COLÉGIO ESTADUAL IRMÃ MARIA MARGARIDA ENSINO MÉDIO E NORMAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Salto do Lontra, Abril 2013 COLÉGIO ESTADUAL IRMÃ MARIA MARGARIDA ENSINO MÉDIO E NORMAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Salto do Lontra, Abril de 2013 SUMÁRIO 1- Apresentação.........................................................................................................04 2 - Identificação..........................................................................................................06 2.1- Histórico de Salto do Lontra................................................................................07 2.2 - Característica da Comunidade Escolar..............................................................08 2.3 - Histórico da escola.............................................................................................12 2.4 - Característica do Atendimento...........................................................................16 2.5 - Organização do atendimento escolar.................................................................16 2.6 - Quadro Geral de Pessoal...................................................................................17 2.7 - Organização do espaço físico............................................................................18 3 – Objetivos...............................................................................................................20 4 – Marco Situacional.................................................................................................21 5 – Marco Conceitual.................................................................................................24 5.1 - Filosofia do Colégio...........................................................................................26 5.2 - Apresentação do Curso d Formação de Docentes............................................27 5.2.1 – Justificativa.....................................................................................................28 5.2.2 - Estrutura de Estágio Curricular.......................................................................30 5.2.3 - Objetivos Gerais do Curso..............................................................................32 5.2.4 - Objetivos de Prática de Ensino.......................................................................33 5.2.5 – Metodologia....................................................................................................34 5.2.6 – Avaliação da Prática de Ensino......................................................................35 5.2.7 – Matriz Curricular do curso de Educação Geral..............................................37 5.2.8 – Matriz Curricular do Curso de Formação de Docentes..................................38 6 – Avaliação..............................................................................................................40 7 – Recuperação.......................................................................................................41 8 - Marco Operacional...............................................................................................42 8.1 - Gestão Democrática..........................................................................................43 8.2 - Equipe Pedagógica............................................................................................44 8.3 - Conselho Escolar.............................................................................................44 8.4 - Alunos Representantes de turma.......................................................................45 8.5 - Professor Regente.............................................................................................45 8.6 - APMF.................................................................................................................45 8.7 - Grêmio Estudantil...............................................................................................46 8.8- Educação Inclusiva.............................................................................................47 8.9 - Estágio não Obrigatório.....................................................................................47 8.10 - Linhas de Ação da Escola................................................................................48 8.11 – Programa de Desenvolvimento Educacional...................................................49 8.12 – Estratégias de articulação com a família.........................................................50 8.13 – Equipe Multidisciplinar.....................................................................................51 8.14 – Atividades Complementares Curriculares em Contraturno.............................52 8.15 – CELEM............................................................................................................53 9- Anexos...................................................................................................................54 10- Referências..........................................................................................................63 1- APRESENTAÇÃO O Projeto Político-Pedagógico deste estabelecimento de Ensino foi elaborado com a participação do Corpo Docente, da Direção e Equipe Pedagógica, Agentes Educacionais I e II e visa apresentar de maneira clara e real o Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino Médio e Normal, em seus aspectos mais relevantes, situando-o no contexto social em que está inserido, visando desta forma, apresentar seu histórico, analisando e refletindo sobre a situação educacional a nível de mundo, de país, de Estado e um compromisso especial com os alunos que até aqui chegam, tendo sempre como principal objetivo aprimorar o conhecimento. As propostas aqui apresentadas foram amplamente discutidas e analisadas e visam proporcionar ao aluno uma educação voltada para a vida, na qual possa ser agente transformador e tenha condições de integrar-se na sociedade como cidadão consciente, crítico e capaz. Quanto ao aspecto pedagógico e administrativo, serão relatados de forma objetiva proporcionando ao leitor uma visão dos principais objetivos do colégio, possibilitando assim o conhecimento das práticas educativas, metas, anseios e aspirações. Serão contemplados além da concepção de mundo, de homem, de educação outros itens que poderão ser encontrados como os projetos que o Colégio se propõe a desenvolver. Dessa forma percebemos o envolvimento de toda a comunidade escolar e com um trabalho tipicamente coletivo de análise, discussões e flexibilidade de adaptação conseguiremos atingir os objetivos propostos, sempre tendo como preocupação maior garantir ao aluno o acesso ao conhecimento e a educação geral voltada para o desenvolvimento da cidadania. Este documento se Constitui em um texto referencial, no qual os princípios democráticos são a base para promover a discussão, a reflexão e a tomada de decisões pelo coletivo da escola. Sendo assim, o Projeto Político Pedagógico do colégio é uma ação consciente e organizada pois é planejado com a participação de todo os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem. É um instrumento flexível, em constante construção. Trilhando novos caminhos com coragem, consciência crítica e muita esperança, sendo seu objetivo primordial a qualidade educacional. O projeto foi estudado, construído e analisado por toda a comunidade escolar e apresentado a Assembléia de pais e Órgãos Colegiados para ser aprovado. 2- IDENTIFICAÇÃO O Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino Médio, localizado na Rua Rio Grande do Sul, Nº 849 no município de Salto do Lontra, mantido pelo Governo do Estado do Paraná, criado pelo decreto nº 4951 de 12 de maio de 1978 e reconhecido pela Resolução nº 30/82, de 08 de janeiro de 1982 com oferta dos cursos de Magistério auxiliar e/ou Técnico em Contabilidade e o Básico em Agropecuária, surgiram da reestruturação do Ensino de 2º Grau quando então a Escola Normal Colegial da cidade de Salto do Lontra, criada pelo decreto nº 21.860 de 11 de janeiro de 1970. Em 1994, a Resolução nº 1.166/99, cessa gradativamente o Curso Básico em Agropecuária, Técnico em Contabilidade, e Magistério e a Resolução nº 697/94 aprova a implantação gradativa do curso de Educação Geral – Preparação Universal a partir de 1994. O Colégio tem seu funcionamento em três turnos: matutino, vespertino e noturno. Para simbolizar o colégio e cientes da importância de ter uma Bandeira que o simbolize, o grupo de professores, funcionários, APM e líderes de turmas (alunos representantes) organizaram com o apoio da Direção um concurso onde os alunos devidamente matriculados, em grupos de até 5 integrantes, criaram o desenho da bandeira durante as aulas de Arte. Ao confeccionar o desenho da Bandeira os alunos seguiram um regulamento elaborado pela organização do concurso. A escolha foi feita por uma comissão representada por integrantes dos segmentos da sociedade tais como: prefeito municipal, presidente do Grêmio, pároco, APM, professor, aluno e funcionário do colégio. O desenho escolhido foi criado pelas alunas: Célia Balas, Elizangela Cancelier, Eliziane Marchesi, Gissele Cancelier e Márcia Dolinski da 1ª série do Magistério. Destacamos os elementos que compõem a Bandeira do CEIMM: MÃOS DADAS : União de todo o Colégio para que a igualdade prevaleça. LIVRO: Principal instrumento educacional, em que os alunos e professores se apóiam para melhor desempenho da educação. VIOLÃO: Instrumento cultural. Representa os festivais e as danças da escola. MILHO, FEIJÃO E TRIGO: Principais produtos agrícolas do município. Representa os alunos que vêm do interior. (Sócio-econômico). DIPLOMA E HORIZONTE: Realização dos sonhos e a esperança de um futuro melhor. ESTRELAS: Deus e nós. (Religioso). GLOBO: Universalização das ideias. O registro oficial da Bandeira do CEIMM está na ata nº. 14/96 e a solenidade de lançamento foi realizada no dia vinte e quatro do mês de outubro com a participação de todos os alunos, pais, professores e autoridades locais. A equipe vencedora explicou o significado de cada símbolo contido no desenho. O Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino Médio, fica localizado à Rua Rio Grande do Sul, nº 849, centro, no município de Salto do Lontra, Região Sudoeste do Estado do Paraná . 2.1- HISTÓRICO DE SALTO DO LONTRA Salto do Lontra começou a existir por volta de 1951, ao surgirem as primeiras famílias que iniciaram a colonização e a fundação da vila. Os primeiros moradores construíram uma capela de madeira denominada Nossa Senhora Aparecida onde eram realizados cultos dominicais e como não existia escola a capela funcionava como sala de aula tendo como primeira professora Irondina Piazza Wobeto, juntamente com o professor Antonio Perón. Com a chegada de novos moradores foi feito o loteamento do local e aí começaram a vender e pagar altos impostos na época. A luta pela terra teve seu momento trágico, pois muitas famílias tiveram que lutar contra jagunços, invasores de terras obrigando-os a vendê-las, e os que não vendiam tinham suas casas invadidas e para não morrerem, fugiam para o mato. Com a vinda dos inspetores de quarteirão, muitos problemas começaram a surgir ou agravaram-se os que já havia. As famílias que vieram descobrir as riquezas das terras na região são oriundas de Santa Catarina e de Rio Grande do Sul, na sua maioria descendentes de italianos, alemães e poloneses, que consigo trouxeram suas culturas, hábitos e tradições. Dentre estas, merecem destaque a família de Nicolau Inácio, a primeira a chegar e fundar a vila, cuja avenida principal, em sua homenagem, tem seu nome. Meses depois chegaram outras famílias. Salto do Lontra foi levado a categoria de Município pela Lei nº 4823 de 18 de fevereiro de 1964. A instalação ocorreu em 3 de dezembro do mesmo ano. Junto com o desenvolvimento do município veio se sobressaindo a educação, passando por dificuldades, mas também muitos avanços conquistados. De acordo com a Lei nº 92 de agosto de 1961, a vila de Salto do Lontra foi elevada a categoria de Distrito, pertencente à Comarca de Francisco Beltrão. Três anos depois, foi elevada a categoria de município pela Lei nº 4.823 de 18 de fevereiro de 1964. A instalação ocorre dia 13 de dezembro do mesmo ano, data em que foi empossado a primeira Câmara Municipal e o primeiro Prefeito eleito, Dr. Wilson José da Silva Nunes. Salto do Lontra passou a pertencer a Comarca de Dois Vizinhos quando esta foi instalada em 01 de junho de 1970. A Câmara Municipal de Vereadores e o Prefeito Municipal Nelsi Maria conquistaram para o povo lontrense a instalação da Comarca em 01 de agosto de 1986, criada pela Lei nº 8.280/86. 