VENTILAÇÃO NATURAL AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 Ventilação natural revisão dos conceitos fundamentais equipamentos processos indutores aerodinâmica modelos Posicionamento de chaminés O vento camada limite atmosférica camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 2/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL É ao conjunto de processos que promovem, de forma controlada, os fluxos de ar entre o interior e o exterior, que se dá o nome de Ventilação. A evolução dos conceitos de conforto e de conservação de energia nos edifícios conduziu à aplicação de sistemas de Utilização Racional de Energia (URE). características locais tecnologias passivas de aquecimento/arrefecimento sistemas de ventilação controláveis e fiáveis projecto cuidado satisfação dos requisitos, mesmo em edifícios complexos AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 3/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL A dependência das condições climatéricas é, porventura, a maior condicionante desta tecnologia, já que não permite garantir, em permanência, os níveis mínimos de ventilação. Estes são, no entanto, assegurados na maioria dos casos. A utilização da energia de uma forma natural e racional como método de projetar edifícios, do ponto de vista do conforto inclui aspetos relacionados com o ambiente térmico e a QuAI e, portanto, com a ventilação. consonância com o clima local AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 4/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL Nos EUA a cidade de Chandigarh (Estado de New Jersey) foi planeada de modo a que as ruas e o espaçamento entre edifícios permitisse o varrimento pelo vento, como forma de evitar situações de stresse térmico. No mesmo Estado, as cidades dormitório foram protegidas do vento frio de Inverno por cinturas arborizadas, que simultaneamente, canalizavam as brisas de Verão para o seu interior. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 5/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL a incorporação de elementos de vegetação que, em conjugação com os edifícios, podem contribuir para favorecer a VN, orientando o escoamento para determinadas aberturas, ou servindo de barreira aos ventos excessivos AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 667/ Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL equipamentos CHAMINÉS SOLARES AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 7/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva VENTILAÇÃO NATURAL 2013-10-17 LNEC | 8/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL WINDCATCHERS casa de Bayt Mahib-al-Din (1350), no Cairo, incluindo o malkaf , a fonte para o arrefecimento evaporativo e uma chaminé solar YAZD, IRÃO AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-17-17 LNEC | 9/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva VENTILAÇÃO NATURAL 2013-10-17 LNEC | 10/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva VENTILAÇÃO NATURAL 2013-10-17 LNEC | 11/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL Montfort Univ., Leicester, UK AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 12/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva VENTILAÇÃO NATURAL 2013-10-17 LNEC | 13/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL EDIFÍCIO H – Office Park Expo AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 14/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL PNC Financial Services Group - Pittsburgh …moves away from the traditional closed airconditioned environment… …using a double-skin facade ….feature operable doors and windows that admit fresh air into the building during optimal conditions. A solar chimney is another component of the structures passive system: it pulls air in through the open windows, rather than sucking air out as usually occurs in a high rise building, the air then travels across the floors, is heated and exhaled through the roof shaft. http://www.gizmag.com/gensler-pnc-breathing-buildingpittsburgh/25568/ AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 15/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 VENTILAÇÃO NATURAL Arrefecimento evaporativo no Zion Park visitor’s centre, USA Universidade do Qatar, Doha AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 16/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores O movimento de uma dada massa de ar é induzido por um diferencial de pressões vento; ventilação. Nos edifícios é a diferença de pressão entre os dois lados de uma qualquer abertura (frinchas, janelas, portas, chaminés, ou aberturas específicas para ventilação) que promove o fluxo de ar que constitui a ventilação. Térmico – devido à impulsão com origem na diferença de temperaturas entre o interior e o exterior; Eólico – devido à conversão da energia cinética do vento em pressão estática sobre a envolvente do edifício. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 17/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Os caudais de ventilação são estimados a partir da aplicação das equações de conservação da massa e conservação da energia entre os dois lados de uma abertura. 