MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA
Superintendência Regional do Rio Grande do Sul – SR-11
Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
RELATÓRIO AMBIENTAL
DO PROJETO DE ASSENTAMENTO
28 DE MAIO
SÃO LUIZ GONZAGA/RS
Porto Alegre, julho de 2009.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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SUMARIO
1
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EQUIPE TÉCNICA.......................................... 1
2
IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL............................................................................................. 2
3
LOCALIZAÇÃO ................................................................................................................... 3
4
PAISAGEM REGIONAL....................................................................................................... 5
4.1 O ambiente natural ......................................................................................................... 5
4.1.1 Clima ........................................................................................................................ 5
4.1.2 Geologia e geomorfologia ......................................................................................... 8
4.1.3 Relevo....................................................................................................................... 8
4.1.4 Solos....................................................................................................................... 12
4.1.4.1 Descrição das unidades de mapeamento....................................................... 14
4.1.5 Hidrografia .............................................................................................................. 14
4.1.6 Vegetação............................................................................................................... 16
4.1.7 Fauna ..................................................................................................................... 21
4.2 Aspectos sócio-econômicos da região.......................................................................... 26
4.2.1 População............................................................................................................... 26
4.2.2 Produção primária................................................................................................... 27
4.2.2.1 Produção agrícola .......................................................................................... 27
4.2.2.1.1 Cultivos temporários ................................................................................. 27
4.2.2.1.2 Cultivo permanente .................................................................................. 29
4.2.2.2 Produção animal ............................................................................................ 29
4.2.2.2.1 Bovinocultura de corte .............................................................................. 30
4.2.2.2.2 Bovinocultura leiteira ................................................................................ 30
4.2.2.2.3 Suínos ...................................................................................................... 31
4.2.2.2.4 Aves ......................................................................................................... 31
4.2.2.2.5 Ovinos ...................................................................................................... 31
4.2.2.2.6 Produção de Mel ...................................................................................... 31
5
DIAGNÓSTICO DA ÁREA DO PROJETO DE ASSENTAMENTO..................................... 33
5.1 Diagnóstico do meio natural.......................................................................................... 33
5.1.1 Relevo..................................................................................................................... 33
5.1.2 Recursos hídricos ................................................................................................... 37
5.1.3 Áreas de preservação e conservação ..................................................................... 39
5.1.4 Capacidade de uso das terras ................................................................................ 39
5.1.4.1 Avaliação de capacidade de uso .................................................................... 40
5.1.5 Uso do solo............................................................................................................. 43
5.1.6 Vegetação............................................................................................................... 48
5.1.6.1 Considerações sobre a vegetação campestre................................................ 69
5.1.6.2 Considerações sobre a vegetação florestal .................................................... 72
5.1.6.3 Sugestões para a valorização e utilização sustentável da flora nativa............ 76
5.1.7 Fauna ..................................................................................................................... 78
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5.2 Diagnóstico do meio sócio–econômico e cultural.......................................................... 81
5.2.1 População e organização social.............................................................................. 81
5.2.2 Infra-estrutura física, social e econômica ................................................................ 81
5.2.3 Sistema produtivo ................................................................................................... 81
5.2.4 Saúde ..................................................................................................................... 82
5.2.5 Educação................................................................................................................ 82
5.2.6 Saneamento ........................................................................................................... 82
6
IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS ................................................... 83
6.1 Degradação do solo...................................................................................................... 83
6.1.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 83
6.2 Uso das áreas de preservação permanente (APP) ....................................................... 83
6.2.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 84
6.3 Inexistência de ARL...................................................................................................... 84
6.3.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 84
6.4 Degradação da vegetação nativa.................................................................................. 85
6.4.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 85
6.5 Redução da abundância e riqueza da mastofauna nativa............................................. 85
6.5.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 85
6.6 Destinação inadequada de resíduos líquidos e sólidos................................................. 86
6.6.1 Medidas mitigadoras ............................................................................................... 86
7
EDUCAÇÃO AMBIENTAL ................................................................................................. 87
8
BIBILIOGRAFIA................................................................................................................. 88
9
ANEXOS ............................................................................................................................ 91
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Localização do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do Sul. ..... 3
Figura 2. Localização do Projeto de Assentamento 28 de Maio no município de São Luiz
Gonzaga. ..................................................................................................................... 4
Figura 3. Diagrama climático da estação de São Luiz Gonzaga (28°23’27”S e 54°58’18”W),
para o período de observação 1931-1960. .................................................................. 6
Figura 4. Gráfico do balanço hídrico climático da estação de São Luiz Gonzaga (28°23’27”S e
54°58’18”W), onde P é a precipitação, ETP a evapotranspiração potencial e ETR a
evapotranspiração real ................................................................................................ 7
Figura 5. Faixas de altitude em São Luiz Gonzaga. ................................................................. 10
Figura 6. Faixas de declividade em São Luiz Gonzaga. ........................................................... 11
Figura 7. Grupos de solos do município de São Luiz Gonzaga, modificado a partir de IBGE
(1986). ....................................................................................................................... 13
Figura 8. Rede de drenagem superficial no município de São Luiz Gonzaga. .......................... 15
Figura 9. Regiões Fitoecológicas do município de São Luiz Gonzaga...................................... 16
Figura 10. Faixas de altitude no PA 28 de Maio. ...................................................................... 35
Figura 11. Faixas de declividade no PA 28 de Maio. ................................................................ 36
Figura 12. Mapa de recursos hídricos no PA 28 de Maio. ........................................................ 38
Figura 13. Mapa das classes de capacidade de uso das terras do PA 28 de Maio................... 42
Figura 14: Uso anterior à implantação do PA 28 de Maio......................................................... 44
Figura 15: Uso após a implantação do PA 28 de Maio. ............................................................ 45
Figura 16. Vegetação campestre em área destinada à Reserva Legal - PA 28 de Maio. A:
afloramento rochoso; B: presença de touceiras. ........................................................ 70
Figura 17. Área de pastagem nativa superpastejada - PA 28 de Maio. Campo seco próximo à
sede........................................................................................................................... 70
Figura 18. Área de pastagem nativa superpastejada - PA 28 de Maio. Solo descoberto e baixa
diversidade florística. ................................................................................................. 71
Figura 19. Existem fragmentos com algumas árvores altas, importantes matrizes florestais. ... 73
Figura 20. Fragmento florestal de importância por abrigar grandes matrizes arbóreas de
algumas espécies. É também área de nascente de sanga. ....................................... 73
Figura 21. O mesmo fragmento, visto mais de perto, é ladeado por lavouras e outros cultivos
abandonados. ............................................................................................................ 74
Figura 22 O tanheiro-chorão (Alchornea glandulosa), único local em que a espécie foi
observada nos PA da região das Missões. ................................................................ 74
Figura 23. Fragmento Florestal de importância na porção sul do PA, próximo da rodovia
estadual RS 168. Deve ser avaliada a possibilidade de averbá-lo como Reserva Legal.
.................................................................................................................................. 75
Figura 24. A paisagem do PA é praticamente ocupada por lavouras........................................ 75
Figura 25. Área florestal (APP + ARL), Sanga da Laranjeira, PA 28 de Maio. .......................... 79
Figura 26. Fragmento florestal isolado em meio à matriz produtiva. ......................................... 79
Figura 27. Área inicialmente prevista como ARL, PA 28 de Maio. ............................................ 80
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Dados (1931-1960) mensais e anuais de temperatura e precipitação de São Luiz
Gonzaga ...................................................................................................................... 5
Tabela 2. Área ocupada pelas diferentes faixas de altitude no município de São Luiz Gonzaga.9
Tabela 3. Área ocupada pelas diferentes faixas de declividade no município de São Luiz
Gonzaga. ..................................................................................................................... 9
Tabela 4. Área ocupada pelas diferentes classes de solo no município de São Luiz Gonzaga. 12
Tabela 5. Superfície ocupada pelas bacias hidrográficas que interceptam o município de São
Luiz Gonzaga............................................................................................................. 14
Tabela 6. Quantidade produzida (t), área colhida (ha) e rendimento médio (kg/ha) dos principais
cultivos temporários de 2002 a 2005, no município de São Luiz Gonzaga................. 28
Tabela 7. Quantidade produzida (t), área colhida (ha) e rendimento médio (kg/ha) de cultivos
permanentes de 2002 a 2005, no município de São Luiz Gonzaga. .......................... 29
Tabela 8. Efetivo dos principais rebanhos por tipo de rebanho no município de São Luiz
Gonzaga e sua participação na soma da sua microrregião........................................ 30
Tabela 9. Número de vacas ordenhadas e produção de leite (mil litros) no município de São
Luiz Gonzaga durante os anos de 1996 e de 2002 a 2006. ....................................... 31
Tabela 10. Produção de mel no município de São Luiz Gonzaga e participação na sua
microrregião geográfica nos anos de 1996 e de 2002 a 2006. ................................... 32
Tabela 11. Área ocupada pelas diferentes faixas de altitude no PA 28 de Maio. ...................... 34
Tabela 12. Área ocupada pelas diferentes faixas de declividade no PA 28 de Maio................. 34
Tabela 13. Superfície ocupada por áreas APP e ARL no PA 28 de Maio. ................................ 39
Tabela 14. Unidades de capacidade de uso das terras, suas respectivas áreas e fatores
limitantes no PA 28 de Maio. ..................................................................................... 41
Tabela 15. Superfície ocupada pelos diferentes usos no PA 28 de Maio no período anterior
(17/01/2005) e posterior (30/03/2008) à implantação do PA. ..................................... 43
Tabela 16. Superfície ocupada pelos diferentes usos nas APP do PA 28 de Maio no período
anterior (17/01/2005) e posterior (30/03/2008) à implantação do PA. ........................ 43
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de
Assentamentos localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça:
SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo; arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo;
tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática; para=parasita; hemiepi
= hemiepífita; ³ espécies introduzidas. ....................................................................... 48
Quadro 2. Fatores limitantes da terra. ...................................................................................... 91
Quadro 3. Valores de profundidade efetiva. ............................................................................. 92
Quadro 4. Classes de permeabilidade do perfil dos solos ........................................................ 92
Quadro 5. Textura dos solos. ................................................................................................... 93
Quadro 6. Intervalos de declividade. ........................................................................................ 93
Quadro 7. Hidromorfismo conforme a profundidade do solo..................................................... 93
Quadro 8. Profundidade dos sulcos.......................................................................................... 95
Quadro 9. Interação da freqüência e duração das inundações................................................. 96
Quadro 10. Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da
Região Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo
Antônio das Missões, Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel
das Missões e para o município de Giruá, já inserido na região fisiográfica do Alto
Uruguai. ................................................................................................................... 100
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PROJETO DE ASSENTAMENTO 28 DE MAIO
SÃO LUIZ GONZAGA/RS
Solicitação do Licenciamento de Implantação e Operação – LIO
1
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EQUIPE TÉCNICA
Ministério do Desenvolvimento Agrário - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA/RS
Endereço: Avenida José Loureiro da Silva 515, 4º andar.
90010-420 - Porto Alegre - RS
Representante legal: Mozar Artur Dietrich –Superintendente Regional
Responsável técnico: Engenheira Agrônoma Fernanda Arrache
Contato: Fone (51) 3284-3415
E-mail: [email protected]
Equipe Técnica
Heinrich Hasenack
Geógrafo, MSc.– Coordenador, UFRGS
Eliseu Weber
Eng º Agrônomo, MSc. – UFRGS
Fabiano Leite Gonzales
Mestrando em Geografia Humana - USP
Josi Cerveira
Bióloga MSc.- UFRGS
Lúcio Mauro Lucatelli
Eng º Cartógrafo - UFRGS
Daniel Hauschild de Oliveira
Eng º Agrônomo - UFSM
Rogério Jaworski dos Santos
Eng º Agrônomo, MSc. – UFRGS
Mariana Lisboa Pessoa
Acadêmica de Geografia - UFRGS
Martin Grings
Biólogo - UFRGS
Leila Helena Franco Rosales
Eng ª Agrônoma - UFPel
Érica Insaurriaga Megiato
Mestranda em Geografia - UFRGS.
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1
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2
IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL
•
Denominação do imóvel: Projeto de Assentamento 28 de Maio
•
Código SNCR: 866067 032654 2
•
Processo de Obtenção: 54220.002300/2006-86
•
Processo do Projeto de Criação: 54220.001495/2007-11
•
Data da criação: 14/08/2007
•
Código do SIPRA: RS0138000
•
Área total do projeto: 829,55 hectares
•
Número de módulos fiscais: 41,48
•
Número de famílias assentadas: 53 famílias
•
Área média dos lotes: 15,65 hectares
•
Município: São Luiz Gonzaga/RS (Figura 1 e Figura 2)
•
Localização e acesso: O PA 28 de Maio está localizado cerca de 12,7 km ao norte da sede
municipal de São Luiz Gonzaga/RS. Partindo da sede do município pela RS168 em direção
a Roque Gonzáles, percorre-se cerca de 12,7 km até a entrada no PA. O acesso ao PA 28
de Maio é feito por rodovia estadual pavimentada (RS 168), de boa trafegabilidade o ano
inteiro.
•
Coordenadas: a área situa-se entre os seguintes pontos extremos do sistema de
coordenadas UTM do fuso 21: 692.500 m E, 6.866.500 m N e 702.490 m E, 6.874.000 m N.
•
Bacia hidrográfica: O PA 28 de Maio localiza-se parte sobre a bacia hidrográfica dos rios
Butuí-Piratinim-Icamaquã e parte sobre a bacia do rio Ijuí (Figura 8).
•
Zoneamento Agroecológico (SAA/RS, 1994): O zoneamento agrícola aponta como culturas
preferenciais para o município de São Luiz Gonzaga, arroz, alfafa, sorgo, mandioca (norte
do município), cana-de-açúcar (oeste do município para a produção de açúcar e álcool),
trigo, milho (set)1/1,1/2, (out)1/1,1/2, (nov)1/2, (dez)1/2, citrus (laranja e bergamota) e
forrageiras de clima subtropical (capim Rhodes, desmodim intortum, feijão miúdo,
missioneira, pangola, panicum maximum, pensacola, setaria, sorgo e milhetos, entre
outras). O município de São Luiz Gonzaga pertence à Região Agroecológica 8.
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3
LOCALIZAÇÃO
O município de São Luiz Gonzaga está localizado a aproximadamente 506 km de Porto Alegre.
Sua sede está a 228 m de altitude e suas coordenadas geográficas são 28º24'28" de latitude
Sul e 54º57'39" de longitude Oeste. Limita-se a norte com Roque Gonzales, a leste com
Rolador, a sudeste com Caibaté e São Miguel das Missões, a sudoeste com Bossoroca e a
noroeste com Santo Antônio das Missões e São Nicolau. Está dividido em sete distritos: São
Luiz Gonzaga (sede), Afonso Rodrigues, Capela São Paulo, Rincão do São Pedro, Rincão dos
Pintos, Santa Inês e São Lourenço das Missões.
São Miguel das Missões localiza-se na mesoregião Noroeste Rio-grandense, pertencendo à
microrregião Santo Ângelo (IBGE, 2006) e ao Corede Missões (SCP/RS, 2005). Na divisão
fisiográfica do Estado (Fortes, 1979), enquadra-se na região Missões. A principal via de acesso
pavimentada ao município é a BR 285 (Figura 1).
Figura 1. Localização do município de São Luiz Gonzaga no estado do Rio Grande do Sul.
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A área do Projeto de Assentamento 28 de Maio localiza-se a cerca de 12,7 km ao norte da
sede municipal de São Luiz Gonzaga/RS (Figura 2). O PA 28 de Maio não faz divisa com
outros PA, mas encontra-se a cerca de 1,7 km do PA Palma e próximo dos PA Ximbocu, São
Sebastião, Campos do Pontão e Panorama. Também se encontra próximo dos Projetos de
Assentamento dos municípios vizinhos de São Nicolau (PA Cambaí), Bossoroca (PA Primavera
e PA Fazenda São João) e Caibaté (PA Nossa Senhora Aparecida). O acesso principal ao PA
28 de Maio é feito pela RS 168, de boa trafegabilidade o ano inteiro.
O município de São Luiz Gonzaga abriga em seu território oito Projetos de Assentamentos,
sendo, seis federais e dois estaduais, beneficiando cerca de 241 famílias de pequenos
agricultores rurais. A presença de vários Projetos de Assentamento nos municípios vizinhos de
Bossoroca, Santo Antônio das Missões, São Nicolau, Caibaté e São Miguel das Missões e
municípios próximos como Garruchos, São Borja, Itacurubí, Capão do Cipó, Jóia e Giruá, forma
um conjunto de Projetos de Assentamentos que possibilita a organização coletiva dos
beneficiários da reforma agrária e pode facilitar o atendimento por parte do INCRA e Estado.
Figura 2. Localização do Projeto de Assentamento 28 de Maio no município de São Luiz Gonzaga.
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PAISAGEM REGIONAL
4.1 O ambiente natural
4.1.1 Clima
O município de São Luiz Gonzaga encontra-se entre os paralelos 28°S e 29°S, e está a cerca
de 466 km do oceano Atlântico. Esta posição geográfica, associada a um relevo levemente
ondulado, proporciona uma homogeneidade na distribuição da maioria dos elementos
climáticos no município.
Com base no período normal 1931-60 publicado no Atlas Agroclimático do Estado do Rio
Grande do Sul (IPAGRO, 1989) (Tabela 1), a estação meteorológica do município está
localizada nas coordenadas 28°23’27”S e 54°58’18”W e com altitude de 249 metros, a estação
de São Luiz Gonzaga registra uma temperatura média anual de 16,1°C, tendo em janeiro seu
mês mais quente, com temperatura média de 22°C, e em julho seu mês mais frio, com
temperatura média de 12°C.
A precipitação total anual é de 1.660 mm, não havendo grandes diferenças de distribuição
entre as estações do ano. A diferença entre a estação mais seca, o inverno e a mais chuvosa,
o verão, é de 6 mm. O mês que registra a maior precipitação é outubro, com 193 mm e o de
menor precipitação é novembro, com 110 mm.
Tabela 1. Dados (1931-1960) mensais e anuais de temperatura e precipitação de São Luiz Gonzaga
jan
fev
mar
abr
mai
jun
jul
ago
set
out
nov
dez Ano
Temperatura
média (° C)
22
21
20
17
14
13
12
13
15
16
19
21 16,1
Precipitação
(mm)
132
122
127
177
146
157
112
112
139
193
110
133 1660
Esses valores quando submetidos à classificação proposta por Köppen (1948), indicam um
clima do tipo Cfb. Esse tipo climático é característico das regiões de menor altitude do estado,
evidenciando condições subtropicais, com verões onde as temperaturas médias são inferiores
a 21,9°C, invernos amenos de temperatura superior a -3°C e distribuição uniforme de
precipitação ao longo do ano (Figura 3).
A Figura 3 representa o diagrama climático proposto por Walter (1986), para o caso específico
da estação de São Luiz Gonzaga. O eixo horizontal representa os meses do ano, iniciando pelo
mês de julho e terminando em junho, de forma que os meses de verão situam-se na porção
central do gráfico. O eixo vertical representa a temperatura (°C) à esquerda e a precipitação
(mm) à direita. A escala utilizada tem uma relação de 1°C para 2 mm de precipitação. Nesta
relação, segundo Walter (1986), meses nos quais a curva da precipitação encontra-se acima
daquela da temperatura são considerados úmidos.
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O comportamento da precipitação em São Luiz Gonzaga (Figura 3) garante disponibilidade
regular de água no solo para as plantas, em especial nos meses mais quentes. Através do
balanço hídrico climático (Cunha, 1992), é possível identificar os períodos de excedente ou
déficit hídrico no Município (Figura 4).
São Luiz Gonzaga, 249m
[30]
300
19,7° C, 1662 mm
200
100
80
Cº
mm
30
60
20
40
10
20
Figura 3. Diagrama climático da estação de São Luiz Gonzaga (28°23’27”S
e 54°58’18”W), para o período de observação 1931-1960.
A Figura 4 expressa o curso médio do balanço hídrico climático calculado pelo método de
Thorthwaite e Mather (Cunha, 1992), para uma capacidade de armazenamento de 100 mm.
Durante o ano não ocorre déficit hídrico, como pode ser visto na figura.
