SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS CURSO DE MESTRADO ACADÊMICO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS TRUE AND FAIR VIEW E ACCOUNTABILITY NA GESTÃO PÚBLICA BRASILEIRA: Uma análise das percepções dos auditores de TCEs, contadores e gestores públicos JOÃO MARCELO ALVES MACÊDO Recife Fevereiro/2010 JOÃO MARCELO ALVES MACÊDO TRUE AND FAIR VIEW E ACCOUNTABILITY NA GESTÃO PÚBLICA BRASILEIRA: Uma análise das percepções dos auditores de TCEs, contadores e gestores públicos Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Pernambuco como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Ciências Contábeis. Orientador: Jorge Expedito de Gusmão Lopes, Ph.D Recife Fevereiro/2010 Macedo, João Marcelo Alves True and fair view e accountability na gestão pública brasileira: uma análise das percepções dos auditores de TCEs, contadores e gestores públicos / João Marcelo Alves Macedo. – Recife : O Autor, 2010 126 folhas : fig., tab., quadro, abrev. e siglas. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CCSA. Ciências Contábeis, 2010. Inclui bibliografia e apêndices. 1. Contabilidade pública. 2. Administração pública. 3. Auditoria. 4. Contas nacionais. 5. Contadores. I. Título. 657.6 657.6 CDU (1997) CDD (22.ed.) UFPE CSA2010 - 015 “O Fruto do Amor é o Serviço e o Fruto do Serviço é a PAZ.” (Madre Tereza de Calcutá) À minha Mãe e à minha Esposa. Com carinho. AGRADECIMENTOS A DEUS, pois ele é o nosso protetor e sempre nos guiou até esta vitória. À minha Mãe, Andiara, pois sem ela nada seria possível, sem sua ajuda, oração, força, carinho e, principalmente, seu exemplo de mãe batalhadora e que nunca deixou as adversidades lhe vencerem. À minha esposa, Taiane Kaline, sustentáculo em todos os momentos, virtuosa e sensível. À minha família, por sempre acreditar em mim, em especial à minha madrinha, Maria da Penha (in memoriam) e ao meu tio Petrônio (in memoriam), aos meus avós, Geolanda e Antonio (in memoriam) e aos meus tios Marcone, Geotônio, Niolanda e Napoleão. A Seu Neto e Dona Ana (sogro e sogra), por acreditarem e me darem força na caminhada. À Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (EMATER – PB), onde tive apoio incondicional, da Diretoria Colegiada de 2002/2009, na pessoa do Presidente Dr. Nivaldo Magalhães, do Diretor Administrativo Dr. Adailton Dutra e do Diretor Técnico Dr. Francisco Elias, e de 2009/2010, em especial na pessoa do Presidente Dr. Hermano Severino de Araújo e de todos os amigos os amigos Socorro Grilo, Antonia, Sônia, Simone, Maria José, Graça, Claudete, Moises, Rouseean, Luciano, Betaneo, Raquel, Ilane, Mara, Miriam, Regilda, Gracinete e todos os demais que me ensinaram a ser o profissional que sou hoje. Ao meu amigo, Prof. Guerra, que sempre esteve ao meu lado me ajudando, acreditando em meu potencial e me proporcionando inúmeras oportunidades. Aos amigos da Lumen Faculdades, Prof. Humberto, Mabel, Juliana e todos os demais, pelos momentos de força e pela oportunidade da docência. Aos amigos da UFPB, Prof.ª Hélida, Prof. Washington, Prof.ª Adilis, Prof. Wenner, Prof. Paulo Roberto, Profa. Renata Paes, Prof.ª Márcia Reis, Prof.ª Simone Bastos e tantos outros que me proporcionaram a chance de me graduar e logo após estar em sala de aula trilhando o caminho da docência Aos amigos da UEPB, que desde o início sempre me incentivaram por este caminho, Prof.ª Maria da Paz (Pazinha) e Prof. Cláudio Leôncio (Cacau). Ao Meu Orientador, Prof. Jorge Lopes, pelo carinho e atenção, com que me acolheu e me ensinou, a cada conversa, a cada orientação, como um verdadeiro “EDUCADOR”. Ao Prof. Francisco Ribeiro, por acreditar na pesquisa e por me guiar durante as etapas, bem como por todas as oportunidades dentro do PPGCC. Ao Prof. Lino Martins, por tudo que pôde me ajudar durante a pesquisa e nos demais momentos em que pôde sempre me ensinar algo novo. À minha amiga, Prof.ª Marcleide, que tanto me ajudou, sempre nos bastidores, e me deu tanta força. Aos professores da UFPE, Prof. Jeronymo Libonati, Prof.ª Umbelina Lagioia, Prof. Luiz Miranda, Prof. Josenildo dos Santos, Prof. Marco Túllio, Prof.ª Ana Fontes, Prof. Aldemar, que me acolheram no PPGCC e me ensinaram a ser um pesquisador. Aos funcionários do PPGCC/UFPE, Dinamérico, José (Bolsista), Paulo e Luciano. Aos colegas de turma, Luiz Arthur, Luiz Carlos, Daniel, Lucy, Vladênia, Andresson, Josimar, Márcia, Rodrigo, Publio, Fabricia, Michele e Airton. Aos amigos que me motivaram Moisés Neto, Moisés Araújo, Isadora, Milca, Adriana, Bruno, Iraúna, Joelmarx, Luiz Marcelo e tantos outros que contribuíram para este momento. Ao amigo Paulo César Cordeiro - PCCordeiro, por ter me ajudado e nos contatos sempre me ensinado e orientando, como um verdadeiro Amigo. Aos professores da UFCG, minha nova casa, que desde o início me acolheram e estão contribuindo para esta etapa final. A todos que de alguma forma contribuíram para que chegasse até aqui. Minha Gratidão. RESUMO MACÊDO. J. M. A. TRUE AND FAIR VIEW E ACCOUNTABILITY NA GESTÃO PÚBLICA BRASILEIRA: Uma análise das percepções dos auditores de TCEs, contadores e gestores públicos. Esta dissertação objetivou evidenciar a percepção dos auditores do TCE, dos gestores e contadores públicos dos estados de Pernambuco e da Paraíba quanto à aplicabilidade dos conceitos true and fair view e accountability na contabilidade pública brasileira, e sua influência no processo de convergência com os padrões internacionais de contabilidade aplicados ao setor público, processo este que deverá nos próximos anos modificar totalmente o foco da contabilidade pública brasileira. Como forma de atender ao objetivo precípuo, partiu-se de uma pesquisa bibliográfica, respaldada pela aplicação de questionários com os três grupos focos da pesquisa (auditores, contadores e gestores públicos), que buscou construir um caminho alicerçado numa estratégia teórico-empírica, referendada estatisticamente através dos testes do Qui-Quadrado e de Kruskal-Wallis, que ajudaram a resolver o sistema de hipóteses. Ao todo foram reunidos 189 (cento e oitenta e nove) auditores de TCEs, 70 (setenta) contadores públicos e 25 (vinte e cinco) gestores públicos. Ao final do estudo, chegou-se à conclusão de que se necessita de um “desenvolvimento social”, de um maior grau de “transparência” na gestão pública, visando aproximar-se daquilo que é metaforicamente o campo fértil das “boas” práticas de gestão e contabilidade pública mundiais, bem como que o processo de convergência deverá ter incorporado à sua agenda esforços no sentido de promover uma conscientização mais eficaz, envolvendo os profissionais, gestores e sociedade, e que a falta de conhecimento ainda será um grande empecilho ao processo de convergência. Palavras-chave: Accountanbility. True and fair view. Contabilidade Pública. Convergência das NBC T SP às IPSAS. ABSTRACT MACÊDO. J. M. A. TRUE AND FAIR VIEW AND ACCOUNTABILITY IN PUBLIC MANAGEMENT INDUSTRY: an analysis of the perceptions of TCEs auditors, accountants and public administrators. This work aimed to highlight the perception of TCEs auditors, managers and public accountants of the states of Pernambuco and Paraíba, as for the applicability of the concepts of true and fair view and accountability in public accounting in Brazil, and its influence in the process of convergence with international standards accounting applied to the public sector, a process that in the coming years will completely change the focus of public accounting in Brazil. In order to meet the ultimate goal, it started from a literature, backed up by questionnaires to the three foci of research groups (auditors, accountants and public administrators), which aims at constructing a path rooted in a theoretical and empirical strategy, ratified statistically by the chi-square and Kruskal-Wallis, who helped solving the system of hypotheses. Altogether 189 (one hundred and eighty-nine) TCEs auditors, 70 (seventy) public accountants and 25 (twenty-five) public managers were collected. At the end of the study it was concluded that it’s necessary to have a greater “social development”, a greater “transparency” degree in public administration in order to approach to what is metaphorically the fertile field of “good” practices of worldwide management and public accounting, as well as the convergence process should be incorporated into its agenda efforts to promote a better awareness, involving professionals, managers and society and the lack of knowledge is still a major impediment to the process of convergence. Keywords: Accountability. True and fair view. Public Accounting. Convergence of NBC T SP to IPSAS; LISTA DE TABELAS Tabela 1: Qualificação dos respondentes – Auditores: Estado de origem............................. 70 Tabela 2: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Faixa etária .................................... 71 Tabela 3: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Gênero ........................................... 71 Tabela 4: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Formação Acadêmica .................... 71 Tabela 5: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Área de Formação Acadêmica ....... 72 Tabela 6: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Tempo no cargo ............................. 72 Tabela 7: Respondentes Auditores: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa.................................................................................................................. 73 Tabela 8: Respondentes Auditores: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability .................................................... 73 Tabela 9: Respondentes Auditores: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade .................................................. 74 Tabela 10: Respondentes Auditores: Accountability – É uma ação individual do gestor público ................................................................................................................... 74 Tabela 11: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa ....................................... 74 Tabela 12: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira .............................. 75 Tabela 13: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) ...................................... 75 Tabela 14: Respondentes Auditores: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira ....... 76 Tabela 15: Respondentes Auditores: Estes conceitos – true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability – são aplicáveis na contabilidade e na gestão pública brasileira.................................................................................... 76 Tabela 16: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Auditores de TCEs ............... 77 Tabela 17: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Estado de origem .......... 78 Tabela 18: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Faixa etária ................... 78 Tabela 19: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Gênero .......................... 78 Tabela 20: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Formação Acadêmica ............................................................................................................. 79 Tabela 21: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Número de Clientes ...... 79 Tabela 22: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Escritório Próprio ......... 79 Tabela 23: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Tempo de profissão ...... 80 Tabela 24: Respondentes Contadores Públicos: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa .................................................................................................. 80 Tabela 25: Respondentes Contadores Públicos: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability..................................... 80 Tabela 26: Respondentes Contadores Públicos: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade .................................................. 81 Tabela 27: Respondentes Contadores Públicos: Accountability – É uma ação individual do gestor público.................................................................................................... 81 Tabela 28: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa .................................... 82 Tabela 29: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira .............. 82 Tabela 30: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) ...................................... 82 Tabela 31: Respondentes Contadores Públicos: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira .................................................................................................... 83 Tabela 32: Respondentes Contadores Públicos: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ............................................................... 83 Tabela 33: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Contadores Públicos ............. 84 Tabela 34: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Estado de origem ............... 85 Tabela 35: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Faixa etária ........................ 85 Tabela 36: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Gênero ............................... 85 Tabela 37: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Formação Acadêmica ........ 86 Tabela 38: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Tipo de Gestor ................... 86 Tabela 39: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Foi gestor antes? ................ 86 Tabela 40: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Tempo como gestor ........... 87 Tabela 41: Respondentes Gestores Públicos: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa ........................................................................................................ 87 Tabela 42: Respondentes Gestores Públicos: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability..................................... 87 Tabela 43: Respondentes Gestores Públicos: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade .................................................. 88 Tabela 44: Respondentes Gestores Públicos: Accountability – É uma ação individual do gestor público......................................................................................................... 88 Tabela 45: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa ....................................... 88 Tabela 46: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira .............................. 89 Tabela 47: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) ...................................... 89 Tabela 48: Respondentes Gestores Públicos: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira ................................................................................................................ 89 Tabela 49: Respondentes Gestores Públicos: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ........................................................................................ 90 Tabela 50: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Gestores Públicos ................. 91 Tabela 51: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs................................................................................................................ 92 Tabela 52: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ........................................... 93 Tabela 53: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs............. 93 Tabela 54: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................... 93 Tabela 55: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................................................ 94 Tabela 56: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ....................... 94 Tabela 57: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na crosstabulation accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................... 94 Tabela 58: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ..................................................................................................................... 95 Tabela 59: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................... 95 Tabela 60: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs............. 95 Tabela 61: Teste de Hipóteses: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores TCEs. ................................................................................................. 96 Tabela 62: Sumário dos Casos Processados: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs .................................................... 97 Tabela 63: Sumário dos Casos Processados: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................................................... 97 Tabela 64: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................................................... 97 Tabela 65: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs........................... 98 Tabela 66: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs .................................................... 98 Tabela 67: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs 98 Tabela 68: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs........................... 99 Tabela 69: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................................................... 99 Tabela 70: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs........................... 99 Tabela 71: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs ............................................................................................. 100 Tabela 72: Teste de Hipóteses: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs .......................................................................... 100 Tabela 73: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ............................................................................................ 101 Tabela 74: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ......................................... 101 Tabela 75: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos .......... 101 Tabela 76: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ............................................................. 102 Tabela 77: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ......................................................................................... 102 Tabela 78: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ................ 102 Tabela 79: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na crosstabulation accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ............................................................. 103 Tabela 80: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ............................................................................................................... 103 Tabela 81: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ............................................................. 103 Tabela 82: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos .......... 103 Tabela 83: Teste de Hipóteses: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos ......................................................................................... 104 Tabela 84: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira. ............................................................................................................. 104 Tabela 85: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira. ...................................... 105 Tabela 86: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ......... 105 Tabela 87: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ............................................................. 106 Tabela 88: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ...................................................................................... 106 Tabela 89: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ..................................... 106 Tabela 90: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ............................................................. 107 Tabela 91: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira .............. 107 Tabela 92: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira ............................................................. 107 Tabela 93: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira .............. 108 Tabela 94: Teste de Hipóteses: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Contadores Públicos .......................................................................... 108 Tabela 95: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos ............................................................................................................... 109 Tabela 96: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos ........................................... 109 Tabela 97: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos .............. 109 Tabela 98: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos ................................................................. 109 Tabela 99: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos.............................................................................................. 110 Tabela 100: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos..................... 110 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Síntese das abordagens sobre accountability. ........................................................ 48 Quadro 2: Detalhamento do conceito de accountability. ........................................................ 49 Quadro 3: Definições de governança corporativa................................................................... 51 Quadro 4: Principles of governance in the public sector context ........................................... 52 Quadro 5: Recomendações para governança no setor público ............................................... 55 Quadro 6: Audiência pública das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público.......................................................................................................... 56 Quadro 7: Resumo das Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público ............... 58 Quadro 8: Cronograma do Grupo de Trabalho da Convergência em Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil (GTCP) ........................................................ 64 Quadro 9: Summary of rankings of 39 countries .................................................................... 67 Quadro 10: Classificação dos elementos que compõe a cultura ............................................... 68 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Brasil – estratégia da reforma 1995-1998 ................................................................ 40 Figura 2: Example of overall accountability process in the public sector ............................... 48 Figura 3: Rede de controle e fiscalização dos recursos públicos ............................................ 61 Figura 4: A nova contabilidade pública – evidência e transparência ...................................... 64 Figura 5: Cultura, os valores sociais e da subcultura da contabilidade. .................................. 66 Figura 6: As camadas de uma cebola ...................................................................................... 69 Figura 7: Respostas dos auditores e contadores públicos ...................................................... 112 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Art. Artigo CEO Chief Executive Officer CF Constituição Federal CFC Conselho Federal de Contabilidade CGU Controladoria-Geral da União CFO Chief Financial Officer CIFPA Chartered Institute of Public Finance and Accountancy CVM Comissão de Valores Mobiliários DASP Departamento Administrativo do Serviço Público DFC Demonstrações de Fluxo de Caixa DIAF Diretoria de Auditoria e Fiscalização FMI Fundo Monetário Internacional GE Grupo de Estudos GFSM Government Finance Statistics Manual GTCP Grupo de Trabalho para a Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica Aplicadas ao Setor Público às Normas Internacionais de Contabilidade IASB International Accounting Standards Board IASC International Accounting Standards Committee Ibracon Instituto dos Auditores Independentes do Brasil IFAC International Federation of Accountants IFRS International Financial Reporting Standards IPSAS International Public Sector Accounting Standards LRF Lei de Responsabilidade Fiscal MF Ministério da Fazenda NBCASP Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público NICSP Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público NBC TSP Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público ODCE Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ONU Organização das Nações Unidas PDRAE Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado SNA Sistema de Contas Nacionais SPSS Statistical Package for the Social Sciences STN Secretaria do Tesouro Nacional Susep Superintendência de Seguros Privados TCE Tribunal de Contas Estadual TCU Tribunal de Contas da União TFV True and fair view SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO .............................................................................................................. 23 2 CARACTERIZAÇÃO E DEFINIÇÃO DO PROBLEMA .............................................. 28 3 OBJETIVOS ........................................................................................................................ 30 3.1 Objetivo Geral .................................................................................................................. 30 3.2 Objetivos Específicos ........................................................................................................ 30 4 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO ......................................................................................... 31 5 HIPÓTESES ........................................................................................................................ 32 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ..................................................................... 33 7 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 36 7.1 Reforma do Estado: Americano e Europeu ................................................................... 36 7.2 Administração e a Contabilidade Pública Brasileira .................................................... 38 7.3 Aplicação de Normas do Setor Privado ao Setor Público ............................................. 41 7.4 True and Fair View ........................................................................................................... 42 7.5 Accountability .................................................................................................................... 45 7.6 Governabilidade e Governança Pública ......................................................................... 50 7.7 Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público (NBC TSP) ............... 55 7.8 International Public Sector Accounting Standards (IPSAS)........................................ 56 7.9 Controle Social .................................................................................................................. 58 7.10 Processo de Convergência na Contabilidade Pública ................................................. 62 7.11 Dimensão Cultural e a Influência no Processo de Convergência ............................... 