CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Gizele Aparecida de Lima Maisa Fernanda Miranda PALMITAL 2010 GIZELE APARECIDA DE LIMA MAISA FERNANDA MIRANDA IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Trabalho de conclusão de curso apresentado à ETEC Prof. Mário Antônio Verza, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Técnico em Contabilidade. Orientador: Prof. José Marcelino Calegari PALMITAL 2010 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA GIZELE APARECIDA DE LIMA MAISA FERNANDA MIRANDA IMPORTANCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS APROVADO EM ____/____/____ BANCA EXAMINADORA ______________________________________________________________ JOSÉ MARCELINO CALEGARI – ORIENTADOR ______________________________________________________________ KÁRINA DORTA DE SOUZA ROCHA – EXAMINADOR ______________________________________________________________ CLEISON FARIA COUTINHO – EXAMINADOR EPÍGRAFE “Os primórdios da Contabilidade resumem-se praticamente no homem primitivo contando (inventariando) seu rebanho. O homem, cuja natureza é ambiciosa, não se preocupa apenas com a contagem de seu rebanho, mas – o que é mais importante – com o crescimento, com a evolução do rebanho e, consequentemente, com evolução de sua riqueza. Assim, ele faz inventários (contagem) e momentos diferentes e analisa a variação de sua riqueza”. (JOSÉ CARLOS MARION). Dedicamos este Trabalho primeiramente a DEUS, depois aos nossos Pais e Amigos, pela compreensão, motivação e auxilio necessário. AGRADECIMENTOS Aos nossos professores, pelo aprendizado que nos proporcionaram durante todo o curso e pela atenção e principalmente ao professor Orientador. Nossos sinceros agradecimentos. RESUMO Há varias definições para micro e pequena empresa, sendo a mais utilizada a classificação feita pela Lei Geral das MPE’s nº. 123/2006 que se baseia no faturamento mensal, porém o SEBRAE baseia-se em números de empregados das instituições e outra definição é a do BNDES que por sua vez baseia-se no faturamento anual da empresa. A Lei Geral faz parte de um processo de articulação política e tributária do governo federal que começou há vários anos na qual regulariza e amplia as vantagens da maioria das microempresas e empresas de pequeno porte que representam mais de 90% do país. Esta lei criou o Super Simples, nas MPE’s e com a idéia de facilitar e melhorar as possibilidades de negócios dos micros e pequenos empresários, sendo que muitos destes não sobrevivem no mercado competitivo, com isso atingindo a mortalidade nos primeiros anos de vida. Contabilidade Gerencial é a ferramenta para o controle interno das empresas que ajuda no controle da administração tendo sua origem no período da primeira revolução industrial nas indústrias têxteis, sendo de grande importância para as empresas de um modo geral diferenciando-se da contabilidade financeira por esta ser voltada a cumprir obrigações com o fisco. O Fluxo de Caixa permite avaliar a capacidade de uma empresa gerar recursos para as necessidades do Capital de Giro. Palavras-chave: Micro Empresa; Pequena Empresa; Contabilidade Gerencial; Fluxo de Caixa. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................... 09 1.1 Objetivos ....................................................................................................... 10 1.2 Procedimentos Metodológicos ...................................................................... 10 2. MICRO E PEQUENA EMPRESA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES .............. 11 2.1 Lei Geral para Micro e Pequena Empresa – O Super Simples .................... 12 2.2 Mortalidade das MPE’s ................................................................................. 14 3. CONTABILIDADE GERENCIAL .................................................................... 17 3.1 Origem da Contabilidade Gerencial .............................................................. 18 3.2 Importância da Contabilidade Gerencial ....................................................... 19 3.3 Contabilidade Financeira versus Contabilidade Gerencial ........................... 21 3.4 Capital de Giro.............................................................................................. 24 3.5 Fluxo de Caixa............................................................................................... 25 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 28 REFERÊNCIAS .................................................................................................. 29 FONTES.............................................................................................................. 