Durante todo o ano há excedente hídrico, a soma do excedente no ano resulta num saldo de
856 mm. Outubro e Junho são os meses de maior excedente, respectivamente com 132 e 125
mm.
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250
ALTURA DE ÁGUA (mm)
200
150
100
50
0
jul
ago
set
out
nov dez
jan
fev mar abr mai
jun
MESES
P
ETP
ETR
Figura 4. Gráfico do balanço hídrico climático da estação de São Luiz Gonzaga
(28°23’27”S e 54°58’18”W), onde P é a precipitação, ETP a evapotranspiração
potencial e ETR a evapotranspiração real
O zoneamento agrícola (SAA/RS, 1994) aponta como culturas preferenciais para o município
de São Luiz Gonzaga: arroz, alfafa, sorgo, mandioca (norte do município), cana-de-açúcar
(oeste do município para a produção de açúcar e álcool), trigo, milho (set)1/1,1/2, (out)1/1,1/2,
(nov)1/2, (dez)1/2, citrus (laranja e bergamota) e forrageiras de clima subtropical (capim
Rhodes, desmodim intortum, feijão miúdo, missioneira, pangola, panicum maximum, pensacola,
setaria, sorgo e milhetos, entre outras). As culturas toleradas incluem, cebola e alho, mandioca
(leste do município), soja, cana-de-açúcar (leste do município para a produção de açúcar e
álcool) e os citrus (limões). O município é considerado marginal para culturas tradicionais como
batatinha (setembro, fevereiro), fumo, feijão, pessegueiro e forrageiras de clima temperado e
inapto para os cultivos do abacaxi, banana, videira européia (vinho), videira americana (mesa)
e maçã.
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4.1.2 Geologia e geomorfologia
O município de São Luiz Gonzaga localiza-se no Domínio Morfoestrutural das Bacias e
Coberturas Sedimentares, seu território localiza-se entre as regiões geomorfológicas Planalto
das Missões e Planalto da Campanha (IBGE, 1986).
A região geomorfológica do Planalto das Missões localiza-se no centro do Domínio
Morfoestrutural das Bacias e Coberturas Sedimentares, limita-se a leste e sul pelo Planalto das
Araucárias e pelo Planalto da Campanha a oeste e sudoeste. As formas do relevo são bastante
homogêneas de modo geral, colinas suaves, bem arredondadas, a maioria esculpidas em
rochas vulcânicas básicas e poucas em rochas sedimentares. Trata-se de uma área com
altitudes entre 200 e 500 m aproximadamente, cujas cotas decrescem em direção ao Rio
Uruguai. Estas formas de relevo homogêneas e suaves, os solos profundos, representados por
Latossolos e Terras Roxas Estruturadas, favoreceram a atividade agrícola.
A região geomorfológica do Planalto da Campanha localiza-se na porção oeste e sul do
Domínio Morfoestrutural das Bacias e Coberturas Sedimentares, limita-se a nordeste pelo
Planalto das Missões e a leste pelo Planalto das Araucárias e pela Depressão Central Gaúcha.
O contato desta região a leste com a Depressão Central Gaúcha ocorre na forma de escarpas
com desníveis em torno de 200m, ao norte o limite com o Planalto das Missões ocorre de forma
fragmentada. As formas do relevo foram esculpidas sobre rochas vulcânicas da Formação
Serra Geral e em menor número sobre rochas metamórficas da Formação Botucatu. A principal
característica desta região geomorfológica é a formação de depósitos aluvionares nas planícies
de inundação, terraços e depósitos da calha da rede fluvial formados por areia, cascalhos e
argilas.
A área do município sobre o Planalto da Campanha é classificada como Área Transicional
Setentrional. A intercalação de áreas com características desta região geomorfológicas com o
Planalto das Missões conferem caráter de transição a este setor, onde predominam formas de
relevo planares referentes às superfícies de aplanamento. Nas áreas do município
pertencentes à região geomorfológica Planaltos das Missões predominam colinas alongadas e
pequenos desníveis entre topo e vale.
4.1.3 Relevo
O relevo de São Luiz Gonzaga varia de plano a levemente ondulado, o que é característico da
homogeneidade das Regiões Geomorfológicas Planalto das Missões e Planalto da Campanha.
As altitudes no município variam de aproximadamente 100 m até cerca de 300 m, com
declividades pouco acentuadas em todo o município.
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As Figura 5 e Figura 6 mostram, respectivamente, a distribuição das diferentes altitudes e das
declividades no território do município e as Tabela 2 e Tabela 3 mostram o percentual da área
do município ocupada por diferentes faixas de altitude e declividade. Analisando-se estes
dados percebe-se que a maior parte do município tem altitudes entre 150 e 200 m
(aproximadamente 38,80% do território) e declividades inferiores a 5% (aproximadamente
54,97% do território). As áreas mais elevadas situam-se nordeste do município.
Tabela 2. Área ocupada pelas diferentes faixas de altitude no município de São Luiz Gonzaga.
Faixa de altitude
Área (ha)
Área (%)
100 a 150 m
14.874,03
11,54
150 a 200 m
50.011,02
38,80
200 a 250 m
48.354,57
37,52
250 a 300 m
15.195,60
11,79
445,50
0,35
128.880,72
100,00
> 300 m
Total
Tabela 3. Área ocupada pelas diferentes faixas de declividade no município de São Luiz Gonzaga.
Faixa de declividade
Área (ha)
Área (%)
0 - 5%
70.848,27
54,97
5 - 10%
52.698,60
40,89
10 - 15%
4.673,70
3,63
660,15
0,51
128.880,72
100,00
> 15%
Total
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Figura 5. Faixas de altitude em São Luiz Gonzaga.
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Figura 6. Faixas de declividade em São Luiz Gonzaga.
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4.1.4 Solos
Neste item são apresentadas as principais classes de solos que ocorrem no Município de São
Luiz Gonzaga com base nos estudos disponíveis no Estado até o presente: “Levantamento de
Reconhecimento dos Solos do Rio Grande do Sul” (Ministério da Agricultura, 1973) na escala
1:750.000 e “Levantamento Exploratório de Solos” (IBGE, 1986) na escala 1:1.000.000. Os
solos foram descritos quanto às suas características, classificação, ocorrência e aptidão para
uso agrícola com base nas cartas digitais em escala 1:250.000 do IBGE. A classificação dos
solos foi atualizada com base no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA,
1999).
A Figura 7 mostra os grupos de unidades de mapeamento de solos ocorrentes no município de
São Luiz Gonzaga e a Tabela 4 lista a área ocupada por cada tipo de solo no território do
município. Analisando-se esses dados verifica-se que a maior parte do município é constituída
de Neossolos (39,76% do território) seguidos pelos Latossolos (36,74%) e finalmente pelos
Argissolos (23,50%).
Tabela 4. Área ocupada pelas diferentes classes de solo no município de São Luiz Gonzaga.
Classe
N º de manchas
Grupo
Área (ha)
Área (%)
132,03
0,10
Água
1
Água
LRd2
1
Latossolo
105.481,44
81,84
Re10
1
Neossolo
537,03
0,42
Re3
2
Neossolo
4.650,21
3,61
Re6
5
Neossolo
6.590,97
5,11
TRe3
1
Argissolo
10.574,55
8,20
Urbano
1
Urbano
914,49
0,71
Total
12
159.623,46
100,00
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Figura 7. Grupos de solos do município de São Luiz Gonzaga, modificado a partir de IBGE (1986).
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4.1.4.1 Descrição das unidades de mapeamento
Latossolo
LRd2 - Latossolo Roxo distrófico A moderado, textura argilosa, fase floresta tropical
subperinifólia, relevo suave ondulado.
Neossolo
Re10 – Associação Brunizem avermelhado raso, textura argilosa pedregosa, fase floresta
subperenifólia, relevo forte ondulado + Solos Litólicos eutróficos com A Chernozêmico, textura
pedregosa, fase floresta tropical subcaducifólia, relevo forte ondulado e montanhoso (substrato
rocha eruptiva básica).
Re3 - Solos litólicos eutróficos + afloramentos de rochas + podzólico vermelho amarelo
equivalente eutrófico
Re6 – Solos Litólicos eutróficos A chern. text. méd. casc. e méd. fase ped. e não ped. basalto +
Brunizém text. arg. rel. ond.
Argissolo
TRe3 – Terra Roxa Estruturada eutrófica A mod. chern. text. mod. mto. arg. rel. sond. +
Plintossolo distrófico e eutrófico Ta e Tb A mod. text. méd. casc./arg. e méd. casc./arg. rel. pl. e
sond.
4.1.5 Hidrografia
A rede de drenagem do município apresenta um padrão predominantemente dendrítico a
subdendrítico, distribuído em duas bacias hidrográficas: a dos Rios Butuí-Piratinim-Icamaquã e
a do Rio Ijuí, pertencentes à Região Hidrográfica do Uruguai, de acordo com o Departamento
de Recursos Hídricos (DRH) do Estado do Rio Grande do Sul. A Figura 8 mostra a rede de
drenagem superficial no município de São Luiz Gonzaga, com base nas cartas topográficas em
escala 1:250.000 da região.
A superfície do município, distribuída nas bacias citadas acima, está relacionada na Tabela 5,
em que se pode constatar que a maior área pertence à bacia dos Rios Butuí-PiratinimIcamaquã (79,59% do município).
Tabela 5. Superfície ocupada pelas bacias hidrográficas que interceptam o município de São Luiz Gonzaga.
Bacia hidrográfica
Bacia dos Rios Butuí-Piratinim-Icamaquã
Bacia do Rio Ijuí
Total
Área (ha)
Área (%)
102.575,16
79,59
26.305,56
20,41
128.880,72
100,00
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Figura 8. Rede de drenagem superficial no município de São Luiz Gonzaga.
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4.1.6 Vegetação
O município de São Luiz Gonzaga tem parte de seu território no Bioma Pampa e parte no
Bioma Mata Atlântica, e possuía, originalmente, 84% de Savana-Estépica e 16% de Floresta
Estacional Decidual (Hasenack & Cordeiro, 2006). Os campos neste município
correspondentes à Savana-Estépica são do tipo Gramíneo-lenhosa. A Floresta Estacional
Decidual é do tipo Submontana. A Floresta Estacional Decidual está localizada em pequenas
porções a leste, norte e nordeste, na área do Bioma Mata Atlântica. A Savana-Estépica
predomina no restante do município, na área correspondente ao Bioma Pampa. São Luiz
Gonzaga encontra-se na porção centro-norte da região fisiográfica das Missões (Borges Fortes,
1979), (Figura 9).
Figura 9. Regiões Fitoecológicas do município de São Luiz Gonzaga.
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A região fisiográfica das Missões localiza-se na encosta ocidental do planalto rio-grandense
(Fortes, 1959). É uma região bastante chuvosa e que possui altitude média de 450 metros. Os
quatro principais rios que correm nesta região fisiográfica são: o rio Ibicuí, constituindo o limite
sul; o rio Icamaquã; o rio Piratinim; o rio Ijuí e o rio Comandaí, este último como limite norte. Na
passagem seguinte Rambo (1956) descreve parte da paisagem das baixas bacias dos dois rios
da parte mediana desta região: “Os rios Camaquã e Piratini e os tributários menores do
Uruguai deslizam escondidos em largos cordões de galeria, dos quais emergem os penachos
das palmeiras e as copas verdes das canafístulas ornadas de cachos amarelos de flores. Nos
largos trechos de campo aberto afloram porções de rochas cinzentas. Parques de espinilhos se
alastram sobre as encostas das coxilhas...” A seguir outra passagem de Rambo (1956),
descrevendo a porção meridional da região fisiográfica das Missões. “As últimas elevações
tabulares da Coxilha do Igoriaçá infletem para o norte e fenecem nos campos de São Borja. Ali,
a única diferença em comparação com a Campanha está no desenvolvimento mais vigoroso da
vegetação silvática, manifestando-se em volumosos anteparos e grandes capões fechados.
Estamos na região onde o planalto se derrama na campanha”.
Quanto aos aspectos fisiográficos, o que Fortes (1959) define como região fisiográfica das
Missões, corresponde à parte do Planalto das Missões, segundo IBGE (1986). Quanto à
distribuição da vegetação, seguindo ainda IBGE (1986), a região fisiográfica das Missões é
coberta pelas seguintes regiões fitoecológicas: Savana, Floresta Estacional Decidual. Além
disto, ocorre ainda nesta região fisiográfica uma área sob condição ecológica especial de
transição caracterizando uma Área de Tensão Ecológica.
A Savana ocorre em ambientes caracterizados pelas seguintes condições: clima estacional,
solos rasos ou arenosos lixiviados, relevo geralmente aplainado, pedogênese férrica (solos
distróficos ou álicos) e vegetação gramíneo-lenhosa. Na região em estudo, as Missões, a subformação encontrada é a Savana Gramíneo-Lenhosa com floresta-de-galeria, cujos campos
desenvolvem-se em áreas de relevo suave ondulado, caracterizados pela quase ausência de
capões arbóreos. A vegetação herbácea gramíneo-lenhosa é composta por Andropogon spp.,
Paspalum spp., Aristida spp., Piptochaetium montevidense (pêlo-de-porco), Baccharis spp.,
Vernonia spp., Desmodium spp., Trifolium spp. As florestas de galeria são estreitas, porém
densas e de porte medianamente alto. As espécies mais comuns são: Peltophorum dubium
(canafístula), Luehea divaricata (açoita-cavalo), Eugenia uniflora (pitangueira), Lithraea
brasiliensis (aroeira-brava), Sebastiania commersoniana (branquilho), Prunus myrtifolia
(pessegueiro-bravo), Sebastiania brasiliensis (leiterinho), Syagrus romanzoffiana (jerivá),
Myrcia bombycina (guamirim), Vitex megapotamica (tarumã), Campomanesia guazumifolia
(sete-capotes), Plinia rivularis (guapuriti), Myrocarpus frondosus (cabreúva), Holocalyx
balansae (alecrim), Cordia trichotoma (guajuvira), Nectandra megapotamica (canela-fedorenta),
entre várias outras.
Hasenack e Cordeiro (2006), propuseram uma alteração nos limites da Savana-estépica
caracterizada por IBGE (1986), baseados na ocorrência do espinilho (Acacia caven). Nas
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Missões esta região fitoecológica é predominante, principalmente na área referente ao Bioma
Pampa. Delimitando o Bioma Mata Atlântica estão as Áreas de Tensão Ecológica e a Floresta
Estacional Decidual nas porções norte, nordeste e sudeste. A Floresta, assim como as Áreas
das Formações Pioneiras, estão presentes ao longo dos rios, que cortam a região de leste para
oeste, e ao longo das terras baixas junto do rio Uruguai, seu limite oeste.
As Áreas de Tensão Ecológica constituem o contato entre duas ou mais regiões fitoecológicas,
geralmente na forma de encrave, ou seja, com os diferentes tipos de vegetação não se
misturando e sim mantendo as suas particularidades. No Planalto das Missões as Áreas de
Tensão Ecológica que constituem o contato entre a Savana e a Floresta Estacional Decidual
situam-se ao longo do rio Uruguai, nas bacias dos rios Ijuí e Comandai e a leste da cidade de
Santiago. Já, aquelas que constituem o contato entre a Savana e a Savana Estépica ocupam
partes das bacias dos rios Icamaquã e Piratinim e seus tributários, prolongando-se até o norte
no baixo rio Ijuí. A Savana costuma ocorrer no topo das coxilhas enquanto que a Savana
Estépica costuma ocorrer nos vales. Nos topos são comuns as cactáceas como as do gênero
Opuntia sp. que crescem sobre um tapete gramíneo-lenhoso, formado por gramíneas,
leguminosas, asteráceas, oxalidáceas, umbelíferas e outras. Ocorre também nesta comunidade
o espinilho (Acacia caven). Porém nas margens dos maiores cursos d’água, como, por
exemplo, do rio Piratinim, desenvolvem-se florestas tropicais de grande porte e diversidade,
com a presença de muitas das espécies arbóreas da Floresta Estacional Decidual citadas
acima (observações próprias).
A Floresta Estacional Decidual, ainda segundo IBGE (1986), na região fisiográfica das Missões,
ocupa a bacia do rio Ijuí e pequenas partes próximas do rio Uruguai. Nestas florestas há uma
considerável ocorrência de lauráceas, como: Ocotea puberula (canela-guaicá), Nectandra
megapotamica (canela-merda) e Nectandra lanceolata (canela-amarela). Além disto, nestas
florestas dominam Cordia americana (guajuvira), Holocalyx balansae (alecrim), Eugenia
rostrifolia (batinga-vermelha), Apuleia leiocarpa (grápia), Parapiptadenia rigida (angicovermelho), Myrocarpus frondosus (cabreúva), Phytolacca dioica (umbu) no dossel da floresta e
Trichilia clausseni (catiguá-vermelho), Sorocea bonplandii (cincho), Trichilia catigua (catuaba),
Gymnanthes concolor (laranjeira-do-mato), Pilocarpus pennatifolius (jaborandi), rabo-de-bugio
(Lonchocarpus campestris, L. muehlbergianus e L. nitidus) no sub-bosque da floresta.
Segundo Rambo (1956), as três formações silváticas principais do planalto são: a mata da
fralda, o pinhal e a Selva do Alto Uruguai. Além destas três, ainda ocorrem os parques de
bracatinga no leste, os parques de timbó no oeste e os capões. A mata da fralda ocorre no sul
da região fisiográfica das Missões, nas encostas do Planalto, região de Santiago. Os parques
de bracatinga do leste não ocorrem nas Missões. A Selva do Alto Uruguai já foi descrita acima.
Os parques de timbó (Ateleia glazioviana) e os capões são duas formações que Rambo (1956)
descreve para a região aqui em estudo. Os parques de timbó ocorrem no norte da região
fisiográfica em questão. Esta formação vegetal, praticamente homogênea, marca o limite do
campo com a floresta do Alto Uruguai (isto antes de haver o avanço da soja, hoje em dia
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crescem nas beiras das estradas e de alguns fragmentos florestais que sobraram). Esta
formação é fechada, porém permite a entrada da luz formando uma abundante vegetação no
solo. Em outros locais há grupos mais abertos que são rodeados completamente pela
vegetação herbácea, e existem também exemplares isolados que se espalham pelo campo.
Mais para o oeste acompanhando o timbó surge a canela-de-veado. (Helietta apiculata). Estas
espécies crescem também na borda dos capões. Os capões, ainda segundo Rambo (1956),
cobrem grande parte do planalto. Os campos, sem vestígios de mato, da Campanha,
enriquecem-se de manchas de vegetação arbórea sempre mais consideráveis, que já no rio
Ijuizinho e região se condensam em matas virgens de regular extensão. Aí ocorrem espécies
das matas virgens, porém em número restrito, sendo mais comuns as espécies típicas das
florestas da Metade Sul do Estado e algumas espécies provenientes do sub-bosque da mata
com araucária.
Na região existem também as formações tipo parque de pau-ferro (Myracroduon balansae),
antigo Astronium balansae. Esta espécie é uma das madeiras mais duras do RS cresce nas
partes mais secas, geralmente em pequenos topos pedregosos. Ela associa-se à outras
espécies xerofíticas: bugreiro (Lithraea molleoides), assobiadeira (Schinus polygamus),
espinilho (Acacia caven), canela-de-veado (Helietta apiculata) e toropi (Sapium
haematospermum), entres outras. Há também algumas espécies típicas das florestas tropicais
do Alto Uruguai que ocorrem nesta formação, como o ipê-roxo (Tabebuia heptaphylla) e a
guajuvira (Cordia americana). A floresta do Alto Uruguai tende a avançar sobre esta formação
no clima atual e se não houver impacto antrópico.
Araújo (1965) descreve para esta região as mesmas da região do planalto médio: Aristida
altissima (barba de bode), Aristida laevis (barba de bode alta), Aristida pallens (barba de bode),
Aristida spegazinii (barba de bode miúda), Axonopus argentinus, Axonopus compressus
(grama tapete), Botriochloa alta (pluma branca alta), Botriochloa laguroides (pluma branca),
Botriochloa selloana (plumas brancas), Botriochloa ternata, Calamagrostis armata, Elyonurus
candidus (capim limão), Elyonurus tripsacoides (capim limão), Eragrostis polytricha, Erianthus
angustifolius (macega estaladeira), Erianthus asper (macega estaladeira), Schizachyrium
condensatum (rabo de burro), Schizachyrium tenerum (capim mimoso), Heteropogon villosus,
Gymnopogon biflorus, Festuca bromoides, Melica aurantiaca, Panicum campestre, Panicum
aristellum, Panicum helobium, Paspalum guenoarum, Paspalum nicore (grama cinzenta),
Paspalum notatum (grama forquilha), Paspalum notatum forma P. Fundo (grama forquilha
Passo Fundo), Paspalum notatum forma pilosa (grama forquilha peluda), Paspalum plicatulum
(capim colchão), Trachipogon polymorphus. Entre as principais leguminosas estão Cassia
repens, Cassia pillifera, Aeschynomene falcata (foicinha), Indigofera asperifólia (anileira) e
Trifolium riograndense (trevo do planalto).
