Simples, criado pela Lei Geral das
Micro e Pequenas Empresas, teve como maior fundamento, a intenção de facilitar e
melhorar as possibilidades de negócios dos micros e pequenos empresários, devido
aos motivos de que muitos destes não conseguem sobreviver no competitivo
mercado devido principalmente a alta carga tributária imposta pelo fisco.
2.2
Mortalidades das MPE’s
Um dos principais problemas das pequenas e micro empresas é sua vida
curta, segundo pesquisa do SEBRAE-SP realizada em 2008 mostra que das 134 mil
empresas abertas no estado de São Paulo, quase 88 mil não completam 12 meses
de atividades havendo uma perda financeira de R$16 bilhões, e 62% fecham antes
de completar seis anos de atividades sendo essas 39% comerciais, além do mais
muitas dessas empresas não fecham no papel devido a burocracia e aos altos
valores de impostos.
No gráfico 1 abaixo mostra a taxa de mortalidades das MPE’s divulgados pelo
SEBRAE nos anos 2004 a 2005:
15
Gráfico: Taxa de mortalidades da micro e pequenas empresas:
Fonte: SEBRAE
Segundo dados do SEBRAE nos anos de 2004 e 2005 as novas empresas
abertas no Estado de São Paulo, 29% fecharam no seu primeiro ano de atividade e
56% encerraram antes de completar cincos anos de atividades.
Para o professor José Carlos Marion, em seu Artigo Preparando-se para a
profissão do Futuro de 1997:
“Sem uma boa contabilidade, a empresa é como um barco em alto mar sem
bussola, á mercê dos ventos quase sem chance de sobrevivência totalmente
á deriva”.
O que contribui para a mortalidade das MPE’s é o fato de que os proprietários
em sua maioria não utilizam a contabilidade como ferramenta de administração do
negócio. Muitos micros e pequenos empresários possuem o capital e resolvem
montar um negócio desconhecendo os outros fatores necessários ao sucesso da
sua empresa, como a contabilidade gerencial. No Brasil outro fato importante que
leva a falência é o excesso de impostos que as empresas estão obrigadas a pagar
ao governo durante sua existência.
16
Segundo RAZA, p.16-17; 2008.
“Sem um planejamento financeiro e assessoria necessária torna-se
impossível o sucesso do negócio, o que na maioria dos casos leva a falência
por falta de uma gestão eficaz”.
As empresas vão à falência não apenas devido a uma causa, mas sim á uma
sucessão de problemas que podemos destacar: a ausência de conhecimento no
ramo que atua, falta de planejamento e deficiência na gestão empresarial.
Segundo Longenecker (1998, p.515)
[...] os administradores precisam ter informações precisas, significativas e
oportunas, se quiserem tomar boas decisões. Isso é particularmente
verdadeiro quando se refere à necessidade de informações financeiras sobre
as operações da empresa. A experiência sugere que a falta de aptidão em
sistemas contábeis é um fator básico de insucesso entre pequenas
empresas.
A mentalidade desses micro e pequenos empreendedores em relação à
contabilidade na empresa que esta é uma burocracia, uma conta a mais a pagar
para estar em dia com o governo, na realidade a contabilidade gerencial é alma do
negocio, a sobrevivência da empresa no mercado, pois esta fornece informações
para as tomadas de decisões.
17
3
CONTABILIDADE GERENCIAL
Contabilidade Gerencial nada mais é que uma contabilidade interna, para o
controle e planejamento, esta visa identificar, mensurar, suportar e analisar
informações sobre a situação econômica da empresa, auxiliando no processo de
gestão. É grande o número de empresas em busca deste diferencial que vêm
investindo em informações estratégicas para possibilitar aos administradores
tomadas de decisões seguras e eficazes para as empresas.
Segundo Sérgio de Iudícibus,(1998,p.17)
“contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um
enfoque especial conferido a varias técnicas e procedimentos contábeis já
conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de
custos, na analise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva
diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de
apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes
das entidades em seu processo decisório”.
