COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
Tarefas de Carnaval
01. (Mackenzie) Sobre o contexto histórico
responsável pela proclamação da República
NÃO se inclui:
a) a insatisfação dos setores escravocratas
com o governo monárquico após a Lei Áurea.
b) a ascensão do exército após a Guerra do
Paraguai, passando a exigir um papel na vida
política do país.
c) a perda de prestígio do governo imperial
junto ao clero, após a questão religiosa.
d) a oposição de grupos médios urbanos e
fazendeiros do oeste paulista, defensores de
maior autonomia administrativa.
e) o alto grau de consciência e participação
das massas urbanas em todo o processo da
proclamação da República.
02. (Fuvest) Caracteriza o processo eleitoral
durante a Primeira República, em contraste
com o vigente no Segundo Reinado:
a) a ausência de fraudes, com a instituição do
voto secreto e a criação do Tribunal Superior
Eleitoral.
b) a ausência da interferência das oligarquias
regionais, ao se realizarem as eleições nos
grandes centros urbanos.
c) o crescimento do número de eleitores, com
a extinção do voto censitário e a extensão do
direito do voto às mulheres.
d) a possibilidade de eleições distritais e a
criação de novos partidos políticos para as
eleições proporcionais.
e) a maior participação de eleitores das áreas
urbanas ao se abolir o voto censitário e se
limitar o voto aos alfabetizados.
03. (Fuvest) Com a instalação da República
no Brasil, algumas mudanças fundamentais
aconteceram. Entre elas, destacam-se:
a) a militarização do poder político e a
universalização da cidadania.
b) a descentralização do poder político e um
regime presidencialista forte.
Ensino Fundamental – 9º ano
c) um poder executivo frágil e a criação de
forças públicas estaduais.
d) a aproximação entre o Brasil e os Estados
Unidos e a instituição do voto secreto.
e) a fundação do Banco do Brasil e a
descentralização do poder político.
04. (Mackenzie) "Não posso mais suportar
este Congresso; é mister que ele desapareça
para a felicidade do Brasil." (Deodoro da
Fonseca)
A afirmação anterior, que antecedeu o golpe
do Marechal Deodoro, ocorreu por que:
a) tanto quanto Fernando Henrique Cardoso,
Deodoro não conseguia aprovar as reformas
administrativa e da previdência.
b) o Congresso aprovara a Lei de
Responsabilidade, que reduzia as atribuições
do presidente, criticado pelo autoritarismo.
c) o governo de Deodoro, marcado por
atitudes democráticas e lisura administrativa,
gerava a oposição de grupos oligárquicos.
d) eleito pelo povo em pleito direto, Deodoro
da Fonseca sofria forte oposição do
Legislativo.
e) as bem-sucedidas reformas econômicas
de seu governo provocaram a insatisfação de
grupos atingidos em seus privilégios.
05. (Uerj 2012)
COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
O cangaço representou uma manifestação
popular favorecida, basicamente, pela
seguinte característica da conjuntura social e
política da época:
a) cidadania restringida pelo voto censitário
b) analfabetismo predominante nas áreas
rurais
c) criminalidade oriunda das taxas de
desemprego
d) hierarquização derivada da concentração
fundiária
06. (Unesp 2012) Nunca se viu uma
campanha como esta, em que ambas as
partes sustentaram ferozmente as suas
aspirações opostas. Vencidos os inimigos,
vós lhes ordenáveis que levantassem um viva
à República e eles o levantavam à Monarquia
e, ato contínuo, atiravam-se às fogueiras que
incendiavam a cidade, convencidos de que
tinham cumprido o seu dever de fiéis
defensores da Monarquia. (Gazeta
de
Notícias, 28.10.1897 apud Maria de Lourdes
Monaco Janotti. Sociedade e política na
Primeira República.)