31 9 1. INTRODUÇÃO As micro e pequenas empresas representam uma grande parcela do mercado nacional, porém muitas dessas vão a falência pois, enfrentam dificuldades em sua sobrevivência no longo prazo sendo a principal a dificuldade financeira, em segundo plano a ausência de conhecimento, e ainda a falta de planejamento e a deficiência na gestão empresarial levando-se assim a altos índices de mortalidade nos primeiros anos de atuação. A Contabilidade Gerencial é importante nas Micro e Pequenas Empresas para a sua administração, pois esta voltada para o controle e planejamento tornando-se assim indispensável e necessária no apoio das tomadas de decisões, funciona também como instrumento nas ações gerais feitas com base nos balancetes de verificações e nas técnicas dos procedimentos contábeis. O presente trabalho pretende demonstrar que a adoção de conceitos contábeis é uma forte ferramenta que auxilia as micro e pequenas empresas a sobreviverem com sucesso no mercado competitivo, mudando assim a idéia que a contabilidade atende somente o fisco. No capítulo 2 aborda se a as principais definições e considerações sobre micro e pequena empresa, especificando sobre a lei geral que criou o Super Simples e complementando ainda sobre a mortalidade das pequenas empresas. No capítulo 3 aborda se a importância da Contabilidade Gerencial para a micro e pequena empresa, sua origem, a diferença da Contabilidade Financeira com a Contabilidade Gerencial o Capital de Giro e o Fluxo de Caixa. 10 1.1 Objetivos Constitui objetivo geral deste trabalho a explanação da Contabilidade Gerencial como uma ferramenta geradora de informações para o processo decisório das empresas. Constituem objetivos específicos: a) Definir micro e pequena empresa; b) Especificar sobre a lei Geral e o Super Simples; c) Demonstrar o índice de mortalidade das MPE’s; d) Definir Contabilidade Gerencial; e) Mostrar a importância da Contabilidade Gerencial e sua origem; f) Diferenciar Contabilidade Financeira da Contabilidade Gerencial; g) Definir Capital de Giro e o Fluxo de Caixa; 1.1 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos metodológicos utilizados foram pesquisas bibliográficas realizadas em livros, sites, revistas contábeis e Monografias já concluídas e aprovadas com intuito de comprovar a importância do tema tratado. Foram utilizadas também citações de autores importantes na área contábil que complementaram as idéias e o desenvolvimento do trabalho. 11 2 MICRO E PEQUENA EMPRESA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Não há uma definição exata nas legislações municipais, estaduais ou federais de como seria, ou seja, quais requisitos devem existir para que se possa denominar uma micro ou uma pequena empresa. A legislação federal admite apenas o enquadramento das empresas em faixas de tributação de acordo com o seu faturamento bruto. Desta forma, analisaremos abaixo algumas ponderações de enquadramento de acordo com a Lei Nº. 123/2006, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio as micro e Pequenas Empresas) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo Chér (1991, p.17), “existem muitos parâmetros para definir as pequenas e médias empresas, muitas vezes dentro de um mesmo país, como no Brasil”. O enquadramento mais comum e mais utilizado é de acordo com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que é a Lei 123/2006. Lei esta que especificamente no caput do seu Artigo 3° define como sendo microempresa e empresa de pequeno porte o seguinte: “... consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o o art. 966 da Lei n 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas...” Para complementar a definição acima, os Incisos I e II do Artigo 3º da Lei 123/2006, determinam que seja enquadrada como microempresa aquela que possui um faturamento anual de no máximo R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) (Inciso I); e empresa de pequeno porte é aquela que deve ter receita bruta anual superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) (Inciso II). Após o estudo da Lei Nº 123/2006, pode-se concluir que para o Governo Federal, uma microempresa só pode ter um faturamento bruto mensal de até R$ 20.000,00 (vinte mil reais) e as empresa de pequeno porte só podem ter um faturamento bruto mensal de até R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Uma consideração importante a ser feita é a classificação feita pelo SEBRAE, que se baseia no numero de empregados que compõem a estrutura do 12 empreendimento. Nesta classificação o SEBRAE define como sendo micro empresa aquela que emprega até 09 pessoas no caso de empresas comerciais e de prestação de serviços, ou então, até 19 colaboradores no caso de empresa do setor industrial. Ainda dentro desta classificação do SEBRAE, são consideradas pequenas empresas aquelas que empregam de 10 a 49 pessoas no caso de comercio e prestação de serviços e de 20 a 99 pessoas no caso de empresa do setor industrial. O BNDES, instituição que concede várias linhas e opções de crédito para as empresas e órgãos públicos, através de suas normas relativas ao porte das beneficiarias, instituiu através da Circular N°10/2010, em seu artigo 1º, o seguinte: 