COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ Tarefas de Carnaval 01. (Mackenzie) Sobre o contexto histórico responsável pela proclamação da República NÃO se inclui: a) a insatisfação dos setores escravocratas com o governo monárquico após a Lei Áurea. b) a ascensão do exército após a Guerra do Paraguai, passando a exigir um papel na vida política do país. c) a perda de prestígio do governo imperial junto ao clero, após a questão religiosa. d) a oposição de grupos médios urbanos e fazendeiros do oeste paulista, defensores de maior autonomia administrativa. e) o alto grau de consciência e participação das massas urbanas em todo o processo da proclamação da República. 02. (Fuvest) Caracteriza o processo eleitoral durante a Primeira República, em contraste com o vigente no Segundo Reinado: a) a ausência de fraudes, com a instituição do voto secreto e a criação do Tribunal Superior Eleitoral. b) a ausência da interferência das oligarquias regionais, ao se realizarem as eleições nos grandes centros urbanos. c) o crescimento do número de eleitores, com a extinção do voto censitário e a extensão do direito do voto às mulheres. d) a possibilidade de eleições distritais e a criação de novos partidos políticos para as eleições proporcionais. e) a maior participação de eleitores das áreas urbanas ao se abolir o voto censitário e se limitar o voto aos alfabetizados. 03. (Fuvest) Com a instalação da República no Brasil, algumas mudanças fundamentais aconteceram. Entre elas, destacam-se: a) a militarização do poder político e a universalização da cidadania. b) a descentralização do poder político e um regime presidencialista forte. Ensino Fundamental – 9º ano c) um poder executivo frágil e a criação de forças públicas estaduais. d) a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos e a instituição do voto secreto. e) a fundação do Banco do Brasil e a descentralização do poder político. 04. (Mackenzie) "Não posso mais suportar este Congresso; é mister que ele desapareça para a felicidade do Brasil." (Deodoro da Fonseca) A afirmação anterior, que antecedeu o golpe do Marechal Deodoro, ocorreu por que: a) tanto quanto Fernando Henrique Cardoso, Deodoro não conseguia aprovar as reformas administrativa e da previdência. b) o Congresso aprovara a Lei de Responsabilidade, que reduzia as atribuições do presidente, criticado pelo autoritarismo. c) o governo de Deodoro, marcado por atitudes democráticas e lisura administrativa, gerava a oposição de grupos oligárquicos. d) eleito pelo povo em pleito direto, Deodoro da Fonseca sofria forte oposição do Legislativo. e) as bem-sucedidas reformas econômicas de seu governo provocaram a insatisfação de grupos atingidos em seus privilégios. 05. (Uerj 2012) COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ O cangaço representou uma manifestação popular favorecida, basicamente, pela seguinte característica da conjuntura social e política da época: a) cidadania restringida pelo voto censitário b) analfabetismo predominante nas áreas rurais c) criminalidade oriunda das taxas de desemprego d) hierarquização derivada da concentração fundiária 06. (Unesp 2012) Nunca se viu uma campanha como esta, em que ambas as partes sustentaram ferozmente as suas aspirações opostas. Vencidos os inimigos, vós lhes ordenáveis que levantassem um viva à República e eles o levantavam à Monarquia e, ato contínuo, atiravam-se às fogueiras que incendiavam a cidade, convencidos de que tinham cumprido o seu dever de fiéis defensores da Monarquia. (Gazeta de Notícias, 28.10.1897 apud Maria de Lourdes Monaco Janotti. Sociedade e política na Primeira República.) O texto é parte da ordem do dia, 06.10.1897, do general Artur Oscar e trata dos momentos finais de Canudos. Para o militar, o principal motivo da luta dos canudenses era a: a) restauração monárquica, embora hoje saibamos que a rejeição à República era apenas uma das razões da rebeldia. b) valorização dos senhores rurais, ligados ao monarca, cujo poder era ameaçado pelo crescimento e enriquecimento das cidades. c) restauração monárquica, que, hoje sabemos, era de fato a única razão da longa resistência dos sertanejos. d) valorização do meio rural, embora hoje saibamos que Antônio Conselheiro não apoiava os incêndios provocados por monarquistas nas cidades republicanas. e) restauração monárquica, o que fez com que a luta de Antônio Conselheiro recebesse amplo apoio dos monarquistas do sul do Brasil. 