A moral da história de um herói de seringal. Marques, Maria do Perpétuo Socorro Calixto Departamento de Artes-Cênicas Universidade Federal de Uberlândia Prosseguindo com a pesquisa do Projeto História Social do Teatro na Amazônia: Discurso e Memória, apresentaremos a análise da peça O herói do Seringal, do paraense Nazareno Tourino, texto que retoma o espaço amazônico como cenário e como elemento de intriga entre as personagens. A peça é mais uma que coloca a Amazônia como palco para narrar a história dos migrantes nordestinos vindos para o Acre para o corte da borracha, portanto, integra o rol do arquivo que tematiza a velha, mas em processo constante de interpretação, história da região. Para análise, observaremos como esse conteúdo histórico é espraiado no gênero em que a peça se apresenta, além disso, somaremos a essa ferramenta teórica, as discussões que versam sobre as produções discursivas identitárias do homem amazônida e como o herói, anunciado no título da peça, constrói-se na perspectiva da moral e da ética matizadas nesse profundo verde escuro. Palavras-chave: Teatro, História, Moral e Discurso. Durante os anos que seguiram ao golpe militar (1964), a cena do teatro brasileiro apresentou um rico repertório de peças que tematizavam – de forma alegórica ou não – um discurso que se remetia ao destronamento dos militares, principalmente após as imposições do Ato Institucional no. 5, e também dos estrangeiros com a crescente entrada de capitais externos no país. Desse panorama, citamos os musicais encenados pelo Grupo Opinião, na cidade do Rio de Janeiro, como Liberdade, Liberdade (1965), de Millor Fernandes, Jornada de um Imbecil (1968), de Plínio Marcos e direção de João das Neves, Roda-Viva (1967), de Chico Buarque de Holanda, dirigida por José Celso. Enfim, um rol de produções que se apresentavam nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, pólos culturais que enfrentaram e sofreram diretamente as conseqüências do regime militar. Na esteira dessa temática e produção artística dirigimos o olhar para uma peça escrita e encenada no quintal dos militares – A Amazônia, especialmente, o Pará. A peça- o O herói do seringal- escrita por um autor paraense – Nazareno Tourino ( 1934-), e encenada pela Grupo Taba de Belém do Pará – participou do Concurso “ Coroa de Teatro, realizado no Rio de Janeiro, ganhando menção “ Destaque” durante o período de 1969, honraria esta que somada à encenação fora e distante do eixo vem integrar um repertório da história oficial que aliou arte à política. Antes de entrar na 1 análise da peça, adiantamos mais uma constatação: pelo visto, como já exposto em outros artigos, alguns espaços da Amazônia brasileira já apresentavam textos e encenações respaldados em modelo do teatro relâmpago ou dos esquetes vislumbrados pelo CPC - Centro Popular de Cultura da Une - que, vale dizer, adentrou nas paragens amazônicas pelo viés da Ação Popular de orientação católica progressista que apoiavae dividia- o Centro de Cultura da Une antes do Golpe de 1964. Apesar de não apresentarmos as condições de produção desse texto no Pará, levantamos a hipótese de que ele surgiu à semelhança do ocorrido em Rio BrancoAcre, uma vez que a cópia manuscrita encontra-se no Banco de Texto do SESC daquela cidade que à época deu guarita ao Testa, grupo que integrou o teatro de agitação e propaganda nas décadas de abertura política ( Marques, 2005). A fábula em O herói do seringal narra uma história bastante corriqueira em quase todos os textos que foram catalogados durante os anos de pesquisa na Universidade Federal do Acre: ou tematiza a vida dos seringueiros nas colocações dos grandes seringais ou, na maior parte analisada, as conseqüências da saída desse homem de seu local de trabalho para um centro urbano na mesma região. O que nos chamou a atenção nesse texto é que além de tratar de um assunto que investigamos - a história da Amazônia na materialidade do texto teatral e as condições de produção