EDIÇÃO ESPECIAL
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FOTO HENK NIEMAN
A HORA DA ESCOLHA NOVAS LINHAS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
INVESTEM EM INFORMAÇÃO PARA AJUDAR JOVENS A ESCOLHER UM CURSO
UNIVERSITÁRIO E DESENHAR SEU PROJETO DE INSERÇÃO NO MERCADO
FOTO GABRIEL CABRAL
EQUAÇÃO EQUILIBRADA
ABRAM
SZAJMAN
é Presidente
do Conselho
Regional do
Senac-SP
Às vésperas de mais um vestibular, é hora de refletir sobre os
acertos que fizeram do Centro Universitário Senac uma história de
sucesso. Como revela reportagem nesta edição, nada menos do
que 100% dos ex-alunos do curso de Ciências da Computação
(dono do melhor resultado do Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes em 2005, entre as instituições privadas) já estão
no mercado de trabalho. Outras áreas ostentam índices também
impressionantes de absorção de talentos: 91,5% entre os egressos
da graduação em Moda e 84,8% dos formados em Fotografia.
Dados como esses evidenciam a habilidade que o Senac São
Paulo vem demonstrando em detectar as necessidades e ambições dos estudantes. Isso se aplica não só à definição mesma das
novas áreas de formação, mas também à abordagem educacional
que concilia respaldo tecnológico e conhecimentos sólidos em cultura contemporânea. A receita se completa com o princípio de investir nas competências práticas, por meio de laboratórios, oficinas
e interação direta junto ao mercado. Ao final do curso, o aluno já
começou a trilhar uma carreira, sabendo avaliar o que pode proporcionar e o que pode esperar da vida profissional.
A equação geral envolvendo saber, produção e projetos pessoais
chegou a esse ponto ótimo porque o caminho se iniciou há várias
décadas, na própria filosofia inovadora que sempre orientou a atuação do Senac São Paulo. Sem tal norteamento, nichos temáticoprofissionais como design, gastronomia, hotelaria e ambientalismo
não contariam hoje com uma cultura tão bem estabelecida e especializada, que alimenta os quadros docentes e a organização curricular dos cursos superiores que oferecemos.
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EDITORIAIS
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O PAPEL DOS PAIS
Para apoiar os filhos na
escolha de uma faculdade,
é preciso rever conceitos
datados sobre mercado
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NOVOS PARADIGMAS 10
O filósofo Mario Sergio
Cortella defende currículos
universitários que adiem a
opção por uma carreira
FOTO EVERTON BALLARDIN
MUDANÇAS DE PARADIGMA
Múltiplos aspectos sobre a escolha profissional se encontram
nas reportagens e entrevistas desta edição. É possível, entretanto,
detectar pontos comuns que certamente indicam tendências históricas. Com a crise das carreiras antes consideradas seguras, como engenharia e direito, o panorama profissional se tornou mais
fragmentário e incerto, mas também muito mais rico em possibilidades. A associação de trabalho com prazer e realização pessoal
passou a se incluir no horizonte dos jovens. E não só isso. Tornouse uma realidade tangível. Uma das personagens apresentadas nas
próximas páginas tem bacharelado em hotelaria pelo Centro Universitário Senac e hoje ocupa o posto de gerente de um hotel localizado a 100 km de Manaus, aonde chega ao fim de uma viagem
de barco de três horas. A chance de conciliar sustento, crescimento
profissional e aventura é algo que seria visto com grande ceticismo
e estranheza há menos de duas décadas.
Outro indicador claro de mudança de paradigma são os critérios
de avaliação hoje adotados pelos exames vestibulares: em vez do
domínio de um bloco único de conteúdos escolares, agora se espera dos jovens aptidão de raciocínio, articulação de conhecimentos e
habilidades específicas. O que se desenha, em suma, é um quadro
geral mais democrático, flexível e vinculado à satisfação pessoal, características que só podem ser bem-vindas.
APRENDER A ESCOLHER
Nova orientação profissional
abandona a idéia de vocação
e ajuda jovem a desenhar
um projeto de vida
LUIZ FRANCISCO
DE ASSIS
SALGADO
é Diretor
Regional do
Senac-SP
MITOS E VERDADES 14
Especialistas ensinam a
relativizar as angústias
que cercam a escolha
de um curso superior
RACIOCÍNIO E ARTICULAÇÃO 18
Vestibulares avaliam a
capacidade de relacionar
conteúdos apreendidos
e dados de realidade
FORMAÇÃO INOVADORA 20
Conheça os cursos
superiores oferecidos pelo
Centro Universitário Senac
FOTOS HENK NIEMAN
O ensaio que ilustra
esta edição especial foi
produzido em laboratórios e
salas de aula de vários
cursos superiores do
Centro Universitário Senac
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APRENDER
A ESCOLHER
MAIS DO QUE DESVENDAR A VOCAÇÃO INATA DO ESTUDANTE,
NOVAS CORRENTES DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PROCURAM
COLOCÁ-LO NA TRILHA DE UMA ESCOLHA CONSCIENTE,
CRITERIOSA E SUSTENTÁVEL. POR _ RODRIGO MARTINS
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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
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De um lado, a imaturidade, a falta de informação sobre profissões e carreiras, a dificuldade em reconhecer
os próprios interesses. De outro, a perspectiva de enfrentar um mercado de trabalho volátil, imprevisível,
competitivo ao extremo. As enormes dificuldades envolvidas na escolha de um curso superior – e, com ela, de
uma carreira para seguir pela vida – estão por trás dos
equívocos e decisões apressadas que fazem com que
40% dos aprovados nos vestibulares brasileiros abandonem a faculdade ainda no primeiro ano. Como reduzir
essa margem de erro? Para as correntes mais modernas
de orientação profissional, é preciso trabalhar com o jovem desde o ensino médio, não para descobrir sua vocação – entendida como aptidão inata, misteriosa e
inescapável –, mas para ajudá-lo a criar condições de fazer uma escolha sustentável, embasada em uma visão
mais realista de seus desejos e do mundo do trabalho.
Identificar os fatores que influenciam essa escolha,
desfazer mitos e municiar o aluno com dados atualizados sobre profissões e mercado são algumas das linhas
em que opera a nova modalidade de orientação, praticada não apenas por institutos especializados, mas também por um número cada vez maior de escolas privadas
do ensino médio (leia o box Orientação profissional:
matéria de escola). “Escolher uma profissão é esboçar
um projeto de vida, é definir como o jovem gostaria de
intervir nesse mundo”, afirma o pedagogo Sílvio Bock,
mestre em orientação vocacional pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do Nace,
instituto com cerca de três mil atendimentos na área. “O
trabalho de orientação faz o indivíduo refletir para depois escolher. Não é um processo em que o orientador
indica o melhor caminho. O jovem deve pensar em tudo
que envolve essa decisão para criar um projeto sustentado, que somente ele poderá realizar.”
Crítico enfático dos testes vocacionais, Bock condena o método de orientação que procura harmonizar
perfis pessoais com perfis profissionais. Escolher uma
profissão só porque se tem facilidade para matérias relacionadas a ela na escola é um equívoco recorrente
nesse processo, diz. Mas isto não é tudo. “O teste pressupõe que o indivíduo tem uma essência escondida, e
que cabe ao especialista desvendá-la. É um instrumento da década de 1950, cientificamente frágil. Trabalho
com o conceito oposto: o indivíduo se constrói na relação com os outros e com o momento histórico, político e econômico. Temos de analisar tudo isso para
chegar a um projeto.”
FORMAS E ALTERNATIVAS
Por meio de entrevistas individuais e dinâmicas de grupo, Bock e educadores do instituto estimulam os estudantes a identificar não apenas suas características pessoais –
habilidades e aspirações – como também os valores
“ESCOLHER UMA PROFISSÃO
É ESBOÇAR UM PROJETO
DE VIDA. É DEFINIR COMO
O JOVEM GOSTARIA DE
INTERVIR NESSE MUNDO.
O TRABALHO DE ORIENTAÇÃO
FAZ O INDIVÍDUO REFLETIR
PARA DEPOIS ESCOLHER.
NÃO É UM PROCESSO
EM QUE O ORIENTADOR
INDICA O MELHOR CAMINHO.”
Sílvio Bock, pedagogo e especialista
em orientação profissional
MITOS CORRENTES
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: MATÉRIA DE ESCOLA
Para responder à crescente demanda verificada no ensino
médio, muitas escolas da capital paulista passaram a dar
mais atenção ao serviço de orientação profissional e a incluí-lo em seu projeto pedagógico. No Colégio Miguel de
Cervantes, cada professor é responsável pela orientação pedagógica de uma classe. A partir do ensino médio os docentes promovem debates quinzenais com os alunos sobre
profissões. “Trabalhamos com eles questões como auto-conhecimento, expectativa familiar, pressão social da escolha,
valores pessoais e as constantes mudanças no mercado de
trabalho”, explica Kátia Pupo, coordenadora do ensino médio
do Cervantes. “A própria noção de carreira mudou. Antigamente, uma pessoa ficava mais de dez anos em uma empresa. Hoje não é mais assim.”
O colégio também promove palestras de profissionais bemsucedidos, que falam de seus campos de atuação – como o
embaixador brasileiro José Viegas, que tratou da carreira diplomática em um dos encontros – e oferece, como uma espécie de disciplina optativa, o serviço de orientação desenvolvido por psicólogos. “Durante o ano, são realizados encontros semanais. Os alunos participam de jogos e dinâmicas de grupo. Uma delas consiste em convidar o estudante
a assumir um papel profissional, fazer uma dramatização.
Então, avaliamos se ele tem uma noção realista daquela
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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
profissão ou se está idealizando demais.”
