CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
BANCÁRIOS PB
UM SINDICATO FORTE
CONTRAF
Jornal do Sindicato dos Bancários da Paraíba - João Pessoa, 01 a 15 de dezembro de 2009. Ano XVIII. Nº 518
A diretoria do
Sindicato dos
Bancários deseja que
as luzes do Natal
iluminem os caminhos
dos bancários, na busca
por um 2010 repleto
de vitórias!
CUT
em miúdos
BRASIL
Trocando
CUT
opinião
Editorial
01 a 15 de dezembro de 2009
A luta continua!
Chegou o final do ano. O espírito
natalino abranda os corações e as
confraternizações vão se multiplicando de
acordo com as vivências de cada um ao longo
do ano que se finda. As perspectivas para o ano
vindouro vão tomando forma em nossos
pensamentos. É hora de fazer o balanço de
nossas atividades.
Os banqueiros nunca ganharam tanto.
Entretanto, não hesitaram um só instante em
usar a crise financeira mundial como desculpas
para não atender os bancários em suas
reivindicações mais do que justas. Na busca
constante por meios para ludibriar os bancários,
os banqueiros voltaram a carga no uso
desenfreado do Interdito Proibitório; e, quando
esse artifício era negado, buscaram outras
formas de tentar coibir os bancários de exercer
seu legítimo direito de greve, através dos
Mandados de Segurança.
A prática antissindical correu frouxa: torpedos,
intimidações pessoais, ameaça de
descomissionamento, recadinhos, uso da força
policial e até milícia privada armada em bancos
oficiais. E a mídia, principalmente a televisão,
calada estava e calada permaneceu. Afinal,
porque se indispor com os grandes anunciantes
dos horários nobres, se não existe punição para
a prática antissindical no país do futebol, do
carnaval e dos exorbitantes lucros bancários?
O autoatendimento funcionou a contento,
assim como os correspondentes bancários.
Muita gente entrou para trabalhar, dado o
grande número de comissionados em nível
administrativo, sem falar nos fura-greves, que
insistem em querer prevalecer o seu direito
individual em detrimento do direito coletivo dos
bancários, que deliberam suas lutas no fórum
maior, que é a assembleia da categoria.
Mesmo assim, os bancários
conseguiram a manutenção do ganho real de
salário, uma fórmula perene para a distribuição
dos lucros e resultados e 180 dias de licençamaternidade. Tudo isso conquistado na luta, na
maior greve de bancários dos últimos anos. E a
Paraíba, pequenina, mas muito disposta, deu
Fala Bancário
mais um exemplo de mobilização e garra,
conquistando cerca de 70% de adesão
espontânea.
A insegurança fez vítimas e traumatizou
muitos bancários que tiveram suas famílias
humilhadas e subjugadas pela violência e o
poder de fogo dos bandidos. Os funcionários do
Banco do Brasil, que agora lutam pela
implantação de um Plano de Cargos, Carreira e
Salários, sofreram todo o tipo de pressão e
assédio moral, mas chegam ao Natal com a
esperança de dias melhores, por conta da
mudança no comando da superintendência
estadual.
Muito tempo se vai desde que o
presidente Lula disse em seu discurso de posse:
“hoje é o dia do reencontro do Brasil consigo
mesmo...” De lá pra cá, muitas mudanças
aconteceram e o País está bem melhor; até o
povo já se reencontrou com a comida. Só os
bancários não se reencontraram ainda com um
pouquinho dos lucros que construíram. Mas a
luta continua!
Humor
Somos bancários e não banqueiros!
Por João Bosco Ferraz de Oliveira
é formado em Economia e Direito, ex-administrador da Caixa Econômica Federal.
Morava em Recife, onde testemunhei a
perda de amigos e um irmão em assaltos bobos,
vítimas da insanidade e crueldade dos bandidos,
que eliminam uma vida como quem dá um
cascudo em menino. Motivado pela violência
gratuita que impera naquela metrópole, resolvi
voltar para João Pessoa, cidade que adotei
como “minha”; em busca da tranquilidade para
cuidar dos meus filhos em um ambiente familiar.