07. (Uerj 2012) Cheio de apreensões e receios despontou o dia de ontem, 14 de novembro de 1904. Muito cedo tiveram início os tumultos e depredações. Foi grande o tiroteio que se travou. Estavam formadas em toda a rua do Regente, estreita e cheia de casas velhas, grandes e fortes barricadas feitas de montões de pedras, sacos de areia, bondes virados, postes e pedaços de madeira arrancados às casas e às obras da avenida Passos. Jornal do Comércio, 15/11/1904 . Adaptado de Nosso Século (1900-1910). São Paulo: Abril Cultural, 1980. O progresso envaidecera a cidade vestida de novo, principalmente inundada de claridade, com jornais nervosos que a convenciam de ser a mais bela do mundo. Era a transição da cidade doente para a maravilhosa. PEDRO CALMON (historiador / 1902-1985). Adaptado de Nosso Século (1900-1910). São Paulo: Abril Cultural, 1980. Os textos referem-se aos efeitos da gestão do prefeito Pereira Passos (1902-1906), momento em que a cidade do Rio de Janeiro passou por uma de suas mais importantes reformas urbanas. Uma intervenção de destaque foi a abertura da avenida Central, hoje avenida Rio Branco, provocando não só elogios, como também conflitos sociais. A principal motivação para esses conflitos esteve relacionada à: a) restrição ao comércio popular b) devastação de áreas florestais c) demolição de moradias coletivas d) elevação das tarifas de transporte 08. (Unicamp-2011) A reação popular conhecida como Revolta da Vacina se distinguiu pelo trágico desencontro de boas intenções: as de Oswaldo Cruz e as da população. Mas em nenhum momento podemos acusar o povo de falta de clareza sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha noção clara dos limites da ação do Estado. (Adaptado de José Murilo de Carvalho, “Abaixo a vacina!”. Revista Nossa História, ano 2, nº 13, novembro de 2004, p. 74.) A Revolta da Vacina pode ser considerada como uma reação popular contra a ação do Estado por que a) o povo não se revoltava contra a obrigatoriedade da vacinação, mas contra os COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ meios violentos pelos quais o Estado a executava, demolindo cortiços e expulsando os pobres para os morros. b) o povo se revoltava contra certas medidas do governo, como a expulsão de moradores e a demolição de cortiços para a abertura de avenidas, e a vacinação obrigatória, realizada com intervenção violenta da polícia. c) o povo se revoltava contra a ação do Estado, por considerá-la um desrespeito à moral das famílias, embora desejasse a vacinação gratuita e obrigatória. d) o povo se revoltava contra a obrigatoriedade da vacinação porque essa medida era tomada por um governo ditatorial, que fechou o congresso nacional e ficou conhecido como “república da espada”. não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final”. (FAUSTO, B. História do Brasil. São 09 (Uerj 2011) Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, mandamos esta honrada mensagem para que Vossa Excelência faça aos marinheiros brasileiros possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilitam. Tem Vossa Excelência 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria aniquilada. Adaptado do memorial enviado pelos marinheiros (TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de ao presidente Hermes da Fonseca, em 1910. In: MARANHÃO, Ricardo e MENDES JUNIOR, Antônio. Brasil história: texto e consulta. São Paulo: Brasiliense, 1983. a) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças. b) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período. c) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas. d) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias. e) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias. Os participantes da Revolta da Chibata (1910-1911) exigiam direitos de cidadania garantidos pela Constituição da época. As limitações ao pleno exercício desses direitos, na Primeira República, foram causadas pela permanência de: a) hierarquias sociais herdadas do escravismo. b) privilégios econômicos mantidos pelo Exército. c) dissidências políticas relacionadas ao federalismo. d) preconceitos étnicos justificados pelas teorias científicas. 