2.2- Características da Comunidade Escolar A maioria dos alunos que estudam nesse colégio vem do interior do município, são filhos de agricultores, moram com os pais, são de famílias constituídas de quatro a seis pessoas. O grau de escolaridade dos pais é do ensino básico de 1ª a 4ª série, alguns com quinta a oitava, poucos com ensino médio e raros com 3º grau. Além da agricultura temos diferentes profissões exercidas pelos pais, como: professor, funcionário público, doméstica. A renda familiar varia de menos de um salário mínimo até 3 (três) salários mínimos prevalecendo o ganho entre um e dois salários. Com relação à moradia, constatou-se que 80% possui casa própria e os demais moram em casa alugada ou de parentes, sendo as mesmas com energia elétrica e meios de comunicação. Somente 10% das famílias possuem computador, no entanto o acesso a informática é assegurado pela escola. Quanto aos meios de transporte próprios, percebeu-se que menos da metade possui carro. Constatou-se que com relação ao horário de saída de casa para a escola 50% saem menos de 30 minutos antes do início da aula e a distância percorrida à pé fica entre 500m e o máximo de 3km. Os alunos ao serem consultados sobre as dificuldades encontradas na aprendizagem as disciplinas de matemática, biologia, física foram citadas como as de maior dificuldade. A maioria dos alunos do período diurno trabalha pelo menos 4 horas diárias e conseguem administrar estudo, trabalho e lazer considerando-se aluno aplicado, pois, prestam atenção às aulas, trazem os trabalhos em dia, questionam e alguns se consideram bons leitores e pesquisadores. Os pais dos alunos, ao serem entrevistados responderam que esperam da escola que a mesma os prepare para o mercado de trabalho, para a vida e que transmita conhecimentos. Concordam que a escola está cumprindo sua função e consideram a sua participação boa ou regular. A participação nas tarefas escolares do filho é feita pelos pais da seguinte forma: auxiliando e fiscalizando, poucos são os que não acompanham. Consultados sobre as perspectivas de futuro as respostas da grande maioria foi: cursar uma faculdade, ter um bom emprego, concluir o ensino médio e ser muito feliz. O primeiro passo para a interação positiva entre a escola e a família é, sem dúvida facilitar o convívio entre ambos para que possam entrosar-se e buscar benefícios para a educação. É necessário que haja na escola um permanente trabalho com a família. Para isso caberão tarefas importantes como: - Organizar em fichas dados dos alunos para possíveis informações sobre o mesmo, e que a família possa obter conhecimento de seu desempenho na escola. - Trazer os pais para participarem de debates e conversas nas aulas. - Reuniões com pais, alunos e professores para informar sobre o Projeto Político Pedagógico. - Promover reuniões anuais para facilitar o intercâmbio da escola com a família. - Convite ao pai para participar das atividades culturais (festival, jogos, teatro). O conhecimento da família é indispensável para a eficácia do trabalho escolar. Embora tal conhecimento seja essencial para o professor, a escola, através da equipe pedagógica podem intermediar esse contato. Na análise da sala de aula e dos múltiplos fenômenos que nela se originam e desenvolvem, damos ênfase especial a quatro aspectos: a turma como grupo social; a interação social na sala de aula; a sala de aula e a vida social; e a síntese resultante da interação entre aluno e professor, com todas as circunstâncias peculiares à condição de educando e à condição de educador. É na relação de amizade que o professor deverá impor respeito e autoridade, mostrando ao aluno seu limite e transmitindo o conteúdo cientificamente, fazendo com que este questione quando necessário. Para diminuir os índices de reprovação e evasão o grupo de professores decidiu adotar uma média no primeiro bimestre de no mínimo 4,0. Com esse mesmo objetivo, há o Projeto FICA o qual consiste no preenchimento de uma ficha que é enviada ao Conselho Tutelar e este estabelece um contato direto com os pais dos alunos faltosos. Essa postura é adotada durante todo o ano letivo. Diante dessas situações encontradas no âmbito escolar, Paulo Freire nos lembra que quanto mais solidariedade existir entre educador e educando no “trato” deste espaço tanto mais possibilidades de aprendizagem democrática se abrem na escola. O olhar atento e respeitoso da equipe pedagógica permite ao aluno diálogo, aproximação, acompanhamento, ajuda, sempre quando necessário, pois o respeito se dá em razão de nossas ações no momento em que o aluno sente-se amado e exercendo seu direito de dialogar, não somente quando acontecem, mas durante a convivência diária. A ajuda mútua deve prevalecer sem distinção, havendo assim diálogo, respeito, aproximando alunos com equipe pedagógica. Não há “receitas” para a solução de problemas pedagógicos, a situação é altamente complexa, envolve múltiplos aspectos, tais como: cultural, moral, religiosos, familiares, econômicos e éticos. Todo ser humano deve viver em grupo. É vivendo em grupo, socialmente, que ele aprende a desenvolver as atitudes e comportamentos básicos, que lhe possibilitam realizar-se como pessoa. É nesta relação de amizade que se dá o respeito, união, questões estas que devem estar presentes na escola. A humildade deve prevalecer sempre, pois é assim que evitamos a rivalidade entre os alunos de turnos diferentes. É através do convívio com outras pessoas que estes se veem, trocando olhares e se identificando, construindo auto-estima, e é nesta troca que muitos tornam-se integrados em grupos distintos. A noção que os homens têm de sua cultura, de seus valores, costumes e práticas sociais, bem como a forma como interpretam e explicam, varia com o tempo. Com a expansão da tecnologia e da industrialização a individualidade, a falta de valores éticos e morais e o comodismo diante da imposição provocada pelo sistema se reflete de forma preocupante no âmbito escolar. Alguns alunos apresentam dificuldades que muitas vezes acabam atrapalhando seu desempenho escolar, tais como imaturidade, insegurança, acomodação, com fácil influência pelos meios de comunicação e com pouca perspectiva tanto profissional como pessoal, perdendo o interesse pelos estudos tendo como consequência a reprovação e a evasão. Como tentativa de amenizar esta problemática presente, principalmente no período noturno, foi decidido com o coletivo de professores sobre a forma de avaliação e recuperação. Sendo que: Todo aluno terá direito a no mínimo três avaliações durante o trimestre, a recuperação acontecerá de forma paralela, concomitante ao processo de ensino e aprendizagem, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases. Será incentivada aos alunos a participação nas avaliações externas como: ENEM, , OLIMPÍADAS e a participação nos Projetos ofertados na escola como “Viva Escola”e CELEM. Quanto aos índices de reprovação, percebe-se que ainda precisamos trabalhar muito para melhorar a aprendizagem. Precisamos superar dificuldades de aprendizagem, melhorar a auto estima e estimular a iniciativa dos alunos. Estes são desafios que a escola deve enfrentar através do envolvimento e empenho de pais, alunos e a equipe escolar para que os educandos aprendam o máximo. O planejamento é visto pela equipe escolar como um momento de decisão e elaboração de propostas a serem desenvolvidas com os educandos de maneira prática. São selecionados os conteúdos essenciais conforme as orientações da Diretrizes Curriculares Estaduais ( DCEs), elencando-se para cada conteúdo, o objetivo, o encaminhamento metodológico e a forma de avaliação. A formação continuada dos professores compreende a formação acadêmica e especialização com a participação em seminários e cursos de capacitações oportunizadas pela SEED e órgãos educacionais, congressos, grupos de estudo e cursos de capacitação por área de conhecimento. As reuniões pedagógicas são realizadas conforme as necessidades de estudo e de planejamento de atividades desenvolvidas na escola. O tempo reservado a hora/atividade, é cumprido na escola, podendo ter flexibilidade de horário a ser utilizado para: seleção de vídeos e materiais necessários às aulas; correção de avaliações; estudos de textos; realização de atividades escolares como planejamento de aulas e correção de atividades; troca de informação sobre alunos, conversa com pais e alunos, grupos de estudo, leitura, pesquisa e reuniões pedagógicas. 2.3 - HISTÓRICO DA ESCOLA Durante alguns meses do ano 1970, as pessoas da comunidade de Salto do Lontra envolvidas ou não com a política se empenharam no sentido da melhoria de ensino no município recentemente emancipado. Partiram, então, para um trabalho em equipe, líderes, pais e professores, juntamente com as autoridades governamentais: Secretário da Educação, Deputado, Prefeito e Governador. Tudo funcionava através de comandos políticos, inclusive a escolha de professores, diretores etc. Cada membro procurou realizar e desenvolver seu trabalho com rapidez e eficiência. No prazo de 15 dias foi criada a Escola Normal Colegial de Salto do Lontra, com o Curso Normal, pelo Decreto nº. 21860 de 11 de dezembro de 1970. Restava agora apresentar um nome que a personificasse. Com esse objetivo, no dia 25 de junho de 1971, o corpo docente juntamente com os pais e alunos da Escola Normal Colegial Estadual de Salto do Lontra, reuniram-se com a finalidade de escolherem e aprovarem uma determinação para esta escola. Foram citados vários nomes quando um deles foi aprovado por unanimidade – José de Anchieta. Foram expedidos vários documentos, mas não foram aceitos. Assim, reuniram-se novamente a fim de escolherem o nome da escola. Foram citados Juscelino Kubischek e Irmã Maria Margarida. Após troca de ideias e votação com a diretora Maria Aparecida Dall Agnol e professores, foi denominado Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino de 1º e 2º Grau, através do decreto nº. 4951 de 12 de maio de 1976. Foi escolhido o nome Irmã Maria Margarida como patrona desta escola, por ter sido professora que se dedicou à Escola Normal desde os primeiros anos no Município. Para que funcionasse, eram exigidas as seguintes propostas: espaço físico; número de alunos suficiente (30); corpo docente e diretora. Os professores eram os que já atuavam e na época passaram a ser suplementaristas. Entre o clima de euforia, ansiedade e expectativa, por parte dos alunos, havia também a incredulidade frente a essa conquista, que despontava o progresso e o desenvolvimento do Município. Com a reorganização do ensino de 2º grau através do parecer nº. 88/78 do CEE foram criados os seguintes cursos: Magistério, Técnico em Contabilidade e Básico em Agropecuária. Através da Resolução nº. 30/82 ficou reconhecido o Curso de 2º Grau – Regular, com as habilitações plenas do Magistério, Contabilidade e Básico em Agropecuária. O Colégio Estadual Irmã Maria Margarida, Ensino de 1º e 2º Grau funcionou até 1991 com essa denominação. Como o ensino de 1ª a 4ª série foi municipalizado, passou a ter outra denominação, ficando então somente Colégio de 2º Grau. Conforme a Resolução nº. 1166/94 no seu art.1º cessa gradativamente as atividades escolares de Habilitação em Agropecuária do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino de 2º Grau. Pela Resolução nº. 5697/94 resolve o artigo 1º - autorizar o funcionamento do Curso de 2º Grau. Pela resolução nº. 5697/94 resolve o artigo 1º autorizar o funcionamento do Curso de 2º Grau – Educação Geral – Preparação Universal. Parágrafo Único – A autorização ora concebida é pelo prazo de 2 (dois) anos, com implantação gradativa, a partir do início do ano letivo de 1994. Art. 2º - Determinar o prazo de 90 (noventa) dias antes do término de autorização e funcionamento para o Estabelecimento de Ensino solicitar o reconhecimento do Curso de 2º Grau - Educação Geral - Preparação Universal, em substituição ao Curso Habilitação Básica em Agropecuária. Pela Resolução nº. 4252/95 no seu art. 1º autoriza ao funcionamento da 4ª série da Habilitação Técnico em Contabilidade, para o ano de 1995. Parágrafo Único – Os Colégios expedirão ao final da 3ª série o certificado de Auxiliar de Contabilidade e ao final da 4ª série o Diploma de Técnico em Contabilidade. Através da Resolução nº. 46497/96 no Art. 1º - Reconhece o Curso de 2º Grau – Educação Geral do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino de 2º Grau de Salto do Lontra. A Resolução nº. 2284/97 no Artigo 1º Cessa definitivamente as atividades escolares da Habilitação Auxiliar/Técnico em Contabilidade. Art.2º Revoga a autorização de funcionamento da Habilitação citada no Art. 1º obedecendo o seguinte cronograma de cessação: 1997 a 1ª série; 1998 a 1ª e 2ª série; 1999 1ª,2ª e 3ª série e 2000 a 1ª, 2ª 3ª e 4ª séries. Pela Resolução nº 2325/97 no Art. 1º