65 8 APRESENTAÇÃO DOS DADOS: ESTATÍSTICA DESCRITIVA .............................. 70 8.1 Auditores de Tribunais de Contas Estaduais ................................................................. 70 8.2 Contadores Públicos ......................................................................................................... 78 8.3 Gestores Públicos .............................................................................................................. 85 9 ANÁLISE DOS DADOS E VALIDAÇÃO ESTATÍSTICA ............................................ 92 9.1 Auditores de Contas Públicas dos TCEs ........................................................................ 92 9.2 Contadores Públicos ....................................................................................................... 100 9.3 Gestores Públicos ............................................................................................................ 108 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 111 11 CONCLUSÕES................................................................................................................ 113 12 LIMITAÇÕES DO ESTUDO E SUGESTÕES DE NOVAS PESQUISAS ............... 114 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 115 APÊNDICES ......................................................................................................................... 123 23 1 APRESENTAÇÃO Diante das inúmeras discussões capitaneadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), com a participação da sociedade organizada e dos diversos atores do processo (Tribunais de Contas da União e Estaduais, associações, contadores, estudiosos, academia, Secretaria do Tesouro Nacional, Governo Federal, Ministério da Fazenda e tantos outros), a contabilidade pública brasileira está mudando. Saindo do enfoque puramente orçamentário e voltando-se para a chamada teoria contábil, esta, sem muito esmiuçar, ligada umbilicalmente à essência do fato. Alguns marcos denotam essa visão. Não basta apenas estar ligado à contabilidade pura, mas, ao se perpassar inicialmente pela gestão pública, depara-se com o surgimento da New Public Management e mais fortemente com a realização das audiências públicas com vistas à edição das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público (NBC TSP), que revelaram gradativamente o alinhamento da contabilidade pública com a ciência contábil e não apenas com o orçamento. Aquilo que não passava de um sonho pelos acadêmicos e pensadores da contabilidade brasileira, confirmou-se no dia 25 de agosto de 2008, quando o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 184, que dispõe sobre diretrizes a serem observadas pelos entes públicos visando torná-los convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (BRASIL, 2008a). A essência da portaria acima referida denota a vontade de convergir a contabilidade atualmente praticada no país com a que vem sendo praticada nos países que adotam o padrão da International Federation of Accountants (IFAC), órgão responsável pela edição das International Public Sector Accounting Standards (IPSAS). O primeiro passo foi a criação das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público (NBC TSP), com elas a ciência contábil passa a ter o controle da contabilidade praticada pelos entes públicos ou aqueles a ele equiparados, por analogia ou por deterem, administrarem ou aplicarem recursos públicos no desempenho de suas atividades. O segundo passo, e que aparenta ser um pouco complexo, é fazer com que as NBC TSP e demais peças legais norteadoras da contabilidade pública brasileira estejam aderentes aos padrões internacionais emanados do IFAC e que assim possam ser amplamente divulgadas, com vistas à aplicação uniforme em todo o território nacional. A gestão pública brasileira reflete várias correntes internacionais e, no que tange à contabilidade pública, sempre esteve adstrita ao orçamento e nunca à ciência contábil. No decorrer dos anos é possível identificar diversos problemas que requerem grandes esforços 24 para se encontrar a solução, por exemplo, o caso das demandas cada vez maiores por serviços públicos em contraposição com a escassez de recursos. Tais problemas têm gerado dificuldades de natureza administrativa e financeira, bem como a geração de déficits constantes que devem ser demonstrados pela contabilidade. As mudanças que ocorrem no mundo atual colocam à prova os papéis sociais e a responsabilidade atribuída aos homens, organizações e nações. As revoluções tecnológicas estreitaram distâncias e quebraram as barreiras do conhecimento, auxiliando na mobilização de pessoas e formando grupos para defesas das mais diversas causas comuns e de interesses coletivos, indo desde diretos humanos a causas ambientais. Nesse contexto forma-se uma nova ideia de mundo, pautado em condições de sobrevivência e oportunidades mais justas. Tudo isso resulta numa cobrança crescente para que o Estado seja o provedor dessas demandas, bem como uma fiscalização nas organizações para que cresçam e se desenvolvam sem agressão ao meio ambiente (DE BENEDICTO; RODRIGUES; ABBUD, 2008). Os estudos de Floriani (1998) mostram que, após exercer um papel estratégico no desenvolvimento econômico no período que abrange dos anos 30 aos anos 70, o Estado mergulhou numa crise durante os anos 80. Essa crise se traduz por três tipos de problemas: primeiro, a crise fiscal, que ocasionou de uma só vez a perda da margem de manobra econômica do Estado e um aumento da dívida pública, associada às taxas inflacionárias elevadas, ao déficit interno crônico e a uma relativa estagnação do crescimento econômico; em seguida, por excesso de regulamentação econômica e de abuso de subsídios, o Estado tornou suas intervenções cada vez menos eficazes; finalmente, o sentimento generalizado de que os serviços públicos são administrados de uma maneira burocrática, ineficaz e rígida. O debate em torno da crise do Estado coloca em destaque a latente necessidade de enfrentamento da crise por meio dos projetos que disponham de uma estratégia voltada ao incremento das capacidades institucionais. Ao se pensar a reforma de um Estado burocrático para um Estado gerencial, buscava-se subsidiar o governo através de meios capazes tanto de enfrentar como de vencer a crise que assolava o país. Pode-se destacar a crise fiscal que incapacitava financeiramente os investimentos e, aliada à cultura burocrática e às práticas patrimonialistas impregnadas no ceio da administração pública, desarticulava as ações estatais e levava o país à estagnação completa (LEMOS; FERREIRA, 2008). Para alguns estudiosos, como Bresser-Pereira e Pacheco (2005) e Matias-Pereira (2008a), o Estado brasileiro viveu inúmeras tentativas de reformas e modernização. Entretanto, de modo geral, podem ser destacados dois padrões de reforma: (a) a fragmentação institucional; e (b) a separação entre a formulação e a implementação política. Esse modelo 25 evoluiu a partir da década de 1930 com a criação do DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público), dando inicio à administração burocrática até 1990, quando foram introduzidos na administração pública conceitos gerenciais, prevalecendo a ideia de governança, participação social, accountability e controle social (MATIAS-PEREIRA, 2008a). Lemos e Ferreira (2008) apresentam que: A reforma gerencial tem uma grande influência das abordagens sistêmica, contingencial e do neoinstitucionalismo e faz uso de técnicas de gestão orientadas a resultados, planejamento estratégico, contratos de gestão, avaliação de programas, desenvolvimento de competências, entre outras. Porém o que se verifica são o contraste da figura dos polos e o fato das reformas possuírem focos diferenciados: em alguns momentos a administração pública e em outros o estado como um todo, conforme aconteceu na reforma da década de 1990, quando estava em cena não apenas a administração pública, mas sim o Estado como um todo, ao contrário da implementada através do Decreto-lei nº 200/67. As tentativas de mudança de um estado burocrático para um estado gerencial tiveram alguns marcos históricos, tais como: o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado de 1995, a Emenda Constitucional nº 19, de 1998, o New Public Management, o Progessive Era, todos alicerçados no paradigma neodesenvolvimentista, traduzido pela retirada do foco no estável e seu redirecionamento para o usuário do serviço, cidadão-cliente, e para o resultado, tendo como objetivo o enfoque social. Porém no Brasil essas tentativas resultaram em um modelo híbrido, que apresenta em alguns momentos o viés burocrático e em outros o gerencial. Silva (2009, p. 342) verifica que existe uma concepção difusa do que seja transparência alinhada com as definições apropriadas do termo: A noção de “transparência” no âmbito governamental é cada vez mais empregada em países que defendem o processo democrático de acesso às informações sobre a ação dos gestores públicos, em especial no que se refere à política fiscal e à capacidade contributiva. A ênfase a essa abertura constitui um dos alicerces da democracia representativa, pois incentiva o comportamento voltado para o espírito público e inibe a ação dos que se julgam donos da informação. Paralelamente, fornece informações de apoio à decisão dos administradores tanto em relação à redução dos custos de monitoramento das ações como à promoção de melhorias na governança corporativa dos governos. 26 O paradigma da administração pública gerencial centra-se na busca por resultados e na transparência dos atos públicos, resultante de um desenvolvimento social pautado, em especial, na transformação e evolução da sociedade. Ao buscar resultados, os cidadãosclientes desejam que os gestores reflitam a realidade, que informem o que foi feito ou produzido e nem sempre estão conscientes da necessidade de informações sobre o patrimônio acumulado em decorrência dos resultados auferidos em decorrência dos atos de gestão. Em linhas gerais, existem dois conceitos/doutrinas que proporcionam a redução das variáveis negativas impactantes nos modelos de mensuração e disclosure das informações contábeis na gestão pública. São eles: accountability e true and fair view. O primeiro ainda não dispõe de uma tradução adequada para a língua portuguesa, mas denota algo como responsabilidade objetiva, transparência e prestação de contas. Já o segundo traduz-se em visão verdadeira e apropriada. A accountability provém dos Estados Unidos, onde encontra todo um panorama conceitual propenso à sua aplicação, tendo em vista o grau de desenvolvimento social hoje encontrado que lhe provê o sustentáculo necessário e funciona como mola propulsora. Já a true and fair view é algo que inspira mais dedicação e estudo para aplicação, em decorrência do maior tempo de concepção e dos inúmeros opositores, que centram suas discussões no aspecto subjetivo do termo. Isso se deve ao fato desse grupo acreditar que uma demonstração contábil com maior grau de subjetivismo geraria riscos aos que iriam se utilizar dessa informação, porém se pauta na visão verdadeira e apropriada do patrimônio da entidade. Em especial no Brasil, utiliza-se do Estado de Direito como norteador das relações jurídicas. Esse é definido segundo Martinez (2006) “[...] como o Estado propenso ao direito: Estado de Direito é um estado ou uma forma de organização político-estatal cuja atividade é determinada e limitada pelo direito” (grifo do autor). Ao adotar-se o modelo acima citado, obriga-se o gestor público a ficar atrelado ao arcabouço legal existente, que o proíbe de se afastar dos princípios consubstanciados nesses diplomas legais. Porém o que se verifica quando da aplicação das doutrinas acima descritas é um estado do common law, pautado nos costumes e que dispensa da tradução literal destes nos diplomas legais. Diante do que se apresenta, este estudo se propõe a estudar as variáveis envolvidas nesse processo. Durante o século XX ocorrem inúmeras mudanças paradigmáticas que envolveram o meio jurídico, dentre as quais pode-se apontar a que foi responsável pela atribuição à norma constitucional de um status de norma jurídica. Essa é considerada como uma das maiores, visto que proporcionou a superação do modelo que vigorou na Europa até meados do século passado. Nesse modelo via-se a Constituição apenas com um status político, e a condicionava 27 “à liberdade de conformação do legislador ou à discricionariedade do administrador”, deixando o Judiciário sem qualquer função específica de colocar em prática os princípios emanados daquele diploma legal. Nos dias atuais é premissa reconhecer-se a força normativa, o caráter vinculativo e obrigatório de suas disposições. Extrapolando-se até por alguns doutrinadores quando afirmam que tais normativos são dotados de imperatividade e coercitividade, características intrínsecas as normas jurídicas (BARROSO, 2004). Segundo Barroso e Barcellos (2003, p. 5), não se sustenta o paradigma da codificação do chamado civil law com a nova interpretação constitucional: A grande virada na interpretação constitucional se deu a partir da difusão de uma constatação que, além de singela, sequer era original: não é verdadeira a crença de que as normas jurídicas em geral – e as normas constitucionais em particular – tragam sempre em si um sentido único, objetivo, válido para todas as situações sobre as quais incidem. E que, assim, caberia ao intérprete uma atividade de mera revelação do conteúdo pré-existente na norma, sem desempenhar qualquer papel criativo na sua concretização. Os autores, Barroso e Barcellos (2003) apontam a direção natural de uma mudança das bases do direito, cristalizando-se cada vez mais no chamado direito consuetudinário, ou seja, um direito baseado nos costumes e que não requer apenas a codificação, transcrição dos marcos legais em papéis. Em muitos casos apara-se apenas no chamado princípio da legalidade, aquele que afirma que os atos a serem paraticados devem estar previstos nos diversos diplomas legais. 28 2 CARACTERIZAÇÃO E DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Em decorrência das mudanças anunciadas para a contabilidade pública, verifica-se que não será uma simples mudança legal que determinará uma nova metodologia a se seguir, pelo contrário, é uma mudança que tem raízes culturais. Ao enumerarem-se as raízes, aponta-se a estrutura legal do país. Nos países onde se aplica o padrão IFAC predomina a estrutura common law (visão não legalista ou direito consuetudinário) e não o code law (visão legalista ou direito romano, onde o sistema legal é codificado e apresentam um maior grau de detalhamento das normas). Esse fato já aponta uma das barreiras para implantação desse padrão, visto que restringe a flexibilidade para as práticas contábeis. Sabe-se, porém, que se caminha para uma transformação nas bases do direito, visto que não se pode ficar a reboque das máximas doutrinárias e das tradições exegéticas que apontam as cláusulas constitucionais como sendo de sentido unívoco e objetivo. Deve-se ainda resguardar os pontos de liberdade interpretativa, demarcados pelo contexto normativo. Tais possibilidades advêm dos elementos dos casos concretos e resultaram em subsídios para uma decisão adequada ao normativo constitucional (BARROSO; BARCELLOS, 2003). Barroso e Barcellos (2003, p. 8) apontam que: O jusnaturalismo moderno, que começou a formar-se a partir do século XVI, dominou por largo período a filosofia do Direito. A crença no direito natural – isto é, na existência de valores e de pretensões humanas legítimas que não decorrem de uma norma emanada do Estado – foi um dos trunfos ideológicos da burguesia e o combustível das revoluções liberais. Ao longo do século XIX, com o advento do Estado liberal, a consolidação dos ideais constitucionais em textos escritos e o êxito do movimento de codificação, o jusnaturalismo chega ao seu apogeu e, paradoxalmente, tem início a sua superação histórica. Considerado metafísico e anticientífico, o direito natural é empurrado para a margem da história pela onipotência positivista do final século XIX. A heterogeneidade encontrada nas práticas contábeis públicas em diversas partes do mundo impõe algo complexo e que dificulta o entendimento, visto que, como se pode compará-las entre si, quais os referenciais a serem adotados? Só aqueles consagrados, por exemplo: superávit primário? Será que as contas nacionais refletem a situação da nação? Esses questionamentos produzem uma inquietude científica, que se motivam a realização deste trabalho. Em nível mundial, a organização que emite os padrões de contabilidade pública é a International Federation of Accountants (IFAC), composta por organizações nacionais de profissionais de contabilidade e, até fevereiro de 2008, tinha emitido 26 (vinte e seis) padrões 29 ou International Public Sector Accounting Standards (IPSAS). As NBCASP, que foram editadas no Brasil, de certa forma já se alinham em alguns momentos com as IPASAS. O Comitê Gestor da Convergência no Brasil (Resolução CFC 1.103/07, alterada pela 1.105/07), atualmente composto por representantes do CFC, do Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), do Banco Central, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e do STN (Secretaria do Tesouro Nacional), conforme Portaria CFC nº 037/08, é algo muito embrionário (REVOREDO, 2008). No entanto sabe-se que em breve as NBC TSP estarão convergentes com as IPSAS, pois o GTCP (Grupo de Trabalho para a Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica aplicadas ao Setor Público às Normas Internacionais de Contabilidade – IPSAS e IFAC), trabalha para isso, e a primeira etapa, que é a tradução para o português das IPSAS, deverá sair em breve. Quanto à aplicabilidade de conceitos eminentemente do setor privado, existem visões antagônicas acerca dessa possibilidade, afirmando que conceitos/doutrinas eminentemente do campo privado quando aplicados à gestão pública não produzem o resultado esperado. Sabese ainda que a gestão pública diverge de país para país, isso decorre de fatores como: diferentes tipos de cultura, regimes políticos e formações históricas. Já a administração empresarial em diferentes partes do mundo busca modelos que tenham validade internacional (MATIAS-PEREIRA, 2008a). Pretende-se a partir daí estruturar uma pesquisa que tenha como ponto de partida o fato das evoluções iniciarem em diversos momentos da história a partir de uma demanda social e que no setor público todos os atos são adstritos ao arcabouço legal em vigor. Busca-se então a aplicação de dois conceitos, accountabiliby e true and fair view, que juntos poderão vir a proporcionar, respectivamente, uma responsabilidade objetiva e uma maior transparência por parte do gestor público, bem como a garantia de que aquilo evidenciado é realmente a situação econômico-financeira do patrimônio da entidade. Nessa perspectiva de conhecer o praticado hoje a partir daqueles que gerem as organizações públicas, que produzem as informações a partir dos atos dos gestores e aqueles que analisam as demonstrações e relatórios, para isso a pergunta que se coloca é a seguinte: Qual a consequência da percepção dos auditores dos Tribunais de Contas Estaduais (TCEs), dos gestores públicos e dos contadores públicos acerca da aplicabilidade dos conceitos true and fair view e accountability à contabilidade pública brasileira, no processo de convergência com os padrões internacionais? 30 3 OBJETIVOS Com base na questão formulada, definiram-se os seguintes objetivos: 3.1 Objetivo Geral Esta pesquisa tem como objetivo geral evidenciar a percepção dos auditores dos TCEs, dos gestores e contadores públicos dos estados de Pernambuco e da Paraíba quanto à aplicabilidade dos conceitos true and fair view e accountability na contabilidade pública brasileira, e sua influência no processo de convergência com os padrões internacionais de contabilidade aplicados ao setor público. 3.2 Objetivos Específicos Visando a consecução do objetivo geral, traçaram-se as seguintes frentes: • Evidenciar as principais visões da literatura acerca da contabilidade e gestão pública, true and fair view e accountability; • Identificar as principais diferenças e semelhanças na estrutura conceitual que recepciona esses conceitos nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil; • Investigar a percepção dos auditores dos TCEs, gestores e contadores públicos dos estados de Paraíba e de Pernambuco em relação à aplicabilidade dos conceitos true and fair view e accountability; • Apontar o estágio atual do processo de convergência com os padrões internacionais; • Analisar criticamente as percepções dos respondentes em confronto com o estágio atual do processo de convergência. 31 4 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO O presente estudo terá seus limites geográficos estabelecidos a dois estados nordestinos: o da Paraíba, em virtude da residência do pesquisador, e o de Pernambuco, que abriga o Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – UFPE. Já no que tange à esfera temporal, a busca das evidências remonta o ano de 2008 e irá abranger todo o ano de 2009, período até o encerramento desta pesquisa. Em seu escopo, o trabalho será restrito à percepção dos grupos entrevistados, que trabalham diretamente com a contabilidade pública, e obedecendo à condição indispensável de se encontrarem atuando nos momento da pesquisa. 32 5 HIPÓTESES Foram criadas as seguintes hipóteses de estudo, visando auxiliar na resolução da questão-problema anteriormente formulada: H0a – Neste contexto de convergência, e sob a ótica embasada pela percepção dos auditores dos TCEs, contadores e gestores públicos que conhecem accountability e true and fair view, os padrões internacionais de contabilidade NÃO se aplicam a contabilidade pública brasileira. H1a – Neste contexto de convergência, e sob a ótica embasada pela percepção dos auditores dos TCEs, contadores e gestores públicos que conhecem accountability e true and fair view, os padrões internacionais de contabilidade se aplicam a contabilidade pública brasileira. H0b – Neste contexto de convergência, e sob a ótica embasada pela percepção dos auditores dos TCEs, contadores e gestores públicos que conhecem accountability e true and fair view, esses dois conceitos/doutrinas NÃO se aplicam a contabilidade pública brasileira. H1b – Neste contexto de convergência, e sob a ótica embasada pela percepção dos auditores dos TCEs, contadores e gestores públicos que conhecem accountability e true and fair view, esses dois conceitos/doutrinas se aplicam a contabilidade pública brasileira. 33 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Este trabalho teve seu início a partir do desenvolvimento de uma pesquisa bibliográfica, numa perspectiva teórico-empírica, utilizando-se da dedução na etapa bibliográfica e da indução na pesquisa de campo, objetivando reunir evidências necessárias à consecução do objetivo precípuo. Partiu-se das diversas visões de contabilidade e gestão pública, accountability e true and fair view, passando pela governança, governabilidade, controle social, NBC TSP e IPSAS. A segunda etapa, onde se desenvolveu uma pesquisa de campo, buscou verificar a percepção dos três grupos que estão envolvidos diretamente com a contabilidade pública: (a) os auditores dos Tribunais de Contas Estaduais; (b) os gestores públicos; e (c) os contadores públicos, quanto à aplicabilidade de padrões e conceitos internacionais, a contabilidade e gestão pública brasileira. A essência da escolha desses três grupos se deu pelo fato de que os auditores do Tribunal de Contas são responsáveis pela análise das contas dos entes públicos e de todos que a eles estão ligados intrinsecamente, abrangendo a administração direta e indireta, perpassando essa premissa em todas as esferas. Dessa forma, se não estiverem capacitados a verificar a presença destes conceitos e padrões, como poderá se efetivar uma convergência? O segundo grupo pesquisado foram os contadores públicos ligados ao processo de convergência, tanto em virtude de comandar tal processo, como de serem os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis e das prestações de contas anuais e mensais, tendo por obrigação contemplar tais conceitos e padrões a elas. Por fim, os gestores públicos. Desse grupo irão emanar os atos públicos que, além da necessidade de estarem adstritos aos princípios constitucionais, necessitam estar consonantes com o estabelecido nos padrões internacionais e nos conceitos exigidos pela sociedade, visando validar os referidos atos. A limitação espacial-geográfica teve como condicionante os fatores financeiros que poderiam tornar-se empecilho à finalização da pesquisa, daí a opção por dois estados nordestinos e vizinhos, Paraíba e Pernambuco, respectivamente em razão da residência do pesquisador e da sede do Programa de Pós Graduação, viabilizando a pesquisa do ponto de vista financeiro e da acessibilidade quando da aplicação dos questionários aos respondentes. Com esses traços característicos, a amostra toma contornos que denotam sua predominância como intencional. A presente investigação foi delimitada em seu escopo com a percepção dos três grupos ligados à contabilidade pública, nos estados de Pernambuco e da Paraíba, porém que estejam 34 atuando numa dessas três frentes. Foram estabelecidas algumas premissas objetivando minimizar os efeitos nocivos ao estudo, através da opinião daqueles que porventura não tenham contato direto com as demonstrações e relatórios da gestão pública. Com relação aos auditores públicos, a condição necessária era que estes integrassem as equipes de auditoria; quanto aos contadores ou auxiliares de contabilidade (técnicos ou contadores formados que não têm escritório próprio ou que são contratados diretamente pelo ente público) a condição era desempenhar suas funções junto à contabilidade pública; já para os gestores, a condição era estarem tomando algum tipo de decisão no âmbito público, bastando apenas ter mandato eletivo, ser gestor de carreira ou ser indicado para tanto, onde teria função ou cargo de chefia. Na escolha da amostra de pesquisa, dois fatores foram decisivos para o procedimento de escolha final daqueles que foram estudados: os custos operacionais e a precisão. Os respondentes poderiam estar distribuídos por todo o Estado e a realização de um survey apresentaria um custo proibitivo. Esta pesquisa possui aspectos exploratórios, que envolve questionários aplicados aos três grupos e evidências bibliográfico-documentais. Para a coleta de dados desta pesquisa foi utilizada a técnica do questionário estruturado. Utilizou-se nos questionários a escala Likert. Esta, por sua vez, é um método de construção de questionário, onde se busca a percepção do inquirido acerca do tema ou afirmativa. Nela o respondente deverá selecionar as respostas dentro do seguinte intervalo: (5) concorda totalmente; (4) concorda; (3) sem opinião/indiferente; (2) discorda; e (1) discorda totalmente (AMARO; PÓVOA; MACEDO, 2005). Diante das características da pesquisa, foram utilizados os métodos da estatística descritiva e a tabulação cruzada, para a análise dos dados coletados. Sabe-se, porém, que essa análise em alguns casos não mostra as relações de causa entre as variáveis, porém auxilia na identificação das relações existentes. Para atingir aos objetivos propostos, foi utilizado o método da análise descritiva dos dados. Essa análise foi realizada com o auxílio do aplicativo estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Science), versão 11.0 para sistema operacional Windows. Os dados foram tratados a partir do SPSS (Statistical Package for the Social Science), após a configuração e digitação de cada questionário na planilha eletrônica do software, com o objetivo de aplicar os testes estatísticos adequados. Foram testadas as variáveis de conhecimento dos termos, aplicabilidade à gestão e à contabilidade pública brasileira. As variáveis foram analisadas a partir do teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, que substitui o teste ANOVA e verifica se k grupos independentes provêm da mesma amostra. No caso, a variável de análise é o p-value (p-valor), que orienta decisões em testes de hipóteses 35 definidos. Caso o p-value seja menor do que o nível de significância admitido, então a hipótese nula, que afirma não existirem diferenças significativas entre as variáveis, não poderá ser aceita; aceitando-se, no caso, a hipótese alternativa, que afirma existirem diferenças significativas entre as variáveis. O nível de significância admitido neste estudo foi de 5%. Aplicando ainda o teste de Qui-Quadrado (χ2), visando verificar se as respostas são ao acaso, quando da análise das respostas de cada grupo, eliminando a resposta 3 (que será considerada indiferente) e unindo as respostas “1” discorda fortemente e “2” discorda, construindo uma variável e do outro lado as respostas “4” concorda e “5” concorda fortemente, formando a outra variável. 