MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA Superintendência Regional do Rio Grande do Sul – SR-11 PDA PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO ASSENTAMENTO APOLÔNIO DE CARVALHO Município de Eldorado do Sul, RS. COPTEC – COOPERATIVA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA. 2009 Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho SUMÁRIO Equipe técnica ................................................................................................................. 4 Núcleo Operacional Eldorado do Sul ........................................................................... 4 Núcleo Sede Porto Alegre ........................................................................................... 4 ÍNDICE DE FIGURAS ..................................................................................................... 5 ÍNDICE DE GRÁFICOS................................................................................................... 5 ÍNDICE DE TABELAS ..................................................................................................... 6 ÍNDICE DE FOTOS ......................................................................................................... 8 1. APRESENTAÇÃO ....................................................................................................... 9 2. IDENTIFICAÇÃO ....................................................................................................... 11 2.1. Empreendedor .................................................................................................... 11 2.2. Entidade responsável ......................................................................................... 11 3. METODOLOGIA ........................................................................................................ 12 3.1. Da COPTEC ....................................................................................................... 12 3.2. Procedimentos metodológicos das equipes técnicas.......................................... 15 3.2.1. Diagnósticos ................................................................................................. 15 3.2.2. Planos e programas ..................................................................................... 17 4. CARACTERIZAÇÃO DO ASSENTAMENTO ............................................................ 18 4.1. Geral ................................................................................................................... 18 4.2. Específica ........................................................................................................... 18 5. DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DO ASSENTAMENTO........................ 19 5.1. Localização e acesso.......................................................................................... 19 5.2. Características do meio natural .......................................................................... 20 5.2.1. Geologia ....................................................................................................... 20 5.2.2. Relevo .......................................................................................................... 22 5.2.3. Rede de drenagem....................................................................................... 22 5.2.4. Solos ............................................................................................................ 23 5.2.5. Clima ............................................................................................................ 24 5.2.6. Vegetação .................................................................................................... 25 5.2.7. Fauna ........................................................................................................... 28 5.3. Diagnóstico sócio-econômico do município ........................................................ 29 5.3.1. População .................................................................................................... 29 5.3.2. Economia ..................................................................................................... 33 5.3.3. Condição do produtor ................................................................................... 41 5.3.4. Saúde ........................................................................................................... 44 5.3.5. Educação ..................................................................................................... 46 5.3.6. Domicílios..................................................................................................... 48 5.3.7. Políticas públicas.......................................................................................... 51 5.3.8. Indicadores de pobreza e desigualdade....................................................... 52 6. DIAGNÓSTICO DO PROJETO DE ASSENTAMENTO............................................. 54 6.1. Localização do projeto de assentamento............................................................ 54 6.2. Diagnóstico do meio natural ............................................................................... 54 6.2.1. Solos e aptidão de uso agrícola das terras .................................................. 54 6.2.2. Relevo .......................................................................................................... 55 6.2.3. Recursos hídricos......................................................................................... 55 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 2 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.2.4. Uso do solo e cobertura vegetal ................................................................... 58 6.2.5. Estratificação ambiental ............................................................................... 60 6.3. Análise sucinta dos potenciais e limitações dos recursos e da situação ambiental do assentamento ....................................................................................................... 60 6.4. Organização espacial atual ................................................................................ 61 6.5. Situação do meio sócio-econômico e cultural ..................................................... 62 6.5.1. Histórico da luta pela terra na mesorregião .................................................. 62 6.5.2. Histórico do assentamento ........................................................................... 63 6.5.3. População do assentamento ........................................................................ 64 6.5.4. Organização social do assentamento .......................................................... 65 6.5.6. Estrutura social............................................................................................. 66 6.5.7. Estrutura econômica .................................................................................... 67 6.6. Infra-estrutura física, social e econômica ............................................................ 67 6.7. Sistemas produtivos............................................................................................ 67 6.8. Serviços de apoio à produção ............................................................................ 69 6.9. Serviços sociais básicos ..................................................................................... 70 6.9.1. Educação ..................................................................................................... 70 6.9.2. Saúde e saneamento ................................................................................... 71 6.9.3. Lazer e cultura.............................................................................................. 71 6.9.4. Habitação ..................................................................................................... 71 7. Planos ....................................................................................................................... 72 7.1. Organização territorial......................................................................................... 72 7.2. Serviços sociais básicos ..................................................................................... 74 7.3. Sistemas produtivos............................................................................................ 76 7.5. Desenvolvimento organizacional e gestão do plano ........................................... 81 7.6. Assistência técnica e acompanhamento do plano .............................................. 82 8. PROGRAMAS ........................................................................................................... 85 8.1. Programas regionais ........................................................................................... 85 8.1.1. Programa organizativo dos assentamentos da região ................................. 85 8.1.2. Programa de educação da região Enio Gutierrez ........................................ 88 8.1.3. Programa de saúde da regional Enio Gutierrez ........................................... 91 8.1.4. Programa das hortas e plantas medicinais .................................................. 94 8.1.5. Programa do leite da região Enio Gutierrez ................................................. 98 8.1.6. Programa do arroz agroecológico da região Enio Gutierrez ...................... 102 8.2. Programa Produtivo .......................................................................................... 133 8.2.1. Produção de arroz irrigado no sistema pré-germinado .............................. 133 8.2.2. Programa produção de leite ....................................................................... 143 8.2.3. Programa das hortas .................................................................................. 146 8.2.4. Programa ambiental ................................................................................... 150 8.2.5 Programa de acompanhamento as atividades sociais do assentamento .... 152 9. PAUTA QUALIFICADA DE REIVINDICAÇÃO ........................................................ 154 9.1. Água para consumo e irrigação ........................................................................ 154 9.2. Estradas internas e bueiros .............................................................................. 155 9.3. Estruturas de lazer ............................................................................................ 155 9.4. Luz elétrica ....................................................................................................... 156 9.5. Habitação.......................................................................................................... 157 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 158 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 3 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho EQUIPE TÉCNICA Núcleo Operacional Eldorado do Sul Antonio Carlos Cardoso Halinski – Eng. Agrônomo – CREA - pr32095/D. Antonio Carlos Silveira Pereira – Tec. Agropecuária - CREA – 127.193. Celso Alves da Silva – Tec. Em Agricultura – CREA – 110 430 TD. Cleuza de Oliveira Reichembach – Professora Licenciatura Plena – 9394/96. Marcos Vanderlei dos Santos – Administrador – CRA – 29.998. Silvia Andréa Gomes Dias – Médica Veterinária - CRMV – RS 07704. Núcleo Sede Porto Alegre Adalberto Floriano Greco Martins – Eng. Agrônomo – CREA RS 160184. Luis Alejandro Lasso Gutierrez, M.Sc. – Eng. Agrônomo. Rafael Ken Palandi Yanaga – Economista – CRE 3103. Egon Klamt, PhD. Eng. Agrônomo – Consultor Solos. Paulo Schneider, M.Sc. Eng. Agrônomo – Consultor Solos. Themis Alcmena da Silveira Soares – Consultora Geoprocessamento. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 4 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Localização do município de Eldorado do Sul no Estado do Rio Grande do Sul. Figura 2: Região hidrográfica da Bacia do Guaíba. Figura 3: Rede de drenagem superficial no município de Eldorado do Sul. Figura 4: Organograma do grupo Gestor do Arroz Ecológico, Porto Alegre, 2009. Figura 5: Organograma do processo de certificação orgânica e responsabilidades ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1: Evolução populacional do município de Eldorado do Sul entre 1991 e 2007. Gráfico 2: População residente no meio rural e urbano do município de Eldorado do Sul entre 1996 e 2000. Gráfico 3: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do município de Eldorado do Sul em 2000. Gráfico 4: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do município de Eldorado do Sul em 2000 (%). Gráfico 5: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do Rio Grande do Sul em 2000 (%). Gráfico 6: Composição do PIB do município em 2006. Gráfico 7: Condição do produtor, segundo o número de estabelecimentos. Gráfico 8: Condição do produtor, segundo a área ocupada. Gráfico 9: Número de estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. Gráfico 10: Área total ocupada pelos estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. Gráfico 11: Área média ocupada pelos estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. Gráfico 12: Médicos residentes no município de Eldorado do Sul para cada mil habitantes. Gráfico 13: Número de alunos matriculados em escolas públicas e privadas em 2008. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 5 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 14: Número de docentes em escolas públicas e privadas em 2008. Gráfico 15: Relação alunos por professor em escolas públicas e privadas em 2008. Gráfico 16: Escolas públicas e privadas em 2008. Gráfico 17: Condições domiciliares do município de Eldorado do Sul em 1991 e 2000. Gráfico 18: Índice de Desenvolvimento Humano do Município de Eldorado do Sul. Gráfico 19: Histórico da evolução em área no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009. Gráfico 20: Histórico da evolução em área no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009. Gráfico 21: Áreas totais e de Arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. Gráfico 22: Quantidade de arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1: Pessoal ocupado e coeficiente locacional das seções de classificação de atividades do município de Eldorado do Sul. Tabela 2: Coeficiente locacional dos setores da Indústria extrativa e de transformação do município de Eldorado do Sul. Tabela 3: Produção pecuária do município de Eldorado do Sul. Tabela 4: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da lavoura permanente do município de Eldorado do Sul. Tabela 5: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da lavoura temporária do município de Eldorado do Sul. Tabela 6: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da extração vegetal e silvicultura do município de Eldorado do Sul. Tabela 7: Agroindústrias rurais. Tabela 8: Equipamentos hospitalares no município. Tabela 9: Estabelecimentos de saúde com atendimento ambulatorial. Tabela 10: Estabelecimentos de saúde com atendimento emergencial. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 6 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 11: Estimativa de consumo de produtos alimentícios para o município de Eldorado do Sul. Tabela 12: PROGER no município de Eldorado do Sul em 2007. Tabela 13: Laudo de avaliação do imóvel rural Tabela 14: População do assentamento Tabela 15: Escolarização das pessoas do PA. Tabela 16: Condições de moradias das famílias. Tabela 17: assentamentos da região Enio Gutierrez Tabela 18: plano de execução das metas, ações e propostas do programa da saúde regional. Tabela 19: Mapa regional do Grupo gestor do Arroz Ecológico, Porto Alegre, 2009. Tabela 20: Mapa regional do Grupo gestor do Arroz Ecológico, informações complementares. Tabela 21: Dados do VI seminário do arroz ecológico, 2009. Tabela 22: Histórico da evolução em número de famílias no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009. Tabela 23: Histórico da evolução em área no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009. Tabela 24: Objetivos Estratégicos, os Eixos Estratégicos, os meios e metas do Grupo gestor do Arroz Ecológico Tabela 25: Localização geográfica e capacidade de armazenagem e beneficiamento das agroindústrias do Grupo gestor do arroz ecológico, Porto Alegre, 2009. Tabela 26: Infra Estrutura dos Assentamentos da Região Tabela 27: grupo do arroz Sta Rita de Cássia II Tabela 28: grupos de arroz P.A Apolônio de Carvalho Tabela 29: Áreas totais e de Arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. Tabela 30: Quantidade de arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009 Tabela 31: Matriz do planejamento Tabela 32: Dados referenciais para elaboração do planejamento para safra 2009/2010. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 7 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 33: Distribuição dos Gastos por segmentos da lavoura de arroz irrigado no sistema pré-germinado para safra 2009/2010. Tabela 34: Cronograma de atividades e as praticas de manejo da lavoura Tabela 35: Coordenação do programa e divisão de responsabilidades entre as famílias envolvidas. Tabela 36: Cronograma de atividades (plano de trabalho) Tabela 37: Matriz do planejamento da produção de leite no assentamento com dados atuais e desejado pelas famílias. Tabela 38: Cronograma de atividade (plano de trabalho) Tabela 39: consta os pontos de coleta nos assentamentos. Tabela 40: Rota do leite da região. Tabela 41: Produtores Hortas agroecológicas da Região Enio Gutierrez ÍNDICE DE FOTOS Foto 1 : Assembléia Geral do assentamento com a presença do INCRA/RS. Foto 2 : Local destinado a ser construído o futuro centro comunitário. Foto 3 : Seminário sob Introdução a Agro ecologia. Foto 4 : Seminário Agroecologia (Planejamento da Propriedade). Foto 5 : Atividade de formação no PA. Foto 6 : Formação dos grupos de Produção de arroz orgânico. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 8 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 1. APRESENTAÇÃO A Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos Ltda – COPTEC é uma sociedade cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos em áreas de Reforma Agrária, fundada em 1996, com o propósito voltado ao desenvolvimento sustentável dos assentamentos de reforma agrária existentes no Estado do Rio Grande do Sul. Ao longo da sua trajetória, a COPTEC, tem suas ações direcionadas ao apoio aos direitos das famílias assentadas, através da constante assistência técnica manifesta pela elaboração de projetos de desenvolvimento sustentável, participando entre 1997 a 2000 do Programa de Assistência Técnica LUMIAR. Entre os anos de 1999 a 2002, participou de convênio estabelecido com o Governo Estadual do Rio Grande do Sul, dando seguimento ao trabalho técnico. As atividades continuaram com apoio do INCRA através de convênio até outubro de 2008. Dentre os trabalhos que realiza, deve-se destacar o acompanhamento intensivo e a orientação aos núcleos de famílias. A elaboração de diagnósticos e projetos por meio do trabalho de assistência técnica e extensão rural das famílias assentadas no processo de reforma agrária, valendo-se sempre de metodologias participativas, com destaque para o Método de Validação Progressiva - MVP. A elaboração de programas de formação dos agricultores assentados proporciona a apropriação do conhecimento, resgate e sistematização das experiências próprias dos camponeses. O objetivo é integrar diferentes Instituições para atuar nas áreas de assentamento. Ainda, a COPTEC elabora e acompanha a execução de convênios ou de projetos de crédito que envolva as famílias beneficiadas, segundo o encaminhamento das entidades competentes. Estes visam à melhoria e o aumento da produtividade e da produção e sempre contemplam as condições climáticas de cada região do Estado, mediante linhas de produção saudáveis e respeitosas com o meio ambiente. Deste modo, o que se busca na essência de suas ações técnicas é que estas se pautem em formatos tecnológicos ambientalmente estáveis, economicamente viáveis e socialmente justos. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 9 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho A COPTEC, dentre de suas atribuições de oferecer serviço de assistência técnica, social e ambiental às famílias assentadas, participou em dezembro de 2008 da licitação pública do INCRA, estabelecendo contrato a partir de 15 de janeiro de 2009, para entre outras atividades, elaborar 15 Planos de Desenvolvimento do Assentamento e 122 Planos de Recuperação dos Assentamentos, distribuídos em 8 núcleos operacionais da ATES (Tupanciretã; Nova Santa Rita; Eldorado do Sul; Santana do Livramento; Candiota; Pinheiro Machado; São Luiz Gonzaga e São Miguel das Missões). É com satisfação que apresentamos este relatório, como produto do esforço conjunto das equipes técnicas e das famílias assentadas, em vistas da constituição de planos que apontem o real desenvolvimento sustentável dos assentamentos de reforma agrária no Estado do Rio Grande do Sul. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 10 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 2. IDENTIFICAÇÃO 2.1. Empreendedor Razão social: Ministério do Desenvolvimento Agrário – Instituto de Colonização e Reforma Agrária – INCRA/RS CNPJ: 00375972001302 Endereço: Avenida José Loureiro da Silva 515, 4 andar CEP: 90010-420 Porto Alegre/RS. Telefone: (51) 3284 3415 Representante legal: Mozar Artur Dietrich – Superintendente Regional 2.2. Entidade Responsável Razão social: COPTEC – COOPERATIVA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA. Inscrição no CNPJ: 01.440.209/0001 – 39 Endereço, Telefone, Fax, e-mail: Dr. Lourenço Zácaro 1078, Sala 2 CEP 92.480-000 Nova Santa Rita/RS - Fone/Fax: (051) 3221-9348 e-mail: [email protected] ou [email protected] Representante legal: Mauro Cibulscki - Presidente da COPTEC Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 11 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 3. METODOLOGIA 3.1. Da COPTEC A COPTEC está dividida em oito núcleos operacionais no Estado do Rio Grande do Sul, além de contar com um núcleo de coordenação central que cumpre a função de orientar as equipes técnicas na consolidação de um processo homogêneo de elaboração dos PDA e PRA nos assentamentos de Reforma Agrária. O planejamento de um assentamento da Reforma Agrária é um processo permanente de levantamento e análise de informações referentes tanto ao cenário interno, suas potencialidades, limitações e condicionantes, quanto ao externo, ambiental e sócio-econômico, numa perspectiva dinâmica e prospectiva que permita traçar um caminho, ou vários, para atingir os anseios, metas e objetivos desejados pelos assentados. O presente documento é composto por duas partes distintas, diagnóstico e planejamento. Inicialmente foi elaborado um diagnóstico ambiental e sócio-econômico da área de entorno do assentamento, mais especificamente do município em que o assentamento está localizado, e um diagnóstico ambiental e sócio-econômico do próprio assentamento. Após a elaboração dos diagnósticos eles foram apresentados às famílias para a validação e complementação das informações, mas, principalmente para o empoderamento destas informações pelos assentados e para subsidiar a elaboração participativa do planejamento. Para elaboração dos diagnósticos ambientais tanto do entorno do assentamento, quanto dos próprios assentamentos, foram utilizados os relatórios ambientais elaborados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) contratada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em assentamentos federais, e os relatórios ambientais elaborados pelo Gabinete de Reforma Agrária e Cooperativismo (GRAC), em assentamentos estaduais e as Licenças de Instalação e Operação (LIOs) dos assentamentos que já às obtiveram. Como alguns assentamentos não possuíam relatórios ambientais a COPTEC consolidou uma equipe de especialistas para elaborá-los. Essa equipe fora formada pelos engenheiros agrônomos Egon Klamt Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 12 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho e Paulo Schneider e pela consultora em geoprocessamento Themis Alcmena da Silveira Soares. Esta equipe contou com a colaboração dos técnicos da COPTEC em suas visitas a campo e com a equipe de coordenação dos PDAs e PRAs do Núcleo Operacional de Porto Alegre da COPTEC. Nos casos em que já existia relatório ambiental a elaboração do diagnóstico ambiental, do entorno e do assentamento, consistiu em reunir e abreviar as informações constantes nestes documentos para que os técnicos se apropriassem das informações ambientais e fisiográficas e assim pudessem apresentá-las às famílias de forma compreensível. Onde foi necessário construir os relatórios ambientais o trabalho se deu primeiramente em escritório. Foi realizada a análise e organização das informações da bibliografia especializada e análise estereoscópica de fotos aéreas, ou de satélite, dos mapas dos assentamentos para identificar as classes de capacidade de uso dos solos. Após foram realizadas visitas de campo para realizar a checagem das informações trabalhadas em escritório e levantamento de outras informações, tais como recursos hídricos, fauna e flora. O diagnóstico sócio-econômico do entorno do assentamento foi elaborado pelo Núcleo Sede de Porto Alegre a partir de bases estatísticas de institutos de pesquisa, principalmente de publicações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), informações disponibilizadas por ministérios e prefeituras, além disso, contou com o conhecimento dos próprios técnicos dos respectivos Núcleos Operacionais sobre o histórico e atividades econômicas nos municípios. Estas informações, que abrangem um amplo leque de temas como população, economia, condições do produtor no campo, serviços sociais básicos, políticas públicas e indicadores de pobreza e desigualdade, têm como finalidade informar as famílias, os técnicos e demais leitores sobre as condições do cenário sócioeconômico no qual os assentamentos estão inseridos. O diagnóstico sócio-econômico do assentamento foi elaborado pelos técnicos de cada Núcleo Operacional baseado em um roteiro sugerido pelo INCRA. Além do roteiro, o INCRA solicitou que fossem preenchidas as “Planilhas Síntese”. Estas planilhas consistiram em um conjunto de informações sócio-econômicas de cada assentamento abrangendo dados da população, serviços sociais básicos, infra-estruturas, organização Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 13 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho social, sistemas produtivos, habitação e crédito. Para qualificar a metodologia de levantamento das informações sócio-econômicas a COPTEC realizou atividades de formação em “Sistemas Agrários”, para a tipificação dos sistemas produtivos, permitindo assim uma melhor compreensão das formas de se produzir e de uso do espaço nos assentamentos, ministrada pelo médico veterinário Elenar Ferreira. Uma oficina foi realizada no assentamento Integração Gaúcha em Eldorado do Sul entre os dias 8 e 10 de julho de 2009. A segunda oficina aconteceu no assentamento Everton Pereira em Bossoroca entre os dias 21 e 23 de setembro de 2009. As equipes técnicas tiveram autonomia para decidir a forma de fazer o levantamento das informações, com as famílias durante as visitas técnicas, ou em assembléias e reuniões, ou junto às coordenações dos assentamentos. Elaborados os diagnósticos ambientais e sócio-econômicos dos municípios e dos assentamentos, eles foram apresentados às famílias para que estas se apropriassem das informações do meio em que vivem e assim começassem a apontar os problemas, os anseios e os recursos dos assentamentos. Para construção dos Planos e Programas as equipes técnicas da COPTEC participaram de uma atividade de formação em metodologia de planejamento com o engenheiro agrônomo Horácio Martins de Carvalho, no assentamento Sepé Tiarajú em Viamão nos dias 2 e 3 de outubro de 2009. Definiu-se que os Planos teriam um caráter estratégico (longo prazo) e que deveriam ser explicitadas as Potencialidades, Limitações e Condicionantes dentro de cada eixo proposto pelo INCRA (Organização Territorial; Serviços Sociais Básicos; Sistemas Produtivos; Meio Ambiente; Desenvolvimento Organizacional e Gestão do Plano; e Assistência Técnica). Os Programas, de caráter tático (médio prazo), seriam elaborados a partir do que as famílias se dispusessem a realizar, ou na forma de um planejamento das ações de assistência técnica. Também ficou definido que no caso de haver anseios que estivessem fora do controle das famílias (construção de estradas, instalação de redes de energia elétrica, demarcação de áreas, construção de escolas, etc.) seriam construídos programas que descrevessem as demandas, mas que apontassem os órgãos responsáveis. Esses programas foram chamados de Pauta Qualificada de Reivindicação. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 14 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho As informações obtidas neste longo trabalho, foram divididas em três momentos. Foi entregue um primeiro relatório com o diagnóstico (área de influência e do assentamento). O segundo relatório continha os planos e programas e o terceiro, denominado de relatório final, que reuniu os dois primeiros com as devidas correções sugeridas pela entidade empreendedora (Incra), acrescidos do mapa de ocupação territorial, denominado aqui de Mapa Pôster. Além do presente documento cada PDA ou PRA é acompanhado de sua Planilha Síntese e de um Mapa Pôster que contêm o mapa do assentamento com o loteamento e as classes de capacidade de uso dos solos com descrição e indicações de uso, além do georreferenciamento das habitações e estruturas físicas do assentamento. 3.2. Procedimentos metodológicos das equipes técnicas 3.2.1. Diagnósticos Sensibilização Em geral as equipes técnicas dos diferentes Núcleos Operacionais da COPTEC aproveitaram as reuniões Bimestrais nos assentamentos, pactuadas nas metas do contrato de prestação de serviço, para realizar a tarefa de sensibilização das famílias para o processo dos Planos de Desenvolvimento/Recuperação dos Assentamentos (PDAs/PRAs). A sensibilização consistiu em reuniões com as coordenações ou assembléias, onde foram apresentados os objetivos dos PDAs/PRAs, o método de trabalho e os resultados esperados. Em alguns casos (Núcleos Operacionais Nova Santa Rita e Eldorado do Sul) foram constituídas coordenações internas para conduzir o processo. A mobilização para essas reuniões ocorreu através de articulação com as lideranças internas dos assentamentos, visitas dos técnicos às famílias e, no caso do Núcleo Operacional Candiota, pela Rádio Comunitária. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 15 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Coleta de dados primários Os primeiros levantamentos de dados primários foram realizados através de reuniões nas coordenações e em assembléias, nas quais as informações eram coletadas com os assentados presentes. Nestas reuniões algumas equipes técnicas buscaram identificar os sistemas produtivos e tipologias de sistemas produtivos em unidades de produção (lotes). As equipes técnicas de São Miguel das Missões e São Luiz Gonzaga utilizaram questionários previamente formulados para orientar as entrevistas. O Núcleo Operacional Santana do Livramento adotou dinâmicas dividindo os presentes em dois grupos, um que montou as informações estruturais do assentamento e outro que levantou os sistemas produtivos existentes. No Núcleo Operacional Nova Santa Rita, em alguns assentamentos foram definidos grupos compostos por lideranças e jovens para realizar as coletas de dados. Os Núcleos Nova Santa Rita, Pinheiro Machado e São Miguel das Missões vários assentamentos realizaram, também, reuniões nos grupos, bolsões e núcleos de base para aprofundar o debate e o levantamento das informações. Os Núcleos Tupanciretã, Candiota, Santana do Livramento e Eldorado do Sul realizaram, após as reuniões e assembléias, visitas aos “agricultores tipo”1 para qualificar as informações dos sistemas produtivos. Organização de dados secundários Além da organização dos dados secundários com base nos materiais fornecidos pelo INCRA e pelo Departamento de Desenvolvimento Agrário da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio do Rio Grande do Sul (DDA-SEAPPA), dos dados disponíveis em sites da internet, as equipes realizaram visitas às prefeituras e outros órgãos públicos para qualificar esses dados. 1 Refere-se à metodologia de “Sistemas Agrários” que procura “tipificar” os agricultores, ou seja, identificar as unidades de produção que seriam modelos representativos dos sistemas produtivos dos assentamentos. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 16 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Validação dos diagnósticos A validação dos diagnósticos foi realizado junto às famílias em reuniões das coordenações e em assembléias. Além da apresentação e debate em torno do diagnóstico, em muitos casos foram elencadas as principais demandas internas para dar início à confecção dos Planos e Programas e Pautas Qualificadas de Reivindicação. 