UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS – UEG UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL FERNANDO MARQUES DA SILVA ESBOÇO DE UM PLANO DE NEGÓCIOS DE UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM CONSTRUÇÕES PARA FINS LOCATÍCIOS NA GRANDE GOIÂNIA ANÁPOLIS / GO 2014 ii FERNANDO MARQUES DA SILVA ESBOÇO DE UM PLANO DE NEGÓCIOS DE UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM CONSTRUÇÕES PARA FINS LOCATÍCIOS NA GRANDE GOIÂNIA PROJETO FINAL SUBMETIDO AO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS ORIENTADORA: PROF.MSC. JULIANA LUIZA MOREIRA DEL FIACO ANÁPOLIS / GO: 2014 FICHA CATALOGRÁFICA SILVA, FERNANDO MARQUES Esboço de um plano de negócios de uma empresa especializada em construções para fins locatícios na Grande Goiânia. (ENC/UEG, Bacharel, Engenharia Civil, 2014). Projeto Final - Universidade Estadual de Goiás. Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas. Curso de Engenharia Civil. 1. Empreendedorismo 2. Plano de negócio 3. Construção civil 4. Locação de imóvel REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA SILVA, F. M. Esboço de um plano de negócio de uma empresa especializada em construções para fins locatícios na Grande Goiânia. Projeto Final, Publicação ENC., Curso de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Goiás, Anápolis, GO, 71 p., 2014. CESSÃO DE DIREITOS NOME DO AUTOR: Fernando Marques da Silva TÍTULO DA DISSERTAÇÃO DE PROJETO FINAL: Esboço de um plano de negócio de uma empresa especializada em construções para fins locatícios na Grande Goiânia. GRAU: Bacharel em Engenharia Civil ANO: 2014 É concedida à Universidade Estadual de Goiás a permissão para reproduzir cópias deste projeto final e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte deste projeto final pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor. _____________________________ Fernando Marques da Silva Novo Mundo, Avenida New York. CEP 74710-010 - Goiânia/GO – Brasil iii FERNANDO MARQUES DA SILVA ESBOÇO DE UM PLANO DE NEGÓCIO DE UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM CONSTRUÇÕES PARA FINS LOCATÍCIOS NA GRANDE GOIÂNIA PROJETO FINAL SUBMETIDO AO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL. APROVADO POR: __________________________________________________ JULIANA LUIZA MOREIRA DEL FIACO, Msc. (UEG) (ORIENTADORA) ________________________________________________________ EDER CHAVEIRO ALVES, Msc. (UEG) (EXAMINADOR INTERNO) ___________________________________________ HENRIQUE STECKELBERG SOBRINHO (UEG) (EXAMINADOR EXTERNO) DATA: ANÁPOLIS/GO, 29 de Março de 2014. iv Aos meus pais que me ensinaram a valorizar todas as conquistas, por menores que elas parecessem. v AGRADECIMENTOS Ao meu Deus, por me proporcionar a oportunidade de chegar até aqui, me abençoando com saúde, família e paz. À minha mãe, pois sem dúvida é a maior responsável por tudo que conquistei até hoje, sempre me ensinando a vencer. Uma guerreira, um exemplo de obstinação e inteligência. Ao meu pai, pelo exemplo de humildade, temperança e sabedoria, pelo raciocínio, e acima de tudo pelo apoio integral durante toda esta jornada. O meu melhor amigo. A minha noiva Geovanna, fundamental para esta vitória, por todo apoio nas horas difíceis e por tornar meus dias mais alegres. Meu amor. Aos amigos de faculdade, pelos estudos produtivos e pelos momentos de descontração. Verdadeiros companheiros. A minha orientadora, Professora Juliana Del Fiaco, pelos ensinamentos determinantes para o sucesso deste trabalho, pela compreensão, pelo esforço despendido para meu auxílio. Aos professores pelo conhecimento compartilhado. vi RESUMO O estudo objetivou verificar a viabilidade econômica da empresa Engin Engenharia e Investimentos Ltda., especializada em construções para fins locatícios na cidade de Goiânia – GO, por meio da elaboração de um plano de negócios. A metodologia para a coleta de dados na fundamentação teórica foi realizado por meio de consulta bibliográfica, e para o estudo de caso a consulta foi realizada em fontes primárias e também por meio de documentação direta (entrevistas). O plano de negócio proposto está estruturado baseando – se em sete aspectos: empresa, análise de mercado, plano de marketing, plano operacional, plano financeiro, construção de cenários e avaliação estratégica. Foi realizada uma análise de cada aspecto, demonstrando assim qual a forma de tributação adotada, quem são os clientes, qual o pessoal necessário, concorrentes e fornecedores, investimento inicial, estimativa de custos, análise em três cenários: provável, pessimista e otimista, sendo que o investimento se mostrou viável nos três cenários analisados, comprovado através dos indicadores: ponto de equilíbrio, rentabilidade, lucratividade e prazo de retorno do investimento. Palavras chave: Plano de negócios; Engenharia Civil; Locação de imóveis. vii ABSTRACT The study aimed to determine the economic viability of the company, and Engin Engineering Holdings Ltd, specializes in buildings for lease agreement ends in Goiânia - GO. Through the preparation of a business plan. The methodology for collecting data on the theoretical foundation was done by means of bibliographic search, and to study if the query was performed on primary sources and also through direct documentation ( interviews ). The proposed business plan is structured based - on seven aspects: business, market analysis, marketing plan, operating plan, financial plan, scenario building and strategic evaluation. An analysis of every aspect was performed, demonstrating what form of taxation adopted , who the customers are, what the necessary personnel, competitors and suppliers, initial investment, cost estimating, analysis on three scenarios: likely, pessimistic and optimistic, with that investment to be viable in the three scenarios analyzed, demonstrated through indicators: breakeven, profitability, profitability and payback period of the investment. Key Words: Busines plan; Civil engineering; Property lease. viii LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Taxa de sobrevivência de empresas de 2 anos, evolução no Brasil (SEBRAE, 2013). ..................................................................................................................... 10 Figura 2 - IndiceFipeZap - Brasil, Belo horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo (ALENCAR, 2013)................................................................................................................... 30 Figura 3 - Crescimento do setor em (%), (IBGE, apud ALVARENGA, 2012) ........... 30 Figura 4 - Venda de materiais de construção (em%) (ABRAMAT, 2012) .................. 31 Figura 5 - Nível de emprego (ABRAMAT, 2012) ....................................................... 31 Figura 6 - Alugar ou financiar, vantagens e desvantagens de cada opção (AUTRAN, 2013) ......................................................................................................................................... 33 Figura 7 - Localização da área do empreendimento (Fonte: Google Maps) ................ 41 Figura 8 - Planta baixa escritório Engin Ltda (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........ 48 ix LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Estrutura da Matriz F.O.F.A. (ROSA, 2007, p. 76)..................................... 28 Tabela 2 -Dados gerais da indústria da construção - Brasil - 2007-2011 (IBGE, 2011) .................................................................................................................................................. 29 Tabela 3 - Capital social (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................ 40 Tabela 4 – Quantidade de estudantes (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................... 42 Tabela 5 - Imóvel alugado X próprio (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................... 43 Tabela 6 - Valor do aluguel X Região (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ................... 43 Tabela 7 - Estabelecimentos comerciais da quadra analisada (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 44 Tabela 8 - Processos operacionais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ......................... 48 Tabela 9 - Investimentos Fixos (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). .............................. 51 Tabela 10 - Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 52 Tabela 11 - Capital de giro (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................................... 53 Tabela 12 - Investimentos pré-operacionais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). .......... 53 Tabela 13 - Investimento total (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ............................... 53 Tabela 14 - Custos – Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 54 Tabela 15 - Receita mensal - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 55 Tabela 16 - Custo mensal - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 55 Tabela 17 - Resultados - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 56 Tabela 18 - Rentabilidade - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 56 Tabela 19 - Faturamento mensal da empresa (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ......... 56 Tabela 20 - Estimativa dos custos de comercialização (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................................ 57 Tabela 21 - Estimativa dos custos com mão de obra (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). .................................................................................................................................................. 57 Tabela 22 - Estimativa do custo com depreciação (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). . 58 x Tabela 23 - Estimativa de custos fixos operacionais mensais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ........................................................................................................................ 58 Tabela 24 - Demonstrativo de resultados (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ............... 59 Tabela 25 - Ponto de equilíbrio (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). .............................. 59 Tabela 26 – Lucratividade (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................................... 59 Tabela 27 – Rentabilidade (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................................... 60 Tabela 28 - Prazo de retorno do investimento (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ....... 60 Tabela 29 - Demonstrativo de resultados (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ............... 60 Tabela 30 - Matriz SWOT (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). ..................................... 61 xi LISTA DE ABREVIAÇÕES PAC Programa de Aceleração do Crescimento MCMV Minha Casa, Minha Vida PN Plano de Negócio SRF Secretária da Receita Federal GEM Global Entrepreneurship Monitor MPE Micro e pequenas empresas MPME Micro, pequenas e médias empresas U.S. United States CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas PIB Produto Interno Bruto CUB Custo Unitário Básico xii SÚMARIO 1 O PROBLEMA ................................................................................................. 1 1.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1 1.2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 2 1.2.1 Objetivo Geral ...................................................................................................... 2 1.2.2 Objetivos Específicos ........................................................................................... 2 1.3 JUSTIFICATIVA ..................................................................................................... 3 2 REFERENCIAL TEORICO ........................................................................... 4 2.1 EMPREENDEDORISMO ........................................................................................ 4 2.1.1 Conceitos ............................................................................................................... 4 2.2 PERFIL DE UM EMPREENDEDOR ...................................................................... 5 2.2.1Características gerais ........................................................................................... 5 2.2.2 Tipos de empreendedores.................................................................................... 7 2.3 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL .................................................................. 8 2.4 EMPRESA .............................................................................................................. 10 2.4.1 Conceitos ............................................................................................................. 10 2.4.2 Tipos de empresas .............................................................................................. 11 2.4.3 Micro e pequenas empresas .............................................................................. 13 2.5 O PLANO DE NEGÓCIO ...................................................................................... 14 2.5.1 Conceitos ............................................................................................................. 14 2.5.2 Estrutura ............................................................................................................ 15 2.5.3 Um modelo de plano de negócio ....................................................................... 18 2.6 CONSTRUÇÃO CIVIL.......................................................................................... 28 2.6.1 Definições e panorama mercadológico no Brasil ............................................ 28 2.7 CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS PARA LOCAÇÃO 32 xiii 2.7.1 Oportunidades e ameaças ................................................................................. 32 3 DELINEAMENTO DA PESQUISA............................................................. 34 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ................................................................. 34 3.1.1 Tipo de Pesquisa Quanto aos fins ..................................................................... 34 3.1.2 Tipo de Pesquisa Quanto aos meios ................................................................. 34 3.2 UNIVERSO E AMOSTRA .................................................................................... 34 3.3COLETA DE DADOS ............................................................................................ 35 3.4 TRATAMENTO DOS DADOS ............................................................................. 36 3.5 LIMITAÇÕES DO METODO ............................................................................... 36 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS................................................................... 37 4.1 SUMÁRIO EXECUTIVO ...................................................................................... 37 4.1.1 Resumo dos principais pontos do PN ............................................................... 37 4.1.2 Dados dos empreendedores ............................................................................ 38 4.1.3 Dados da Empresa ............................................................................................. 39 4.1.4 Missão da Empresa ............................................................................................ 39 4.1.5 Visão .................................................................................................................... 39 4.1.6 Valores ................................................................................................................ 39 4.1.5 Setor de Atividade.............................................................................................. 39 4.1.6 Forma Jurídica................................................................................................... 39 4.1.7 Enquadramento tributário ............................................................................... 