Faculdade de Jaguariúna—FAJ Março-Abril / 2011 Volume 1, Edição1 Boletim Informativo PSICOLOGIA— PSICOLOGIA—FAJ Rumo ao Desenvolvimento Profissional Este boletim surge com o objetivo de divulgar as atividades desenvolvidas no curso e na área da Psicologia, como visitas técnicas, palestras, congressos, encontros, vivências e eventos em geral, sempre visando à obtenção cada vez mais integral de conhecimento, dentro e fora do contexto educacional da FAJ. Além disso, estarão presentes, em cada edição, a postagem de materiais de estudo relevantes e assuntos voltados à Psicologia e seus temas, a fim de proporcionar aos alunos uma atualização e complementação teórica que possibilitem uma formação mais completa. Ainda será possível observar, neste trabalho, aquilo que é apresentado e estudado pelos professores em sala de aula (ou fora dela!), sínteses de trabalhos realizados pelos alunos do curso e de trabalhos defendidos pelos professores; além de informativos de avaliações. Nesta edição Apresentação.............................. 2 “Direitos para qualquer um” ...... 2 O Mito da Democracia Racial...... 3 A cada edição serão apresentadas matérias relacionadas a datas comemorativas importantes para a Psicologia; uma oportunidade de aproximação maior com temas essenciais à formação, que acabam carentes de maior aprofundamento, devido ao curto espaço de tempo das disciplinas. Enfim, este boletim convida os alunos do curso de Psicologia a explorarem todos os recursos oferecidos e aproveitarem a oportunidade para estreitar os laços entre direção, coordenação e professores. E o nome? Para iniciar nossas atividades, gostaríamos de convidá-los a participar diretamente deste trabalho, enviando sugestões de nomes para nosso jornal. Pensem em títulos que tenham a “cara” da nossa faculdade, do nosso curso, de nossos alunos, enfim … deixem aflorar sua criatividade! Então, é só enviar sua sugestão para o e-mail [email protected] e torcer! O ganhador do nome mais criativo será divulgado na próxima edição, em Junho. Participem! Resolução CFP N.º 018/2002 ...... 3 Agenda ....................................... 4 Apresentação Os textos a serem apresentados nesta edição dizem respeito às datas comemorativas dos meses de Março e Abril, que são carentes de um olhar diferenciado e profundo da Psicologia, quanto à atuação profissional. São elas: Dia 21 de Março: Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Dia 14 de Abril: Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva. Pensando na grande possibilidade de se encontrar situações ou histórias de vida de pessoas que se incluem nas situações descritas, é necessário um contato prévio com teorias e críticas que facilitem a atuação. Por isso, o objetivo destes trabalhos, além da necessidade de atenção da Psicologia aos temas, também é o de provocá-los a reflexão, o estudo além do que é oferecido, e possibilitar que vocês, futuros psicólogos formados, lidem com as situações de forma crítica, além de profissional, buscando o aperfeiçoamento das técnicas de intervenção e buscando fazer a diferença. "Devemos devolver ao coletivo o que não é individual, adotando práticas (…) que comportem todas as crianças". Adriana Marcondes “Direitos para qualquer um” Promover a “Educação para Todos” foi a inspiração da UNESCO na criação da Declaração de Salamanca, na Espanha, que visa a qualidade na educação e aprendizagem, pensando nas necessidades educativas especiais de indivíduos, sem que para isso seja necessário frequentar a Educação Especial. Foi apenas a partir da Constituição de 1988 que estas crianças passaram a ter o direito de frequentar as escolas comuns, que antes, eram sujeitas à Educação Especial. No Brasil, para que seja possível a prática inclusiva, precisa haver uma preparação da escola e da Subprefeitura em questão, para que atendam às necessidades estruturais e instrumentais dos alunos, como rampas de acesso e carteiras adaptadas, assim como a preparação dos professores e das turmas. E é no auxílio da elaboração de