1.1 Microempresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada de até R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais); 1.2. Pequenas Empresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada superior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) e inferior ou igual a R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais); 1.3. Médias Empresas: Receita Operacional Bruta anual ou anualizada superior a R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) e inferior ou igual a R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais); É importante ressaltar ainda que a classificação acima feita pelo BNDES não especifica qualquer ramo de atividade, onde a única exceção quanto a esta classificação é das Entidades da Administração Pública Direta (Estados, Municípios e Distrito Federal). Portanto, pode-se concluir que há várias formas de classificação para se enquadrar uma empresa como micro ou pequena empresa, devendo-se contextualizar em qual órgão ou entidade ela pretenda iniciar ou manter negócios e qual a realidade econômica dela, ou seja, o valor de sua movimentação financeira. 2.1 Lei Geral para Micro e Pequena Empresa – O Super Simples A Lei Geral para micro e pequena empresa foi sancionada em dezembro de 2006, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta lei regulariza e amplia as vantagens da maioria das microempresas e empresas de pequeno porte que representam mais de 90% da quantidade de empresas em atividade no país. A lei, que recebeu o Nº 123/2006, cria uma série de facilidades tributárias e de negócios, como tratamento diferenciado em licitações públicas. Este tratamento diferenciado 13 em licitações públicas foi regulamentado pelo Decreto Nº 6.204 publicado em 5 de setembro de 2007. A Lei Geral faz parte de um processo de articulação política e tributária do governo federal que começou há vários anos. É importante ressaltar que, o projeto foi aprovado rapidamente e com muita facilidade, afinal, ele começou a tramitar em 2005 e em 2006 foi aprovado por unanimidade pelo Senado Federal, sancionado pelo presidente da republica e publicado no findar de 2006. É oportuno discorrermos que a Lei 123/2006 teve duas alterações, que são a Lei Nº 127 de 14 de agosto de 2007 e a Lei Nº 128 de 19 de dezembro de 2008, alterações estas que complementaram alguns pontos falhos e que geraram discussões acerca da Lei 123/2006. A Lei 123/2006 em seu artigo 1º discorre que “...estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios...”, ou seja, cria mecanismos gerais e tratamento diferenciado que facilitam o acesso das micro e pequenas empresas a várias vantagens tributárias e comerciais. A Lei Geral da micro e pequena empresa abrange as três esferas do poder público, ou seja, os Municípios, os Estados e a União. Essa afirmação significa que todas as suas disposições serão aplicadas no âmbito da federação, das unidades da federação e dos municípios, trazendo muito mais eficácia na arrecadação dos tributos, através de sua unificação e resultados muito mais concretos e efetivos para os pequenos negócios, que passarão a ser regidos por um sistema legal uniforme, numa espécie de consolidação de todo o conjunto de obrigações em único sistema. De acordo com Lei Complementar n° 123 de 14 de dezembro de 2006 em seus artigos N° 12 e 13 o “Super Simples” ou “Simples Nacional” é um sistema único de tributação e arrecadação de alguns impostos sendo estes seis federais, um estadual, um municipal e a contribuição para as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Para se ilustrar os tributos abrangidos pela sistemática do Simples Nacional, foram transcritos abaixo os artigos Nº 12 e 13 da Lei 123/2006. Art. 12. Fica instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional. Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições: 14 I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ; II - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, observado o disposto no o inciso XII do § 1 deste artigo; III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; IV - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, o observado o disposto no inciso XII do § 1 deste artigo; V - Contribuição para o PIS/PASEP, observado o disposto no inciso XII do o § 1 deste artigo; VI - Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social, a o cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, exceto no caso da microempresa e da empresa de pequeno porte que se dedique às atividades de prestação de serviços referidas no o § 5 -C do art. 18 desta Lei Complementar; VII - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS; VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS. Portanto, podemos afirmar que o Super Simples, criado pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, teve como maior fundamento, a intenção de facilitar e melhorar as possibilidades de negócios dos micros e pequenos empresários, devido aos motivos de que muitos destes não conseguem sobreviver no competitivo mercado devido principalmente a alta carga tributária imposta pelo fisco. 