PROGRAMA MÍDIAS NA ESCOLA 2015 PROPOSTA PARA A COMUNIDADE EAD Período: Setembro e outubro de 2015 Público: professores da formação de Uberlândia e professores convidados do Maranhão Atividades Setembro Atividade 1: Ouvir e refletir Acesse o link abaixo e ouça, com atenção, a primeira parte da entrevista da linguista Roxane Rojo (7’:05”). Observe como Rojo distingue os processos: alfabetização e letramento. Ainda, ao ouvir a entrevista da linguista, procure refletir sobre a necessidade dos “multiletramentos” considerando a presença das mídias digitais em nosso dia a dia. Entrevista com Roxane Rojo. Disponível em: http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista-entrevistadetalhe/246/roxane-rojo-alfabetizacao-e-multiletramentos.html Tempo para a atividade: 5 horas. Atividade 2: Ouvir, refletir e opinar Acesse novamente o link com a entrevista de Roxane Rojo e ouça a segunda parte da entrevista da linguista (6’:18”). Em seguida, escreva sua opinião na questão proposta. Entrevista com Roxane Rojo. Disponível em: http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista-entrevistadetalhe/246/roxane-rojo-alfabetizacao-e-multiletramentos.html Questão: Em sua opinião, qual o papel do professor em relação a “multiletramentos críticos” e ao uso das diferentes tecnologias? Tempo para a atividade: 5 horas. Total de horas para setembro: 10 horas Atividades Outubro Atividade 1: Ler (ouvir), refletir e opinar Leia a transcrição da entrevista de Viviane Mosé. Reflita sobre a fala de Mosé depois responda a questão proposta. Entrevista com Viviane Mosé, disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2015/02/cbn_vitoria/comentaristas /viviane_mose/3889990-como-conciliar-educacao-e-tecnologia.html IMPORTANTE – Como foi verificado que o áudio da entrevista não estava com qualidade satisfatória, disponibilizamos a seguir a transcrição da entrevista de Viviane Mosé. ÁUDIO - CBN NOSSA EDUCAÇÃO COM VIVIANE MOSÉ. Legendas: repórter Patricia: P e Viviane Mosé: V P: Viviane, boa tarde! V: Boa tarde, Patricia, tudo bem por aí? P: Tudo bem, graças a Deus! Viviane, a gente percebe que, com a vinda tecnologia, com o avanço da tecnologia, né, os mais antenados são sempre os mais jovens, tem sempre um tablete, tem sempre um celular na mão, um mp3 até quem tinha, a poucos anos era novidade, agora já ficou para trás. Eu sei que a tecnologia evolui muito rápido e o jovem consegue acompanhar essa evolução e acaba levando isso para a sala de aula. Quando você está numa faculdade, já existem até faculdades que estimulam e que já colocam todo o seu currículo de aula dentro de um tablete e oferece ao aluno. Mas isso no ensino básico, no ensino fundamental, será que dá para transformar o que, de repente, seria um vilão - a tecnologia- num aliado na hora do estudo, na hora da escola? V: É, Patricia, não tem muita opção, nós vamos ter que fazer, a gente vai ter que transformar essa tecnologia num instrumento de sala de aula. Isso sem dúvida já acontece, o que eu quero dizer é que nós não temos opção. Quando a televisão surgiu, a gente lembra que pouca gente tinha TV, né? Aí você falava: Ah, mas Dona Maria, a senhora só não tem TV, pouco tempo depois, todo mundo comprou a TV. A TV era e ainda é, um fato de venda de produto, de comercial, então é interessante que todo mundo tenha. Da mesma forma o mundo digital, inicialmente, ah, mas há uma exclusão digital, então não tem outra oportunidade. É, nós vamos necessariamente caminhar por uma sociedade cada vez mais digitalizada e informatizada, então a escola não pode estar fora disso. Então, Patricia, nós vivemos uma transição desses modelos, é isso que faz a gente sofrer, o nosso ouvinte, que é mãe e pai, mas também professor que está assistindo a gente, professor de universidade, do ensino básico, é muito difícil. Então, assim, nós temos uma parte de nós, nós mesmos, não só por idade, mas fisicamente falando, uma parte dolorosa da nossa atenção, do nosso corpo, no século XX, no século XIX, século XVIII e a outra no século XXI, que é algo que a gente não consegue perder. Essa transição é uma coisa de um modelo, a gente tinha um modelo de educação fundamentado no conteúdo, no que as coisas significam, no que elas querem dizer, né? De um modo simples, por exemplo: uma palavra difícil no dicionário que ninguém sabe, ou um país que ninguém conhece, a história desse país, ou a geografia desse país, ou uma parte da ciência, da física, da química, da matemática, que a gente não conheça bem. Então, isso era tudo que um ser humano tinha que