36 7 REVISÃO DE LITERATURA 7.1 Reforma do Estado: Americano e Europeu A reforma do Estado Americano se deu durante a chamada Progressive Era, tendo como alicerce ideais de grandes pensadores, como: Woodrow Wilson, Frederick Taylor e Max Weber, e dois objetivos primordiais: a luta anticorrupção (onde os principais corruptores eram as máquinas políticas e sindicais) e a busca da eficiência. Entretanto ela teve seu escopo delimitado em uma reforma do serviço civil e nas três ideias fundamentais dos referidos autores: (a) a necessidade de existência de uma separação nítida entre aqueles que preparam as políticas públicas (policies), ou seja, a política (politics), e a administração, aquela que executa e implementa; (b) distinção entre a organização do trabalho, definida pelo gestor, e a execução das tarefas, orientada pela eficiência e eficácia; e (c) hierarquização e organização da administração, minimizando as lacunas para interferência de fatores estranhos. (PACHECO, 1998). A Era Progressiva foi um movimento social e político, a nível local, que lutou contra os abusos detectados no sistema e surgiu imbuído do espírito de ser uma “garantia democrática” que dificultaria ações em benefício próprio por parte dos políticos. Assim, essa burocracia era do povo e para o povo, porém verificou-se que ela se tornou uma administração “clientelista, nepotista e corrupta”. Diante dessa situação a população clamava para que se profissionalizassem a burocracia local e consequentemente formar-se-ia um corpo de “especialistas independentes, imparciais e profissionais”, sendo esse o marco inicial da administração americana (KICKERT, 1998 ). Os reformadores americanos inspirados nessas ideias buscavam, com essas transformações, a construção não apenas de uma administração pública mais eficiente, mas também de uma administração mais accountable, baseada na relação direta entre elected officials e eleitorado (PACHECO, 1998). Essa reforma ocorreu no século XIX e permitiu a separação das atividades públicas das que diziam respeito à área privada. Segundo Bresser-Pereira e Pacheco (2005) a lógica das reformas era buscar um Estado administrativamente forte, para isso uma visão comum era: “carreira; recrutamento e seleção; política de pessoal; preenchimento dos cargos de direção”, sendo esta a que se encontrava impregnada na primeira grande reforma do Estado, chamada de Civil Service Reform, vista tanto nos Estados Unidos como na Europa. Segundo os autores, essa reforma era importante, porém não seria suficiente para consolidar as mudanças exigidas pela sociedade. 37 “A partir do governo de Thatcher (1979) a Inglaterra se tornou protótipo de serviço público gerencial, competitivo e orientado para o cliente. Em 1995 mais de 75% de todos os servidores do civil service inglês foram inseridos em modalidades de agências.” (KICKERT, 1997). Com isso cristaliza-se a necessidade de mudança e reforma que se alastrava pelas nações ao final da década de 1970. A partir dos anos 80 ocorre a segunda grande reforma do Estado moderno, em que os temas levados às discussões envolvem aspectos como: (a) a reforma das estruturas e instrumentos; (b) o tamanho do Estado, medido pela carga tributária (receita) ou pelo gasto público (despesa); e (c) a diferença das estruturas segundo natureza das atividades (BRESSER-PEREIRA; PACHECO, 2005). A década seguinte foi o marco da transição entre um passado que se quer esquecer e um futuro promissor, nela o governo americano saiu de um “déficit endêmico” para um “superávit sustentável”, onde o setor privado desenvolveu-se enquanto o público começou a se reorganizar, segundo Bill Clinton, “reinvenção de governo” (BELL, 2000). Nos anos 90 a transição trouxe algumas exigências, segundo Osborne e Gaebler (1997): “[...] instituições extremamente flexíveis e adaptáveis; [...] que produzam bens e serviços de alta qualidade [...] sendo obrigadas a executar tarefas cada vez mais complexas, em ambientes que mudam rapidamente.”, sendo este o espírito que guiava as ações macro da passagem de um estado patrimonialista e burocrático, que se encontrava estagnado, para um estado gerencial. Existem características marcantes, na visão daqueles que formam o povo norteamericano, e que se reafirmam durante as fases da história: (I) bíblico, (II) republicano; e (III) individualista. Em primeiro lugar estão os interesses individuais, o que os motiva são “utilidade, equilíbrio custo-benefício, vantagens e desvantagens e seleção das melhores alternativas”, algo facilmente visto de outras formas na Europa, onde se ressalta a “obediência civil alemã-prussiana ao governo e ao estado”. Nos Estados Unidos o cidadão se vê mais como um cliente dos serviços oferecidos, sem que tenha alguma diferença se este é provido pelo governo ou por uma organização privada. Destacam-se o conceito forte de mercado livre e a necessidade de se alcançar à eficiência e eficácia, resultando na boa gestão dos negócios. É de se lembrar que tais princípios foram consagrados por Taylor e cientificamente são ensinados em diversos países do mundo (KICKERT, 1997). As mudanças capitaneadas pelos países anglo-saxônicos (Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia), embora apresentem características diferentes, convergem em aspectos, como: “na ênfase da eficiência, economia e eficácia e na competição entre os 38 serviços públicos, tendência esta que se espalhou progressivamente aos restantes países”. Elas desembocam como as respostas às pressões fiscais e econômicas e que independem do sistema administrativo adotado por cada um (ARAÚJO, 2000). 7.2 Administração e a Contabilidade Pública Brasileira Ao se buscarem definições e conceitos para a contabilidade pública, Kohama (2003, p. 46) a conceitua como “ramo da contabilidade que estuda, orienta, controla e demonstra a organização e execução da Fazenda Pública; o patrimônio e suas variações”; já para Silva (2009a, p. 44) “Contabilidade governamental é uma especialização da contabilidade ciência, voltada para o estudo e a análise dos atos e fatos que ocorrem na administração pública”; e para Pires (1996) “Contabilidade pública é o ramo da contabilidade que coleta, registra e controla os atos e fatos da Fazenda Pública, mostra o Patrimônio Público e suas variações, bem como acompanha e demonstra a execução do orçamento”. De acordo com Andrade (1977), “[...] contabilidade pública é o ramo da contabilidade que estuda o patrimônio a disposição das aziendas públicas, fornecendo os elementos para as tomadas de contas dos responsáveis por bens e valores e para a organização dos balanços parciais e gerais de cada exercício”. O ponto de interseção entre elas é o uso de técnicas contábeis visando estudar os acontecimentos que influenciam na Fazenda Pública. Aloe (1970), ao fazer referência à história da contabilidade pública brasileira, aponta como marco inicial o Alvará de D. João VI, de 28 de junho de 1808, que foi referendado por D. Fernando José de Portugal, então ministro e secretário dos negócios do Brasil e da Fazenda: I – Para que o método de escrituração e fórmulas de contabilidade da minha Real Fazenda não fique arbitrário, e sujeito à maneiras de pensar de cada um dos contadores gerais, que sou servido criar para o referido Erário: ordeno que a escrituração seja a mercantil por partidas dobradas, por ser a única seguida pelas nações mais civilizadas, assim pela sua brevidade para o manejo de grandes somas, como, por ser a mais clara, e a que menos lugar dá a erros e subterfúgios, onde se esconde a malícia e a fraude dos prevaricadores. II – Portanto, haverá em cada uma das contadorias gerais um Diário, um livro Mestre, e um Memorial ou Borrador, além de um livro auxiliar ou de Contas Correntes para cada um dos rendimentos das estações de arrecadação, tesourarias, recebedorias, contratos ou administrações de minha Real Fazenda. E isto para que sem delongas se veja, logo que precisar, o estado de conta de cada um dos devedores ou exatores das rendas de minha coroa e fundos públicos. III – Ordeno que os referidos livros de escrituração sejam inalteráveis, e que para ela não se possa aumentar ou diminuir nenhuma, sem se fazer saber, por consulta do Presidente, a necessidade que houver para se diminuir ou acrescentar o se número. 39 Em meio a uma sociedade em mudanças contínuas, que passa a cobrar mais responsabilidade por parte dos gestores públicos, combinada com o espírito inovador e gerencial proposto pelo Plano de Reforma do Aparelho do Estado (1995), surge a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ao ser sancionada a Lei Complementar nº 101/00, levou a administração pública a não ficar apenas adstrita à prestação de contas, mas sim evoluísse no campo do planejamento e do controle do patrimônio, bem como, na sua gestão fiscal, equilibrando os gastos e a arrecadação. Surgem neste processo preocupações com outras ferramentas de gestão, que proporcionam suporte ao processo decisório. Desse cenário advém a necessidade de controles cada vez mais efetivos, saindo apenas da observação da legalidade dos fatos e passando a verificar fatores como: (a) economicidade; (b) efetividade; (c) eficácia; e (d) eficiência de gestão (JUND, 2006). Verifica-se ainda que essa preocupação não é algo novo para o legislador brasileiro, pelo contrário, já estava contida na Lei nº 4.320/64, porém não tinha uma aplicação adequada. Fica explícito este entendimento ao se ler o disposto nos arts. 83 e 85: Art. 83. A contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados. [...] Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros. No art. 83 a referida lei propõe o disclosure das informações de todos aqueles que porventura virem a manipular receitas, despesas ou bens que pertençam à Fazenda Pública ou a ela sejam confiados. A forma de evidenciar essas informações é através da contabilidade, com isso o legislador atinge a todos os fatos que de alguma maneira venham a impactar o patrimônio do ente público. O conceito de administração pública tem dois sentidos: no stricto sensu tem-se somente a função propriamente administrativa, de execução de atividades administrativas; já no lato sensu depara-se com algo que remete às funções governo e política, e os órgãos que a compõe têm por obrigação estabelecer planos e diretrizes para saciar as demandas sociais, bem como executá-las buscando o atingimento daquilo planejado (ALEXANDRINO; PAULO, 2007). Já Teixeira e Santana (1994 apud SLOMSKI, 2001, p. 65) mostram que “a administração pública e suas entidades, em certo sentido, pertencem aos cidadãos” (grifo 40 nosso), demonstrando preocupação com a sociedade, que deixa claro a necessidade de uma accountability que a leve a ser capaz de verificar se tal ação trouxe ou não o benefício desejado. Quando da ausência deles, as ações que impulsionaram serão de responsabilidade do gestor, possibilitando à sociedade fiscalizar ou não com mais afinco tal situação. As mudanças na administração pública foram impulsionadas muitas vezes por teorias internacionais, podendo ser citada a New Public Management como uma das molas propulsoras mais atuantes nesse processo de mudança dos paradigmas da administração pública como um todo. A New Public Management se apoia na middle-range theory, buscando respostas para problemas relacionados a eficiências, eficácia, efetividade, legitimidade democrática, impacto das tecnologias da informação na administração, entre outros, e por avanços em uma série de disciplinas ligadas à teoria organizacional, ciência política e economia (neo-institucionalismo e public choice) (MATIAS-PEREIRA, 2008a). O alicerce basilar identificado na maioria das reformas da administração pública centrava-se na busca pela eficiência administrativa e pela qualidade dos gastos públicos. Ao privilegiar esses pontos, produzia uma falha na camada nuclear das reformas, em virtude do não distanciamento do que seria o modo burocrático que permeava-a como um todo. Sobre essas reformas, Matias-Pereira (2008a, p. 77), traz a seguinte visão: “essas reformas, que deixaram muito a desejar, retomam com mais intensidade na primeira década do século XXI, visto que uma nova sociedade e uma nova economia exigem uma administração pública mais competitiva, eficiente e transparente.” A estratégia da reforma preconizada por Bresser-Pereira e Pacheco (2005), pauta-se na mudança gradativa e bem clara das responsabilidades que são incompatíveis com a atividade estatal e a passagem para formas de privatização ou cooperação, visando dinamizar os procedimentos, conforme aponta a Figura 1 abaixo: Figura 1: Brasil – estratégia da reforma 1995-1998 Fonte: Bresser-Pereira e Pacheco (2005) 41 Segundo Costa (2007, p.134): De fato, nenhuma reforma realizada nos últimos anos parece ter logrado superar as contradições entre a reconhecida necessidade de reduzir a interferência do Estado na vida das empresas e indivíduos e a urgência de resgatar sua governabilidade em sentido amplo, aqui entendida como a capacidade de regular as relações entre o mercado e a sociedade, manter a ordem democrática, coordenar decisões econômicas e aumentar sua (boa) governança. A crise do Estado na América Latina, apresentada do ponto de vista do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE) (BRASIL, 1995) e em outros textos de BresserPereira (1992, 1996), é caracterizada em sua quase que totalidade por um Estado que deixou de ser apenas provedor das políticas públicas dirigidas à área social, para atuar com ênfase no setor produtivo. Essa distorção foi capaz de gerar um estado de inércia administrativa e de inoperância de suas funções precípua (BRASIL 1995, p.14 apud COSTA, 2007, p. 136). 7.3 Aplicação de Normas do Setor Privado ao Setor Público A crescente busca a soluções que propiciem uma eficiência de gestão no setor público desaguaram na tentativa de se implantar uma administração gerencial que abriu caminhos para aplicação de realidades antes vislumbradas apenas no campo privado, como apuração de custos para as atividades de serviço. Com a possibilidade de utilização desses conceitos para o setor público na condição essencial de prestação de serviço, fica caracterizado importante avanço. Entretanto essa visão não é unânime, já que Lopéz (1995, p. 142 apud SILVA, 2008a) mostra a existência de duas correntes: uma baseada em Hepworth e Vassalém (1984 apud SILVA, 2008a) e Anthony (1980 apud SILVA, 2008a), em que os conceitos, princípios e normas privados são claramente aplicáveis ao setor público; e outra de autores que divergem no pensamento, como Mautz (1991 apud SILVA, 2008a) e Montesinos, Garcia e Vela (1988 apud SILVA, 2008a), que acreditam na formulação de princípios contábeis próprios para o setor público que se adaptem às características dessas organizações e sirvam aos objetivos e requisitos da informação contábil pública. Encontram-se evidências distorcidas, que provocam desvios, visto que as autarquias e fundações utilizam a Lei nº 4.320/64, já as empresas públicas e sociedade de economia mista, que sejam dependentes do tesouro do ente, utilizam um misto das várias leis, entre elas as Leis nos 4.320/64, 6.404/76, entre outras que são específicas (MOURA, 2003). Isso decorre da 42 necessidade de consolidação, através do balanço geral por ente federado que as engloba. Moura (2003, p. 100) complementa o assunto no momento que compara a contabilidade pública brasileira com a norte-americana, nestes termos: No que se refere ao orçamento público brasileiro, as entidades da Administração direta e indireta obedecem a Lei n. 4.320/1964. Quanto aos demais aspectos, as indiretas seguem as normas do setor privado. Em linhas gerais, os departamentos e agências do governo norte-americano seguem as normas do ente jurisdicionante (Federal-Estadual-Municipal). A estruturação dessas agências subordina-se ao tipo de fundo a ser gerido. Diante desse quadro, esta pesquisa está em consonância com a prudência, rejeita a radicalidade e a intransigência científica, de modo a testar os benefícios da aplicação no setor público de conceitos eminentemente do setor privado. 7.4 True and Fair View Desde o início desta década é nítida a opção da sociedade atual por conhecer a aplicação dos recursos públicos, além de nítida opção para conhecer não só a qualidade do gasto como também o retorno efetivo dos recursos entregues aos administradores públicos a titulo de impostos e contribuições. Desse modo é possível vislumbrar um cenário propenso a tornar as demonstrações cada vez mais fidedignas e consequentemente atender de modo efetivo às necessidades dos usuários, do gestor e do contribuinte-cliente. É nesse contexto que surge a doutrina do true and fair view, como o estudo que pode contribuir para a melhor evidenciação dos elementos patrimoniais das entidades públicas. Essa doutrina filosófica surgiu na Europa no século XIX e, segundo Cunningham (2003 apud PINHEIRO; NAKAGAWA, 2004, p. 4), “a doutrina da true and fair view surgiu como produto da jurisprudência dos tribunais ingleses em 1844, como exigência de que as demonstrações contábeis deveriam se revestir das características de verdade e equidade [...]” (grifo do autor). Para Jreige (1998, p. 1): A legislação inglesa, em 1948, passou a exigir que as demonstrações financeiras fornecessem a true and fair view, visão verdadeira e justa, da situação dos negócios da empresa, ainda que, para isso, fossem necessárias informações adicionais aquelas exigidas pela lei ou, até cumprimento de algum requisito legal. Corroborando com o entendimento de uma transição de bases filosóficas, Iudícibus (2006, p. 26) aponta que, dentro de várias abordagens da Contabilidade, existe a abordagem 43 ética segundo a qual a “[...] contabilidade deveria apresenta-se como justa e não enviesada para todos os interessados.” (grifo do autor). Cooppers e Lybrand, (1996, p. XIV apud JREIGE, 1998, p. 5) mostra a posição do International Accounting Standards Committee (IASC) em relação à true and fair view: Empreendimentos que aplicam IASs como seus princípios contábeis não estão autorizados a afastar-se de qualquer parte dos padrões, mesmo que a administração de um empreendimento considere isto necessário para alcançar um objetivo prevalecente como true and fair view. Entretanto, a IASCs Framework e E53, Presentation of Financial Statements, requerem que a administração utilize este objetivo ao: interpretar um padrão; escolher uma accounting policy em uma área não coberta por um padrão; e decidir se é necessário prover disclosures adicionais aqueles explicitamente requeridos pelos IASs. Castro Neto, Cei e Nakamura (2000, p.7) afirmam que o problema apresentado vem desafiar a “competência e capacidade do profissional de contabilidade”, pois ele não poderá estar apenas adistrito à legalidade do fato, a questão agora perpassa por uma região pouco conhecida, que é o “senso contábil”, traduzido como a “a preocupação social de informar sem viés, tendo a preocupação de considerar o caráter e a diversidade daqueles a quem a informação se destina, o que é o verdadeiro sentido da true and fair view”. No âmbito privado, Nakagawa (2004) comenta que, após os diversos escândalos envolvendo empresas norte-americanas, o governo precisava responder com uma ação enérgica, e a Lei Sarbanes-Oxley, em suas sessões 302 e 906, determinam que o CEO (Chief Executive Officer) e CFO (Chief Financial Officer) certifiquem o true and fair view dos relatórios anuais da companhia, contendo as demonstrações financeiras, sob pena de responsabilidade civil e criminal, demonstrando que a adoção da true and fair view poderá representar uma melhoria qualitativa nos relatórios e demonstrações contábeis, melhoria esta almejada pela sociedade nos demonstrativos públicos. A Quarta Diretiva, emitida em 1978 pelo Conselho da antiga Comunidade Econômica Europeia, mostrou-se mais abrangente e trouxe regras de contabilidade no seu âmbito, quais sejam: (a) regras para a formatação do balanço e da demonstração de resultado, refletindo a tradição francesa e germânica; (b) exigências de divulgação; (c) regras de avaliação baseadas no custo histórico; e (d) a verdadeira e justa visão prevalece sobre a específica provisão onde as circunstâncias justificam isso (SOARES, 2005, p. 35). Segundo Soares (2005, p. 36) “[...] a Quarta Diretiva é mais voltada a direcionar a avaliação do patrimônio e como deve ser a apresentação das demonstrações contábeis. [...] 44 [servindo de] referência, para que a contabilidade das empresas forneça uma imagem fidedigna da mesma. Corroborando com as explicações acerca da Quarta Diretiva, Rodrigues e Pereira (2004 apud SILVA, 2009b), afirmam que a tradução correta do termo anglo-saxônico true and fair view seria imagem fiel, e surgiu pela primeira vez na Companies Act de 1947, que substituiu a expressão true and correct view que figurava na Companies Act de 1900. Para os profissionais daquela época, tratar de uma visão verdadeira e correta seria algo demasiadamente preciso para se refletir a prática contábil. E somente na década de 1970 é que o termo se reveste de propriedade e tem seu uso referendado, adquirindo especial importância na Inglaterra, auxiliando na fuga do legalismo puro evidenciado pelo primeiro draft da Quarta Diretiva de 1978 (SILVA, 2009b). A Quarta Diretiva estabelece em seu art. 2º, números 3 e 4, que: (3) As contas anuais devem dar uma imagem fiel do património, da situação financeira , assim como dos resultados da sociedade; e (4) Quando a aplicação da presente directiva não for suficiente para dar a imagem fiel mencionada no nº 3, devem ser fornecidas informações complementares. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu o Pronunciamento CPC-00, que trata do pronunciamento conceitual básico, estabelecendo a correlação às normas internacionais de contabilidade − “Estrutura para a Preparação e a Apresentação das Demonstrações Contábeis” (Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements) − (IASB), trazendo a tradução do termo true and fair view como sendo visão verdadeira e apropriada, explicando da seguinte forma no item 46: 46. Demonstrações contábeis são frequentemente descritas como apresentando uma visão verdadeira e apropriada (true and fair view) da posição patrimonial e financeira, do desempenho e das mutações na posição financeira de uma entidade. Embora esta Estrutura Conceitual não trate diretamente de tais conceitos, a aplicação das principais características qualitativas e de normas e práticas de contabilidade apropriadas normalmente resultam em demonstrações contábeis que refletem aquilo que geralmente se entende como apresentação verdadeira e apropriada das referidas informações. Em decorrência desse fato específico, bem como da concepção deturpada que se tem nos dias atuais de justiça, e que se transformou numa das molas propulsoras deste trabalho, optou-se por seguir tratando o termo desta forma, qual seja, visão verdadeira e apropriada. 45 7.5 Accountability O termo accountability nos últimos anos é trazido para a administração como condição indispensável a uma boa gestão. Ele visa promover a aproximação entre a sociedade e o gestor público, visto que uma gestão que a tenha como princípio norteador estaria aproximando-se das práticas de promoção da participação social. Entretanto é preciso reconhecer que esse é um conceito afastado de nossa realidade, embora seja louvável todo o esforço para sua implementação. Para Mosher (1968, p. 7 apud CAMPOS, 1990, p. 33), o termo accountability pode ser visto como sinônimo de: [...] responsabilidade objetiva ou obrigação de responder por algo: como um conceito oposto a – mas não necessariamente incompatível com – responsabilidade subjetiva. Enquanto responsabilidade subjetiva vem de dentro da pessoa, a accountability, sendo uma responsabilidade objetiva, “acarreta a responsabilidade de uma pessoa ou organização perante outra pessoa, fora de si mesma, por alguma coisa ou por algum tipo de desempenho”. Portanto, accountability não corresponde à vontade exclusiva do gestor, mas corresponde a um sinal de alerta que na Lei de Responsabilidade Fiscal é denominado de “limite da prudência” cuja transgressão acarreta, além de uma simples sanção pecuniária, o sentido de responsabilização e o sentimento social de julgamento pleno pelas ações empreendidas. Ao surgir como algo norteador na coisa pública, ela não se isola das metas específicas, conforme citam Pinheiro e Nakagawa (2004, p. 5): A contabilidade, portanto, começa com os registros e relatórios de atividade e suas consequências e termina com a quitação da accountability (dos agentes sociais e econômicos). [...] pode ser melhor interpretada se enxergar a accountability como sendo sua principal meta. Mainwaring (2003 apud OLIVEIRA; ARVATE; CASALECCHI, 2009, p. 2) apresenta cinco grandes áreas de discussão em torno da concepção de accountability, todas com gradações da extensão da fiscalização sobre os agentes, da extensão dos mecanismos de fiscalização e punição envolvidos e, finalmente, da extensão em que se desenvolve tal discussão sob a ótica da relação entre agente e principal. Desse modo, o desenvolvimento de mecanismos de maior accountability – entendida como fiscalização e punição – seria uma forma de combater fenômenos como a corrupção e o domínio das instituições públicas por determinados grupos de agentes, mas principalmente a falta de mecanismos de punição para tais práticas. 