2.2 Mortalidades das MPE’s Um dos principais problemas das pequenas e micro empresas é sua vida curta, segundo pesquisa do SEBRAE-SP realizada em 2008 mostra que das 134 mil empresas abertas no estado de São Paulo, quase 88 mil não completam 12 meses de atividades havendo uma perda financeira de R$16 bilhões, e 62% fecham antes de completar seis anos de atividades sendo essas 39% comerciais, além do mais muitas dessas empresas não fecham no papel devido a burocracia e aos altos valores de impostos. No gráfico 1 abaixo mostra a taxa de mortalidades das MPE’s divulgados pelo SEBRAE nos anos 2004 a 2005: 15 Gráfico: Taxa de mortalidades da micro e pequenas empresas: Fonte: SEBRAE Segundo dados do SEBRAE nos anos de 2004 e 2005 as novas empresas abertas no Estado de São Paulo, 29% fecharam no seu primeiro ano de atividade e 56% encerraram antes de completar cincos anos de atividades. Para o professor José Carlos Marion, em seu Artigo Preparando-se para a profissão do Futuro de 1997: “Sem uma boa contabilidade, a empresa é como um barco em alto mar sem bussola, á mercê dos ventos quase sem chance de sobrevivência totalmente á deriva”. O que contribui para a mortalidade das MPE’s é o fato de que os proprietários em sua maioria não utilizam a contabilidade como ferramenta de administração do negócio. Muitos micros e pequenos empresários possuem o capital e resolvem montar um negócio desconhecendo os outros fatores necessários ao sucesso da sua empresa, como a contabilidade gerencial. No Brasil outro fato importante que leva a falência é o excesso de impostos que as empresas estão obrigadas a pagar ao governo durante sua existência. 16 Segundo RAZA, p.16-17; 2008. “Sem um planejamento financeiro e assessoria necessária torna-se impossível o sucesso do negócio, o que na maioria dos casos leva a falência por falta de uma gestão eficaz”. As empresas vão à falência não apenas devido a uma causa, mas sim á uma sucessão de problemas que podemos destacar: a ausência de conhecimento no ramo que atua, falta de planejamento e deficiência na gestão empresarial. Segundo Longenecker (1998, p.515) [...] os administradores precisam ter informações precisas, significativas e oportunas, se quiserem tomar boas decisões. Isso é particularmente verdadeiro quando se refere à necessidade de informações financeiras sobre as operações da empresa. A experiência sugere que a falta de aptidão em sistemas contábeis é um fator básico de insucesso entre pequenas empresas. A mentalidade desses micro e pequenos empreendedores em relação à contabilidade na empresa que esta é uma burocracia, uma conta a mais a pagar para estar em dia com o governo, na realidade a contabilidade gerencial é alma do negocio, a sobrevivência da empresa no mercado, pois esta fornece informações para as tomadas de decisões. 17 3 CONTABILIDADE GERENCIAL Contabilidade Gerencial nada mais é que uma contabilidade interna, para o controle e planejamento, esta visa identificar, mensurar, suportar e analisar informações sobre a situação econômica da empresa, auxiliando no processo de gestão. É grande o número de empresas em busca deste diferencial que vêm investindo em informações estratégicas para possibilitar aos administradores tomadas de decisões seguras e eficazes para as empresas. Segundo Sérgio de Iudícibus,(1998,p.17) “contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a varias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na analise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório”. Nos últimos tempos, a contabilidade vem tomando um novo rumo, tanto de conceito como de atuação. A antiga visão de um contador era bastante restrita, acreditavam que sua única função era apenas contabilizar e apresentar relatórios de crescimento e perda de uma empresa; nos dias atuais essa visão que tinham do contador sofreu muitas mudanças, e a contabilidade passou a ser algo complexo e necessário para se administrar uma empresa, para que no futuro esta não venha fechar suas portas, isto é para que não seja mais uma dentre tantas que sofre a mortalidade. A Contabilidade Gerencial se tornou uma arma de grande poder que contribui para a administração empresarial tornando assim indispensável e necessária nas decisões. È o controle interno das empresas que funciona como instrumento nas ações gerais, isso tudo é feito com base nos balancetes de verificações e nas técnicas dos procedimentos contábeis. A contabilidade gerencial se caracteriza como um enfoque conferido a vários procedimentos contábeis já conhecidos, sendo colocados num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. Segundo Iudícibus (1994, p.26), 18 “a contabilidade assume seu papel principal, ou seja, o de apoiar o gestor em suas decisões, e dar maior segurança aos seus