O texto é parte da ordem do dia,
06.10.1897, do general Artur Oscar e trata
dos momentos finais de Canudos. Para o
militar, o principal motivo da luta dos
canudenses era a:
a) restauração monárquica, embora hoje
saibamos que a rejeição à República era
apenas uma das razões da rebeldia.
b) valorização dos senhores rurais, ligados ao
monarca, cujo poder era ameaçado pelo
crescimento e enriquecimento das cidades.
c) restauração monárquica, que, hoje
sabemos, era de fato a única razão da longa
resistência dos sertanejos.
d) valorização do meio rural, embora hoje
saibamos que Antônio Conselheiro não
apoiava os incêndios provocados por
monarquistas nas cidades republicanas.
e) restauração monárquica, o que fez com
que a luta de Antônio Conselheiro recebesse
amplo apoio dos monarquistas do sul do
Brasil.
07. (Uerj 2012) Cheio de apreensões e
receios despontou o dia de ontem, 14 de
novembro de 1904. Muito cedo tiveram início
os tumultos e depredações. Foi grande o
tiroteio que se travou. Estavam formadas em
toda a rua do Regente, estreita e cheia de
casas velhas, grandes e fortes barricadas
feitas de montões de pedras, sacos de areia,
bondes virados, postes e pedaços de madeira
arrancados às casas e às obras da avenida
Passos. Jornal do Comércio, 15/11/1904 . Adaptado de Nosso
Século (1900-1910). São Paulo: Abril Cultural, 1980.
O progresso envaidecera a cidade vestida de
novo, principalmente inundada de claridade,
com jornais nervosos que a convenciam de
ser a mais bela do mundo. Era a transição da
cidade doente para a maravilhosa. PEDRO
CALMON (historiador / 1902-1985). Adaptado de Nosso Século
(1900-1910). São Paulo: Abril Cultural, 1980.
Os textos referem-se aos efeitos da gestão
do prefeito Pereira Passos (1902-1906),
momento em que a cidade do Rio de
Janeiro passou por uma de suas mais
importantes reformas urbanas. Uma
intervenção de destaque foi a abertura da
avenida Central, hoje avenida Rio Branco,
provocando não só elogios, como também
conflitos sociais. A principal motivação
para esses conflitos esteve relacionada à:
a) restrição ao comércio popular
b) devastação de áreas florestais
c) demolição de moradias coletivas
d) elevação das tarifas de transporte
08. (Unicamp-2011) A reação popular
conhecida como Revolta da Vacina se
distinguiu pelo trágico desencontro de boas
intenções: as de Oswaldo Cruz e as da
população. Mas em nenhum momento
podemos acusar o povo de falta de clareza
sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha
noção clara dos limites da ação do
Estado. (Adaptado de José Murilo de
Carvalho, “Abaixo a vacina!”. Revista Nossa
História, ano 2, nº 13, novembro de 2004, p.
74.)
A Revolta da Vacina pode ser considerada
como uma reação popular contra a ação
do Estado por que
a) o povo não se revoltava contra a
obrigatoriedade da vacinação, mas contra os
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meios violentos pelos quais o Estado a
executava, demolindo cortiços e expulsando
os pobres para os morros.
b) o povo se revoltava contra certas medidas
do governo, como a expulsão de moradores e
a demolição de cortiços para a abertura de
avenidas, e a vacinação obrigatória, realizada
com intervenção violenta da polícia.
c) o povo se revoltava contra a ação do
Estado, por considerá-la um desrespeito à
moral das famílias, embora desejasse a
vacinação gratuita e obrigatória.
d) o povo se revoltava contra a
obrigatoriedade da vacinação porque essa
medida era tomada por um governo ditatorial,
que fechou o congresso nacional e ficou
conhecido como “república da espada”.
não conta toda a história do período. A união
foi feita com a preponderância de uma ou de
outra das duas frações. Com o tempo,
surgiram as discussões e um grande
desacerto final”. (FAUSTO, B. História do Brasil. São
09 (Uerj 2011) Nós, marinheiros, cidadãos
brasileiros e republicanos, mandamos esta
honrada mensagem para que Vossa
Excelência faça aos marinheiros brasileiros
possuirmos os direitos sagrados que as leis
da República nos facilitam. Tem Vossa
Excelência 12 horas para mandar-nos a
resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria
aniquilada. Adaptado do memorial enviado pelos marinheiros
(TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de
ao presidente Hermes da Fonseca, em 1910. In: MARANHÃO,
Ricardo e MENDES JUNIOR, Antônio. Brasil história: texto e
consulta. São Paulo: Brasiliense, 1983.