No Colégio Equipe, a orientação vocacional não está concentrada em uma atividade específica. “A proposta é promover esse trabalho em todas as dimensões do currículo
educacional”, afirma Sílvio Hotimsky, coordenador pedagógico do 3º ano do ensino médio. Uma das iniciativas são os
projetos de campo que os alunos realizam ao viajar para
outras cidades ou a ambientes rurais.
“Nessas oportunidades, o estudante é convidado a analisar
de forma crítica o processo de industrialização em Cubatão,
por exemplo, ou as precárias condições de trabalho na zona
rural de Ribeirão Preto. Isso também faz parte do esforço de
orientação”, explica o educador. Além disso, na monografia
que escrevem no último ano do colégio, os alunos são estimulados a escolher uma área de atuação. “Nesse trabalho,
o aluno não deve somente investigar o que mais o atrai,
mas também identificar a finalidade política, social e educacional da sua escolha”, explica o orientador.
Para os alunos do Colégio Oswald de Andrade, a orientação
profissional é uma disciplina obrigatória no ensino médio.
“Todos os alunos do terceiro ano, divididos em grupos de
até 12 pessoas, devem participar dos encontros semanais.
O desafio é pensar a escolha profissional como um projeto
real de vida, um projeto de inserção no mercado de traba-
sociais e individuais que podem ser relevantes no esboço
de um projeto de vida. “A idéia é abrir e fechar possibilidades. Se o objetivo é apenas enriquecer, algumas profissões
estão descartadas a princípio”, diz Bock. No processo, o
aluno compreende que sua escolha é afetada por fatores
como a influência dos pais e amigos – e discute aspectos
prá ticos relacionados ao mundo do trabalho. “Hoje em
dia, temos de falar com o jovem sobre desemprego e trabalho precário, autônomo e não registrado. Precisamos
discutir formas e alternativas”, enfatiza.
Testes que avaliam os interesses do aluno ainda têm
seus defensores, como a psicóloga Maria Luiza Dias
Garcia, coordenadora do serviço de orientação profissional do Instituto Pieron de Psicologia Aplicada. “O autoconhecimento é um aspecto indispensável na escolha
de uma carreira. Por meio dele, o jovem poderá criar
um plano de carreira compatível com os seus desejos e
projetos futuros”, acredita Maria Luiza. “Alguns testes
são capazes de mapear as diversas áreas de atuação e
ajudar o estudante a organizar suas prioridades.” Outras
ferramentas que ajudam a identificar traços de personalidade, modalidades de ação e o tipo de vínculo que o
estudante estabelece com o processo de aprendizagem
também são úteis na hora da escolha, ela afirma. “Com
elas, podemos estabelecer um prognóstico de como o
estudante se dedicará à universidade e à profissão, o
que tem uma feição preventiva, ajudando a evitar escolhas equivocadas.”
lho”, explica André Meller, um dos orientadores da escola.
Além de atividades que buscam identificar características
pessoais dos estudantes, há um foco muito grande no trabalho de informação sobre as várias profissões. Para complementar, o colégio ainda promove visitas monitoradas a
locais de trabalho.
Em dúvida sobre o futuro profissional, Gustavo Dénes, 21
anos, ex-aluno do Oswald de Andrade, pretendia seguir a
carreira de relações internacionais, mas desistiu após visitar
o escritório de um grande banco. “Pensando nas matérias
que mais gostava, optei por economia”, conta. A visita ao jornal Agora! ajudou a dirimir as dúvidas de Carmen Guerreiro,
20 anos, hoje estudante de jornalismo na Faculdade Cásper
Líbero. “Não tinha certeza se era mesmo isso o que eu queria. Uma repórter apresentou todas as redações do Grupo
Folha e eu pude ter uma noção do que era a profissão.”
Todos os alunos devem compartilhar em sala de aula as expectativas que tinham e sua avaliação pessoal sobre a profissão. A idéia é relativizar encantamentos ou desapontamento excessivos. “O aluno pode ter visitado o local em um
dia atípico e tirado conclusões precipitadas”, explica Meller.
“Compartilhando, ele poderá construir o seu projeto em terreno mais seguro. Poderá até fazer um planejamento de médio e longo prazo, e sem fantasias.”
Processo de facilitação de uma escolha necessariamente difícil, a nova orientação profissional se baseia
não apenas em informação, mas também na idéia de
desvendar os aspectos não explicitados que influenciam a escolha de uma carreira. Um dos principais são
as expectativas dos pais e seus conceitos e preconceitos sobre o mundo do trabalho (leia o artigo O Papel
dos pais à página 8). Outro são os mitos e idealizações
que se interpõem entre o jovem e uma escolha realista.
Entre eles, inclui-se a noção de que é preciso evitar profissões supostamente “saturadas” e preferir sua contrapartida – as ocupações “da moda”. Em um mercado dinâmico como o atual, afirma Sílvio Bock, esses cenários
se alteram rapidamente.
Outros mitos clássicos são as visões românticas e idealizadas de determinadas profissões. Medicina e direito
são tidas como heróicas; novas carreiras, como moda e
turismo, são vistas como trampolins para uma vida de
glamour e aventura. Para chegar a uma escolha sustentável, o jovem precisa entender que, para além da aspiração que as motiva, as profissões são feitas de um dia-adia com regras e limites: o advogado tem de adaptar às
leis, o médico, às regras dos planos de saúde etc. Visitas
a ambientes de trabalho e palestras de profissionais são
a forma encontrada por várias escolas privadas de ensino
médio em São Paulo para proporcionar a seus alunos um
vislumbre do mundo real do trabalho.
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O PAPEL DOS PAIS
PARA AJUDAR O FILHO NA ESCOLHA DE UMA CARREIRA, PAIS DEVEM
QUESTIONAR A ATUALIDADE DE SUAS IDÉIAS SOBRE O MERCADO DE TRABALHO.
POR _ MARIA LUIZA DIAS GARCIA*
O conceito de vocação carrega sempre a idéia de que
existe um dom com o qual nascemos, ou um atributo
que constituímos, mas do qual não podemos nos evadir. Ao contrário, acredito que nossos interesses são
fruto da nossa relação psicodinâmica com as experiências que temos no mundo e que, por isso, podemos desenvolver habilidades que no momento não
possuímos. À medida em que esta visão biológica dos
motivos para a escolha de uma profissão foi sendo
substituída por outra, de natureza cultural e psicológica, novas teorias transformaram, também, nossa compreensão da orientação profissional. Indivíduo e sociedade são agora vistos em constante transformação, e o
sujeito em orientação passou a ser focalizado dentro
de um continuum de desenvolvimento.
Essas novas tendências ampliaram o universo da escolha profissional para além da busca de informações
e do ajuste ao dom. O vínculo que o orientando estabelece com o mundo educacional e ocupacional passou
a ser observado dentro de um conjunto de relações
mais amplas. O indivíduo é agora concebido como alguém que está incluso num conjunto sistêmico, do qual
aspectos variados se inter-relacionam: indivíduo, desenvolvimento psíquico e realidade; imaginário familiar e
inserção de classe.
Neste artigo analiso aspectos da psicodinâmica familiar implicados num momento de escolha profissional.
O processo de socialização dentro da família é o universo de onde provêm as imagens iniciais que colaborarão para a formação das preferências ocupacionais
de um jovem. Além disto, os processos afetivos vividos
no universo da família podem condicionar o tipo de escolha profissional realizado por seus membros, com
suas dúvidas e certezas.
FANTASIAS
Os pais, em geral, têm opiniões sobre o que seria
mais ou menos desejável para seu filho e também
uma visão sobre o que ele poderia fazer bem. Mesmo
o pai que diz ao filho que o importante é ele ser feliz
possui uma visão mais precisa sobre o que seria melhor o filho fazer, ainda que subentendida nesse conceito de felicidade. Os pais preocupam-se com um futuro
bem-sucedido e com um trabalho adequadamente remunerado para o filho. São unânimes em afirmar que
é preciso ter um bom salário e um bom encaixe no
mercado. Desemprego e salários muito baixos surgem
8
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
como grandes fantasmas. Penso ser importante que
tais fantasias se explicitem, pois estarão em jogo de
qualquer modo.
São esporádicas as situações nas quais os pais aberta
e conscientemente expõem ou impõem o próprio desejo de destino em relação a seu filho. Muitos pais ainda
operam com as representações tradicionais sobre o que
seria uma carreira prestigiada e demonstram aberta ou
sub-repticiamente suas rejeições por carreiras que, supostamente, remuneram mal. E, usualmente, ainda consideram as profissões clássicas como as mais promissoras:
engenharia, medicina e direito, entre outras.
Os tempos mudaram algumas coisas. O médico de
hoje, por exemplo, raramente ainda é aquele médico
da família, que atendia em domicílio e que, estudioso,
desfrutava de largo prestígio. A proliferação dos convênios médicos, a constante especialização do trabalho
após a industrialização, o arrocho salarial e o desemprego (que tanto contribui para pressionar para baixo o
salário dos que conseguem posições) forçaram muitos
médicos a acumular empregos e plantões noturnos, o
que, mesmo assim, não garante a renda necessária para
comprar uma casa própria, por exemplo.
DISTORÇÕES
Alguns pais não se apercebem de que, no mundo
atual, é possível tomar um suco na casa de sucos de um
engenheiro, receber cachorro-quente das mãos de um
advogado ou comprar um talão de zona azul de uma
psicóloga. Apesar de, na maioria das vezes, trabalharem
com critérios como remuneração e prestígio, esquecem-se de adequar estas representações ao mercado
atual. Não se dão conta, portanto, de que o mundo
ocupacional não pode ser rigidamente dividido entre as
profissões que dão dinheiro e as que não dão. Atualmente, boas e más colocações distribuem-se pelas diversas áreas de trabalho.