Esta região, segundo Araújo (1942), citado por Boldrini (1997), apresenta no centro e no leste
campos grossos, com matas de galeria ao longo dos rios, e no extremo oeste campos médios e
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finos, próximo ao rio Uruguai. Os campos considerados grossos têm baixa capacidade de
suporte (0,3 a 0,5 UA/ha).
O estrato superior é dominado por gramíneas cespitosas grosseiras, e tem como espécie mais
saliente a barba de bode (Aristida jubata). O estrato inferior é formado por um gramado
contínuo de grama forquilha (Paspalum notatum), nos solos mais secos, bem como grama
cinzenta (Paspalum nicore) e Axonopus affinis em solos mais úmidos.
Próximo da divisa com a Argentina, nos campos finos, surgem muitas espécies como a grama
missioneira (Axonopus jesuiticus), e outras de excelente qualidade, como Paspalum almum e
P. indecorum. Coelorhachis selloana é muito freqüente nesta região, bem como Setaria
vaginata, S. fiebrigii, P. dilatatum, P. pauciciliatum e P. guenoarum. Em solos úmidos e
encharcados, várias espécies estão presentes, como Paspalum proliferum e P. acuminatum.
Cobrindo os banhados existem as gramas boiadeiras (Leersia hexandra e Luziola peruviana).
Junto às matas de galeria, encontra-se o hábitat natural de Paspalum juergensii, P.
mandiocanum e Panicum spp. e de gramíneas hibernais, como Bromus brachyanthera.
Entremeadas na vegetação, onde as gramíneas são dominantes, vivem muitas leguminosas
nativas como o Trifolium riograndense, Vicia nana, V. graminea, Adesmia tristis, A. ciliata e A.
araujoi, dentre as espécies hibernais. Macroptilium prostratum, Stylosanthes leiocarpa,
freqüentes em todo Estado, e Tephrosia adunca e Zornia lanata também são encontradas.
Da cobertura original, 17% encontra-se sob baixo impacto antrópico e 83% sob impacto
antrópico significativo. O principal impacto deve-se à agropecuária, tanto sobre a SavanaEstépica quanto sobre a Floresta Estacional Decidual (Hasenack & Cordeiro, 2006).
A região fisiográfica das Missões é considerável ainda a extensão de campos nativos,
principalmente na região de Santiago, Unistalda, Itacurubi. Há ainda muita criação de gado.
Porém a soja ocupa também grandes extensões no norte e leste desta região, e as lavouras de
arroz na região de São Borja.
A substituição do campo por lavouras (Boldrini, 1997) é a causa da grande erosão genética
nesta região. As partes ainda preservadas apresentam-se, na maioria das vezes, mal
manejadas, com elevada carga animal, o que causa a redução e o desaparecimento de
espécies. Isto é mais evidente entre as espécies preferidas pelos animais. Restam ainda
conservados os campos de solos rasos, ocorrentes na parte oeste, apesar do uso excessivo
com animais domésticos.
Os sistemas atualmente utilizados, como o plantio direto e integração lavoura-pecuária, são
menos danosos do ponto de vista de degradação do solo do que o cultivo convencional e a
monocultura sem rotação, utilizados há alguns anos, mas ainda assim causam degradação do
ambiente. A exploração atual permite a poluição das águas por partículas de solo em
suspensão e defensivos agrícolas freqüentemente utilizados, além de eliminar completamente
as espécies nativas, tanto campestres quanto florestais. A utilização freqüente de herbicidas de
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amplo espectro e a não utilização da técnica de pousio torna impossível o repovoamento e
ressemeadura das espécies, excluindo-as permanentemente das áreas cultivadas.
4.1.7 Fauna
O município de São Luiz Gonzaga situa-se na região fisiográfica das Missões (Borges Fortes,
1979), formada por dois biomas brasileiros: Bioma Pampa (cerca de 80,04%) e Mata Atlântica
(9,6%), o que faz desta região uma grande zona de transição de ocorrência tanto de espécies
com hábitos florestais como também para as espécies tipicamente campestres.
Cabrera & Willink (1980) descrevem esta mesma região como pertencente à Província
Biogeográfica Paranaense. Assim como ocorre com a região fisiográfica adjacente Planalto
Médio, a região das Missões também possui uma zona de transição com a Província
Biogeográfica Pampeana, onde as florestas por vezes dão lugar às formações campestres.
Segundo estes autores a fauna que caracteriza a Província Paranaense seria uma mescla
entre a fauna chaquenha, do cerrado e atlântica.
A relevância do enfoque sobre mamíferos (mastofauna) reside no fato de serem espécies
especialmente sensíveis e grandemente afetadas pelos processos de perda e alteração de
hábitat (Robinson & Redford, 1986; Terborgh, 1992; Cuarón, 2000). Entre eles as principais
ameaças relacionam-se à fragmentação de hábitats campestres e florestais por uso e
expansão agropecuária, caça ilegal e atropelamentos.
A região das Missões pode ser caracterizada por um processo de ocupação bastante antigo e
difuso, marcado pela lógica extrativista e predatória. Em relação às principais etapas deste
processo histórico de ocupação e alteração da paisagem podemos destacar: (i) a introdução do
gado, pelos Jesuítas espanhóis em meados do século XVII, e conseqüente desenvolvimento
da pecuária extensiva nos campos, além do extrativismo de erva-mate; (ii) entrada de
bandeirantes e tropeiros para captura de gado e escravos em anos subseqüentes e (iii) (re)
colonização por imigrantes europeus, com incentivos governamentais e privados, para fim de
ocupação e desenvolvimento regional (Trennepohl & Macagnan, 2008).
A escassez de levantamentos pretéritos e atuais sobre fauna de mamíferos associada ao
histórico de ocupação regional, resultou em grandes incertezas a respeito da ocorrência de
muitas espécies. Soma-se a isso poucos registros obtidos em campo, inferindo-se diretamente
sobre a extinção local de inúmeras espécies da fauna nativa, especialmente de mamíferos de
grande porte e a drástica redução na abundância das espécies mais resilientes.
Atualmente, as áreas de preservação permanente de grandes cursos d'água e remanescentes
florestais isolados em meio à matriz produtiva representam os principais locais de uso e refúgio
da fauna de mamíferos de médio e grande porte. Ainda assim, não são nesta região
consideráveis em extensão e apresentam baixa qualidade de hábitat para a mastofauna pela
elevada pressão antrópica, na quase totalidade das vezes. Cabe salientar, ainda, que trata-se
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de uma porção do estado que não contempla Unidades de Conservação de caráter de
proteção integral.
Atualmente, a mastofauna mais comum é composta por espécies com alta resiliência, que
conseguem persistir à intensificação dos processos de eliminação dos hábitats, apresentam
elevado potencial reprodutivo e são generalistas em relação ao uso do hábitat. Porém, é
necessário considerar os dados evidenciados por este trabalho demonstrando que, mesmo
para estas espécies a abundância é extremamente baixa quando comparada a outras regiões
fisiográficas no estado, cujos efeitos populacionais se desconhece.
Adicionalmente aos fatores relacionados à perda de hábitat, a caça ilegal, historicamente,
mantém-se como uma das principais causas da redução da abundância e diversidade das
espécies da mastofauna (Fontana et al., 2003). Este fator de impacto sobre a fauna não é uma
característica exclusivamente regional, mas sim um problema que atua sobre toda a área de
distribuição das espécies cinegéticas.
A preocupação com os efeitos da caça é ainda maior para mamíferos de médio e grande porte,
muito visados pelo volume do recurso alimentar e alto valor da pele da maioria destas
espécies. Associado a isso, alguns fatores biológicos como ciclo de vida longo e taxa
reprodutiva baixa, e fatores ecológicos como área de vida comparativamente grande, presentes
em grande parte da parcela da mastofauna cinegética, são agravantes da vulnerabilidade à
pressão de caça (Bodmer & Robinson, 2003). Uma vez que a pressão de caça não se restringe
às espécies cinegéticas (de caça), atualmente a maioria das espécies de médio e grande porte
são registradas apenas esporadicamente.
O grupo dos marsupiais é representado no estado por espécies que habitam uma grande
diversidade de ambientes, porém é pouco conhecido em relação à distribuição geográfica das
espécies, ecologia e taxonomia (Fontana et al., 2003). Espécie de distribuição ampla e de
registros comuns, o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris, DIDELPHIDAE) é o
marsupial mais popularmente conhecido. A fragmentação das informações coletadas e a
escassez de dados de distribuição geográfica e taxonomia, torna difícil a predição a respeito da
ocorrência das demais espécies do grupo.
Supoem-se que maioria das espécies do grupo dos Xenarthros (tatús e tamanduás) possua
distribuição e registros para a região. Para a família DASIPODIDAE poderíamos citar Dasypus
novemcinctus (tatú-galinha), D. hybridus (mulitinha-orelhuda), D. septemcinctus (mulita),
Euphractus sexcinctus (tatú-peludo). Apesar de dados insuficientes sobre a espécie (Fontana
et al, 2003), Cabassous tatouay (tatú-de-rabo-mole) pode apresentar ocorrência na região pela
disponibilidade de ambientes abertos, seu hábitat preferencial para forrageamento. Segundo
Fontana et al (2003), faltam registros para Tamandua tetradactyla (tamanduá mirim,
MYRMECOPHAGIDAE), no noroeste do estado, onde seria considerada provavelmente extinta
nessa região. Myrmecophaga tridactyla (tamanduá-bandeira) é a espécie deste grupo que
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possui apenas registros do outro lado do rio Uruguai, na província de Misiones (Argentina) e
que segundo Ihering (1893) seria seu limite natural de distribuição.
Em relação aos primatas da família ATELIDAE, as duas espécies de bugio, Alouatta guariba
clamitans (bugio-ruivo) e Alouatta caraya (bugio-preto), ocorreriam nas Missões. Porém A.
caraya teria sua área de distribuição amplamente maior, sobressaindo-se em distribuição, e
enquanto A. guariba clamitans preferiria os hábitats associados às florestas com araucária e
aos domínios de Mata Atlântica (Codenotti e Silva, 2004). Ambas espécies são consideradas
ameaçadas de extinção no estado, categoria Vulnerável (Fontana et al, 2003). A família
CEBIDAE possuiria como representante nesta região Cebus nigritus (micro-prego), porém seus
registros estariam associados aos mesmos ambientes os quais ocorrem os registros de bugioruivo (Codenotti e Silva, 2004).
A Ordem Carnivora está representada nesta porção do estado por quatro famílias de
carnívoros terrestres: CANIDAE, MUSTELIDAE, PROCYONIDAE e FELIDAE. Dentre os
canídeos Cerdocyon thous (graxaim-do-mato), é a espécie mais abundante e generalista em
relação ao uso do hábitat, freqüentemente registrada. Lycalopex gymocercus (graxaim-docampo) também poderia ocorrer na região apesar de não visualizado durante o levantamento
de dados deste trabalho, pela existência de hábitat (pampa) uma vez que este canídeo está
associado às formações abertas.
Em relação aos felídeos (FELIDAE), considerando que a maior diversidade de espécies desta
família encontra-se nas florestas da metade norte do estado, são conhecidos para esta região
Puma yagouarondi (gato-mourisco), Leopardus tigrinus (gato-do-mato-pequeno) e Leopardus
wiedii (gato-maracajá). Leopardus pardalis (jaguatirica) e Puma concolor (puma ou leão-baio)
são espécies associadas às áreas florestais, sendo que esta última é freqüentemente
associada aos domínios da floresta atlântica, com araucária e estacional. Oncifelis geoffroyi
(gato-do-mato-grande) e Oncifelis colocolo (gato-palheiro) não possuem distribuição para esta
região. Mesmo perdurando após a intensificação dos processos de eliminação dos hábitats,
todas as espécies de felinos registradas no estado estão inclusas em alguma categoria de
ameaça no livro vermelho da fauna ameaçada de extinção (Fontana et al, 2003), sendo
registradas esporadicamente. Com exceção de P. concolor, espécie classificada como estando
“Em Perigo”, as demais espécies de felinos que ocorrem nas Missões são consideradas
“Vulneráveis” ao risco de extinção. Já o maior felino sulamericano, possui apenas registros
históricos para a região, embora registrado para a região fisiográfica adjacente Alto Uruguai,
sendo considerado Criticamente Ameaçado de Extinção no RS (Fontana et al, 2003).
Galictis cuja (furão) e Conepatus chinga (zorrilho) constituem-se nas espécies da família
MUSTELIDAE cuja ocorrência costuma ser bastante comum nas demais regiões fisiográficas
do estado. Porém, a escassez de estudos sugere a necessidade de melhor averiguar seu
status de distribuição para as Missões. Eira barbara (irara) é um mustelídeo cuja distribuição
para as Missões estaria associadas às áreas de floresta (categoria Vulnerável). Lontra
longicaudis (lontra) é uma espécie restrita aos cursos d'água e segundo Fontana et al. (2003)
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seria registrada para todas as regiões do estado, porém a sua ocorrência nas Missões também
deve ser averiguada. Apesar de persistente em ambientes perturbados, apresenta registros
cada vez menos freqüentes, e consta atualmente no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas
de Extinção, categoria Vulnerável (Fontana et al, 2003). Pteronura brasiliensis (ariranha) está
considerada como espécie Provavelmente Extinta para o estado, segundo Fontana et al.
(2003).
A família PROCYONIDAE possui como representante comumente registrado Procyon
cancrivorous (mão-pelada). Outro integrante desta família, Nasua nasua (quati) é uma espécie
florestal e portanto deve estar associada aos remanescentes do domínio de Mata Atlântica
nesta região, especialmente as florestas com araucária. Acredita-se que pela grande pressão
de substituição e perda de hábitat, esta espécie esteja em declínio, estando ameaçada de
extinção (categoria Vulnerável), Fontana et al. (2003).
Em relação aos elementos da família CERVIDAE, é difícil afirmar ao certo quais das quatro
espécies de fato sobrevivem na região. Não diferentemente de outros grupos, são escassos os
dados de distribuição sobre este grupo nas Missões e, portanto, devem ser melhor estudados.
Mazama gouazoupira (veado-catingueiro), constitui-se provavelmente na espécie de cervídeo
mais freqüentemente registrada, porém ameaçada de extinção (Vulnerável) pela alta pressão
de caça (Fontana et al, 2003). Mazama americana (veado-mateiro), é uma espécie
essencialmente florestal, ocorreria nas áreas de domínio da mata Atlântica, porém há o
desconhecimento a respeito de sua distribuição atual, constando atualmente como "Em Perigo"
na lista dos animais em extinção no estado. Pela drástica eliminação de hábitat, escassez de
registros e pressão de caça, Ozotoceros bezoarticus (veado-campeiro), é considerada espécie
criticamente ameaçada de extinção no estado (Fontana et al 2003). Considerando a
associação desta espécie com formações abertas, é possível inferir que a drástica substituição
dos campos nativos dessa região (com Aristida sp, capim barba-de-bode) esteja associada
regionalmente ao declínio populacional da espécie.
Para o grupo dos roedores de médio e grande porte podemos destacar a ocorrência de
Hydrochaeris hydrochaeris (capivara, HYDROCHAERIDAE) e Myocastor coypus (ratão-dobanhado, MYOCASTORIDAE), espécies comuns em todo o estado. Em relação a Cuniculus
paca (paca, CUNICULIDAE), espécie essencialmente florestal, representa uma das principais
espécies cinegéticas do estado e consta atualmente no Livro Vermelho da Fauna em Extinção
no Rio Grande do Sul como espécie Em Perigo. (Fontana et al., 2003). Sua ocorrência deve
ser averiguada.
Considerando a lacuna de informações a respeito da fauna das Missões associada ao antigo e
difuso processo de ocupação, torna-se difícil mensurar os impactos advindos com a
implantação dos Projetos de Assentamento, cuja escala de tempo é bem menor em relação a
este processo. Além disso, o estabelecimento de comparações com áreas preservadas tornase inviável pela inexistência de Unidades de Conservação nesta região fisiográfica.
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O padrão observado para os imóveis destinados à reforma agrária, em muito não se diferencia
das demais propriedades do seu entorno, sendo que os hábitats disponíveis para a fauna
geralmente estão restritos às APP de cursos d’água, sujeitas aos diversos impactos descritos
para a vegetação. Além disso, na quase totalidade dos casos, não há área de reserva legal
prevista no parcelamento dos imóveis. Conjuntamente estas áreas constituiriam-se em locais
de uso e refúgio para a fauna, especialmente de maior porte. Também é possível inferir que a
pressão de caça, mesmo não sendo exclusiva das áreas de assentamento, esteja contribuindo
para a manutenção do pequeno número de indivíduos das espécies que ocorrem em eventos
esporádicos e/ou impossibilitando possíveis recolonizações e estabelecimento de novas
populações.
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4.2 Aspectos sócio-econômicos da região
4.2.1 População
Os dados preliminares da Contagem da População de 2007 indicam que no município de São
Luiz Gonzaga possuía 34.487 habitantes. O Censo Demográfico de 2000 contabilizou 39.553
habitantes no município. No período entre o Censo de 2000 e a Contagem de 2007 reduziu-se
o número de habitantes (redução de 12,8% ou 5.066 pessoas) na comparação com sua
microrregião (redução de 5,6%) a diminuição no município foi mais acentuada. Na comparação
do Censo de 2000 com a Contagem da População de 1996, 40.233 habitantes, ocorreu
redução de 1,69% ou 680 habitantes. A comparação entre a Contagem da População de 1996
e o Censo Demográfico de 1991 – 41.671 habitantes – mostra redução de 3,5% ou 1438
habitantes (IBGE, 2008).
Parte da perda de população ocorrida entre o Censo Demográfico de 2000 e a Contagem da
População de 2007 foi causada pela emancipação de Rolador. Apesar da lei estadual
10.750/1996 determinar a instalação do município em 1º de janeiro de 1997 (RIO GRANDE DO
SUL, 1996), esta ocorreu apenas em 2001 (IBGE, 2004).
Segundo o Censo de 2000, a população do município de São Luiz Gonzaga estava
majoritariamente na área urbana com 32.752 (82,81%), a microrregião de Santo Ângelo é
caracterizada por uma taxa de urbanização de 68,8%. A microrregião apresenta maior
população em área urbana, proporcionalmente, que o valor médio para a mesorregião
Noroeste Rio-grandense (64,7%), onde está contida, porém menor que a média para o Rio
Grande do Sul (81,6%).
A participação da população de São Luiz Gonzaga no total da sua microrregião geográfica
manteve-se em queda desde o Censo de 1991 até a Contagem de 2007. Em 1991, São Luiz
Gonzaga possuía 19,58% da população de sua microrregião, a Contagem de 1996 indicou
participação de 18,98% no total, em 2000 foi de 18,91% e em 2007 os dados preliminares
indicam participação de 17,46%. Entre os Censos de 1991 e 2007, a população do município
teve diminuição de 17,24% e a microrregião de Santo Ângelo redução de 7,2% (IBGE, 2008).
A área do município de São Luiz Gonzaga, 1.591,9 km2, representa 14,6% da área da
microrregião geográfica de Santo Ângelo que possui 10.871,9 km2. A densidade demográfica
no município para o ano de 2000 era de 24,85 habitantes por quilometro quadrado (hab/km2),
maior que a existente na sua microrregião geográfica 19,24 hab/km2, porém abaixo da
densidade demográfica estadual – 36,14 hab/km2 (IBGE, 2008).
Com base nas características da população levantadas pelo Censo 2000, o Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, 2003) elaborou o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDH-M). Este índice leva em consideração três variáveis principais: renda,
longevidade e instrução. O índice varia de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1
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(desenvolvimento humano total). Usualmente os valores são divididos em três faixas, até 0,499
considera-se desenvolvimento humano baixo; entre 0,500 e 0,799 o desenvolvimento é
considerado de nível médio; a partir de 0,800 considera-se alto desenvolvimento.