Cessa definitivamente as atividades escolares da Habilitação do Magistério do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida Ensino de 2º Grau do Município de Salto do Lontra N.R.E. de Dois Vizinhos mantido pelo Governo do estado do Paraná. Art. 2º Revoga a autorização de funcionamento da Habilitação citada no art. 1º Obedecendo o seguinte cronograma de cessação 1997 a 1ª série, 1998 1ª e 2ª séries, 1999 a 1ª, 2ª 3ª séries e 2000 a 1ª, 2ª, 3ª e 4ª séries Em reunião com a Comunidade Escolar – pais, alunos, professores. Direção juntamente com a equipe e chefe do Núcleo Regional da Educação de Dois Vizinhos Sra. Janilce Topanotti, depois de muita discussão foi decidido aderir ao PROEM – Programa Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná, conforme Ata nº. 17/96 de 18 de dezembro de 1996. Através da Resolução nº. 1336/2000 no Art. 1º fica autorizado o funcionamento do Curso Supletivo de Ensino Médio do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida - Ensino Médio, Art. 2º - A autorização concedida é pelo prazo de 2 (dois) anos , com implantação gradativa, a partir do início do ano letivo de 2000. No ano de 2003 foi cessado o Curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Conforme Informação nº. 107/98 o Protocolo nº. 3.810.607 – sobre a implantação do Ensino Médio o Colégio recebeu parecer favorável pois atendeu todos os quesitos que eram exigidos para que fossem implantado o mesmo na data de 4 de dezembro de 1998, portanto o Ensino Médio passou a funcionar desde o início do ano de 1999. No ano 2005 foi implantado o Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental com duração de 4 (quatro) anos, presencial, nos períodos matutino e vespertino. A implantação do curso deu-se pela grande procura dos alunos interessados em ter uma formação profissional na área do magistério. Foram realizadas pesquisas de campo as quais forneceram dados que demonstram o interesse pelo curso. A história da formação de professores no Brasil demonstra que os cursos profissionalizantes — habilitação Magistério — tiveram um papel fundamental na formação de recursos humanos habilitados para atuação nas séries iniciais do primeiro grau, atual Ensino Fundamental. Foram os cursos denominados “Normal” até os anos 60; de “Magistério”, a partir dos anos 70; e de “Normal”, novamente, após 1996, que possibilitaram a passagem do ensino realizado por leigos para o ensino assumido por profissionais qualificados para o exercício desta importante função (Pimenta, 1997). No Paraná, a história não foi diferente. Até que fossem disseminados os cursos de Pedagogia em nível superior, os cursos de Magistério eram o principal espaço de formação de professores qualificados para a educação inicial de crianças, apesar dos fatores limitantes de uma formação em nível médio. Reconhecidamente o ideal sempre foi a preparação desses profissionais em nível superior, questão já apontada nas Diretrizes Curriculares elaboradas no início dos anos 90. Os cursos de Magistério contribuíram para melhoria dos procedimentos pedagógicos nas escolas e imprimiram um caráter científico e profissional a uma ocupação considerada simples e desqualificada, conforme a característica assumida de ser realizada por mulheres e em caráter complementar às suas atividades familiares. Pouco a pouco, a atividade de ensinar crianças foi sendo percebida como uma atividade complexa, que necessitava de profissionais capazes de dominar as teorias pedagógicas e metodológicas, além dos conhecimentos científicos de cada disciplina curricular da pré-escola até a 4ª série (Vieira, 1997). Os cursos de Pedagogia em nível superior, disseminados no Brasil na década de 70, formaram profissionais que também atuavam nos cursos de Magistério. Tais professores levaram para esses cursos as discussões e as pesquisas empreendidas nas faculdades e universidades, enriquecendo ainda mais a formação das professoras primárias (Pimenta, 1997). As sucessivas reformas educacionais empreendidas após 1930 alteraram por diversas vezes a terminologia e as divisões entre níveis e modalidades de ensino. Contudo, no que se refere à formação de professores para as primeiras séries do atual Ensino Fundamental, o curso Normal continuava como uma modalidade profissionalizante e de nível médio, sem separação entre a formação pretendida e a terminalidade de estudos, ou seja, concluía-se simultaneamente o Segundo Grau e também o curso Normal, que habilitava para o exercício do magistério no Ensino de Primeiro Grau. As alterações na Educação ocorridas a partir de 1968 — iniciadas pela reforma universitária, seguida pela reforma do Segundo Grau, com a Lei 5.692/71 — não modificaram o estatuto dessa modalidade, ao contrário, o caráter compulsório de profissionalização no Segundo Grau não contrariava o formato do antigo Curso Normal, que apenas mudou de nome para curso de Magistério. 2.4 - CARACTERIZAÇÃO DO ATENDIMENTO CURSO: A escola atende alunos de 1º ao 3º ano do Ensino Médio e de 1° ao 4º ano do Curso de Formação de Docentes. São ofertado os Projetos do CELEM (Língua Estrangeira Moderna – Espanhol) e “Viva escola” nas disciplinas de Educação Física e Física. TURMAS: São organizadas por série e turmas conforme ordem alfabética e matriculados no períodos : matutino, vespertino e noturno. 2.5 - ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO ESCOLAR A escola funciona nos períodos matutino, vespertino e noturno, sendo o calendário composto por no mínimo duzentos dias letivos ou oitocentas horas. O ano letivo é dividido em quatro bimestres e em cada período são ministradas cinco aulas. 2.6- QUADRO GERAL DE PESSOAL NOME ADILSON TELLES ALINE BOCA ANDRE BIESK ANDREA DA ROSA BALDESSAR ANDRÉIA KLIMCZUK BEATRIZ BULIGON BERNADETE PERÃO BERTINO FRITZEN CLAUDETE BAÚ CLEUNIR ZANANDREA CLEOMAR SCHMITZ DANIELA ZANARDI DARLEI BOLIGON DENISE BAÚ ELIANE S. MARTINS ELISANGELA E. MOCELLIN ENIO JOÃO DA ROSA EUNICE ZAKALUKA FABIELI ROMANI FELIX PARACENA GICELI A. MEREDIK GICELI SCHLICKMANN GUIOMAR VAZ RODRIGUES ILDA FALCHINI DALAZEN ITELMARES W. MEURER IVANETE FERRARI ZANARDI JANICLEIA BONIN JOÃO BATISTA LIBARDI JOSE C. DE OLIVEIRA JUCINÉIA MARIANI JUÇARA. M. LIBARDI JURACI BELUSSO JURACI.M. MORAIS LILIANA P. HEINZEN LUCINÉIA M. BALBINOTTI MARCOS J. CHAVES MARCIA M. CIBULSKI MARIA J.G.BAPTISTA MARIA LUCIA BRAZ MARIA LUIZA BRAZ Mª MADALENA NURMBERG FUN DISCIPLINA ÇÃO/DISCIPLINA ARTE Física Matemática Formação de Docentes Pedagoga Matemática Pedagoga Goegrafia Geografia Ed. Física Física Física Ag. Educacional II Inglês Diretora Auxiliar Ag. Educacional II FÍSICA História Arte/Ed. Física Química Português/Inglês História Ag. Educacional I Biologia Pedagoga Ag. Educacional I Matemática Ed. Física Ag. Educacional II Formação de docentes Ed. Física Formação de docentes Física Português/Inglês Português/Inglês Química Ed. Física Ag. Educacional II Ag. Educacional I Ag. Educacional I Ag. Educacional II MARIA ZILMA BASE MARINÊZ BOCALON MARINÊZ KOLONETZ MARIZETE MACHADO MARTA F. PICLLER MAXIMILIA BORSATI NERLI LUIZA FRIGO NEUZA NASCIMENTO NILZA H. SCHMITZ ODETE H. Z. ALBERTI PABLO J. CAMILO ROGERIO CHIAMENTI ROSALBA KOERICH ROSELENE BONIN DALCORTIVO SILVIA DA LUZ SIMONE PINHEIRO ACHRE SUZANA COSTANARO MARIA TANIA POZZO TATIANE RIBEIRO TATIANI T. GALVAN COSTA VALDIR P.RIBEIRO VALMIR ZANANDREIA WILLIAM PILGER ZELI MANFROI ZENAIDE MARAFFON Coord. Form. de Docentes Filosofia Diretora Sociologia Ag. Educacional I Ag. Educacional I Sociologia História História Ag. Educacional I Geografia Geografia Química Ag. Educacional I Ag. Educacional I Português Biologia Matemática Ag. Educacional I CELEM/ESPANHOL Filosofia Matemática Ag. Educacional II Português Geografia 2.7 - ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO O Colégio dispõe de nove salas de aula, uma sala de supervisão, uma sala para a secretaria, uma cozinha, três banheiros sendo um para os professores, três almoxarifados, uma sala de professores, uma sala de direção, uma sala para o documentador, uma biblioteca, uma secretaria, um laboratório de química, dois laboratórios de informática um do Governo Federal e outro Estadual. Para auxiliar nas metodologias e no processo de ensino e de aprendizagem o colégio dispõe dos seguintes equipamentos físicos e pedagógicos: 2 Retroprojetores; 2 Aparelhos de som; 1 Tela para projeção; 14 Televisores; 11 Vídeos cassete; 3 Aparelho DVD; 30 Computadores funcionando; 3 Impressoras (1 Laser, 1 Matricial, 1 Jato de Tinta). 1 Datashow 10 TV Pendrive Material de Educação Física: Jogos de xadrez, bolas, redes e outros jogos para Educação Física, relógios para jogo de xadrez, e mesas de tênis de mesa. Biblioteca e Laboratório de química, física e biologia: 2 Globos; 9 Mapas Mundi; 9 Mapas do Estado do Paraná; 9 Mapas do Brasil e 45 Geoatlas. Obs. Esses mapas estão em sala de aula. Reagentes, esqueletos, torso, vidrarias, entre outro. Acervo Bibliográfico; Acervo de Videoteca. O Colégio dispõe de ar condicionado nas salas de aula, secretaria, coordenação pedagógica e sala dos professores e nas outras dependências, ventiladores. 3 - OBJETIVOS GERAL: • Dar continuidade e aprofundamento aos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento dos estudos. ESPECÍFICOS: • Compreender os fundamentos científicos, tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina; • Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais. • Compreender a cidadania como participação social e política, adotando no dia-a-dia atitudes de solidariedade, cooperação e respeito. • Utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; • Possibilitar o domínio dos conhecimentos científicos; • Formar profissionais competentes para atuar na Educação Infantil e séries iniciais de forma responsável e que visem melhorias na educação. 4- MARCO SITUACIONAL O aumento da competitividade, os avanços tecnológicos, o mercado de trabalho concorrido são características que compõem o panorama do mundo atual. Neste contexto de profundas transformações, a educação torna-se essencial principalmente, entre outros motivos, por ser um caminho de adaptação e preparação desse novo cenário. Discutir e analisar, então, a formação dos futuros profissionais, a atuação das escolas, o novo perfil dos estudantes, mostra-se uma tarefa fundamental. A Escola é um espaço de democratização e de inclusão social voltada para a promoção das pessoas que deve primar pela qualidade de educação para todos. Para uma educação de qualidade, contudo, são necessárias a participação e empenho de todos. A função da escola é de ensinar conteúdos cientificamente comprovados para alcançar o pleno desenvolvimento do aluno, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Dessa forma a escola precisa modificar-se para entender o diferente, incluir todos, superar os índices de reprovação e de evasão. Para isso, é necessário com urgência adequar o espaço físico para poder dar o atendimento aos alunos de inclusão, assim como propiciar aos professores cursos que os capacite para trabalharem com esta nova realidade. Percebe-se, e é uma preocupação constante, o alto índice de evasão escolar, principalmente no período noturno. Uma das causas verificadas esta justamente na necessidade do aluno trabalhar, dificultando assim permanência na escola. Para isso se faz necessário um trabalho coletivo e constante da comunidade escolar no sentido de encontrar formar de incentivar a permanência do aluno, através de palestras, atividades direcionadas, orientações individuais e com as famílias, com objetivo de conscientizá-los quanto a importância do estudo como ascensão social. Existe ainda uma angústia grande por parte dos educadores por não estarem atingindo os objetivos propostos, dentre eles o de fazer com que o aluno perceba a necessidade de aprender para se sentir e interagir no mundo globalizado atual. Diante da situação, estes educadores se desdobram na procura por atividades e metodologias que atraiam os alunos e mais que isso, que através delas haja realmente a construção do conhecimento. Mesmo tendo algumas das tecnologias já nas escolas, como TV Pendrive, DVDs, Equipamentos Multimidia, Aparelhos de CD, Computadores e até acesso a internet vale ressaltar que esse processo se torna difícil diante das tecnologias exteriores e que de uma forma ou outra competem com a árdua prática educativa das escolas. A Hora Atividade concentrada é mais um dos recursos utilizados pelos educadores na busca pelo objetivo de ensinar concretamente os alunos, pois neste espaço de tempo os mesmos tem possibilidade de além de preparar aulas, trocar experiências, rever o planejamento, corrigir e construir os instrumentos avaliativos, fazer o atendimento aos pais, aos alunos com dificuldades, leituras aprimorando o embasamento teórico, enfim, as atividades relacionadas a