Deste modo, algumas concepções dominantes povoam uma certa visão sobre as profissões. Se um jovem
interessa-se por música, freqüentemente isto pode ser
visto como uma motivação de adolescente, que só pensa em rock, e não como um verdadeiro interesse pela
área, que pode ser canalizado para ocupações como
montar uma escola de música, lecionar, ou tocar no saguão VIP do aeroporto, entre outras. Em geral, o mesmo
ocorre com o jovem que se interessa por teatro ou pela
carreira de modelo. Muitos enfrentam, além da descrença
dos pais em relação à possibilidade de se realizarem
nessas profissões, temores de que elas os exponham a
influências “negativas”, ao homossexualismo ou às drogas, por exemplo.
PRECONCEITOS E CONFLITOS
Muitos pais expressam preconceitos e visões estereotipadas sobre determinadas realidades ocupacionais,
além de operar com desinformação ou imagens distorcidas delas. Ao focalizar a vida ocupacional de um indivíduo, a orientação profissional muitas vezes terá de se
inserir no universo de representações do orientando sobre
o mundo do trabalho, assim como no de seu grupo familiar. E, dentro disso, também em sua visão mais geral
de mundo, seu modo de dar sentido à vida.
A escolha profissional pode também estar enlaçada em
conflitos e no modo de operar do grupo familiar como
um todo. O estudante mantém-se, por isso, aprisionado
a um tipo de escolha na qual ele está mais tentando
solucionar conflitos afetivos vividos com os membros
da família do que se identificando com o cotidiano do
profissional que está escolhendo ser. A opção por uma
visão clínica do processo de escolha ocupacional auxilia a compreensão das motivações inconscientes que
determinam uma decisão, expondo seus elos com desejos e conflitos.
EM FAMÍLIA
Concluindo, diria que a forma como os pais dão significado aos elementos da vida ocupacional sempre estará incluída no universo de representações do filho. Em
todo processo de orientação profissional pode-se observar como um indivíduo, quando procura escolher uma
profissão, está às voltas com as visões e as pressões da
família. Esta “cultura” do grupo familiar estará ativa e será
internalizada pelo sujeito. Em alguns momentos, a escolha profissional, influenciada pelos dilemas familiares,
poderá, mesmo, transformar-se em “sintoma de grupo”,
expressão de ansiedades e conflitos compartilhados.
Um jovem pode estar obcecado pelo projeto de transformar-se em um médico mais porque deseja curar um
familiar de uma doença grave, por exemplo, do que por
estar verdadeiramente interessado nas tarefas cotidianas nessa atividade.
“MUITOS PAIS AINDA OPERAM
COM REPRESENTAÇÕES
TRADICIONAIS SOBRE O
QUE SERIA UMA CARREIRA
PRESTIGIADA E DEMONSTRAM,
ABERTAMENTE OU NÃO,
SUAS REJEIÇÕES POR
AQUELAS CARREIRAS QUE,
SUPOSTAMENTE,
REMUNERAM MAL.”
Maria Luiza Dias Garcia, psicóloga
e orientadora profissional
Cabe ao orientador profissional, juntamente com o
orientando, focalizar essa rede de significações subjacentes ao seu processo de realizar escolhas e não escolhas, além dos conflitos e ansiedades ocultos em suas
preferências e rejeições. A participação da família na
orientação pode ser de enorme auxílio, ajudando a focalizar aspectos conflitivos vinculados à opção por uma
ocupação e a compreender as ansiedades do orientando em relação ao seu grupo social.
* Maria Luiza Dias Garcia é psicóloga, graduada em Ciências
Sociais, mestre em Antropologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e doutora pela USP (Universidade de São Paulo). É autora dos livros O que é psicoterapia
de família? (Brasiliense), Vivendo em família: relações de afeto
e conflito (Moderna) e Profissão: no rumo da vida (Ática). É coautora de A escolha profissional em questão (Casa do Psicólogo). Coordena os serviços de orientação profissional do Instituto
Pieron e da Clínica Laços.
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NOVOS PARADIGMAS
UNIVERSIDADES DISCUTEM MUDANÇAS DE CURRÍCULO QUE
RELATIVIZEM A OBRIGATORIEDADE DE ESCOLHAS DEFINITIVAS,
DIZ O FILÓSOFO MARIO SERGIO CORTELLA. POR _ MÁRCIO FERRARI
10
ENTREVISTA
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A escolha profissional não só está cercada de incertezas, como os pais e o próprio sistema escolar nem sempre estão preparados para entendê-la e para orientar os
jovens em suas opções. Mas isso está mudando. Há escolas que chamam as famílias para “educá-las” sobre o assunto e as universidades discutem mudanças de currículo que relativizem a obrigatoriedade de escolhas definitivas. É o que informa na entrevista a seguir o filósofo Mario Sergio Cortella, professor de pós-graduação em Educação da PUC-SP (Pontífica Universidade Católica de São
Paulo), ex-secretário de Educação da capital paulista e
autor de livros como Não nascemos prontos! Provocações filosóficas (Editora Vozes). Segundo ele, não são
apenas a mudança no mercado e a multiplicação dos cursos superiores que tornam a escolha de uma carreira algo
complexo. “A questão profissional passou a ser encarada
como uma fonte de realização e não apenas de sustento”, afirma. “Passou-se a falar de emprego como geração
de renda e de trabalho como oportunidade de prazer. A
inclusão da palavra felicidade na questão da escolha
profissional desorientou pais e mães.”
Passou-se a falar de emprego como geração de renda e
de trabalho como oportunidade de prazer. A inclusão da
palavra felicidade na questão da escolha profissional
desorientou pais e mães.
O senhor vê um aumento da
preocupação dos pais com a futura carreira dos filhos? Sim, bastante. Hoje se perdeu o caminho unidirecional que havia 20 anos atrás.
Naquele tempo se escolhia uma
profissão e a carreira era uma decorrência. Profissão era uma decisão sem volta, tal qual o casamento no altar católico. Tanto que quem a deixasse era olhado tão estranhamente
quanto quem se divorciava ou mudava de religião. Isso
acabou, mas os pais dos jovens de hoje ainda seguem a
lógica de quando eles eram os filhos. Temem as possibilidades, que realmente existem agora, de que profissão e
carreira sejam complementares e mutantes. Pode-se fazer
graduação em engenharia com uma pós-graduação em
psicologia, por exemplo. O mercado de trabalho não mede mais a confiabilidade de um empregado pelo tempo
em que ele permanece no mesmo emprego.
“HÁ 20 ANOS, A ESCOLHA DA
Como o próprio mercado mudou nesse período? Ele
sofreu uma aceleração tecnológica. Há uma maior velocidade dos processos do cotidiano e da geração de conhecimentos. Os pais de hoje, especialmente, assistiram
a um impressionante adensamento das concentrações
urbanas. Junto com isso, ocorreu uma multiplicação dos
cursos superiores, respondendo a uma necessidade de
trabalhar com diferenciais para suprir um mercado de
trabalho que se torna mais intrincado. Finalmente, a
questão profissional passou a ser encarada como uma
fonte de realização e não apenas de sustento. O que era
uma necessidade social ganhou uma dimensão pessoal.
12
ENTREVISTA
A pressão dos pais e da sociedade não acabam gerando uma inquietação precoce nas crianças? Há um
certo exagero das famílias em apressar uma escolha profissional em direção a uma carreira. Algumas lotam os
filhos de cursos e atividades, com agendas mais inchadas do que a de um executivo. Preparar para o futuro
muitas vezes é uma ilusão. Por exemplo: estamos completando uma década desde o advento da ovelha Dolly,
o primeiro mamífero clonado. Quem está hoje iniciando sua escolarização formal nasceu não só depois da
experiência, mas depois da própria morte da Dolly. Na
época não havia MP3, iPod e outras alterações tecnológicas imprevisíveis, que desafiam a idéia de preparar para o mercado. Preocupar-se excessivamente com isso só
aumenta o risco de traumatizar as crianças.
PROFISSÃO ERA UMA DECISÃO
seguir aquela carreira? Poucas décadas atrás, a vida das
pessoas era dividida em três fases: até os 25 anos se
dava a preparação, daí aos 50 era uma fase de sedimentação, dos 50 aos 75 passava-se por um período de
acomodação e aposentadoria. Tudo isso mudou. A vida
se estendeu mais e a infância também. Até os 30 as
pessoas são consideradas jovens. O período de sedimentação vai até os 60 e o último, dos 60 aos 90.
Então, houve uma alteração de paradigmas. Os pais
muitas vezes não percebem que isso aumenta a incerteza. Tudo é muito provisório e passageiro. São cada
vez mais viáveis as possibilidades de fazer um curso e
trancar, cursar duas faculdades concomitantemente,
parar uma faculdade para trabalhar etc. Há até carreiras
para as quais fazer um curso superior é irrelevante.
O dinamismo do mercado não acaba gerando uma
pressão para que o jovem “não perca tempo”? Algo
que a maioria dos pais tem dificuldade de encarar é se
um filho escolhe abandonar um curso ou não fazer curso nenhum e aproveitar o tempo para outros projetos.
Não se deve confundir ócio com desocupação. Ócio é
uma possibilidade de escolha, um presente. Vagabundagem é um vício. Mas a percepção de que as famílias não
estão preparadas para as mudanças no mundo do tra-
balho começa a se disseminar. São promovidos encontros e eventos para elas nas escolas, porque, além de
educar os filhos, é possível educar os pais.
Se o mercado de trabalho é cada vez mais mutante
e as escolhas não são definitivas, o sistema educacional não caminha na contramão? O ensino superior ainda se guia pela criação de rotas que pretendem ser exclusivas. Mas já há uma rediscussão curricular em algumas universidades brasileiras. Os primeiros anos da área
de humanidades, por exemplo, seriam reservados para
uma formação mais geral, com um perfil pluralista, trabalhando por grandes áreas. As disciplinas específicas ficariam para uma segunda fase. A União Européia vem
debatendo a Declaração de Bolonha, assinada pelos ministros da Educação dos países-membros, que propõe
uma nova estrutura para os cursos universitários, com
três anos para grandes temas, dois de mestrado e mais
três de doutorado. Será possível fazer uma tese que não
tenha a ver com a capacitação, por exemplo. Isso já é
uma manifestação de um perfil diferente de formação. É
bem verdade que ela se dá num contexto distinto do
nosso. Lá há mais vagas do que alunos e os cursos precisam se tornar mais atrativos para o jovem. Quem sabe
no futuro a gente venha a ter esse doce problema.
