UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV
AGRONOMIA
MARCELA PADILHA
ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM PLANTAS DE LAVOURA
NA REGIÃO DE CASTRO – PR
LAGES, SC
2012
MARCELA PADILHA
ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM PLANTAS DE LAVOURA
NA REGIÃO DE CASTRO – PR
Relatório final de Estágio Curricular
Supervisionado do curso de Agronomia
apresentado ao Centro de Ciências
Agroveterinárias, da Universidade do
Estado
de
Santa
Catarina
–
CAV/UDESC, como requisito para
obtenção de título de Engenheira
Agrônoma.
Orientador: Prof. Dr. Leonardo Bianco
de Carvalho
LAGES, SC
2012
MARCELA PADILHA
ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM PLANTAS DE LAVOURA
NA REGIÃO DE CASTRO – PR
Relatório final de Estágio Curricular Supervisionado do curso de Agronomia apresentado ao
Centro de Ciências Agroveterinárias, da Universidade do Estado de Santa Catarina –
CAV/UDESC, como requisito para obtenção de título de Engenheira Agrônoma.
Banca Examinadora:
Orientador: ________________________________________________________________
Prof. Dr. Leonardo Bianco de Carvalho
Universidade do Estado de Santa Catarina – CAV/UDESC
Membro: __________________________________________________________________
Prof. Dr. Ricardo Trezzi Casa
Universidade do Estado de Santa Catarina – CAV/UDESC
Membro: __________________________________________________________________
Prof. Dr. Claudio Roberto Franco
Universidade do Estado de Santa Catarina – CAV/UDESC
Lages, SC, 12 de novembro de 2012
DEDICATÓRIA
In
memoriam
Maria
Luiza
Ferreira Padilha e Pronilda
Vilani
E minha família!
AGRADECIMENTOS
A Deus!
Obrigada Senhor, por ser quem eu sou e por chegar aonde cheguei, pois se não fosse
Sua mão a me abençoar e dar forças para continuar... Quero pedir que continues comigo
dando-me força e energia para que eu possa trilhar com sucesso meu caminho.
À minha família!
Obrigada pelos exemplos de força e coragem que fizeram com que nunca desistisse
dos sonhos, pois através dos exemplos encontrado em casa, pude determinar caminhos que
jamais pensasse em trilhar... Pela certeza de que, em vocês, encontraria o conforto para as
decepções e fracassos! Valeu pelos sacrifícios e renúncias em favor de oferecer-me o melhor
de suas possibilidades. Enfim, agradeço por fazerem de mim o que sou agora, pois o mérito da
minha vitória também é de vocês! A vocês só ficam o meu amor eterno, Cícero, Yara, Yanna
e Augusto.
Aos mestres e colegas!
Agradeço todos os professores do Curso de Agronomia da UDESC-CAV, meu
orientador de estágio Professor Leonardo, ao professor Cassandro do qual tive a oportunidade
de trabalhar em seus projetos de pesquisa durante o período acadêmico, aos colegas por
fazerem parte da minha vida e da minha formação acadêmica. Obrigada por terem entrado em
minha vida transformando-me em uma profissional digna, capaz de enfrentar qualquer
dificuldade profissional honestamente. Em especial aos colegas a Josiani, Deise, Francielle,
Crizane, Mayara, Vinícius, Alexandra, Aline, Mariuccia, Stüpp, Bruna, Paulo, Iara, Thalita,
Ingrid, Janaína, enfim todas as pessoas que de alguma forma contribuíram ou torceram pelo
meu sucesso.
À Iharabrás
Gostaria de agradecer a empresa, pela modo de trabalho, pela equipe que tem, pela
atenção desde o primeiro momento comigo, a oportunidade incrível que me proporcionou
tanto um crescimento profissional quanto pessoal, em especial ao meu tutor Lucas Sonego
Silva, que muito contribuiu a minha formação e auxiliou em todas as dificuldades.
v
À Cooperativa Castrolanda
Agradeço em especial a todos pela oportunidade de ter realizado o estágio curricular
em parceria na Cooperativa Agropecuária Castrolanda. Também á todos os Agrônomos que
acompanhei durante o período de estágio e aos Amigos (as) que fiz durante esse período.
Aos Amigos
Agradeço pelos meus amigos que mesmo longe sempre torceram por mim e me deram
força pra conquistar todos os meus sonhos, em especial a Juliana, Néia, Viviane, Bianca,
Dany, Miriam, Dona Marisa, Eliane e família e aos amigos que conquistei nesse período de
estágio, a Dona Palmira e família e Elizete.
EPÍGRAFE
“Nunca duvide de mim”
(Palharini, D. 2012)
RESUMO
PADILHA, Marcela. Assistência técnica em plantas de lavoura na região de Castro – PR.
2012. 59 f. Relatório (Estágio Curricular Supervisionado em Agronomia – Área: Agronomia)
– Universidade do Estado de Santa Catarina. Estágio Curricular Supervisionado de Conclusão
de Curso, Lages, 2012.
O relatório tem como objetivo descrever as atividades realizadas durante ao período de
estágio curricular supervisionado na empresa Iharabrás em parceria com a cooperativa
Castrolanda, sendo que as principais atividades realizadas seriam o acompanhamento aos
Engenheiros Agrônomos, para a identificação dos principais problemas com pragas, doenças e
plantas daninhas da região e divulgação do portifólio Iharabrás para as culturas da região:
soja, milho e trigo, para esses problemas realizou-se como ultima etapa o controle químico.
Sendo que além dessas outras culturas foram acompanhadas: aveia, azevém e canola.
Atividades como organização e participação em eventos e treinamentos permitiram que
houvesse maior aprendizado e aproveitamento de das experiências, pois despertou a opinião
crítica e embasamento técnico, na hora de indicar herbicida, inseticida e fungicida. O
acompanhamento técnico e o desenvolvimento de campos demonstrativos permitiu que
houvesse uma melhor formação acadêmica devido a troca de experiências entre os
profissionais de convivência e conhecimento dos produtos quanto eficácia em relação ao alvo.
Palavras-chave: Iharabrás. Herbicida. Inseticida. Fungicida.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................10
2 O PROGRAMA DE ESTÁGIO............................................................................ 12
2.1 IHARABRÁS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS ...................................................12
2.2 COOPERATIVA E AGROPECUÁRIA CASTROLANDA......................................13
2.3 PROGRAMA DE ESTÁGIO IHARABRÁS COOPERAR......................................15
3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ................................................................... 16
3.1 TRIGO (Triticum aestivum)...................................................................................16
3.1.1 Tratamento de sementes...................................................................................16
3.1.2 Doenças..............................................................................................................18
3.1.3 Pragas................................................................................................................22
3.3.3 Matocompetição e controle de plantas daninhas................................................26
3.3.4 Produtos da Iharabrás para o trigo...................................................................27
3.2 SOJA (Glycine max)...............................................................................................28
3.2.1 Tratamento de sementes....................................................................................29
3.2.2 Doenças de início de ciclo..................................................................................31
3.2.3 Pragas de início de ciclo....................................................................................33
3.2.4 Matocompetição e controle de plantas daninhas................................................34
3.2.5 Portfólio da Iharabrás para soja.......................................................................36
3.3 MILHO (Zea mays)................................................................................................36
3.3.1 Tratamento de sementes...................................................................................38
3.3.2 Doenças de início de ciclo..................................................................................39
3.3.3 Pragas de início de ciclo.....................................................................................39
3.3.4 Matocompetição e controle de plantas daninhas.................................................39
3.3.5 Portfólio da Iharabrás para milho....................................................................40
3.4 CANOLA (Brassica napus L. var. oleífera)...............................................................41
3.5 AVEIA (Avena strigosa)........................................................................................43
3.6 AZEVÉM (Lolium multiflorum).............................................................................44
3.7 CAMPOS DEMONSTRATIVOS............................................................................45
3.7.1 Trigo-Shake.......................................................................................................45
3.7.2 Tratamento de sementes com fungicida Certeza® em soja..................................49
3.8 PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS E TREINAMENTOS...........................................51
3.8.1 II Reunião de Inverno, Fundação ABC (24/08/2012)...........................................51
ix
3.8.2 Agroleite (07/08/2012)...........................................................................................51
3.9.3 Treinamento Iharabrás, Campo Mourão-PR (08/08/2012)...................................51
3.8.4
I Dia de Campo de Plantio de Verão do Grupo CIA da Terra
(31/08/2012)........................................................................................................51
3.8.5. Palestra “Importância da Qualidade Sanitária das Sementes no Controle de
Mofo Branco” (19/09/2012)..............................................................................52
3.8.6. 2° Workshop de Batata (24/10/2012)................................................................52
3.9 ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS...........................................................................53
4 CONCLUSÃO............................................................................................................53
5 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA..................................................................................54
1 INTRODUÇÃO
Para complementar a formação curricular dos discentes do curso da Agronomia é
importante a realização do estágio curricular para que todo o conhecimento teórico adquirido
no período de quatro anos e meio em sala de aula seja validado pela prática no campo.
Segundo o Art. 1º da Lei 5.194/66, CONFEA/CREA, as áreas de atuação do Engenheiro
Agrônomo podem ser: Solos, Zootecnia, Fitotecnia, Engenharia Rural, Tecnologia de
Alimentos, além de importante papel na economia, pois as grandes commodities agrícolas são
representadas por grãos (CONFEA, 2012). Dentre as diversas competências do Engenheiro
Agrônomo pode salientar-se que o profissional tem como função conservar e transformar o
ambiente natural para produzir plantas e animais úteis ao homem, ou seja, alia ciências exatas,
econômicas, naturais e sociais, em que a prática dos conhecimentos adquiridos é fundamental
no desenvolvimento deste profissional.
O mercado de trabalho do agronegócio está em constante expansão no Brasil, sendo,
nos últimos anos, um dos países mais produtores de grãos no mundo (CONAB, 2012). O país
consolidou a posição de maior exportador mundial de café, açúcar e suco de laranja, e tornouse também líder em soja (grão), fumo e carne bovina, suína e de aves, além de alcançar a
segunda posição em farelo e óleo de soja.
O bom desempenho do Brasil na área agrícola,
consequentemente, permite que se desenvolva o mercado de insumos agrícolas pelo crescente
uso de novas tecnologias e manejos diferenciados e aumento de produtividade, tornando um
bom nicho de mercado para absorver os novos profissionais da área.
No cenário atual da agricultura brasileira e da formação profissional de Engenheiros
Agrônomos, a empresa Iharabrás S.A. Indústrias Químicas (Iharabrás) oferece todo apoio
para a realização de estágio curricular, por meio do Projeto Cooperar, exigindo boa formação
e bom conhecimento técnico, o que permite a busca por maior aprendizado para formação
complementar dos discentes de Agronomia e, consequentemente, melhor formação
profissional. Além disso, a Iharabrás, por meio desse Projeto, institui vínculos com outras
empresas e cooperativas, incluindo a Cooperativa Agropecuária Castrolanda (Castrolanda),
atuando em assistência técnica para plantas de lavoura e desenvolvimento de produtos do
portifólio da empresa.
Nesse sentido, com objetivo de aprimorar os conhecimentos técnicos adquiridos
durante o curso de Agronomia que está sendo realizado no Centro de Ciências
Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC), em Lages,
SC, realizou-se estágio curricular obrigatório junto à empresa Iharabrás, com início em 23 de
2
julho de 2012 e término previsto para 31 de dezembro do mesmo ano, atendendo toda a região
de Castro, PR, em que a Castrolanda possui entrepostos.
As principais atividades desenvolvidas no período de estágio foram: montagem e
avaliações de campos demonstrativos com produtos da Iharabrás; acompanhamento do
desenvolvimento das culturas de exploração da região, juntamente com produtores e
consultores estratégicos da Castrolanda, e de produtos da Iharabrás; participação e
organização de eventos e palestras junto à empresa; desenvolvimento de produtos junto aos
consultores da cooperativa; acompanhamento do ATV (Assistente Técnico de Vendas – Lucas
Silva, Tutor do estágio) da empresa, responsável pela cobertura da região e de consultores da
cooperativa para desenvolvimento profissional; captação de novas oportunidades de negócios
para a Iharabrás; e colheita de áreas-teste, visando a capacitação profissional.
2 O PROGRAMA DE ESTÁGIO
O estágio curricular, ao qual se refere o presente relatório, foi desenvolvido através do
Projeto Cooperar da empresa Iharabrás em parceria com a Castrolanda. Para melhor
entendimento, segue breve descrição das empresas e do Programa de Estágio.
2.1 IHARABRÁS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS
No ano de 1965, a partir da fusão de idealistas empreendedores brasileiros e japoneses
para promover o progresso do Brasil ao oferecer técnicas de agricultura mais modernas,
produtivas e rentáveis, nasceu a empresa Ihara. A Ihara teve como primeira razão social o
nome Indústrias Químicas Mitsui Ihara S/A, a partir da compra da Agropecuária e Comercial
Maracanã S/A de São Paulo, com forte participação da Mitsui & Co. Ltd e Ihara Chemical &
Co, ambas japonesas (IHARA, 2012). Até 1969, a sede era no município de Osasco, na
grande São Paulo. Em 1982, foi inaugurado o parque industrial de Sorocaba, no interior de
São Paulo, para onde também foram transferidas, em 1988, definitivamente, a administração e
a diretoria da empresa, onde estão localizadas até hoje.
Em 2004 com a compra da maior parte das ações por parte da Co. Ltd e Ihara
Chemical, tornou-se Iharabrás S/A Indústrias Químicas somente com acionistas japoneses,
atualmente são eles: Nisso, Mitsubishi, Shinetsu, Agro Kanesho, Nissan, Otsuka, Mitsui &
Co., ISK, Nihon Nohyaku Co., Mtsui Chemicals, Kumiai Chemical e Sumitomo Corporation.
Em Sorocaba também se encontram a estação experimental, onde se encontra a parte
de desenvolvimento e testes de novas moléculas para diversas culturas e alvos, conta com
uma infraestrutura de dois Green house, uma estufa completa com simulador de chuva, para
teste de produto (IHARA, 2012).
A Iharabrás atua desde 1965 no mercado agrícola e possui em seu portfólio mais de 64
produtos para as mais diversas culturas, conta com um portifólio para o controle de pragas
domésticas, produz fungicidas, herbicidas, inseticidas, nutrientes, produtos especiais,
domissanitários e fumigantes. O trabalho da Iharabrás além de levar suas soluções ao
consumidor final, que é o agricultor, também oferece seus serviços sempre com o intuito de
auxiliar o produtor rural a obter uma melhor produtividade com a maior qualidade possível e
de forma sustentável, estabelece parcerias com outras empresas do setor com as quais realiza
intercâmbio de produtos para melhor atender o agricultor, oferecendo-lhe uma maior gama de
opções para auxiliá-lo a resolver seus problemas na lavoura.
4
2.2 COOPERATIVA AGROPECUÁRIA CASTROLANDA
No ano de 1951, da união de vários agropecuaristas que sentiam a necessidade de se
organizarem para iniciar a imigração para o Brasil, ainda na Holanda foi fundada a
cooperativa Vereniginig Groepsemigratie Brasilie. O trabalho para a formação da cooperativa
no Brasil foi executado pelo então rev. W.V. Muller o Cônsul dos países Baixos e alguns
sócios da Cooperativa Agropecuária Batavo, que organizaram a Sociedade Cooperativa
Castrolanda Ltda , mas tarde originou a Cooperativa Agropecuária Castrolanda, no município
de Castro. Com a chegada dos imigrantes inicio-se o desenvolvimento da colônia e o
estabelecimento da cooperativa, inicialmente com 50 associados e com uma área aproximada
de 5.600 ha. A cooperativa, a princípio formou-se por holandeses através do árduo trabalho
destes, e outras etnias, que colaboraram direta ou indiretamente para o desenvolvimento
sustentado da região. A Castrolanda é uma sociedade cooperativa que tem o seu capital social
dividido em cotas, distribuídas entre 790 sócios (cooperados). Tendo estrutura física no estado
do Paraná, em Castro, Ponta Grossa, Piraí do Sul, Curiúva e Ventania. No estado de São
Paulo, atua em Itaberá (COOPERATIVA CASTROLANDA 2012) .
As áreas de cultivo da cooperativa correspondem a plantios de soja (79.000 ha), milho
(26.000 ha), feijão (20.000 ha), trigo (20.000 ha) e batata (2.700 ha). Na safra 2010/11, a
cooperativa recebeu a produção de 343 mil toneladas de grãos, sendo que o a capacidade
estática atual instalada de armazenamento é 360 mil toneladas, em silos e barracões
distribuídos
nas
cinco
unidades
operacionais
da
Castrolanda
(COOPERATIVA
CASTROLANDA 2012). Além disso, a Castrolanda apresenta vários segmentos:

