ÍNDICE
aPOSTa 115
www.ctt.pt
10
3
EDITORIAL
As Mulheres nos CTT
4
BREVES
10
ATUAL
CTT apoiam desporto para todos
Vamos falar de e-Commerce
Reconhecer a memória histórica
16
À DESCOBERTA DE TALENTOS
Carteiro e mestre desliza stress sobre os patins
18
PORTUGAL CONNOSCO
À primeira é de vez
20
CAPA
O lado feminino dos CTT
26
PARTICIPADAS
Postcontacto desafia o futuro
30
INTERNACIONAL
CTT marcam presença internacional
34
DAR UM GIRO
Pedras que falam!
39
AGENDA CULTURAL
40
EMISSÕES
Música para o espírito e alimento para o corpo
42
OPINIÃO
A importância crescente da comunicação na empresa
43
VAGARES
16
30
34
A revista Aposta foi escrita ao abrigo
do novo Acordo Ortográfico
FICHA TÉCNICA PUBLICAÇÃO MENSAL . DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Diretor Miguel Salema Garção . Diretora Executiva Adriana Eugénio . Coordenação Rosa Serôdio . Redação Bruno Vilão, Elsa Duarte, Inês Noronha Macedo, José Duarte
Martins, Paula Padrão, Raquel Moz e Rosa Serôdio . Layout Strat Design . Conceção Gráfica . Miguel Dantas e Samuel Trindade . Capa Samuel Trindade .
Fotografia Paula Padrão, Pedro Mónica, Sara Aresta e Arquivo CTT . Agradecemos ao Museu Nacional de Arqueologia e à AESE a colaboração e a cedência de imagens .
Produção Comunicação . Propriedade CTT Correios de Portugal, S.A. - Av. D. João II, Lote 1.12.03, 1999-001 LISBOA . Tel.: 210 470 300 . Pessoa coletiva nº 500077568
A revista Aposta é impressa na Fernandes & Terceiro, S.A., empresa com Sistema de Gestão Q.A.S. certificada segundo as normas NP EN ISO 9001:2008 (cert nº PT08/02529),
NP EN ISO 14001:2004 (cert nº PT08/02530), OHSAS 18001:2007 (cert nº PT08/02531), EMAS (cert nº PT-000004) . Isenta de registo na ERC ao abrigo do Dec. Regulamentar
nº. 8/99, de 9 junho - artº. 12º. Nº. 1 a. Finishing . Mailtec . Tiragem 27 000 exemplares . Depósito Legal 186482/02
Esta revista foi impressa em Respecta Satin de 125 gramas (miolo) e 250 gramas (capa), ambos com certificação de Gestão Florestal FSC.
2
aPOSTa
EDITORIAL
115
As Mulheres nos CTT
Miguel Salema Garção
Diretor de Comunicação
OS CTT ESTÃO NO
BOM CAMINHO. A
EFICIÊNCIA E QUALIDADE,
A CAPACIDADE DE
ADAPTAÇÃO, A
COMPETÊNCIA E
PROFISSIONALISMO DOS
TRABALHADORES E A
CONFIANÇA NA MARCA
SÃO MAIS-VALIAS EM
QUE SE ALICERÇA A
CONSTRUÇÃO DE UMA
EMPRESA COM FUTURO
Na data em que o mundo celebrou as conquistas femininas em contexto
laboral, 8 de março, cinco das nossas trabalhadoras vieram de áreas diferentes
e reuniram-se no Edifício CTT para começarem esse dia de forma especial.
Recebidas pelas Administradoras Ana Jordão e Dionísia Ferreira, ali viveram
momentos de partilha de experiências pessoais e profissionais, enquanto
tomaram o pequeno-almoço. Através destas mulheres, todo o universo feminino
dos CTT foi homenageado, pela sua entrega incondicional à Empresa.
As mulheres representam um terço do efetivo CTT. No atendimento, essa
presença é bastante expressiva, com 69% de rostos femininos a acolher os
clientes nas Lojas CTT. Já na distribuição, apenas 12% de mulheres entregam
as cartas em casa dos portugueses. Mas, também em atividades que antes lhes
estavam vedadas, a mulher começa a ganhar terreno, embora timidamente. É o
caso de uma condutora de camiões de Cabo Ruivo que integra uma equipa
de 81 homens, o que traduz um bom sinal de mudança.
Os CTT, cientes da paridade entre homem e mulher e da respetiva equivalência
de competências, assinaram juntamente com outras 21 empresas um
Compromisso para a Igualdade de Género, comprometendo-se a promover
uma cultura de valores e direitos, encarada como pilar de desenvolvimento
e estabilidade empresarial. A partir do segundo semestre iremos realizar
várias ações com vista a tornar o Grupo CTT mais consciente nesta matéria,
contribuindo para contrariar a desigualdade de género nas profissões
tradicionais dos Correios.
Esta revista divulga também as realizações de 2012 e os desafios para 2013
da Postcontacto que, apesar das condições adversas, mantém a liderança
no mercado da publicidade não endereçada. Iniciativas inéditas como a
concretizada no ano passado que permitiu formar e avaliar os 200 fornecedores,
com reflexos muito positivos na qualidade de serviço, não foram por certo
alheias aos resultados obtidos. Agora a Postcontacto está empenhada em tirar o
máximo proveito da ocorrência de eleições autárquicas para dinamizar o correio
não endereçado que está a perder volume e valor.
Lá fora, o Presidente do Conselho de Administração foi dar a conhecer mais
profundamente os Correios portugueses, num momento em que concentram
esforços na preparação do processo conducente à sua privatização. E se a
adesão crescente a novas formas de comunicar, em que o físico é preterido pelo
eletrónico, constitui uma ameaça que chega a todos os operadores postais,
ela abre em simultâneo uma janela de oportunidades para os Correios se
modernizarem e fazerem crescer o seu negócio.
Os CTT estão no bom caminho. A eficiência e qualidade, a capacidade
de adaptação, a competência e profissionalismo dos trabalhadores
e a confiança na marca são mais-valias em que se alicerça a construção
de uma empresa com futuro. Todos juntos, homens e mulheres,
vamos conseguir vencer os desafios.
3
BREVES
CTT são
Marca de Confiança 2013
Os CTT foram distinguidos como uma das marcas de maior confiança dos
portugueses, na sequência do estudo realizado pelas Seleções do Reader’s
Digest, para 40 diferentes categorias de produtos e serviços. As Marcas de
Confiança são eleitas sem qualquer inscrição prévia, avaliação ou outra forma
que condicione o voto dos assinantes.
Neste estudo, que se realiza pelo 13º ano junto dos assinantes da revista, os CTT
merecem o 1º lugar da confiança dos consumidores, na categoria de “empresas
de serviço público”.
Esta distinção permite aos CTT manterem o seu compromisso de qualidade e
inovação na oferta de produtos e serviços relevantes para os seus clientes.
A resposta dos CTT a este reconhecimento pelos portugueses reforça o
profissionalismo e o total empenho na criação de cada vez mais valor para as
populações, as empresas e o país.
Este prémio é mérito de todos os trabalhadores e fruto do seu profissionalismo e dedicação.
●
INM
Sexta edição do PDRH chega ao fim
No dia 8 de março chegou ao fim
mais uma edição do Programa
de Desenvolvimento de Recursos
Humanos (PDRH), com a entrega de
diplomas aos nove formandos que
frequentaram o curso desde outubro
de 2012. A cerimónia teve lugar no
edifício da Rua da Palma, em Lisboa,
e contou com a presença de vários
dirigentes de que se destacam os
4
Diretores de Recursos Humanos e
Organização, António Marques, de
Estratégia e Desenvolvimento, Alberto
Pimenta, e de Assuntos Internacionais
e Cooperação, João Caboz Santana.
Todos se congratularam pela
conclusão de mais uma etapa
decisiva para o desenvolvimento de
competências pessoais e profissionais,
que se reflete no fortalecimento das
organizações. O PDRH foi lançado
em 2007 e desde então realiza-se
ininterruptamente ano após ano, tendo
já formado 66 participantes oriundos
de 19 países, incluindo Portugal, o
que traduz a importância que os CTT
atribuem à formação e à cooperação
internacional.
Também os formandos quiseram
deixar uma mensagem, transmitida
pela porta-voz do grupo Marta Neves:
«O PDRH permitiu-nos a abertura de
novos horizontes, novas perspetivas,
novos conceitos, novas técnicas
e métodos de abordagem. Foram
meses de intensa aprendizagem mas
também de partilha e representam,
para nós, uma experiência única
e enriquecedora. [...] Sentimo-nos
preparados para enfrentar os desafios
futuros, pois os seus ensinamentos
tornaram-nos mais completos e
permitiram-nos melhorar a nossa
performance profissional. Foi uma
aposta ganha. O nosso muito
obrigado!». RS
●
aPOSTa
BREVES
115
De braço dado com o IPO
Os CTT associam-se à campanha “Dar Mais Vida, Ajude a Equipar o IPO”, que
decorre até final do ano. A iniciativa pretende angariar fundos para a compra
de equipamento médico para o Instituto Português de Oncologia (IPO) e os CTT
apoiam esta causa através da venda de produtos do IPO em 20 Lojas CTT de
norte a sul do país.
O lançamento da ação aconteceu no dia 6 de março na Loja CTT dos
Restauradores, em Lisboa, e contou com a presença de António Pedro Silva,
responsável pela Rede de Lojas CTT, do futebolista Carlos Martins, padrinho da
iniciativa, e de Carla Castro, responsável pela campanha do IPO.
Os CTT, enquanto empresa socialmente responsável, disponibilizam a sua rede
de Lojas para apoiar a missão daquela instituição criada em 1923, que centra a
sua atividade na luta contra o cancro. ED
●
Delegação dos Correios do Equador visita CTT
No dia 7 de março, o Presidente dos CTT, Francisco de Lacerda, recebeu a visita
de uma Delegação Oficial do Equador no âmbito da promoção da candidatura
do Diretor-Geral dos Correios do Equador, Robert Cavanna Merchán, ao lugar
de Secretário-Geral da UPAEP (União Postal das Américas, Espanha e Portugal).
Esta organização internacional com sede em Montevideo, Uruguai, é formada
atualmente por 27 países membros. Na foto que regista o momento pode
também ver-se, para lá dos dois dirigentes, o Embaixador do Equador em
Portugal, Diego Aulestia Valencia (1º da esq. para a dta.). A eleição decorrerá
durante o 22º Congresso da UPAEP que reúne no próximo mês de setembro em
Havana, Cuba. RS
●
Sustentabilidade leva CTT ao Equador
O 2º Seminário de Desenvolvimento
Sustentável da UPAEP (União Postal
das Américas, Espanha e Portugal),
que decorreu de 29 a 31 de janeiro
no Quito, Equador, contou com a
presença de 30 delegados de 15
países latino-americanos ao longo
dos três dias de debates. Os CTT
voltaram a estar representados
pelo responsável da área de
Sustentabilidade e Ambiente, Luís
Paulo, com quatro apresentações
onde se falou de metodologias e
políticas para o tratamento, separação
e reciclagem de resíduos decorrentes
da atividade postal, quantificação
e classificação do desperdício,
campanhas de sensibilização e outros
exemplos sobre as melhores práticas
levadas a cabo pelo setor.
A experiência dos CTT esteve
ainda em foco numa intervenção
sobre mobilidade sustentável e
biodiversidade em Portugal. O
programa obedeceu aos três pilares
de referência: Ambiental (1º dia),
Económico (2º dia) e Social (3º dia),
sob a égide da União Postal Universal
e coorganizado pelo Grupo La Poste.
À semelhança da 1ª edição deste
encontro internacional, que aconteceu
em 2010 em São José, Costa Rica,
os CTT são já um convidado habitual
pela sua experiência e resultados
na matéria, como “peer” capaz de
assegurar a dinamização de trabalhos
de grupo, elaboração de conclusões e
“coaching” dos participantes. RM
●
5
BREVES
CTT falam de mobilidade no JEAMB2013
Os CTT foram convidados pelo Instituto Superior Técnico
para participar nas IV Jornadas de Engenharia do Ambiente
(JEAMB2013), que decorreram a 13, 14 e 15 de fevereiro
no auditório do Centro de Congressos do IST. O evento,
subordinado ao tema “Sustentabilidade: Uma exigência
do Futuro”, contou com a presença de vários académicos
e representantes de entidades e empresas que marcam a
atualidade a nível ambiental.
Os painéis foram estruturados em quatro grandes áreas
de reflexão: “A nova era da mobilidade” sobre os fatores
que condicionam as opções de deslocação dos cidadãos
nos meios urbanos; “O valor do território português” tendo
em conta a situação económica atual e a necessidade
urgente de avaliar recursos e potencial para a produção;
“Smartcities e o papel das autarquias” na criação de cidades
cada vez mais inteligentes e ecoconscientes; e “Startups:
da ideia à empresa” para mostrar projetos e competências
que desenvolvam a capacidade crítica da comunidade
académica, com casos de estudo e outros exemplos
nacionais emergentes.
Os CTT participaram no painel “ A nova era da mobilidade”
com o responsável pela Sustentabilidade e Ambiente, Luís
Paulo, a par de investigadores e diretores de entidades
como o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciência
e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Transitec,
a Prio.E e a Carris. O debate contribuiu para avivar a
reflexão sobre os problemas e soluções que estão a ser
pensados para as cidades, com o forte contributo do
tecido empresarial.
A crescente afluência dos alunos e o apoio dado pelo
meio académico a estas Jornadas demonstram o interesse
dos temas abordados, que se repartem por dois dias de
conferências, mais um dedicado a workshops e visitas
técnicas. Este ano foi a vez de conhecer os Parques de
Ecologia Industrial do Seixal. RM
●
Mailtec promove reunião anual de vendas
A Direção Comercial da Mailtec reuniu-se recentemente no edifício de Cabo
Ruivo, Lisboa, para fazer o balanço de
2012 e apresentar os objetivos para o
ano de 2013.
O Administrador Luís Filipe Santos
encerrou o evento, tendo referenciado
os objetivos delineados para 2013,
6
bem como a nova estrutura
organizacional da Direção Comercial
em que os Gestores de Cliente passam
a ter uma ação mais direcionada para a
captação de novos negócios, com uma
oferta ainda mais abrangente.
Por sua vez, os Assistentes de Cliente
continuam a assumir o
acompanhamento diário da produção
e da assistência pós venda.
