História do Asilo Pinheiro.
Conselheiro Washington Luiz Lima Silva
Autor - 04/09/2011.
História do Asilo Pinheiro.
Artigo sobre a fundação do Asylo Pinheiro; sobre alguns dos
membros das Mesas Diretoras ao longo dos anos e, alguns nomes
dos primeiros moradores do bairro do Asilo.
O artigo não pretende afirmar conter todas as informações sobre
o assunto, mas procura apresentar o máximo possível de
informações necessárias para o conhecimento dos mais jovens e
para a lembrança dos mais experientes.
Busca mobilizar pessoas simpatizantes e, pessoas com os mesmos
ideais como os desses homens que no passado assumiram a
responsabilidade na criação da Instituição Asylo Pinheiro.
Não propõe reaver nada, nem tão pouco mexer em nada
existente, apenas sensibilizar os homens e mulheres de bem, para
a criação de um novo local de acolhimento e abrigo em Piraí,
Sede do município, para pessoas idosas necessitadas
principalmente de amor.
-- Washington Luiz Lima Silva.
Asylo Pinheiro
Mentor - Manoel da Silveira Pinheiro
Manoel da Silveira Pinheiro nasceu em 1839 na Ilha do Faial, de onde saiu bem jovem
para se estabelecer em Piraí, residindo à Freguesia do Rumo - Sítio Santo Antônio.
Casou-se com Anna Luiza Pinheiro, falecida em 1906. Tres anos mais tarde, em 18 março
1909, faleceu Manoel Pinheiro deixando bens no valor de 150:698$300 (cento e
cinquenta mil seiscentos e noventa e oito contos e trezentos réis).
A matéria é de responsabilidade do Conselheiro Washington Luiz Lima Silva - membro
ativo do Conselho Municipal do Idoso - Piraí
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Em cumprimento da verba testamentária relativa a aplicação dos remanescentes dos
bens deixados, resolveu o testamenteiro - Comendador Francisco Joaquim Pereira
Soares, com a aprovação do Juiz Municipal, promover a criação do “Asylo Pinheiro” para
acolher pessoas idosas desamparadas.
Em 1910, o testamenteiro adquiriu, pela importancia de doze contos de réis, o prédio
situado à Rua Barão do Piraí, nº 40, de Manoel Borges de Oliveira, para criar o Asylo
Pinheiro.
Fundação
Assim, o Asylo Pinheiro foi oficialmente fundado em 1913.na cidade de Piraí em virtude
de disposição da última vontade de Manoel da Silveira Pinheiro, para recolher pessoas
de ambos os sexos em estado de senectude independente de côr e nacionalidade, que
não tenham amparo nem recursos, para lhes proporcionar abrigo, alimentação,
vestuário, cuidados médicos e funeral.
Estatuto
A associação que se constituiu, e sob cuja administração ficou o patrimonio e os
rendimentos da instituição, ficou incumbida de operar o Asylo Pinheiro na forma
estabelecida pelo Estatuto desenvolvido para aquele fim específico.
Patrimônio
a) Cento e nove apólices da Dívida Pública da União, representativas dos
remanescentes do espólio deixado pelo benemérito instituidor, no valor nominal de
um conto de reis cada uma, aplicadas a juros de cinco por cento ao ano.
b) Um prédio com todos os seus acessórios, inclusive mobiliário,utensílios e rouparia,
situado nesta cidade a rua Barão do Pirahy, no 40, adquirido com recurso
proveniente daqueles remanescentes.
c) Bens ou valores que forem adquiridos em razão de compra, doação, legado ou
outro qualquer título.
Constituirão rendimentos
d) As contribuições de qualquer natureza.
e) Tudo quanto produzirem os bens constitutivos do patrimônio.
Da Associação
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Pessoas maiores de idade independente de sexo ou nacionalidade e de reconhecida
idoneidade moral, se propõe a regular a vida administrativa e econômica do Asylo.
Os membros da Diretoria serão solidariamente investidos das obrigações que
contraírem em nome dela.