Unidade de Beneficiamento de Leite (UBL), aonde grande parte do leite processado
vem dos produtores que fazem parte do Pool ABC, formada pelas cooperativas
Castrolanda e Batavo. Após o processamento na fábrica, uma parte do leite é
industrializado, de acordo com normas do Sistema de Inspeção Federal, sendo
comercializado com empresas do ramo lácteo em forma de leite concentrado e
bebidas lácteas. Possui leite UHT, com a marca própria Castrolanda, nas formas UHT
integral, 3% de gordura, UHT semi-desnatado, 1,4% de gordura e desnatado, 0% de
gordura. A usina também produz creme de leite com marca própria, para atender o
consumidor final.

Agrícola: foca na produção das culturas: soja, milho, feijão, trigo, aveia-branca,
aveia-preta e canola e presta assistência técnica diferenciada, atingindo bons tetos de
produção;
5

Sementes Castrolanda: conta com uma moderna instalação de laboratórios que
atestam elevados padrões de germinação vigor e sanidade sementes de soja, trigo,
batata e forrageiras, produzidas pelos associados, em atendimento à legislação
vigente. São detentoras do Selo e Qualidade Paraná, concedido pelo Ministério da
Agricultura, Secretaria Estadual de Agricultura e APASEM;

Produção de batatas semente além da Unidade de Batatas Fritas (com marca própria),
para viabilizar uma nova alternativa de exploração agrícola.;

Unidade Carne, composta em: Fábrica de Rações, com 55 tipos de rações, dentre elas,
rações para bovinos, suínos, cães, avestruz, ovinos, poedeiras e frangos de corte;

Suinocultura, que representa 20% do movimento da Cooperativa;

Ovinocultura desde 2003, sendo uma alternativa na diversificação das propriedades e
para agregar renda, produtores entregam cordeiros para abate e comercialização da
carne com a marca Cordeiro Castrolanda;

Unidade Feijão, inauguração prevista para Outubro de 2012, esta estrutura contará
com o beneficiamento do grão dos associados, levando marca Feijão Tropeiro, assim
conseguirá um valor agregado no produto.