de espetáculos e formação de grupos amadores - foi o fato de ser o próprio seringal o espaço ficcional de toda a peça, sem trânsito de personagens do campo para cidade ou da cidade para campo e, apresentar nas relações entre os personagens sentimentos como a honra e a ética. Para tanto, entraremos em algumas passagens da fábula para localizar o leitor: o texto apresenta-se formalmente em três atos, no ano de 1920, no interior da Amazônia, provavelmente às margens do Rio Tocantins, não de uma passagem do rio, mas de toda sua extensão, como era comum na propriedade dos seringalistas a presença de todo um largo do rio (Iglesias,1993). A trama e como se constrói a tensão no texto se apresentam a partir do momento em que a peça é aberta com um Cartaz, meio à moda da dramaturgia brechtiana, que anuncia a seguinte sentença: “Regime de trabalho em seringal, ano de 1920, Amazônia Legal...” Nesse quadro, é apresentado um encontro entre um Capataz e mais dois personagens, cuja referência recebe o nome de suas funções no texto: de um lado, há um seringueiro veterano e de outro o seringueiro Bravo, alcunha atribuída àqueles que chegavam à floresta, mas que ainda não a dominavam. Ao invés de ser a floresta a brava, é o homem que, ao desbravá-la é chamado de “Brabo”. O teor da conversa entre 2 os três – Capataz, Veterano e Brabo – retoma uma prática cotidiana daqueles tempos que compromete não somente a árvore, mas que indica a possibilidade de o trabalhador daquela floresta juntar recursos, saldar suas dívidas com o seringalista e voltar à sua terra natal. Essa prática abre o diálogo entre Capataz e Seringueiro Brabo, quando aquele diz Capataz – Então é verdade, seu cretino? Há quanto tempo você faz isso? (....) Capataz – Mas já aprendeu que ferindo a seringueira lá em cima dá mais leite, não é? Quem lhe ensinou essa safadeza? Foi este aí? ( O herói do seringal, ato 1) Esse diálogo inicial pontua a relação entre patrão-empregado que irá se constituir, como um todo, na configuração de personagens antagonistas: será da relação de trabalho que, nos quadros seguintes, surgirão, meio que atrapalhados, os perfis dos protagonistas: homens que morando naquela localidade procuram um meio de fugir e voltar para o lugar de que partiram. A dicotomia é muito bem marcada, tanto é que os nomes das personagens fazem alusão à função que exercem na narrativa. Os homens, desse grupo, são representados por nomes que anunciam um tipo de comportamento: um se chama Valente - o que lidera a organização-, outro Covarde – o que morre de medo das ações inquisitórias do Coronel-, o Doente – aquele que tem vontade e coragem para fugir, mas não possui condições físicas (saúde), pois está sempre com o impaludismo, - o Veterano – o mais velho do grupo e que ensina aos demais as práticas do cotidiano no seringal, como cortar a árvore leiteira e relacionar-se com as poucas mulheres que por lá aparecem, e um Bravo – homem que acaba de chegar na floresta e ainda precisa ser amansado por ela, e por fim, um Delator e um sujeito Culto, este último está no seringal porque cometeu grave infração na cidade e , para se esconder da polícia, aceita trabalhar no corte da Seringa. Esses homens apresentam características que, visivelmente, indicam que seus comportamentos são determinados pelo meio ambiente em que vivem: na floresta, isolados de familiares e relações afetivas, vivendo como se escravos fossem. Os dois primeiros atos da peça introduzem o assunto e verticalizam na construção de um nó dramático que se constrói quando um grupo de seringueiros 3 inconformado com o trabalho escravo e com a ausência da família, especialmente de mulheres, premedita a fuga desse espaço. É esse grupo e discussão que abrem o primeiro ato do texto e, portanto, leva o leitor a pensar que é desse lado, posto que maltratado pelo personagem Coronel, de onde sairá um sujeito, cujas ações salvarão os demais dessa situação infernal. Mas um deles, diferente dos demais, apresenta-se