Mas será que essa tranqüilidade está
chegando ao fim? Esta é uma pergunta que
todos estão se fazendo ultimamente, devido a
mais recente moda da nossa Filipéia: o assalto a
bancos. Ou mais precisamente, a bancários.
Isso, os bandidos acham que bancários são
banqueiros. Por ignorância ou maldade, eles
nos confundem com os nossos patrões.
Nós somos pais de família, somos
trabalhadores, cumpridores dos nossos
deveres e sobreviventes, pois tudo o que
fazemos é para termos o pão nosso no final do
mês. No máximo, nós ganhamos o justo para o
que fazemos, mas na maioria das vezes o injusto
pelo que passamos.
E agora virou moda seqüestrar gerente
de banco, achando que assim eles tornam o
trocando em miúdos
caminho mais curto para o dinheiro, para sorte
grande da loteria! Não é assim. Bancário não é
banqueiro.
Agora é assim, seqüestram o gerente,
o filho, estupram a esposa, ameaçam a família
toda, colocam todos sob a mira de armas
pesadas (vocês já imaginaram o que é ter uma
arma apontada para a cabeça de um filho ou
esposa/marido?) e fazem o que acham que
podem fazer com você, deixando-o bem
pequenino e humilhado. A custa de quê?
Muitos amigos e companheiros
bancários já acham que nem vale a pena mais
ocupar uma função desta, pois não se vive mais
tranqüilo. Ao acordarem para trabalhar, não
sabem se saem de casa. Ao sair da agência,
acham que estão sendo seguidos. Voltando
para casa, não sabem se chegam. E se vão
dormir, não sabem quem ronda o seu lar para
invadi-lo. Enfim, o pânico tomou conta dos
bancários, que não têm nem mais o direito a
sair no final de semana para uma praia, um
restaurante ou um momento de laser.
Gente, bandidos, nós somos
bancários, repito. Não somos banqueiros!
Precisamos viver!
02
SEEB-SP
Trocando
em miúdos
Informativo do Sindicato dos Bancários da Paraíba
Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho, João Pessoa-PB.
Fone: (83) 3224-2040 e 3224-2054, Fax: (83) 3224-4837
Site: www.bancariospb.com.br
e-mail: [email protected]
Presidente: Marcos Henriques e Silva
Diretor de Comunicação: Lindonjhonson Almeida
Jornalista responsável: Otávio Ivson (DRT-PB 1778/96)
Reportagem: Otávio Ivson
Diagramação: Paletta arquitetura, comunicação e design
Fotos: Otávio Ivson e Arquivo SEEB-PB
Tiragem: 2.500
em destaque
01 a 15 de dezembro de 2009
PCCS do Banco do Brasil
em discussão na Contraf-CUT
O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba,
Marcos Henriques, e a diretora Magali Pontes
foram a São Paulo, participar da Plenária dos
Funcionários do Banco do Brasil, nesta terça-feira,
15 de dezembro, para discutir e planejar as ações de
2010, que inclui a definição da proposta do Plano de
Carreira, Cargos e Salários (PCCS), que será
apresentada ao Banco na mesa específica.
O PCCS é uma reivindicação histórica do
funcionalismo do BB, que necessita de um
instrumento que valorize o funcionário na empresa
e permita que o mesmo faça um encarreiramento
crescente ao longo de sua vida profissional. O
debate sobre o tema não é de hoje, mas precisa ser
atualizado, devido às mudanças ocorridas ao longo
do tempo.
É necessário, portanto, a compreensão do
movimento sindical que o debate que ora é
reiniciado deve, antes de estabelecer
valores/custos, ter uma filosofia e princípios que
despertem no corpo funcional o senso de justiça e
reconheça o seu valor enquanto profissionais de uma grande empresa.
Sabendo, portanto, que não é por esse debate que se alcança uma
recomposição de poder de compra dos salários, mas sim a construção
de um plano ou projeto de reconhecimento e valorização
dos serviços prestados ao longo de uma carreira.
Objetivos: Apresentar um diagnóstico das
limitações, iniqüidades e distorções promovidas
com as constantes reestruturações do banco;
Estabelecer princípios que devem ser adotados na
relação de reconhecimento e recompensa salarial,
baseada na meritocracia e na transparência dos
processos de encarreiramento; Definir um padrão
de política salarial que privilegie o debate e a
negociação.