SEM VOLTA, TAL QUAL O
CASAMENTO CATÓLICO.
ISSO ACABOU, MAS OS PAIS
DOS JOVENS DE HOJE AINDA
SEGUEM A LÓGICA DE QUANDO
ELES ERAM OS FILHOS.”
Mario Sergio Cortella, filósofo
A escolha da carreira com 16 ou 17 anos é justa? É
discutível supor que alguém possa fazer uma escolha totalmente consciente nessa idade. Profissão é uma opção
de curso, mas carreira é um imenso horizonte pela frente. Afinal, o que deseja um jovem? Tudo e muitas coisas.
Se ele escolhe medicina, optou por uma profissão que
continua sendo muito determinada. Mas administração e
até engenharia tornaram-se multifacetadas. Pais e mães
devem dialogar com os filhos pensando nisso. Independentemente da escolha, o que realmente importa é ter
uma formação humanista sólida.
O senhor acha possível um jovem universitário
tirar bom proveito do curso sem necessariamente
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MITOS E VERDADES
O FANTASMA DA ESCOLHA IRREVERSÍVEL, O MEDO
DE ERRAR E A SUPERVALORIZAÇÃO DE PROFISSÕES
TIDAS COMO PROMISSORAS SÃO ALGUNS DOS MITOS
QUE GERAM ANGÚSTIA NA HORA DO VESTIBULAR.
POR_RODRIGO MARTINS
14
MITOS E VERDADES
15
Um extenso rol de angústias cerca a escolha de um
curso universitário pelos estudantes que chegam ao
fim do ensino médio. O medo de errar, condenandose a uma escolha aprisionante ou a uma carreira que
não satisfaça, é, talvez, o principal temor vivido por
quem tem de optar por uma área de graduação. A ele,
soma-se a multiplicação das possibilidades oferecidas
hoje pelas instituições públicas e privadas de ensino
superior: mais do que um alento, o grande número de
cursos é um fator a mais de indecisão.
Também gera angústia a dúvida quanto ao critério a
adotar na hora da escolha: deve-se optar por uma carreira
supostamente “em ascensão”, mesmo que ela implique
em uma atividade com a qual o estudante não se identifica? Ou, ao contrário, a aptidão deve pesar mais, sobretudo em um cenário concorrido e volátil, que cria e descontinua, valoriza e desvaloriza funções rapidamente?
Em apenas uma das comunidades sobre vestibular
que estão ativas no Orkut, o pioneiro site de relacionamentos do Google, mais de 29,6 mil jovens compartilham suas angústias em relação ao vestibular, à escolha
de uma carreira e a seu futuro profissional em fóruns de
discussão. A indecisão entre cursos de áreas diferentes e
às vezes conflitantes, o medo de escolher uma profissão
muito concorrida no mercado de trabalho e a preocupação em passar nos testes de admissão das universidades estão no topo das preocupações.
PONTO DE PARTIDA
O contraste entre a importância da escolha de um
curso superior e a idade em que é feita – normalmente, em torno dos 17 anos – está na base de toda a angústia ligada ao momento do vestibular. Há quem discorde. “É uma falácia dizer que o jovem não está
preparado para decidir. Se a maturidade fosse o único
parâmetro, deveríamos escolher nossa profissão aos 65
anos”, brinca o pedagogo Sílvio Bock, especialista em
orientação vocacional.
De acordo com o pedagogo, embora o momento do
vestibular deva ser encarado com seriedade – por envolver uma escolha necessariamente difícil –, boa parte
das angústias relacionadas a ele tem origem em mitos
que podem e devem ser desfeitos. A inveracidade da noção que equipara uma escolha errada a uma condenação
para a vida é atestada por inúmeros casos de profissionais de sucesso que se formaram em uma área e se
descobriram em outra. O jovem não deve temer o erro,
pois pode mudar sua vida a qualquer momento.
“Muita gente acredita que o vestibular irá definir o futuro da pessoa para sempre. Isso não é verdade”, diz Bock.
“Essa é uma decisão importante, mas ela define somente
a próxima experiência da vida.” O educador ressalta que,
durante toda a trajetória profissional, qualquer pessoa
precisa fazer escolhas e reorientar a própria carreira. “A vida é uma sucessão de primeiros passos. O vestibulando
não escolhe ponto final, e sim o ponto de partida.”
16
MITOS E VERDADES
CARREIRAS SOMADAS
Corrigir a rota em caso de escolha errada não apenas
é possível, como frequentemente a experiência no curso rejeitado poderá constituir-se, a médio prazo, em um
enriquecimento no currículo do estudante. Conciliar
interesses por áreas muito diversas é outra suposta impossibilidade que faz sofrer muitos estudantes às vésperas do vestibular. Em vez de gerar angústia, o fato de
haver interesse e habilidades compatíveis com diferentes profissões pode originar um projeto viável de formações combinadas.
“O indivíduo possui muitas competências e pode demonstrar isso em diferentes áreas de atuação”, explica
a psicóloga Maria Luiza Dias Garcia, especialista em
orientação profissional. Eduardo Morales, 17 anos, é
um exemplo. Ele prestou o vestibular este ano pela
segunda vez. Na primeira, não conseguiu passar no curso de engenharia da Universidade de São Paulo, mas foi
aprovado na segunda opção, matemática aplicada. “Hoje,
faço o curso no período da manhã e, à tarde, venho para
as aulas do cursinho”, conta o estudante, que não desistiu do sonho de se tornar engenheiro nem deixou de ter
suas dúvidas sobre o futuro. “Gostaria de fazer duas faculdades. Depois de terminar o curso de engenharia, quero
fazer ciências biológicas”, empolga-se.
Naíma Alves de Almeida, 20 anos, é um caso parecido. No último ano da graduação em design do Centro
Universitário Senac, desde o primeiro semestre ela realiza trabalhos de design como freelancer. “Mas depois
passei a trabalhar como assistente de produção musical”, explica, garantindo que é perfeitamente possível
conciliar as duas carreiras. “Por atuar no universo musical, recebi uma porção de convites para criar capas e
encartes de CDs de bandas independentes.”
Ainda assim, Maria Luiza adverte: nem todos os desejos podem ser contemplados. “Escolher implica viver perdas. O dia tem apenas 24 horas e o estudante
terá de começar por algum caminho. Outros podem se
perder definitivamente, porque não são conciliáveis.
Ao escolher, não deixamos para trás apenas aquilo que
não valorizamos.”
universitário Jarbas Novelino Barato, autor do livro Educação profissional: saberes do ócio ou saberes do
trabalho? (Editora Senac São Paulo). “A escolha deve
ser por um curso em que o estudante se sinta à vontade, sem uma expectativa muito grande sobre o futuro
profissional. Lá na frente, o ingresso no mercado de trabalho é difícil para todos. Mesmo em áreas clássicas,
como medicina, as possibilidades de sucesso estão
cada vez mais restritas”, avalia.
A tradutora Priscilla Ribeiro Dossis, 26 anos, demorou
algum tempo para decidir-se a seguir as próprias afinidades. Depois de concluir o colégio, aos 17 anos, iniciou uma graduação em biologia. Por pressão da
família, desistiu do curso. “Tinha planos de trabalhar em
projetos de preservação ambiental, mas meu pai, que é
advogado, insistiu para que eu fizesse o curso de direito.” Prestou o vestibular novamente e fez quatro anos de
direito na mesma instituição. “De todas as matérias, só
me identificava com filosofia. Por isso abandonei o curso.” Agora, diz não dar mais ouvidos aos que torciam
por sua carreira na advocacia. Optou pela filosofia e se
prepara para o vestibular. “Sei que o reconhecimento é
menor e a remuneração também. Mas decidi priorizar
meus próprios interesses”, conta.
“MUITA GENTE ACREDITA
QUE O VESTIBULAR VAI DEFINIR
O FUTURO DE UMA PESSOA PARA
SEMPRE. ISSO NÃO É VERDADE.
ESSA É UMA DECISÃO IMPORTANTE,
MAS QUE DEFINE SOMENTE A
PRÓXIMA EXPERIÊNCIA. A VIDA É
UMA SUCESSÃO DE PRIMEIROS
PASSOS. O VESTIBULANDO
NÃO ESCOLHE O PONTO FINAL,
E SIM O PONTO DE PARTIDA.”
Sílvio Bock, pedagogo e especialista
em orientação profissional
IDENTIFICAR-SE É PRECISO
Outra angústia comum a quem escolhe um curso universitário nasce da dificuldade de estabelecer se é mais
importante privilegiar na decisão o interesse pessoal ou
os rumos para os quais o mercado aponta. Para os especialistas, o primeiro critério é definitivamente mais
confiável do que o segundo. Ou seja: não adianta o estudante escolher um curso do qual não gosta, pensando
apenas na remuneração futura. “Todas as carreiras de
nível superior têm cargos de elite, com bons salários. E a
pessoa que gosta do que faz tem mais chances de conquistar esses postos”, explica Sílvio Bock.