a) A riqueza gerada pelo café dava à
oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os
candidatos à presidência, sem necessidade
de alianças.
b) As divisões políticas internas de cada
estado da federação invalidavam o uso do
conceito de aliança entre estados para este
período.
c) As disputas políticas do período
contradiziam a suposta estabilidade da
aliança entre mineiros e paulistas.
d) A centralização do poder no executivo
federal impedia a formação de uma aliança
duradoura entre as oligarquias.
e) A diversificação da produção e a
preocupação com o mercado interno
unificavam os interesses das oligarquias.
Os participantes da Revolta da Chibata
(1910-1911) exigiam direitos de cidadania
garantidos pela Constituição da época.
As limitações ao pleno exercício desses
direitos, na Primeira República, foram
causadas pela permanência de:
a)
hierarquias
sociais
herdadas
do
escravismo.
b) privilégios econômicos mantidos pelo
Exército.
c) dissidências políticas relacionadas ao
federalismo.
d) preconceitos étnicos justificados pelas
teorias científicas.
10. (Enem-2011) “Até que ponto, a partir de
posturas e interesses diversos, as oligarquias
paulista e mineira dominaram a cena política
nacional na Primeira República? A união de
ambas foi um traço fundamental, mas que
Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).
A imagem de um bem-sucedido acordo café
com leite entre São Paulo e Minas, um
acordo de alternância de presidência entre os
dois estados, não passa de uma idealizacão
de um processo muito mais caótico e cheio
de conflitos. Profundas divergências políticas
colocavam-nos em confronto por causa de
diferentes graus de envolvi mento no
comércio
exterior.
1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).
Para a caracterização do processo político
durante a Primeira República, utiliza-se com
frequência a expressão Política do Café com
Leite. No entanto, os textos apresentam a
seguinte ressalva a sua utilização:
COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
Usar água sim; desperdiçar nunca.
Antônio Ermírio de Moraes
O verão veio bravo. Ninguém aguenta o calor. É
tempo de piscina, praia, refrescos, sorvetes e muito
desperdício de água.
Esse mau hábito não é novo. Ao ler uma instrutiva
reportagem publicada pelo "Estado" (6/2/2006), fiquei
estarrecido ao saber que o consumo por pessoa em
São Paulo é de 200 litros por dia, bem superior aos
120 litros recomendados pela ONU.
Em 2005, o consumo de água na região da
Grande São Paulo aumentou 4% em relação a 2004.
Só em dezembro, foram consumidos 128 milhões de
metros cúbicos de água - o maior consumo desde
1997.
É uma soma fantástica e sinalizadora de muito
desperdício. Os repórteres responsáveis pela
reportagem mencionada "flagraram" muitas pessoas
lavando as calçadas com mangueira a jato em lugar
de vassoura. Trata-se de um luxo injustificável. No
consumo doméstico, cerca de 72% da água são
gastos no banheiro e, neste, o chuveiro responde por
47%. Os banhos exageradamente demorados
desperdiçam água e energia elétrica.
É verdade que o asseio é uma das virtudes dos
brasileiros e devemos conservá-la. Mas não há
necessidade de ficar meia hora debaixo do chuveiro
para manter a boa higiene. Quando estudei nos
Estados Unidos, há mais de 50 anos, a dona da
república onde morava, uma senhora franzina e de
cara muito fechada, me fez pagar uma sobretaxa de
aluguel porque sabia que, como brasileiro, eu estava
acostumado a tomar banho todos os dias e a "gastar"
muita água. Na época, garoto novo, achei a
mulherzinha um monstro de avareza. Hoje, vejo que
todas as nações do mundo precisam economizar
água.
O Brasil é um país abençoado por possuir cerca
de 20% da água do mundo. Isso é um privilégio
quando se considera que só 3% da água do planeta é
aproveitáveis e que mesmo esses 3% não são
imediatamente utilizáveis, porque uma grande parte
está nas geleiras longínquas e em aquíferos
profundos. Na verdade, a quantidade de água que
pode ser usada para alimentar os seres vivos, gerar
energia
e
viabilizar
a
agricultura
é
de
aproximadamente 0,3%.