As categorias de sócios serão: fundadores, contribuintes, remidos, benfeitores,
beneméritos ou honorários.
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Fundadores serão aqueles que até a data da aprovação dos presentes Estatutos, se
tiverem escrito e houverem contribuído, pelo menos, com a quantia de dez mil reis
para a receita do Asylo.
Contribuintes serão aqueles que pagarem a jóia de cinco mil reis no ato de sua
inscrição e a contribuição de mil reis trimestralmente.
Remidos, os que entrarem de uma só vez, com a jóia de vinte mil reis, alem da
importância das contribuições que estiverem vencidas.
Benfeitores os que fizerem oferta de valor não inferior a quinhentos mil reis.
Beneméritos aqueles de quem o Asylo receber dádiva de valor superior a um conto
de reis ou serviços que, por sua relevância, os tornem credores de reconhecimento.
Honorários os que fizerem jús a alto apreço da Associação e por ela devam ser
distinguidos, em razão de motivo de ordem especial.
A Diretoria será composta de cinco membros, a saber: Presidente, Vice-Presidente,
Secretário, Tesoureiro, e Procurador, todos eleitos anualmente entre os sócios com
residência efetiva nessa cidade.
Os membros da Diretoria são responsáveis , solidariamente, pelas resoluções coletivas
que tomarem em relação a tudo quanto possa afetar a administração do patrimônio e
os interesses econômicos do Asylo.
O presente Estatuto entrará em execução na data de sua aprovação e só poderá ser
reformado, no todo ou em parte, em consequencia de deliberação tomada por dois
terços de voto, expressos em reunião da Assembléia Geral, convocada especialmente
para esse fim por toda Diretoria e oito sócios, pelo menos.
A Assembléia Geral em sua reunião, de janeiro ´próximo vindouro, elegerá a Diretoria
que servirá durante o ano.
Sala das reuniões do “ Asylo Pinheiro “ em Pirahy , aos 10 de agosto de 1913.
João Baptista de Nola - Presidente da Diretoria.
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ATA DA REUNIÃO REALIZADA PARA A
FUNDAÇÃO DO “ ASYLO PINHEIRO “ E
ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DESTINADA
A PROVER SUA ADMINISTRAÇÃO
Aos dez dias do mês de agosto de mil novecentos e treze, nesta cidade de Pirahy ,
Estado do Rio de Janeiro, em o prédio pertencente ao “ Asylo Pinheiro “ , à rua Barão do
Pirahy no 40, e na sala das respectivas reuniões, assume a presidência o Senhor Tenente
Coronel Henrique José dos Santos Nora, na qualidade de presidente da comissão
incumbida judicialmente da administração provisória do patrimônio do referido Asylo e
de promover a fundação deste, o qual, depois de convidar para tomarem lugar a mesa,
como secretários, os senhores João Moreira de Vasconcellos e João Baptista de Nola,
membros também da mesma comissão e, no recinto, os demais circunstantes,
congratulou-se com todos estes por haverem acudido ao convite expedido para o fim
de, em virtude de decisão do Juiz competente concorrerem para o desempenho do
sobredito encargo confiado a comissão, na parte referente a fundação do
estabelecimento e organização da associação destinada a administra-lo .
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Autor do projeto do Estatuto Doutor Nicolau Tolentino Gonzaga
Autor do substitutivo
Doutor Domingos Mariano Barcellos de Almeida
Comissão para apreciação e escolha do Estatuto:
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Domingos Mariano Barcellos de Almeida
Antônio Pereira da Silva
José Cardoso de Sá
Albino Alexandre de Souza Lima
Miguel Matheus
A Assembléia votou por unanimidade pelo substitutivo do autor, Doutor Domingos
Mariano Barcellos de Almeida.
O Doutor Domingos Mariano Barcellos de Almeida , sugeriu que aqueles que estavam
presentes inscrevessem seu nomes no livro existente, seriam considerados como sócios
fundadores.