julgamentos”. Contabilidade Gerencial segundo a visão de Atkinson etal. (2000, p.36): “é o processo de produzir informação operacional e financeira para funcionários e administradores, tal processo deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos”. A contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio e tem como objetivo mensurar, avaliar, escriturar, analisar e prever todos fatos que provoquem mudanças patrimoniais que geram informações e que subsidie o processo de decisão. Surge então a necessidade de nutrir as micro e pequenas empresas, através da contabilidade gerencial, como nas praticas de controles com o intuito de mostrar os dados reais que realmente auxiliarão na administração das empresas levando ao alcance de seus objetivos, aumentando sua competitividade e reduzindo o desperdício, melhorando assim a qualidade de seus resultados, fazendo com que permaneçam no mercado tão competitivo de hoje. Para Ricardino (2005, p.9): “a contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir formações que se 'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo decisório do administrador”. Sendo a contabilidade gerencial a base para as tomadas de decisões, cabe ao contador levantar essas informações e divulgar dados com isso mudando a sua imagem e da contabilidade que muitas vezes é vista como uma conta a mais para pagar para estar em dia com fisco, deixando assim de ser realmente usufruída pelas empresas. 3.1 Origem da Contabilidade Gerencial A Contabilidade Gerencial originou-se no período da Primeira Revolução Industrial sendo um complemento da contabilidade financeira e com o aumento dos negócios houve a necessidade de implantá-la em algumas empresas, voltada ao 19 interesse interno; sendo assim um meio de controle administrativo. Mesmo simples a contabilidade gerencial atendeu as necessidades dos proprietários, com isso iniciava-se o contato mais restrito com o contador. Segundo Johnson e Kaplan 1996 pp.17-9, optaram por delimitar o início do século XIX, mais precisamente em 1812, como marco inicial da contabilidade gerencial. A contabilidade gerencial surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, quando as organizações comerciais, em vez de dependerem dos mercados externos para trocas econômicas diretas, passaram a conduzir trocas econômicas internas. Na indústria têxtil, os empresários ao invés de comprarem o fio pronto, diretamente do mercado, passaram a produzir internamente imaginando que dessa forma poderiam aumentar seus lucros através da redução dos custos e aumentando a produtividade, as primeiras tecelagens americanas de algodão, mecanizadas e integradas, utilizavam contas de custos para avaliar a mão-de-obra e os custos de despesas gerais na conversão de matérias-primas em fios e tecidos acabados. Embora algumas mudanças tenham ocorrido, parece que os pesquisadores relevam o fato de que a indústria metalúrgica se desenvolveu antes da indústria têxtil, tendo sido à base da Revolução Industrial. Porém há outra idéia que, desde a Inglaterra medieval, em torno do ano de 1200, por volta do início do século XIII podem determinar que na época a contabilidade gerencial pode ter tido início; e demonstram que as origens das técnicas que integram o controle gerencial na qual o país era constituído por comunidades obedientes a um poder central. 3.2 Importância da Contabilidade Gerencial Iudícibus (1994, p.26) define o objetivo da contabilidade como sendo o de: “[...] fornecer informação econômica relevante para que cada usuário possa tomar suas decisões e realizar seus julgamentos com segurança”. A Contabilidade Gerencial tem sido de grande importância para as empresas, de um modo geral, a importância é principalmente nas relações existentes entre a 20 tomada decisão pelos administradores e as informações, que sustentam essas decisões. A Contabilidade Gerencial não é obrigatória, pois é uma contabilidade interna voltada para atender a necessidades das empresas, para poder planejar e estimar os seus lucros, no entanto as micro e pequenas empresas nem sempre se utilizam dela, com isso perdendo uma ótima oportunidade de evoluir e conhecer os seus problemas. Segundo Silva (2002, p.23) “Uma empresa sem Contabilidade é uma entidade sem memória, sem identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu crescimento”. De um modo geral a contabilidade gerencial surge como uma ferramenta indispensável a qualquer tipo de negócio, sendo um suporte para os micros e pequenos empresários em suas decisões gerenciais, na qual muitas vezes não tem apoio contábil em sua administração, já que a visão deles do contador, que em sua maioria apenas cumprem as obrigações fiscais e assessórias que a legislação impõe, mas pouco faz para auxiliar a administração dessas empresas com informações úteis ao seu planejamento. Nos tempos atuais a informação é uma poderosa ferramenta de gestão tirada das demonstrações contábeis da empresa, pois