com nome próprio e cor diferente dos demais: chama-se Guaribão e é preto. As características atribuídas a esse personagem são as de mentiroso e preguiçoso, um velho contador de histórias, imagens que, nem de longe, podem colocá-lo no pedestal de um herói, aquele que o leitor espera como anunciado no título. Apesar de carregar a imagem de um “faz nada”, esse negro velho possui um nome e não uma alcunha e é o grande protegido do Coronel. Por ser um protegido de confiança, é à personagem Guaribão que o Coronel entrega as chaves do cadeado que prendem as canoas ao porto. E são essas as chaves que poderão possibilitar a fuga da prisão. A moral da história começa a se desvelar e como um bom contador de histórias, Guaribão é um observador atento de seu entorno e deixa transparecer características de nobreza de espírito. Essa surpresa nasce para o leitor quando, no decorrer da narrativa, o Delator descobre o plano e entrega o grupo ao Coronel que, na seqüência do segundo ato, ameaça cada um deles para descobrir o mentor do plano, açoitando aqueles que tentam lhe dar uma resposta errada para confundi-lo. O personagem que atende pelo nome de Doente dirige-lhe várias ofensas e uma vez muito doente, assume a tentativa de fuga. Seu comportamento é suficiente para que o patrão lhe entregue uma enxada e lhe obrigue a abrir uma cova, para em seguida, o capataz atirar-lhe na nuca, vangloriar-se por isso, e terminar de matá-lo. O Coronel mostra aos demais o que é capaz de fazer com aqueles que o afrontam. Diante dessa situação quase todos tremem, inclusive o personagem Valente. Quase todos, por que o mentiroso e contador de histórias não se curva de medo, mas de compaixão: ele chora e reza. Seus sentimentos comovem os demais e, em seguida, após a saída intempestiva do Coronel – que se dá, sugestivamente, quase sempre pelo lado esquerdo1 – Guaribão entrega a chave ao grupo. O caminho estava quase aberto, mas o grupo não conseguiu fugir e, descoberto, mais uma vez é penalizado pelo Coronel. Novamente, uma ação que leva o leitor para o 1 Embora o texto não apresente características de um auto medieval, a imagem das saídas da personagem alegórica – diabo- é retomada: O coronel sempre sai pelo lado esquerdo. 4 mesmo caminho: a de que haverá um herói para salvar esse grupo. Voltemos à narrativa: Diante da descoberta da fuga, o Coronel é violento como sempre. Mas diferentemente do tratamento dado aos demais seringueiros – como fossem animais selvagens como bem representa a cena do tiro na nuca em um dos homens mais fragilizados e seu enterro na frente dos companheiros-, com Guaribão sua reação é de um homem traído. O homem que entregou as chaves, portanto aquele que proporcionou a possibilidade de fuga, leva um tapa no rosto. De preguiçoso, mentiroso, caracteres que o colocam no plano de anti-herói, o negro passa a beber mais que antes e a se martirizar: não fora tratado como um animal, mas se o fosse não teria sido pior, pois dono de suas histórias e de um nome, a forma com que fora agredido era muito mais humilhante, posto que, em terreno formado na maioria por homens, as punições eram aquelas em que o torturador possui todo o aparato de força para se sobrepor aos demais: armas, homens e dinheiro. A punição dada a Guaribão infringiu sua honra masculina pois, segundo a moral vigente, quando um homem leva um tapa no rosto significa sua total submissão ao outro e nem a um pai é permitido essa agressão à sua masculinidade de um filho. O tapa no rosto, parece que em todas as sociedades, fere os brios que todos devem ter independente do lugar que ocupam. Ao não utilizar seu poder/armas de mando e punição, o Coronel humilha Guaribão diante dos outros, como fosse ele de fato um “nada”, embora seus sentimentos tenham sido de um homem diante da ingratidão. Agredido em seus brios, Guaribão, após dias de martírio, vai ao encontro do Coronel que, por sua vez, está pronto para fazer as pazes, e mata-o com algumas facadas. Vejam que o texto