Hora Atividade são inúmeras se fazendo necessário o aumento das mesmas para 33% conforme reivindicação da classe. A educação tem que ser dialógica e interativa. Deve partir do pressuposto de que o ser humano vem com uma série de conceitos, traz consigo uma cultura própria o que dá suporte para uma construção de novos conhecimentos o que implica numa mudança do método pedagógico. Para tanto, o Colégio oferece dois cursos, sendo Educação Geral nos períodos da manhã com nove turmas, tarde com três turmas e noite com cinco turmas, Formação de Docentes nos períodos da manhã com duas turmas e tarde com duas turmas também. Oferece ainda, curso CELEM e Atividades Curriculares de Contra turno, proporcionando aos alunos oportunidades diferenciadas para ampliação do conhecimento. Numa sociedade democrática, a escola é um instrumento valioso, na medida em que possibilita o acesso ao conhecimento elaborado proporcionando uma mediação entre o saber e o fazer, dessa forma, as metodologias utilizadas pelos educadores procuram levar o aluno a relacionar, confrontar a teoria com a realidade na qual estamos inseridos, propiciando assim à práxis. Portanto a participação dos pais no acompanhamento da aprendizagem é primordial para que se efetive com êxito os objetivos a que a escola se propõe que é, principalmente, dar uma formação acadêmica que dê suporte na formação de cidadãos capazes, éticos, participativos e responsáveis. A família precisa acompanhar o processo de ensino e de aprendizagem do filho e ter a responsabilidade no sentido de garantir que este tenha tempo necessário para realizar os estudos. A família precisa estar em contato permanente com os educadores para tomar ciência dos objetivos da escola e poder contribuir com sugestões e principalmente, para saber como acontece a aprendizagem do filho, quais os problemas apresentados e a partir daí, colaborar exigindo do mesmo as mudanças pretendidas para que este tenha sucesso. Portanto, a família e a escola precisam estar unidas, pois a formação integral só acontece no momento em que todos abraçam os mesmos objetivos que é sem dúvida, a formação do aluno digno, responsável, com conhecimentos necessários para o enfrentamento do seu papel de cidadão. 5- MARCO CONCEITUAL A sociedade de maneira geral está vivendo uma fase de transição nos mais variados aspectos: político, social, cultural, tecnológico, econômico e religioso. Em decorrência, o mundo está se tornando uma grande aldeia global onde cada vez mais aumenta-se a interdependência social, cultural e econômica. Assim a compreensão da importância das relações sociais e materiais na escola para o processo de produção da existência humana de professores, de alunos, de funcionários, enfim, de todos aqueles que fazem parte do seu coletivo, representa uma das questões de grande relevância, especialmente quando se busca um melhor entendimento do processo educativo que se desenvolve na escola. Dessa forma o que se espera é que as relações sejam embasadas nos princípios de igualdade, de respeito e responsabilidade, despertando para o cumprimento de direitos e deveres. Sendo a escola uma instituição social e tendo o dever de ensinar o aluno a pensar, desenvolver suas capacidades mentais, propiciar-lhe condições para descobertas e acesso independente ao conhecimento, desenvolvidos de forma cognoscitiva servindo ao mesmo tempo como fonte de informação dando condições de aplicar os conhecimentos adequados, contribuindo assim nas mudanças e adaptações necessárias, a educação deve ser transformadora, que valorize o saber empírico e que dê oportunidade ao educando de construir, de reelaborar seus valores morais e éticos de forma consciente e humanitária propiciando as inter relações. Para tanto o homem educado não é erudito, mas um ser capaz de construir e reconstruir os próprios conhecimentos e de ter acesso à herança cultural da humanidade. Nesse sentido a educação e o conhecimento são de grande importância para o desenvolvimento humano podendo edificar a competência que converge para a formação de traços de personalidade social e de caráter, implicando uma concepção de mundo, ideias, valores, modo de agir, que se traduzem em condições ideológicas, morais, políticas, princípios de ação frente a situações reais e desafios de vida prática, indispensável para uma cidadania participativa. O saber elaborado devidamente dosado e sequenciado deve ser socializado, mediante um processo pedagógico metódico, sistemático, que incluem as experiências do cotidiano sem a elas se restringir. O currículo aparece como um conjunto de objetos de aprendizagem selecionados que devem dar lugar à criação de experiências apropriadas que tenham efeitos cumulativos avaliativos, de modo que se possa manter o sistema numa revisão constante determinando o comportamento do homem e justificando suas realizações. Por isso (Sacristan, 1998) afirma que “O Currículo é um projeto cultural que a escola torna possível”. Dessa forma é a educação que determina os saberes que entram na formação do educador, sendo um fenômeno próprio dos seres humanos. Para tanto a escola deve estar atenta ao que está ocorrendo a sua volta quanto as novas descobertas, novos enfoques pedagógicos, atendendo às exigências de mudanças feitas pela sociedade tornando-se parte dessa avaliação, não perdendo de vista o homem como pessoa concreta situada historicamente numa classe social e que deve ser competente para melhorar sua própria realidade. Para aprofundar os conhecimentos referentes às questões sociais e filosóficas , estão contemplas na Matriz Curricular as disciplinas de Sociologia e Filosofia, nos cursos oferecidos, sendo os conteúdos trabalhados de acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Sendo assim o Colégio de Ensino Médio deverá ser capaz de facilitar/direcionar o aluno a construção de uma cidadania enquanto indivíduo capaz de através dos conhecimentos adquiridos em sala, dominar as diversas áreas do conhecimento e através disso transformar a sua participação na sociedade, intervindo e transformando o conhecimento, as relações sociais, políticas e econômicas para além do fato de apenas ser considerado cidadão por ser alfabetizado. E para o cumprimento disso os professores deverão reunir-se periodicamente para organizar os encaminhamentos de atividades, discutir os resultados do desenvolvimento de todas as atividades, e realizar a avaliação no sentido de aprofundar os níveis de problematização e redefinir os eixos de trabalho além de indicar aos alunos leituras prévias e obrigatórias. A avaliação deve ser diagnóstica, cumulativa e encarada pelo professor como um processo investigativo, e parte integrante da prática educativa, portanto também da prática social. Isto significa que a todo o momento estamos avaliando, comparando e revendo nossas ações. O processo de avaliação do rendimento do aluno deve ser uma dimensão do trabalho pedagógico que apresenta forte relação com o currículo desenvolvido na escola com os conteúdos selecionados com a forma de ensino, com as situações de aprendizagem. O aluno deve desenvolver competências para poder continuar aprendendo ao longo da vida e ser um indivíduo com personalidade própria, e ao mesmo tempo coletiva, tolerante e flexível frente às mudanças. 5.1 - FILOSOFIA DA ESCOLA O objetivo do colégio consiste em oportunizar os alunos para que adquiram o conhecimento científico, relacionando-o ao empírico e que sejam capazes de discernir entre o ético e o não-ético, tornando-se cidadãos responsáveis. Assim teremos convicção que nosso educando sairá preparado para entender o mundo e o cotidiano com capacidade de análise e senso crítico. (Moacir Gadotti) Baseando-se nesses ideais foi que o grupo de professores e funcionários do CEIMM criou de maneira democrática, a filosofia que se segue: “Trabalhar com competência, ensinar com consistência e coerência, aprender com empenho e responsabilidade para construir uma identidade social”. 5.2- APRESENTAÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES O Curso Normal Médio regular é ofertado no Colégio Estadual Irmã Maria Maria Margarida, Ensino Médio e Normal desde o ano de 2005, iniciado com 2 turmas de 1 ano distribuídas nos períodos matutino, vespertino. O Curso Normal Médio visa a formação do profissional para atuar no magistério: da educação infantil, dos anos iniciais do ensino fundamental. Propõe-se a formação desse profissional que, a partir da compreensão e da análise do todo em que se constitui a organização do trabalho educativo, seja capacitado para atuar na docência do trabalho pedagógico, incluindo o planejamento, a execução e a avaliação de sistemas, unidades e projetos educacionais. O trabalho pedagógico será o principal articulador dessa formação, sendo a docência, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a base da organização curricular e da identidade profissional. Nesta perspectiva, o trabalho a ser desenvolvido está fundado na relação teoria-prática pela integração das atividades de ensino, as quais devem garantir a formação que de um profissional com base docente para atuar no magistério de educação infantil e/ou dos anos iniciais do ensino fundamental. O todo orgânico em que se constitui o curso, deve garantir que o processo de formação inicial do profissional da Educação Básica, voltado para a prática de educação formal e não formal e orientado pela dimensão teórico-crítica, incluindo e desenvolvendo abordagens que articulem conhecimentos relativos a: 1. o conteúdo específico da docência e do processo ensino-aprendizagem; 2. a organização e gestão de sistemas, unidades, projetos e experiências educacionais; 3. a produção do saber científico e tecnológico no campo educacional. Tendo como base às áreas de atuação prevista nas Diretrizes da educação infantis, dos anos iniciais do ensino fundamental e da formação pedagógica do profissional docente. O Curso Normal Médio regular é ofertado no Colégio Estadual Irmã Maria Maria Margarida, Ensino Médio e Normal desde o ano de 2005, iniciado com 2 turmas de 1 ano distribuídas nos períodos matutino, vespertino. O Curso Normal Médio visa a formação do profissional para atuar no magistério: da educação infantil, dos anos iniciais do ensino fundamental. Propõe-se a formação desse profissional que, a partir da compreensão e da análise do todo em que se constitui a organização do trabalho educativo, seja capacitado para atuar na docência do trabalho pedagógico, incluindo o planejamento, a execução e a avaliação de sistemas, unidades e projetos educacionais. O trabalho pedagógico será o principal articulador dessa formação, sendo a docência, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a base da organização curricular e da identidade profissional. Nesta perspectiva, o trabalho a ser desenvolvido está fundado na relação teoria-prática pela integração das atividades de ensino, as quais devem garantir a formação que de um profissional com base docente para atuar no magistério de educação infantil e/ou dos anos iniciais do ensino fundamental. O todo orgânico em que se constitui o curso, deve garantir que o processo de formação inicial do profissional da Educação Básica, voltado para a prática de educação formal e não formal e orientado pela dimensão teórico-crítica, incluindo e desenvolvendo abordagens que articulem conhecimentos relativos a: 4. o conteúdo específico da docência e do processo ensino-aprendizagem; 5. a organização e gestão de sistemas, unidades, projetos e experiências educacionais; 6. a produção do saber científico e tecnológico no campo educacional. Tendo como base às áreas de atuação prevista nas Diretrizes da educação infantis, dos anos iniciais do ensino fundamental e da formação pedagógica do profissional docente. 