3.2.2. Planos e programas Houve rodadas de reuniões com as coordenações dos assentamentos, assembléias e diálogos com lideranças para elaborar os Planos e Programas. Nestas reuniões o debate iniciava do que havia sido discutido na Validação do Diagnóstico, ou de uma síntese do diagnóstico construído. A partir desta apresentação refletiu-se sobre os Eixos de Trabalho (Planos) e sobre as demandas (Pauta Qualificada de Reivindicação). Em alguns casos foram elaborados Programas nestas mesmas reuniões. Em sua maioria, as equipes técnicas elaboraram propostas de Programas e em novas reuniões dialogaram com as coordenações, lideranças, grupos de produção e/ou assentados reunidos em assembléias sobre os tópicos dos Programas (ações e atividades, prazos e responsáveis). O Núcleo de Santana do Livramento trabalhou com a metodologia da Matriz Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA), em reuniões com as coordenações. Após a formulação deste relatório final, as equipes técnicas foram a campo, como meta pactuada no contrato de prestação de serviço, para avaliar e ajustar os planos e programas estabelecidos. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 17 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 4. CARACTERIZAÇÃO DO ASSENTAMENTO 4.1. Geral • Denominação do imóvel: Projeto de Assentamento Apolônio de Carvalho. • Código SNCR: • Processo de desapropriação: • Processo do projeto de criação: • Data da criação: 27-12-2007. • Código SIPRA: RS1015000 4.2. Específica • Área total do projeto: 943,20 • Número de famílias assentadas: 72 famílias. • Área média dos lotes: 12 hectares. • Número de módulos fiscais: 68,06. • Município: Eldorado do Sul/RS • Zoneamento agroecológico: O zoneamento agrícola (SA/RS, 1978) aponta como culturas preferenciais para o município de Eldorado do Sul: arroz irrigado, alfafa (à oeste), citrus (laranja e bergamota, à leste; bergamota e limão, à oeste), sorgo, forrageiras de clima temperado (aveia, azevém, centeio, etc.). • Áreas de preservação permanente: • Áreas de preservação permanente preservada (mata nativa): • Áreas de preservação permanente a recuperar: • Área de reserva florestal legal exigida por lei: • Área de reserva florestal legal averbada: Zero. • Capacidade de assentamento do imóvel em termos das famílias: 72 famílias. • Área média das parcelas: 12 hectares. • Número de famílias atual x capacidade de assentamento prevista a portaria de criação: 67 famílias hoje X 72 famílias previstas. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 18 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 5. DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DO ASSENTAMENTO 5.1. Localização e acesso O município de Eldorado do Sul localiza-se na região leste do Estado do Rio Grande do Sul, na microrregião Porto Alegre e dista 10 km de Porto Alegre. Limita-se norte com Charqueadas e Triunfo, a leste com Porto Alegre, ao sul com Guaíba, a sudoeste com Mariana Pimentel e a oeste com Arroio dos Ratos. Pertence ao Corede Metropolitano Delta do Jacuí e enquadra-se na divisão fisiográfica do Estado na região Depressão Central. O acesso ao município se dá pela BR 290 e a BR 116 conforme Figura 1 (INCRA, 2007, p. 3). Figura 1: Localização do município de Eldorado do Sul no Estado do Rio Grande do Sul. Fonte: INCRA, 2007, p. 3. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 19 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Distâncias em relação ao Centro de Eldorado do Sul: • Porto Alegre:12km • Guaíba: 15 km • Caxias do Sul: 140 Km • Santa Maria: 280 km • Pelotas: 240 km • Osório: 110 km 5.2. Características do meio natural 5.2.1. Geologia O município de Eldorado do Sul está inserido predominantemente no Domínio Morfoestrutural dos Depósitos Sedimentares. O sul-sudoeste do município, entretanto, encontra-se no contato com o Domínio Morfoestrutural de Complexos graníticos e situase na região geomorfológica da Depressão Central Gaúcha no contato com a região geomorfológica do Planalto Sulriograndense (IBGE, 1986). O substrato rochoso (Figura 2) é constituído de rochas vulcânicas intrusivas do Grupo Cambaí, formado por migmatitos e granitos associados e pelo granito Canguçú. Depósitos sedimentares do Quaternário, relacionados à Formação Chuí e de Aluviões Recentes, constituem os principais materiais dos quais se formaram os solos deste projeto de assentamento (RIO GRANDE DO SUL, 1974). De granito originaram-se os solos localizados na agrovila do projeto. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 20 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 2: Mapa geológico da região onde se situa o município de Eldorado do Qc Yb PRÉ- PEC CAMBRIANO Qr QUATER-NÁRIO Sul. Sedimentos fluviais atuais e ALUVIÕES sub-atuais: cascalhos, areias, argilas FORMAÇÃO CHUÍ Areias e argilas fluviais e praiais Migmatitos e granitos associados GRUPO CAMBAÍ Granito Canguçú Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 21 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 5.2.2. Relevo O relevo regional em que se enquadra o município de Eldorado do Sul varia de plano a forte ondulado, o que é característico no contato da Depressão Central Gaúcha com o Planalto Sul-riograndense. As altitudes no município variam de 1 m até cerca de 250 m, com declividades acentuados, estando as áreas mais declivosas geralmente associadas às encostas das partes mais altas situadas a sul e sudoeste do município, enquanto que as planícies, com relevo suave ondulado a plano, ocorrem ao longo dos cursos d’água, principalmente na planície do rio Jacuí e Lago Jacuí. 5.2.3. Rede de drenagem A rede de drenagem regional apresenta um padrão predominante dendrítico a subdentrítico, distribuída em duas bacias hidrográficas: à do Lago Guaíba e à do Baixo Jacuí, pertencentes à região hidrográfica do Guaíba, de acordo com o Departamento de Recursos Hídricos (DRH) do Estado do Rio Grande do Sul. Ao longo dos cursos d’água secundários existem pequenos açudes. A Figura 3 mostra a rede de drenagem superficial da região e do município de Eldorado do Sul, com base nas cartas topográficas em escala 1:250.000 da região. O projeto de assentamento Colonia Nonoaiense localiza-se na porção sul do município, vinculado à bacia hidrográfica do Lago Guaíba, mais especificamente na sub-bacia do arroio do Conde, que divide o município com o de Guaíba; enquanto que parte do arroio dos Ratos constitui a divisa do município com Charqueadas e com o município de Arroio dos Ratos, na sua porção oeste. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 22 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 3. Rede de drenagem da região do município de Eldorado do Sul Fonte: INCRA, 2007. 5.2.4. Solos No relatório ambiental do Assentamento São Pedro (INCRA, 2007) aparece registrado que as principais classes de solos que ocorrem na região são os Argissolos (aproximadamente 52% do território) e Planossolos (cerca de 37% do território). Com menor expressão encontra-se ainda Neossolos (cerca de 7% do município). Os Neossolos litólicos ocorrem predominantemente nas áreas forte onduladas no extremo sudoeste da região, enquanto que os Neossolos flúvicos nos albardões do Rio Jacuí. Os Argissolos, predominantemente vermelhos, ocorrem nas coxilhas onduladas situadas ao sul e sudoeste da região. Nas áreas planas, de cultivo de arroz, além dos Planossolos, também são encotrados Gleissolos e Plintossolos, este último em superfícies ligeiramente mais elevadas e melhor drenadas que as planícies. Os Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 23 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gleissolos e Plinossolos, por restrição de escala, não foram representados nos mapas de solos citados 5.2.5. Clima Com base no período 1968-1990 do Banco de Dados da Fepagro (Fepagro, 2005), e na estação meteorológica de Guaíba, atualmente localizada no município de Eldorado do Sul, com coordenadas 30°04’25”Se 51°43’42”W e altitude de 46 metros; registra uma temperatura média anual de 18,5°C, tendo em janeiro e fevereiro seus meses mais quentes, com temperatura média de 24,1°C, e em junho seu mês mais frio, com temperatura média de 12,8°C. A precipitação total anual é de 1.335 mm, não havendo grandes diferenças de distribuição entre as estações do ano. A diferença entre a estação mais seca, o verão e a mais chuvosa, o outono, é de apenas 53 mm. O mês que registra a maior precipitação é junho, com 159 mm e o de menor precipitação é dezembro, com 91 mm. Esses valores quando submetidos à classificação proposta por Köppen (1948), indicam um clima do tipo Cfa. Esse tipo climático é característico das regiões de menor altitude do Estado, evidenciando condições subtropicais, com verões quentes de temperaturas médias superiores a 22°C, invernos amenos de temperatura superior a 3°C e distribuição uniforme de precipitação ao longo do ano.. O curso médio do balanço hídrico climático calculado pelo método de Thorthwaite e Mather (Cunha, 1992), para uma capacidade de armazenamento de 75 mm,indica a existência de um déficit hídrico de 36 mm entre os meses de dezembro e fevereiro, sendo janeiro o mês mais crítico, com um déficit de 16 mm. A associação entre as altas temperaturas destes meses, a diminuição dos índices de precipitação e a média capacidade de armazenamento de água no solo explicam a ocorrência desta indisponibilidade de água no verão. Durante o período de maio a novembro há excedente hídrico e nos meses de março e abril não há déficit nem excesso. A soma do excedente no ano resulta num saldo de 474 mm. Junho e agosto são os meses de maior excedente, respectivamente com 131 e 90 mm, justificados pelas baixas temperaturas desta época do ano e precipitação mais elevada. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 24 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 5.2.6. Vegetação No município de Eldorado do Sul encontram-se três regiões fitoecológicas, segundo IBGE (1986), sendo elas a Região Fitoecológica da Floresta Estacional Semidecidual, da Savana1 e das Áreas das Formações Pioneiras (Figura 4). O município possuía, originalmente, 49,7% de Áreas de Formações Pioneiras, 48,9% de Estepe e 1,4% de Floresta Estacional Semidecidual, (Hasenack & Cordeiro, 2006). As Áreas das Formações Pioneiras deste município têm influência fluvial ou lacustre, a Estepe do tipo gramíneo-lenhosa, e a Floresta Estacional Semidecidual do tipo aluvial ou submontana. Quanto à vegetação, a Depressão Central é uma região mista (Rambo,1956). Recebe influência pouco sensível da vegetação do litoral à leste com alguns representantes das restingas. À oeste recebe influência pouco sensível dos campos limpos e secos da Campanha. As duas principais influências que a vegetação da Depressão Central recebe são: da Serra do Sudeste na margem meridional do rio Jacuí e da vegetação da Serra Geral ao norte do mesmo rio. Ainda segundo Rambo (1956), na porção sul do rio Jacuí predomina o campo seco, devido àproximidade com a Serra do Sudeste, repartido por pequenas faixas de matas de galeria e pequenas porções de mata brejosa. Estas matas de galeria assemelham-se muito àquelas da região da Campanha. No lado norte do rio Jacuí também aparece o mosaico de campos, com matas de galeria nas baixadas.. Na região de inundação do rio Jacuí aparecem os juncais e a mata brejosa. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 25 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 4. Regiões fitoecológicas de Eldorado do Sul Fonte INCRA/RS, 2007. Na região das estepes (savana) da Depressão Central, segundo IBGE (1986) dominam gramíneas como Andropogon lateralis (capim-caninha), Paspalum notatum (grama-forquilha), Axonopus compressus (gramatapete-verde), Axonopus fissifolius (grama-jesuíta), Aristida pallens (barba-de-bode), Eryanthus angustifolius (macegaestaladeira), gramíneas mesotérmicas hibernais, como Briza spp., Stipa spp, Piptochaeta spp. e muitas outras gramíneas, ciperáceas, umbelíferas e compostas, que formam agrupamentos muito variados. A Savana (IBGE, 1986) é a formação que cobre maior superfície no RS. Na Depressão Central Gaúcha a Savana está localizada sobre terrenos suave ondulados a ondulados, em altitudes máximas de 300m. Quanto à vegetação florestal Rambo (1956) distingue diversas, sendo as principais formações : matas de galeria, os capões e os parques. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 26 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho As matas de galeria da Depressão Central são mais ricas em espécies e mais volumosas em extensão do que aquelas da Campanha e da Serra do Sudeste, devido à proximidade com a mata virgem da Serra Geral (Floresta Estacional Decidual) e ao solo pantanoso de grandes trechos das margens dos rios e arroios. Nestas florestas são características as seguintes espécies: salgueiro (Salyx humboldtiana), leiterinho (Sebastiania brasiliensis), branquilho (Sebastiania commersoniana), batinga (Eugenia ramboi), sarandi (Sebastiania schottiana), maricá (Mimosa bimucronata), jerivá (Syagrus romanzoffiana), angico-vermelho (Parapiptadenia rigida), chal-chal (Allophylus edulis), aguaí-mata-olho (Pouteria gardneriana), ingá-de-beira-de-rio (Ingá vera) além de muitas outras. Na região leste da Depressão Central as matas de galeria são enriquecidas com muitas espécies atlânticas que tem aí seu limite de distribuição austral, como por exemplo: canela-ferrugem (Nectandra oppositifolia), guaricana (Geonoma schottiana), ipê-amarelo-da-várzea (Tabebuia umbellata), e outras. Os capões são manchas de mata delimitadas pelo campo por todos os lados. Na sua borda são características espécies heliófitas e xerófitas das formações parque, como a aroeira-salsa (Schinus molle) e a assobiadeira (Schinus polygamus), além de espécies arbustivas principalmente vassouras da família Asteraceae e trepadeiras como o rasga-canela (Dioscorea campestris). Ocorrem também muitas espécies de ampla distribuição que não são seletivas nem de lugares secos nem úmidos, como chá-debugre (Casearia sylvestris), mamica-de-cadela (Zanthoxyllum rhoifolium), camboatávermelho (Cupania vernalis), entre outros. Mais para o interior, aparecem espécies mais características da mata virgem da Serra Geral, como o cedro (Cedrela fissilis), a cangerana (Cabralea canjerana), o louro (Cordia trichotoma), canelas (Ocotea spp e Nectandra spp.). O parque na Depressão Central tem como principal espécie a aroeira-salsa (Schinus molle) disseminada pelo campo, isolada, junto a formações arbustivas, na beira dos capões, ou acompanhada pelo chá-de-bugre (Casearia sylvestris), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), o branquilho (Sebastiania serrata), o esporão-de-galo (Celtis sp.) entre outras. Outro componente importante na região é a vegetação aquática, que pode ser flutuante ou fixa em áreas rasas próximas à margem. Encontra-se principalmente nas Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 27 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho partes sem correntezas dos rios, em curvas ou margens com bancos de sedimentação. As espécies mais características da vegetação flutuante são o aguapé (Eichornia crassipes), o repolho-d’água (Pistia stratiotes), Salvinia sp., Azolla sp., enquanto que as espécies mais características da vegetação aquática enraizada na margem são: o chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus), Sagittaria montevidensis, Regnelidium diphyllum, entre muitas outras. Os prados úmidos são porções próximas à margem dos rios, e que podem ser inundadas sem reterem água em estagnamento. As gramas são muito baixas e verdes. Deste local também são característicos os maricazais, formação quase homogênea formada pelo maricá (Mimosa bimucronata), que pode aparecer em formação parque ou em densos agrupamentos. Os banhados ou pantanais possuem como característica a dominância de espécies de gramíneas, ciperáceas, o gravatá-do-banhado (Eryngium pandanifolium), a margarida-do-banhado (Senecio bonariensis), a taboa (Tipha dominguensis). Aparecem numerosos indivíduos de corticeira-do-banhado (Erythrina crista-galli), espalhados pelos charcos. 5.2.7. Fauna A mastofauna (mamíferos) nesta região, devido ao intenso uso e ocupação humana, é constituída por espécies tolerantes a este panorama. Do grupo dos Marsupiais, o gambá de orelha branca (Didelphus albiventris) é o mais conhecido na região. Entre o grupo dos Xenarthos (tatus e tamanduás), ocorrem o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), mulitinha – orelhudo (D. Hybridus), mulita (D. septencintus) e o tatu – peludo (Euphractus sexcinctus). O tamanduá mirim (Tamandua tetradactula) é o mais comum da família Mirmecophagidae, encontrado na região, apesar de muito esporadicamente também aparecer o tamanduá – bandeira (Myrmecophaga tridactyla). Quanto aos primatas, este grupo é representado pela espécie Alouatta guariba clamitans (bugio-ruivo) (PRINTES et al., 2001), atualmente ameaçada de extinção no estado (FONTANA et al, 2003). A Ordem Carnivora é representada por quatro famílias : CANIDAE, MUSTELIDAE, PROCYONIDAE e FELIDAE. O lobo guará (Chrysocyon brachyurus) é o representante deste grupo incluso na categoria ameaçada de Extinção Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 28 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho no RS. O graxaim-do-campo (Lycalopex gymocercus) e o graxaim-do-mato (Cerdocyon thous), também ocorrem com freqüência. Sete das oito espécies da família FELIDAE registradas no Rio Grande do Sul apresentam possibilidade de ocorrência na Depressão Central: puma (Puma concolor), gato-mourisco (Puma yagouaroundi), gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), gatomaracajá (Leopardus Wiedii), gato-do-mato-grande (Oncifelis geoffroyi), gato palheiro (Oncifelis colocolo) e jaguatirica ( Leopardus pardalis). Essas espécies perduraram após a intensificação dos processos de eliminação dos hábitats, porém são registradas esporadicamente. Da família MUSTELIDA, o furão (Galictis cuja) e o zorilho (Conepatus chinga) são de ocorrência comum em quase todas as regiões do estado. Nos curso d’água ocorre a lontra (Lontra longicaudis) e irara (Eira Barbara), mas esta última de ocorrência muito limitada (Fontana et al, 2003). Além disso, uma grande variedade de espécie de peixes, de cágados e outras espécies ocorre nos cursos d’água. Da família CERVIDAE estão presentes o veado-catingueiro (Mazama gouazoupira), o veado mateiro ( Mazama americana) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus ), esta última tipicamente campestre e criticamente ameaçada de extinção no estado (Fontana et al 2003). No grupo dos roedores podemos destacar a ocorrência da capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), ratão-do-banhado (Myocastor coypus), o tuco-tuco (Ctenomys torquatus) e a paca ( Cuniculus paca), esta última em perigo de extinção. As aves nativas são representadas por uma grande variedade de espécies, sendo que as garças, biguás, marrecas, entre outras, encontram-se em grandes bandos nas áreas de cultivo de arroz. 5.3. Diagnóstico sócio-econômico do município 5.3.1. População Em 2007, foram contabilizados 31.316 habitantes no município de Eldorado do Sul (IBGE, 2009g), o que resultou em uma densidade demográfica de 61,4 habitantes Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 29 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho por km². Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2000, 30% dos habitantes viviam no meio rural enquanto 70% estavam no meio urbano (IPEA, 2009). Conforme o Gráfico 1, de 1991 até 2007, a população cresceu 77%. Porém, tem ocorrido uma leve queda nas taxas de crescimento. Observando a variação da população rural e urbana de 1991 a 2000, pode-se se afirmar que o aumento da população residente em Eldorado do Sul se deve tanto ao aumento da população urbana quanto rural, ainda que a variação da população urbana tenha sido mais elevada. A distribuição da renda no município está representada no Gráfico 3, indica de concentração da riqueza muito parecida com a Rio Grande do Sul, em 2000, conforme os Gráficos 4 e 5. Em Eldorado do Sul, 70,29% da população encontra-se no nível de renda que vai desde sem renda até 2 salários mínimos, enquanto que no Rio Grande do Sul a porcentagem de população no mesmo nível de renda é de 67,94%. Gráfico 1: Evolução populacional do município de Eldorado do Sul, entre 1991 e 2007. 35000 nº de habitantes 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 1991 1996 2000 2007 evolução populacional Fonte: IBGE, 2009d, 2009e, 2009f e 2009g. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 30 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 2: População residente no meio rural e urbano do município de Eldorado do Sul entre 1991 e 2000. 30000 nº de habitantes 25000 20000 15000 10000 5000 0 1991 1996 População residente rural 2000 População residente urbana Fonte: IPEA, 2009. Gráfico 3: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do município de Eldorado do Sul, em 2000. m ai s de 20 20 e sd m ai m ai s de 5 10 a a 10 5 m ai s de 3 a m ai s de 2 1 de m ai s a 3 2 a 1 at é se m re nd im en to nº de habitantes nº de habitantes por faixa de renda 9.000 8.000 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 salários Fonte: IBGE, 2009e. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 31 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 4: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do município de Eldorado do Sul em 2000 (%). 38,41 17,09 14,90 10,17 9,54 6,50 20 20 de m ai s m ai s de de m ai s 10 a 5 3 de m ai s 1,11 a 10 5 a 3 a 2 m ai s de 1 se m m ai s de re nd im at é a 1 2 2,29 en to % da população proporção de habitantes por faixa de renda 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 0,00 salários Fonte: IBGE, 2009e. ,98 44 4 2 1, 8 20 ma is de 0 a2 10 de is ma ma is de 5a 3a de ma is de is ma 10 5 3 2a 2 ma is de 1a at é en se m re nd im 1 3 ,5 2 8, 8, 8 9, 4 4 15 17 ,93 ,04 34 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 0,00 to % pop ulação Gráfico 5: Renda dos habitantes com idade maior que 10 anos do Rio Grande do Sul em 2000 (%). Renda (nº de salários) Fonte: IBGE, 2009e. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 32 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 5.3.2. Economia Histórico O município de Eldorado do Sul foi criado em 8 de junho de 1988. Porém, sua historia começa na metade do século XVIII, quando foi ocupado por estancieiros açorianos pertencentes ao grupo pioneiro Jerônimo de Ornellas. Em 1930 a região a margem direita do Guaíba começou a ser ponto turístico como balneário e também um meio de transporte para se chegar a capital. Em 1960 surgiu o balneário de Sans Souci graças a colonizadores alemães. Até essa data a região era composta por propriedades particulares que se dedicavam à pecuária e produção de arroz. Nesse período as áreas começaram a serem fracionadas em chácaras e lotes menores e assim vendidas com fins de moradia. Nos anos 70 houve aumento na procura dessas áreas dando origem a Vila Medianeira. O crescimento populacional foi intenso na década de 70 até inicio de 80 e após muitas reivindicações em 1985 começaram os trabalhos de emancipação buscando melhorias para os bairros, Medianeira, Itaí, Bom Retiro, Sans Souci, Picada e Guaíba Country Club. O nome do município significa Terra Do Ouro e hoje possui na sua economia, a indústria, 242 contribuintes, o comércio, 3599 contribuintes e autônomos, 8334 contribuintes. O município de Eldorado do Sul ainda conta com a produção da agricultura familiar e de assentamentos, com produção basicamente de arroz irrigado, leite, hortaliças, acácia e produtos de ciclos curtos e destinados a alimentação das famílias e vendendo o excedente. Existe uma concentração de grandes granjas produtoras de arroz convencional, há muito tempo, o carro chefe da agricultura do município. Produto Interno Bruto No ano de 2006, o município de Eldorado do Sul apresentou um PIB de R$ 754.083.000,00 e um PIB per capita de R$ 21.961,00 (IBGE, 2009l). O PIB do município, em 2006, foi composto conforme o Gráfico 6. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 33 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 6: Composição do PIB do município em 2006. Composição do PIB 12% 2% 30% 56% Valor adicionado na agropecuária Valor adicionado na Indústria Valor adicionado no Serviço Impostos sobre produtos líquidos de subsídios Fonte: IBGE, 2009l. Atividades Econômicas As seções de classificação de atividades econômicas do município estão descritas na Tabela 1. Para identificar as principais atividades econômicas do município, apresenta-se na Tabela 1, além do pessoal ocupado, o coeficiente locacional. O coeficiente locacional (QL) “indica a concentração relativa de uma determinada indústria numa região ou município comparativamente à participação desta mesma indústria no espaço definido como base” (SUZIGAN et al 2003, p. 46)2. No caso da Tabela 1 indica a concentração relativa do pessoal ocupado em determinada seção de atividades econômicas no município de Eldorado do Sul comparativamente à 2 Passos do cálculo do QL em Suzigan et al (2003, p. 46). Em suma o coeficiente locacional indica o grau de concentração do pessoal ocupado nas diferentes atividades econômicas o que pode ser um indicador de especialização nesta atividade. Um QL igual a 1 indica que relativamente ao espaço base, não há concentração relativa, ou seja o município possui a mesma proporção de pessoas ocupadas nesta atividade que o Estado. Um QL elevado indica especialização setorial (nos caso de análise de setores industriais) ou concentração de pessoal ocupado relativamente ao espaço base e, inversamente um QL abaixo de 1 indica que o município é menos especializado em determinada atividade do que a média do Estado. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 34 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho concentração do pessoal ocupado nas seções de atividade econômica no Estado do Rio Grande do Sul. Como se pode observar, o município de Eldorado do Sul apresenta concentração de pessoal ocupado relativamente maior que o Estado do Rio Grande do Sul nas seções de atividade: Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas; Transporte, armazenagem e comunicações; Indústrias de transformação; e Indústrias extrativas. Tabela 1: Pessoal ocupado e coeficiente locacional das seções de classificação de atividades do município de Eldorado do Sul3. Seção de classificação de atividades A Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal B Pesca C Indústrias extrativas D Indústrias de transformação E Produção e distribuição de eletricidade, gás e água F Construção G Comércio; reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos H Alojamento e alimentação I Transporte, armazenagem e comunicações J Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados K Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas L Administração pública, defesa e seguridade social M Educação N Saúde e serviços sociais O Outros serviços coletivos, sociais e pessoais P Serviços domésticos Q Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais Pessoal ocupado QL 26 28 2749 11 215 1345 180 704 0,28 1,21 1,25 0,21 0,35 0,57 0,55 1,45 33 3111 962 36 24 102 - 0,18 3,82 0,69 0,13 0,07 0,29 - Fonte: Elaboração com base em IBGE, 2009b e Suzigan et al, 2003. A partir de dados da Rais 2000, a Redesist (2009) apresenta o QL em termos de número de estabelecimentos/unidades locais para indústrias extrativas e de transformação, conforme Tabela 2. Estes dados indicam especialização espacial relativa do município, para o ano de 2000, nos setores de Óleos vegetais, Rações, 3 Os dados com menos de 3 (três) informantes estão desidentificados com o caracter X. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 35 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Eletrônicos e de comunicação, Arroz, Celulose e papel, Máquinas, equipamentos e instalações e Outros produtos minerais não metálicos. Tabela 2: Coeficiente locacional dos setores da Indústria extrativa e de transformação do município de Eldorado do Sul. Setores de atividades – Ind. Extrativa e de Transformação Óleos Vegetais Rações Eletrônicos e de Comunicação Arroz Celulose e Papel Máquinas, Equipamentos e Instalações Outros Produtos Minerais Não Metálicos Extração Minerais Não Metálicos Plásticos Produtos Diversos Outros Produtos Metalúrgicos Borracha Outras Indústrias Alimentares Automobilística Produtos Químicos Diversos Metalurgia de Não Ferrosos Siderurgia Cimento Calçados Madeira QL 66.56 33.37 6.47 6.23 4.83 4.61 2.54 0.94 0.78 0.30 0.19 0.15 0.07 0.07 0.05 0.03 0.02 0.02 0.01 0.01 Fonte: Redesist, 2009. Zoneamento agroecológico Segundo a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (1994 apud INCRA, 2007, p. 8), o zoneamento agrícola aponta como culturas preferenciais para o município arroz irrigado, alfafa (à oeste), citrus (laranja e bergamota, à leste; bergamota e limão, à oeste), sorgo, forrageiras de clima temperado (aveia, azevém, centeio, etc). É tolerado o cultivo de da alfafa (à leste), cebola, alho, citrus (limão, à leste; laranja, à oeste), mandioca e soja. Entretanto, o déficit hídrico pode ser um empecilho para culturas de verão não irrigadas. O município é considerado marginal para as culturas tradicionais como fumo (em grande parte, exceto à sudeste, onde é inapto), feijão, milho, pessegueiro e trigo (à oeste), e inapto para abacaxi, banana, batatinha, trigo (à leste), videiras americana e européia. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 36 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Atividades Agropecuárias As principais atividades agropecuárias do município de Eldorado do Sul foram consideradas sob três aspectos, para cada setor agropecuário (pecuária, lavoura permanente, lavoura temporária e, extrativismo e silvicultura): valor da produção4; coeficiente de produtividade por habitantes5 (QPH); e coeficiente de produtividade por área6 (QPA). Na Tabela 3 apresentam-se as quantidades produzidas, o QPH e o QPA da produção pecuária do município de Eldorado do Sul. Pode-se observar que há especialização comparativamente ao Estado do Rio Grande do Sul na produção de bubalinos e de coelhos. 4 O IBGE não apresenta valores monetários para a produção pecuária. O coeficiente de produtividade por habitantes (QPH) está baseado na metodologia do cálculo do QL. A fórmula para seu cálculo é: QPH= (quantidade produzida do produto X no município Y / nº de habitantes do município Y) / (quantidade produzida do produto X no Estado do Rio Grande do Sul / nº de habitantes do Rio Grande do Sul). Por exemplo, um QPH de índice 2 significa dizer que a quantidade produzida por habitantes no município é 100% maior que a mesma relação para o Estado, inversamente, índice 0,5 é equivalente a dizer que a produtividade por habitantes do município é 50% menor do que esta relação para o Estado. 6 O coeficiente de produtividade por área (QPA) está baseado na metodologia do cálculo do QL. A fórmula para seu cálculo é: QPH= (quantidade produzida do produto X no município Y / área do município Y) / (quantidade produzida do produto X no Estado do Rio Grande do Sul / área do Rio Grande do Sul). Por exemplo, um QPA de índice 2 significa dizer que a quantidade produzida por área total do município é 100% maior que a mesma relação para o Estado, inversamente, índice 0,5 é equivalente a dizer que a produtividade por área total do município é 50% menor do que esta relação para o Estado. 5 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 37 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 3: Produção pecuária do município de Eldorado do Sul. Pecuária do município Bovinos - efetivo dos rebanhos Eqüinos - efetivo dos rebanhos Bubalinos - efetivo dos rebanhos Asininos - efetivo dos rebanhos Muares - efetivo dos rebanhos Suínos - efetivo dos rebanhos Caprinos - efetivo dos rebanhos Ovinos - efetivo dos rebanhos Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos Galinhas - efetivo dos rebanhos Codornas - efetivo dos rebanhos Coelhos - efetivo dos rebanhos Vacas ordenhadas - quantidade Ovinos tosquiados - quantidade Leite de vaca - produção - quantidade Ovos de galinha - produção - quantidade Ovos de codorna - produção - quantidade Mel de abelha - produção - quantidade Casulos do bicho-da-seda - produção - quantidade Lã - produção - quantidade Unidade Quantidade cabeças 11.255 cabeças 558 cabeças 394 cabeças cabeças cabeças 172 cabeças 109 cabeças 991 cabeças 7.375 cabeças 1.980 cabeças cabeças 290 cabeças 648 cabeças 883 Mil litros 1.421 Mil dúzias 17 Mil dúzias Kg 12.644 Kg Kg 4.989 QPH 0,27 0,41 1,88 0,01 0,39 0,08 0,02 0,03 1,06 0,15 0,09 0,14 0,02 0,58 0,16 QPA 0,44 0,68 3,07 0,02 0,64 0,14 0,03 0,05 1,73 0,25 0,14 0,24 0,03 0,94 0,26 Fonte: Elaboração a partir de IBGE, 2009k. As principais atividades agrícolas7, em valor, do município em 2008 foram: - Lavoura permanente: Laranja (R$ 141.000,00); - Lavoura temporária: Arroz (R$ 23.080.000,00), Melancia (R$ 1.150.000,00) e Batata-doce (R$ 506.000,00); - Extração vegetal e silvicultura: Madeira em tora (R$ 7.166.000,00); Madeira em tora para papel e celulose (R$ 5.143.000,00) e Madeira em tora para outras atividades (R$ 2.022.000,00). Como se pode observar na Tabela 4, o município de Eldorado do Sul só produz, em termos de lavoura permanente, laranja e não é especializado nesta atividade comparativamente ao Estado do Rio Grande do Sul. 7 Serão apresentados apenas os 3 principais produtos, em valor, de cada categoria, quando houver 3 ou mais produtos em cada categoria que são produzidos no município. São elas: Lavoura permanente, Lavoura temporária (IBGE, 2009) e Extração vegetal e silvicultura (IBGE, 2009). Portanto, podem não aparecer nesta listagem produtos com valor monetário mais acentuados do que os que aparecem em categorias diferentes. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 38 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 4: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da lavoura permanente do município de Eldorado do Sul. Lavoura Permanente do município Laranja QPH 0,36 QPA 0,59 Fonte: IBGE, 2009i. Na Tabela 5, pode-se observar que comparativamente à produção de lavoura temporária do Estado do Rio Grande do Sul, o município de Eldorado do Sul apresenta especialização na produção de melancia, arroz e batata-doce. Tabela 5: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da lavoura temporária do município de Eldorado do Sul. Lavoura Temporária do município Arroz (em casca) Batata – doce Cana-de-açúcar Cebola Feijão (em grão) Fumo (em folha) Mandioca Melancia Milho (em grão) QPH 2,53 1,68 0,11 0,00 0,16 0,06 0,20 3,56 0,01 QPA 4,14 2,74 0,17 0,00 0,27 0,10 0,33 5,83 0,02 Fonte: IBGE, 2009i. A extração vegetal e silvicultura do município de Eldorado do Sul apresenta uma forte especialização, em termos de produtividade comparada com a do Estado do Rio Grande do Sul, na produção de madeira em tora para papel e celulose, madeira em tora e madeira em tora para outras finalidades, conforme a Tabela 6. Tabela 6: Coeficientes de produtividade (QPH e QPA) da extração vegetal e silvicultura do município de Eldorado do Sul. Extração vegetal e silvicultura do município Produtos da Silvicultura - madeira em tora Produtos da Silvicultura - madeira em tora para papel e celulose Produtos da Silvicultura - madeira em tora para outras finalidades QPH 11,72 23,87 5,11 QPA 19,16 39,03 8,35 Fonte: IBGE, 2009j. Agroindústrias rurais No município de Eldorado do Sul pode-se observar que há uma quantidade mais expressiva de agroindústrias rurais que utilizam matérias-primas derivadas da produção Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 39 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho pecuária, destacando-se as agroindústrias de queijo e/ou requeijão, manteiga e embutidos. Há, também agroindústrias de doces e geléias e uma agroindústria aguardente de cana. Tabela 7: Agroindústrias rurais8. Agroindústria Arroz em grão Fubá Café torrado em grão Café torrado e moído Farinha de mandioca Tapioca e/ou goma Algodão em caroço Algodão em pluma Queijo e/ou requeijão Manteiga Aguardente de cana Rapadura Polpa de frutas Doces e geléias Carne tratada Embutidos Carvão vegetal Produtos derivados de madeira Estabelecimentos Produção com matéria-prima Própria (t) 19 4 1 11 1 - Adquirida (t) 8 1 x 3 x - Quantidade vendida (t) 3 x - 7 x - x - x - Valor da produção (1 000 R$) 31 1 x 3 x - Fonte: IBGE, 2009c. As principais linhas de produção dos assentamentos de Eldorado do Sul , são o arroz orgânico e o convencional, a hortas, padarias familiares e a produção de Leite. O arroz orgânico é certificado pela IMO e comercializado através da COOTAP, COOPAT e COOPAN .São essas cooperativas pertencentes aos assentados da região e a dos municípios de Tapes e Nova Santa Rita. Arroz convencional e o arroz orgânico sem certificação é comercializado através de uma empresa parceira aqui da região a Rampinelli. Empresa essa de grande porte com sede em Forquilhinhas/SC, possui uma de suas unidades no município de Eldorado do Sul, relativamente perto do assentamento Padre Josimo, em torno de 2,5 km, do assentamento Colônia Nonoaiense, 2 km e do mais novo assentamento do município, o Apolônio de Carvalho, ficando aproximadamente 9 km de distância. 8 Os dados com menos de 3 (três) informantes estão desidentificados com o caracter X. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 40 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho A Cerealista Forquilhinha, que tem como marca o produto Arroz Rampinelli, compra o arroz convencional de grande parte das famílias assentadas. Segundo as famílias, normalmente esse engenho financia a semente, o adubo e a uréia para as famílias. Esse financiamento é pago no final da safra de produção de arroz. As hortas e padarias familiares (dentro dos assentamentos) comercializam seus produtos no município nas feiras e em Porto Alegre na feira agroecológica. O leite começou a ser recolhido por uma rota própria através da Cootap e hoje entrega por volta de 70mil litros de leite na COSUEL , além dessas empresas algumas famílias entregam para outras empresas e comercializam ainda leite e derivados in natura. As famílias assentadas participam direta ou indiretamente de alguns projetos e programas da região entre eles o Programa Leite Sul, Terra Sol – Somar. Sendo que, através desse está sendo realizado o projeto da construção do silo secador que beneficiará assentados da região. Este será construído no PA Apolônio De Carvalho. Algumas famílias estão na produção da merenda escolar, sendo diversos os produtos a serem entregues, essas famílias formaram grupos dentro dos assentamentos para planejar a produção, bem como a comercialização desses produtos, sendo essas uma grande aposta das famílias assentadas no município de Eldorado do Sul. 5.3.3. Condição do produtor Os dados apresentados no Censo Agropecuário 2006 permitem observar que o município de Eldorado do Sul possui uma proporção de estabelecimentos cujo produtor é assentado sem titulação (12%) muito acima da proporção desta condição de produtor referente ao Estado do Rio Grande do Sul (1,5%). A área ocupada cujo produtor é assentado sem titulação no município de Eldorado do Sul (3,5%), também é maior que a proporção ocupada no Estado (0,8%), no entanto, esta proporção ainda é muito baixa. Conforme Gráficos 7 e 8. A maior parte dos estabelecimentos do município pertencem a proprietários privados (257 estabelecimentos). Somando os estabelecimentos de assentados sem Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 41 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho titulação e ocupantes obtem-se 87, o que representa mais de 22% do número de estabelecimentos, conforme o Gráfico 9. No entanto, a área ocupada por produtores nestas condições é muito baixa (somados representam 4,5% da área ocupada) comparativamente a estabelecimentos cujo produtor está em situação diferente (proprietários, arrendatários e parceiros), conforme o Gráfico 10. Isto pode ser notado com mais clareza no Gráfico 11 que apresenta a área média dos estabelecimentos, pode se notar que, em média, as áreas média ocupadas por proprietários, arrendatários e parceiros, chegam a ser 5 vezes maior que a dos assentados sem titulação, pode se notar também que a área média dos estabelecimentos cujo produtor é ocupante chega a ser irrisória se comparada com a média das demais categorias de estabelecimentos. (%) Gráfico 7: Condição do produtor, segundo o número de estabelecimentos. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 ria óp Pr s n se As do ta se m t ç la it u ão va iti in f de s da r Ar da en Rio Grande do Sul rc Pa ia er O d pa cu as Eldorado do Sul Fonte: IBGE, 2009c. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 42 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho cu pa d as er ia As se n ta do se m tit ul aç ão Ar r O en de Pa rc pr ia Pr ó da da s fi n iti va 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 s (%) Gráfico 8: Condição do produtor, segundo a área ocupada. Rio Grande do Sul Eldorado do Sul Fonte: IBGE, 2009c. Gráfico 9: Número de estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. nº de estabelecimentos Número de estabelecimentos 300 257 250 200 150 100 49 43 50 12 Próprias Assentado sem titulação definitiva Arrendadas Parceria 38 Ocupadas número de estabelecimentos Fonte: IBGE, 2009c. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 43 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 10: Área total ocupada pelos estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. Área ocupada 30 000 24 615 hectares 25 000 20 000 15 000 10 000 5 000 1 012 Próprias Assentado sem titulação definitiva 2 717 553 Arrendadas Parceria 290 Ocupadas área ocupada Fonte: IBGE, 2009c. Gráfico 11: Área média ocupada pelos estabelecimentos em Eldorado do Sul, segundo a condição do produtor. hectares/estabelecimento Área média dos estabelecimentos 120,00 95,78 100,00 80,00 63,19 60,00 46,08 40,00 20,64 20,00 0,13 0,00 Próprias Assentado sem titulação definitiva Arrendadas Parceria Ocupadas área média dos estabelecimentos Fonte: IBGE, 2009c. 5.3.4. Saúde Segundo o IBGE (2009a), em 2005, contabilizava-se 04 estabelecimentos de saúde no município de Eldorado do Sul, todos públicos municipais. Não há leitos hospitalares no município. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 44 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Faltam vários equipamentos hospitalares essenciais no município, como pode ser observado na Tabela 8. Há 04 estabelecimentos com atendimento ambulatorial, todos com atendimento médico em especialidades básicas e atendimento odontológico com dentista e 02 com atendimento médico em outras especialidades, conforme Tabela 9. Há apenas um estabelecimento que presta atendimento emergencial com cinco especialidades (pediatria, obstetrícia, clinica, traumato ortopedia e outros), Tabela 10. Há 04 estabelecimentos que prestam serviço ao SUS Ambulatorial, 1 que presta atendimento emergencial e 1 que oferece leitos para a internação, nenhum oferece serviço para o SUS Emergência. O número de médicos residentes para cada mil habitantes passou de 0,4, em 1991, para 0,64, em 2000. A proporção de médicos residentes (por mil hab.) do município de Eldorado do Sul está abaixo da média do Estado do Rio Grande do Sul, além de ter apresentado uma leve queda enquanto que a do Estado aumentou no período, conforme o Gráfico 12 (IPEA, 2009). Tabela 8: Equipamentos hospitalares no município. Mamógrafo com comando simples Mamógrafo com estéreo-taxia Raio X para densitometria óssea Tomógrafo Ressonância magnética Ultrassom doppler colorido Eletrocardiógrafo Eletroencefalógrafo Equipamento de hemodiálise Raio X até 100mA Raio X de 100 a 500mA Raio X mais de 500mA 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 1 0 Fonte: IBGE, 2009a. Tabela 9: Estabelecimentos de saúde com atendimento ambulatorial. Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com especialidades básicas Estabelecimentos de Saúde com outras especialidades Estabelecimentos de Saúde com odontológico com dentista atendimento ambulatorial total atendimento ambulatorial sem atendimento médico atendimento ambulatorial com atendimento médico em 4 0 4 atendimento ambulatorial com atendimento médico em 2 atendimento ambulatorial com atendimento 4 Fonte: IBGE, 2009a. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 45 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 10: Estabelecimentos de saúde com atendimento emergencial. Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com Estabelecimentos de Saúde com atendimento de emergência total atendimento de emergência Pediatria atendimento de emergência Obstetrícia atendimento de emergência Psiquiatria atendimento de emergência Clínica atendimento de emergência Cirurgia atendimento de emergência Traumato Ortopedia atendimento de emergência Neuro Cirurgia atendimento de emergência Cirurgia Buco Maxilofacial atendimento de emergência Outros 1 1 0 1 1 0 1 0 0 1 Fonte: IBGE, 2009a. Gráfico 12: Médicos residentes no município de Eldorado do Sul para cada mil habitantes. Médicos residentes (por mil habitantes) 0,4 0,35 0,3 0,25 0,2 0,15 0,1 0,05 0 1991 2000 Eldorado do Sul Rio Grande do Sul Fonte: IPEA, 2009. 5.3.5. Educação No município de Eldorado do Sul, em 2008, 98% dos estudantes freqüentavam escolas públicas. Os estudantes do ensino fundamental são os que mais dependem das instituições públicas de ensino. Com relação a alunos por professor, no nível préescolar de escolas privadas a relação é mais alta, porém, no nível fundamental a relação nas escolas públicas é o dobro da relação nas escolas privadas. Não há escolas de ensino médio privadas no município. 97% dos docentes são funcionários das escolas públicas e mais de 94% das escolas são públicas. Não há instituições de ensino superior no município. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 46 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho A relação de alunos matriculados em escolas públicas e privadas pode ser observada no Gráfico 13. O número de docentes em escolas públicas e privadas está apresentado no Gráfico 14. A relação alunos por professor em escolas públicas e privadas, no Gráfico 15. E, o número de escolas públicas e privadas no Gráfico 16. Gráfico 13: Número de alunos matriculados em escolas públicas e privadas em 2008. nº de alunos matriculados 6000 5523 5000 4000 3000 2000 1000 1216 403 114 31 0 0 0 0 Pré-Escola Ensino Fundamental escolas públicas Ensino Médio Ensino Superior escolas privadas Fonte: INEP, 2009a e 2009b. Gráfico 14: Número de docentes em escolas públicas e privadas em 2008. 250 228 nº de docentes 200 150 100 50 45 36 9 2 0 0 0 0 Pré-Escola Ensino Fundamental escolas públicas Ensino Médio Ensino Superior escolas privadas Fonte: INEP, 2009a e 2009b. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 47 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 15: Relação alunos por professor em escolas públicas e privadas em 2008. nº de alunos por professor 30 25 20 15 10 5 0 Pré-Escola Ensino Fundamental escolas públicas Ensino Médio Ensino Superior escolas privadas Fonte: INEP, 2009a e 2009b. Gráfico 16: Escolas públicas e privadas em 2008. 20 18 nº de escolas 18 16 14 12 10 10 8 6 3 4 2 1 1 0 0 0 0 Pré-Escola Ensino Fundamental escolas públicas Ensino Médio Ensino Superior escolas privadas Fonte: INEP, 2009a e 2009b. 5.3.6. Domicílios Condições domiciliares No município de Eldorado do Sul, o número de domicílios aumentou em 66% entre 1991 e 2000. O número de domicílios particulares permanentes e com instalação Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 48 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho elétrica é muito próximo do total de domicílios e apresentou uma variação praticamente igual no período. Já o número de domicílios instalações sanitárias apresentou uma brusca queda, em 1991 representava 35% do total de domicílios e em 2000 não chegou a 1%9 (IPEA, 2009). No Gráfico 17 podem-se observar as condições dos domicílios de Eldorado do Sul. Gráfico 17: Condições domiciliares do município de Eldorado do Sul entre 1991 e 2000. 28000 nº de domicílios 24000 20000 16000 12000 7918 8000 4757 4736 7826 7743 4394 4000 1662 73 0 1991 2000 total dedomicílios dom. particulares permanentes dom. com instalações elétricas dom. com instalações sanitárias Fonte: IPEA, 2009. Padrão de consumo Baseado na metodologia de pesquisa participativa de mercado (ASSUMPÇÃO, 2009, p. 25-32), calculou-se a estimativa de consumo de produtos alimentícios no município de Eldorado do Sul, utilizando dados da POF 2002-2003 e do Censo demográfico de 2000. A estimativa abrange mais de 400 produtos, porém selecionou-se apenas aqueles de maior destaque ou aqueles que são reconhecidos como produtos rotineiros da alimentação. A elaboração desta estimativa deverá servir futuramente para dar parâmetros às famílias para fazerem o planejamento de sua produção. 9 Apesar de que a fonte da informação seja confiável, acredita-se que ela esteja equivocada. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 49 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 11: Estimativa de consumo de produtos alimentícios para o município de Eldorado do Sul. Produtos alimentícios Arroz Milho Feijão Hortaliças folhosas e florais Hortaliças frutosas (inclui cebola e tomate) Cebola Tomate Hortaliças tuberosas (inclui alho, batatas, cenoura e mandioca) Alho Batata inglesa Batata doce Cenoura Mandioca Abacate Abacaxi Banana Goiaba Laranja Limão Mamão Manga Maracujá Melancia Melão Tangerina Caqui Maçã Pêra Pêssego Uva Carnes bovinas de primeira Carnes bovinas de segunda Carnes bovinas outras Carnes suínas com osso e sem osso Carnes suínas outras Carnes de outros animais Pescados de água salgada Pescados de água doce Pescados não-especificados Aves Ovos Leite de vaca fresco Leite de vaca pasteurizado Queijos e requeijão Iogurte Manteiga Mel de abelha tn/ano 379,2 76,4 147,8 51,1 160,2 57,0 53,7 306,9 1,5 129,1 23,3 19,9 105,2 1,5 3,3 112,4 0,0 64,5 1,9 18,4 8,1 0,9 43,1 4,7 30,0 1,7 32,2 1,8 7,7 9,4 55,0 157,6 98,9 80,6 61,3 30,0 6,0 3,6 7,0 243,8 55,9 284,8 490,7 26,6 30,3 2,1 4,7 Fonte: Elaboração a partir de Assumpção, 2009, IBGE, 2009e e 2009h Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 50 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 5.3.7. Políticas públicas Bolsa família Segundo o IPEA (2009), em Eldorado do Sul, o número de famílias beneficiadas, em dezembro, com transferências de renda pelo Programa Bolsa Família passou de 1377, em 2006, para 1297, em dezembro de 2007, caindo para 1122, em dezembro de 2008. As transferências são mensais, assim como as variações no número de famílias, mas os dados apresentados no IPEADATA referem-se somente às famílias beneficiadas no mês de dezembro de cada ano de referência. Já valor nominal total, em dezembro, dos benefícios de transferência de renda pelo Programa Bolsa Família aumentaram 13,3% entre 2006 e 2008. Em dezembro de 2008 o valor médio pago por beneficiário foi de R$ 80,49. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS, 2009) divulgou que em maio de 2009, no município de Eldorado do Sul, 1160 famílias foram beneficiadas pelo Programa Bolsa Família e o valor total nominal dos benefícios foi de R$ 94.940,00, 5% maior do que valor nominal total de dezembro de 2008. Neste período o valor médio pago por beneficiário também foi de R$ 81,84. Proger Os Programas de Geração de Emprego e Renda (PROGER) são um conjunto de linhas especiais de crédito que tem por objetivo gerar e manter emprego e renda. Faz parte do Programa do Seguro-Desemprego, complementando outras ações integradas da Política Pública de Emprego, como a qualificação profissional e a intermediação ao emprego. Os recursos são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, e este, por sua vez, advém, em sua maioria, das contribuições devidas ao PIS e ao PASEP. O relatório estatítico do PROGER para o município de Eldorado do Sul para o ano de 2007 está apresentado na Tabela 12. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 51 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 12: PROGER no município de Eldorado do Sul em 2007. Agente BB Programa Modelo de financiamento FAT-GIRO RURAL Capital de Giro BB BB BB BB BB BB BB BB FAT-MATERIAL DE CONSTRUÇÃO PROGER URBANO PROGER URBANO PROGER URBANO PROGER URBANO PROGER URBANO PROGER URBANO PRONAF PRONAF BB PRONAF BB PRONAF Aquisição de mat. de constr. Capital de Giro Capital de Giro Capital de Giro Investimento Investimento Investimento Custeio Agrícola Custeio Pecuário Investimento Agrícola Investimento Pecuário Investimento Agrícola Capital de Giro Capital de Giro Investimento BB BNDES PRONAF CAIXA CAIXA CAIXA Total PROGER URBANO PROGER URBANO PROGER URBANO Público Alvo Qtd de operações Coop e assoc. de prod. Pessoas físicas PMEs PMEs PMEs PMEs PMEs Professores PMEs PMEs Valor contratado 1 2.226.885,00 20 24.628,31 65 30 42 3 3 1 17 11 150.742,65 61.146,32 31.209,77 118.184,00 98.436,08 2.965,00 34.136,00 17.534,00 PMEs 11 99.000,00 PMEs 1 6.000,00 PMEs 1 14.959,82 PMEs PMEs PMEs 1 1 1 209 29.960,00 11.207,53 89.703,21 3.016.697,69 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2009) Como se pode observar através da Tabela 12, há uma desigualdade nas linhas de crédito dos programas de geração de emprego e renda. De um total de 209 operações, uma delas foi beneficiada com financiamento que corresponde a 74% do total de recursos do FAT para o município. 5.3.8. Indicadores de pobreza e desigualdade O índice de Gini10 do município de Eldorado do Sul, que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita, era 0,42 em 2003 (IBGE, 2009e e 2009h). O índice de desenvolvimento humano 10 “Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula)”. Disponível em http://www.pnud.org.br/popup/pop.php?id_pop=97. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 52 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho (IDH)11 do município de Eldorado do Sul era 0,74 em 1991, que corresponde a um nível médio de desenvolvimento, já em 2000 o IDH passou a ser de 0,803, considerado como um alto grau de desenvolvimento, conforme o Gráfico 18. Gráfico 18: Índice de Desenvolvimento Humano do Município de Eldorado do Sul. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,81 0,8 0,79 0,78 0,77 0,76 0,75 0,74 0,73 0,72 0,71 0,7 0,803 0,74 1991 2000 Fonte: IPEA, 2009. 11 “É obtido pela média aritmética simples de três subíndices, referentes a Longevidade (IDHLongevidade), Educação (IDH-Educação) e Renda (IDH-Renda)”. “Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes: a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um”. Disponível em http://www.pnud.org.br/idh/. “O IDH até 0,499 expressa baixo desenvolvimento humano. Índices entre 0,5 e 0,799 são considerados de médio desenvolvimento humano. IDH superior a 0,8 indica desenvolvimento humano alto.” Disponível em http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=71308. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 53 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6. DIAGNÓSTICO DO PROJETO DE ASSENTAMENTO 6.1. Localização do projeto de assentamento Figura 5. Localização do P.A. Apolonio de Carvalho, em Eldorado do Sul/RS Fonte: Elaboração COPTEC. 6.2. Diagnóstico do meio natural 6.2.1. Solos e aptidão de uso agrícola das terras O mapa da Figura 6 mostra que as terras das classes III/ IV e a IVa de aptidão de uso agrícola, que com maior ou menor intensidade permitem uso com culturas anuais, ocupam a maior área do imóvel, ou seja 898,53 ha (94,41%). A classe IIIa ocorre em áreas ligeiramente mais elevadas sob Plintossolos e Planossolos Plinticos, onde foram colocadas as sedes dos lotes. Além disso, estas terras são aptas para cultivos de sequeiro. Na classe IVa, que ocorre na planície, ou seja várzea, são encontrados em formação complexa Planossolos e Gleissolos, utilizados para o cultivo Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 54 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho de arroz irrigado, sendo que toda área foi sistematizada. A classe Vi ocorre ao longo de pequena sanga, podendo ser utilizada com culturas permanentes como pastagem ou reflorestadas, de preferência com espécies nativas. Ela ocupa 38,22 ha ou seja 4,02% da área. A classe VIII L, que ocorre ao longo da sanga e que ocupa 14,96 ha ou 1,57 % da área é de preservação permanente. O Quadro-Guia com os critérios de avaliação das classes de aptidão de uso das terras e a descrição destas classes são apresentados na Tabela 2 e 3. O conceito geral das classes é baseado em KLINGEBIEL & MONTGOMERY, 1961 e em LEPSCH et al, 1983. 6.2.2. Relevo O relevo do imóvel é plano, encontrando-se superfícies ligeiramente mais elevadas, com drenagem imperfeita, não indundáveis em períodos prolongados de chuva, alternadas com superfícies planas, mal drenadas, com possibilidade de estagnação de água em períodos chuvosos. Estas últimas indicadas para lavouras de arroz irrigado. Portanto, alguns lotes tiveram que ser divididos em duas partes, uma parte da área para habitação tendo um espaço de terra mais seca e outra na várzea, apta principalmente para o cultivo de arroz. Alguns lotes se localizam em terras planas apta para os cultivos de culturas permanentes ou temporárias, exceto arroz irrigado. 6.2.3. Recursos hídricos A área é cortada por canais de condução de água para irrigação de arroz, cuja procedência vem de levantes a partir do rio Jacui. A água para abastecimento humano provém de poço artesiano, havendo também pequena sanga que atravessa a área do assentamento . O regime hídrico local apresenta períodos curtos de estiagem no verão, que pouco afetam a exploração agrícola, visto que esta está embasada na produção de arroz irrigado. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 55 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 6. Mapa das classes de aptidão de uso agrícola das terras do P.A. Apolônio de Carvalho, Eldorado do Sul/RS (Mapa sem precisão cartográfica para usos legais). Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 56 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 1. QUADRO - GUIA utilizado na avaliação e mapeamento das classes de aptidão de uso agrícola das terras do Projeto de Assentamento Apolônio de Carvalho, Eldorado do Sul/RS. DRENAGEM DECLIVIDADE (%) 0-6% PROFUNDIDADE (cm) Profundo ( >70 ) Bem a moderada Imperfeita a mal RISCOS DE INUNDAÇÃO Não inundável Pouco freqüente e/ou ligeira Freqüente/ longa IIIa IVa Vi e VIII L Tabela 2. Classes de aptidão de uso agrícola das terras do Assentamento Apolônio de Carvalho, Eldorado do Sul/RS Projeto de CLASSE OCORRÊNCIA DESCRIÇÃO GERAL RECOMENDAÇÕES DE USO E MANEJO Terras regulares para culturas de inverno e verão Áreas suavemente onduladas com 0-2% de Estas terras podem ser usadas com culturas declividade solos moderadamente anuais, horticultura, pastagen cultivada, e para drenados, profundos (>70cm), de textura frutíferas não sensíveis ao excesso d’água,etc.. média na superfície e argilosa no horizonte Usar cultivo mínimo ou plantio direto na palha, IIIa B, macios quando secos, friáveis adubação orgânica e manter a superfície com ligeiramente plásticos e ligeiramente plantas de cobertura em quintais de frutíferas. pegajosos quando húmidos e permeáveis (Plintossolos e Planossolos Plínticos), de fácil manejo . Terras aptas para uso temporário com culturas de verão adaptadas, inclusive arroz irrigado Áreas planas ou quase planas situadas na Solos indicados para cultura de arroz irrigado. Para várzea, imperfeitamente ou mal drenadas, culturas de sequeiro, fazer drenagem superficial sujeitas ou não à inundações ocasionais e através da sistematização do terreno por lavração curtas, com solos pouco permeáveis, fomando camalhões (encanteiramento do terreno), escuros a pretos e argilosos a muito separados por sulcos. Aconselha-se fazer Iva argilosos nas camadas superficiais (60 - adubação orgânica, para melhorar e manter a 100cm), transicionando, em profundidade, estruturação do solo. para camadas acinzentadas escuras e amareladas, com mosqueados brunados, de textura argilosa a muito argilosa. (GLEISSOLOS e PLANOSSOLOS. Terras aptas para culturas permanentes adaptadas ao excesso d´água Áreas planas situadas ao longo de sanga, Pastejo controlado , com retirada dos animais em com solos similares à classe anterior, períodos de inundação. Reflorestar com espécies Vi frequentemente inudáveis, aptas para nativas. culturas permanentes como pastagem ou reflorestamento Terras aptas para a preservação da flora e fauna – de proteção permanente Áreas sob vegetação nativa ou encontradas Área de proteção da flora e fauna ao longo de cursos d’água, consideradas VIII L de preservação permanente, independente do potencial de uso agrícola do solo ali encontrado Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 57 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.2.4. Uso do solo e cobertura vegetal A maior parte do imóvel (812,80 ha = 85,51%) foi sistematizado para a produção de arroz irrigado, conforme mostra a Figura 6. Esta cultura normalmente é implantada no sistema prégerminado na região, estando a maior parte da área em resteva, quando da visita à campo. Por ser projeto de assentamento novo, ainda não houve organização para o início dos cultivos. Além disso ocorre no projeto de assentamento uma área de campo de (68,51 ha = 7,20%); banhado (53,03 ha = 5,58%), bosque de eucalipto (6,29 ha = 0,66%) e bosque com maricá (9,89 ha = 1,04%). Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 58 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 6. Mapa de uso atual da terra do P.A. Apolônio de Carvalho, Eldorado do Sul/RS (Mapa sem precisão cartográfica para fins legais). Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 59 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.2.5. Estratificação ambiental Com base nas características ambientais até agora descritas, o assentamento pode ser estratificado nas seguintes unidades de paisagem: Áreas planas a suavemente onduladas, imperfeitamente drenadas, com solos profundos classificados como Plintossolos e/ou Planossolos Plínticos, correspondentes a terras da classe IIIa de capacidade de uso agrícola. Áreas de várzea em relevo plano, com Gleissolos e Planossolos, correspondentes a terras da Classe IVa. 6.3. Análise sucinta dos potenciais e limitações dos recursos e da situação ambiental do assentamento O assentamento por ser recente, teve em sua demarcação feita pelo INCRA, o cuidado de permanecer com os locais de proteção, sendo protegidos em três espaços maiores de preservação demarcados para área de reserva florestal. Existe também um riacho que corre por dentro da área do assentamento, sendo que o mesmo contém proteção ao redor de alguns trechos que ainda é insuficiente. Um fator importante de preocupação e preservação do meio ambiente são as decisões das famílias em produzirem arroz orgânico, tendo o planejamento de certificar inclusive essa produção, existe o interesse demonstrado por muitas famílias em produzir hortaliças orgânicas e buscar a certificação num período curto. Primeiro fator, a importância do incentivo que equipe da ATES/COPTEC tem feito para conseguir programar os sistemas de produção no modelo agro ecológico. Segundo fator, é a preocupação de pouca quantidade de terras nos lotes das famílias, sendo apenas 12 hectares, tendo 37 lotes divididos em dois pedaços, uma parte de 2 hectares de terras secas e outra parte de 10 hectares em terra de várzea, na qual tem 35 lotes inteiros com 12 hectares de terra. O que apresenta na realidade deste assentamento, sendo uma delas é a pouca terra para o desenvolvimento de algumas atividades produtivas como leite, arroz, etc. neste sentido, se faz necessário um planejamento muito maior por parte das famílias, para poder desenvolver atividades Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 60 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho diversificadas de produção para alimentação da família e também desenvolver produção para comercialização. E com isso, implementar a área de reserva florestal nos seus lotes, sendo que na demarcação não prevê açudes, onde fica os espaço dos riachos, diminui cada vez os lotes das famílias deixando os menor. 6.4. Organização espacial atual As famílias do assentamento estão distribuídas na área em forma de agrovilas em lotes individuais, sendo três agrovilas e muitos dos lotes estão divididos em duas partes com partes que chega até a estrada principal, formando um sistema semelhante a agrovila, tendo uma certa distancia de uma casa para a outra casa. Com isso, muitos lotes inteiros ficam sem acesso a estrada principal, dificultando as estradas secundarias que leva até o lote, ficando por enquanto isolados. O assentamento enfrenta problemas graves com as estradas internas hoje existentes no assentamento, principalmente no inverno meses de (agosto á setembro) período de inverno muito chuvoso as estradas ficam quase intransitáveis, o acesso ás estradas acontece através do uso do cavalo e muitas vezes só caminhando a pé. O assentamento precisa de estradas que tenham uma condição melhor de trafegabilidade, para poder passar implementos agrícolas e caminhões. O assentamento não possui sistema de distribuição de água sendo que a grande maioria das famílias pega água em poços cavados com balde. No assentamento não existe escola, a escola mais perto do assentamento tem aproximadamente 1 quilometro de distancia, tendo somente o 1º grau incompleto, sendo que as demais crianças e estudantes são transportados para a escola pólo da cidade de Eldorado do Sul. O assentamento ainda não possui igreja católica, possuindo apenas uma igreja evangélica. O assentamento tem dois espaços de sede bem estruturados, sendo que um hoje é utilizado para a realização das reuniões no assentamento. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 61 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.5. Situação do meio sócio-econômico e cultural 6.5.1. Histórico da luta pela terra na mesorregião O município de Eldorado do Sul, são bastante jovens, teve seu início de movimento emancipacionista em 1985, quando 16 integrantes das mais diversas localidades conhecidas como Vila Medianeira, Cidade Verde, Sans Souci, Itaí, Distrito Eldorado e Bom Retiro, na qual estava com precárias condições de vários serviços. Tais como infra-estrutura, com sérios problemas energia, transporte coletivo, água, calçamento, esgoto, educação, saúde pública, coleta de lixo e assistência social, devido estes problemas formaram a comissão que tentou negociar com o prefeito de Guaíba (município mãe destas localidades) onde não teve acordo com o prefeito de Guaíba. Na qual foi tomada a decisão de iniciar o processo que desencadeou no dia 08 de junho de 1988, com a promulgação pelo Senhor Presidente da Assembléia Legislativa, deputado Algir Lorenzon a Lei nº 8.649, em cria o município de ELDORADO DO SUL. Por ficar muito perto do centro de Porto Alegre, tendo vários benefícios, como acesso aos grandes Hospitais do estado, a escolas profissionalizantes, diversas Faculdades públicas e privadas, acesso fácil a diversos bancos, a rodoviária e o aeroporto Internacional Salgado Filho, shoppings, empregos, entre outros benefícios. O outro lado da moeda desta contradição do centro de Porte Alegre são os pobres que vivem na capital, os excluídos do sistema capitalista onde impõem custo de vida alto para essa massa pobre da capital e com isso gerando a exclusão dos pobres das cidades periféricas. Assim gerando altos índices de criminalidades, aumentando o desemprego, consumo de drogas, prostituição infantil e diversos problemas sociais. O município tem boa estrutura, sendo produtiva: rede de alta tensão, com 23.000 v. A subestação transformada é de 30kv/23kv-50mva de potencia, através de quatro alimentadores e um de reserva. Redes de serviços para apoio ás empresas, bem como logística e diversos setores de produção. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 62 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.5.2. Histórico do assentamento A história do Assentamento Apolônio de Carvalho se inicia em 20/06/2005, quando as famílias dos acampamentos de Santa Cruz (Vale do Sol), Arroio dos Ratos e Nova Santa Rita, totalizando 373 famílias ocuparam a fazenda conhecida como Cabanha Dragão, com aproximadamente 1000 hectares, sendo que essa área estava em processo de investigação por servir de lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas. O proprietário Jordaniano estava sendo investigado e acusado bem antes da ocupação, na qual a Cabanha Dragão era um disfarce de criação de cavalos. Durante as investigações constatou-se que a fazenda estava em nome de uma empresa do Uruguai. Não tinha nenhuma área cultivada e somente depois da ocupação que foi preparado e plantado duas hortas coletivas e uma lavoura de mandioca, cuidadas pelas famílias no período da ocupação. A desocupação foi feita no dia 22/08/2006 onde o Estado disponibilizou um efetivo de 350 policiais e após a desocupação teve num período de ano negociação e vistorias na área, no dia 20/11/2007 a fazenda foi desapropriada e destinada a reforma agrária e no dia 27/12/2007 foi oficializada e reconhecida como assentamento Apolônio de Carvalho, beneficiando 72 famílias dos acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil – MST. Vieram famílias acampadas das regiões de São Gabriel, São Borja, Arroio dos Ratos, Carazinho e Metropolitana de Porto Alegre para formar o assentamento. Muitas chegaram na terra sem as mínimas condições de iniciarem as atividades produtivas por conta própria, tendo a necessidade de sobreviver, e na ânsia de começar a melhorar suas situações vida. Dentro deste contexto de necessidades de viver e ter uma vida melhor, as famílias acabaram arrendando os seus lotes para o cultivo de arroz, onde foi trancado com o processo do INCRA/RS, onde as famílias continuaram na área sem as mínimas condições de sobrevivência, não tendo água potável para beber, tendo que usar água de cacimbas, indo buscar muitas vezes a quilômetros de distancia. O INCRA tomou a decisão de “congelar” o assentamento por causa do arrendamento. Mas se esqueceu que ali vivem homens, mulheres e muitas crianças Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 63 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho que passaram anos debaixo da lona preta, e que têm pressa de conseguir desenvolver algumas atividades produtivas, de conseguir ter o mínimo de infra-estrutura de sobrevivência, como água, habitação e luz. As negociações só foram retomadas após ato de mobilização do MST a nível nacional e também á nível de Estado, onde a condição do assentamento foi apresentada na pauta de negociação, na qual o superintende regional do INCRA, decidiu retomar o processo de assentamento Apolônio de Carvalho. A partir desse processo o fomento passou ser a medição prévia dos lotes, através do acesso do primeiro crédito o Apoio Inicial. Também se formou a comissão de habitação, dos créditos. O assentamento começa a se organizar por linhas de produção, sendo que na atividade do arroz já existem alguns grupos de produção organizados. 6.5.3. População do assentamento O assentamento possui tem uma população total de 147 pessoas no momento, tendo uma média de 2,19 pessoas por família cadastrada, mas essa média não apresenta muito bem a realidade do assentamento, já que existem muitos cadastrantes solteiros e tem famílias com 6 a 7 pessoas. A faixa etária que constitui a população do assentamento é de pessoas adultas, sendo 45,7% do total da população, tendo grande destaque para o número de crianças existentes no assentamento, tendo 28,57% do total da população do PA, os jovens representam 23,80% da população. Portanto, o assentamento é composto por uma juventude muito grande, com grandes potenciais de conseguir consolidar sistemas de produção, e ter mão-de-obra suficiente para tocar essas atividades do campo. Tabela 20: População do assentamento. Total nº famílias nº pessoas 67 147 Composição familiar Idade Crianças jovens adultos 42 35 67 Idosos 3 sexo Masculino Feminino 87 60 Fonte: Pesquisa de campo COPTEC, 2009. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 64 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.5.4. Organização social do assentamento O assentamento por ser mais novo em relação aos demais assentamentos do MST na região de Porto Alegre, possui uma dinâmica de organização, que prevalece ainda que são núcleos de bases, os bolsões e a direção regional. Sendo que o assentamento possui cinco bolsões (grandes grupos de famílias) que se dividem em grupos de bases menores, sendo que cada bolsão têm dois representantes na coordenação do assentamento. Hoje a coordenação do assentamento se reúne todas as semanas, fazendo algumas reuniões extras devido a necessidade do assentamento, dependendo da demanda do assunto. Quando necessários se faz assembléias no assentamento para discutir assuntos relevantes e que necessitem que estejam todos os assentados presentes. Hoje a coordenação do assentamento possui três representantes na direção regional do MST, na regional Enio Gutierrez, também conhecida como Regional de Eldorado do Sul. Foto 1. Assembléia Geral do assentamento com a presença do INCRA/RS. Fonte: Arquivo da COPTEC. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 65 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.5.6. Estrutura social Como o assentamento é recentemente se envolveu em problemas que levaram a ser congelado pelo INCRA, muitas atividades só tiveram início este ano, podendo dizer que o assentamento começou a se desenvolver mesmo foi este ano. Hoje, existe um grupo de jovens organizado, um grupo de mulheres em fase de organização e afirmação, o assentamento por ter muitos jovens e adultos no período de verão fez campo de futebol, até o momento o mesmo não tem um local definido, mas há jogos de futebol todos os finais de semana. Hoje o assentamento não possui uma comunidade organizada, ainda não tem uma igreja católica. Um grupo do assentamento é evangélico e construíram uma igreja onde participam em torno de 10 famílias. Foto 2. Local destinado a ser construído o futuro centro comunitário. Fonte: Arquivo COPTEC. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 66 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.5.7. Estrutura econômica O assentamento iniciou a discussão sobre a criação de grupos de produção há bastante tempo, principalmente pela a cultura do arroz irrigado. Isso ficou mais evidente, com a constituição cinco grupos de produção do arroz do irrigado. Sendo necessário discutir melhor as formas de cooperação nos outros sistemas de produção. Existe uma demanda do grupo de mulheres e de criar uma associação representativa. 6.6. Infra-estrutura física, social e econômica Como todos os assentamentos, o Apolônio de Carvalho enfrentam muitas dificuldades de infra-estruturas como estradas, luz elétrica, escola, atendimento de saúde, espaço para centro comunitário, etc. O que o assentamento possui hoje são duas sede, com casa e espaço para a realização de reuniões, o assentamento também possui um galpão e uma mangueira de uso coletivo. 6.7. Sistemas produtivos A safra agrícola do assentamento Apolônio de Carvalho desenvolvida pelas as famílias no período de 2008-2009, foram culturas de auto consumo como o plantio de feijão, milho, aipim, abobora, moranga, hortaliças e outros. Criação de suínos, aves e de bovinos. Sendo que nessa safra quase a totalidade da produção foi destinada para o consumo das famílias. Nesta safra 2009-2010 muitas famílias já estão pensando em atividades que consigam gerar renda, tendo como auxilio o projeto de Apoio Inicial no valor de R$ 3.200,00 sendo aplicadas nas atividades produtivas, tendo até o presente momento as atividades de arroz irrigado em destaque. Há também produção de batata-doce, aipim, milho, gado de leite, suínos e aves. Os sistemas produtivos serão abordados com maior ênfase, na seqüencia do trabalho, procurando apontar a quantidade de famílias envolvidas em cada sistema de produção que se pretende se caracterizar. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 67 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Foto 3 : Seminário sob Introdução a Agroecologia. Fonte: Arquivo COPTEC. Foto 4 : Seminário Agro ecologia (Planejamento das Propriedade). Fonte: Arquivo COPTEC. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 68 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.8. Serviços de apoio à produção O assentamento está situado num conjunto de 15 assentamentos que possuem assistência técnica oficial através do INCRA. Contratada para desenvolver as atividades técnicas no assentamento, é a Cooperativa de Prestação de Serviços técnicos Ltda. – COPTEC. Realizando cursos no assentamento, como introdução a agroecologia, arroz irrigado ecológico, planejamento das unidades de produção e outros. O assentamento até o momento acessou apenas o crédito apoio inicial no valor de R$ 3.200,00. O assentamento também possui contribuição de alguns assentados da região, no processo produtivo de atividades ecológicas. Foto 5. Atividade de formação no PA. Fonte: Arquivo COPTEC. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 69 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Foto 6. Formação dos grupos de Produção de arroz orgânico. Fonte: Arquivo COPTEC. 6.9. Serviços sociais básicos 6.9.1. Educação No momento não existe escola no espaço interno do assentamento. Mas existe uma escola de 1º Grau incompleto a um 1 quilômetro de distância do assentamento. Entretanto, os filhos dos assentados têm transportes gratuitos até as escolas de Eldorado do Sul. Entre as pessoas do assentamento o grau de escolaridade predominante é o 1º Grau incompleto com 54,42% das pessoas do assentamento. Sendo 40,81% possuem o primeiro grau completo, tendo grande potencial de retornar aos estudos, devido á localização do assentamento e pela facilidade de acesso a escolas. Tabela 21: Escolarização das pessoas do PA. Educação Escolas próximo Escolas no assentamento assent. 1º 2º 1º 2º 1º G. comp. 2ºG. Sup. Creche Grau Grau Creche Grau Grau 60 5 0 Não Não Não Não Sim Não Instrução Analf. 2 1º G. incomp. 80 Fonte: Pesquisa de campo COPTEC. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 70 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 6.9.2. Saúde e saneamento O assentamento ainda não possui um acompanhamento de uma agente de saúde e não tem atendimento médico no assentamento, ficando comprometido o atendimento a saúde do assentamento. Neste sentido, o assentado tem que se deslocarem até a cidade, não tendo uma linha de ônibus interna no assentamento, os assentados chegando atrasado e não consegue pegar ficha para ser atendido. Além disso, o assentamento enfrenta problemas graves com o alcoolismo, sendo um fator limitante para o desenvolvimento de alguns lotes. 6.9.3. Lazer e cultura O assentamento ainda não conseguiu se organizar ao ponto de criar uma comunidade, que possa realizar e puxar atividades de lazer no assentamento, tendo hoje as principais atividades de jogos de futebol. 6.9.4. Habitação A grande maioria as famílias continuam em barracos, sendo que algumas conseguiram comprar materiais e construir casas de madeiras, normalmente pequenas e provisórias. Sendo uma demanda imediata das famílias, pois muitas famílias possuem três, quatro filhos e não tem condição de abrigar essas crianças em locais pequenos, ou ainda continuar em lonas pretas. Tabela 22: Condições de moradias das famílias. Acesso e condições de moradia Acesso Tipo de parede Tipo cobertura Condição geral da moradia Alvenaria Madeira Lona Telha barro Telha amianto Palha/lona Boa Ruim 1 26 40 1 26 40 1 66 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 71 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 7. PLANOS 7.1. Organização territorial Os assentamentos para o MST são compreendidos como uma unidade de gestão política, onde se procura gerar práticas políticas com novos referenciais que permitam ir além da prática reivindicatória, construindo processos participativos para tomada de decisão, gerando práticas libertadoras que rompam com a dominação política, com a exploração econômica e com o controle ideológico. Assim, os assentamentos ao expressarem a luta social e a constituição de novas relações sociais e formas de organização do território, devem gerar processos de governança sobre esses territórios onde existia o latifúndio, constituindo um novo território. O Território não é apenas um espaço neutro, contendo recursos ambientais a serem explorados. Trata-se de um espaço construído histórica e socialmente, no qual seus habitantes se sentem constitutivamente integrados a esse espaço. A preocupação sistêmica central do desenvolvimento territorial é a integração e a coordenação entre as atividades, os recursos e os atores, em oposição a enfoques setorializados ou corporativistas. A identificação de conflitos pelo uso de recursos e a organização espacial atual fornecida pelo diagnóstico desenvolvido no primeiro relatório são pontos de partida para a definição dos princípios, conceitos e diretrizes orientadores da organização territorial do Assentamento. As famílias estão organizadas em três bolsões onde discutem todas as questões pertinentes ao assentamento, do ponto de vista social, organizacional, produtiva, infraestruturas e ambiental. Atualmente o PA é composto de 147 pessoas, sendo 68 adultas, 44 crianças e 35 jovens. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 72 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Potencialidades PA Apolônio de Carvalho com sua localização próxima dos grandes centros consumidores na Capital e região metropolitana, que demandam grande quantidade de produtos in natura para consumo direto, com qualidade agroecológica como hortaliças, frutos e industrializados diretamente dos camponeses, adquiridos em feiras de produtores e mercados. Com acesso a menos de 4 km da BR290 e a 8 km da BR116, caracteriza-se como um dos grandes fatores que contribui para o desenvolvimento do assentamento, bem como, a logística para cooperação entre os demais assentamentos da região. A área é predominantemente de várzea, planossolo, com 812,8há aptas para o cultivo de arroz irrigado no sistema pré germinado não sujeito a inundação em períodos prolongados de chuvas. Desta área 85,51% já está sistematizada para atividade, considerada no relatório ambiental do assentamento. Com estas características as famílias organizaram-se em três agrovilas em áreas mais elevado, para construção de suas infra-estruturas de moradia, de criações, assim como cultivo de subsistência, como barraços, hortaliças e bovino leiteiro como uma das atividades que além de atender as necessidades de consumo, caracterizar-se-á como potencial para fonte de renda das famílias. Das 72 famílias assentadas 35 receberam lotes inteiros e as demais ficaram com lotes de produção com 10 ha e lotes de moradia com 2ha, de acordo com a afinidade do sistema de produção. Limitações O assentamento novo criado em 2007, as necessidades são de ordem estrutural, habitação, demarcação dos lotes, estradas de acesso aos moradias e de produção, drenagem superficial para cultivo de subsistência, construção de bacias de captação de água para os cultivos e sedentação animal. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 73 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Condicionantes A área do assentamento esta localizadas em território do Município de Eldorado do Sul e Charqueadas, o que tem dificultado a organização interna, no que se referem à infra-estrutura social básicas, programas produtivos, a comunidades e inclusão nos programas governamental, como: a aquisição de alimento para merenda escolar e CONAB. Condições estas que tem gerado desconforto e desigualdade entre as famílias, que refletem nas melhorias de qualidade de vida, unidade interna e organização da produção. 7.2. Serviços sociais básicos Este plano visa ser desenvolvido de maneira interligada ao plano de organização territorial, de modo a estabelecer as estruturas necessárias ao funcionamento dos serviços sociais básicos à comunidade. Para tanto se devem estabelecer estratégias para atingir os objetivos idealizados pelos assentados com relação à saúde, educação, esporte, habitação, cultura e lazer. Deveremos, portanto garantir as condições básicas de um padrão civilizatórias digno de uma sociedade que se pretende desenvolvidas. Recriar o espaço para a comunidade é condição básica para o estimulo a convivência entre as pessoas, ganhando destaque a presença da juventude. Por isto, criar condições para o pleno desenvolvimento cultural destes jovens é essencial para o futuro do assentamento, requerendo espaços para a inclusão digital, para o pleno desenvolvimento das capacidades artísticas e desportivas. Potencialidades O Assentamento conta com duas sedes da antiga fazenda, local que acontece os encontros das coordenações políticas, da produção e recepção da comunidade. A escola para series iniciais está localizada a um quilômetro (1km) do assentamento, com transporte da prefeitura. Para o ensino médio os alunos precisam Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 74 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho se deslocar até a cidade de Eldorado do Sul, que fica aproximadamente 15 km do assentamento. O programa de habitação do governo federal esta sendo discutido com o conjunto das famílias e o momento é de definição dos padrões de casas, saneamento ecológico com reaproveitamento das águas. No assentamento é importante criar espaços para que as crianças e jovens participem, e resgatem o desenvolvimento do assentamento e ajudem apontar os desafios no campo da organização, das estruturas de lazer e recreação, e no campo da produção. Com a construção dos poços artesianos dentro do assentamento, caixa de água e rede de distribuição de água, foi fundamental para diminuir os riscos a saúde e melhoria de qualidade de vida das famílias. Limitações Em relação à saúde as famílias necessitam de criar as condições juntamente com o município de Eldorado do Sul, ha 15 km do assentamento e o município de Charqueadas distante a aproximadamente 35 quilômetro, com postos de pronto atendimento. O município de Guaíba fica entorno de 25 km do assentamento com Hospital Livramento. As condições de habitação atualmente das famílias são barracas, instalações de madeira melhorada, com dificuldade de saneamento básico e destino adequado para o lixo. As duas sedes da antiga fazenda, citado anteriormente, necessitam de reformas para melhor acolher a comunidade e oferecer local adequado de encontros de formação e organização do assentamento. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 75 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Condicionantes É necessário criar condições de acesso aos lotes de moradia de todas as famílias, através de recursos públicos. As sedes que hoje são os espaços de recreação e discussão político-organizativos requerem as reformas e melhorias. O destino inadequado do lixo inorgânico produzido dentro do assentamento que passa por uma ação das famílias em conjunto com as duas prefeituras de Eldorado do Sul e Charqueadas. 7.3. Sistemas produtivos O objetivo do Plano de Ação na dimensão produtiva é estruturar o processo de apoio técnico ao desenvolvimento rural, a partir do fortalecimento da agricultura familiar camponesa, como segmento gerador de trabalho e renda. Baseado no princípio de gestão participativa, este plano contempla os interesses expressados pelas famílias que organizam o processo produtivo. A ênfase está dada à diversificação com trabalho familiar e cooperado na construção de um padrão de desenvolvimento sustentável, que vise o aumento e a diversificação da produção, aumento da produtividade do trabalho e o conseqüente crescimento dos níveis de renda, proporcionando bem-estar social e qualidade de vida às famílias assentadas. A organização MST tem como um dos princípios a produção de alimento com base nos princípios da agroecologia, com respeito ao meio ambiente, as relações socioeconômicas, culturas e política com a valorização do saber e da observação dos camponeses preocupados com a questão ecológica e qualidade de vida. Potencialidades Como já caracterizado anteriormente o PA é novo criado em 2007, as famílias estão se organizando de acordo com projeto de parcelamento da área, respeitando a situação ecológica da área e afinidade das famílias com as matrizes de produção potencial a serem desenvolvidas. Os programas produtivos regionais são as Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 76 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho ferramentas principais para as famílias estarem estudando e desenhando a produção nos lotes, assim do conjunto do assentamento. O arroz agroecológico e hortas-plantas medicinais e fruticultura tem certificado de orgânico da qualidade, garantido ao consumidor a qualidade dos produtos e ao agricultor mais oportunidades de mercado e valor agregado. A partir de 2009 o programa da merenda escolar começou a ser discutido no município e na região, apresentam-se como mais uma via de comercialização e renda as famílias. As famílias já receberam formação em agroecologia e práticas de manejo agroecológico em sistemas de produção vegetal e animal. Na última safra 2009/2010 12 famílias iniciaram a produção de arroz em 120 ha. A ATES realizou curós e acompanhamento no manejo agroecológico da lavoura de arroz e introdução a certificação orgânica com base nas legislações nacionais e internacionais. Com os avanços obtidos na produção de arroz na última safra e a cooperação com assentados antigos e cooperativas da região, motivou para safra 2010/2011 que 54 famílias cultivem 497 há de arroz, com certificação de orgânico, divididos em 4 grupos, que são representados pela sua coordenação. As famílias que não se envolveram com produção de arroz este ano, demandaram estudo das condições da área e fonte de água para próxima safra. Uma parcela das famílias pretende desenvolver a produção de hortaliças e bovinocultura de leite, o que já iniciaram com recurso do apoio e fomento. A grande região de POA vem consolidando os programas produtivos regionais e, criando condições e fomento para que as famílias insiram-se nestes programas, através de formação técnica, crédito rotativo, rota de coleta de leite e busca de recursos dos programas governamentais para comercialização. Sem perder a principal característica da agricultura camponesa que é produzir para subsistência com diversificação de cultivos e criações, respeitando o meio ambiente. A COOTAP Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre Ltda, coordena o grupo gestor da região de Porto Alegre e responsável pela comercialização dos produtos dos assentados da região. Neste assentamento é importante ressaltar que a situação ecológica do solo não foi tão agredida pela agricultura química praticada antes das famílias chegarem ao Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 77 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho assentamento. O solo apresenta bom vigor e vitalidade, principalmente, nas áreas aptas para cultivo de arroz irrigado. Condições verificadas no período de entressafra do arroz com a exuberante resteva composta por inúmeras plantas espontâneas formando uma excelente biomassa, elevando o nível de matéria orgânica do sistema e conseqüentemente o nível de fertilidade. Limitações Para o processo de produção agroecológica certificado o grande limitante é questão da água de irrigação que não está sobre o controle das famílias e passa por lavouras de terceiros/vizinhos que fazem o manejo convencional com uso de produtos proibidos nas normas de produção orgânica. É fundamental que as famílias busquem a cooperação nas estruturas de produção, armazenagem de grãos e resfriadores de leite, o que garante um produto de qualidade, e um valor maior ao preço do produto, o que hoje depende de terceiros. Condicionantes Participação massiva de todas as famílias nos processos de produção e gestão do arroz orgânico, que hoje é realizado em conjunto com as Cooperativas, num processo cooperado até que as famílias adquiram o conhecimento e as condições objetivas, como maquinários de preparo de solo, estruturas de colheita e recepçãosecagem e armazenagem. Consolidação da coordenação interna dos programas produtivos, gestão da água e controle das etapas da cadeia produtiva. 7.4. Meio ambiente Meio é sede de inter-relações. Ambiente é estado consciente que emerge do significado das relações. Recursos naturais, seres humanos, materiais de construção Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 78 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho são, entre outros, componentes do meio que eventualmente podem ser fatores para a emergência de ambiente. O desenvolvimento horizonte temporal coloca-se décadas ou mesmo séculos adiante, destacando-se a necessidade do amplo conhecimento das culturas e dos ecossistemas locais, sobretudo em como os assentados se relacionam com o ambiente e como eles enfrentam seus dilemas cotidianos; bem como, seu envolvimento no planejamento estratégico do assentamento. O tipo de desenvolvimento que pretendemos, para cada assentamento e região, deve insistir nas soluções específicas de seus problemas particulares, levando em conta os dados ecológicos da mesma forma que os culturais, as necessidades imediatas como também aquelas a longo prazo Assim, este plano deve objetivar ao manejo sustentável e adequado, por parte dos assentados, visando ao aproveitamento consciente dos recursos naturais disponíveis, bem como a recuperação daquelas áreas degradadas, de modo a cumprir com as exigências mínimas constantes na legislação ambiental. Potencialidades De acordo com dados do laudo de Avaliação de Imóvel Rural Assentamento Apolônio de Carvalho, INCRA/2007, a área de vegetação nativa considerada de preservação permanente ao longo das margens de cursos de água corresponde a 14,96ha. As áreas de 6,29ha de com eucalipto, áreas de banhados com 53,03ha e uma área de maricá com 9,89ha, totalizando 69,21ha corresponde à área de preservação permanente (APP) e áreas passíveis com possibilidade de ser Reserva Legal (RL). A definição da área de RL do assentamento deverá ser identificada de acordo com a legislação ambiental. A paisagem do assentamento é caracterizada como de várzea com pequenas ondulações com excelente aptidão agrícola. Os ecossistemas presentes na área como banhado, áreas aptas para cultivo de arroz irrigado, áreas com grande potencial para desenvolvimento da atividade leiteira e culturas de sequeiro e hortaliças. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 79 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho O assentamento apresenta grande potencial para desenvolver os sistemas produtivos agroecológicos, tendo como suporte os assentamentos antigos, com grandes avanços e ATES que tem na sua ação principal a base os princípios da agroecologia, para ajudar desenvolvimento dos assentamentos do ponto de vista organizacional, sócio-econômico e ambiental. A área de preservação está claramente definida no mapa de parcelamento do assentamento e respeitado pelas famílias. Limitações É fundamental as famílias desenvolverem a capacidade de observação, integração com as famílias assentadas há mais tempo na região, buscando a compreender o melhor funcionamento destes agroecossistemas e manejá-lo de forma sustentável, com práticas que estimule a vitalidade e fertilidade do solo, bem como manutenção da flora e fauna. Nesta ação esta a COPTEC que busca participar e atuar juntamente com as famílias para desenvolver sistemas de produção que respeite o meio ambiente, as relações sócio-econômicas, geradora de conhecimento e maior autonomia em todas as fases e relações do processo produtivo aos camponeses. O assentamento recebeu o mapa do parcelamento com indicação dos lotes e áreas possível de RL, porém, não houve a demarcação física dos lotes e áreas de preservação ambiental. Condicionantes É fundamental que nesta fase inicial do PA aconteça a demarcações dos lotes e delimite claramente a área de preservação. Em 2008 foi concedido LP para o assentamento. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 80 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 7.5. Desenvolvimento organizacional e gestão do plano Na compreensão do Movimento o desenvolvimento rural seria a garantia de progresso econômico e social para todos os que vivem no campo, de uma forma sustentável equânime, justa e respeitosa aos recursos naturais. De maneira a garantir melhorias permanentes das condições de vida, para todos, e não só para alguns, nos aspectos materiais (alimentação, moradia, transporte, etc.), culturais e espirituais. Nesse sentido, pretende-se que a organização social dentro do assentamento fortaleça e gere processos de participação, diálogo e convergência de interesses, que promova uma distribuição equitativa de benefícios com prioridade aos interesses familiares e comunitários, e que estabeleça vínculos com os diferentes níveis de planificação local, regional e nacional. Sendo a promoção de processos organizativos um fundamento dentro deste plano, é aqui o espaço para orientar essa tarefa. É necessário basear-se no diagnóstico do primeiro relatório para apontar ás debilidades organizativas e traçar as diretrizes gerais e os princípios que irão fundamentar as estruturas organizativas criadas para desenvolver a gestão dos planos. Potencialidades As famílias estão organizadas em três bolsões de discussão política com coordenadores e coordenadoras e um representante para compor a direção regional. Nesta estrutura cada bolsão tem dois coordenadores que compõem a coordenação do assentamento, que tem a função de representar todas as famílias. Esta coordenação tem a responsabilidade de tratar de todas as questões que envolvem o assentamento e necessidades do conjunto das famílias. Dentro do assentamento estão se consolidando os programas produtivos que tem os seus coordenadores que precisão interagir com a coordenação do PA para garantir a unidade política, avançar nas questões estratégicas, como, modelo tecnológico, garantia de preservação dos recursos naturais, controle das cadeias Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 81 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho produtivas, cooperação, ação organizada nos fatores externos como exemplo o caso da água de irrigação O grupo de jovens vem se organizando, apontando as grandes necessidades e como tratar, apesar das dificuldades do assentamento ser novo, com pouca infraestrutura, vem-se realizando atividades internamente. A gestão do PDA e programas dentro do assentamento passa pela coordenação e representante por cada programa, com acompanhamento da ATES-COPTEC. Limitações Nesta fase inicial do assentamento as famílias enfrentam dificuldade financeira e saem temporariamente em busca de renda fora do assentamento, o que dificulta a organicidade interna e no avanço nas ações estratégicas do assentamento, com a participação do conjunto das famílias para tomada de decisões. Outro fator que também tem contribuído é a constante troca da coordenação do assentamento, o que tem desgastando as relações e organicidade do assentamento, bem como, a unidade entorno dos objetivos estratégicos para o assentamento. Condicionantes A coordenação do assentamento precisa se consolidar e criar uma dinâmica própria de gestão das demandas de ordem administrativas, política e no campo da organização da produção. 