organiza uma situação nos dois primeiros atos que proporcionam a previsão de que o herói sairá do grupo organizador da fuga, depois que em nome deles, Guaribão será o novo herói, para em seguida, numa espécie de peripécia aristotélica (ação ao contrário), o heroísmo nascer de uma ação ou reação individual e não mais coletiva e cujo mote, a honra, nos leva a um outro cabedal de interpretação: a de que não se bate em cara de homem, frase constantemente repetida pela personagem protagonista após a ação do Coronel. Esse aspecto de defesa pessoal dá um diferencial nesse texto em relação aos demais que recolhemos e analisamos no longo e lento processo de pesquisa sobre o Teatro na Amazônia. Embora produzidas em tempos diferentes, o ano de 1969 - ano em que se deu o surgimento dessa peça – é marcado por um período de produção cultural que além de ressaltar temas da ordem social, buscavam falar em nome de um coletivo e 5 construir uma forma teatral compatível com seu conteúdo. A ordem social e a coletividade são perceptíveis na arquitetura de O herói do Seringal, mas o caminho naturalista, viés que explica o comportamento do homem como resultado do ambiente em que vive ou origem da raça - no caso de Guaribão que, por ser negro, carrega a imagem de preguiçoso e mentiroso - é realçado por uma construção fechada que nem os cartazes anunciando o início das cenas – à moda brechtiana- e nem a pretensão de uma interpretação anti-realista, como anuncia as rubricas do início do primeiro ato, conseguem desconstruir. O ideal de um homem, absoluto, que reage, especialmente em nome de sua honra e dignidade pessoal prevalece nesse universo ficcional. A possível fuga dos seringueiros somente seria possível se um dos homens que moravam naquele espaço apagasse para sempre a presença daquele coronel. Embora, a inominalização das personagens esteja na esfera da coletividade com características específicas dos sujeitos e as ações sejam regidas pelas condições de vida no espaço ficcional - uma colocação de um seringal-, é a ação de Guaribão – o mentiroso- que desata o nó da intriga. Então, mesmo que já tenhamos respondido, levantamos um questionamento voltado para o tema deste texto: história e ética. Em nome de quem a personagem Guaribão mata o patrão? Em seu nome ou em prol da coletividade? A sua atitude é da ordem da moral ou da ética? O protagonista precisa vingar-se para se sentir purificado e ter de volta sua dignidade de homem, a qual só é possível de se constituir na relação com os demais. Precisa acabar com seu tormento de ser “um nada”, precisa ter de volta o seu nome. Para ter o respeito dos companheiros era preciso mostrar que o desrespeito do outro – do Coronel – não seria aceito. Fazer as pazes representaria sua total submissão. Significaria, para usar um termo tão caro e rotineiro dirigido àqueles que se curvam, ser “capacho” do outro. E, diante do poder do Coronel, não havia outra alternativa que não fazê-lo desaparecer, até para poder apagar a vergonha de um tapa no rosto. Diante da ofensa recebida, somente o sangue do outro lavaria sua honra. Mas, de que é constituída a honra desse homem? Podemos afirmar que seu ato – o assassinato - foi movido por uma questão da ordem da moral, dos costumes, do senso comum, pois que sua atitude não foi comandada em função de um ideal de coletividade, para ajudar na libertação dos companheiros que não aceitavam aquela vida. Seu ato foi regido mais por uma moral arraigada no imaginário popular – de que homem não leva “tapa na cara”. 