Situação Atual - No BB, a política de gestão de
pessoas e de remuneração é falha e insuficiente. A
fragmentação da estruturação dos planos (PCC,
sob a responsabilidade da Estratégia e Organização)
e o PCR (Plano de Cargos e Remuneração,
chamado de PCS) e a sistemática de remuneração,
sob a responsabilidade da Gestão de Pessoas,
dificulta a condução do processo e trava o debate.
Os planos (PCC/PCR) não atendem às atuais
necessidades da instituição e nem aos anseios dos
funcionários. O trabalho é alvo de constantes
mudanças, apoiadas numa falsa revolução tecnológica e no receituário
neoliberal. As reestruturações adotadas pelo BB sempre
promoveram a precarização do trabalho e atentaram contra os
direitos trabalhistas
PREMISSAS PARA DEBATE DA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PCCS
* Eliminar a coexistência de várias categorias de funcionários.
* Estabelecer um piso salarial digno (tendo como referência o salário
mínimo do Dieese).
* Valorizar a antiguidade e a experiência no cargo e função (interstício).
* Valorizar o mérito por meio da incorporação do valor das
comissões. A cada ano incorporar um percentual da comissão na
remuneração do trabalhador.
* Adotar a jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários.
* Excluir da alçada dos gestores imediatos a decisão sobre nomeações.
* Elaborar regras claras de encarreiramento e adotar de
mecanismos para assegurar o seu cumprimento (regras objetivas
para seleções internas).
* Criar regras claras sobre a progressão funcional horizontal (lateral,
na mesma função) e vertical, mediante valorização da maturidade e
da qualificação profissional.
* Adotar modelos quantitativos para analisar, avaliar e classificar os
cargos comissionados, ou seja, definir os fatores de avaliação de
cargos comissionados e classificar os cargos em classes com faixas
salariais.
* Adotar modelo padrão de descrição de cargos com:
responsabilidades, pré-requisitos, experiência, formação etc..
* Adotar metodologia quantitativa para estabelecer o VR.
informes jurídicos
BNB
Isonomia na Licença Prêmio – O Sindicato dos
Bancários da Paraíba está ingressando com uma ação coletiva
contra o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com fundamento
no princípio da isonomia, para que todos os funcionários façam
jus à Licença Prêmio. Em sendo o BNB um banco estatal com
carreira única, não pode ter em seus quadros funcionários em
situação semelhante, percebendo vantagens diferentes. Ou
seja, uns já com a Licença Prêmio incorporada e outros não. “À
luz do direito, essa situação anômala é uma aberração”,
comenta Jurandi Pereira, diretor de assuntos jurídicos do
Sindicato.
03
Bancos Públicos e Privados
Em 2008 o Sindicato dos Bancários da Paraíba
ingressou com Ações coletivas em nome dos funcionários do
Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste
do Brasil, ABN Real e outros cobrando a multa de 40% sobre o
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de todos os
bancários que se aposentaram entre outubro de 1996 e
outubro de 2006. Isto porque o Supremo Tribunal Federal
decidiu que aposentadoria espontânea não rescinde o contrato
de trabalho. Essas ações ainda se encontram em grau de
recursos, em Brasília – DF. Portanto, temos que aguardar o
trânsito em julgado das mesmas para, em caso de vitória nossa,
providenciarmos as devidas execuções de pagamentos.
trocando em miúdos
campanha salarial
Campanha Nacional 2009: mais uma vitória
Ganho real, fórmula perene da PLR e Licença Mernidade de 180 dias foram conquistados na luta
O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques teve como primeiro desafio à frente da Entidade a
condução da campanha salarial deste ano, que culminou com a maior greve de bancários dos últimos anos. Ele conversou com a
equipe do Trocando em Miúdos e fez uma avaliação da campanha, de forma direta e concisa.
PLR
Cláusulas Sociais
Greve
Av a n ç a m o s n a d i s t r i b u i ç ã o d a
Participação nos Lucros e Resultados.