estratégias a situações novas que possam surgir que é importante a atuação do psicólogo. Segundo a Professora Maria Teresa Mantoan, para que todos possam frequentar as mesmas escolas, é necessária uma posição da escola que permita o desenvolvimento dos alunos nas mesmas condições, extinguindo a maneira de tratar aqueles com maiores dificuldades acadêmicas de forma excludente, através da separação de turmas especiais, aplicação de avaliações superficiais e meramente classificatórias ou programas compensatórios. Além disso, acredita ser impossível conciliar o discurso inclusivo das instituições de ensino e suas antigas práticas. Para que seja possível a atuação dos professores de maneira inclusiva, a professora Mantoan sugere uma inclusão total, diferente da atual que focaliza os excluídos apenas naqueles com deficiências. Para isso, o Ministério Público está cuidando do esclarecimento da importância de todos, com ou sem deficiências, estudarem em uma mesma escola, aprendendo a valorizar as diferenças, desde suas primeiras experiências educacionais. Para Adriana Marcondes, "devemos devolver ao coletivo o que não é individual, adotando práticas, currículos escolares, estrutura física, sistema de avaliação, horário de recreio que comportem todas as crianças”, o que significa dar lugar às deficiências individuais no coletivo e permitir que o ambiente longe da família traga grandes aprendizados à criança. 2 Fonte: http://www.crpsp.org.br/ RESOLUÇÃO CFP N.º 018/2002 Estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação ao preconceito e à discriminação racial. Art. 1º - Os psicólogos atuarão Segundo os princípios éticos da profissão contribuindo com o seu conhecimento para uma reflexão sobre o preconceito e para a eliminação do racismo. Art. 2º - Os psicólogos não exercerão O Mito da Democracia Racial Na época da constituição da história da psicologia e da psiquiatria na Bahia, o maior estado negro do mundo e com restritas oportunidades oferecidas a estes, questionava-se a capacidade cognitiva dos negros e a possibilidade de incorporá-los na sociedade com igualdade, após a abolição. Hoje, o que se vê é a falsa ideia de que há uma “democracia racial” nas relações raciais, que oculta a verdadeira face da desigualdade social, sendo o não reconhecimento deste problema contribuinte para o enfraquecimento desta população, impossibilitada de uma possível atuação em resposta ao preconceito e em busca da igualdade esperada desde tempos remotos. qualquer ação que favoreça a discriminação ou preconceito de raça ou etnia. Art. 3º - Os psicólogos, no exercício profissional, não serão coniventes e nem se omitirão perante o crime do racismo. Art. 4º - Os psicólogos não se utilizarão de instrumentos ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas, estereótipos ou discrimina- A Psicologia colabora para ocultar a discriminação racial sofrida pela sociedade brasileira, negando sua existência, o que impossibilita uma possível intervenção e enfrentamento. Segundo o autor Marcus Vinicius de Oliveira Silva, essas relações sociais envoltas pela discriminação são as responsáveis pela desigualdade social, econômica e política e mantêm os afrodescendentes nas posições de piores índices da herança escravocrata e menores chances e oportunidades, além de influenciar no desenvolvimento da sociedade e do país. ção racial. Art. 5º - Os psicólogos não colaborarão com eventos ou serviços que sejam de natureza discriminatória ou contribuam para o desenvolvimento de culturas A importância da admissão e do olhar da Psicologia sobre essas relações raciais, tomadas por efeitos nocivos à subjetividade dos indivíduos e das coletividades, além do fenótipo afrodescendente, inclui também a identidade do “branco discriminador” como superior em seus direitos, o que permite atentar-nos mais e buscar uma atuação mais ativa na situação. institucionais discriminatórias. O autor cita três razões pelas quais a Psicologia deveria trabalhar mais a questão da discriminação racial no Brasil: tos públicos nos meios de comunicação 1.Primeiramente, pensar que o sujeito é constituído por sua etnia e que esta, nos negros, é inferiorizada. Sendo assim, é fundamental a colaboração dos psicólogos no esclarecimento da experiência emocional da humilhação social cotidiana e em seu enfrentamento; Art. 6º - Os psicólogos não se pronunciarão nem participarão de pronunciamen- de massa de modo a reforçar o preconceito racial. Art. 7º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. 