CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES BANCÁRIOS PB UM SINDICATO FORTE CONTRAF Jornal do Sindicato dos Bancários da Paraíba - João Pessoa, 01 a 15 de dezembro de 2009. Ano XVIII. Nº 518 A diretoria do Sindicato dos Bancários deseja que as luzes do Natal iluminem os caminhos dos bancários, na busca por um 2010 repleto de vitórias! CUT em miúdos BRASIL Trocando CUT opinião Editorial 01 a 15 de dezembro de 2009 A luta continua! Chegou o final do ano. O espírito natalino abranda os corações e as confraternizações vão se multiplicando de acordo com as vivências de cada um ao longo do ano que se finda. As perspectivas para o ano vindouro vão tomando forma em nossos pensamentos. É hora de fazer o balanço de nossas atividades. Os banqueiros nunca ganharam tanto. Entretanto, não hesitaram um só instante em usar a crise financeira mundial como desculpas para não atender os bancários em suas reivindicações mais do que justas. Na busca constante por meios para ludibriar os bancários, os banqueiros voltaram a carga no uso desenfreado do Interdito Proibitório; e, quando esse artifício era negado, buscaram outras formas de tentar coibir os bancários de exercer seu legítimo direito de greve, através dos Mandados de Segurança. A prática antissindical correu frouxa: torpedos, intimidações pessoais, ameaça de descomissionamento, recadinhos, uso da força policial e até milícia privada armada em bancos oficiais. E a mídia, principalmente a televisão, calada estava e calada permaneceu. Afinal, porque se indispor com os grandes anunciantes dos horários nobres, se não existe punição para a prática antissindical no país do futebol, do carnaval e dos exorbitantes lucros bancários? O autoatendimento funcionou a contento, assim como os correspondentes bancários. Muita gente entrou para trabalhar, dado o grande número de comissionados em nível administrativo, sem falar nos fura-greves, que insistem em querer prevalecer o seu direito individual em detrimento do direito coletivo dos bancários, que deliberam suas lutas no fórum maior, que é a assembleia da categoria. Mesmo assim, os bancários conseguiram a manutenção do ganho real de salário, uma fórmula perene para a distribuição dos lucros e resultados e 180 dias de licençamaternidade. Tudo isso conquistado na luta, na maior greve de bancários dos últimos anos. E a Paraíba, pequenina, mas muito disposta, deu Fala Bancário mais um exemplo de mobilização e garra, conquistando cerca de 70% de adesão espontânea. A insegurança fez vítimas e traumatizou muitos bancários que tiveram suas famílias humilhadas e subjugadas pela violência e o poder de fogo dos bandidos. Os funcionários do Banco do Brasil, que agora lutam pela implantação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários, sofreram todo o tipo de pressão e assédio moral, mas chegam ao Natal com a esperança de dias melhores, por conta da mudança no comando da superintendência estadual. Muito tempo se vai desde que o presidente Lula disse em seu discurso de posse: “hoje é o dia do reencontro do Brasil consigo mesmo...” De lá pra cá, muitas mudanças aconteceram e o País está bem melhor; até o povo já se reencontrou com a comida. Só os bancários não se reencontraram ainda com um pouquinho dos lucros que construíram. Mas a luta continua! Humor Somos bancários e não banqueiros! Por João Bosco Ferraz de Oliveira é formado em Economia e Direito, ex-administrador da Caixa Econômica Federal. Morava em Recife, onde testemunhei a perda de amigos e um irmão em assaltos bobos, vítimas da insanidade e crueldade dos bandidos, que eliminam uma vida como quem dá um cascudo em menino. Motivado pela violência gratuita que impera naquela metrópole, resolvi voltar para João Pessoa, cidade que adotei como “minha”; em busca da tranquilidade para cuidar dos meus filhos em um ambiente familiar. Mas será que essa tranqüilidade está chegando ao fim? Esta é uma pergunta que todos estão se fazendo ultimamente, devido a mais recente moda da nossa Filipéia: o assalto a bancos. Ou mais precisamente, a bancários. Isso, os bandidos acham que bancários são banqueiros. Por ignorância ou maldade, eles nos confundem com os nossos patrões. Nós somos pais de família, somos trabalhadores, cumpridores dos nossos deveres e sobreviventes, pois tudo o que fazemos é para termos o pão nosso no final do