46 Campos (1990, p. 33) explica que, inicialmente ao se tentar traduzir a accountability, ela era entendida como algo que advinha da evolução democrática de uma sociedade, propiciando uma evolução significativa no trato com a coisa pública e nos interesses dos diversos cidadãos, estando assim na contramão do que é proposto ao tentar simplificar algo bem maior, e que não deveria advir apenas de um mandato, como um programa, uma bandeira ou estratégia política, mas sim como a gestão de forma completa. O primeiro passo para o entendimento é proposto por Castro (2005, p. 70) ao afirmar que “Accountability significa responsabilidade por prestar contas. No Brasil, prestar contas não é uma atitude natural, só se faz, quando faz, por força da lei.” A fim de esclarecer essa função adstrita apenas à prestação de contas, a Lei de Responsabilidade Fiscal, em seu art. 58, delimita o escopo da prestação de contas: Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão, destacando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativas e judicial, bem como as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições. Assim o que o legislador estabelece como prestação de contas não corresponde ao conceito de accountability, cujo escopo é bem mais amplo, como indica a linha de pensamento de Pacheco (1998, p. 7): Por outro lado, o New Public Management considera que o processo de accountability passa a ser implementado pelos stakeholders das políticas públicas (e não mais genericamente pelos eleitores, como no paradigma clássico), apostando num permanente processo de checks and balances entre eles. O debate aqui se abre sobre como funciona na prática este processo, quando, ao invés de checks and balances, há conluio entre os diversos stakeholders. Com isso vai direcionar. (grifo nosso). É nessa linha de pensamento que se centram os estudos internacionais. De acordo com Campos (1990, p. 1), “Nas sociedades democráticas mais modernas aceita-se como natural e espera-se que os governos – e o serviço público – sejam responsáveis perante os cidadãos.” Com essa responsabilidade aflora a necessidade de fatores que contribuam com a criação de um campo propício às práticas de accountability. Sobre o tema é significativo conhecer os oito princípios básicos da accountability lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU), cabendo destacar a necessidade de um processo orçamentário claro, elaborado pelo Poder Legislativo, demonstrando: (1) as implicações de alguns atos da administração; (2) a auditoria e publicidade como meios de segurança e acesso para a sociedade; (3) a tomada de empréstimos mediante a sanção do 47 Poder Legislativo, ficando bem delimitados os propósitos e os termos; (4) contratos administrativos obedecendo à livre concorrência e à publicidade de suas etapas e atos; (5) regulamentação financeira capaz de promover a criminalização das contravenções; (6) o desempenho das funções de fiscalização e controle, pelo Poder Legislativo, mediante as contas e orçamentos; (7) a formalização da figura do auditor-geral, responsável pela relatoria independente das contas públicas; (8) e por fim um banco central com atribuições estatutárias para monitoramento e aconselhamentos apartidários (PORTO; CASTRO, 2006). Estudando as relações entre governança e accountability, Schedler (2000) esclarece o conceito de accountability, identificando suas dimensões e distintos significados e ênfases, distinguindo as duas conotações básicas que o termo accountability política suscita: a) a capacidade de resposta dos governos (answerability), ou seja, a obrigação dos oficiais públicos informarem e explicarem seus atos; e b) a capacidade (enforcement) das agências de accountability (accounting agencies) de impor sanções e perda de poder os que violaram os deveres públicos, concluindo que a noção de accountability é basicamente bidimensional: envolve capacidade de resposta e capacidade de punição (answerability e enforcement). A concepção de accountability no modelo do novo serviço público é multifacetada, pois reconhece que as funções desempenhadas pelos administradores públicos nas sociedades contemporâneas são complexas. Reconhece também que, medidas de eficiência e resultados são importantes, mas não são suficientes para abranger outras expectativas que a sociedade projeta em relação aos administradores públicos, tais como: agir eticamente e em conformidade com os princípios democráticos e o interesse público. (DENHARDT; DENHARDT, 2003, p. 131-132 apud ROCHA, 2003, p. 7). Ou, nas palavras de Mulgan (2000, p. 87 apud ROCHA, 2003, p. 7), no governo, “A ênfase recai sobre a accountability do poder público, sobre como fazer os governos, os seus órgãos e funcionários mais accountable aos seus proprietários finais, os cidadãos.” Ele reconhece uma série de modificações nas concepções de governo pela sociedade, algo que transforma não apenas o modo de agir, mas adentra pela visão que ela desenvolve do que seja bem público. Complementando esse pensamento Rocha (2009, p. 8), utilizando as categorias propostas por Koppell (2005) e Kaldor (2003) e as concepções definidas nos modelos de Denhardt e Denhardt (2003), chegou a uma nova categorização que permita analisar, mais objetivamente, a accountability em relação à atuação dos tribunais de contas brasileiros. Tal categorização não é difícil, pois, embora de formas diferentes, os autores, em suas argumentações, tratam de um mesmo fenômeno e da sua abrangência. Assim, pode-se sintetizar e integrar tais abordagens da seguinte forma: 48 Kaldor (2003) Procedimental Moral Koopell (2005) Responsabilidade Controle Sujeição Transparência Responsividade Denhardt e Denhardt (2003) Controle burocrático Controle de performance Controle democrático Quadro 1: Síntese das abordagens sobre accountability Fonte: Rocha (2009, p. 8). A cultura da accountability funciona como uma rede na busca por esses resultados e, para Nakagawa, Relvas e Dias Filho (2007) “[...] a palavra confiabilidade representa adequadamente o seu correspondente em inglês accountability.” Sua noção no setor público pode ser dividida da seguinte maneira: (a) dando explicações a todos os cidadãos, sejam eles eleitores ou não; (b) provendo informações posteriores sobre fatos relevantes, quando se tornarem necessárias; (c) revendo e, se necessário, revisando sistemas ou práticas para atingir às expectativas dos cidadãos, sejam eles eleitores ou não; e (d) concedendo compensações ou impondo sanções. A IFAC (2001, p. 11) definiu o “the system by which organizations are directed and controlled”, apontado no The Report of the Committee on the Financial Aspects of Corporate Governance 5 (the Cadbury report), e que resultou na definição de três princípios fundamentais da governance corporative: (a) openness; (b) integrity; e (c) accountability, sendo apresentado pela IFAC da seguinte forma: Figura 2: Example of overall accountability process in the public sector Fonte: Study 13 – IFAC (2001, p. 6) A IFAC (2001, p. 11) ainda apontou os aspectos que devem nortear a vida pública: 49 Aspects of governance in the public sector have been addressed by the Committee on Standards in Public Life (the Nolan Committee (U.K.)), the first report of which was published in May 1995. The report (the Nolan report) identified and defined seven general principles of conduct that should underpin public life, and recommended that all public sector entities should draw up codes of conduct incorporating these principles. These “principles of public life” are: (a) selflessness; (b) integrity; (c) objectivity; (d) accountability; (e) openness; (f) honesty; and (g) leadership. Durante seu estudo, Rocha (2009, p. 9) apresenta uma nova forma de categorização baseada em diversas evidências reunidas no decorrer de seu trabalho, ressalvando a natureza abstrata que se reveste a síntese de um estudo, conforme mostrado no quadro abaixo: DIMENSÕES DA ACCOUNTABILITY COMPONENTES Conformação Burocrática Performance Transparência Democrática Responsividade Comunicabilidade INDICADORES Legalidade/conformidade em relação à Constituição Federal (CF), leis e regulamentos. Avaliação da economia, da eficiência, da eficácia e da efetividade da atuação. Inerente ao poder-dever dos próprios tribunais de contas e explicitada nas competências do art. 71 da CF/88. Relação entre o planejamento (Plano Plurianual), a proposta (Lei Orçamentária Anual) e a execução orçamentária. Padrões de análise e sistematização, periodicidade, difusão, acesso, disponibilidade e inteligibilidade. Quadro 2: Detalhamento do conceito de accountability. Fonte: Rocha (2009, p.9) Ele separa a accountability em duas dimensões: a burocrática e a democrática, e em cada uma delas traça componentes e indicadores para verificar a efetividade dessas ações. Estudos de Abrucio e Loureiro (2004) mostram outras formas de se tratar accountability: Normalmente a literatura sobre accountability trata do controle dos atos dos governantes em relação ao programa de governo à corrupção ou à preservação de direitos fundamentais dos cidadãos. Mais recentemente esse tema tem sido estudado em sua intersecção com a reforma do Estado analisando como o aperfeiçoamento das instituições estatais pode contemplar ao mesmo tempo a melhoria do desempenho dos programas governamentais e sua maior transparência e responsabilização do poder público frente à sociedade. Diante desse pensamento verifica-se a necessidade de abrangência cada vez mais no que tange ao processo de mudança paradigmática do Estado brasileiro rumo às concepções voltadas às relações transparentes entre a sociedade e a classe política, sem desprezar os técnicos governamentais, que elaboram as políticas públicas e as estratégias de governo. 50 7.6 Governabilidade e Governança Pública Ao se falar de governança deve-se diferenciá-la de governabilidade, sendo esta segunda entendida pelos teóricos como a capacidade política de governar, resultante da relação de legitimidade do Estado e de seu governo com a sociedade, enquanto governança estaria mais relacionada com a capacidade financeira e administrativa, que resultará na realização das políticas públicas. A característica mais marcante que reafirma a diferenciação advém da maneira como a legitimidade das ações dos governos é entendida, associando assim a governabilidade à capacidade do governo em representar os interesses de suas instituições, ao tempo que na governança essa capacidade cristaliza-se com a participação da sociedade no processo de elaboração e implementação das políticas públicas (MATIAS-PEREIRA, 2008b). Nessa busca por dotar o Estado de uma capacidade efetiva, trabalha-se em mecanismos capazes de traduzir o desejo do cidadão, que é agora tratado como cliente de um serviço, fornecido pelo Estado, e assim satisfazer suas necessidades. Em decorrência dessa busca, Kissler e Heidemann (2006, p. 481) apresentam que o significado original de governança é: [...] associado ao debate político-desenvolvimentista, no qual o termo era usado para referir-se a políticas de desenvolvimento que se orientavam por determinados pressupostos sobre elementos estruturais – como gestão, responsabilidades, transparência e legalidade do setor público – considerados necessários ao desenvolvimento de todas as sociedades (pelo menos de acordo com os modelos idealizados por organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas [ONU] ou a Organization for European Cooperation and Development [OECD]). No que tange ao surgimento do termo, remonta-se à década de 1970, com aplicação eminentemente privada, e no âmbito público teve inúmeras aplicações. Pode-se ainda enxergar esse termo, segundo Löffer (2001, p. 212 apud KISSLER; HEIDEMANN, 2006, p. 482), como: [...] uma nova geração de reformas administrativas e de Estado, que têm como objeto a ação conjunta, levada a efeito de forma eficaz, transparente e compartilhada, pelo Estado, pelas empresas e pela sociedade civil, visando uma solução inovadora dos problemas sociais e criando possibilidades e chances de um desenvolvimento futuro sustentável para todos os participantes. Ache (2000, p. 444 apud KISSLER; HEIDEMANN, 2006, p. 482) apresenta governança da seguinte forma: “Governance, in a first instance, can be simply understood as the structures and the ways in which city regions are ‘managed’, in an administrative, legal, public, private, local, national and European sense”. Visando estabelecer conceitos firmes, apresentam-se na tabela abaixo definições de governança corporativa: 51 A faculdade de compartilhar a responsabilidade da administração e a tomada de decisões importantes de uma empresa e, face da potencialidade dos seus recursos humanos, investigação, missão e orçamento. Governança corporativa é o sistema pelo qual as sociedades do setor público e privado são Organização para dirigidas e controladas. A estrutura da governança corporativa especifica a distribuição dos a Cooperação e direitos e das responsabilidades entre os diversos atores da empresa, como, por exemplo, o Desenvolvimento Conselho de Administração, o Presidente e os Diretores, acionistas e outros terceiros Econômico fornecedores de recursos. A definição mais restrita refere-se à forma mediante a qual uma empresa protege os interesses University of dos acionistas e de outros devedores. Os princípios fazem ênfase na proteção dos acionistas New South Wales minoritários, visto que os grandes acionistas não precisam geralmente de proteção. Num School of sentido mais amplo, refere-se à responsabilidade da gerência, incluindo diretores Economics (administradores e membros das juntas diretivas), perante os acionistas e perante os devedores. Governança corporativa é um sistema interno de uma empresa mediante o qual se estabelecem diretrizes que devem reger o seu exercício. A governança corporativa procura a transparência, a Corporate objetividade e a equidade no tratamento de sócios e acionistas de uma sociedade, a gestão da Governance sua diretoria, e a responsabilidade em face de terceiros fornecedores de recursos. A governança Project corporativa responde à vontade autônoma da pessoa jurídica, de estabelecer estes princípios para ser mais competitiva e dar garantias a todos os grupos de interesse. Universidad de Maryland Quadro 3: Definições de governança corporativa Fonte: a partir de Center for International Private Enterprise, (2002 apud MARQUES, 2007). Busca-se a autogestão das políticas públicas nos campos social, econômico e político, através de metodologias participativas, e assim referenda-se a criação dos chamados conselhos (de saúde, de desenvolvimento rural sustentável, da merenda escolar etc.). Souza e Siqueira (2007), ao mencionarem sobre o surgimento da palavra governança, afirmam que ela: [...] surgiu em países anglo-saxões na década de 70, com objetivo de proteger os interesses de acionistas minoritários de empresas. O Banco Mundial, nos anos 80, passou a utilizar tal termo em seus relatórios, como sinônimo de “bom governo”. A ascensão da governança foi impulsionada pela sequência de escândalos empresariais (Enron, Tyco, Lucent, Xerox), que colocou em discussão questões como ética, transparência, governança corporativa, conflitos de interesse entre acionistas e gestores e conflitos entre as corporações e a sociedade. A IFAC (2001, p. 12) descreve os princípios de governança no setor público da seguinte forma: Princípio Openness Integrity Descrição Openness is required to ensure that stakeholders can have confidence in the decisionmaking processes and actions of public sector entities, in the management of their activities, and in the individuals within them. Being open through meaningful consultation with stakeholders and communication of full, accurate and clear information leads to effective and timely action and stands up to necessary scrutiny. Integrity comprises both straightforward dealing and completeness. It is based upon honesty and objectivity, and high standards of propriety and probity in the stewardship of public funds and resources, and management of an entity’s affairs. It is dependent on the effectiveness of the control framework and on the personal standards and professionalism of the individuals within the entity. It is reflected both in the entity’s decision-making procedures and in the quality of its financial and performance reporting. 52 Accountability Accountability is the process whereby public sector entities, and the individuals within them, are responsible for their decisions and actions, including their stewardship of public funds and all aspects of performance, and submit themselves to appropriate external scrutiny. It is achieved by all parties having a clear understanding of those responsibilities, and having clearly defined roles through a robust structure. In effect, accountability is the obligation to answer for a responsibility conferred. Quadro 4: Principles of governance in the public sector context Fonte: Study 13 – IFAC (2001, p. 12) Governança na administração pública extrapola a dimensão operacional, visto que ela tem sido associada à esfera macro, ao tratar da “gestão de políticas governamentais, do exercício de poder e do controle na sua aplicação.” Incorporando assim a articulação dos vários atores sociais e arranjos institucionais. Em decorrência das práticas de gestão ineficazes, as boas políticas podem ser consideradas inexequíveis ou serem fadadas ao fracasso no ato de sua implantação. Tais resultados advêm da difusão do poder, da falta de clareza na definição de objetivos, entre outros empecilhos (FONTES FILHO, 2003). O Cadbury Report, publicado em 1992, estudo elaborado pelo comitê formal responsável por dirigir os aspectos financeiros da governança corporativa, identificou três princípios fundamentais de governança corporativa: transparência, integridade e responsabilidade em prestar contas. Dele surgiu a primeira estrutura de governança corporativa para setor público, através do trabalho do Chartered Institute of Public Finance and Accountancy (CIFPA), instituto britânico de finanças e contabilidade pública (SLOMSKI et al., 2008, p.122). Para Fontes Filho (2003, p. 9): Ao lidar com as pressões de diversos interessados, a governança das organizações públicas se assemelha ao modelo de governança corporativa de base stakeholder. Além da estrutura de propriedade, este modelo se orienta segundo uma visão mais ampla que apenas o mercado, baseada na Teoria dos Stakeholders, segundo a qual as empresas devem ser socialmente responsáveis, administradas de acordo com o interesse público, e portanto devem prestar contas a diversos outros grupos tais como empregados, fornecedores, clientes e comunidade em geral, sendo forte a cobrança por accountability. Esse pensamento reforça a tese de que a governança poderá proporcionar um desejo na sociedade por atitudes em consonância com as práticas de accountability. Existe uma diferenciação necessária entre as visões teóricas sobre governança pública, que se pautam na maioria das vezes por perseguir o objetivo de aumento da eficiência e efetividade governamental, enquanto as demais tratam do potencial democrático e emancipatório. Ambas as visões trazem fortes concepções ideológicas, a exemplo do 53 conteúdo classificado como neoliberal, que defende a redução da estrutura estatal, embasando suas práticas na inércia do Estado em resolver questões urbanas complexas (MATIASPEREIRA, 2008b, p. 69). O tema da governabilidade (governability) das democracias foi objeto do relatório da Comissão Trilateral, divulgado em 1975. A hipótese central desse relatório – elaborado por Crozier, Huntington e Watanuki – era que os problemas de governabilidade, na Europa ocidental, no Japão e nos Estados Unidos, tinham como base os problemas decorrentes do aumento das demandas sociais, agravados pela escassez de recursos do Estado (do ponto de vista financeiro, de seus recursos humanos e sua capacidade de gestão). [...] centraram-se nas deficiências e na incapacidade do Estado cumprir adequadamente as suas funções regalianas que estão relacionadas à regulação, ao bem-estar e ao desenvolvimento social. (MATIAS-PEREIRA, 2008b, p. 71). Slomski (1999) considera como pressuposto básico da organização estatal contemporânea que a sociedade política, respaldada na democracia representativa, permita aos cidadãos usufruírem da liberdade constitucional de escolher, dentre os seus, aquele que desejarem para ser o gestor nas três esferas de governo e tenham liberdade para decidir quais serão as atividades a serem desenvolvidas pelas entidades públicas dessas esferas de governo, sejam elas as típicas de Estado, sejam as consideradas funções sociais do Estado. Trata-se da abordagem dada pela chamada teoria do agenciamento, que, de acordo com Martin (1987, p. 11), [...] procura explicar as relações contratuais entre os membros de uma firma onde os seus membros são motivados exclusivamente por seus próprios interesses. Procurase determinar as formas ótimas que tais contratos devem assumir para que seja proporcionada a convergência entre os interesses dos indivíduos e os objetivos da firma. Para Hendricksen e Van Breda (1999, p. 139), Um dos modos pelos quais é possível extrair mais resultados da economia de informação é estendendo o modelo de um único indivíduo para dois indivíduos. Um desses dois indivíduos é um agente do outro, chamado de principal – daí o nome de teoria de agency. O agente compromete-se a realizar certas tarefas para o principal; o principal compromete-se a remunerar o agente. Dessa forma, observando o Estado e suas entidades sob o conjunto de contratos que representam, pode-se verificar claramente a existência de uma relação de agência, pois estão presentes as três condições necessárias defendidas por Siffert Filho (1996, p. 38), ou seja: 54 (a) o agente (gestor público) dispõe de vários comportamentos possíveis a serem adotados; (b) a ação do agente (gestor público) afeta o bem-estar das duas partes; e (c) as ações do agente (gestor público) dificilmente são observáveis pelo principal (cidadão), havendo dessa forma, assimetria informacional. Entretanto, considerando-se que o Estado é uma organização na qual existe um feixe de contratos complexos entre os proprietários dos recursos econômicos (principal) e os gestores (agentes), que são responsáveis pelo uso e controle desses recursos, faz-se necessário o implemento de elementos que permitam ao cidadão observar o valor dos serviços produzidos pelo conjunto de agentes, como forma de acompanhar a execução da ação pública. Segundo Rua (1998, p. 1) “as políticas públicas (policies), são outputs, resultantes da atividade política (politics): compreendem o conjunto das decisões e ações relativas à alocação imperativa de valores.” Souza (2006, p. 26) resume política pública como o campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo, “colocar o governo em ação” e/ou analisar essa ação e, quando necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas ações. A formulação de políticas públicas constitui-se no estágio em que os governos democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real. As políticas públicas são influenciadas por diversos atores sociais, como: gestores e burocratas de instituições públicas e privadas; imprensa; opinião pública; movimentos sociais organizados. As políticas públicas são reflexos da ação imperativa do Estado a partir do comando dos gestores, estes, munidos de um mandato eletivo ou não, promovem ações sociais que destinam-se a garantir acesso aos direitos ou pressuposições de direitos (direitos ainda não hegemônicos) que devem estar ao acesso da população. A política pública é muito mais complexa do que uma simples decisão administrativa, envolve um conjunto articulado de planos, programas e projetos que objetivam solucionar uma determinada issue, sempre na perspectiva de garantir ao cidadão tudo aquilo que lhe é de direito no sentido de proporcionarlhe uma vida digna, frutífera, feliz e onde possa exercer as suas liberdades individuais e coletivas, bem como os direitos de toda a humanidade. Um modelo de análise de política pública clássico é o modelo que vê a política pública como um ciclo deliberativo, formado por várias fases, desenvolvendo um processo de aprendizado dinâmico. Esse modelo prevê o ciclo da política pública constituído dos seguintes estágios: definição de agenda, identificação de alternativas, avaliação das opções, seleção das opções, implementação e “avaliação”. Observe-se que, se o momento da avaliação é prejudicado 55 por falta de informações e de accountability, o principal (povo) que designou o agente (gestor público) pode sair prejudicado pela falta de subsídio ao controle da política pública. A IFAC apresenta ainda em seu Study 13 uma síntese das recomendações para governança no setor público, segundo a adaptação de Silva e Feijó (2009), abaixo: Padrões de Comportamento 1. Liderança 2. Códigos de Conduta a. Probidade e decoro b. Objetividade, integridade e honestidade c. Relacionamento Estrutura Organizacional e Processos Controle • Responsabilidade constitucional e legal • Gerenciamento de risco • Responsabilidade na aplicação do dinheiro público • Auditoria interna • Comunicação com os stakeholders (cidadãos) • Comitê de auditoria • Papéis e Responsabilidades: • Controle interno Equilíbrio de forças entre os Poderes • Orçamento Equilíbrio entre autoridade e responsabilidade • Gerência financeira Gerência executiva • Treinamento de pessoal Política de remuneração Controle Externo • Relatório anual (demonstração contábil) • Uso adequado dos padrões de contabilidade • Medidas de desempenho • Auditoria externa Quadro 5: Recomendações para governança no setor público Fonte: Silva e Feijó (2009) 7.7 Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público (NBC TSP) As NBC TSP passaram por um processo de construção pautado não apenas no sistema participativo, mas na união de todos aqueles que fazem a contabilidade pública brasileira, desde profissionais até os órgãos e instituições envolvidas no processo, a exemplo do Tribunal de Contas da União. Elas estarão até 2010 alinhadas às International Public Sector Accounting Standards (IPSAS), que são os padrões internacionais de contabilidade pública emitidas pela International Federation of Accountants (IFAC). Essa necessidade de praticar contabilidade e não apenas controle orçamentário, conforme aconteceu durante décadas, advém principalmente da expansão do conceito de accountability, onde os clientes dessa informação extrapolam as fronteiras nacionais. Daí aquela força coercitiva que se converte em dever, por parte do gestor público, de prestar contas e manter transparente as políticas fiscais, financeiras e macroeconômicas, bem como estarem “compreensíveis, interpretáveis e analisáveis por organismos estrangeiros ou supranacionais” (REVOREDO, 2008). No dia 21 de novembro de 2008, foram aprovadas em plenária do Conselho Federal de Contabilidade as NBCASP, sedimentando definitivamente a migração do foco no orçamento 56 para patrimônio pela contabilidade pública brasileira. Vê-se neste fato uma decisão de aproximação com a ciência contábil, passando todos os fatos administrativos, que antes eram examinados e registrados por terem origem no orçamento, a serem examinados e registrados por produzirem alterações em algum elemento patrimonial. Essa proposição já constava regulamentada no diploma legal desde 1964, pela Lei nº 4.320, e agora será necessário um estudo aprofundado dos artigos que tratam do processo de evidenciação contábil, em especial aqueles a partir do art. 83 (SILVA, 2008a). As NBC TSP aprovadas são as seguintes: NBC TSP 16.1 16.2 16.3 16.4 16.5 16.6 16.7 16.8 16.9 16.10 Resolução CFC 1.128/2008 1.129/2008 1.130/2008 1.131/2008 1.132/2008 1.133/2008 1.134/2008 1.135/2008 1.136/2008 1.137/2008 NORMAS TÉCNICAS Conteúdo Conceituação, objeto e campo de aplicação Patrimônio e Sistemas Contábeis Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil Transações no Setor Público Registro Contábil Demonstrações Contábeis Consolidação das Demonstrações Contábeis Controle Interno Depreciação, Amortização e Exaustão Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público Quadro 6: Audiência pública das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público Fonte: Silva (2009 p. 354). 7.8 International Public Sector Accounting Standards (IPSAS) As Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público são as IPSAS (International Public Sector Accounting Standards), que partem do pressuposto que se deve, mesmo estando numa entidade pública, fazer contabilidade. Diante disso, são baseadas nas IAS, recentemente substituídas pelas IFRS (International Financial Reporting Standards) emitidas pelo IASB (International Acconunting Standards Board). As IPSAS são emitidas pela International Federation of Accountants (IFAC), ou Federação Internacional dos Contadores. Ao adotarem as NICSP, os países estarão dando um salto de qualidade, comparabilidade e confiabilidade nas informações prestadas pelos organismos públicos, desta feita a qualidade da informação prestada poderá comparar-se àquela que se verifica em nível mundial. Apesar de reconhecer-se a soberania nacional, o IFAC, através de seu comitê, fomenta junto aos governos a adoção dessas normas aliada a um processo de harmonização das demandas em nível nacional ao que é oferecido pelas NICSP (IFAC, 2006). As normas internacionais, em especial as NICSP, vêm em seu texto tratar de assuntos de maneira generalista, sem se deter a aspectos singulares, nem a interpretações isoladas. 