Agora, temos uma fórmula definitiva,
com um percentual fixo sobre os lucros
para distribuição de forma linear. Em
relação à PLR tivemos dois pontos
negativos: a manipulação dos números
do balanço pelo HSBC, cujo resultado foi
uma fraude que diminuiu sobremaneira a
parcela dos funcionários; e no Banco do
Nordeste do Brasil (BNB) que também
penalizou os funcionários.
Também avançamos na conquista da
Licença Maternidade de 180 dias para as
bancárias. Agora, precisamos continuar
pressionando para que os ajustes sejam
feitos paulatinamente e todos os bancos
concedam a licença dentro do que foi
fechado no acordo.
Conseguimos fazer a maior greve dos
últimos anos, com paralisação de 15 dias
nos bancos privados, 19 dias no Banco do
Brasil, 28 dias na Caixa Econômica
Federal e 33 dias no Banco do Nordeste,
inclusive com o pessoal comissionado do
Pa s s a r é t r a b a l h a n d o , d e p o i s d e
manipularem uma assembleia e
retornarem ao trabalho bem antes que
os demais funcionários.
No Brejo aconteceu a maior greve de
bancários de todos os tempos, fruto da
mobilização que recebeu a adesão de
cerca de 70% dos bancários. Abaixo,
foto da assembleia que ratificou a
deflagração da greve.
Retrocesso
Acima, a tradicional orquestra de
frevos na porta do Bradesco, no
lançamento da campanha salarial 2009
com uma passeata pelas principais
agências bancárias da capital paraibana.
Logo abaixo, a grande assembleia de
deflagração da greve por tempo
indeterminado, realizada no dia 23 de
setembro.
trocando em miúdos
Nesta campanha, coisas incríveis
aconteceram. E, o que é mais estranho,
nos bancos oficiais: logo no início da
greve, a Caixa Econômica Federal
utilizou milícia privada e no desenrolar
da paralisação chegou ao disparate de
ajuizar o dissídio coletivo; seguindo a
mesma lógica, o Banco do Nordeste
também ameaçou ajuizar o dissídio, mas
se conteve. Um absurdo, pois nós
defendemos a livre negociação entre
patrões e empregados
04
Os companheiros do Banco do
Nordeste deram uma belo exemplo de
garra e disposição de luta nos 33 dias de
greve, resistindo sem o apoio da turma
do Passaré, que correu do páreo.
01 a 15 de dezembro de 2009
BANCÁRIOS PB
UM SINDICATO FORTE
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE
ASSEMBLEIA GERAL
EXTRAORDINÁRIA
Pendências
A diretoria do SEEB - PB e o
advogado Derly Pereira foram ao TRT 13ª Região, denunciar os abusos
cometidos pelos bancos com o uso
indiscriminado de artifícios jurídicos.
Apesar de o Banco do Brasil sinalizar
com a formatação de um Plano de
Cargos, Carreira e Salários (PCCS) a ser
implantado até junho de 2010, esse
processo anda muito lento e há
necessidade de muita mobilização e
pressão por parte do funcionalismo para
que o banco cumpra sua promessa. Na
Caixa Econômica Federal, a mesma luta
se dá pela formatação de um Plano de
Funções.
Fura-greve
Infelizmente, alguns companheiros
ainda querem fazer prevalecer seu
direito individual sobre o direito
coletivo. Graças a essas 'figurinhas' que
enfraquecem o movimento é que a greve
se prolonga por tanto tempo, pois se
houvesse adesão em massa, inclusive
com a participação dos comissionados,
os banqueiros apresentavam proposta
melhores e em menos tempo.
Reajuste
Prática antissindical
A manutenção do ganho real foi mais
uma vitória dos trabalhadores, mesmo
sendo um índice tão pequeno.
Entretanto, foi uma luta muito árdua
para que os banqueiros oferecessem
algo que fosse além da reposição da
inflação, uma vez que os banqueiros se
utilizaram da crise internacional para
repor apenas a inflação do período. Mas,
graças à mobilização e a disposição de
luta dos companheiros bancários,
conseguimos manter o ganho real.
Como o artifício do Interdito
Proibitório não está mais sendo aceito
pela Justiça do Trabalho para coibir a
greve dos bancários, os bancos agora se
utilizam do Mandado de Segurança e
recorrem à força policial para tentar
barrar o movimento dos trabalhadores.