mês. No máximo, nós ganhamos o justo para o que fazemos, mas na maioria das vezes o injusto pelo que passamos. E agora virou moda seqüestrar gerente de banco, achando que assim eles tornam o trocando em miúdos caminho mais curto para o dinheiro, para sorte grande da loteria! Não é assim. Bancário não é banqueiro. Agora é assim, seqüestram o gerente, o filho, estupram a esposa, ameaçam a família toda, colocam todos sob a mira de armas pesadas (vocês já imaginaram o que é ter uma arma apontada para a cabeça de um filho ou esposa/marido?) e fazem o que acham que podem fazer com você, deixando-o bem pequenino e humilhado. A custa de quê? Muitos amigos e companheiros bancários já acham que nem vale a pena mais ocupar uma função desta, pois não se vive mais tranqüilo. Ao acordarem para trabalhar, não sabem se saem de casa. Ao sair da agência, acham que estão sendo seguidos. Voltando para casa, não sabem se chegam. E se vão dormir, não sabem quem ronda o seu lar para invadi-lo. Enfim, o pânico tomou conta dos bancários, que não têm nem mais o direito a sair no final de semana para uma praia, um restaurante ou um momento de laser. Gente, bandidos, nós somos bancários, repito. Não somos banqueiros! Precisamos viver! 02 SEEB-SP Trocando em miúdos Informativo do Sindicato dos Bancários da Paraíba Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho, João Pessoa-PB. Fone: (83) 3224-2040 e 3224-2054, Fax: (83) 3224-4837 Site: www.bancariospb.com.br e-mail: [email protected] Presidente: Marcos Henriques e Silva Diretor de Comunicação: Lindonjhonson Almeida Jornalista responsável: Otávio Ivson (DRT-PB 1778/96) Reportagem: Otávio Ivson Diagramação: Paletta arquitetura, comunicação e design Fotos: Otávio Ivson e Arquivo SEEB-PB Tiragem: 2.500 em destaque 01 a 15 de dezembro de 2009 PCCS do Banco do Brasil em discussão na Contraf-CUT O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, e a diretora Magali Pontes foram a São Paulo, participar da Plenária dos Funcionários do Banco do Brasil, nesta terça-feira, 15 de dezembro, para discutir e planejar as ações de 2010, que inclui a definição da proposta do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), que será apresentada ao Banco na mesa específica. O PCCS é uma reivindicação histórica do funcionalismo do BB, que necessita de um instrumento que valorize o funcionário na empresa e permita que o mesmo faça um encarreiramento crescente ao longo de sua vida profissional. O debate sobre o tema não é de hoje, mas precisa ser atualizado, devido às mudanças ocorridas ao longo do tempo. É necessário, portanto, a compreensão do movimento sindical que o debate que ora é reiniciado deve, antes de estabelecer valores/custos, ter uma filosofia e princípios que despertem no corpo funcional o senso de justiça e reconheça o seu valor enquanto profissionais de uma grande empresa. Sabendo, portanto, que não é por esse debate que se alcança uma recomposição de poder de compra dos salários, mas sim a construção de um plano ou projeto de reconhecimento e valorização dos serviços prestados ao longo de uma carreira. Objetivos: Apresentar um diagnóstico das limitações, iniqüidades e distorções promovidas com as constantes reestruturações do banco; Estabelecer princípios que devem ser adotados na relação de reconhecimento e recompensa salarial, baseada na meritocracia e na transparência dos processos de encarreiramento; Definir um padrão de política salarial que privilegie o debate e a negociação. Situação Atual - No BB, a política de gestão de pessoas e de remuneração é falha e insuficiente. A fragmentação da estruturação dos planos (PCC, sob a responsabilidade da Estratégia e Organização) e o PCR (Plano de Cargos e Remuneração, chamado de PCS) e a sistemática de remuneração, sob a responsabilidade da Gestão de Pessoas, dificulta a condução do processo e trava o debate. Os planos (PCC/PCR) não atendem às atuais necessidades da instituição e nem aos anseios dos funcionários. O trabalho é alvo de constantes mudanças, apoiadas numa falsa revolução tecnológica e no receituário neoliberal. As reestruturações adotadas pelo BB sempre promoveram a precarização do trabalho e atentaram contra os direitos trabalhistas PREMISSAS PARA DEBATE DA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PCCS * Eliminar a coexistência de várias categorias de