Desse ponto de vista, a água é um bem escasso.
Não é porque temos 20% da água do mundo que
podemos perdê-la irresponsavelmente. O uso da água
precisa ser racionalizado, em especial nas grandes
aglomerações urbanas, onde os mananciais não dão
conta de atender a população.
O Brasil já possui uma lei das águas, promulgada
em 1997, cujo objetivo central é o de "assegurar à
atual e às futuras gerações a necessária
disponibilidade de água". Recentemente, o Conselho
Nacional de Recursos Hídricos aprovou o Plano
Nacional de Recursos Hídricos, com vistas a induzir o
uso racional da água.
Tais instrumentos são importantes. Mas o Brasil
ganhará muito se as escolas e as famílias ensinarem
as crianças a não repetirem os desperdícios
praticados pelos adultos. Comece hoje a ensinar seus
filhos e netos. E, sobretudo, dê o bom exemplo. Afinal,
para mudar hábitos, os exemplos e a educação são
peças-chave.
Fonte: Folha De S.Paulo, 17 de Fevereiro de 2006
Após ler o texto com muita atenção, responda:
11. O autor começa o texto com as coisas boas que
as pessoas fazem no verão. Na sequência faz um
comentário que quebra a expectativa do leitor. Qual é
esse comentário?
Para convencer o leitor, o autor contrariou uma
justificativa bastante usada pelos brasileiros para os
banhos demorados.
12. Identifique no texto que justificativa é essa.
13. Qual argumento o autor utilizou para refutar tal
justificativa?
14.Quais os argumentos utilizados pelo autor para
combater a ideia que no Brasil não é necessário
economizar água?
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15. Segundo a charge ao lado, o humor é realizado
pela: (0,6)
a) desatenção dos ouvintes, futuros eleitores.
b) valorização retórica num discurso popular.
c) diferença dos sentidos nas duas situações.
d) mentira identificada na fala da empregada.
16. Leia a anedota:
Uma pessoa dirige-se a um advogado, o mais caro da
cidade:
- Eu sei que o senhor é um advogado caro, mas por
mil reais posso Ihe fazer duas perguntas?
O advogado responde:
- Claro! Qual é a segunda?
Em relação à frase: “Eu sei que o senhor é um
advogado caro”, responda: (0,6)
a) Quantas
orações
há
nesse
enunciado?
____________________________________
b) Entre as orações, há uma conjunção que as liga.
Qual é ela? ___________________
c) Essa conjunção é coordenativa ou subordinativa?
____________________________
17. Classifique as orações adverbiais:
a) O tambor soa porque é oco.
b) A preguiça gasta a vida como a ferrugem
consome o ferro.
c) Por mais que gritasse, não me ouviam.
d) Se o conhecesses, não os condenarias.
e) Vim hoje, conforme lhe prometi.
f) Fazia tanto frio, que meus dedos estavam
endurecidos.
g) Aproximei-me a fim de que me ouvissem melhor.
h) À medida que se vive, mais se aprende.
i) Quando os tiranos caem, os povos se levantam.
j) Ontem estive doente, de modo que não saí.
Leia o texto:
A CABEÇA DOS NOSSOS JOVENS
Pesquisas mostram que eles admiram os pais, saem
mais tarde de casa para casar, vivem perigosamente
próximos das drogas e adoram paquerar.
Há pessoas convencidas de que os jovens
brasileiros nunca foram tão conservadores nem tão
acomodados às regras do sistema quanto agora. Mas
também há quem afirme que eles nunca tiveram tanta
abertura para mudanças, tanta ausência de
predeterminações. Entre um extremo e outro, há
muitos palpites.
Mas o que realmente pensam, como se comportam
e o que planejam esses jovens da era da
globalização? A resposta a tais perguntas, é
constantemente procurada por pais, diretores de
escolas,
políticos,
governantes,
publicitários,
caçadores de talento. Nenhum grupo populacional é
tão submetido a pesquisas quanto o dos jovens.
[...] Curiosamente, apesar de valorizarem a família em
que vivem, os jovens estão demorando mais para
casar e constituir família. Esse fato é apontado em
todas as pesquisas, com jovens da classe média e
alta. Há duas explicações para isso.