A excessiva preocupação com a receptividade do mercado gera um sofrimento inútil, concorda o professor
17
RACIOCÍNIO E ARTICULAÇÃO
CADA VEZ MAIS OS VESTIBULARES AVALIAM A CAPACIDADE DO CANDIDATO DE RELACIONAR
CONTEÚDOS APREENDIDOS E DADOS DE REALIDADE. POR _ MÁRCIO FERRARI
Elaborar e avaliar exames vestibulares envolvem uma
grande responsabilidade. Rito de passagem na história
pessoal de boa parte dos jovens brasileiros, a prova
também influi diretamente na definição dos futuros
quadros produtivos, tanto material quanto intelectualmente. O mais concorrido dos exames, da Fundação
Universitária para o Vestibular (Fuvest), que seleciona
candidatos às faculdades da USP (Universidade de São
Paulo), recebe anualmente cerca de 170 mil inscrições
para pouco mais de 10 mil vagas disponíveis. Para dar
conta de classificar e selecionar todas essas pessoas
criou-se uma estrutura em funcionamento praticamente
durante o ano todo. O know how adquirido vem atraindo a atenção de outros países, entre eles a China, com
seu 1,3 bilhão de habitantes.
O grande desafio é definir os critérios dessa “grande
peneira”, na expressão da vice-diretora da Fuvest, Maria
Teresa Fraga Rocco. Tanto ela quanto a coordenadorageral do vestibular da PUC-SP (Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo), Ana Zilocchi, concordam que o
exame precisa ser antes de mais nada um dispositivo de
medida da formação adquirida no ensino médio. É isso
que determina a organização das provas em disciplinas
correspondentes às do currículo do curso secundário. A
grande exceção a essa correspondência direta, nos dois
vestibulares, é a prova de redação.
“É fundamental dominar o instrumento que é a língua
escrita”, diz Maria Teresa. “Os critérios de avaliação não
exigem nada que seja purista, como ênfase nas questões vernaculares, mas os candidatos têm de demonstrar que conhecem a mecânica da língua e saber manejá-la de modo funcional.” A primeira questão levada em
conta pelas bancas de correção das provas é se o vestibulando compreende e obedece o gênero proposto – em
geral, pede-se uma dissertação. Outro critério é a capacidade de se fazer entender. Ana Zilocchi, da PUC, ressalta
ainda a valorização do espírito crítico que os candidatos
revelam em seus textos.
todos os candidatos, tanto na primeira fase, constituída
de testes de múltipla escolha, como na segunda, com
questões discursivas. Mas os elaboradores da prova concluíram que não se ganhava muita coisa, em termos de
precisão avaliadora, nessa repetição.
Por isso hoje apenas a primeira fase compreende todas as matérias. A segunda depende da carreira escolhida: quem se candidata à faculdade de engenharia,
por exemplo, responde apenas questões de matemática, física e química. A prova de redação, entretanto, é
para todos. “Não é que não seja importante estar familiarizado com assuntos amplos, mas em cada área é
preciso concentrar esforços em certos conhecimentos”, diz Maria Teresa.
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MITOS E VERDADES
“OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
NÃO EXIGEM NADA QUE SEJA
PURISTA, COMO ÊNFASE NAS
QUESTÕES VERNACULARES.
MAS OS CANDIDATOS
TÊM DE DEMONSTRAR
QUE CONHECEM A MECÂNICA
DA LÍNGUA E SABER MANEJÁ-LA
DE MODO FUNCIONAL.”
Maria Teresa Fraga Rocco,
vice-diretora da Fuvest
SENAC TEM EXAME EXCLUSIVO
FORMAÇÃO GERAL
Uma diferença básica entre os vestibulares das duas
universidades paulistas é que o da Fuvest investe numa
certa especificidade de conhecimentos dependendo da
carreira escolhida, enquanto o da PUC é unificado para
todos. “O objetivo da PUC é avaliar a formação geral do
candidato, por isso não são feitas exigências diversificadoras”, diz Ana Zilocchi. Até 1995, o exame da Fuvest
também consistia de provas de todas as disciplinas para
de de sua memória. O interesse é por raciocínio e lógica. Além disso, seguindo a filosofia da Lei de Diretrizes
e Bases da Educação (LDB), de 1996, a Fuvest procura
investir na interdisciplinaridade, o que significa buscar
conexões entre diversos conteúdos e ampliar horizontes. As questões de literatura, por exemplo, abrangem
várias obras e, segundo Maria Teresa, é preciso lê-las todas para saber responder às questões. “Não adianta ler
resumo”, afirma.
Além de avaliar e selecionar, os exames vestibulares
têm outras ressonâncias indiretas. Fala-se muito em mudanças no mercado de trabalho que exigiriam novas habilidades e competências dos jovens, mas os autores
das provas não consideram prudente guiar-se por esse
tipo de impressão, mesmo que ela seja fundamentada
em dados concretos. “Não é nossa função e nós também não teríamos condições de conhecer a fundo o
mercado de trabalho”, diz Maria Teresa. O que se pode
fazer é manter um diálogo com a realidade em termos
gerais. “As provas elaboradas pela PUC são atuais e voltadas para o estudante”, resume Ana Zilocchi.
QUESTÃO DE LÓGICA
Aferir conhecimentos não significa pedir dos candidatos cultura enciclopédica. É mais importante – e também
mais difícil de mensurar – a capacidade de entender,
aplicar e relacionar informações. “Não queremos que o
candidato devolva conteúdos aprendidos”, diz Maria Teresa. Os autores das provas evitam ao máximo pedir do
vestibulando um desempenho que dependa da qualida-
Uma mudança importante marca o vestibular do Centro
Universitário Senac a partir de 2006. Antes vinculada ao
processo seletivo unificado da PUC, a instituição tem agora um exame seletivo exclusivo, desenvolvido pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista
(Vunesp). O objetivo da mudança é personalizar cada vez
mais o processo seletivo.
“Os vestibulares exclusivos buscam aproximar o exame do
perfil da escola”, diz Rosa Maria Condini, técnica de gestão
de concursos e vestibulares da Vunesp. Criada em 1979 para implementar o processo seletivo da Unesp, a Fundação
responde hoje pelo conteúdo dos vestibulares das universidades federais de São Paulo, de São Carlos, do Triângulo
Mineiro e do ABC e das Escolas Técnicas Federais (EFT), entre outras instituições de ensino superior.
O novo processo seletivo traz vantagens para os candidatos
aos cursos do Centro Universitário Senac, que poderão fazer
suas provas nos campi da instituição (Santo Amato, na capital, Campos do Jordão e Águas de São Pedro). Tem apenas
uma fase, composta por duas provas: a primeira de múltipla escolha, a segunda dissertativa, com redação. As provas
são as mesmas para os candidatos a todos os cursos do
Centro Universitário Senac, sem exigências diversificadoras.
Segundo a professora Rosa Maria, como em todos os exames seletivos desenvolvidos pela Fundação, o principal
objetivo das provas criadas pela Vunesp para o Centro
Universitário Senac não é avaliar os conhecimentos adquiridos durante o ensino médio, mas sim a formação geral do
candidato, com ênfase em sua capacidade de articular os
conteúdos escolares e de relacioná-los ao que apreende da
realidade à sua volta. As provas testam a capacidade de
análise, o raciocínio e pensamento crítico.
“Nós não indicamos uma lista de livros a ser lidos, como faz,
por exemplo, a Fuvest”, explica a professora. “Esperamos
que nosso aluno saiba identificar uma corrente literária a
partir do conhecimento que adquiriu no ensino médio e de
sua capacidade de interpretar o texto.”
Coerência, capacidade de ater-se a um tema e conhecimento da língua culta serão alguns dos critérios utilizados na
avaliação da redação que integra o exame, segundo Rosa
Maria. A especial atenção dedicada às redações – que são
avaliadas por dois professores e revistas por um terceiro
sempre que há discrepância sensível entre as notas concedidas na primeira instância – dá a medida da importância
da performance do aluno nesse item do vestibular. A Fuvest,
que atribui peso especial à capacidade de seu candidato de
articular a língua escrita, mantém sistema semelhante: se a
diferença de notas entre os examinadores de uma redação
chega a 2,5 pontos, auditores reavaliam a redação.
Leia mais sobre os cursos de graduação e tecnologia oferecidos pelo Senac São Paulo na próxima reportagem desta
revista, Formação inovadora.
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FORMAÇÃO
INOVADORA
ANTECIPAR-SE ÀS MUDANÇAS DO MERCADO E GARANTIR
A FORMAÇÃO MAIS ADEQUADA AO MUNDO CONTEMPORÂNEO
DO TRABALHO SÃO DESAFIOS PERMANENTES PARA O CENTRO
UNIVERSITÁRIO SENAC. CONHEÇA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO
OFERECIDOS NOS PROCESSOS SELETIVOS SEMESTRAIS
E A METODOLOGIA QUE ESTIMULA O ALUNO A BUSCAR
INOVAÇÃO EM CADA UM DELES. POR _ GIULIANA CAPELLO
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VESTIBULAR
Currículos equilibrados, estrutura invejável de laboratórios, oficinas e ambientes de aprendizado prático,
consultoria de figuras de destaque em cada área e
propostas metodológicas inovadoras – com mecanismos como as empresas juniores, nas quais o aluno
experimenta o exercício real da profissão escolhida.
Eis como as coordenações dos cursos superiores do
Centro Universitário Senac têm enfrentado o desafio
de antecipar-se às mudanças do mercado e garantir a
seus alunos a formação mais adequada ao mundo do
trabalho. Os resultados indicam que o esforço segue
no rumo certo. De acordo com o Diretor de Graduação
Eduardo Ehlers, 80 % dos egressos do Centro Universitário Senac estão trabalhando nas áreas em que se
formaram. O índice chega a 100 % em Ciências da
Computação e a 91,5% em moda.
Com 15 anos de atuação no segmento da educação
superior, o Senac São Paulo passou por rigorosa avaliação do Ministério da Educação antes de conquistar, em
2004, o direito de constituir seu Centro Universitário,
que integra os campi de Santo Amaro (capital), Águas
de São Pedro e Campos do Jordão. Novos índices atestam a qualidade do ensino superior desenvolvido pela
instituição. Em 2006, o curso de Tecnologia em Gastronomia (Campus Santo Amaro) conquistou nota máxima
junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao MEC. No Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2005, Bacharelado em Ciência da Computação obteve o melhor
resultado entre as instituições particulares brasileiras:
nota 4, numa escala de 1 a 5.