2.Contribuir para um conhecimento mais aprofundado da identidade negra em sua cultura tão singular, de construção social muito própria e específica; 3.Utilizar o conhecimento da Psicologia, pensando no sujeito que discrimina e no preconceito como um aprisionamento de forças psíquicas e energias sociais significativas. Estes podem ser passos importantes na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Pense nisso! Fonte: SILVA, Marcus Vinicius de Oliveira (Comp.). Psicologia, subjetividade e relações raciais no Brasil. In: BOCK, Ana M. B.. Psicologia e Compromisso Social. [s. L.]: Cortez, 2002. Cap. 6, p. 93-109. Brasília-DF, 19 de dezembro de 2002. ODAIR FURTADO Conselheiro-Presidente Fonte: http://www.crpsp.org.br/ 3 Agenda Prepare-se! O III Ciclo de Estudos da Saúde — CESFAJ 2011— acontecerá nos dias 02, 03 e 04 de maio. Nos dias 03 e 04 de maio, será VI Congresso Interamericano de II Congresso Luso-Brasileiro de Psicologia da Saúde e II Congresso Internacional de Psicologia da Saúde e I Congresso IberoAmericano de Psicologia da Saúde realizada, também, a IX Mostra de Data: 26/05/11 a 28/05/11 Neuropsicologia Estágio de Psicologia, com a parti- Data: 20/05/11 a 22/05/11 Local: São Bernardo do Campo/SP cipação do 5º e 9º semestres e Local: São Paulo/SP Contato: Contato: (11) 4366-5577 (11) 3069.8008 / 3069.6188 [email protected] [email protected] Inscrições: Para estudantes até 30/04—R$160,00 Para estudantes até 15/05—R$210,00 Para estudantes após 01/05—R$180,00 premiação ao melhor pôster. Participe! PALESTRAS REALIZADAS Data: 04/04/11 Tema: Psiconeuroimunologia Palestrante: Tatini M. Pinto Aos alunos do 7º semestre Inscrições: Para estudantes no local—R$280,00 http://www.abpsa.com.br/login.php http://www.cepsic.org.br/novo/ Informações: Informações: http://www.metodista.br/ev/psicologia-dasaude/ www.congressointeramericano.com.br/ http://www.abpsa.com.br/ X CONPE—Congresso Nacional de Data: 05/04/11 Tema: Psicologia Hospitalar: intervenções psicoterapeuticas nas doenças crônicas Palestrante: Vivian de F. Dutra Aos alunos do 9º semestre Data: 07/04/11 Tema: A defesa dos direitos humanos através de experiências de ajuda humanitária Palestrante: enfermeiro Wilson Estevam Filho Aos alunos do 1º e 7º semestres Data: 13/04/11 Tema: Aspectos biológicos e culturais da surdez Palestrante: Vanessa Regina de Oliveira Martins Aos alunos do 9º semestre Expediente Este boletim é uma publicação interna do Curso de Psicologia—FAJ Produção: Fernanda Delamuta Vitti Coordenação: Vanessa C. Cabrelon Jusevicius Jornalista responsável: Bruno H. Felisbino (MTB: 51682) I Congresso Internacional de Psicologia Escolar e Educacional Criatividade e Inovação Data: 03/06 a 06/06/11 Data: 29/06/11 a 01/07/11 Local: Maringá/PR Local: Manaus/AM Contato: Contato: [email protected] (92) 3082-7303 / 3305-4550 Inscrições: [email protected] Estudantes de 30/03 a 02/07/11—R$125,00 Inscrições (até 24/06/11): Para estudantes no local—R$155,00 Para estudantes após 30/03—R$120,00 Pagamento via depósito bancário. http://congressocriatividade.com.br/ Informações: http://abrapee.psc.br/xconpe.html Visitas Técnicas 1º semestre 2011 3º semestre 30/03/11—4ª feira 13:00h às 17:00h Fundação Orsa — Projeto Bate-Lata Campinas/SP 1º semestre 30/04/11— Sábado 09:00h às 12:00h Interclínicas FAJ Jaguariúna/SP 7º e 9º semestres 15/04/11—6ª feira 12:30h às 18:00h Centro Infantil Boldrini Campinas/SP 5º semestre 11/05/11—4ª feira 07:45h às 12:00h Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira Campinas/SP