39 4.1.8 Capital Social ..................................................................................................... 39 4.1.9 Fonte de recursos ............................................................................................... 40 4.1.10 Dados do Empreendimento ............................................................................. 40 4.2 ANÁLISE DE MERCADO .................................................................................... 42 4.2.1 Estudo dos Clientes - Investidores.................................................................... 42 4.2.2 Estudo dos Clientes – Locadores ...................................................................... 42 xiv 4.2.3 Estudo dos Concorrentes .................................................................................. 44 4.2.4 Estudo dos Fornecedores .................................................................................. 45 4.3 PLANO DE MARKETING .................................................................................... 46 4.3.1 Descrição dos principais produtos e serviços .................................................. 46 4.3.2 Estratégias promocionais .................................................................................. 46 4.3.3 Estrutura de comercialização ........................................................................... 47 4.3.4 Localização do negócio ...................................................................................... 47 4.4 PLANO OPERACIONAL ...................................................................................... 48 4.4.1 Layout ................................................................................................................. 48 4.4.2 Processos operacionais ...................................................................................... 48 4.5 PLANO FINANCEIRO .......................................................................................... 50 4.5.1 Estimativa dos investimentos fixos ................................................................... 51 4.5.2 Capital de giro .................................................................................................... 52 4.5.3 Investimentos pré-operacionais ........................................................................ 53 4.5.4 Investimento total .............................................................................................. 53 4.5.5 Orçamento simplificado – Empreendimento .................................................. 54 4.5.6 Estimativa do faturamento mensal da empresa .............................................. 56 4.5.7 Estimativa dos custos de comercialização ....................................................... 56 4.5.8 Estimativa dos custos com mão-de-obra.......................................................... 57 4.5.9 Estimativa do custo com depreciação .............................................................. 58 4.9.10 Estimativa dos custos fixos operacionais mensais......................................... 58 4.5.11 Demonstrativo de resultados .......................................................................... 59 4.5.12 Indicadores de viabilidade .............................................................................. 59 4.6 CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS .......................................................................... 60 4.7 AVALIAÇÃO ESTRATEGICA ............................................................................ 61 5 CRONOGRAMA ........................................................................................... 62 6 CONCLUSÕES .............................................................................................. 63 xv 7 ANEXOS 7.1 ENTREVISTA CLIENTES – LOCATÁRIOS - RESIDÊNCIAL ......................... 65 7.1.1 Público alvo ........................................................................................................ 65 7.1.2 Comportamento dos Clientes............................................................................ 66 7.1.3 Área de abrangência .......................................................................................... 66 7.2 ENTREVISTA CLIENTES – LOCATÁRIOS - COMERCIAL............................ 66 7.2.1 Público alvo ........................................................................................................ 66 7.2.2 Comportamento dos Clientes............................................................................ 67 7.2.3 Área de abrangência .......................................................................................... 67 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 68 1 1 O PROBLEMA 1.1 INTRODUÇÃO O atual cenário econômico do Brasil promove certa estabilidade aos preços e juros, o que acaba por criar uma nova leva de consumidores e potencializa os consumidores já consolidados. Essa onda crescente de consumidores se mostra através das novas classes em ascensão e da necessidade de renovação imposta as empresas de diversos segmentos. O motivo para tanta movimentação financeira se consolida devido a incentivos do governo federal através de programas voltados as classes sócio econômicas menos favorecidas, a obras de infraestrutura em todo país, e a incentivos a redução das taxas de juros vigentes. Os programas federais de incentivo ao crescimento econômico do país abriram as portas para um grande mercado que até então estava petrificado, o mercado imobiliário. Propiciado por altos investimentos e lento retorno financeiro, este tipo de negócio ficava fora da lista dos favoritos das empresas e de investidores. Hoje, porém, este mercado movimenta bilhões de reais e é a indústria que mais emprega no Brasil. Nos últimos anos, as grandes cidades brasileiras vêm recebendo diversos empreendimentos de uso residencial e/ou comercial, tais empreendimentos são comercializados na forma de venda ou renda. O ramo do mercado imobiliário focado em empreendimentos voltados para renda (locação, por exemplo) se mostrou bastante vantajoso, e agora não é diferente, seu conservadorismo atrai investidores em busca de rentabilidade, que embora pequena, frente ao investimento inicial, este retorna ao investidor em um prazo maior trazendo consigo um patrimônio agregado. Nesse contexto, a necessidade de inovar, cria novos negócios e adaptam outros já existentes as novas regras de um mercado em constante movimento. No entanto, os riscos envolvidos na criação de um negócio não podem ser subestimados por mais vantajosa que pareça ser a oportunidade. O plano de negócio surge então como uma ferramenta extremamente eficaz no que tange a análise da viabilidade econômica de um negócio. Seguindo os procedimentos metodológicos, será esboçado um plano de negócio, onde se pretende avaliar: Goiânia comportaria um empreendimento especializado na construção de salas comerciais e imóveis residenciais para futura locação? 2 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral Esboçar um plano de negócio de uma empresa especializada em construções, do tipo comercial ou residencial, voltados para locação em Goiânia, capital do estado de Goiás – Brasil. 1.2.2 Objetivos Específicos 1.2.2.1 Caracterizar o perfil de um empreendedor e a estrutura de um plano de negócio, de forma a identificar as qualificações do empresário e as estratégias da empresa para alcançar êxito na estruturação do esboço do plano de negócio. 1.2.2.2 Identificar a viabilidade econômica do negócio, através do esboço do plano de negócio, bem como caracterizar as oportunidades de fomento ao negócio. 3 1.3 JUSTIFICATIVA Na cidade de Goiânia a especulação imobiliária delimita limites imaginários em áreas físicas, implantando preços acima do mercado para imóveis indiretamente valorizados por uma série de fatores, como: novos empreendimentos, avenidas e ruas comerciais, parques e etc. Desta forma quem procura moradia ou instalações comerciais se vê obrigado a instalar- se em áreas marginais e/ou pouco povoadas devido aos baixos preços dos imóveis. No entanto, a falta de investimentos nestas regiões acaba por reduzir a qualidade de vida destas pessoas, e é neste momento que se evidencia o mercado de locação de imóveis em áreas já consolidadas da cidade, visto a existência de vacância de lotes em regiões muito a medianamente povoadas. Por tudo isso, um estudo que comprove a viabilidade econômica do negócio vem a contribuir para o desenvolvimento e sucesso de empresas focadas neste ramo, o que levaria ao lucro do empreendedor, criação de mais postos de trabalho, aumento na arrecadação de impostos, redução da vacância de lotes na região metropolitana de Goiânia, melhoria da satisfação do cliente e de sua qualidade de vida. 4 2 REFERENCIAL TEORICO O embasamento teórico se torna necessário à medida que se compromete a seriedade de uma pesquisa. Para este fim, o referencial teórico presente neste trabalho será apresentado em conceitos, teorias e definições que permearam o problema a ser solucionado, abrangendo a literatura nacional e internacional. Os principais conceitos foram organizados em cinco partes, na seguinte ordem: empreendedorismo, perfil de um empreendedor, o plano de negócio, construção civil e locação de imóveis. 2.1 EMPREENDEDORISMO O tema proposto neste trabalho exige uma abordagem a respeito do assunto: empreendedorismo, de forma que se consiga criar uma linha de raciocínio lógico dentro do tema abordado. Para tanto, se tratará de explorar neste capítulo, alguns conceitos e definições usadas por autores nacionais e internacionais sobre empreendedorismo, além de caracterizar o perfil e os tipos de empreendedores, e ainda, apresentar um breve histórico do assunto no Brasil. 2.1.1 Conceitos Definir empreendedorismo não é tarefa fácil, prova disso são as diversas formas como autores clássicos o fazem. Segundo Longenecker; Moore; Petty J. (1997, p.3) “Os empreendedores são os heróis populares da moderna vida empresarial. Eles fornecem empregos, introduzem inovações e estimulam o crescimento econômico”. Para Chiavenato (2008) a pessoa que se responsabiliza diante de um negócio, assumindo os riscos e inovando sempre, é um empreendedor. Já Dornelas (2008), define o empreendedor como a pessoa que faz as coisas acontecerem, antecipando-se aos fatos e visando o futuro da organização. De acordo com Chiavenato (2008) a palavra empreendedorismo em francês é entrepreneure e significa aquele que assume riscos e começa algo novo. Todavia, este termo não se restringe apenas aos fundadores de empresas, membros de segunda geração de empresas familiares e até gerente proprietário, que vieram a adquirir a empresa já existente de seus fundadores, podem ser classificados como empreendedores, (LONGENECKER; MOORE; PETTY J., 1997). 5 A constante tentativa de conceituar empreendedorismo não é atual, uma das mais antigas definições é a de Schumpeter (apud DORNELAS, 2008, p.22), “o empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais”. Chiavenato (2008) afirma que há ainda linhas de pensamentos históricas que buscam definir o termo empreendedorismo, a escola dos economistas, a dos behavioristas e a dos precursores da teoria dos traços de personalidade, que defendem suas visões, embasadas nas ciências sociais como a sociologia, a psicologia, a antropologia e a história econômica. Ao analisar estas definições é possível perceber que o empreendedor é uma pessoa com um aguçado faro para negócios, que conta ainda com um elevado preparo e uma alta disposição para assumir riscos. No capítulo seguinte serão apresentadas as características de um empreendedor e seus tipos, de forma a garantir a completa linha de pensamento aqui proposta. 2.2 PERFIL DE UM EMPREENDEDOR A carreira como empreendedor requer uma boa dose de compromisso e sacrifício, por isso convém analisar se o perfil do interessado a empreender é compatível, de forma que, desenvolva seus pontos falhos, se necessário. Para Dornelas (2008) o empreendedor possui atributos pessoais que somados a características sociológicas e ambientais, acabam por viabilizar uma nova empresa. No entanto, vale a pena ressaltar que não há provas cientificas que a existência ou não dessas características determinam o sucesso do indivíduo como empreendedor, afirmam Longenecker; Moore e Petty J. (1997). No presente capítulo se apresentarão as características e os tipos de empreendedores, delineando, assim, mais um requisito exigido para o sucesso de um negócio, um empreendedor preparado. 2.2.1Características gerais Dentre as várias bibliografias existentes, acerca do assunto, três características parecem ser de comum entendimento, a começar por uma elevada autoconfiança, sede por sucesso, e propensão para assumir responsabilidades e riscos. Bernardi (2003) apresenta ainda 6 uma série de características atribuídas a um empreendedor, bem como senso de oportunidade, energia para realizar, otimismo, dinamismo, independência e resistência a frustações. Da mesma forma Dornelas (2008) sugere as características dos empreendedores de sucesso, a saber: São visionários; Sabem tomar decisões; São indivíduos que fazem a diferença; Sabem explorar ao máximo as oportunidades; São determinados e dinâmicos; São dedicados; São otimistas e apaixonados pelo que fazem; São independentes e constroem o próprio destino; Ficam ricos; São líderes e formadores de equipes; São bem relacionados (networking); São organizados; Planejam; Possuem conhecimento; Assumem riscos calculados; Criam valor para a sociedade. “Um estereótipo comum do empreendedor enfatiza características como uma enorme necessidade de realização, uma disposição para assumir riscos moderados e uma forte autoconfiança” (LONGENECKER; MOORE; PETTY J, 1997). Indivíduos se diferem quanto à satisfação que sentem em relação as suas realizações, esta escolha delimita uma caraterística inerente a um empreendedor, a necessidade de realização, que de acordo com Longenecker; Moore; Petty J. (apud CHIAVENATO, 2008), as pessoas que optam por competir em níveis elevados de excelência e estipulam objetivos que atribuem a si mesmas, são pessoas dotadas desta característica, sendo que, quando no campo dos negócios, o mesmo indivíduo é capaz de criar novas empresas e guiar as mesmas ao crescimento McClelland (apud CHIAVENATO, 2008). Em relação à disposição para assumir riscos, se torna necessário esclarecer que o empreendedor não se compromete sem antes possuir um determinado controle da situação. Por exemplo, a dedicação e o tempo exigido em um negócio podem afetar até sua família, afirmam Longenecker; Moore; Petty J (1997). No entanto, empreendedores tomam todos os cuidados necessários antes de assumir um risco, o que traz a tona outra característica do empreendedor que é a capacidade de planejamento. Por fim tem-se a autoconfiança do empreendedor, como tripé de sustentação, “A preferência pelo risco moderado reflete a autoconfiança do empreendedor” diz Chiavenato (2008, p. 9). Posto isso, tem-se que um empreendedor é capaz de prever os riscos e problemas a serem enfrentados, no entanto, ele confia em sua capacidade e preparo para solucionar estes problemas. 