O Centro Universitário Senac oferece formação superior nas áreas de tecnologia, comunicação, arte, design,
educação, gastronomia, meio ambiente, turismo, hotelaria e moda. A maioria dos cursos tem duração de quatro anos e dá ao aluno o título de bacharel. Mas há também os que formam tecnólogos, com duração de dois
anos. Para saber qual é o mais indicado, é preciso considerar a urgência em entrar no mercado e os objetivos
em relação à profissão escolhida. Os cursos de tecnologia atendem o aluno que tem interesse em adquirir
ferramentas e competências mais específicas para o
exercício de uma determinada profissão. Já os bacharelados oferecem um conjunto mais amplo de conhecimentos, formando profissionais para ocupar diferentes
posições na área escolhida. Ambas as opções possibilitam a continuidade dos estudos numa pós-graduação.
Conheça, a seguir, os cursos superiores oferecidos
pelo Centro Universitário Senac.
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BACHARELADO EM DESIGN HABILITAÇÃO EM COMUNICAÇÃO VISUAL
O CURSO:
a gradução em design forma profissionais com
domínio dos meios tecnológicos e conhecimento sólido
de cultura contemporânea, linguagem visual e estética.
Esta habilitação prepara para as áreas de concepção e
produção gráfica e programação visual. METODOLOGIA: a
estrutura curricular flexível inclui projetos, grupos de estudo e atividades complementares. O aluno é estimulado a desenvolver aplicativos e produtos que conciliem
design e experimentação de novas linguagens. A estrutura inclui laboratórios de computação gráfica e animação,
ilhas de edição não-linear e de pós-produção, ateliês, oficinas e espaços para exposições. HABILITA PARA TRABALHAR
EM: editoras, escritórios de design gráfico, produtoras de
eventos culturais, estúdios de criação, agências de publicidade e marketing, órgãos da imprensa, publicações, ONGs.
PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Os desafios do designer & outros textos sobre design gráfico, de Chico Homem de Mello (Editora Rosari).
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BACHARELADO EM DESIGN HABILITAÇÃO EM INTERFACE DIGITAL
O CURSO: forma designers com domínio dos meios tecnológicos e conhecimento sólido de cultura contemporânea,
linguagem visual e estética. Esta habilitação prepara para
o desenvolvimento de produtos e serviços que afetem positivamente as relações entre homem, objetos e espaço.
METODOLOGIA: o currículo flexível inclui projetos, grupos
de estudo e atividades complementares. O aluno é estimulado a desenvolver aplicativos e produtos que conciliem design e experimentação de linguagens. Conta com
laboratórios, ilhas de edição, ateliês, oficinas e espaços
para exposições. HABILITA PARA TRABALHAR EM: indústrias,
terceiro setor, pesquisa. TENDÊNCIA: o mercado tem absorvido designers industriais com certa facilidade. PARA SABER
MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Design industrial, de Tomás Maldonado (Edições 70).
O CURSO: forma designers habilitados para trabalhar com
interfaces digitais, que envolvem os conceitos de mídia,
arte, design, interatividade, comunicação e entretenimento. METODOLOGIA: o currículo flexível inclui projetos, grupos de estudo e atividades complementares. O aluno é
estimulado a desenvolver aplicativos e produtos que conciliem design e experimentação de novas linguagens. A
estrutura inclui laboratórios, ilhas de edição, ateliês, oficinas e espaços para exposições. HABILITA PARA TRABALHAR
EM: emissoras, produtoras de cinema, TV e eventos culturais, estúdios de criação, agências de publicidade e empresas que desenvolvam projetos em comunicação digital,
interfaces experimentais e aplicativos alternativos. PARA
SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Design: do material ao
digital, de Gui Bonsiepe (FIESC/IEL).
VESTIBULAR
FOTOS: HENK NIEMAN (À DIR., ABAIXO)E ACERVO SENAC (DEMAIS FOTOS)
BACHARELADO EM DESIGN HABILITAÇÃO EM DESIGN INDUSTRIAL
DESIGNER E EMPREENDEDORA
“Quando me matriculei no curso não sabia o que ia
encontrar pela frente”, diz Ligia Coimbra (à dir.), formada em Design Gráfico, curso que foi reformulado
e passou, em 2005, a se chamar Bacharelado de Design com Habilitação em Comunicação Visual. “Mas
como gostava muito de desenhar, acreditei que estava no caminho certo.” Já no primeiro ano do curso,
fez estágios que foram importantes para o amadurecimento na profissão. Trabalhou com a artista e designer Simone Mattar e participou da criação de campanhas publicitárias para a rede de lojas C&A. No ano
passado, deu um salto ao decidir abrir uma empresa
própria de prestação de serviço em sua área: entre os
clientes que já conquistou, estão a artista plástica
Rachel Hoshino e o Centro Cultural Banco do Brasil.
“Quero fazer muito mais”, avisa.
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BACHARELADO EM AUDIOVISUAL
O CURSO: está estruturado para oferecer formação teórica e técnica para atuação profissional em mídias como
cinema, televisão e vídeo, analógicas ou digitais, interativas ou não, produzindo obras ficcionais, documentais,
publicitárias, musicais e de outros gêneros. METODOLOGIA: as disciplinas teóricas incluem história do audiovisual, legislação, mercado, cultura brasileira e filosofia; as
atividades práticas acontecem em laboratórios específicos.
HABILITA PARA TRABALHAR EM: produção, direção, direção
de arte e de fotografia, roteiro, edição de som e de imagem e som direto, entre outras funções, em produtoras de
cinema ou vídeo, emissoras de TV e outras empresas de
produção audiovisual. PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA,
LEIA: Teoria Contemporânea do Cinema I e II, de Fernão
Ramos (org.); Literatura, Cinema e Televisão, de Tânia
Pellegrini, Randal Johnson, Ismail Xavier, Hélio Guimarães e Flávio Aguiar; Enciclopédia do Cinema Brasileiro, de
Fernão Ramos; 50 anos – luz, câmera e ação, de Edgar
Moura (todos da Editora Senac São Paulo).
BACHARELADO EM FOTOGRAFIA
O CURSO: forma profissionais preparados para criar, inovar e participar da evolução da fotografia. Os estudantes
podem se especializar em retrato, crítica, arquitetura e
indústria, processos fotoquímicos, publicidade, arquivo,
poéticas fotográficas, fotojornalismo e audiovisual. METODOLOGIA: a grade curricular inclui disciplinas teóricas,
como história da arte, da fotografia e da antropologia visual, e experiências práticas, como visitas técnicas e workshops e palestras com profissionais da área. HABILITA PARA TRABALHAR EM: produção, análise e crítica de imagens
fotográficas com finalidades profissionais específicas, que
incluem de fotos jornalísticas e publicitárias a imagens
para arquitetura e análise industrial. PARA SABER MAIS
SOBRE A ÁREA, LEIA: Rocinha, de André Cypriano; Equipamento fotográfico – teoria e prática, de Thales Trigo;
O novo manual de fotografia – guia completo para todos os formatos, de John Hedgecoe (todos da Editora
Senac São Paulo).
“Quando comecei a faculdade, já tinha feito trabalhos na área e queria me aperfeiçoar, aprender
mais sobre as técnicas e a teoria”, conta João Sal
(à esq.), formado pela primeira turma de Bacharelado em Fotografia. “Optei pelo Senac depois
de checar a estrutura e os equipamentos disponíveis.” João começou trabalhando como free lancer
em revistas da Editora Abril e há seis meses fotografa a noite paulistana para a coluna Mônica Bergamo, uma das mais lidas da Folha de S. Paulo.
“A faculdade me colocou em contato com muita
gente da área. A maioria dos alunos já estava no
mercado quando começou o curso.”
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VESTIBULAR
FOTOS: HENK NIEMAN (JOÃO SAL) E ACERVO SENAC (DEMAIS FOTOS)
VIDA NOTURNA
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BACHARELADO EM GESTÃO AMBIENTAL
O CURSO: forma um profissional capaz de implantar sistemas de gestão que minimizem impactos negativos sobre
o ambiente e otimizem a utilização dos recursos naturais, favorecendo o desenvolvimento sustentável. Trata
das tendências em gestão organizacional, respaldadas
em compromissos socioambientais. METODOLOGIA: além
de propiciar embasamento teórico sólido, privilegia a interdisciplinaridade e as atividades práticas, incluindo visitas
técnicas, seminários e atividades de campo e laboratoriais. HABILITA PARA TRABALHAR EM: órgãos do governo,
ONGs, indústrias, consultorias, institutos de pesquisa e
universidades. PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental:
perspectivas para a educação corporativa, de Jacques
Demajorovic (Editora Senac São Paulo).
FISCAL DA NATUREZA
O plano era formar-se engenheiro e especializar-se
na área ambiental. Mas quando estava no segundo
ano de engenharia mecânica, Rafael Saghy (à dir.),
23 anos, soube que o Senac São Paulo tinha criado
o curso de Bacharelado em Engenharia Ambiental.
Não teve dúvidas: deixou a mecânica e entrou na
primeira turma do curso. Hoje, estagia no Centro de
Apoio Operacional de Urbanismo e Meio Ambiente,
do Ministério Público Estadual, integrando uma equipe multidisciplinar de suporte técnico. “Se ocorre um
acidente no aterro de resíduos de uma indústria, por
exemplo, nós vamos ao local para fazer um laudo técnico que irá mensurar a gravidade do problema e
apontar o que a empresa precisa fazer para controlar
a contaminação”, conta. Rafael ainda não sabe dizer
como se imagina no futuro: “O que me move é uma
vontade de mudança, de mostrar porque é necessário
preservar o meio ambiente”.