elaborando os planejamentos e obtendo informações no momento de se calcular os preços dos produtos, desperdício de recursos, controle das despesas e aumento das receitas. O pequeno e o médio empresário, na maioria das vezes assumindo o papel de administradores financeiros, devem desenvolver análises financeiras para identificar o desempenho de sua empresa em relação ao passado, em relação à concorrência, tomando as decisões adequadas, desde que tenha informações fornecidas por relatórios contábeis. As demonstrações contábeis que podem ser aplicadas a micro e pequena empresa são o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado e a Demonstração de Fluxo de Caixa, mesmo que as movimentações financeiras dessas micro e pequenas empresa sejam pequenas, podem fornecer informações que serão de grande ajuda na decisão. De acordo com Ricardino (2005, p.234), 21 “a importância da Contabilidade Gerencial: Quanto menos restrições na adoção de critérios contábeis, maior o número de ângulos pelos quais as operações da empresa podem ser visualizadas, se isso pode não ser interessante para um analista financeiro, certamente é fundamental para alguém que precise mensurar as ações futuras de sua empresa”. O papel que a contabilidade gerencial exerce na vida de uma empresa, é grande, pois mostra ao administrador maior competitividade para enfrentar os desafios do mercado atual, assim ajudando-o a atingir suas metas e possibilitando uma visão das operações da empresa, de modo a melhorar os controles, organizar e planejar com eficiência. PADOVEZE, (1997, p.28). "Se temos a Contabilidade e a informação contábil, mas não a usamos no processo administrativo, no processo gerencial, então não existe gerenciamento contábil, não existe a Contabilidade Gerencial" O micro e o pequeno empresário precisa se conscientizar da importância da realização de uma Contabilidade completa e eficiente que reflita a realidade da sua empresa, para a apuração dos resultados mensais não só para atender o fisco, mas as suas necessidades administrativas. Com isso o contador deixa de ser visto como aquele que só faz o trabalho burocrático da entidade e passa a ter a merecida função de levantar dados, informações para as tomadas de decisões levando assim a micro ou a pequena empresa ao sucesso. 3.3 Contabilidade Financeira versus Contabilidade Gerencial Contabilidade Financeira é o ramo da contabilidade onde as informações econômicas e financeiras são dirigidas ao meio externo da empresa, onde os interessados são principalmente os acionistas, as instituições financeiras, os fornecedores, enfim, entidades que possuem alguma ligação ou operação com a empresa. Esta relata os resultados das operações de acordo com os Princípios Fundamentais da Contabilidade e se baseia em resultados passados. ATKINSON (2008, p.37), argumenta que: 22 “A Contabilidade Financeira está restrita às exigências obrigatórias de elaboração de relatórios por parte das autoridades regulamentadoras externas" A contabilidade financeira tem com principal objetivo facilitar a análise financeira dos usuários externos, normalmente a partir de análises por setor econômico ou então a partir de demonstrações financeiras históricas da empresa que servem de base para a comparação entre dois ou mais anos. Outro ponto importante a ser observado é o fato de que estas entidades precisam saber como esta a empresa para assim tomar suas decisões como, por exemplo, para que as instituições financeiras possam conceder ou não empréstimos e estabelecer termos de empréstimos (volume, taxa, prazo e garantias); os fornecedores podem conceder ou não crédito, estipulando um valor e ainda um determinado prazo; e ainda os investidores que podem buscar informações no sentido de investir ou não em ações na bolsa de valores ou adquirir ou não o controle acionário de uma entidade. Para concluir, pode-se afirmar que a contabilidade financeira ainda pode fornecer informações para: - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os demais órgãos e entidades reguladores, que normalmente observam se as demonstrações atendem aos requisitos legais e regulamentares e buscam indícios de abusos econômicos ou concorrenciais; - O Poder Judiciário que solicita e aprecia as informações através de perícias; - O Fisco que tem o dever de verificar o cumprimento da legislação tributária e buscar indícios de sonegação de tributos. A contabilidade gerencial esta voltada aos usuários internos da empresa que são funcionários, gerentes e administradores, com o principal objetivo de fornecer informações para as tomadas de decisões. CHING (2003, p.6) diz que: “A natureza das informações da contabilidade gerencial é mais subjetiva, interpretativa e relevante. A contabilidade gerencial difere da contabilidade financeira devido ao fato desta ser mais interpretativa e relevante quanto à situação real da empresa.” O site intitulado COSIF faz importantes Contabilidade Gerencial, conforme abaixo: considerações acerca da [...] é a parte da Contabilidade que se refere ao fornecimento de informações e de subsídios para a tomada de decisões de caráter corrente 23 e as de natureza estratégicas permitindo também efetuar avaliações de desempenho e fixação do preço de venda baseado no custo, no mercado e no concorrente [...]