Frigorífico para abate de suínos é um projeto entre as duas cooperativas da região:
Castrolanda e Batavo que tem previsão de início de funcionamento daqui a três anos.
Como parte de coordenação da Unidade Agrícola, a Castrolanda adota um modelo
misto de assistência técnica agronômica, sendo própria com equipe técnica formada por
profissionais da cooperativa e terceirizados. Fazem parte do escopo de serviços do
setor: planejamento de safra, programação de insumos, dias de campo, reuniões técnicas com
grupos de associados, alem de orçamentos e laudos de supervisão de lavouras
(COOPERATIVA CASTROLANDA 2012).
No setor de pesquisa agropecuária, a Cooperativa colabora, em conjunto com outras
cooperativas, CAPAL - Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda, Cooperativa Agropecuária
Batavo Ltda de Carambeí e atualmente a Cooperativa Agroindustrial de Holambra de
Holambra-SP, onde a da Fundação ABC, financiada por elas é o responsável pelo
desenvolvimento da pesquisa aplicada e pela disseminação de tecnologias que objetivem a
redução de custos e a exploração racional dos recursos naturais, na região, oferecendo a
empresas, produtores, e cooperativas ligadas subsídios para alcançar bons rendimentos na
agricultura de maneira mais eficaz.
6
2.3 PROGRAMA DE ESTÁGIO IHARABRÁS COOPERAR
A Iharabrás apresenta diversos Programas de Estágio: Energia, Jump, Evolução,
Essencial, Equilíbrio e Cooperar, além de estágio na sua estação experimental e na área de
pesquisa (Apresentação da Empresa). O Programa Cooperar apresenta como objetivos:
a) Desenvolver campos demonstrativos/comerciais nas culturas, produtos e clientes de
interesse da Iharabrás;
b) Divulgar a linha Iharabrás junto aos produtores, através de palestras e assistência
direta;
c) Atuar como suporte técnico juntamente com um ATV da Iharabrás;
d) Coordenar o correto manejo dos produtos Iharabrás em clientes/regiões estratégicos;
e) Auxiliar na execução de palestras e dias de campo;
f) Formar profissionais para fortalecimento da equipe Iharabrás.
O público principal deste Programa é de técnicos e produtores de cooperativas, sendo
a Castrolanda um dos principais parceiros da Iharabrás, pois é um cliente Taiô. Para que haja
um entendimento do contexto da cooperativa, escolheu-se o acompanhamento na área de
assistência técnica para divulgação do portfólio de produtos da empresa junto aos engenheiros
agrônomos e cooperados.
3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
As atividades desenvolvidas no estágio curricular corresponderam à assistência técnica
e ao desenvolvimento de produtos agrotóxicos para culturas que apresentam portfólio da
empresa Iharabrás, nos Campos Gerais do Estado do Paraná, região de atuação da
Castrolanda. Além disso, algumas atividades foram desenvolvidas em culturas de interesse
para essa região, mas que não apresentam portfólio da empresa.
3.1 TRIGO (Triticum aestivum)
O trigo é o cereal de inverno de maior mercado no Brasil, no entanto, sua produção é
limitada pela política de importação, ocupando o primeiro lugar em volume de produção
mundial. O consumo anual no país tem se mantido em torno de 10 milhões de toneladas e
cerca de 90% da produção de trigo está no Sul do Brasil (EMBRAPA, 2011). No Brasil, a
produção anual oscila entre 5 e 6 milhões de toneladas, sendo que cerca de 90% desta
produção está na região Sul (EMBRAPA, 2011). O trigo é cultivado nas regiões Sul (RS, SC
e PR), Sudeste (MG e SP) e Centro-Oeste (MS, GO e DF), sendo o Estado do Paraná o maior
produtor. A área cultivada com trigo na safra 2011/12, no Brasil, é de 2,16 milhões de
hectares (CONAB, 2012). Esse cenário positivo ocorreu pelo fato da garantia de melhores
preços mínimos e por fatores que estão impulsionando os preços do trigo no mercado
internacional e também pela prorrogação da nova classificação do trigo pelo W, a força de
glúten, além da seca em grandes produtores como a Rússia.
Na cooperativa Castrolanda, a produção chega a 20.000 ha, juntamente com o
entreposto de Itaberá-SP,
com produtividades geralmente superior a 3.500 kg ha-1, as
principais cultivares semeadas são: Supera, T-Bio Tibagi,e Quartzo, em densidade de 200 a
450 viáveis por metro e espaçamento de 17 cm entre linhas com 60 a 80 sementes por metro
(Figura 1), apresentando maior produtividade, conforme os agrônomos que acompanharam
ensaios da Fundação ABC. A janela de plantio na região de abrangência da cooperativa no
Paraná compreende os meses de maio a junho, sendo uma cultura que se torna importante no
manejo de um sistema de rotação de culturas, juntamente com outras culturas de
inverno utilizadas na região como canola, aveia branca, aveia preta e azevém
(destinada principalmente a silagem devido a cadeia produtiva de bovino de leite da
região).
8
Figura 1: Estande de plantas nas lavouras de cooperados da Castrolanda, em Castro-PR.
Fonte: Padilha, M. (2012)
A grande maioria da produção é em sistema de semeadura direta (Figura 2), em alguns
casos, semeadura convencional, bem comum devido à região ser uma produtora de batata
(Figura 3), porém sabe-se que a cobertura permanente do solo pode ser benéficas em alguns
aspectos como: redução de perdas de solo e de água por erosão, a redução de perdas de água
por evaporação, a redução da incidência de plantas daninhas, a redução da taxa de
decomposição da matéria orgânica do solo, a preservação da estrutura do solo, a preservação
da fertilidade física e biológica do solo, a redução da demanda de mão-de-obra, a redução dos
custos de manutenção de máquinas e equipamentos, a redução do consumo de energia fóssil, e
a promoção do sequestro de carbono no solo (EMBRAPA, 2011).
Essa safra foi visível a importância de se ter uma boa cobertura, devido aos períodos
de estiagem que houve no inverno, sendo que em locais onde não havia uma boa cobertura ou
solos naturalmente mais arenosos a produção foi prejudicada.
3.1.1 Tratamento de sementes
A realização de tratamento de sementes no trigo é realizada por alguns cooperados,
mas este processo ocorreu antes do início do estágio.
9
Figura 2: Sistema de plantio direto de trigo sobre milho, no município de Tibagi-PR de cooperados Castrolanda.
Fonte: PADILHA, 2012.
Figura 3: Em sistema de plantio convencional, após a cultura da batata.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.1.2 Doenças
As principais dificuldades quanto a produção de trigo devem-se a ocorrência e
severidade de doenças, que estão relacionadas, principalmente, a adversidades climáticas,
manejo adotado e histórico da área. A importância das doenças decorre com as perdas de
produtividade e de qualidade dos grãos (CASA; REIS, 2010). Há diversidade de patógenos
10
que causam esses prejuízos, geralmente esses agentes são fungos, mas, a campo, neste
período, os principais foram:
a) Oídio (Blumeria graminis f. sp. tritici)
Essa doença também é conhecida como mofo ou cinza, por apresentar micélio branco
acinzentado nas folhas (Figura 4), bainhas, colmo e espigas. A doença acarreta redução da
taxa de fotossíntese e o aumento da respiração. A diminuição da produção de grãos varia de
entre 5% a 8%, em anos normais, e entre 15% a 62% em anos com clima favorável à doença e
em cultivares suscetíveis. Além disso, a adubação nitrogenada pode favorecer a doença
(COMISSÃO, 2011). O oídio não requer molhamento foliar para que ocorra a infecção, basta
a umidade relativa favorável e uma temperatura de 15 a 22 °C (CASA; REIS, 2010). Como na
região condições de nebulosidade são frequentes e no inverno ocorreram temperaturas médias
altas, houve favorecimento ao desenvolvimento dessa doença.
As medidas de controle geralmente são o uso de cultivares resistentes e controle
químico. Como a cultivar mas utilizada é o Supera (estimativas internas indicam que cerca de
80% do trigo da cooperativa é dessa cultivar), suscetível a maioria das doenças, logo a
principal medida se torna a química. Prática comum a maioria dos Engenheiros Agrônomo
que assessoram os cooperados é que TUDO é trabalhado de forma preventiva, pois eles tem a
favorabilidade das doenças mais comuns na região devido ao projeto da Fundação ABC em
alguns casos quando há algum problema de logística de aplicação (dias recomendados para
aplicação não respeitado) aí sim faz-se tratamento químico curativo.
b) Ferrugem (Puccinia triticina)
Ferrugem-da-folha (Figura 5) é uma doença fúngica que se caracteriza pelo
aparecimento de pústulas com esporos de coloração amarelo-escuro a marrom na superfície
das folhas, causando perdas na produção de grãos que podem superar 50%. A doença pode
ocorrer a partir da emergência até o estádio de maturação, causando redução da área foliar
fotossinteticamente ativa e aumentando a respiração da planta. Ela necessita de temperatura
entre 16 a 18 °C e de 4 a 6 horas de molhamento foliar, sendo o vento o principal meio de
disseminação (REIS; CASA, 2005). Durante o período de estágio, foi a doença de maior
ocorrência nas lavouras visitadas na cultura do trigo, sendo recomendado o produto Shake®,
da Iharabrás, na dose de 0,7 L ha-1.
11
Figura 4: Oídio em trigo, na região de Castro-PR
Fonte: PADILHA, 2012.
Figura 5: Ferrugem na cultura do trigo, Castro-PR.
Fonte: PADILHA, 2012.
12
c) Brusone (Pyricularia grisea ou Magnaporthe grisea)
A brusone é uma doença fúngica cujos principais sintomas manifestam-se nas folhas,
como manchas, geralmente elípticas ou arredondadas, com margem marrom escura e centro
acinzentado. Nas espigas, ocorre o branqueamento e morte acima do ponto de infecção e o
escurecimento do ráquis. Períodos de molhamento inferiores a 10 horas não permitem o
desenvolvimento da doença e a temperatura de 25 °C é a mais favorável para o seu
desenvolvimento. Para regiões com histórico de ocorrência da brusone na cultura de trigo,
deve-se fazer semeaduras mais tardias e utilizar cultivares tolerantes, uma vez que, até o
momento, não se dispõe de cultivares com níveis adequados de resistência à doença
(EMBRAPA TRIGO, 2011).
d) Manchas foliares (vários agentes)
Na cultura do trigo, a denominação de “manchas foliares” tem sido atribuída a quatro
diferentes doenças fúngicas conhecidas por: Mancha Amarela (Drechslera tritici-repentis),
Mancha Marrom ou de Bipolaris (Bipolaris sorokiniana), Mancha das Glumas
(Stagonospora nodorum) e Mancha Salpicada (Septoria tritici). Na região percorrida com os
agrônomos, as manchas de maior ocorrência foram a mancha de Bipolaris e a Mancha
Amarela.
A Mancha de Bipolaris produz lesão de centro pardo-escuro e bordos arredondados e
de tamanho indefinido. Para a infecção desta doença a temperatura deve ser igual ou superior
a 18 °C, com período de melhoramento de, pelo menos, 15 horas, entretanto temperaturas
entre 20 e 28 °C são mais favoráveis ao desenvolvimento da doença. É uma doença de
ocorrência mais frequente em lavouras do Paraná e é também um fungo mais frequente em
sementes. Já a Mancha Amarela é bastante similar à mancha marrom, apresentando,
entretanto, halos mais amarelados. A faixa de temperatura mais favorável para o
desenvolvimento da mancha amarela situa-se entre 18 e 28 °C, sendo necessário, para que
ocorra a infecção, um período de molhamento de, pelo menos, 30 horas, ocorre com mais
frequência lavouras onde não se pratica rotação de culturas (CASA; REIS, 2010).
Percebeu-se, com as visitas, que esta doença se manteve durante todo o ciclo da
cultura do trigo, mesmo onde houvesse um sistema de rotação de culturas bem implementado
e com pouco molhamento foliar como foi o inverno na região, acredita-se que a isso se deve
pela pressão da doença, semeadura direta devido a palhada (a doença sobrevive em restos
13
culturais) e rotação de culturas apertada, ou seja, ausência de espécies pra serem utilizadas na
safra de verão.
O controle químico dessas doenças se mostra o mais eficiente, com o uso de
estribirulinas e triazóis ou a mistura dos dois, pois não há cultivares com registro que sejam
resistentes.
3.1.3 Pragas
a) Pulgões
Os pulgões são insetos pequenos (1,5 a 3,0 mm), de corpo mole e piriforme, com
antenas longas. O aparelho bucal é do tipo picador-sugador. São altamente prolíficos e
reproduzem-se por viviparidade e partenogênese telítoca. Vivem sobre a planta em colônias
formadas por adultos (fêmeas) alados e ápteros e por ninfas de diferentes tamanhos. As
formas de disseminação podem voar centenas de quilômetros com auxílio do vento.
Apresentam ciclo de vida muito curto, podendo completar uma geração a cada semana e
originar até 10 ninfas/fêmea/dia. Desenvolvem-se e multiplicam-se melhor em temperaturas
amenas (18 a 25º C) e em períodos de pouca chuva. O clima frio aumenta a duração do ciclo
de vida e diminui a multiplicação (GALLO, 2002).
Os pulgões alimentam-se de seiva, causando danos ao trigo desde a emergência das
plantas até que os grãos estejam completamente. Os danos dos pulgões podem ser
ocasionados diretamente, através da sucção da seiva e de suas consequências indiretas como
diminuição de tamanho, número e peso de grãos. Um dos principais danos indiretos é a
transmissão de um agente fitopatogênico que reduz o potencial de produção do trigo, o Vírus
do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC) (EMBRAPA, 2012).
O pulgão-da-folha (Schizaphis graminum) e o pulgão-da-espiga (Sitobion avenae)
(Figura 6) ocorrem mais tardiamente, sendo que, geralmente, apenas em clima seco e de
temperaturas amenas (invernos pouco intensos ou na primavera) podem acontecer pequenos
surtos destas duas espécies, como ocorreu este ano. Schizaphis graminum provoca um dano
adicional, causado pela toxidez da saliva; nos locais picados pelo pulgão ocorrem manchas
cloróticas que podem evoluir para necrose do tecido, secamento de folhas e morte de plântulas
(GALLO, 2002).
A ocorrência destas pragas só ocorreu depois do emborrachamento e principalmente
no pré-espigamento da cultura, onde as temperaturas na região se mantiveram mais elevadas,
14
atípico no período o que favoreceu o seu desenvolvimento. Segundo os agrônomos da
Cooperativa, a transmissão de Virús pelos pulgões nesta fase não é tão importante quanto no
período de perfilhamento (Figura 7).
Figura 6: Pulgão na espiga do trigo, em Ventania-PR
Fonte: PADILHA, 2012.
Figura 7: Presença de pulgões mumificados em lavouras de trigo, em Castro-PR.
Fonte: PADILHA, 2012.
15
A ocorrência de pulgões no trigo na região de Castro-PR evidencia o sucesso do
controle biológico, pois, mesmo percebendo sua ocorrência, verificaram-se muitos pulgões
mumificados, além de populações de crisopídeos e joaninhas na lavoura. Assim o controle
dos mesmos era natural, somente em alguns lugares onde a infestação estava mais alta que se
realizava controle químico, conforme a Tabela 1.
TABELA 1. Níveis de controle de alguns pulgões para a aplicação de inseticidas na cultura do Trigo
ESPÉCIES:
MONITORAMENTO (2):
TOMADA DE
DECISÃO:
Pulgão-verde-doscereais (Schizaphis
graminum) (1)
Contagem direta (emergência e
afilhamento)
10% de plantas
infestadas com pulgões
Contagem direta (elongação e
emborrachamento)
Média de 10 pulgões/
afilho
Contagem direta (espigamento ao
grão massa)
Média de 10 pulgões/
espiga
Pulgão-do-colmo
(Rhopalosiphum padi)
Pulgão-da-folha
(Metopolophium
dirhodum)
Pulgão-da-espiga
(Sitobion avenae)
Fonte: EMBRAPA, 2011
(1) denominado Rhopalosiphum graminum pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
(2) mínimo de 10 pontos amostrais por talhão.
O controle biológico natural refere-se à população de inimigos naturais que ocorre
naturalmente. Atendendo a um dos preceitos básicos do controle biológico, ou seja,
conservação, tais parasitóides e predadores devem ser preservados (e, se possível,
aumentados) por meio da manipulação do seu ambiente de alguma forma favorável (usar
inseticidas seletivos em épocas corretas, redução de dosagens de produtos químicos, evitar
práticas culturais inadequadas, manutenção de hábitat ou fontes de alimentação para inimigos
naturais). São muito importantes em MIP, pois são responsáveis pela mortalidade natural no
agroecossistema e consequentemente pelo nível de equilíbrio das pragas. É o controle
recomendado para as culturas em geral, mas principalmente para culturas com grande número
de pragas (GALLO et al., 2002). Nos locais em que houve uma alta infestação os principais
produtos utilizados eram: Orthene® e genéricos.
b) Lagartas filófagas
As lagartas-do-trigo (Pseudaletia sequax) e a lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)
são da ordem das Lepdopteras e alimentam-se mais ativamente à noite e em dias nublados.
16
Nos dias ensolarados e horas mais quentes, escondem-se no solo, em rachaduras ou sob
torrões e restos culturais. Geralmente, ocorrem em reboleiras causando danos, inicialmente,
em áreas restritas, mas que tendem continuamente ir aumentando, se não houver nenhum
controle. No caso das lagartas-do-trigo (Figura 8), os danos decorrem dos hábitos filófagos e
do ataque às espigas, onde consomem aristas e espiguetas, ou cortam na base, derrubando-as
ao solo. A lagarta-militar ocorre no início do desenvolvimento da cultura, desde a emergência
até o afilhamento. Age como inseto filófago, porém, em ataque intensos, consome toda a parte
aérea de plântulas. Os principais danos observados eram as folhas raspadas (Figura 9) e folhas
mastigadas, dificilmente encontrada em espigas (EMBRAPA, 2012).
Figura 8: Sinais de lagartas, raspagem em folhas de trigo no município de Piraí do Sul-PR;
Fonte: PADILHA, 2012.
Para o controle das lagartas filófagas, realizou-se a aplicação de inseticidas
fisiológicos (lufenuron, lambda, ), pois estes não reduzem os inimigos naturais e são seletivos
a praga. Os agrônomos, por esse motivo, não seguem nenhum nível de controle uma vez
detectada a presença de lagartas já era recomendada a aplicação. Para se optar por inseticidas
de choque, como os do grupo piretróides, a presença de lagarta tem que estar em alta
população mais de três lagartas por metro2.
17
Figura 9: Lagarta Pseudaletia sp. em lavouras de trigo, em cooperados da Castrolanda.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.3.3 Matocompetição e controle de plantas daninhas
A cultura do trigo sofre mais com a matocopetição levando a redução mais acentuada
da produtividade quando a ocorrência das plantas daninhas se dá nos estádios iniciais de
desenvolvimento da cultura, denominado período crítico de competição, que se estende, em
geral, até 50 dias após a emergência das plantas. Nesse período, os prejuízos provocados são
irreversíveis, e é por isso que nessa época o trigo deve estar livre da interferência das plantas
espontâneas (EMBRAPA, 2011).
As plantas daninhas de maior ocorrência são gramíneas como azevém, aveia preta e
aveia-branca, e que causam maiores interferência a cultura do trigo. São espécies de difícil
controle, pois pertencem a mesma família do trigo (Poacea). Por isso, o Engenheiro
Agrônomo e o produtor acabam optando por somente algumas moléculas herbicidas, de forma
repetitiva, por isso que faz a dessecação antecipada como prática comum.
A região centro-sul do Paraná se destaca por ser uma bacia leiteira bem desenvolvida,
por isso, a utilização do azevém, aveia-preta, e aveia-branca tiveram suas ocorrências e
densidades aumentadas nos últimos anos na região devido ao seu uso para alimentação animal