2 G AU A p p - diferença de pressão entre os dois lados da abertura m3 / s - coeficiente de dissipação de energia AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 18/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 1 U 2 P processos indutores m/s Aberturas de bordos retos – Cd = 0,6 0,1 Para aberturas horizontais Cd (<5º)=0,15, aumentando progressivamente até Cd (>20º)=0,6. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 19/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores = 15º ; 30º ; 45º ; 60º ; 90º = 31 ; 25 ; 19.5 ; 14 ; 2,5 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 20/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 G AU A 2 p Abertura única m3 / s processos indutores processo térmico P T 0,021 H12 T G T 135 A T h Pa m3 / h influência do tipo e do grau de abertura de janelas pode ser contabilizado através de um factor multiplicativo, J() AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 21/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 Aberturas a diferentes cotas na mesma fachada processos indutores processo térmico G T C d A1 T H12 956 m3 / h 1 2 Aberturas a diferentes cotas “cruzadas” G Tcz 956 (Cd A)eq 1 A eq T2 C T H12 T 1 A CD3 A 3 D1 1 2 C m3 / h 1 A 2 CD 4 A 4 D2 1 3 T Função do calor libertado, Q G And 133 (QH12 ) (Cd A1 ) AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 2 2 3 m3 / h LNEC | 22/ Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores processo eólico A ação do vento sobre um edifício: forma do próprio edifício, da incidência do vento das características da sua vizinhança - obstáculos, orografia e rugosidade De uma forma genérica envolventes de barlavento – Cp>0 todas as outras – Cp<0 A variação da distribuição de pressão nas envolventes, quer no espaço quer no tempo, é portanto a questão central neste processo de ventilação. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 23/ Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores aerodinâmica corpos fuselados corpos rombos (“aerodinâmicos”) AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva (bluff bodies) 2013-10-17 LNEC | 24/ Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores aerodinâmica O resultado da interação entre o escoamento e um edifício é exemplo de complexos escoamentos tridimensionais dependentes das características do escoamento incidente. O escoamento que contorna o edifício sofre o efeito de separação, devido aos gradientes de pressão adversos que encontra nas arestas, gerando zonas de recirculação que cobrem as fachadas laterais e a cobertura, e se estendem para jusante formando uma esteira. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 25/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores aerodinâmica o escoamento pode recolar às fachadas laterais e à cobertura AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 26/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 Cp CLA : = 0,2 0.7 processos indutores CLA : = 0,4 0.6 0.5 - 0.14 aerodinâmica Cp 0.7 0.6 0.5 0.4 0.4 0.3 0.3 0.2 0.2 0.1 0.1 0 0 -0.1 -0.1 -0.2 -0.2 -0.3 -0.3 -0.4 -0.4 -0.5 -0.6 -0.5 -0.15 -0.6 -0.7 -0.7 -0.8 -0.8 -0.9 -0.9 -1 -1 0º 0º AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 27/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 CLA : = 0,2 Cp processos indutores aerodinâmica 0.7 0.6 0.5 cobertura : 1 água a 15º 0.4 1.00 0.3 INCIDÊNCIA : NW / NE FACHADA : NASCENTE / POENTE 0.2 0.1 0 0.90 -0.1 -0.2 -0.3 Cp -0.4 -0.5 0.80 0.80 0.70 0.70 -0.6 -0.7 -0.8 -0.9 -1 -1 -1.5 0.60 Z/H 0.50 0.50 -2 Z/H 0.60 -2.5 -3 -3.5 0.40 0.40 0.30 0.30 -4 30º -4.9 -4.5 -5 0.20 0.20 0.10 0.10 0.10 0.20 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 0.30 0.40 0.50 0.60 2013-10-17 0.70 0.80 0.90 1.00 X/L LNEC | 28/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores aerodinâmica AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 29/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores processo eólico G AU A 2 p m3 / s Abertura única G E 1800A 0,001U 2 0,01 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 m3 / h LNEC | 30/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores processo eólico Aberturas a diferentes cotas “cruzadas” G Ecz 3600 (Cd A)eq U Cp E 1 A eq E2 C 1 A CD 2 A 2 D1 1 2 C 1 A 3 CD 4 A 4 D3 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2 2013-10-17 m3 / h 1 1 2 2 A bv Asv LNEC | 31/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores modelos AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 32/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores modelos VENTIL http://www.bfrl.nist.gov/IAQanalysis/CONTAM/overview/1.htm AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 33/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés A ação do vento pode condicionar o bom desempenho da conduta de exaustão, sendo necessário posicionar corretamente a boca de saída da conduta, processo que deve ser avaliado segundo os seguintes critérios: Eficácia da exaustão; Evitar a “exportação” de emissões para