10. (Enem-2011) “Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado). A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealizacão de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvi mento no comércio exterior. 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado). Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização: COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ Usar água sim; desperdiçar nunca. Antônio Ermírio de Moraes O verão veio bravo. Ninguém aguenta o calor. É tempo de piscina, praia, refrescos, sorvetes e muito desperdício de água. Esse mau hábito não é novo. Ao ler uma instrutiva reportagem publicada pelo "Estado" (6/2/2006), fiquei estarrecido ao saber que o consumo por pessoa em São Paulo é de 200 litros por dia, bem superior aos 120 litros recomendados pela ONU. Em 2005, o consumo de água na região da Grande São Paulo aumentou 4% em relação a 2004. Só em dezembro, foram consumidos 128 milhões de metros cúbicos de água - o maior consumo desde 1997. É uma soma fantástica e sinalizadora de muito desperdício. Os repórteres responsáveis pela reportagem mencionada "flagraram" muitas pessoas lavando as calçadas com mangueira a jato em lugar de vassoura. Trata-se de um luxo injustificável. No consumo doméstico, cerca de 72% da água são gastos no banheiro e, neste, o chuveiro responde por 47%. Os banhos exageradamente demorados desperdiçam água e energia elétrica. É verdade que o asseio é uma das virtudes dos brasileiros e devemos conservá-la. Mas não há necessidade de ficar meia hora debaixo do chuveiro para manter a boa higiene. Quando estudei nos Estados Unidos, há mais de 50 anos, a dona da república onde morava, uma senhora franzina e de cara muito fechada, me fez pagar uma sobretaxa de aluguel porque sabia que, como brasileiro, eu estava acostumado a tomar banho todos os dias e a "gastar" muita água. Na época, garoto novo, achei a mulherzinha um monstro de avareza. Hoje, vejo que todas as nações do mundo precisam economizar água. O Brasil é um país abençoado por possuir cerca de 20% da água do mundo. Isso é um privilégio quando se considera que só 3% da água do planeta é aproveitáveis e que mesmo esses 3% não são imediatamente utilizáveis, porque uma grande parte está nas geleiras longínquas e em aquíferos profundos. Na verdade, a quantidade de água que pode ser usada para alimentar os seres vivos, gerar energia e viabilizar a agricultura é de aproximadamente 0,3%. Desse ponto de vista, a água é um bem escasso. Não é porque temos 20% da água do mundo que podemos perdê-la irresponsavelmente. O uso da água precisa ser racionalizado, em especial nas grandes aglomerações urbanas, onde os mananciais não dão conta de atender a população. O Brasil já possui uma lei das águas, promulgada em 1997, cujo objetivo central é o de "assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água". Recentemente, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovou o Plano Nacional de Recursos Hídricos, com vistas a induzir o uso racional da água. Tais instrumentos são importantes. Mas o Brasil ganhará muito se as escolas e as famílias ensinarem as crianças a não repetirem os desperdícios praticados pelos adultos. Comece hoje a ensinar seus filhos e netos. E, sobretudo, dê o bom exemplo. Afinal, para mudar hábitos, os exemplos e a educação são peças-chave. Fonte: Folha De S.Paulo, 17 de Fevereiro de 2006 Após ler o texto com muita atenção, responda: 11. O autor começa o texto com as coisas boas que as pessoas fazem no verão. Na sequência faz um comentário que quebra a expectativa do leitor. Qual é esse comentário? Para convencer o leitor, o autor contrariou uma justificativa bastante usada pelos brasileiros para os banhos demorados. 12. Identifique no texto que justificativa é essa. 13. Qual argumento o autor utilizou para refutar tal justificativa? 14.Quais os argumentos utilizados pelo autor para combater a ideia que no Brasil não é necessário economizar água? COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ 15. Segundo a charge ao lado, o humor é realizado pela: (0,6) a) desatenção dos ouvintes, futuros eleitores. b) valorização retórica num discurso popular. c) diferença dos sentidos nas duas situações. d) mentira identificada na fala da empregada. 