na forma de feno, pré-secado e silagem, cobertura do solo e inclusão na rotação de culturas,
que evita o cultivo sequencial de trigo na mesma área e também pela dificuldade de controle e
rentabilidade nos cultivos de trigo, cevada e outros cereais.
Devido ao uso de azevém como uma das formas de alimentação animal na região,
algumas sementes são compradas de outros locais fora da região centro-sul do Estado
18
(Guarapuava-PR e Rio Grande do Sul), com isso veio o aparecimento de azevém resistente a
molécula glifosato, em que, para seu controle, aumentou-se a dose de 2 L ha-1 para 3 L ha-1 ou
utiliza-se produtos graminicidas na pré-emergência do trigo. O manejo de azevém
resistente a glifosato é feito a base de graminicidas e herbicidas de contato, principalmente na
dessecação, como, diuron, iodosulfuron (70-100 g ha-1), paraquate (2-3 L ha-1),
amônio-glufosinato e cletodim (0,3-0,5 L ha-1). Não se deve esquecer que a associação do
glifosato também pode ser realizado, focando atingir outras plantas daninhas. Para que
esse
manejo
diferenciado
seja
realizado,
faz-se
a
necessidade
de
que
haja
acompanhamento constante da área para que se identifiquem áreas com azevém resistente ao
herbicida glifosato. Destaca-se que o monitoramento das áreas era realizado frequentemente
pelos agrônomos da cooperativa, sendo que quando identificado sempre havia o manejo
correto.
Em relação às eudicotiledôneas, se destacaram o nabo ou nabiça (Rapanhus sp.), cipóde-veado ou erva-de-bicho (Polygonum convolvulus) (principalmente onde havia batata como
cultura anterior), língua-de-vaca (Rumex obtusifolius) flor-roxa (Echim plantagineum),
serralha (Emilia sonchifolia) , gorga ou espérgula (Spergula arvensis) e esparguta (Stellaria
media). Essa ano devido a o inverno ter apresentado temperaturas médias mais elevadas,
ocorreram invasoras como o picão-preto (Bidens pilosa) e branco (Galinsoga parviflora) e
poaia (Richardia brasiliensis) (Figura 10).
O controle de plantas daninhas, à exceção de azevém resistente a glifosato, geralmente
é feito com antecedência, ou seja, como o principal sistema de semeadura é o direto, o
controle é feito com a dessecação da cultura anterior e logo é feito um repasse antes da
semeadura do trigo com herbicida a base de amônio-glufosinato e glifosato potássico a 2 a 4 L
ha-1. Na região, práticas conservacionistas são bem implementadas, logo sempre há uma
cobertura o que inibe ou dificulta a emergência de plantas espontâneas, várias espécies
daninhas causam perdas econômicas na produtividade da cultura.
3.3.4 Produtos da Iharabrás para o trigo
Os produtos agrotóxicos presentes no portfólio da Iharabrás para a cultura do trigo
estão descritos no Anexo I. Nas saídas de campo com os agrônomos da Castrolanda, sempre
estava sendo elencado o uso ou readequação de alguns produtos a empresa. No caso
específico do período de estágio, o principal produto da empresa que foi utilizado era o
fungicida Shake®.
19
Figura 10: Plantas daninhas na cultura do trigo em Castro-PR.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.2 SOJA (Glycine max)
A soja é a principal oleaginosa produzida e consumida no mundo, devido à
importância do produto tanto para o consumo animal, através do farelo da soja, quanto para o
consumo humano, através do óleo (SILVA et al. 2012). As áreas de produção têm crescido
ano a ano, sendo que essa expansão recente difere radicalmente do padrão que prevaleceu
durante toda a década de 1990, em que a área agrícola total com lavouras permaneceu
constante e todo o aumento da produção agrícola vegetal veio de aumentos de produtividade
da terra, com uma área total de 24, 8 milhões de ha e aumento de 0,7 % da área em relação a
safra de 2011. (IBGE, 2012; CONAB, 2012; BRANDÃO et al., 2005). No Brasil, a soja é um
dos principais itens da produção agrícola, sendo o país o segundo maior produtor mundial, e
nesse ano tem chances de despostar a primeiro produtor, movimentando em sua cadeia
produtiva de agronegócio (IBGE, 2012).
As doenças, pragas e matocompetição são importantes fatores que limitam a obtenção
de altos rendimentos em soja. A importância econômica de cada doença varia de ano para ano
e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra (; PILETTI, 1985;
EMBRAPA, 2008).
Para a cultura da soja, existe muitas cultivares disponíveis, dependendo da região de
cultivo. As cultivares mais semeadas na safra 2012/2013, na região dos Campos Gerais do
Estado do Paraná, estão descritas na Tabela 2. A escolha dos cultivares é realizada junto ao
20
produtor, levando em consideração as características de sua propriedade, da região, da cultivar
e a disponibilidade de sementes na cooperativa. A população indicada para a cultura da soja
varia entre 250 a 350 mil plantas ha-1. O espaçamento também varia entre 20 a 50 cm.
Variações de 20% na densidade não costumam alterar significativamente o rendimento de
grãos, segundo os engenheiros agrônomos da Castrolanda. No caso de populações inferiores,
a soja tende a ramificar, compensando os possíveis prejuízos. A profundidade de semeadura
indicada varia de 2,5 a 5,0 cm. A adubação deve ser feita conforme resultado da análise de
solo. Na região de atuação da Castrolanda, utiliza-se a fórmula de adubo 0–20–20, na
semeadura, na dose de 220 kg ha-1, geralmente.
Tabela 2 – Principais cultivares de soja cultivadas na área de abrangência da cooperativa Castrolanda.
Cultivar
Empresa
Grupo de maturação
BMX Apolo
Brasmax
5.5
BMX Energia
Brasmax
5.3
BMX Potência
Brasmax
6.7
NS 5909
Nidera
6.2
NS 6262
Nideira
5.8
CD206
Coodetec
*
BMX Magna RR
Brasmax
6.2
BMX Força RR
Brasmax
6.2
BMX Turbo RR
Brasmax
*Não foi encontrado o grupo de maturação
5.8
Até o presente momento do estágio e redação do relatório, na cultura da soja, só foi
acompanhado até o tratamento de sementes e o controle de plantas daninhas.
3.2.1 Tratamento de sementes
Antes de realizar a semeadura, recomenda-se fazer tratamento de sementes. Muitos
microrganismos causadores de doenças em soja têm na semente, o seu principal veículo de
disseminação, onde em condições favoráveis de ambiente, poderão causar sérios danos á
cultura. Sendo assim, a utilização de fungicidas em tratamento de sementes que proporcionem
um espectro de controle, são essenciais para diminuição de inóculo das sementes. Caso o
produtor opte por fazer o tratamento de sementes, a regulagem da semeadora deve ser feita
com as sementes já tratadas, pois com o tratamento a semente tende há aumentar um pouco
seu tamanho.
21
Sabe-se que a qualidade de semente e semeadura, contribui com a produtividade da
lavoura, ou seja, usando uma semente com boa germinação, livre de patógenos, e um bom
tratamento dessa semente para arranque inicial, sua lavoura estão no caminho certo para bons
rendimentos. As sementes também devem ser tratadas com inseticidas a fim de prevenir o
ataque de pragas de solo e manter as plantas no estádio inicial, protegidas de insetos que
atacam a parte aérea. A identificação, anterior a semeadura, de pragas iniciais, pode ser
determinada com o histórico da área, trabalho muito bem feito pelos Eng. Agr. que prestam
assistência técnica da Cooperativa, a adição de Inseticida no tratamento de semente é uma
prática comum.
Utilizou-se
também
inoculante
Bradyrhizobium
japonicum
(Rizoli
Liq®),
concentração de 5 x 109, na dosagem de 200 mL g 100 kg-1, visando a fixação biológica de
nitrogênio na soja mais a adição de protetor bacteriano para uso de inoculantes agrícolas
(Premax Protetor®) de 84 mL/100kg de sementes, garantindo, mesmo com o tratamento com
fungicida e inseticida uma durabilidade de 20 a 30 dias. Esta prática dispensa adubação
nitrogenada de base e cobertura na soja, pois através da associação com a bactéria a
planta consegue suprir a necessidade de Nitrogênio para seu desenvolvimento.
Na
semeadura adicionava-se grafite às sementes para melhor uniformidade de distribuição das
mesmas.
A Castrolanda como trabalha em parceria com a Fundação ABC, tiveram as sementes
tratadas, conforme a patologia de sementes determinada por ela, de todos os lotes de soja e
feijão da cooperativa, afim de unificar a maioria dos tratamentos, sendo que alguns
cooperados ainda optaram por realizar na propriedade. Com a aquisição da máquina de
tratamento industrial (Figura 11), a cooperativa tem capacidade de tratar cerca de 60.000 kg
de semente por dia. Através da programação de safra realizada com antecedência de dois
meses, os Agrônomos agendam os lotes para tratamento junto a cooperativa, conforme a
sanidade no mesmo, os critérios para determinação do(s) produto(s) a ser(em) utilizado(s) é
sob responsabilidade do setor de sementes da Castrolanda, coordenada por um engenheiro
agrônomo.
Os principais produtos utilizados se restringiram em Vitavax Tirham® (0,25-0,3 L por
100 kg de sementes), Derosal Plus® (0,2 L por 100 kg de sementes), para as doenças iniciais
citadas no item 3.2.2, na sequência. O uso de Standack Top®, Standack® (0,2 L por 100 kg
de sementes), Belure® (0,1 kg por 100 kg de sementes) visa o controle de pragas iniciais,
conforme o item 3.2.3, na sequência, lembrando que o que determinou a escolha do produto
para pragas iniciais foi o relato do histórico das áreas da região da equipe técnica.
22
Figura 11: Tratamento de semente industrial de soja na Cooperativa Castrolanda, Castro-PR.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.2.2 Doenças de início de ciclo
Segundo os engenheiros agrônomos da Castrolanda, as principais doenças causadas
por fungos fitopatogênicos que alteram o estande e o desenvolvimento inicial de soja na
região de Castro são:
a) Tombamento de Plântulas (Pythium ou Phytophthora)
Os sintomas causados por Pythium ou Phytophthora são muito similares, sendo difícil
a sua identificação ao nível de campo. Antes do desenvolvimento das primeiras folhas, as
plantas atacadas secam. Ocorre estrangulamento dos tecidos na região do hipocótilo. Na
extremidade das raízes ocorre uma podridão mole e as plantas podem ser retiradas com
facilidade do solo. As plantas atacadas podem sem encontradas isoladamente ou
acompanhando a linha de semeadura. Os danos são mais graves em semeadura profunda
(maior que 5 cm) e solo úmido. Com temperaturas próximas a 15 ºC predominam as espécies
de P. ultimum e P. mdebaryanum, e com temperaturas acima de 25 ºC predomina
P. aphanidermathum (BAYER, 2002).
23
As medidas de controle recomendadas pelos engenheiros agrônomos da Castrolanda
envolvem o tratamento de sementes, cujos objetivos são o controle de doenças originárias do
inóculo na semente, a melhora a emergência e a proteção contra patógenos do solo que
causam tombamento pré ou pós-emergência das plântulas. O tratamento de sementes impede
que doenças sejam introduzidas nas lavouras ou de novas espécies de patógenos. Tem-se uma
maior eficiência quando há mistura de fungicidas de contato e sistêmicos. Desta forma os
fungicidas de contato eliminam fungos que infestam as sementes e que ocorrem no solo, e os
sistêmicos atuam sobre os fungos que infectam as sementes.
b) Tombamento de Plântulas (Rhizoctonia solani)
O tombamento causado por esse fungo pode ocorrer desde a pré-emergência até 35
dias após a emergência. É favorecido por umidade e temperaturas elevadas. Os sintomas são
estrias de cor castanho avermelhado na raiz logo abaixo do solo. Há ocorrência de uma
podridão seca e estrangulamento abaixo do nível do solo, havendo murchamento e posterior
tombamento (ALMEIDA et al., 2005). Recomenda-se a realização do tratamento de semente,
rotação de culturas e descompactação do solo, afim de, minimizar os efeitos de tombamento.
c) Fusariose (Fusarium sp.)
Inicialmente a podridão radicular causada por este patógeno apresenta sintomas como
estrias no sentido vertical, na raiz primária, que após ficam marrons e necrosadas. Na maioria
das plântulas atacadas, as raízes secundárias eram destruídas, sendo que algumas destas
plântulas formavam raízes adventícias acima das lesões. Este fungo ocorre em associação a
Rhizoctonia solani. Quando a planta consegue emitir novas raízes a produtividade é pouco
afetada, porém, quando o crescimento destas é limitado o patógeno destrói todo o sistema
radicular, causando a morte das plantas, resultando em estande desuniforme, formado por
plantas subdesenvolvidas. Condições favoráveis para o desenvolvimento da doença são
temperaturas amenas e solo com excesso de umidade (ALMEIDA et al., 2005).
d) Antracnose (Colletotrichum truncatum)
A antracnose, que tem nas sementes o mais eficiente veículo de disseminação. É
comum o aparecimento de sintomas nos cotilédones, que se tornam necrosados, logo após a
24
germinação. Esse fungo pode causar a deterioração das sementes, morte de plântulas e
infecção sistêmica em plantas adultas (GOULART, 2010).
e) Mofo branco (Scleoriotinia sclerotiorum)
Causador da podridão branca da haste e da vagem, este patógeno tem nas sementes a
sua principal fonte de inóculo primário da doença. A transmissão por semente pode ocorrer
tanto através de micélio dormente (interno) quanto por escleródios (estruturas de resistência
dos fungos) misturados às sementes. O fungo, devido à formação de estruturas de resistência
(escleródios), é de difícil erradicação após introdução em uma área. Este patógeno produz
apotécios sobre seus próprios escleródios, que são as estruturas de sobrevivência, podendo se
tornar uma doença de difícil controle nas fases posteriores, acarretando perdas de
produtividade 42% (AIBA, 2010; GOULART, 2010).
3.2.3 Pragas de início de ciclo
Foi decorrido sobre as principais pragas iniciais para a cultura da soja, segundo relatos
dos Eng. Agr. da Castrolanda e visualização a campo:
a) Lagarta elasmo (Elasmopalpus lignoseullus)
É mariposa de hábito noturno que em fase de lagarta é amarelada ou esverdeada com
listras e anéis vermelhos no corpo. Quando completam o seu desenvolvimento medem de um
a dois centímetros de comprimento e nesta fase o inseto causam danos a cultura, Podem se
alimentar de caules, folhas das plântulas, causando murcha, seca e tombamento ou em plantas
maiores fazem galerias. Por terem uma grande mobilidade, a lagarta pode atacar várias
plantas e causar grandes prejuízos, comprometendo estande de plantas (MOREIRA;
ARAGAGÃO, 2009).
b) Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)
Inseto da ordem Lepdoptera, a mariposa pode chegar, até cinco cm de evergadura e
tem coloração parda, elas depositam os ovos em colmos, hastes, folhas ou no solo, próximo
das plantas hospedeiras, em fase lagarta medem até 5 centímetro de comprimento, são
25
robustas, lisas e de coloração variável, com predominância do cinza-escura e marrom com
pontuações pretas, ficam abrigadas no solo, sob a vegetação morta, em buracos ou torrões e
quando perturbada se enrola. Se alimentam de sementes recém-germinadas e hastes das
plantas recém emergidas (MOREIRA; ARAGAGÃO, 2009).
c) Vaquinha (Diabrotica speciosa)
Os adultos são besouros com menos de um centímetro de comprimento, de coloração
verde com três manchas amarelas, os ovos são postos no solo próximo a áreas de plantio,
geralmente em terras escuras e com alto teor de matéria orgânica, eclodem com cinco a
20 dias. As larvas são brancas e os danos a cultura podem ser por elas e pelos adultos,
ocasionam danos a raízes, reduzindo a absorção de água e nutrientes e na sustentação da
planta, já o adulto atacam folhas, botões florais, floreis e vagens e perfurações nas margens
(GALLO, 2002).
d) Corós (Phyllophaga cuyabana; Sternechus subsignatus)
Há várias espécies de corós que causam prejuízos principalmente na fase inicial da
soja a espécie predominante varia de lugar para lugar, mas todas têm hábitos semelhantes e
causam o mesmo tipo de dano. Os sintomas de ataque são desde amarelecimento das folhas e
redução do crescimento até morte das plantas a visualização é em reboleiras (MOREIRA;
ARAGAGÃO, 2009).
3.2.4 Matocompetição e controle de plantas daninhas
Há muitos fatores que influenciam o crescimento, desenvolvimento e produtividade
das culturas. Para a cultura da soja, este é um dos fatores que mais influencia a produção de
grãos (EMBRAPA, 2008). Quando nos referimos à matocompetição, os fatores podem estar
relacionados à comunidade infestante (composição específica, densidade e distribuição), à
cultura (espaçamento, densidade e cultivar) e ao ambiente (solo, clima e práticas de manejo
adotadas) (PITELLI, 1984).
Na soja, o uso de herbicidas específicos, lançamento de novas cultivares, diminuição
da densidade de plantio e aumento da produtividade também são fatores que contribuíram
para tornar essa cultura susceptível à matocompetição precocemente, há trabalhos que
26
demonstram melhor produtividade quando se tem uma dessecação antecipada (EMBRAPA,
2012). Enfim o quanto antes eliminar as plantas daninhas mais benéficos serão os resultados,
pois não competirá por luz, espaço, água , considerando que a maior parte da agricultura está
sobre plantio direto quando há estiagem, não ter nenhuma planta consumindo essa reserva
hídrica do solo é fundamental.
Devido ao uso intenso de alguns herbicidas do mesmo princípio ativo, ou mesmo
modo de ação, e ao advento de tecnologias como o gen RR surgiram alguns problemas na
região de Castro relacionados à resistência de plantas daninhas. O principal problema é com
azevém resistente ao glifosato. Para outras plantas daninhas não se tem histórico de problemas
de resistência. O manejo da resistência é feito de maneira semelhante àquela descrita no item
3.1.4 para a cultura do trigo.
As principais plantas daninhas encontradas durante o estágio foram: amoroso
(Cenchrus echinatus), buva (Conyza sp.), saco-de-padre (Cardiospermum halicacabum),
caruru (Amaranthus spp.), erva-quente (Spermacoce latifolia), vasoura-de-botão (Borreria
vertieillata), trapoeraba (Commelina benghalensis), milhã (Brachiaria plantaginea), papuã
(Digitaria spp.), picão-preto (Bidens pilosa), corda-de-viola (Ipomea spp.), Maria-mole
(Senecio brasiliensis), fedegoso (Senna obtusifolia), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica),
picão-branco (Galinsoga parviflora), leiteiro (Euphorbia heterophylla), capim-amargoso
(Digitaria insularis) e guanxuma (Sida spp.).
Na maioria das áreas de lavoura de soja da Castrolanda, pode-se dizer, que a principal
forma de controle de plantas daninhas é o próprio plantio direto, em que a palha proveniente
da cultura anterior serve de barreira de luz para o desenvolvimento das mesmas. Porém, como
a distribuição destes resíduos nem sempre é uniforme, geralmente se aplica mais um herbicida
poucos dias antes ou logo após o a semeadura da cultura. A cultura da soja acompanhada
durante o estágio continha o gen RR, dessa maneira, pode-se aplicar o glifosato na dose de
1,5-2 L ha-1.
De acordo com alguns engenheiros agrônomos da Castrolanda, em soja estabelecida
de maneira convencional, para o controle de plantas daninhas de folha larga
(eudicotiledôneas) devem ser utilizados herbicidas a base de betazona a 1,5 L ha-1, em pósemergência, e flumiaoxazina de 50 a 120 g, em pós-emergência e pré-emergência,
respectivamente. Para folhas estreitas (monocotiledôneas) pode ser utilizado o herbicida
paraquate na dose de 2-3 L ha-1. O uso de glifosato também é realizado, mas em préemergência da soja, ao redor de cinco dias antes do plantio da cultura, utilizando-se de doses
entre 1,5 e 3 L ha-1.
27