A primeira é que estariam pondo em primeiro plano
os estudos e a carreira profissional. A segunda é o
desejo de aproveitar ao máximo a liberdade individual,
evitando compromissos “sérios” e filhos.
A SEDUÇÃO
“É como se esticassem a adolescência”, afirma
Roberto Capodaglio, especialista em pesquisas de
mercado que trabalha para o grupo Unilever. Com 32
anos e formado em engenharia mecânica, ele tem um
olhar afiadíssimo sobre tudo que envolve os jovens.
Coordenou há pouco tempo, a pedido da marca de
creme dental Close Up, um estudo com homens na
faixa entre 15 a 35 anos, num total de 150 pessoas,
das classes A, B e C, em São Paulo, Rio e Recife.
Entre outras coisas, verificou que os adolescentes e
jovens adoram o jogo da sedução. Mais até do que a
conquista do objeto de desejo. “O grande prazer é
brincar, jogar, seduzir”, diz Capodaglio. “Adoram
mostrar os telefones que conseguiram com as
meninas, mesmo que depois esqueçam de telefonar.”
[...]
A MTV Brasil, cujo público-alvo são os jovens,
também faz pesquisas regularmente sobre seu
universo. Numa delas, realizada em cinco cidades,
entre abril e maio de 2001, com 1859 pessoas, na
faixa de 12 a 30 anos, das classes A, B, e C, verificouse que a intimidade desses jovens com os meios de
comunicação é surpreendente – se comparada à das
gerações anteriores.
O ZAPPING
É a geração zapping. Transita a mil entre o rádio, a
TV, a revista, o jornal impresso, internet, cinema,
walkman, celular, videoclip, videogame, painel
luminoso. Alguns já não vivem sem o Palm.
A pesquisa da MTV mostrou que 99% dos
entrevistados assistem à TV regularmente e que o
rádio faz parte do cotidiano de 98% deles.
COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
Nesse terreno, há um abismo entre os jovens e seus
pais. Imagine-se a situação de um homem de 40 anos,
com um filho de 15 anos. Quando o pai nasceu, em
1960, o mercado livreiro brasileiro vendia 43 milhões
de exemplares por ano. Em 1985, data de nascimento
do filho, as vendas passavam de 250 milhões. Quando
o pai fez 15 anos, só 25% dos domicílios tinham
televisores. No ano passado, quando o filho atingiu a
mesma idade, 90% dos domicílios tinham aparelho de
TV.
Enfim, se para um a tecnologia teve de ser
incorporada ao cotidiano, para outro já era um
pressuposto ao nascer.
A MÚSICA
Nas pesquisas, a música aparece como um fator
marcante no cotidiano dos jovens[...] O antropólogo
Marcos Carlini, diretor de um escritório de pesquisas e
planejamentos, que atende a várias agências, observa
que uma das características principais da turma dos 14
aos 20 anos é a intimidade com a tablatura – sistema
de notação usado no aprendizado da música.
[...]
O gosto musical é eclético. Chama a atenção,
porém, a reverberante ascensão da música eletrônica
ou tecno. Segundo definição do crítico de música
Jotabê Medeiros, trata-se essencialmente de um tipo
de música, sem autor, feita a partir da mistura de
outras músicas, por DJS.
O tecno tem uma batida hipnótica. Faz sucesso
especialmente em raves – grandes festas, que chegam
a reunir milhares de jovens, em locais afastados da
cidade. Começam na madrugada e se prolongam até a
tarde do dia seguinte.
O DESAFIO
Na opinião dos especialistas, quem quiser entender
os jovens deve observá-los dentro de um contexto
amplo. Afinal, são o reflexo da sociedade em que
vivem. “Eles estão absolutamente inseridos na
sociedade de consumo”, dia Carlini.
Não se pode querer que os garotos de hoje tenham
as mesmas utopias daqueles que viveram a era do
Muro de Berlim.
Os desafios são outros. Para Capodaglio os jovens
vivem num momento de nítida transição e estão sendo
obrigados a quebrar paradigmas, a criar novos
modelos de família, de relacionamento amoroso, de
carreira profissional. “Tudo está sendo revisto”, diz ele.