Após a reunião, a equipa comercial
almoçou no refeitório do Centro
de Produção e Logística de Cabo
Ruivo, seguindo-se uma visita pelas
instalações, “guiada” pelo CPLS Nuno
Galão. JDM
●
aPOSTa
BREVES
115
CTT em conferência de
mobilidade e estacionamento
Os CTT participaram na primeira conferência de mobilidade e
estacionamento organizada pela ANEPE (Associação Nacional de Empresas de
Parques de Estacionamento) em parceria com a Cascais Próxima. O evento
contou com a presença dos maiores intervenientes do setor (operadores
de parques de estacionamento, operadores de via pública, instaladores e
fornecedores de equipamento).
Na oportunidade, os CTT apresentaram a solução transversal STICO, baseada
no conceito SaaS (Solution as a Service), que permite às entidades autuantes
otimizar o processo de todo o ciclo de vida das contraordenações, desde a
identificação do proprietário, geração e expedição dos documentos (notificação),
cobrança e tratamento de respostas (aviso de receção / devoluções).
Ao combinar a experiência na produção e distribuição de correio físico com o
desenvolvimento de processos de gestão e de comunicação digital, o Grupo CTT
é líder de mercado neste segmento, em resultado das parcerias de valor que
estabelece com os seus clientes. JDM
●
Equipas comerciais da CTT Expresso
preparam futuro
A CTT Expresso convocou no início
de março as áreas comercial e de
marketing para motivar equipas e
comunicar as estratégias definidas
para 2013. O encontro contou com
a presença do Vice-Presidente
dos CTT, Manuel Castelo-Branco,
também Presidente do Conselho
de Administração da CTT Expresso,
para a abertura da sessão que
decorreu no auditório do edifício
do Parque das Nações. Na agenda
esteve o enquadramento e a situação
financeira da empresa de correio
urgente e logística, a análise do
mais recente estudo de satisfação de
clientes e o resumo das tendências
de mercado. Os cenários de
evolução do negócio e os objetivos
comerciais fizeram parte das várias
apresentações, onde se avançaram
medidas tecnológicas para facilitar a
atividade do operador e clientes, além
de métodos de prospeção e controlo
para apoiar a força de vendas a atingir
os resultados anuais pretendidos.
O encerramento esteve a cargo do
Administrador Pedro Salvador, que
abordou o projeto ibérico através da
união estratégica da CTT Expresso
e da Tourline Express, reforçando a
importância desta integração total
entre as empresas portuguesa e
espanhola, com vista a atingir nos
próximos anos a liderança do mercado
CEP peninsular. RM
●
7
BREVES
EAD renova certificação
No início de março, a SGS (entidade certificadora) realizou a auditoria de
acompanhamento ao Sistema Integrado de Gestão da EAD, com vista à
renovação da sua certificação. O resultado obtido confirmou que o sistema
de gestão está globalmente concebido, implementado e mantido, cumprindo
todos os requisitos das normas de referência: ISO 14001:2004 (ambiente), ISO
9001:2008 (qualidade) e OHSAS 18001:2007 (higiene, saúde e segurança no
trabalho). Demonstra aptidão para, de forma consistente, cumprir os requisitos
aplicáveis, atingir os objetivos e realizar as políticas da Organização.
Foram registadas duas ações corretivas e cinco oportunidades de melhoria
para os três referenciais.
Os trabalhadores estão de parabéns. O empenho de todos contribuiu para os
bons resultados conseguidos. RS
●
CTT Expresso foi Transportador Oficial
da Monstra 2013
A CTT Expresso foi este ano o Transportador Oficial da
Monstra - Festival de Animação de Lisboa, que decorreu
de 7 e 17 de março. Em parceria com a Triaxis, uma das
empresas responsáveis pela organização do certame,
a empresa de correio urgente e logística do Grupo CTT
assegurou a recolha e entrega de documentos e materiais
de apoio à 12ª edição do Festival, garantindo também o
transporte internacional dos filmes portugueses, brasileiros
e espanhóis que estiveram em exibição. O programa da
Monstra 2013 contou com a apresentação de mais de
250 filmes nas retrospetivas do Brasil e de Espanha, bem
como cerca de 140 filmes em competição representando
48 países. Foram dez dias de bom cinema de animação,
com 500 obras divulgadas em mais de 250 sessões para
miúdos e graúdos, que culminaram na atribuição de 14
prémios na gala de encerramento. A CTT Expresso tem
mostrado a sua eficácia como parceiro nos grandes eventos
nacionais, empresariais e públicos, contribuindo para
o sucesso dos negócios e satisfação dos seus clientes,
através das melhores soluções e de elevados padrões
na qualidade do serviço prestado. Num mercado tão
competitivo como o CEP (Courier, Express & Parcel), estes
são fatores decisivos na escolha do operador de logística
integrada. RM
●
8
aPOSTa
BREVES
115
Sucesso de simulacro
em Cabo Ruivo
Os CTT levaram a cabo um simulacro
de incêndio e queda em altura com
evacuação geral, nas instalações de
Cabo Ruivo, em Lisboa, no passado
dia 8 de março, pelas 22 horas.
O exercício contou com o apoio
e colaboração dos Bombeiros
Voluntários de Cabo Ruivo,
da PSP de Chelas e da Divisão de
Trânsito desta Polícia.
Na sequência de um incêndio com
origem em curto-circuito na área dos
médios e grossos, os trabalhadores
e as instalações ficaram em risco.
O detetor de fumos foi ativado e fez
soar o alarme da central de segurança
das instalações. Dadas as proporções
do incêndio, o Delegado de Segurança
deu indicações para se acionar o alarme
de evacuação geral do edifício e serem
mobilizados os serviços de socorro.
Os Bombeiros e a PSP foram
contactados e os RPI das áreas
assumiram as diligências de evacuação
do edifício até aos pontos de encontro
localizados no exterior do mesmo.
Durante a evacuação ocorreu um
acidente, porque o condutor de
um empilhador facilitou e embateu
num escadote onde estava outro
trabalhador a executar trabalhos
de manutenção. Este não se tinha
apercebido do alarme, por estar a ouvir
música através dos auriculares.
Na evacuação, o RPI da equipa do cais
verificou a deflagração de um incêndio
no parque de veículos pesados, devido
a uma beata largada por um motorista.
O incidente foi de imediato debelado
pelo RPI, recorrendo a um extintor.
Durante a evacuação chegaram os
Bombeiros e a PSP, que tomaram
as medidas adequadas ao bom
andamento dos trabalhos.
Internamente, este simulacro teve a
participação do Delegado Segurança,
18 RPI, um coordenador e a equipa de
vigilantes do edifício, que constituiu a
primeira linha de intervenção.
Os RPI organizaram-se por abre-filas
e cerra-filas, orientando a saída
dos trabalhadores e o agrupamento
destes nos pontos de encontro
respetivos, bem como a prestação
e acompanhamento dos primeiros
socorros à vítima.
Após verificação do edifício, os
Bombeiros deram o incêndio como
extinto, tendo decidido declarar o fim
da emergência.
O simulacro teve a duração de
43 minutos e constituiu um teste
positivo. JDM
●
9
ATUAL
CTT apoiam
desporto para todos
O empenho dos CTT no êxito das provas
de Meia Maratona realizadas em Lisboa
mantém-se com o apoio firme à “CTT Prova
Deficientes Motores em Cadeira de Rodas”
A Loja CTT dos Restauradores, bem no coração de Lisboa,
foi palco, no passado dia 26 de fevereiro, da primeira
conferência de imprensa promovida pela organização
da 23 ª edição da Meia Maratona de Lisboa, com realização
em 24 de março, em parceria com os CTT Correios de
Portugal, que há muitos anos apoiam a “CTT Prova
Deficientes Motores em Cadeira de Rodas”.
Para lá da presença massiva dos órgãos de comunicação
social, convidados, membros da organização e público em
geral, o evento foi conduzido pelo presidente do Maratona
Clube de Portugal, Carlos Móia, com intervenções do
vice-presidente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa,
Pais Afonso, e de Lídia Praça, presidente do Instituto
Português do Desporto e da Juventude, em representação
do Secretário de Estado da tutela, Alexandre Mestre, além
do anfitrião e diretor da Comunicação Institucional dos CTT,
Miguel Salema Garção.
10
A sessão abriu com a passagem de um filme promocional
da prova com a reta da meta junto aos Jerónimos. A
travessia da Ponte 25 de Abril, o percurso ribeirinho tão
espetacular quanto rápido, com o estuário do Tejo e a
monumentalidade da capital como cenário, são atrativos
para atletas e espectadores. A prova, que será animada
por bandas de rock ao longo do seu trajeto, ostenta o
título oficial da IAAF “Gold Road Race”, tendo entre os
participantes alguns dos maiores atletas a nível mundial,
que tentarão bater o recorde da distância e ganhar um
bónus de 50 mil euros. Entre as estrelas da alta competição
presentes, provenientes de 15 países, contam-se figuras
como os campeoníssimos Martin Lel, Sileshi Sihine e Imane
Merga, nos homens, e Edna Kiplagat, Sylvia Kibet e Gulnara
Galinka, nas senhoras.
Na sua intervenção, Carlos Móia, agradeceu aos
patrocinadores e aos CTT, em particular, pelo apoio à
aPOSTa
ATUAL
115
CARLOS MÓIA AGRADECEU
AOS PATROCINADORES E AOS CTT,
EM PARTICULAR, PELO APOIO À
ORGANIZAÇÃO E À PROVA COM
O SEU NOME PARA ATLETAS
DEFICIENTES MOTORES
organização e à prova com o seu nome para atletas
deficientes motores. Referiu que a 23ª edição da prova já
superou o número de inscrições inicialmente agendado,
com novo recorde à vista de 35 mil atletas e assegurou
que o acesso à prova conta com os habituais transportes
gratuitos. Cumpre-se assim a sua função de promoção do
lazer e da saúde através da festa e do desporto, para lá
da manutenção da alta competição.
Uma elite muito especial
Sem bónus, mas também com tentativa de recorde
mundial, a corrida patrocinada pelos CTT, mais uma vez
marcada pela presença dos principais atletas mundiais
da modalidade, com destaque para o suíço Heinz Frei, “o
melhor atleta paralímpico de todos os tempos”, com um
palmarés impressionante e vencedor da prova lisboeta por
inúmeras vezes. A ele juntam-se nomes maiores da elite
mundial com vários recordistas e campeões do mundo,
como Marcel Hug (CH), Ernst Van Dik (AS), Santiago
Sanz (ES), Thomas Geierspichler (AU), Roger Puigbo
(ES), Jordi Madera (ES), entre outros, e os portugueses
já bem conhecidos Alberto Batista e Alexandrino Silva,
acompanhados por outros atletas nacionais. Entre as
senhoras marcam presença a britânica Jade Jones (a melhor
atleta júnior do mundo), e as suíças Sandra Hager e Patricia
Keller, campeã e vice-campeã em Lisboa no ano de 2010.
Miguel Salema Garção reconheceu e salientou o esforço e
dedicação destes atletas, que os CTT sentem orgulho em
apoiar, no âmbito da política de responsabilidade social e
de cidadania empresarial há muito praticada pela empresa.
Uma corrida «inscrita no nosso ADN, revelando o espírito
solidário e humanista, associado aos desafios futuros
em que estamos empenhados e aos valores e causas de
sempre». Lembrou também o valor competitivo da prova e
Carlos Móia no uso da palavra
Personalidades intervenientes na Conferência de Imprensa
exortou os jornalistas presentes a darem o destaque devido
aos atletas e à “CTT Prova Deficientes Motores em Cadeira
de Rodas”.
Respondendo a duas perguntas da Aposta, Carlos Móia
salientou, que sendo os CTT uma empresa com milhares de
carteiros que andam diariamente na rua e a pé, apoia uma
prova com atletas que não o podem fazer, mas que lutam,
saem de casa, praticam desporto e usam a sua cadeira de
rodas para chegar a todo o lado. Notou ainda que a 23ª
edição da Meia Maratona de Lisboa vai contar com mais
uma “CTT Prova Deficientes Motores em Cadeira de Rodas”
de alto nível, com os melhores atletas da elite mundial,
pelo que o sucesso está garantido.
Registe-se a presença na conferência de imprensa de um
dos organizadores desta prova, João Correia, ele próprio
deficiente motor e ex-atleta de elite empenhado na
valorização dos atletas com deficiência (ver Aposta 114).
Finalmente, uma referência para os mil trabalhadores dos
CTT que se inscreveram internamente e vão participar nesta
festa do desporto, correndo e ou caminhando a Meia ou a
Mini Maratona de Lisboa. JOSÉ DUARTE MARTINS
●
11
ATUAL
Vamos falar de
e-Commerce
Os mercados digitais não podem hoje ser ignorados por nenhuma empresa.
A ACEPI veio falar de oportunidades num workshop de formação interna
e a CTT Expresso contou a sua experiência como
parceira logística de dimensão ibérica
No âmbito do Programa de
Desenvolvimento de Recursos
Humanos (PDRH) dos CTT realizou-se
no final de fevereiro um workshop de
trabalho sobre o comércio eletrónico e
a evolução dos mercados digitais.
Que oportunidades de negócio se
abrem hoje às empresas que têm
presença na internet? Quem são os
novos consumidores? Qual o volume
de negócio que tem origem direta
ou indireta nos sítios eletrónicos? O
tema trouxe ao auditório do Centro de
Formação dos CTT, em Lisboa, uma
plateia interessada de público interno e
de formandos.
A sessão foi aberta pelo Diretor de
Estratégia e Desenvolvimento, Alberto
Pimenta, que convidou para o debate
o Diretor da Associação do Comércio
12
Eletrónico e Publicidade Interativa
(ACEPI), Alexandre Fonseca, e o Diretor
de Logística da CTT Expresso, Rui Caeiro.
Para falar das perspectivas de
crescimento do e-Commerce, Alexandre
Fonseca começou por abordar o
impacto da internet nas nossas vidas. A
revolução é recente e transformou por
completo a forma como comunicamos,
aprendemos, trabalhamos, compramos
ou nos divertimos. Esta alteração de
paradigma é hoje irreversível, mas
os programas de estudo ainda não
refletem a importância e dimensão da
economia digital, fiéis a teorias que
eram válidas há décadas atrás e que
urgem ser revistas na formação de
economistas, gestores, marqueteiros
ou publicitários.
A internet já não é só para jovens. As
redes sociais começaram a trazer para
estes fóruns de comunicação diferentes
gerações, que assim se reencontram,
passam a palavra, reforçam contactos,
aprendem a aceder com facilidade
à informação e à publicidade. Os
novos utilizadores são uma teia
intergeracional. E o crescimento
é exponencial, à medida que as
tecnologias se aperfeiçoam e se tornam
mais amigáveis.
Em Portugal são já 5.3 milhões de
pessoas ligadas à internet. Quem
são então os novos consumidores?