saber para galgar espaço na sociedade, ou ele sabe ou não sabe. Quando todo o conteúdo se torna disponível na Web, que é o que acontece agora, todo isso se transforma, então, nós temos alunos de sala de aula com uso da internet excelente, que tem à sua disposição o banco de dados da humanidade, tudo que a humanidade produziu e está produzindo agora na sua vida em tempo real, né, com a internet; e nós temos também pessoas da mesma idade que não acessam esse conteúdo e que não tem muita ligação com ele. Temos escolas que funcionam no século XXI; ou seja; usando tablet, como você citou, como material; e temos outras escolas que rejeitam esse processo e estão lá atrás, ainda decorando conteúdo e etc. Então, essa transição é muito caótica, hoje o professor, um pai, uma mãe, um aluno, não sabe exatamente pra que direção ir, pra que lado ir, mas eu garanto a você, não há outra possibilidade: o futuro é informatização nos meios cada vez mais, acesso cada vez mais ao conteúdo digital. E que campo digital é o mundo dos signos, imagens e palavras, é o mundo da comunicação por signo. Então, enfim, quem é esse aluno novo que a gente tem hoje no mundo e quem é o profissional novo? É alguém que usa muito bem as ferramentas digitais, não é? Então, não tem receita que precisa usar, tem uma discussão ainda nesse tema que é uma menina que passou no vestibular, ela passou no vestibular de Medicina, primeiro lugar, Federal do Rio Grande do Sul. E ela declarou que, para isso, ela abriu mão de whatsapp e outras redes sociais; aí a pergunta é: será que é necessário? Eu acredito que sim, se você está fazendo um vestibular, por exemplo, um vestibular de conteúdo, é importante que você se dedique a ler os livros indicados pelo seu professor; mas se você está fazendo o Enem, é importante você ler os indicados, mas para o Enem, é importante que você, além dos indicados, use as ferramentas contemporâneas, porque o Enem, não necessariamente vai te pedir conteúdo, mas ele vai te pedir capacidade de leitura de informação. Então, enfim, Patricia, eu só compliquei, que é o seguinte: nessa transição, a gente tem que ter um olho no padre e outro na missa, a gente tem que ter ainda o modelo antigo e o novo, que tá tudo presente. Mas o futuro, sem dúvida nenhuma, é tecnologia na cabeça. P: É, e não dá para determinar uma regra, né, simplesmente. Olha vocês vão fazer a transição dessa forma, desse jeito, e a partir de tal data, todo mundo vai ter que fazer a mesma coisa, todas as escolas vão ter que seguir a mesma receita. V: É, exatamente. Quem dera, né, ter essa fórmula, quando era criança era tão fácil, dá uma dica, uma fórmula, o que pode fazer, não, as fórmulas acabaram.. A característica desse tempo contemporâneo é exatamente, faça do seu jeito. Se você quer ser um médico, seja um médico do seu jeito; ou engenheiro, advogado, dona de casa, uma professora. A gente hoje tem que fazer as coisas de modo pessoal, de modo singular; a gente pra conseguir um lugar no mercado não é mais ser igual a todo mundo, é ser diferente. E mais, essa transição, Patricia, quem vai fazer é essa nova geração, o que vai ser daqui pra frente com essa tecnologia vai depender do que essa geração vai fazer com isso. Então, temos que estimular, nós professores, para que essa geração, o fundamental para essa geração muita nova é que sejam crianças, adolescentes éticos, sensíveis ao outro, à arte, a capacidade de convivência, que tenham noção do mundo, que sejam pessoas que compreendam o que é sustentabilidade, que a gente possa conduzir as relações humanas por um mundo melhor, não tenho dúvida. P: Tá certo, Viviane Mosé, muito obrigada. Questão: Agora é sua opinião! Considerando sua realidade, como é possível conciliar educação e tecnologia? O que, em seu ponto de vista, pode ser feito para ampliar o uso das novas tecnologias na rotina de sala de aula? Tempo para a atividade: 10 horas Atividade 2: Ler, refletir e opinar Texto base para estudo: Livro: “Multiletramentos na escola” de Roxane Rojo e Eduardo Moura (organizadores). Proposta: Leia, com atenção, o texto de apresentação do livro e o primeiro capítulo (páginas 7 a 32), ambos de Roxane Rojo. Tempo para a atividade: 10 horas Questão: Em sua prática, e de acordo com a leitura dos textos de Roxane Rojo, como você pode oportunizar aos seus alunos atividades que visem os multiletramentos, considerando os usos das diversas mídias em sala de aula? Tempo para a atividade: 10 horas Total de horas para outubro: 30 horas Total de horas para estudos na Comunidade Virtual: 40 horas