[...]
Roldão
Arruda. O Estado de S. Paulo. 10 jun.2001.(fragmento).
De acordo com o texto que você leu, responda às
perguntas a seguir.
18.
Como
os
adolescentes
apresentam
comportamentos tão variados, os resultados das
pesquisas realizadas sobre eles também diferem. Leia
o trecho a seguir.
“Há pessoas convencidas de que os jovens
brasileiros nunca foram tão conservadores nem tão
acomodados às regras do sistema quanto agora. Mas
também há quem afirme que eles nunca tiveram tanta
abertura para mudanças, tanta ausência de
predeterminações.”
Essa “abertura de mudanças” mencionada no
texto, em sua opinião, deve-se a que fatores?
19. Interprete esta passagem do texto.
“Enfim, se para um a tecnologia teve de ser
incorporada ao cotidiano, para outro já era um fato
comum ao nascer.”
20. Releia a frase a seguir.
“Afinal, são o reflexo da sociedade em que vivem. „Eles
estão absolutamente inseridos na sociedade de
consumo.” [...]”
De que forma o jovem se revela um produto do meio
em que vive?
COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
Leia os quadrinhos a seguir.
21. Identifique, na fala de Hagar, no segundo
quadrinho, que palavra funciona como elemento de
ligação entre orações. Que ideia ela expressa? (5)
22. O termo responsável pela relação entre orações de
um período composto é a conjunção. Observe abaixo e
responda ao que é pedido.
A Levantou-se cedo, porque precisava chegar
rápido ao trabalho.
B Assistiremos ao filme ou dormiremos mais cedo?
C Guardou seu material e foi para casa.
D Perdi a hora, por isso cheguei atrasada.
a) Em qual dos períodos a relação estabelecida entre
as orações é de conclusão?
b) Em qual das orações a conjunção estabelece a
relação de explicação?
Bullying é uma situação que se caracteriza por
agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de
maneira repetitiva por um ou mais alunos contra um ou
23. As conjunções também ligam a oração que
depende de outra para ser entendida. Essas
conjunções subordinativas também indicam
circunstâncias em relação à oração principal.
No segundo quadrinho, a oração principal “Os
pássaros não gostam de você” foi omitida. Está
subentendida. Considerando essa informação,
assinale a ideia que expressa a conjunção porque, no
2º quadrinho:
( ) modo
( ) consequência
( ) causa
( ) tempo
( ) condição
mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra
inglesa bully, que significa valentão, brigão.
COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ
Mesmo sem uma denominação em português, é
entendido como ameaça, tirania, opressão,
intimidação, humilhação e maus-tratos.
24. O objetivo do texto acima é:
a) criticar o uso de palavras de origem inglesa.
b) explicar o significado da palavra bullying.
c) orientar a escola sobre como evitar práticas de
bullying.
d) dar conselhos sobre como se defender do bullying.
e) apresentar uma definição para a palavra “valentão”.
25. Marque a alternativa cuja classifique esteja
INCORRETA
a) Nosso treinador vaticinou um pedido de contenção
coordenada, mas com energia otimizada na zona de
preparação. (Oração Coordenada Sindética
Adversativa)
b) aumentando as possibilidades de vitória com
parcimônia de meios porque facilita a recuperação do
esférico (Oração Coordenada Sindética Explicativa)
c) quando o jogador chutá-lo a gol, (Oração
Subordinada Adverbial Temporal).
d) embora surpreendendo pela reação inesperada do
fluxo da ação com tal força que nós tenhamos um
belíssimo resultado final, (Oração Subordinada
Adverbial Concessiva)
e) se conseguirmos seguir as instruções. (Oração
Subordinada Adverbial Condicional)
26. Leia, com atenção, os períodos abaixo:
I - Caso haja justiça social, haverá paz.
II - Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela
não fornece uma reprodução fiel da realidade.
III - Como todas aquelas pessoas estavam
concentradas, não se escutou um único ruído.