O Bradesco chegou ao cúmulo de
manter viaturas da Polícia Militar da
Paraíba nas portas de suas unidades o dia
inteiro, mas os bancários não se
intimidaram e intensificaram a luta.
05
O SINDICATO DOS
E M P R E G A D O S
E M
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DA PARAÍBA, inscrito no CNPJ/MF sob
o nº 09.371.105/0001-21, Registro
Sindical nº 10.441, por seu presidente
abaixo assinado, convoca todos os
empregados dos Bancos Itaú Unibanco S.
A., Itaucred Financiamentos S. A., Itaú
Unibanco Banco Múltiplo S. A., Banco Itaú
BBA S. A., Banco Itaucard S. A., Banco Fiat
S. A., Banco Itauleasing S. A., Unibanco –
União de Bancos Brasileiros S. A., UAM –
Assessoria e Gestão de Investimento
Ltda., Banco Dibens S. A., Hipercard
Banco Múltiplo S. A., Banco Fininvest S.
A., Unicard Banco Múltiplo S. A.,
Unibanco Asset Management S. A. DTVM
e Unibanco Consultoria de Investimento
Ltda., sócios e não sócios desta entidade
de classe, da base territorial dos
municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa
Rita, Cabedelo, Guarabira, Solânea,
Bananeiras, Tavares, Alhandra, Serra
Branca, Sumé, Monteiro, Princesa Isabel,
Pombal, Barra de Santa Rosa, Belém,
Pirpirituba, Picuí, Caaporã, Alagoa
Grande, Campo de Santana, Araruna,
Serraria, Remígio, Araçagí, Paulista,
Gurinhém e Caiçara, para Assembleia
Geral Extraordinária de apreciação e
aprovação do Acordo Coletivo de
Trabalho para implantação do novo Plano
de Assistência Médica e Odontológica Itaú
Unibanco, que se realizará dia 14 de
dezembro de 2009, às 18h, em primeira
convocação, e às 19h, em segunda
convocação, no endereço à Av. Ministro
José Américo de Almeida, nº 3.100,
Tambauzinho, João Pessoa, Estado da
Paraíba.
João Pessoa (PB),
09 de dezembro de 2009.
Marcos Henriques e Silva
Diretor - Presidente
trocando em miúdos
condições de trabalho
01 a 15 de dezembro de 2009
Bancários vivem momentos de terror por falta de segurança
45 Saidinhas de Banco
05 Arrombamento de cash
Finalmente, aconteceu nesta quinta-feira,
10 de dezembro, a primeira audiência mediada pela
Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região,
com a participação de representantes dos
Sindicatos de Bancários da Paraíba e de Campina
Grande e Região, do Banco do Brasil e Caixa
Econômica Federal, das Polícias Civil e Militar.
Faltaram apenas as presenças de representantes da
Polícia Federal e dos bancos privados.
Monitoramento eletrônico das
agências em tempo real fora dos locais de
atendimento, vidros blindados e portas
giratórias com detector de metais antes
do autoatendimento foram algumas das
sugestões apresentadas pelos
representantes dos bancários na
audiência mediada pela procuradora do
trabalho Francisca Helena. É bom
ressaltar que essa audiência foi
provocada pela diretoria do Sindicato
dos Bancários da Paraíba, no final de
outubro, alarmada pela onda de insegurança no
setor bancário: 45 'saidinhas de bancos', cinco
seqüestros com tentativa de assalto e
arrombamento de cinco caixas eletrônicos.
O assunto repercutiu na mídia de tal
forma, que o alto escalão das Polícias Civil e Militar
da Paraíba convocou o Sindicato dos Bancários
para discutir ações de segurança em uma reunião
no Comando Geral da PM, na primeira quinzena
05 Sequestros
Cinco seqüestros com tentativa de assalto, cinco arrombamentos de caixas eletrônicos e
45 saidinhas de banco são os números da insegurança
de novembro. Na ocasião, o comandante geral
Polícia Militar da Paraíba apresentou as ações
desenvolvidas pelos diversos segmentos daquela
corporação e ouviu as sugestões levadas pelos
bancários. Como não houve comparecimento dos
representantes dos bancos, os envolvidos na
discussão decidiram aguardar a convocação da
audiência pela Procuradoria Regional do Trabalho.