BACHARELADO EM ENGENHARIA AMBIENTAL
O CURSO:
FOTOS: GAL OPPIDO (À ESQ.); HENK NIEMAN (À DIR., ACIMA) E MARCOS ALVES (À DIR., ABAIXO)
inovador, prepara engenheiros capacitados para
enfrentar os desafios ambientais contemporâneos, diagnosticando problemas e implementando soluções. A
profissão, multidisciplinar, pede formação tecnológica e
humanística consistentes, além de espírito crítico e empreendedor, habilidade para trabalhar em equipe e adaptabilidade. METODOLOGIA: ao longo do curso de cinco
anos, que inclui estágio obrigatório, o aluno é estimulado
a superar desafios cada vez mais complexos, envolvendo
aspectos técnicos e variáveis sociais, políticas e culturais.
HABILITA PARA TRABALHAR EM: empresas, ONGs e entidades
responsáveis por políticas públicas de meio ambiente.
TENDÊNCIA: o mercado tem acolhido bem os pioneiros
na profissão, regulamentada há pouco.
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VESTIBULAR
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TECNOLOGIA EM HOTELARIA
O CURSO: reúne conhecimentos teóricos e técnicas culinárias que habilitam o aluno a trabalhar na cozinha ou
gerenciando empreendimentos do setor de alimentação.
Ministrado nos campi de Santo Amaro, Campos do Jordão e Águas de S. Pedro, oferece formação superior em
dois anos. A área mantém parceria com o Instituto Paul
Bocuse, em Lyon, França. METODOLOGIA: alia conteúdo teórico e prática nas cozinhas pedagógicas, onde o aluno é
introduzido às culinárias clássica, internacional e brasileira e à confeitaria. Inclui estágio curricular de 360 horas/aula em empreendimentos que mantêm acordo de
cooperação com o Senac São Paulo. HABILITA A TRABALHAR EM: restaurantes, bufês, resorts, parques, empresas
de serviços alimentícios, fornecedores de catering, cozinhas hospitalares, assessorias e consultorias gastronômicas. PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Em busca do
prato perfeito: um cozinheiro em viagem, de Anthony
Bourdain (Companhia das Letras).
O CURSO:
BACHARELADO EM TURISMO
BACHARELADO EM HOTELARIA
O CURSO:
O CURSO:
ao longo de quatro anos, forma um profissional capaz de planejar, gerir e desenvolver serviços e produtos na área do turismo. Também qualifica guias de turismo regional, nacional e para o ecoturismo (turismo de
atrativo natural). METODOLOGIA: as disciplinas articulam
teoria e prática e correspondem às necessidades reais
do setor. O corpo docente é composto por pesquisadores e profissionais da área. No Laboratório Experimental de Turismo, os alunos podem participar de atividades
como organização de roteiros turísticos e planejamento
de eventos, para vivenciar a prática do setor. HABILITA A
TRABALHAR EM: agências de viagem, companhias aéreas,
parques temáticos, empresas de eventos e lazer, transportes, hotéis, órgãos públicos, ONGs. PARA SABER MAIS
SOBRE A ÁREA, LEIA: Turismo básico, de Luis Gonzaga de
Godoi Trigo (Editora Senac São Paulo).
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VESTIBULAR
prepara profissionais capazes de planejar e
operar espaços, equipes e atividades no setor de hospitalidade. Após o segundo e o terceiro períodos, o aluno
pode obter certificações intermediárias em Supervisor
de Operações e Assistente de Gerente, respectivamente.
Curso de formação superior, com dois anos. METODOLOGIA: as aulas, teóricas e práticas, acontecem em todas
as áreas operacionais e administrativas dos hotéis-escola
do Senac São Paulo. Integram a grade curricular aulas
nos laboratórios de governança, recepção, cozinha, bar,
restaurante e informática. O estágio obrigatório em empreendimentos do setor, de 240 horas, é realizado a partir
do terceiro semestre. HABILITA A TRABALHAR EM: cargos
de média chefia em hotéis, pousadas, flats, restaurantes,
spas, hospitais, clubes, parques temáticos e navios. PARA
SABER MAIS SOBRE A ÁREA: visite o acervo de hospitalidade da biblioteca do Campus Santo Amaro.
forma um profissional capaz de atuar de forma
crítica e reflexiva no planejamento estratégico, organização e administração de empreendimentos hoteleiros de
qualquer porte. METODOLOGIA: oferece aulas teóricas e
atividades práticas nos hotéis-escola do Senac São Paulo
e nos laboratórios do Centro Universitário Senac: hospedagem (governança e recepção) e alimentos e bebidas
(sala, cozinha pedagógica, bebidas e bar). A inserção no
mercado de trabalho é facilitada pelo estágio profissional
supervisionado, no qual o aluno vivencia a profissão em
empreendimentos do setor por pelo menos 300 horas.
HABILITA A TRABALHAR EM: hotéis, empresas de áreas correlatas (gastronomia, lazer e recreação), navios, hospitais,
clínicas e spas. PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Administração de sistemas hoteleiros, de Vladir Vieira Duarte (Editora Senac São Paulo).
FOTOS: RICARDO SHETTY (À ESQ.), RODOLFO ANCONA (À DIR., ACIMA) E ACERVO PESSOAL (À DIR., ABAIXO)
TECNOLOGIA EM GASTRONOMIA
HOTEL NA SELVA
Quando pôs as mãos em seu diploma de bacharel
em Hotelaria, concedido pelo Centro Universitário
Senac em 2004, Carolina Moura (à dir.) tinha 23 anos
e três estágios no currículo. O primeiro foi no Hotel
Meliá, em São Paulo. No segundo, trabalhou num
restaurante da Disney World, nos Estados Unidos. Por
último, estagiou no Ariaú Amazon Towers, na selva
amazônica. Daí para o posto de gerente comercial do
Juma Lodge, hotel de selva situado a 100 km ao sul
de Manaus, foi um pulo. “São três horas de barco só
para chegar”, conta Carolina, que vive em Manaus,
entusiasmada. “Para mim, está sendo uma chance incrível de crescer. Em São Paulo a concorrência é muito grande. Aqui meu diploma é mais valorizado porque há menos profissionais qualificados.”
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BACHARELADO EM DESIGN DE MODA HABILITAÇÃO EM MODELAGEM
O CURSO:
o designer de moda com habilitação em
modelagem pode atuar como modelista, além de
planejar e gerenciar processos de fabricação em
série, coordenar equipes e supervisionar materiais.
O convênio com a Esmod Internacional, tradicional
escola de modelagem francesa, confere ao curso importante diferencial. Bacharelado em Design de
Moda conta com a direção artística do estilista Alexandre Herchcovitch. METODOLOGIA: envolve aulas
de história da moda, história do design e ciências
humanas, além de aulas teórico-práticas de costura,
moulage, desenho técnico e de observação, tecnologia têxtil e produção de eventos de moda, entre
outras. Inclui estágio supervisionado de 200 horas
em empresas da área de moda. HABILITA PARA
TRABALHAR EM : diversos segmentos da produção
do vestuário, como modelista, gerente de produto, supervisor de produção, consultor de qualidade e costureiro, além de criador de produtos de
moda. PARA SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Fashion
Design - Manual do estilista, de Sue Jenky Jones
(Cosac Naify).
ROUPA DE CENA
Trabalhar com as mãos sempre foi a paixão de Tatiana Haumholter (abaixo), formada em Design de Moda com habilitação em Estilismo. Ainda na faculdade, ela foi assistente de estilo de Walter Rodrigues e
passou pelo Centro de Pesquisa Teatral, do conceituado encenador Antunes Filho. Formada em 2005,
criou com duas amigas um núcleo de figurino e cenografia para eventos e teatro. Entre os trabalhos do
grupo estão os cenários de A Pedra do Reino, montagem de Antunes Filho baseada em Ariano Suassuna.
A faculdade teve papel importante na confirmação
do rumo profissional a seguir. “Estar no Senac só
me fez ter certeza de que tinha escolhido o caminho
certo”, conta Tatiana.
BACHARELADO EM DESIGN DE MODA:
HABILITAÇÃO EM ESTILISMO
MODELAGEM FASHION
forma profissionais para desenvolver coleções, modelos, estampas e acessórios de vestuário;
analisar as necessidades do mercado e os movimentos
da moda; formatar produtos; criar soluções técnicas;
definir custos; desenvolver protótipos (em parceria
com o modelista); e responsabilizar-se pelo sucesso
de uma grife, imagem ou produto. METODOLOGIA: a estrutura curricular é composta por disciplinas teóricas
(história da moda e do design, comunicação, antropologia, sociologia) e práticas (desenho de moda,
planejamento de coleções, laboratório têxtil, oficina
de produção, tecnologia têxtil, desenvolvimento de
produto de moda, produção de desfile). HABILITA PARA TRABALHAR EM: criação e desenvolvimento de coleções; gerência de produto; ilustração de moda; consultoria de moda; gestão de negócio de moda. PARA
SABER MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: A costura do invisível,
de Jum Nakao; Vítimas da moda, de Guillaume Erner;
Acessórios – por que, quando e como usá-los, de Titta
Aguiar; A moda e seu papel social, de Diane Crane
(todos da Editora Senac São Paulo).
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VESTIBULAR
FOTOS: HENK NIEMAN (TATIANA HAUMHOLTER E ISAURA NORIKO) E ACERVO SENAC (DEMAIS FOTOS)
O CURSO:
Dois anos de Engenharia e um de Arquitetura deram a
Isaura Noriko (acima) a certeza de que adorava desenhar. Mas não necessariamente prédios. “Tanto que
desisti deles e fui atrás do sonho de fazer roupas”,
conta. Formou-se modelista no Senai e ganhou uma
bolsa para estudar alta-costura no Japão. De volta ao
Brasil, ingressou no curso de Design de Moda com Habilitação em Modelagem do Senac São Paulo. “Aprendi
com professores franceses da Esmod”, diz, orgulhosa.