7 2.2.2 Tipos de empreendedores Os fatores que influenciam no processo de empreender têm a capacidade de moldar distintos perfis empreendedores, e consequentemente diversos tipos de empresas. Devido a uma somatória de fatores externos, ambientais, sociais e de aptidões sociais, é gerado um novo negócio, salienta Dornelas (2008). Deste modo, têm-se empreendedores de diversas origens, segundo Bernardi (2003) um indivíduo opta pelo empreendedorismo por ser um empreendedor nato, herdeiro, funcionário, excelente técnico, vendedor, desenvolve em paralelo outro trabalho, como opção ao desemprego ou aposentadoria. “Todavia, nem todo empreendedor busca um novo objetivo ou meta na sua vida. Existem pessoas que entram em negócios para escapar de algum fator ambiental” (CHIAVENATO, 2008, p. 10). Ainda nesse sentido Knight (apud, LONGENECKER; MOORE; PETTY J.,1997, p. 11, 12 e 13), apresentam a definição de empreendedores refugiados, os quais podem ser: Refugiado estrangeiro: são as pessoas que saem de seu país, por motivos variados, como por fator religião, política, guerra ou mesmo econômica, e no novo país eles se instalam e iniciam um negócio próprio, devido as dificuldades de encontrar emprego assalariado no novo país. Refugiado corporativo: devido às condições de emprego, burocracia, relocações de local de trabalho e outras situações desconfortáveis, empregados de grandes empresas vêem à criação de um negócio próprio, uma saída atraente quando comparada ao emprego assalariado. Refugiado dos pais: são as pessoas que apresentam uma elevada necessidade de se desprenderem dos pais, montando seu próprio negócio, de forma a provar aos pais que conseguem se virar por conta própria. Refugiada feminina: a mulher que busca fugir de condições de trabalho a que ela esteja sujeita a discriminação machista, optando por montar seu próprio negócio a procura de independência, liberdade de pensamento e expressão, além de reconhecimento. Refugiada do lar: começa seu próprio negócio quando se considera livre da responsabilidade de dirigir a família, isto é, esta livre das atividades inerentes ao lar. Refugiado social: é o individuo que sente a necessidade de criar o próprio negócio, por não encontrar na cultura prevalecente da sociedade uma afinidade, vendendo pinturas para turistas, por exemplo. 8 Refugiado educacional: percebendo que através de cursos e estudos, a pessoa não alcançara o desejado, ou simplesmente pela falta de características inerentes a um perfil acadêmico, este indivíduo decide se dedicar ao próprio negócio. Ainda neste sentido têm-se outras definições de tipos de empreendedores, de acordo com Smith (apud, CHIAVENATO, 2008, p.11) apresenta a caracterização de dois tipos de empreendedores, o artesão e o oportunista. Sendo que, “o empreendedor artesão se mostra um profundo conhecedor da parte técnica do seu negócio, no entanto não demonstra tantas habilidades em gestão de negócios. Enquanto o empreendedor oportunista é um profundo conhecedor de assuntos de administração e gestão, que utiliza procedimentos gerenciais sistemáticos, podendo ser caracterizado como um administrador experiente”. Como visto, o perfil do empreendedor de sucesso depende de muitas variáveis, sendo assim classificar todos os tipos de empreendedores é o mesmo que tentar apresentar todas as histórias de empreendedores do mundo. Timmos (apud, DOLABELLA, 1999, p. 65), apresenta uma pesquisa onde os próprios empreendedores definiram os fatores de sucesso para um negócio, as respostas margearam em torno de pontos em comum como: divirta-se, acredite, persista, inove e faça de novo. Neste capítulo foram apresentadas as características e os perfis de empreendedores, no próximo capítulo se abordará sobre o empreendedorismo no Brasil e como ele se desenvolveu nos últimos anos no País. 2.3 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL Os conceitos de empreendedorismo vêm sendo muito difundidos no Brasil, visto que, desde a década de 1990 este assunto tem sido mais difundido, afirma Dornelas (2008). Em um olhar superficial, pode-se classificar o aumento substancial ocorrido nos últimos anos à ascensão econômica brasileira, que de acordo com BRASIL (2013) teve um crescimento médio de 2,8% ao ano para o período 2004 – 2012. No entanto, é um tanto pretensioso generalizar o motivo influenciador de um empreendedor, pois ele pode ser causado por distintos processos de formação, como afirma Chiavenato (2008). Com relação ao assunto, Dornelas (2008, p. 1,2) afirma: Uma das consequências imediatas foi o aumento do índice de desemprego, principalmente nas grandes cidades, onde a concentração de empresas é maior. Sem alternativas, os ex-funcionários dessas empresas começaram a criar novos negócios... Houve ainda recentemente aqueles motivados pela nova economia, a internet, que teve seu ápice de criação de negócios pontocom entre os anos de 1999 e 2000... Devem ser 9 considerados também os que herdam os negócios dos pais ou parentes e que dão continuidade a empresas criadas há décadas. Esta série de fatores fez com que o Governo Federal se atentasse para o tema, e atrelada a uma crescente demanda por pesquisas acadêmicas na área, empresas privadas e estatais iniciaram programas de aprimoramento e preparação profissional com enfoque em empreendedorismo, de acordo com Dornelas (2008), o programa do Governo Federal, Brasil Empreendedor, teve como meta, em 1999, a capacitação de um milhão de empreendedores. Em paralelo, entidades, como o SEBRAE, passaram a contribuir na criação de micro e pequenas empresas, fornecendo auxilio ao empreendedor na forma de assessoria. Com a disseminação do conhecimento em empreendedorismo, as empresas vêm mostrando melhores resultados, dados publicados pelo SEBRAE (apud, DORNELAS, 2008) mostram que no ano de 2002, as MPE somaram 99,2% do número total de empresas formais, e ainda foram responsáveis por 57,2% dos empregos totais. Outro número revelador foi o crescimento exponencial do número de MPE no Brasil, que aumentou de 2.956.749 para 4.605.607, no período entre 1996 e 2002. No entanto, a falta de planejamento prévio de algumas destas empresas, acaba por desencadear uma série de falências. O que ocorre no Brasil é que muitos dos novos negócios são criados por empreendedores por necessidade. O indivíduo, desempregado ou sem alternativa de trabalho, se aventura em um mercado movido por uma simples ideia, porém somente um estudo sério de viabilidade, como por exemplo, um plano de negócio, indicará a possibilidade de sucesso do negócio, como afirma Dolabela (1999). Dados de uma pesquisa, realizada pelo SEBRAE em 2011, com empresas constituídas nos anos de 2005 e 2006, obtiveram como resultado que a taxa de sobrevivência das empresas brasileiras com até 2 anos foi de 71,9% para as empresas constituídas em 2005, e de 73,1% para as empresas constituídas em 2006. Todavia, as atuais pesquisas indicam que este número vem diminuindo, provando que os atuais empreendedores estão se preparando melhor. Em nova pesquisa realizada pelo SEBRAE no ano de 2013, as pesquisas indicam um indício de crescimento nas taxas de sobrevivência de empresas de 2 anos, no Brasil. Foram tomadas como referência empresas constituídas em 2007, e as informações sobre estas empresas disponíveis na Secretária da Receita Federal em 2010. 10 Figura 1 - Taxa de sobrevivência de empresas de 2 anos, evolução no Brasil (SEBRAE, 2013) . Estes números revelam que não só a criação de novas empresas vem ganhando impulso, mas as taxas de sobrevivência vêm melhorando a cada ano. Sendo assim, não só os empreendedores ganham com isso, mas todos os envolvidos, direta e indiretamente, nos processos destas micro e pequenas empresa. Neste capítulo foi apresentado um panorama geral do assunto empreendedorismo e micro e pequena empresas, nos últimos anos, no Brasil. No capítulo seguinte será apresentada uma conceituação de empresa, explorando tipos de empresas, dando um enfoque a pequena empresa. 2.4 EMPRESA 2.4.1 Conceitos O processo de criação de uma empresa requer do empreendedor um conhecimento prévio sobre o assunto, visto que a criação de uma empresa é um passo importante para o início de um negócio. Neste capítulo serão apresentadas definições sobre empresa, além de fazer uma abordagem acerca dos tipos de empresa existentes de acordo a legislação vigente até a data da elaboração deste trabalho, no entanto, se focou em micro e pequenas empresas, visto que este tipo de organização é a que se enquadra melhor, juridicamente, no negócio estudado nesta pesquisa. Toda forma de conceito é produzido de acordo com o pensamento do indivíduo que o fez. As distintas definições de empresa são prova desse raciocínio. Uma empresa é, para 11 Chiavenato (2008), uma organização destinada à produção de alguma coisa e/ou produzir algum serviço à sociedade. Santos (apud, CHIAVENATO, 2008, p.41), apresenta uma definição de empresa embasada no pensamento dos economistas, onde “coloca a empresa como uma unidade básica do sistema econômico, tendo por função principal a produção de bens e serviços”. Ainda nesse assunto, Michaelis (2013) define empresa como sendo uma sociedade organizada para a exploração de uma indústria ou comércio. A empresa pode ser vista como uma consequência do sistema econômico capitalista, sendo que essa passa a ser conceituada a partir de olhares diversos, no entanto cada empresa é reconhecida como tal, a partir das características que ela apresenta o que leva a necessidade de identificar e analisar os tipos de empresas existentes. 2.4.2 Tipos de empresas Como organizações voltadas à produção de algo ou a prestação de algum serviço, de acordo com a literatura nacional e internacional, pode-se classificar as empresas de acordo o seu ramo de atividade, pelo seu tamanho ou ainda pela sua natureza jurídica. De acordo com Chiavenato (2008), “as empresas podem ser classificadas em industriais, comerciais e prestadores de serviços”. Longenecker; Moore; Petty J., (1997) apresentam que o critério de análise de empresa pelo tamanho varia de acordo com o aspecto analisado. Analisando os tipos de empresa em virtude do ramo de atividade, tem-se que empresas industriais, transformam a matéria prima em bens de consumo ou de produção, como por exemplo, automóveis, calçados e produtos farmacêuticos – bens de consumo, e prensas hidráulicas e ferramentas – bens de produção (CHIAVENATO, 2008). O ramo de atividade, comercial e de prestação de serviço, tem como representantes: supermercados, lojas e postos de gasolina, além de atacados destes produtos, isto é, as empresas que fornecem o mesmo produto a empresas menores, chamadas de varejistas. Enquanto os prestadores de serviços podem ser toda empresa que fornece um serviço especializado. Na classificação pelo tamanho, Longenecker; Moore; Petty J., (1997) relevam alguns critérios, bem como, o número de empregados(o mais utilizado), volume de vendas, valor de ativos, seguro da força de trabalho e volume de depósitos. Este critério se mostra bastante maleável, onde adéqua ao propósito do pesquisador. As questões legais de constituição de uma empresa são capazes de caracterizar o seu tipo, visto que a partir da legislação vigente é possível enquadrar uma empresa em 12 determinado tipo e o objetivo do governo é a futura tributação dela. A legislação brasileira apresenta definições e os tipos de constituição de uma empresa, sendo o Novo Código Civil o meio pelo qual é possível obter tais informações. As formas legais de constituição de empresas são apresentadas pelo SEBRAE (apud DORNELAS, 2008, p. 199, 200 e 201) em resumo: Sociedade Simples – “É a sociedade constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por objeto o exercício de atividade própria de empresário”. Este tipo de sociedade é utilizado, por exemplo, em escritórios de advocacia. Sociedade empresária – “Tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito ao registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo Estado”. Tipo de sociedade onde os sócios produzem bens ou serviços, podendo ser constituída de acordo o regulado no art. 983, a saber: em Nome Coletivo, em Comandita Simples, Limitada, Anônima ou em Comandita por ações. Sociedade limitada – O capital é divido em quotas iguais ou não, a responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de suas quotas, embora, até cinco anos, todos respondam pela integralização do capital social. Sociedade por ações – Confere maior segurança aos seus acionistas, devido a suas regras rígidas. “O capital social é dividido em ações e cada sócio ou acionista responde somente pelo preço de emissão das ações que adquiriu”. Sociedade estrangeira – “Considera-se Sociedade Estrangeira a empresa constituída e organizada em conformidade com a legislação do país de origem, onde também mantém sua sede”. Sociedades cooperativas – Através da limitação das quotas do capital social de cada sócio é aberta a disponibilidade à entrada de novos sócios, considerando a existência de uma quantidade mínima e ilimitada de novos sócios. Associações – “Associação é uma entidade de direito privado, dotada de personalidade jurídica e caracteriza-se pelo agrupamento de pessoas para a realização e consecução de objetivos e ideias comuns, sem finalidade econômica”. Fundações – De fins de utilidade pública, morais, e/ou religiosos, e/ou de assistência, e outros. Micro e pequenas empresas – este tipo de empresa será tratado no subcapítulo abaixo. 13 Após esta explanação sobre os tipos de empresa será enfatizado a micro e pequena empresa, objeto de estudo deste trabalho. 2.4.3 Micro e pequenas empresas O conceito de MPE, apresentado pela legislação brasileira, foi alterado recentemente pela Lei complementar 127, em agosto de 2007 (DORNELAS, 2008). A antiga definição era confusa, devido à existência de conceitos divergentes na legislação Federal e Municipais. O SEBRAE (apud DORNELAS, 2008) apresenta uma definição, onde, para empresas com receita bruta anual até R$ 240.000,00 será caracterizada como microempresa, enquanto empresas com receita bruta anual de até R$ 2.400.000,00 como pequena empresa. A criação desta lei contribuiu para a desburocratização de regras e condições que envolvem a abertura e o processo de tributação das MPE. De acordo com Dornelas (2008), foi através da Lei Geral, que se tornou possível o aperfeiçoamento do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições – Simples Nacional o que desenvolveu meios para a arrecadação unificada dos tributos de competência Federal, Estadual e Municipal. Chiavenato (2008) afirma que, de acordo com o U.S. Department of Commerce (Departamento de Comércio dos Estados Unidos), foram identificados oito setores de atuação para pequenas empresas, a saber: Comércio atacadista; Construção; Comércio varejista; Serviços; Finanças, seguros e imobiliárias; Mineração; Transporte e utilidades públicas; Manufatura. Visto a enorme gama de áreas as quais as MPE estão inseridas percebe-se a relevância destas empresas para a economia de um país, como já foi abordado no capítulo Empreendedorismo no Brasil. “Elas oferecem contribuições excepcionais, na medida em que fornecem novos empregos, introduzem inovações, estimulam a competição, auxiliam as grandes empresas e produzem bens e serviços” (LONGENECKER; MOORE; PETTY J., 1997). Ainda nesse sentido Dolabela (1999) expõe que, MPE criam empregos, são potenciais grandes empresas, são escolas de mão de obra, complementam a cadeia produtiva, se adequam a pequenos nichos, consolidam o processo de franchising, terceirizam serviços públicos, dentre outras contribuições. A empresa, seus conceitos e tipos foram o assunto deste capitulo que se tornou necessário à medida que a compreensão de empresa e empreendedor se torna importante, quando se trata de MPE. Segundo Dolabela (1999) para que haja sucesso em uma pequena 14 empresa, a presença do líder é crucial, pois o sistema social da empresa é criado à sua imagem. No próximo capítulo se focará na ferramenta de planejamento - plano de negócios, seu conceito e estrutura, além de apresentar uma modelo de PN. 2.5 O PLANO DE NEGÓCIO Observou-se anteriormente que a maior causa de mortalidade das empresas brasileiras é decorrente da falta de planejamento do negócio. Assim o PN surge como um documento ideal para a análise dos aspectos direto e indiretamente envolvidos no novo negócio. Visto isso será apresentado neste capítulo conceitos, estruturas e um modelo de PN com o intuito de continuar a correlação no embasamento bibliográfico necessário ao êxito da pesquisa. 