5.2.1 - JUSTIFICATIVA As transformações sociais que vêm ocorrendo neste final de século passam por mudanças profundas no mundo do trabalho. Os desafios estão relacionados aos avanços tecnológicos e às novas expectativas das empresas que agora enfrentam mercados globalizados, extremamente competitivos. Com isso, surgem também novas exigências em relação ao desempenho dos profissionais. A educação não poderia ficar alheia a essas transformações. Em todo o mundo, uma grande inquietação domina os meios educacionais gerando reformas que preparem o homem às novas necessidades do trabalho. No módulo adotado pela nova legislação brasileira, a educação profissional precisa cumprir duas exigências fundamentais: ter uma sólida formação geral e uma boa educação profissional. Os profissionais que vão enfrentar o mundo moderno devem estar preparados para os trabalho e para o exercício da cidadania. Não mais a formação para um posto de trabalho que prepare o homem “executor de tarefas” (grifo meu). A nova educação profissional precisa formar um trabalhador pensante e flexível, no mundo das tecnologias avançadas. Num país como o nosso que apresenta diversidades físicas, socioculturais e econômicas marcantes, o modelo educacional tem que ser flexível. Os novos currículos vão atender tanto ao mercado nacional como às nossas características regionais. Além de se adaptarem às exigências dos setores produtivos. Sabe-se através da longa caminhada que a formação profissional não se esgota na conquista de um certificado ou diploma. A nova política estabelece a educação continuada, permanente, como forma de atualizar, especializar e aperfeiçoar jovens e adultos em seus conhecimentos tecnológicos. As instituições de Educação Profissional tem autonomia em criar mecanismos permanentes para fomentar a articulação entre escolas, trabalhadores e empresários de modo que os setores educacionais e produtivos atuem articuladamente para definir e rever as competências necessárias às diferentes áreas profissionais, bem como para contribuir na regulação do processo e estimular inovações, como ilustra e sustenta a LDB 9394/96. Art.61. A formação de profissionais da educação, de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá como fundamentos: I – A associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação em serviço; II – aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades. Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admita, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. (grifo meu). O Estágio Supervisionado é o período de estudo prático exigido dos candidatos ao exercício da Profissão Professor, ou seja, o estágio pedagógico, durante o qual a pessoa exerce uma atividade temporária em uma instituição de ensino. O Estágio é a aprendizagem, a experiência. 5.2.2 - ESTRUTURA DO ESTÁGIO CURRICULAR Estagiar é tarefa do aluno, supervisionar é incumbência da instituição que oferta a formação, que está representada pelo professor supervisor do Estágio bem como do Coordenador de Estágio do referido Curso. Acompanhar, fisicamente se possível, tornando esta atividade incomum, produtiva é tarefa do professor, que visualiza com o aluno situações de trabalho possíveis de orientações. Compete ao aluno estar atento, demonstrar seu conhecimento pela teoria aprendida, realizar seu trabalho com dignidade procurando, dentro da sua área de atuação, demonstrar que têm competência, simplicidade, humildade e firmeza, lembrando-se que ser humilde é saber ouvir para aprender, ser simples é ter conceitos claros e saber demonstrá-los de maneira cordial. Há situações em estágio que servem como alerta para professores e seus orientandos. O aluno se coloca muitas vezes à disposição na organização, para serviços que nada tem a ver com sua área de estudos; cumpre a carga horária prevista, no primeiro semestre ou ano do curso, e acredita que esse “trabalho” é o estágio supervisionado. É necessário que os professores, nesse sentido, incentivem seus alunos para sua própria valorização. Não é possível que para cumprir o estágio, tenham de exercer funções que não sejam condizentes com sua condição de estudantes secundaristas, de futuros professores. Não é demais lembrar: importante, ético e moral é entender o que é válido no estágio. Certamente não é a nota ou o conceito obtido após sua realização, nem a carga horária cumprida, mas sim saber que foi realizado um trabalho, em cuja aplicação, o Curso Normal Médio demonstrou estar cumprido com o dever de preparar o aluno para uma profissão. É necessário que alunos e professores coloquem a escola atual à frente das necessidades da comunidade e do mercado de trabalho. A parceria teoria/prática é capaz de formar cidadãos e profissionais competentes, aptos para um trabalho digno do papel que desempenharão na sociedade. As atividades de Estágio deverão ser desenvolvidas em função das exigências das organizações, direcionados às áreas de interesse dos alunos e das respectivas determinações do Curso em vigor as quais pertencem. Os trabalhos e a orientação de Estágio devem ser acompanhados e avaliados de forma previamente definida em Regulamento do Curso e da Escola. O Estágio deverá ser interpretado como ponto convergente do curso, devendo ter como critérios orientados a excelência, a praticidade e a utilidade da produção acadêmica. O trabalho de Estágio deverá gerar um banco de dados no qual estejam inseridos conhecimentos, por parte do aluno, de forma que possam ser relacionados e aplicados em outras Organizações e outras Instituições de Ensino. O trabalho de Estágio deverá ser um elo facilitador no ajustamento natural do aluno no campo profissional dos professores. A avaliação do trabalho de Estágio de Estágio deverá contemplar, simultaneamente, o produto final gerado e o processo que conduziu a este produto. Às 200 horas/ano que deve dedicadas ao trabalho de Estágio deverão ser distribuídas em atividades teóricas e de campo totalizando 800 horas no período de 4 anos de Curso. O produto final do Estágio deverá ser em forma de relatório, conforme metodologia específica da Escola em que oferta o Curso, atendendo a normatização da ABNT. A sistemática do Estágio deverá ser avaliada periodicamente e os resultados documentos. O estagiário deverá estar respaldado por um instrumento legal, celebrado com a Organização concedente e a interveniência da Instituição de Ensino, com seguro de acidentes pessoais obrigatório. Portanto, entende-se que os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares, a fim de se constituírem em instrumentos de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico cultural, científico e de relacionamento humano. Ainda considera-se que o estágio curricular, como procedimento didáticopedagógico, é atividade de competência da instituição a quem cabe a decisão sobre a matéria, e dele participam pessoas jurídicas de direito público e provado, oferecendo oportunidade e campos de estágio, outras formas de ajuda, e colaborando no processo educativo. Da nova LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1998) – consta, em seu artigo 82: … os sistemas de ensino estabelecerão as normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio ou superior em sua jurisdição. Isso posto, permite-o entender que a finalidade do estágio é proporcionar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados segundo os currículos, programas, calendários escolares, a fim de se constituírem em instrumentos de integração, em termos de treinamento prático, aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e relacionamento humano. 5.2.3 - OBJETIVOS GERAIS DO CURSO - Preparar o indivíduo para o exercício da cidadania plena, através da integração pessoa, da compreensão e superação das contradições sociais; - possibilitar o acesso ao conhecimento socialmente produzido e historicamente acumulado pela humanidade; - capacitar o educador a uma permanente produção de novos saberes; promover a formação de um educador capaz de resgatar o compromisso da escola pública com a educação da maioria da população brasileira, através de uma práxis tecnicamente competente. 5.2.4 - OBJETIVOS DE PRÁTICA DE ENSINO Realizar experiências a fim de perceber a articulação entre teoria e prática; Ampliar os horizontes culturais e o desenvolvimento da sensibilidade para as transformações do mundo contemporâneo; O desenvolvimento da atividade direta de observação e ação que se identifique com as áreas de atuação do professor. Desenvolver atividades de observação, de registro das atividades de execução das áreas que garantem a formação do professor, tendo como preocupação permanente, a consolidação da relação teoria e prática; Refletir os níveis de atuação profissional da Educação bem como suas possibilidades de inserção nos recursos disponíveis da comunidade; Conhecer a realidade em que se inserem os processos educativos e desenvolver formas de intervenção, com base na compreensão dos aspectos filosóficos, sociais históricos, antropológicos, econômicos, políticos e culturais que a configuram e a condicionam; Perceber e avaliar as concepções filosóficas e pedagógicas das políticas educacionais, especialmente no que se refere à educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental, educação de jovens e adultos e educação infantil, formação de professores, gestão e supervisão escolar; Articular as teorias pedagógicas e curriculares no processo ação-reflexãoação, envolvendo a docência, a elaboração e avaliação de projetos pedagógicos e o desenvolvimento da organização e gestão do trabalho educativo; Participar das atividades desenvolvidas na escola como membro-estagiário e colaborador das ações, assumindo as responsabilidades à medida que se integrar e desenvolver ações que lhe forem confiadas pelo profissional titular da unidade escolar ou daquele que o acompanha. 5.2.5 - METODOLOGIA O estágio deverá ser realizado em Instituição de Ensino legalmente instituída, que ofereça condições para proporcionar ao estagiário, experiências práticas no Ensino Fundamental e Médio, na habilitação que o aluno do CES está matriculado, e que esteja cumprindo as diretrizes curriculares estabelecidas em lei. O estabelecimento, a partir de agora denominado campo de estágio, deverá proporcionar ao estagiário a prática das teorias aprendidas durante o curso contextualização de métodos e técnicas adequadas às diversas situações de aprendizagem. O estagiário será acompanhado em todas as fases pelo professor-supervisor do mesmo e ainda por professores ou supervisores habilitados das Instituições em que for realizado, os quais deverão planejar, orientar e avaliar todas as etapas do estágio, apresentadas no artigo que trata deste assunto. As atividades práticas dos estágios perfazem a carga horária mínima de 200 horas/ano, atendendo a matriz curricular do Curso Normal Médio em vigência, sendo realizadas dentro do espaço que oferta devida formação e também, fora, no campo de estágio. O estágio se desenvolverá durante os semestres letivos, atendendo a periodização desenvolvida. Em cada semestre o aluno receberá a fundamentação teórica que atravessa a prática de cada conteúdo e realizará as atividades práticas propostas pelo coordenador e pelo Professor Supervisor, no campo de estágio ao qual é encaminhado. Os estagiários devem ser desenvolvidos em situação de co-requisito com as disciplinas que os fundamenta. O estágio curricular, do Curso Normal Médio terá como campo para seu desenvolvimento, as escolas de Francisco Beltrão da rede pública e particular, (escolas selecionadas e cedidas previamente) em seus diferentes níveis, conforme entendimento estabelecido entre o professor-orientador e o profissional que as administra. As etapas de Orientação/planejamento objetivam planejar, organizar o trabalho a ser desenvolvido ao longo do estágio. No campo externo as etapas serão de observação, observação-participante, participação direta/indireta. As etapas de observação visam estabelecer contato com o campo de estágio, procurando conhecer pessoas e cumprir as atividades planejadas, recolher informações sobre a administração, a supervisão, a docência nas diferentes modalidades dos níveis de ensino e o funcionamento da instituição. Pretende também Observar a dimensão organizacional e administrativa da escola: tipo de escola; função dos profissionais; segmentos existentes na escola; fóruns de decisão existentes na escola; como é a gestão administrativa e pedagógica? a construção coletiva das propostas ocorre na escola? Como? VII. Organização do tempo e espaço escolar. O acompanhamento e a avaliação do aluno estagiário dar-se-á de forma contínua e permanente, levando em consideração sua responsabilidade e interesse no cumprimento. 5.2.6 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO Os recursos de avaliação incluem os registros de campo, de seminários e de debates; a realização de ensaios e textos reflexivos, a participação nas atividades desenvolvidas e a avaliação compartilhada. Avaliação do desempenho do aluno levará em conta toda a atividade proposta e desenvolvida pelo estagiário, atribuindo bimestralmente notas com valor 0 a 10 (zero a dez). Avaliação do processo objetiva levantar questionamentos dentro das situações trazidas do campo de estágio, discutindo-as e buscando soluções em grupo para o melhor aproveitamento possível das situações que se apresentem e utilizar instrumentos de auto-avaliação do Professor e/ou Supervisor que o acompanha e avaliação do professor da disciplina. Apresentação das fichas de acompanhamento e 39reqüência devidamente preenchida e sem rasuras; Cumprimento rigoroso das atividades obrigatórias e horas previstas do programa de Estágio supervisionado; Apresentação de Caderno e relatórios das Atividades desenvolvidas no Estágio conforme orientação do Coordenador e Supervisores de Estágio. Em síntese: serão instrumentos auxiliares no processo avaliativo: Participação nas atividades em sala de aula; Participação nas pesquisas; Seminários; Trabalhos em grupo; Leituras; Apresentação de trabalhos oral e escritos; Avaliação individual/grupo escrita; Assiduidade; Relatórios; Regência de classe. 