3.2.5 Portfólio da Iharabrás para soja
Independente da época ou cultura que estava sendo trabalhada, como função e para
que houvesse conhecimento dos produtos do protifólio da Iharabrás, sempre havia a tentativa
de inserção de algum produto no manejo da lavoura dos cooperados Castrolanda, além de
qualquer contribuição técnica para os mesmos. Com esse intuito, basicamente a divulgação se
detém a toda a linha para soja, conforme o Anexo II.
3.3 MILHO (Zea mays)
O milho é planta originária do continente americano, onde é cultivado há cerca de
7.000 a 10.000 anos. O milho é cultivado em uma vasta variedade climática, porém, os
maiores avanços foram obtidos em climas temperados, condições em que os problemas
relacionados à cultura são mais simples do que nos climas tropicais (BÜL; CANTARELLA,
1993). O milho é produzido em quase todo o território brasileiro, nas mais diferentes regiões e
com os mais diferentes sistemas de produção. No Brasil, a cultura é a mais difundida em
termos de área, porém a produtividade média brasileira é muito baixa (2.600 kg ha-1) quando
comparada àquela de países mais desenvolvidos (8.000 kg ha-1). Na região de atuação da
Castrolanda, a média de produtividade chega a 10.000 kg ha-1.
O fator de rendimento de milho que tem a maior influência entre todas as coisas é
arranjo de plantas e os fatores que vão influenciar na densidade são cultivar, ambiente e
manejo (SILVA et al., 2006). A densidade recomendada para o plantio do milho na região
varia de 60 mil a 80 mil plantas por hectare, dependendo do híbrido. Porém, devido à
estiagem, várias lavouras tiveram seu estande prejudicado. Os espaçamentos usados na região
são vários, os mais utilizados são de 90, 80, 70 e 45 cm, muitas vezes definido e ajustados
pela largura das máquinas utilizadas tanto na semeadura como na colheita. A profundidade de
semeadura foi em torno de 3 a 5 cm. A época de plantio do milho na região ocorre a partir do
mês de setembro, mas, devido à estiagem ocorrida neste mês, muitas semeaduras atrasaram
para o fim do mês de setembro e início de outubro. Alguns cooperados do município de
Ventania, PR, fazem a semeadura após o feijão, sendo que início do plantio será em final de
dezembro e início de janeiro.
Os híbridos mais utilizados na Castrolanda estão descritos na Tabela 4, sendo que
híbridos chamados de milho silagem são os mais plantados. A maioria dos híbridos que os
agricultores semeiam possui uma proteína oriunda do Bacillus thuringiensis (Bt), que é uma
28
bactéria encontrada no solo, comumente usada como biocida natural. A bactéria ajuda na
proteção da lavoura de milho dos ataques das principais pragas da cultura proporcionando o
controle da Diatraea saccharalis (broca do colmo) e a supressão da Spodoptera frugiperda
(lagarta do cartucho) e da Helicoverpa zea (lagarta da espiga). Em algumas áreas provenientes
de híbridos YieldGard®, Herculex® e Vt Pro® que possuem a proteína Bt, surgiu algum
problema, da tecnologia ou por alta pressão da praga, principalmente os Herculex®, no AS
33R22, conferiu a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda), realizando dano nas plantas,
conforme a Figura 12.
Tabela 2: Híbridos mais utilizados na Cooperativa Agropecuária Castrolanda safra 2012/2013
1
Híbrido
Empresa
Tecnologia1
P30F53
Pioneer
H nsr
P32B22
Pioneer
H
P32B22
Pioneer
Conv.
P32R50
Pioneer
Nsr
P30R50
Pioneer
H nsr
P30R16
Pioneer
H nsr
AS 1555
Agroeste
YG
NK Status
Syngenta
TL
DKB 240
Dekalb
YG
DKB 240
Dekalb
H
H: Herculex®; Y e YG: YieldGard®; TL: Tolerante às lagartas; Conv.: convencional, sem nenhuma tecnologia
A Resolução Normativa Nº4 da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança
(CTNBio), de 16 de agosto de 2007, estabelece distâncias mínimas obrigatórias para
coexistência entre a lavoura transgênica e a convencional do vizinho. Segundo essa
Resolução, a distância entre uma lavoura comercial de milho geneticamente modificado e
outra de milho convencional, localizada em área vizinha, deve ser igual ou superior a 100
metros, com a alternativa de uma distância de 20 metros – desde que acrescida de uma
bordadura com pelo menos 10 linhas de plantas de milho convencional, de porte e ciclo
vegetativo similar ao milho geneticamente modificado. Percebe-se que há respeito por parte
de produtores e técnicos quanto ao respeito dessas áreas.
O milho desempenha uma função importante na região, como citado anteriormente o
município se destaca nacionalmente pela bacia leiteira em que está inserida, e o milho é uma
das principais culturas, juntamente com a soja. Grande parte do milho produzido na região é
destinada à silagem para alimentação animal, sendo que a características do híbridos
29
utilizados é a grande produção de massa seca e a planta deve ser de uma boa sanidade.
Relatos dos agrônomos da Castrolanda em algumas áreas pra se manterem sem doenças
utilizam a aplicação aérea de fungicidas e inseticidas, após a “última entrada” do trator
(entrada em que o a altura da planta e a das rodas do trator são correspondentes) sem que haja
o amassamento de plantas e, consequentemente, perdas de estande.
Figura 12: Milho AS33R22 Hx, no município de Piraí do Sul-PR, com dano de lagarta do cartucho.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.3.1 Tratamento de sementes
Atualmente, o uso cada vez mais intenso das áreas e a instabilidade das condições
climáticas durante a estação de cultivo das culturas têm provocado um aumento significativo
na ocorrência de pragas, principalmente, durante as fases iniciais de desenvolvimento,
comprometendo o estande da lavoura por meio do maior número de falhas e plantas
dominadas e, futuramente, podendo reduzir a produtividade. O tratamento de sementes tem
como principal objetivo proteger as plantas nos estádios iniciais do seu desenvolvimento, pois
a cultura esta mais suscetível a pragas e doenças. O produtor na Cooperativa Castrolanda ao
adquirir a semente pode optar por um tratamento de sementes industrial ou, comprar os
produtos separadamente sendo que o tratamento pode ser realizado no próprio entreposto, ou
na propriedade, se for opção dos produtores devido a custos. Nas áreas acompanhadas não
30
houve nenhum tratamento de sementes específico pra doenças iniciais do milho, somente para
pragas comuns à soja, conforme descrito no item 3.2.3, “a”, “b” e “c”,
Nos híbridos tratadas industrialmente, as sementes vêm normalmente tratadas com
Tiametoxan das empresas de sementes de milho (150-200 g por 100 kg de sementes). Nos
tratamentos de sementes realizados na cooperativa ou na propriedade variam com o uso de
fipronil (0,1 kg por 100 kg de sementes) e de imidacropido e tiodicarbe (250 a 350 mL por
100 kg de sementes). Tudo que promova a redução de riscos na cultura do milho é realizado, a
cultura tem custo elevado e de grande importância pra região devido ao seu uso na produção
de leite e tipo de sistema de produção que é o confinado ou semi-confinado de bovino de leite.
3.3.2 Doenças de início de ciclo
Até o presente momento da redação do relatório final, não foi visto nenhuma doença
na cultura do milho, porém a Iharabrás possui, em seu portfólio, produtos visando algumas
doenças, conforme descrito segue no Anexo III.
3.3.3 Pragas de início de ciclo
Pelo acompanhamento das áreas de atuação da cooperativa, e grande parte ser com
milho com a proteína Bt, observaram-se poucas variações de pragas, somente em alguns casos
de milho convencional e alguns casos aleatórios de na tecnologia Herculex®.
Verificou-se
a campo somente lagarta do cartucho, que inicia os danos raspando as folhas mais novas do
milho. Nesta fase a lagarta se alimenta de um lado da folha, deixando o outro intacto, dano
característico da praga. Bem desenvolvida, mede em torno de cinco cm de comprimento e, a
fase larval dura de 12 a 30 dias. À medida que as lagartas crescem, aumentam os danos nas
folhas e no cartucho do milho, comprometendo crescimento da planta inteira devido à sucção
do ponto de crescimento da planta (GALLO et al., 2005).
3.3.4 Matocompetição e controle de plantas daninhas
O controle de plantas daninhas, principalmente as folhas estreitas, preferencialmente é
realizado na dessecação. Quando necessário, em pós-emergência, o controle é realizado com
produtos seletivos à cultura. No Estado do Paraná, deve ser feito o controle com o objetivo de
eliminar a soja “guaxa”, em virtude do vazio sanitário que inicia em 15 de junho e finaliza em
31
15 de setembro (SEAB, 2012). No entanto, muitas vezes, nas áreas de produção, faz-se
necessário a utilização de herbicidas de amplo espectro de ação.
Durante o desenvolvimento do milho até seu fechamento nas linhas de semeadura é
crucial o controle de plantas daninhas na cultura, pois se caso houver a intensa infestação,
devido ao efeito guarda-chuva que o milho promove devido a sua arquitetura, o controle das
mesmas deve ser realizado antes disso, para que não se tenha competição de água e nutrientes
no solo. A aplicação de herbicida dependerá muito do espaçamento utilizado, em
espaçamentos menores (45 cm) deve se ter maior atenção, pois o fechamento entre linhas é
mais rápido. Ramos e Pitelli (1994) evidenciaram que a cultura do milho pode conviver com
plantas daninhas até o 14 dias após a emergência, sem perda de produtividade, e as plantas
daninhas que emergiram após os 42 dias da emergência do milho também não afetaram o
rendimento. Desta forma, o período de competição ocorre entre 14 aos 42 após a emergência.
Na maioria das lavouras onde foi semeado o milho, a dessecação foi feita na précolheita da aveia (cobertura) ou azevém destinado ao pré-secado, usando glifosato a 2-3 L ha1
. Em caso de locais com infestações de azevém resistente, realiza o mesmo manejo descrito
para trigo e soja, descritos anteriormente. Nesses casos a dessecação deve ser antecipada, pois
o milho sofre com a ação desses produtos, pois não são seletivos à cultura.
As principais plantas daninhas de folha larga encontradas na região de Castrolanda
foram: Euphorbia heterophylla (leiteiro), Bidens pilosa (picão-preto), Sida rhombifolia
(guanxuma), Ipomoea spp. (corda-de-viola), Commelina benghalensis (trapoeraba), Emilia
sonchifolia (serralha), Spergula arvensis (gorga ou espérgula) e Stellaria media (esparguta).
As plantas daninhas de folha estreita encontradas na região foram: Brachiaria plantaginea
(papuã), Eleusine indica (capim-pé-de-glinha) (Figura 13), Digitaria spp. (milhã), Sorghum
halepense (vassourinha) e Cenchrus echinatus (capim-carrapicho). A soja voluntária no
cultivo safrinha também é considerada uma invasora.
Os principais produtos utilizados para o controle em pós-emergência da cultura são
atrazina 2 a 6 L ha-1, diuron, iodosulfuron de 70-100 g ha-1 e tembotriona 250 mL ha-1. Na
maioria dos casos, misturou-se inseticida fisiológico (lufenuron) para o controle de pragas
(lagartas de solo) presente na cultura anterior e que possam sobreviver na cobertura.
3.3.5 Portfólio da Iharabrás para milho
Os produtos do portfólio da Iharabrás para a cultura do milho encontram-se no
Anexo III.
32
Figura 13: Competição de plantas daninhas com o milho, maior emergência de Eleusine indica (capim-pé-deglinha), no município de Castro-PR.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.4 CANOLA (Brassica napus L. var. oleífera)
A canola é uma oleaginosa de inverno e os grãos possuem, em média, 26% de proteína
e 38% de óleo. O cultivo desta cultura se encaixa bem nos sistemas de produção de grãos e
apresenta diversos benefícios aos cultivos subsequentes. A utilização da canola para produção
de biodiesel e farelo também se tornam alternativas para o destino dos grãos (TOMM, 2007).
A cultura possui um bom potencial de produção. Na região de Castro, PR, as produtividades
ficam entre 1.200 a 1.500 kg ha-1, com várias ocorrências de 1.800 kg ha-1. Na safra passada,
em áreas acompanhadas pelos profissionais técnicos da Castrolanda, houve algumas
ocorrências de rendimentos superiores a 1.800 kg ha-1 de produtividade entregue na
cooperativa, e se somadas às perdas na colheita superam os 2.000 kg ha-1. Nesta safra, porém,
houve uma pequena redução com 1.550 a 1.600 kg ha-1, acredita-se que é devido à estigem
ocorrida no inverno. Além disso, a área de cultivo de canola, nos próximos anos, tende a
expandir com mais rapidez em função do Zoneamento Agroclimático, seguro agrícola,
disponibilidade de equipamentos de corte-enleiramento e fomento de empresas como a
Castrolanda, unidade Fritas, que se dispõe a suprir o óleo para a sua indústria
alimentícia.
Os híbridos de canola cultivados pelos produtores da Castrolanda são Hyola 61,
Hyola 11 e Hyola 32, apresentando ciclo de 53 a 77 dias até o início da floração,
33
prolongando-se de 28 a 52 dias. Da emergência até a colheita, o período varia entre 123 a
155 dias e a altura de plantas é de 78 a129 cm. As diferenças mais marcantes são as
morfológicas.
A época de semeadura é de 14 de abril a 20 de junho. Recomenda-se verificar as
previsões climáticas, pois geadas durante ou logo após a emergência podem matar ou debilitar
as plântulas, especialmente em áreas com muita palha. A canola apresenta maior potencial de
rendimento quando semeada em meados de abril, em áreas relativamente quentes. O potencial
de rendimento diminui a cada dia de atraso na semeadura após esta data. Na semeadura o
objetivo é obter 40 plantas m-2, aproximadamente 3 kg de sementes por hectare,
uniformemente distribuídas. Este é um número adequado de plantas para permitir maior
potencial de rendimento, compensar o dano de insetos e cobrir o solo rapidamente para
diminuir a presença de plantas daninhas. Deve-se empregar o menor espaçamento que a
semeadora disponível permitir (0,17 m) e ajustar a profundidade para 1 a 2 cm. Populações
excessivas geram plantas com caules finos e suscetíveis ao acamamento, reduzindo o
rendimento de grãos. A canola tem grande capacidade de compensar baixas populações de
plantas. Na região de a preferência dos produtores foi utilizar espaçamento entre linhas de
0,45 m, pois alegam maior precisão das semeadoras e o beneficio do uso de sulcador para
retirada da palha na linha de semeadura em alguns casos onde a alta infestação de plantas
daninhas.
As principais doenças observadas na cultura foram: míldio e mofo-branca. A maior
preocupação dos agricultores é com mofo-branco (Figura 14), pois a canola é um dos
hospedeiros da doença, e a região se mostra em crescente aumento de áreas com soja e feijão
e estas culturas também são suscetíveis a doença, logo após a canola em programa de
rotação vem o milho. Segundo pesquisa na SEAB (2012) e informações repassadas pelos
técnicos da Castrolanda, não há produtos eficientes registrado no Estado do Paraná, mas para
reduzir a incidência de mofo-branco se aplicou Sumilex® afim de testes, se obteve bons
resultados, mas não pode ser utilizado pois não tem registro a cultura.
Somente pulgão foi encontrado como praga, mas sem causar danos significativos.
O maior problema observado foi devido à presença de plantas daninhas,
principalmente o nabo (Figura 15), pois esta espécie pertence à mesma família botânica
(Brassicaceae) da cultura. Infestando por ocorrência natural ou por sementes misturadas, o
nabo acabou comprometendo alguns lotes de canola, apresentando 30% da mesma, e seu
controle só pode ser feito antes da implantação da cultura, pois não há nenhum herbicida
seletivo.
34
Figura 14: Plantas de canola com mofo-branco.
Fonte: PADILHA, 2012.
Figura 15: Infestação de nabo-branco (Raphanus sp.) com a cultura da canola.
Fonte: PADILHA, 2012.
3.5 AVEIA (Avena strigosa)
A aveia é uma forrageira de clima temperado e subtropical, anual, de hábito ereto, com
desenvolvimento uniforme e bom perfilhamento. É utilizada na região, de forma geral, como
35
cobertura. Alguns produtores a utilizam para o pastoreio bovino de leite ou mesmo para
fornecimento de silagem úmida. A semeadura varia muito com a desocupação da área com as
culturas de verão, de modo geral ficaram em abril e até final de junho para produção de grãos
ou sementes.
Para semeadura da aveia foram utilizados 80 kg a 100 kg de sementes por hectare,
com espaçamento de 17 cm entre linhas, e com profundidade de 2 cm. Para aumentar a
produção de palha ou massa verde para o gado leiteira utilizava-se adubação nitrogenada de
até 100 kg ha-1, algumas delas foram parceladas em duas aplicações para promover seu
desenvolvimento. As cultivares mais utilizadas na região são descritas na Tabela 4.
Tabela 4: Cultivares de aveia semeadas na região de atuação da Castrolanda.
Aveia:
Nome das cultivares:
Preta Cobertura:
IAPAR 61; EMBRAPA 139 - Neblina; UPF 21 Moreninha.
Branca Cobertura:
IPR 126; Fapa 2; Fundacep Fapa 43.
Branca Grãos:
URS Guapa; URS Torena; URS Guria; URS
Charrua; Fapa 4; IAC 7; URS Fapa Slava.
Não houve relatos e nem observações da ocorrência de problemas doenças e com
plantas daninhas, exceto o azevém resistente ao glifosato, este teve controle com individual
como o arranque manual em algumas áreas onde era destinado a semente e a infestação era
intensa. Somente alguns problemas com lagartas, estão não eram controladas, pois se
manifestaram no final do seu ciclo, sendo assim juntamente com a dessecação já se utilizava
inseticidas fisiológicos em seu controle visando a cultura subsequente (feijão, abóbora, milho
e soja).
O posicionamento da IHARA para a aveia é somente para a dessecação com o
glifosato (Stinger®), pois não tem registro de nenhum outro produto a cultura.
3.6 AZEVÉM (Lolium multiflorum)
O azevém é uma gramínea adaptada a temperaturas baixas, desenvolvendo-se somente
durante o inverno e a primavera. É utilizado para o pastejo bovino, para sementes e para
cobertura em áreas de soja ou milho. Apesar de ser espécie forrageira de grande importância
para a região como fonte de alimento em pré-secado ou de silagem para bovinos de leite e de
36
corte na região de Centro-sul do Paraná, hoje há grande procura de azevém no mercado da
região, também como semente. Visando isso, os cooperados da Castrolanda aproveitaram esse
nicho de mercado para a produção de sementes principalmente da cultivar FABC1 (cultivar
lançada pela Fundação ABC). A semeadura do azevém na região vai de março a abril, este é
realizado a lanço ou na linha.
Quando destinado a semente o manejo de doenças, plantas daninhas e pragas são mais
intensos, pois todos esses campos de sementes são fiscalizados pelo Ministério da
Agricultura. As doenças mais comuns são: Ferrugem do colmo da aveia (Puccinia graminis
f.sp. avenae) e Ferrugem da Folha da Aveia (Puccinia coronata f. sp. avenae) ambos se
desenvolvem em condições de umidade relativa de 100% e com temperaturas médias de
22 °C (REIS et al., 1997). As medidas de controles para elas são o uso de estribirulinas e de
triazóis, tanto junto como separado. A campo a cultivar mais utilizada na região ABC1 tem se
mostrado na pratica susceptível a principalmente a ferrugem da folha. Com o clima
relativamente quente que ocorreu nesse inverno, houve problemas com lagartas, não sabe bem
ao certo quais espécies,pois havia sinais de plantas cortadas rentes ao solo e raspadas, devido
ao hábito. Acredita-se que são espécies de Agrotis ipsilon e de Spodoptera frugiperda e para
seu controle foram utilizados inseticidas fisiolágicos.
3.7 CAMPOS DEMONSTRATIVOS
3.7.1 Trigo-Shake