Potencialmente, todos. Mesmo
quem não compra na internet, já
aprendeu a pesquisar, comparar,
avaliar, sugerir ou opinar sobre o que
vê online. As escolhas são baseadas
nesta informação, pelo que qualquer
aPOSTa
ATUAL
115
60% DOS PORTUGUESES ESTÃO ONLINE. APENAS 11%
DAS COMPRAS SÃO FEITAS NA INTERNET, MAS 97%
DOS CONSUMIDORES PROCURAM ONLINE
INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTOS OU SERVIÇOS
E 78% JÁ COMPRARAM ALGUMA COISA
Alexandre Fonseca, ACEPI
podem explorar a vantagem de se
apresentarem ao mundo no 5º idioma
mais falado da internet. Antes vêm o
inglês, chinês, espanhol e japonês.
BRIC lideram o clique
Rui Caeiro, CTT Expresso
empresa que hoje não tenha
presença no mundo digital está
condenada a desaparecer.
Os números são claros: 60% dos
portugueses estão online. Apenas 11%
das compras são feitas na internet,
mas 97% dos consumidores procuram
online informação sobre produtos ou
serviços e 78% já compraram alguma
coisa. As mulheres são quem mais
compra na internet: estudos indicam
que 80% das compras familiares são
por elas decididas. As vendas digitais
mais populares são bilhetes de viagem
(avião, comboio, camionete), roupas
e acessórios, livros e revistas, férias
(pacotes turísticos, hotéis), bilhetes de
espetáculos, cosméticos e perfumes,
electrodomésticos.
O potencial de negócio é imenso,
sobretudo na internacionalização
de produtos e serviços, já que as
fronteiras do mundo virtual não são
geográficas, mas linguísticas. E até
neste campo as empresas nacionais
São hoje mais de 2.4 mil milhões os
utilizadores de internet em todo o
planeta, que em 2015 deverão subir
aos 3.5 mil milhões. Só compradores
são mil milhões. A economia digital
dos 20 países mais ricos do mundo
deverá duplicar entre 2010 e 2016,
mas por cada emprego perdido na
economia tradicional serão criados 2,6
novos empregos na economia digital.
As atenções mundiais viram-se para
os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)
que irão liderar este crescimento, mas
sob a mira dos especialistas estão
também os MIKT (México, Indonésia,
Coreia do Sul e Turquia). As compras
mundiais online são atualmente de
850 mil milhões de euros, devendo
duplicar em 5 anos.
E em Portugal? O volume de compras
online foi, no último semestre, de 1.6
mil milhões de euros. As estatísticas
revelam que as razões da compra
online são o preço mais baixo,
poupança de tempo, facilidade de
comparar valores e de comprar a
qualquer hora. Contudo, os novos
negócios digitais não teriam vingado
se não houvesse boas parcerias
capazes de assegurar, com qualidade
e confiança, a gestão, transporte e
entrega das mercadorias.
É aqui que as empresas de logística e
transporte urgente podem contribuir
para o desenvolvimento de muitos
negócios com futuro. A posição da CTT
Expresso como operador de dimensão
ibérica é disso exemplo, revela Rui
Caeiro, com o enfoque na satisfação
e conveniência de quem vende e de
quem compra. Quem compra online
quer informação de qualidade antes
de fazer a encomenda, custos de
distribuição incluídos no preço, decisão
sobre instruções da entrega, track
and trace online e mobile, sms de
confirmação da data e hora de entrega
e monitorização de todo o processo.
Os meios de pagamento e a facilidade
nas devoluções são também requisitos
essenciais na relação entre vendedor
e consumidor, cabendo ao operador
a engenharia de soluções completas
e fiáveis para tornar a experiência
bem sucedida, já que 90% afirma
poder voltar a comprar online se ficar
satisfeito com o serviço. A aposta
está em inovar a oferta de soluções
de recolha e entrega convenientes
com prazos adequados, melhorar as
plataformas de acesso a múltiplas
formas de pagamento (cartões de
crédito e pré-pagos, serviços de
fiança de operadores logísticos ou
escrow services de terceiros), facilitar
devoluções simples e rápidas, contratar
seguros de transporte transparentes
e credíveis, entre outras estratégias.
A diferenciação do serviço entre
operadores estará não só no custo
das soluções, mas na confiança e
qualidade dos fluxos de transação.
O mundo da internet é o reino do
marketing relacional por excelência. O
que há 200 anos atrás era feito pelo
dono da mercearia, que conhecia
pessoalmente os clientes, hoje é
possível de forma massificada através
de parcerias e ferramentas online
de personalização e fidelização em
grande escala. E ainda agora estamos a
começar. RAQUEL MOZ
●
13
ATUAL
Reconhecer a memória histórica
A Torre do Tombo foi palco das celebrações dos 120 anos da fundação
do Museu Nacional de Arqueologia, que os CTT registaram para memória futura
com o lançamento de um Inteiro Postal e um carimbo comemorativo
no Posto de Correio Temporário ali instalado
Os CTT lançaram no passado dia 20 de fevereiro um Inteiro
Postal (IP) comemorativo dos 120 anos da fundação do
Museu Nacional de Arqueologia (MNARQ) e do respetivo
carimbo. A cerimónia realizou-se no auditório do Arquivo
Nacional da Torre do Tombo (ANTT), em Lisboa, tendo sido
muito participada. Uma ação na linha das parcerias dos
CTT/Filatelia com entidades de relevo ligadas aos eventos
filatélicos que a empresa vai registando. Durante a cerimónia
foram evocadas várias figuras com realce para o pai
fundador do museu e personalidade ímpar na investigação,
José Leite de Vasconcelos, que também já tinha sido
eternizado na filatelia portuguesa com um selo (2$50),
numa emissão de 1966 alusiva a cientistas portugueses.
14
Com a imagem do IP ilustrado de fundo, a mesa foi
constituída por Manuel Bairrão Oleiro, diretor do
departamento de Museus, Credenciação e Conservação,
em representação da Direção Geral do Património
Cultural, pelo diretor do MNARQ, António Carvalho, pelo
seu antecessor, Luís Raposo, que abordou a história da
instituição, e pelo diretor do ANTT, Silvestre Lacerda, além
do diretor da Filatelia dos CTT, Raul Moreira, que conduziu a
cerimónia do lançamento filatélico. Os quatro académicos
haveriam de proceder à obliteração e assinatura dos
postais formalmente apresentados em primeira mão.
Para lá do registo da efeméride, a imagética do IP
apresenta algumas peças do MNARQ (Cabeça feminina ou
aPOSTa
ATUAL
115
O Posto de Correio esteve muito concorrido e a exposição sobre o “foral novo” merece uma visita atenta
JUNTO AO AUDITÓRIO ONDE DECORREU A CERIMÓNIA DE LANÇAMENTO DO
INTEIRO POSTAL FUNCIONOU UM POSTO DE CORREIO, VISITADO POR ALGUMAS
DEZENAS DE FILATELISTAS, ESTUDANTES E ACADÉMICOS, QUE NÃO PERDERAM A
OPORTUNIDADE DE SE DOCUMENTAREM COM AS PEÇAS DA EFEMÉRIDE
retrato de Júlia, em mármore, de Milreu, ou Estói, Faro, da
Época Romana, século I ou II d.C. e um Torques em ouro
martelado, recortado e soldado, da segunda Idade do
Ferro). As fotografias são de José Pessoa. O selo impresso
na frente do postal mostra a fachada do Museu Nacional
de Arqueologia, contígua ao Mosteiro dos Jerónimos, em
Lisboa. A tiragem foi de 10 mil exemplares com o preço
individual, válido para Portugal, de 0,32 €.
Posto de Correio concorrido
Junto ao auditório onde decorreu a cerimónia de lançamento
do Inteiro Postal funcionou um Posto de Correio, assegurado
por Sónia Narciso e Jesabete Cadão dos serviços de Filatelia.
A atividade foi intensa, com alguns momentos de pico
por parte de algumas dezenas de filatelistas, estudantes
e académicos, que não perderam a oportunidade de se
documentarem com as peças da efeméride.
Como era natural o Inteiro Postal liderou as vendas, mas
os “packs” da emissão alusiva ao ANTT e o livro sobre a
Arquitetura também foram requisitados por vários clientes,
dada a analogia com o local e o evento. A este propósito,
refira-se que a loja daquela instituição também
dispõe para venda o IP e outras peças filatélicas relativas
à “sua” emissão.
A oportunidade da instalação do Posto de Correio
Temporário foi muito positiva. Para lá do aspeto comercial,
concorreu para a divulgação dos nossos produtos
de colecionismo junto de um público nem sempre
familiarizado com a filatelia.
Forais que contam histórias
A cerimónia encerrou com um convite do diretor da ANTT
aos presentes para visitarem a exposição temporária “O
foral novo: registos que contam histórias”, num espaço
ambientalmente controlado do piso de entrada. A mostra
assinala a passagem dos quinhentos anos sobre a reforma
dos forais, expondo alguns documentos significativos
que contam histórias da História desse empreendimento
de fôlego conduzido por D. Manuel I durante um quartel,
entre 1495 e 1520. A exposição é constituída por algumas
dezenas de novas cartas de privilégio (forais novos),
repartidas por sete núcleos, que conferiam e corrigiam
injustiças antigas a determinado território ou comunidade
com um regime jurídico próprio. Sem dúvida, uma
exposição que merece visita atenta. Como curiosidade,
registe-se que ao tempo de D. Manuel I, Portugal
estendia-se por 88994 quilómetros, incluindo Olivença,
tinha cerca de 550 concelhos e a população rondava
apenas um milhão e meio de pessoas.
Paralelamente, decorreu até 12 de março uma mostra
com interesse para a Arqueologia em Portugal, que
documentava pedaços da nossa história, com realce para
uma edição de 1613 da publicação “Deliciae lusitano
hispanicae”, de André de Resende, considerado o autor
pioneiro no âmbito da arqueologia. JOSÉ DUARTE MARTINS
●
15
À DESCOBERTA DE TALENTOS
Carteiro e mestre desliza
stress sobre os patins
Carteiro de profissão, mas já mestre
em finanças empresariais, revela-se
um apaixonado pelo hóquei em patins,
desporto de grande tradição e que tem
dado muitas alegrias aos portugueses
Sérgio Afonso nasceu no “Dia de Portugal”, em 1977,
na típica e tão afamada Nazaré das ondas gigantes
do “canhão” à praia do norte, que definitivamente a
internacionalizaram, mediaticamente falando. O nosso
“mestre carteiro”, como carinhosamente o apelidam os
colegas, é casado, pai de três filhos e reside em Alcobaça.
Presta serviço no CDP local, tendo ingressado na empresa
em janeiro de 2002, após um primeiro contrato em 1998.
Percorre diariamente mais de 70 quilómetros na sua scooter,
entrecortados com percursos a pé, levando a comunicação
às populações de Évora de Alcobaça e de Turquel.
Durante alguns anos foi escriturário em duas empresas da
região, sem deixar o apetite académico por mente alheia e
marcando classe no descanso ativo do exercício do hóquei
em patins que ainda hoje pratica, razão pela qual aderiu ao
passatempo proposto.
16
DESPORTO
Saber mais e ser melhor
O investimento na sua formação académica e humana
reflete uma ambição natural de quem se esforça e segue
um rumo firme. Aparentemente tímido, solta uma dinâmica
confortável no que faz e no que pensa. Este membro da
APOTEC (Associação Portuguesa de Técnicos de Contas)
licenciou-se em Contabilidade e Administração e já é mestre
em Finanças Empresariais pelo Instituto Politécnico de
Leiria. E como o saber não ocupa lugar também acrescentou
aos seus ativos um curso de Formação Pedagógica para
Formadores, para lá da participação regular em aulas
abertas, ateliês, conferências e seminários.
Afirma que gosta do trabalho exigente da distribuição, mas
está atento às oportunidades e concursos internos que
surjam, porque «gostaria de responder a novos desafios e
poder exercer novas responsabilidades na empresa».
Domina vários idiomas, mostra capacidade de liderança e
aPOSTa
À DESCOBERTA DE TALENTOS
115
Confissões na primeira pessoa
Agora é a vez de o nosso hoquista responder na primeira pessoa
ao breve questionário:
1 – CASO NÃO TIVESSE OPTADO PELA VIDA PROFISSIONAL NOS CTT, O QUE É QUE
GOSTARIA DE SER OU DE TER FEITO?
A vida profissional nos CTT surgiu pela necessidade de ocupação e rendimento em
simultâneo com a vida desportiva amadora.
Gostaria de ter seguido uma carreira desportiva profissional. Atualmente, e após
aposta continuada na formação académica, aspiro vir a trabalhar na área de Gestão
de Empresas.
2 – O QUE REPRESENTA PARA SI ESTA ATIVIDADE DE LAZER QUE TANTO O APAIXONA?
A prática do hóquei em patins representa convívio, amizade, manutenção de saúde,
boa forma física e espírito de equipa, para lá do gosto pela competição, constituindo
um desporto emotivo e muito dinâmico.
A minha carreira de hoquista começou por influência do meu pai. Tinha 8 anos
quando calcei o meu primeiro par de patins. A partir daí a paixão pela modalidade foi
sendo cada vez maior. Durante o meu percurso de jogador nos escalões de formação
do AACD fui sempre capitão de equipa, repetindo a função, agora no escalão sénior,
desde 2011. Trata-se de um “cargo” que exige liderança, elevar a moral dos colegas
quando as coisas não correm bem e ser o primeiro a mostrar uma conduta séria e
trabalhadora, envolvendo todos nos objetivos da equipa. Aos fins de semana somos
postos à prova, a exigência é grande e o nível tem de ser sempre elevado.
3 – COMO ENQUADRA A SUA ATIVIDADE LÚDICA LIGADA AO DESPORTO, ENQUANTO PESSOA E PROFISSIONAL DOS CTT?
Nem sempre se torna fácil conciliar a atividade profissional com a desportiva e a vida familiar, mas com alguma gestão de
tempo, apoio da família e fazendo escolhas com critério, promove-se os equilíbrios do dia a dia. Assim, consigo atingir a
eficácia pretendida com benefícios pessoais e profissionais.
O HÓQUEI EM PATINS FASCINA-O DESDE CRIANÇA E FORTALECE-O FÍSICA E
ANIMICAMENTE, RESSALTANDO O SENTIMENTO DA AMIZADE REFORÇADA E DA
PARTILHA COLETIVA QUE OTIMIZA NA SUA RELAÇÃO PROFISSIONAL
de trabalho em equipa, pelo que não admira que na prática
do seu desporto favorito exerça funções de treinador
adjunto na formação júnior e de capitão na equipa sénior
de hóquei em patins da Associação Alcobacense de Cultura
e Desporto (AACD), que milita na segunda divisão nacional,
depois de se sagrar campeã do terceiro escalão nacional,
na época passada.