Foi calculado para o município no ano de 1991 IDH-M de valor 0,716, em 2000, o valor foi de
0,800. São Luiz Gonzaga apresenta neste período IDH-M acima da média harmônica dos
municípios da microrregião – 0,688 em 1991 e 0,767 em 2000. No período o crescimento
médio da microrregião foi de 11,44%, abaixo dos 11,73% alcançados por São Luiz Gonzaga
(PNUD, 2003).
4.2.2 Produção primária
4.2.2.1 Produção agrícola
A caracterização da produção agrícola em São Luiz Gonzaga foi feita com base na Pesquisa
Agrícola Municipal elaborada pelo IBGE. Foram utilizados dados do período de 2002 a 2006
referentes aos cultivos temporários e permanentes (IBGE, 2008). Para manter a coerência com
os relatórios passados as tabelas continuam com os dados entre os anos de 2002 a 2005,
contudo, com sua divulgação, as informações relativas a 2006 foram utilizadas, por permitir a
análise da produção agrícola após a estiagem dos anos de 2004 e 2005.
4.2.2.1.1 Cultivos temporários
São Luiz Gonzaga tem como principais cultivos, em quantidade produzida, milho, soja e trigo.
O cultivo mais importante, em quantidade produzida, é o de soja (Tabela 6). Em 1996, foram
produzidas no município 52 mil toneladas, em uma área colhida de 40 mil hectares (ha),
equivalente a um rendimento médio de 1.300 kg/ha. Em 2002, o município produziu 51,48 mil
toneladas, em uma área colhida de 52 mil hectares (ha), estes dois parâmetros resultam em
um rendimento médio no município de 990 kg/ha. O ano de 2003 é marcado pela maior
quantidade produzida no período estudado, 134,46 mil toneladas, incremento de 161,19% em
comparação com 2002. A área colhida alcançou 54 mil hectares e o rendimento médio no
município alcançou os 2.490 kg/ha, crescimento de 151,52% na comparação com o ano
anterior. Os anos de 2004 e 2005 foram marcados por eventos climáticos que impactaram
negativamente a produção, especialmente dos cultivos de verão. Portanto, justificam-se as
quedas na produção em 2004 e 2005, em 2004 a redução na produção na comparação com o
ano anterior foi de 74,70% com expansão da área colhida para 60 mil hectares. Em 2006, a
recuperação ocorreu na quantidade produzida, 81 mil toneladas e no rendimento, 1.350 kg/ha.
A participação da produção do município na soma da microrregião de São Luiz Gonzaga no
período analisado foi crescente, 11,83% em 1996, em 2003 foi de 13,96%, e, em 2006,
alcançou 14,62% (IBGE, 2008).
A produção de milho no período de 1996 a 2006 acompanhou os movimentos ocorridos com o
cultivo de soja. No ano de 1996 a quantidade produzida foi de 15,3 mil toneladas, a área
colhida, 9 mil hectares, resultando em produtividade média de 1.700 kg/ha. A maior produção
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foi em 2006 com quantidade produzida em torno de 19,5 mil toneladas e rendimento médio de
3.000 kg/ha. A participação do município de São Luiz Gonzaga na soma da produção da
microrregião teve seu auge em 2005 com 16,36% (IBGE, 2008).
O cultivo de trigo teve sua maior produção no município de São Luiz Gonzaga em 2004 (Tabela
6). No ano de 2006, houve uma queda na produção (2,46 mil toneladas) e no rendimento
médio (480 kg/ha). A participação da produção realizada em São Luiz Gonzaga na soma da
microrregião oscilou bastante no período analisado, 14,4% em 1996, 17,21% em 2004 e 6,30%
em 2006 (IBGE, 2008).
Tabela 6. Quantidade produzida (t), área colhida (ha) e rendimento médio (kg/ha) dos principais cultivos temporários
de 2002 a 2005, no município de São Luiz Gonzaga.
Cultivo
Quantidade produzida (t)
Área colhida (ha)
Rendimento (kg/ha)
2002
2003
2004
2005
2002
2003
2004
2005
2002
2003
2004
2005
Alho
12
12
12
12
4
4
4
4
3.000
3.000
3.000
3.000
Amendoim
(casca)
14
14
14
14
14
14
14
14
1.000
1.000
1.000
1.000
Arroz (casca)
910
410
600
450
3.967
3.939
5.500
4.651
910
410
610
460
Batata-doce
250
250
250
250
25
25
25
25 10.000 10.000 10.000
10.000
6.000
6.000
6.000
6.000
300
300
300
300 20.000 20.000 20.000
20.000
Cebola
8
8
8
8
2
2
2
2
4.000
4.000
4.000
4.000
Ervilha (grão)
1
1
1
1
1
1
1
1
1.000
1.000
1.000
1.000
171
279
138
90
300
380
170
150
570
734
812
600
15.000 15.000 15.600
750
1.250
1.250
1.300 12.000 12.000 12.000
12.000
Cana-deaçúcar
Feijão (grão)
Mandioca
9.000
Melancia
48
48
48
21
5
5
5
5
9.600
9.600
9.600
4.200
2
2
2
2
1
1
1
1
2.000
2.000
2.000
2.000
Milho (grão)
15.065
15.610
8.398 10.800
6.550
7.000
3.400
3.000
2.300
2.230
2.470
3.600
Soja (grão)
51.480 134.460 34.020 27.300 52.000 54.000 60.000 65.000
990
2.490
567
420
3.000
3.000
3.000
3.000
4 12.000 10.000 10.000
10.000
Melão
Sorgo graníf.
1800
1500
150
150
600
500
50
48
40
40
40
4
4
4
Tomate
Trigo (grão)
15.750
50
32.400 36.000 24.180 12.500 15.000 20.000 13.000
1.260
2.160
1.800
1.860
Fonte: IBGE, 2008.
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4.2.2.1.2 Cultivo permanente
Os cultivos permanentes no município de São Luiz Gonzaga, no período de 2002 a 2005,
foram laranja, tangerina, uva, pêssego, banana, erva-mate, abacate, limão e pêra (Tabela 7)
(IBGE, 2008).
Tabela 7. Quantidade produzida (t), área colhida (ha) e rendimento médio (kg/ha) de cultivos permanentes
de 2002 a 2005, no município de São Luiz Gonzaga.
Cultivo
Quantidade
(t)
produzida
Área colhida (ha)
Rendimento (kg/ha)
2002 2003 2004 2005 2002 2003 2004 2005
2002
2003
2004
2005
Abacate
30
30
30
30
6
6
6
6
5.000
5.000
5.000
5.000
Banana
38
38
38
38
4
4
4
4
9.500
9.500
9.500
9.500
Erva-mate
35
35
35
35
10
10
10
10
3.500
3.500
3.500
3.500
472
472
472
472
40
40
40
40
11.800
Limão
22
22
22
22
3
3
3
3
7.333
7.333
7.333
7.333
Pêra
20
20
20
20
5
5
5
5
4.000
4.000
4.000
4.000
Pêssego
40
40
40
40
8
8
8
8
5.000
5.000
5.000
5.000
Tangerina
240
240
240
240
30
30
30
30
8.000
8.000
8.000
8.000
Uva
102
102
102
102
17
17
17
17
6.000
6.000
6.000
6.000
Laranja
11.800 11.800 11.800
Fonte: IBGE, 2008.
4.2.2.2 Produção animal
Foram utilizados dados dos Censos Agropecuários de 1996 e 2006 e da Pesquisa Pecuária
Municipal entre 2003 e 2006. Os dados existentes sobre área dos estabelecimentos rurais e a
utilização de suas terras datam do Censo Agropecuário de 1996, quando o município de São
Luiz Gonzaga possuía 16,9% das pastagens existentes na sua microrregião, o Censo ocorrido
em 2006 indicava 11,33%. Esta diminuição na participação ocorreu devido à redução das
pastagens na microrregião de Santo Ângelo. O Censo de 1996 indicou, em valores absolutos
(Tabela 8), os maiores efetivos de rebanhos eram: bovino (90.000); galos, frangas, frangos e
pintos (70.000); galinhas (30.000); suíno (16.700); ovino (14.000); e eqüino (2.500 ) (IBGE,
2008).
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Tabela 8. Efetivo dos principais rebanhos por tipo de rebanho no município de São Luiz Gonzaga e sua
participação na soma da sua microrregião.
Rebanho
Bovino
Bubalino
Caprino
Coelhos
Eqüino
Galinhas
Galos, frangas,
frangos e pintos
Ovino
Suíno
2003
2004
2005
90.000
71.700
69.520
65.000
16,03%
11,95%
11,52%
10,81%
500
600
510
600
10,24%
8,42%
6,83%
7,23%
100
110
120
120
10,09%
16,15%
17,60%
17,99%
100
80
100
70
6,55%
4,32%
2,98%
2,47%
2.500
1.500
1.340
1.200
14,31%
8,49%
8,32%
7,70%
30.000
20.500
19.000
18.000
13,49%
8,63%
8,29%
8,61%
70.000
19.600
19.500
19.000
13,68%
8,64%
9,08%
8,31%
N° de cabeças
14.000
6.500
6.100
6.000
Participação
7,07%
4,61%
4,47%
4,26%
N° de cabeças
16.700
6.140
6.310
6.300
14,77%
6,45%
6,69%
6,87%
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
N° de cabeças
Participação
Participação
1996
Fonte: IBGE, 2008.
4.2.2.2.1 Bovinocultura de corte
Segundo o Censo Agropecuário de 1996, as propriedades com área entre 10 e 100 hectares
realizaram, naquele ano, 45,8% dos abates no município, as propriedades com área entre 100
e 1.000 hectares foram responsáveis por 32,3% dos abates. Nas propriedades com área até 10
hectares realizaram-se 18,2% e 3,7% naquelas com mais de 1.000 hectares. Na comparação
com os abates registrados em toda a microrregião, o município de São Luiz Gonzaga foi
responsável por 11,3% (IBGE, 2008).
4.2.2.2.2 Bovinocultura leiteira
Segundo o Censo Agropecuário de 1996, a participação da produção leiteira do município de
São Luiz Gonzaga na microrregião geográfica foi de 2,3%, sendo a maior parte do leite
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produzido em propriedades com área entre 10 e 100 hectares (50,5%). Em 2005, segundo a
Pesquisa Pecuária Municipal a participação do município foi de 3,4%. O Censo Agropecuário
de 1996 indica que a produtividade média no município (3,7 litros/cabeça) foi menor que a
média da microrregião (4,4 litros/cabeça) e maior que a média estadual (3,0 litros/cabeça)
(IBGE, 2008).
Tabela 9. Número de vacas ordenhadas e produção de leite (mil litros) no município de São Luiz Gonzaga
durante os anos de 1996 e de 2002 a 2006.
Produção leiteira
1996
2002
2003
2004
2005
2006
Vacas ordenhadas (cabeças)
1.269
1.565
1.548
1.518
1.570
1.640
Produção de leite (mil litros)
1.722
2.179
2.266
2.315
3.082
3.146
Fonte: IBGE, 2008.
4.2.2.2.3 Suínos
A participação de São Luiz Gonzaga nos abates de suínos realizados na sua microrregião,
segundo o Censo Agropecuário de 1996, foi de 12%. As propriedades com área entre 10 e 100
hectares foram responsáveis por 48% dos abates no município, as propriedades de até 10
hectares por 33,4%, aquelas entre 100 e 1.000 hectares por 16,95% e as acima de 1.000
hectares realizaram 1,7% (IBGE, 2008).
4.2.2.2.4 Aves
Foram realizados em São Luiz Gonzaga 11,6% dos abates de aves ocorridos na microrregião,
segundo o Censo Agropecuário de 1996. Assim como na suinocultura concentraram-se nas
propriedades com áreas entre 10 e 100 hectares, 44,9%. A participação do município na soma
da produção de ovos na microrregião foi 15,15%, em 1996. A produção de 2006, 211 mil
dúzias, quando comparada com 1996 teve redução de 50,93% (IBGE, 2008).
4.2.2.2.5 Ovinos
O rebanho de ovinos no município diminuiu, entre 1996 e 2006, da mesma forma ocorreu
redução na participação em sua microrregião geográfica. A produção de lã também reduziu no
município (58,9%), como era de se esperar, devido à grande diminuição do rebanho efetivo que
foi de 54% no período. Na microrregião, a diminuição em 31,2% do rebanho causou redução
de 31,3% na produção de lã. A Pesquisa Pecuária Municipal de 2005 apresenta produtividade
média de 2,7 kg de lã por ovino em São Luiz Gonzaga, de 2,66 kg/ovino na sua microrregião
geográfica e média estadual de 2,68 kg/ovino (IBGE, 2008).
4.2.2.2.6 Produção de Mel
A produção de mel no município sofreu redução (Tabela 10) no período, 1996 a 2006, de
46,67%, com redução da participação no total de microrregião geográfica de 14,7% em 1996
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para 8,3% em 2006. A redução da produção na microrregião no período foi de 5,8% (IBGE,
2008). Cabe salientar que esta atividade econômica pode ser considerada interessante no
tocante ao seu reduzido impacto sobre o ambiente, podendo, talvez, ser implantada como uma
alternativa de utilização indireta de áreas de uso restrito (áreas de proteção permanente e de
reserva legal).
Tabela 10. Produção de mel no município de São Luiz Gonzaga e participação na sua microrregião
geográfica nos anos de 1996 e de 2002 a 2006.
1996
2002
2003
2004
2005
2006
30.000
9.300
9.350
14.968
15.000
16.000
Participação na microrregião 14,72%
6,45%
6,00%
9,09%
8,62%
8,33%
Produção (quilogramas)
Fonte: IBGE, 2008.
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5
DIAGNÓSTICO DA ÁREA DO PROJETO DE ASSENTAMENTO
As análises realizadas para o diagnóstico da área do Projeto de Assentamento 28 de Maio
basearam-se no perímetro georreferenciado do PA fornecido pelo INCRA em meio digital.
Durante a elaboração de mapas temáticos constatou-se pequenas diferenças entre os valores
calculados de superfície com esse perímetro e a superfície declarada no processo de criação
do PA. Apesar disso, tratando-se da melhor delimitação disponível, as informações obtidas com
o uso desse perímetro servem como valioso indicativo da situação do imóvel e podem ser
usadas como subsídio ao licenciamento ambiental. Para um melhor uso dessas informações
recomenda-se analisar simultaneamente os dados absolutos e proporcionais das superfícies
calculadas para as classes de cada mapa.
5.1 Diagnóstico do meio natural
5.1.1 Relevo
O relevo do PA 28 de Maio foi analisado a partir de dados altimétricos das cartas em escala
1:50.000 da DSG, utilizados para a elaboração de um Modelo Numérico do Terreno (MNT) e
cálculo das declividades. A Figura 10 e a Tabela 11 mostram, respectivamente, a distribuição
espacial e a superfície ocupada por diferentes faixas altimétricas no imóvel. A Figura 11 e a
Tabela 12 mostram, respectivamente, a distribuição espacial e a superfície ocupada por
diferentes faixas de declividade.
Analisando-se esses dados pode-se observar que o relevo do PA 28 de Maio é
predominantemente plano. As altitudes variam aproximadamente entre 140 e 240 metros, dos
quais cerca de 186,67 ha (22,34% da área total) encontram-se acima de 220 metros, em locais
constituídos de topos de coxilhas.
As declividades se distribuem de forma relativamente homogênea pela área do PA 28 de Maio,
com a predominância de inclinações planas. A maior parte da área apresenta inclinações
inferiores a 5%, constituindo pendentes suaves que totalizam aproximadamente cerca de
695,01 ha (83,17% da área total). As áreas com mais de 5% de inclinação são menos
expressivas, constituindo áreas de relevo suave ondulado a forte ondulado que totalizam cerca
de 140,59 ha (16,83% da superfície total do PA).
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Tabela 11. Área ocupada pelas diferentes faixas de altitude no PA 28 de Maio.
Faixa de altitude (m)
Área (ha)
Área (%)
140 a 160 m
10,63
1,27
160 a 180 m
48,73
5,83
180 a 200 m
205,03
24,54
200 a 220 m
384,54
46,02
220 a 240 m
186,67
22,34
Total
835,60
100,00
Tabela 12. Área ocupada pelas diferentes faixas de declividade no PA 28 de Maio.
Faixa de declividade (m)
Área (ha)
Área (%)
0 a 5%
695,01
83,17
5 a 10%
119,68
14,32
10 a 15%
16,88
2,02
15 a 25%
2,57
0,31
25 a 47%
1,46
0,17
835,60
100,00
Total
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
696000
698000
700000
La
j. R
oda
G
ran
de
694000
6872000
6872000
6870000
6870000
lm
Pa
a
Sa n
ga d
a La
6868000
6868000
ra nj
eira
da
A.
694000
696000
Classes de altitude
140 a 160 m
160 a 180 m
180 a 200 m
200 a 220 m
698000
Malha viária
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
700000
500
0
500 m
N
Hidrografia
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
220 a 240 m
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 10. Faixas de altitude no PA 28 de Maio.
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
696000
698000
700000
6870000
6870000
6872000
6872000
La
j. R
oda
G
ran
de
694000
Sa n
ga d
a La
6868000
ra nj
eir a
a
6868000
d
A.
alm
aP
694000
696000
Classes de declividade
0 a 5%
5 a 10%
10 a 15%
15 a 25%
698000
Malha viária
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
700000
500
0
500 m
N
Hidrografia
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
25 a 47%
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 11. Faixas de declividade no PA 28 de Maio.
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5.1.2 Recursos hídricos
A Figura 12 mostra a rede de drenagem superficial do PA 28 de Maio com base nas cartas em
escala 1:50.000 da Diretoria de Serviço Geográfico do Exército (DSG), Folha SH.21-X-B-I-4
(Rincão de São Pedro) e Folha SH.21-X-B-II-3 (São Luiz Gonzaga).
A rede de drenagem da PA 28 de Maio é formada por vários pequenos cursos d’água que
fluem para a sanga da Laranjeira ao sul, para o arroio da Palma a sudoeste e para o lajeado
Roda Grande ao norte. A sanga da Laranjeira e o arroio da Palma fluem para o arroio Piraju e o
lajeado Roda Grande flui para o rio Ijuí, distante do PA cerca de 11 km.
Analisando-se a rede de drenagem do PA, observa-se que todos os cursos d’água do PA
apresentam comportamento intermitente, ou seja, sofrem a influência de períodos de estiagem
e freqüentemente ficam secos. Comportamento idêntico verifica-se também com as nascentes
situadas no interior da PA (Figura 12).
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696000
698000
#
700000
#
ran
de
694000
#
oda
G
#
#
La
j. R
#
#
#
#
#
#
#
#
#
6872000
6872000
#
#
#
#
#
#
#
#
#
#
#
6870000
6870000
#
#
#
#
#
d
A.
a
lm
Pa
a
#
a La
6868000
#
6868000
ra nj
eir a
#
Sa n
ga d
#
#
#
694000
#
696000
Hidrografia
#
698000
Malha viária
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
Nascente
Limite do PA
700000
500
0
500 m
N
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 12. Mapa de recursos hídricos no PA 28 de Maio.
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5.1.3 Áreas de preservação e conservação
As áreas de preservação e conservação consideradas incluem a superfície ocupada no imóvel
por APP (Áreas de Preservação Permanente) e por ARL (Área de Reserva Legal). As APP
foram espacializadas de acordo com a Lei Federal n. º 4.771, de 15 de setembro de 1965
(Código Florestal), Lei n. º 7.803 de 18 de julho de 1989 (Altera o Código Florestal) e
Resolução do CONAMA N º 387, de 27 de dezembro de 2006, que trata do licenciamento de
projetos de assentamento da reforma agrária, das quais aplicam-se ao PA 28 de Maio os
seguintes critérios:
•
30 m ao longo dos cursos d’água com menos de 10 m de largura;
•
50 m em torno de nascentes.
A delimitação das APP baseou-se em levantamentos de campo e na cartografia em escala
1:50.000 existente para a área em análise.