funcionários. * Estabelecer um piso salarial digno (tendo como referência o salário mínimo do Dieese). * Valorizar a antiguidade e a experiência no cargo e função (interstício). * Valorizar o mérito por meio da incorporação do valor das comissões. A cada ano incorporar um percentual da comissão na remuneração do trabalhador. * Adotar a jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. * Excluir da alçada dos gestores imediatos a decisão sobre nomeações. * Elaborar regras claras de encarreiramento e adotar de mecanismos para assegurar o seu cumprimento (regras objetivas para seleções internas). * Criar regras claras sobre a progressão funcional horizontal (lateral, na mesma função) e vertical, mediante valorização da maturidade e da qualificação profissional. * Adotar modelos quantitativos para analisar, avaliar e classificar os cargos comissionados, ou seja, definir os fatores de avaliação de cargos comissionados e classificar os cargos em classes com faixas salariais. * Adotar modelo padrão de descrição de cargos com: responsabilidades, pré-requisitos, experiência, formação etc.. * Adotar metodologia quantitativa para estabelecer o VR. informes jurídicos BNB Isonomia na Licença Prêmio – O Sindicato dos Bancários da Paraíba está ingressando com uma ação coletiva contra o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com fundamento no princípio da isonomia, para que todos os funcionários façam jus à Licença Prêmio. Em sendo o BNB um banco estatal com carreira única, não pode ter em seus quadros funcionários em situação semelhante, percebendo vantagens diferentes. Ou seja, uns já com a Licença Prêmio incorporada e outros não. “À luz do direito, essa situação anômala é uma aberração”, comenta Jurandi Pereira, diretor de assuntos jurídicos do Sindicato. 03 Bancos Públicos e Privados Em 2008 o Sindicato dos Bancários da Paraíba ingressou com Ações coletivas em nome dos funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil, ABN Real e outros cobrando a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de todos os bancários que se aposentaram entre outubro de 1996 e outubro de 2006. Isto porque o Supremo Tribunal Federal decidiu que aposentadoria espontânea não rescinde o contrato de trabalho. Essas ações ainda se encontram em grau de recursos, em Brasília – DF. Portanto, temos que aguardar o trânsito em julgado das mesmas para, em caso de vitória nossa, providenciarmos as devidas execuções de pagamentos. trocando em miúdos campanha salarial Campanha Nacional 2009: mais uma vitória Ganho real, fórmula perene da PLR e Licença Mernidade de 180 dias foram conquistados na luta O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques teve como primeiro desafio à frente da Entidade a condução da campanha salarial deste ano, que culminou com a maior greve de bancários dos últimos anos. Ele conversou com a equipe do Trocando em Miúdos e fez uma avaliação da campanha, de forma direta e concisa. PLR Cláusulas Sociais Greve Av a n ç a m o s n a d i s t r i b u i ç ã o d a Participação nos Lucros e Resultados. Agora, temos uma fórmula definitiva, com um percentual fixo sobre os lucros para distribuição de forma linear. Em relação à PLR tivemos dois pontos negativos: a manipulação dos números do balanço pelo HSBC, cujo resultado foi uma fraude que diminuiu sobremaneira a parcela dos funcionários; e no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) que também penalizou os funcionários. Também avançamos na conquista da Licença Maternidade de 180 dias para as bancárias. Agora, precisamos continuar pressionando para que os ajustes sejam feitos paulatinamente e todos os bancos concedam a licença dentro do que foi fechado no acordo. Conseguimos fazer a maior greve dos últimos anos, com paralisação de 15 dias nos bancos privados, 19 dias no Banco do Brasil, 28 dias na Caixa Econômica Federal e 33 dias no Banco do Nordeste, inclusive com o pessoal comissionado do Pa s s a r é t r a b a l h a n d o , d e p o i s d e manipularem uma assembleia e retornarem ao trabalho bem antes que os demais funcionários. No Brejo aconteceu a maior greve de bancários de todos os tempos, fruto da mobilização que recebeu a adesão de cerca de 70% dos bancários. Abaixo, foto da assembleia que ratificou a deflagração da greve. Retrocesso Acima, a tradicional orquestra de frevos na