Para o Sérgio o hóquei, que teve apenas um interregno
durante a sua última fase da formação académica, é
uma grande paixão e funciona como um complemento
da atividade profissional, descarregando o stress e
alimentando a forma física. Um hobby que o fascina desde
criança e lhe fortalece o sentimento da amizade e da
partilha coletiva, otimizados na sua relação profissional,
nomeadamente no espírito de equipa e na ambição
pessoal que legitimamente assume. JOSÉ DUARTE MARTINS
A equipa vencedora da AACD com o Sérgio a
capitanear (segundo, de pé, à esquerda)
●
17
CAPA
O lado feminino dos CTT
O Dia da Mulher traz consigo a oportunidade para dar a conhecer alguns
dos rostos que fazem o lado feminino dos CTT. A Aposta desafiou cinco
mulheres com diferentes funções a contar a sua história. E, naquela data,
elas tomaram o pequeno-almoço com as Administradoras
Para assinalar o Dia Internacional
da Mulher, que se celebra a 8 de
março, a Aposta quis dar a conhecer
o lado feminino dos CTT. Elas
representam um terço dos quadros
do Grupo CTT e desempenham as
mais variadas funções. Algumas
contactam diretamente com o cliente,
outras estão nos “bastidores” e
contribuem de forma silenciosa para
o bom funcionamento das diferentes
estruturas da casa. Na impossibilidade
de dar a conhecer todas,
selecionámos representantes das mais
emblemáticas profissões da Empresa
e, para assinalar a efeméride, as
administradoras Dionísia Ferreira e Ana
Jordão convidaram estas trabalhadoras
para tomarem o pequeno-almoço no
Edifício CTT, em Lisboa.
20
Assim, na data que foi instituída
pelas Nações Unidas em 1977 para
recordar as conquistas femininas
em contexto laboral, Maria Rebelo
(Comunicação Institucional/STA),
Carla Pereira (Mecanização), Natália
Baião (Transportes), Dulce Gouveia
(Distribuição) e Maria do Carmo
Paulo (Atendimento) partilharam com
as Administradoras o seu dia a dia
profissional e experiências pessoais.
Para os membros femininos do
Conselho de Administração, a
iniciativa foi uma forma de felicitar
as trabalhadoras e saudar a sua
motivação e entrega à Empresa.
Realçam, no entanto, que o evento só
foi possível com o apoio dos homens
da casa e defendem que também
deveria haver um dia dedicado a eles.
Cinco rostos, cinco funções
Distribuição
Há cinco anos que Dulce Gouveia
distribui o correio do CDP 2840 Seixal.
A Carteira é uma de quatro mulheres
numa equipa com 27 homens e
exemplifica que naquela profissão
elas estão em minoria. Nos CTT, as
mulheres que tomam pulso às cartas
representam 12% do número total
de Carteiros.
Encara esta desvantagem numérica
com naturalidade e diz que entre
colegas não sente qualquer tipo de
diferença. O trabalho é desempenhado
em equipa e em ambiente de respeito
e camaradagem.
Dulce Gouveia identifica o contacto
e proximidade com as pessoas como
aPOSTa
CAPA
115
Maria Rebelo, Carla Pereira, Natália Baião, Dionísia Ferreira, Ana Jordão, Dulce Gouveia e Maria do Carmo Paulo
NA DISTRIBUIÇÃO, ELAS REPRESENTAM 12% DO NÚMERO DE
CARTEIROS. NO ATENDIMENTO, SÃO 69% DO VOLUME DE ATENDEDORES
um dos aspetos de satisfação com a
profissão em que, segundo diz, não
há monotonia. Apesar de não estar
sempre no mesmo giro, revela que faz
normalmente distribuição apeada e,
portanto, já perdeu a conta ao número
de quilómetros percorridos a pé. Diz
com humor que «à quinta-feira as
pernas começam a falar». O tempo
que tem livre é, em grande medida,
dedicado à filha e a conciliação da
maternidade com a responsabilidade
laboral tem sido desenvolvida de
forma harmoniosa.
do atendimento geral, Maria do Carmo
está especialmente vocacionada
para os produtos financeiros e foi
uma das participantes do concurso
“À Descoberta de Talentos”, onde
apresentou o seu hobby, cartões
ilustrados para datas comemorativas.
Estas serão as áreas com mais
visibilidade dentro do universo CTT
mas, longe do contacto com o público,
há uma estrutura aparentemente
invisível que torna possível a oferta de
produtos e serviços da Empresa.
Mecanização / Tratamento
Atendimento
Por outro lado, num universo
maioritariamente feminino, Maria
do Carmo Paulo integra uma equipa
de sete mulheres e um homem. A
Loja CTT de Cascais é um exemplo
que segue a tendência geral no
Atendimento, uma vez que 69% dos
Atendedores são mulheres.
Está ligada aos CTT desde 1999.
Entrou como reforço de Natal e o seu
profissionalismo ficou na memória.
Anos mais tarde, vem a ser convidada
para integrar os quadros e, desde
2005 que está naquela Loja. A sua
ligação à Empresa não se fica pela
parte profissional e estende-se
também à vida pessoal, uma vez que
foi lá que conheceu o marido. Além
Antes de ser distribuído ou depois
de ser recolhido, o correio tem de ser
dividido e encaminhado para os seus
diferentes destinos. É aqui que entra
Carla Pereira.
É animadora de máquinas no CPL S
(Centro de Produção e Logística Sul),
anteriormente designado de COC S.
O seu trabalho consiste em abastecer
com correio os equipamentos que
dividem a correspondência. Integra
a Empresa desde 1992 e na área
da Mecanização / Tratamento no CPL S
elas representam 27% do número de
trabalhadores.
Carla Ferreira também realça a
camaradagem e a entreajuda entre
colegas e revela que no horário
da manhã, que é aquele que faz,
existem mais mulheres. À tarde e à
noite a predominância é atribuída
ao género masculino.
Fora dos CTT, é numa equipa de
basquetebol exclusivamente feminina,
relacionada com a escola da filha, que
descontrai do dia de trabalho.
Transportes
Grande parte da correspondência que
sai daquele centro de Cabo Ruivo é
transportada em camiões conduzidos
por Natália Baião. Na área dos
transportes, no CPL S, existe apenas
mais um elemento feminino entre
81 homens. Há 12 anos que não perde
de vista o volante e o balanço não
podia ser mais positivo: «gosto imenso
do que faço. Não trocava a minha
profissão por nada».
Confessa que, de início, a adaptação
às funções e à equipa teve as suas
dificuldades. Eles pensaram que elas
não iriam aguentar e que desistiriam
ao final de duas semanas. Fizeram
apostas. Perderam. Superado o desafio,
eles acolheram os novos elementos e
atualmente são uma equipa coesa.
E quanto à rotatividade dos horários
e aos dias em que o trabalho se faz
durante a madrugada? Natália Baião
diz que tudo é uma questão de hábito
mas, claro, para a conciliação da vida
profissional com a maternidade, o
21
CAPA
Mecanização: Carla Pereira, CPL S
Atendimento: Maria do Carmo Paulo, Loja CTT Cascais
O LADO FEMININO REPRESENTA 33% DO CAPITAL HUMANO DO GRUPO CTT
Serviços Centrais, Edifício CTT, Lisboa: Maria
Rebelo, Comunicação Institucional/STA
Distribuição: Dulce Gouveia, CDP 2840 Seixal
horário da manhã é mais favorável.
A trabalhadora acrescenta que
fazer parte deste universo
predominantemente masculino tem
as suas vantagens: no Dia da Mulher
recebe um tratamento especial. Na
data que é dedicada a elas, eles
esforçam-se por cumprimentar e
presentear a colega.
Serviços Centrais
Longe do contacto com os clientes,
Maria Rebelo contribui para a boa
imagem e a competitividade da
Empresa. A Engenheira do Ambiente,
que assume as funções de Gestora
Energética dos CTT, esteve envolvida
na conceção do portefólio ecológico
e na implementação de Sistemas
de Gestão Ambiental. Participa em
projetos internacionais no âmbito da
22
gestão carbónica e por estes dias é
ao Relatório de Sustentabilidade que
dedica o seu tempo. O documento
«define tudo o que já foi feito no ano
anterior e define os compromissos
para o ano seguinte. As nossas ações
vão ser definidas em termos dos
nossos objetivos ambientais», explica.
O início do seu percurso na Empresa
começou em 2006 na área dos
transportes. No Edifício CTT, onde
Maria está colocada, o número de
mulheres e homens é bastante
semelhante.
O gosto pelo ambiente e pela vida
ao ar livre estende-se também à vida
pessoal. É no mar da Ericeira que
pratica surf com a filha.
O lado feminino representa 33%
do nosso capital humano e, para lá
desta efeméride, todos os dias são
oportunidades para saudar todas
as pessoas que fazem dos CTT uma
empresa de referência.
Comprometidos com a igualdade
Os CTT assinaram, no dia 18 de
fevereiro, o Compromisso para a
Igualdade de Género e propõem-se,
desta forma, desenvolver uma cultura
de paridade entre homens e mulheres
como pilar do desenvolvimento e
estabilidade empresarial.
A iniciativa promovida pela CITE Comissão para a Igualdade no Trabalho
e no Emprego, no âmbito do Fórum
Empresas para a Igualdade de Género,
conta com 21 empresas signatárias,
representativas dos mais importantes
setores da economia nacional.
Em Portugal as mulheres ganham
em média menos 18% do que os
aPOSTa
CAPA
115
Mulheres
Homens
4554
81
286
1852
837
646
106
656 533
2
Distribuição
Atendimento
Edifício CTT, Lisboa
Transportes
CPL S
Mecanização /
Tratamento CPL S
Fonte: Dados relativos a efetivos CTT fornecidos por RH
Grupo CTT
4027
8185
OS CTT ASSINARAM O COMPROMISSO
PARA A IGUALDADE DE GÉNERO E
PROPÕEM-SE DESENVOLVER UMA
CULTURA DE PARIDADE ENTRE
HOMENS E MULHERES COMO
PILAR DO DESENVOLVIMENTO E
ESTABILIDADE EMPRESARIAL
homens, referem dados do Ministério
da Solidariedade e Segurança Social
relativos ao continente.
Luís Paulo, Diretor de Sustentabilidade
e Ambiente dos CTT, explica que esta
realidade está em grande medida
relacionada com as desigualdades
de desenvolvimento de carreiras,
nomeadamente o acesso a cargos
de chefia, decorrentes do papel
social desempenhado pela mulher:
«as responsabilidades familiares,
ainda normalmente assumidas
pelas mulheres, acabam por ter um
reflexo a nível profissional, na não
evolução ou condicionamento da
carreira profissional, com reflexos
na remuneração».
Com a adesão a este acordo, os CTT
comprometem-se a contribuir para a
promoção da igualdade de género,
Transportes: Natália Baião, CPL S
através de três ações que serão
desenvolvidas no segundo semestre
deste ano: elaboração de um “Plano
de Igualdade” para os CTT, integração
da temática de género na formação
e promoção da igualdade e da não
discriminação nos processos de
recrutamento e seleção. Estas medidas
pretendem contrariar a predominância
de género em algumas profissões
típicas da empresa e torná-la mais
consciente nesta matéria.
Luís Paulo explica que a igualdade
de género faz parte de um tema
mais abrangente, o da gestão da
diversidade, que aborda também
outras questões como a deficiência, a
idade ou a nacionalidade. Acrescenta
que, cada vez mais, as empresas
promovem a inclusão da diversidade
e a igualdade de oportunidades
entre pessoas com necessidades e
características diferentes. «Empresas
socialmente diversas têm maior
capacidade de perceção do mundo
exterior, mais capacidade para
se adaptarem e desenvolverem
soluções para esses grupos, porque
as cabeças não funcionam todas da
mesma maneira. Não é meramente
por boa vontade que as empresas
têm vindo a promover a igualdade
de oportunidades, é por saberem
que isso lhes dá mais capacidades
competitivas e eficácia», defende
aquele responsável.
O documento foi assinado pelo
Presidente dos CTT, Francisco de
Lacerda, e entre as empresas aderentes
encontram-se, por exemplo, a PT, a
Microsoft, a Nestlé Portugal, a RTP ou o
Banco Santander Totta. ELSA DUARTE
●
23
CAPA
Lehman Sisters
Fátima Carioca
Membro da Direção da AESE e Professora na
área de Fator Humano na Organização
A conciliação da vida laboral e familiar continuará a ser um
tema muito presente no futuro próximo, dado o panorama do
progressivo envelhecimento da população europeia.
A tudo isto não é alheio a incorporação da mulher no mercado
laboral (90% das mulheres em idade ativa trabalham
profissionalmente, cerca de 50% da população empregada),
bem como as alterações sociais com ele relacionadas (taxa
de natalidade, equilíbrio na relação conjugal, dedicação à
família, educação dos filhos, cuidado de familiares e não
familiares dependentes). As estatísticas revelam-no de uma
forma muito fria: em Portugal, o índice de fecundidade está
em cerca de 1.32 (face aos mínimos desejáveis de 2.1);
a idade média de maternidade está nos cerca de 30 anos
(tendo o 1º filho em média aos 28 anos), etc. Estas mulheres,
portuguesas, além disso trabalham muito (cerca de 85%
das mulheres profissionais trabalham a tempo total, face
a cerca de 15% que trabalha a tempo parcial, metade da
média europeia).
Curiosamente, e mesmo em organizações onde é possível
aceder a regimes laborais de horário reduzido, normalmente
apenas 1/3 das mulheres respondem que, caso tivessem
essa oportunidade, optariam por esse regime. A razão
mais óbvia é a de que receberiam menos. A segunda
razão apresentada é a de que essa opção limitaria as suas
possibilidades de promoção. Este raciocínio leva a várias
conclusões: a de que o tempo, as necessidades económicas
e as ajudas institucionais têm um papel muito importante na
relação entre a família e o trabalho; e a de que são vários os
agentes sociais que contribuem para uma resposta integrada
a esta problemática.
O problema não é a evolução social, em concreto não é a
incorporação da mulher na vida profissional. Essa é uma
evolução natural, fruto da diversidade e da igual dignidade
entre todos os seres humanos. O problema não é mais
um problema de deficit de mulheres no mundo laboral.
O problema advém de que essa incorporação não foi
acompanhada com igual velocidade pelas necessárias
mudanças, nem na envolvente sócio-politica, nem na cultura
empresarial, que dariam consistência a esse crescimento.
Este é um caminho que ainda falta caminhar! Mas sem essa
24
LEMBRO-ME DE ROSABETH MOSS
KANTER A PERGUNTAR COM GRAÇA SE
TERIA SIDO DIFERENTE SE O LEHMAN
BROTHERS FOSSE O LEHMAN SISTERS.