Quanto à ARL, de acordo com a Medida Provisória N.º 2166-67 de 21 de agosto de 2001, 20%
da área do imóvel deve ser mantida com esse caráter. A análise do mapa de uso e ocupação
do solo e as vistorias realizadas em campo evidenciaram a existência de área prevista no
parcelamento do imóvel como Reserva Legal (ARL) que totaliza 159,32 ha, o que corresponde
a cerca de 19,20% da área total. Entretanto, cerca de 20,87 ha dessa ARL se sobrepõem às
APP. A Tabela 13 mostra a superfície ocupada individualmente por APP e ARL no PA 28 de
Maio, sem considerar a sobreposição entre as mesmas, e o Anexo II mostra a localização das
glebas destinadas para Reserva Legal. Descontando-se a sobreposição, a soma líquida de
APP e ARL totaliza aproximadamente 187,88 ha, o que representa 22.62% da área total do PA.
Tabela 13. Superfície ocupada por áreas APP e ARL no PA 28 de Maio.
Tipo de área protegida
Superfície ocupada (ha)
Proporção do imóvel (%)
APP
49,43
10,69
ARL
159,32
19,20
5.1.4 Capacidade de uso das terras
O sistema de capacidade de uso das terras foi desenvolvido pelo Serviço Nacional de
Conservação do Solo dos Estados Unidos da América no ano de 1951, segundo Klingebiel &
Montgomery (1961). Seu enfoque está relacionado com a conservação dos solos, onde são
analisadas as potencialidades dos mesmos, com maior ênfase nas suas limitações. Este
sistema é recomendado para áreas que possuem levantamentos pedológicos em nível
detalhado ou no máximo semidetalhado considerando ainda que o nível de manejo deve ser de
médio a alto.
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É importante ressaltar que o mapa de capacidade de uso das terras pode ser obtido a partir de
um levantamento pedológico semidetalhado ou detalhado ou ainda por meio de um
levantamento denominado utilitário. O levantamento utilitário é um inventário de dados
essenciais relativos às características e propriedades da terra relevantes para a sua
classificação de uso e outras necessárias para o planejamento conservacionista.
Estas informações referem-se a certos atributos do solo, à declividade do terreno, à erosão das
terras, a fatores limitantes da terra, ao uso atual da área e ao estágio de desmatamento, entre
outras características gerais (Anexo I).
As informações referidas são convencionalmente escritas de uma forma numérica e literal
sendo representadas por uma fórmula mínima obrigatória.
Profundidade
efetiva
Textura
Permeabilidade
3 - 3/2 - 1/2
X
Uso atual
(pd2 - di - Lp)
B - 2.7
Classe de
declividade
Erosão
Fatores
limitantes
5.1.4.1 Avaliação de capacidade de uso
A avaliação da capacidade de uso do PA 28 de Maio foi realizada por meio de um
levantamento utilitário, analisando-se in loco as características relevantes do solo para a
classificação de uso e outras características importantes para o planejamento conservacionista.
A classificação da paisagem através das variáveis acima descritas permitiu obter-se um mapa
de capacidade de uso.
Também foram incluídas as áreas de preservação permanente (APP), cuja delimitação
obedeceu à Resolução do Resolução do CONAMA N º 387, de 27 de dezembro de 2006, que
trata do licenciamento de projetos de assentamento da reforma agrária. A delimitação das APP
baseou-se em levantamentos de campo e na cartografia em escala 1:50.000 existente para a
área em análise.
Dos critérios definidos na Resolução do CONAMA Nº 387, de 27 de dezembro de 2006,
aplicam-se ao PA 28 de Maio a delimitação de uma faixa de área de 30 m ao longo dos cursos
d’água com menos de 10 m de largura (afluentes do arroio da Palma, da sanga Laranjeira e do
lajeado Roda Grande) e 50 m em torno de nascentes. Não ocorrem no imóvel, áreas declivosas
o suficiente para serem enquadradas como APP.
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O resultado quantitativo da avaliação da capacidade de uso do PA 28 de Maio pode ser visto
na Figura 13 e na Tabela 14. Para cada classe de capacidade de uso das terras, foram
também realizados ensaios de infiltração de água, cujos resultados encontram-se no Anexo IV.
Tabela 14. Unidades de capacidade de uso das terras, suas respectivas áreas e fatores limitantes no PA
28 de Maio.
Classe de
capacidade de uso
Fator
limitante
Unidade de Uso
Área
Área
(ha)
(%)
lll s, di
lV a, hi
Solo
Inundação
Distrofismo
Hidromorfismo
418,73
50,11
108,14
12,94
IV e, t
Erosão
Declividade
259,30
31,03
VIII l, app
Legislação Áreas de Preservação Permanente
49,43
5,92
835,60
100,00
Total
O mapa apresentado na Figura 13 e os dados da Tabela 14 mostram que o maior grupo de
terras desse imóvel é representado por terras da classe III s, di, que ocupam cerca de 418,73
ha, o que representa 50,11 % do total. Nestas terras, que permitem com maior ou menor
intensidade o uso com culturas anuais, as limitações devem-se ao distrofismo no perfil.
As terras da classe IV (IV a, hi; IV e, t) totalizam cerca de 367,44 ha, o que representa 43,97%
da área total do PA 28 de maio. Nas terras da classe IV a, hi, próprias para tipos de exploração
específicos como o arroz irrigado, as limitações devem-se ao risco de inundações e drenagem
deficiente no perfil do solo. Nas terras da classe IV e, t as limitações devem-se à declividade
acentuada, requerendo práticas intensivas de conservação do solo em função da sua
suscetibilidade à erosão.
As terras da classe VIII l, APP (Áreas de Preservação Permanente), que representam áreas de
uso restrito do ponto de vista legal, ocupam cerca de 49,43 ha, o que representa cerca de
5,92% do total.
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696000
698000
700000
6870000
6870000
6872000
6872000
La
j. R
oda
G
ran
de
694000
Sa n
ga d
a La
6868000
ra nj
eir a
a
6868000
d
A.
alm
aP
694000
696000
Capacidade de uso
lll s, di
lV a, i
lV e, t
VIII l, app
698000
Malha viária
700000
500
0
500 m
N
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
Hidrografia
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 13. Mapa das classes de capacidade de uso das terras do PA 28 de Maio.
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5.1.5 Uso do solo
O uso do solo foi mapeado em duas épocas distintas a fim de se avaliar as alterações
ocorridas com a implantação do PA 28 de Maio. A metodologia utilizada para produção dos
mapas temáticos de uso e cobertura do solo foi à interpretação visual em tela de imagens do
satélite Landsat, órbita ponto 222/082. Foram produzidos dois mapas temáticos de uso e
cobertura do solo, um referente ao período anterior à implantação do PA (17/01/2005)
(Figura 14) e outro relacionado ao período posterior à implantação do PA (30/03/2008)
(Figura 15). A área ocupada pelas diferentes classes, no período anterior e posterior à
implantação, estão listadas na Tabela 15 e na Tabela 16.
Tabela 15. Superfície ocupada pelos diferentes usos no PA 28 de Maio no período anterior (17/01/2005)
e posterior (30/03/2008) à implantação do PA.
Classes de uso
N º de manchas
Superficie ocupada
(ha)
Proporção do total
(%)
2005
2008
2005
2008
2005
2008
Agricultura/solo exposto
9
5
585,89
674,20
70,12
80,68
Água
1
1
0,23
0,23
0,03
0,03
Campo seco
10
7
81,98
63,81
9,81
7,64
Mata nativa
26
27
78,25
68,98
9,36
8,26
Silvicultura
1
0
0,78
0,00
0,09
0,00
14
11
88,47
28,38
10,59
3,40
835,60
835,60
100,00
100,00
Vegetação arbustiva
Total
Tabela 16. Superfície ocupada pelos diferentes usos nas APP do PA 28 de Maio no período anterior
(17/01/2005) e posterior (30/03/2008) à implantação do PA.
Classes de uso
N º de manchas
Superficie ocupada
(ha)
Proporção do total
(%)
2005
2008
2005
2008
2005
2008
22
24
15,00
26,84
30,35
54,30
Campo seco
8
6
5,71
3,36
11,55
6,80
Mata nativa
20
19
15,50
13,73
31,36
27,78
Vegetação arbustiva
15
13
13,22
5,50
26,74
11,13
49,43
49,43
100,00
100,00
Agricultura/solo exposto
Total
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
696000
698000
700000
6870000
6870000
6872000
6872000
La
j. R
oda
G
ran
de
694000
a
Sa n
ga d
a La
6868000
ra nj
eir a
alm
6868000
A.
P
da
694000
696000
Uso do solo (17/01/2005)
Agricultura/solo exposto
Água
Campo seco
Mata nativa
698000
Malha viária
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
700000
500
0
500 m
N
Hidrografia
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
Silvicultura
Vegetação arbustiva
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 14: Uso anterior à implantação do PA 28 de Maio.
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
696000
698000
700000
La
j. R
oda
G
ran
de
694000
6872000
6872000
6870000
6870000
a
Sa n
ga d
a La
6868000
ra nj
eir a
alm
6868000
A.
P
da
694000
696000
Uso do solo (30/03/2008)
Agricultura/solo exposto
Água
Campo seco
Mata nativa
698000
Malha viária
Estrada Municipal sem pavimentação
Caminho/trilha
700000
500
0
500 m
N
Hidrografia
Curso d'água perene
Curso d'água intermitente
Vegetação arbustiva
Base cartográfica:
Cartas em escala 1:50.000 da Diretoria
de Serviço Geográfico do Exército.
Sistema de coordenadas UTM Datum SAD 69
Origem das coordenadas:
57ºW e Equador, acrescidas das constantes
500.000 e 10.000.000, respectivamente.
Figura 15: Uso após a implantação do PA 28 de Maio.
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Antes da implantação do PA 28 de Maio a classe Agricultura ocupava cerca de 585,89 ha
(70,12% do total do imóvel) e após a implantação passa a ocupar cerca de 674,20 ha (80,68%
do total do PA), um aumento de cerca de 88,31 ha que representa incremento de 15,10%. A
fisionomia dominante da paisagem permaneceu formada por áreas de agricultura, utilizadas
principalmente com lavouras de soja (Figura 20). O número de manchas diminuiu de nove para
cinco grandes manchas. As áreas de agricultura avançaram sobre alguns pontos de mata
nativa e vegetação arbustiva.
A classe Mata nativa é representada pelas diversas formações florestais nativas identificadas
para este período. As formações florestais nativas correspondem às áreas de matas de galeria
localizadas ao longo dos cursos d’água (arroio da Palma, sanga da Laranjeira, lajeado Roda
Grande e afluentes menores); ao redor das nascentes e corpos d’água naturais e artificiais e
capões e caponetes distribuídos pela área do PA. Antes da implantação a classe Mata nativa
ocupava cerca de 78,25 ha (9,36% do total do imóvel) e após a implantação do PA 28 de Maio
passa a ocupar cerca de 68,98 ha (8,26% do total), uma redução de 9,27 ha que representa
decréscimo de 11,80%. Comparando-se a Figura 14 e a Figura 15, observa-se que a classe
Mata nativa perdeu área para a classe Agricultura. O número de manchas aumentou de vinte e
seis para vinte e sete manchas.
A classe Vegetação arbustiva é a transição natural entre o campo e a mata nativa composta
por vegetação campestre, vassourais e já alguns indivíduos jovens de espécies pioneiras da
mata. Antes da implantação do PA esta classe ocupava cerca de 88,47 ha (10,59% do total do
imóvel) e após a implantação passa a ocupar cerca de 28,38 ha (3,40% do total do PA), uma
redução de 60,09 ha que representa decréscimo de 67,9%. O número de manchas diminuiu de
quatorze para onze manchas. A vegetação arbustiva perdeu área principalmente para a classe
Agricultura.
A classe Campo seco ocupava cerca de 81,98 ha (9,81% do total do imóvel) antes da
implantação do PA e passa a ocupar cerca de 63,81 ha (7,64% do total do PA) após a
implantação, uma redução 18,17 ha que representa decréscimo de 22,2%. O número de
manchas da classe Campo seco diminuiu de dez para sete manchas. As áreas campestres
perderam área principalmente para a classe Agricultura.
A classe Silvicultura, que representa locais ocupados por florestas cultivadas de eucalipto, não
foi identificada após a implantação do PA 28 de Maio. No período anterior ocupava cerca de
0,78 ha (0,09% do total do imóvel) correspondendo lasse a uma mancha.
A classe Água representa os corpos d’águas naturais e artificiais existentes na área do PA 28
de Maio. Nos dois períodos analisados, antes e após a implantação do PA, não houve
alteração de área, a classe Água se manteve com cerca de 0,23 ha (0,03% do total do PA)
correspondendo a uma mancha.
No que se refere à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), no período anterior
à implantação do PA 28 de Maio cerca de 15 ha (30,35% do total das APP) apresentavam
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impactos com algum tipo de uso antrópico (Agricultura/solo exposto). O restante das APP,
cerca de 34,43 ha (69,65% do total das APP) encontrava-se ainda sob o predomínio de
cobertura vegetal natural de mata nativa, vegetação arbustiva e campo seco. Após a
implantação do PA, o impacto com uso antrópico (Agricultura/solo exposto) aumentou para
cerca de 26,84 ha (54,30% do total das APP).
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5.1.6 Vegetação
O Quadro 1 apresenta a listagem de espécies florestais e campestres registradas através do
método do caminhamento nos Projetos de Assentamento localizados na região fisiográfica das
Missões. Foram encontradas 437 espécies de plantas. Destas 299 são florestais e 138
espécies são campestres. Do total de espécies observadas nestes PA, 155 são árvores, 159
são ervas, 48 são trepadeiras, 48 são arbustos, 25 são epífitas, uma espécie é hemiparasita e
uma espécie é hemiepífita.
As espécies foram distribuídas nas suas famílias correspondentes segundo o novo sistema de
classificação APG II.
Nome científico
Família
Justicia brasiliana
ACANTHACEAE
Ruellia angustiflora
ACANTHACEAE
Stenandrium dulce
ACANTHACEAE
Achatocarpus
bicornutus
ACHATOCARPACEAE
Alternanthera
micrantha
AMARANTHACEAE
Chamissoa altissima AMARANTHACEAE
Nome
popular
Hábitat
Hábito
Status de
ameaça
floresta
arbu
floresta
arbu
campo
herb
quebramachado
floresta
arb
piriquito-daserra
floresta
herb
VU
mofungogigante
floresta
tre
VU
floresta
herb
flor-de-fogo
Iresine diffusa
AMARANTHACEAE
Lithraea brasiliensis
ANACARDIACEAE
aroeirabrava
floresta
arb
Lithraea molleoides
ANACARDIACEAE
aroeirabrava
floresta
arb
Myracroduon
balansae
ANACARDIACEAE
pau-ferro
floresta,
campo
arb
EN (RS) e
IBAMA
(Anexo III)
Quadro 1. Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Schinus lentiscifolius
ANACARDIACEAE
aroeira-cinzenta floresta
arb
Schinus molle
ANACARDIACEAE
aroeira-salsa
campo,
borda
arb
Schinus polygamus
ANACARDIACEAE
aroeiraassobiadeira
floresta,
borda
arb
Schinus terebinthifolius
ANACARDIACEAE
aroeiravermelha
floresta,
borda
arb
Rollinia emarginata
ANNONACEAE
araticum
floresta
arb
Rollinia salicifolia
ANNONACEAE
araticum
floresta
arb
Rollinia sylvatica
ANNONACEAE
araticum
floresta
arb
Centella asiatica
APIACEAE
campo
herb
Eryngium ciliatum
APIACEAE
campo
herb
Eryngium elegans
APIACEAE
campo
herb
Eryngium horridum
APIACEAE
campo
arbu
Eryngium nudicaule
APIACEAE
campo
herb
Eryngium pandanifolium
APIACEAE
campo
arbu
Eryngium pristis
APIACEAE
campo
herb
Hydrocotyle leucocephala
APIACEAE
floresta
herb
Apocynaceae sp.
APOCYNACEAE
floresta
tre
Aspidosperma australe
APOCYNACEAE
floresta
arb
Orthosia urceolata
APOCYNACEAE
floresta
tre
Tabernaemontana
catharinensis
APOCYNACEAE
floresta
arb
Tassadia subulata
APOCYNACEAE
floresta
tre
Ilex brevicuspis
AQUIFOLIACEAE
floresta
arb
caraguatá
caraguatá do
banhado
peroba, piquiá
jasmin-catavento
caúna-da-serra
Status
de
ameaça
VU
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo; arbu=
arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Philodendron
bipinnatifidum
ARACEAE
Spathicarpa hastifolia
ARACEAE
Aralia warmingiana
ARALIACEAE
Butia yatay
Syagrus romanzofiana
Nome popular
cipó-imbé,
cipó-guaimbé
Hábitat
Hábito
Status de
ameaça
floresta
hemiepi
floresta
herb
paraparaíguassu
floresta
arb
EN
ARECACEAE
butiazeiro
campo
arb
IBAMA
(Anexo III)
ARECACEAE
jerivá
floresta
arb
cipó-milhomens
floresta
tre
ASPLENIACEAE
floresta
herb
Asplenium sellowianum ASPLENIACEAE
floresta
herb
campo
herb
tre
Aristolochia triangularis ARISTOLOCHIACEAE
Asplenium claussenii
mal-me-quer
do campo
Aspilia montevidensis
ASTERACEAE
Baccharis anomala
ASTERACEAE
floresta
Baccharis articulata
ASTERACEAE
carqueja-doce campo
arbu
Baccharis
dracunculifolia
ASTERACEAE
vassoura
campo
arbu
Baccharis trimera
ASTERACEAE
carqueja
campo
arbu
Calyptocarpus
biaristatus
ASTERACEAE
floresta
herb
Chaptalia nutans
ASTERACEAE
arnica-do-mato floresta
herb
Conyza
notobelidiastrum
ASTERACEAE
floresta
herb
Dasyphyllum
brasiliense
ASTERACEAE
sucará
floresta
arb
Elephantoppus mollis
ASTERACEAE
suçuaiá
floresta
herb
campo
arbu
Eupatorium laevigatum ASTERACEAE
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Nome científico
Família
Nome
popular
Hábitat
Hábito
Eupatorium
macrocephalum
ASTERACEAE
campo
herb
Facelis retusa
ASTERACEAE
campo
herb
Gochnatia polymorpha
ASTERACEAE
floresta
arb
Mikania involucrata
ASTERACEAE
floresta
tre
Mikania sp.
ASTERACEAE
floresta
tre
Piptocarpha sellowii
ASTERACEAE
floresa
tre
Pterocaulon rugosum
ASTERACEAE
campo
herb
Senecio brasiliensis
ASTERACEAE
maria-mole
campo
arbu
Smallanthus connatus
ASTERACEAE
batatafloresta
yacon-nativa
herb
Solidago chilensis
ASTERACEAE
campo
herb
Soliva pterosperma
ASTERACEAE
campo
herb
Vernonia balansae
ASTERACEAE
floresta
arbu
Vernonia cf. polyanthes
ASTERACEAE
campo
arbu
Vernonia chamaedrys
ASTERACEAE
campo
arbu
Vernonia nudiflora
ASTERACEAE
campo
arbu
Vernonia tweediana
ASTERACEAE
campo
arbu
Impatiens cf. balsaminae*
BALSAMINACEAE
maria-semvergonha
floresta
herb
Anredera cf. tucumanensis
BASELLACEAE
bertália
floresta
tre
Arabidea chica
BIGNONIACEAE
cipóvermelho
floresta
tre
Arabidea selloi
BIGNONIACEAE
floresta
tre
cambará
cipó-prata
roseta
alecrim
Status
de
ameaça
VU
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Bignoniaceae spp.