57 Dessa forma elas fornecem elementos necessários ao reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação das transações e eventos nas Demonstrações Financeiras de Propósito Geral. Tais demonstrações têm um direcionamento específico aos usuários que se encontram desprovidos de meio para demandar as informações para satisfazerem suas necessidades individuais. Outro fator verificado nas NICSP é que elas dispõem de parâmetros generalistas que permitem que sejam utilizadas tanto por sistemas contábeis, onde a métrica contábil se atrela ao regime de competência, quanto de caixa (NASCIMENTO, 2007). Denominação em Português NICSP 1 – Apresentação das Demonstrações Financeiras Objetivo/Ementa O objetivo desta norma é recomendar o modo no qual as demonstrações financeiras de propósito geral devem ser apresentadas. Estabelece diretrizes para a elaboração das DFC. As DFC permitem identificar NICSP 2 – Demonstrações de as fontes das entradas de caixa, os itens nos quais o caixa é despendido durante Fluxo de Caixa (DFC) o exercício e o saldo de caixa na data do fechamento do exercício. NICSP 3 – Práticas Contábeis, Prescreve o critério de seleção e mudanças de práticas contábeis, juntamente Alterações nas Estimativas com o tratamento contábil e evidenciação decorrentes dessas mudanças, das Contábeis e Erros mudanças nas estimativas contábeis e a correção de erros observados. NICSP 4 – Efeitos das Recomenda a forma de incluir as transações em moeda estrangeira e Variações nas Taxas de Câmbio operações externas nas demonstrações financeiras de uma entidade, e como de Moedas Estrangeiras converter as demonstrações financeiras em uma determinada moeda. NICSP 5 – Juros de Empréstimos Recomenda o tratamento contábil para juros decorrentes de empréstimos. NICSP 6 – Demonstrações Estabelece requisitos para a elaboração e apresentação das demonstrações Financeiras Consolidadas e em financeiras consolidadas. Separado NICSP 7 – Investimentos em Estabelece as diretrizes para a contabilidade de ganhos decorrentes da Entidades Coligadas propriedade de entidades coligadas. NICSP 8 – Ganhos em Negócios Estabelece as diretrizes para a contabilidade de ganhos decorrentes da Conjuntos propriedade de negócios conjuntos (joint ventures). NICSP 9 – Receitas Originárias Recomenda o tratamento contábil de receitas originárias. As receitas (com contraprestação do Poder originárias são auferidas quando o Poder Público está na mesma condição Público) do particular, não havendo coercitividade na sua exigência. NICSP 10 – Informações Estabelece a forma de divulgação de demonstrações financeiras de Financeiras em Economias governos com economias hiperinflacionárias Hiperinflacionárias NICSP 11 – Contratos de O objetivo desta norma é prescrever o tratamento contábil dos custos e Construção receitas associadas com contratos de construção. NICSP 12 – Estoques Prescreve o tratamento contábil para estoques e inventários. O objetivo desta norma é regular, para arrendadores e arrendatários, as NICSP 13 – Arrendamentos práticas contábeis e a evidenciação das operações de arrendamento Mercantis mercantil (leasing) financeiro e operacional. NICSP 14 – Eventos O objetivo desta norma é estabelecer quando a entidade deve ajustar suas Subsequentes ao Fechamento demonstrações financeiras devido à ocorrência de eventos ocorridos após a dos Balanços divulgação das demonstrações; NICSP 15 – Instrumentos Financeiros: Apresentação e Dispõe sobre a contabilização de instrumentos financeiros. Evidenciação NICSP 16 – Propriedades de Dispõe sobre a contabilização de investimentos em propriedades e os Investimento requisitos de sua evidenciação NICSP 17 – Propriedades, Dispõe sobre a contabilização de propriedades, instalações e equipamentos. Instalações e Equipamentos. NICSP 18 – Informação O objetivo desta norma é estabelecer os princípios para a divulgação de Financeira por Setores informações em segmentos. 58 NICSP 19 – Provisões, Ativos e Passivos Contingentes NICSP 20 – Evidenciação de Partes Relacionadas NICSP 21 – Deterioração de Ativos Não Destinados à Comercialização NICSP 22 – Evidenciação de Informações sobre o Setor Governo Geral NICSP 23 – Receitas Derivadas e Transferências NICSP 24 – Apresentação de Informações Orçamentárias nas Demonstrações Financeiras NICSP 25 – Benefícios a empregados NICSP 26 – Desvalorização de Ativos Monetários Define o que são provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, identifica as circunstâncias nas quais as provisões devem ser reconhecidas, como elas devem ser mensuradas e as evidenciações que devem ser feitas. Dispõe sobre a exigência de evidenciação de partes relacionadas quando há controle e de informações sobre transações entre a entidade e suas partes relacionadas em determinadas circunstâncias. Determina os procedimentos que uma entidade deve aplicar para determinar se um ativo não destinado à comercialização está depreciado e para assegurar que as perdas por deterioração serão reconhecidas. Estabelece requisitos para a evidenciação de demonstrações consolidadas do setor governo geral, que corresponde ao conceito estabelecido no Government Finance Statistics Manual (GFSM) e no Sistema de Contas Nacionais (SNA) 1993 do Fundo Monetário Internacional (FMI). Estabelece os requisitos para a evidenciação de receitas derivadas, ou seja, aquelas que são decorrentes da supremacia do Poder Público sobre o particular, tais como tributos, contribuições e, também, de transferências (doações, contribuições etc.). Esta norma requer uma comparação entre os montantes do orçamento e os reais montantes obtidos na execução orçamentária a serem incluídas nas demonstrações financeiras de entidades designadas a publicar os seus orçamentos aprovados. A norma também requer a evidenciação de uma exposição de motivos das diferenças relevantes entre o orçamento e os montantes reais. Estabelece requisitos de relato para as quatro categorias de benefícios dos empregados que são tratados na Norma Internacional de Contabilidade (IAS) 19, do IASB. As categorias de benefícios dos empregados são as seguintes: (a) benefícios a curto prazo dos empregados, como remunerações e contribuições para a segurança social; (b) benefícios pós-emprego, incluindo pensões e outros benefícios de reforma; (c) outros benefícios a longo prazo dos empregados; e (d) benefícios de cessação de emprego. A nova IPSAS trata ainda de matérias específicas para o setor público, incluindo taxa de desconto relacionada com benefícios pós-emprego, tratamento de benefícios pós-emprego fornecidos através de programas de segurança social compostos e benefícios a longo prazo de incapacidade. Estabelece procedimentos para uma entidade do setor público determinar se um ativo gerador de caixa perdeu benefício econômico futuro ou serviço potencial e para assegurar que as perdas por imparidade são reconhecidas nos seus relatórios financeiros. Os ativos não geradores de caixa (utilizados principalmente para a prestação de serviços) são tratados separadamente na IPSAS 21 – Imparidade de Ativos não Geradores de Caixa. Quadro 7: Resumo das Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público Fonte: Adaptada de Nascimento (2007 p. 22-26) e Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (2008). 7.9 Controle Social A palavra controle por si só já preconiza uma série de fatores especiais e que podem resultar numa gama de maneiras de bucar avaliações da eficiência e eficácia dos gastos públicos. Porém a sociedade é especialista em excluir, desde os tempos remotos, como afirma Pires (2000, p. 16): “Desde o início e por muito tempo esta foi uma sociedade mais preocupada em construir critérios para a exclusão [escravo, homem livre sem posses, analfabeto, mulher, menor etc.], do que para a inclusão de atores no processo decisório.” 59 O chamado controle social é o exercido em plenitude pela sociedade, sendo um dos mais efetivos meios de controle, visto que em vários casos quem está usufruindo do beneficio é a própria sociedade. Porém essa tipologia de controle deve ser fomentada à medida em que se avança rumo ao desenvolvimento social, não só aquele que surge em decorrência do crescimento econômico, mas sim aquele pautado numa conscientização coletiva e na sociedade civil organizada. Portanto, segundo Silva (2002, p. 24,), “o controle social seria um controle de origem no social, ou melhor, na sociedade. Na verdade qualquer controle tem origem na sociedade, que é a quem se devem reportar todos os entes que a representam.” Uma das formas que pode ser considerada como precursora do atual momento que se vive é a experiência do chamado orçamento participativo, que basicamente passa por dois polos distintos em sua fase de execução: (a) o polo do respaldo à administração pública, onde apenas se encena um ato puramente teatral, composto pela aprovação popular daquilo que o Poder Executivo acredita ser melhor e o Legislativo oposicionista discorda; e (b) o da sincera participação da sociedade, que nem sempre é a mais correta, na tentativa de ampliar o controle exercido pela sociedade e formas de uma relação harmônica entre o Estado e o contribuinte-consumidor (PIRES, 2000). Segundo Assis e Vila (2003): Nesse sentido, o controle/participação social é entendido como um espaço de representação da sociedade, onde se articulam diferentes sujeitos, com suas diversas representações: movimentos populares, entidades de classe, sindicatos, governo, entidades jurídicas, prestadores de serviço, entre outros, e uma população com suas necessidades e interesses que envolvem o indivíduo, família e grupos da comunidade. Daí o controle social se torna meio institucionalizado de “participação na gestão governamental”, porém os movimentos sociais continuam “autônomos em relação ao Estado” (ASSIS; VILA, 2003). Essa preocupação com a independência visa manter a transparência do processo e a força de fiscalização efetiva, que, ao passo que a autonomia é reduzida, interpõe uma ação diretamente proporcional de redução da efetividade do controle a vir ser exercido por esses movimentos sociais. Diante do exposto, efetivamente o controle social, segundo Assis e Vila (2003), “[...] consiste num campo de relações sociais, no qual os sujeitos participam por meio de distintas articulações, que são processadas no âmbito interno e externo dos espaços institucionais [...]” Exemplo dessa forma de buscar a participação da sociedade foi através da Lei nº 8.142/90, que traz a figura do controle social através da (I) Conferência de Saúde e do (II) Conselho de 60 Saúde. Ela aponta textualmente como devem funcionar essas instâncias, que são denominadas deliberativas. A finalidade maior do controle é a de garantir, no dia-a-dia da administração pública, a adoção dos princípios norteadores da boa gestão, e corroborando com este pensamento Silva (2002) aponta o seguinte: A finalidade do controle é garantir que a administração atue de acordo com os princípios explícitos e implícitos na Constituição Federal que são: legalidade, moralidade, finalidade pública, motivação, impessoalidade, publicidade e, mais recentemente introduzido, o princípio da eficiência. Segundo Martins (1997 apud SILVA, 2002): Assim, a principal mudança proporcionada pela Reforma Gerencial, seja ela ortodoxa, liberal ou empreendedora, está, apenas, na modernização das estruturas burocráticas, sem contudo, proporcionar inserção social e regulação política adequadas. Nesse estudo, o autor investiga um padrão adequado de interação entre política e administração que contemple simultaneamente os requisitos de inserção social e regulação política para limitar a autonomia burocrática dentro da Administração do Estado. Bresser-Pereira (1998 apud SILVA, 2002) destoa de Martins e apresenta a evolução necessária quando, no modelo gerencial, a forma principal de controle sai dos padrões burocráticos e se dá a ênfase no resultado através de: (a) controle de resultados, a partir de indicadores de desempenho estipulados nos contratos de gestão; (b) controle contábil de custos, que pode ser entendido como o elemento central do controle de resultados; (c) controle por quase- mercados ou competição administrada; e (d) controle social, pelo qual os cidadãos exercitam formas de democracia direta. Ribeiro Filho, Teixeira e Silva (2007, p. 317) afirmam que: Aspecto importante a ser associado ao processo de participação do cidadão na gestão pública (controle social), e que corresponde, ao mesmo tempo, a uma dos maiores desafios para o governo e sociedade é a limitação cultural da maioria das pessoas no tocante às questões político-sociais do país. Para tanto, é necessário o empenho dos diversos governos na formação e capacitação daqueles que serão responsáveis pela fiscalização dos atos do Estado. Essa capacitação ocorre muitas das vezes pelas organizações do chamado terceiro setor e delas parte o nivelamento e a socialização do conhecimento, promovendo o protagonismo dos atores das demandas sociais. 61 Holanda e Vieira (2009 p. 256) apresentam a representação gráfica da rede de controle e fiscalização dos recursos públicos: Figura 3: Rede de controle e fiscalização dos recursos públicos Fonte: Holanda e Vieira (2009). Conforme as várias definições apontadas outrora no texto, o controle social é aquele efetivamente desempenhado pela sociedade, quer esteja esta organizada ou não. Quando se encontra na forma da sociedade civil organizada, através das associações, sindicatos, organizações não governamentais e tantas outras formas, o controle é muitas vezes despersonificado e passa a tratar o acento ou lugar daquela organização. De acordo com Vânia (2004): Agentes de Controle num Estado de direito, tal qual definido em nossa constituição de 1988, possuem clara função de defesa do bem público, do bem coletivo. Portanto não são meros fiscais. Representam e desempenham no seu fazer a regulação pública sobre a ação pública. Santana (2004) elenca os Novos Espaços Públicos de Participação e Controle Social, através das formas democráticas de elaborar e executar as ações públicas: (a) conselhos gestores de políticas públicas; (b) conferências; (c) fóruns; (d) orçamento participativo, podendo ser através de: (I) representação governamental – indicada pelo Poder Público; e (II) representação não governamental – indicada em fórum próprio (usuários dos serviços públicos, profissionais, sindicatos, organizações que prestam atendimento à população etc.). Verificar-se ainda, na literatura consultada, que não existe uma necessidade de qualificação para os agentes do controle social, fato este que preocupa, pois, como a eficiência 62 do gasto público é um assunto complexo, poderão assegurar o resultado propiciado pela administração a partir do gasto público. 7.10 Processo de Convergência na Contabilidade Pública O Conselho Federal de Contabilidade desencadeou um programa que tem como intuito debater a contabilidade pública brasileira em seus pilares de sustentação. Segundo Bugarim (2008, p. 3): A Contabilidade Pública representa para a cidadania o principal instrumento de controle e acompanhamento das ações e políticas públicas, materializadas na correta aplicação dos recursos públicos, na condução ética da gestão e na obrigação dos gestores públicos de prestar contas. Esse processo deságua nas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), que estão sendo trabalhadas pelo [...] Conselho Federal de Contabilidade (CFC) [...] com a participação de doutores, mestres e profissionais com notória experiência, oriundos de entidades como a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Tribunais de Contas, Universidades, entidades paraestatais e Governos Federal, Estadual e Municipal. (BUGARIM, 2008, p. 3). Como fruto deste trabalho, destaca-se a Portaria nº 184, de 25 de agosto de 2008, do Ministério da Fazenda, que deu o respaldo necessário ao processo de convergência ao resolver, em seu art. 1º: Art. 1º Determinar à Secretaria do Tesouro Nacional – STN, [...], o desenvolvimento das [...] ações no sentido de promover a convergência às Normas Internacionais de Contabilidade publicadas pela International Federation of Accountants – IFAC e às Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC, respeitados os aspectos formais e conceituais estabelecidos na legislação vigente. (grifo nosso). Tais documentos, além de anunciar uma série de mudanças conceituais, visam promover maior aproximação entre a ciência contábil e a contabilidade pública. Dentre os esforços para convergência, foi criado pelo CFC um grupo que irá conduzir os trabalhos, qual seja o GTCP (Grupo de Trabalho para a Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público às Normas Internacionais de Contabilidade – IPSAS e IFAC), composto pela Conselheira do CFC Contadora Verônica 63 Souto Maior, Contador Lino Martins da Silva – Representante do Setor Público no Comitê de Convergência Brasil, Contador José Francisco Ribeiro Filho – Coordenador do GTCP, Contador Paulo Henrique Feijó (STN), Contador Valmor Slomski (Universidade de São Paulo), Contador Victor Branco de Holanda (Ministério da Fazenda/Sergipe) e Contador Laércio Mendes Vieira (TCU) (RIBEIRO FILHO, 2008). Com vistas a convergir as NBC TSP às IPSAS, foi elaborado e aprovado um calendário de ações e metas do GTCP, que é apresentado abaixo: Cronograma do Grupo de Trabalho da Convergência em Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil (GTCP) – Finalização dos procedimentos operacionais junto à Secretaria da Vice-Presidência Técnica do CFC do Edital para tradução das IPSAS. – Definição da Relação dos Profissionais de Contabilidade que integrarão os GEs para Até dezembro de validação das IPSAS Versão 2.0 e dos coordenadores de cada GE. Cada integrante do 2008 GTCP ficará responsável por um grupo de estudos (GE), para distribuir a análise das Definição de GEs 26 IPSAS. Os GEs serão compostos preferencialmente por representantes do MF (Grupos de (Ministério da Fazenda), TCU (Tribunal de Contas da União), TCEs (Tribunais de Estudo); Contas Estaduais), Academia, Contadores Públicos e CGU (Controladoria-Geral da nivelamento do União). GTCP; distribuição – Distribuição para cada integrante do GE de versão em inglês das IPSAS, com o de versão em inglês objetivo de proceder a uma familiarização e estudo prévio nas línguas originais. – Recebimento da Secretaria da Vice-Presidência Técnica do CFC os arquivos (meio magnético e impresso) das IPSAS traduzidas Versão 1.0. – Os integrantes do GTCP se pronunciarão sobre a qualidade da tradução realizada. – Remessa da versão 1.0 das normas traduzidas para os integrantes de GEs, solicitando validação da tradução. Até março de – Cada coordenador de GE do GTCP, deverá apresentar um cronograma de ação do GE 2009 sob sua responsabilidade. Disponibilização – Rodada de contatos com os integrantes dos GEs para recepção dos relatórios de das IPSAS em validação. Português – Entrega do material validado a Coordenadora Geral do Grupo Assessor, Conselheira validadas pelos Verônica Souto Maior e ao Representante do Setor Público no Comitê de GEs* Convergência, Prof. Lino Martins; – Disponibilização para todos os profissionais interessados do Material Impresso (Livro) e Digital (CDs e Portal do CFC) das IPSAS em Português (Brasil). – Primeira reunião do GTCP para discutir a estratégia da convergência IPSAS/NBCASP De abril a incluindo discussão das fontes conceituais e protótipo do modelo de convergência. dezembro de 2009 – Apresentação pelos coordenadores dos GEs do Plano Operacional dos GEs. Elaborar minutas – Entrega das minutas de NBCASP convergidas validadas por cada GE. das NBCASP – Validação pelo GTCP das NBCASP convergidas. convergidas* Até dezembro de 2010 Disponibilizar, apresentar e discutir as NBCASP convergidas – Inscrições para os Seminários Regionais das NBCASP convergidas às IPSAS – Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. – Disponibilização para Audiência Pública das NBCASP convergidas (via eletrônica). – Realizar I Seminário NBCASP convergidas – Região Nordeste – Até maio de 2010. – Realizar II Seminário NBCASP convergidas – Região Sul – Até junho de 2010. – Realizar III Seminário NBCASP convergidas – Região Sudeste – Até agosto de 2010. – Realizar IV Seminário NBCASP convergidas – Região Norte – Até setembro de 2010. – Realizar V Seminário NBCASP Convergidas – Região Centro-Oeste. – Realizar Seminário Nacional/Internacional (em Brasília) – NBCASP – Perspectivas do Brasil. – Avaliação final pelo GTCP para uma Proposta Convergida. – Aprovação pelo plenário do CFC das NBCASP Convergidas, para entrar em vigência em janeiro de 2012. 64 Até dezembro de 2011 Capacitar os profissionais de Contabilidade sobre conteúdo e aplicação das NBCASP Convergidas Janeiro de 2012 Entrada em vigor das NBCASP Convergidas aos Padrões Internacionais IPSAS – – – – – – – Realização do I Evento de treinamento – Região Nordeste. Realização do II Evento de treinamento NBCASP/IPSAS – Região Sul. Realização do III Evento de treinamento NBCASP/IPSAS – Região Sudeste. Realização do IV Evento de treinamento NBCASP/IPSAS – Região Norte. Realização do V Evento de treinamento NBCASP/IPSAS – Região Centro-Oeste. Realização do VI Evento de treinamento – Todas as regiões. Até dezembro de 2011 – Produção de conteúdos para capacitação utilizando tecnologia de educação à distância. (EAD) – Editar livros e material de divulgação. * Essas etapas estão atrasadas em função da complexidade da tradução das IPSAS. Quadro 8: Cronograma do Grupo de Trabalho da Convergência em Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil (GTCP) Fonte: Ribeiro Filho (2008) Na perspectiva dessa nova contabilidade pública que se avizinha, Silva (2009a, p. 345) apresenta uma representação gráfica dessa realidade, conforme se pode ver na Figura 4 a seguir: Figura 4: A nova contabilidade pública – evidência e transparência Fonte: Silva (2009a, p.345) 65 7.11 Dimensão Cultural e a Influência no Processo de Convergência É fato referenciado por diversos estudiosos que a cultura interfere no processo de padronização de cada país, sabe-se, no entanto, que essa interferência tem maior ou menor intensidade, em decorrência de fatores exógenos ao processo em si, quer seja em virtude do modelo da dicotomia entre exploração/colonização, quer seja em virtude da característica da posição geográfica no globo terrestre, similitudes verificadas, por exemplo, nos povos anglosaxônicos. Um dos estudos que pode referendar essas influências é o de Weffort (2005, p. 139), quando assevera assim: [...] cultura tem sido vista como uma das causas prováveis para as diferenças contábeis internacionalmente, sendo capaz de exercer influência nas normas e práticas contábeis, tanto diretamente, afetando o comportamento do contador e dos usuários das demonstrações contábeis, como indiretamente, por intermédio das principais instituições do país (por exemplo, sistema econômico, político e legal). Além disso, trata-se de algo eminentemente humano, que encontra campo fértil para o desenvolvimento, ou seja, na união de duas ou mais pessoas (sociedade), que dispõem ao menos de objetivo em comum, evidencia-se a característica indissociável e singular da sociedade, fato que aumenta a impossibilidade de se encontrar outra sociedade onde a cultura seja idêntica. Dessa experiência é bem provável que, se dois indivíduos, expostos ao mesmo ambiente cultural, tenham reações diversas em função da mesma situação, ao passo que provavelmente compartilhem um conjunto de valores adquiridos em decorrência do processo de socialização, tais reações representam condutas aceitáveis do ponto de vista social (WEFFORT, 2005, p. 138). Nessa linha de pensamento têm-se referenciado estudos, como os de Hofstade (1980;1983;1987; 1991) e Gray (1988). Hofstade (1983, p. 21 apud OLIVERAS; AMAT, 2004) define cultura como sendo “the collective programming of the mind which distinguishes the members of one human group from another”. O termo “cultura” apareceu casualmente na literatura de língua inglesa, pela primeira vez nos anos 60, como sinônimo de clima. Esse termo tem muitos significados, todos derivados da sua fonte latina, que se refere à lavoura da terra. Na maioria das línguas ocidentais “cultura” é equivalente à “civilização” ou “refinamento da mente” e designa muitas vezes o resultado desse refinamento, como sejam a educação, a arte e a literatura (HOFSTEDE, 1991 apud FERREIRA, 2008, p. 25). 66 Hofstade (1983, p. 21 apud OLIVERAS; AMAT, 2004) identificou quatro dimensões de cultura, que são: (1) Power distance; (2) Uncertainty avoidance; (3) Individualism; e (4) Masculinity, sendo definidas da seguinte forma por Hofstade (1983, p. 72): (a) Power distance: The power distance between a boss B and a subordinate S in a hierarchy is the difference between the extent to which B can determine the behaviour of S and the extent to which S can determine the behaviour of B; (b) Uncertainty avoidance: Uncertainty about the future is a basic fact of human life. We can reduce the impact of uncertainty by technology, rules and rituals. Societies vary in their concern over uncertainty, and their consequent need to act to reduce it; (c) Individualism: This is the relationship between the individual and collectivity that prevails in a particular society; and (d) Masculinity: This dimension reflects a contrast between “masculine” values of assertiveness and “feminine” values of nurturing. Na figura a seguir adaptada de Gray (1988), verifica-se a existência de vários fatores que influenciam nos valores sociais, culturais e consequentemente na contabilidade. Figura 5: Cultura, os valores sociais e da subcultura da contabilidade Fonte: Adaptada de Gray (1988, p. 7 apud CHANCHANI; WILLETT, 2004). Para Rodrigues e Pereira (2004 apud SILVA, 2009c): O êxito ou fracasso e o futuro da harmonização internacional dependem da compreensão de, até que ponto a contabilidade é verdadeiramente universal ou depende do seu ambiente, já que os esforços orientados para uma harmonização internacional dos princípios e da prática contabilística implicam que as técnicas e conceitos contabilisticos prevalecem em cada país possam ver-se substituídos por princípios que seriam de aplicação universal nos diferentes países. 