5.2.7 MATRIZ CURRICULAR EDUCAÇÃO GERAL MUNICÍPIO: 2320 - SALTO DO LONTRA ESTABELECIMENTO: 00490 - Colégio Estadual Irmã Maria Margarida - Ensino Médio ENTIDADE MANTENEDORA: Governo do Estado do Paraná CURSO: 0009 - Ensino Médio TURNO: Manhã, Tarde e Noite ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2010 MÓDULO: 40 Semanas DISCIPLINAS BASE NACIONAL COMUM 1ª Série ARTE 2 BIOLOGIA 2 EDUCAÇÃO FÍSICA 2 FÍSICA 2 GEOGRAFIA 2 HISTÓRIA 2 LÍNGUA PORTUGUESA/LITERATURA 2 MATEMÁTICA 3 QUÍMICA 2 SOCIOLOGIA 2 FILOSOFIA 2 2ª Série 3ª Série 2 2 2 2 2 4 3 2 2 2 2 2 2 2 2 4 3 2 2 2 23 2 23 2 23 2 SUB-TOTAL TOTAL GERAL 2 25 2 25 2 25 PD SUB-TOTAL L.E.M. - INGLÊS Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDBEN nº 9394/96. OBS. A Língua Espanhola será ofertada através do CELEM. Salto do Lontra, 12 de abril de 2012. 5.2.8 MATRIZ CURRICULAR FORMAÇÃO DE DOCENTES CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES DA EDUC. INF. E DOS ANOS INICIAIS DO ENS.FUND.-NORMAL COLÉGIO ESTADUAL IRMÃ MARIA MARGARIDA - ENS. MÉDIO E NORMAL Ano de Implantação: 2010 - Turnos: Diurno e Vespertino Modulo: 40 Carga Horária Total = 4.800h MUNICIPIO: 2320 - SALTO DO LONTRA NRE:10 - DOIS VIZINHOS CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO: 4800 H. DISCIPLINAS HORA/RELÓGIO: 800 BASE NACIONAL 1ª 2ª 3ª 4ª H. Aula Lingua Portuguesa e Literatura 2 3 2 3 Arte 2 Educação Física 2 2 2 Matemática 2 2 H.Relógio 400 334 80 67 2 320 267 4 2 400 334 Física 3 2 200 167 Química 2 2 160 133 Biologia 2 2 160 133 História 2 2 160 133 Geografia 3 120 100 Sociologia 2 2 160 133 Filosofia 2 2 160 133 2320 1934 Sub-total 19 15 13 11 PD Língua Estrangeira Moderna Sub - total Fundamentos Históricos da Educação 160 133 2 2 160 133 80 67 80 67 80 67 80 67 2 Fundamentos Sociológicos Da Educação FORMAÇÃO ESPECÍFICA 2 2 Fundamentos Filosoficos Da Educação Fundamentos Psicológicos da Educação 2 2 2 Fundamentos Hist. e Polít. Da Educ. Infantil 2 80 67 Concepções Norteadoras da Ed. Especial 2 80 67 Trabalho Pedagógico na Educação Infantil 2 160 133 160 133 80 67 160 133 80 67 Organização do Trabalho Pedagógico 2 2 2 Literatura Infantil 2 Met. do Ens. de Português / Alfabetização 2 Metodologia do Ensino da Matemática 2 2 Metodologia do Ensino de História 2 80 67 Metodologia do Ensino de Geografia 2 80 67 Metodologia do Ensino de Ciências Metodologia do Ensino de Arte 2 2 80 80 67 67 Metodologia do Ensino de Ed. Física 2 Sub - total 67 10 10 12 1520 1266 25 25 25 25 4000 3333 800 667 4800 4000 6 TOTAL Estágio Supervisionado Total 80 5 5 5 5 30 30 30 30 TOTAL GERAL 6 – AVALIAÇÃO A avaliação deverá ser assumida como um instrumento de compreensão do processo de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista a tomada de decisão para que o aluno possa avançar no seu processo de aprendizagem. A preocupação do professor deve ser com o desenvolvimento integral do aluno, para tanto periodicamente os professores e equipe pedagógica reúnem-se para juntos analisarem os gráficos que demonstram os índices de aprovação, reprovação e evasão, traçando metas para melhoria da aprendizagem. Sabemos que precisamos avançar e entender que toda mudança significa, antes de tudo, uma transformação interior e, consequentemente, de atitude. O diálogo transparente e ético no conselho de classe é essencial, pois possibilita um acompanhamento mais detalhado do aluno, no decorrer do ano letivo, respeitando a individualidade e o ritmo de aprendizagem de cada um. A avaliação do desempenho escolar do aluno e de seu rendimento escolar é diagnóstica, permanente, contínua e cumulativa, por meio de instrumentos diversificados como: provas escritas e orais, apresentações de pesquisas, relatórios, produções de textos, análise, painéis e em todos os momentos da aula, priorizando a necessidade e/ou especificidade da disciplina e de cada aluno. Os alunos serão submetidos à no mínimo a 02 (duas) aferições ao longo de cada trimestre, com peso 10,0 (dez vírgula zero) para cada aferição, nas disciplinas que possuem duas aulas, deixando livre para mais avaliações nas demais atividades, sendo que a média trimestral é 6,0 (seis vírgula zero). 1º trimestre + 2º trimestre + 3º trimestre = MF _______________________________ 3 É entregue trimestralmente aos alunos e/ou responsáveis um boletim para acompanhamento de notas e freqüência. 7 – RECUPERAÇÃO A verificação do rendimento escolar observará as instruções contitas na Lei 93/94, Art. 24 – INCISO V e DELIBERAÇÃO 007/00 do Conselho Estadual de Educação do Estado do Paraná, documentos que norteiam e asseguram a avaliação e a recuperação de estudos. A recuperação compõe o processo de ensino e aprendizagem, sendo contínua, inserida no trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula e decorre de uma avaliação diagnóstica do desempenho escolar do aluno, constituindo-se em intervenções imediatas, dirigidas às dificuldades específicas, assim que estas forem constatadas. O aproveitamento trimestral do aluno é igual a somatória das notas obtidas sobre a qual incidirá o resultado da reavaliação, decorrente da recuperação de estudos. A recuperação é realizada em cada conteúdo trabalhado, sendo que cabe ao professor perceber, através dos instrumentos utilizados no processo de avaliação, em que dimensões os conteúdos devem ser retomados e reavaliados. O próprio termo “recuperação” mostra-se impróprio, pois “recuperar” significa recobrar algo que existia e de que esteve privado, na verdade é uma correção em processo buscando realizar o aprendizado que não houve. Assim, a recuperação será ofertada para todos os alunos, sendo obrigatória para aqueles que não atingiram a média 6.0, com prevalência da nota maior. 8 - MARCO OPERACIONAL O gestor deverá atuar de forma democrática, respeitando o espaço do outro, cumprindo com suas tarefas de modo a promover o diálogo, o respeito, enfatizando os princípios da ética, da competência e da responsabilidade. A atuação do gestor deve ser compreensiva e humana, sem promover o paternalismo; ter liderança e manter um clima de coleguismo, respeito, dignidade, ajuda mútua, embasado no diálogo entre o colegiado escolar. Os alunos representantes de turma estabelecem relações entre esta e a direção e/ou equipe pedagógica do colégio no intuito de cooperar e de influenciar positivamente na construção e execução dos objetivos propostos. A avaliação deverá ser assumida como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista a tomada de decisão para que o aluno possa avançar no seu processo de aprendizagem. A preocupação do professor deve ser com o desenvolvimento integral do aluno, para tanto periodicamente os professores e equipe pedagógica reúnem-se para juntos analisarem os gráficos que demonstram os índices de aprovação, reprovação e evasão, traçando metas para melhoria da aprendizagem. Sabemos que precisamos mudar e entender que toda mudança significa, antes de tudo, uma mudança interior e, conseqüentemente, de atitude. O diálogo transparente e ético no conselho de classe é essencial, pois possibilita um acompanhamento mais detalhado do aluno, no decorrer do ano letivo, respeitando a individualidade e o ritmo de aprendizagem de cada um. Os alunos serão submetidos à no mínimo a 02 (duas) aferições ao longo de cada bimestre, com peso 10,0 (dez vírgula zero) para cada aferição, nas disciplinas que possuem duas aulas, deixando livre para mais avaliações, sendo que a média bimestral é 6,0 (seis vírgula zero). A apreciação das avaliações deverá levar em conta principalmente a compreensão do conteúdo, bem como a legitimidade, sendo que esta deve estar legível. Sempre que os processos de verificação do rendimento escolar apresentarem deficiência, o professor deverá realizar estudos. O próprio termo “recuperação” mostra-se impróprio, pois “recuperar” significa recobrar algo que existia e de que esteve privado, na verdade é uma correção em processo buscando realizar o aprendizado que não houve. Sendo assim os alunos que não atingirem a média 6,0 (seis vírgula zero) farão novamente a avaliação, podendo recuperar a nota e o conteúdo, após trabalho de revisão pelo professor. Outra prática fundamental na escola é a realização do conselho de classe, sendo um órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa e participativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada classe do estabelecimento de ensino, tendo por objetivo avaliar o processo ensinoaprendizagem na relação professor-aluno e os procedimentos adequados a cada caso. Haverá tantos conselhos de classe quantos forem as necessidades do estabelecimento de ensino. 8.1 – GESTÃO DEMOCRÁTICA A eleição de diretor deve obedecer às leis e resoluções da SEED, sendo democrática e o diretor ser eleito por voto direto atento às expectativas da comunidade escolar. O candidato deve fazer parte do quadro próprio do magistério, ter idoneidade moral, disponibilidade jurídica e estar disposto a participar de eventos, reuniões, promoções e cursos de aperfeiçoamento profissional. O diretor, juntamente com a comunidade pretende manter, melhorar e ampliar o patrimônio escolar, pois, fazer parte do processo educativo requer saber que nada está pronto e acabado. A Gestão Democrática da escola pública certamente será uma realidade presente em todo pais. Queremos manter a escolar democrática fazendo com que cada um respeite o espaço democraticamente, onde haja o respeito, diálogo, ética, de uma hierarquia funcional em relação à outra tanto no corpo docente quanto discente. É preciso o real comprometimento do grupo escolar, valorizando aspectos educacionais e permitindo o diálogo, exigindo resultados, usando sua liderança de forma a manter o clima de coleguismo, respeito, dignidade, ajuda mútua, ajudando a conservar a amizade no âmbito escolar. O professor deverá mostrar sua autoridade em sala de aula, mas que seja de forma democrática, com diálogo. 8.2 - EQUIPE PEDAGÓGICA A Equipe Pedagógica é o órgão responsável pela coordenação, implantação e implementação no estabelecimento de ensino, das deretrizes pedagógicas emanadas da Secretaria de Estado da Educação. A Equipe Pedagógica é composta por professor pedagogo e Coordenador de Estágio e de Curso. 8.3 - CONSELHO ESCOLAR O Conselho escolar é um órgão colegiado, representativo da comunidade escolar, de natureza deliberativa, consultiva e fiscalizadora, sobre a organização do trabalho pedagógico e administrativo da instituição escolar em conformidade com as políticas e diretrizes educacionais da SEED. É constituído por representações dos segmentos da comunidade escolar e de algumas organizações da sociedade. Possui estatuto próprio, constituído segundo as disposições contidas na resolução expedida pela SEED, parecer e homologação por ato administrativo expedido pelo Núcleo Regional de Educação. O Conselho Escolar poderá realizar grupos de estudo de formação continuada refletindo sobre temas relacionados à sua função sugerindo melhorias que são importantes para a escola e a aprendizagem dos alunos. O conselho Escolar não tem finalidade ou vínculo político-partidário, religioso, racial ou qualquer outra natureza. Os membros do Conselho escolar não receberão qualquer tipo de remuneração. 8.4 - ALUNOS REPRESENTANTES DE TURMA É a pessoa que zela pela sua segurança e conservação dos bens da escola, mantendo-os em perfeitas condições de uso. Cumpre e orienta seus subordinados na obediência das ordens internas e no respeito. Para que seja possível medir desempenho e eficácia dos resultados o líder deverá de forma integrada desenvolver as funções típicas de um administrador que são: planejar, controlar, coordenar, comandar e organizar. A escolha de representante de classe deve ser democrática e todos têm oportunidade para eleger o aluno que seja capaz de representar a turma em reuniões e eventos intermediando as informações. A escolha deve ser conduzida pela equipe pedagógica, administrativa da escola que orientará sobre os critérios da eleição. Esse trabalho é de fundamental importância para estimular as lideranças escolares. Os alunos representantes de turmas juntamente com os demais alunos, recebem orientação pedagógica sobre suas funções, sobre sua importância e sempre que for necessário são convocados para reuniões, estudos e planejamento de suas intervenções. 