2.5.1 Conceitos As definições existentes sobre PN margeiam em torno de um conceito conjunto de planejamento e empreendedorismo. Segundo Chiavenato (2008), estudar antecipadamente uma ação a ser realizada, e os objetivos a serem alcançadas é sinônimo de planejamento. Este tipo de pensamento atrelado ao processo empreendedor dá origem a um raciocínio lógico, ao qual, empreendedores como indivíduos bem preparados devem reunir todas as informações possíveis acerca de um novo negócio, e é partir desta constatação que existe a necessidade de uma ferramenta de planejamento. De acordo com Dolabela (1999), um plano de negócios indica o caminho mais rápido e menos incerto a ser seguido pelo empreendedor, descrevendo o negócio de forma completa, ainda assim, o PN é dinâmico e deve ser atualizado sempre, para garantir dessa forma, o real potencial do negócio. Dornelas (2008, p. 84), define PN e explana sobre assunto, “o plano de negócios é um documento usado para descrever um empreendimento e o modelo que sustenta a empresa. Sua elaboração envolve um processo de aprendizagem e autoconhecimento, e, ainda, permite ao empreendedor situar-se no seu ambiente de negócios”. Longenecker; Moore; Petty J., (1997, p. 161) definem Plano de Negócio, como: Um novo empreendimento e projeta os aspectos mercadológicos, operacionais e financeiros dos negócios propostos para os três a cinco primeiros anos. Seu preparo permite a análise da proposta e ajuda o futuro empreendedor a evitar uma trajetória decadente que leva do entusiasmo à desilusão e ao fracasso. 15 Além disso, o PN se mostra um instrumento de negociação tanto interno quanto externo. Segundo Dolabela (1999) o PN pode ser usado internamente para administrar a interdependência com todos os envolvidos (clientes, fornecedores, sócios, etc.). Quando utilizado externamente o PN se mostra interessante para a captação de interessados no negócio, sejam eles financiadores, novos sócios ou empregados. Ainda nesse sentido, Longenecker; Moore; Petty J., (1997) afirmam que o PN fornece uma base para comunicar a missão da empresa ao seu público interno, enquanto ao público externo, um PN se torna o cartão de visitas da empresa à investidores, emprestadores, fornecedores e aos clientes. Como afirma Dornelas (2008), o que o empreendedor necessita é de um guia, capaz de ser alterado, possibilitando as revisões e atualizações necessárias à venda da ideia ao leitor do PN. Por fim, nota-se um consenso entre os autores o fato de que o objetivo do plano de negócios é o auxilio ao empreendedor, de forma a concluir se a sua ideia é viável ou não, buscando informações mais detalhadas sobre o ramo de atividade - produtos e serviços que deseja oferecer, clientes, concorrentes, fornecedores e sobre as oportunidades e ameaças do negócio. 2.5.2 Estrutura O PN como um instrumento de análise da viabilidade de um novo empreendimento necessita de uma estrutura clara e concisa. Como afirma Dornelas (2008), “as seções que compõem um plano de negócios geralmente são padronizadas para facilitar o entendimento. Cada uma das seções do plano tem um propósito específico”. No entanto, os autores diferem quanto à estrutura de um plano de negócio. Dornelas (2008, p. 91 e 92), apresenta o modelo abaixo como um Plano de Negócio eficiente que contem: 1. Capa 2. Sumário 3. Sumário Executivo 3.1 Declaração de visão 3.2 Declaração de missão 3.3 Propósitos gerais e específicos do negócio, objetivos e metas 3.4 Estratégia de marketing 3.5 Processo de produção 3.6 Equipe gerencial 16 3.7 Investimentos e retornos financeiros 4. Produtos e serviços 4.1 Descrição dos produtos e serviços 4.2 Previsão de lançamento de novos produtos e serviços 5. Análise da indústria 5.1 Análise do setor 5.2 Definição do nicho de mercado 5.3 Análise da concorrência 5.4 Diferenciais competitivos 6. Plano de marketing 6.1 Estratégia de marketing 6.2 Canais de venda e distribuição 6.3 Projeção de vendas 7. Plano operacional 7.1 Análise das instalações 7.2 Equipamentos e máquinas necessárias 7.3 Funcionários e insumos necessários 7.4 Processo de produção 7.5 Terceirização 8. Estrutura da empresa 8.1 Estrutura organizacional 8.2 Assessorias externas 8.3 Equipe de gestão 9. Plano financeiro 9.1 Balanço patrimonial 9.2 Demonstrativo de resultados 9.3 Fluxo de caixa 10. Anexos A estrutura de um Plano de Negócios para Willians; Thompson; Napier (apud CHIAVENATO, 2008, p. 136) deve ser composta de sete partes, a saber: um sumário executivo, uma análise completa e detalhada do setor em que a microempresa vai operar e um resumo sobre as características do negócio com simulações financeiras, plano estratégico e operacional. 17 Longenecker; Moore; Petty J., (1997) propõem outra estrutura de plano de negócios, porém com alguns itens equivalentes à estrutura anteriormente apresentada, sendo assim caracterizada: Resumo executivo – visão geral, enfatiza os pontos importantes, cria interesse no leitor; Descrição geral da empresa – história e tipo da empresa; Plano de serviços e produtos – descreve o serviço/produto, e explica porque as pessoas o comprarão; Plano de marketing – “especifica o que lhe dará vantagem competitiva”; Plano gerencial – identifica a equipe gerencial, sócios e investidores; Plano operacional – explica seu sistema de manufatura; Plano jurídico – aponta a natureza jurídica da empresa; Apêndice – “fornece materiais suplementares ao plano”. Outras formas de estruturar um plano de negócios podem ser encontradas nos diversos softwares existentes no mercado, sendo exemplos, o software da Academia Starta – Makemoney, ou os apresentados por Dornelas (2008): o software on-line da empresa Empreende – Easyplan (com versão gratuita), os softwares norte americanos - Business PlanBuilder© e Business Plan Pro©, além dos diversos sítios sobre plano de negócio que contam com diversas estruturas de planos de negócios, como o www.planodenegocios.com.br. A estrutura segundo Dornelas (2008) do software Easyplan é constituída de: Sumário executivo, conceito do negócio, mercado e competidores, equipe de gestão, produtos e serviços, estrutura e operações, marketing e vendas, estratégia de crescimento, finanças e anexos. Chiavenato (2008) procura responder algumas questões, a fim de estruturar um PN, a começar com uma análise completa do setor, um levantamento completo sobre as características do novo empreendimento, além da elaboração de um plano operacional, produzir um resumo executivo e revisar todo o conjunto. Percebe-se que a escolha de uma determinada estrutura é viabilizada pelo tipo de empreendimento almejado, no entanto as estruturas acima mencionadas apresentam pontos em comum, por este motivo, um PN deve conter algumas características básicas de modo a garantir a eficácia deste instrumento de planejamento. “Não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um plano de negócios, pois cada negócio tem particularidades e semelhanças, sendo impossível definir um modelo 18 padrão de plano de negócios que seja universal e aplicado a qualquer negócio”, afirma Dornelas (2008, p. 86). 2.5.3 Um modelo de plano de negócio Neste subcapítulo será descriminado um modelo de PN, sendo tal, um modelo proposto por Rosa (2007), para pequenas empresas em geral: 1. Sumário executivo Deve ser o último a ser feito, pois ele conterá todas as informações chave do PN, deve ser composto de informações que deixem claro a ideia e a viabilidade de sua implantação, no entanto, tais informações serão detalhadas no decorrer do PN. 1.1 Resumo dos principais pontos do plano de negócio Esta etapa deverá conter respostas para perguntas esclarecedoras sobre a empresa, como: Qual o propósito do seu plano? O que é o negócio? Qual é o seu produto/serviço? Onde será localizada a empresa? Onde está seu mercado/clientes? De quanto dinheiro você precisa? Qual será o faturamento mensal? Que lucro espera obter? Em quanto tempo espera que o capital investido retorne? 1.2 Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições Breve apresentação do perfil e do curriculum vitae do empreendedor e dos sócios, e como isso será útil ao empreendimento. 1.3 Dados do empreendimento Nesta etapa devem ser informadas as condições legais da empresa, bem como: nome fantasia da empresa e o número de inscrição no cadastro Nacional de Pessoas seja ela Jurídica ou Física. 19 1.4 Missão da empresa Trata-se da razão de existir da empresa, isto é, qual o papel que ela desempenha em sua área de atuação, caracterizado com o auxílio de esclarecimentos a respeitos de questões inerentes ao negócio, a saber: Qual é o seu negócio? Quem é o consumidor? O que é valor para o consumidor? O que é importante para os fornecedores, empregados, clientes, comunidade e a quem estiver direto ou indiretamente ligado ao negócio. 1.5 Setores de atividade Deve definir em qual setor da economia a empresa se enquadra, agropecuária, indústria, comércio, prestação de serviços, tecnologia ou outro específico. 1.6 Forma jurídica Aqui deverá ser informada qual a natureza jurídica da empresa, ou seja, a maneira pela qual a empresa será tratada pela Lei. A Sociedade limitada e o empresário são as formas jurídicas mais utilizadas por MPE. É aconselhável a consulta a um contador devidamente registrado no Conselho de Contabilidade. 1.7 Enquadramento tributário Nesta etapa é aconselhável ao autor do PN, consultar um contador devidamente registrado no Conselho de Contabilidade. Cada esfera do poder arrecada impostos e contribuições, para o Governo estadual (ICMS), o municipal (ISS). Enquanto a esfera Federal determina as MPE duas formas para o cálculo e o recolhimento dos impostos, o regime Normal e o regime Simples. Mas é comum que as MPE se enquadrem no sistema de tributação Simples, pois este apresenta uma redução e simplificação dos tributos. 1.7.1 Âmbito Federal Regime Simples Regime Normal o IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica o PIS – Contribuição para os Programasde integração Social o COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social 20 o CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados o Contribuição para o PIS o INSS - Contribuição para a Seguridade Social 1.7.2 Âmbito Estadual ICMS – Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 1.7.3 Âmbito Municipal ISS – Imposto sobre serviços de qualquer natureza. 1.8 Capital social Descriminação de todos os recursos colocados na empresa pelo empreendedor ou, se for o caso, pelos sócios – dinheiro, equipamentos, ferramentas, etc. 1.9 Fonte de recursos Nesta etapa o empreendedor determina de que maneira serão obtidos os recursos para a implantação da empresa, se serão recursos próprios, de empréstimo, de financiamento, ambos, ou de outra forma aqui não descrita. 2. Análise de mercado 2.1 Estudo dos clientes Os clientes compram soluções para algo que precisam ou desejam. Posto isso, surge então ao empreendedor à necessidade de identificar formas de conhecer melhor o cliente. 1º Passo: identificar as características gerais dos clientes, se pessoa física, se pessoa jurídica. 2º Passo: Identificação de seus interesses e comportamentos. 3º Passo: Identificação do que os leva a comprar. 4º Passo: Identificação de onde estão eles. Existem diversas técnicas para pesquisar os potenciais consumidores de seus produtos/serviços, que vão desde questionários e entrevistas, até conversas informais e observação. 21 2.2 Estudo dos concorrentes A identificação e análise dos concorrentes poupam o empreendedor de inúmeros erros, visto que, seus futuros concorrentes já enfrentaram situações semelhantes a que uma nova empresa encontrará. A análise da concorrência pode ser feita pela identificação de pontos relevantes, a saber: Qualidade dos materiais; Preço cobrado; Localização; Condições de pagamento; Atendimento prestado; Serviços disponibilizados; Garantias oferecidas. A comparação da nova empresa com o observado na concorrência capacita o empreendedor a tirar conclusões se a nova empresa conseguirá competir neste mercado, o que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar da nova empresa, e o que deve ser feito para a nova empresa concorrer em igualdade com os concorrentes. 2.3 Estudo dos fornecedores O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que fornecerão matérias-primas e equipamentos utilizados na produção do produto ou do serviço. Nesta etapa, o empreendedor deve fazer um levantamento de quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, utensílios, matérias-primas, bem como outras mercadorias necessárias na produção e venda do produto ou serviço. É necessário pesquisar questões como, preço, qualidade, condições de pagamento e prazo de entrega. Tais informações serão úteis para confecção do plano financeiro. Analisar três empresas para cada artigo é uma forma interessante de compor esta etapa do PN. 3. Plano de marketing 3.1 Descrição dos principais produtos e serviços Nesta etapa, são informados os itens que serão vendidos ou os serviços que serão prestados, especificando detalhadamente cada uma de suas características. 3.2 Preço A partir da pesquisa de mercado é possível estipular o quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto ou serviço prestado. A determinação do preço deve considerar os custos do produto ou serviço e ainda proporcionar margem para lucro. 3.3 Estratégias promocionais A toda ação que se tem por objetivo apresentar, informar, convencer os clientes de comprar o seu produto e não o do concorrente é chamado de promoção. A seguir algumas 22 estratégias que podem ser utilizadas para este fim: Propaganda em rádio, revistas e jornais; Internet; Amostras grátis; Carro de som e faixas; Descontos, entre outros. Existem diversos tipos de divulgação, o que os diferencia é a criatividade de quem os desenvolve e os põe em prática. 3.4 Estrutura de comercialização As diversas formas de promover a comercialização de um produto ou serviço são chamadas de canais, que podem ser: vendedores internos e externos, representantes, etc. Para a escolha do melhor canal de distribuição de produtos ou serviços da nova empresa, é necessária uma análise da quantidade de compradores, no tamanho dos pedidos, se o cliente tem o hábito de se auto atender, dentre outros aspectos afins. 3.5 Localização do negócio A definição do ponto está intimamente relacionada com o ramo de atividade do negócio. A escolha de um bom ponto comercial é capaz de influenciar fortemente no volume de venda dos produtos ou dos serviços prestados. Para a escolha de um local propício ao êxito da empresa, leva-se em consideração aspectos como: Contrato de locação, preço, prazo e condição de pagamento; Condições de segurança da vizinhança; Facilidade de acesso; Proximidade dos clientes; Proximidade dos fornecedores; Movimento de pessoas e veículos no local, dentre outros. 4. Plano operacional 4.1 Layout O arranjo físico das instalações da empresa se torna mais importante para empresas que necessitem do local para receber clientes e expor produtos. Para tanto se recorre a alguns recursos, como: estantes, balcões, e vitrines. No entanto, um bom arranjo físico contribui para qualquer tipo de empresa melhorar a produtividade da equipe, redução do retrabalho, agilidade na localização de produtos além de melhorar a comunicação entre os departamentos da empresa. 23 4.2 Capacidade produtiva/comercial/serviços Para esta etapa se exige do empreendedor conhecimento total do produto ou do serviço prestado, visto a necessidade de quantificar a produtividade destes. Aspectos como disponibilidade de pessoal, matéria-prima, maquinário, capacidade de estoque, volume de vendas e disponibilidade financeira, são as variáveis que compõem esta informação. 4.3 Processos operacionais Neste ponto do PN, o empreendedor deve elaborar um roteiro com as atividades existentes na empresa. Estas devem ser dispostas etapa por etapa, identificando qual o trabalho realizado, os responsáveis, os materiais envolvidos e equipamentos necessários. 4.4 Necessidade de pessoal Este item determina uma projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio – sócios funcionários da produção, da gerência, da supervisão, isto é, todas as pessoas a serem contratadas para o empreendimento. 5. Plano financeiro 5.1 Estimativa dos investimentos fixos Todos os bens que o empreendedor deve comprar para que seu negócio possa funcionar de maneira apropriada, se enquadram no investimento fixo. Exemplos: máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, aquisição de imóvel, veículos e etc. 5.2 Capital de giro É o montante de recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, se enquadram: a compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas. Para iniciar as atividades da empresa deve-se apurar o estoque inicial e o caixa mínimo necessário. 5.3 Investimentos pré-operacionais Compreende os investimentos realizados antes do início das atividades da empresa, a saber: despesas com reforma, taxas de registro da empresa, dentre outras atividades próprias a cada tipo de negócio. 