Nos últimos tempos, a contabilidade vem tomando um novo rumo, tanto de
conceito como de atuação. A antiga visão de um contador era bastante restrita,
acreditavam que sua única função era apenas contabilizar e apresentar relatórios de
crescimento e perda de uma empresa; nos dias atuais essa visão que tinham do
contador sofreu muitas mudanças, e a contabilidade passou a ser algo complexo e
necessário para se administrar uma empresa, para que no futuro esta não venha
fechar suas portas, isto é para que não seja mais uma dentre tantas que sofre a
mortalidade.
A Contabilidade Gerencial se tornou uma arma de grande poder que contribui
para a administração empresarial tornando assim indispensável e necessária nas
decisões. È o controle interno das empresas que funciona como instrumento nas
ações gerais, isso tudo é feito com base nos balancetes de verificações e nas
técnicas dos procedimentos contábeis. A contabilidade gerencial se caracteriza
como um enfoque conferido a vários procedimentos contábeis já conhecidos, sendo
colocados num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e
classificação diferenciada de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu
processo decisório.
Segundo Iudícibus (1994, p.26),
18
“a contabilidade assume seu papel principal, ou seja, o de apoiar o gestor
em suas decisões, e dar maior segurança aos seus julgamentos”.
Contabilidade Gerencial segundo a visão de Atkinson etal. (2000, p.36):
“é o processo de produzir informação operacional e financeira para
funcionários e administradores, tal processo deve ser direcionado pelas
necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve
orientar suas decisões operacionais e de investimentos”.
A contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio e tem como objetivo
mensurar, avaliar, escriturar, analisar e prever todos fatos que provoquem mudanças
patrimoniais que geram informações e que subsidie o processo de decisão. Surge
então a necessidade de nutrir as micro e pequenas empresas, através da
contabilidade gerencial, como nas praticas de controles com o intuito de mostrar os
dados reais que realmente auxiliarão na administração das empresas levando ao
alcance de seus objetivos, aumentando sua competitividade e reduzindo o
desperdício, melhorando assim a qualidade de seus resultados, fazendo com que
permaneçam no mercado tão competitivo de hoje.
Para Ricardino (2005, p.9):
“a contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e
exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir
formações que se 'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo
decisório do administrador”.
Sendo a contabilidade gerencial a base para as tomadas de decisões, cabe
ao contador levantar essas informações e divulgar dados com isso mudando a sua
imagem e da contabilidade que muitas vezes é vista como uma conta a mais para
pagar para estar em dia com fisco, deixando assim de ser realmente usufruída pelas
empresas.
3.1
Origem da Contabilidade Gerencial
A Contabilidade Gerencial originou-se no período da Primeira Revolução
Industrial sendo um complemento da contabilidade financeira e com o aumento dos
negócios houve a necessidade de implantá-la em algumas empresas, voltada ao
19
interesse interno; sendo assim um meio de controle administrativo. Mesmo simples a
contabilidade gerencial atendeu as necessidades dos proprietários, com isso
iniciava-se o contato mais restrito com o contador.
Segundo Johnson e Kaplan 1996 pp.17-9,
optaram por delimitar o início do século XIX, mais precisamente em 1812,
como marco inicial da contabilidade gerencial. A contabilidade gerencial
surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, quando as organizações
comerciais, em vez de dependerem dos mercados externos para trocas
econômicas diretas, passaram a conduzir trocas econômicas internas.
Na indústria têxtil, os empresários ao invés de comprarem o fio pronto,
diretamente do mercado, passaram a produzir internamente imaginando que dessa
forma poderiam aumentar seus lucros através da redução dos custos e aumentando
a produtividade, as primeiras tecelagens americanas de algodão, mecanizadas e
integradas, utilizavam contas de custos para avaliar a mão-de-obra e os custos de
despesas gerais na conversão de matérias-primas em fios e tecidos acabados.