67 Country Argentina Australia Austria Belgium Brazil Canada Chile Columbia Denmark Finland France Germany Great Britain Greece Hong Kong India Iran Ireland Israel Italy Japan Mexico Netherlands New Zealand Norway Pakistan Peru Philippines Portugal Singapore South Africa Spain Sweden Switzerland Taiwan Thailand Turkey USA Venezuela Ranking for power distance 23= 28 39 11 6 26 14= 9 37 32 7= 29 29= 16 7= 4 17= 35 38 22 21 2= 27 36 33= 20 12= 1 14= 5 23= 19 33= 31 17= 12= 10 25 2= Ranking for uncertainty avoidance 6= 26 17= 3 14= 30 6= 13 38 22= 6= 20 34= 1 36= 33 22= 34= 12 16 4 11 25 28= 27 17= 5 32 2 39 28= 6= 36= 24 19 21 10 31 14= Ranking for individualism 2= 2 18 8 25 4= 32 38 9 17 10= 15 3 27 31 21 24 12 19 7 22= 29 4= 6 13 37 36 28 30 33= 16 20 10= 14 35 33= 26 1 39 Ranking for masculinity 18= 14 2 20 23 21 34 10= 36 35 28= 8= 8= 16= 16= 18= 28= 7 25 4= 1 6 37 15 38 22 30= 10= 33 24 12 30= 39 4= 26= 32 26= 13 3 Quadro 9: Summary of rankings of 39 countries Fonte: Adaptado de Hofstade (1983 apud OLIVERAS; AMAT, 2004). Para Rodrigues e Pereira (2004 apud SILVA, 2009b): A imagem fiel imposta pela Quarta Diretiva e que se deveria sobrepor às regras detalhadas dos diferentes Estados membros, poderá apenas “mascarar” as normas anteriores à adoção da Quarta Diretiva, conduzindo algumas vezes apenas ao aumento superficial das semelhanças entre a contabilidade dos diferentes países. Rodrigues e Pereira (2004) afirmam que podem ser elencados alguns inimigos, ou seja, fatores restritivos à aplicação completa da “imagem fiel”, dentre os quais apresenta-se: (a) o Fisco 68 em relação ao valor e medida de alguns elementos do patrimônio; e (b) o conservadorismo e o princípio da competência, que dependem da importância e da cultura do país (SILVA, 2009b). A cultura se compõe de muitos elementos que podem ser classificados em quatro categorias: Categorias Caracterização das Categorias Símbolos São palavras, objetos e gestos de significado convencional. No nível da cultura nacional, os símbolos correspondem à linguagem e no nível da cultura organizacional correspondem a abreviaturas, gírias, maneiras de trajar e posições de status; Heróis São pessoas imaginárias ou reais, vivas ou mortas, indicadas como modelos de comportamento; Ritos São atividades tecnicamente supérfluas, mas socialmente significativas no contexto de determinada cultura; Valores Constituem o nível mais profundo de uma cultura. São os sentimentos amplos, muitas vezes inconscientes e indiscutíveis, envolvendo categorias éticas, estéticas, ideológicas; tais categorias são compartilhadas pelos integrantes de um grupo ou por seus líderes. Quadro 10: Classificação dos elementos que compõe a cultura Fonte: A partir de Hofstade (1991 apud FERREIRA, 2008, p. 27). Na visão de Hofstede (1991 apud FERREIRA, 2008, p. 27) a cultura é distinguida de duas formas: (a) cultura 1: nos países de língua ocidental, a cultura tem o significado de civilização, uma ferramenta da mente e que na maioria dos casos, traz como conseqüência a educação, arte e literatura, nomeada de “cultura no sentido restrito”; e (b) cultura 2: a cultura é relacionada aos processos humanos, ao fenômeno coletivo de pessoas que vivem num mesmo ambiente social onde é adquirida, vinda de uma “programação coletiva da mente que distingue os membros de um grupo em relação ao outro”. Hofstede (1991 apud FERREIRA, 2008, p. 44) trata os diferentes níveis de manifestação de uma cultura – símbolos, heróis, rituais e valores – como “camadas de uma cebola”, indicando que os símbolos representam manifestações mais superficiais da cultura, os valores, as mais profundas, e os heróis e rituais uma situação intermediária. Símbolos, heróis e rituais são agrupados em práticas, pelo fato de serem visíveis ao observador externo. 69 Figura 6: As camadas de uma cebola Fonte: Hofstede (1991, p. 9 apud FERREIRA, 2008, p. 44). Gray (1988 apud OLIVERAS; AMAT, 2004) identificou quatro valores contábeis: (1) Professionalism versus statutory control. This value reflects a preference for individual professional judgement and professional self regulation, as opposed to prescriptive legal requirements and statutory control; (2) Uniformity versus flexibility. This value reflects a preference for the enforcement of uniform accounting practices between companies as opposed to flexibility in accordance with the circumstances of individual companies; (3) Conservatism versus optimism. This value reflects a preference for a cautious approach to measurement, “that enables one to cope with the uncertainty of future events”. It contrasts with a “more optimistic, laissez faire, risk taking approach”; e (4) Secrecy versus transparency. This value reflects a preference for confidentiality, so that information about the business is disclosed only to those most closely involved with management and financing. It contrasts with a more open, transparent, publicly accountable approach. Com isso pode-se verificar o quanto sofre influências exógenas o processo de convergência, e assim aqueles que o conduzem deverão estar dispondo de estudos e de formas, que possam auxiliá-los na árdua tarefa de minimizar os efeitos nocivos ao processo como um todo. 70 8 APRESENTAÇÃO DOS DADOS: ESTATÍSTICA DESCRITIVA Como foi apresentado na metodologia, a pesquisa teve seu escopo limitado à percepção de três grupos que são envolvidos diretamente com a contabilidade pública. Serão apresentadas as respostas dos auditores públicos, seguidas das dos contadores públicos e, por fim, as dos gestores. 8.1 Auditores de Tribunais de Contas Estaduais Ao qualificá-los, visando traçar o perfil daqueles respondentes, verificou-se que dos 189 (cento e oitenta e nove), 57,1% são do TCE pernambucano, enquanto 49,9 são do paraibano. Essa informação aponta a existência de uma presença um pouco maior dos auditores do TCE-PE, o que poderá ser explicado a partir dos condicionantes que foram introduzidos visando minimizar as influências negativas neste processo: (a) os auditores deveriam estar integrando as equipes de auditoria, ou seja, estar analisando, na prática, demonstrativos, relatórios e outros documentos que são enviados pelo jurisdicionado, excluindo-se deste grupo aqueles auditores que estão desempenhando funções administrativas ou de assessoria aos gabinetes dos conselheiros; e (b) eles tiveram a opção de responder ou não a pesquisa, fato que demonstrou a não-obrigatoriedade e assim não se converteu num survey ou levantamento, conforme aponta a Tabela 1 abaixo: Valid Pernambuco Paraíba Total Frequency 108 81 189 Percent 57,1 42,9 100,0 Valid Percent 57,1 42,9 100,0 Cumulative Percent 57,1 100,0 Tabela 1: Qualificação dos respondentes – Auditores: Estado de origem Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após identificar o Estado de origem, buscou-se apreender deles a informação quanto à faixa etária, que poderia figurar como algum indício de restrição à mudança ou quanto à busca por atualizar-se, e encontraram-se as seguintes informações, que denotam que 72% dos auditores de TCEs, participantes da pesquisa, têm acima de 36 anos de idade, conforme Tabela 2 abaixo: 71 Valid até 30 anos de 31 a 35 anos de 36 a 40 anos de 41 a 50 anos acima de 50 anos Total Frequency 25 28 62 48 26 189 Percent 13,2 14,8 32,8 25,4 13,8 100,0 Valid Percent 13,2 14,8 32,8 25,4 13,8 100,0 Cumulative Percent 13,2 28,0 60,8 86,2 100,0 Tabela 2: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Faixa etária Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Ao identificar essa variável, pode-se tê-la como consequência da carga excessiva de estudos que demanda os candidatos ao cargo de auditor de contas públicas de um TCE. Eles foram inquiridos ainda quanto ao gênero, nesta questão, 58,7% são do sexo masculino e 41,3% do sexo feminino, conforme Tabela 3 abaixo: Valid Masculino Feminino Total Frequency 111 78 189 Percent 58,7 41,3 100,0 Valid Percent 58,7 41,3 100,0 Cumulative Percent 58,7 100,0 Tabela 3: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Gênero Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Quanto à escolaridade, vale ressaltar que no TCE-PB existe o cargo de nível médio de auxiliar de auditoria, sendo este incorporado à pesquisa, visto que, em quase toda totalidade, os auxiliares já dispõem de nível superior e, conforme informação da Diretoria de Auditoria e Fiscalização (DIAF), eles executam tarefas inerentes ao cargo, conforme Tabela 4 abaixo: Valid Ensino Médio Graduação Especialização em curso Especialização concluída Mestrado Total Frequency 2 75 10 87 15 189 Percent 1,1 39,7 5,3 46,0 7,9 100,0 Valid Percent 1,1 39,7 5,3 46,0 7,9 100,0 Cumulative Percent 1,1 40,7 46,0 92,1 100,0 Tabela 4: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Formação Acadêmica Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Diante do que se apresenta através das respostas nos questionários, chama-se a atenção para a inexistência de doutores atuando no cargo de auditores públicos nesses dois estados, bem como a concentração que existe em graduação e especialização em curso ou concluída, algo que poderá apontar ou a falta de estímulo em titulação, algo que em muitas vezes é inerente ao cargo, ou a baixa recompensa relacionada ao esforço intelectual em se buscar um 72 mestrado ou doutorado. Na Tabela 5 se trabalhou neles a informação quanto à área de formação, conforme abaixo: Valid Ciências da Saúde Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas e Educ. Ciências Tecnológicas Ciências da Natureza Total System Missing Total Frequency 9 110 14 47 7 187 2 189 Percent 4,8 58,2 7,4 24,9 3,7 98,9 1,1 100,0 Valid Percent 4,8 58,8 7,5 25,1 3,7 100,0 Cumulative Percent 4,8 63,6 71,1 96,3 100,0 Tabela 5: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Área de Formação Acadêmica Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. O que se pode apreender desse quesito é que muitos ingressam na carreira de auditor por outra área que não das ciências sociais aplicadas, e por este motivo terminam indo ou se especializar ou até mesmo fazer graduação, principalmente em Contabilidade. Diante disso, a concentração de 58,2% nas ciências sociais aplicadas. Buscando ainda traçar o perfil dos respondentes, perguntou-se a eles qual o tempo no cargo de auditor, obtendo-se assim a informação de que 69,9% dos participantes têm acima de 6 (seis) anos no cargo, conforme Tabela 6 abaixo: Valid menos de 1 (um) ano entre 1 (um) e 5 (cinco) anos de 6 (seis) a 10 (dez) anos de 11 (onze) a 20 (vinte) anos mais de 20 (vinte) anos Total Frequency 2 55 33 85 14 189 Percent 1,1 29,1 17,5 45,0 7,4 100,0 Valid Percent 1,1 29,1 17,5 45,0 7,4 100,0 Cumulative Percent 1,1 30,2 47,6 92,6 100,0 Tabela 6: Qualificação dos Respondentes – Auditores: Tempo no cargo Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. O segundo bloco de questões tratou da percepção dos auditores de contas públicas quanto ao conceito/doutrina accountability, isoladamente, e os paradigmas que o sustentam, logo após o true and fair view, por fim buscou-se alinhá-los quanto à aplicabilidade no caso brasileiro e verificar se, na percepção deles, os conceitos/padrões internacionais são aplicáveis à contabilidade pública brasileira. Esses questionamentos visam trilhar o caminho da efetividade da convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica – Setor Público (NBC TSP). 73 A primeira questão desse segundo bloco era: “Accountability – Conheço este termo e sei o que significa.” 18,5% ou não conhecem ou não conhecem fortemente, pois ou discordaram ou discordaram fortemente da afirmação, 25,9% permaneceram indiferentes e 55,6 % conhecem e conhecem bem o termo, conforme afirmaram os respondentes na Tabela 7 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 18 17 49 40 65 189 Percent 9,5 9,0 25,9 21,2 34,4 100,0 Valid Percent 9,5 9,0 25,9 21,2 34,4 100,0 Cumulative Percent 9,5 18,5 44,4 65,6 100,0 Tabela 7: Respondentes Auditores: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Dentre os pilares basilares da teoria que sustenta a accountability, encontra-se uma discussão acerca da necessidade de existência de um limite mínimo de desenvolvimento social com vistas a propiciar uma consecução dos objetivos constantes da accountability. Nesse ponto, 20,1% se manifestaram contrários a essa necessidade, 16,4% indiferentes e os demais, que montam o total de 63,5%, responderam que o desenvolvimento social é condição indispensável, de acordo com a Tabela 8 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 22 16 31 59 61 189 Percent 11,6 8,5 16,4 31,2 32,3 100,0 Valid Percent 11,6 8,5 16,4 31,2 32,3 100,0 Cumulative Percent 11,6 20,1 36,5 67,7 100,0 Tabela 8: Respondentes Auditores: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Na mesma linha de entendimento, questionaram-se os respondentes quanto ao quesito transparência, apresentando as seguintes respostas: 7,9% discordam ou discordam fortemente, 4,8% são indiferentes, enquanto 87,3% concordam e concordam fortemente com essa afirmação, conforme aponta a Tabela 9 abaixo: 74 Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 9 6 9 38 127 189 Percent 4,8 3,2 4,8 20,1 67,2 100,0 Valid Percent 4,8 3,2 4,8 20,1 67,2 100,0 Cumulative Percent 4,8 7,9 12,7 32,8 100,0 Tabela 9: Respondentes Auditores: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Dentre as bases da accountability, existe uma que não está bem definida e centra-se na ação em busca de sua efetividade. Esse paradigma seria uma atitude individual do gestor, ou seja, que iria de sua vontade, estimulado pela responsabilidade objetiva dela decorrente. Para os respondentes ela é ação de gestão, e não de gestor, parte-se da visão que, mesmo que o gestor a determine, ela só irá se consolidar quando todos os envolvidos no processo a fomentarem. Desta forma, 79,9% se mostraram contrários à afirmação que a apontava como sendo uma ação individual, 10,1% se declararam indiferentes e 10% concordaram, conforme Tabela 10 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 103 48 19 14 5 189 Percent 54,5 25,4 10,1 7,4 2,6 100,0 Valid Percent 54,5 25,4 10,1 7,4 2,6 100,0 Cumulative Percent 54,5 79,9 89,9 97,4 100,0 Tabela 10: Respondentes Auditores: Accountability – É uma ação individual do gestor público Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Ao se tratar do conceito/doutrina true and fair view, verificou-se que apenas 27,5% a conhecem, o que levanta um indício de restrições quanto ao processo de convergência, visto que se optou por convergir aos padrões normatizados na Europa, onde esse conceito é bem definido. Já 49,2 % declararam não conhecê-la e 23,3% estão indiferentes, conforme a Tabela 11 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 59 34 44 32 20 189 Percent 31,2 18,0 23,3 16,9 10,6 100,0 Valid Percent 31,2 18,0 23,3 16,9 10,6 100,0 Cumulative Percent 31,2 49,2 72,5 89,4 100,0 Tabela 11: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 75 Ao se trabalhar a percepção quanto à verificação, hoje, da presença desse conceito/doutrina nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira, os auditores são convictos em afirmar que não estão presentes, pois para 73% não existem, 22,8% são indiferentes e apenas 4,2% concordam que existe, conforme Tabela 12 abaixo. Essa afirmação denota a necessidade de um processo de disseminação do conhecimento aliado a uma transformação cultural, que poderá resultar na presença desse conceito/doutrina na contabilidade praticada na gestão pública brasileira. Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Total Frequency 69 69 43 8 189 Percent 36,5 36,5 22,8 4,2 100,0 Valid Percent 36,5 36,5 22,8 4,2 100,0 Cumulative Percent 36,5 73,0 95,8 100,0 Tabela 12: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Uma das dificuldades encontradas na utilização desse conceito/doutrina deve-se ao fato de que, segundo autores como, por exemplo, Cunningham (2003 apud PINHEIRO; NAKAGAWA, 2004, p. 4), “as demonstrações contábeis deveriam se revestir das características de verdade e equidade” (grifo do autor). Esse revestimento denota um subjetivismo que para alguns é, na verdade, prejudicial e não traria algo de bom, levando à contabilidade ter como base conceitos puramente filosóficos (veracidade, justiça e propriedade). Nesta linha, 40,2% discordaram da afirmativa, 31,2% se mostraram indiferentes e 28,6% concordaram com a afirmação, diante disto os respondentes afirmaram que eram contra àqueles que se acostavam à teoria que a apontava como um conceito subjetivo, conforme Tabela 13 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 39 37 59 41 13 189 Percent 20,6 19,6 31,2 21,7 6,9 100,0 Valid Percent 20,6 19,6 31,2 21,7 6,9 100,0 Cumulative Percent 20,6 40,2 71,4 93,1 100,0 Tabela 13: Respondentes Auditores: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 76 Para finalizar o segundo bloco do instrumento de pesquisa, fizeram-se dois questionamentos, visando induzir os respondentes a evidenciarem quais suas atitudes perante o processo de convergência com os padrões internacionais de contabilidade pública, as chamadas IPSAS. O primeiro busca verificar a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade nas entidades da administração pública brasileira, sendo que 37% dos respondentes discordam ou discordam fortemente, 40,2% se mostram indiferentes e 22,7% concordaram com a aplicação desse padrão, de acordo com a Tabela 14 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 30 40 76 32 11 189 Percent 15,9 21,2 40,2 16,9 5,8 100,0 Valid Percent 15,9 21,2 40,2 16,9 5,8 100,0 Cumulative Percent 15,9 37,0 77,2 94,2 100,0 Tabela 14: Respondentes Auditores: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. A segunda pergunta diz respeito exclusivamente aos dois conceitos/doutrinas accountability e true and fair view, se são aplicáveis à contabilidade e gestão pública brasileira e, neste campo, verifica-se que 34,9% discordam ou discordam fortemente, 25,4% se mostram indiferentes, já 39,7% concordam ou concordam fortemente, sinalizando que isoladamente eles se sustentam um pouco mais do que em bloco com a convergência das NBC T SP com as IPSAS, de acordo com a Tabela 15 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 25 41 48 42 33 189 Percent 13,2 21,7 25,4 22,2 17,5 100,0 Valid Percent 13,2 21,7 25,4 22,2 17,5 100,0 Cumulative Percent 13,2 34,9 60,3 82,5 100,0 Tabela 15: Respondentes Auditores: Estes conceitos – true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability – são aplicáveis na contabilidade e na gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 77 Statistics N Mean Median Mode Std. Deviation Variance Valid Missing 189 0 1,43 1,00 1 ,496 ,246 189 0 3,12 3,00 3 1,215 1,476 Faixa Etária 189 0 1,41 1,00 1 ,494 ,244 Gênero 189 0 3,2 4,00 4 1,088 1,183 Formação Acadêmica 187 2 2,64 2,00 2 1,029 1,059 Área de Formação 189 0 3,29 4,00 4 1,002 1,003 Tempo no Cargo 189 0 3,62 4,00 5 1,298 1,684 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa 189 0 3,64 4,00 5 1,324 1,753 Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability 189 0 4,42 5,00 5 1,052 1,106 Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade 189 0 1,78 1,00 1 1,067 1,139 Accountability – É uma ação individual do gestor público 189 0 2,58 3,00 1 1,361 1,852 A Multiple modes exist. The smallest value is shown True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa 189 0 2,75 3,00 3 1,207 1,456 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) 189 0 2,76 3,00 3 1,094 1,196 Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 189 0 3,09 3,00 3 1,291 1,667 Estes conceitos True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) e Accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 189 0 1,95 2,00 1 ,874 ,763 Tabela 16: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Auditores de TCEs Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa. Estado 78 8.2 Contadores Públicos O segundo grupo de respondentes foram os contadores públicos, no qual se buscaram as respostas que representassem aqueles que trabalham na área, diante disso 42,9% são de Pernambuco e 57,1% da Paraíba, conforme Tabela 17 abaixo: Valid Pernambuco Paraíba Total Frequency 30 40 70 Percent 42,9 57,1 100,0 Valid Percent 42,9 57,1 100,0 Cumulative Percent 42,9 100,0 Tabela 17: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Estado de origem Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Desses tem-se 54,3% até 35 anos e os demais (45,7%) são acima de 36 anos, conforme Tabela 18 abaixo, mostrando que hoje existe uma ascensão de novos profissionais à área de contabilidade pública, algo que poderá ser indício de uma renovação ou até mesmo de um fator que venha a contribuir com o processo de convergência pelo qual passa a contabilidade pública brasileira. Valid até 30 anos de 31 a 35 anos de 36 a 40 anos de 41 a 50 anos acima de 50 anos Total Frequency 25 13 9 15 8 70 Percent 35,7 18,6 12,9 21,4 11,4 100,0 Valid Percent 35,7 18,6 12,9 21,4 11,4 100,0 Cumulative Percent 35,7 54,3 67,1 88,6 100,0 Tabela 18: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Faixa etária Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Na busca por caracterizar bem os respondentes, questionou-se acerca do gênero, estabelecendo assim a predominância do sexo masculino, atingindo um total de 61,4%, algo que é bem característico da área da profissão, enquanto as mulheres representam 38,6% dos participantes da pesquisa, conforme pode ser visto na Tabela 19 abaixo: Valid Masculino Feminino Total Frequency 43 27 70 Percent 61,4 38,6 100,0 Valid Percent 61,4 38,6 100,0 Tabela 19: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Gênero Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Cumulative Percent 61,4 100,0 79 Verificou-se ainda a titulação, aqui chamada de formação acadêmica, onde se percebeu que existe uma maior concentração em graduação e especialização em curso, num percentual de 64,3% dos respondentes, enquanto apenas 21,4% já dispõem de especialização concluída e 14,3% de mestrado, conforme Tabela 20 abaixo: Valid Graduação Especialização em curso Especialização concluída Mestrado Total Frequency 8 37 15 10 70 Percent 11,4 52,9 21,4 14,3 100,0 Valid Percent 11,4 52,9 21,4 14,3 100,0 Cumulative Percent 11,4 64,3 85,7 100,0 Tabela 20: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Formação Acadêmica Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Buscando separar os que se dedicam a apenas um cliente ou são funcionários diretos desse cliente, inquiriram-se os respondentes acerca da quantidade de clientes que dispunham, sendo que 48 deles (68,6%) têm apenas um cliente, algo que denota ou uma vinculação empregatícia ou uma dedicação pela responsabilidade do cargo, não sendo essa a realidade dos 11,4% que dispõem entre 2 (dois) e 5 (cinco) clientes, dos 7,1% que têm de 6 (seis) a 15 (quinze) e dos 12,9 % que têm acima de 15 (quinze) clientes, conforme Tabela 21 abaixo: Valid 1 (um) de 2 (dois) a 5 (cinco) de 6 (seis) a 15 (quinze) acima de 15 (quinze) Total Frequency 48 8 5 9 70 Percent 68,6 11,4 7,1 12,9 100,0 Valid Percent 68,6 11,4 7,1 12,9 100,0 Cumulative Percent 68,6 80,0 87,1 100,0 Tabela 21: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Número de Clientes Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Os indícios referenciados pelos dados acima se revestem de verdade ao serem questionados os respondentes se possuem escritório próprio, apenas 21,4% foram favoráveis à alternativa contra os 78,6% que responderam que não possuem escritório próprio, conforme Tabela 22 abaixo: Valid Sim Não Total Frequency 15 55 70 Percent 21,4 78,6 100,0 Valid Percent 21,4 78,6 100,0 Tabela 22: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Escritório Próprio Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Cumulative Percent 21,4 100,0 80 Quanto ao tempo de profissão, apenas 12,9% têm menos de um ano de profissão, enquanto 25 respondentes (35,7%), têm entre 1 (um) e 5 (cinco) anos de profissão e os que têm acima de 6 (seis) anos de profissão montam o total de 51,5%, conforme Tabela 23 abaixo: Valid Menos de 1 (um) ano Entre 1 (um) e 5 (cinco) anos de 6 (seis) a 10 (dez) anos de 11 (onze) a 20 (vinte) anos Mais de 20 (vinte) anos Total Frequency 9 25 17 10 9 70 Percent 12,9 35,7 24,3 14,3 12,9 100,0 Valid Percent 12,9 35,7 24,3 14,3 12,9 100,0 Cumulative Percent 12,9 48,6 72,9 87,1 100,0 Tabela 23: Qualificação dos Respondentes – Contadores Públicos: Tempo de profissão Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após a definição das características do grupo de respondentes, partiu-se para inquirilos a partir dos objetivos precípuos da pesquisa. O primeiro deles é o conhecimento do que é e o que significa accountability, no qual 21,4% não conhecem, 10% se mostraram indiferentes e 68,5% afirmaram conhecer o termo, de acordo com a Tabela 24 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 9 6 7 15 33 70 Percent 12,9 8,6 10,0 21,4 47,1 100,0 Valid Percent 12,9 8,6 10,0 21,4 47,1 100,0 Cumulative Percent 12,9 21,4 31,4 52,9 100,0 Tabela 24: Respondentes Contadores Públicos: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Nas discussões teóricas vislumbram-se a possibilidade de ser indispensável um nível de desenvolvimento social que respalde ou até chancele a existência efetiva de accountability. Nesta seara, 20% discordaram, 21,4% se manifestaram indiferentes e 58,6% afirmaram que é necessário esse desenvolvimento social, consonante a Tabela 25 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 5 9 15 18 23 70 Percent 7,1 12,9 21,4 25,7 32,9 100,0 Valid Percent 7,1 12,9 21,4 25,7 32,9 100,0 Cumulative Percent 7,1 20,0 41,4 67,1 100,0 Tabela 25: Respondentes Contadores Públicos: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 81 Nesse mesmo marco teórico apresenta-se, como caminho à consolidação da accountability, a transparência. Neste sentido houve um grande número de respondentes que referendaram essa afirmação, remontando o total de 75,7%, contra apenas 14,3% que se mostraram contrários e 10% que se declararam indiferentes, em conformidade com a Tabela 26 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 4 6 7 8 45 70 Percent 5,7 8,6 10,0 11,4 64,3 100,0 Valid Percent 5,7 8,6 10,0 11,4 64,3 100,0 Cumulative Percent 5,7 14,3 24,3 35,7 100,0 Tabela 26: Respondentes Contadores Públicos: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pairava também a necessidade de se obterem evidências quanto ao tipo de ação que desenvolve a accountability, ou seja, se ela era um ação individual ou se porventura era uma ação da gestão como um todo. Quanto a essa indagação, eles apontaram que discordavam que seria uma ação individual, e neste sentido somaram-se 67,1%, os indiferentes alcançaram o percentual de 20% e apenas 12,9% se mostraram a favor dessa afirmação, segundo os dados apresentados na Tabela 27 adiante: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 33 14 14 6 3 70 Percent 47,1 20,0 20,0 8,6 4,3 100,0 Valid Percent 47,1 20,0 20,0 8,6 4,3 100,0 Cumulative Percent 47,1 67,1 87,1 95,7 100,0 Tabela 27: Respondentes Contadores Públicos: Accountability – É uma ação individual do gestor público Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Na Tabela 28 estão apresentados os dados relativos ao conhecimento dos respondentes acerca do conceito/doutrina true and fair view, e as respostas fornecidas por eles foram as seguintes: 50% não conhece, 22,9% se mostra indiferente e 27,2% conhece, ou seja essa distribuição mostra que o conceito/doutrina true and fair view é pouco conhecido para os inquiridos, conforme evidenciado pela Tabela 28 a seguir: 82 Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Discordo fortemente 23 32,9 32,9 32,9 Discordo 12 17,1 17,1 50,0 Indiferente 16 22,9 22,9 72,9 Concordo 10 14,3 14,3 87,1 Concordo fortemente 9 12,9 12,9 100,0 Total 70 100,0 100,0 Tabela 28: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Valid Com vistas a validar a informação, buscou-se apreender dos participantes da pesquisa suas opiniões a respeito da aplicação, nos dias atuais, do conceito/doutrina true and fair view, e verificou-se o seguinte: 88,6% se mostraram indiferentes ou discordavam da existência de uso deste conceito/doutrina nas demonstrações e relatórios da contabilidade pública, restando apenas 11,4% que concordavam, estes, em números absolutos, remontam o total de 8 (oito) respondentes, de acordo com os dados apresentados na Tabela 29 abaixo: Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Discordo fortemente 28 40,0 40,0 40,0 Discordo 19 27,1 27,1 67,1 Indiferente 15 21,4 21,4 88,6 Concordo 4 5,7 5,7 94,3 Concordo fortemente 4 5,7 5,7 100,0 Total 70 100,0 100,0 Tabela 29: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Valid Questionou-se a percepção quanto ao valor subjetivo apresentado pelo conceito/ doutrina true and fair