24 5.4 Investimento total O investimento total é a soma dos investimentos fixos, capital de giro e préoperacionais. 5.5 Estimativa do faturamento mensal da empresa Para estimar o quanto a empresa fatura por mês, basta o empreendedor multiplicar a quantidade de produtos vendidos naquele período, pelo seu preço de venda. Para tanto, sugere-se que o preço do produto seja estimado a partir dos preços dos concorrentes, enquanto as previsões de venda devem ser baseadas na avaliação de mercado e na avaliação da capacidade produtiva da nova empresa. 5.6 Estimativa do custo unitário de matéria-prima, materiais diretos e terceirizações Esse aspecto costuma ser analisado para negócios que envolvem processos industriais. Por exemplo, nesta etapa do PN, um empreendedor deve estimar os custos diretos e indiretos da produção de determinado produto – matéria-prima e embalagem. 5.7 Estimativas dos custos de comercialização Neste item são registrados os gastos com impostos e comissões de vendedores ou representantes. Como exemplos, temos: o Simples Nacional, comissões e taxa de administração do cartão de crédito. Para calculá-los, basta aplicar, sobre o total das vendas previstas, o percentual dos impostos e comissões. 5.8 Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas Neste ponto do PN, a caracterização do tipo da empresa é exigido, devido a natureza do custo com materiais. Para indústrias tem-se o CMD (Custos com materiais diretos), enquanto para o comércio tem-se o CMV (Custos das mercadorias vendidas). Este custo representa o valor que deverá ser baixado dos estoques pela a venda de determinado produto. 5.9 Estimativas dos custos com mão de obra Para esta etapa, o empreendedor deverá definir quantas e quais pessoas serão pagas, para realizar as atividades diretas ou indiretas envolvidas no negócio. No cálculo deve se levar em conta o percentual relativo aos encargos sociais. 25 5.10 Estimativa do custo com depreciação Máquinas, equipamentos e ferramentas possuem vida útil, posto isso, a necessidade de repará-las ou substituí-las é real. O reconhecimento da perda de valor dos bens pelo uso é chamado de depreciação. A depreciação de um bem pode ser determinada pela razão entre a vida útil do referido bem, pelo valor financeiro deste bem. De acordo com a fórmula: (1) Legenda: D = Depreciação (tempo/R$); Vu = Vida útil (tempo – ano, mês, hora); V = Valor do bem (R$, U$). 5.11 Estimativas dos custos fixos operacionais mensais São todos os gastos que não se alteram em função do volume de produção ou da quantidade vendida em um determinado período. Como exemplos: água, energia elétrica, aluguel, dentre outros próprios de cada negócio. 5.12 Demonstrativo de resultados Aqui é possível prever o resultado da empresa, verificando se ela irá operar com lucro ou não. Isto é garantido pelas informações colhidas, sobre as estimativas de faturamento e os custos totais (fixos e variáveis). 5.13 Indicadores de viabilidade Ponto de equilíbrio O quanto à empresa precisa faturar para pagar todos os seus custos em um determinado período, pode ser representado pelo ponto de equilíbrio. Este indicador é calculado através da formula: (2) Legenda: PE = Ponto de Equilíbrio (R$, U$); CFT = Custo Fixo Total (R$, U$); IMC = Índice de Margem de contribuição (adimensional) O valor do IMC é determinado pela fórmula, como demonstrado abaixo: 26 (3) Legenda: CVT = Custo Variável Total (R$, U$); RT = Receita Total (R$, U$). Lucratividade A razão entre lucro líquido e a receita total em relação às vendas é definido por lucratividade. Este índice está intrinsecamente ligado à competitividade da empresa, isso porque se a empresa possui uma boa lucratividade, ela disporá de maior capital disponível para investir em inovação e divulgação. A lucratividade é definida pela fórmula: (4) Legenda: Lc = Lucratividade (%); Lliq = Lucro liquido (R$/ano); RT = Receita Total (R$/ano). Rentabilidade É um indicador que mede o retorno do capital investido aos sócios, isto é, indica a atratividade do negócio. É calculado por meio da fórmula: (5) Legenda: Ren = Rentabilidade (%/tempo - %/ano, %/mês); Lliq = Lucro liquido (R$/ano); IT = Investimento Total (R$, U$). Prazo de retorno do investimento Este indicador, também indica a atratividade do negócio, no entanto tem por função principal indicar o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu. A fórmula abaixo, o define: 27 (6) Legenda: PRI = Prazo de Retorno de Investimento (Tempo – anos, meses, décadas) IT = Investimento Total (R$, U$); Lliq = Lucro liquido (R$/ano). 6. Construção de cenários A existência da adversidade em um PN, é um acontecimento que não pode ser deixado de lado, visto a elevada seriedade de um PN. Com isso, a simulação de cenários pessimistas e otimistas, previne e potencializa a chances de sucesso da nova empresa. As possibilidades a se considerar podem ser: Alteração no volume de Vendas; Atraso no início das atividades; Reação da concorrência; Estratégias de marketing determinantes para o insucesso do produto, e vice versa. 7. Avaliação estratégica 7.1 Análise da matriz F.O.F.A. Este instrumento de avaliação estratégica tem por objetivo detectar pontos fortes e fracos do negócio, de forma que a descriminaçãosimples e clara destes fatores proporcionam ao empreendedor uma visão dos pontos onde a empresa pode ser mais eficiente e competitiva. F.O.F.A. é um acróstico, “Composição poética em que as letras iniciais, mediais ou finais de cada verso, reunidas, formam um nome de pessoa ou coisa, tomado como tema”, (MICHAELIS, 2013). Este acróstico significa: F – Forças; O – Oportunidades; F – Fraquezas; A – Ameaças. De acordo com Rosa (2007), a matriz F.O.F.A. é feita em quadrantes, onde em cada quadrado são feitos registros positivos e negativos sobre o negócio. O exemplo abaixo apresenta a estrutura de uma matriz F.O.F.A., e como construí-la: 28 Tabela 1 - Estrutura da Matriz F.O.F.A. (ROSA, 2007, p. 76) Forças Oportunidades Faça uso das forças Explore as oportunidades São características internas da empresa ou de São situações positivas do ambiente externo seus donos que representam vantagens que permitem à empresa alcançar seus competitivas sobre seus concorrentes ou uma objetivos ou melhorar sua posição no facilidade para atingir os objetivos propostos. mercado. Fraquezas Ameaças Elimine as fraquezas Evite as ameaças São fatores internos que colocam a empresa São situações externas que se têm pouco em situação de desvantagem frente à controle e que colocam a empresa diante de concorrência ou que prejudicam sua atuação dificuldades, no ramo escolhido. ocasionando a perda de mercado ou a redução de sua lucratividade. 8. Avaliação do plano de negócio Por ser dinâmico e mutável, o PN deve ser consultado e revisado à medida que o empreendedor achar necessário. 2.6 CONSTRUÇÃO CIVIL 2.6.1 Definições e panorama mercadológico no Brasil O ambiente macroeconômico a que o presente estudo está inserido é a construção civil brasileira, mais propriamente dita à construção civil goiana. Sendo assim, surge a necessidade de conceituar o assunto, de forma a contextualizar o negócio proposto neste estudo, construção civil e o atual cenário econômico brasileiro. De acordo com a Receita Federal (2013) a obra de construção civil “é a construção, a demolição, a reforma, a ampliação de edificação ou qualquer outra benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo”. Na classificação nacional de atividades econômicas (CNAE), o CONCLA (2013), delimita as atividades deste ramo de atividade como Construção de edifícios, código CNAE 41: Esta divisão compreende a construção de edifícios de todos os tipos (residenciais, comerciais, industriais, agropecuários e públicos), as reformas, manutenções 29 correntes, complementações e alterações de imóveis, a montagem de estruturas de casas, abrigos e edifícios pré-fabricadas in loco para fins diversos de natureza permanente ou temporária quando não realizadas pelo próprio fabricante. O CONCLA (2013) define também que a realização de empreendimentos imobiliários na forma de incorporação, a execução de obras por empreitada e subempreitada, também estão compreendidas nesta divisão. Sob o conceito de construção civil acima apresentado é possível explanar o panorama mercadológico desta indústria. Nos últimos anos, a indústria da construção obteve um crescimento exponencial, influenciada positivamente por um conjunto de fatores, tais como: criação de programas de investimento Federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa Minha Vida, crescimento do emprego e da renda familiar (IBGE, 2011). Segundo a pesquisa de Rafael Miranda (2011, p. 4), “no período de 2004 a 2008 a taxa média de crescimento do PIB do país foi de 4,8%. No mesmo espaço de tempo, a construção civil cresceu em uma taxa média de 5,1%, acima da taxa da economia nacional”. A pesquisa anual da indústria da construção, realizada pelo IBGE entre 2007 e 2011, fornece dados gerais e uma breve análise dos dados fornece conclusões acerca do crescimento vertiginoso da construção civil. Tabela 2 -Dados gerais da indústria da construção - Brasil - 2007-2011 (IBGE, 2011) No entanto, já no começo de 2011, o mercado imobiliário brasileiro, começou a sentir uma desaceleração, com a redução de lançamentos devido à existência de estoque, de acordo com Exame (2012). Ainda assim, não ocorreu uma redução nos valores dos imóveis, através do indicador Fipe-Zap a afirmação acima é comprovada. “A construção do índice se baseia em preços pedidos askedprices nos anúncios do site Zap Imóveis, incluindo tanto novos produtos como revendas de imóveis estocados no mercado” (ALENCAR, 2013). 30 Figura 2 - IndiceFipeZap - Brasil, Belo horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo (ALENCAR, 2013) Em 2012, o País apresentou expansão de 0,9% em relação ao seu PIB, enquanto a construção obteve o segundo melhor resultado da indústria, cresceu 1,4%. Porém, em comparação com os anos anteriores, este incremento ficou aquém do esperado (CBIC, 2013). Em comparação com 2011, Alvarenga (2012) apresenta as seguintes constatações: Figura 3 - Crescimento do setor em (%), (IBGE, apud ALVARENGA, 2012) 31 Figura 4 - Venda de materiais de construção (em%) (ABRAMAT, 2012) Figura 5 - Nível de emprego (ABRAMAT, 2012) Para 2013, a consultoria LCA (apud FRIAS, 2013), prevê uma alta de 2,9% na indústria da construção civil e de 3,9% em 2014. O que se percebe é um moderado crescimento da construção civil a partir de 2012, mesmo assim, este ramo de atividade se mostra como um dos mais promissores setores da economia brasileira, vista sua alta taxa de empregabilidade e rentabilidade. Nesse capitulo, portanto, foram apresentados conceitos sobre construção civil, e ainda, foi delineado um panorama econômico desde o ano de 2004, desta indústria. Construir para obter renda será o assunto do próximo capítulo, onde serão abordadas as oportunidades e ameaças deste negócio. 32 2.7 CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS PARA LOCAÇÃO 2.7.1 Oportunidades e ameaças No capítulo anterior identificou-se que a construção civil é sempre muito cíclica, apresentando momentos de baixa e alta demanda de imóveis. Neste capítulo serão abordadas as oportunidades e ameaças do ramo de construções para locação. Em crise ou não, o mercado da construção civil exige preços competitivos, o que acaba por diminuir as margens de lucro do empreendedor, para tanto, a saída encontrada por empresas do ramo é reduzir ao máximo os custos do empreendimento. Os insumos com maior representatividade no orçamento destes empreendimentos são as primeiras opções de redução de custos. Devido a estes motivos, a escolha do terreno em locais distantes de áreas já consolidadas, é a opção mais recorrida à implantação destes empreendimentos. O que contribui para comprovar que a necessidade do comprador em relação a sua qualidade de vida e satisfação com o produto são parâmetros pouco considerados neste mercado de venda de imóveis. Gianini (2010), afirma que em cidades grandes, como São Paulo, está cada vez mais comum encontrar quem prefira alugar um imóvel, a comprar um, visto os benefícios de morar perto do trabalho, evitando assim problemas de mobilidade, o que contribui para aumentar sua qualidade de vida. Estes fatos constatam que existe um grupo de consumidores que preferem optar por locar um imóvel bem localizado, a comprar um imóvel distante de seu trabalho, centros comerciais, com pouca infraestrutura, marginalizado, dentre outros fatores afins. É apresentada abaixo a opinião da especialista no assunto, Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis: É cada vez mais comum as pessoas darem prioridade à moradia com qualidade de vida. E, em alguns casos, calculando-se o valor do aluguel e encargos, mais o custo de deslocamentos e alimentação fora de casa, pode ser mais vantajoso alugar o imóvel próprio e mudar como inquilino para um local que lhe proporcione maior conveniência e comodidade (GIANINI, 2010). Soares (2012) apresenta ainda a opinião do economista Richard Rytenband, que afirma que as pessoas deveriam aplicar o dinheiro e morar de aluguel, em vez de financiar imóvel por mais de 25 anos. Autran (2013) apresenta um quadro comparativo entre alugar ou 33 financiar: Figura 6 - Alugar ou financiar, vantagens e desvantagens de cada opção (AUTRAN, 2013) As informações descritas até aqui comprovam a existência de um mercado e que este é financeiramente viável. Ainda nesse sentido Alencar (2013), define que “seria razoável esperar que no longo prazo o desempenho médio do segmento de imóveis para renda fosse mais estável, quase que flutuando seguindo de perto a evolução macroeconômica e ajustado conforme as condições competitivas de cada mercado local”. Segundo Zen (2010), para o empreendedor o retorno mensal advindo dos alugueis, a valorização do imóvel com o passar do tempo e a possibilidade do indivíduo poder administrar seu próprio dinheiro, são aspectos vantajosos deste tipo de negócio. No entanto como em qualquer outro negócio, os riscos existem. De acordo com Amato (2009) os riscos podem ocorrer tanto na macroeconomia (eventos políticos, econômicos e sociais, política monetária, taxas de juros), quanto no mercado imobiliário em si (legislação, clientes, concorrentes, fornecedores, mão de obra). Investir em construir para alugar, como qualquer outro tipo de negócio, necessita de um conhecimento sistematizado do assunto por parte do empreendedor, no entanto, como apresentado neste capítulo as oportunidades se sobrepõem as ameaças devido a bom momento do mercado imobiliário no Brasil. 34 3 DELINEAMENTO DA PESQUISA A metodologia utilizada no presente trabalho será apresentada neste capítulo, sendo delimitado pelo modelo proposto por Vergara (2009), caracterizando deste modo o tipo de pesquisa, universo e amostra, coleta de dados, tratamento dos dados e limitações do método. 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA A qualificação do tipo de pesquisa cabível numa pesquisa se torna especifica à medida que se delimita o tema e o problema a ser solucionado, posto isso, será classificada a seguir a espécie de pesquisa aplicada ao presente trabalho. 3.1.1 Tipo de Pesquisa Quanto aos fins Para os fins, este trabalho terá caráter descritivo e explicativo. Descritiva, porque visa esboçar um plano de negócio, por intermédio dos dados então colhidos por pesquisa bibliográfica e de campo. E explicativa, pois identifica a viabilidade econômica do negócio, bem como as oportunidades de fomento ao negócio. 3.1.2 Tipo de Pesquisa Quanto aos meios Para os meios, o presente trabalho será formulado embasando-se em uma pesquisa bibliográfica e de pesquisa de campo. Bibliográfica porque visa à identificação e caracterização dos dados necessários à estruturação do esboço do plano de negócio em materiais de estudo, como livros, artigos e trabalhos científicos já publicados. E de pesquisa de campo, pela necessidade de apresentar dados reais e atualizados para as pesquisas necessárias a um esboço de plano de negócio. 