porta do Bradesco, no lançamento da campanha salarial 2009 com uma passeata pelas principais agências bancárias da capital paraibana. Logo abaixo, a grande assembleia de deflagração da greve por tempo indeterminado, realizada no dia 23 de setembro. trocando em miúdos Nesta campanha, coisas incríveis aconteceram. E, o que é mais estranho, nos bancos oficiais: logo no início da greve, a Caixa Econômica Federal utilizou milícia privada e no desenrolar da paralisação chegou ao disparate de ajuizar o dissídio coletivo; seguindo a mesma lógica, o Banco do Nordeste também ameaçou ajuizar o dissídio, mas se conteve. Um absurdo, pois nós defendemos a livre negociação entre patrões e empregados 04 Os companheiros do Banco do Nordeste deram uma belo exemplo de garra e disposição de luta nos 33 dias de greve, resistindo sem o apoio da turma do Passaré, que correu do páreo. 01 a 15 de dezembro de 2009 BANCÁRIOS PB UM SINDICATO FORTE EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Pendências A diretoria do SEEB - PB e o advogado Derly Pereira foram ao TRT 13ª Região, denunciar os abusos cometidos pelos bancos com o uso indiscriminado de artifícios jurídicos. Apesar de o Banco do Brasil sinalizar com a formatação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) a ser implantado até junho de 2010, esse processo anda muito lento e há necessidade de muita mobilização e pressão por parte do funcionalismo para que o banco cumpra sua promessa. Na Caixa Econômica Federal, a mesma luta se dá pela formatação de um Plano de Funções. Fura-greve Infelizmente, alguns companheiros ainda querem fazer prevalecer seu direito individual sobre o direito coletivo. Graças a essas 'figurinhas' que enfraquecem o movimento é que a greve se prolonga por tanto tempo, pois se houvesse adesão em massa, inclusive com a participação dos comissionados, os banqueiros apresentavam proposta melhores e em menos tempo. Reajuste Prática antissindical A manutenção do ganho real foi mais uma vitória dos trabalhadores, mesmo sendo um índice tão pequeno. Entretanto, foi uma luta muito árdua para que os banqueiros oferecessem algo que fosse além da reposição da inflação, uma vez que os banqueiros se utilizaram da crise internacional para repor apenas a inflação do período. Mas, graças à mobilização e a disposição de luta dos companheiros bancários, conseguimos manter o ganho real. Como o artifício do Interdito Proibitório não está mais sendo aceito pela Justiça do Trabalho para coibir a greve dos bancários, os bancos agora se utilizam do Mandado de Segurança e recorrem à força policial para tentar barrar o movimento dos trabalhadores. O Bradesco chegou ao cúmulo de manter viaturas da Polícia Militar da Paraíba nas portas de suas unidades o dia inteiro, mas os bancários não se intimidaram e intensificaram a luta. 05 O SINDICATO DOS E M P R E G A D O S E M ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DA PARAÍBA, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 09.371.105/0001-21, Registro Sindical nº 10.441, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados dos Bancos Itaú Unibanco S. A., Itaucred Financiamentos S. A., Itaú Unibanco Banco Múltiplo S. A., Banco Itaú BBA S. A., Banco Itaucard S. A., Banco Fiat S. A., Banco Itauleasing S. A., Unibanco – União de Bancos Brasileiros S. A., UAM – Assessoria e Gestão de Investimento Ltda., Banco Dibens S. A., Hipercard Banco Múltiplo S. A., Banco Fininvest S. A., Unicard Banco Múltiplo S. A., Unibanco Asset Management S. A. DTVM e Unibanco Consultoria de Investimento Ltda., sócios e não sócios desta entidade de classe, da base territorial dos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Solânea, Bananeiras, Tavares, Alhandra, Serra Branca, Sumé, Monteiro, Princesa Isabel, Pombal, Barra de Santa Rosa, Belém, Pirpirituba, Picuí, Caaporã, Alagoa Grande, Campo de Santana, Araruna, Serraria, Remígio, Araçagí, Paulista, Gurinhém e Caiçara, para Assembleia Geral Extraordinária de apreciação e aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para implantação do novo Plano de Assistência Médica e Odontológica Itaú Unibanco, que se realizará dia 14 de dezembro de 2009, às 18h, em primeira convocação, e às 19h, em segunda convocação, no endereço à Av. Ministro José Américo de Almeida, nº 3.100, Tambauzinho, João Pessoa, Estado da Paraíba. João