Embora algumas mudanças tenham ocorrido, parece que os pesquisadores
relevam o fato de que a indústria metalúrgica se desenvolveu antes da indústria
têxtil, tendo sido à base da Revolução Industrial.
Porém há outra idéia que, desde a Inglaterra medieval, em torno do ano de
1200, por volta do início do século XIII podem determinar que na época a
contabilidade gerencial pode ter tido início; e demonstram que as origens das
técnicas que integram o controle gerencial na qual o país era constituído por
comunidades obedientes a um poder central.
3.2
Importância da Contabilidade Gerencial
Iudícibus (1994, p.26) define o objetivo da contabilidade como sendo o de:
“[...] fornecer informação econômica relevante para que cada usuário possa
tomar suas decisões e realizar seus julgamentos com segurança”.
A Contabilidade Gerencial tem sido de grande importância para as empresas,
de um modo geral, a importância é principalmente nas relações existentes entre a
20
tomada decisão pelos administradores e as informações, que sustentam essas
decisões.
A Contabilidade Gerencial não é obrigatória, pois é uma contabilidade interna
voltada para atender a necessidades das empresas, para poder planejar e estimar
os seus lucros, no entanto as micro e pequenas empresas nem sempre se utilizam
dela, com isso perdendo uma ótima oportunidade de evoluir e conhecer os seus
problemas.
Segundo Silva (2002, p.23)
“Uma empresa sem Contabilidade é uma entidade sem memória, sem
identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu
crescimento”.
De um modo geral a contabilidade gerencial surge como uma ferramenta
indispensável a qualquer tipo de negócio, sendo um suporte para os micros e
pequenos empresários em suas decisões gerenciais, na qual muitas vezes não tem
apoio contábil em sua administração, já que a visão deles do contador, que em sua
maioria apenas cumprem as obrigações fiscais e assessórias que a legislação
impõe, mas pouco faz para auxiliar a administração dessas empresas com
informações úteis ao seu planejamento.
Nos tempos atuais a informação é uma poderosa ferramenta de gestão tirada
das demonstrações contábeis da empresa, pois elaborando os planejamentos e
obtendo informações no momento de se calcular os preços dos produtos,
desperdício de recursos, controle das despesas e aumento das receitas.
O pequeno e o médio empresário, na maioria das vezes assumindo o papel
de administradores financeiros, devem desenvolver análises financeiras para
identificar o desempenho de sua empresa em relação ao passado, em relação à
concorrência, tomando as decisões adequadas, desde que tenha informações
fornecidas por relatórios contábeis.
As demonstrações contábeis que podem ser aplicadas a micro e pequena
empresa são o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado e a
Demonstração de Fluxo de Caixa, mesmo que as movimentações financeiras
dessas micro e pequenas empresa sejam pequenas, podem fornecer informações
que serão de grande ajuda na decisão.
De acordo com Ricardino (2005, p.234),
21
“a importância da Contabilidade Gerencial: Quanto menos restrições na
adoção de critérios contábeis, maior o número de ângulos pelos quais as
operações da empresa podem ser visualizadas, se isso pode não ser
interessante para um analista financeiro, certamente é fundamental para
alguém que precise mensurar as ações futuras de sua empresa”.
O papel que a contabilidade gerencial exerce na vida de uma empresa, é
grande, pois mostra ao administrador maior competitividade para enfrentar os
desafios do mercado atual, assim ajudando-o a atingir suas metas e possibilitando
uma visão das operações da empresa, de modo a melhorar os controles, organizar e
planejar com eficiência.
PADOVEZE, (1997, p.28).
"Se temos a Contabilidade e a informação contábil, mas não a usamos no
processo administrativo, no processo gerencial, então não existe
gerenciamento contábil, não existe a Contabilidade Gerencial"
O micro e o pequeno empresário precisa se conscientizar da importância da
realização de uma Contabilidade completa e eficiente que reflita a realidade da sua
empresa, para a apuração dos resultados mensais não só para atender o fisco, mas
as suas necessidades administrativas.