O Padre José Maria de Aguiar, propôs que os sócios fundadores ficassem, também,
dependentes do pagamento imediato da contribuição de dez mil reis. Albino Alexandre
do Souza Lima , opinou que satisfeita essa proposta, não seja mas nada cobrado.
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Os Sócios : numeração usada apenas para contagem:
1. 1-Henrique José dos Santos Nora, 2-João Baptista di Nola, 3-Domingos Mariano
Barcellos de Almeida, 4-Antonio da Rosa Machado Sobrinho, 5-Antonio de
Araujo Arantes, 6-Antonio da Silva Mattosinhos, 7-Padre Jose Maria de Aguiar, 8José Xavier de Gouvêa Brum, 9-José Antonio Ribeiro Sobrinho, 10-Antonio
Taranto Sobrinho, 11-Firmino Ribeiro Guerra, 12-Antonio Pereira da Silva, 13Albino Alexandre de Souza Lima, 14-Carlos Miguel Carrano, 15-Antonio Joaquim
Travassos, 16-Roque Manoel Cople, 17-Adelino Dias Passos, 18-Arnoud
Cambraia, 19-Helvidio Paulino da Silva Pires, 20-Miguel Taranto,21- Manoel
Alexandre de Lima, 22-Lucas Torturella, 23-José Cardoso de Sá, 24-Vicente
Improta, 25-Miguel Matheus, 26-Joaquim Prudente de Andrade, 27-Basílio Nora,
28-Antenor Barboza, 29-Antonio Carlos Ladeira, 30-Joaquim dos Santos Teixeira,
31-João Moreira de Vasconcellos, 32-Miguel Nunes de Azevedo e 33-Manoel
Teixeira Campos.
Eleição para a diretoria que iria administrar o Asylo Pinheiro:
Apresentados trinta e dois votos, sendo : para presidente, João Baptista di Nola - vinte e
oito votos, Albino Alexandre de Souza Lima – três votos, Tenente Coronel Henrique José
dos Santos Nora – um voto ; para vice-presidente Padre José Maria de Aguiar – trinta e
dois votos; para secretário, João Moreira de Vasconcelos – trinta e um votos e Antonio
Pereira da Silva – um voto; para tesoureiro, Antonio da Rosa Machado Sobrinho – vinte
e quatro votos e Saturnino José dos Santos – oito votos e para procurador, Basílio Nora
– vinte dois votos, Antonio Taranto Sobrinho – oito votos, Albino Alexandre de Souza
Lima – um voto e Jacinto de Araújo Arantes – um voto.
Pessoas que passaram pela diretoria do Asilo.
-Antônio Joaquim Travassos – presidente.
-Manoel Alexandre de Lima – presidente.
-Simeão Antonio Vaz – presidente.
-Darci de Andrade Barbosa – presidente.
-Radaméz Guida – Presidente..
-Nilo Antônio Vaz – Secretário.
- Dna Emília - Responsável pelo Asilo.
-Rubem Almada Valente – Procurador.
- Evádio Antônio Silva - Procurador.
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-Primeiros moradores do Bairro do Asilo, por volta de 1950 .
José Virgílio e Dna. Glória, Geraldo Andrade, Manoel Domingos, Antônio Borracha,
Lindolfo, Arnaldo, Pigica, Dna.Tomaza, Silvio e Dna.Dulce.
Modelos de moedas correntes da época:
10 mil Réis - Banco Da República - Ano 1892: contribuição para sócio fundador
5 mil Réis, R-095, 1913 - cédula da República: jóia cobrada para sócio contribuinte
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20 mil Reis – 1911: jóia estipulada para sócio remido
500 mil Réis da 10ª estampa – 1911: contribuição mínima para sócio benfeitor
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1 Mil Réis cédula R 076 de 1917: contribuição mínima para sócio benemérito
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Apólice da Dívida Pública Federal emitida nos termos do decreto Nº7872 de 23 de
fevereiro de 1910
Valor nominal: HUM CONTO DE REIS com pagamento de juros anuais de 5% pagos por
semestre - representativas dos remanescentes do espólio deixado pelo benemérito
instituidor.
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