Pessoa (PB), 09 de dezembro de 2009. Marcos Henriques e Silva Diretor - Presidente trocando em miúdos condições de trabalho 01 a 15 de dezembro de 2009 Bancários vivem momentos de terror por falta de segurança 45 Saidinhas de Banco 05 Arrombamento de cash Finalmente, aconteceu nesta quinta-feira, 10 de dezembro, a primeira audiência mediada pela Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região, com a participação de representantes dos Sindicatos de Bancários da Paraíba e de Campina Grande e Região, do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, das Polícias Civil e Militar. Faltaram apenas as presenças de representantes da Polícia Federal e dos bancos privados. Monitoramento eletrônico das agências em tempo real fora dos locais de atendimento, vidros blindados e portas giratórias com detector de metais antes do autoatendimento foram algumas das sugestões apresentadas pelos representantes dos bancários na audiência mediada pela procuradora do trabalho Francisca Helena. É bom ressaltar que essa audiência foi provocada pela diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba, no final de outubro, alarmada pela onda de insegurança no setor bancário: 45 'saidinhas de bancos', cinco seqüestros com tentativa de assalto e arrombamento de cinco caixas eletrônicos. O assunto repercutiu na mídia de tal forma, que o alto escalão das Polícias Civil e Militar da Paraíba convocou o Sindicato dos Bancários para discutir ações de segurança em uma reunião no Comando Geral da PM, na primeira quinzena 05 Sequestros Cinco seqüestros com tentativa de assalto, cinco arrombamentos de caixas eletrônicos e 45 saidinhas de banco são os números da insegurança de novembro. Na ocasião, o comandante geral Polícia Militar da Paraíba apresentou as ações desenvolvidas pelos diversos segmentos daquela corporação e ouviu as sugestões levadas pelos bancários. Como não houve comparecimento dos representantes dos bancos, os envolvidos na discussão decidiram aguardar a convocação da audiência pela Procuradoria Regional do Trabalho. Nesse intervalo, quem esteve no Sindicato dos Bancários da Paraíba para repassar as experiências vivenciadas no Rio Grande do Sul e o acompanhamento dessa questão na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, foi o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. A procuradora do trabalho acredita na viabilidade das propostas dos sindicatos e vai marcar mais duas audiências, para que os bancos se pronunciem sobre as reivindicação dos bancários. Segundo Marcos Henriques, presidente do SEEB – PB, a situação da insegurança é tão grave que alguns bancários já chegaram ao limite de pedir demissão por conta dos riscos da atividade. “Estamos buscando soluções pela via negocial. Entretanto, caso não haja acordo nessa esfera, vamos buscar apoio no legislativo, através de projetos de lei, e em ações civis públicas”, concluiu. Os fatos - Em março, o alvo foi o gerente do Banco do Brasil, seqüestrado à noite juntamente com sua família e levado à agência pela manhã, quando foi consumado o assalto à agência Tambaú. Na seqüência, três seqüestros de gerentes do Banco Real. E, o caso mais recente, aconteceu na Caixa Econômica Federal, quando uma gerente foi feita refém, juntamente com sua mãe e uma amiga. No dia seguinte, com pseudoartefatos explosivos em seu corpo ela se dirigiu à agência para fazer uma retirada de dinheiro, mas ação dos bandidos foi frustrada pela ação imediata da Polícia Militar da Paraíba. Mesmo com toda essa violência, os bancos privados não enviaram representantes para a audiência mediata pela Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região. Assédio moral e nepotismo no Banco Real No dia 4 de novembro, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba foi até o Banco Real protestar contra a postura do gerente geral da Ag. Tambaú, Marcos Nogueira pela prática de assédio moral contra os funcionários daquela unidade. A postura do gerente não condiz com a função que exerce: grita funcionários na presença de clientes, nega férias e vive ameaçando colegas por motivos fúteis para satisfazer o seu ego. Além de assédio, nepotismo – A funcionária Sâmara, que trabalhava na Ag. Cruz das Armas e estava prestes a ser promovida foi sumariamente transferida para Tambaú, sem nenhuma promoção; a sua vaga foi ocupada pela