Com isso o contador deixa de ser visto como aquele que só faz o trabalho
burocrático da entidade e passa a ter a merecida função de levantar dados,
informações para as tomadas de decisões levando assim a micro ou a pequena
empresa ao sucesso.
3.3
Contabilidade Financeira versus Contabilidade Gerencial
Contabilidade Financeira é o ramo da contabilidade onde as informações
econômicas e financeiras são dirigidas ao meio externo da empresa, onde os
interessados são principalmente os acionistas, as instituições financeiras, os
fornecedores, enfim, entidades que possuem alguma ligação ou operação com a
empresa. Esta relata os resultados das operações de acordo com os Princípios
Fundamentais da Contabilidade e se baseia em resultados passados.
ATKINSON (2008, p.37), argumenta que:
22
“A Contabilidade Financeira está restrita às exigências obrigatórias de
elaboração de relatórios por parte das autoridades regulamentadoras
externas"
A contabilidade financeira tem com principal objetivo facilitar a análise
financeira dos usuários externos, normalmente a partir de análises por setor
econômico ou então a partir de demonstrações financeiras históricas da empresa
que servem de base para a comparação entre dois ou mais anos. Outro ponto
importante a ser observado é o fato de que estas entidades precisam saber como
esta a empresa para assim tomar suas decisões como, por exemplo, para que as
instituições financeiras possam conceder ou não empréstimos e estabelecer termos
de empréstimos (volume, taxa, prazo e garantias); os fornecedores podem conceder
ou não crédito, estipulando um valor e ainda um determinado prazo; e ainda os
investidores que podem buscar informações no sentido de investir ou não em ações
na bolsa de valores ou adquirir ou não o controle acionário de uma entidade.
Para concluir, pode-se afirmar que a contabilidade financeira ainda pode
fornecer informações para:
- A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os demais órgãos e entidades
reguladores, que normalmente observam se as demonstrações atendem aos
requisitos legais e regulamentares e buscam indícios de abusos econômicos ou
concorrenciais;
- O Poder Judiciário que solicita e aprecia as informações através de perícias;
- O Fisco que tem o dever de verificar o cumprimento da legislação tributária e
buscar indícios de sonegação de tributos.
A contabilidade gerencial esta voltada aos usuários internos da empresa que
são funcionários, gerentes e administradores, com o principal objetivo de fornecer
informações para as tomadas de decisões.
CHING (2003, p.6) diz que:
“A natureza das informações da contabilidade gerencial é mais subjetiva,
interpretativa e relevante. A contabilidade gerencial difere da contabilidade
financeira devido ao fato desta ser mais interpretativa e relevante quanto à
situação real da empresa.”
O site intitulado COSIF faz importantes
Contabilidade Gerencial, conforme abaixo:
considerações
acerca
da
[...] é a parte da Contabilidade que se refere ao fornecimento de
informações e de subsídios para a tomada de decisões de caráter corrente
23
e as de natureza estratégicas permitindo também efetuar avaliações de
desempenho e fixação do preço de venda baseado no custo, no mercado e
no concorrente [...].
Para Ricardino (2005, p.9):
a contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e
exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir
informações que se 'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo
decisório do administrador.
A seguir, veremos um quadro comparativo que demonstra as principais
características e diferenciações entre Contabilidade Financeira e Contabilidade
Gerencial.
Quadro 1:
Características da Contabilidade Financeira e da Contabilidade Gerencial
Contabilidade Financeira
Clientela
Propósito
Restrições
Contabilidade Gerencial
Externa: acionistas,
Interna: funcionários,
credores, autoridades tributárias. administradores, executivos.
Reportar o desempenho,
Passado às partes externas;
Contratos com proprietários e
credores.
Informar decisões
internas tomadas pelos
funcionários e gerentes;
feedback e controle sobre
desempenho operacional;
contratos com proprietários e
credores.