E A RESPOSTA É CLARA - SEGURAMENTE
QUE SIM - MAS NÃO É SIMPLES
base estrutural dificilmente será possível aplicar políticas de
conciliação para que o equilíbrio família-trabalho se consiga
sem excessivos traumas, nem exigências heroicas, e permita
aos implicados – homens e mulheres – resolver as tensões
diárias com o maior grau de liberdade possível.
O problema é agora uma questão de oportunidade e
talento. As mulheres são um talento que as empresas,
as organizações em geral, o mundo não se pode dar
ao luxo de desperdiçar. Porquê? Porque há um mundo
novo a construir. A necessidade de realizar mudanças
complexas, profundas e criativas na economia, na educação,
nos negócios, na organização social e laboral requer a
colaboração solidária de todos, homens e mulheres.
É uma missão gigantesca e bela mas também uma
oportunidade única.
Farão as mulheres a diferença? Lembro-me de Rosabeth
Moss Kanter a perguntar com graça se teria sido diferente
se o Lehman Brothers fosse o Lehman Sisters. E a resposta
é clara - seguramente que sim - mas não é simples. Quem
dera poder afirmar que, por serem mulheres, o ambiente
seria mais aberto e inclusivo, nas suas decisões ouviriam
mais stakeholders, as oportunidades e perspetivas que se
equacionariam seriam mais diversificadas e que, tudo isto,
permitiria minimizar a ocorrência de cenários semelhantes
aos que estiveram na origem da crise financeira. Teorias à
parte, é este o grande desafio, não são a maior flexibilidade
nos horários, as medidas familiarmente responsáveis.
Todas estas práticas são importantes. Mas o verdadeiro
desafio é a criação de uma cultura empresarial mais aberta e
inclusiva, aberta a novas trajetórias profissionais, a ideias e
práticas inovadoras no trabalho e nos negócios, a partilha de
responsabilidades em parceria. É essa a verdadeira mudança
promovida pela presença feminina no mundo das empresas:
uma cultura mais humana, que permita que o trabalho
profissional, sendo uma realidade que faz parte da vida,
seja sobretudo um âmbito de realização e de vida para as
gerações de homens e mulheres do século XXI.
PARTICIPADAS
Postcontacto
desafia o futuro
No mercado altamente concorrencial da Publicidade Não Endereçada,
a Postcontacto continua a consolidar a sua posição de liderança. Em 2013
mantém-se atenta aos sinais desse mercado e constrói um plano de ações
ambicioso focado na resposta às necessidades dos clientes e no aumento de quotas
No passado dia 8 de fevereiro, teve lugar a reunião anual
da Postcontacto que contou com a presença do Conselho
de Gerência, constituído por Dionísia Ferreira, Isabel
Lourenço e Hernâni Santos, e dos 40 trabalhadores da
empresa. As principais realizações de 2012 conseguidas
com o envolvimento de toda a equipa, o estudo de
mercado Publicidade Não Endereçada 2012 e as ações e
metas para 2013 foram os temas abordados no encontro e
que aqui damos conta.
Isabel Lourenço, Gerente da Postcontacto, começa por
destacar a concretização de uma iniciativa inédita e que
resultou num êxito assinalável: a formação e avaliação de
26
fornecedores. De forma sistemática e organizada, esta foi
a primeira vez em que cerca de 200 fornecedores de todo
o país receberam formação em sala, sob o lema “Consigo
Distribuir Melhor”. Depois, no âmbito da certificação de
qualidade, foi possível avaliar o desempenho de cada um
e identificar aquele que em cada Delegação Regional se
destacou pelo nível de qualidade de serviço. Os quatro
melhores tiveram direito a prémio. A entrega decorreu no
final da reunião anual e esteve a cargo de Hernâni Santos,
Dionísia Ferreira e Isabel Lourenço (ver caixa: Fornecedores
no Quadro de Honra).
«A ação decorreu acima das expetativas, com níveis de
aPOSTa
PARTICIPADAS
115
Fornecedores no
QUADRO DE HONRA
adesão muito altos, num ambiente de grande participação,
em que não faltaram a troca de ideias e experiências,
e relatos de boas práticas ligadas à distribuição de
publicidade. Estreitaram-se os laços com os nossos
fornecedores e notou-se uma maior articulação e melhoria
dos processos, com vantagem para ambas as partes, e
naturalmente também para os nossos clientes». Face ao
balanço, Isabel Lourenço garante que «esta iniciativa vai
continuar e certamente iremos introduzir novidades para
potenciar os níveis de eficiência na distribuição e o selo de
confiança na marca CTT».
A auditoria de acompanhamento da certificação de
qualidade realizada em 2012 concretizou-se com sucesso,
tendo a empresa APCER realçado que «houve uma
interiorização e aplicação dos conceitos de qualidade
pela equipa da Postcontacto». Também no ano passado
se assistiu ao reconhecimento e valorização da área de
Controlo Operacional, «que com as suas auditorias regulares
no terreno, foi ganhando protagonismo e credibilidade junto
dos operacionais e dos fornecedores que passaram a vê-la
como uma mais-valia para o desempenho da atividade».
Outro destaque vai para a dinamização da área comercial,
através de campanhas de angariação e fidelização de
clientes, como a do grupo dos Mosqueteiros, que consistiu
na visita a todas as lojas, uma vez que cada unidade
comercial tem autonomia para escolher o seu fornecedor.
«Com este trabalho persistente, que envolveu também a
rede de vendas CTT, passamos de uma quota de 57% para
74% das lojas da marca».
Outro dado relevante tem a ver com os bons resultados da
avaliação da qualidade de serviço da Postcontacto realizada
pelos clientes. No correio não endereçado, «a IKEA
atribui-nos um prémio de qualidade porque atingimos em
2012 uma taxa de sucesso de distribuição do catálogo de
97%». De igual modo, no correio endereçado, a campanha
do catálogo La Redoute registou melhorias significativas em
todos os indicadores disponibilizados pelo Cliente.
Líder incontestável de mercado
Quanto aos resultados do ano, «por via dos novos negócios,
que registaram um crescimento de 26%, conseguimos
alavancar a nossa receita, que se situou nos 11 milhões e
141 mil euros, menos 4% que no ano transato. O tráfego
caiu 5,1% e os resultados EBITDA continuam com valores
razoáveis perto dos 2 milhões e 450 mil euros».
O melhor fornecedor nacional
«As ações realizadas pela Postcontacto contribuíram
para o crescimento da equipa ao nível da organização
e responsabilidade na execução do serviço e para
que a informação fluísse melhor entre coordenadores,
prestadores e Delegação, garantindo maior consistência
ao nível da qualidade de serviço prestado aos clientes.
É uma honra termos recebido o prémio de melhores
prestadores de serviço da Postcontacto em 2012. Foi
o resultado
de um
trabalho conjunto
de coordenação
A IKEA
ATRIBUIU
À POSTCONTACTO
e prestação
de serviçoDE
e oQUALIDADE
culminar do esforço
queTER
UM PRÉMIO
POR
fizemos e que nos responsabiliza ainda mais para o
ATINGIDO EM 2012 UMA TAXA DE
próximo ano. Estamos preparados para prestar serviço
SUCESSO DE DISTRIBUIÇÃO
de acordo com as normas e exigências que nos forem
DO CATÁLOGO DE 97%
estabelecidas pela Postcontacto». Anedinos Santos,
Página d’Estrela
O melhor fornecedor da Delegação Sul
«As ações de formação foram muito importantes,
pois permitiram-nos conhecer melhor as normas e o
método de distribuição do serviço que nos foi entregue,
tanto endereçado como não endereçado. As avaliações
servem para sabermos até que ponto estamos a fazer
a distribuição corretamente. Assim, podemos corrigir
algum erro que possamos estar a cometer, com vista a
uma melhoria contínua». Lorival Steinbach
27
PARTICIPADAS
Fornecedores no
QUADRO DE HONRA
O melhor da Delegação Norte
«As ações de formação foram extremamente importantes
para adquirirmos mais conhecimento e assim irmos ao
encontro do que o cliente pretende, ou seja, melhorar
a qualidade e aumentar a sua satisfação. A avaliação
permitiu aperfeiçoar a forma como desempenhamos
algumas das nossas tarefas, numa tentativa de fazer
sempre mais e melhor para atingirmos os melhores
resultados possíveis». Eliana Oliveira, Paginotícia
O melhor da Delegação Lisboa
«A ação de formação foi um desafio que abraçámos
desde o primeiro momento. Os conselhos e
informações que nos foram ministrados resultaram
numa melhoria dos serviços diários de distribuição
que desempenhamos e numa maior responsabilidade
para com a Postcontacto. A nota que nos foi atribuída,
fruto do nosso desempenho, vem traduzir a justeza
da avaliação. Mais ações desta envergadura deveriam
ser postas em prática, periodicamente, para serem
ouvidas as equipas que colaboram. Por vezes existem
necessidades que ao serem atendidas resultam na
melhoria dos serviços e no consequente lucro para
ambas as partes, que têm o mesmo fim comercial, a
obtenção de resultados positivos». Fernando Gomes
28
Em 2012, o mercado da PNE (Publicidade Não Endereçada)
diminuiu 14,6% em volume (1,3 mil milhões folhetos) e
18,7% em valor (22,4 milhões de euros), de acordo com
os resultados do estudo de mercado realizado pelo IMR
– Instituto de Marketing Research. A Postcontacto perdeu
menos volume do que o mercado (9%), ganhando assim
quota (40.3%). Fruto dum reajustamento necessário de
preços, perdeu mais em valor que o mercado, no entanto,
ainda mantém uma quota apreciável de 45,2%, bastante
distanciada dos três principais concorrentes, com quotas de
16%, 13% e 7,5%. «Nos tempos complexos que vivemos,
estes resultados não podem servir para “descansar”, mas
apenas para incentivar a fazer mais e melhor. Até porque a
concorrência está atenta ao comportamento do líder e às
suas vantagens competitivas», alerta Isabel Lourenço.
Outra conclusão do estudo revela que o mercado tende para
a concentração, com três ou quatro operadores credíveis.
Ocorreram também alterações no processo de seleção dos
operadores: para lá do reforço da pressão sobre o preço,
o cumprimento de timings, o controlo e reporte fidedigno
da operação ganharam peso na decisão dos clientes. Os
grandes clientes diminuíram as quantidades e o número de
campanhas anuais.
A Postcontacto é referida como uma empresa credível e de
confiança, atingindo um índice de notoriedade de 100%.
Os clientes percecionam as melhorias no desempenho da
proposta de valor da Postcontacto, reconhecendo-lhe um
conjunto de vantagens que a evidenciam da concorrência:
capacidade de distribuição de grandes quantidades, posse
de base de dados fidedigna, distribuição correta na zona
pretendida e um alto nível de confiança na marca. Depois há
outros aspetos em que a Postcontacto está equiparada ao
principal concorrente, os chamados “pontos de equilíbrio”:
a informação sobre a planificação das campanhas e a
capacidade de resposta a pedidos de informação e pedidos
não programados.
Um mar de oportunidades
Os resultados obtidos neste estudo permitiram à
Postcontacto uma melhor identificação das características
do mercado e do comportamento dos clientes. Na posse
desta informação foram então delineados os principais
desafios para 2013.
Foi apresentada uma nova estrutura da empresa. As quatro
Delegações Regionais anteriores foram concentradas
aPOSTa
PARTICIPADAS
115
POTENCIAR SERVIÇOS DE VALOR
ACRESCENTADO, ROBUSTECER AS
REDES DE CORREIO ENDEREÇADO E
NÃO ENDEREÇADO, OTIMIZAR CUSTOS,
MELHORAR OS SISTEMAS DE CONTROLO E
MANTER AÇÕES DE FORMAÇÃO AO NÍVEL
DAS “BOAS PRÁTICAS” SÃO OS OBJETIVOS
DA EQUIPA POSTCONTACTO
em três (Norte, Centro e Sul) à semelhança da rede de
distribuição CTT.
A nível do negócio o foco vai para a dinamização do
correio não endereçado, que está a perder volume e valor.
As próximas eleições autárquicas surgem como uma
oportunidade para inverter a tendência deste mercado. «Já
estamos a trabalhar em conjunto com as Redes de Vendas
CTT para uma boa preparação desta campanha que se
vai desenvolver em três vagas (março, junho e setembro),
contemplando as instituições associadas às eleições, os
partidos políticos, candidatos e autarquias». A exemplo do
que foi feito com o grupo dos Mosqueteiros, vão continuar
as campanhas de angariação e fidelização junto de lojas dos
Clientes E’Leclerc, Decathlon e outros.
Para a promoção da excelência no relacionamento como
os clientes «está construído um plano de ações para
a melhoria dos pontos menos positivos detetados no
estudo de mercado, de forma a chegarmos ao final deste
primeiro semestre com índices de qualidade que nos
permitam distanciar da principal concorrência». No início
do ano arrancou o processo de Certificação Ambiental (ISO
14001:2004), a ser concluído em dezembro. Potenciar
serviços de valor acrescentado, robustecer as redes de
correio endereçado e não endereçado, otimizar custos,
melhorar os sistemas de controlo e manter ações de
formação ao nível das “boas práticas” são os objetivos da
equipa Postcontacto.
Isabel Lourenço acredita que apesar dos tempos
conturbados, 2013 apresenta-se como um «mar de
oportunidades». «Não sendo um mar calmo, mas com ondas
agitadas, é necessário enfrentá-lo com determinação para
chegar a bom porto». ROSA SERÔDIO
●
29
INTERNACIONAL
CTT marcam
presença internacional
Em dois eventos
internacionais e numa
entrevista a uma revista
britânica dedicados ao setor
postal e ao mercado CEP,
o Presidente dos CTT falou
sobre o posicionamento estratégico da empresa que lidera,
numa altura em que se prepara para a privatização
Francisco de Lacerda, Presidente do
Conselho de Administração dos CTT,
participou na “World Mail & Express
Americas Conference 2013”, que
decorreu de 26 a 28 de fevereiro, no
Rio de Janeiro, Brasil, subordinada ao
tema “Entrega: O Desafio Universal”.
A conferência reuniu os presidentes
e CEO das empresas postais dos
países da América e da Península
Ibérica, com destaque para o Brasil,
Chile, Panamá, Uruguai, bem como
altos dirigentes de empresas de
distribuição. Os participantes tiveram
oportunidade de abordar o momento
vivido pelas empresas do setor, no
30
que respeita ao elemento central
da sua atividade: a entrega efetiva
de objetos físicos num contexto em
que os modelos de negócio e os
desenvolvimentos da atividade postal
sofrem transformações determinantes
nas áreas legais e da concorrência.