BIGNONIACEAE
floresta
tre
Clitostoma callistegioides
BIGNONIACEAE
floresta
tre
Cuspidaria pterocarpa
BIGNONIACEAE
floresta
tre
Dolichandra cynanchoides
BIGNONIACEAE
cipó-crista-degalo
floresta
tre
Jacaranda micrantha
BIGNONIACEAE
caroba
floresta
arb
Macfadyena unguis-cati
BIGNONIACEAE
cipó-unha-degato
floresta
tre
Mansoa difficilis
BIGNONIACEAE
coral, flor-depapagaio
floresta
tre
Melloa quadrivalvis
BIGNONIACEAE
floresta
tre
floresta
tre
Pithecoctenium crucigerum BIGNONIACEAE
cipó-escova-demacaco
Status
de
ameaça
Pyrostegia venusta
BIGNONIACEAE
cipó-de-são-joão floresta
tre
Tabebuia heptaphylla
BIGNONIACEAE
ipê-roxo
floresta
arb
Blechnum brasiliense
BLECHNACEAE
floresta
arbu
Cordia americana
BORAGINACEAE guajuvira
floresta
arb
Cordia ecalyculata
BORAGINACEAE louro-mole
floresta
arb
Cordia trichotoma
BORAGINACEAE louro-pardo
floresta
arb
Heliotropium transalpinum
BORAGINACEAE
floresta
herb
Coronopus didymus
BRASSICACEAE
campo
herb
Aechmea recurvata
BROMELIACEAE
floresta
epi
VU
Aechmea bromeliifolia
BROMELIACEAE
floresta
epi
VU
Bilbergia nutans
BROMELIACEAE
floresta
epi
VU
Bilbergia zebrina
BROMELIACEAE
floresta
epi
VU
Bromelia balansae
BROMELIACEAE
campo
arbu
VU
cf. Cyclopogon sp.
BROMELIACEAE
floresta
herb
mastrus
bananinha-domato
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Status
de
ameaça
Tillandsia recurvata
BROMELIACEAE
cravo-do-mato
floresta
epi
EN
Tillandsia stricta
BROMELIACEAE
cravo-do-mato
floresta
epi
VU
Cereus
hildmanianus
CACTACEAE
tuna
campo
arb
Lepismium
lumbricoides
CACTACEAE
floresta
epi
Lepismium
warmingianum
CACTACEAE
floresta
epi
Rhipsalis cf.
cereuscula
CACTACEAE
floresta
epi
Celtis brasiliensis
CANNABACEAE
esporão-de-galo
floresta
arb
Celtis iguanea
CANNABACEAE
esporão-de-galo
floresta
arb
Trema micrantha
CANNABACEAE
grandiúva
floresta
arb
Lonicera japonica*
CAPRIFOLIACEAE
madressilva
floresta
tre
Citronella gongonha CARDIOPTERIDACEAE
congonha, caúna
floresta
arb
Citronella paniculata CARDIOPTERIDACEAE
congonha, caúna
floresta
arb
Vasconcella
quercifolia
CARICACEAE
mamãozinho-domato
floresta
arb
Cecropia
pachystachia
CECROPIACEAE
embaúba-branca
floresta
arb
Maytenus aquifolium CELASTRACEAE
espinheira-santa
floresta
arb
floresta
arb
floresta
arbu
Maytenus dasiclada CELASTRACEAE
Maytenus muelleri
CELASTRACEAE
espinheira-santa
Pristimera andina
CELASTRACEAE
floresta
tre
Schaefferia
argentinensis
CELASTRACEAE
floresta
arb
Hypericum
connatum
CLUSIACEAE
orelha de gato
campo
herb
Combretum
fruticosum
COMBRETACEAE
pente-de-macaco
floresta
tre
VU
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome
popular
Hábitat
Hábito
Commelinaceae sp.
COMMELINACEAE
floresta
herb
Commellina sp.
COMMELINACEAE
floresta
herb
Tradescantia fluminensis
COMMELINACEAE
floresta
herb
Dichondra cf. mycrocalyx
CONVOLVULACEAE
floresta
herb
Dichondra sericea
CONVOLVULACEAE
campo
herb
Evolvolus sericeus
CONVOLVULACEAE
campo
herb
Carex sellowiana
CYPERACEAE
floresta
herb
Cyperus luzulae
CYPERACEAE
campo
herb
Cyperus sp.
CYPERACEAE
campo
herb
Fimbristylis autumnalis
CYPERACEAE
campo
herb
Fimbristylis complanata
CYPERACEAE
campo
herb
Fimbristylis dichotoma
CYPERACEAE
campo
herb
Kyllinga vaginata
CYPERACEAE
campo
herb
Rhynchospora emaciata
CYPERACEAE
campo
herb
Rhynchospora marisculus
CYPERACEAE
campo
herb
Rhynchospora sp
CYPERACEAE
campo
herb
Rhynchospora tenuis
CYPERACEAE
campo
herb
Dioscorea cf. multiflora
DIOSCOREACEAE
floresta
tre
Dioscorea sp.
DIOSCOREACEAE
floresta
arb
Diospyros inconstans
EBENACEAE
caquizinho
floresta
-do-mato
arb
Erythroxylum cuneifolium
ERYTHROXYLACEAE
cocãozinho floresta
arb
Erythroxylum deciduum
ERYTHROXYLACEAE
cocão
floresta
arb
Escallonia bifida
ESCALLONIACEAE
canudo-defloresta
pito
arb
orelha de
rato
tiririca
Status
de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome
popular
Hábitat
Hábito
Acalypha gracilis
EUPHORBIACEAE
floresta
arbu
Acalypha multicaulis
EUPHORBIACEAE
floresta
herb
Alchornea glandulosa
EUPHORBIACEAE
tanheiro
floresta
arb
Bernardia pulchella
EUPHORBIACEAE
canela-devirá
floresta
arbu
Croton tenuissimus
EUPHORBIACEAE
floresta
arbu
Croton urucurana
EUPHORBIACEAE
sangue-dedragão
floresta
arb
Gymnanthes concolor
EUPHORBIACEAE
laranjeira-dofloresta
mato
arb
Sapium heamatospermum
EUPHORBIACEAE
toropi
campo,
borda
arb
Sebastiania brasiliensis
EUPHORBIACEAE
leiterinho
floresta
arb
Sebastiania
commersoniana
EUPHORBIACEAE
branquilho
floresta
arb
Tragia volubilis
EUPHORBIACEAE
floresta
tre
Chamaecrista repens
FABACEAE
campo
herb
Lupinus gibertianus
FABACEAE
campo
herb
Stylosanthes montevidensis FABACEAE
campo
herb
Apuleia leiocarpa
FABACEAECAESALPINOIDEAE
grápia
floresta
arb
Bauhinia forficata
FABACEAECAESALPINOIDEAE
pata-de-vaca floresta
arb
Bauhinia microstachia
FABACEAECAESALPINOIDEAE
cipó-escadafloresta
de-macaco
tre
Bauhinia uruguayensis
FABACEAECAESALPINOIDEAE
pata-de-vaca floresta
arb
Status
de
ameaça
VU
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Nome científico
Família
Chamaecrista nictitans
FABACEAECAESALPINOIDEAE
Gleditsia amorphoides
FABACEAECAESALPINOIDEAE
Holocalyx balansae
Nome
popular
Hábitat
Hábito
campo
herb
coronda,
sucará
floresta
arb
FABACEAECAESALPINOIDEAE
alecrim
floresta
arb
Senna neglecta
FABACEAECAESALPINOIDEAE
fedegoso
campo
arbu
Adesmia ciliata
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Adesmia incana
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Aeschynomene falcata
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Arachis burkatii
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Clitoria nana
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Dalbergia frutescens
FABACEAE-FABOIDEAE
floresta
arb
Desmodium
adscendens
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Desmodium incanum
FABACEAE-FABOIDEAE
pega-pega campo
herb
Lonchocarpus
campestris
FABACEAE-FABOIDEAE
rabo-debugio
floresta
arb
Lonchocarpus
muehlbergianus
FABACEAE-FABOIDEAE
rabo-debugio
floresta
arb
Lonchocarpus nitidus
FABACEAE-FABOIDEAE
rabo-debugio
floresta
arb
Machaerium
paraguariense
FABACEAE-FABOIDEAE
canela-dofloresta
brejo
arb
Machaerium stipitatum
FABACEAE-FABOIDEAE
pau-demalho
arb
amendoim
nativo
rabo-debugio
floresta
Status de
ameaça
EN (RS) e
IBAMA
(Anexo III)
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Nome científico
Família
Nome popular Hábitat Hábito
Macroptilium
prostratum
FABACEAE-FABOIDEAE
Myrocarpus
frondosus
FABACEAE-FABOIDEAE
cabreúva
floresta arb
Peltophorum
dubium
FABACEAE-FABOIDEAE
canafístula
floresta arb
Poiretia latifolia
FABACEAE-FABOIDEAE
erva de touro
campo
herb
Pomaria stipularis
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Rhynchosia
corylifolia
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Sesbania virgata
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
arbu
Stylosanthes
montevidensis
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Trifolium
polymorphum
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Vicia sativa
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Zornia sp.
FABACEAE-FABOIDEAE
campo
herb
Acacia caven
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
espinilho
campo
arb
Acacia cf.
bonariensis
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
unha-de-gato
floresta arbu
Calliandra tweediei
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
topete-decardeal
floresta arb
Enterolobium
contortisiliquum
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
timbaúva
floresta arb
Inga marginata
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
ingá-feijão
floresta arb
Inga vera
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
ingá-de-beirade-rio
floresta arb
Mimosa acerba
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
Mimosa pilulifera
FABACEAE-MIMOSOIDEAE
campo
cambaí
trevo nativo
campo
juquiri
Status
de
ameaça
herb
VU
herb
floresta arbu
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Mimosa sp.
FABACEAEMIMOSOIDEAE
Parapiptadenia rigida
FABACEAEMIMOSOIDEAE
Acacia sp.
Nome popular
Hábitat
Hábito
campo
herb
angico-vermelho
floresta
arb
FABACEAEMOMOSOIDEAE
unha-de-gato
floresta
tre
Erythrina crista-galli
FABACEAEMOMOSOIDEAE
corticeira-dobanhado
floresta
arb
Hypoxis decumbens
HYPOXIDACEAE
campo
herb
campo
herb
Sisyrinchium vaginatum IRIDACEAE
Juncus sp.
JUNCACEAE
campo
herb
Glechon sp.
LAMIACEAE
campo
arb
Glechon spathulata
LAMIACEAE
manjeroninha-docampo
campo
arbu
Ocimum micranthum
LAMIACEAE
alfavaca-do-mato
floresta
herb
Vitex megapotamica
LAMIACEAE
tarumã
floresta
arb
Nectandra lanceolata
LAURACEAE
canela-amarela
floresta
arb
Nectandra
megapotamica
LAURACEAE
canela-fedorenta
floresta
arb
Ocotea acutifolia
LAURACEAE
canela
floresta
arb
Ocotea puberula
LAURACEAE
canela-guaicá
floresta
arb
Ocotea pulchella
LAURACEAE
canela-lageana
floresta
arb
Blumenbachia urens
LOASACEAE
floresta
herb
Strichnos brasiliensis
LOGANIACEAE
esporão-de-galo
floresta
arb
erva-depassarinho
floresta
hemi
erva-da-vida
floresta
arbu
Tripodanthus acutifolius LORANTHACEAE
Heimia salicifolia
LYTHRACEAE
cf. Hiraea bahiensis
MALPIGHIACEAE
floresta
tre
Malpighiaceae sp.
MALPIGHIACEAE
floresta
tre
Status
de
ameaça
imune
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita
aquática; para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Abutilon pictum
MALVACEAE
floresta
arbu
Abutilon umbelliflorum
MALVACEAE
floresta
arbu
Byttneria urticifolia
MALVACEAE
floresta
arbu
Luehea divaricata
MALVACEAE
açoita-cavalo
floresta
arb
Pavonia sepium
MALVACEAE
carrapicho
floresta
arbu
Maranta arundinacea
MARANTACEAE
araruta
floresta
arbu
Cabralea canjerana
MELIACEAE
canjerana
floresta
arb
Cedrela fissilis
MELIACEAE
cedro
floresta
arb
Guarea macrophylla
MELIACEAE
pau d'arco
floresta
arb
Trichilia catigua
MELIACEAE
catuaba
floresta
arb
Trichilia claussenii
MELIACEAE
catiguávermelho
floresta
arb
Trichilia elegans
MELIACEAE
pau-ervilha
floresta
arb
Cissampelos pareira
MENISPERMACEAE
floresta
tre
Hennecartia
omphalandra
MONIMIACEAE
canemeira
floresta
arb
Ficus citrifolia
MORACEAE
figueira
floresta
arb
cipó-de-leite
floresta
tre
Forsteronia glabrescens MORACEAE
Morus nigra*
MORACEAE
amora
floresta
arb
Sorocea bonplandii
MORACEAE
cincho
floresta
arb
Myrsine cf. wettsteinii
MYRSINACEAE
capororoca
floresta
arb
Myrsine laetevirens
MYRSINACEAE
capororoca
floresta
arb
Myrsine loefgrenii
MYRSINACEAE
capororoca-debeira-de-rio
floresta
arb
Myrsine lorentziana
MYRSINACEAE
capororoca-dobanhado
floresta
arb
Status
de
ameaça
imune
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Blepharocalyx salicifolius
MYRTACEAE
murta
floresta
arb
Calyptranthes concinna
MYRTACEAE
guamirim-facho
floresta
arb
Campomanesia
guazumifolia
MYRTACEAE
sete-capotes
floresta
arb
Campomanesia
xanthocarpa
MYRTACEAE
guabirobeira
floresta
arb
Eugenia burkartiana
MYRTACEAE
floresta
arb
Eugenia involucrata
MYRTACEAE
cerejeira
floresta
arb
Eugenia myrcianthes
MYRTACEAE
pessegueiro-dofloresta
campo
arb
Eugenia pyriformis
MYRTACEAE
uvaia
floresta
arb
Eugenia subterminalis
MYRTACEAE
floresta
arb
Eugenia uniflora
MYRTACEAE
pitangueira
floresta
arb
Eugenia uruguayensis
MYRTACEAE
pitangão
floresta
arb
Myrceugenia euosma
MYRTACEAE
guamirimzinho
floresta
arb
Myrceugenia glauscecens
MYRTACEAE
guamirim
floresta
arb
Myrcia bombycina
MYRTACEAE
guamirim
floresta
arb
Myrcia palustris
MYRTACEAE
guamirim
floresta
arb
Myrcianthes gigantea
MYRTACEAE
araçazeiro-domato
floresta
arb
Myrcianthes pungens
MYRTACEAE
guabiju
floresta
arb
Myrciaria delicatula
MYRTACEAE
camboim
floresta
arb
Myrrhinium atropurpureum
MYRTACEAE
guamirim-pauferro
floresta
arb
Plinia rivularis
MYRTACEAE
guapuriti
floresta
arb
Psidium luridum
MYRTACEAE
Oenothera mollissima
Acianthera higrophilla
raçá do campo campo
arbu
ONAGRACEAE
campo
herb
ORCHIDACEAE
floresta
epi
Status
de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Capanemia micromeria
ORCHIDACEAE
floresta
epi
Corymborchis flava
ORCHIDACEAE
floresta
herb
Cyclopogon cf.
subalpestris
ORCHIDACEAE
floresta
epi
Oncidium crucigerum
ORCHIDACEAE
floresta
epi
Tricocentrum pumilum
ORCHIDACEAE
floresta
epi
Oxalis sp.
OXALIDACEAE
floresta
herb
Oxalis sp.2
OXALIDACEAE
azedinho
campo
herb
Passiflora caerulea
PASSIFLORACEAE
maracujá-domato
floresta
tre
Passiflora elegans
PASSIFLORACEAE
maracujá-mirim
floresta
tre
Passiflora tricuspis
PASSIFLORACEAE
floresta
tre
Petiveria aliacea
PHYTOLACCACEAE
capim-guiné
floresta
herb
Phytolacca dioica
PHYTOLACCACEAE
umbu
floresta
arb
Seguiera cf. aculeata
PHYTOLACCACEAE
cipó-limoeiro-dofloresta
mato
tre
Peperomia blanda
PIPERACEAE
floresta
epi
Peperomia catharinae
PIPERACEAE
floresta
epi
Peperomia psilostachia
PIPERACEAE
floresta
epi
Peperomia tetraphylla
PIPERACEAE
floresta
epi
Piper aduncum
PIPERACEAE
pariparoba
floresta
arbu
Piper amalago
PIPERACEAE
pau-de-junta
floresta
arbu
Piper mikanianum
PIPERACEAE
pariparoba
floresta
herb
Plantago australis
PLANTAGINACEAE
tansagem
floresta
herb
Andropogon lateralis
POACEAE
capim caninha
campo
herb
Andropogon macrotrix
POACEAE
capim pluma
campo
herb
Status
de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
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Nome científico
Família
Andropogon selloanus
POACEAE
Andropogon ternatus
Nome popular
plumas brancas
Hábitat
Hábito
campo
herb
POACEAE
campo
herb
Andropogon virgatus
POACEAE
campo
herb
Aristida filifolia
POACEAE
campo
herb
Aristida jubata
POACEAE
barba de bode
campo
herb
Aristida laevis
POACEAE
barba de bode
alta
campo
herb
Axonopus affinis
POACEAE
grama tapete
campo
herb
Axonopus compressus
POACEAE
campo
herb
Axonopus jesuiticus
POACEAE
grama missioneira campo
herb
Axonopus sulfutus
POACEAE
campo
herb
Bothriochloa exaristata
POACEAE
campo
herb
Bothriochloa laguroides
POACEAE
campo
herb
Bothriochloa longipaniculata
POACEAE
campo
herb
Calamagrostis viridiflavescens
POACEAE
capim de
montevideo
campo
herb
Cenchrus echinatus
POACEAE
capim amoroso
campo
herb
Chloris polydactyla
POACEAE
capim branco
campo
herb
Chusquea ramosissima
POACEAE
taquarembó
floresta
tre
Coelorachis selloana
POACEAE
capim cola de
lagarto
campo
herb
Cynodon dactylon3
POACEAE
paulistinha
campo
herb
Dichanthelium sabulorum
POACEAE
campo
herb
Digitaria insularis
POACEAE
capim amargoso
campo
herb
Eleusine tristachya
POACEAE
capim pé-degalinha
campo
herb
Eragrostis bahiensis
POACEAE
capim açu
campo
herb
pluma branca
Status
de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Eragrostis lugens
POACEAE
pasto ilusão
campo
herb
Eragrostis neesii
POACEAE
capim sereno
campo
herb
Eragrostis plana3
POACEAE
capim-annoni
campo
herb
Eragrostis polytricha
POACEAE
eragrostes peluda campo
herb
Eragrostis rojasii
POACEAE
campo
herb
Erianthus angustifolius
POACEAE
macega
estaladeira
campo
herb
Eustachys disticophylla
POACEAE
capim coqueirinho campo
herb
Eustachys uliginosa
POACEAE
campo
herb
Guadua trinii
POACEAE
taquaruçu
floresta
arb
Lolium multiflorum3
POACEAE
azevém
campo
herb
Melica sarmentosa
POACEAE
capim-trepador
floresta
tre
Oplismenus hirtellus
POACEAE
floresta
herb
Panicum bergii
POACEAE
campo
herb
Panicum sellowii
POACEAE
campo
herb
Paspalum dilatatum
POACEAE
campo
herb
Paspalum lividum
POACEAE
campo
herb
Paspalum nicore
POACEAE
grama cinzenta
campo
herb
Paspalum notatum
POACEAE
grama forquilha
campo
herb
Paspalum paniculatum
POACEAE
campo
herb
Paspalum plicatulum
POACEAE
campo
herb
Paspalum quarinii
POACEAE
campo
herb
Paspalum rufum
POACEAE
macegão
campo
herb
Paspalum stellatum
POACEAE
capim estrela
campo
herb
Paspalum urvillei
POACEAE
capim das roças
campo
herb
Pennisetum latifolium
POACEAE
campo
herb
Pharus lapullaceus
POACEAE
floresta
herb
palha voadora
capim melador
capim colchão
Status de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Piptochaetium bicolor
POACEAE
flechilhão
campo
herb
Piptochaetium
montevidense
POACEAE
cabelo de porco
campo
herb
Rhynchelytrum roseum
POACEAE
capim natal
campo
herb
Schyzachirium
microstachyum
POACEAE
cola de burro
campo
herb
Setaria parviflora
POACEAE
cola de raposa
campo
herb
Setaria vaginata
POACEAE
setaria
campo
herb
Sorghastrum
agrostoides
POACEAE
campo
herb
Sorghastrum setosum
POACEAE
campo
herb
Sporobulos indicus
POACEAE
campo
herb
Steinchisma decipiens
POACEAE
campo
herb
Trachypogon montufari
POACEAE
campo
herb
Tridens brasiliensis
POACEAE
campo
herb
Polygala australis
POLYGALACEAE
campo
herb
Polygala molluginifolia
POLYGALACEAE
campo
herb
Coccoloba cordata
POLYGONACEAE
floresta
arb
Ruprechtia laxiflora
POLYGONACEAE
floresta
arb
Coccoloba
argentinensis
POLYGONACEAE
floresta
arb
Campyloneuron cf.
nitidum
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Microgramma
squamulosa
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Pecluma cf.
pectinatiformis
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Pecluma sicca
POLYPODIACEAE
floresta
epi
capim touceirinha
capim carona
marmeleiro-domato
cipó-cabeludo
Status de
ameaça
EN
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Pleopeltis angusta
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Polypodium cf.
hirsutissimum
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Polypodium
polypodioides
POLYPODIACEAE
floresta
epi
Talinum patens
PORTULACACEAE salada-de-pobre
floresta
herb
Adiantoposis
perfasciculata
PTERIDACEAE
floresta
herb
Adiantum sp.