Objetivo Geral:
Promover
o
produto
SHAKE
juntamente
com
os
produtores
ligados
Castrolanda.

Objetivos Específicos:
a. Comprovar a eficiência do produto, na cultura e no alvo recomendado;
b. Promover o uso de Shake na entre os produtores da cooperativa;
c. Garantir uma boa produção ou até mesmo superior dos cooperados, através do
desenvolvimento do produto;
d. Satisfazer as expectativas de produção do agricultor com o uso do Shake;
e. Reduzir as perdas principalmente com Ferrugem Oídio na cultura do trigo.

Justificativa:
à
37
O desenvolvimento de produtos do portifólio da Iharabrás visa mostrar ao produtor
juntamente com uso de técnicas e produtos de qualidade uma maior produtividade,
além de garantir qualidade no produto final. Todas as ações realizadas pela Iharabrás
preza a segurança alimentar, a preservação do meio ambiente e a valorização das
pessoas.

Produto-foco:
O Shake é um fungicida registrado para as doenças: Ferrugem-do-colmo (Puccinia
graminis), ferrugem da folha (Puccinia triticina) e oídio (Blumeria graminis f.sp. tritici). É a
base de piraclostrobina (85) (estrobilurinas) + epoxiconazole (62,5) (triazóis), com 85 e
62,5 g i.a. L-1, respectivamente. Sua aplicação pode ser feita em três períodos:
perfilhamento/elongação, onde a maior proteção das partes em desenvolvimento, no
florescimento o efeito é maior pois a proteção na mudança de fase (vegetativo/reprodutivo) e
no espigamento/enchimento de grãos o efeito maior é curativo. A dose recomendada é de
0,7 L ha-1 para o Shake na cultura do trigo.

Ação-Castrolanda:
Tratamentos a realizados:
- T1: Aplicação de Shake+ Tilt+ Engeo Pleno+Match;
- T2: Tratamento padrão do produtor (Opera+Tilt+ engeo Pleno+Match)
Durante os tratamentos, serão feitas no mínimo três análises (número sujeito a
alterações, conforme a necessidade e nível de infestação das doenças).

Metodologia: Foram definidos três parcelões em cada tratamento e alocado três
pontos, onde nesses pontos foram definido dez plantas em três metros conforme a
Figura 16.

Avaliações: Avaliação de três pontos em cada tratamento em que foi analisada dez
plantas em três metros da linha de plantio nos dias 19/09/2012; 23/09/12 e
02/10/2012. Nas avaliações verificou-se:
- Contagem do número de folhas fotossinteticamente ativas (verdes) em cada planta
analisada;
- Incidência: contagem do número de folhas doentes em relação ao número total;
- Severidade: Segundo a escala de Dias et al. (2012) (Figura 17) foi observada a
porcentagem de doenças nas folhas que apresentaram incidência de oídio e ferrugem.
Figura 16: Alocações das parcelas para realização das avaliações.
38
Fonte: PADILHA, 2012.
Figura 17: Escala diagramática para avaliação da ferrugem da folha do trigo (Triticum aestivum L.)
causado por Pucinia triticna. Os valores são porcentagens de área foliar com sintoma da doença. (Dias
et al. 2012)

Os resultados obtidos, conforme as Tabelas 4, 5 e 6, das avaliações geraram as
seguintes valores:
39
Tabela 5: Resultados da avaliação de incidência e severidade de oídio e ferrugem em trigo antes da aplicação dos
produtos, no dia 19/09/2012.
INCIDÊNCIA
FERRUGEM
OÍDIO
(%)
(%)
17,64
14,71
TRATAMENTO
L1
SEVERIDADE
FERRUGEM
OÍDIO (%)
(%)
0,22
0,64
L2
10,25
10,26
0,1
0,55
L3
18,91
24,32
0,1
0,36
MÉDIA
15,6
16,43
0,14
0,516667
L1
L2
L3
6,66
11,76
63,3
23,52
0,1
0,1
0,62
0,21
15,38
12,02
0,1
0,28
MÉDIA
11,26666667
32,94667
0,1
0,37
1
2
A tabela acima demonstra como estava a ocorrência das doenças alvo, ferrugem e
oídio, antes da aplicação do Shake.
Tabela 6: Resultados da avaliação de oídio e ferrugem em trigo, no dia 24/09/2012
TRATAMENTO
L1
1
2
INCIDÊNCIA
FERRUGEM
OÍDIO (%)
(%)
14,7
0
SEVERIDADE
FERRUGEM
OÍDIO (%)
(%)
0,22
0
L2
7,7
0
0,1
0
L3
16,22
2,7
0,1
1
MÉDIA
12,87333
0,9
0,14
0,333333333
L1
L2
L3
16,67
20,58
10
5,58
0,1
0,1
0,67
0,1
17,95
5,11
0,1
0,1
MÉDIA
18,4
6,896666667
0,1
0,29
Cinco dias após aplicação realizou-se uma avaliação, onde se obteve os melhores
resultados de incidência com o tratamento 1 e, em severidade, com o tratamento 2.
Tabela 7: Resultados da avaliação de oídio e ferrugem em trigo, no dia 02/10/2012
TRATAMENTO
L1
1
2
INCIDÊNCIA
FERRUGEM OÍDIO
(%)
(%)
17,65
2,9
SEVERIDADE
FERRUGEM OÍDIO
(%)
(%)
0,88
0,1
L2
30
3,33
0,4
0,1
L3
31,25
9,37
0,1
0,1
MÉDIA
26,3
5,2
0,46
0,1
L1
L2
L3
16,67
20,68
16,67
10,34
0,1
0,75
0,462
0,1
40
16,66
0,183
0,28
MÉDIA
25,78333
14,55667
0,344333
0,280667
40
Na segunda avaliação, o tratamento 1 se apresentou menor valor de incidência e
severidade para o oídio, em contrapartida o tratamento 2, para ferrugem.

Conclusão: Na primeira avaliação (19/09/2012), percebe-se que há a presença das
doenças oídio e ferrugem, sendo que nos dois tratamentos, após a aplicação
(24/09/2012) o Shake reduziu a incidência de ferrugem e de oídio (principalmente de
oídio) no tratamento 1, porém com uma valor pouco superior na severidade em relação
ao tratamento padrão (Tratamento 2), tendo uma ação maior de CHOQUE sobre as
doenças. Na segunda avaliação o tratamento padrão mostrou-se superior somente
para ferrugem em incidência e severidade, mas para oídio o Shake se mostrou mais
eficaz.
3.7.2 Tratamento de sementes com fungicida Certeza® em soja
O produto Certeza® da Iharabrás, é o primeiro fungicida registrado para o tratamento
de semente contra o mofo-branco na soja e feijão, um problema constante na região de
Castro-PR. É a mistura de três modos de ação, onde eles atuarão em diferentes sítios
metabólicos (Inibe a respiração do fungo, a esporulação e mitose do fungo e inibição do
complexo III – Citocromo bc1 na cadeia transporte elétrons), o que potencializa sua
eficiência. Devido a característica de sistematicidade (tiofanato metílico-benzimidazol) e
contato
(fluazinan-
fenilpiridinilamina)
também
contém
polímeros
em
sua
composição química o que garante maior adesividade do produto na semente. Na soja o
Certeza®
é
registrado
para
Phomopsis
sojae,
Fusarium
pallidoroseum,
Colletothrichum truncatum, Cercospora kikuchii, Sclerotinia sclerotiorum. Com uma dose
de 215 ml c.p. por 100 kg sementes. Já para o feijão Colletotrichum lindemuthianum,
Penicillium spp., Aspergillus spp. e Sclerotinia sclerotiorum, na dose de 180 ml c.p. por
100 kg sementes.
A ação na Castrolanda, primeiramente identificar os o grupo de Engenheiros
Agrônomos e produtores que tem interesse em participar e conferir os resultados que o
Certeza® tem. O trabalho inicial pode ser feito da seguinte maneira: uma vez determinada a
cultivar e a semente de soja ou feijão, realizar se possível teste de germinação e de
sanidade, para ver como está o de nível de infestação de diversos patógenos, mas em
especial o de mofo-branco que é considerado de difícil controle na região de abrangência da
Castrolanda. Os
produtores
que
utilizarem
o
Certeza®
e
outros
produtos
similares (concorrência) no tratamento de sementes com o produto, prosseguir com as
41
mesmas análises (teste de germinação e sanidade de sementes) e comparar os resultados (do
antes e do depois e da diferença do Certeza® com a concorrência). Complementar a isso
oferecer o acompanhamento desses mesmos produtores interessados, para ver o
comportamento da doença na região, para os diferentes TS (o TS com Certeza® e
concorrentes). Principalmente nas fases iniciais (até Semeadura até V1) e no final a
produtividade.
Primeiramente faz um parcelão com quatro pontos de avaliação (linhas), em que em
cada ponto (linha) terá cinco metros e serão analisados os seguintes requisitos:
 Stand – (5), 7, 14, 21, 28 e 35 DAP (Dias Após plantio),contagem do número de
plantas em quatro linhas de cinco metros.
 Altura de plantas – 14, 21, 28 e 35 DAP. (Medir altura de 10 plantas em cinco linhas.)
 Plantas atacadas – 7, 14, 21, 28 e 35 DAP. (Quantificar o número da plantas atacadas
(doenças) identificando os sintomas de ataque. Contagem do número de plantas atacadas
em quatro linhas de cinco metros).
 Número de plantas viáveis por metro
 Produtividade – Quando for possível
Os tratamentos possíveis:

TRATAMENTO 1: CERTEZA+INSETICIDA PARA TS (PIRÂMIDE ou BELURE);

TRATAMENTO 2: Padrão do produtor;

