ENQUADRAMENTO DE REPRESA EM JUIZ DE FORA SEGUNDO A LEGISLAÇÃO Cézar Henrique Barra Rocha ([email protected]); Cristina de Jesus Evaristo; Talyanne Cardoso Caldas; Kelvin Ferreira de Carvalho; Thiago Martins da Silva; Fabiano Amarante de Freitas; Antoine Casquin. RESUMO O enquadramento foi criado pelos órgãos ambientais para classificar determinada água de acordo com os usos preponderantes. No Brasil, a Resolução CONAMA 357/2005 define que para abastecimento público as águas de um manancial devem estar nas classes Especial, 1 ou 2. Há uma ruptura considerável nos limites dos parâmetros para a Classe 3, sugerindo-se o tratamento avançado. Este artigo avaliou a qualidade físico-química da água na captação da represa de São Pedro – Juiz de Fora/MG. As análises realizadas foram pH ,DBO5,20 , OD, turbidez e cloreto durante os anos de 2006 a 2012, calculando-se as médias anuais no período da seca e da chuva. Os parâmetros que não ficaram enquadrados nas classes citadas foram: DBO5,20 na seca em 2007, 2009, 2010, 2011 e 2012 e na chuva, de 2006 a 2012; OD na seca apenas em 2009 e na chuva somente em 2012. Considerando-se que é adotado o tratamento convencional nesta Represa, conclui-se que este manancial só atendeu até a Classe 2 nos anos de 2006 e 2008 na estação seca e que a estação chuvosa piorou a qualidade da água em todo o período analisado, o que pode estar relacionado aos usos inadequados do solo. Palavras chave: recursos hídricos; abastecimento público; bacia hidrográfica; autodepuração; Represa de São Pedro. ABSTRACT Classification was made by environmental authorities, aiming at classifying water bodies according to their main use and treatment. In Brazil, the CONAMA’s 357/2005 No Brasil, dispose that for public water supply, water must be in class “special”, 1 or 2 respectively for disinfection, and simplified, and conventional treatment. There is a clear rupture with waters of class 3, requiring advanced treatment. This paper aimed to evaluate the physico-chemical water quality in the catchment of the dam of São Pedro which supplies 8% of Juiz de Fora / MG. The analyzes were pH, BOD 5, 20, DO, turbidity and chloride during the years 2006 to 2012, considering the annual average for the dry and the rain seasons. The parameters that exceeded the second class, as the treatment made suggests, were: BOD5, 20 during the dry season in 2007, 2009, 2010, 2011 and 2012, and in the rain season in 2006-2012; OD only in the dry season during 2009 and during the rain period in 2012. Considering that conventional treatment is adopted for this public water supply source, it is concluded that this source only met up to Class 2 in 2006 and 2008 in the dry season. During the rainy season the water quality deteriorated throughout all the periods analyzed, which can be related to inappropriate land uses around the watershed. Key Words: water resources; public water supply;hydrographic basin; self-depuration capacity; dam of São Pedro. 1. INTRODUÇÃO A água é fundamental à manutenção da vida (Tundisi, 1999), sendo um recurso com variados tipos de uso. Para o consumo humano a água deve seguir certos parâmetros de qualidade essenciais à saúde da população. Os reservatórios são dependentes de várias interações existentes na bacia hidrográfica a qual são integrantes, ou seja, são impactados por todas as atividades físicas e antropogênicas presentes no local. Tendo em vista essas complexidades e a importância do uso, é necessária a análise de dados limnológicos relacionados às principais variáveis físicas, químicas e biológicas da água para que sejam avaliados os parâmetros de qualidade. Machado (2010) realizou um diagnóstico ambiental avaliando parâmetros físicoquímicos da Bacia Hidrográfica da Represa de São Pedro. Ficou demonstrado, de acordo com a metodologia adotada, que as águas da Represa de São Pedro têm capacidade para assimilar cargas de DBO de 44 Kg/dia, o que equivale à produção média de esgotos domésticos de uma população de 887 habitantes, mantendo desta forma, no que diz respeito às concentrações de Oxigênio Dissolvido (OD), os padrões mínimos de qualidade requeridos das águas da Classe 1. Como não há tratamento de esgotos na bacia e como o atual sistema de fossas tem se mostrado insuficiente (ou ineficiente) para evitar o acesso da matéria orgânica até o lago, qualquer aumento nesse número de habitantes, implicará na possibilidade de redução da qualidade das águas da represa, principalmente com relação aos parâmetros OD, DBO, DQO e presença de Coliformes. Portanto, o objetivo deste artigo foi analisar a qualidade da água de acordo com a Resolução CONAMA nº 357/2005, comparando os períodos de seca e de