PTERIDACEAE
floresta
herb
Adiantum sp.2
PTERIDACEAE
floresta
herb
Doryopteris nobilis
PTERIDACEAE
floresta
herb
Doryopteris pedata
PTERIDACEAE
floresta
herb
Quillaja brasiliensis
QUILLAJACEAE
Clematis bonariensis
avenca
sabão-de-soldado floresta
arb
RANUNCULACEAE
floresta
tre
Gouania ulmifolia
RHAMNACEAE
floresta
tre
Scutia buxifolia
RHAMNACEAE
coronilha
floresta
arb
Prunus myrtifolia
ROSACEAE
pessegueiro-domato
floresta
arb
Chomelia obtusa
RUBIACEAE
rasga-trapo
floresta
arb
Guettarda uruguensis
RUBIACEAE
veludinho
floresta
arb
Machaonia brasiliensis
RUBIACEAE
floresta
arb
Manettia luteo-rubra
RUBIACEAE
floresta
tre
Psychotria
carthagenensis
RUBIACEAE
cafeeiro-do-mato
floresta
arbu
Psychotria leiocarpa
RUBIACEAE
cafeeiro-do-mato
floresta
arbu
Psychotria myriantha
RUBIACEAE
cafeeiro-do-mato
floresta
arbu
Randia ferox
RUBIACEAE
limoeiro-do-mato
floresta
arb
Galianthe brasiliensis
RUBIACEAE
floresta
herb
Status de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Família
Nome popular
Hábitat
Hábito
Rudgea parquioides
RUBIACEAE
cafeeiro-do-mato
floresta
arbu
Balfourodendron
riedelianum
RUTACEAE
pau-mafim,
guatambu
floresta
arb
Citrus sinensis*
RUTACEAE
laranjeira
floresta
arb
Helietta apiculata
RUTACEAE
canela-de-veado
floresta
arb
Pilocarpus
pennatifolius
RUTACEAE
jaborandi
floresta
arb
Zanthoxylum fagara
RUTACEAE
coentrilho
floresta
arb
Zanthoxylum petiolare RUTACEAE
tembetari
floresta
arb
Zanthoxylum
rhoifolium
RUTACEAE
mamica-de-cadela floresta
arb
Banara tomentosa
SALICACEAE
guassatungapreta
floresta
arb
Casearia decandra
SALICACEAE
guassatunga
floresta
arb
Casearia sylvestris
SALICACEAE
chá-de-bugre
floresta
arb
Xylosma
pseudosalzmanii
SALICACEAE
sucará
floresta
arb
Xylosma tweediana
SALICACEAE
sucará
floresta,
borda
arb
Matayba
elaeagnoides
SAPINDACEAE
camboatá-branco
floresta
arb
Paullinia elegans
SAPINDACEAE
floresta
tre
Serjania cf.
laruotteana
SAPINDACEAE
floresta
tre
Urvillea uniloba
SAPINDACEAE
floresta
tre
Chrysophyllum
gonocarpum
SAPOTACEAE
aguaí-guassu
floresta
arb
Chyrosophyllum
marginatum
SAPOTACEAE
aguaí-mirim
floresta
arb
Pouteria gardneriana
SAPOTACEAE
aguaí-mata-olho
floresta
arb
cipó-timbó
Status de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Pouteria salicifolia
Família
SAPOTACEAE
Nome popular
aguaí-mata-olho
Hábitat
floresta
Hábito
arb
Syderoxylum
obtusifolium
SAPOTACEAE
coronilha-da-praia floresta
Anemia phyllitidis
SCHYZACEAE
floresta
herb
Buddleia brasiliensis
SCROPHULARIACEAE barbasco
floresta
arbu
Castella tweediei
SIMAROUBACEAE
floresta
arb
Smilax cognata
SMILACACEAE
japecanga
floresta
tre
Brunfelsia australis
SOLANACEAE
primavera
floresta
arb
Capsicum sp.
SOLANACEAE
pimenta-do-mato
floresta
arbu
Cestrum eunanthes
SOLANACEAE
floresta
arbu
Cestrum intermedium
SOLANACEAE
floresta
arb
Cestrum strigilatum
SOLANACEAE
floresta
arbu
floresta
herb
floresta
arb
floresta
herb
floresta
arbu
floresta
tre
canemeira
Solanum americanum SOLANACEAE
Solanum cf.
pseudoquina
SOLANACEAE
peloteira
Solanum commersonii SOLANACEAE
Solanum
corymbiflorum
SOLANACEAE
Solanum laxum
SOLANACEAE
colhão-de-veado
Status de
ameaça
arb
Solanum mauritianum SOLANACEAE
fumo-bravo
floresta
arb
Solanum sanctaecatharinae
SOLANACEAE
joá-manso
floresta
arb
Solanum sp.
SOLANACEAE
floresta
arbu
Solanum sp. 2
SOLANACEAE
floresta
arbu
Vassobia breviflora
SOLANACEAE
floresta
arb
Styrax leprosus
STYRACACEAE
carne-de-vaca
floresta
arb
Symplocos uniflora
SYMPLOCACEAE
sete-sangrias
floresta
arb
VU (RS) e
IBAMA
(Anexo
III)
VU
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas.
Av. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Nome científico
Thelypteris spp.
Família
Nome popular
THELYPTERIDACEAE
Daphnopsis racemosa THYMELAEACEAE
Hábitat
Hábito
floresta
herb
embira
floresta
arbu
Boehmeria caudata
URTICACEAE
urtiga-mansa
floresta
arbu
Parietaria debilis
URTICACEAE
pepininho
floresta
herb
Urera baccifera
URTICACEAE
urtigão
floresta
arb
Urticaceae sp.
URTICACEAE
floresta
herb
Aegiphila brachiata
VERBENACEAE
floresta
arb
Aloysia gratissima
VERBENACEAE
cidrózinho-do-mato
floresta
arbu
Citharexylum
montevidense
VERBENACEAE
tarumã-de-espinho
floresta
arb
Glandularia peruviana VERBENACEAE
campo
herb
Glandularia selloi
VERBENACEAE
campo
herb
Lippia ekmani
VERBENACEAE
invasora de soja
campo
herb
Anchietea parvifolia
VIOLACEAE
cipó-suma
floresta
tre
floresta
herb
floresta
tre
Hybanthus bigibbosus VIOLACEAE
Cissus striata
VITACEAE
Status
de
ameaça
Quadro 1 (Cont.). Lista de espécies florestais e campestres, registradas para os Projeto de Assentamentos
localizados na região fisiográfica das Missões. 1 Status de ameaça: SEMA (2002); 2 Hábito:arb= arbóreo;
arbu= arbustivo; epi= epifítico; herb= herbáceo; tre= trepador; hemi= hemiparasita, macro= macrófita aquática;
para=parasita; hemiepi = hemiepífita; ³ espécies introduzidas
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5.1.6.1 Considerações sobre a vegetação campestre
A fisionomia de campo ocupa atualmente cerca de 7,64% da área do PA 28 de Maio. A
vegetação campestre desta fisionomia é composta por diversas espécies, entre as quais
existem muitas utilizadas como alimento pelos herbívoros, ou seja, são forrageiras. Estas
espécies forrageiras são utilizadas tanto pela fauna nativa, quanto pelos herbívoros domésticos
(bovinos, ovinos e eqüinos). O fato das espécies nativas servirem como alimento aos animais
dá a esta vegetação um caráter de pastagem sendo então denominada pastagem nativa.
Esta formação vegetal, quando manejada de forma adequada nos potreiros, apresenta dois
estratos, um com espécies mais prostradas que cobrem densamente o solo e outro com
espécies mais eretas e arbustivas. Geralmente quando ocorre este estrato superior é que
verificamos uma maior disponibilidade de forragem aos animais, desejável do ponto de vista
produtivo, além de uma maior diversidade de espécies, importante do ponto de vista
conservacionista.
Os campos deste PA estão próximos aos campos classificados por sua composição florística e
aptidão ao uso como pastagem como Campos Grossos. Os Campos Grossos normalmente
apresentam composição muito uniforme com predominância de pequeno número de espécies
de gramíneas. A grama forquilha (Paspalum notatum) constitui a vegetação rasteira e barbade-bode (Aristida pallens) a vegetação cespitosa. As leguminosas são encontradas
esporadicamente e nada contribuem para alimentação dos animais. Possuem baixo valor
forrageiro, apresentando perdas elevadas durante o período hibernal (Levantamento de Solos,
1973).
Dois locais foram encontrados cobertos por vegetação campestre nativa. Uma área com
afloramento rochoso, aparentemente sem a presença de animais, vegetação campestre
formando duplo estrato e, segundo os assentados, é destinada à Reserva Legal (Figura 16A e
Figura 16B). A outra área, próxima a sede, com alta pressão de pastejo, não apresenta
touceiras e tem sua diversidade florística bastante diminuída, onde predominam Eragrostis
neesii (capim sereno) e Paspalum notatum (grama forquilha) (Figura 17).
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A
Figura 16. Vegetação campestre em área destinada à Reserva Legal - PA 28 de Maio. A: afloramento
rochoso; B: presença de touceiras.
As gramíneas mais freqüentes que formam a pastagem nativa são: Aristida filifolia, Aristida
jubata (barba de bode), Axonopus jesuiticus (grama missioneira), Bothriochloa laguroides
(pluma branca), Eragrostis lugens (pasto ilusão), Eragrostis neesii (capim sereno), Paspalum
notatum (grama forquilha), Setaria parviflora (cola de raposa), Sorghastrum setosum e
Sporobulos indicus (capim touceirinha). De outras famílias Dichondra sericea (orelha de rato),
Eryngium elegans, Eryngium horridum (caraguatá), Eryngium nudicaule, Pterocaulon rugosum,
Stenandrium dulce e Vernonia chamaedrys são predominates.
Figura 17. Área de pastagem nativa superpastejada - PA 28 de Maio.
Campo seco próximo à sede.
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B
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Entre as leguminosas presentes neste PA estão Aeschynomene falcata, Chamaecrista repens
e Desmodium incanum (pega-pega), geralmente em meio às demais espécies da pastagem
nativa. Lupinus gibertianus é encontrado em beira de estrada. As leguminosas são importantes
para alimentação animal e para fixação de nitrogênio no solo, sendo favorecidas com a
correção e fertilização do solo, assim como pelo adequado manejo da pastagem.
Entre as gramíneas nativas hibernais foram encontradas neste PA Piptochaetium bicolor
(flechilhão) e Piptochaetium montevidense (cabelo de porco). Estas espécies hibernais
contribuem para a alimentação animal durante o período hiberno-primaveril. Uma maior ou
menor freqüência destas é decorrência de diversos fatores, entre eles o manejo da carga
animal adotado ao longo dos anos.
As gramíneas nativas Eustachys uliginosa, Paspalum urvillei (capim das roças), Rhynchelytrum
roseum (capim natal) e Schyzachirium microstachyum (cola de burro) estão presentes
principalmente nas beiras de estradas dos PA.
A vegetação campestre do PA 28 de Maio encontra-se impactada principalmente pela
implantação de lavouras. Esta prática implica na supressão permanente de muitas espécies
nativas, muitas delas com boa qualidade forrageira. Uma áreas com vegetação campestre
também apresenta-se superpastejada, prejudicando o crescimento das plantas, a cobertura do
solo e a diversidade florística (Figura 18).
Figura 18. Área de pastagem nativa superpastejada - PA 28 de Maio. Solo
descoberto e baixa diversidade florística.
De forma geral a utilização das áreas pastagem nativa no PA 28 de Maio pode ser melhorada
através de algumas práticas. A correção e fertilização do solo, sem seu revolvimento, mantenAv. José Loureiro da Silva 515, 1º/4º andares - Porto Alegre / RS – CEP: 90.010-420 – Fone: (51) 3284 -3415
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do as espécies nativas. O diferimento, isolando áreas para que as espécies possam acumular
massa, que os animais poderão consumir em épocas de menor crescimento. Esta prática também permite o florescimento e frutificação das espécies mais procuradas pelos animais, como
as leguminosas, auxiliando na perpetuação e crescimento destas espécies.
O ajuste da carga animal é imprescindível para obtenção de um melhor desempenho animal e
para manter a qualidade do solo, da vegetação e dos recursos hídricos. Isto pode ser feito
adequando o número de animais por área e a categoria animal utilizada em cada potreiro. A
indicação para a região de São Luiz Gonzaga é entre 140 e 190 kg de peso vivo/ha para
pecuária de corte (ciclo completo) ao longo do ano (Jacques et al., 1997). Estes valores podem
ser maiores quando utilizado o pastejo misto (e.g. bovinos e ovinos). Além disto, a vegetação
nativa está mais adaptada ao tipo de solo e às temperaturas, sendo então mais sustentável,
sugerindo maior investimento nestas espécies do que espécies exóticas.
5.1.6.2 Considerações sobre a vegetação florestal
O PA 28 de maio possui alguns importantes capões de floresta em topos e encostas de
coxilhas, os quais guardam importantes matrizes de árvores típicas da região. Estes
remanescentes de floresta estão indicados como ARL (ver Anexo II). Há alguns remanescentes
de floresta primária, contendo árvores altas com mais de 15 metros de altura (Figura 19). Num
destes capões de floresta alta (Figura 20 e Figura 21), na porção sudoeste do PA, as árvores
mais importantes para a floresta pelo seu porte e densidade são: o ingá-de-beira-de-rio (Inga
vera), a grápia (Apuleia leiocarpa), a caroba (Jacaranda micrantha), a canjerana (Cabralea
canjerana), o cedro (Cedrela fissilis), a timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), o louro-pardo
(Cordia trichotoma). É interessante observar a presença do tanheiro-chorão (Alchornea
glandulosa) (Figura 22) neste fragmento florestal, único local em que a espécie foi encontrada
na região das Missões.
Neste fragmento amostrado há uma nascente da Sanga da Laranjeira. Há também outras
nascentes desta sanga no PA, em cujas margens existem florestas, bem como ao longo das
sangas menores formadoras da Sanga da Laranjeira. Sugere-se que seja verificada a
possibilidade de averbar os maiores capões florestais como ARL (Área de Reserva Legal) do
PA, por serem importantes para a proteção das nascentes da Sanga da Laranjeira e por
possuírem grandes árvores de espécies importantes, matrizes de sementes. Deve ser
averiguado se juntos estes capões possuem 20% de área do PA.
Existem outros fragmentos de floresta importantes no PA, um deles próximo da rodovia, na
porção mais ao sul (Figura 23), o qual não foi percorrido. A maior parte o PA é ocupada por
lavouras (Figura 24). O fragmento florestal que foi amostrado, descrito acima, e este fragmento
não percorrido, poderiam ser destinados para Reserva Legal, caso possuam juntos área
suficiente para os 20% necessários.
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Espécies ameaçadas - Das 437 espécies totais inventariadas para a região fisiográfica das
Missões, 22 constam na Lista Oficial da Flora Ameaçada do RS. Destas 16 encontram-se na
categoria EN (Em Perigo) e seis espécies encontram-se na categoria VU (Vulnerável).
Figura 19. Existem fragmentos com algumas árvores altas, importantes
matrizes florestais.
Figura 20. Fragmento florestal de importância por abrigar grandes matrizes
arbóreas de algumas espécies. É também área de nascente de sanga.
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Figura 21. O mesmo fragmento, visto mais de perto, é ladeado por
lavouras e outros cultivos abandonados.
Figura 22 O tanheiro-chorão (Alchornea glandulosa), único local em que a
espécie foi observada nos PA da região das Missões.
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Figura 23. Fragmento Florestal de importância na porção sul do PA,
próximo da rodovia estadual RS 168. Deve ser avaliada a possibilidade de
averbá-lo como Reserva Legal.
Figura 24. A paisagem do PA é praticamente ocupada por lavouras.
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5.1.6.3 Sugestões para a valorização e utilização sustentável da flora nativa
Deve haver maior envolvimento com os assentados. Não se pode apenas cobrar a legislação
ambiental. É necessário desenvolver trabalhos de educação ambiental e, principalmente,
promover o maior envolvimento de técnicos da assistência, de economia solidária, que podem
auxiliar no desenvolvimento de cooperativas para a comercialização de produtos
agroecológicos, e para o desenvolvimento de outras questões dos assentamentos com o
objetivo de gerar autonomia e desenvolvimento sustentável.
Com o objetivo de criar meios para que os assentados passem a ter um outro olhar sobre a
flora nativa da sua região e do seu PA, para que valorizem as espécies nativas, são propostas
algumas medidas.
Uma alternativa interessante seria a implantação de agroflorestas. Um programa de fruticultura
orgânica, sem uso de agrotóxicos, com a biodiversidade como um dos principais valores,
consorciando espécies frutíferas convencionais com espécies nativas, seria um modelo
interessante. Existem muitas espécies nativas que poderiam ser utilizadas para madeira ou
lenha. O açoita-cavalo (Luehea divaricata), o tarumã (Vitex megapotamica), o angico-vermelho
(Parapiptadenia rigida), a grápia (Apuleia leiocarpa), o alecrim (Holocalyx balansae), a
canjerana (Cabralea canjerana), o cedro (Cedrela fissilis), o ipê-roxo (Tabebuia heptaphylla), o
espinilho (Acacia caven), o pau-ferro (Myracroduon balansae), o timbó (Ateleia glazioviana),
guajuvira (Cordia americana), rabo-de-bugio (Lonchocarpus campestris, Lonchocarpus
muehlbergianus e Lonchocarpus nitidus), o louro-pardo (Cordia trichotoma), a cabreúva
(Myrocarpus frondosus) entre várias outras (ver Anexo III, Quadro 10)
O angico-vermelho (Parapiptadenia rigida) é uma excelente espécie madeireira e produz ótima
lenha. Suas flores são melíferas e o mel proveniente delas possui propriedades terapêuticas.
Alem disso é uma leguminosa, enriquecedora do solo.
O timbó (Ateleia galzioviana) é outra espécie nativa interessante para ser cultivada. Quando
adulta pode fornecer lenha, mas também é recuperadora e enriquecedora do solo. Como é
uma leguminosa, ela fixa nitrogênio. Pode ser plantada em beiras de plantações, horta, cercas
e de estradas e periodicamente podada, sendo seus ramos utilizados como adubação verde.
Há várias outras espécies arbóreas da família das leguminosas que possuem boa madeira e
são também enriquecedoras do solo, como: rabos-de-bugio, canafístula, pau-de-malho, canelado-brejo, alecrim e várias outras.
Existem muitas espécies frutíferas nas florestas das Missões que podem ser utilizadas em
sistemas agroflorestais (SAF), consorciadas com espécies madeireiras e para outros usos,
tanto nativas como convencionais. Dentre as espécies nativas podemos citar: o guapuriti (Plinia
rivularis), a guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa), o sete-capotes (Campomanesia
guazumifolia), a pitangueira (Eugenia uniflora), o guabiju (Myrcianthes pungens), o jerivá
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(Syagrus romanzoffiana), a uvaia (Eugenia pyriformis), o chal-chal (Allophylus edulis), o
araticum (Rollinia sylvatica). Estas, consorciadas com plantas de cultivo convencionais, podem
render ótimos resultados a médio e longo prazo. Em muitos PA já se observa o início de uma
agrofloresta, muitas vezes ao lado de casa, onde se encontra o pessegueiro, o butiazeiro,
bananeiras, laranjeiras, parreiras, plantas de cultivo anuais (sementes crioulas) e diversas
outras espécies, às vezes até algumas nativas. Isto poderia ser bem mais incrementado. Há
muitas plantas nativas e convencionais que possuem algum tipo de uso. Há muitos recursos
que podem ser utilizados, a biodiversidade precisa ser conhecida e acessada. Utilizando a
agrobiodiversidade, estaremos valorizando-a e conservando-a, desde que seja feito de uma
maneira sustentável.