esposa do Sr. Marcos Nogueira, promovida com menos de dois anos de banco. “O Sindicato está de olho na falta de ética de Marcos Nogueira. E voltará a agir em caso de reincidência”, afirma Genário Moreira, diretor do SEEB-PB e funcionário do Banco Real. trocando em miúdos 06 condições de trabalho 01 a 15 de dezembro de 2009 Na Agência Tambaú, Sindicato cobra soluções para o caos no atendimento do BB Atendendo denúncias, inclusive de clientes, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba foi ao Banco do Brasil, na manhã do dia 30 de outubro, verificar o caos no atendimento da agência Tambaú. À tarde, a cobrança foi feita na Superintendência Estadual. Os sindicalistas verificaram as condições inadequadas de trabalho, provocadas pelo aumento de clientes em detrimento da manutenção do mesmo quadro funcional; com a agravante de cederem funcionários para outras agências. O presidente do Sindicato, Marcos Henriques, e os diretores Francisco de Assis 'Chicão”, Marcelo Alves e Edson Gomes foram recebidos pelo gerente Gildásio Araújo Barreto, que disse reconhecer a situação funcionários. “Inclusive já levei o assunto ao conhecimento da Superintendência e estou aguardando soluções”, explicou. Os dirigentes sindicais disseram ao 'ex-homem forte' do superintendente Elói Medeiros que, caso esses problemas não sejam solucionados urgentemente, o Sindicato vai tomar medidas drásticas para coibir o abuso. "Vamos intensificar as ações de protesto na agência Tambaú e mobilizar os companheiros para paralisar as atividades, além de denunciar o descaso ao Ministério do Trabalho, caso essa situação perdure", enfatizou o diretor Chicão. À tarde, a diretoria do Sindicato esteve na Superintendência Estadual do Banco do Brasil e foi recebida pelo gerente de administração Edilberto José de Souza Passos, que confirmou o recebimento do pedido de ajuda da administração da agência. "Estamos buscando soluções para esses problemas e vamos dar prioridade à Quanto ao sufoco com a absorção da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais, a diretoria do Sindicato avisou que não vai admitir pressão nem sobrecarga para os bancários. Agência Tambaú, no Estado", ponderou. Na reunião com a superintendência, os diretores do Sindicato exigiram pelo menos mais dois caixas executivos e mais um funcionário para o atendimento, além do retorno imediato da bancária cedida à Agência Treze de Maio. Novo superintendente do BB visita Sindicato No dia 3 de dezembro, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba recebeu a visita do novo superintendente do Banco do Brasil no Estado, Carlos Alberto Ramos Silva, ocasião em que lhes deu as boas vindas e apresentou as reivindicações dos bancários. Após relatar o que foi vivenciado pelo funcionalismo na gestão Elói Medeiros, a diretoria do Sindicato mostrou os principais problemas a serem solucionados no âmbito estadual: falta de funcionários, processo de Fr a n c i s c o d e A s s i s ‘ C h i c ã o ’ ressaltou que o Sindicato também vai recomendar a cada funcionário que identifique quando o problema é do banco ou referente ao serviço por ele exercido, para que o bancário não absorva problemas ou deficiências estruturais da instituição financeira, em detrimento de sacrifício seleção, estrutura física das unidades, prática de assédio moral, falta de segurança e exigência pelo cumprimento de metas acima da capacidade real de trabalho. Questões de âmbito nacional também foi relatadas, como o processo de substituições (lateralidade), ausência de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), baixo piso salarial e até a apropriação dos recursos da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Carlos Alberto se disse aberto ao diálogo e manifestou intenção de resolver no curto prazo os problemas dentro de sua alçada decisória e encaminhar aos órgãos superiores os que extrapolam essa condição. Ressaltou a importância do Sindicato e afirmou que “todos os bancários devem ser sindicalizados, para fortalecer ainda mais sua representação". O superintendente também entende 07 pessoal. "O bancário do BB não deve em hipótese alguma se submeter à situação inadequada de trabalho, nem extrapolar sua jornada normal, pois a solução para os problemas do banco são de responsabilidade da empresa e não do empregado", concluiu. que o funcionalismo do