chuva na Bacia de Contribuição da Represade São Pedro, Juiz de Fora/MG. Os parâmetros de qualidade analisados foram: cloreto, DBO5,20, Turbidez, OD e pH, os quais foram obtidos junto a Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora (CESAMA) para os anos compreendidos entre 2006 e 2012. A verificação da qualidade da água é feita através de variáveis que retratam suas características físicas, químicas e biológicas. Entre as ferramentas propostas para avaliar a qualidade da água no Brasil, destaca-se o IQA (Índice de Qualidade de Água), originalmente desenvolvido pela National Sanitation Foundation dos Estados Unidos (NSF, 2014) e adaptado às águas brasileiras por inúmeros órgãos de entidades, dentre os quais se destaca a CETESB (2013). O IQA foi criado a partir de um inquérito de opinião junto a especialistas em gestão da qualidade da água que selecionaram os parâmetros relevantes para avaliar a qualidade da água. Os parâmetros são oxigênio dissolvido (OD), coliformes termotolerantes, pH, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5,20), nitrato, fosfato, temperatura, turbidez e sólidos totais dissolvidos. Neste artigo, foram abordados apenas os parâmetros OD, pH DBO5,20 e Turbidez fornecidos pela CESAMA e que apresentaram séries mais completas entre os anos de 2006 e 2012. Os três primeiros apresentam pesos relevantes na composição do IQA com 17%, 11% e 11% respectivamente. Apesar da turbidez ter peso menor, ela é muito relevante na questão do tratamento das águas. O indicador cloreto também foi incluído pela sua importância em retratar impactos antrópicos nas águas, principalmente de esgotos domésticos. 2. MATERIAL E MÉTODOS 2.1 Área de estudo A Represa de São Pedro situa-se na região oeste da cidade de Juiz de Fora, na Zona da mata mineira. O manancial também conhecido como Represa dos Ingleses estálocalizada a 8 km da malha urbana e em uma área particular cedida por contrato de exploração parcial do serviço público.A Bacia de Contribuição faz parte da Bacia do Rio Paraíba do Sul e seus principais afluentes são os córregos São Pedro (esquerda) e Grota dos Pintos (direita). Possui uma área de 13km² (Figura 1). O enquadramento de corpos d’água estabelece o nível de qualidade a ser alcançado ou mantido ao longo do tempo (Tabela 1). Mais do que uma simples classificação, o enquadramento deve ser visto como um instrumento de planejamento, pois deve tomar como base os níveis de qualidade que deveriam possuir ou ser mantidos para atender às necessidades estabelecidas pela sociedade e não apenas a condição atual do corpo d’água em questão. O enquadramento busca “assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas” e a “diminuir os custos de combate à poluição das águas, mediante ações preventivas permanentes” Art. 9º, Lei nº 9.433, de 1997 (BRASIL, 1997). Figura 1 – Mapa de localização da área de estudo. (Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e dados dos autores, 2014) CLASSE ESPECIAL a) Abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) Preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; c) Preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de preservação integral. CLASSE 1 a)Abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) Proteção das comunidades aquáticas; c)Recreação de contato primário( esqui aquático e mergulho),segundo CONAMA 274/00; d)Irrigação d e hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rente ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e)Proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas; CLASSE 2 a) Abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) Proteção das comunidades aquáticas; c) Recreação de contato primário, segundo CONAMA 274/00(Balneabilidade) d) Irrigação Hortaliças e plantas frutíferas, parques e jardins.; e) Aquicultura e pesca. CLASSE 3 a) Abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ouavançado; b) Irrigação de cultura s arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) Pesca amadora; d) Recreação de contato secundário; e) Dessedentação de animais. CLASSE 4 a)Navegação b)Harmonia paisagística; Tabela 1 – Classes de enquadramento para água doce. (Fonte: BRASIL, 2005) 2.2 Monitoramento e Qualidade Hidrológica Os dados utilizados neste trabalho são provenientes do monitoramento realizado pelo Laboratório de Análise de Águas da CESAMA durante o período compreendido entre os anos de 2006 a 2012. A partir destes dados foram feitas médias entre os meses de seca e chuva, onde os resultados obtidos foram enquadrados na Resolução CONAMA 357/2005 para os seguintes parâmetros: 2.2.1 Cloreto O cloro em forma do íon cloreto (Cl⁻) é um dos principais ânions inorgânicos encontrados em águas naturais e ou resíduarias; Em água potável, o sabor depende da concentração o íon Cl⁻,como também na composição química, em caso de concentraçãoaté 250 mg/L para o cátion Na⁺ e para o caso do Mg,Ca+2somente é perceptível acima de 1000 ppm. Água com grande concentração de cloreto - para indivíduos acostumados a baixas concentrações -, pode ter efeitos laxativos. Danos mais acentuados na saúde somente nos casos do indivíduo ter alguma deficiência de metabolismo. Podem provocar interferências em análise de DQO, nitrato e causar danos a instalações hidráulicas. 