AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS APLICADAS
À ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO
RURAL NA PRODUÇÃO PECUÁRIA DA
MESORREGIÃO DO CARPINA
Daniel Dias da Silva1, Ralph Rodrigues Pires da Silva2, Ádamo Mendes Estimas3, Hélio Lauro Soares Vasco
Neto4, Crissanny Inês de Oliveira Silva5, Felipa de Araújo Cabral6, Martha Maria Vasconcelos Lima Matos 7
Introdução
A agropecuária tem sido utilizada de
acordo com a tradição como sinônima na
economia brasileira. Esses termos referem-se ao
setor produtivo baseado na atividade rural, que
tem no mundo um fator de produção essencial [1].
A criação de gado bovino é a mais
difundida mundialmente devido à utilidade que
apresenta ao homem - força de trabalho, meio de
transporte e principalmente fornecimento de
carne, leite e couro [2].
Os projetos de extensão voltados às
atividades com animais de produção estão cada
vez mais
raros, pela necessidade de
financiamentos que custeiem os mesmos entre
outras necessidades desse tipo de trabalho. Além
disso, a falta de políticas públicas voltadas à
extensão rural tem dificultado bastante o trabalho
de extensionistas rurais, prejudicando assim o
desenvolvimento de ações extensionistas por meio
das ciências agrárias [3].
Baseando-se no exposto, observa-se que
existe a necessidade de se integrar produtores
rurais, estudantes e profissionais ligados as
ciências agrárias, permitindo
trocas de
experiências entre os mesmos, de forma a
apresentar novas oportunidades existentes no
mercado
agroindustrial,
dando-lhes
visão
contemporânea da situação da atividade de
produção. É com esta explanação, que o presente
tem o objetivo de capacitar os produtores rurais da
mesorregião do Carpina, no tocante a técnicas de
manejo sanitário e higiênico, manejo nutricional, e
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
educação ambiental, visando dar inicio ao um
maior desenvolvimento do setor primário da
economia brasileira.
Materiais e métodos
Durante os meses de maio a setembro de
2009 foram realizados quatro encontros,
referentes ao Ciclo de Vivência teórico/prático
proposto no projeto, onde foram discutidos
assuntos
relativos
ao:
associativismo,
cooperativismo,
comercialização,
manejo
higiênico e sanitária dos rebanhos, questões
relacionadas à educação ambiental, dificuldades e
facilidades de créditos rurais, entre outros
capacitações, através de Dias de Campo,
Minicursos, Oficinas, Palestras e distribuição de
folders socioeducativos. Além de visitas aos
proprietários em suas respectivas comunidades.
Resultados e discussão
Os projetos de extensão voltados às
atividades com animais de produção estão cada
vez mais
raros, pela necessidade de
financiamentos que custeiem os mesmos entre
outras necessidades desse tipo de trabalho. Além
disso, a falta de políticas públicas voltadas à
extensão rural tem dificultado bastante o trabalho
de extensionistas rurais, prejudicando assim o
desenvolvimento de ações extensionistas por meio
das ciências agrárias[3].
Primeiro Autor, Técnico Agrícola; discente de graduação de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de
Medeiros, s/n Dois Irmãos - Recife/PE, e-mail: [email protected];
Segundo Autor, Técnico Agrícola; discente de graduação de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de
Medeiros, s/n Dois Irmãos - Recife/PE, e-mail: [email protected]
Terceiro Autor, discente de graduação de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n Dois
Irmãos - Recife/PE, e-mail: [email protected];
Quarto Autor, discente de graduação de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n
Dois Irmãos - Recife/PE, e-mail: [email protected];
Quinta Autor, discente de graduação de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n Dois
Irmãos - Recife/PE, e-mail: [email protected];
Sexto Autor, discente de graduação de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n Dois Irmãos
- Recife/PE, e-mail: [email protected];
Sétima Autora, Professora Adjunta do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de
Medeiros, s/n, Dois Irmãos – Recife/ PE, e-mail, e-mail: [email protected]
Urge que existe a necessidade de se
integrar produtores rurais, estudantes e
profissionais ligados as ciências agrárias,
permitindo trocas de experiências entre os
mesmos, de forma a apresentar novas
oportunidades existentes no mundo do trabalho,
dando-lhes visão contemporânea da situação das
atividades de produção. É com esta explanação,
que o presente projeto tem o objetivo de oferecer
assistência técnica aos produtores rurais da
mesorregião do município do Carpina, através da
realização de ações sócioeducativas.