3.2 UNIVERSO E AMOSTRA A complexidade envolta no desenvolvimento de um projeto de pesquisa se torna mais evidente quando tem-se a pretensão de delimitar a uma simples frase ou oração o problema a ser supostamente solucionado com o trabalho, “a formulação de problemas científicos não é tarefa das mais fáceis, mas estratégica” (VERGARA, 2009, p. 13). Tem-se então, que a necessidade de delimitar o universo da pesquisa e o seu espaço amostral é um procedimento necessário. 35 Neste trabalho, o universo da pesquisa será a cidade de Goiânia, não sendo objeto de estudo áreas ou bairros que se localizem fora dos limites geográficos do município. O espaço amostral da pesquisa será composto por bairros da zona Leste da cidade de Goiânia. Para a amostragem será utilizada o critério não probabilístico por acessibilidade devido seu caráter exploratório e qualitativo. Segundo Torres (2000) neste crito pesquisador seleciona os elementos amostrais mais acessíveis de forma que estes representem o universo da pesquisa. 3.3COLETA DE DADOS Para a pesquisa bibliográfica serão coletados dados em: livros, artigos, dissertações, teses, periódicos, notícias e outras pesquisas. Buscar-se-ão estudos, de autores e/ou pesquisadores, em assuntos como empreendedorismo, plano de negócio, oportunidades e ameaças na construção civil e em locação de imóveis. Como resultado dessa pesquisa, espera-se que este conjunto de informações contribua para a realização do esboço do plano de negócio. Para a pesquisa de campo, buscar-se-ão dados que venham a compor a análise de mercado, identificando concorrentes, clientes em potencial, produtos semelhantes e/ou equivalentes, fornecedores e colaboradores, além da disponibilidade de terrenos à venda na região delimitada pelo espaço amostral. Como afirma Dornelas (2008), “na seção de análise de mercado, o autor do plano de negócio deve mostrar que os executivos da empresa conhecem muito bem o mercado consumidor do seu produto/serviço”, para tanto, no presente trabalho as pesquisas serão feitas através de sites de anúncio de compra e venda de imóveis, imobiliárias, corretores de imóveis, construtoras, fornecedoras de material de construção, além de pessoa física (assumindo a posição de cliente ou colaborador). Por fim se terá dados reais acerca de informações necessárias a uma fundamentação de pesquisa eficaz, promovendo o almejado sucesso do esboço do plano de negócio proposto no trabalho. 40 3.4 TRATAMENTO DOS DADOS A reunião dos dados levantados na pesquisa serão apresentados neste trabalho a medida que venham sendo requisitados, isto é, para cada afirmação que se torne necessária a apresentação de um dado real, será recorrido a coletânea de dados a informação desejada. No entanto essas informações estão sujeitas a falhas devido às limitações do método. Em função da natureza do método utilizado na pesquisa, se estará explorando os dados colhidos e em seguida os expondo de acordo um olhar analítico. 3.5 LIMITAÇÕES DO METODO O presente estudo pode apresentar perda significativa da amostra em decorrência da falta de oferta suficiente de imóveis na ocasião da pesquisa. Bem como, da não participação efetiva dos fornecedores de informação, trazendo assim inconsistência nos dados colhidos na análise de mercado, isto é, tanto os dados acerca dos imóveis, concorrentes, fornecedores, possíveis clientes e possíveis colaboradores. A metodologia utilizada no projeto também pode contribuir para uma errada generalização de preços de lotes e/ou terrenos nos bairros alvo da pesquisa, o que não se confirma devida aos diversos fatores que contribuem para a valorização ou desvalorização de um imóvel. Outro fator limitante é a inexperiência do pesquisador o que poderá diminuir a qualidade da pesquisa, seja com reduzida qualidade de dados colhidos ou na interpretação pouco profunda das informações não explicitamente reveladas. 40 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS Neste capítulo será apresentado o PN que analisara a viabilidade do empreendimento Engin engenharia e investimentos Ltda., sendo este PN estruturado na forma apresentado por Rosa (2007). 4.1 SUMÁRIO EXECUTIVO 4.1.1 Resumo dos principais pontos do PN A Engin Engenharia e Investimentos Ltda., é uma empresa do ramo da construção civil especializada em viabilizar empreendimentos para fins locatícios. Através do conhecimento técnico de seus diretores, a Engin formata o empreendimento em toda sua plenitude, elaborando projetos e estudos de viabilidade econômica, executando o empreendimento e gerindo o mesmo, fazendo a administração do condomínio e cuidando da gestão do patrimônio dos sócios investidores, primando sempre pelo bem estar dos locatários. Trabalhando com uma equipe multidisciplinar, a Engin Ltda. tem por princípios a qualidade sempre e orientação para resultados. O corpo técnico é composto por dois engenheiros civis, um economista, uma gerente de locação de imóveis, além dos auxiliares técnicos e administrativos que trabalham em conjunto com os diretores. Para a elaboração dos projetos de engenharia e para a gestão de obras, são utilizados os melhores softwares do mercado, para que assim consiga-se o melhor custo-benefício no empreendimento. De forma a garantir o sucesso dos empreendimentos, a Engin Ltda. conta ainda com empresas terceirizadas de confiança e tempo de mercado comprovado, para execução de serviços de consultoria jurídica, segurança do trabalho em construção civil, empreiteiros, administradores de condomínios, arquitetos e outros profissionais que vierem a ser necessários. O mercado potencial para este tipo de negócio em Goiânia existe e esta em crescimento, pois como em toda cidade grande a especulação imobiliária eleva o preço dos imóveis o que acaba por guiar o comprador para setores da cidade pouco desenvolvidos, isto é, com infraestrutura reduzida, distante dos centros comerciais e dos bairros que concentram muitas empresas. Logo, surge uma insatisfação por partes destes moradores quanto à qualidade de vida, e é neste momento que se evidencia o mercado de locação de imóveis em áreas já consolidadas da cidade, visto a existência de vacância de lotes em regiões muito a medianamente povoadas. 40 Os investimentos necessários para a viabilização destes empreendimentos são altos, e é através de grupos fechados de investidores que se torna possível este negócio. O investidor para este tipo de negócio possui características básicas, gostam de investimentos conservadores, possuem negócios na área imobiliária, possuem imóveis locados, contudo é a capacidade de valorização do imóvel e a rentabilidade acima do mercado que mais atrai este tipo de investidor. No presente trabalho será analisada a viabilidade econômica de um edifício de uso misto, contendo apartamentos mobiliados de um quarto, salas comerciais para escritórios e salas comerciais para lojas. O rendimento esperado para este negócio é de mais 1% ao mês, isto é, o dobro da rentabilidade média de mercado para o aluguel, além ainda de estar acima da rentabilidade de outros investimentos como caderneta de poupança, tesouro direto, e fundos de renda fixa. 4.1.2 Dados dos empreendedores 4.2.2.1 Sócio 1 - Fernando Marques da Silva Engenheiro civil, especializado em orçamento, planejamento e execução de obras, com experiência em empreendimentos residenciais e comerciais de pequeno a grande porte. Conhecimento nas áreas de avaliação imobiliária e gestão empresarial. Suas atribuições na empresa serão: coordenação e elaboração do orçamento, elaboração do cronograma e planejamento executivo da obra, responsável pelas avaliações imobiliárias e engenheiro responsável pela execução e manutenção das obras. 4.2.2.2 Sócio 2 – Geovanna Brasil de Carvalho Engenheira civil, especializada em elaboração e gestão de projetos, com experiência em projetos residenciais e comerciais de baixo, médio e alto padrão. Conhecimento em projeto estrutural, arquitetônico, sistema elétrico e hidráulico. Na sociedade será responsável pelo departamento de projeto, elaborando e gerindo os projetos necessários, desempenhando ainda papel de avaliadora das licenças necessárias para aprovação dos projetos. 4.2.2.3 Sócio 3 – Leandro Marques da Silva Economista, MBA em negócios imobiliários, com conhecimentos em administração de empresas com enfoque jurídico e financeiro. 40 Suas atribuições serão de responsável pelo desenvolvimento da análise de viabilidade econômico-financeira dos empreendimentos, responsável pela gestão dos ativos dos investidores, desempenhando ainda a função de ponte entre a empresa e os consultores e terceirizados necessários à administração dos empreendimentos pós-obra. 4.1.3 Dados da Empresa Engin – Engenharia e Investimentos Ltda., empresa registrada sob o CNPJ nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX. 4.1.4 Missão da Empresa Desenvolver empreendimentos imobiliários que respeitem a sociedade, o meio ambiente e a urbanização da cidade, trazendo rentabilidade aos investidores e primando pela satisfação dos ocupantes. 4.1.5 Visão Tornar-se uma referência regional em realização e administração de empreendimentos para fins de renda até 2020. 4.1.6 Valores Compromisso com nossos clientes; Respeito ao meio ambiente; Inovação; Orientação para resultados; Qualidade sempre. 4.1.5 Setor de Atividade Prestação de serviços. 4.1.6 Forma Jurídica Sociedade Limitada. 4.1.7 Enquadramento tributário Lucro presumido. 4.1.8 Capital Social O capital social é de R$ 100.000,00 (cem mil reais) dividido em cotas totalmente integradas conforme descrito abaixo: 40 Tabela 3 - Capital social (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). NOME NÚMERO DE COTAS VALOR UNIT. DAS COTAS TOTAL (R$) SÓCIO 1 Fernando Marques da Silva 50000 1,00 50.000,00 SÓCIO 2 Geovanna Brasil de Carvalho 25000 1,00 25.000,00 SÓCIO 3 Leandro Marques da Silva 25000 1,00 25.000,00 4.1.9 Fonte de recursos Todo o capital necessário para abertura e manutenção da empresa será de recursos próprios dos sócios, no entanto para viabilização dos empreendimentos, grande parte do capital envolvido virá de terceiros (investidores), como aporte da empresa. 4.1.10 Dados do Empreendimento Propõe-se a realização de um empreendimento imobiliário de uso misto, com apartamentos mobiliados de um quarto, salas comerciais para escritórios e salas comerciais para lojas. O empreendimento possuirá doze pavimentos, sendo 3480 m² para estacionamento em dois subsolos e em parte do térreo, ainda 600 m² do térreo para lojas, mezanino para escritórios com 750 m², sete pavimentos para apartamentos totalizando 4900 m², cobertura com 750 m² e 500 m² de áreas comuns. Serão cento e quarenta apartamentos, trinta salas para escritório, duas salas para lojas e cento e setenta e quatro vagas para garagem, sendo que cada apartamento e cada sala para escritório terá direito a uma vaga de garagem, as salas para loja terão direito a duas vagas de garagem. A medida de um apartamento será de 35 m², de uma sala para escritório será de 30 m² e a medida de uma sala para loja será de 300 m². A escolha da área para implantação do empreendimento se deu a partir de uma pesquisa na região leste de Goiânia que levou em consideração a localização da área quanto a: proximidade a universidades e a centros comerciais, capacidade comercial da via, além de análise de aspectos técnico e econômico. A área possui 1071 m² quadrados e se localiza no Setor Leste Universitário entre a Rua 227 e Avenida Anhanguera, na Quadra 66, Goiânia – GO, em frente à faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, sendo ainda uma 40 área com as duas frentes voltadas para vias comerciais, sendo este comércio composto de uma concessionária de veículos e de motocicletas, uma escola de idiomas, uma distribuidora de equipamentos hospitalares, comércio de produtos agropecuários, uma academia, uma panificadora e dois centros automotivos. Figura 7 - Localização da área do empreendimento (Fonte: Google Maps) O empreendimento será viabilizado por um grupo de treze investidores em conjunto com a Engin engenharia e investimentos Ltda., estes que serão configurados como sócios proprietários do empreendimento, este processo será assegurado por uma SPE – Sociedade de Propósito Específico. No contrato ainda constará que a Engin Ltda. será responsável pela administração do empreendimento sendo a ela atribuídas as atividades de elaboração e gestão dos projetos de arquitetura e engenharia, a construção do empreendimento, a gestão dos ativos, além da responsável pela contratação de empresas terceirizadas que vierem a ser necessárias à manutenção do empreendimento. O lucro gerado pela locação das unidades será dividido por quatorze partes e estas repassadas de forma igualitária aos investidores, sendo que, a Engin Ltda. receberá ainda uma taxa de administração do empreendimento, estipulada em 18 % do lucro mensal, no entanto será assegurado um valor mensal mínimo de R$ 15.000,00 (Quinze mil reais). 40 4.2 ANÁLISE DE MERCADO 4.2.1 Estudo dos Clientes - Investidores Para a viabilização do empreendimento fora feita uma prospecção de investidores, o perfil almejado foi conservador e com investimentos no setor imobiliário. A capacidade de valorização do imóvel e a rentabilidade acima do mercado é o que atrai este tipo de investidor. Contam ainda com certa experiência em construir para locar, o que os torna conhecedores deste tipo de negócio. Comerciantes da região e construtores de pequeno a médio porte são os profissionais que se enquadram neste perfil. Para a viabilização do empreendimento em questão foram prospectados nove investidores, sendo eles desde construtores de quitinetes para estudantes e comerciantes da região, os mesmos já possuem o capital e estão prontos para iniciar o negócio. 4.2.2 Estudo dos Clientes – Locadores Para a caracterização do perfil do cliente locador dos apartamentos, foi feita uma pesquisa aleatória através de um questionário, em um conjunto de sessenta estudantes em um universo de 600 alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás. A pesquisa mostrou que os estudantes possuem idade variando entre 17 até 28 anos, sendo um grupo maior os possuidores de idade entre 21 e 24 anos, e renda mensal entre 2 e 3 salários mínimos. Sendo ainda que em torno da metade dos mesmos moram com a família em imóvel próprio em Goiânia, como mostra o gráfico abaixo: Tabela 4 – Quantidade de estudantes (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Família Amigo (a) Sozinho 40 No entanto existem estudantes que moram com os pais em cidades próximas a capital, e que possuem interesse em morar mais próximo a Universidade. Os estudantes que moram de aluguel totalizaram 26 pesquisados, e os que moram de aluguel na região somaram 21. Tabela 5 - Imóvel alugado X próprio (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Imóvel Alugado Estudantes Imóvel Próprio 0 10 20 30 40 A pesquisa mostrou ainda que 68,3% dos estudantes alugam imóveis de apenas um quarto, enquanto 28,37% alugam imóveis de dois quartos, e apenas 3,33% optam por imóveis de três quartos. De acordo com a pesquisa o número de alunos que locam apartamento na região é de 80,77 %, sendo o valor da locação variando entre R$ 800,00 e R$ 1000,00 em 26,67% dos pesquisados e 55% acima de R$ 1000,00. De acordo com a pesquisa 47% dos estudantes abordados, afirmaram possuir disposição para pagar um valor acima de R$ 1000,00 na locação de um imóvel mobiliado mais próximo a Universidade. Tabela 6 - Valor do aluguel X Região (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). 35 30 25 20 15 Na região 10 Outras regiões da cidade 5 0 R$ 500,00 R$800,00 R$ 800,00 R$1000,00 Acima de R$ 1000,00 A pesquisa mostrou ainda que a quantidade de estudantes que levam a qualidade dos materiais do apartamento em consideração é quase unânime totalizando 94% dos entrevistados, e que 72% dos estudantes abordados se interessariam por morar em um edifício de uso misto. 