2.2.2 pH Potencial hidrogeniônico representa a concentração do íon hidrogênio H+( em escala anti-logarítmica), dando uma indicação sobre a condição de acidez e neutralidade da água (SPERLING 2005). Para abastecimento, o nível recomendável é de 6 a 9, pois pH baixo aumenta a corrosividade devido a quantidade ferro e magnésio, além de conferir um gosto desagradável; para valores altos podem provocar incrustações. O pH altera a solubilidade, pode interferir também na toxicidade de algumas substâncias como ferro, cromo, chumbo, amoníaco, mercúrio e outros. Este parâmetro é relevante nas diversas partes do tratamento da água que correspondem à coagulação, desinfecção, controle da corrosividade e remoção da dureza. Valores de pH afastados da neutralidade podem afetar a vida aquática e os microrganismos responsáveis pelo tratamento biológico dos esgotos. O pH também é utilizado para caracterização de águas de abastecimento brutas e tratadas, controle da operação de estações de tratamento de água que incluem coagulação e grau de incrustabilidade / corrosividade e o controle da operação de estações de tratamento de esgotos (digestão anaeróbia). 2.2.3 OD O oxigênio dissolvido informa sobre o arejamento do curso d’água. Sua inserção é feita através da fotossíntese, através de aeradores e até mesmo com o contato com o ar atmosférico. A quantidade de OD é fundamental para analisar a qualidade da água (VALENTE et al., 1997). Sua concentração pode variar devido a altitude e a temperatura. Ao determinar o nível de OD, é possível identificar impactos ambientais. De acordo com Sperling (2005), a solubilidade do OD varia de acordo com a altitude e a temperatura. Ao nível do mar, na temperatura de 20°C, a concentração de saturação é igual a 9,2mg/L -1. Assim valores de OD superiores à saturação são indicativos de presença de algas (fotossíntese com geração de oxigênio). Já valores de OD bem inferiores à saturação são indicativos da presença de matéria orgânica (possivelmente esgoto). Com OD em torno de 4-5 mg/L-1 morrem as espécies de peixes mais sensíveis; com OD de 2 mg/L-1 quase todas as espécies de peixes morrem; com OD 0 mg/L-1 tem-se condições de anaerobiose. 2.2.4 DBO A Demanda Bioquímica de Oxigênio é a quantidade necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. A DBO usualmente é considerada o oxigênio consumido durante um período de tempo, numa temperatura de incubação específica (CETESB, 2007). Normalmente, usa-se a DBO5,20 , pois o período de incubação é de 5 dias a uma temperatura de 20° C. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA, 2010), os valores elevados de DBO5,20 em um corpo d’água são causados pelo lançamento de cargas orgânicas, principalmente por esgoto doméstico. A ocorrência de altos valores causa uma diminuição de oxigênio dissolvido na água, o que pode provocar mortandades de peixes e eliminação de organismos aquáticos, além de provocar odores desagradáveis. 2.2.5 TURBIDEZ Segundo Braga et al. (2005), a turbidez é a propriedade de desviar os raios luminosos. É decorrente da presença de materiais em suspensão na água, finalmente divididos ou em estado coloidal, e de organismos microscópicos. A turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação que a intensidade de um feixe de luz sofre ao atravessá-la (está redução dá-se por redução e espalhamento, uma vez que as partículas que provocam turbidez nas águas são maiores que o comprimento de onda da luz branca), devido a presença de sólidos em suspensão tais como partículas inorgânicas (areia, silte, argila), detritos orgânicos e plâncton em geral (CETESB, 2010). A principal fonte de turbidez é a erosão dos solos. Quando na época das chuvas as águas pluviais trazem uma quantidade significativa de material sólido para os corpos d’água. Atividade de mineração, assim como lançamento de esgotos e de efluentes industriais, também são fontes importantes que causam uma elevação da turbidez nas águas (ANA, 2010). 