. Para Ricardino (2005, p.9): a contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações que se 'encaixem' de maneira variável e efetiva no modelo decisório do administrador. A seguir, veremos um quadro comparativo que demonstra as principais características e diferenciações entre Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial. Quadro 1: Características da Contabilidade Financeira e da Contabilidade Gerencial Contabilidade Financeira Clientela Propósito Restrições Contabilidade Gerencial Externa: acionistas, Interna: funcionários, credores, autoridades tributárias. administradores, executivos. Reportar o desempenho, Passado às partes externas; Contratos com proprietários e credores. Informar decisões internas tomadas pelos funcionários e gerentes; feedback e controle sobre desempenho operacional; contratos com proprietários e credores. Regulamentada: dirigida por regras e princípios fundamentais da contabilidade e por autoridades governamentais Desregulamentada: sistemas e informações determinadas pela administração para satisfazer necessidades estratégicas e operacionais. Mensuração física e operacional dos processos, tecnologia, fornecedores e competidores. Desagregada; informa as decisões e ações locais. Somente para mensuração financeira. Tipos de Informação Natureza Objetiva, auditável, da confiável, consistente, precisa. informação Fonte: VASCONCELOS (2001, p.4-5) – Adaptado pelas autoras. 24 3.4 Capital de Giro As contas do ativo e do passivo circulantes são as contas de uma empresa que fazem parte da administração do capital de giro. O objetivo da administração do capital de giro é administrar as contas circulantes e por isso, toda empresa deve manter um mínimo possível de capital de giro, pois o ativo circulante de uma empresa tem que ser maior que o passivo circulante e claro com margens de segurança. Os ativos circulantes de mais destaque são: caixa, títulos negociáveis, duplicatas a receber e o estoque. No passivo circulante as contas que mais se destacam são: duplicatas a pagar, títulos a pagar e despesas provisionadas. É necessário que o passivo circulante seja bem administrado para garantir que cada uma das fontes de financiamento em curto prazo seja usada da melhor maneira possível. Para Oliveira (2003, p.43): “O capital de giro líquido é igual ao ativo circulante menos o passivo circulante. Quando é positivo, corresponde ao volume de fundos de longo prazo (empréstimo e recursos próprios) aplicados no financiamento de estoques e contas a receber. Se for negativo (passivo circulante maior que o ativo circulante), significa que a empresa estará financiando seus ativos permanentes com recursos financeiros de curto prazo, o que denota um quadro de risco”. A administração do capital de giro é a atividade mais conhecida da administração financeira. Quando surge uma empresa e suas atividades é iniciada ela recebe dois tipos de investimentos. O primeiro investimento, que é o aporte inicial de capital pelos sócios, é considerado como fixo que servirá para compra de maquinas, moveis, prédio, ferramentas, enfim servirá para investir em bens do ativo imobilizado. O segundo investimento, que é o ingresso de recursos de terceiros na entidade, como os salários que podem ser pagos em mês posterior ao de trabalho, as compras a prazo, os impostos que tem um prazo para serem pagos, os financiamentos e empréstimos, compõem uma reserva de recursos para ser usado conforme as necessidades financeiras da empresa ao longo do tempo. Essa reserva é o chamado capital de giro e esses recursos ficam nos estoques, nas contas a receber, no caixa ou na conta bancaria. 25 Administrar o capital de giro de uma empresa significa avaliar o momento, as faltas e as sobras de recursos financeiros e também avaliar os reflexos que surgem por decisões tomadas em relação às compras, vendas e á administração do caixa. Capital de Giro é o conjunto de valores necessários para a empresa fazer seus negócios acontecerem, a expressão capital de giro significa os bens que efetivamente estão em uso (girando). O capital de giro é o recurso que financia as atividades principais da empresa, melhor dizendo o capital necessário para continuar adquirindo bens para serem revendidos no volume que seu mercado consome e continuar a obter sua principal fonte de renda. Este precisa ser acompanhado e monitorado, pois está sofrendo o impacto das diversas mudanças econômicas enfrentadas pela empresa. As dificuldades relativas ao capital de giro numa empresa são devidas, principalmente, à ocorrência dos seguintes fatores: - Redução de vendas; - Crescimento da inadimplência; - Aumento das despesas financeiras; - Aumento de custos; O Capital de Giro apresenta-se estável ao longo do tempo e diminui quando a empresa realiza novos investimentos e aumenta o imobilizado. 