Nesse intervalo, quem esteve no Sindicato
dos Bancários da Paraíba para repassar as
experiências vivenciadas no Rio Grande do Sul
e o acompanhamento dessa questão na
Confederação Nacional dos Trabalhadores
do Ramo Financeiro, foi o secretário de
imprensa da Contraf-CUT, Ademir
Wiederkehr.
A procuradora do trabalho acredita
na viabilidade das propostas dos
sindicatos e vai marcar mais duas
audiências, para que os bancos se
pronunciem sobre as reivindicação dos
bancários.
Segundo Marcos Henriques,
presidente do SEEB – PB, a situação da insegurança
é tão grave que alguns bancários já chegaram ao
limite de pedir demissão por conta dos riscos da
atividade. “Estamos buscando soluções pela via
negocial. Entretanto, caso não haja acordo nessa
esfera, vamos buscar apoio no legislativo, através de
projetos de lei, e em ações civis públicas”, concluiu.
Os fatos - Em março, o alvo foi o gerente do Banco do Brasil, seqüestrado à noite juntamente com sua família e levado à agência pela manhã,
quando foi consumado o assalto à agência Tambaú. Na seqüência, três seqüestros de gerentes do Banco Real. E, o caso mais recente, aconteceu
na Caixa Econômica Federal, quando uma gerente foi feita refém, juntamente com sua mãe e uma amiga. No dia seguinte, com pseudoartefatos explosivos em seu corpo ela se dirigiu à agência para fazer uma retirada de dinheiro, mas ação dos bandidos foi frustrada pela ação
imediata da Polícia Militar da Paraíba. Mesmo com toda essa violência, os bancos privados não enviaram representantes para a audiência
mediata pela Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região.
Assédio moral e nepotismo no Banco Real
No dia 4 de novembro, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba foi até o
Banco Real protestar contra a postura do gerente geral da Ag. Tambaú, Marcos Nogueira
pela prática de assédio moral contra os funcionários daquela unidade.
A postura do gerente não condiz com a função que exerce: grita funcionários
na presença de clientes, nega férias e vive ameaçando colegas por motivos fúteis para
satisfazer o seu ego.
Além de assédio, nepotismo – A funcionária Sâmara, que trabalhava na Ag.
Cruz das Armas e estava prestes a ser promovida foi sumariamente transferida para
Tambaú, sem nenhuma promoção; a sua vaga foi ocupada pela esposa do Sr. Marcos
Nogueira, promovida com menos de dois anos de banco.
“O Sindicato está de olho na falta de ética de Marcos Nogueira. E voltará a
agir em caso de reincidência”, afirma Genário Moreira, diretor do SEEB-PB e
funcionário do Banco Real.
trocando em miúdos
06
condições de trabalho
01 a 15 de dezembro de 2009
Na Agência Tambaú,
Sindicato cobra soluções para o caos no atendimento do BB
Atendendo denúncias, inclusive de
clientes, a diretoria do Sindicato dos
Bancários da Paraíba foi ao Banco do Brasil, na
manhã do dia 30 de outubro, verificar o caos
no atendimento da agência Tambaú. À tarde, a
cobrança foi feita na Superintendência
Estadual.
Os sindicalistas verificaram as
condições inadequadas de trabalho,
provocadas pelo aumento de clientes em
detrimento da manutenção do mesmo
quadro funcional; com a agravante de
cederem funcionários para outras agências.
O presidente do Sindicato, Marcos
Henriques, e os diretores Francisco de Assis
'Chicão”, Marcelo Alves e Edson Gomes
foram recebidos pelo gerente Gildásio Araújo
Barreto, que disse reconhecer a situação
funcionários. “Inclusive já levei o assunto ao
conhecimento da Superintendência e estou
aguardando soluções”, explicou.