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Foram analisados os dados para variáveis estudadas entre 2006 e 2012, referente ao ponto de amostragem da captação da Represa São Pedro. A análise dos valores qualidade da água para o reservatório em relação ao cloreto, apresenta níveis de normalidade entre os meses de seca e chuva, sendo enquadrados nas classes especial e 1 (Figura 2). CLORETO 250,00 mg/L 200,00 150,00 Média Seca 100,00 Média Chuva CLASSE1,2 E 3 50,00 0,00 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Anos Limite máximo de cloreto 250 mg/L para classe 1 ,2 e 3 Figura 2 :Análise das médias anuais de cloreto nas estações seca e chuva. Em relação ao pH, as médias anuais permanecem em conformidade com as classes especial e de 1 a 4, durante os meses de seca e chuva (Figura 3). Segundo a Portaria n°2.914/2011, do Ministério da Saúde os valores podem variar entre um intervalo de 6.0 a 9.5,no sistema de distribuição (BRASIL, 2011). pH 10,00 UNItS 8,00 Ph Classes 1 a 4 6,00 4,00 2,00 Média - Seca 0,00 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Média Chuva Anos Faixa de pH entre 6 e 9 Figura 3: Análise das médias anuais de pH nas estações seca e chuva. Com relação a DBO5,20, nos meses de seca, somente a média do ano 2008 apresenta conformidade com as classes especial e 1; já entre os anos de 2006, 2007, 2008, 2009 e 2012 apresentaram conformidade com a Classe 2. No ano de 2011, as médias de seca ultrapassaram os limites para a Classe 3. Em relação aos meses de chuva somente o ano de 2009 está dentro da Classe 2; os demais anos apresentam médias acima do limite estabelecido para Classe 3 (Figura 4). DBO 5DIAS 20,00 Média - SECA mg/L 15,00 Média - CHUVA 10,00 CLASSE 1 CLASSE 2 5,00 CLASSE 3 0,00 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 4: Análise das médias anuais de DBO 5,20 nas estações seca e chuva. De acordo com a Figura 5, o período compreendido entre os anos de 2006 a 2009, a estação chuvosa apresentou média de Oxigênio Dissolvido dentro das classes especial e 1. Já no ano de 2010, incluiu-se na Classe 2 e no ano de 2012 na Classe 3. Na estação determinada como de seca, o OD só apresentou conformidade com a Classe Especial e Classe 1 nos anos de 2008 e 2012, respectivamente; em 2009 com a Classe 4 e em 2010 com a Classe 3. mg/L OD 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Média - SECA Média - CHUVA classe 1 classe2 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 classe3 classe4 As lacunas no gráfico são decorrentes de dados não obtidos junto a CESAMA. Figura 5: Análise das médias anuais de OD nas estações seca e chuva. Os dados de turbidez apresentaram conformidade com as classe especial e 1 para os períodos de seca e chuva durante os anos analisados (Figura 6). TURBIDEZ 100,00 UNT 80,00 Média - SECA Média - CHUVA 60,00 CLASSE 1 40,00 CLASSE 2 ,3 E 4 20,00 0,00 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Figura 6: Análise das médias anuais de Turbidez nas estações seca e chuva. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando que é adotado o tratamento convencional para a Represa de São Pedro, observa-se que o manancial atendeu até a Classe 2 apenas nos anos de 2006 e 2008 na estação seca; a estação chuvosa piorou de forma considerada a qualidade da água analisada, não atendendo em nenhum dos anos analisados. Este resultado pode estar diretamente relacionado ao uso inadequado do solo no entorno da Bacia de Contribuição da Represa ou nas suas margens. O aumento dos loteamentos populares, dos condomínios de luxo, das diversas construções a margem do reservatório principal, a maioria sem tratamento de esgoto, impactam a qualidade da água, diminuindo a capacidade de autodepuração deste manancial. Como previa Machado (2010), a Represa de São Pedro sofre com as pressões na sua Bacia e também nas suas margens. O aumento populacional na Cidade Alta reduziu a qualidade da água desta Represa ao longo dos últimos anos, segundo os dados fornecidos pela CESAMA. Estudos conduzidos pelo Núcleo de Análise Geo Ambiental (NAGEA) da UFJF a partir de 2012 mostram que o manancial ainda consegue recuperar a qualidade da água, principalmente no período da seca. Portanto, consideram-se os resultados desde artigo não conclusivos, haja vista haver um conflito entre as fontes de dados. Agradecimentos: Agradecemos a Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora – CESAMA pela disponibilização dos dados utilizados nesta pesquisa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGA, B. et al. Introdução À Engenharia Ambiental. 2ª Edição, São Paulo, Pearson Prentice Hall, 2005, 318p. BRASIL. Lei Federal 9.433 de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. BRASIL.Ministério da Saúde. Portaria n°2914,de 12/2011. 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