view, e as informações emitidas denotaram uma visão ainda dúbia quanto a essa afirmação, bem como uma falta de conhecimentos concretos e aplicações visando validar a informação que se ventila de uma plataforma sustentadora subjetiva que pudesse inviabilizar sua aplicação, tendo 41,4% respondido que discordavam, 27,1% foram indiferentes e os demais 21,4% concordavam, de acordo com o exposto na Tabela 30 a seguir: Frequency Percent Valid Percent Cumulative Percent Discordo fortemente 15 21,4 21,4 21,4 Discordo 14 20,0 20,0 41,4 Indiferente 19 27,1 27,1 68,6 Concordo 14 20,0 20,0 88,6 Concordo fortemente 8 11,4 11,4 100,0 Total 70 100,0 100,0 Tabela 30: Respondentes Contadores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Valid 83 Percorreu-se esse caminho visando reunir informações e assim apreender dos respondentes suas percepções quanto à aplicabilidade desses padrões internacionais e especificamente destes conceitos/doutrinas de accountability e true and fair view, por fim fezse dois questionamentos diretos: o primeiro, quanto à aplicabilidade dos padrões internacionais, e eles responderam assim: 38,6% discordam da adequabilidade desses padrões para a contabilidade brasileira, 28,6% se declararam indiferentes e 32,9% concordaram com a aplicação, conforme se verifica na Tabela 31 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 12 15 20 14 9 70 Percent 17,1 21,4 28,6 20,0 12,9 100,0 Valid Percent 17,1 21,4 28,6 20,0 12,9 100,0 Cumulative Percent 17,1 38,6 67,1 87,1 100,0 Tabela 31: Respondentes Contadores Públicos: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Essa informação se constitui em indícios importantes de serem analisados, visto que o processo de convergência necessita de pessoas que possam ser multiplicadores, entusiastas e assim deflagrá-lo nas várias regiões do país. Por fim perguntou-se especificamente dos dois conceitos/doutrinas accountability e true and fair view, e neste quesito eles se mostraram semelhantes ao anterior, em que 32,9% discordaram, 30% foram indiferentes, enquanto 37,1% se mostraram favoráveis, de acordo com a Tabela 32 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 11 12 21 15 11 70 Percent 15,7 17,1 30,0 21,4 15,7 100,0 Valid Percent 15,7 17,1 30,0 21,4 15,7 100,0 Cumulative Percent 15,7 32,9 62,9 84,3 100,0 Tabela 32: Respondentes Contadores Públicos: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 84 Statistics N Mean Median Mode Std. Deviation Variance Valid Missing 70 0 1,57 2,00 2 ,498 ,248 70 0 2,54 2,00 1 1,451 2,107 Faixa Etária 70 0 1,39 1,00 1 ,490 ,240 Gênero 70 0 2,39 2,00 2 ,873 ,762 Formação Acadêmica 70 0 1,64 1,00 1 1,077 1,160 Número de Clientes 70 0 1,79 2,00 2 ,413 ,171 Escritório Próprio 70 0 2,79 3,00 2 1,226 1,504 Tempo na Profissão 70 0 3,81 4,00 5 1,438 2,066 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa 70 0 3,64 4,00 5 1,263 1,595 A Multiple modes exist. The smallest value is shown Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability 70 0 4,20 5,00 5 1,258 1,583 Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade 70 0 2,03 2,00 1 1,191 1,419 Accountability – É uma ação individual do gestor público 70 0 2,57 2,50 1 1,410 1,988 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa 70 0 2,10 2,00 1 1,169 1,367 70 0 2,80 3,00 3 1,303 1,699 70 0 2,90 3,00 3 1,276 1,628 70 0 3,04 3,00 3 1,290 1,665 Tabela 33: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa. Estado True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 85 8.3 Gestores Públicos Por fim apresentaram-se os respondentes gestores públicos, onde infelizmente apenas 25 (vinte e cinco) responderam, apesar de não ter validade estatística achou-se por bem apresentar os dados como forma de trabalhar uma visão de quem está formulando as políticas e quem efetivamente toma decisão. Daqueles que responderam a pesquisa, 40% são do Estado de Pernambuco e 60% da Paraíba, conforme se vislumbra na Tabela 34 a seguir: Valid Pernambuco Paraíba Total Frequency 10 15 25 Percent 40,0 60,0 100,0 Valid Percent 40,0 60,0 100,0 Cumulative Percent 40,0 100,0 Tabela 34: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Estado de origem Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Na busca por traçar o perfil dos gestores públicos que responderam a pesquisa, perguntou-se sobre a faixa etária de cada um, obtendo-se as seguintes informações: 8% têm de 31 a 35 anos, 20% têm de 36 a 40 anos e 72% têm acima de 41 anos, mostrando que a faixa etária, pelo menos daqueles que participaram da pesquisa, é um pouco elevada, conforme Tabela 35 abaixo. Valid de 31 a 35 anos de 36 a 40 anos de 41 a 50 anos acima de 50 anos Total Frequency 2 5 10 8 25 Percent 8,0 20,0 40,0 32,0 100,0 Valid Percent 8,0 20,0 40,0 32,0 100,0 Cumulative Percent 8,0 28,0 68,0 100,0 Tabela 35: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Faixa etária Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Quanto ao gênero, eles têm uma predominância no sexo masculino, que remonta o percentual de 68%, contra 32% das mulheres, de acordo com os dados expostos na Tabela 36 abaixo: Valid Masculino Feminino Total Frequency 17 8 25 Percent 68,0 32,0 100,0 Valid Percent 68,0 32,0 100,0 Tabela 36: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Gênero Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Cumulative Percent 68,0 100,0 86 No quesito de formação acadêmica, a concentração ocorre do nível de graduação até especialização concluída, que representa 72% dos respondentes, contra 20% com mestrado e 8% doutores, fato que denota a responsabilidade de algumas pastas, pois os gestores aqui representados não eram apenas detentores de mandato eletivo, como se pode ver a seguir. Os dados são referenciados pela Tabela 37 abaixo: Valid Graduação Especialização em curso Especialização concluída Mestrado Doutorado Total Frequency 5 4 9 5 2 25 Percent 20,0 16,0 36,0 20,0 8,0 100,0 Valid Percent 20,0 16,0 36,0 20,0 8,0 100,0 Cumulative Percent 20,0 36,0 72,0 92,0 100,0 Tabela 37: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Formação Acadêmica Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Os dados apresentados pela Tabela 38 abaixo apontam que 44% são gestores de carreira, apenas 4 (quatro), ou seja, 16% são detentores de mandato eletivo e 40% são indicados por estes detentores de mandato: Valid Gestor de Carreira Mandato eletivo Indicação por ocupante de mandato eletivo Total Frequency 11 4 10 Percent 44,0 16,0 40,0 Valid Percent 44,0 16,0 40,0 25 100,0 100,0 Cumulative Percent 44,0 60,0 100,0 Tabela 38: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Tipo de Gestor Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Outro dado curioso é que, dos respondentes, 76% já haviam sido gestores, ou seja, apenas 24% estão sendo gestores pela primeira vez, em conformidade a Tabela 29 abaixo: Valid Sim Não Total Frequency 19 6 25 Percent 76,0 24,0 100,0 Valid Percent 76,0 24,0 100,0 Cumulative Percent 76,0 100,0 Tabela 39: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Foi gestor antes? Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após esse questionamento, objetivou-se saber dos participantes pesquisa o tempo de gestão, tendo 76% entre 1(um) e 10 (dez) anos de carreira como gestor, contra 24%, que têm acima de 10 (dez) anos de carreira como gestor, de acordo com a Tabela 40 abaixo: 87 Valid Menos de 1 (um) ano Entre 1 (um) e 5 (cinco) anos de 6 (seis) a 10 (dez) anos de 11 (onze) a 20 (vinte) anos Mais de 20 (vinte) anos Total Frequency 2 9 8 5 1 25 Percent 8,0 36,0 32,0 20,0 4,0 100,0 Valid Percent 8,0 36,0 32,0 20,0 4,0 100,0 Cumulative Percent 8,0 44,0 76,0 96,0 100,0 Tabela 40: Qualificação dos Respondentes – Gestores Públicos: Tempo como gestor Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após o primeiro bloco, que tinha como norte traçar o perfil dos participantes, iniciouse a etapa onde se objetivava apreender a percepção acerca da aplicabilidade dos dois conceitos/doutrinas accountability e true and fair view. O primeiro questionamento era sobre o conhecimento do accountability, e apenas 16% não conhecem, 24% manifestaram-se indiferentes e 60% conhecem e sabem o que significa o termo, que foi evidenciado pela Tabela 41 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 1 3 6 3 12 25 Percent 4,0 12,0 24,0 12,0 48,0 100,0 Valid Percent 4,0 12,0 24,0 12,0 48,0 100,0 Cumulative Percent 4,0 16,0 40,0 52,0 100,0 Tabela 41: Respondentes Gestores Públicos: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. A segunda questão deste bloco verificava a percepção dos gestores quanto à necessidade de um nível de desenvolvimento social para um melhor desempenho da accountability, e verificou-se o que 48% discordava ou se mostrava indiferente, enquanto 52% concordava com esta afirmação, conforme pode-se verificar na Tabela 42 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 3 7 2 4 9 25 Percent 12,0 28,0 8,0 16,0 36,0 100,0 Valid Percent 12,0 28,0 8,0 16,0 36,0 100,0 Cumulative Percent 12,0 40,0 48,0 64,0 100,0 Tabela 42: Respondentes Gestores Públicos: Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 88 Outra forma de se agilizar o processo de accountability é através da transparência que, segundo 80% deles, é um caminho para a consolidação deste conceito, contra 20% que se declararam indiferentes, em consonância com a Tabela 43 abaixo: Valid Frequency 5 3 17 25 Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Percent 20,0 12,0 68,0 100,0 Valid Percent 20,0 12,0 68,0 100,0 Cumulative Percent 20,0 32,0 100,0 Tabela 43: Respondentes Gestores Públicos: Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Quanto a ser uma ação individual do gestor, 68% discordaram ou se manifestaram indiferentes, contra apenas 32% que afirmaram ser uma atitude individual, conforme vislumbrado na Tabela 44 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 9 3 5 3 5 25 Percent 36,0 12,0 20,0 12,0 20,0 100,0 Valid Percent 36,0 12,0 20,0 12,0 20,0 100,0 Cumulative Percent 36,0 48,0 68,0 80,0 100,0 Tabela 44: Respondentes Gestores Públicos: Accountability – É uma ação individual do gestor público Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Quando se buscou verificar o conceito/doutrina true and fair view, apenas 16% o conhecem e os demais 84% são indiferentes ou não conhecem, conforme Tabela 45 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo fortemente Total Frequency 5 7 9 4 25 Percent 20,0 28,0 36,0 16,0 100,0 Valid Percent 20,0 28,0 36,0 16,0 100,0 Cumulative Percent 20,0 48,0 84,0 100,0 Tabela 45: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Desejou-se verificar ainda neste grupo se é visualizado nos demonstrativos e relatórios esse conceito, sendo negado por 96%, ao se mostrarem indiferentes ou discordar, contra apenas 1(um) em termos absolutos, que representa 4% em termos percentuais, fazendo com 89 que se vislumbre um indício forte de não possibilidade de aplicação, de acordo com o que se apreende da Tabela 46 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo fortemente Total Frequency 4 9 11 1 25 Percent 16,0 36,0 44,0 4,0 100,0 Valid Percent 16,0 36,0 44,0 4,0 100,0 Cumulative Percent 16,0 52,0 96,0 100,0 Tabela 46: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Quanto à subjetividade do conceito/doutrina, eles se mostraram discordantes ou indiferentes e remontam 76%, no entanto os demais 24% afirmam ser um conceito subjetivo e assim de difícil aplicação, em consonância com o evidenciado a seguir na Tabela 47: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 2 7 10 5 1 25 Percent 8,0 28,0 40,0 20,0 4,0 100,0 Valid Percent 8,0 28,0 40,0 20,0 4,0 100,0 Cumulative Percent 8,0 36,0 76,0 96,0 100,0 Tabela 47: Respondentes Gestores Públicos: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Para finalizar, questionou-se quanto à aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade, pois se vive este momento ímpar na história, onde existe uma mudança de concepção da contabilidade pública aliada a um processo de convergência com os padrões internacionais, fato que os respondentes indicaram da seguinte forma: 16% discorda, 40% se declarou indiferente e apenas 42% concordam, como se pode verificar na Tabela 48 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 1 3 10 8 3 25 Percent 4,0 12,0 40,0 32,0 12,0 100,0 Valid Percent 4,0 12,0 40,0 32,0 12,0 100,0 Cumulative Percent 4,0 16,0 56,0 88,0 100,0 Tabela 48: Respondentes Gestores Públicos: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 90 Já quando se isolam os dois conceitos/doutrinas, o percentual fica assim: 24% discordam, 28% se mostram indiferentes e os demais 48% concordam que ele possa sim ser aplicado, conforme Tabela 49 abaixo: Valid Discordo fortemente Discordo Indiferente Concordo Concordo fortemente Total Frequency 1 5 7 6 6 25 Percent 4,0 20,0 28,0 24,0 24,0 100,0 Valid Percent 4,0 20,0 28,0 24,0 24,0 100,0 Cumulative Percent 4,0 24,0 52,0 76,0 100,0 Tabela 49: Respondentes Gestores Públicos: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 91 Statistics N Mean Median Mode Std. Deviation Variance Valid Missing 25 0 1,60 2,00 2 ,500 ,250 25 0 3,96 4,00 4 ,935 ,873 Faixa Etária 25 0 1,32 1,00 1 ,476 ,227 Gênero 25 0 3,8 4,00 4 1,225 1,500 Formação Acadêmica 25 0 1,96 2,00 1 ,935 ,873 Tipo de Gestor 25 0 1,24 1,00 1 ,436 ,190 Já foi Gestor antes? 25 0 2,76 3,00 2 1,012 1,023 Tempo de Gestor 25 0 3,88 4,00 5 1,269 1,610 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa 25 0 3,36 4,00 5 1,524 2,323 Desenvolvimento Social – É uma condição indispensável para existência de accountability 25 0 4,48 5,00 5 ,823 ,677 Transparência – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas à sociedade 25 0 2,68 3,00 1 1,574 2,477 Accountability – É uma ação individual do gestor público 25 0 2,64 3,00 3 1,287 1,657 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa 25 0 2,40 2,00 3 ,913 ,833 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira 25 0 2,84 3,00 3 ,987 ,973 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade) 25 0 3,36 3,00 3 ,995 ,990 Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 25 0 3,44 3,00 3 1,193 1,423 A Multiple modes exist. The smallest value is shown Tabela 50: Resumo de todas as questões do instrumento de pesquisa: Média, Mediana, Moda, Desvio Padrão e Variância – Respondentes Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa Estado Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 92 9 ANÁLISE DOS DADOS E VALIDAÇÃO ESTATÍSTICA Nesta etapa do trabalho, utilizou-se do programa estatístico Statistical Package for the Social Science (SPSS), visando à aplicação dos testes definidos na metodologia desta pesquisa. A idéia central era a validação da amostra e a resolução do sistema de hipóteses. Os testes de validação apresentaram os respondentes segregados por categoria: auditores dos TCEs, contadores públicos e gestores públicos. 9.1 Auditores de Contas Públicas dos TCEs O primeiro grupo se deteve na validação dos respondentes segregados por categoria, conforme exposto abaixo, para os que são auditores de Tribunais de Contas Estaduais, e teve como condição sine qua non aqueles que estão desempenhando suas funções nas equipes de auditoria. A Tabela 51 diz respeito ao teste do Qui-Quadrado para auditores de TCEs: dos 189 (cento e oitenta e nove) respondentes, apenas 81 (oitenta e um) tiveram valor estatístico, em função dos critérios definidos, onde aqueles que se declaravam indiferentes, ou seja, respondiam nas questões de percepção a opção “3”, não iriam compor o escopo da pesquisa. Quanto ao crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo accountability e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, ocasionou-se um missing de 57,1 %. Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os Valid padrões internacionais de contabilidade são adequados para N Percent aplicação nas entidades da administração pública brasileira 81 42,9 Cases Missing N Percent 108 57,1 N 189 Total Percent 100,0 Tabela 51: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Fato que também foi identificado foi o crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo true and fair view e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, o que ocasionou um missing de 54,5 %, ou seja, 103 (cento e três) respondentes, conforme Tabela 52 abaixo. 93 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Valid N Percent 86 45,5 Cases Missing N Percent 103 54,5 Total N Percent 189 100,0 Tabela 52: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Apresenta-se nestas próximas duas tabelas o Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira (Tabela 53), e Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira (Tabela 54). Nelas pode-se verificar a frequência esperada e a que aconteceu, dando uma visibilidade de como se comportou a amostra frente a teoria estatística. Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total Count Expected Count Count Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 20 6 14,8 11,2 26 29 31,2 23,8 46 35 46,0 35,0 Total 26 26,0 55 55,0 81 81,0 Tabela 53: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Total Count Discordo fortemente Expected Count Count Concordo fortemente Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades Total da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 44 17 61 40,4 20,6 61,0 13 12 25 16,6 8,4 25,0 57 29 86 57,0 29,0 86,0 Tabela 54: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 94 Após a apresentação das respostas válidas, a partir do output do SPSS, objetivando encontrar o valor do teste estatístico Qui-Quadrado, que foi um dos testes utilizados, conforme apresentam-se nas Tabelas 55 e 56 abaixo: Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 6,325 5,174 6,618 1 1 1 6,247 81 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,012 ,023 ,010 Exact Sig. (2-sided) Exact Sig. (1-sided) ,016 ,010 ,012 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 11,23. Tabela 55: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 3,215 2,378 3,131 1 1 1 3,178 86 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,073 ,123 ,077 Exact Sig. (2-sided) Exact Sig. (1-sided) ,084 ,063 ,075 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 8,43. Tabela 56: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Visando referendar o estudo através de uma validade estatística, utilizou-se ainda o Teste Kruskal-Wallis, e através dele, executado a partir do aplicativo estatístico SPSS, verificou-se que ele seguia o mesmo norte apontado pelo Qui-Quadrado, conforme se pode inferir das Tabelas 57 a 60 abaixo apresentadas: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 26 55 81 32,85 44,85 Tabela 57: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na crosstabulation accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa. 95 Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 61 25 86 40,98 49,64 Tabela 58: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa. Chi-Square df Asymp. Sig. Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 6,247 1 ,012 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 59: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da pesquisa. Chi-Square df Asymp. Sig. Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 3,178 1 ,075 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 60: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. A partir dos dados coletados e processados mediante a utilização do aplicativo, construiu-se a Tabela 61 abaixo, com o objetivo de condensar as informações e assim poder tomar a decisão, com base na validade estatística dos achados. A primeira decisão é de rejeitar H0a, na ótica dos auditores dos TCEs, ou seja, os padrões internacionais de contabilidade são aplicados à contabilidade pública brasileira. Esta decisão se deu em virtude dos testes de Qui-Quadrado e Kruskal-Wallis calculados terem apresentado valores maiores do que os tabelados, fato esse que, em consonância com a teoria estatística, enseja a rejeição da hipótese nula, conforme aponta Hackbarth Neto e Stein (2003, 96 p. 6) “[...] comparar o valor real com o valor teórico do teste. Se Qui calculado for menor que Qui tabelado não se pode rejeitar a hipótese nula.” Essa afirmação, por sua vez, vai de encontro com aquilo apontado nas respostas, quando 37% discordam ou discordam fortemente, 40,2% se mostram indiferentes e 22,7% concordaram com a aplicação desse padrão. Outro fato que chama atenção nesse caso é a Moda dessa distribuição ser 3, ou seja, aquela onde o respondente se mostrava indiferente ao que era apontado, fato que ainda era verificado. É que, ao ter uma média aritmética de 2,76, o desvio-padrão de 1,094 e a variância de 1,196 mostra que a distribuição se fez com, no máximo, concordar ou discordar, fato que referencia a dúvida que pairou sobre a possibilidade ou não de se aplicar os padrões aqui no Brasil, na ótica dos auditores de contas públicas dos TCEs, quando afirmavam que conheciam o termo accountability. Grupo: Auditores dos TCEs Conhecimento de accountability Conhecimento de true and fair view Teste Qui-Quadrado* Asymp. Sig. QUItab QUIcal (NS=5%) Teste Kruskal – Wallis Asymp. Sig. QUItab Hcal (NS=5%) 3,841 5,174 0,023 3,841 6,247 0,012 Rejeitar H0a 3,841 2,378 0,123 3,841 3,178 0,075 Aceitar H0a Decisão * Teste com a Correção de Yates. Tabela 61: Teste de Hipóteses: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Auditores TCEs. Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Ao se analisarem aqueles que se diziam conhecedores do conceito/doutrina true and fair view, a decisão foi aceitar H0a, ou seja, neste ponto foi consonante as respostas verificadas pela análise descritiva e a dos testes matemáticos, fato que poderá ser considerado como um indício das dificuldades para a convergência das NBC TSP às IPSAS. Fez-se ainda para este mesmo grupo o questionamento relacionado à aplicabilidade destes dois conceitos em especial, accountability e true and fair view, na contabilidade pública brasileira, e obtiveram-se os seguintes resultados: no que tange ao teste do QuiQuadrado para auditores de TCEs, dos 189 (cento e oitenta e nove) respondentes, apenas 105 (cento e cinco) tiveram valor estatístico quanto ao crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo accountability e a aplicabilidade dos conceitos accountability e true and fair view à contabilidade pública brasileira, o que ocasionou um missing de 44,4 % em função da opção pela indiferença nas questões relacionadas, conforme Tabela 62 abaixo. 97 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Valid Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e N Percent gestão pública brasileira 105 55,6 Cases Missing N Percent 84 44,4 N 189 Total Percent 100,0 Tabela 62: Sumário dos Casos Processados: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Fato que também foi identificado foi o crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo true and fair view e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, o que ocasionou um missing de 42,9 %, ou seja, 81 (oitenta e um) respondentes, conforme Tabela 63 abaixo. True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Valid Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability N Percent são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 108 57,1 Cases Missing N Percent 81 42,9 N 189 Total Percent 100,0 Tabela 63: Sumário dos Casos Processados: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. O segundo passo foi a apresentação do Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira (Tabela 64) e do Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira (Tabela 65). Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Total Discordo fortemente Concordo fortemente Count Expected Count Count Expected Count Count Expected Count Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 20 5 11,7 13,3 29 51 37,3 42,7 49 56 49,0 56,0 Total 25 25,0 80 80,0 105 105,0 Tabela 64: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 98 True and Fair View (Visão Verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total Count Expected Count Count Expected Count Count Expected Count Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Discordo Concordo fortemente fortemente 37 26 29,2 33,8 13 32 20,8 24,2 50 58 50,0 58,0 Total 63 63,0 45 45,0 108 108,0 Tabela 65: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após a apresentação das respostas válidas, a partir do output do SPSS, objetivou-se encontrar o valor do teste estatístico Qui-Quadrado, que foi um dos testes utilizados, conforme se apresentam nas Tabelas 66 e 67 abaixo: Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 14,648 12,943 15,299 1 1 1 14,509 105 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,000 ,000 ,000 Exact Sig. (2-sided) ,000 Exact Sig. (1-sided) ,000 ,000 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 11,67. Tabela 66: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 9,402 8,240 9,617 1 1 1 9,315 108 1 Asymp. Sig. (2-sided) ,002 ,004 ,002 Exact Sig. (2-sided) ,003 Exact Sig. (1-sided) ,002 ,002 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 8,43. Tabela 67: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 99 Objetivando dar embasamento estatístico, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis, pelo qual se obtiveram as respostas abaixo, onde para o Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, foram validados 105 questionários, enquanto no Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, validaram-se 108 questionários, fato que foi também verificado quando do teste do Qui-Quadrado, conforme Tabelas 68 a 71 abaixo. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 25 80 105 35,50 58,47 Tabela 68: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 63 45 108 47,79 63,90 Tabela 69: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Chi-Square df Asymp. Sig. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 14,509 1 ,000 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 70: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 100 Chi-Square df Asymp. Sig. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira 9,315 1 ,002 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: True and Fair View (visão verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 71: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Após a obtenção desses resultados, os mesmos foram reunidos em uma tabela onde se buscava evidenciar a decisão a ser tomada mediante a aplicação dos testes estatísticos, e verificou-se que, para aqueles que conhecem tanto o conceito/doutrina accountability quanto o true and fair view, a aplicação dos dois conceitos/doutrinas true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability à contabilidade e gestão pública brasileira é sim possível, já que, de acordo com a teoria estatística, a decisão de rejeitar H0b pressupõe que são aplicáveis, fato que é referenciado pelos dados descritivos, ou seja, 34,9% discordam ou discordam fortemente, 25,4% se mostra indiferentes, já 39,7% concordam ou concordam fortemente, sinalizando que tais conceitos são aplicáveis, conforme Tabela 72 abaixo. Grupo: Auditores dos TCEs Conhecimento de accountability Conhecimento de true and fair view Teste Qui-Quadrado* Teste Kruskal – Wallis Asymp. Sig. Asymp. Sig. QUItab QUIcal QUItab Hcal (NS=5%) (NS=5%) Decisão 3,841 12.943 0,000 3,841 14,509 0,000 Rejeitar H0b 3,841 8,240 0,004 3,841 9,315 0,002 Rejeitar H0b * Teste com a Correção de Yates. Tabela 72: Teste de Hipóteses: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Auditores dos TCEs Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 9.2 Contadores Públicos Ao se analisarem os contadores públicos, efetuou-se o teste do Qui-Quadrado e, dos 70 (setenta) respondentes, apenas 46 (quarenta e seis) tiveram validade estatística, de acordo com os parâmetros de verdade e consistência entre as respostas para o crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo accountability e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, o que ocasionou um missing de 34,3 %, que corresponde a 24 (vinte e quatro) questionários, conforme Tabela 73. 