Assinale a alternativa que apresenta,
respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas
orações destacadas.
a) tempo, concessão, comparação
b) tempo, causa,
concessão c) condição, consequência, comparação
d) condição, concessão, causa
e) concessão,
causa, conformidade
27. As orações destacadas: “Se quiser destacar algo,
sublinhe ou coloque entre aspas” dão a ideia,
respectivamente, de:
a) condição e alternativa
b) concessão e alternativa
c) condição e adição
d) causa e explicação
e) condição e oposição
A “netiqueta”
Como se comportar corretamente no mundo virtual
- Maiúsculas: textos em maiúsculas (CAPS LOCK
ativado), na maioria dos casos, dão a entender que
você está gritando. Se quiser destacar algo, sublinhe
ou coloque entre aspas. Se o programa utilizado na
comunicação permitir, use itálico ou negrito, mas
sempre de forma moderada para não poluir o texto.
(Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-eadolescente/ comportamento/bullying-escola494973.shtml>. Acesso em: 10 ago. 2012.)
- Erros de grafia: em conversas informais é normal que
a norma culta da língua seja posta de lado. O que não
quer dizer que se possa escrever de qualquer jeito.
Atenção para os erros que podem mudar o significado
do que quis dizer, como usar “mais” em vez de “mas”,
“e” em vez de “é”, “de” em vez de “dê” e assim por
diante.
- Pontuação: por mais informal que seja, o interlocutor
pode não conseguir acompanhar o fluxo de
pensamento do redator. Daí a necessidade de pausas.
Por isso atenção à pontuação e à divisão de
parágrafos.
[...]
MURANO, Edgard. O texto na era digital. Revista Língua, ano 5, fev.
de 2011 (texto adaptado)
28. As “netiquetas” apresentadas tratam do
comportamento dos usuários em relação à produção
de textos no mundo virtual. Sobre os usos
recomendados pelo texto, podemos afirmar que:
a) as letras maiúsculas têm um significado específico
no mundo virtual e só podem ser usadas para destacar
passagens do texto, quando o programa não possuir
outro recurso.
b) em ambientes virtuais mais informais, a exigência
com a correta ortografia e com a pontuação adequada
é dispensável, ainda que algumas trocas de palavras
possam acarretar mudança de significado.
c) a pontuação e a divisão de parágrafos são
consideradas acessórias para que o leitor acompanhe
o pensamento do autor, uma vez que marcam as
pausas na leitura.
d) um bom usuário de internet deve se preocupar com
a poluição visual do texto, preferindo usar itálico e
negrito em vez de maiúsculas.
e) as palavras „mais‟, „mas‟, „e‟, „é‟, „de‟ e „dê‟ estão
grafadas em desacordo com as normas ortográficas
vigentes
29. Classifique as orações subordinadas adverbiais:
a) “(...) resolveu não dormir, porque valia a pena
esperar de pé.” (A. Azevedo)
b)“De soslaio atrás do jornal – tremia tanto que nem
podia ler.” (Dalton Trevisan)
c) “O povo não gosta de assassinos, embora inveje os
valentes.” (C. D. A.)
d)“Um amigo pintor trouxe um cavalete e tintas para
que os pintores amigos possam pintar.” (R. Braga)
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e)“Se me telefonarem, só estou para Maria.” (Vinícius
de Moraes)
f)“Quanto mais eu gritava, mais os prejuízos brotavam
de todos os lados.” (José Cândido de Carvalho)
g)“Quando chegou domingo, chegou também a
preguiça (...)” (C. D. A.)
h)“(...) o mistério explica mais que a claridade (...)”
(Clarice Lispector)
30. São dadas as afirmações a seguir sobre o
personagem da tirinha:
I. Está absolutamente convencido da importância dos
estudos.
II. Pensa em sacrificar-se a seu futuro, mas é
seduzido pelos prazeres do presente.
III. Está decidido a estudar, já que isso assegura boas
oportunidades de trabalho.
IV. Divide igualmente seu tempo com estudos e
diversão.
A alternativa com todas as afirmações válidas é
a) apenas I, II e IV
b) apenas I, II e III
c) apenas III e IV
d) apenas II
e) apenas
As melhores cabeças estudam aqui.
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COLÉGIO PRIME JUNDIAÍ - Colégio Objetivo – Anápolis