Em maio do ano corrente, foi dado início
as atividades previstas no referido projeto de
extensão, onde através de reunião com a equipe
executora do projeto, professores, técnicos e
alunos de graduação de diversos Cursos da
UFRPE, foi discutido e elaborado atividades de
campo, no âmbito das ciências agrárias, visando
um diálogo constante com criadores (pecuarista)
do Município do Carpina e nos municípios
circunvizinhos, foi levantado dados referentes ao
que os mesmos necessitavam para melhorar sua
produção.
Durante o período de maio a setembro de
2009, foram realizados quatro encontros,
referentes ao Ciclo de Vivência Teórico/Prático
dos Pecuaristas do Carpina, onde o primeiro
encontro foi realizado na sede da Cooperativa de
Laticínios Mista do Carpina – COLAMCARPI,
onde foram oferecidas palestras de associativismo,
linha de crédito e microcrédito rural aos
participantes do mesmo, o segundo foi realizado
no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nazaré
da Mata, onde os participantes puderam receber
informações no tocante ao cooperativismo e
microcrédito rural, além de visitas as propriedades
dos participantes, o terceiro encontro do aludido
ciclo foi realizado no assentamento de Reforma
Agrária Pedro Inácio, onde os envolvidos
participaram de palestras e oficinas, com temas
relacionados aos cuidados sanitários com os
rebanhos, melhoramento de pastagens, apicultura,
associativismo e cooperativismos, cuidados com o
meio ambiente, além de visitas as parcelas
(propriedades) dos assentados para diagnóstico
das aludidas propriedades. Além de práticas de
campo, como casqueamento, castração e marcação
de caprinos, bem como atendimento clínico
veterinário dos rebanhos. Uma vez diagnosticados
os problemas existentes nas propriedades
visitadas, foram realizadas práticas de campo tais
como identificação de rebanho, orientação para a
realização da escrituração zootécnica, manejo
sanitário, nutricional e reprodutivo dos rebanhos.
Dos 185 animais atendidos pelo projeto, cerca de
70,2% foram tuberculinizados e examinados no
tocante a infestação parasitária, além da realização
de exames laboratoriais. Os proprietários ainda
foram orientados sobre boas práticas de fabricação
de derivados oriundos da pecuária local,
contribuindo assim com uma questão de saúde
pública, no quarto encontro os participantes do
mesmo foram contemplados com mini-cursos e
oficinas com temas relacionados a produção de
derivados do leite e da carne e aplicações de
medicamentos para o rebanho. Participaram do
aludido ciclo na qualidade de patrocinadores o
Banco do Nordeste do Brasil - BNB, Banco do
Brasil - BB, Mauricéa Alimentos do Nordeste –
MAURICEA LTDA, Cooperativa dos Laticínios
Mista do Carpina - COLAMCARPI e Federação
da Agricultura do Estado de Pernambuco –
FAEPE, vale ressaltar a importante parceria do
Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA,
firmada durante a realização do segundo encontro,
tendo em vista que o mesmo vem desenvolvendo
atividades parceiras ao aludido projeto de
extensão. Atendendo um total de 86 famílias.
Mesmo com ações socioeducativas
voltadas a assistência técnica e extensão rural,
alguns avanços já podem ser relatados, no que
tange a sensibilização dos envolvidos nas aludidas
ações, porém Freire conclui que até que os
pequenos criadores de certas regiões do estado de
Pernambuco atualizem seus conhecimentos
técnicos, e os técnicos desenvolvam habilidades
que os tornem aptos às trocas de conhecimento
utilizando-se uma linguagem comum, muito ainda
há que se aprender e ensinar no campo, no século
XXI [4] .
Agradecimentos
A PRAE/UFRPE, a FAEPE/SENAR, ao
Banco do Brasil, ao Banco do Nordeste do Brasil,
ao SINTUFEPE a COLAMCARPE, a Mauricea
Alimentos e a todos aqueles que contribuíram
para o desenvolvimento do referido trabalho.
Referencias Bibliográficas
[1] ANUALPEC. Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo:
Instituto FNP, 2006;
[2] IBGE - Censo Agropecuário-
2007
[3] MEDEIROS, L.S., LEITE, S. (Orgs.). Formação dos
assentamentos rurais no Brasil – processos sociais e
políticas públicas. Porto Alegre, Rio de Janeiro: Editora da
UFRGS: CPDA, 1999. 282p. Pp. 161-196.
[4] FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1977.
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