TRATAMENTO 3: Testemunha (caso seja possível).
Alguns aspectos importantes serão levantados juntamente ao agricultor e ao
engenheiro agrônomo responsável, tais como, histórico da área, nível de infestação da
doença na safra anterior na propriedade, relação de temperatura e umidade no plantio;
tipo de solo, data de plantio (correspondente ao zoneamento climático), cultivar,
área de plantio, manejos diferenciados se houver, enfim tudo o que possa caracterizar e
enriquecer as análises, além de variáveis que o próprio produtor e engenheiro agrônomo
sugerir.
Outra etapa será a elaboração do croqui da área de acordo com a disposição no local,
representar adequadamente os pontos de referência (estrada, carreadores, curvas de nível,
árvores, sede de fazenda, galpões, etc).
Até a redação do relatório, não houve nenhuma avaliação destes campos
demonstrativos, apenas a entrega dos produtos nas propriedades assistidas pelo Eng. Agr.
Roberto, Pedro, Larissa e Valentim.
42
3.8 PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS E TREINAMENTOS
Durante o período de estágio tive a oportunidade de participar de alguns eventos
realizados na região sendo estes tanto realizado pela Iharabrás, como outros realizados pela
Coooperativa Castrolanda.
3.8.1 II Reunião de Inverno, Fundação ABC (24/08/2012)
Nessa reunião foram mostrados os resultados ligados a fitopatologia, ou seja, a pressão
das principais doenças que ocorrerão na safra de verão em soja, projeção de climatologia,
principais cultivares de soja e feijão e híbridos de milho adaptados a região, segundo a
ensaios da fundação. Além de outras informações pertinentes a realizada da região como
agricultura de precisão.
3.8.2 Agroleite (07/08/2012)
Realizado do dia 7 de agosto de 2012, onde os dias da feira, foram setorizados,
dedicando períodos para palestras destinadas a pecuária leiteira, agonegócios, cooperativismo
feminino. A participação mais efetiva foi durante o fórum do agronegócio que contou com as
palestras: Projeções do mercado agrícola nas safras de 2012/2013.
3.8.3 Treinamento Iharabrás, Campo Mourão-PR (08/08/2012)
Treinamento da empresa, com a presença de vários ATV’s e outros estagiários, onde o
principal objetivo era mostrar os produtos das principais culturas e seu respectivo
posicionamento recomendado pela IHARA e apresentação de protocolos, além de
proporcionar trocas de experiências e conhecimentos e interação entre a equipe Ihara.
3.8.4 I Dia de Campo de Plantio de Verão do Grupo CIA da Terra (31/08/2012)
O grupo Cia da Terra parceria com parceria da Fundação ABC, organizou um dia de
campo para seus cooperados Castrolanda e seus funcionários, onde o principal objetivo foi a
regulagem de semeadouras destinadas a culturas de verão, foi uma maneira de aproximar o
grupo da Ihara.
43
3.8.7. Palestra “Importância da Qualidade Sanitária das Sementes no Controle de
Mofo Branco” (19/09/2012)
Proferida pelo professor Dr. José da Cruz Machado – Professor Titular da
Universidade Federal de Lavras. Além do posicionamento da empresa através do Certeza, um
fungicida registrado pra mofo-branco, único do mercado, a palestra teve participação de
aproximadamente 15 pessoas, tanto no município de Palmeira como de Castro.
3.8.6 2° Workshop de Batata (24/10/2012)
Realizada com a participação de Palestrantes como André Vilella, além do Professor
Dr. Rui Furiatti UEPG, destacando a importância da batata semente e manejo de doenças da
batata, respectivamente. Onde foi exposto o posicionamento da Ihara na batata junto ao ATV
IHARA Ivens Furihata e Lucas Sonego Silva, o evento que contou com mais de 60 pessoas.
3.9 ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
Houve participação na comissão organizadora de eventos promovidos pela Iharabrás
na região de Castro-PR:

Palestra: “Importância da Qualidade Sanitária das Sementes no Controle de Mofo
Branco” (19/09/2012).