BB anda com a autoestima muito baixa. “Por tudo o que tomei conhecimento, o funcionalismo precisa recuperar sua auto-estima; situação que precisamos reverter, inclusive, com o apoio do Sindicato", arrematou. O presidente do Sindicato avaliou a visita como positiva e salientou que a Entidade Sindical vai seguir cumprindo o seu papel institucional. "Vamos continuar atentos às questões que afligem a nossa base e, na busca de soluções, certamente vamos nos confrontar algumas vezes com a representação do Banco; mas esperamos manter sempre o equilíbrio e uma relação de respeito mútuo", concluiu Marcos Henriques. Perfil - Carlos Alberto tem 50 anos de idade, 28 anos de carreira no BB. É bacharel em Ciências Econômicas, com MBA em Gestão Pública e Formação Geral para Altos Executivos e do Maranhão para assumir a Superintendência do Banco do Brasil na Paraíba. trocando em miúdos cultura e variedade 01 a 15 de dezembro de 2009 O VII Encontro dos Bancários Aposentados superou as expectativas Foi um sucesso o VII Econtro de Bancários Aposentados, realizado pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba, nesta sexta-feira, 11 de dezembro. A sétima versão do evento, sob o tema Espiritualidade e Saúde, teve a participação de representantes dos aposentados do Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Paraiban. Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba deu as boas vindas aos presentes e falou sobre os objetivos do encontro: "promover a confraternização entre os bancários aposentados, aproximar esse segmento da representação da categoria e propiciar a discussão de temas de relevância" . A programação teve início com a Análise de Conjuntura Política, Social e Econômica, com Lúcio Flávio Vasconcelos, professor da UFPB e doutor em História Social pela USP. O Advogado Artur Costa Neri, especialista em Direito Previdenciário, falou sobre Revisão Previdenciária, seguindo da palestra tema do encontro "Espiritualidade e Saúde", proferida pela médica pediatra e homeopata, professora da UFPB e mestra em Ciências das Religiões pela UFPB Socorro Sousa. A parte mais descontraída veio com a irreverência da dupla Diet & Light, que arrancou gargalhadas dos presentes e um almoço de confraternização, ao som do mais requintado dos ritmos brasileiros, o chorinho com o grupo ChorAmigo. É hora de conferir os convênios... O Sindicato dos Bancários já renovou os convênios para 2010 com o Colégio Pinocchio e Visão e Colégio Século, conforme tabelas abaixo. Estamos fechando a renovação com os colégios Motiva e Via Medicina. Nas próximas edições divulgaremos as tabelas. Colégio Pinocchio Ltda. CURSOS/PRAIA Sindicato dos Bancários volta a se filiar ao Dieese O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) voltou a assessorar o Sindicato dos Bancários da Paraíba. O acerto aconteceu em uma reunião no dia 24 de novembro, entre diretores do SEEB - PB, o técnico de relações sindicais Silvestre e o supervisor técnico do Dieese - PB Melquisedec (foto), que já atuou no Seminário de Planejamento. Feitos os acertos iniciais, a diretoria aprovou a volta do Sindicato aos quadros do Dieese, que tem muitos serviços a oferecer a Entidade. Um dos trabalhos propostos foi um estudo sobre a evolução do emprego bancário na Paraíba, considerando-se algumas variáveis, como: renda, escolaridade, ocupações de quem sai e quem fica no banco, renda média de quem entra e quem sai do banco. Isso é só a retomada da parceria! trocando em miúdos Mensal - R$ Abatimento - RS Mensal - R$ TURNO MANHÃ Educação Infantil 276,90 30,90 246,00 Ensino Fundamental- 1º a 4º 276,90 30,90 246,00 Ensino Fundamental- 6º a 9º 314,17 35,02 279,15 1ª e 2ª Séries 383,40 42,74 340,66 3ª Séries 398,31 44,41 353,90 Educação Infantil 296,07 33,01 263,06 Ensino Fundamental- 1º a 5º 296,07 33,01 263,06 Desconto (%) Convêniado - R$ ENSINO MÉDIO TURNO TARDE Colégio Século SEGMENTOS Valor- R$ Educação Infantil 264,32 20% 211,45 Ensino Fundamental I - 1º ao 5º Ano 264,32 20% 211,45 Ensino Fundamental II - 6º ao 9º Ano 317,53 20% 254,05 Ensino Médio - 1º e 2º Ano Ensino Médio - 3º Ano 360,96 463,60 20% 20% 288,76 349,28 Esporte: Taxa única R$ 50,00 - Obs.: Alunos que têm irmãos e não são conveniados, sempre o irmão da série menor fará jus ao desconto de 10% (dez por cento). em 2010, o Ensino Médio será no turno da tarde. 08