40 Para a caracterização do cliente locador das salas comerciais, foi feita uma pesquisa aleatória em 15,38% dos comerciantes da quadra que contem a área alvo para implantação do empreendimento. Em um universo de 13 estabelecimentos comerciais, sendo estes destinados a exploração de atividades de prestação de serviços e comércio, dentre estes foram pesquisados dois estabelecimentos, uma academia e um centro automotivo. Tabela 7 - Estabelecimentos comerciais da quadra analisada (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Concessionária de Veículos Comércio de produtos agropecuários Refrigeração comercial Centro Automotivo Panificadora Academia Escola de Idiomas Na região, o valor médio da locação de salas comerciais é de R$ 30,00/m². Os Comércio de equipamentos hospitalares estabelecimentos da região possuem área variando entre 80 m² e 300 m². A região apresenta um forte potencial para os setores de prestação de serviços e comércio, devido ao grande fluxo de pessoas advindo das universidades, da proximidade ao centro da cidade e ao fato de estar localizada em uma via da cidade com um elevado fluxo de pessoas, a Avenida Anhanguera. Os comerciantes entrevistados compraram-se unanimes em relação ao interesse em locar uma sala comercial de 300 m², em um edifício de uso residencial e comercial, nesta localização, por um valor acima de R$ 9000,00 mensais. 4.2.3 Estudo dos Concorrentes O Setor Leste Universitário é o Bairro em Goiânia que mais concentra Faculdades, logo também possui muitos residenciais de apartamentos, quitinetes e republicas universitárias. Contudo na área de interesse do empreendimento, somente existe o Residencial “sem nome”, um edifício novo, localizado na Rua 227, contendo oito pavimentos, sendo um térreo para estacionamento e seis andares de apartamentos de um quarto, somando ao todo sessenta e seis apartamentos, sendo estes com opção de mobília, o valor do seu condomínio 40 fica em torno de cento e quarenta e cinco reais. A imobiliária administradora do empreendimento aceita somente locadores que contratem o aluguel pelo período de um ano. 4.2.4 Estudo dos Fornecedores Os fornecedores serão analisados de acordo as etapas dos processos de viabilização, execução e gestão do empreendimento. Durante o processo de viabilização serão necessários serviços de consultoria na área jurídica, para a correta composição de documentos necessários a criação da SPE. Para tanto será escolhido um escritório especializado em direito imobiliário, primando por uma reconhecida experiência nesta área do Direito. O serviço de intermediação financeiro entre a empresa - Engin Ltda. – investidores – empreendimento - será feita por uma instituição financeira que apresentar o melhor custo benefício do mercado, isto é, menores taxas e maior credibilidade no mercado nacional, de forma a assegurar o bom desempenho do empreendimento. Para a viabilização do empreendimento serão firmadas parcerias com corretores, estes que serão remunerados de acordo a legislação especifica, sendo utilizado um critério básico para escolha destes profissionais: orientação para resultados. Para a elaboração do projeto arquitetônico será escolhido um escritório de arquitetura que possua um enfoque em funcionalidade e sustentabilidade, de forma a garantir que os edifícios desenvolvidos pela Engin Ltda. possuam uma identidade que quando vistos pelas pessoas, estas vinculem o edifício à empresa. Para os projetos complementares serão contratadas escritórios de engenharia civil quando necessário, na forma de consultoria, no entanto a escolha destas empresas primará por tempo e reconhecimento no mercado, preço e capacidade de cumprir prazos. Durante o processo de execução da obra se torna necessário à escolha de fornecedores diversos devido ao grande número de insumos necessários à composição de um edifício, sendo ainda necessário que o setor de compras da obra faça cotações do produto antes da compra, é comum neste meio realizar orçamentos em no mínimo três fornecedores, devido à discrepância de valores de um mesmo produto de uma empresa para outra. Para os chamados materiais básicos serão escolhidas empresas primando por prazo de entrega reduzido, preço e disponibilidade prontificada dos insumos. Para os materiais de acabamento serão escolhidas empresas devido ao seu reconhecimento no mercado, preço e acima de tudo pelas suas facilitadas condições de pagamento. Para a execução de um edifício é possível encontrar empreiteiros para todos os serviços da obra, ou empreiteiros especializados em cada etapa da construção. Para o empreendimento em questão optou-se pela segunda forma. Para escolha de cada empreiteiro 40 serão levados em consideração fatores de forma geral em comum, bem como: reconhecida experiência na área, legalidade da empresa, regularização com o ministério do trabalho, preço, histórico regional, disponibilidade de pessoal e tempo de mercado. A execução dos serviços de construção civil expõe os trabalhadores a riscos muito grandes, por isso será contratada uma empresa terceirizada de prestação de serviços em segurança do trabalho. O critério de escolha utilizado será o grau de qualificação dos técnicos, a experiência dos mesmos em obras de edifícios verticais, tempo de mercado da empresa e preço. Por fim, tem-se que durante a gestão do empreendimento será necessário contratar um serviço terceirizado de uma empresa especializada em administração de condomínios. A escolha será embasada no tempo de mercado da mesma, preço, seu retrospecto no mercado e regularização com o ministério do trabalho. 4.3 PLANO DE MARKETING 4.3.1 Descrição dos principais produtos e serviços A Engin Ltda. presta os serviços necessários à viabilização, elaboração de projetos, execução e gestão do empreendimento para fins locatícios, sendo que estes podem ser: condomínios verticais ou horizontais do tipo residencial, comercial ou de uso misto, galpões, espaço para eventos, galerias comerciais, no formato built to suit, dentre outros aqui não citados. 4.3.2 Estratégias promocionais Para o empreendimento em análise no presente trabalho o marketing enfocará empreendimento e empresa. O marketing para a empresa terá por objetivo a solidificação da marca Engin Ltda. como sinônimo de engenharia e investimento, através da criação de um site que divulgará desde os serviços prestados pela empresa ate as propostas de investimentos em aberto, em execução e executadas, além da criação de uma logo que remeta ao nome da empresa. Contando ainda com a escolha de uma localização privilegiada e de instalações modernas, de forma a contribuir para o reconhecimento imediato da empresa. O marketing para o empreendimento passará a imagem da seriedade da empresa e da qualidade da obra através da imagem de parceiros, como empreiteiras de reconhecimento no mercado regional. Exaltara ainda no site da empresa a beleza e o apelo sustentável que o edifício possui, além da localização privilegiada, da praticidade de um apartamento mobiliado e de um condomínio com valor abaixo da média da região devido ao tamanho do edifício. 40 O marketing voltado para os investidores enfocará na escolha da empresa em entrar com um aporte de recursos próprio para viabilização do empreendimento, de forma a passar a confiança que a empresa possui no sucesso do empreendimento. Exaltando ainda a rentabilidade acima da média, baixa vacância devido à localização, e a vantagem de receber seu lucro sem se preocupar com os procedimentos de locação, manutenção do edifício, além dos possíveis desgastes com inquilinos. 4.3.3 Estrutura de comercialização Os serviços de engenharia e gestão de ativos serão comercializados pelos engenheiros e pelo economista da empresa. Os investidores serão prospectados pelos próprios sócios. A comercialização das unidades será feita pela própria empresa, através de seu site, via telefone e placas no local da unidade disponível à locação. 4.3.4 Localização do negócio Para a escolha do local a ser instalada a empresa foram levados em consideração a proximidade com a Prefeitura de Goiânia e com o Conselho regional de engenharia – CREA – GO, isto é, a região leste da Capital. Após uma pesquisa de mercado constatou – se que a região do Parque Lozandes está em desenvolvimento rápido devido à construção das novas instalações de diversos órgãos administrativos, como o Fórum Cível, o Centro de distribuição de processos e a Assembleia Legislativa, além dos já existentes: Ministério Público Federal e Prefeitura de Goiânia, a região conta ainda com a proximidade a condomínios horizontais de alto padrão. O local escolhido para instalação da empresa será uma sala comercial do edifício mixed use Lozandes Corporate Design que possui duas torres corporativas, uma residencial e um shopping no térreo. Ficando localizado na Avenida Olinda com Avenida PL - 3 e Rua PLH - 1, Qd. H-4, Lt. 1, 2 e 3, Parque Lozandes, Goiânia – GO. Os fatores influenciadores para a escolha foram sua arquitetura imponente, ambientes modernos e preço da sala com menor valor quando comparado a outros edifícios de mesmo porte. 40 4.4 PLANO OPERACIONAL 4.4.1 Layout O arranjo físico da empresa seguira um modelo padrão de escritórios de projetos de engenharia e arquitetura, sendo os ambientes divididos por departamentos – projetos, obras, gestão - contendo ainda espaços voltados para recepção, sala de reuniões, copa e banheiros. Figura 8 - Planta baixa escritório Engin Ltda (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). 4.4.2 Processos operacionais As atividades a serem desempenhadas seguirão uma ordem pré-estabelecida que, no entanto pode variar, a depender do tipo do empreendimento a ser desenvolvido. Para o empreendimento analisado neste trabalho as atividades e os responsáveis ficarão dispostos na seguinte ordem: Tabela 8 - Processos operacionais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Processo Atividades Departamento Responsável 1 Captação de imóvel Corretores parceiros / Sócios diretores Variável 2 Elaboração da Proposta para atrair Encontrar imóveis com potencial para exploração de alugueis Elaboração do préprojeto arquitetônico Projetos Eng. Geovanna / Estagiária de Engenharia civil 40 investidores Elaboração do orçamento sintético Orçamento, planejamento e obras. Gestão de patrimônio Escritório de arquitetura (terceirizado) Projetos / Escritório de engenharia (terceirizado) 3 Captação de investidores Elaboração do plano de viabilidade econômica financeira Pré-elaboração do plano de viabilidade jurídica Desenvolvimento de material de apresentação para investidores Prospecção de investidores 4 Formalização do negócio Elaboração do projeto arquitetônico Elaboração dos projetos complementares 5 Eng. Fernando / Estagiário de engenharia civil Economista Leandro / Estagiário de administração Consultor jurídico (terceirizado) Advogado (terceirizado) Conselho diretoria Eng. Fernando / Eng. Geovanna / Economista Leandro Sócios diretores Eng. Fernando / Eng. Geovanna / Economista Leandro Arquiteto terceirizado Eng. Geovanna / Estagiária de engenharia civil / Engenheiro terceirizado Elaboração do Orçamento, Eng. Fernando / orçamento analítico planejamento e obras. Estagiário de engenharia civil Viabilização Jurídica Consultor jurídico Advogado (terceirizado) terceirizado Intermediação Gestão de patrimônio / Economista Leandro / Financeira Instituição financeira Bancário (terceirizada) (terceirizado) Pagamentos devidos Financeiro Economista Leandro / até esta etapa do Office boy desenvolvimento imobiliário Execução do Elaboração do Orçamento, Eng. Fernando / empreendimento Planejamento físico - planejamento e obras. Estagiário de financeiro da obra engenharia civil Contratação dos Orçamento, Eng. Fernando empreiteiros planejamento e obras. Execução dos Empresas empreiteiras Empreiteiro do serviços - construção (terceirizado) serviço em questão do edifício Responsável técnico Orçamento, Eng. Fernando / pela obra planejamento e obras. Mestre de obras Acompanhamento Segurança do Empresa especializada Técnico de segurança trabalho em segurança do do trabalho 40 trabalho (terceirizado) Compra de material de construção Elaboração de medições Contas a pagar obra 6 Locação das unidades Captação de locatários Contrato de aluguel Cobranças 7 8 * * * Gestão do patrimônio Administração do edifício Recebimento dos alugueis e repasse dos rendimentos mensais Pagamentos devidos do empreendimento Administração de condomínio Recursos Humanos Contabilidade Manutenções preventivas e corretivas Pagamentos, acertos dentre outros. Serviços contábeis Recepção/Limpe za/Copa Recepção/Limpeza/ Copa Orçamento, planejamento e obras Orçamento, planejamento e obras Auxiliar administrativo Eng. Fernando / Estagiário de engenharia civil Orçamento, Eng. Fernando / planejamento e obras / Auxiliar Financeiro. administrativo / Economista Leandro / Office boy Gestão de patrimônio Gerente de locação de imóveis / Atendente Gestão de patrimônio Gerente de locação de imóveis / Atendente Gestão de patrimônio Gerente de locação de imóveis / Atendente Gestão de patrimônio / Economista Leandro / Instituição financeira Bancário (terceirizada) (terceirizado) Gestão de patrimônio / Economista Leandro / Financeiro Office boy Gestão de patrimônio / Economista Leandro / Administrado de Administrador de condomínios condomínio (terceirizado) (terceirizado) Orçamento, Eng. Fernando planejamento e obras. R.H. Economista Leandro Escritório de contabilidade (terceirizado) Recepção / Limpeza / Copa Contador (terceirizado) Atendente 4.5 PLANO FINANCEIRO O empreendimento em questão possui diversos fatores influenciadores que determinam o total de recursos a serem investidos. Por isso, este plano financeiro será divido em estimativas, como proposto por Rosa (2007). 40 4.5.1 Estimativa dos investimentos fixos Os bens que deverão ser comprados para que o negócio possa funcionar estão discriminados na tabela 9. Tabela 9 - Investimentos Fixos (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). A - Máquinas, equipamentos e veículos R$ 1 Descrição Computador Quantidade 10 Valor Unitário R$ 1.700,00 2 Impressora 1 R$ 400,00 3 Telefone 5 R$ 70,00 4 Fogão 1 R$ 400,00 5 Micro-ondas 1 R$ 250,00 6 Geladeira 1 R$ 800,00 7 TV - 42" 1 R$ 800,00 8 Ar condicionado 3 R$ 1.000,00 9 Veículo utilitário 1 R$ 30.000,00 B - Softwares 53.000,00 Total (R$) R$ 17.000,00 R$ 400,00 R$ 350,00 R$ 400,00 R$ 250,00 R$ 800,00 R$ 800,00 R$ 3.000,00 R$ 30.000,00 R$ 12.000,00 1 Descrição Estruturas Quantidade 1 Valor Unitário R$ 4.000,00 2 Hidráulico 1 R$ 1.000,00 3 Elétrico 1 R$ 1.000,00 5 Gestão de obras 1 R$ 6.000,00 1 Descrição Cadeira de escritório Quantidade 6 2 Poltronas 2 R$ 250,00 3 móveis planejados 15 R$ 450,00 8 Utensílios diversos para escritório 1 R$ 845,00 C - Móveis e Utensílios Total R$ 4.000,00 R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 R$ 6.000,00 R$ Valor Unitário R$ 200,00 TOTAL DOS INVESTIMENTOS FIXOS 9.295,00 Total R$ 1.200,00 R$ 500,00 R$ 6.750,00 R$ 845,00 R$ 74.295,00 40 4.5.2 Capital de giro Para o funcionamento normal da empresa, será necessário um valor de caixa mínimo que cubra as despesas do funcionamento da empresa, isto é, “o valor em dinheiro que a empresa precisa ter disponível para cobrir os custos até que as contas a receber de clientes entrem no caixa” (ROSA, 2007). A tabela abaixo demonstra os cálculos necessários à determinação da necessidade líquida de capital de giro em dias, isto é, quantos por quantos dias a empresa financiará suas operações iniciais. Tabela 10 - Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Contas a receber - Cálculo do prazo médio de vendas (%) Número de dias Média ponderada em dias Prazo médio de vendas 40 0 0 a vista 60 30 18 a prazo Total 18 Fornecedor - Cálculo do prazo médio de compras (%) Número de dias Média ponderada em dias Prazo médio de vendas 40 0 0 a vista 60 30 18 a prazo Total 18 Estoques - Cálculo da necessidade média de estoques Número de dias Necessidade média de estoques 10 Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias Recursos da empresa fora do seu caixa Número de dias 18 1. Contas a receber - prazo médio de vendas 10 2. Estoques - necessidade média de estoques 28 Subtotal 1 Recursos de terceiros no caixa da empresa Número de dias 18 3. Fornecedores - Prazo médio de compras 18 Subtotal 2 Necessidade líquida de capital de giro em dias 10 A determinação do custo total da empresa consiste na somatória do custo fixo mensal e do custo variável mensal. Por fim temos que o capital de giro necessário à viabilização do negócio analisado neste trabalho, pode ser assim resumido: 40 Tabela 11 - Capital de giro (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). CAPITAL DE GIRO Custo fixo mensal Custo