No dia 27, Francisco de Lacerda
apresentou o tema “CTT Portugal, a
strong operator with a partnership
perspective”, dedicado ao
posicionamento estratégico dos
Correios portugueses e ao papel
crucial do desenvolvimento de
parcerias para a implementação
dessa estratégia, tendo em vista a
privatização da empresa em 2013.
Na mesma sessão intervieram os
presidentes das três maiores empresas
de Correio da América do Sul: Wagner
Pinheiro de Oliveira, do Brasil, Pablo
Montané, do Chile, e Juan Claudio
Tristan, da Argentina.
Com um forte perfil de negócio, os
CTT são um operador de referência
internacional e um forte “benchmark”
europeu em termos de rentabilidade,
pelo que num contexto de acentuada
diminuição do tráfego postal
tradicional e de substituição eletrónica
os CTT apresentam, nos últimos seis
anos, uma excelente e consistente
aPOSTa
INTERNACIONAL
115
Presidente dos CTT na
conferência do Rio de Janeiro
performance que lhe tem permitido
obter uma sustentada posição
financeira e entregar ao Estado, seu
Acionista, um valor correspondente a
276% o valor do seu capital social.
Liberalização do mercado, contexto
económico, claro posicionamento
estratégico e uma abordagem
horizontal multi-focal do seu programa
de transformação em curso, são os
fatores-chave para os CTT enfrentarem
os desafios do futuro, tendo em
vista a sua privatização. Para esse
objetivo, as parcerias com os diversos
stakeholders são igualmente um fator
crítico de sucesso.
CTT preparam o futuro
Na entrevista concedida à Mail &
Express Review, uma publicação
britânica dedicada ao setor postal e
ao mercado CEP (Courier, Express &
Parcels), edição de março, Francisco
de Lacerda confirma a importância
das ligações internacionais,
principalmente com países ibero-americanos. «Os CTT integraram a
União Postal das Américas, Espanha
e Portugal (UPAEP) em 1990 e, desde
então, temos estado ativamente
empenhados em colaborar com os
operadores postais desses países.
Temos trabalhado de uma forma
aberta e colaborativa, permutando
as melhores práticas, partilhando os
nossos conhecimentos e experiência».
O editor da revista, John Modd,
lançou várias questões com vista a
obter um conhecimento mais amplo
sobre a empresa detida na totalidade
pelo Estado, em que «existe um
compromisso com o acionista no
sentido da privatização até ao final do
ano corrente. Já estamos a preparar
a empresa neste sentido», afirmou
o Presidente, esclarecendo sobre o
papel do Regulador Português das
Comunicações (ANACOM), que «é
responsável pela emissão de licenças
e autorizações aos operadores, pela
CLARO POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO E
UMA ABORDAGEM HORIZONTAL MULTI-FOCAL
DO SEU PROGRAMA DE TRANSFORMAÇÃO
EM CURSO SÃO OS FATORES-CHAVE
PARA OS CTT ENFRENTAREM
OS DESAFIOS DO FUTURO, TENDO
EM VISTA A SUA PRIVATIZAÇÃO
supervisão da qualidade e dos preços
dos serviços postais no serviço
universal, assim como pelo controlo
do cumprimento. A liberalização
postal total obrigará a uma evolução
permanente do quadro regulatório de
modo a garantir um funcionamento
equilibrado de um mercado cada vez
mais competitivo e a salvaguardar os
interesses dos consumidores».
Outro tema abordado diz respeito
à adesão da sociedade portuguesa
às novas formas de comunicar, com
tendência crescente da substituição
da comunicação física pela eletrónica.
«Isto constitui uma ameaça
para os CTT como para qualquer
outro operador postal. Contudo,
acreditamos que esta substituição
salienta o nosso papel principal,
que é ser uma excelente plataforma
de comunicações, alavancando
a distribuição de encomendas e
tentando assegurar uma quota de
mercado significativa nesse processo».
Esta realidade leva o entrevistador
a querer inteirar-se dos desafios
que a organização está a enfrentar e
que Francisco de Lacerda enumera:
a transformação necessária para
adaptação à tendência estrutural da
substituição eletrónica, acelerada pela
recessão económica, que faz decrescer
de forma consistente os volumes
31
INTERNACIONAL
«AS CAPACIDADES DE ADAPTAÇÃO DEMONSTRADAS
NOS ÚLTIMOS ANOS, A QUALIDADE DOS NOSSOS
TRABALHADORES, A CONFIANÇA NA MARCA E A FORTE
SITUAÇÃO FINANCEIRA SÃO MAIS-VALIAS NAS QUAIS
OS CTT ESTÃO A BASEAR A SUA TRANSFORMAÇÃO».
FRANCISCO DE LACERDA
de correio, mas que impulsiona
o crescimento na distribuição de
encomendas; a construção de um
quadro regulatório no seguimento da
liberalização do mercado postal; a
preparação para a privatização. «Os
níveis de automatização, eficiência
e qualidade, as capacidades de
adaptação demonstradas nos últimos
anos, a qualidade dos nossos
trabalhadores, a confiança na marca
e a forte situação financeira são maisvalias nas quais os CTT estão a basear
a sua transformação».
Inovação e mudança
A mudança tem vindo a ser
concretizada através do
32
desenvolvimento de diversas soluções,
como correio híbrido, plataforma de
caixas de correio eletrónicas, e-mail
seguro e arquivo físico e digital,
que «combinam necessidades de
comunicação físicas e eletrónicas de
uma forma que apenas operadores
postais como nós são capazes de
desenhar». A acentuada procura de
soluções digitais, a que não é alheia
a crescente tomada de consciência
sobre a proteção ambiental, levou os
CTT a criar uma oferta integrada que
responda a estas necessidades. São
serviços de comunicação eletrónica,
análise geográfica, gestão de
documentos e desmaterialização, que
«criam novos caminhos para garantir a
fidelidade dos nossos clientes».
Estas mensagens foram igualmente
levadas pelo Presidente dos CTT à
capital espanhola, quando no dia
13 de março marcou presença na
conferência anual do Marketforce,
“European Postal Services: Inovação
e Mudança”, considerado o principal
evento do setor postal que atrai altos
dirigentes de operadores e empresas
internacionais, num total de mais de
200 participantes, oriundos de mais
de 40 países.
O rápido crescimento do comércio
eletrónico nos últimos anos mudou a
dinâmica do mercado postal, fazendo
rejuvenescer uma indústria que ano
após ano se confronta com o declínio
do correio físico. As empresas postais
têm agora de centrar o seu negócio
nas novas necessidades dos clientes,
cujo desejo de rapidez, conveniência
e interatividade constitui um desafio
sem precedentes. Paralelamente, as
imparáveis inovações tecnológicas
apresentam oportunidades
significativas para os Correios se
modernizarem e fazerem crescer o
seu negócio.
Na sessão em que interveio, “CEO
Forum”, o Presidente dos CTT esteve
acompanhado por outros Chief
Executive Officers, nomeadamente,
Javier Cuesta Nuin, dos Correios de
Espanha, e Aavo Kärmas, dos Correios
da Estónia. Após apresentação do
tema “Inovar para o sucesso: a
aproximação ao cliente”, Francisco de
Lacerda integrou o painel de discussão
onde, entre outras, foram debatidas
matérias como o setor postal europeu
e a crise da zona euro, o e-commerce
e a queda do tráfego postal e a
adaptação dos Correios às exigências
atuais dos clientes. ROSA SERÔDIO
●
aPOSTa
RUBRICA
115
DESTAQUE
legenda
33
DAR UM GIRO
Pedras que falam!
«Quando um povo, em virtude das más cabeças dos homens
que o constituem, ou de condições históricas e geraes, está em
decadência, como o nosso, permita-se ao menos aos que amam a
terra em que nasceram furtar-se, pela contemplação e estudo das
cousas do passado, ás misérias do presente», escreveu José Leite
de Vasconcelos, In “Religiões da Lusitânia”, Vol.I, 1897
Bem-vindo aos 120 anos do MNA
O Museu Nacional de Arqueologia faz 120 anos em 2013.
No dia 20 de dezembro de 1893 era fundado o então Museu
Etnográfico Português, pela mão de um dos mais ilustres
vultos da cultura portuguesa dos séculos XIX e XX, José Leite
de Vasconcelos. A sua vasta obra é um legado que abrange
campos de estudo tão diversos como a filologia, a linguística,
a literatura, a etnografia, a arqueologia ou a numismática,
onde procurou fazer prova de que a herança do passado é
indissociável daquilo que somos no presente.
Médico, investigador, professor, etnólogo, arqueólogo, teceu
ao longo da sua vida uma teia de contactos regulares com
milhares de pessoas, desde os camponeses pelas terras
onde passou aos intelectuais europeus que conheceu em
congressos e excursões, dando origem ao maior epistolário
jamais conhecido por um autor nacional. A sua coleção de
24.289 cartas, trocadas com 3.727 correspondentes, foi
publicada em 1999 pelo Museu Nacional de Arqueologia e
merece nota especial nesta revista dos CTT.
34
Mas o ilustre estudioso é sobretudo lembrado pela
extraordinária obra sobre o povo português, os seus
modos de vida e tradições, de que se destaca a abordagem
exaustiva e metódica às “Religiões da Lusitânia”, um tratado
em três volumes que deu origem à exposição temporária
com o mesmo nome, inaugurada pelo MNA em 2002,
por altura do centenário da publicação do primeiro tomo.
«Esta minha contribuição litteraria, humilde como é, não
corresponde de modo algum á grandeza do facto que tem
por fim comemorar; mas leve-se-me em conta a sinceridade
com que, através dos mil espinhos do assumpto, busquei
projectar alguma pouca luz numa das matérias mais
obscuras e desconhecidas da nossa antiga historia – as
religiões da Lusitania».
Este é o ponto de partida para uma visita ao espaço
museológico que integra o magnífico Mosteiro dos Jerónimos,
onde anualmente passam milhares de pessoas, nacionais
e estrangeiras, com particular relevo para as escolas e
aPOSTa
DAR UM GIRO
115
O culto aos mortos: urnas funerárias,
vasilhas e unguentários de óleos e perfumes
Guerreiros calaicos e berrões (javalis) em pedra
«ENTRE OS DEUSES DA LUSITANIA É
ENDOVELLICO O DE QUE RESTAM MAIS
MONUMENTOS, E TAMBÉM AQUELLE
A RESPEITO DE QUEM MAIS SE TEM
ESCRITO. A HISTORIA DO DEUS É
EXCEPCIONALMENTE IMPORTANTE», IN
“RELIGIÕES DA LUSITÂNIA”, VOL.II
academias do país. A vocação desta instituição é contar
a história do povoamento do nosso território, desde as
origens até à fundação da nacionalidade. Para desmontar
pedra por pedra, começando pela ala oriental do museu,
ao fundo da sala.
Loquuntur Saxa
Pedras que falam, reza o título em latim. Mas antes mesmo
da interpretação das inscrições, a religiosidade estava
associada ao culto das forças da natureza, paisagens
sagradas com as suas entidades abstratas que se
manifestavam nas águas, montanhas e bosques. Nas
palavras de Leite de Vasconcelos, «em virtude da admiravel
propensão do homem para a personificação e mesmo
ás vezes dramatização, quer dos grandes espectaculos
naturaes, como o gyro dos astros, as mudanças da
atmosphera e das estações, a agitação dos mares, os
volcões, os terremotos, quer dos phenomenos, mais
modestos, do crescimento das plantas, da vida dos animaes,
tão semelhante á delle, do deslisar, ora pacifico, ora
tumultuoso dos rios, e do marulho sempre suave das fontes,
– não é de estranhar que entre os cultos antigos se encontre,
ao lado do das correntes fluviaes,(…) também o das fontes».
As montanhas, com o seu aspeto majestoso e solitário,
foram locais de culto que se perpetuaram não raras vezes até
aos nossos dias, com a construção posterior de santuários,
ermidas, capelas que foram reinterpretando os rituais
sagrados ao longo dos tempos. De alguns há registos sobre
práticas antigas, como o Promontorium Sacrum, ou Cabo de
São Vicente em Sagres, onde o cronista romano Estrabão
falou de costumes indígenas praticados pelos visitantes,
mas onde ninguém ousava chegar de noite, por ser então
restrito aos deuses.
Aos cultos indígenas e seus “numina tutelares”, ou
entidades abstratas que ofereciam proteção contra as
forças secretas da natureza, foram-se sobrepondo outras
deidades personalizadas, a quem se prestavam cultos e
rituais sacrificiais. Muitas das crenças e tradições das épocas
pré-históricas ter-se-ão mesmo fundido através das crenças
e tradições populares em alguns costumes cristãos que
derivam do paganismo. A mitologia pré-romana dos povos
autóctones revela, sob a forma de testemunhos esculpidos
na pedra, a existência de uma miríade de divindades, como
Atégina, Bandua ou Endovélico.
«Entre os Deuses da Lusitania é Endovellico o de que restam
mais monumentos, e também aquelle a respeito de quem
mais se tem escrito. A historia do deus é excepcionalmente
importante», revela Leite de Vasconcelos. Aras, tábulas e
cipos foram descobertas no cerro de São Miguel da Mota, no
Alandroal, Alentejo, mas também fragmentos de objetos de
35
DAR UM GIRO
A PENÍNSULA IBÉRICA É CONHECIDA
DESDE A ANTIGUIDADE PELA RIQUEZA
DE JAZIDAS DE METAL, ONDE
ABUNDAVAM O COBRE, ESTANHO,
OURO E PRATA. A EVOLUÇÃO DAS
TÉCNICAS DE METALURGIA TROUXERAM
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E
CULTURAL AOS POVOS
barro e vidro, além das esculturas de homens e de animais
a que se dá o nome de ex-votos, ofertas que cumprem
promessas pelas graças obtidas.
Endovélico era um deus ctónico, que residia nas cavidades
da terra, a quem os devotos vinham pedir proteção e cura
contra doenças. Depois da invasão romana, que acrescentou
às divindades indígenas da “Hispania Aeterna” os deuses
clássicos da “Roma Aeterna”, o culto de Endovélico que
seria tópico, circunscrito a uma pequena área geográfica,
espalhou-se e tornou-se popular pela Península Ibérica.
Muitas vezes associado ao deus romano da medicina
Esculápio, ou Asclépio para os gregos, Endovélico
sobreviveu até ao século V, quando o cristianismo se
implantou na região.
A tolerância religiosa como forma de aculturação romana
permitiu a continuação dos rituais anteriores, mas os
deuses trazidos pelos comerciantes e militares, como
Júpiter, Minerva, Vénus, Marte, Mercúrio, começaram a
ganhar seguidores, que os cultuavam publicamente. O culto
imperial, que divinizava o imperador, era também político,
enaltecendo os exércitos, a guerra, a vitória e os seus
deuses. Mas havia os cultos privados, em casa, prestando
devoção a génios e lares.