16. Leia a anedota: Uma pessoa dirige-se a um advogado, o mais caro da cidade: - Eu sei que o senhor é um advogado caro, mas por mil reais posso Ihe fazer duas perguntas? O advogado responde: - Claro! Qual é a segunda? Em relação à frase: “Eu sei que o senhor é um advogado caro”, responda: (0,6) a) Quantas orações há nesse enunciado? ____________________________________ b) Entre as orações, há uma conjunção que as liga. Qual é ela? ___________________ c) Essa conjunção é coordenativa ou subordinativa? ____________________________ 17. Classifique as orações adverbiais: a) O tambor soa porque é oco. b) A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. c) Por mais que gritasse, não me ouviam. d) Se o conhecesses, não os condenarias. e) Vim hoje, conforme lhe prometi. f) Fazia tanto frio, que meus dedos estavam endurecidos. g) Aproximei-me a fim de que me ouvissem melhor. h) À medida que se vive, mais se aprende. i) Quando os tiranos caem, os povos se levantam. j) Ontem estive doente, de modo que não saí. Leia o texto: A CABEÇA DOS NOSSOS JOVENS Pesquisas mostram que eles admiram os pais, saem mais tarde de casa para casar, vivem perigosamente próximos das drogas e adoram paquerar. Há pessoas convencidas de que os jovens brasileiros nunca foram tão conservadores nem tão acomodados às regras do sistema quanto agora. Mas também há quem afirme que eles nunca tiveram tanta abertura para mudanças, tanta ausência de predeterminações. Entre um extremo e outro, há muitos palpites. Mas o que realmente pensam, como se comportam e o que planejam esses jovens da era da globalização? A resposta a tais perguntas, é constantemente procurada por pais, diretores de escolas, políticos, governantes, publicitários, caçadores de talento. Nenhum grupo populacional é tão submetido a pesquisas quanto o dos jovens. [...] Curiosamente, apesar de valorizarem a família em que vivem, os jovens estão demorando mais para casar e constituir família. Esse fato é apontado em todas as pesquisas, com jovens da classe média e alta. Há duas explicações para isso. A primeira é que estariam pondo em primeiro plano os estudos e a carreira profissional. A segunda é o desejo de aproveitar ao máximo a liberdade individual, evitando compromissos “sérios” e filhos. A SEDUÇÃO “É como se esticassem a adolescência”, afirma Roberto Capodaglio, especialista em pesquisas de mercado que trabalha para o grupo Unilever. Com 32 anos e formado em engenharia mecânica, ele tem um olhar afiadíssimo sobre tudo que envolve os jovens. Coordenou há pouco tempo, a pedido da marca de creme dental Close Up, um estudo com homens na faixa entre 15 a 35 anos, num total de 150 pessoas, das classes A, B e C, em São Paulo, Rio e Recife. Entre outras coisas, verificou que os adolescentes e jovens adoram o jogo da sedução. Mais até do que a conquista do objeto de desejo. “O grande prazer é brincar, jogar, seduzir”, diz Capodaglio. “Adoram mostrar os telefones que conseguiram com as meninas, mesmo que depois esqueçam de telefonar.” [...] A MTV Brasil, cujo público-alvo são os jovens, também faz pesquisas regularmente sobre seu universo. Numa delas, realizada em cinco cidades, entre abril e maio de 2001, com 1859 pessoas, na faixa de 12 a 30 anos, das classes A, B, e C, verificouse que a intimidade desses jovens com os meios de comunicação é surpreendente – se comparada à das gerações anteriores. O ZAPPING É a geração zapping. Transita a mil entre o rádio, a TV, a revista, o jornal impresso, internet, cinema, walkman, celular, videoclip, videogame, painel luminoso. Alguns já não vivem sem o Palm. A pesquisa da MTV mostrou que 99% dos entrevistados assistem à TV regularmente e que o rádio faz parte do cotidiano de 98% deles. COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ Nesse terreno, há um abismo entre os jovens e seus pais. Imagine-se a situação de um homem de 40 anos, com um filho de 15 anos. Quando o pai nasceu, em 1960, o mercado livreiro brasileiro vendia 43 milhões de exemplares por ano. Em 1985, data de nascimento do filho, as vendas passavam de 250 milhões. Quando o pai fez 15 anos, só 25% dos domicílios tinham televisores. No ano passado, quando o filho atingiu a mesma idade, 90% dos domicílios tinham aparelho de TV. Enfim, se para um a tecnologia teve de ser incorporada ao cotidiano, para outro já era um pressuposto ao nascer. A MÚSICA Nas pesquisas, a música aparece como um fator marcante no cotidiano dos jovens[...] O antropólogo Marcos Carlini, diretor de um escritório de pesquisas e