8.5 - PROFESSOR REGENTE É eleito um professor para representar cada turma, por voto direto e secreto o qual é responsável por defender os interesses da turma, além de intermediar a comunicação entre eles, os demais professores, direção e equipe pedagógica. O professor regente recebe orientações sobre sua turma, da equipe pedagógica, direção e demais professores, participa de reuniões e dialoga sobre a turma buscando soluções conjuntas para o bom desempenho dos alunos. 8.6 - APMF A associação de Pais e Funcionários do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida – Ensino Médio, APMF – Associação de Pais e Mestres e funcionários, com sede e foro no município de Salto do Lontra, Estado do Paraná, é um órgão de representação dos pais, mestres e funcionários, não tendo caráter político-partidário, não sendo remunerados os seus dirigentes e conselheiros. A APMF será conforme seu estatuto, de representantes da comunidade escolar e local, comprometida com o progresso da escola,possuindo visão inovadora, e com disponibilidade para participarem de eventos, palestras, cursos, reuniões e promoções que serão realizadas e/ou oportunizadas pela escola, SEED, e Núcleo Regional de Educação. 8.7 - GRÊMIO ESTUDANTIL A organização do CRT conta com a participação de representantes de turmas eleitos entre si orientados pela equipe pedagógica administrativa, que coordena as eleições do Grêmio Estudantil. O Grêmio é uma organização formada apenas por alunos de forma independente, e tem como objetivo desenvolver atividades culturais e esportivas, debates e palestras sobre assuntos de interesse dos estudantes. O Grêmio é formado apenas por alunos de maneira independente e possui estatuto próprio sendo um órgão de apoio à direção. As eleições são realizadas por voto direto e secreto, respeitando as normas regimentais. Sua função primordial é representar o corpo discente expressando suas opiniões e defendendo seus interesses. Outra função do Grêmio é o de incentivar, as artes e os esportes, além de intermediar a comunicação entre o corpo docente e os educandos. Ele é o órgão máximo de representação doa alunos que luta pela construção de relações democráticas na escola. O Estatuto do Grêmio Estudantil é um documento que estabelece as normas sob as quais o Grêmio vai funcionar, explicando como serão as eleições, a composição da Diretoria, como a entidade deve atuar em certos casos. Lembre-se de que o Grêmio vai existir por muito tempo, inclusive depois que a chapa eleita já tiver saído da Escola, novas diretorias precisam seguir certas regras e rituais para que o Grêmio continue funcionando. 8.8 - EDUCAÇÃO INCLUSIVA A educação inclusiva será oportunizada à medida que trabalhamos de forma democrática, dando oportunidade a todos e garantindo o acesso, a permanência e sucesso na escola, respeitando as diferenças individuais e ritmo de cada um. Porém o colégio se depara com dificuldades de acessibilidade e principalmente a pouca formação dos educadores, o que impede que o trabalho se efetive realmente e a inclusão aconteça com maior ênfase. Dessa forma, se faz necessária a disponibilidade de cursos específicos na área que possibilitem aos educadores maior clareza e entendimento de possíveis dúvidas e/ou pré conceitos, e até mesmo que facilitem a flexibilização curricular necessária para que os alunos possam adquirir e construir o conhecimento sem restrição ou dificuldades. 8.9 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO Conceber trabalho como princípio educativo pressupõe oferecer subsídios a partir das diferentes disciplinas, para se analisar as relações e contradições sociais, as quais se aplicam a partir das relações de trabalho. Isto implica em oferecer instrumentos conceituais ao aluno para analisar as relações de produção, de dominação, bem como as possibilidades de emancipação do sujeito a partir do trabalho. Formar para o mundo do trabalho, portanto, requer o acesso aos conhecimentos produzidos historicamente pelo conjunto da humanidade, a fim de possibilitar ao futuro trabalhador se apropriar das etapas do processo de forma conceitual e operacional. Os conhecimentos escolares, portanto, são a via para se analisar esta dimensão contraditória do trabalho, permitindo ao estudante e futuro trabalhador atuar no mundo do trabalho de forma mais autônoma, consciente e crítica. Para tanto, o acesso aos conhecimentos universais possibilita ao aluno estagiário, não somente sua integração nas atividades produtivas, mas a sua participação nela, de forma plena, integrando as práticas aos conhecimentos teóricos que a sustentam. Nesta perspectiva, o estágio pode e deve permitir ao estagiário que as ações desenvolvidas no ambiente de trabalho sejam trazidas para a escola e vice-versa, relacionando-os aos conhecimentos necessários para compreendê-los a partir das relações de trabalho. Assim cabe ao pedagogo acompanhar as práticas de estágio desenvolvidas pelo aluno. Cabe ao pedagogo também manter os professores das turmas, cujos alunos desenvolvem atividades de estágio, informados sobre as atividades desenvolvidas, de modo que estes possam contribuir para esta relação prática. Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos, faz parte do Projeto Pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando, visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. O estágio deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da escola e pelo professor pedagogo comprovado por visto nos relatórios e por menção de aprovação final. A escola deverá: - Celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante ou assistente legal; - Indicar professor orientador para acompanhar e avaliar as atividades do estagiário. 8.10 - LINHAS DE AÇÃO DA ESCOLA − Abertura do ano: Mensagens e boas vindas, músicas, hino e apresentação dos professores. − Assembleia de pais; − Palestras sobre a importância do estudo, sexualidade, auto-estima e outras conforme a necessidade. − Dia do estudante: Homenagem, gincana, lanche especial. − Como atividade de entrosamento realizaremos a semana cultural e esportiva, com jogos. − Semana da Pátria: atividades cívicas com desfile de sete de setembro. − Dia do professor: Homenagem dos alunos. − Festa de homenagem e despedida dos 3º anos. - Projeto integração: Pais presentes na escola. 8.11 - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL - PDE O PDE é uma política pública de Estado regulamentado pela Lei 130 de 14 de julho de 2010 que estabelece o diálogo entre os professores do ensino superior e os da educação básica, através de atividades teórico-práticas orientadas, tendo como resultado a produção de conhecimento e mudanças qualitativas na prática escolar da escola pública paranaense. O Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, integrado às atividades da formação continuada em educação, disciplina a promoção do professor para o nível III da carreira, conforme previsto no "Plano de carreira do magistério estadual", Lei complementar nº 103, de 15 de março de 2004. O objetivo do PDE é proporcionar aos professores da rede pública estadual subsídios teórico-metodológicos para o desenvolvimento de ações educacionais sistematizadas, e que resultem em redimensionamento de sua prática. A orientação pedagógica está fundamentada nos princípios educacionais da SEED e nas diretrizes curriculares da SEED. O Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE oferece cursos e atividades nas modalidades; presencial e a distância e disponibiliza apoio logístico e meios tecnológicos para o funcionamento do programa. O professor que ingressa no PDE tem garantido o direito a afastamento remunerado de 100% de sua carga horária efetiva no primeiro ano e de 25% no segundo ano do programa. O crescente número de participantes no Programa de Desenvolvimento Educacional já surtiu resultados positivos. Os professores estão com mais entusiasmo, sentem-se mais preparados e energizados para continuarem suas funções de educadores. 8.12 – ESTRATÉGIA DE ARTICULAÇÃO COM A FAMÍLIA Título: Projeto Integração: Família presente na escola Tema: Pais presentes na escola: uma questão de afetividade e comprometimento Justificativa O presente projeto justifica-se por apresentar uma proposta de integração dos pais/responsáveis e a escola. A importância de aproximar os pais da escola é sem dúvida, a chave para que aconteça a aprendizagem de forma eficaz. Sabemos que quando há a participação da família de forma efetiva no processo de ensino e de aprendizagem o aluno sente-se com mais responsabilidade e os professores mais seguros. Objetivo Geral • Promover a integração da família e da escola de forma atrativa, descontraída, dinâmica e reflexiva. Objetivos Específicos: - Oportunizar aos pais momentos de estudo, análise, reflexão e diálogo sobre o seu papel de formadores e condutores na formação dos filhos. - Estabelecer laços de afetividade, de respeito, de parceria e comprometimento entre pais e filhos. - Mostrar a importância de se estabelecer parceria na efetivação do ensino e da aprendizagem entre escola e a família. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Data: 17/05/2012 Início: 19:30 às 20:30 - Palestra: Relacionamento Pais e filhos – responsabilidade com a educação (prof. Jair da Silva Dias) 20:30 às 20:45 - formação dos grupos ( cores) Oficinas: 20:45 às 21:45 ( 10 mim por oficinas Oficinas: 1- Sala do café – (Painel com figuras e depoimentos dos pais) 2- Sala do agradecimento (cartão com mensagem) 3- Oficina de Música: Reflexão (tapete, almofadas, incenso aromatizado). 4- Oficina cinema/ vídeo (mesa redonda para discussão, bate-papo, caixa surpresa). 5- Oficina da Criatividade (cartazes feito pelos pais de incentivo aos estudos) 6- Oficina de Dinâmica de grupo 8.13 – EQUIPE MULTIDISCIPLINAR A Secretaria de Estado da Educação do Paraná tem como um dos princípios o respeito à diversidade. A aprovação da Lei 10.639/2003 e das Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana foram incorporadas às discussões das equipes pedagógicas e professores com o intuito de inserir nas disciplinas escolares a temática. Assim, os professores e equipe pedagógica Colégio Estadual Irmã Maria Margarida, Ensino Médio e Normal de Salto do Lontra, formou a equipe multidisciplinar para dar suporte aos trabalhos relacionados a educação para as relações étnico-raciais. O presente plano de ação se justifica pela necessidade de corrigir uma dívida histórica de exclusão às populações negra e indígena. A equipe multidisciplinar te como principais objetivos: - Desenvolver ações pedagógicas voltadas ao estímulo dos valores, hábitos e comportamentos que respeitem as diferenças de determinados grupos humanos, respeitando a sua integridade; - Divulgação e produção de conhecimentos, atitudes, posturas e de valores que preparem para a cidadania distantes de qualquer forma de preconceito, estereótipos e/ou discriminação; - Reconhecimento e valorização da identidade, da história e da cultura afrobrasileiros. 8.14 - ATIVIDADES COMPLEMENTARES CURRICULARES EM CONTRATURNO Com a necessidade de se ampliar tempos, espaços e oportunidades educativas para os alunos da rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado da Educação instituiu o Programa de Atividade Complementar Curricular em Contraturno. O objetivo é o empoderamento educacional dos sujeitos envolvidos através do contato com os conhecimentos e os equipamentos sociais e culturais existentes na escola ou no território em que ela está situada. Esse programa constitui-se de atividades integradas ao Currículo Escolar, que oportunizam a aprendizagem e visam ampliar a formação do aluno. O atendimento do programa é para alunos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, bem como para as necessidades socioeducacionais, considerando o contexto social descrito no Projeto Político-Pedagógico da Escola e o baixo IDEB. A oferta das Atividades Complementares Curriculares em Contraturno foi regulamentada na Resolução n. 1.690/2011 e na Instrução n. 004/2011, e deve estar contemplada nos projetos político-pedagógicos, garantindo desta forma a continuidade das atividades. Para tanto, é necessário que a escola estabeleça critérios de avaliação das atividades complementares ofertadas, observando os benefícios para a comunidade escolar. As Atividades Complementares Curriculares em Contraturno estão organizadas nas áreas do conhecimento, articuladas aos componentes curriculares, nos seguintes Macrocampos: Aprofundamento da Aprendizagem, Experimentação e Iniciação Científica, Cultura e Arte, Esporte e Lazer, Tecnologias da Informação, da Comunicação e uso de Mídias, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Promoção da Saúde, Mundo do Trabalho e Geração de Rendas. Por meio desse programa, cada escola pode propor uma atividade de ampliação de jornada por modadlidade de ensino, cujo objetivo é: Promover a melhoria da qualidade do ensino por meio da ampliação de tempos, espaços e oportunidades educativas em contraturno, na escola ou no território em que ela está situada, a fim de atender às necessidades socioeducacionais dos alunos; Ofertar atividades complementares ao currículo escolar vinculadas ao Projeto Político-Pedagógico da Escola, respondendo às demandas educacionais e aos anseios da comunidade e possibilitar maior integração entre alunos, escola e comunidade, democratizando o acesso ao conhecimento e aos bens culturais. 