Do oriente chegariam novas influências religiosas, cultos de
mistério e revelação, oriundos da região da Palestina, como
o judaísmo e o cristianismo, monoteístas, que acabariam
por proibir os cultos pagãos e destruir muitos dos seus
símbolos. Tanto os rituais da vida como os da morte, que
coexistiam até aí, passariam a obedecer aos costumes
da religião cristã que impunha a inumação dos corpos.
Exemplos de sarcófagos pagãos e urnas romanas para as
cinzas podem ser vistos na parte final da exposição, que não
chega todavia ao período cristão. Nas lápides várias leemse, o nome, a idade e a filiação dos falecidos, algumas vezes
as circunstâncias em que a morte os surpreendeu.
O sincretismo religioso é em todo o percurso expositivo
36
Foto cedida pelo MNA
a ideia dominante. Apesar das correntes e influências, a
evolução não se fez tanto de ruturas, como da apropriação
de rituais e recriação de divindades para aplacar os
mesmos medos e mistérios que desde sempre maravilharam
o homem.
A Sala do Tesouro
Num corredor estreito por trás do espaço dedicado às
religiões da Lusitânia, encontra-se a bem guardada Sala
do Tesouro onde se exibem as valiosíssimas peças que
compõem a exposição permanente dos “Tesouros da
Arqueologia Portuguesa”. O Museu possui uma coleção
de notáveis objetos de joalharia antiga, proveniente de
escavações ou comprada a ourives e achadores, que é
representativa da evolução da metalurgia desde os seus
primórdios até à Alta Idade Média.
A Península Ibérica é conhecida desde a antiguidade
pela riqueza de jazidas de metal, onde abundavam o
cobre, estanho, ouro e prata. O Neolítico peninsular era
caracterizado por comunidades simples de pastores e
agricultores, mas o Calcolítico marcaria a descoberta das
técnicas de metalurgia, que trouxeram desenvolvimento
económico e cultural aos povos. A navegação marítima e o
primitivo comércio mediterrânico e atlântico, contribuíram
para o contacto entre povos e o cruzamento de influências
que assinalaram o início da Idade do Cobre.
A adoção deste metal maleável e dúctil, que podia ser
martelado a frio ou a quente, foi decisiva para a criação de
objetos de caça, instrumentos de trabalho agrícola, armas
de guerra, a partir de técnicas primitivas. Também o ouro
começou por ser trabalhado segundo métodos semelhantes,
de esmagamento de pepitas e martelagem do metal, até
DAR UM GIRO
A SALA EGÍPCIA É UM NÚCLEO CONSISTENTE PARA A COMPREENSÃO
DA FASCINANTE CULTURA DA CIVILIZAÇÃO DO NILO. AQUI SE
DESVENDAM MITOS, TRADIÇÕES E CRENÇAS, ATRAVÉS DE PEÇAS QUE
TESTEMUNHAM MAIS DE CINCO MIL ANOS DE HISTÓRIA
serem obtidas chapas finas recortadas ou espirais de fios e
arames. Eram joias com formas singelas, delgadas lâminas
de ouro, diademas, pendentes, contas tubulares e espirais.
Os métodos foram aperfeiçoados com o início da Idade do
Bronze, metal que se obtém a partir da liga entre cobre e
estanho, trazendo uma importante inovação tecnológica:
a moldagem. Esta permite a criação de adornos fundidos
em moldes, tais como braceletes maciças circulares ou
ovaladas, decoração geométrica rica e exuberante, peças
cada vez mais pesadas, numa clara ostentação simbólica
de poder.
O final da Idade do Bronze é o apogeu da ourivesaria
europeia, com toda a faixa atlântica ligada por uma
complexa rede de trocas comerciais. O metal é protagonista
do comércio de longa distância e o acesso às jazidas de
minério é negociado entre chefes comunitários através de
presentes e ofertas. O tamanho, quantidade e peso das
joias é proporcional ao poder e influência que exercem.
Surgem as técnicas de molde em cera perdida e soldadura.
A nossa ourivesaria tem neste período a sua mais brilhante
expressão, com verdadeiras obras-primas de ourives como o
colar da Herdade do Álamo, as braceletes da Cantonha ou a
xorca de Sintra.
Os contactos com o mundo mediterrânico trariam mais tarde
influências orientais, pela mão dos Fenícios, por volta dos
século VIII a.C.. Novos gostos e técnicas introduziram uma
produção que privilegiava a leveza, contrastes cromáticos,
decoração povoada por temas vegetalistas, antropomórficos,
zoomórficos, simbólicos. As joias perderam peso, a
qualidade do ouro melhorou com novas ligas, surgiram
técnicas como a filigrana e o granulado, em amuletos,
anéis e arrecadas que ainda hoje são ex-libris da joalharia
nacional. Os CTT preparam um livro sobre “Ourivesaria
Arcaica em Portugal – O Brilho do Poder”, da autoria
dos arqueólogos Virgílio Correia, Rui Parreira e Armando
Coelho Ferreira da Silva, que pretende celebrar a riqueza
e singularidade destas peças, com data de lançamento
agendada para o próximo mês de setembro.
O mestre e os Faraós
A exposição permanente de “Antiguidades Egípcias” é a
maior de Portugal, constituída por mais de 500 peças das
quais 300 estão em exibição. Em 1909, o fundador José Leite
de Vasconcelos fez uma visita de estudo ao Cairo e trouxe
de lá cerca de 70 objetos, a que se juntaram as 200 peças
obtidas pela Rainha D. Amélia durante a sua viagem em
1903, que reverteriam para o Estado em 1910, bem como
doações de outras ilustres famílias. As peças testemunham
mais de cinco mil anos de história, onde estão representados
os grandes períodos da civilização egípcia.
Logo na entrada é recordada a frase relatada pelo escritor Eça
de Queirós, após a sua passagem por terras faraónicas em
1869: «o Egipto é um país simples, luminoso e claro». A sala
egípcia é um núcleo consistente para a compreensão desta
fascinante cultura, suas tradições e crenças, tão longínquas
das terras lusas. Por exótica que pareça a coleção, já que
O olho de Hórus, símbolo da vitória do bem sobre o mal
37
DAR UM GIRO
«O TEJO TEM NA FOZ
UMA LARGURA DE VINTE
ESTÁDIOS (*) E UMA
PROFUNDIDADE TÃO
GRANDE QUE PODE
SER NAVEGADO POR
BARCOS COM MAIS
DE DEZ MIL ÂNFORAS
DE CAPACIDADE»,
ESTRABÃO, GEOGRAFIA,
LIVRO II. (*3700 METROS)
Olaria romana da Quinta do Rouxinol
não temos no nosso país tradição egiptológica, aqui se
desvendam alguns mitos do imaginário coletivo, como os
segredos das múmias ou a maldição dos faraós.
Quanto aos despojos humanos, que sobre si concentram tão
envolvente sortilégio, são conhecidas novidades recentes,
após o estudo imagiológico feito no verão de 2011 aos dois
sarcófagos expostos, inserido no pioneiro Lisbon Mummy
Project, onde se revelou que uma da múmias veneradas
era um coxo ancião com patologias ósseas, o outro sofria
de cancro na próstata. Entraram nos juncais da eternidade,
nos campos de Haru, depois de pesados os corações e
julgados os preceitos do Livro dos Mortos. O conceito de
salvação eterna, a deusa-mãe Ísis com a criança no colo,
o ressuscitado deus Osíris, o filho Hórus que o salvou,
contaminaram outros credos entre nós mais populares.
A iluminação difusa da sala respeita a função dos objetos,
que não foram feitos para ver a luz do dia, mas para
acompanhar os defuntos na sua passagem, como bagagens
para o além. Aí se encontram máscaras funerárias, vasos
de vísceras, animais mumificados como aves e crocodilos,
ou outros espólios tumulares. Há também os objetos do
quotidiano como pentes e sandálias, os sílices, os vasos
de boca negra, as paletas com as quais se pintavam os
olhos de tintura preta, recipientes de mármore ou alabastro,
estatuetas votivas, amuletos e escaravelhos. E há ainda as
divindades da civilização do Nilo que aparecem de surpresa
às crianças dos ateliês pedagógicos, como Anúbis com a sua
cabeça de chacal ou Tot com cabeça em forma de íbis…
lugar entre os séculos II e V d.C.. Os fornos de combustão
produziam loiça de cozinha e de mesa para uso diverso,
mas também as ânforas destinadas ao envase e transporte
de molho de peixe, o famoso “garum” de Olisipo (Lisboa),
e de vinho. A exposição é apoiada por acervo do Ecomuseu
Municipal do Seixal e vai estar patente no MNA até 30 de
junho de 2013.
Numa sala contígua encontra-se a mais recente mostra
“Mudança global. Símbolos e técnicas do agro-pastoralismo
no Alto Alentejo”, que ficará em exibição até ao fim de
abril. Aqui se pode compreender o processo de neolitização
iniciado no sexto milénio a.C., com a novidade das técnicas
introduzidas no quotidiano das populações, a domesticação
dos animais e plantas, a ocupação humana do território e
as suas marcas na paisagem, o aproveitamento de recursos
naturais como a água, que se torna estrada de transporte
fluvial entre os rios Guadalquivir, Guadiana e Tejo. As peças
expostas, entre as quais réplicas que podem ser manuseadas
pelos visitantes, pertencem ao MNA e ao Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo em Mação.
O Museu Nacional de Arqueologia é o local certo para
revisitar o passado ancestral do nosso povo também através
dos livros. A biblioteca está aberta a todos os interessados,
dos estudantes e investigadores ao público em geral. Venha
celebrar estes 120 anos que concentram milénios de história
e de cultura. RAQUEL MOZ
●
Museu Nacional de Arqueologia
Ânforas, alfaias e afins
A ala ocidental do Museu é ocupada por duas exposições
temporárias mais recentes, que são resultado de parcerias
com outras instituições. A “Quinta do Rouxinol. Uma olaria
romana no estuário do Tejo” foi encontrada em 1986 na
zona de Corroios, Seixal, onde são apresentados os achados
do sítio arqueológico e recriada a indústria que ali teve
Mosteiro dos Jerónimos
Praça do Império, Belém
Horário de Abertura: 3ª a Domingo, 10h-18h
Preço: €5 (com descontos)
Grátis: Domingos das 10h-14h, crianças até aos 14 anos.
www.mnarqueologia-ipmuseus.pt
*Agradecimento especial ao Dr. António Carvalho, Diretor do MNA, e à Dra. Maria José Albuquerque, Responsável pelo Serviço Educativo.
38
aPOSTa
AGENDA CULTURAL
115
* “The XX Lisboa Night + Day”, no Jardim da Torre de Belém, em Lisboa, 5 maio,
18h00, 49€
mús
* “Iron Maiden”, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, 29 de maio, às 20h00, de 33€
* “MUSE – The 2nd Law Tour”, no Estádio do Dragão, no Porto, 10 de junho, às
20h00, 56€
* “Bon Jovi – Because We Can – The Tour”, no Parque da Bela Vista, em Lisboa, 26 de
junho, às 20h00, 59€
destaque
* ”Sumol Summer Fest 2013”, na Ericeira Camping, 28 e 29 junho, 18h00, 40€
* “Super Bock Super Rock 2013”, na Aldeia do Meco, 18 a 20 julho, às 16h00, 48€
* “Mafalda Arnauth e Conservatório de Música de Sintra - apresentam Audácia”, no
Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, 4 de maio, às 21h30, 8€
* “Broadway Baby”, no Teatro Rivoli, no Porto, a 12 abril, às 21h30,15€
* “Lar, Doce Lar”, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, até 14 abril, sexta e sábado às
21h30, domingo às 16h00, 12€ a 22€
* “Capuchinho Vermelho – Teatro Infantil”, no Teatro Municipal Sá de Miranda, em
Viana do Castelo, até 28 de junho, sábados às 11h00 e 15h00, 20€
* “Uma Noite em Casa de Amália”, no Teatro Politeama, em Lisboa, terça a sexta às
21h30, sábado às 17h00, 21h30 e domingo às 17h00, 30€
teatro
destaque
* “Humor com Humor se Paga”, no Teatro Maria Vitória, em Lisboa, quinta e sexta às
21h30, sábado e domingo às 16h30, 21h30, 15€
* “Há Muitas Razões para uma Pessoa Querer ser Bonita”, no Teatro Aberto, em
Lisboa, quarta a sábado às 21h30, domingo às 16h00, 15€
* “O Livro dos Escuteiros”, de Marta Reis, Oficina do Livro, 15,90€
* “História Politicamente Incorreta de Portugal Contemporâneo”, de Henrique
Raposo, Editora Guerra & Paz, 13,99€
destaque
* “As Dez Questões da Recuperação”, de João César das Neves, Dom Quixote, 16,90€
* “O Leitor de Cadáveres”, de António Garrido, Porto Editora, 18,80€
* “O Ano Sabático”, de João Tordo, Dom Quixote, 15,90€
* “Vou Ser Pai”, de Mário Cordeiro, Marcador, 17,50€
* “As Esganadas”, de Jô Soares, Editorial Presença, 14,90€
“Obra Convidada - Lucas Cranach, o Velho”, no Museu Nacional de Arte Antiga, em
Lisboa, até 28 abril, terça das 14h00 às 18h00; quarta a domingo das 10h00 às
18h00, 5€
“Esculturas Sonoras 1994 - 2013”, na Culturgest, em Lisboa, até 19 maio, segunda,
quarta, quinta e sexta das 11h00 às 19h00 (encerra 29/3, 31/3 e 1/5); sábado,
domingo e feriados das 14h00 às 20h00 (encerra 29/3, 31/3 e 1/5), 2€
“360 Ciência Descoberta”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até 2 junho,
terça a domingo das 10h00 às 18h00, 5€
A história desenvolve-se a
partir de uma consideração
pouco abonatória de Rui
(Jorge Corrula) acerca da
beleza da namorada, Xana
(Ana Guiomar). Insegura e
fragilizada, a jovem gera um
turbilhão de situações que
envolve os melhores amigos
do casal, a atraente Carla
(Sara Prata) e o inescrupuloso
Daniel (Tomás Alves).
livros
* “Uma Deusa Para o Rei”, de Mari Pau Dominguez, Editorial Presença, 18,50€
* “Viva com energia”, de Brendon Burchard, Casa das Letras, 16,90€
Mafalda Arnauth, que
prepara neste momento um
novo trabalho discográfico,
associa-se a este espetáculo
que marca o arranque
oficial de uma campanha
de angariação de fundos
para a construção de
novas instalações para o
Conservatório de Música de
Sintra. O espetáculo será
antecedido por uma breve
cerimónia de lançamento.