6 Porém, se voltarmos aos antecedentes no texto, podemos dizer que Guaribão teve uma atitude ética quando chorou diante da humilhação sofrida por “Doente” e mais, inconformado pelos maus tratos sofridos pelos companheiros muda sua atitude, de consentimento pois que não fazia nada, e lhes dá a chave da fuga. Ou seja, indignado diante dos desígnios impostos a outros pela moral capitalista, ele tem uma atitude ética em abraçar a causa de luta pela liberdade do grupo. E talvez ainda possamos fazer uma outra leitura do ato de assassinato motivado por uma questão individual - o ato pode ser visto como atitude ética se levarmos em conta o significado do tapa no rosto de um homem como submissão total. Ou seja, quando o Coronel rebaixa um homem em sua honradez, em seus brios mais profundos, ele está dirigindo o tapa a todos os homens e, possivelmente, dizendo “faço com vocês o que quiser, pois que são propriedade minha e não podem fugir à moral- costumesdeterminada naquele universo de trabalho”. Porque, além de se sentir traído, para o Coronel era preciso deixar claro que a deferência ao negro ia até o limite por ele imposto. E Guaribão foi ético no sentido de que a indignação diante do tapa no rosto, mais que um tabu, é um principio. Vejamos, ele não diz - não se bate em minha cara, ele diz – não se bate na cara de um homem. Porque bater na cara de um homem significa negar-lhe uma condição humana que o faz semelhante aos outros – nenhum homem apanha na cara. Sem dúvida a peça apresenta a temática do trabalho escravo, no entanto, ao contrário da maioria das obras do momento que visam passar a lição da importância da coletividade para fugir ao julgo dos patrões capitalistas, O Herói do Seringal prima por apresentar homens que se constroem nas suas particularidades, nas suas individualidades. O texto inicia sua tessitura com uma proposta de discussão sobre a relação de trabalho escravo, bem como fizeram os dramaturgos dos anos pós-64, mas ao colocar a saída do grupo na ação de Guaribão que, por motivos mais individualistas do que coletivos, retira o opressor de cena em um esquema um tanto naturalista: apesar dos cartazes quebrando a cena, que preza pela cuidadosa motivação construída segundo o esquema de exposição, peripécia, clímax e desenlace, a saída formal ofusca a projeção das forças sociais e termos cênicos. A peça, de cunho psicológico individualista trás a honra, que apesar de ser construída sem dúvida pela escravidão, como parte inerente de todos os homens que, no caso, aflora como anti-escravidão em uma situação deliberadamente acidental na vida de um homem. O título – O Herói do Seringal- não apresenta um herói, mas a busca de 7 um herói para os seringueiros e coloca em debate a própria idéia da construção de salvadores em momentos de revoluções, sejam elas grandes ou pequenas. E, ao fazê-lo, é grandiosa em estratégia porque faz pensar e toca o sujeito em seus princípios de ser humano diante de todas as formas de opressão. Por seu caráter universalista, - posto que a subserviência, a escravidão são, de alguma forma, quase inerentes a todos os períodos e todos os lugares-, ao tematizar a honra de todos os homens, sem os clichês tão caros ao teatro ativista, passou ilesa aos censores da ditadura e ainda foi agraciada com prêmio pela sua grandeza literária. BIBLIOGRAFIA: BAKHTIN, Mikhail. O problema do conteúdo, do material e da forma na criação literária. In: Questões de literatura e de estética: A teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernadini e al.São Paulo: Unesp, 1998. BORHEIM, Gerd. Brecht: a estética do teatro. Rio de Janeiro: Edições Graal Ltda, 1992. BRECHT, Bertold. Estudos sobre o teatro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978. ________. Teatro dialético. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967. MARQUES, Maria do P. Socorro Calixto. A cidade encena a floresta. Rio Branco: Edufac, 1995. IGLESIAS, Marcelo Piedrafita. O astro luminoso: Associação indígena e mobilização étnica entre os Kaxinawá do rio Jordão. Dissertação de mestrado apresentada ao PPGAS-MN-UFRJ, 1993. ROSENFELD, Anatol. Naturalismo e impressionismo. In: O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1985. TOURINHO, Nazareno. Herói do Seringal. In: ______ Peças Teatrais. Belém: Universidade Federal do Pará, 1976. http://www.acordapara.com.br/colunistas/jorge_calderaro/nazareno_tourinho.htm. Acesso: 12 de setembro de 2009. 8