planejamentos, que atende a várias agências, observa que uma das características principais da turma dos 14 aos 20 anos é a intimidade com a tablatura – sistema de notação usado no aprendizado da música. [...] O gosto musical é eclético. Chama a atenção, porém, a reverberante ascensão da música eletrônica ou tecno. Segundo definição do crítico de música Jotabê Medeiros, trata-se essencialmente de um tipo de música, sem autor, feita a partir da mistura de outras músicas, por DJS. O tecno tem uma batida hipnótica. Faz sucesso especialmente em raves – grandes festas, que chegam a reunir milhares de jovens, em locais afastados da cidade. Começam na madrugada e se prolongam até a tarde do dia seguinte. O DESAFIO Na opinião dos especialistas, quem quiser entender os jovens deve observá-los dentro de um contexto amplo. Afinal, são o reflexo da sociedade em que vivem. “Eles estão absolutamente inseridos na sociedade de consumo”, dia Carlini. Não se pode querer que os garotos de hoje tenham as mesmas utopias daqueles que viveram a era do Muro de Berlim. Os desafios são outros. Para Capodaglio os jovens vivem num momento de nítida transição e estão sendo obrigados a quebrar paradigmas, a criar novos modelos de família, de relacionamento amoroso, de carreira profissional. “Tudo está sendo revisto”, diz ele. [...] Roldão Arruda. O Estado de S. Paulo. 10 jun.2001.(fragmento). De acordo com o texto que você leu, responda às perguntas a seguir. 18. Como os adolescentes apresentam comportamentos tão variados, os resultados das pesquisas realizadas sobre eles também diferem. Leia o trecho a seguir. “Há pessoas convencidas de que os jovens brasileiros nunca foram tão conservadores nem tão acomodados às regras do sistema quanto agora. Mas também há quem afirme que eles nunca tiveram tanta abertura para mudanças, tanta ausência de predeterminações.” Essa “abertura de mudanças” mencionada no texto, em sua opinião, deve-se a que fatores? 19. Interprete esta passagem do texto. “Enfim, se para um a tecnologia teve de ser incorporada ao cotidiano, para outro já era um fato comum ao nascer.” 20. Releia a frase a seguir. “Afinal, são o reflexo da sociedade em que vivem. „Eles estão absolutamente inseridos na sociedade de consumo.” [...]” De que forma o jovem se revela um produto do meio em que vive? COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ Leia os quadrinhos a seguir. 21. Identifique, na fala de Hagar, no segundo quadrinho, que palavra funciona como elemento de ligação entre orações. Que ideia ela expressa? (5) 22. O termo responsável pela relação entre orações de um período composto é a conjunção. Observe abaixo e responda ao que é pedido. A Levantou-se cedo, porque precisava chegar rápido ao trabalho. B Assistiremos ao filme ou dormiremos mais cedo? C Guardou seu material e foi para casa. D Perdi a hora, por isso cheguei atrasada. a) Em qual dos períodos a relação estabelecida entre as orações é de conclusão? b) Em qual das orações a conjunção estabelece a relação de explicação? Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou 23. As conjunções também ligam a oração que depende de outra para ser entendida. Essas conjunções subordinativas também indicam circunstâncias em relação à oração principal. No segundo quadrinho, a oração principal “Os pássaros não gostam de você” foi omitida. Está subentendida. Considerando essa informação, assinale a ideia que expressa a conjunção porque, no 2º quadrinho: ( ) modo ( ) consequência ( ) causa ( ) tempo ( ) condição mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maus-tratos. 24. O objetivo do texto acima é: a) criticar o uso de palavras de origem inglesa. b) explicar o significado da palavra bullying. c) orientar a escola sobre como evitar práticas de bullying. d) dar conselhos sobre como se defender do bullying. e) apresentar uma definição para a palavra “valentão”. 