variável mensal Custo total da empresa Custo total diário Necessidade líquida de capital de giro (dias) Caixa mínimo Total do capital de giro R$ R$ R$ R$ R$ R$ 59.494,36 10.547,73 70.042,09 2.334,74 10 23.347,36 23.347,36 4.5.3 Investimentos pré-operacionais Os chamados investimentos pré-operacionais compreendem todos os gastos que antecedem a abertura da empresa, a Engin Ltda. despenderá um capital de R$ 1300,00 para: despesas de legalização, criação de site, decoração de suas instalações comerciais com as marcas da empresa. Tabela 12 - Investimentos pré-operacionais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Investimentos pré-operacionais Despesas de legalização Divulgação Caracterização do escritório com a logo da empresa Total R$ R$ R$ R$ 1.300,00 700,00 200,00 R$ 2.200,00 4.5.4 Investimento total Segue abaixo o resumo dos investimentos, bem como a fonte de recursos para a criação da empresa. Tabela 13 - Investimento total (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Investimento total Descrição dos investimentos 1. Investimentos Fixos 2. Capital de Giro 3. Investimentos Pré-operacionais 4. Reserva financeira Total Fonte de recurso 1. Recursos Próprios Total R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 74.295,00 23.347,36 2.200,00 157,64 100.000,00 R$ 100.000,00 100.000,00 % 74,29 23,35 2,20 0,001 100 % 100 100 40 4.5.5 Orçamento simplificado – Empreendimento Ao estimar o preço dos produtos e serviços, foi feito um embasamento em preços praticados pelo mercado, pesquisa de mercado (entrevistas), e em especial, para execução do empreendimento analisado, utilizou-se o CUB – Custo Unitário Básico de construção, referente ao mês de fevereiro de 2014 no estado de Goiás. O tempo calculado de obra será de 34 meses. Abaixo estão dispostos em tabelas os custos, a receita e os resultados financeiros do empreendimento. Tabela 14 - Custos – Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Custos - 1 Especificação Terreno para construção do empreendimento Projeto arquitetônico Projeto estrutural Projeto hidráulico Projeto elétrico Projeto de fundação Taxas do CREA Taxas da prefeitura Taxas de cartório Consultoria jurídica Total Especificação Custos - 2 Quantidade Máquinas e equipamentos para o escritório Móveis e utensílios Descrição Salários e encargos Despesas de escritório Honorários do contador Outras despesas 4 6 Custos - 3 Valor Mês (R$) R$ 8.402,40 R$ 250,00 R$ 724,00 R$ 318,80 Total Valor total R$ 2.000.000,00 R$ 56.250,00 R$ 56.250,00 R$ 22.500,00 R$ 22.500,00 R$ 33.750,00 R$ 8.000,00 R$ 40.000,00 R$ 10.000,00 R$ 7.000,00 R$ 2.256.250,00 Valor unitário R$ 900,00 R$ 600,00 Total Valor total (R$) R$ 285.681,60 R$ 8.500,00 R$ 24.616,00 R$ 10.839,12 R$ 329.636,72 Valor total R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 R$ 7.200,00 40 Custos - 4 Descrição Serviços civis – uso residencial Serviços civis – uso comercial Fundações - Tubulão Elevadores Serviços complementares Mobília para apartamentos Total Valor total R$ 4.211.000,00 R$ 1.495.620,00 R$ 2.040.000,00 R$ 60.000,00 R$ 4.211,00 R$ 1.260.000,00 R$ 9.070.831,00 Custos - 5 Descrição Elaboração e Gestão dos projetos Gestão da obra Segurança do trabalho Total Valor total (R$) R$ 154.125,00 R$ 1.814.166,20 R$ 68.000,00 R$ 2.036.291,20 As previsões de locações foram baseadas segundo a pesquisa de mercado efetuada através das entrevistas aos potenciais clientes. Por isso, por medida de segurança foi estimada uma vacância de 20% das unidades para locação, no período de um mês, esta medida foi adotada para garantir as condições reais de mercado. Tabela 15 - Receita mensal - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Receita mensal Descrição Valor total (R$) R$ 125.440,00 Apartamento R$ 25.200,00 Salas - escritório R$ 21.000,00 Salas - loja Total R$ 171.640,00 Tabela 16 - Custo mensal - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Custo mensal - Edifício Descrição Valor Mês (R$) R$ 30.895,20 Gestão de patrimônio R$ 3.089,52 Outras despesas Total R$ 33.984,72 40 Tabela 17 - Resultados - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Resultados Descrição Custo total - implantação do edifício Custo mensal - Edifício Lucro líquido mensal Valor (R$) R$ 13.565.208,92 R$ 33.984,72 R$ 137.655,28 Tabela 18 - Rentabilidade - Empreendimento Edifício de uso misto (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Rentabilidade - R (mensal) Lucro líquido Investimento Total R$ 13.565.209 R$ 137.655,28 R (% / mês) 1,015 4.5.6 Estimativa do faturamento mensal da empresa O cálculo utilizado para estimar o faturamento mensal da empresa, foi obtido a partir da multiplicação da quantidade de produtos e serviços a serem oferecidos, pelo seu preço de venda. Tabela 19 - Faturamento mensal da empresa (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Estimativa do faturamento mensal da empresa Produto/Serviço Quantidade Preço de venda unitário Faturamento total (estimativa (R$) (R$) de vendas) Verba Verba R$ 4.533,09 Elaboração e Gestão dos projetos Verba Verba R$ 53.357,83 Gestão da obra 112 R$ R$ 22.579,20 Locação 201,60 apartamentos 24 R$ R$ 4.536,00 Locação salas 189,00 escritórios 2 R$ R$ 3.780,00 Locação - lojas 1.890,00 Total R$ 88.786,12 4.5.7 Estimativa dos custos de comercialização Esta estimativa incide sobre as despesas com impostos, propaganda e taxas administrativas de empresas terceirizadas, como bancos. Para seu cálculo, multiplicou-se o percentual dos gastos pelo faturamento total. 40 Tabela 20 - Estimativa dos custos de comercialização (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Estimativa dos custos de comercialização Descrição % Faturamento estimado 1. Impostos Impostos Federais 4,8 R$ 35.428,29 IRPJ 0,65 R$ 35.428,29 PIS 3 R$ 35.428,29 COFINS 1 R$ 35.428,29 CSLL Impostos Municipais 5 R$ 35.428,29 ISS 2. Gastos com vendas 1 R$ 30.895,20 Propaganda 1 R$ 30.895,20 Taxa de administração bancário TOTAL Custo total R$ 5.119,39 R$ R$ R$ R$ 1.700,56 230,28 1.062,85 354,28 R$ R$ R$ R$ 1.771,41 308,95 154,48 154,48 R$ 5.428,34 4.5.8 Estimativa dos custos com mão-de-obra Tabela 21 - Estimativa dos custos com mão de obra (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Função Engenheiro civil Economista Gerente de locação Recepcionista Estagiário Engenharia civil Estagiário Administração Office boy Estimativa dos custos com mão de obra Nº de Salário Subtotal Encargos empregados mensal (R$) sociais (R$) (R$) 2 R$ R$ R$ 4.000,00 8.000,00 2.800,00 1 R$ R$ R$ 4.000,00 4.000,00 1.400,00 1 R$ R$ R$ 1.800,00 1.800,00 630,00 1 R$ R$ R$ 1.000,00 1.000,00 350,00 2 R$ R$ R$ 724,00 1.448,00 506,80 1 1 R$ 724,00 R$ 1.000,00 R$ 724,00 R$ 1.000,00 R$ 253,40 R$ 350,00 Total Total (R$) R$ 10.800,00 R$ 5.400,00 R$ 2.430,00 R$ 1.350,00 R$ 1.954,80 R$ 977,40 R$ 1.350,00 R$ 24.262,20 40 4.5.9 Estimativa do custo com depreciação Tabela 22 - Estimativa do custo com depreciação (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Estimativa do custo com depreciação Ativos fixos Máquinas e equipamentos Móveis Veículos Valor do bem (R$) R$ 23.000,00 R$ 9.295,00 R$ 30.000,00 Vida útil (ano) 10 5 5 Total Depreciação anual (R$) R$ 3.450,00 R$ 929,50 R$ 4.500,00 R$ 8.879,50 Depreciação mensal (R$) R$ 287,50 R$ 77,46 R$ 375,00 R$ 739,96 4.9.10 Estimativa dos custos fixos operacionais mensais Segundo Rosa (2007), todos os gastos que não se alteram, seja em função do volume de produção ou da quantidade vendida em um período, são chamados de custos fixos. As despesas operacionais mensais da empresa em questão estão dispostas na tabela 23. Tabela 23 - Estimativa de custos fixos operacionais mensais (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Estimativa de custos fixos operacionais mensais Custo total mensal Descrição R$ 4.000,00 Aluguel R$ 200,00 Condomínio R$ 100,00 IPTU R$ 80,00 Água R$ 200,00 Energia Elétrica R$ 200,00 Telefone R$ 150,00 Internet R$ 500,00 Honorários do contador R$ 50,00 Manutenção dos equipamentos R$ 24.262,20 Salários + encargos R$ 50,00 Material de limpeza R$ 100,00 Material de escritório R$ 3.000,00 Combustível R$ 100,00 Taxas diversas R$ 739,96 Depreciação R$ 1.500,00 Manutenção dos softwares TOTAL R$ 59.494,36 40 4.5.11 Demonstrativo de resultados Tabela 24 - Demonstrativo de resultados (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Demonstrativo de resultados Descrição 1. Receita total com locações / prestação de serviços 2. Custos variáveis totais (-) Imposto sobre vendas (-) Gastos com vendas 3. Margem de contribuição 4. (-) Custos fixos totais 5. Resultado operacional R$ 88.786,12 10.547,73 5.119,39 5.428,34 78.238,39 59.494,36 18.744,03 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 4.5.12 Indicadores de viabilidade i) Ponto de equilíbrio Tabela 25 - Ponto de equilíbrio (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Custo fixo total R$ 59.494,36 Ponto de equilíbrio - PE Índice de margem de contribuição PE (R$/mês) R$ R$ 67.515,10 0,88 Índice de margem de contribuição - IMC Custo variável total Receita total R$ 10.547,73 R$ 88.786,12 IMC R$ 0,88 ii) Lucratividade Tabela 26 – Lucratividade (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Lucratividade - Lcr Receita Total Lcr (% / mês) Lucro líquido R$ 88.786,12 R$ 21,11 R$ 18.744,03 40 iii) Rentabilidade Tabela 27 – Rentabilidade (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Rentabilidade - R Lucro líquido R$ 18.744,03 Investimento Total R$ 100.000,00 R (% / mês) R$ 18,74 iv) Prazo de retorno do investimento Tabela 28 - Prazo de retorno do investimento (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Prazo de retorno do investimento - Pri Lucro líquido Pri (anos) Investimento Total R$ 18.744,03 R$ 5,34 R$ 100.000,00 4.6 CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS As características do empreendimento em questão possibilitam uma análise qualitativa dos fatores capazes de influenciar o sucesso do empreendimento. A saber, a vacância, alta rotatividade, estação do ano chuvosa, dentre outros. Por isso adotou-se o seguinte critério, para um cenário pessimista a receita total seria 20% menor que o provável, enquanto em um cenário otimista o contrário acontece. Tabela 29 - Demonstrativo de resultados (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). Demonstrativo de resultados Descrição 1. Receita total com locações / prestação de serviços 2. Custos variáveis totais (-) Imposto sobre vendas (-) Gastos com vendas 3. Margem de contribuição 4. (-) Custos fixos totais 5. Resultado operacional Provável R$ R$ 88.786,12 Pessimista R$ R$ 75.468,20 Otimista R$ R$ 102.104,04 R$ 10.547,73 R$ 5.119,39 R$ 5.428,34 R$ 78.238,39 R$ 59.494,36 R$ 18.744,03 R$ 10.547,73 R$ 5.119,39 R$ 5.428,34 R$ 64.920,47 R$ 59.494,36 R$ 5.426,11 R$ 10.547,73 R$ 5.119,39 R$ 5.428,34 R$ 91.556,31 R$ 59.494,36 R$ 32.061,95 40 4.7 AVALIAÇÃO ESTRATEGICA Tabela 30 - Matriz SWOT (Fonte: Autor da pesquisa, 2014). FORÇAS FRAQUEZAS Necessidade do mercado; Empresa nova no ramo; Comprometimento dos sócios; Alta dependência de serviços terceirizados. Experiência em empreendimentos de menor porte. OPORTUNIDADES Localização privilegiada; Mercado aquecido. AMEAÇAS Outras empresas perceberam a necessidade; Vacância acima do esperado. 40 5 CRONOGRAMA Elaboração do esboço do plano de negócio Outubro - 2013 Pesquisa de campo Outubro / Novembro - 2013 Análise dos resultados Dezembro - 2013 Escrita final do TCC Janeiro - 2014 Revisão ortográfica Fevereiro - 2014 Entrega do TCC Março - 2014 Apresentação do TCC Março - 2014 Fonte: Autor da pesquisa, 2014. 40 6 CONCLUSÕES Um dos objetivos específicos deste trabalho foi caracterizar o perfil de um empreendedor e a estrutura de um plano de negócio, para que fosse possível identificar as qualificações do empresário e as estratégias da empresa para alcançar êxito. A bibliografia pesquisada apresenta as características de um empreendedor, contudo, notou-se que um empreendedor acima de tudo, é capaz de prever os riscos e problemas a serem enfrentados, no entanto, ele confia em sua capacidade e preparo para solucionar estes problemas. Quanto à estrutura de um plano de negócio, foi possível observar a importância de se ter uma visão sistêmica da empresa, pois cada etapa que é elaborada acaba tendo repercussão na empresa como um todo, nas etapas já elaboradas e também influenciando as próximas. Outro objetivo foi identificar a viabilidade econômica do negócio, bem como caracterizar as oportunidades de fomento ao negócio. O plano de negócios é uma ferramenta que permite ao empreendedor concluir se a sua ideia é viável ou não e restringir os erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. Posto isso, através do esboço do plano de negócio foi constatada a viabilidade econômica do negócio. Pelos resultados financeiros apresentados neste trabalho, pode-se observar que o negócio é viável tanto nos cenários provável, pessimista ou otimista, pois com o resultado dos serviços prestados será possível cobrir todos os custos e despesas, além de se obter uma rentabilidade satisfatória para a empresa. Comprovou-se ainda a rentabilidade do empreendimento – Edifício de uso misto, visto que a expectativa de uma rentabilidade acima de 1% ao mês, almejada na apresentação aos investidores, foi alcançada. Através da elaboração deste trabalho, também foi possível compreender melhor o valor das pesquisas e a importância da análise dos dados para a tomada de decisão. 40 7 SUGESTÕES PARA NOVAS PESQUISAS Com o término desta pesquisa foi possível identificar elementos que podem ser aprofundados ou mesmo desenvolvidos e que, dessa forma, são potenciais objetos de pesquisas futuras, dentre eles: i) Adotar uma forma mais arrojada para se conseguir o financiamento dos empreendimentos, como utilização de fundos de investimentos imobiliários. ii) A rentabilidade da locação para fins comercial comprovou-se mais vantajosa, propõe-se que para os próximos trabalhos com este mesmo enfoque, faça-se uma análise de um empreendimento comercial de grande proporções, como shopping centers. iii) Para os próximos trabalhos com este mesmo enfoque, a empresa terceirize menos serviços alcançando lucros maiores, e analisando o quanto este mudança pode impactar na folha de pagamento. 40 8 ANEXOS 8.1 ENTREVISTA CLIENTES – LOCATÁRIOS - RESIDÊNCIAL 8.1.1 Público alvo 1- Qual a sua idade? 17 – 20 21 – 24 25 - 28 2- Sua renda é de: 1 a 2 salários mínimos 2 a 3 salários mínimos 3 a 4 salários mínimos 3- Você mora em imóvel: Próprio Alugado 4- Você mora com: Família Amigos Sozinho (a) 5- Você aluga imóvel na região? Sim Não 6- Você mora em: Casa Apartamento 40 8.1.2 Comportamento dos Clientes 1- Onde você loca possui quantos quartos? 1 Quarto 2 Quartos 3 Quartos 2- O imóvel que você aluga já é mobiliado? Sim Não 3- Quanto você paga de aluguel? R$ 500,00 – R$ 800,00 R$ 800,00 – R$ 1000,00 Acima de R$ 1000,00 8.1.3 Área de abrangência 1- Você estaria disposto a pagar acima de R$ 1000,00 mensais por um apartamento mobiliado de um quarto próximo a sua faculdade? Sim Não 2- Na hora de locar, você leva a qualidade dos materiais do apartamento em consideração? Sim Não 3- Você se interessaria por morar em um edifício de uso residencial e comercial? Sim Não 8.2 ENTREVISTA CLIENTES – LOCATÁRIOS - COMERCIAL 8.2.1 Público alvo 1- Qual seu ramo de atividade? 40 Comércio Prestação de serviços Indústria Outro 2- O imóvel em que se encontra sua empresa é: Próprio Alugado 8.2.2 Comportamento dos Clientes 1- Qual a área do imóvel em que sua empresa esta instalada? 100 m² – 200 m² 200 m² - 300 m² Acima de 300 m² 2- Quanto você paga de aluguel? R$ 5000,00 – R$ 7000,00 R$ 7000,00 – R$ 10000,00 Acima de R$ 10000,00 8.2.3 Área de abrangência 1- De acordo com sua experiência, qual o ramo de atividade mais propicio para a região? Prestação de serviço Comércio Indústria Outro 2- Você estaria disposto a pagar acima de R$ 9000,00 mensais por uma sala comercial de 300 m², em um edifício de uso residencial e comercial, nesta localização? Sim Não 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMAT. Importações e competitividade na indústria brasileira de materiais de construção. Disponível em: <http://www.abramat.org.br/site/lista.php?secao=9>. 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