8.15 – CELEM Diante dos avanços tecnológicos nos aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais e educacionais, a escola não pode ficar fora, alheia ao que está acontecendo dentro e fora dele, por isso percebe-se a necessidade de implantar o CELEM (Centro de Línguas Estrangeiras Modernas) para que os alunos tenham oportunidade de ampliar e aprimorar seus conhecimentos podendo assim aprender mais uma língua estrangeira moderna, o espanhol, já que na grade curricular a língua estrangeira é o Inglês. O projeto funciona em horário contrário ao que o aluno estude, portanto o CELEM funciona no período da tarde e da noite, oportunizando a todos de participarem. 9- ANEXOS “JOGOS INTER-SÉRIES” (JECEIMM) 1- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1.1 - Colégio Estadual Irmã Maria Margarida Ensino Médio 1.2 - Curso: Ensino Médio e Formação de Docentes 1.3 - Turno: Matutino, Vespertino e Noturno. 1.4 - Turmas envolvidas: 1º S, 2º S, e 3º S anos e Formação de Docentes. 1.5 – Educação Física 2- OBJETIVOS: - Conscientizar sobre a importância da prática de esportes cooperativos; - Promover a integração entre todas as séries em cada período. 3- JUSTIFICATIVA: Percebendo a necessidade de um maior conhecimento e entrosamento entre os alunos, faz-se necessário a elaboração e organização de atividades ( modalidades que venham a fazer parte dos jogos interséries) que promovam a consciência participativa e não apenas competitiva . 4- METODOLOGIA : A organização das datas, modalidades, equipes e regulamento das competições, ficarão sob a responsabilidade da Direção e dos Professores de Educação Física da escola auxiliados pela Equipe Pedagógica. Durante o período de realização dos jogos, contará com o envolvimento de toda a escola (Direção, equipe pedagógica, professores, funcionários e alunos), que estarão coordenando e participando das atividades. 5- AVALIAÇÃO: Após a realização das atividades, os professores de educação física, direção e equipe pedagógica, avaliarão a participação dos alunos, a escola das modalidades, a coordenação dos demais professores e funcionários e farão um levantamento pontos positivos e negativos sobre o evento. 6- CRONOGRAMA: A data para a realização dos jogos, será prevista por determinação do calendário escolar ou em data a ser definida pela escola. 7- MATERIAL UTILIZADO: O material a ser utilizado (material esportivo) dependendo das modalidades previstas para o evento. ATIVIDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM CONTRATURNO MACROCAMPO TURNO CONTEÚDO OBJETIVO ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO Aprofundamento da Aprendizagem em Matemática Vespertino Números e Álgebra Questões de raciocínio e interpretação Questões relacionadas a ENEM e Vestibular Macetes que facilitam assimilação e aprendizagem dos conteúdos de Matemática Analise dos gráficos estatísticos, através de dados do dia a dia ( internet, jornais, revistas) Resolução de situações, problemas do cotidiano Oportunizar ao estudante a superação das dificuldades na aprendizagem da matemática através de atividades diversificadas e quando possivel concretas; Contribuir com metodologias diferenciadas para que o aluno supere as dificuldades na resolução de problemas matemáticos; Aprender o manuseio básico de calculadora; Diferenciar e realizar operações com números racionais na forma decimal, frações e inteiros; Reconhecer e dominar as soluções de problemas que se realizam por meio de equações de primeiro grau; Construção de materiais concreto que possam subsidiar a compreensão dos problemas matemáticos; Construção de materiais concretos que possam subsidiar a compreensão dos problemas matemáticos; Pesquisa de campo para construção e análise de gráficos; Trabalho em equipes; Elaboração de situações problemas envolvendo o conteúdo trabalhado utilizando calculadora científica; Pesquisa e analise de dados, utilizando jornais, revistas e internet; Serão avaliadas todas as atividades desenvolvidas, considerando: Criatividade, tempo para realização, AVALIAÇÃO objetividade, originalidade e coerência com os conteúdos propostos; PARA O ALUNO Que o aluno se aproprie do conhecimento e seja capaz de resolver e elaborar situações envolvendo problemas matemáticos fazendo a contextualização dos mesmos e a elaboração de materias que auxiliem na compreensão; PARA A ESCOLA RESULTADOS ESPERADOS Melhorar os índices de aprendizagem na disciplina de matemática e conseqüentemente nas demais disciplinas que envolvam cálculo; PARA A COMUNIDADE Com a familiarização e a compreensão da matemática a comunidade receberá futuros profissionais com mais condições de atuar no mercado de trabalho; DANTE, Luiz Roberto. Matemática. São Paulo: Ática, 2005. PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica - Matemática, 2008. REFERÊNCIAS RUY, José G. J. CASTRUCCI, Benedito. A Conquista da BIBLIOGRÁFICAS Matemática. São Paulo: FDT, 2009 - Ed. Renovada. BARRETO, Benigno Filho - SILVA, Claudio Xavier da. Matemática Aula Por Aula - São Paulo: FDT, 2000. Ed. Volume Unico. PARECER DO NRE ATIVIDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM CONTRATURNO MACROCAMPO TURNO CONTEÚDO OBJETIVOS ESPORTE E LAZER VESPERTINO VOLEIBOL • Possibilitar o aprimoramento técnico, tático, físico e psicológico dos participantes para atingir o nível de rendimento adequado; • Favorecer o desenvolvimento de hábitos de atividades físicas continuadas e proporcionar aos alunos a oportunidade de aquisição e aplicação de conhecimentos relacionados ao treinamento de voleibol ; • Auxiliar no desenvolvimento das capacidades físicas e perceptuais envolvidas na execução dos fundamentos, entre estes podemos destacar: a coordenação, o ritmo, o equilíbrio, a agilidade, a força, a velocidade, a flexibilidade, a resistência cardiorrespiratória, a percepção espacial, a seleção imagem-campo, a precisão de gestos, a orientação de respostas, o tempo de reação e a destreza de movimentos. • Propiciar aos estudantes atletas o alcance dos padrões exigidos para a participação em eventos esportivos; ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO As metodologias de trabalho a serem empregadas serão considerados como aspectos técnicos do voleibol: os fundamentos do jogo, as situações decorrentes da utilização desses fundamentos e os exercícios elaborados para a aprendizagem e o treinamento dos fundamentos e das situações. Cabendo ressaltar, que os fundamentos representam o conjunto de movimentos e gestos do voleibol, sendo sua correta execução uma condição primordial para que o aluno possa praticar o desporto. Cada fundamento será abordado separadamente e em seguida junto com os outros, dando-se ao aluno condições de atingir gradativamente os objetivos determinados pelo professor. Para que haja a possibilidade de o praticante executar corretamente um ou mais fundamentos é necessário uma evolução gradativa das dificuldades apresentadas, passando por fases que podem ser identificadas como: fase de aprendizagem; fase de fixação e fase de aperfeiçoamento. Na fase de aprendizagem das habilidades motoras (fundamentos) não existe um único método a ser seguido visto que diferentes pesquisas sobre os diversos métodos de ensino são contraditórias, serão adotados então, os seguintes princípios: (a) quando o fundamento for considerado uma tarefa motora simples será então, utilizado o método global; o método global é aquele em que o aprendiz executa o movimento na sua forma total, sem divisão em fases; (b) quando o fundamento for considerado uma tarefa motora complexa será utilizado o método do todo repetitivo; tal método consiste de o aprendiz vivenciar inicialmente o movimento na sua totalidade sendo, posteriormente, o movimento dividido em partes onde cada uma delas será executada em conjunto com as partes anteriores. Nesta fase, independente do grau de complexidade do fundamento, deve haver uma preocupação com a assimilação do gesto motor. Os exercícios a serem utilizados devem ser simples, com correções graduais, eliminando-se os erros mais graves para depois se refinar o movimento. Na fase de fixação, uma vez consolidada a aprendizagem, o aluno deverá possuir a bagagem motora necessária para a realização dos gestos específicos do voleibol. O fundamento será trabalhado mediante exercícios que solicitem de seu praticante a realização do gesto global de forma dinâmica e fluente. Na fase do aperfeiçoamento o objetivo principal será dar ao aluno a oportunidade de aplicar os fundamentos, já aprendidos e fixados, em situações reais de jogo. Em função disto os exercícios apresentarão maior grau de complexidade, exigindo do executante um desenvolvimento mais elaborado. Suas ações não serão mais individuais e sim terão um caráter coletivo. Os exercícios serão apresentados através de descrição específica e de demonstração teórica (quando necessário), abrangendo várias maneiras de execução, desde formas individualizadas até formações em grupo. A ordem estabelecida para a apresentação dos fundamentos seguirá uma seqüência lógica de aprendizagem, que vai do mais simples para o mais complexo, oportunizando ao aluno a repetição dos fundamentos já aprendidos quando da aprendizagem de um novo fundamento. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados a cada trimestre, e sempre que necessário, priorizando o processo de aprendizagem e sua interação no desempenho de treinos, jogos e competições assim como na rotina escolar. Também serão realizados relatórios sobre o andamento das atividades a cada trimestre para que a comunidade escolar possam obter informações sobre o projeto. Através das avaliações e reuniões poderemos saber se o trabalho esta alcançando os objetivos e os resultados propostos. Sabemos que teremos muito a fazer, um caminho longo a percorrer e muito a aprender, mais estaremos em constante evolução, onde buscaremos corrigir os erros e dar continuidade aos acertos. RESULTADOS ESPERADOS PARA O ALUNO Espera-se que o aluno através da prática de uma atividade física sistematizada a qual tem um papel fundamental na melhora da qualidade de vida possa atuar como agente preventivo contra diversas moléstias, bem como servir de ferramenta eficaz para a formação do cidadão; auxiliando no desenvolvimento de importantes características como: sociabilidade, auto-estima, autocontrole, respeito e companheirismo. PARA A ESCOLA Acredita-se que a prática de um desporto baseado em um trabalho planejado auxiliará no desempenho escolar do aluno, pois ele estará desenvolvendo aspectos básicos de sua formação, que estruturarão seu desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo, lhe proporcionado condições de se tornar uma pessoa independente, crítica e consciente de seu papel na sociedade. PARA A COMUNIDADE O esporte tem mostrado que a atividade física, em especial no que diz respeito aos adolescentes , têm um fator motivador extremamente positivo; assim, se bem trabalhado a pratica esportiva extrapola e muito a esfera da competição, sendo seus efeitos sentidos no dia a dia destes jovens constituindo-se em um fator importante de inclusão social. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARECER DO NRE • ARNHEIM, Daniel D.; PRENTICE, William E. Princípios do treinamento atlético. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. • ARAÚJO, Jorge B. Voleibol Moderno: Sistema Defensivo. Rio de Janeiro: Palestra Sport, 1994. • www.cdof.com.br/voleibol.htm-Acesso: 28/07/2011 • Portal Dia Dia Educação 10 – REFERÊNCIAS BRASIL/MEC. Decreto Nº 2.208, de 17 de abril de 1997. In: BRASIL/MEC. Educação Profissional de nível técnico. Brasília: MEC, 2000. IANNI, O. Sociologia e sociedade no Brasil. São Paulo: Editora Alfa-Omega, 1975. LUCKESI, C. Avaliação da aprendizagem escolar. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2005 PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica. Filosofia. Curitiba: SEED, 2007. (Livro didático público) RAMOS, M. N. A contextualização no currículo de ensino médio: a necessidade da crítica na construção do saber científico. Mimeo, 2004? SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Trad. Ernani F. da F. Rosa, Porto Alegre: Artmed, 2000. SANTOS, M. B. dos. A sociologia no contexto das Reformas do Ensino Médio. In: CARVALHO, L. de. (Org.). Sociologia e ensino em debate. Ijuí: Ed. Univ. Ijuí, 2004. SARTY, C. 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