Regulamentada: dirigida
por regras e princípios
fundamentais da contabilidade e
por autoridades governamentais
Desregulamentada:
sistemas e informações
determinadas pela
administração
para satisfazer necessidades
estratégicas e operacionais.
Mensuração física e
operacional dos processos,
tecnologia, fornecedores e
competidores.
Desagregada; informa as
decisões e ações locais.
Somente para mensuração
financeira.
Tipos de
Informação
Natureza
Objetiva, auditável,
da
confiável, consistente, precisa.
informação
Fonte: VASCONCELOS (2001, p.4-5) – Adaptado pelas autoras.
24
3.4
Capital de Giro
As contas do ativo e do passivo circulantes são as contas de uma empresa
que fazem parte da administração do capital de giro. O objetivo da administração do
capital de giro é administrar as contas circulantes e por isso, toda empresa deve
manter um mínimo possível de capital de giro, pois o ativo circulante de uma
empresa tem que ser maior que o passivo circulante e claro com margens de
segurança. Os ativos circulantes de mais destaque são: caixa, títulos negociáveis,
duplicatas a receber e o estoque. No passivo circulante as contas que mais se
destacam são: duplicatas a pagar, títulos a pagar e despesas provisionadas. É
necessário que o passivo circulante seja bem administrado para garantir que cada
uma das fontes de financiamento em curto prazo seja usada da melhor maneira
possível.
Para Oliveira (2003, p.43):
“O capital de giro líquido é igual ao ativo circulante menos o passivo
circulante. Quando é positivo, corresponde ao volume de fundos de
longo prazo (empréstimo e recursos próprios) aplicados no
financiamento de estoques e contas a receber. Se for negativo
(passivo circulante maior que o ativo circulante), significa que a
empresa estará financiando seus ativos permanentes com recursos
financeiros de curto prazo, o que denota um quadro de risco”.
A administração do capital de giro é a atividade mais conhecida da
administração financeira.
Quando surge uma empresa e suas atividades é iniciada ela recebe dois tipos
de investimentos. O primeiro investimento, que é o aporte inicial de capital pelos
sócios, é considerado como fixo que servirá para compra de maquinas, moveis,
prédio, ferramentas, enfim servirá para investir em bens do ativo imobilizado. O
segundo investimento, que é o ingresso de recursos de terceiros na entidade, como
os salários que podem ser pagos em mês posterior ao de trabalho, as compras a
prazo, os impostos que tem um prazo para serem pagos, os financiamentos e
empréstimos, compõem uma reserva de recursos para ser usado conforme as
necessidades financeiras da empresa ao longo do tempo. Essa reserva é o
chamado capital de giro e esses recursos ficam nos estoques, nas contas a receber,
no caixa ou na conta bancaria.
25
Administrar o capital de giro de uma empresa significa avaliar o momento, as
faltas e as sobras de recursos financeiros e também avaliar os reflexos que surgem
por decisões tomadas em relação às compras, vendas e á administração do caixa.
Capital de Giro é o conjunto de valores necessários para a empresa fazer
seus negócios acontecerem, a expressão capital de giro significa os bens que
efetivamente estão em uso (girando). O capital de giro é o recurso que financia as
atividades principais da empresa, melhor dizendo o capital necessário para continuar
adquirindo bens para serem revendidos no volume que seu mercado consome e
continuar a obter sua principal fonte de renda. Este precisa ser acompanhado e
monitorado, pois está sofrendo o impacto das diversas mudanças econômicas
enfrentadas pela empresa.
As dificuldades relativas ao capital de giro numa empresa são devidas,
principalmente, à ocorrência dos seguintes fatores:
- Redução de vendas;
- Crescimento da inadimplência;
- Aumento das despesas financeiras;
- Aumento de custos;
O Capital de Giro apresenta-se estável ao longo do tempo e diminui quando a
empresa realiza novos investimentos e aumenta o imobilizado.
3.5
Fluxo de Caixa
Para Garcia (2008, p.8):
“[...] toda empresa, independente do seu tamanho, necessita de um
controle de caixa”.