3.5 Fluxo de Caixa Para Garcia (2008, p.8): “[...] toda empresa, independente do seu tamanho, necessita de um controle de caixa”. O Fluxo de Caixa permite avaliar a capacidade de uma empresa gerar recursos para as necessidades do Capital de Giro. O fluxo de caixa é um dos principais instrumentos de avaliação de uma empresa, proporcionando ao administrador uma visão futura dos recursos financeiros da empresa, pode ser utilizado por empresas de qualquer tamanho, desde as micro e a pequena até a empresa de grande porte, pela sua importância, podendo ser realizado mês a mês, trimestre a trimestre, ano a ano e até mesmo em bases diárias. Além de analisar a 26 forma como uma empresa desenvolve sua aplicação de recurso, o acompanhamento na empresa com o fluxo de caixa permite identificar as variações ocorridas e a causa das variações. Segundo Gonçalves (2007, p.97): “O controle de caixa da empresa é de vital importância já que por meio dos registros realizados pode-se conhecer a origem e a quantidade de dinheiro que é movimentada diariamente na empresa”. Conforme Garcia (2008, p.8): “A Demonstração de Fluxo de Caixa tem como principal função controlar o fluxo de entradas e saídas de dinheiro de uma empresa, evitando desvios financeiros e proporcionando maior transparência ao negócio”. O Fluxo de Caixa é construído a partir das informações de entrada e saída de caixa, para sua elaboração a empresa precisa de informações organizadas que permitem a visualização das contas a receber, contas a pagar e de todos os desembolsos geradores dos custos fixos. Em seguida veremos um modelo de planilha para registros diários. Neste modelo apresentado, a planilha possui sete dias em cada formulário, porém, a empresa pode fazer formulários mensais e anuais dependendo de sua necessidade de gerenciar e acompanhar o fluxo de caixa. Planilha de Fluxo de Caixa Figura 1: Controle de Recebimentos e pagamentos da Semana: 27 Fonte: Biblioteca do SEBRAE (adaptado pelas autoras) 28 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir das pesquisas realizadas, podemos considerar que a área contábil é umas das mais importantes da empresa, isso a partir dela podemos identificar muitas áreas criticas, pois com o trabalho desenvolvido pela contabilidade, podemos encontrar e apresentar historicamente a vida da empresa, as oscilações, o desempenho, o sucesso e o possível fracasso. A Contabilidade pode produzir muitas informações gerenciais, as quais o profissional contábil tem a importante função de escriturar os fatos ocorridos na empresa e por meio deste trabalho formar um banco de dados para ser utilizado na hora de emitir relatórios ou informações que poderão ser passadas aos administradores, para que possam tomar as decisões de curto e longo prazo. Na grande maioria das vezes o contador acaba não tendo essa importância ou essa função dentro da empresa e passa fazer o trabalho burocrático, perante isso há um grande número de Micro e Pequena Empresas em declínio por não explorarem os serviços contábeis da maneira como deveriam, tendo no contabilista um suporte a mais para o gerenciamento e ampliação dos negócios da empresa. Uma contabilidade deve ser feita para atender as necessidades da empresa e não apenas manter esta em dia com o governo. Há ainda muito campo de atuação para os profissionais que pretendem trabalhar com a Contabilidade Gerencial, pois este tipo de trabalho ainda não é muito explorado e, na maioria das vezes, nem divulgado aos clientes, uma vez que a empresa contábil fica muito atarefada com o cumprimento das obrigações acessórias de seus clientes. A Contabilidade Gerencial sempre deve ser feita concomitantemente com a Contabilidade Fiscal ou Financeira, uma vez, que a Fiscal ou Financeira atende apenas ao Fisco, já a Gerencial atende às necessidades gerenciais da empresa. 29 REFERÊNCIAS ATKINSON, Anthony A. et al. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2000. ATKINSON, Anthony A. et al. Contabilidade gerencial. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2008. CHÉR, Rogério. A gerencia das pequenas e médias empresas: o que saber para administrá-las, 2ed. rev. e ampl. São Paulo: Maltese, 1991. CHING, Yuh Hong. MARQUES, Fernando. PRADO, Lucilene. Contabilidade e Finanças para não especialistas, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003. GARCIA, Violin Alexandre, SCARAMELLI, João Marcos. A importância do Fluxo de Caixa. Boletim CRC SP, São Paulo, n.165, p.8-9, fev. 2008. GARCIA, Alexandre Violin. SCARAMELLI, João Marcos Medeiros. A Profissão Contábil. Boletim do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo. Ano XXXVIII. Nº 166. 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