25. Marque a alternativa cuja classifique esteja INCORRETA a) Nosso treinador vaticinou um pedido de contenção coordenada, mas com energia otimizada na zona de preparação. (Oração Coordenada Sindética Adversativa) b) aumentando as possibilidades de vitória com parcimônia de meios porque facilita a recuperação do esférico (Oração Coordenada Sindética Explicativa) c) quando o jogador chutá-lo a gol, (Oração Subordinada Adverbial Temporal). d) embora surpreendendo pela reação inesperada do fluxo da ação com tal força que nós tenhamos um belíssimo resultado final, (Oração Subordinada Adverbial Concessiva) e) se conseguirmos seguir as instruções. (Oração Subordinada Adverbial Condicional) 26. Leia, com atenção, os períodos abaixo: I - Caso haja justiça social, haverá paz. II - Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não fornece uma reprodução fiel da realidade. III - Como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se escutou um único ruído. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas orações destacadas. a) tempo, concessão, comparação b) tempo, causa, concessão c) condição, consequência, comparação d) condição, concessão, causa e) concessão, causa, conformidade 27. As orações destacadas: “Se quiser destacar algo, sublinhe ou coloque entre aspas” dão a ideia, respectivamente, de: a) condição e alternativa b) concessão e alternativa c) condição e adição d) causa e explicação e) condição e oposição A “netiqueta” Como se comportar corretamente no mundo virtual - Maiúsculas: textos em maiúsculas (CAPS LOCK ativado), na maioria dos casos, dão a entender que você está gritando. Se quiser destacar algo, sublinhe ou coloque entre aspas. Se o programa utilizado na comunicação permitir, use itálico ou negrito, mas sempre de forma moderada para não poluir o texto. (Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-eadolescente/ comportamento/bullying-escola494973.shtml>. Acesso em: 10 ago. 2012.) - Erros de grafia: em conversas informais é normal que a norma culta da língua seja posta de lado. O que não quer dizer que se possa escrever de qualquer jeito. Atenção para os erros que podem mudar o significado do que quis dizer, como usar “mais” em vez de “mas”, “e” em vez de “é”, “de” em vez de “dê” e assim por diante. - Pontuação: por mais informal que seja, o interlocutor pode não conseguir acompanhar o fluxo de pensamento do redator. Daí a necessidade de pausas. Por isso atenção à pontuação e à divisão de parágrafos. [...] MURANO, Edgard. O texto na era digital. Revista Língua, ano 5, fev. de 2011 (texto adaptado) 28. As “netiquetas” apresentadas tratam do comportamento dos usuários em relação à produção de textos no mundo virtual. Sobre os usos recomendados pelo texto, podemos afirmar que: a) as letras maiúsculas têm um significado específico no mundo virtual e só podem ser usadas para destacar passagens do texto, quando o programa não possuir outro recurso. b) em ambientes virtuais mais informais, a exigência com a correta ortografia e com a pontuação adequada é dispensável, ainda que algumas trocas de palavras possam acarretar mudança de significado. c) a pontuação e a divisão de parágrafos são consideradas acessórias para que o leitor acompanhe o pensamento do autor, uma vez que marcam as pausas na leitura. d) um bom usuário de internet deve se preocupar com a poluição visual do texto, preferindo usar itálico e negrito em vez de maiúsculas. e) as palavras „mais‟, „mas‟, „e‟, „é‟, „de‟ e „dê‟ estão grafadas em desacordo com as normas ortográficas vigentes 29. Classifique as orações subordinadas adverbiais: a) “(...) resolveu não dormir, porque valia a pena esperar de pé.” (A. Azevedo) b)“De soslaio atrás do jornal – tremia tanto que nem podia ler.” (Dalton Trevisan) c) “O povo não gosta de assassinos, embora inveje os valentes.” (C. D. A.) d)“Um amigo pintor trouxe um cavalete e tintas para que os pintores amigos possam pintar.” (R. Braga) COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ e)“Se me telefonarem, só estou para Maria.” (Vinícius de Moraes) f)“Quanto mais eu gritava, mais os prejuízos brotavam de todos os lados.” (José Cândido de Carvalho) g)“Quando chegou domingo, chegou também a preguiça (...)” (C. D. A.) h)“(...) o mistério explica mais que a claridade (...)” (Clarice Lispector) 30. São dadas as afirmações a seguir sobre o personagem da tirinha: I. Está absolutamente convencido da importância dos estudos. II. Pensa em sacrificar-se a seu futuro, mas é seduzido pelos prazeres do presente. III. Está decidido a estudar, já que isso assegura boas oportunidades de trabalho. IV. Divide igualmente seu tempo com estudos e diversão. A alternativa com todas as afirmações válidas é a) apenas I, II e IV b) apenas I, II e III c) apenas III e IV d) apenas II e) apenas As melhores cabeças estudam aqui.