O Fluxo de Caixa permite avaliar a capacidade de uma empresa gerar
recursos para as necessidades do Capital de Giro. O fluxo de caixa é um dos
principais instrumentos de avaliação de uma empresa, proporcionando ao
administrador uma visão futura dos recursos financeiros da empresa, pode ser
utilizado por empresas de qualquer tamanho, desde as micro e a pequena até a
empresa de grande porte, pela sua importância, podendo ser realizado mês a mês,
trimestre a trimestre, ano a ano e até mesmo em bases diárias. Além de analisar a
26
forma
como
uma
empresa
desenvolve
sua
aplicação
de
recurso,
o
acompanhamento na empresa com o fluxo de caixa permite identificar as variações
ocorridas e a causa das variações.
Segundo Gonçalves (2007, p.97):
“O controle de caixa da empresa é de vital importância já que por
meio dos registros realizados pode-se conhecer a origem e a
quantidade de dinheiro que é movimentada diariamente na empresa”.
Conforme Garcia (2008, p.8):
“A Demonstração de Fluxo de Caixa tem como principal função
controlar o fluxo de entradas e saídas de dinheiro de uma empresa,
evitando desvios financeiros e proporcionando maior transparência ao
negócio”.
O Fluxo de Caixa é construído a partir das informações de entrada e saída de
caixa, para sua elaboração a empresa precisa de informações organizadas que
permitem a visualização das contas a receber, contas a pagar e de todos os
desembolsos geradores dos custos fixos.
Em seguida veremos um modelo de planilha para registros diários. Neste
modelo apresentado, a planilha possui sete dias em cada formulário, porém, a empresa
pode fazer formulários mensais e anuais dependendo de sua necessidade de gerenciar e
acompanhar o fluxo de caixa.
Planilha de Fluxo de Caixa
Figura 1:
Controle de Recebimentos e pagamentos da Semana:
27
Fonte: Biblioteca do SEBRAE (adaptado pelas autoras)
28
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir das pesquisas realizadas, podemos considerar que a área contábil é
umas das mais importantes da empresa, isso a partir dela podemos identificar
muitas áreas criticas, pois com o trabalho desenvolvido pela contabilidade, podemos
encontrar e apresentar historicamente a vida da empresa, as oscilações, o
desempenho, o sucesso e o possível fracasso.
A Contabilidade pode produzir muitas informações gerenciais, as quais o
profissional contábil tem a importante função de escriturar os fatos ocorridos na
empresa e por meio deste trabalho formar um banco de dados para ser utilizado na
hora de emitir relatórios ou informações que poderão ser passadas aos
administradores, para que possam tomar as decisões de curto e longo prazo.
Na grande maioria das vezes o contador acaba não tendo essa importância
ou essa função dentro da empresa e passa fazer o trabalho burocrático, perante isso
há um grande número de Micro e Pequena Empresas em declínio por não
explorarem os serviços contábeis da maneira como deveriam, tendo no contabilista
um suporte a mais para o gerenciamento e ampliação dos negócios da empresa.
Uma contabilidade deve ser feita para atender as necessidades da empresa e
não apenas manter esta em dia com o governo. Há ainda muito campo de atuação
para os profissionais que pretendem trabalhar com a Contabilidade Gerencial, pois
este tipo de trabalho ainda não é muito explorado e, na maioria das vezes, nem
divulgado aos clientes, uma vez que a empresa contábil fica muito atarefada com o
cumprimento das obrigações acessórias de seus clientes.
A Contabilidade Gerencial sempre deve ser feita concomitantemente com a
Contabilidade Fiscal ou Financeira, uma vez, que a Fiscal ou Financeira atende
apenas ao Fisco, já a Gerencial atende às necessidades gerenciais da empresa.
29
REFERÊNCIAS
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Disponível em:
http://www.nossocontador.com/Artigos/43pdf. Acessado em 25/05/2010 ás 20:30min
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