Hoje, modelista conceituada, ela trabalha em um ateliê da capital e atende estilistas de vanguarda como
Lorenzo Merlino e o gaúcho Mareu Nitschke. “O Mareu
diz que me chama para ajudá-lo em suas peças mais
fashion, ou seja, mais elaboradas e sofisticadas. Ele sabe que eu não faço camiseta. O que gosto mesmo é
de fazer aquele vestidão.”
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BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
O CURSO:
forma um profissional capaz de identificar
necessidades das organizações na área da tecnologia
da informação, e de criar e gerenciar as soluções. Estimula o espírito científico, a conduta ética e o respeito à propriedade intelectual. METODOLOGIA: projetos
interdisciplinares integram teoria e prática. O aluno
tem acesso ao novo Centro de Inovação, laboratório
de tecnologia de ponta montado em parceria com a
Microsoft. HABILITA A TRABALHAR EM: desenvolvimento de sistemas informatizados que otimizem o fluxo
de informação nas empresas; análise e aperfeiçoamento de sistemas em funcionamento; gerenciamento de equipes; e implantação de planos diretores de
automação de processos empresariais. PARA SABER
MAIS SOBRE A ÁREA, LEIA: Introdução ilustrada à computação, de Larry Gonick (Editora Harbra) ou O computador criativo, de Donald Michie e Rory Johnston
(Editorial Presença).
DE TÉCNICO A MESTRE
Antes de cursar Bacharelado em Ciências da
Computação, Rodrigo Assirati Dias (à dir.) havia
feito um curso técnico de processamento de dados e trabalhava em um provedor de Internet.
Mas sabia que a falta de um curso superior limitaria sua escalada profissional. “O Senac São Paulo
foi minha primeira opção por causa do corpo docente e da estrutura, excepcionais”, conta. Formado, coordena a área de Tecnologia da Informação
no Colégio Rainha da Paz, na Vila Madalena, com
mais de 1.500 alunos. Além dos laboratórios de
informática, cuida dos sistemas contábil e acadêmico dos estudantes, que dispõem de portal on-line para consultar do boletim ao acervo da biblioteca. Para levar seus planos à frente, faz mestrado
em bioinformática na USP. “Pretendo seguir carreira como professor”, planeja.
BACHARELADO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
apresenta os fundamentos teóricos e matemáticos da área, complementando-os com conhecimentos tecnológicos e com uma visão humanística e
cultural. No Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2005, obteve o melhor resultado
entre as instituições particulares brasileiras: nota 4,
numa escala de 1 a 5. METODOLOGIA: o objetivo é que o
aluno adquira, além das competências e habilidades
para atuar no campo, autonomia para responder criativamente à constante transformação das ferramentas.
A estrutura inclui o Centro de Inovação, laboratório de
tecnologia de ponta recém inaugurado em parceria
com a Microsoft. HABILITA A TRABALHAR EM: desenvolvimento, análise, integração, manutenção e gerenciamento de softwares e sistemas; consultorias; cargos
técnicos, de projeto, gerência ou direção em empresas
e instituições de ensino. TENDÊNCIA: a indústria do entretenimento abre um extenso setor de atividade para
quem se forma na área, sobretudo no desenvolvimento
de soluções para jogos, cinema e animação.
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VESTIBULAR
FOTOS: HENK NIEMAN (RODRIGO ASSIRATI DIAS) E ACERVO SENAC (DEMAIS FOTOS)
O CURSO:
VESTIBULAR É SEMESTRAL
O Centro Universitário Senac realiza dois processos seletivos por ano, em julho e dezembro. O vestibular acontece
nos campi de Santo Amaro (capital), Águas de São Pedro
e Campos do Jordão. A prova é elaborada com exclusividade pela Vunesp. Realizada em um dia, é a mesma para todos os candidatos, e envolve questões de múltipla
escolha e uma redação. Para saber mais sobre os vestibulares do Centro Universitário Senac, acesse o portal
www.sp.senac.br ou ligue para 0800 883 2000.
PARA SABER MAIS ACESSE O SITE WWW.SP.SENAC.BR
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ENTENDA O SENAC
O que é o Senac?
O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é uma instituição
educacional privada, sem fins lucrativos, que investe seus recursos
na qualificação e formação de profissionais para as áreas de comércio e serviços.
O que o Senac São Paulo oferece?
Cursos livres, técnicos, de extensão, de graduação e pós-graduação
(lato sensu e stricto sensu), além de eventos especiais em áreas como Administração e Negócios, Artes Cênicas, Audiovisual, Bem-Estar, Desenvolvimento Social, Design, Educação, Fotografia, Gastronomia, Idiomas e Linguagem, Meio Ambiente, Moda, Produção
Cultural, Publicidade e Jornalismo, Saúde, Segurança e Saúde no
Trabalho, Tecnologia da Informação, Turismo, Hotelaria, Lazer e
Eventos e Visagismo/Beleza.
O que é o Centro Universitário Senac?
O Centro Universitário Senac foi credenciado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em setembro de 2004. A instituição reúne os
campi de Águas de São Pedro, Campos do Jordão e São Paulo (Santo Amaro).
Onde estão as unidades do Senac?
CAPITAL E GRANDE SÃO PAULO: 24 de Maio (R. 24 de Maio, 208/
1º e 2º), Consolação (R. Dr. Vila Nova, 228), Francisco Matarazzo
(Av. Francisco Matarazzo, 249), Guarulhos (R. Padre Celestino,
108), Núcleo de Idiomas Anália Franco (R. Eleonora Cintra, 137),
Núcleo de Idiomas Santana (R. Alfredo Pujol, 369), Núcleo de
Idiomas Vila Mariana (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 180), Itaquera (Av. Itaquera, 8 266), Jabaquara (Av. do Café, 298), Lapa
Faustolo (R. Faustolo, 1 347), Lapa Scipião (R. Scipião, 67), Lapa
Tito (R. Tito, 54), Nove de Julho (R. Plínio Barreto, 285/4º), Osasco
(R. Dante Batiston, 248), Penha (R. Francisco Coimbra, 403), Santa
Cecília (Al. Barros, 910), Santana (R. Voluntários da Pátria, 3 167),
Santo Amaro (R. Dr. Antônio Bento, 393), Santo André (Av. Ramiro Colleoni, 110), Tatuapé (R. Cel. Luiz Americano, 130), Tiradentes
(Av. Tiradentes, 822), Vila Prudente (R. do Orfanato, 316)
INTERIOR: Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Bebedouro,
Botucatu, Campinas, Catanduva, Franca, Guaratinguetá, Itapetininga, Itapira, Itu, Jaboticabal, Jaú, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi
Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro,
Santos, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto,
São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté, Votuporanga.
O que mais a rede Senac São Paulo oferece?
Grande Hotel São Pedro – Hotel-escola Senac; Grande Hotel Campos do
Jordão – Hotel-escola Senac; Editora Senac São Paulo; Educação a Distância e Atendimento Corporativo.
Informações sobre programas, cursos e endereços de unidades:
acesse o site www.sp.senac.br ou ligue 0800 883-2000.
Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Administração Regional no Estado de São Paulo
Conselho Regional
Presidente:
Abram Szajman
Efetivos: Akira Kido, Alberto Weberman, Argemiro de Barros
Araújo, Arlette Cângero de Paula Campos, Elizete Berchiol da
Silva Iwai, Garabed Kenchian, Haroldo Silveira Piccina, José
Camargo Hernandes, José Carlos Buchala Moreira, José
Domingues Vinhal, Márcio Chaves Pires,
Pedro Zidoi Sdoia, Rubens Torres Medrano,
Ruy Pedro de Moraes Nazarian, Wilson Hiroshi Tanaka
Suplentes: Antonio Henrique Medeiros Duarte, Arnaldo Augusto
Ciquielo Borges, Atílio Carlos Daneze, Frednes Correa Leite, Gener
Silva, George Assad Chahade, José Antonio Scomparin, Ludgero
Migliavacca, Luiz Armando Lippel Braga, Maria Elena Silva Taques,
Mariza Medeiros Scaranci, Michel Jorge Saad, Oswaldo Bandini,
Roberto Arutim
Representantes junto ao Conselho Nacional
Efetivos:
Abram Szajman, Marcio Olívio Fernandes da Costa,
Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues
Suplentes:
Dario Miguel Pedro, Edson Gaglianone,
Felícia Aparecida de Souza Areias
Diretor Regional:
Luiz Francisco de Assis Salgado
Superintendente Administrativo:
Darcio Sayad Maia
Superintendente de Operações:
Lucila Mara Sbrana Sciotti
Superintendente Universitário e de Desenvolvimento:
Luiz Carlos Dourado
Gerente de Marketing e Relações Institucionais:
Maria Pilar Tohá Farré
Supervisão:
Edison Toledo, Renata da Silva Hernandes
Conselho Editorial:
Isabel Maria Macedo Alexandre, Maria Pilar Tohá Farré,
Rogerio Massaro Suriani, Cláudio Luiz de Souza Silva,
Tatiana Pincerno Ribeiro
Editora Responsável:
Maria Ester Martinho (mtb 2444)
Diretora de Arte:
Monique Schenkels (Bacabana)
Editora de Arte:
Dagmar Rizzolo (Bacabana)
Editor Assistente:
Márcio Ferrari
Reportagem:
Rodrigo Martins
Colaboradores:
Giuliana Capello, Henk Nieman
Revisora:
Maria de Menezes
Produção Gráfica:
Jairo da Rocha (Finale)
Fotolito e Impressão:
Atrativa
Edição especial - segunda impressão
Tiragem:
10.000 exemplares
Rua Dr. Vila Nova, 228, 8º andar,
CEP 01222-903, Vila Buarque, São Paulo, SP.
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ENTENDA O SENAC
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