2° WORSHOP DE BATATA (24/10/2012).
Nesta parte a principal função era o convite juntamente ao público correspondente
(Engenheiros Agrônomos, técnicos e produtores) com o ATV Lucas, impressão de convites,
preparo do local onde os eventos se realizaram e preparo de material para o mesmo.
4 CONCLUSÃO
Chegando ao término do estágio, tenho uma visão mais ampla, crítica e também prática
sobre o agronegócio e o papel do engenheiro agrônomo. A importância da realização do
estágio curricular se mostra muito clara, ampliando os conhecimentos práticos, através da
concretização dos conhecimentos teóricos adquiridos durante o período acadêmico, e
principalmente o encontro à realidade fora da universidade em nível de mercado de trabalho.
A formação acadêmica fornecida, fornece subsídios necessários para execuções das
atividades dadas durante o período, mas não foram suficientes, para ser um bom profissional
faz-se necessário a formação e estudo constante, momento que aprendi muito, e promoveu
meu crescimento pessoal e profissional e que espero com isso ter um bom retorno.
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BRANDÃO, A. S. P.; REZENDE, G. C.; MARQUES, R. W. C.: Crescimento agrícola no
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Textos para discussão 1062. Rio de Janeiro, 2005.
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Brasileira de Grãos 9º levantamento junho 2012. Disponível em:
<http://www.conab.gov.br/>Acesso em:15. Out.2012
CONFEA- Conselho Federal dos Engenheiros e Agronomia. 2012. Disponível em:
<http://www.confea.org.br> Acesso em: 25. set. 2012.
COOPERATIVA AGROPECUÁRIA CASTROLANDA. Áreas Agrícolas, 2010. Disponível
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soja: ferrugem da soja, podridão branca, podridão vermelha, tombamento e outras
doenças fúngicas. COODETEC/ BAYER CropScience, 2002. 56p
EMBRAPA SOJA. Recomendações técnicas para a cultura da soja no Paraná 1999/2000.
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EMBRAPA TRIGO, 2012. Disponível em
<http://www.cnpt.embrapa.br/culturas/trigo/index.htm> Acessado em: 10.out.2012
EMBRAPA. Culturas. Disponível em:< http://www.cnpt.embrapa.br/culturas/index.htm>.
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FANCELLI, A. L. Manejo para altas produtividades. Revista Plantio Direto: Passo Fundo, n.
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GOULART, A. C.P. Hora de tratar. Revista Cultivar. n. 135, ano XII, p. 21-25, ago 2010.
46
KIMATI, H.; AMORIM, L.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A., REZENDE, J.
A. M. (Ed.) Manual de fitopatologia: doenças das plantas cultivadas. 3.ed. São Paulo:
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MOREIRA, H. J. C; ARAGÃO, F. D; Manual de pragas da soja. Campinas, SP: FMC. 2009
PITELLI, R.A.; DURIGAN, J.C. Terminologia paraperíodos de controle e de convivência das
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RAMOS, L. R. M; PITELLI, R. A. Efeitos de diferentes períodos de controle da comunidade
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Brasília, v. 29, n. 10, p. 1523-1531, out. 1994.
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AMORIM, L.; BERGAMIM FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A. & REZENDE, J.A.M.
Manual de Fitopatologia, volume 2: Doenças das plantas cultivadas, Ed. Agronômica Ceres,
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2011: Passo Fundo, RS). Informações técnicas para a safra 2012: trigo e triticale. Passo
Fundo, RS: Embrapa Trigo, 2011. 184p.
SEAB - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. 2012. Disponível em:
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Federal de Uberlândia. 2006. Disponível em:
<http://www.apec.unesc.net/V_EEC/sessoes_tematicas/Economia%20rural%20e%20agricult
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ONEG%C3%93CIO%20BRASILEIRO.pdf> Acessado em: 17.out.2012.
47
TECNOLOGIAS de produção de soja - região central do Brasil 2009 e 2010. Londrina:
Embrapa Soja: Embrapa Cerrados: Embrapa Agropecuária Oeste, 2008. 262 p. (Embrapa
Soja. Sistemas de Produção, 13).
TOMM, G. O. Canola. O Nacional. Passo Fundo: O Nacional, p. 36-37, 2007.
ANEXOS
ANEXO I- PORTIFÓLIO IHARA PARA TRIGO
Nome:
Ingrediente
ativo:
Formulação:
Concentração:
Alvo:
Dose:
Clase
toxicológica:
Iharol
Óleo Mineral
Concentrado
Emulsionável
750g/L
-
0,5% do
volume da
calda
IV - Pouco Tóxico
Iharaguen
s
Poli Oxietileno
Alquil Fenol
Ester
Solução
Aquosa
Concentrada
200 g/L
-
5-10 ml/100 L
de calda
II - Altamente
Tóxico
Fertamin
Ca e Bo
Ca, Mn, Bo e M
Nutrientes
solúveis em
água
Ca:117 g/L;
Mn:1,3 g/L; Bo:
0,65 g/L; Mo:0,13
g/L
-
1,5 a 2 L/há
Fertamin
Maxx
Mn
Mn: 127 g/L
-
1,5 L/há
Fertamin
Flex
Fonte de
Fósforo:Ácido
Foforoso;
P2O5: 426 g/L;
K2O: 284 g/L
-
1L/há
Nutrientes
solúveis em
água
Nutrientes
solúveis em
água
Stinger
Glifosato
Concentrado
Solúvel
480 g/L
Acanthospermum hispidum, Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
oleraceus, Sida rhombifolia, Senna obtusifolia, Senecio
brasiliensis, Richardia brasiliensis, Raphanus raphanistrum,
Portulaca oleracea, Paspalum notatum, Oryza sativa, Hyparrhenia
rufa, Galinsoga parviflora, Euphorbia heterophylla, Eleusine
indica, Emilia sonchifolia, Echinochloa crusgalli, Digitaria
insularis, Digitaria horizontalis, Cyperus rotundus, Cynodon
dactylon, Conyza bonariensis, Cenchrus echinatus, Brachiaria
plantaginea, Brachiaria decumbens, Bidens pilosa, Andropogon
bicornis, Amaranthus viridis, Amaranthus hybridus, Alternanthera
tenella, Ageratum conyzoides
2-5 L/há
III - Medianamente
Tóxico
Aminamar
2,4-D
Concentrado
Solúvel
806 g/L
Bidens pilosa,Galinsoga parviflora, Euphorbia heterophylla,
Raphanus raphanistrum.
1-1,5 L/ha Pós
emergência
I - Extremamente
Tóxico
Staron
Bazagran
Bentazona
Concentrado
Solúvel
480 g/L
Acanthospermum australe, Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
oleraceus, Sida rhombifolia,, Senecio brasiliensis, Richardia
brasiliensis, Raphanus raphanistrum, Portulaca oleracea, ,
Hyparrhenia rufa, Galinsoga parviflora, Euphorbia heterophylla,
Eleusine indica, Emilia sonchifolia, Echinochloa crusgalli,
Digitaria insularis, Digitaria horizontalis, Cyperus rotundus,
Commelia benghalensis, Desmodium sp. Cynodon dactylon,
Conyza bonariensis, Cenchrus echinatus, Brachiaria plantaginea,
Brachiaria decumbens, Bidens pilosa, Acanthospermum sp.,
Brassica napus, Ipomea sp. e Ipomoea purpúrea,
Belure
Fipronil
Suspensão
concentrada
250 g/L
Diloboderus abderus
1,5 L/ha - Pós III - Medianamente
emergência
Tóxico
100-150
mL/100 Kg
de sementes
III - Medianamente
Tóxico
0,3 L/há; 100
III - Medianamente
- 450 ml/100
Tóxico
L de água
Safaty
Etofenproxi
Concentrado
emulsionável
300 g/L
Pulgão (Sitobion avenae), Pseudaletia sequax
Sumidan
25 EC
Esfenvalerato
Concentrado
emulsionável
25 g/L
Pulgão (Metopolophium dirhodum, Sitobion avenae), Pseudaletia
sequax
0,3-0,8 L/há
I - Extremamente
Tóxico
Rimon
100EC
Novalurom
Concentrado
Emulsionável
100 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda), Pseudaletia adultera
50-75ml/ha
IV - Pouco Tóxico
Mospilan
Acetamiprido
Pó solúvel
200 g/kg
Pulgão (Metopolophium dirhodum, Sitobion avenae)
375 g/ha
III - Medianamente
Tóxico
Bazuca
216 SC
Metomil +
METANOL
Concentrado
Solúvel
216 g/L+ 383,5
g/L
Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda), Pseudaletia adultera
497-1293
ml/ha
I - Extremamente
Tóxico
Shake
Epoxiconazol +
Piraclostrobina
Suspo Emulsão
62,5 g/L + 85 g/L
Ferrugem (Puccinia triticina); Oídio (Blumeria graminis f. sp.
tritici)
0,7 L/há
I - Extremamente
Tóxico
Dithiobin
780 WP
Mancozebe +
Tiofanato
Metílico
Preparação de
Pronto Uso
640 g/L + 140 g/L
Mancha das glumas(Stagonosporanodorum) Mancha
salpicada(Sieptoria tritici), Oídio (Blumeria graminis f.sp. tritici),
Fusarium graminearum, Ferrugem do trigo (Puccinia graminis)
3,5 kg/há
III - Medianamente
Tóxico
Artea
Ciproconazol +
Propiconazol
Concentrado
Emulsionável
250 g/há + 80
g/há
Manchas foliares (Bipolaris sorokiniana, Drechslera triticirepentis), Fusarium graminearum, Ferrugem do trigo (Puccinia
triticina), Oídio (Bipolaris sorokiniana)
0,2-0,3 L/há
I - Extremamente
Tóxico
ANEXO II- PORTIFÓLIO IHARA PARA SOJA
Nome:
Ingrediente
ativo:
Formulação:
Concentração:
Alvo:
Dose:
Clase
toxicológica:
Iharol
Óleo Mineral
Concentrado
Emulsionável
750g/L
-
0,5% do volume da calda
IV - Pouco
Tóxico
Iharaguen s
Poli Oxietileno
Alquil Fenol
Ester
Solução
Aquosa
Concentrada
200 g/L
-
5-10 ml/100 L de calda
II - Altamente
Tóxico
-
4 a 10 L/há
-
1,5 a 2 L/há
Mn: 127 g/L
-
1,5 L/há
Co: 13,7 g/L, Mo: 137
g/L, Mn: 1,37 g/L
-
150 mL/ha
P2O5: 426 g/L; K2O:
284 g/L
-
1L/há
Fertamin
TOP
N, P2O5; K2O;
Mg; S; B; Mn;
Mo e Zn.
Fertamin Ca
Ca, Mn, Bo e M
e Bo
Fertamin
Maxx
Mn
Fertamin
COMO
Co, Mo, Mn
Fertamin
Flex
Fonte de
Fósforo:Ácido
Foforoso;
Nutrientes
solúveis em
água
Nutrientes
solúveis em
água
Nutrientes
solúveis em
água
Nutrientes
solúveis em
água
Nutrientes
solúveis em
água
N: 98,4 g/L; P2O5:
615 g/L; K20: 12,3
g/L; Mg:6,15 g/L; S:
12,3 g/L; B: 6,15 g/l;
Mn: 18,45 g/L; Mo:
0,123 g/L; Zn: 6,15
g/L
Ca:117 g/L; Mn:1,3
g/L; Bo: 0,65 g/L;
Mo:0,13 g/L
FLUMIZYN
500
Flumioxazina
Pó molhável
500 g/kg
Guanxuma (Sida rhombifolia), Leiteiro (Euphorbia
heterophylla), Trapoeraba (Commelina
benghalensis), Amendoim-bravo (Euphorbia
heterophylla), Apaga-fogo (Alternanthera tenella),
Beldorega (Portuluca oleracea), Carrapicho-decarneiro (Acanthospermum hispidum), Corda-deviola (Ipomoea grandifolia), Erva-quente
(Spermacoce latifolia), Picão-preto (Bidens pilosa),
Poaia-branca (Richardia brasiliensis), Caruru-roxo
120 g/ha (Pré-emergente
(Amaranthus hybridus), Mentrasto (Ageratum
das plantas infestantes) 50conyzoides), Anileira (Indigofera hirsuta), Desmódio
80 g/ha (Pós-emergência
ou Carrapicho-beiço-de-boi (Desmodium tortuosum),
das plantas infestantes,
Erva-de-touro (Tridax procumbens), Erva-palha
antes do plantio da cultura)
(Blainvillea latifolia), Guanxuma ou malva-branca
(Sida cordifolia), Joá-de-capote (Nicandra
physaloides), Nabiça (Raphanus raphanistrum), Soja
(Glycine max), Buva ou Voadeira (Conyza
Bonariensis), Caruru-de-mancha (Amaranthus
viridis), Corda-de-viola (Ipomoea grandifolia;
Ipomoea nil), Caruru-rasteiro (Amaranthus deflexus),
Cheirosa (Hyptis suaveolens), Capim-colchão ou
Milhã (Digitaria horizontalis).
III Medianamente
Tóxico
Stinger
Glifosato
Concentrado
Solúvel
480 g/L
Acanthospermum hispidum, Synedrellopsis
grisebachii, Sonchus oleraceus, Sida rhombifolia,
Senna obtusifolia, Senecio brasiliensis, Richardia
brasiliensis, Raphanus raphanistrum, Portulaca
oleracea, Paspalum notatum, Oryza sativa,
Hyparrhenia rufa, Galinsoga parviflora, Euphorbia
heterophylla, Eleusine indica, Emilia sonchifolia,
Echinochloa crusgalli, Digitaria insularis, Digitaria
horizontalis, Cyperus rotundus, Cynodon dactylon,
Conyza bonariensis, Cenchrus echinatus, Brachiaria
plantaginea, Brachiaria decumbens, Bidens pilosa,
Andropogon bicornis, Amaranthus viridis,
Amaranthus hybridus, Alternanthera tenella,
Ageratum conyzoides
Aminamar
2,4-D
Concentrado
Solúvel
806 g/L
Amaranthus deflexus, Bidens pilosa, Commelina
benghalensis, Euphorbia heterophylla, Ipomoea
grandifolia, Sida rhombifolia
2-4 L/há
III Medianamente
Tóxico
1,5 L/ha - Pós emergência
IExtremamente
Tóxico
Bazagran
Bentazona
Radiant 100
Flumicloraque
Pentílico
Cercobin
500
Tiofanato
Metílico
Certeza
Concentrado
Solúvel
480 g/L
100 g/L
Suspensão
concentrada
Suspensão
concentrada
500 g/L
350 g/Kg+ 52,5 g/kg
Acanthospermum australe, Synedrellopsis
grisebachii, Sonchus oleraceus, Sida rhombifolia,,
Senecio brasiliensis, Richardia brasiliensis,
Raphanus raphanistrum, Portulaca oleracea, ,
Hyparrhenia rufa, Galinsoga parviflora, Euphorbia
heterophylla, Eleusine indica, Emilia sonchifolia,
Echinochloa crusgalli, Digitaria insularis, Digitaria
horizontalis, Cyperus rotundus, Commelia
benghalensis, Desmodium sp. Cynodon dactylon,
Conyza bonariensis, Cenchrus echinatus, Brachiaria
plantaginea, Brachiaria decumbens, Bidens pilosa,
Acanthospermum sp., Brassica napus, Ipomea sp. e
Ipomoea purpúrea,
Guanxuma (Sida rhombifolia),
Trapoeraba (Commelina benghalensis), Apagafogo (Alternanthera tenella), Falsa-serralha (Emitia
sonchifolia), Estrelinha (Melampodium perfoliatum),
Anileira (Indigofera hirsuta), Bamburral (Hyptis
suaveolens), Erva-de-touro (Tridax procumbens).
Mancha-parda (Septoria glycines), Mofobranco (Sclerotinia sclerotiorum), Crestamentofoliar (Cercospora kikuchii), Fungo-doarmazenamento (Aspergillus spp), Mancha-púrpurada-semente (Cercospora kikuchii), Murcha-deFusarium (Fusarium oxysporum), Phomopsis-dasemente (Phomopsis sojae), Podridão-docolo (Fusarium pallidoroseum),
Antracnose (Colletotrichum dematium).
Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) Fungo-doarmazenamento (Aspergillus spp), Podridãoaquosa (Rhizoctonia solani), Phomopsis-dasemente (Phomopsis sojae), Podridão-docolo (Fusarium pallidoroseum).
1,5 L/ha - Pós emergência
III Medianamente
Tóxico
0,40 - 0,60 L/ha
IExtremamente
Tóxico
100 - 150 ml/100 kg
sementes
II - Altamente
Tóxico
180 a 215 mL de p.c/100
kg de sementes
IExtremamente
Tóxico
Belure
Fipronil
Suspensão
concentrada
250 g/L
Phyllophaga cuyabana
40-80 ml/ha
III Medianamente
Tóxico
Tiger 100EC
Piriproxifem
Concentrado
emulsionável
100 g/L
Mosca-branca (Bemisia tabaci raça B)
1 L/há
IExtremamente
Tóxico
Percevejo-verdepequeno (Piezodorus
III guildini),35 - 50 ml/há;
Medianamente
Lagarta-da-soja (Anticarsia
Tóxico
gemmatalis) 400 - 500
ml/há
I150 mL/ha
Extremamente
Tóxico
Safaty
Etofenproxi
Concentrado
emulsionável
300 g/L
Percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildini),
Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)
Sumidan 25
EC
Esfenvalerato
Concentrado
emulsionável
25 g/L
Mosca-branca (Bemisia tabaci raça B)
Sumidan
150 EC
Esfenvalerato
Concentrado
emulsionável
150 g/L
Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)
50 - 65 ml/ha
IExtremamente
Tóxico
Rimon
100EC
Novalurom
Concentrado
Emulsionável
100 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)
150 mL/ha
IV - Pouco
Tóxico
Mimic
240SC
Tebufenozida
Suspensão
concentrada
240 g/L
Lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis)
125 mL/há
IExtremamente
Tóxico
Sumithion
500CE
Fenitrotiona
Concentrado
Emulsionável
500 g/L
Percevejo-marrom (Euchistus heros); Percevejo-dasoja (Nezara viridula)
1-1,5 L/há
III Medianamente
Tóxico
Bazuca 216
SC
Metomil +
METANOL
Concentrado
Solúvel
216 g/L+ 383,5 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)
597 ml/ha
IExtremamente
Tóxico
Cercobin
Tiofanato
Metílico
Suspensão
concentrada
500 g/L
Mancha-de-Phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis)
0,7 L/há
III Medianamente
Tóxico
Shake
Epoxiconazol +
Piraclostrobina
Suspo Emulsão
Celeiro
Flutriafol +
Tiofanato
Metílico
Frowncide
500EC
62,5 g/L + 85 g/L
Cercospora zeae-maydis e Phaeosphaeria maydis
0,6 L/há
Suspensão
concentrada
100 + 500 g/L
Mancha-parda (Septoria glycines), Crestamentofoliar (Cercospora kikuchii), Manchaalvo (Corynespora cassiicola), Oídio (Microsphaera
diffusa)
0,6 L/há
IExtremamente
Tóxico
Fluazinan
Suspensão
concentrada
500 g/L
Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum)
1 L/há
II - Altamente
Tóxico
Artea
Ciproconazol +
Propiconazol
Concentrado
Emulsionável
250 g/há + 80 g/há
Mancha parda (Septoria glycines),Mancha-púrpura
(Cercospora kikuchii), Oídio (Microsphaera diffusa),
Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi)
0,3 L/há
IExtremamente
Tóxico
Trinity
Flutriafol
Suspensão
concentrada
25% m/v
Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi)
0,25-0,3 L/ha
III Medianamente
Tóxico
Sumilex
500WP
Procimidona
Pó molhável
500 g/L
Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum)
1 kg/há
II - Altamente
Tóxico
ANEXO III – PORTIFÓLIO IHARA PARA MILHO
Nome:
Ingrediente ativo:
Formulação:
Concentração:
Alvo:
Dose:
Clase toxicológica:
Iharol
Óleo Mineral
Concentrado
Emulsionável
750g/L
-
0,5% do volume da
calda
IV - Pouco Tóxico
Iharaguen s
Poli Oxietileno Alquil
Fenol Ester
Solução Aquosa
Concentrada
200 g/L
-
5-10 ml/100 L de
calda
II - Altamente
Tóxico
-
4 a 10 L/há
Fertamin TOP
N, P2O5; K2O; Mg;
S; B; Mn; Mo e Zn.
Nutrientes solúveis
em água
N: 98,4 g/L; P2O5:
615 g/L; K20: 12,3
g/L; Mg:6,15 g/L; S:
12,3 g/L; B: 6,15 g/l;
Mn: 18,45 g/L; Mo:
0,123 g/L; Zn: 6,15
g/L
Fertamin Ca e Bo
Ca, Mn, Bo e M
Nutrientes solúveis
em água
Ca:117 g/L; Mn:1,3
g/L; Bo: 0,65 g/L;
Mo:0,13 g/L
-
1,5 a 2 L/há
Fertamin Maxx
Mn
Nutrientes solúveis
em água
Mn: 127 g/L
-
1,5 L/há
Fertamin Flex
Fonte de
Fósforo:Ácido
Foforoso;
Nutrientes solúveis
em água
P2O5: 426 g/L;
K2O: 284 g/L
-
1L/há
Poaia-branca(Richardia brasiliensis)
80 g/ha (Pósemergência das
plantas infestantes,
antes do plantio da
cultura)
FLUMIZYN
Flumioxazina
PÓ MOLHÁVEL
500 g/kg
III - Medianamente
Tóxico
Stinger
Glifosato
Concentrado
Solúvel
480 g/L
Acanthospermum hispidum,
Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
oleraceus, Sida rhombifolia, Senna
obtusifolia, Senecio brasiliensis,
Richardia brasiliensis, Raphanus
raphanistrum, Portulaca oleracea,
Paspalum notatum, Oryza sativa,
Hyparrhenia rufa, Galinsoga
parviflora, Euphorbia heterophylla,
Eleusine indica, Emilia sonchifolia,
Echinochloa crusgalli, Digitaria
insularis, Digitaria horizontalis,
Cyperus rotundus, Cynodon dactylon,
Conyza bonariensis, Cenchrus
echinatus, Brachiaria plantaginea,
Brachiaria decumbens, Bidens pilosa,
Andropogon bicornis, Amaranthus
viridis, Amaranthus hybridus,
Alternanthera tenella, Ageratum
conyzoides
2-4 L/há
III - Medianamente
Tóxico
Aminamar
2,4-D
Concentrado
Solúvel
806 g/L
Proof
Atrazina
Suspensão
concentrada
500 g/L
Bazagran
Bentazona
Concentrado
Solúvel
480 g/L
Amaranthus deflexus, Bidens pilosa,
Commelina benghalensis, Euphorbia
heterophylla, Ipomoea grandifolia,
Sida rhombifolia
1,5 L/ha - Pós
emergência
Acanthospermum sepernunhispidum,
Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
oleraceus, Sida rhombifolia, , Senecio
brasiliensis, Richardia brasiliensis,
Raphanus raphanistrum, Portulaca
oleracea, , Hyparrhenia rufa,
Galinsoga parviflora, Euphorbia
heterophylla, Eleusine indica, Emilia
sonchifolia, Echinochloa crusgalli,
Digitaria insularis, Digitaria
Pré emergência - 4 horizontalis, Cyperus rotundus,
5 l/há, *pós
Commelia benghalensis, Desmodium
emergência - 4 - 5
sp. Cynodon dactylon, Conyza
l/ha (2 a 4 folhas)
bonariensis, Cenchrus echinatus,
Brachiaria plantaginea, Brachiaria
decumbens, Bidens pilosa, Andropogon
bicornis, Amaranthus viridis,
Amaranthus hybridus, Alternanthera
tenella, Ageratum conyzoides, Hyptis
lophanta, Hyptis suaveolens, Indigofera
hirsuta, Ipomoea purpúrea, Nicandra
physaloides.
Acanthospermum australe,
Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
1,5 L/ha - Pós
oleraceus, Sida rhombifolia,, Senecio
emergência
brasiliensis, Richardia brasiliensis,
Raphanus raphanistrum, Portulaca
I - Extremamente
Tóxico
IV - Pouco Tóxico
III - Medianamente
Tóxico
oleracea, , Hyparrhenia rufa,
Galinsoga parviflora, Euphorbia
heterophylla, Eleusine indica, Emilia
sonchifolia, Echinochloa crusgalli,
Digitaria insularis, Digitaria
horizontalis, Cyperus rotundus,
Commelia benghalensis, Desmodium
sp. Cynodon dactylon, Conyza
bonariensis, Cenchrus echinatus,
Brachiaria plantaginea, Brachiaria
decumbens, Bidens pilosa,
Acanthospermum sp., Brassica napus,
Ipomea sp. e Ipomoea purpúrea,
Primaiz Gold
Atrazina
Suspensão
concentrada
Acanthospermum sepernunhispidum,
Synedrellopsis grisebachii, Sonchus
oleraceus, Sida rhombifolia, , Senecio
brasiliensis, Richardia brasiliensis,
Raphanus raphanistrum, Portulaca
oleracea, , Hyparrhenia rufa,
Galinsoga parviflora, Euphorbia
heterophylla, Eleusine indica, Emilia
sonchifolia, Echinochloa crusgalli,
Digitaria insularis, Digitaria
horizontalis, Cyperus rotundus,
Commelia benghalensis, Desmodium
sp. Cynodon dactylon, Conyza
bonariensis, Cenchrus echinatus,
Brachiaria plantaginea, Brachiaria
decumbens, Bidens pilosa, Andropogon
bicornis, Amaranthus viridis,
Amaranthus hybridus, Alternanthera
tenella, Ageratum conyzoides, Hyptis
lophanta, Hyptis suaveolens, Indigofera
hirsuta, Ipomoea purpúrea, Nicandra
physaloides.
3,50-4,50 l/ha
I - Extremamente
Tóxico
Belure
Fipronil
Suspensão
concentrada
250 g/L
Phyllophaga cuyabana
40-80 ml/ha
III - Medianamente
Tóxico
Danimen
Fenpropatrina
Concentrado
Emulsionável
300 g/L
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera
frugiperda)
70 - 100 ml/ha
I - Extremamente
Tóxico
Safaty
Etofenproxi
Concentrado
Emulsionável
300 g/L
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera
frugiperda)
70 - 100 ml/ha
III - Medianamente
Tóxico
Sumidan 25 EC
Esfenvalerato
Concentrado
Emulsionável
25 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera
frugiperda)
0,6 - 0,8 L/ha
I - Extremamente
Tóxico
Rimon 100EC
Novalurom
Concentrado
Emulsionável
100 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera
frugiperda)
150 mL/ha
IV - Pouco Tóxico
Mimic 240SC
Tebufenozida
Suspensão
concentrada
240 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera
frugiperda)
300 mL/há
I - Extremamente
Tóxico
Bazuca 216 SC
Metomil +
METANOL
Concentrado
Solúvel
216 g/L+ 383,5 g/L
Lagarta-militar (Spodoptera
frugiperda)
597 ml/ha
I - Extremamente
Tóxico
Cercobin
Tiofanato Metílico
Suspensão
concentrada
500 g/L
Mancha-dePhaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis)
800 - 1000 ml/ha
III - Medianamente
Tóxico
Shake
Epoxiconazol +
Piraclostrobina
Suspo - Emulsão
62,5 g/L + 85 g/L
Cercospora zeae-maydis e
Phaeosphaeria maydis
0,7 L/há
IV - Pouco Tóxico
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Introdução (onde você descreverá um pouco da importância do