Rio de Janeiro, 1938. Um
perigoso assassino anda
à solta nas ruas. O alvo:
mulheres jovens, bonitas e...
gordas. A arma: irresistíveis
doces portugueses. Para
investigar os crimes, o
famigerado chefe de polícia
Filinto Müller designa
uma trupe hilariante: um
delegado sempre rabugento,
assessorado por um auxiliar
obtuso e medroso.
expos
destaque
“Cartazes de Propaganda Chinesa”, no Museu do Oriente, em Lisboa, até 27 outubro,
segunda a domingo das 10h00 às 18h00, sexta das 10h00 às 22h00 (entrada gratuita
a partir das 18h), 5€
“Graça Morais – Desastres de Guerra”, na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva,
em Lisboa, até 14 abril, segunda a domingo das 10h00 às 18h (encerra terças e
feriados), 4€
A mostra de pintura e
desenho de Graça Morais
inaugura o ciclo de
exposições temporárias da
Fundação Arpad Zsenes –
Veira da Silva para o ano de
2013. Os trabalhos expostos
foram criados com base em
fotografias de imprensa sobre
as quais a artista trabalhou
alterando escalas, espaços,
gestos, posições, direções e
mesmo os protagonistas.
* As sugestões assinaladas com este símbolo podem ser adquiridas nas Lojas CTT ou através da loja virtual e da bilheteira on-line em www.ctt.pt
39
EMISSÕES
Música para o espírito
e alimento para o corpo
A Filatelia portuguesa arrancou o ano de 2013 em grande com o lançamento
da emissão alusiva ao Bicentenário do Nascimento de Richard Wagner e
de Giuseppi Verdi, seguida do segundo grupo dos Sabores do Ar e do Fogo,
que antecede o livro do mesmo nome a sair no final de maio
O novo ano filatélico dos CTT Correios de Portugal trouxe
para gáudio de filatelistas, melómanos e amantes da
cultura duas figuras universais da história da Música.
Trata-se do alemão Richard Wagner, natural de Leipzig, e
do italiano Giuseppi Verdi, de Roncole. Nascidos em 1813
nunca se terão encontrado, mas residem vizinhos nas telas
da fama da história pelo seu talento artístico germinado
numa Europa romântica, em tempo de grandes convulsões
políticas e sociais. Ambos criaram obras perenes, cujo valor
e sensibilidade poéticas os perpetuam além da morte.
Wagner foi um artista integral, com formação autodidata,
alcançando a notoriedade como compositor, além de
diretor de orquestra, poeta e teórico musical, tendo
revolucionado a ópera. A mitologia escandinava embala o
seu universo criativo. Entre as suas obras mais conhecidas
contam-se “A Valquíria” da tetratologia “O Anel de
Nibelungo” e “Tristão e Isolda” que definitivamente o
celebrizaram. Por sua vez, Verdi estudioso da música,
funda-se nos preceitos da tradição italiana, inovando para
alcançar a verdade e o realismo dramáticos, inspirado
em temas históricos. A sua consagração acontece em
1842 com a ópera “Nabuco”, seguindo-se êxitos de
repertório lírico como “Rigoletto” e “Aïda”, entre outros.
Já com 80 anos compõe a ópera “Falstaff”, que seria o
seu último trabalho e a primeira incursão pela comédia,
reconhecidamente “uma obra-prima de virtuosismo
músico-teatral”.
Eternizados também em selos
A emissão “Bicentenário do Nascimento de Richard Wagner
e de Giuseppe Verdi”, lançada em 31 de janeiro, adiciona
dois novos selos da taxa para a Europa (E 20g) e dois
blocos especiais (1,50 €) à lista dos pequenos múltiplos
de arte, em tom de “música filatélica” impactante. A
tiragem dos selos, expostos em folhas de 50 unidades,
é, para cada homenageado, de 145 mil estampilhas e os
blocos de 50 mil. A imagética dos selos assenta no retrato
dos compositores e nos blocos por detalhes artísticos
alusivos a duas das suas obras fundamentais (A Valquíria
40
aPOSTa
EMISSÕES
115
e Falstaff). Quer os selos das folhas, quer os dos blocos
apresentam uma picotagem tipo “Cruz de Cristo”, como
vem sendo recorrente.
Completa a emissão a pagela, cuja capa regista as
assinaturas dos homenageados em pormenor de partituras,
e os respetivos sobrescritos e carimbos de primeiro dia de
Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada.
DO ALIMENTO ESPIRITUAL AO CONFORTO
GASTRONÓMICO, A FILATELIA PORTUGUESA
MARCA PRESENÇA INTEGRAL COM
SELO DE QUALIDADE
Do etéreo para a gula
A segunda emissão de 2013 aconteceu a 15 de março e
constitui um forte estímulo ao pecado da gula. Este novo
grupo de “Sabores do Ar e do Fogo”, com livro garantido em
maio, desfila um conjunto de primores gustativos que falam
predominantemente alentejano, mas também algarvio,
beirão e açorenho. Oito novos selos e um bloco alimentam
a filatelia portuguesa com sabores genuínos.
Pela emissão perpassam cinco selos, mais dois do bloco,
com imagens de enchidos e presuntos com sabor a
cerdo de raça alentejana, curtidos na extensão rústica do
montado, onde as carnes soltam o travo transformado da
bolota. Os outros três sabores representam também terras
e regiões afirmadas na nossa gastronomia. Para que conste,
pelos selos apresentados em folhas de 50 exemplares,
desfilam o paio branco (I20g), o paio enguitado (E20g) e
o chouriço mouro (N20g), todos de Portalegre, o chouriço
de carne (A20g) e a farinheira (N20g), ambos de Estremoz
e Borba, além da farinheira de Monchique (A20g), dos
maranhos da Sertã (I20g) e da morcela de S. Miguel (E20g).
Já o bloco apresenta dois selos de 1,00 € cada com os
célebres presuntos de Barrancos e de Santana da Serra.
Todos exibem design de AF Ateliê e fotos de Mário Cerdeira.
Na pagela, cuja capa ilustra um fumeiro tradicional, os
leitores encontrarão todas as informações e características
físicas e organoléticas destes sabores prazenteiros. A
emissão apresenta um total de 1 milhão e 50 mil selos e
50 mil blocos. Os sobrescritos e carimbos de primeiro dia
registam as quatro cidades habituais.
Em jeito de remate final apetece referir que o sabor destas
duas emissões complementa-se generosamente. Do
alimento espiritual ao conforto gastronómico, a filatelia
portuguesa também marca presença integral com o seu
selo de qualidade. Um bom pretexto para ouvir e provar as
maravilhas nelas estampadas. Como habitualmente, poderá
fazer a encomenda na sua loja CTT, na Filatelia, av. D. João
II, Lt. 1.12.03, 4º, 1999-001 LISBOA, em www.ctt.pt, ou
através do endereço fi[email protected]. JOSÉ DUARTE MARTINS
●
41
OPINIÃO
A importância crescente
da comunicação
na empresa
Eduardo Guedes de Oliveira
Presidente da APCE – Associação
Portuguesa de Comunicação de Empresa
TEMOS DE SER POSITIVOS
E PROJETAR AS PESSOAS
NO FUTURO! COMUNICAR
INTERNAMENTE, POR
MEIO DE FERRAMENTAS
E SUPORTES
APROPRIADOS, DE
FORMA A FAVORECER O
ORGULHO DE PERTENÇA
E A MOTIVAÇÃO
42
A comunicação representa uma das necessidades mais básicas do homem
desde que vive em sociedade organizada. Na génese das relações sociais e
comportamentais do ser humano está a comunicação e o ato de comunicar tem
tido um alcance inegável ao longo dos séculos.
Ninguém pode negar a importância da comunicação na relação
entre as pessoas e de uma forma geral em todos os aspetos da nossa vida social.
Grande parte dos mal entendidos e conflitos que, por vezes, surgem
na vida das pessoas, das empresas e até dos Estados são devidos a problemas, ou
até, à falta de comunicação.
Em qualquer tipo de organização se comunica, quer seja interna, como
externamente. Tudo depende da dimensão da empresa e da estruturação
da mesma, mas na maior parte das empresas e organizações a área de
comunicação tem uma tendência para surgir de forma integrada e única com as
suas várias valências.
A nosso ver, esta tendência, que se verifica vem comprovar a necessidade que as
empresas têm de se obter coerência em termos de mensagens e ideias a veicular,
bem como os ganhos de produtividade que se obtêm ao colocar as várias áreas de
comunicação a trabalhar de forma conjunta e com evidentes ganhos de sinergia,
como um serviço organizacional homogéneo, no qual não existem sobreposições
de tarefas e se evitam as designadas “quintas” e “quintinhas”.
Importa comunicar melhor na empresa e obter resultados através dos
colaboradores. Para isso há que trabalhar a Missão, a Visão e os Valores da
empresa. Confiança, compromisso e cooperação são fatores cruciais em termos de
comunicação e devem ser trabalhados pela sua relevância para a criação de uma
motivação adicional nestes tempos difíceis que estamos a atravessar em Portugal.
Temos de ser positivos e projetar as pessoas no futuro! Comunicar internamente,
por meio de ferramentas e suportes apropriados, de forma a favorecer o orgulho
de pertença e a motivação. Acredito sinceramente que através de melhor e mais
comunicação se pode e consegue mudar a cultura organizacional.
Os novos media (Intranet, redes sociais, blogues, etc), bem como as rádios e
televisões corporativas (on line e via streaming) ganham cada vez um maior espaço
face às restantes ferramentas de comunicação tradicionais (revista, newsletter,
vídeos, manuais, quadros de aviso, circulares e até eventos e encontros internos).
Potenciar os comportamentos de cidadania organizacional pode ser uma outra
forma de envolver os colaboradores da empresa. A participação em programas
de voluntariado pode ser um excelente exemplo disso mesmo. Nos tempos que
correm este papel de cidadania e responsabilidade social corporativa é essencial.
A comunicação empresarial nas suas inúmeras manifestações deve ser bem
mais e melhor reconhecida e compreendida (Comunicação Externa, Relações
Institucionais, Lóbi, etc…). Um forte catalisador de energia e um imperativo
estratégico para as empresas dos nossos dias.
Comunicar não só é estritamente necessário para o ser humano, como para as
empresas. Porque quem não comunica, não existe! Para existir há que comunicar!
VAGARES
115
RUZADAS
ALAVRAS
PALAVRAS CRUZADAS
KU
SUDO
SUDOKU
7
8
1
5
3
GRAU DE DIFICULDADE:✪✪✪★★
9
7
2
8
5
3
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1
3
6
4
2
6
1
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2
8
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3
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7
5
6
PALAVRAS CRUZADAS:
HORIZONTAIS: 1 - Bissau; Mo. 2 - Aspar. 3 - Bata; ar. 4 - Cromo.
5 - Uh. 6 - Receitas. 7 - Te; Es. 8 - Barcarola. 9 - Sá; grei. 10 Aforro; sã. 11 - Dá; Ni. 12 - Teatro. 13 - Raio; água.
VERTICAIS: 1 - Bebé; rabeador. 2 - Me; fá. 3 - Seta; curso; ti. 4 UE; cárneo. 5 - AA; chita; ria. 6 - Usar; tergo; tá. 7 - Prova; or; erg.
8 - MA ; seles ; ou. 9 - Oríon; saião.
DIFERENÇAS: 1. Sombra carteiro, 2. Logotipo carrinho, 3. Canetas
bolso colete, 4. Foco de luz no chão, 5. Cabeça de estátua
trocada, 6. Elemento fundo do corredor, 7. Peça pendurada
repetida, 8. Braço carteiro, 9. Holofotes superiores repetidos,
10. Logotipo colete.
SUDOKU:
SOLUÇÕES:
FERENÇA
DIFERENÇAS
9
3
13
2
1
12
8
2
4
11
8
9
10
4
6
5
9
5
9
7
8
2
2
7
1
3
6
3
8
5
7
4
6
4
2
7
3
1
6
9
VERTICAIS: 1 - Os CTT levaram até ao Banco do (...),
1700 embalagens solidárias cheias de donativos e
a certeza de mais ajuda a quem precisa; que rabeia.
2 - A mim; quarta nota da escala musical. 3 - Flecha;
o (...) de Comunicação e Relações Interpessoais atraiu
mais de uma centena de pessoas no último trimestre
de 2012; planta liliácea da China. 4 - União Europeia
(abrev.); da cor da carne. 5 - Autores (abrev.); os CTT
já patrocinaram alguns projetos de parceria com o
Zoo de Lisboa e o mais recente foi o apadrinhamento
da (...) (Acinonyx jubatus), o mais rápido de todos os
animais terrestres; espécie de albufeira. 6 - Servir-se;
o dorso (poét.); basta. 7 - João Correia, técnico
informático e rosto do projeto “Super Atleta 2004”,
coordena a “CTT (...) de Deficientes Motores em
Cadeira de Rodas” que o Maratona Clube de Portugal
organiza; ou (ing.); unidade de trabalho em todas
as suas formas. 8 - Miliampere (s. fís.); ponhas selo
em; alternativa (conj.). 9 - Constelação austral;
subarbusto da família das crassuláceas.
9
1
2
4
5
1
Complete com números de 1 a 9.
4
HORIZONTAIS: 1 - As empresas portuguesa e espanhola de correio urgente do Grupo CTT vão apoiar a
Associação Coração sem Fronteiras e levar solidariedade às crianças da Guiné (...); molibdénio (s.q.).
2 - Meter entre aspas. 3 - Tipo de roupão que se usa por cima do vestuário para o proteger; o espaço aéreo.
4 - Gravura a cores. 5 - Designa dor (interj.). 6 - Ao balcão há pratos inesquecíveis, chega agora o projeto
“Portugal Connosco – (...) ao Balcão” dirigida aos Atendedores da Rede de Lojas. 7 - A ti; einstêinio (s.q.).
8 - Canção dos gondoleiros de Veneza. 9 – Apelido; rebanho de gado miúdo. 10 - Emitidos desde 1961, os
Certificados de (...) são agora uma almofada financeira com maior rendimento; redução em próclise de Santo
ou São. 11 - Oferece; níquel (s.q.). 12 - Resiliente no trabalho e apaixonada pelo (...), Julieta Martins tem algo
que se ilumina numa contraluz funcional que ativa os sentidos quando é abordada a arte de representar.
13 - Emanação; líquido incolor e inodoro, composto
1 2 3 4 5 6 7 8 9 de hidrogénio e oxigénio.
9
aPOSTa
Samuel Trindade / AG / COM
Procure as dez diferenças entre os desenhos.
43
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ferença