Os dirigentes sindicais disseram ao
'ex-homem forte' do superintendente Elói
Medeiros que, caso esses problemas não
sejam solucionados urgentemente, o
Sindicato vai tomar medidas drásticas para
coibir o abuso. "Vamos intensificar as ações de
protesto na agência Tambaú e mobilizar os
companheiros para paralisar as atividades,
além de denunciar o descaso ao Ministério do
Trabalho, caso essa situação perdure",
enfatizou o diretor Chicão.
À tarde, a diretoria do Sindicato
esteve na Superintendência Estadual do
Banco do Brasil e foi recebida pelo gerente
de administração Edilberto José de Souza
Passos, que confirmou o recebimento do
pedido de ajuda da administração da
agência. "Estamos buscando soluções para
esses problemas e vamos dar prioridade à
Quanto ao
sufoco com a
absorção da folha de
pagamento dos
servidores públicos
estaduais, a
diretoria do
Sindicato avisou que
não vai admitir
pressão nem
sobrecarga para os
bancários.
Agência Tambaú, no Estado", ponderou.
Na reunião com a superintendência,
os diretores do Sindicato exigiram pelo
menos mais dois caixas executivos e mais um
funcionário para o atendimento, além do
retorno imediato da bancária cedida à
Agência Treze de Maio.
Novo superintendente do BB visita Sindicato
No dia 3 de dezembro, a diretoria do
Sindicato dos Bancários da Paraíba recebeu a
visita do novo superintendente do Banco do
Brasil no Estado, Carlos Alberto Ramos Silva,
ocasião em que lhes deu as boas vindas e
apresentou as reivindicações dos bancários.
Após relatar o que foi vivenciado
pelo funcionalismo na gestão Elói Medeiros, a
diretoria do Sindicato mostrou os principais
problemas a serem solucionados no âmbito
estadual: falta de funcionários, processo de
Fr a n c i s c o d e A s s i s ‘ C h i c ã o ’
ressaltou que o Sindicato também vai
recomendar a cada funcionário que
identifique quando o problema é do banco
ou referente ao serviço por ele exercido,
para que o bancário não absorva problemas
ou deficiências estruturais da instituição
financeira, em detrimento de sacrifício
seleção, estrutura física das unidades, prática de
assédio moral, falta de segurança e exigência
pelo cumprimento de metas acima da
capacidade real de trabalho.
Questões de âmbito nacional também
foi relatadas, como o processo de substituições
(lateralidade), ausência de um Plano de Cargos,
Carreira e Salários (PCCS), baixo piso salarial e
até a apropriação dos recursos da Caixa de
Previdência dos Funcionários do Banco do
Brasil (Previ).
Carlos Alberto se disse aberto ao
diálogo e manifestou intenção de resolver no
curto prazo os problemas dentro de sua alçada
decisória e encaminhar aos órgãos superiores
os que extrapolam essa condição. Ressaltou a
importância do Sindicato e afirmou que “todos
os bancários devem ser sindicalizados, para
fortalecer ainda mais sua representação".
O superintendente também entende
07
pessoal. "O bancário do BB não deve em
hipótese alguma se submeter à situação
inadequada de trabalho, nem extrapolar sua
jornada normal, pois a solução para os
problemas do banco são de
responsabilidade da empresa e não do
empregado", concluiu.
que o funcionalismo do BB anda com a autoestima muito baixa. “Por tudo o que tomei
conhecimento, o funcionalismo precisa
recuperar sua auto-estima; situação que
precisamos reverter, inclusive, com o apoio
do Sindicato", arrematou.
O presidente do Sindicato avaliou a
visita como positiva e salientou que a Entidade
Sindical vai seguir cumprindo o seu papel
institucional. "Vamos continuar atentos às
questões que afligem a nossa base e, na busca
de soluções, certamente vamos nos
confrontar algumas vezes com a
representação do Banco; mas esperamos
manter sempre o equilíbrio e uma relação de
respeito mútuo", concluiu Marcos Henriques.
Perfil - Carlos Alberto tem 50 anos
de idade, 28 anos de carreira no BB. É
bacharel em Ciências Econômicas, com
MBA em Gestão Pública e Formação Geral
para Altos Executivos e do Maranhão para
assumir a Superintendência do Banco do
Brasil na Paraíba.
trocando em miúdos
cultura e variedade
01 a 15 de dezembro de 2009
O VII Encontro dos Bancários Aposentados superou as expectativas
Foi um sucesso o VII Econtro de
Bancários Aposentados, realizado pelo
Sindicato dos Bancários da Paraíba, nesta
sexta-feira, 11 de dezembro.