7.6. Assistência técnica e acompanhamento do plano O acompanhamento á implementação dos planos por parte das famílias e da equipe técnica é fundamental para o futuro do assentamento. Portanto, cada núcleo, juntamente com a direção da área, deve planejar as atividades a serem empregadas no assentamento para que o plano seja concretizado e monitorado. Um dos princípios orientadores do presente plano é a reconhecida postura pedagógica no duplo sentido, que a Assistência Técnica deve manter. Postura de Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 82 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho desprendimento em sempre querer ensinar, repassar seus conhecimentos técnicos aos trabalhadores. E ao mesmo tempo de humildade em respeitar o saber popular e as experiências de vida dos trabalhadores. Desenhar mecanismos de retroalimentação que garantam a apropriação dos resultados das análises e avaliações prévias do andamento dos planos, pelas famílias assentadas. É necessário também garantir uma ampla discussão sobre a aplicação e o acompanhamento dos créditos principalmente em assentamento novo. Potencialidade A COPTEC iniciou oficialmente os trabalhos no assentamento a partir de 15 de janeiro de 2009, através do contrato de ATES - INCRA-COPTEC. Os trabalhos compreendem desde as questões organizativas, formação e capacitação em sistemas de produção agroecológico, elaboração de créditos, assessoria na consolidação dos programas, bem como acompanhamento e controle dos mesmos. O assentamento novo tem apresentado para ATES uma demanda maior de trabalhos que os PAs antigos, principalmente, nos programas do INCRA, primeiros créditos, formalização das ações internas como corte do mato de eucalipto, planejamento do plantio de arroz, organização e formação dos programas produtivos. A equipe técnica tem somados esforços e priorizando os trabalhos no assentamento para atender as demandas e acompanhamento e implementação das ações como aquisição dos primeiros créditos e estruturação das matrizes de produção, nos campos estratégicos de cunho agroecológico e na construção do conjunto de das demandas qualificadas do assentamento. Os programas definidos pelas famílias contam com uma coordenação interna, se integrando aos programas regionais e compondo uma coordenação regional, onde a ATES é definido que cada técnico acompanha um programa de acordo com á área de atuação na grande região e, tem atribuição de acompanhar na formação e capacitação nos assentamento do núcleo operacional e nos demais núcleos da região. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 83 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Limitações As famílias que saem do assentamento em parte do tempo em busca de trabalho e renda, tem se apresentado como principal preocupação da coordenação e ATES, para seguir nas discussões estratégicas do assentamento e dificuldade de operacionalizar as demandas internas. Definição da coordenação e coordenadores por programa que juntamente com apoio da ATES para gestão do plano. Condicionantes Regularização de todas as famílias, demarcação dos lotes e internamente estabelecer condições para o trabalho fora do assentamento, mesmo nesta fase inicial do PA, onde as famílias vem criando a renda Monetária dentro do assentamento. A ATES é complementar frente aos dilemas do assentamento, de ordem organizativo, administrativo, produtivo e ações ambientais. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 84 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 8. PROGRAMAS 8.1. Programas regionais 8.1.1. Programa organizativo dos assentamentos da região Apresentação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil – MST só foi possível ser constituído e mantido até o momento atual pela sua capacidade de organização, que construiu e vem mantendo. Nesse sentido a Região Enio Gutierrez (onde os Núcleos Operacionais de Nova Santa Rita e Eldorado do Sul fazem parte), possui uma organicidade que busca tratar e resolver os problemas dos assentamentos, bem como construir alternativas de produção, geração de renda, educação, saúde, meio ambiente, etc. A organicidade na região teve início com a chegada dos primeiros assentamentos na mesma, com os assentamentos Itapuí, São Pedro e Padre Josimo, dando inicio a organicidade que aos poucos foi aumentando com os novos assentamentos que chegaram à região, sendo O Núcleo Operacional de Eldorado do Sul é composto por 15 assentamentos conforme ANEXO 1. Figura 7: Organograma da Região Enio Gutierrez. Direção regional Grupo gestor do arroz, hortas e Grupo gestor Grupo de apoio plantas medicinais. executivo orgânico. ADM Núcleos e grupos de base Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 85 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Os assentamentos possuem sua organização buscando o envolvimento de todas as famílias no processo de construção do desenvolvimento dos assentamentos. Tendo várias instâncias de discussão e encaminhamentos e decisão, partindo dos núcleos/grupos de bases, Direção regional, e participação na direção estadual. Sendo os encaminhamentos e construção das alternativas para os assentamentos desenvolvidos e construídos na Direção Regional, como fomentar a construção e organização das atividades de produção, como algumas que já estão organizadas (arroz, leite e hortas), e outras que ainda precisam se constituir e se organizar como, atividade de piscicultura, apicultura, agroindústrias, e produção de alimentos. É importante salientar que é a direção dos assentamentos que constrói as estratégias para o desenvolvimento dos assentamentos, gerando encaminhamentos, onde muitas vezes uma pessoa vai cuidar de um assunto que diz respeito a todos os assentados da região de Porto Alegre, para conseguir assim manter o desenvolvimento das atividades produtivas, organizativas e administrativas. Objetivos - Manter organizados e em funcionamento os grupos de bases ou núcleos de bases (são formados em média por 10 famílias), sendo os vetores das discussões dos assentamentos. - Nos assentamentos maiores manter atuante as coordenações do assentamento (que é composta por representação de todos os núcleos do assentamento). - Manter atuante a direção regional, que possui um representante para cada 25 famílias dos assentamentos. Sendo a responsável pelas decisões a serem tomadas, como por exemplo, a criação do Grupo Gestor do Arroz Ecológico, criação do Grupo do Leite e criação do Grupo das Hortas e plantas medicinais. Bem como grupos de apoio. - Ter participação ativa na direção estadual dos assentamentos, com dois representantes, para poder participar das discussões, discutir e criar alternativas para as dificuldades de todos os assentamentos do Estado do Rio Grande do Sul. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 86 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - Manter os assentamentos de forma produtiva, com divulgação do MST e embelezamento dos assentamentos. Tendo em funcionamento as atividades produtivas e sociais. Metas/ações - Reuniões nos núcleos de base 6 vezes por ano, ou por eventuais demandas extraordinárias. - Reunião da direção regional 3 vezes por ano. - Reunião da direção das micro-regionais 3 vezes por ano (sendo as micros de Nova Santa Rita e Eldorado do Sul). - Grupos Gestores produtivos (sendo arroz, leite, hortas e plantas medicianais) tendo 5 reuniões por ano. - 1 Seminário de agroecologia; - Grupo Gestor Executivo (formado por os dirigentes que tocam as atividades da região, mais os dois coordenadores de cada grupo gestor de produção, mais coordenação da equipe técnica, grupo de apoio ADM, mais grupo de apoio da Certificação) reunindo 4 vezes por ano. Justificativa Faz-se necessário manter um sistema de organização para poder desenvolver as atividades da melhor forma possível, buscando eficiência produtiva, desenvolver processos que dêem autonomia nos sistemas produtivos, sociais e culturais para as famílias assentadas. Ter cooperação para poder buscar canais de comercialização. Ter mais força para reivindicar seus direitos básicos, como estradas, luz, água e centros comunitários, etc. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 87 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Metodologia A metodologia a ser desenvolvida para o cumprimento do programa está baseada na participação de todas as famílias interessadas a discutir sua realidade no assentamento, realidade dos demais assentamentos da região, buscando criar alternativas construtivas a serem desenvolvidas dentro dos assentamentos. Onde cada grupo de base, escolherá o seu representante para participar do processo de discussão e planejamento da regional, onde estes terão seus agentes/representantes para fazer a relação com os órgãos públicos. Responsáveis As pessoas para o acompanhamento e que terão a responsabilidade de contribuir para a execução do programa será o grupo gestor executivo regional. 8.1.2. Programa de educação da região Enio Gutierrez Introdução O papel da equipe técnica nas Escolas dos assentamentos da região de Porto Alegre é de fortalecer a concepção de Educação do Campo, atuando com os educandos, educadores e comunidade, trabalhando a vinculação da educação com a terra, com a produção da existência. Objetivos - Educar para a transformação do meio, comprometimento da educação com a vida dos sujeitos envolvidos. - Vincular escola e comunidade dos educandos e educandas. - Educar para cooperação e preservação do meio ambiente. (a importância da água, o desmatamento) Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 88 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - Compreender a agroecologia como concepção de vida. - Apropriar-se da proposta da Educação do Campo. Metas/ações - Trabalhar com crianças e jovens a educação ambiental e formas de produção. - Discutir organicidade. - Estudar temas como: campesinato, Reforma Agrária e modelo de Agricultura. - Construir a auto-organização dos educandos, incentivando o embelezamento da comunidade. - Pesquisar recursos hídricos, realizando parceria com universidades com análise sobre tipos água, tipos de solos. - Proporcionar, através das bibliotecas das escolas, a interação com a comunidade e incentivo leitura. Justificativa O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem ao longo desses 25 anos discutindo e concretizando práticas de educação desde os primeiros assentamentos na região de Porto Alegre. As 84 famílias do Assentamento São Pedro vieram da Fazenda Anoni em 12 de fevereiro de 1986 sobraram 700 ha que comportou mais 24 famílias que aqui chegaram no dia 24 de Agosto de 1987, sendo que as mesmas formaram outra comunidade No mesmo assentamento. O assentamento ficou distribuído formando São Pedro I, II e III. Devido à proposta do MST de termos escolas nos assentamentos da Reforma Agrária pelo direito das crianças em ter acesso a educação em suas comunidades adaptadas na realidade. A comunidade são Pedro I conquistou a Escola Roseli Nunes através de lutas e envolvimento das famílias a qual hoje oferece 1° Ensino fundamental, ensino médio incompleto e EJA de 1 ° grau completo. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 89 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho A comunidade São Pedro II Conquistou a Escola Estadual Sepé Tiaraju que oferece as séries iniciais do Ensino Fundamental. A comunidade São Pedro III conquistou no ano de 1987 uma escola municipal de ensino fundamental nas séries iniciais funcionou até o ano de 2009 quando foi fechada pelos órgãos responsáveis. Aqui citamos estas três primeiras experiências de escolas de assentamentos na região de Porto Alegre cujo trazem consigo objetivos da educação do campo esta que propõe a ligação dos conhecimentos escolares a serviço da transformação da vida dos sujeitos que vivem no campo. Metodologia A Equipe técnica acompanhará as Escolas de áreas de assentamentos mensalmente onde a atuação desta será feita de forma a implementar os objetivos acima citados, deve levar em conta os projetos que as escolas desenvolvem no decorrer do ano, buscando colaborar com a formação dos educandos e educadores. Durante encontros mensais com os educandos buscando desenvolver oficinas práticas com o cultivo de produção orgânica, impulsionando práticas de organização dos educandos para com a horta e embelezamento da Escola. Impulsionar o uso da biblioteca incentivando os educandos a leitura e produção lúdica como o teatro e contação de histórias. Nos componentes curriculares contribuir nas disciplinas com o estudo sobre temas como campesinato, modelo de agricultura e Reforma Agrária. Participar do Encontro do Estado proposto pelo MST juntamente com os professores buscando aprofundar e praticar a proposta da Educação do Campo. Participar das reuniões pedagógicas de planejamento das Escolas. Construir junto as Escolas através de gincanas o embelezamento da comunidade (Aprender brincando), de forma a realizar conscientização na comunidade e construir uma melhor relação e interação entre escola e meio social dos estudantes. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 90 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 8.1.3. Programa de saúde da regional Enio Gutierrez Justificativa Em primeiro lugar é importante lembrar conforme mencionado no diagnóstico, que ao se falar em saúde nos assentamentos devem-se levar em conta os seus condicionantes como a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, a higiene, e os aspectos do entorno relacionado à comunidade e a natureza. Considera-se a saúde em sua dimensão mais ampla, que não diz respeito somente a hospitais e postos de saúde. Para além de ações de promoção e prevenção da saúde este programa busca potencializar e contribuir com a renda, a qualidade de vida, a participação e a integração entre as famílias assentadas da região. Para este trabalho de saúde as plantas medicinais se tornaram uma ferramenta fundamental, pois as plantas são utilizadas há séculos pelos povos e geram muito interesse, onde as receitas e conhecimentos são passadas de geração a geração, fazendo parte da herança cultural e resistência das famílias camponesas. Muitas dessas plantas medicinais são também utilizadas como alimentos, e, assim, quando falamos de plantas medicinais estamos falando de saúde, alimento, economia, meio ambiente, cultura, organização e participação social. Além destes, e outros aspectos, hoje as plantas medicinais se tornaram uma política pública do SUS – Sistema Único de Saúde, pois o governo federal brasileiro aprovou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, por meio do Decreto Presidencial Nº. 5.813, de 22 de junho de 2006. Nesta perspectiva, a população da cidade e do campo pode ser atendida com remédios naturais e outras práticas complementares de saúde. Mas é preciso atenção, pois os camponeses/as não devem abdicar de suas farmácias verdes, e sua própria produção e organização. Com isto posto destaca-se a participação efetiva das mulheres, uma vez que, sem dúvida, são as camponesas as principais responsáveis pela renda gerada com a produção do “entorno” da casa, seja com as plantas medicinais, seja com a criação de animais de pequeno porte, hortas, agroindústrias, produção de leite e seus derivados, Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 91 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho garantindo a alimentação saudável e diversificada para o auto-sustento, e para a comercialização do excedente, fortalecendo a agricultura camponesa, e combatendo o agronegócio na ação prática. Com destaque especial às questões que envolvem a soberania alimentar, tão importante em nossos dias. A estratégia econômica do lote familiar deve passar, necessariamente, pela diversificação da produção, pela agroecologia, pela renda mensal, pelas sementes, e as mulheres, de modo geral, têm clara esta concepção. O trabalho com a saúde na regional de Porto Alegre já tem uma trajetória percorrida, com várias ações desenvolvidas nos assentamentos, e a consolidação de um coletivo regional de saúde em Nova Santa Rita. No diagnóstico foram levantadas as dificuldades das famílias no acesso a saúde, especialmente políticas públicas voltadas para a promoção e a prevenção. Hoje o atendimento nos postos é feito através de fichas, e nem sempre são disponibilizadas para o mesmo dia, além da falta de atendimento especializado, e a demora para conseguir vaga em outros municípios. Contribuindo para amenizar as dificuldades descritas acima, e buscando potencializar o que já está em processo na região é que se coloca o Programa Regional de Saúde. Objetivos Para este programa foram levantados objetivos concretos, a partir da realidade da região e da organização. 1 - Estimular o uso e a produção de plantas medicinais no cotidiano das famílias camponesas, buscando proporcionar a melhoria da qualidade de vida. 2 - Buscar alternativas de resistência e renda na terra, de forma que estimule a participação, especialmente das mulheres, em todos os espaços da produção e da organização. 3 - Organizar cursos e seminários de formação política e técnica. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 92 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Metas Com a intenção de facilitar o acompanhamento e controle das ações, o Programa indicou Metas relativas à produção, comercialização, capacitação e organização, sendo elas: - Realizar no mínimo nove (9) oficinas ao ano, sendo uma (1) em cada assentamento, de acordo com os temas sugeridos pelos núcleos de base, seja para produção de remédios caseiros, materiais de limpeza, de higiene, de secagem, de manejo, uso das plantas, artesanato, beneficiamento de alimentos, etc.; - Buscar envolver 40% de participação das famílias nas oficinas em cada assentamento entre os dois anos; - Organizar um (1) encontro bimensal do coletivo regional ampliado de saúde, totalizando doze (12) encontros entre 2010 e 2011; - Organizar cartilha com receitas de alimentos produzidos nos assentamentos; - Comercializar a produção coletiva (cremes, xampus, pomadas, aromatizadores, plantas secas, etc.) em todos os encontros, reuniões e seminários organizados na região e no estado, garantindo a participação de representantes do coletivo de saúde regional; - Participar do processo de formação proposto pelo Programa das Hortas e Plantas Medicinais regional, garantindo até 2011 a certificação orgânica da produção e do beneficiamento das plantas medicinais. Metodologia Parte-se da compreensão que todo coletivo social é constituído por sujeitos portadores de interesses, vontades, desejos e aspirações, sejam eles pessoas, famílias, grupos sociais ou povos. E que esses interesses, vontades, desejos e aspirações devem tornar-se o objeto privilegiado da construção de propostas metodológicas. Nessa perspectiva, a metodologia de trabalho segue a estrutura organizativa da região e utiliza ferramentas participativas, dinâmicas e místicas em todos os espaços. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 93 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Cronograma O prazo previsto para execução das metas e ações propostas é para o ano de 2010, dando continuidade em 2011. Tabela 7: plano de execução das metas, ações e propostas do programa da saúde regional. Ações/metas de 2010 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV Dez Oficina nos assentamentos X X X X X X X X X X X X Encontro, bimestral do X X X X X X coletivo de saúde. Encontros/dias de campo do coletivo da saúde X X X X X X regional Visitas técnicas aos hortos X X X X X X Acompanhamento ao horto X X X X X X X X X X X X da regional Reuniões, dias de campo e X X X X oficinas nos PAS Beneficiamento para X X X X X X X X X X X X comercialização Seminários de Estudo entre coletivo de saúde e equipe X X X X técnica Responsáveis pelo acompanhamento e controle do programa O acompanhamento das ações propostas deverá ocorrer através de debates e informes nas reuniões da direção regional, e o controle sistemático e organizado através do grupo gestor executivo (técnicos, dirigentes regionais e estaduais, representantes das hortas e plantas medicinais, arroz ecológico, leite, saúde, Cootap). 8.1.4. Programa das hortas e plantas medicinais A COCEARGS - Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande Do Sul Ltda. congrega 08 cooperativas regionais, 02 associações regionais, 09 cooperativas de produção agropecuária, 15 associações e famílias em lotes nos Assentamentos da Reforma Agrária, em 21 Regiões do Estado do Rio Grande do Sul. Juntamente com COCEARGS, o Setor de Produção Cooperação e Meio Ambiente e Assistência Técnica Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 94 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho da COPTEC, têm como um dos princípios básicos a produção de ALIMENTOS AGROECOLÓGICOS nos assentamentos, através da organização das famílias assentadas, com independência e soberania como protagonistas deste processo. A primeira experiência com produção de base ecológica, desenvolvida pelas famílias, foi com hortaliças, em pequenas unidades de áreas, comercializando nos mercados locais, entrega direta ao consumidor e em feiras. A partir desta experiência concreta, as famílias iniciaram outras atividades agrícolas com base ecológica como o arroz pré-germinado ecológico. A produção de hortaliças orgânicas nos Assentamentos de Reforma Agrária na Região da Grande Porto Alegre-RS, iniciou com experiência em pequenas áreas , no ano de 1995, basicamente nos Assentamentos da Capela e Itapui (Nova Santa Rita RS), e Integração Gaúcha em Eldorado do Sul. As experiências práticas desenvolvidas pelas três unidades, na produção de hortaliças orgânicas, levaram ao interesse de mais famílias do próprio assentamento e de outros, a produzirem ecologicamente. No ano de 2000 foi conquistado um premio de responsabilidade social através da Fundação Banco do Brasil. Também neste ano foram conquistados espaços de feiras na Região metropolitana de Porto Alegre, as quais seguem até hoje. A COCEARGS, Setor de Produção, Assistência Técnica, juntamente com o grupo das Hortas e Hortos medicinais, tem a responsabilidade de sistematizar e/ou documentar todas as experiências agroecológicas e, através de intercâmbios de troca de experiências, seminários e dias de campo, entre as famílias assentadas da região e de outras regiões, fortalecendo a produção de alimentos agroecológicos, com a independência dos agricultores e apropriação das técnicas de manejo da atividade, com menor impacto a natureza. Objetivos Proporcionar alternativas de renda e trabalho para famílias, aproveitar as oportunidades de mercado devido a proximidade do mercado consumidor, usar adequadamente o solo com maior aproveitamento e renda por área, fornecer ao Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 95 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho mercado consumidor produtos agroecológicos, de alto valor biológico, proporcionar as famílias uma alimentação mais saudável com o consumo de hortaliças, criando hábitos de alimentação mais saudável. Justificativa As unidades e o sistema de produção apresentam as características a seguir descritas, conforme normas estabelecidas pela certificação de produtos orgânicos, e princípios da produção agroecológica. Estrutura e tamanho das unidades: As famílias Assentadas da Reforma Agrária, tratando-se principalmente das que produzem hortaliças de base ecológica, buscam desenvolver suas atividades de subsistências e geradora de renda nas diferentes estruturas organizativas de produção, como: Associação, associação do grupo do Erval, no assentamento Itapuí com 5 famílias, cultivando uma área de 5 há de hortaliças. Associação 15 de Abril de Charqueadas com produção no Assentamento Trinta de Maio e venda dos produtos na cidade de Charqueadas mesmo, os produtores de Assentamento integração gaúcha de Eldorado Sul cultivam várias espécies de hortaliças para venda em feiras na Grande Porto Alegre em vários pontos em feiras Livres direto ao consumidor Fonte de água: De um modo geral a água é captada de açudes e vertentes. Culturas e métodos de produção: Subsistência em sistema de produção de base ecológica, horta ecológica, apicultura, etc. e arroz agroecológico. Basicamente os eixos centrais de produção, geradora de renda e de manutenção familiar na Região de Porto Alegre - RS estão o arroz irrigado, a bovinocultura de leite e as hortaliças, frutas e plantas medicinais. As demais culturas e criações são caracterizadas basicamente de abastecimento da família. Sistema de cultivo de hortaliças e plantas medicinais e manejo do solo. O preparo do solo é feito de forma mecanizada ou com tração animal. Requer do agricultor “um diálogo com a natureza”, entender o ambiente em que está sendo realizadas as práticas de preparo. O tipo de preparo do solo e os implementos Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 96 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho utilizados dependem diretamente das condições climáticas (chuva, temperatura, umidade do solo, etc.), bem como a biomassa. Preparo do solo: na maioria das unidades é realizado uma aração e/ou gradagem com o uso de enxada rotativa e sulcador para levantar os canteiros, nas pequena unidades de plantas medicinais o preparo é feito manualmente com o uso de enxada, rastelo. As famílias costumam incorporar os restos culturais, plantas espontâneas e adubação verde na construção dos canteiros. O manejo de plantas espontâneas: as plantas espontâneas desenvolvem-se durante todo o cultivo, e se renovam muitas vezes neste período, criando uma excelente biodiversidade botânica, assim como, habitat para a fauna do ambiente. Assim para controlar estas plantas são feitas capinas manuais, uso de cobertura morta e mulching. Controle de erosão: planejamento dos canteiros conforme a declividade do terreno, o uso de cobertura morta e adubação verde, reduzirem a declividade dos drenos e fazer quebra-ventos no contorno das áreas Adubação foliar: biofertilizante enriquecido com pó de rocha. É um adubo orgânico líquido proveniente da decomposição aeróbica, pelo processo fermentativo em meio líquido, com auxilio de microorganismos. Dessa fermentação resulta o biofertilizante que é usado como adubo foliar, sendo absorvido pelas plantas principalmente pelas folhas através de pulverizações. É considerado um fito protetor natural das plantas e estimulador do crescimento e desenvolvimento vegetativo, bem como estimula a florada. È um complemento orgânico do solo, fornecendo micro e macro nutrientes que são minerais essências ao metabolismo das plantas, devendo ser usado em pequenas doses, para melhor absorção. Como é um complemento na nutrição vegetal, os resultados satisfatórios só são obtidos, se ferem desenvolvidos em conjunto com outras ações de manutenção e incremento na fertilidade do sistema agroecológico. É um produto que promove a independência do agricultor, pois o mesmo é feito com produtos da propriedade no momento que o agricultor desejar. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 97 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Comercialização A comercialização conforme já relatada é realizada em feiras municipais da Grande Porto Alegre, sendo que os produtores fazem a venda de vários produtos sendo que quem vai a feira vender leva vários produtos sendo estes de mais de um agricultor, isso facilita a logística de entrega porque o mesmo agricultor pode ter produtos em mais de um ponto na mesma hora, outro fato a destacar é que eles trabalham em feiras ecológicas, sendo o consumidor muito exigente e também conhecedor do processo de produção. Essa interação que existe entre produtor e consumidor melhora o processo de comercialização, Metodologia A partir dos grupos de produção constituídos, esses estabelecem as espécies a serem trabalhadas, e o planejamento da produção individual, os grupos se reúnem periodicamente e a cada dois meses em reunião geral do grupo gestor que trata das questões envolvendo a tecnologia de produção, mercado, certificação e Assistência técnica. 8.1.5. Programa do leite da região Enio Gutierrez Em razão da necessidade da família camponesa ter uma renda mensal e uma alimentação Saudável é impossível pensar a agricultura familiar sem produção leiteira. É graças a esta atividade que estas famílias alem da geração de renda conseguem produzir para o Autoconsumo, fazer integração lavoura pecuária e obter ainda poupança viva. Dentre a realidade da região metropolitana onde a produção leiteira está com grandes perspectivas devido a implantação da rota do leite, construção da agroindústria e venda direta para as prefeituras, no programa da merenda escolar, além de outros mercados; foi construído junto com as demandas das famílias assentadas e a assistência técnica a discussão de que algumas ações são essenciais Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 98 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho para aumentar a produção de leite na região, dentre elas temos como principais metas a serem realizadas: - Produção de leite a base de pasto utilizando o sistema de Pastoreio Racional Voisin - Este sistema é incentivado tanto nas visitas técnicas como nas reuniões com os agricultores onde é discutido os programas de recuperação dos assentamentos e os programas de desenvolvimento dos Assentamentos, pois leva a auto-sustentabilidade da família alem de garantir um alimento ecológico e a possibilidade de no futuro se chegar ao leite orgânico. Junto à nutrição animal também é de grande importância a suplementação mineral, em razão de que nossos solos não conseguem suprir todas as necessidades dos animais e devido a isso temos vários problemas na saúde do rebanho leiteiro. Então com o objetivo de sanar estes problemas, além da orientação sobre o uso do suplemento mineral durante o acompanhamento ao lote dos produtores de leite tem-se realizado oficinas de fabricação caseira do suplemento mineral como forma de integração dos grupos de produtores de leite, também uma forma de transmitir o conhecimento para que no futuro os mesmos possam se organizar e fazer seu mineral. Esta oficina tem alcançado bons resultados tanto nos aspectos nutricionais como no custo final do suplemento mineral que fica em torno de 50% do custo do produto com as mesmas características compradas no mercado. Nesse aspecto a discussão se deu na aquisição de animais com aptidão leiteira Principalmente das raças Holandesas, Jersey e também de raças mistas. Estas em razão de serem mais rústicas, além da importância sanitária, por isso o incentivo para a aquisição de animais testado para as principais doenças do rebanho bovino e adaptado ao clima e as condições do campo da nossa região, já que a maioria das áreas de assentamento são baixas e alagadas em períodos do ano. - Criação de Terneiras – um desafio para as famílias camponesas é criarem as suas terneiras e assim garantirem novilhas e vacas de boa qualidade para a produção de leite, também como uma fonte de renda com a venda do excedente de novilhas criadas contribuindo na renda. Esta já é a realidade de alguns assentados da região. Para melhorar o trabalho de criação e aproveitar melhor o excesso de colostro das vacas recém paridas algumas famílias estão aderindo ao uso de silagem de Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 99 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho colostro, um produto que possibilita a criação da Terneira com um baixo custo e excelente aspecto nutricional. Esta é uma forma de também economizar no uso de leite de qualidade que seria destinado a alimentação da Terneira e que poderá ser comercializado gerando maior renda para a família. - Sanidade animal - quando se pensa na produção leiteira e na qualidade deste produto é necessário entender a importância da sanidade dos animais que vão produzir a matéria prima e o custo para manter estes animais sadios. Por isso quando este assunto é debatido com as famílias durante a realização do PRA e também em reuniões com produtores é discutimos a importância em investir na prevenção e técnicas alternativas como o uso de fitoterápicos e homeopatia veterinária. Objetivos - Aumentar e melhorar a produção leiteira das famílias camponesas garantindo uma renda mensal e melhores condições econômicas às famílias. - Garantir uma produção de base ecológica com produção de leite a pasto. - Garantir a autonomia do mercado desse produto já que quem assumirá a responsabilidade de comercializá-lo será da cooperativa dos trabalhadores assentados na região de Porto Alegre [COOTAP]. Justificativa A produção de leite nos assentamentos da região de Porto Alegre sempre foi considerada importante para o auto consumo e como fonte de renda mensal para as famílias, porém, nunca foi tratada como prioridade ficando sempre ofuscada pela produção de arroz que tem maior destaque e recebe as maiores fatias de investimento tanto por parte dos assentados como pelos programas de incentivo governamentais via INCRA, porém com o inicio da rota do leite na região metropolitana esse cenário tende a mudar isto devido às origens da maioria famílias aqui assentadas oriundas do norte Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 100 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho do estado e estas tem como características aptidão para trabalhar com a produção leiteira. Por estarem aqui na região metropolitana estas famílias já sabem identificar problemas que antes aconteceram e vieram a não receber incentivo da produção leiteira da região alta mortalidade de animais comprados, falta de adaptação a áreas baixas, alagadas e o baixo preço pago aos produtores de mato ( plantio de acácia). Juntando todos esses fatores a principal justificativa e que alem da rota do leite e a possibilidade de comercialização do produto e renda mensal, a produção de leite a pasto promove melhoramento e fertilidade do solo, maior produção por hectare, levando ao auto-sustentabilidade das famílias, melhores condições econômicas garantindo uma produção de base ecológica respeitando o bem estar animal, o ambiente e acima de tudo garantindo melhor qualidade de vida para as famílias assentadas. Metodologia As atividades realizadas terão como objetivo aumentar e melhorar a qualidade do leite nos assentamentos da região de Porto Alegre e para se alcançar essa finalidade será dado seqüência nas ações já realizadas como oficinas, cursos, reuniões técnicas e orientações na área da produção leiteira. As reuniões e oficinas serão construídas junto as famílias camponesas e as necessidades encontradas nas visitas técnicas, como Por exemplo, oficinas de sal mineral, tratamentos alternativos para o uso veterinário com fitoterápicos, uso de vacinas na prevenção de doenças e orientação no controle sanitário do rebanho. Todas essas atividades como também a de orientação e controle da qualidade do leite e seus derivados deveram ser debatidos e pautados em toda região tanto pelos técnicos como pelos camponeses que devem ser os principais gerenciadores da sua produção. Dessa forma espera-se que a região cresça na atividade leiteira e que assim essa produção continue na mão da família camponesa reforçando o projeto de reforma agrária e soberania alimentar. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 101 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 8.1.6. Programa do arroz agroecológico da região Enio Gutierrez A luta pela reforma agrária mobiliza um contingente de camponeses no Brasil e no mundo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) surgiu há 25 anos, hoje presente em 23 estados brasileiros agregando trabalhadores rurais, meeiros, arrendatários, assalariados e pequenos proprietários excluídos do modelo produtivo agrícola atual. A continuidade do MST somente é possível a partir da organização interna do movimento desde o acampamento até os assentamentos. O sistema organizativo desenvolvido no Movimento prioriza a discussão e tomada de decisão a partir do coletivo resultando na formação de grupos, associações e cooperativas. Diante deste contexto, se pretende relatar uma destas experiências. A produção de arroz (Oriza sativa) orgânico nos assentamentos próximos da cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul (RS) – Brasil demanda um grande esforço, no que se refere à apropriação e o entendimento dos princípios e manejos agroecológicos. Os camponeses assentados buscam se capacitar e trocar experiências entre si e com outros agricultores da região, a fim, de se apropriar de um conjunto de tecnologias e técnicas, aplicáveis a sua realidade. Este processo é desempenhado pelo Grupo Gestor do Arroz Ecológico e exige por parte dos assentados e técnicos um esforço de colocar em prática no dia-a-dia a agroecologia. A atividade orizícola pelos assentados próximos a cidade de Porto Alegre teve início em 1995 com áreas de 10 a 20 hectares por camponês organizados em cooperativas. Estes encontraram muitas dificuldades para se adaptarem às áreas baixas (várzeas), por virem de outras regiões do Estado e do país onde desenvolviam agricultura em cultivos de sequeiro. O sistema produtivo adquirido pelos camponeses nos cultivos de milho (Zea maiz), soja (Glicine max), trigo (Triticum aestivum), era o convencional. No cultivo do arroz irrigado não foi diferente. Neste período, os camponeses conquistaram uma linha de crédito para as cooperativas, incorporando tecnologias necessárias ao cultivo do arroz como a compra de colheitadeira, tratores e outros implementos e benfeitorias como silos, pelas cooperativas. No decorrer dos anos, o sistema produtivo desenvolvido Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 102 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho começou a entrar em crise, principalmente econômica. Segundo relatos de camponeses a crise ocorreu pelos altos custos de produção, desencadeados pelo uso de tecnologias altamente dependentes de energia externa a unidade produtiva. O uso de máquinas pesadas, fertilizantes químicos e pesticidas, levou ao endividamento econômico. Além dos altos custos produtivos, as primeiras safras tiveram uma baixa produtividade, devido à falta de estrutura apropriada e de experiência dos camponeses na atividade orizícola. Outro fato político-econômico relevante neste período foi o acordo do Estado brasileiro com a Argentina e o Uruguai, que em 1999, resolveu baixar as tarifas aduaneiras de alguns produtos, entre eles o arroz. Esta entrada de produto no país ajudou a baixar os preços, colaborando para o endividamento dos camponeses assentados. A qualidade de vida e a saúde dos camponeses também foram decisivas para a conversão agroecológica. Os inseticidas e fungicidas eram aplicados por aviões agrícolas, sendo os próprios camponeses encarregados de sinalizar na lavoura a rota da aeronave. Com a inalação da deriva destes agroquímicos ocorreram diversos casos de intoxicação gerando inclusive pedidos de afastamento das cooperativas. Os fatores acima descritos associados com a necessidade de se produzir um produto diferenciado, devido à escala produtiva nos assentamentos não poder competir com os monocultivos de arroz, foi determinante para a mudança de concepção das técnicas e tecnologias desenvolvidas pelos camponeses. A primeira experiência com produção de base ecológica, desenvolvida pelas famílias, foi com hortaliças, em pequenas unidades de áreas, comercializando nos mercados locais, entrega direta ao consumidor e em feiras. A partir desta experiência concreta, as famílias iniciaram a experiência com arroz pré-germinado ecológico. A produção de Arroz Ecológico nos Assentamentos de Reforma Agrária na Região da Grande Porto Alegre-RS, iniciou com experiência em pequenas áreas (3 a 4 há ), no ano de 1999, basicamente no Assentamento da Capela (Capela RS), com a Cooperativa COOPAN e no Assentamento Lagoa do Junco (Tapes RS) com a Cooperativa COPAT. As experiências práticas desenvolvidas pelas duas unidades, pioneiras, na produção de arroz ecológico, levaram ao interesse de mais famílias do próprio Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 103 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho assentamento e de outros, a produzirem arroz ecologicamente. A partir daí, iniciou as trocas de experiências entre as famílias que vinham produzindo arroz ecológico e as que estavam iniciando ou que tinham interesse na atividade. No ano de 2002 foi organizado um dia de campo entre as famílias que vinham produzindo arroz de base ecológica no Assentamento Lagoa do Junco em Tapes RS, para troca de experiência e estudos em Arroz pré-germinado Ecológico e Rizipiscicultura. A partir deste ano, consolidou-se o Grupo do Arroz Ecológico, como é mais conhecido, que é composto de famílias assentadas que trabalham de forma Cooperativa (CPAs), Associações de agricultores, grupo de agricultores e de forma familiar no lote. Neste encontro ficou definido pelas famílias a organização de dois dia de campo e um seminário por ano para trocas de experiências, estudos de todo o processos produtivos do arroz pré-germinado ecológico, da produção, secagem/armazenagem, beneficiamento/processamento, formas de comercialização. Na safra 2002/2003, iniciou o processo de certificação das unidades de produção, a partir da possibilidade de transações de arroz ecológico. A COCEARGS, Setor de Produção, Assistência Técnica, juntamente com o grupo do arroz agroecológico, tem a responsabilidade de sistematizar e/ou documentar todas as experiências agroecológicos e, através de intercâmbios de troca de experiências, seminários e dias de campo, entre as famílias assentadas da região e de outras regiões, fortalecendo a produção de alimentos agroecológica, com a independência dos agricultores e apropriação das técnicas de manejo da atividade, com menor impacto a natureza, se constituindo nisso uma cooperação de conhecimento, a fim de resolver os problemas demandados. Cabe ressaltar que a partir das experiências organizacionais do Grupo gerou-se uma demanda de planejamento estratégico das unidades e por conseqüência do Grupo Gestor do Arroz Ecológico o que solidificou ainda mais a unidade e constituição organizacional da atividade. A partir da safra 2005-2006, a COCEARGS assume a responsabilidade da certificação e torna-se a mandatária do processo de certificação em todas as unidades do grupo. Esse processo permite ao grupo do arroz ecológico apropriar-se de toda a parte administrativa da certificação e ter o domínio do destino do arroz produzido, secado, armazenado e beneficiado nas unidades. Além de todos os avanços em Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 104 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho autonomia do Grupo acima citados, também no campo da formação em produção ecológica foi obtido interessantes avanços. O resultado disso se observa na realização do IV Seminário do Arroz Ecológico contando com a participação de mais de 50 agricultores e técnicos. As atividades e discussões nesta plenária foram muito produtivas demandando a necessidade de fortalecimento de iniciativas de formação e troca de experiências gerando no na safra 2006-2007 a realização de dia de campo na COOPAN em Nova Santa Rita e a seqüência de formação com o V Seminário do Arroz Ecológico da Grande Região de Porto Alegre. Durante a entressafra de 2008, o grupo do arroz ecológico, junto com as regionais, organiza o primeiro seminário em agroecologia e junta produtores agroecológicos de arroz, de hortaliças, de plantas medicinais, de frutas e de leite no centro de formação de Viamão para debater a questão da produção de base agroecológica, a formação dos diferentes grupos gestores, a capacitação e a comercialização. Após elaboração de um documento completo descrevendo o funcionamento da certificação em grupo, o sistema de controle interno (SIC) do processo de certificação da COCEARGS foi por primeira vez implementada e usada no início da safra 20082009 de arroz. Mais de 100 unidades de produção de arroz ecológico foram inspecionadas e avaliadas pelos inspetores internos, agricultores do grupo capacitados para isso. Para a safra 2008-2009, o grupo do arroz ecológico se compõe de 180 famílias equivalentes a mais ou menos 900 pessoas, organizadas em 76 unidades de produção, numa área total de 2844 hectares de terra dos quais 1254 hectares representam a produção de arroz ecológico certificados. A estimativa de produção de arroz ecológico certificado ou em processo de certificação eleva-se a 106.000 sacos de 50 kg ou 5324 toneladas. Nesta safra 2 engenhos (COOPAN e COOPAT) operam fechando a cadeia produtiva e com capacidade de absorver uma parte da produção regional. Além da projeção de 1 unidade de recepção, secagem e armazenagem de arroz ecológico em Eldorado do Sul. Nestes 10 anos de existência do Grupo do Arroz Ecológico, muitas conquistas foram alcançadas. O grupo atualmente é composto por 211 famílias de assentados, Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 105 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho resultando numa área de 2.10454 hectares de arroz orgânico certificado e em processo de certificação. O projeto abrange 06 municípios, envolvendo 07 assentamentos, sendo eles: Charqueadas (Assentamento 30 de Maio); Eldorado do Sul (Assentamentos Integração Gaúcha e Conquista Nonoaiense); Guaíba (Assentamento 19 de Setembro); Capela (Assentamento Capela); Tapes (Assentamento Lagoa do Junco); Viamão (Assentamento Filhos de Sepé). Deste universo há famílias em diferentes estágios de conversão, podendo comercializar arroz com selo orgânico nos mercados brasileiro, europeu, norte-americano. No decorrer do desenvolvimento deste programa aparecerá maior número de dados relevantes a produção ecológica. Este trabalho é fruto de um esforço coletivo, onde os agentes de todo o processo são os próprios camponeses, que demonstram uma perseverança aos princípios agroecológicos. Todavia, isto só foi possível por que os camponeses tomaram a decisão de lutar por um pedaço de chão, ou seja, buscar seus direitos perante o Estado. As conquistas e as derrotas obtidas durante esta jornada, também passaram por um processo de tomada de decisão, que por vezes não é fácil tomá-las. Mas, sem dúvida serviram de estímulo e aprendizado ao Grupo, que é ciente de que por mais que se faça, sempre tem o que se melhorar, consolidar, almejar e vivenciar. Isso, a fim de compartilhar o conhecimento e a experiência obtida, e possibilitar aos outros camponeses a oportunidade de oferecer alimento saudável aos seus semelhantes. Situação socioeconômica - Caracterização do Programa do Arroz A área de abrangência deste programa, conforme a estrutura organizativa do MST está dividida em três microrregiões: Nova Santa Rita, Eldorado do Sul e Viamão, composta por 23 assentamentos em 14 Municípios, envolvendo um público de 1.322 famílias de assentados/as pela Reforma Agrária. O primeiro Projeto de Assentamento (PA) a ser instalado na região, em 1987, foi o PA Padre Josimo, composto por 24 famílias. O nome deste PA é uma homenagem ao religioso Padre Josimo, assassinado Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 106 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho em maio de 1986 por defender os trabalhadores e lutar pela Reforma Agrária. Os PAs e os Municípios envolvidos estão na área de abrangência do projeto. As principais atividades de produção dos Assentamentos da Região são desenvolvidas em uma área de aproximadamente 25.550 hectares, estando caracterizadas: de subsistência e comercialização do excedente, sendo a produção de arroz irrigado, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, suinocultura, avicultura, hortaliças, milho, feijão, etc. e com maior incremento, devido as características topográficas da região e potencialidade de recursos naturais, o arroz pré-germinado agroecológico e convencional em transição. Com a chegada das famílias assentadas, potencializou a produção de alimento com menor impacto ambiental, com tecnologias sustentáveis, com destaque as hortaliças e o arroz pré-germinado agroecológico. As principais fontes de renda direta são arroz irrigado, com expressiva produção orgânica, no sistema pré-germinado em uma área de aproximadamente de 784,9 ha, horticultura e a atividade leiteira, que geram excedente de produção. - Caracterização do público beneficiário envolvido As famílias assentadas têm em sua base cultural a produção para auto-sustento, dependendo pouco do mercado externo, e vendendo o excedente. A relação com a natureza é a própria do camponês, de integração, onde se busca produzir alimentos saudáveis, que levem em consideração a saúde humana e da natureza. As famílias mantêm hábitos de fazer trocas de produtos e serviços entre vizinhos, realizam festas comemorativas, fazem reivindicações conjuntas, valorizam a cooperação e a ajuda mútua, e buscam ter presente um espírito humanitário e solidário na vida em comunidade. A forma básica de organização são os núcleos de base do Movimento Sem Terra, e congregam entre 10 a 25 famílias cada. Nestes núcleos acontecem discussões que tratam as questões política, técnica, social, cultural e econômica, bem como os problemas enfrentados pelos trabalhadores no assentamento, no município e no estado, procurando garantir a participação de toda a família. Outra forma são os grupos de produção, que podem ser informais, associações ou cooperativas legais, como a Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 107 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho COOPAN12, COOPAC13, COOPAT14 e COOTAP15. Existe uma coordenação por assentamento e uma regional. As coordenações são constituídas por uma mulher e um homem de cada núcleo de base, escolhidas pelas famílias dos assentamentos. As linhas gerais e assuntos de maior importância são tratados em assembléias. O grau de escolaridade entre os assentados da região é diversificado, desde o analfabetismo até o superior; a grande maioria tem escolaridade até a 4ª série do ensino fundamental. Os filhos de assentados estão conseguindo na sua maioria completar o 2º grau, muitos nas escolas do movimento como o Instituto Educar no município do Pontão, e o IEJC/ITERRA em Veranópolis, realizando também cursos profissionalizantes, como Técnicos em Administração de Cooperativas e Técnicas em Agroecologia. A região tem preocupação com a educação; buscando contribuir com a escolarização e formação dos assentados foi realizado um curso de EJA fundamental de segundo segmento, formando 49 pessoas, e já se prepara para executar o EJA ensino médio, para dar seguimento a estes mesmo agricultores que concluíram o fundamental; estas turmas recebem escolarização dentro da pedagogia da alternância, uma proposta do MST para garantir oportunidade de estudo aos camponeses que não podem se deslocar todos os dias até a escola. Os desafios destas famílias são sua produção de forma diversificada combinação de cultivos e criações, produzindo alimentos de qualidade e com excedente. Agregar valor na produção primária de diversas formas, principalmente com agroindústrias. Conseguir aumentar a renda direta mensal das famílias. Criar mecanismos que possam fortalecer o mercado solidário. Dominar a cadeia de produção de alguns produtos para possibilitar aos filhos que continuem trabalhando no campo com uma remuneração justa. Continuar desenvolvendo atividades que busquem um melhor desenvolvimento para a sociedade, como o saneamento ecológico, cultivo de plantas medicinais, continuar produzindo de forma ecológica, avançar no debate da necessidade da produção agroecológica, entre outros. 12 Cooperativa de Produção Agropecuária de Nova Santa Rita. 13 Cooperativa de Produção Agropecuária de Charqueadas. 14 Cooperativa de Produção Agropecuária de Tapes. 15 Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 108 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - Caracterização da produção agrícola/pecuária: área plantada, produtividade obtida, qualidade da produção, histórico de utilização da área, potencial para crescimento na produção, agroindústrias existentes e tipos de assistência técnica existente, entre outras; A primeira experiência com produção de base ecológica, desenvolvida pelas famílias foi com hortaliças conforme colocado anteriormente, em pequenas unidades de áreas comercializando nos mercados locais, entrega direta ao consumidor e em feiras. A partir desta experiência concreta, as famílias iniciaram a experiência com arroz prégerminado agroecológico. Todos os beneficiários desse projeto têm, após praticamente 10 anos de plantar arroz, acumulado uma sólida experiência na produção de alimentos na várzea, áreas de terra baixa. A pesar da diferencia existente de conhecimento em produção agroecológica de arroz, o fluxo de informação entre os próprios produtores é grande e continuo, assim que o nível de tecnologia vem crescendo ao longo dos anos. - Análise do Mercado: potencial e existente (dimensão e abrangência): O mercado atual já é bastante amplo, pois como as unidades já possuem desde 2003 a certificação orgânica, conseguirem abrir um mercado a nível local, regional, estadual, nacional e internacional. O arroz comercializa-se tanto a granel para os mercados constitucionais (programas do governo) quanto em sacas de 25, 30 e 50 kg e em saquinhos de 1 e 5 kg para vários tipos de mercados, lojas, restaurantes, etc. O volume total comercializado em 2008 superou os 100.000 sacos de 50kg (quantidade calculada em casca) nas mais diversas formas possíveis. Os produtores que ainda não têm estruturas de secagem e armazenagens têm duas opções; fazem parceria com as unidades do grupo do arroz ecológicas mais estruturadas vendem o arroz em casca para os engenhos da grande região metropolitana de Porto Alegre como orgânico (com certificado) ou como convencional quando o mercado do arroz orgânica em casca satura. As unidades mais estruturadas, que possuem secagem, armazenagem, beneficiamento e empacotamento, trabalham com o mercado de consumo direto e as empresas alimentícias que atuam como atravessadores. O mercado do arroz agroecológico está crescendo anualmente, a procura tanto por parte dos consumidores Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 109 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho quanto das empresas do setor de alimentação está cada dia mais voltada aos alimentos livre de agrotóxicos. As condições necessárias em termos de terra, clima, cultura são no Rio Grande do Sul ótima para a produção de arroz e despertam o interesse tanto dos produtores quanto dos consumidores de arroz. Todavia a produção de arroz agroecológico estadual e nacional é pequena e não consegue abastecer a demanda nacional. Por tanto existe um potencial enorme de comercialização já em nível de Brasil e isso sem contar com uma procura muito grande vindo do exterior. O fato de poder contar com uma estrutura de secagem e armazenagem a mais dentro do grupo gestor dos produtores de arroz agroecológico da Grande região de Porto Alegre permitiriam a esses produtores até agora dependentes de estruturas convencionais por um lado poderem recepcionar a própria safra em casa e abastecer as unidades existentes de beneficiamento do grupo e não terem que vender o arroz agroecológico certificado no mercado convencional por falta de espaço e por outro lado esperarem melhores momentos de comercialização. Forma e canais de comercialização: potencial e existente (venda direta, comércio eletrônico, compra antecipada, venda indireta, contratos de integração, mercados institucionais). As duas unidades do grupo que hoje conseguem fechar a cadeia produtiva do arroz agroecológico são a COOPAN e a COOPAT. Essas duas cooperativas estão em fase final de reforma das estruturas e terão a possibilidade de receber, pesar, secar, armazenar, beneficiar e empacotar arroz agroecológico. Nos dois casos, a capacidade das estruturas, o beneficiamento, é superior a capacidade de produção de arroz agroecológico da lavoura. Essas duas unidades têm capacidade de beneficiar o arroz das outras unidades de produção, mas não tem capacidade de armazená-lo, por tanto é necessário descentralizar e multiplicar as opções de secagem e armazenagem para depois poder ao longo do ano abastecer as unidades de beneficiamento com o arroz das outras unidades de produção de lavoura do grupo gestor do arroz ecológico. Essas duas unidades existentes têm desenvolvido ao longo dos últimos 3 anos vários tipos de mercado: a) Mercado de proximidade; loja da reforma agrária em Porto Alegre, lojas de produtos naturais, restaurantes, lojas de produtos convencionais, feiras no Rio Grande Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 110 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho do Sul. Nesses casos o arroz é comercializado beneficiado a granel ou em pacotes de 1 e 5 kg. b) Atravessadores; atacadistas, mini-supermercado, supermercado da reforma agrária. Nesses casos o arroz é comercializado beneficiado em sacas de 25, 30, 50 kg ou em pacotes de 1 e 5 kg. c) Mercado institucional: programas de compra direta, programa de doação, Fome Zero, Convenio com hospitais, convenio com prefeituras (creches, escolas e universidades). Nesses casos o arroz é comercializado em casca a granel ou beneficiado a granel, em sacas de 25, 30 50 kg ou em pacotes de 1 e 5 kg. d) Empresas alimentícias; existe uma relação com varias empresas de comercialização de produtos orgânicos e com as quais a COOPAT e a COOPAN trabalham há 5 anos. O arroz ecológico comercializado para essas empresas é certificado orgânico para os mercados brasileiros (Normas de certificação orgânica BRO, IN N° 64, do dia 18 de dezembro de 2008), europeus (Normas de certificação orgânica CEE 2092/91) e americanos (Normas de certificação orgânica NOP/USDA). O processo de certificação foi iniciado em 2003 pelo grupo a pedido de uma empresa. As perspectivas e os desafios de comercialização encontram-se na estruturação das unidades a fim de lhes permitir aproveitar dos 100% do grão colhido e não ter que vender como convencional. Os mercados ainda não trabalhados que aparecem ainda como potencial de crescimento são: a) as cooperativas de consumidores, b) as prefeituras da Grande região metropolitana de Porto Alegre, c) todas as empresas nacionais de produtos orgânicas que já solicitaram arroz ecológico (a granel, em sacas ou empacotados), d) o mercado solidário interno (assentamentos e cooperativas da reforma agrária) e) o mercado solidário externo (lojas do comercio justo). f) Uma tendência acentuada pela falta de oferta diante uma procura crescente de alimentos orgânicos é o fechamento de contrato pré-plantio. O grupo gestor do arroz ao momento de planejar as lavouras poderá contar com uma variante adicional que é a Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 111 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho demanda especifica de produto em qualidade e quantidade por parte de alguns compradores. Isto permitirá determinar as condições de comercialização antes do plantio e contar com uma segurança maior no retorno econômico dos investimentos. Dados gerais Na seqüência desta breve contextualização regional, se pretende expressar a dimensão do programa do arroz agroecológico. O Grupo que iniciou com uma pequena área de 1,5 ha, hoje conta com mais de 2.000 ha de arroz orgânico e em transição envolvendo 211 famílias num total de quase 1.000 pessoas, veja abaixo. Tabela 8: Mapa regional do Grupo gestor do Arroz Ecológico, Porto Alegre, 2009. Mapa regional Assentamento Municipio N° de unidades certificadas 19 de Setembro Guaiba 5 IRGA Eldorado do Sul 3 30 de Maio Charquedas 5 Lagoa do Junco Tapes 2 Filhos de Sepé Viamão 49 Capela Nova Santa Rita 9 S.R. de Cássia Nova Santa Rita 1 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 112 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 9: dados gerais da produção de Arroz Ecológico da região N°de assentamentos 7 N° de municipios 6 N° de unidades de produção 147 N° de familias diretamente envolvidas na atividade 211 N° de pessoas envolvidas na atividade 872 Area total de arroz orgânico ou em transição 2.104,6 ha Area total no processo de certificação orgânica 4.101,52 ha Produção total estimada de arroz ecológico em sc safra 20092010 177.767 sacas Os dados acima levantados foram sistematizados a partir da documentação de certificação presente no Grupo, levantada a campo e em atividades de reuniões de capacitação e formação. O Grupo hoje conta com uma abrangência acima da esperada pelos seus participantes e o reflexo disso é a aceitação do arroz orgânico nos mercados e pelos agricultores. Um exemplo disso é no Assentamento Capela onde a 10 anos atrás não existia produção de arroz ecológico. Hoje, dos 46 agricultores que cultivam arroz, 42 estão diretamente envolvidos com a produção de arroz ecológico. Toda esta euforia gerada pelo crescimento do Grupo também traz apreensões quanto a estrutura física de poder armazenar toda a produção de 177.000 sacos em estruturas próprias. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 113 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 10: capacidade de armazenagem e beneficiamento das agroindústrias do Grupo gestor do arroz ecológico, Porto Alegre, 2009. Estruturas de secagem e armazenagem capacidade ● COOPAT: Secagem/armazenagem...............9.500sc ● COPAC: secagem/armazenagem...............10.000sc ● COOPAN: secagem/armazenagem...............20.000sc ● COOTAP: secagem/armazenagem................15.000sc ● COOTAP: secagem/armazenagem................15.000 sc Estruturas de beneficiamento e capacidade ● COOPAT..........................................................30sc/hora ● COOPAN.........................................................20sc/hora ● COPAC.........................................................8sc/hora 69.500 sacas (39,1% da prod. total) 58 sc/hora Além das estruturas presentes na tabela 4 o Grupo fomenta a construção de silos de pequena capacidade nas unidades, bem como a construção de uma unidade de arroz parboilizado para a região pois o grupo vem crescendo em média 20% em número de famílias e em área ao ano, gráficos 19 e 20. Gráfico 19: Histórico da evolução em número de famílias no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 114 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 20: Histórico da evolução em área no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, Porto Alegre, 2009. Os dados obtidos nas tabelas acima representam a espectativa de crescimento do Grupo que na realização do II Seminário do Arroz Agroecológico em 2004 definiu como metas estes valores. Eventos como o Seminário do arroz ecológico serve como espaço de formação, troca de experiência e planejamento estratégico do Grupo, tabela 11. Tabela 11: Planejamento estratégico do Grupo gestor do Arroz Ecológico, porto Alegre, 2004. Planejamento estratégico Objetivos estratégicos Eixos estratégicos 1 – Motivar as Famílias à produção agroecológica como opção de vida; 2 – Produção de arroz ecológico sob o controle dos assentados; Produção, secagem, armazenagem;beneficiamento; Comercialização; 3 – Contraposição ao agronegócio com a afirmação do projeto camponês 4 – Produção de semente de qualidade; 5 - Fazer a relação com a sociedade; 6 – Cuidado com o meio ambiente; 7 – Disputa por políticas públicas de incentivo a agroecologia; 8 – Estratégia de certificação 9 – Mercado: local, procurar outros grupos; 10 – Fortalecer a organização (MST); 1 – Produção de arroz ecológico numa estratégia de conversão do lote para a agroecologia 2 – Certificar conforme ás normas orgânicas 3 – Secar e armazenar Meios 1 – Formação e capacitação 2 – Troca de experiência 3 – Articulação e parceria na formação, capacitação e comercialização 4 – Planejamento estratégico da grande região de POA 4 – Beneficiar 5 – Comercializar 5 – Sistema interno de controle (GG e certificação) 6 – Viabilização de recursos 7 – Assistencia técnica especializada 8 – O seminario anual da agroecologia Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) Metas 1 – Arroz seco e armazenado em 7 unidades (COOPAT, COPAC, COOPAN, Viamão, Guaiba e COOTAP, Eldorado do Sul) 2 – 80% do arroz produzido beneficiado em 4 unidades (COOPAT, COOPAN, COPAC e COOTAP) 3 – Custo de produção médio das unidades de R$ 950,00 / ha 4 – Produzir 100% da semente 5 – Aumentar em 20% o numero de famílias 6 – 150 famílias capacitadas em boas práticas de produção, secagem, armazenagem, beneficiamento e comercialização de arroz agroecológico 115 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho A partir da safra 2004-2005 o planejamento das atividades passou a ser um fator fundamental para o sucesso nas lavouras. A atividade orizícola envolve elevados investimentos em estrutura física e maquinários além do investimento para a viabilização da lavoura. Como passou a ser parte do cronograma de atividades do grupo a realização de um seminário por ano, na safra 2009-2010 foi chegado aos dados preliminares citados anteriormente. A tabela 11 procura localizar geograficamente os grupos, produtividade, necessidade de sementes e local de beneficiamento. Tabela 12: Dados preliminares sobre a localização das unidades e estimativas de produção de arroz ecológico, porto alegre, 2009. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 116 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 21: Áreas totais e de Arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. hectares Areas Totais e de Arroz Por Status de Certificação safra 2009-2010 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 1271 972 304 4101,52 2104,6 Tot O 835 819 10 C1 C0 C CEE Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) O C NOP 117 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Gráfico 22: Quantidade de arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. Quantidade de Arroz a colher por Status de Certificação Safra 2009-2010 Mil Sacas 200 150 100 50 178 80 25 0 71 69 109 O C1 C0 O Convencional Arroz Arroz Arroz Arroz Arroz O processo de certificação é realizado por intermédio de um grupo de agricultores que possuem uma estrutura organizativa própria, auditadas por uma instituição de terceira parte que no caso é a empresa suíça com sede no Brasil a IMO Control do Brasil. Neste sentido, o Grupo do Arroz Ecológico conta com uma estrutura funcional orgânica composta por agricultores e técnicos responsáveis por diferentes funções conforme figura 7. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 118 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 7: Organograma do grupo Gestor do Arroz Ecológico, Porto Alegre, 2009. A. Coordenadores do Grupo Gestor do Arroz Ecológico da Grande região de Porto Alegre Presidente e Tesoureiro da COOTAP Responsável SIC Orestes Da Veiga Ribeiro e Altecir Antonio Kaminski B. Serviço de acompanhamento técnico nos assentamentos e cocoordenador SIC Celso Alves da Silva Equipe SIC, controle de qualidade orgânica C. Inspetores internos C.1 Carlos Alberto de Souza Grupo gestor do arroz ecológico de PoA D. Representantes d as unidades de produção E. Equipe técnica 1. Elcio Cavazin 1. Marcos Santos 3. Marildo Molinari 3. Celso Alves 4.01 Augusto Picoloto 4.01 Celso Alves 4-3.10-13 Gilmar Carvalho 4.10-23 Gilmar Carvalho 4.10-13 Celso Alves 5.01 e 5.05 Fabio Lopes 5.01 e 5.05 Antônio H. 6.01-6.65.6 Leonildo Zang 6.01-6.65 Cristiano D. 6.03 a 6.42 Alberto Mazetti 6.03 a 6.42 Cristiano D. 6.06 e 6.20-28 Adão Costa 6.06 e 6.20-28 Marcelo D. 6.60.6-6.66.1Osm ar M. 6.60.6-6.66.10 Marcelo D. 6.09-6.67.11 Vanderlei B. 6.09-6.67.11 Cristiano D. 6.04-6.49.10 Geraldo P. 6.04-6.49.10 Cristiano D. 7.01 Airton Rubenich 7.01 Silvio Bertoni 7.02-10 Revelino F. 7.02-10 Silvio Bertoni 7.20 Jefferson S. Matos 7.20 Cleomar Pietroski 8.01 Altecir e Orestes 8.01 Celso Alves C.2. Elcio Antônio Cavazin C.3 Sidnei Pietroski C.4. Alberto José Mazetti C.5. Jefferson da Silva Matos C.6. Silvino D. da Silva C.7. Alan Bosa C.8. Marildo Mulinari Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 119 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Com uma atividade envolvendo este grande número de pessoas é necessário que sejam planificadas e acordadas as atividades a serem realizadas ao logo do ano para que não ocorra mistura de funções entre os diferentes atores, bem como a falta de realização de uma determinada tarefa pelo motivo de não haver nenhuma pessoa responsável para assumir o compromisso. Neste sentido o Grupo realiza anualmente um cronograma de atividades a serem realizados o prazo e a pessoa responsável. Subprogramas do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico Os espaços de formação e capacitação são momentos fundamentais para a consolidação e planejamento futuro das atividades do Grupo. Desta forma, anualmente é realizado o Seminário do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico, sendo em 2009 o VI evento. O VI Seminário do Arroz Agroecológico foi realizado no dia 30.06 de 2009 na Regional em Eldorado do Sul, contando com a presença de mais de 70 agricultores, técnicos, entidades parceiras (INCRA, CONAB). Neste, foi adotado uma dinâmica de trabalho em que cada grupo de agricultor relatasse seus avanços e desafios convergindo com espaço de discussão em grupos para pensar quais seriam as prioridades para o Grupo gestor do Arroz a curto, médio e longo prazo. Os organizadores avaliaram como positiva a dinâmica de trabalho adotada no VI Seminário, visto que foram elaborados 5 subprogramas das prioridades levantadas que são: o Subprograma da Infra-estrutura e Comercialização; o Subprograma das Sementes, o Subprograma dos Assentamentos Novos, o Subprograma da certificação e o Subprograma da Certificação. Dos 5 Subprogramas levantados foram designados técnicos e agricultores a se responsabilizarem pelo andamento das atividades. Abaixo segue um resumo dos subprogramas e os encaminhamentos gerados até então. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 120 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Infra-estrutura e comercialização Uma das metas do Grupo é possuir capacidade de secar, armazenar e embalar todo o arroz produzido. Além de servir como articulador para programas de crédito especiais para os agricultores campesinos. Grupo está se reunindo, em duas frentes. - Estruturas existentes - PAs Novos Fontes de investimento: Terra Sol – Agroindústria e BNDS/BB/DRS Proposta: Tabela 13: Planejamento de Investimentos PAS novos Assentamentos Estruturas Equipamentos 1 silo secador e Capacidades Situação 15000 sacas Falta definir a gestão e critérios de uso PA 30 de Maio PA IRGA PA Capela – COOPAN PA Viamão COOTAP Grande Região 1 balança 1 silo secador A definir 15000 sacas 1 silo secador Toda estrutura Estrutura completa para arroz parbolizado 15000 sacas A definir A definir Já está operando projeto de 20000 sc Em estudo Em estudo, estrutura para uso coletivo a) Santa Rita de Cássia II: Vão solicitar a segunda e terceira parcela do crédito para uma única. Picolotto: Recurso modificou através da emenda parlamentar, possibilitando a patrulha agrícola. b) Viamão: As famílias têm que construir a unidade política em torno do projeto estratégico. Discutir junto com Grupo Gestor do Arroz, COOTAP e Técnicos. Associação Arroz e Peixe devem buscar fontes de recursos Responsável: ZANG; Emerson; Coptec; Agricultores Individuais. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 121 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho c) As definições dos investimentos se da nos grupo gestor e as unidades são responsáveis por encaminhar os projetos técnicos para ser decidido. Encaminhamento: - Reunião no PA 30 de Maio. COPAC, Associação 15 de Abril, COOTAP e COPTEC. Responsável por agendar Bragado. - COOTAP Fazer um roteiro para encaminhar infra estruturas nos assentamentos. Na comercialização priorizar a busca de novos mercados para garantir a venda de todo o arroz ecológico produzido pelo grupo gestor. Hoje o a Cootap está muito dependente da CONAB e isso é arriscado já que pode ter mudanças nas políticas públicas dependendo da troca de governo a nível federal. Assentamentos novos O Grupo Gestor do Arroz é bastante heterogêneo pois congrega desde agricultores com 15 anos de experiência e estrutura física concretizada até agricultores que estão iniciando a atividade. - Priorizar a produção com recurso do INCRA. - Encaminhamento: Segunda feira apresentar pré-projeto para INCRA sobre o plantio de arroz da segunda e terceira parcela do PRONAF, juntamente com Coceargs e Cootap. Aquisição de bombas. Santa Rita de Cássia II Tabela 33: grupo do arroz do P.A Sta Rita de Cássia II Grupos Barragem Unidos venceremos Índio Total Área ha 90 84 48 222 N de Famílias 12 11 6 29 Capacitação: Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 122 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - Foi realizado um seminário e uma prática de biofertilizante. - Estão com problema de preparo do solo e bombas. A semente já foi acertada. Apolônio de Carvalho - Possibilidade de fazer a lavoura com assentados. Falta de recurso. Tabela 34:grupos de arroz P.A Apolônio de Carvalho Grupos Odacir veriato Anderson Jaqueline Sepé Tiarajú Vera Unidos da Terra Total Área (ha) 80 43 30 120 60 160 493 N de famílias 8 5 5 12 6 17 53 Dia 06.08.09: Apresentar Pré-Projeto do plantio da lavoura de arroz ao INCRA. Responsáveis do Programa: Orestes, Cleomar e Cadore. f) 3. Formação em todo o processo produtivo do arroz agroecológico. 1.1 – Cronograma de plantio e as práticas de manejo 1.2 – Maquinários e equipamentos 1.3 – Agroindústria – fluxo – controle de insetos e doenças – manutenção 1.4 – Comercialização – Responsabilidade da COOTAP A equipe responsável definido no seminário não participou da reunião do GG arroz, ficando comprometida a apresentação do programa da formação. Envolver os responsáveis dos demais programas na demanda da formação. (semente; Manejo da lavoura; agroindústria). Equipe responsável pelo programa (redefinida): Leandro, Celso, Emerson, Bosa, Elcio, Tchesco e Edivan) Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 123 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Produção de semente de arroz As famílias assentadas da Reforma Agrária no entorno da grande Porto Alegre buscam a autonomia na produção de semente de arroz irrigado. A partir de 1998/99 iniciou-se os primeiros cultivos de arroz irrigados no sistema pré-germinado agroecológico nos assentamentos da região. Muitos desafios estavam colocados, como: a tecnologias de produção sem uso de produtos químicos, controle de secagem, armazenagem e beneficiamento e autonomia na produção da semente própria que é um dos princípios das famílias assentadas. Inicialmente todas as famílias estavam com a disposição de criar condições de produzir sua própria semente com material disponível no mercado, como: semente de engenhos que fazem o sistema troca-troca, material produzido pela Embrapa, material produzido pelo IRGA, EPAGRI e com reprodução própria com troca de material a cada 2-3 anos. A Embrapa, IRGA e EPAGRI detêm a tecnologia que permite a partir da genética produzir a semente genética, básica que é fornecida aos campos credenciados para reproduzir semente e fornecer aos agricultores para produção de grãos. Com o objetivo de cada agricultor produzir sua própria semente, enfrentaram grandes limitantes, como: adquirir material no sistema troca-troca dos engenhos da região, muitas vezes adquire grãos por sementes, desencadeando em problemas de qualidade, quantidade e sanidade. Material de procedência conhecida, de produtores de sementes ou da própria Embrapa, IRGA ou EPAGRI, e não possuir a logística e estruturas de processamento existente para tal finalidade. Outro fator limitante também é o agricultor escolhe a melhor área de produção de grãos para fazer semente e geralmente não tem a estrutura necessária para colheita época recomendada, secagem e armazenagem em condições que permita a manutenção da qualidade. Enfrentando estes fatores limitantes os agricultores retornam a compra de semente ou grãos por sementes, pagando muito caro e não alcança o objetivo de autonomia na produção de semente própria e acaba ficando na dependência e levando os custos de produção. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 124 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho No VI Seminários do Grupo do Arroz Agroecológico realizado em 2009 o grupo definiu o tema da semente própria como uma das principais prioridades dentro do grupo, para construir um Programa de Produção de semente de arroz agroecológico, definindo os campos de produção de semente, os principais materiais utilizados pelo grupo e adquirir com categoria básica ou certificada C1 de fornecedores credenciados como produtores de semente ou das instituições como Embrapa, EOAGRI e o IRGA. Dentro do programa de semente do grupo do arroz agroecológico foi construído um plano de formação juntamente com Embrapa Pelotas/convênio INCRA/FAPEG e IRGA para desenvolverem ações juntamente com os agricultores e técnicos da COPTEC, para buscar o domínio das tecnologias em todas as etapas do processo de produção e beneficiamento de semente de arroz agroecológico, produzido pelos agricultores assentados no entorno da grande Porto Alegre. Definir unidades com área, estrutura e capacidade para produzir sementes em quantidade e qualidade para todo o grupo gestor. Pontos a serem avaliados: germinação da semente, manejo da água e fertilidade do solo. Foi definido um planejamento e Cronograma de atividades (ver matriz em anexo) das unidades com a disposição e potencial para produção de semente e desenvolvido um cronograma de atividades. A formação em conjunto com EMBRAPA, sendo as variedades mais plantadas dentro do grupo a IRGA417 e EPAGRI113. A secagem da semente será na unidade da Cootap BR290 em Eldorado do Sul que precisa secar 10.000 sacas para ser viável economicamente. A produção de semente o grupo definiu deve buscar a autonomia em médio prazo, com formação teórico-prático. Élcio: A preocupação e responsabilidade de produzir semente têm que ser do agricultor. Celso: As lavouras para produção de semente utilizando semente básica ou certificada têm um custo maior e agricultor tem dificuldade de capital de giro, por isso deve ser plantada com objetivo de atender a demanda do grande grupo, com suporte da COOTAP. Reunião com EMBRAPA: 31.07.09 em Pelotas – Estação experimental de terras baixas. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 125 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Primeiro seminário: 25.08.2009 Responsáveis pelo Programa: Celso, Romeu e responsáveis unidades de produção de semente. Programa do arroz com 8 campos de produção. Subprograma da Certificação O grupo gestor está avançando bastante, mas tem pendências da certificação e não conformidades velhas que não estão sendo levadas a sério e logo poderão ocasionar punições, ver planilha com subprograma e programa e cronograma de atividades. Formação - Responsabilidades; - Inspeção SIC e IMO; - Cursos. Apresentação da estrutura organizativa e as responsabilidades. Os princípios da certificação em grupo. Grupo define uma Mandatária; Opera um SIC- Sistema de controle Interno e Gestão de Qualidade Orgânica Certificação é para o grupo e não para unidades individuais. Certificador: interno SIC e externo IMO Nas diferentes atividades produtivas o mercado está exigindo a rastreabilidade do produto. É de fundamental importância que o fluxo do produto seja todo documentado para garantia da qualidade orgânica, através dos documentos e notas fiscais de acordo com exigências das normas de certificação. Diretrizes do programa do arroz agroecológico Certificação Orgânica Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 126 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Figura 5: Organograma do processo de certificação orgânica e responsabilidades 1. Presidente da COCEARGS, mandatária do projeto João Francisco Moraes Cardoso 2. Coordenadores do Grupo Gestor do Arroz Ecológico da Grande região de Porto Alegre Presidente e secretario da COOTAP Responsável SIC Altecir Antonio Kaminski e Orestes Da Veiga Ribeiro 4. Apoio técnico e 3.Serviço de institucional á cadeia acompanhamento técnico produtiva do arroz ecológico nos assentamentos e co- e certificação Nathaniel coordenador SIC David Schmid Celso Alves da Silva Equipe SIC, controle de qualidade orgânica Grupos gestores dos produtores agro-ecológicos de POA 5. Comitê de 5.1. Celso Alves I.I. para fruticultura I.I. para hortaliças e 5.2. plantas medicinais Schmid Nathaniel Grupo gestor do leite I.I. para arroz Grupo gestor da fruticultura avaliação (hortaliças e plantas medicnias) (I.I) Grupo gestor das hortas e feiras Internos Grupo gestor do arroz ecológico Inspetores I.I. para leite Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 127 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Código 1. Cargo Nome do responsável Responsabilidades João Francisco Moraes Cardoso - Direção da cooperativa central dos assentamentos do Rio Grande do Sul (COCEARGS) - Supervisão geral das atividades do grupo gestor dos produtores de arroz ecológicos da grande região de Porto Alegre. - Coordenação das atividades do grupo gestor dos produtores de arroz ecológicos da grande região de Porto Alegre. - Presidente da Cooperativa Regional dos trabalhadores assentados da região de Porto Alegre Ltda. (COOTAP) - Coordena a comercialização do arroz ecológico através do mercado institucional (CONAB). - Acompanhamento técnico na produção agroecológica nos assentamentos da região de POA. - Acompanhamento técnico na produção de arroz ecológico. - Elaboração de projetos de investimento em infra-estrutura para a cadeia produtiva do arroz ecológico. - Co-coordenação do SIC - Acompanhamento técnico e apoio institucional na produção agroecológica nos assentamentos da região de POA. - Acompanhamento técnico á cadeia produtiva do arroz ecológico. - Implementação da SIC - Atualização da documentação para a certificação. - Resgate e sistematização das experiências, atividades, reuniões, seminários, capacitações. Presidente COCEARGS, mandatária projeto da 2. Coordenadores Grupo Gestor Arroz Ecológico Grande região Porto Alegre Responsável SIC do do da de Altecir Antônio Kaminski Orestes Da Veiga Ribeiro 3. Serviço de acompanhamento técnico nos assentamentos e coordenador SIC Celso Alves Da Silva 4. Apoio técnico e institucional á cadeia produtiva do arroz ecológico e certificação Nathaniel Schmid 5. 5.1 Comitê de avaliação Membro Comitê de avaliação 5.2 Membro Comitê de avaliação do Celso Alves Da Silva Nathaniel Schmid - Avaliação dos relatórios de inspeção interna e decisão final sobre a obtenção da qualidade orgânica por parte dos produtores. - Avaliação dos relatórios de inspeção interna e decisão final sobre a obtenção da qualidade orgânica por parte dos produtores. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 128 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 35: Áreas totais e de Arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009. hectares Areas Totais e de Arroz Por Status de Certificação safra 2009-2010 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 1271 972 304 4101,52 2104,6 O Tot 835 819 10 C1 C0 C CEE O C NOP Tabela 35: Quantidade de arroz por status de certificação safra 2009-2010, Porto Alegre, 2009 O processo de certificação é realizado por intermédio de um grupo de agricultores que possuem uma estrutura organizativa própria, auditadas por uma instituição de terceira parte que no caso é a empresa suíça, com sede no Brasil, IMO Control do Brasil. Neste sentido, o Grupo do Arroz Ecológico conta com uma estrutura funcional orgânica composta por agricultores e técnicos responsáveis por diferentes funções conforme figura 4. 6.2- Plano de Manejo para transição de sistema de produção para agroecológico 6.3- Plano de manejo e medidas para profilaxia de agroindústrias 6.4- Seminários/ano e abertura da colheita do arroz, conforme no cronograma do grupo 6.5- Plano de formação dos agricultores 6.6- Sistema de gestão das unidades de recepção e processamento de arroz Cronograma de atividades do Grupo gestor do Arroz agroecológico Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 129 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 36: Cronograma de atividades do Grupo gestor do Arroz agroecológico Cronograma de atividades 2009-2010/grupo gestor do arroz agroecológico da grande região de POA ITENS ASSENTAMENTO O QUE FAZER QUANDO QUEM RESPONSÁVELREALIZAÇÃO Até fim de Introdução a certificação orgânica fev/2009 Todas as famílias Celso e Coordenador PA 30 de Maio - Associação 15 de Abril Planejamento da lavoura 15 de julho Todas as famílias Celso e Coordenador Apresentação do GG região e Consolidação da coordenação JulhoTodas as famílias Celso e Coordenador UNIDADES Formação em manejos de arroz NOVAS agroecológico a definir Todas as famílias Celso e Coordenador Planejamento da lavoura e Até análise fim de econômica out/2009As famílias e ATES Celso e Coordenador Apresentação do GG região Até fim e de PA Apolônio de Carvalho Consolidação da coordenação out/2009As famílias e ATES Celso e Coordenador Formação em manejos de Atéarroz fim agroecológico set/2009As famílias e ATES Celso e Coordenador Até fim de Introdução a certificação orgânica fev/2009 Todas as famílias Leandro e Celso Início de Prática de pré-germinação semente Nov/2009 Famílias e ates Celso Planejamento da lavoura Apresentação do GG região e Consolidação da coordenação PA Santa Rita de Cássia II Todas as famílias Cleomar e Leandro Introdução a certificação orgânicaSet de 2009 Acompanhamento técnico Cleomar Apresentação do programa do arroz todas as famílias PA São Jerônimo Celso e Leandro agroecológico da região POA Até fev/2009interessadas Ver com Marcos da EMATER Definir possível agenda de trabalho Planejamento, cronograma de atividades, formação técnica, troca de experiências, implementação dos registros e controle de qualidade Todas as unidades do grupo do Resp. Unidades e orgânica. Implementação das ações Ano todo Resp. Unid e ATES arroz ATES corretivas conforme os relatados da inspeção orgânica, documentar informações técnicas para socializar no seminário, participação dos encontros. UNIDADES ANTIGAS Fazer o plano de manejo, Capacitação em secagem e beneficiamento, implementar registros e controles que permita a rastriabilidade do produto, Processamento Resp. Unidade implementar controle de qualidadeano dotodo Resp. Unid e ATES COOPAT/COOPAN ATES produto, de limpeza, controle de insetos, roedores…Implementar as ações corretivas de acordo com as exigências da certificação orgânica. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 130 Sim Sim Sim Sim Sim Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Fechamento econômico e planejamento até fim de PLANEJAMENT de cada unidade de produção de arroz Unidades de Todos os PA"s envolvidos junho cada Resp. Unid e ATES O de campo e das unidades de produção ano processamento. Com representante de cada unidade ENCONTRO DO A cada 60 Todos os PA"s envolvidos para tratar de temas relacionados a GG arroz Bragado e Celso GG ARROZ dias cadeia do arroz Unidades Bragado/Romeu/Celso/ de Campos de Produção Planejamento dos campos de produção ago/09 produção Leandro Cootap/ATES/Embrap Reunião com EMBRAPA e FAPEG Bragado/Romeu/Celso/ 31.07.2009 a/Fapeg, Resp EMBRAPA Leandro unidades PA 30 de maio - Associação 1ero 15 seminário produção de semente Bragado/Romeu/Celso/ 25.08.2009 Todos envolvidos Abril Regional Eldorado Leandro PROGRAMA DE Reunião com Responsável do IRGA PA 19 de setembro Responsávei Bragado/Romeu/Celso/ PRODUÇÃO DE EEC para apresentar a demanda 30.09.2009 de Carlos campos de produção Leandro SEMENTE formação e material genético Sim Sim Sim Sim Sim Prática de pré-plantio - COPERAV Responsáveis Bragado/Romeu/Celso/ pelos PA Lagoa do Junco - COOPAT 29.10.2009 Sim Viamão campos de produção Leandro PA Sta Rita Cassia II - Cabelo Vistoria silo secador - COOTAP Responsáveis Bragado/Romeu/Celso/ pelos 29.10.2009 Sim campos de produção Leandro PA Capela - COOPAN Prática de floração - associação 15 fim deResponsáveis de Bragado/Romeu/Celso/ pelos abril jan/2010 campos de produção Leandro PA Capela - Rivelino Prática de pré-colheita - Capela PA Viamão - COPERAV Visita UBS do IRGA cachoeirinhafimeResponsáveis de Bragado/Romeu/Celso/ pelos EMBRAPA Nov/2009 campos de produção Leandro Nova Santa Rita FORMAÇÃO EM Guaíba MANEJOS DOARROZCharqueadas AGROECOLÓGI Eldorado do Sul CO Tapes Viamão Associação 15 Charqueada fimResponsáveis de Bragado/Romeu/Celso/ pelos mar/2010 campos de produção Leandro Planejamento da unidade de secagem, até fim de Bragado/Romeu/Celso/ melhorias, gestão, investimentosCOOTAP e GG arroz fev/2010 Leandro necessários Celso, Nathaniel Revisão do plano de manejo do arroz Celso, Nathaniel ecológico e cronograma de plantio com Coordenadores Marcar com e Celso, Nathaniel objetivo de melhorar o manejo. as unidades ATES Sugestão que seja realizado por proximidade entre assentamentos Celso, Nathaniel de Apolônio de Carvalho Abril Introdução a Certificação, organizativa, documentação. Introdução a Certificação, organizativa, documentação. estrutura Todas Coordenação as família Grupo e Celso estrutura Todas Coordenação as famíliasgrupo e Celso do Leandro e Emerson do Sim Regional Eldorado Capacitação do SIC Julho Pessoal SIC Leandro e Emerson Recebimento da documentação Até das fim de Escritório unidades junho Leandro Leandro e Emerson Outubro de Todas as unidades envolvidas Inspeção anual pelo SIC 2009 Inspetores internos Leandro e Emerson Out e Escritório Avaliação projetos pelo SIC Nov/2009 Comitê Avaliação Leandro e Emerson Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 131 Sim Sim Sim Sim Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Entregam dos Resultados da Inspeção orgânica de 2009 as entidades de CERTIFICAÇÃO Coordenador unidade Nas unidades campo e processamento. Explicação Nov de 2009 Leandro e Emerson ORGÂNICA ATES e Leandro dos procedimentos de avaliação, as NC, AC e prazo de implementação Entrega das AC ao SIC - Escritório Até fim Coordenadores de e Todas as unidades Leandro e Emerson Eldorado dezembro ATES A CA avalia as AC e emite o resultado Até fim de Escritório final as unidades dos aprovados e CA e Leandro Leandro e Emerson fev/2010 reprovados Escritório e Todos os PA"s Inspeção IMA Nov de10% 2009unidades Leandro e Emerson envolvidos Até fim de Escritório Receber o resultado anual do IMO coord. do SIC Leandro e Emerson fev/2010 Projeto Silo-secador para 15'000 sacas em fase de liberação da área para construção Ver situação COOTAP - Eldorado do Sul. Projeto de silo secador de 20'000Ver sacas situação Emerson Estrutura de parborizado em eldorado do sul EstudoCootap Picoloto até fim de Silo BR 290 - UBS semente de arroz fev/2010COOTAP e GG arroz PROJETOS DE um silo secador de 15'000 sacas e uma INVESTIMENTO PA 30 de Maio aliança, falta definir a gestão e critérios S de uso ver situação Emerson e Picoloto PA Capela-COOPAN Um silo secador de 15'000 sacasver situação Emerson e Picoloto Projeto para toda a cadeia d PA Viamão agroecológico ver situação Emerson e Picoloto GG arroz Relação com a CONAB Emerson Empresas Airton Emerson, Bragado, Feira, lojas, venda direta Pisca Emerson, Airton, COMERCIALIZA Emerson, Bragado, Bragado, Pisca, ÇÃO Prefeituras Pisca ABERTURA DA Festa da abertura da colheita do arrozGG arroz PA a definir na Reunião do GG A definir Coordenação GG COLHEITA ecológico agroecológico Troca de experiências nos manejos eGG arroz DIA DE CAMPO PA a definir na Reunião do GG A definir Coordenação GG formação agroecológico Elaboração de um material didático até final de sobre a produção de arrozTécnicos e GG da Grande região de POA março de Celso e Leandro agroecológico na grande região de POAgrande POA 2009 a partir das experiências do grupo. PROJETO DE AUTO Planejar uma forma de sustentar GG arroz 13 SUSTENTO DO GG arroz economicamente as ações doAté grupo fev/20 Bragado agroecológico GRUPO DO gestor do arroz ecológico ARROZ Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 132 Sim Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho SEMINÁRIO DE 14 AGROECOLOGI A definir A Massificação da agroecologia e consumo de alimento saudável, envolver a comunidade e GG Região arroz colaboradores, intercambio Fim de dejulho agroecológico gestores experiências, avançar nas estruturas de controle na cadeia produtiva, avanços nos manejos e no conhecimento. e grupos Com uma atividade envolvendo este grande número de pessoas é necessário que sejam planificadas e acordadas as atividades a serem realizadas ao logo do ano para que não ocorra mistura de funções entre os diferentes atores, bem como a falta de realização de uma determinada tarefa pelo motivo de não haver nenhuma pessoa responsável para assumir o compromisso. Neste sentido o Grupo realiza anualmente um cronograma de atividades a serem realizados o prazo e a pessoa responsável 8.2. Programa Produtivo 8.2.1. Produção de arroz irrigado no sistema pré-germinado Pelas condições da área do assentamento 812,8há são aptas para o cultivo de arroz irrigado no sistema pré-germinado. Na safra 2009/2010 12 famílias plantaram 120 hectares de arroz irrigado num processo de transição agroecógico. Com o avanço e os resultados da última safra e forma de cooperação através do grupo gestor do arroz da grande Porto Alegre, motivou o ingresso para safra de 2010/2011 de 54 famílias em uma área de 497ha de arroz orgânico com certificação. As coordenações dos grupos participam do programa regional do arroz agroecológico que cresce 17,76% ao ano em números de famílias e 31,8% em área plantada. Com o potencial dos recursos naturais que o PA dispõe e objetivo das famílias na produção de arroz irrigado vai demandar infra-estrutura de produção, seja maquinas e equipamentos, como unidades de secagem e armazenagem para que os custos sejam internos. Esta é principal eixo estratégico do grande grupo do arroz Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 133 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho agroecológico da região para que os meios de produção e controle das cadeias sejam administrados pelos camponeses. Objetivo geral Consolidação do cultivo da várzea no assentamento com a cultura do arroz irrigado no sistema pré-germinado agroecológico, sobre o controle da famílias assentadas, em conformidade com requisitos técnicos e administrativos desenvolvidos pelos INCRA e vinculado ao programa regional do arroz agroecológico. Objetivos Específicos - Iniciar a produção de arroz irrigado agroecológico no assentamento, com o envolvimento direto das famílias assentadas. - Gerar renda, e com isso desencadear num processo de consolidação da vida digna das famílias assentadas. - Gerar ocupação para as famílias; - Pretende-se que as famílias se apropriem dos processos de produção e manejo agroecológico do arroz irrigado e outros sistemas de cultivo e criações. - Que o conjunto das famílias sejam representadas através de uma coordenação, no grupo gestor dos produtores de arroz agroecológico da Região de Porto Alegre. - Pretende-se que todas as famílias participem nos espaços e processo de formação em sistemas de produção agroecológica, realizado no PA e na grande região. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 134 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Matriz do Planejamento Tabela:36 Matriz do planejamento PLANEJAMENTO DE PLANTIO DE ARROZ AGROECOLÓGICO PA APOLÔNIO DE CARVALHO Safra 2010-2011 GRUPOS ÁREA PRODUÇÃ PRODU O Estimada T. Sc/ha ( sc) SISTEMA DE CULTIVO N de Famílias há 1ERO DE MAIO (Dilon/Arlindo ) 15 142,2 100 14220 Pré-Germinado Agroecológico UNIDOS DA TERRA (Luiz) 8 85 90 7650 Pré-Germinado Agroecológico Alsemar /Jaqueline 4 87,3 90 7857 Pré-Germinado Agroecológico TERRA E SAÚDE (Boris /Lori e Anderson e Cristina ) 19 119 90 10710 Pré-Germinado Agroecológico Odacir/JARBAS 8 60,5 120 7260 54 494 Coordenador ÁGUA DE IRRIGAÇÃO Levante Elétrico Captação do Rio Jacuí com dois levante de terceiro com contrato Captação do Rio Jacuí com dois levante de terceiro com contrato Captação do Rio Jacuí com dois levante de terceiro com contrato Captação do Rio Jacuí com dois levante de terceiro com contrato Custo Custo em em Arroz arroz sc sc/ha 10 1422 Custo em R$ 42.660,0 0 850 25.500,0 0 10 873 26.190,0 0 1190 47697 PREPARO DO SOLO 10 10 Pré-Germinado Agroecológico Quem Atividade Qtde vai se Custo Periodo Hora preparar implemen Total R$ s ? tos Custo em Arroz Julho Arado, Mauro/T grade e ubiano alisador 900 50.000, 00 1667 10 lJulho até 25 agosto Arado, Tonicão grade, alisador 900 81.000, 00 2700 até 25 agosto Arado, Tonicão grade, ralisador 400 36.000, 00 1200 1850 44.100, 00 1470 15 julho/15 Arado COOPA 35.700,0 set. e grade e T 0 20 out a alisador 10 dez Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 135 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Captação do Rio Jacuí com dois levante de terceiro com contrato 10 605 18.150,0 0 4940 148.200, 00 15 de ago a fim set Arado Próprio grade e alisador COOTA P COOTA P COOTA P COOTA P COOTA P Varied. Qtde sacas Custo arroz (1:2) epagri 108 360 720 epagri 108 320 640 epagri 108 140 280 epagri 108 555 1110 epagri 108 352 704 1727 3454 Custo em R$ 21.600,00 19.200,00 8.400,00 33.300,00 21.120,00 Período março ? 10 1422 março Tonic ão 10 765 março Tonic ão 10 785,7 marçco/ COO abril PAT 10 1071 12 871,2 Condição da Semente Prégerminad a 25 de Préset até germinad 01 de out a Préaté 20 germinad de out a 20 out Préaté fim germinad nov a Préaté 20 germinad set a Até 20 out Manual ou Manual Mecanica Mecanica Mecanica Mecanica Mecanica Cust Qtdad Cust o R$ e o em (20"/ kg/ha arroz HA) 200 175 175 150 220 103.620,0 0 0 FRETE Que Cust m Custo o Custo em Período colhe % Em R$ ? arroz ? 7037 PLANTIO/SEMEADURA COLHEITA março 0 - 4050 211.100 ,00 SEMENTE Origem 0 42.660,00 22.950,00 23.571,00 32.130,00 26.136,00 Que m A defin ir A defin ir A defin ir A defin ir A defin ir - SECAGEM/ARMAZENAGEM Cust o% Custo em arroz 2,5 355,5 10.665 ,00 2,5 191,25 5.737, 50 2,5 196,42 5 2,5 267,75 8.032, 50 2,5 181,5 5.445, 00 Custo R$ 5.892, 75 Cust Custo o R$ arroz Quem? Cust o% COOT AP 6 853, 2 COOT AP 6 459 COOT AP 6 471, 42 COOT AP 5 535, 5 COOT AP 5 363 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 136 25.59 6,00 13.77 0,00 14.14 2,60 16.06 5,00 10.89 0,00 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 4914, 147.447,0 9 0 1192,4 35.772 25 ,75 2682 80.46 ,12 3,60 Distribuição dos gastos/segmentos Ítens Agua irrigação Preparo solo Semente Semeadura Colheita Frete Secagem Certificação Custo/há R$ % 148200 20 211100 103620 0 147447 35772,75 80463,6 14550 28 14 0 20 5 11 2 Custo SOBRA LÍQUIDA Custo Custo/ha Custo/ha da PRODUTO arroz em arroz em R$ saca BRUTO Em R$/sac R$ Arroz R$ as 4940 7037 3454 0 4915 1192 2682 485 50 1500,31 15,54 2.940,00 48 1439,69 14,69 741.153,35 100 24705 1.1.3 Cronograma de atividades CRONOGRAMA DE ATIVIDADES - Grupo do Arroz Agroecológico /Apolônio de Carvalho Ação - Oque Fazer Como fazer 1. Formação em Certificação 2. Elaboração de biofertilizante 3. Reunião com prefeitura documentação e normas com todas as famílias produtos, pó de rocha, sementes e tambor Tubos 40 uniodades - Estradas 1000mts (50hs) 4. Reunião Jjair Tratar água e canal de irrigação 5. Sistematização Nivel e com GPS 6. Construção de galpão 7. Anotações e registros Quando Quem/Responsável até fim de julho Celso/Leandro até fim de julho Celso e Coordenadores dos grupos Até 10 julho coordenadores Coordenadores e equipe água Celso e Coordenadores famílias Até 10 de julho fim de julho Até 10 de julho Pasta, contrpeles de custos e criar pasta do grupo Famílias Adinan/João/Odacir/Marcio e Joséçia Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 137 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 37: Dados referenciais para elaboração do planejamento para safra 2009/2010. Outras Informações: 1. Preço de venda do Arroz R$ 27,00 2. Horas gastas/ha: média 8hs 3. Valor da Hora: R$ 100,00 4. Semente: 4 sc/ha (custo 1:2 = pega uma saca e paga 2 sacas na safra) 5. Produtividade esperada: 100 sc/ha 100 Sacas/ha limpo e seco 6. Semeadura mecânica: 20 min/ha (20 X 80,00/hora = R$ 26,66/ha) Tabela 38: Distribuição dos Gastos por segmentos da lavoura de arroz irrigado no sistema pré-germinado para safra 2009/2010. Distribuição dos gastos/segmentos Itens Custo arroz R$ % Água irrigação 26000 12,18 Preparo solo 96000 44,97 3555,55 Semente 26190 12,26 970 Semeadura 3706,4 1,73 137 Colheita 32400 15,17 1200 9720 4,55 360 Secagem 19440 9,10 720 Custo/ha 213.456,4 Frete SOBRA LÍQUIDA Produto Bruto/HA Custo /ha em arroz Custo/ha em R$ Custo da saca R$ 70 1778,80 17,79 Em Arroz R$ R$ /sacas 30 800,36 8,00 1500 2.700,00 100 8442,82 Tabela 39: Cronograma de atividades e as praticas de manejo da lavoura CRONOGRAMA DE ARIVIDADES E MANEJOS DO ARROZ IRRIGADO AGROECOLÓGICO - PA Apolônio de Carvalho Itens Atividades Objetivos Verificação Insumos 1 Semente: receber e cuidar 2 Biofertilizante: Elaboração e cuidar Que todos os insumos sejam produzidos Produção própria e com baixo na propriedade ou no grande grupo de custo, de origem conhecidos e produtores, com dependência mínima de sobre o domínio dos agricultores. recursos externos. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 138 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Implementos agrícolas 1 Trator - operador juro com prestador de serviço 2 Implementos 3 Combustível 4 Graxa 5 Peças Os meios de trabalho devem garantir um bom manejo e preparo do solo, garantindo a fertilidade e realizado no período adequado, com antecedência. Presença dos implementos na propriedade, estado de manutenção adequado, desenvolvimento de novas ferramentas. Equipamentos eficientes. As praticas realizadas pelo agricultor devem garantir e aumentar o equilíbrio do agroecossistema para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável das plantas e incremento da fertilidade e sanidade. Decomposição e renovação da material orgânico, nivelamento das parcelas, bom sistema de irrigação e drenagem, preservando a estrutura do lodo, regularidade da semeadura, vigor das plantas, estado de saúde das plantas, controle de plantas indesejadas e insetos com água, qualidade das panículas, numero de grãos por panículas, qualidade, % agem de grão quebrado, % de falha a campo. As praticas realizadas pelo agricultor devem visar a manter a qualidade do grão de lavoura durante o manuseio até chegada ao engenho, colheita no ponto correto 18 a 23% umidade, e ser registradas na documentação e agilidade no transporte. % de grão quebrado, %agem de impurezas, quantidade de grão no chão depois da colheitadora, presencia de grão mofado no tanque da colheitadora ou no caminhão, presencia de insetos na carga As praticas realizadas pelo agricultor devem visar a manter a qualidade do grão que sai da lavoura e ser registradas na documentação. %agem de umidade do grão antes e depois da secagem, presencia de sujeira ou insetos no local, temperatura de secagem, temperatura do fogo. Que a comercialização esteja sobre o controle das famílias diretamente ou através da Cootap. Através de integração das famílias no Grupo Gestor da grande região, de documentos de venda Modelo de Produtor. Avaliação do último ano agrícola (as atividades realizadas, os avanços, os desafios, os resultados de custos e Pontos de controle com documentos, dados de produção e custos, envolvimento das famílias Manejo de cultivo 1 Manejo da resteva 2 Sistematização das parcelas previstas para arroz 3 Limpeza de canais de irrigação e drenos 4 Preparo do solo 5 Regulagem de água nos quadros para preparo 6 Pré-germinação da semente 7 Semeadura 8 Retirada da água (se necessário com enxada) 9 Retorno da água nos quadros 10 Drenagem 40 dias - Controle dos insetos 11 Retorno da água nos quadros 12 Controle das plantas indesejáveis 13 Aplicação de biofertilizante 14 Manutenção da água na lavoura Colheita e transporte 1 Organização da colheita 2 Custos 3 Colheita: acompanhamento 4 Organização do transporte 5 Custos 6 Transporte: acompanhamento Secagem 1 Organizar a secagem 2 Custos 3 Secagem Comercialização 1 Organizar a comercialização 2 Articulação com Cootap 3 Venda 5 Documentação Fechamento do ano agrícola e planejamento 1 Análise econômica Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 139 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 2 Desafios e avanços 3 Planejamento próximo ano 4 Capital de giro próxima safra 5 Introdução a certificação e documentação sobras….) e fazer o planejamento para próximo ano. Envolvimento das famílias na atividade e os resultados qualitativos e quantitativos. no fechamento e no plano para próximo ano. Área preparada e gestão das atividades documentadas. O evento deve garantir a divulgação dos trabalhos realizados e possibilitar o intercambio de troca de experiência bem como formação e capacitação dos agricultores. Número de participantes, grau de conhecimentos dos participantes, nível de entendimento, grau de conhecimentos do sistema de produção do arroz orgânico pelo agricultores, grau de interes. Levantar informações necessárias para avaliar se as atividades definidas estão sendo realizadas conforme o planejado. As informações documentadas serem de instrumento para verificar se as metas estabelecidas serão alcançadas. Através do envolvimento das famílias e registros estabelecidos por estes durante as etapas do processo produtivo. Formação e Eventos 1 Prática de pré-germinação da semente 2 Elaboração de biofertilizante 3 Acompanhamento e controle lavoura Informações se as atividades estão acontecendo Verificação se a meta esta sendo alcançada 1 2 Tabela 40: Coordenação do programa e divisão de responsabilidades entre as famílias envolvidas. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES E MANEJOS DO ARROZ IRRIGADO AGROECOLÓGICO - PA Apolônio de Carvalho safra 2010-2011 COORDENADORES: Fones: Coord. Grupo Nº 2 : Odacir 96537954 e Coord. Grupo Unidos pela Terra : Nelson 96146973 Itens Atividades Famílias que vão fazer Responsável fazer acontecer (*Jaildo, Manoel Adoildo) ((**Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) (Padilha e Cristíria) ((Osvaldo)) (Padilha) ((Osvaldo)) Insumos 1 Semente: receber e cuidar 2 Biofertilizante: Elaboração e cuidar * Grupo Nº 2 ** Grupo Unidos da Terra Implementos agrícolas 1 Trator - operador junto com prestador de serviço ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) 2 Implementos ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) 3 Combustível ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) 4 Graxa ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) 5 Peças ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) Manejo de cultivo 1 Manejo da resteva Depois Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 140 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 2 Sistematização das parcelas previstas para arroz 3 Limpeza de canais de irrigação e drenos 4 Preparo do solo 5 Regulagem de água nos quadros para preparo 6 Pré-germinação da semente 7 Semeadura 8 Retirada da água (se necessário com enxada) 9 (Odacir, Jarbas) e ((Osvaldo e Antonio)) (Odacir) ((Antonio)) Todo do Grupo (Jaildo) ((Nelson)) ((João Ramos, Nelson)) e (Odacir e Jarbas) (Odacir) ((Nelson)) (Padilha, Davi) e ((Nelson e Antonio)) ((Nelson)) e (Davi) Todos (Manoel) e ((João Ramos)) Mecânica (Jaildo e Davi) ((Osvaldo e Antonio)) Todos (Jaildo) e ((Antonio)) Retorno da água nos quadros (Odacir e Manoel. Jarbas) e ((Nelson e Osvaldo)) (Jarbas) e ((Nelson)) 10 Drenagem 40 dias - Controle dos insetos (Odacir e Manoel. Jarbas) e ((Nelson e Osvaldo)) (Jarbas) e ((Nelson)) 11 Retorno da água nos quadros (Odacir e Cristiria. Davi) e ((Antonio e Osvaldo)) (Odacir) e ((Nelson)) 12 Controle das plantas indesejáveis (Manoel, Jarbas, Doraci) ((Osvaldo e João Ramos)) (Jarbas) e ((Osvaldo)) 13 Aplicação de biofertilizante Todos (Padilha) ((Antonio)) 14 Manutenção da água na lavoura Todos (Jarbas) e ((Nelson)) Colheita e transporte 1 Organização da colheita (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 2 Custos (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 3 Colheita: acompanhamento (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 4 Organização do transporte (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 5 Custos (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 6 Transporte: acompanhamento (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) Secagem 1 Organizar a secagem Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 141 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 2 Custos (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 3 Secagem (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) Comercialização 1 Organizar a comercialização (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 2 Articulação com Cootap (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 3 Venda (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 5 Documentação (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) Fechamento do ano agrícola e planejamento 1 Análise econômica (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 2 Desafios e avanços (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 3 Planejamento próximo ano (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 4 Capital de giro próxima safra (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) 5 Introdução a certificação e documentação (Odacir) e ((Nelson)) (Odacir) e ((Nelson)) Formação e Eventos 1 Prática de pré-germinação da semente (Odacir, Jarbas) ((João Ramos e Nelson)) (Odacir) ((Nelson)) 2 Elaboração de biofertilizante (Cristíria e Padilha) e ((Osvaldo)) (Cristíria e Padilha) e ((Osvaldo)) 3 Acompanhamento e controle lavoura 1 Informações se as atividades estão acontecendo (Odacir E Jarbas) - ((Nelson e João Ramos)) (Odacir E Jarbas) ((Nelson e João Ramos)) 2 Verificação se a meta esta sendo alcançada (Odacir E Jarbas) - ((Nelson e João Ramos)) (Odacir E Jarbas) ((Nelson e João Ramos)) 3 Coordenação dos Grupos (Odacir E Jarbas) - ((Nelson e João Ramos)) (Odacir E Jarbas) ((Nelson e João Ramos)) Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 142 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - A água de irrigação que não está sobre o controle das famílias e passa por lavouras de terceiros/vizinhos que fazem o manejo convencional com uso de produtos proibidos nas normas de produção orgânica. A água para irrigação das lavouras de arroz é captada do RIO JACUÍ através de dois levantes elétricos e conduzida por um percurso de aproximadamente 4.200 metros até inicio da área do assentamento, com administração de terceiro, fiando o assentamento na dependência de acertos e contratos com alto custo, o que para a safra de 2010/2011 corresponde a 10 sacas de arroz por hectares o que corresponde em dinheiro (R$ 25,00 sacas de arroz X 10 sacas = R$ 250,00/há) correspondendo a 20% do custo de produção para esta safra em que a maioria dos custos estão sendo contratados. Com uma área de 497ha, corresponde um custo em dinheiro de R$ 124.000,00/ano agrícola.. Consideração importante (o vendedor de água pretende cobrar 15 saca/há de arroz X R$ 25,00 = R$ 375,00/há. Considerando a área plantada este ano o cust com água corresponde a R$ 186.375,00/ano agrícola. - Infra-estrutura de máquinas e equipamentos para atividade e necessidade de investimento. 8.2.2. Programa produção de leite Programa em fase inicial de discussão com as famílias, algumas já adquiriram animais com projeto do apoio inicial, porém, enfrentam limitações nas infra-estruturas de energia elétrica e ainda no estagio inicial receberam somente o primeiro credito do apoio inicial. No ultimo encontro das famílias que pretendem trabalhar com atividade do leite, estão entorno de 19 famílias, correspondem a 23,3% do total das famílias, que já apresentam uma produção de entorno de 128 litros por dias, com rebanho de tantas 19 vacas em lactação e planejamento é de chegar a 135 vacas com os primeiros créditos de investimento. A ATES já realizou uma oficina sobre produção de leite a base de pasto e as estratégias forrageiras como: cana-de-açúcar, c, aveia, Cameron e gramas nativas. É fundamental que as famílias busquem a cooperação nas estruturas de armazenagem Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 143 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho de leite, resfriador agranel, o que garante um produto de qualidade, e um valor maior ao preço do produto. Sendo fundamental as famílias conseguirem se envolver e fazer parte do processo de planejamento e desenvolvimento da atividade leiteira do programa regional. Tabela 42: Matriz do planejamento da produção de leite no assentamento com dados atuais e desejado pelas famílias. PROGRAMA DO LEITE PA APOLÔNIO DE CARVALHO - Eldorado do Sul Nome 1 Jorge Coutinho Cardoso 2 Maciel Martins 3 Area há N de Animais Vacas lactação Produção/dia Atual Desejado Atual Desejada 0 0 10 0 100 10 0 0 7 0 70 Arlindo Martins 10 3 1 7 2 70 4 Jefersom Moraes Cardoso 7 0 0 7 0 70 5 Elenite Mendes da Silva 8 0 0 8 0 80 6 Nair Vanin 12 2 0 7 0 70 7 Josino de Jesus 6 3 1 7 12 70 8 Jussara Ramos 12,5 0 0 8 0 80 9 Doroti Carpes Krimpaski 12 19 6 5 40 50 10 Lenoir Gonzaga 12 2 1 8 11 80 11 Veridiana de Albuquerque 11 0 0 5 0 50 12 Eva Maria Sodre 9 1 0 8 0 80 13 Maria Jesus Rodrigues 10 4 4 8 20 80 14 Luiz Adinan Nascimento 7 0 0 8 0 80 15 Dirceu Menegat 12 2 2 8 20 80 16 Emílio Padilha 7 2 2 7 15 70 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 144 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 17 Marines Dajanoski 0 1 1 7 8 70 18 Joselia Porto 0 1 1 5 0 50 156,5 40 19 135 128 1350 Produção Lts/dia: 10 Cabeça/h 0,8626 Precentagem famílias 26 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES - Grupo do Leite Ação - Oque Fazer Descrição 1. Agroecologia e VOISIN Introdução aos princípios de manejos agroecológicos e pastoreio racional Voisin 2. Campos e forrageira Estudo do potencial dos campos de pastagens e as pastagens e implementação de forrageiras Quando Quem Faz Novembro/2010 ATES e famílias Fev/2011 Celso, Adinan e Lenuir Estudo da melhor raça para 3. Matriz leiteiras e raças desenvolver a atividade e fornecedor Novembro 2010 Tratar da atividades leiteira e ver 4. Reunião com todos os possibilidade do envolvimento das bolsões famílias Fevereiro 2011 5. Formação em PRV Manejos e divisão de área Março/2011 6. Sanidade animal instalações e equipamentos NMarço/2011 7. Oficina de sal mineral Elaborar o sal mineral no PA Maio/2011 Celso, Adinan e Lenuir Celso, Adinan e Lenuir Celso, Adinan e Lenuir Celso, Adinan e Lenuir Celso, Adinan e Lenuir Responsável para coordenar o programa no assentamento: Adinan e Lenuir Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 145 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 8.2.3. Programa das hortas Objetivo geral Com o programa das hortas busca-se discutir com as famílias a produção de subsistência e geração de renda, manejado com base nos princípios da agroecologia, garantindo a saúde do meio ambiente e produzindo alimento de qualidade para consumo próprio e fornecer as escolas através do programa da merenda escolar e em feiras no município e na Capital. Objetivos Específicos - Produzir para subsistência e excedente gerar renda monetária; - Dominar processos de manejo e produção de base; - Produzir próprias tecnologias para manter e aumentar a fertilidade do solo e controlar insetos e doenças; - Realizar intercâmbios com outros agricultores da região - Comercializar direto ou através de feiras e entregar na merenda escolar, no município e na capital, bem como comercializar nos projetos do PAANet. Justificativa O manejo de agroecossistemas sustentáveis na região de POA iniciou com a produção de hortaliças, assim como, produção de tecnologias agroecologicas. Com esta qualidade os agricultores iniciaram a comercialização em feiras agroecógicas no município e na Capital no início dos anos 90. Hoje conquistaram a certificação orgânica da propriedade e exigida pelos consumidores. As famílias do assentamento Apolônio de Carvalho tem o apoio e incentivo das unidades dos PAs antigos da região de POA, que tem repassado os manejos e troca de experiências. A proximidade dos grandes centros consumidores tem incentivado as famílias a discutirem a atividade. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 146 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Foi consolidada uma coordenação do grupo das hortas e com participação no programa regional das hortas e plantas medicinais. É previsto para as famílias iniciarem a entrega dos produtos em programas do PAANet em janeiro de 2011. Está sendo programado no grupo das hortas estudos do solo, tecnologias agroecológicas para manejo de hortaliças. Ações/Atividades - Reuniões mensais com as famílias do grupo das Hortas ou conforme a demanda. - Formação sobre fertilidade do solo; - Oficina de Biofertilizantes; - Oficina de Caldas e tratamentos alternativos; - Planejamento da produção e das famílias para participação do programa PAANet, organizado pelo cooperativa regional das famílias assentadas na região de Porto Alegre (planejamentos nas tabelas 20,21 e 22). - Outras atividades de formação, dia de campo ou intercâmbios que surgirem das demandas das famílias. Cronograma das Atividades Atividade - Reuniões mensais com as famílias do grupo das Hortas ou conforme a demanda. -Formação sobre fertilidade do solo; -Oficina de Biofertilizantes; Oficina de Caldas e tratamentos alternativos; - Planejamento da produção e das famílias para participação do programa PAANet Outras atividades de formação, dia de campo ou intercâmbios que surgirem das demandas das famílias Quando Mensal Responsáveis ATES e Coordenadores grupo. Setembro de 2010 e Maio de 2011. Março de 2010 e Fevereiro de 2011. Novembro de 2010 e junho de 2011. Julho de 2010. ATES e famílias. Permanente ATES e famílias. do ATES e famílias. ATES e famílias. ATES e famílias. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 147 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho As atividades serão realizadas com a metodologia conjunta de puxar as atividades a ATES e os coordenadores do programa/grupos do assentamento. A seguir segue o planejamento para o Projeto em conjunto do assentamento com a cooperativa das famílias da região de POA, sendo que este pode ser alterado conforme o decorrer do processo. Além desse programa do PAANet, o grupo do assentamento tem como prioridade a inserção na merenda escolar em 2011. Tabela 20: Planejamento para o Projeto PAANet Família Produto 1 QTD Valor Unit. Valor Total Maria Jesus Rodrigues Aipim 1052 0,95 999,4 Dototi Carpes Krempaski Paulo Roberto Rocha dos Santos Aipim 1052 0,95 999,4 Aipim 1052 0,95 999,4 Juarez Josino de Jesus Melo da Silveira Aipim 1052 0,95 999,4 Aipim 1052 0,95 999,4 Luis Adinam do Nascimento Aipim Jorge Luis Coutinho Aipim Cardoso 1052 0,95 999,4 1052 0,95 999,4 Jeferson Moraes Cardoso Aipim 1052 0,95 999,4 Nair Vanim Rodrigues Aipim 1052 0,95 999,4 Deivenir Coutinho Cardoso Aipim 1052 0,95 999,4 Elenite Mendes da Silva Aipim 1052 0,95 999,4 Itacir Antonio dos Santos Aipim 1052 0,95 999,4 Jaqueline Argolo Nunes Aipim 2050 0,95 1947,5 João Carlos Goulart Aipim 1052 0,95 999,4 Itamar dos Santos Aipim 500 0,95 475 Valor Produto 2 QTD Unit. Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 1215 1,65 Batatadoce 607 1,65 Batatadoce 300 1,65 Valor Total 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 1001,55 2004,75 1001,55 495 Tabela 21: Planejamento para o Projeto PAANet QTD Valor Unit. Valor Total Produto 4 Valor Total Produto 3 Maria Jesus Rodrigues Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Dototi Carpes Krempaski Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Paulo Roberto Rocha dos Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) QTD Valor Unit. Família 148 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Santos Juarez Josino de Jesus Melo da Silveira Luis Adinam do Nascimento Jorge Luis Coutinho Cardoso Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Jeferson Moraes Cardoso Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Nair Vanim Rodrigues Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Deivenir Coutinho Cardoso Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Elenite Mendes da Silva Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Itacir Antonio dos Santos Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 João Carlos Goulart Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Itamar dos Santos Beterraba 610 1,65 1006,5 Cenoura 540 1,85 999 Jaqueline Argolo Nunes Tabela 22: Planejamento para o Projeto PAANet Família Maria Jesus Rodrigues Dototi Carpes Krempaski Paulo Roberto Rocha dos Santos Juarez Josino de Jesus Melo da Silveira Luis Adinam do Nascimento Jorge Luis Coutinho Cardoso Jeferson Moraes Cardoso Nair Vanim Rodrigues Deivenir Coutinho Cardoso Elenite Mendes da Silva Itacir Antonio dos Santos Jaqueline Argolo Nunes João Carlos Goulart Itamar dos Santos Produto Valor Valor Produto 5 QTD Unit. Total 6 QTD Moranga 492 Repolho 410 1,2 Valor Unit. Valor Total TOTAL 4498,45 Moranga 410 1,2 492 Repolho 4498,45 Moranga Moranga 410 410 1,2 1,2 492 Repolho 492 Repolho 4498,45 4498,45 Moranga 410 1,2 492 Repolho 4498,45 Moranga 410 1,2 492 Repolho 4498,45 Moranga 410 1,2 492 Repolho 4498,45 Moranga Moranga 410 410 1,2 1,2 492 Repolho 492 Repolho 4498,45 4498,45 Moranga Moranga 410 410 1,2 1,2 492 Repolho 492 Repolho 4498,45 4498,45 Moranga Moranga Moranga Moranga 410 410 410 410 1,2 1,2 1,2 1,2 492 492 492 492 Repolho Repolho Repolho Repolho 897 Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 4498,45 4444,25 4498,45 1,15 1031,55 4499,05 149 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 8.2.4. Programa ambiental Será elaborado com o conjunto das famílias nas agrovilas e sede do PA uma programa para implementação de árvores frutíferas nativas e exóticas. A discussão deve acontecer nos grupos de discussões de base, onde será realizado o mapeamento das áreas potencial e, também, nos lotes e nas áreas de fontes e nascentes de água. Áreas de Preservação Permanente – recuperação e conservação; De acordo com dados do laudo de Avaliação de Imóvel Rural Assentamento Apolônio de Carvalho, INCRA/2007, a área de vegetação nativa considerada de preservação permanente ao longo da margens de cursos de água corresponde a 14,96ha. As áreas de 6,29ha de com eucalipto, áreas de banhados com 53,03ha e uma área de maricá com 9,89ha, totalizando 69,21ha corresponde à área de preservação permanente (APP) e áreas passíveis com possibilidade de ser Reserva Legal (RL). Com o parcelamento da área, foi considerado lotes de produção e de moradia, em função das características e situação ecológica da área, de várzea, o que ajuda na consolidação dos sistemas de produção, o estabelecimento das instalações e conseqüentemente no melhor uso e manejo dos recursos naturas. Objetivo Geral Conscientização do conjunto das famílias assentadas sobre preservação dos recursos naturais, área de preservação ambiental, saneamento básico, controle do lixo inorgânico e manejo dos sistemas produtivos com base nos princípios da agroecologia. Ações/Atividades - Realizar encontro com todas as para tratar RL, APP, LIO; - Oficina prática sobre saneamento e lixo inorgânico; - Saneamento ecológico para 100% das famílias; - Desenvolver tecnologias de produção agroecológica; - Oficina sobre compostagem e vermicompostagem - Elaboração de fertilizantes – fermentado e enriquecudo Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 150 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Tabela 23: Cronograma do programa ambiental CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Ação – O que Fazer Como? Descrição Apresentar Encontro com todas as famílias os temas e ações Jan/2011 propostas para co conjunto das famílias Todas família e ATES Nos bolsões, saneamento – águas Abr 2011 Oficina saneamento e lixo Quem? Participa Quando? cinzas e negras, formas de tratamento e Todas família e ATES reaproveitamento águas. Lixo e destino Caldas, Técnicas agroecológicas Compostagem biofertilizantes, rochagem, Mar/2010 alternativas insetos e doenças e vermicompostagem Material utilizado, pontos chaves do manejo, Fev/2011 Todas família processo e ATES de decomposição, enriquecimento e formas de comportamento da minhoca e microorganismos e utilização adubo orgânico. Justificativa Com os temas que se pretende tratar com o conjunto das famílias do assentamento, busca-se fortalecer as organizações de base, as decisões sobre os sistemas produtivos e tecnologias utilizadas, a questão da preservação dos recursos naturais e como avançar na estratégia da fonte de água para irrigação das lavouras de arroz que se apresenta como a principal fonte de renda da maioria das famílias e que hoje depende de terceiro. - Reserva Florestal Legal – averbação e recomposição florestal A definição da área de RL do assentamento deverá ser identificada de acordo com a legislação ambiental e o mapa de parcelamento. O tema da legislação esta sendo trabalhado com as famílias e pretende-se planificar juntamente com ATES e as famílias a implementação de espécies nativas e frutíferas nos lotes de moradia e próximo de fonte de água. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 151 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho - Produção de Lixo Inorgânico O tema vem sendo tratado com o conjunto das famílias e direção política para que ocorra a sensibilização quanto a poluição, os riscos a saúde e ao meio ambiente decorrente do não destino adequado do lixo inorgânico. A ates tem sistematicamente colocado o tema em pauta nos espaços de discussão e com as famílias nos lotes. É necessário criar procedimento nas áreas comunitárias e a relação as prefeituras de Eldorado do Sul e Charqueadas. - Outorga do Uso de Água É de responsabilidade do vendedor da água. - Educação Ambiental e a Agroecologia entre outros A ATES inseridas nos programas regionais agroecológicos, vem trabalhando no assentamento Apolônio de Carvalho, nesta visão dos ecossistemas e agroecossistemas sustentável, com uma visão críticos das questões ambientais, e estudando os princípios da agroecologia e desenvolvendo a capacidade de percepção e observações entorno de todas as atividades desenvolvidas nos assentamento. Estas ações vem sendo introduzida nas coordenações políticas e grupos de produção. 8.2.5 Programa de acompanhamento as atividades sociais do assentamento Por o assentamento Apolônio de Carvalho ser o mais recente na região de Porto Alegre necessita-se de mais infra-estrutura, planejar e executar algumas atividades ligadas a esfera social, tanto na âmbito de garantia de direitos básicos como para planejar ações futuras de lazer, cultura, etc, para uma melhor dinâmica social do Mesmo. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 152 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Objetivos O programa busca criar condições organizativas no assentamento para ser buscados resolver no coletivo os problemas sócias e políticos mais agravantes. Buscando a participação da direção do assentamento e o desenvolvimento do grupo de mulheres existentes, criando condições para formação técnica do grupo, trabalhando questões relacionadas a saúde, educação, lazer e etc. Atividades / Ações - Reuniões da coordenação do assentamento; - Atividades formativas com o grupo de mulheres. - Formação sobre alimentos orgânicos. - Oficinas sobre plantas medicinais; - Constituição de um horto medicinal coletivo. - Reunião para planejar o espaço comunitário do assentamento. - Acompanhamento as demais demandas que surgirem no assentamento que forem possíveis de serem trabalhadas tanto pelas famílias assentadas, ou em conjunto com a ATES. Cronograma de Atividades Atividades -Reuniões da coordenação do assentamento -Atividades formativas com o grupo de mulheres -Formação sobre alimentos orgânicos. -Oficinas sobre plantas medicinais - Constituição de um horto medicinal coletivo. - Reunião para planejar o espaço comunitário do assentamento -Acompanhamento as demais demandas que surgirem no assentamento Prazo Trimestrais Responsáveis Direção do assentamento Trimestrais Junho 2010 e 2011. ATES grupo ATES Junho 2010 e 2011. ATES Março de 2011. Famílias Semestralmente Famílias e ATES Conforme demanda Famílias e ATES. e Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) coordenadoras do 153 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 9. PAUTA QUALIFICADA DE REIVINDICAÇÃO 9.1. Água para consumo e irrigação Necessidade de perfuração de poços artesianos, rede hidráulica de distribuição da água nos lotes, construção de bacias de captação e armazenamento de água para os animais e criar alternativa de independência da água de irrigação para produção de arroz irrigado. Justificativa As famílias foram assentadas em 2007 e enfrentam sérios problemas de saúde por estas condições de infra-estrutura básica encontram-se em condições muito precárias. Para o desenvolvimento do assentamento do ponto de vista sócioeconômicos e administrativo passa pela decisão do controle e gestão da água, que tem se caracterizado um dos grandes limitantes nos assentamentos da região, que precisa ter uma avanço de qualidade, que envolve as famílias assentadas, direção da região, ATES e INCRA. Descrição técnica da reivindicação/demanda Um poço artesiano para cada agrovila com estudo que supre as necessidades e que todos os lotes tenham possibilidades de fonte de água para irrigação dos cultivos de sequeiro e suprimento das criações e uma fonte de água para irrigação das lavouras de arroz segura e economicamente viável. Entidade responsável INCRA Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 154 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 9.2. Estradas internas e bueiros Acesso aos lotes de moradias que ficaram sem estrada. Aos lotes de produção que tem dificuldade de estrada com condições de trânsitos de máquina e escoamento da produção. Justificativa A fazenda não cultivava arroz nos últimos anos e as estradas encontram-se existentes com difícil acesso e há necessidade de implementar novos acessos e passadores visto que o sistemas de cultivo pré-germinado necessita de criar estas condições viárias em função dos canais de irrigação e drenos. Com os acessos reduz deslocamentos de máquinas e custos de produção. Descrição técnica da reivindicação Estradas de acesso aos lotes de moradia e de produção e bueiros. Entidade responsável INCRA 9.3. Estruturas de lazer Construção de um salão comunitário com cancha de bocha, construção campo de futebol e praça de lazer. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 155 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Justificativa A comunidade é fundamental para manter a unidade entre as famílias do assentamento e com a comunidade. Além possibilita criar as condições para que os filhos permaneçam no assentamento e ajudem no desenvolvimento do mesmo. Descrição técnica da reivindicação Um salão comunitário, cancha de bocha, campo de futebol e praça de lazer. Entidade responsável INCRA 9.4. Luz elétrica Instalação de energia elétrica nos lotes, infra-estruturas de produção e nas comunidades. Justificativa As famílias assentadas desde 2007 sem energia elétrica para as necessidades casa e das atividades produtivas como a do leite que depende de condições de resfriamento. Descrição técnica da reivindicação Instalação da rede principal e secundária até as moradias que estão sendo planejadas. Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 156 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho Entidade responsável INCRA/CEEE 9.5. Habitação Recurso para construção de 72 casas para as famílias assentadas. Justificativa As famílias assentadas desde 2007 moram em construções improvisadas de lona e algumas de madeira, em condições precárias. Estas necessidades são fundamentais que as famílias resolvam ou iniciem um processo de viabilização que são motivadores e estimuladores de auto-estima para avançares em outros projetos estratégicos no assentamento de consolidação sócio, cultural, econômico e ambiental. Descrição técnica da reivindicação Construção de casas para 72 famílias assentadas Entidade responsável INCRA Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 157 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSUMPÇÃO, R. Oficina em metodologia de pesquisa participativa de mercado. IEA/SP, janeiro de 2009. BRASIL, Ministério da Agricultura, Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária, Divisão Pedológica. 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Cooperativa Prestação de Assistência Técnica Ltda. – COPTEC Create PDF files without this message by purchasing novaPDF printer (http://www.novapdf.com) 158 Plano de Desenvolvimento do Assentamento Apolônio de Carvalho ____. Censo Agropecuário 2006. Rio de Janeiro, IBGE, CD-ROM, 2009c. ____. Censo Demográfico 1991. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 2 de dezembro de 2009d. ____. Censo Demográfico 2000. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 2 de dezembro de 2009e. ____. Contagem da populacional 1996. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 2 de dezembro de 2009f. ____. Contagem da populacional 2007. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 2 de dezembro de 2009g. ____. Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2002/2003. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 3 de dezembro de 2009h. ____. Produção agrícola municipal 2008. Rio de Janeiro, IBGE, 2009. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em 1 de dezembro de 2009i. ____. 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