a vizinhança ou para admissões de ventilação do próprio edifício (auto poluição). AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 34/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 35/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés Coberturas inclinadas a) inclinações até 10º Hch> 0,5 m acima da cumeeira b) prolongar as linhas das águas, a partir da cumeeira, até X=0,5R e na horizontal a partir deste ponto AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 36/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés Cobertura em terraço Traçar a linha que limita a zona I, de acordo com: (X1=0 , h=0); (X1=0,1R , h=0,6H1); (X1=0,2R , h= 0,7H1); (X1=0,4R , h= 0,9H1); (X1=0,5R , h= H1); AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 37/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 38/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés Alturas máximas da zona I, em função das dimensões da fachada frontal L H 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 1.2 1.5 1.6 1.5 1.7 1.8 2.0 2.3 2.1 2.2 2.5 2.6 2.5 2.8 2.9 2.8 3.0 3.2 3.3 3.0 3.2 3.4 3.5 3.0 3.2 3.4 3.5 3.7 3.8 3.2 3.4 3.5 3.7 3.8 4.0 4.1 3.6 3.8 4.0 4.2 4.3 3.7 4.0 4.1 4.3 4.5 4.6 3.9 4.0 4.2 4.3 4.5 4.7 4.8 4.0 4.2 4.4 4.6 4.8 5.0 4.2 4.4 4.5 4.7 4.9 5.0 5.2 4.3 4.5 4.7 4.9 5.0 5.2 5.3 5.5 os espaços em branco nas colunas correspondentes a L=6 e L=9, correspondem a configurações pouco plausíveis. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 39/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés Edifício “isolado” L 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 4 45 8 42 51 54 57 60 63 66 H 3 1.2 6 1.5 9 1.8 12 2.1 1.5 H=45 m (15 pisos) L= 27 m R=32 L/H=0,6 hI = 4,7 m XII = 2,7 x 32 = 86 m 1.6 1.7 2.0 2.2 2.3 2.5 2.6 15 2.5 2.8 18 2.8 3.0 21 3.0 2.9 3.2 3.2 24 3.0 3.2 3.4 27 3.2 3.4 3.5 3.3 3.4 3.5 3.5 3.7 3.7 3.8 3.8 4.0 4.1 30 3.6 3.8 4.0 33 3.7 4.0 4.1 36 3.9 4.0 39 4.0 4.2 4.4 4.6 42 4.2 4.4 4.5 4.7 4.9 5.0 45 4.3 4.5 4.7 4.9 5.0 5.2 4.2 4.2 4.3 4.3 4.3 4.5 4.5 4.6 4.7 4.8 4.8 5.0 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 5.2 5.3 2013-10-17 5.5 LNEC | 40/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés L 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 H 3 1.2 6 1.5 9 1.8 12 2.1 1.5 Zona urbanizada H= 0,7 x Hed = 0,7 x 9 =6m L= 180 m R=1,2 x H = 7 m L/H= 30 hI = 1,7 m XII = 2,7 x 6 = 16 m 1.6 1.7 2.0 2.2 2.3 2.5 2.6 15 2.5 2.8 18 2.8 3.0 21 3.0 2.9 3.2 3.2 24 3.0 3.2 3.4 27 3.2 3.4 3.5 3.3 3.4 3.5 3.5 3.7 3.7 3.8 3.8 4.0 4.1 30 3.6 3.8 4.0 33 3.7 4.0 4.1 36 3.9 4.0 39 4.0 4.2 4.4 4.6 42 4.2 4.4 4.5 4.7 45 4.3 4.5 4.7 4.9 4.2 4.2 4.3 4.3 4.3 4.5 4.5 4.6 4.7 4.8 4.8 5.0 4.9 5.0 5.0 5.2 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 5.2 5.3 2013-10-17 5.5 LNEC | 41/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés L 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 H 3 1.2 6 1.5 9 1.8 12 2.1 1.5 1.6 1.7 2.0 2.2 2.3 2.5 2.6 15 2.5 2.8 18 2.8 3.0 21 24 3.0 3.0 3.2 2.9 3.2 3.2 3.4 3.3 3.4 3.5 3.5 3.7 Zona urbanizada 27 30 3.2 3.4 3.6 3.5 3.7 3.8 3.8 3.8 4.0 4.0 4.1 4.2 4.3 H= 33 m L= 70 m L/H= 2,1 R= 1,2x33=40m hI = 4,6 m XII = 2,7 x 33 = 89 m 33 3.7 4.0 4.1 36 3.9 4.0 39 4.0 4.2 4.4 4.6 42 4.2 4.4 4.5 4.7 4.9 5.0 45 4.3 4.5 4.7 4.9 5.0 5.2 4.2 4.3 4.3 4.5 4.5 4.6 4.7 4.8 4.8 5.0 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 5.2 5.3 2013-10-17 5.5 LNEC | 42/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 processos indutores Posicionamento de chaminés L 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60 63 66 H 3 1.2 6 1.5 9 1.8 12 2.1 1.5 1.6 1.7 2.0 2.2 2.3 2.5 2.6 15 2.5 2.8 18 2.8 3.0 21 24 3.0 3.0 3.2 2.9 3.2 3.2 3.4 3.3 3.4 3.5 3.5 3.7 3.8 Zona27urbanizada 3.2 3.4 3.5 3.7 3.8 4.0 30 4.0 H= 0,7 x 33 = 3.623m 3.8 L= 804.2m 33 3.7 4.0 4.1 4.3 L/H= 363,3 R=3.91,2 x4.0 23 =4.2 28m4.3 4.5 39 4.0 4.2 4.4 4.6 hI = 3,8 m X II = 2,7 x 23 = 62 m 4.1 4.3 4.5 4.6 4.7 4.8 4.8 5.0 42 4.2 4.4 4.5 4.7 4.9 5.0 45 4.3 4.5 4.7 4.9 5.0 5.2 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 5.2 5.3 5.5 LNEC | 43/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica •A camada limite atmosférica (CLA) é a parte da troposfera que é diretamente influenciada pela presença da superfície da Terra. • A camada de ar acima da camada limite chama-se atmosfera livre. •A CLA tem uma espessura variável que pode ir das centenas de metros a alguns quilómetros. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 44/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica Lei logarítmica (Prandtl) vulgarmente designada por lei de parede, u* z U z ln k z0 u* 0 / z representa uma cota, z0 representa o comprimento de rugosidade na superfície, u* representa a velocidade de atrito no solo, 0 é a tensão de corte à superfície da Terra e k a constante universal de Von Kármán (=0,41) O perfil de velocidades médias de uma CL turbulenta pode ser também descrito por uma lei do tipo potência permitindo calcular valores de velocidade a partir de um valor de referência: U( z) z U ref z ref AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva = f(rugosidade) 2013-10-17 LNEC | 45/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica z0 10 0,2 1 0,55 log U10 em campo “aberto” AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 46/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica z 0 0,003m z 0 0,01m z 0 0,05m z 0 0,1 hrug z 0 0,3m z 0 1,0m AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 47/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 48/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica Influência da orografia Depende do declive a barlavento: AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 49/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica Quando deve ser avaliado Locais nas vertentes a barlavento de colinas, falésias e escarpas Locais nas vertentes a sotavento de colinas Locais nas vertentes a sotavento de falésias e escarpas AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 50/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 51/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 52/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 53/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A Camada Limite Atmosférica Rosa de rumos % NO Rosa de vel. N N 30 5,00 25 NE 20 NO 15 NE 3,00 10 2,00 5 O 4,00 1,00 E 0 O SO E 0,00 SE SO SE S S Ocorrências percentuais por rumos e as velocidades correspondentes , registados em Lisboa entre 1985 e 1997 AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 54/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana u ccu camada de cobertura urbana (urban canopy layer) AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 55/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana A camada rugosa que se estabelece para cotas z<u (u é a espessura da camada limite urbana), constitui a região que distingue uma camada limite urbana (CLU) de qualquer outra O perfil de velocidades na CLA, num dado local e instante, depende de um conjunto de fatores tais como a velocidade média do vento acima da subcamada de rugosidade, das propriedades locais do solo, e a montante do local, do fluxo de calor, da presença de nuvens e do estado da CLA nas últimas seis a oito horas AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 56/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana Na região inferior da subcamada de inércia, onde z/hrug não é grande, só é possível manter a validade da lei da parede na descrição do perfil de velocidade substituindo z por (z-d), e onde d é o deslocamento do plano de referência . O valor d=0,7 hrug constitui uma boa aproximação significado físico: em superfícies cobertas por rugosidade densa, apenas uma parte do atrito superficial é transportado verticalmente. O perfil logarítmico inicia-se na cota onde se situa a tensão de atrito média do topo da rugosidade (roughness canopy). se z0 é a escala de comprimentos para a tensão de atrito total na superfície, isto é, uma medida do arrastamento, d é a escala da distribuição vertical dessa tensão de atrito na “superfície” exterior da rugosidade, ou seja, do bloqueamento imposto ao escoamento. AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 57/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana A CLU divide-se em duas partes: inferior, que constitui a camada de cobertura urbana (urban canopy layer), CCU, de espessura da ordem de grandeza da altura média dos elementos de rugosidade (ccu h rug) e com um campo próprio de velocidades, gerado, e condicionado na sua intensidade, pelo escoamento adjacente. A distribuição de velocidades depende das condicionantes locais (edifícios, trânsito, arranjo urbano, etc.), cuja parametrização é muito complexa; superior, de mistura ou de inercia, com origem na turbulência gerada pelos elementos de rugosidade, que se inicia aproximadamente em z=d e que tem uma espessura de (u-d)3 a 5 ( h rug h rug ), ou 20 a 35 z0, com máximos de u=50 – 100 m. O escoamento tridimensional da camada subjacente é transformado um escoamento essencialmente bidimensional com perfil de velocidades do tipo do de uma CL sobre uma superfície rugosa max min AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 58/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana mudança de rugosidade AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 59/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana após 3 “quarteirões” ≈ 100 a 200 m AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 60/6 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 61/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 62/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana Z<ccu ou uma escala representativa da velocidade na CLU AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 63/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 64/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 65/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 A camada limite urbana AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 66/67 Jornadas de Engenharia de Climatização - 2013 OBRIGADO PELA ATENÇÃO AÇÃO DO VENTO Fernando Marques da Silva 2013-10-17 LNEC | 67/67