A sétima versão do evento, sob o
tema Espiritualidade e Saúde,
teve a
participação de representantes dos
aposentados do Banco do Brasil, Banco do
Nordeste, Caixa Econômica Federal e
Paraiban.
Marcos Henriques, presidente do
Sindicato dos Bancários da Paraíba deu as boas
vindas aos presentes e falou sobre os
objetivos do encontro:
"promover a
confraternização entre os bancários
aposentados, aproximar esse segmento da
representação da categoria e propiciar a
discussão de temas de relevância" .
A programação teve início com a
Análise de Conjuntura Política, Social e
Econômica, com Lúcio Flávio Vasconcelos,
professor da UFPB e doutor em História
Social pela USP.
O Advogado Artur Costa Neri,
especialista em Direito Previdenciário, falou
sobre Revisão Previdenciária, seguindo da
palestra tema do encontro "Espiritualidade e
Saúde", proferida pela médica pediatra e
homeopata, professora da UFPB e mestra em
Ciências das Religiões pela UFPB Socorro
Sousa.
A parte mais descontraída veio com a
irreverência da dupla Diet & Light, que
arrancou gargalhadas dos presentes e um
almoço de confraternização, ao som do mais
requintado dos ritmos brasileiros, o chorinho
com o grupo ChorAmigo.
É hora de conferir os convênios...
O Sindicato dos Bancários já renovou os convênios para 2010 com o Colégio
Pinocchio e Visão e Colégio Século, conforme tabelas abaixo. Estamos fechando a renovação
com os colégios Motiva e Via Medicina. Nas próximas edições divulgaremos as tabelas.
Colégio Pinocchio Ltda.
CURSOS/PRAIA
Sindicato dos Bancários
volta a se filiar ao Dieese
O Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Sócioeconômicos
(Dieese) voltou a assessorar o Sindicato dos
Bancários da Paraíba. O acerto aconteceu em
uma reunião no dia 24 de novembro, entre
diretores do SEEB - PB, o técnico de relações
sindicais Silvestre e o supervisor técnico do
Dieese - PB Melquisedec (foto), que já atuou
no Seminário de Planejamento.
Feitos os acertos iniciais, a diretoria
aprovou a volta do Sindicato aos quadros do
Dieese, que tem muitos serviços a oferecer a
Entidade.
Um dos trabalhos propostos foi um
estudo sobre a evolução do emprego
bancário na Paraíba, considerando-se algumas
variáveis, como: renda, escolaridade,
ocupações de quem sai e quem fica no banco,
renda média de quem entra e quem sai do
banco. Isso é só a retomada da parceria!
trocando em miúdos
Mensal - R$
Abatimento - RS
Mensal - R$
TURNO MANHÃ
Educação Infantil
276,90
30,90
246,00
Ensino Fundamental- 1º a 4º
276,90
30,90
246,00
Ensino Fundamental- 6º a 9º
314,17
35,02
279,15
1ª e 2ª Séries
383,40
42,74
340,66
3ª Séries
398,31
44,41
353,90
Educação Infantil
296,07
33,01
263,06
Ensino Fundamental- 1º a 5º
296,07
33,01
263,06
Desconto (%)
Convêniado - R$
ENSINO MÉDIO
TURNO TARDE
Colégio Século
SEGMENTOS
Valor- R$
Educação Infantil
264,32
20%
211,45
Ensino Fundamental I - 1º ao 5º Ano
264,32
20%
211,45
Ensino Fundamental II - 6º ao 9º Ano
317,53
20%
254,05
Ensino Médio - 1º e 2º Ano
Ensino Médio - 3º Ano
360,96
463,60
20%
20%
288,76
349,28
Esporte: Taxa única R$ 50,00 - Obs.: Alunos que têm irmãos e não são conveniados, sempre o irmão da série menor fará
jus ao desconto de 10% (dez por cento). em 2010, o Ensino Médio será no turno da tarde.
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