101 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os Valid padrões internacionais de contabilidade são adequados para N Percent aplicação nas entidades da administração pública brasileira 46 65,7 Cases Missing N Percent 24 34,3 N 70 Total Percent 100,0 Tabela 73: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. No crosstabulation realizado entre aqueles que afirmaram conhecerem e saberem o que ele significa o termo true and fair view e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, ocasionou-se um missing de 45,7 %, ou seja, 32 (trinta e dois) respondentes, conforme Tabela 74 abaixo. True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Valid N Percent 38 54,3 Cases Missing N Percent 32 45,7 N 70 Total Percent 100,0 Tabela 74: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Outra informação que é necessária para a análise e decisão quanto ao sistema de hipóteses diz respeito ao Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira, bem como o Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira. Essas informações são apresentadas mostrando a comparação entre o que se esperava, e aquilo que aconteceu, conforme Tabela 75 abaixo: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Total Discordo fortemente Concordo fortemente Count Expected Count Count Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 11 3 7,6 6,4 14 18 17,4 14,6 25 21 25,0 21,0 Total 14 14,0 32 32,0 46 46,0 Tabela 75: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 102 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Total Count Discordo fortemente Expected Count Count Concordo fortemente Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades Total da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 18 8 26 15,1 10,9 26,0 4 8 12 6,9 5,1 12,0 22 16 38 22,0 16,0 38,0 Tabela 76: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Nas tabelas a seguir, verifica-se a apresentação das respostas válidas, coletadas após o output do SPSS, objetivando encontrar o valor do teste estatístico Qui-Quadrado, que foi um dos testes utilizados, conforme se apresenta nas Tabelas 77 e 78 abaixo: Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 4,760 3,460 5,013 1 1 1 4,656 46 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,029 0,063 0,025 Exact Sig. (2-sided) 0,052 Exact Sig. (1-sided) 0,030 0,031 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 6,39. Tabela 77: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 4,340 2,993 4,355 1 1 1 4,226 38 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,037 0,084 0,037 Exact Sig. (2-sided) 0,075 Exact Sig. (1-sided) 0,042 0,040 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 5,05. Tabela 78: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 103 Por fim, na busca por referendar o estudo através de uma validade estatística, utilizouse ainda o Teste Kruskal-Wallis executado a partir do aplicativo estatístico SPSS, e através dele verificou-se que ele seguia o mesmo norte apontado pelo Qui-Quadrado, conforme se pode inferir das Tabelas 79 a 82 abaixo apresentadas: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 14 32 46 17,93 25,94 Tabela 79: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na crosstabulation accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 26 12 38 17,35 24,17 Tabela 80: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Chi-Square df Asymp. Sig. Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 4,656 1 ,031 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 81: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Chi-Square df Asymp. Sig. Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira 4,226 1 0,040 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 82: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 104 Ao se tratarem todos os dados coletados, estes deram subsídios para a elaboração da Tabela 83 abaixo, que sintetiza o sistema de hipóteses e aponta a decisão a ser tomada mediante a análise dos resultados: Grupo: Contadores Públicos Conhecimento de accountability Conhecimento de true and fair view Teste Qui-Quadrado* Asymp. Sig. QUItab QUIcal (NS=5%) Teste Kruskal – Wallis Asymp. Sig. QUItab Hcal (NS=5%) 3,841 3,460 0,063 3,841 4,656 0,031 Aceitar H0a 3,841 2,993 0,084 3,841 4,226 0,040 Aceitar H0a Decisão * Teste com a Correção de Yates. Tabela 83: Teste de Hipóteses: Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Os resultados apontam que deverá ser aceita H0a, em virtude do resultado calculado do Qui-Quadrado ser menos que o resultado tabelado e este ter um nível de significância, enquanto o Kruskal-Wallis não dispõe dessa significância, mesmo tendo resultado ao contrário. Esse resultado é consonante com o resultado verificado na etapa descritiva, onde 38,6% discordaram da adequabilidade desses padrões para a contabilidade brasileira, 28,6% se declararam indiferentes e 32,9% concordaram com a aplicação. Essa decisão contribui ainda mais para a tese de que o processo de convergência poderá vir a ter dificuldades de implementação. Este grupo respondeu ainda a um questionamento quanto à aplicabilidade destes dois conceitos em especial, accountability e true and fair view, na contabilidade pública brasileira, e apreendeu-se deles os seguintes resultados: quando da opção em aplicar o teste do QuiQuadrado, dos 70 (setenta) contadores públicos respondentes, apenas 44 (quarenta e quatro) obtiveram valor estatístico; quanto ao crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo accountability e a aplicabilidade dos conceitos accountability e true and fair view à contabilidade pública brasileira, ocasionou-se um missing de 37,1 %. Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Valid Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e N Percent gestão pública brasileira 44 62,9 Cases Missing N Percent 26 37,1 N 70 Total Percent 100,0 Tabela 84: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 105 Foi gerado um missing de não validade estatística de 42,9%, quando da análise do crosstabulation entre os que afirmaram conhecerem e saberem o que significa o termo true and fair view e a aplicabilidade dos padrões internacionais de contabilidade à contabilidade pública brasileira, conforme se verifica na tabela abaixo: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Valid N Percent 40 57,1 Cases Missing N Percent 30 42,9 N 70 Total Percent 100,0 Tabela 85: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Ao se apresentarem o Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, e o Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, encontrou-se que, segundo o cálculo estatístico, era esperado um grupo de respostas, fato este que não ocorreu, conforme Tabelas 86 e 87 abaixo. Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Total Discordo Count fortemente Expected Count Concordo Count fortemente Expected Count Count Expected Count Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na Total contabilidade e gestão pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 10 2 12 5,7 6,3 12,0 11 21 32 15,3 16,7 32,0 21 23 44 21,0 23,0 44,0 Tabela 86: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 106 True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Total Count Discordo fortemente Expected Count Count Concordo fortemente Expected Count Count Expected Count Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão Total pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 15 11 26 13,7 12,4 26,0 6 8 14 7,4 6,7 14,0 21 19 40 21,0 19,0 40,0 Tabela 87: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. O próximo passo foi verificar os resultados propriamente ditos dos testes, conforme já afirmado, a partir do SPSS, que são apresentados nas Tabelas 88 e 89 abaixo: Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 8,385 6,537 8,909 1 1 1 8,194 44 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,004 0,011 0,003 Exact Sig. (2-sided) 0,006 Exact Sig. (1-sided) 0,005 0,004 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 5,73. Tabela 88: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 0,803 0,318 0,804 1 1 1 0,783 40 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,370 0,573 0,370 Exact Sig. (2-sided) 0,510 Exact Sig. (1-sided) 0,286 0,376 a. Computed only for a 2x2 table. b. 0 cells (,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is 6,65. Tabela 89: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 107 Aplicou-se ainda o teste de Kruskal-Wallis, pelo qual se obtiveram as respostas abaixo, onde para o Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, foram validados 44 (quarenta e quatro) questionários, enquanto no Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira, validaram-se 40 (quarenta) questionários, fato que foi também verificado quando do teste do Qui-Quadrado, conforme Tabelas 90 a 93 abaixo. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 12 32 44 14,67 25,44 Tabela 90: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total N Mean Rank 26 14 40 19,46 22,43 Tabela 91: Ranks para o Teste de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Chi-Square 8,194 df 1 Asymp. Sig. 0,004 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 92: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 108 Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Chi-Square 0,783 df 1 Asymp. Sig. 0,376 a. Kruskal Wallis Test b. Grouping Variable: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Tabela 93: Teste Estatístico de Kruskal-Wallis na Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Os resultados encontrados orientaram para a construção de uma tabela com vistas a facilitar e melhorar a exposição e posterior decisão. Contatou-se que, para aqueles que conhecem o conceito/doutrina accountability, a aplicação dos dois conceitos/doutrinas true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são a contabilidade e gestão pública brasileira, é sim possível, já que, de acordo com a teoria estatística, a decisão foi de rejeitar H0b, pressupondo que são aplicáveis. Já para aqueles que conhecem o true and fair view, a decisão estatística foi a de aceitar a hipótese nula, fato que destoa do que foi referenciado pelos dados descritivos, ou seja, 32,9% discordam, 30% são indiferentes, enquanto 37,1% se mostraram favoráveis, sinalizando que tais conceitos são aplicáveis. Grupo: Contadores Públicos Conhecimento de accountability Conhecimento de true and fair view Teste Qui-Quadrado* Asymp. Sig. QUItab QUIcal (NS=5%) Teste Kruskal – Wallis Asymp. Sig. QUItab Hcal (NS=5%) 3,841 6,537 0,011 3,841 8,194 0,004 Rejeitar H0a 3,841 0,318 0,573 3,841 0,783 0,376 Aceitar H0a Decisão * Teste com a Correção de Yates. Tabela 94: Teste de Hipóteses: Estes conceitos true and fair view (visão verdadeira e apropriada) e accountability são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira – Contadores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 9.3 Gestores Públicos Ao se fazerem os testes estabelecidos na metodologia do presente trabalho, verificouse que os dados referentes ao grupo de respondentes gestores públicos não dispõe de validade estatística, visto que três células, ou seja, 75% da amostra, obteve frequência esperada mínima menor que 1, já que, dos 25 (vinte e cinco) respondentes, 13 (treze) foram excluídos do cômputo dos respondentes, em virtude de se declararem indiferentes, conforme pode se verificar nas Tabelas 95 a 100 abaixo. 109 Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os Valid padrões internacionais de contabilidade são adequados para N Percent aplicação nas entidades da administração pública brasileira 12 48,0 Cases Missing N Percent 13 52,0 N 25 Total Percent 100,0 Tabela 95: Sumário dos Casos Processados: Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Valid N Percent 10 40,0 Cases Missing N Percent 15 60,0 N 25 Total Percent 100,0 Tabela 96: Sumário dos Casos Processados: True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Accountability – Conheço este termo e sei o que significa Discordo fortemente Concordo fortemente Total Count Expected Count Count Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 1 1 ,5 1,5 2 8 2,5 7,5 3 9 3,0 9,0 Total 2 2,0 10 10,0 12 12,0 Tabela 97: Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa Total Count Discordo fortemente Expected Count Count Concordo fortemente Expected Count Count Expected Count Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades Total da administração pública brasileira Discordo fortemente Concordo fortemente 3 5 8 2,4 5,6 8,0 0 2 2 ,6 1,4 2,0 3 7 10 3,0 7,0 10,0 Tabela 98: Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 110 Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 0,800 0,000 0,715 1 1 1 0,733 12 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,371 1,000 0,398 Exact Sig. (2-sided) 0,455 Exact Sig. (1-sided) 0,455 0,392 a. Computed only for a 2x2 table. b. 3 cells 75(,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is ,50. Tabela 99: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation Accountability – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. Pearson Chi-Square Continuity Correction Likelihood Ratio Fisher's Exact Test Linear-by-Linear Association N of Valid Cases Value df 1,071 0,030 1,632 1 1 1 ,964 10 1 Asymp. Sig. (2-sided) 0,301 0,863 0,201 Exact Sig. (2-sided) 1,000 Exact Sig. (1-sided) 0,467 0,326 a. Computed only for a 2x2 table. b. 3 cells 75(,0%) have expected count less than 5. The minimum expected count is ,60. Tabela 100: Teste de Qui-Quadrado para Crosstabulation True and Fair View (Visão Verdadeira e Apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa * Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira – Gestores Públicos Fonte: Elaboração própria, a partir dos dados da pesquisa. 111 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta dissertação trilhou o caminho visando evidenciar a percepção dos auditores dos TCEs, dos gestores e contadores públicos dos Estados de Pernambuco e da Paraíba quanto à aplicabilidade dos conceitos true and fair view e accountability na contabilidade pública brasileira e sua influência no processo de convergência com os padrões internacionais de contabilidade aplicados ao setor público, processo este que deverá nos próximos anos modificar totalmente o foco da contabilidade pública brasileira, conforme se expõe a seguir. Considerando que atualmente vive-se um estágio de profunda mudança desencadeada desde as audiências públicas visando à edição das NBC TSP, com a publicação da Portaria nº 184/08 do Ministério da Fazenda, e principalmente do desejo dos profissionais por uma contabilidade com feições mais delineadas pela ciência contábil e cada vez menos pelo orçamento público, regido em sua essência por normativos legais e sem apresentar aos diversos usuários informações capazes de serem completas e distantes do privilégio a um único grupo usuário. Esse movimento é capitaneado por diversos pensadores da contabilidade pública brasileira, em parceria com os órgãos envolvimentos no processo, como: STN, CFC, TCE/TCU e pela academia. Considerando que ao se analisar a percepção desses três grupos, apenas consegue-se verificar, com validade estatística, dois, ou seja, dos auditores dos TCEs, dos contadores e dos gestores públicos, apenas os auditores dos TCEs e contadores públicos obtiveram validade estatística quando da aplicação dos testes Qui-Quadrado e Kruskal-Wallis. Considerando que esse resultado levou a conclusões com a percepção desses dois grupos envolvidos no processo: quando estão segregados em função do seu conhecimento de accountability, os auditores públicos acreditam que são aplicáveis à contabilidade pública brasileira os padrões internacionais de contabilidade e os conceitos/doutrinas accountability e true and fair view, já os contadores públicos divergem apenas no que tange à aplicação dos padrões, pois eles não acreditam nos mesmos. Quando eles estão segregados em função do conhecimento em true and fair view, os auditores não acreditam nos padrões e acreditam nos conceitos/doutrinas, já os contadores não acreditam em nenhuma das possibilidades de aplicação, quer seja dos conceitos/doutrinas, quer seja nos padrões internacionais de contabilidade. Essa afirmação estatística destoa em alguns momentos do que se pode verificar quando da análise do gráfico na Figura 7 abaixo, construído a partir de uma perspectiva descritiva apenas, onde se tem uma ligeira maioria sinalizando que tais conceitos são aplicáveis. 112 Figura 7: Respostas dos auditores e contadores públicos Fonte: Dados da pesquisa Considerando que deve-se ter a academia no papel de formadora e fomentadora de novas pesquisas e estudos e, ao abrir mais espaços, formará não apenas novos profissionais, mas contribuirá com a propagação dessa nova contabilidade pública, alinhada com os preceitos da ciência contábil, bem como tais pesquisas possibilitarão uma divulgação ampla e eficaz desse processo. Considerando que o referencial teórico apontou pontos que denotam impesílios ao processo como as reformas do Estado que ainda não se completaram, o sistema jurídico/legal codificado (code law), a cultura tanto do povo como organizacional em um país de dimensões continentais e que não está habituado com a responsabilidade atribuída através do subjetivismo, deverão ser responsáveis do ponto de vista da aplicabilidade do arcabouço teórico da chamada “contabilidade pública patrimonial”. 113 11 CONCLUSÕES Do estudo apresentado pode-se afirmar que o processo de convergência deverá ter incorporado à sua agenda esforços no sentido de promover uma conscientização mais eficaz, envolvendo não apenas os profissionais que se obrigam a participar por estarem intimamente ligados à área pública, mas sim uma presença dos demais atores do processo e principalmente daqueles que serão os desbravadores desse novo caminho. Outro ponto a ser trabalhado é na verificação das formas de se prevenirem os fatores dificultadores do processo de convergência das NBC TSP às IPSAS. Há necessidade de se terem todos os grupos participando desse processo, por exemplo, os gestores públicos, pois não se poderá deixar esse processo à discricionariedade dos mesmos, bem como sem que eles promovam uma participação, debate e implementação das diretrizes estabelecidas pelos comandantes deste processo. Essa posição tomada pelos respondentes, quanto à aplicabilidade dos padrões e dos conceitos/doutrinas, denotam possíveis dificuldades a serem enfrentadas no decorrer do proceso de convergência, em face da não aplicação dos novos parâmetros de reconhecimento, mensuração e avaliação dos fatos contábeis, a partir da contabilidade pública patrimonial. No que tange aos direcionadores macro dessa estratégia, evidencia-se a necessidade de um programa sistemático que proporcione, aos municípios e aos estados menores, capacidade de implantação desse novo modelo, aliado com uma consientização, por parte dos órgãos de controle externo, em adotarem uma política de educar e não de de punir nessa fase inicial do processo. Fato este que passa desde o plano de contas único, que já é discutido no âmbito federal e que dispõe de cronograma discutido para estados e municípios. Por fim, necessita-se ainda de um “desenvolvimento social”, de um maior grau de “transparência”, na gestão pública, visando aproximar-se daquilo que é metaforicamente o campo fértil das “boas” práticas de gestão e contabilidade pública mundiais, aliado à disseminação do que se discute, promovendo a chamada socialização da informação, pois a falta de conhecimento e as barreiras culturais ainda provocam distorções na aplicação de padrões e conceitos internacionais. 114 12 LIMITAÇÕES DO ESTUDO E SUGESTÕES DE NOVAS PESQUISAS A título de limitação do estudo, aponta-se a abrangência geográfica, no país continental que é o Brasil, onde apenas se trabalharam os estados de Pernambuco e da Paraíba, ficando neste quesito a sugestão de replicação do estudo em outros estados. Outro fator se refere ao momento que se inicia esta pesquisa, quando ainda não se tinha uma ampla divulgação do processo de convergência, fato este que pode motivar uma influência nociva aos resultados, que aqui se trata como balizador do contexto desafiador pelo qual passaram os desbravadores deste processo e que outros pesquisadores irão enfrentar no desenrolar das pesquisas científicas que nortearão e servirão de base durante o processo de convergência das NBC T SP às IPSAS. Por fim aponta-se o fator restritivo dos que trabalham com contabilidade pública (contadores públicos e gestores públicos) que não manifestaram desejo em participar da pesquisa, mesmo com o envio sistemático de solicitações em meio eletrônico, através do cadastro de gestores e contadores públicos do TCE-PB, dos sites do governo dos estados de Pernambuco e da Paraíba, das prefeituras e câmaras municipais, bem como outras formas de solicitação por escrito. Sugere-se então que haja uma definição estratégica por parte dos órgãos capitaneadores desse processo em nível de Brasil, visando fomentar a participação desses agentes públicos no processo de convergência. 115 REFERÊNCIAS ABRUCIO, Fernando Luiz; LOUREIRO, Maria Rita. Finanças públicas, democracia e accountability. In: BIDERMAN, Ciro; ARVATE, Paulo. Economia do setor público no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 2004. Cap. 5, p. 75-102. ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo. 13. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2007. ALOE, Armando. Técnica orçamentária e contabilidade pública. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1970. AMARO, Ana; PÓVOA, Andreia; MACEDO, Lúcia. A arte de fazer questionários. Porto, 2004/2005. Disponível em: <www.jcpaiva.net/getfile.php?cwd=ensino/cadeiras/metodol/2004 2005/894dc/f94c1&f=a9308>. Acesso em: 16 ago. 2008. ANDRADE, Benedicto de. Contabilidade pública. 7. ed. São Paulo: Atlas, 1977. ARAÚJO, Joaquim Filipe Ferraz Esteves de. 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APÊNDICES 124 APÊNDICE A Questionário para auditores do Tribunal de Contas dos estados de Pernambuco e da Paraíba 1 – Marque na quadrícula correspondente a esquerda das opções, na qualificação pessoal: Faixa Etária Gênero Formação Acadêmica Até 30 anos Masculino Ensino médio (Se esta alternativa não precisa responder a questão acerca da área de formação) De 31 a 35 anos De 36 a 40 anos De 41 a 50 anos Acima de 50 anos Feminino Graduação Especialização – em curso Especialização – concluída Mestrado Doutorado Área de Formação Tempo no cargo no TCE Ciências da Saúde (Medicina, Odontologia, Fisioterapia etc.) Menos de 1 (um) ano Ciências Sociais Aplicadas (Administração, Contabilidade etc.) Entre 1 (um) e 5 (cinco) anos Ciências Humanas e Educação (Pedagogia, História etc.) De 6 (seis) a 10 (dez) anos Ciências Tecnológicas (Engenharias) De 11 (onze) a 20 (vinte) anos Ciências da Natureza (Biologia, Computação, Matemática etc.) Mais de 20 anos 2 – Circule nas escalas sombreadas a seguir o valor que corresponde ao grau em que você considera cada um dos termos nas diversas situações: 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – Conheço este termo e sei o que significa. 2 3 4 5 Concordo fortemente DESENVOLVIMENTO SOCIAL – É uma condição indispensável para existência de accountability. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRANSPARÊNCIA – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas a sociedade. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – É uma ação individual do gestor público. 2 3 4 5 Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade). 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Estes conceitos TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) e ACCOUNTABILITY são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente 125 APÊNDICE B Questionário para Contadores Públicos dos Estados de Pernambuco e da Paraíba 1 – Marque na quadrícula correspondente a esquerda das opções, na qualificação pessoal: Faixa Etária Gênero Formação Acadêmica Até 30 anos Masculino Graduação De 31 a 35 anos Feminino Especialização – em curso De 36 a 40 anos Especialização – concluída De 41 a 50 anos Mestrado Acima de 50 anos Doutorado Número de Clientes Escritório Próprio Tempo na profissão 1 Sim Menos de 1 (um) ano De 2 a 5 Não Entre 1 (um) e 5 (cinco) anos De 6 a 15 De 6 (seis) a 10 (dez) anos Acima de 15 De 11 (onze) a 20 (vinte) anos Mais de 20 anos 2 – Circule nas escalas sombreadas a seguir o valor que corresponde ao grau em que você considera cada um dos termos nas diversas situações: 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – Conheço este termo e sei o que significa. 2 3 4 5 Concordo fortemente DESENVOLVIMENTO SOCIAL – É uma condição indispensável para existência de accountability. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRANSPARÊNCIA – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas a sociedade. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – É uma ação individual do gestor público. 2 3 4 5 Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade). 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Estes conceitos TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) e ACCOUNTABILITY são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente 126 APÊNDICE C Questionário para Gestores Públicos dos Estados de Pernambuco e da Paraíba 1 – Marque na quadrícula correspondente a esquerda das opções, na qualificação pessoal: Faixa Etária Gênero Formação Acadêmica Até 30 anos Masculino Ensino fundamental De 31 a 35 anos Feminino Ensino médio De 36 a 40 anos Graduação De 41 a 50 anos Especialização Acima de 50 anos Mestrado Doutorado Tipo de gestor Já foi gestor antes Tempo como gestor Gestor de Carreira Sim Menos de 1 (um) ano Mandato eletivo Não Entre 1 (um) e 5 (cinco) anos Indicação por ocupante de De 6 (seis) a 10 (dez) anos mandato eletivo De 11 (onze) a 20 (vinte) anos Mais de 20 anos 2 – Circule nas escalas sombreadas a seguir o valor que corresponde ao grau em que você considera cada um dos termos nas diversas situações: 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – Conheço este termo e sei o que significa. 2 3 4 5 Concordo fortemente DESENVOLVIMENTO SOCIAL – É uma condição indispensável para existência de accountability. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRANSPARÊNCIA – É um caminho para a consolidação e atingimento de um alto grau de accountability nas informações contábeis apresentadas a sociedade. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente 1 Discordo fortemente ACCOUNTABILITY – É uma ação individual do gestor público. 2 3 4 5 Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Conheço este termo e sei o que significa. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Hoje este conceito é verificado nas demonstrações contábeis e relatórios das entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) – Este conceito se apresenta muito subjetivo, porque envolve conceitos filosóficos (veracidade, justiça e propriedade). 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Os padrões internacionais de contabilidade são adequados para aplicação nas entidades da administração pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente Estes conceitos TRUE AND FAIR VIEW (visão verdadeira e apropriada) e ACCOUNTABILITY são aplicáveis na contabilidade e gestão pública brasileira. 1 2 3 4 5 Discordo fortemente Concordo fortemente