Para a implantação das agroflorestas e para a recuperação de áreas degradadas, as mudas
podem ser adquiridas no IRDER - Instituto Regional de Desenvolvimento Rural, Augusto
Pestana-RS ou na FEPAGRO-Florestas de Santa Maria. Estes são parceiros interessantes
para os assentamentos da região. Outra alternativa seria os próprios assentados produzirem as
mudas, implantando viveiros dentro de seus lotes ou centralizando um viveiro em um PA para
atender a demanda de vários, mapeando as matrizes fornecedoras de sementes na sua própria
região.
O desenvolvimento de farmácias caseiras é uma maneira de descentralizar e baratear o acesso
à saúde nos assentamentos. Existem muitas plantas nativas e outras não nativas que podem
ser utilizadas na medicina caseira e possuem efeitos comprovados pela ciência. É também
uma forma de dar mais valor ao mato, aos campos nativos, os quais possuem centenas de
espécies medicinais. As plantas medicinais nativas possuem grande potencial de uso e várias
delas nos PA. Sabendo utilizá-las de forma correta, com o acompanhamento de profissionais
habilitados, seria possível a implantação de farmácias caseiras com estas plantas medicinais
(espinheira-santa, arnica-do-mato, coronilha, pitangueira, japecanga, murta, catuaba, jerivá, e
tantas outras).
A utilização de todas estas plantas acima deve ser feita de maneira sustentável. Sugere-se
sempre o acompanhamento de profissionais habilitados, elaboração de planos de manejo e a
realização de pesquisas para melhorar as práticas.
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5.1.7 Fauna
Para a avaliação da mastofauna, principalmente de médio e grande porte, realizou-se uma
amostragem caracterizando qualitativamente a composição desta parcela da fauna, as
condições dos hábitats disponíveis para as espécies em questão, assim como os impactos
decorrentes da implantação do PA sobre a mastofauna da região. A amostragem foi realizada
através de um levantamento das espécies de mamíferos, com base em visualizações, vestígios
e relatos de moradores. Para isto o assentamento foi percorrido, priorizando-se locais de
possível uso ou refúgio por estes animais e as Áreas de Preservação Permanente (APP).
O PA 28 de Maio possui como principais locais de uso e refúgio para a fauna de mamíferos as
APP florestais de afluentes dos cursos d’água Sanga da Laranjeira (Figura 25) e Lajeado Roda
Grande. Freqüentemente, estas áreas florestais, que deveriam ser minimamente contínuas,
são encontradas como remanescentes florestais isolados em meio à matriz produtiva (Figura
26).
Este PA possui, na previsão do parcelamento, inúmeras áreas destinadas como ARL,
localizadas contiguamente às APP florestais desses cursos d’água principais, correspondendo,
aproximadamente à 19,20% da superfície do imóvel. Porém a averiguação em campo
constatou que grande parte destas áreas atualmente foi substituída pela implantação de
lavouras ou está bastante reduzida em relação à superfície destinada inicialmente, como
descrito acima (Figura 26 e Figura 27).
De uma forma geral, este processo caracteriza o PA, com uma notória pressão antrópica sobre
os remanescentes florestais (ARL ou não) para expansão das áreas de lavoura (Figura 27). Em
relação à mastofauna isto significa a redução expressiva dos hábitats potencialmente
destinados para serem conservados, o isolamento das populações devido ao elevado grau de
fragmentação, o comprometimento da sobrevivência das espécies pela falta de recursos, e o
aumento da vulnerabilidade à caça. Este padrão de depauperação de hábitat se evidenciou
através do registro de apenas uma espécie, Dasypus sp (tatu) nas áreas percorridas. Ainda
assim, se deve levar em consideração a possibilidade de ocorrências esporádicas, sobretudo
de espécies comuns e esperadas para a região, como Cavia aperea (preá), Conepatus chinga
(zorrilho) e Cerdocyon thous (graxaim-do-mato).
Além disso, a delimitação do PA por uma rodovia também possui conseqüências negativas
para a fauna de mamíferos de médio e grande porte, sobretudo pela possibilidade de
atropelamentos das espécies durante o deslocamento entre as áreas.
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Figura 25. Área florestal (APP + ARL), Sanga da Laranjeira, PA 28 de Maio.
Figura 26. Fragmento florestal isolado em meio à matriz produtiva.
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Figura 27. Área inicialmente prevista como ARL, PA 28 de Maio.
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5.2 Diagnóstico do meio sócio–econômico e cultural
5.2.1 População e organização social
O PA 28 de Maio foi implantado em 2007, contando atualmente cinquenta e três (53) famílias,
oriundas de várias regiões do estado, principalmente de Sarandi, Coqueiros do Sul e Tenente
Portela, além de municípios da Grande Porto Alegre. As famílias, mesmo com ausência de
infra-estrutura (estradas, energia elétrica, água encanada, etc), não apresentaram dificuldades
de adaptação. Todas as famílias permanecem nos lotes desde a sua criação.
5.2.2 Infra-estrutura física, social e econômica
A infra-estrutura do PA 28 de Maio pode ser considerada regular. Existe acesso à energia
elétrica apenas para as residências próximas a sede. O abastecimento de água encanada
ocorre apenas para nove famílias, proveniente de dois poços artesianos. As demais famílias
obtêm água em cacimbas e vertentes. As residências são todas de madeira, com qualidade
regular. A rede viária principal tem boa densidade e qualidade, assim como o acesso às
moradias.
Há carência de máquinas e implementos para maioria dos assentados. São utilizados o
arrendamento de tratores e implementos e o maquinário da patrulha agrícola do município.
Uma família possui seu próprio maquinário. Com relação a equipamentos, como resfriadores
de leite para conservar a produção leiteira dos assentados entre os períodos de coleta, existe
um resfriador à granel e quatro resfriadores de tarro.
A sede antiga é utilizada para reuniões.
5.2.3 Sistema produtivo
A matriz produtiva do PA é variada. A produção agrícola contempla o cultivo de grãos,
principalmente soja, milho, feijão e girassol, além de mandioca. A produção animal abrange a
criação de gado de leite, feitas sobre pastagem nativa e pastagem cultivada (alfafa, aveia,
azevém, milheto e brachiaria).
Há ainda a produção em pequena escala de outras culturas como hortaliças e frutas, e a
criação de pequenos animais como aves, suínos e ovinos, além de gado de corte, para
consumo de subsistência. Um assentado possui criação de peixes.
O sistema de cultivo do solo é o convencional, que promove o revolvimento do solo para a
implantação das lavouras, podendo levar à degradação do recurso solo pelo uso inadequado.
O plantio direto é a técnica mais adequada para o cultivo nestes tipos de solos. Quanto aos
insumos, são utilizadas sementes comuns nas pastagens e sementes melhoradas no cultivo da
soja. Os fertilizantes e corretivos são utilizados principalmente nas lavouras.
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Segundo informação dos assentados, a assistência técnica é fornecida pela Cooperativa de
Prestação de Serviços Técnicos - COPTEC (antigo LUMIAR).
5.2.4 Saúde
As famílias do PA 28 de Maio recebem assistência médica na sede do município de São Luiz
Gonzaga, distante aproximadamente 17 km. Para casos mais graves os pacientes precisam
deslocar-se para hospitais em Ijuí ou Passo Fundo.
5.2.5 Educação
O acesso à educação do PA 28 de Maio é regular. O ensino fundamental, até a 5a série, é
oferecido em uma escola lindeira ao PA. Até a 8a série os alunos freqüentam uma escola
distante aproximadamente 9 km do PA. O ensino médio está disponível apenas na sede do
município de São Luiz Gonzaga. O transporte escolar é oferecido pelo município tanto para os
alunos do ensino fundamental quanto do ensino médio.
5.2.6 Saneamento
O acesso ao saneamento no PA 28 de Maio é ainda limitado. A água consumida pelas famílias
é oriunda de poços artesianos, cacimbas e vertentes, não sofrendo tratamento antes do
consumo, embora seja aparentemente de boa qualidade. Não existem caixas d’água na
maioria dos lotes.
No que se refere aos dejetos, as casas não possuem banheiros com fossas adequadas, sendo
utilizado o sistema de “casinha”.
Os resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos (restos de alimentos, garrafas plásticas, latas,
vidros, frascos de vacinas, etc.) gerados pelos assentados têm tratamento adequado. Os
resíduos orgânicos são compostados pelos próprios assentados e os resíduos inorgânicos são
coletados mensalmente pelo sistema de coleta do município.
A maioria das embalagens de defensivos é devolvida nos mesmos locais de aquisição destes
produtos, porém algumas embalagens são depositadas a céu aberto ou queimadas.
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IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS
Os principais impactos resultantes da implantação do PA 28 de Maio e as medidas mitigadoras
recomendadas estão a seguir relacionados. Como forma de mitigar esses impactos sobre o
meio físico e o meio biótico e com o objetivo de adequar as condutas de aproveitamento
agropecuário ao Código Florestal Brasileiro e ao Código Florestal do Estado do Rio Grande do
Sul, é sugerido um conjunto de recomendações.
6.1 Degradação do solo
Em vários locais do PA 28 de Maio observam-se terras impróprias para uso com lavouras
anuais sendo utilizadas para este fim. Associado a práticas de manejo inadequadas, como o
cultivo convencional, a implantação de lavouras em áreas impróprias contribui para a
intensificação dos processos erosivos aos quais o solo da região já é naturalmente frágil.
6.1.1 Medidas mitigadoras
•
Incrementar o acesso à assistência técnica, aumentando o número de técnicos que
atendem os assentados e qualificando-os como indutores do uso sustentável dos recursos
naturais, de acordo com as características da região de inserção do PA;
•
Respeitar a capacidade de uso das terras, reduzindo a área destinada a culturas anuais, e
adotar usos e práticas de manejo recomendadas para cada classe de capacidade de uso;
•
Produzir e distribuir mapas e cartilhas para os assentados e para os técnicos de extensão,
mostrando a distribuição das classes de aptidão de uso das terras no assentamento e nos
lotes, com indicação das práticas de uso e manejo conservacionista das mesmas;
•
Incentivar a implantação de cultivos perenes (fruticultura, por exemplo) e a manutenção da
atividade pecuária sobre pastagem nativa.
6.2 Uso das áreas de preservação permanente (APP)
As Áreas de Preservação Permanente deveriam ser integralmente protegidas, excluindo-se
qualquer uso no seu interior, exceto nos casos previstos na legislação. No período anterior à
implantação do PA 28 de Maio, o impacto com uso antrópico (Agricultura/solo exposto) nas
APP era de cerca de 15 ha (30,35% do total das APP). Após a implantação do PA, estas áreas
de proteção legal passam a apresentar um impacto antrópico maior, com cerca de 26,84 ha
(54,30% do total das APP) ocupadas com agricultura/solo exposto. Foi constatado o acesso do
gado em algumas áreas de APP e o corte seletivo de árvores, além da perda de áreas para
lavouras e pastagens.
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6.2.1 Medidas mitigadoras
•
Impedir qualquer forma de uso nas APP que esteja em desacordo com a Resolução
Conama 369/2006, como pastejo, retirada de madeira e lenha, supressão da vegetação,
abrigo para o gado, seccionamento por estradas, lançamento de resíduos, etc.;
•
Permitir a intervenção e/ou supressão da vegetação nas APP somente de acordo com o
disposto na Resolução Conama 369 de 28 de março de 2006, para permitir a regeneração
da vegetação nativa, seja ela florestal ou campestre;
•
Promover um projeto de recuperação das APP que vem sendo utilizadas para a agricultura
e pastagens ou que possuem solo exposto. Esta deve ser feita com espécies nativas locais,
bem adaptadas ao clima e solos da região (Anexo III, Quadro 10), sendo o projeto
supervisionado por profissional habilitado.
•
Promover a implantação de agroflorestas, consorciando espécies nativas com
convencionais, com o objetivo de acabar com a procura de árvores madeiráveis nas APP
(ver item 6.4.1).
6.3 Inexistência de ARL
A análise do mapa de uso e ocupação do solo e as vistorias realizadas em campo
evidenciaram a existência de áreas previstas no parcelamento do imóvel como Reserva Legal
(ARL), distribuídas contiguamente às APP do imóvel, correspondendo conjuntamente a cerca
de 19,20% da superfície do imóvel (159,3 ha ARL + APP / 829,54 ha total).
A análise do mapa de uso e ocupação do solo e as vistorias realizadas em campo
evidenciaram a existência de área prevista no parcelamento do imóvel como Reserva Legal
(ARL) que totaliza 159,32 ha, o que corresponde a cerca de 19,20% da área total. Entretanto,
cerca de 20,87 ha dessa ARL se sobrepõem às APP. Descontando-se a sobreposição, a soma
líquida de APP e ARL totaliza aproximadamente 187,88 ha, o que representa 22.62% da área
total do PA.
6.3.1 Medidas mitigadoras
•
Sugere-se a que sejam averbadas como ARL as áreas previstas no parcelamento, com a
condição de que haja exclusão da ocupação humana e restrições de uso, para que
realmente estas áreas possam cumprir com seu papel na manutenção da diversidade
biótica.
Por não serem suficientes, sugere-se a busca da área faltante dentro do imóvel, podendo ser
contemplada a fisionomia campestre que também caracteriza a região fisiográfica, para a qual
igualmente sugere-se a exclusão do uso antrópico nestas áreas. Além disso, de alguma forma,
a conectividade entre as áreas destinadas como ARL deve ser enfocada a fim de que elas
cumpram o objetivo primordial de sua implantação.
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6.4 Degradação da vegetação nativa
O PA 28 de Maio apresenta parte de sua superfície ocupada por pastagem nativa sob regime
de exploração pecuária. Algumas áreas de pastagem nativa são utilizadas sob condições de
alta pressão de pastejo, causando redução da cobertura do solo e da diversidade de espécies.
A exploração da pecuária leiteira pode justificar a regeneração de áreas cultivadas em
pastagem nativa. Quanto às áreas florestais, excetuando-se as APP, grandes trechos foram
perdidos para implantação de lavouras, restando alguns capões. Há também corte seletivo de
árvores nas florestas remanescentes e o acesso pelo gado em alguns locais.
6.4.1 Medidas mitigadoras
•
Adequar o número de animais à capacidade de suporte de cada lote, buscando garantir a
manutenção da qualidade e da capacidade produtiva da pastagem nativa;
•
Utilizar, quando for necessária a formação de pastagens, Paspalum notatum var saure
(Pensacola) em detrimento de pastagens exóticas como tiftons e brachiárias.
•
Evitar o plantio de espécies exóticas, principalmente aquelas mais agressivas em relação
às espécies nativas (Pinus sp, por exemplo).
•
Implantar sistemas agroflorestais (SAF’s), com acompanhamento técnico e de acordo com
planos de manejo, consorciando espécies nativas com espécies convencionais, com
objetivos de produção de lenha, madeira e frutas, valorizando as espécies nativas e
diminuindo a sua procura em áreas de APP (Anexo III, Quadro 10).
•
Implantação de um viveiro de espécies florestais nativas e de plantas de cultivo
convencionais, bem como plantas medicinais, em algum dos PA da região para suprir a
necessidade de mudas para os projetos de recuperação das APP e para a implantação de
agroflorestas.
•
Conservar corredores ecológicos, evitando o corte de florestas que prejudiquem a sua
manutenção.
6.5 Redução da abundância e riqueza da mastofauna nativa
Todos os impactos descritos anteriormente para a vegetação (uso em APP, ARL e degradação
da vegetação nativa) atuam negativamente sobre a fauna no sentido de alteração, degradação
e/ou supressão de hábitat para a sobrevivência da fauna. Além disso, a caça, mesmo não
sendo exclusiva dos PA, é um fator que se mantém atuante na manutenção da baixa
diversidade de espécies.
6.5.1 Medidas mitigadoras
•
Implantação dos itens 6.2.1, 0 e 6.4.1, que versam sobre a exclusão de uso em APP,
averbação de ARL e manutenção da vegetação nativa.
•
Eliminação da caça.
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6.6 Destinação inadequada de resíduos líquidos e sólidos
A produção de efluentes domésticos pelas famílias do PA não possui estrutura de coleta e
tratamento. Os resíduos sólidos possuem coleta regular na sede do PA, mas algumas vezes
são depositados a céu aberto ou queimados, inclusive algumas embalagens de insumos e
defensivos.
6.6.1 Medidas mitigadoras
•
Conscientização dos assentados quanto à necessidade da coleta e envio dos resíduos
sólidos inorgânicos até o local de coleta na sede do PA;
•
Adequação do depósito para armazenagem do lixo no período entre as coletas;
•
Implantação de projetos para construção de estruturas apropriadas para o armazenamento
e compostagem dos resíduos de origem animal, juntamente com outros resíduos orgânicos
produzidos nos lotes, para posterior utilização como adubo;
•
Garantir orientação técnica e prover infra-estrutura aos assentados para a destinação
correta das embalagens de defensivos, de acordo com a legislação em vigor;
•
Estabelecer parceria com os órgãos municipais competentes para garantir a manutenção
da coleta regular de resíduos sólidos domiciliares inorgânicos.
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O efeito das medidas mitigadoras dos impactos ambientais somente se tornará permanente se
houver conscientização das comunidades envolvidas. Com este objetivo é altamente
recomendável o desenvolvimento de um programa de educação ambiental, supervisionado por
profissionais capacitados, prevendo:
•
Investir no aumento e na qualificação da assistência técnica.
•
Investir na formação de “agentes multiplicadores” dentro dos PA.
•
Cursos de educação ambiental enfatizando os conceitos de desenvolvimento sustentável, a
manutenção da qualidade ambiental e ecológica, noções sobre os Códigos Florestais
Brasileiro e do Estado do Rio Grande do Sul, com especial destaque para os artigos que
versam sobre APP, proteção de nascentes e espécies vegetais imunes ao corte;
•
Palestras, oficinas e demonstrações sobre o uso sustentável das áreas de campo nativo,
salientando os aspectos de produtividade dos campos daquela região e formas mais
adequadas de otimizar a produção sem destruir este recurso natural;
•
Palestras, oficinas e demonstrações sobre o uso das espécies medicinais nativas, e outros
usos sustentáveis da flora nativa. Elaboração de farmácias caseiras para uso da
comunidade dos assentamentos.
•
Com o apoio das escolas, das secretarias municipais de educação e de agricultura e
agentes de extensão, organizar e motivar os jovens para o desenvolvimento de atividades
como produção de mudas nativas e plantio nas áreas de preservação permanente, controle
do recolhimento e destino de lixo inorgânico, etc.
•
Produção de material escrito (cartilhas) sobre legislação ambiental, fauna e flora nativa e
sua importância, uso e manejo correto dos solos, seleção, produção e plantio de árvores
nativas adaptadas à região, proteção e adequação de fontes d’água, etc.
Apesar de o INCRA não ser diretamente o órgão responsável pela educação, cabe ressaltar a
necessidade de parcerias com as prefeituras, estado e outras esferas do poder público, para
garantir melhorias em termos de acesso à educação. Por isso, para consolidação das medidas
propostas anteriormente, é necessário:
•
Implantar e/ou fortalecer o ensino fundamental regular (20 horas semanais, 5 vezes por
semana), dentro dos PA, associado à regularização do transporte escolar.
•
Implantar o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), ainda inexistente nos Projetos de
Assentamentos.
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ANEXOS
Anexo I
Fatores limitantes para avaliação de capacidade de uso das terras
Fatores limitantes da terra
Além dos fatores limitantes com profundidade efetiva, permeabilidade, textura, declividade,
hidromorfismo, erosão, produtividade aparente e risco de inundação, o Quadro 2 apresenta
vários outros.
Símbolo
pd
Nome
Significado
Pedregosidade
Pedras e afloramentos
Inundação
Inundações periódicas
ab
Abrupto
Mudança textural abrúptica
va
Vértico
Argilas expansivas
hi
Hidromorfismo
Saturação com água
se
Seca prolongada
Déficit hídrico acentuado
sd
Geada ou vento frio
Geada, vento e neve
di
Distrofismo
Saturação por bases baixa
al
Saturação com Al
Saturação por Al alta
ct
Baixa retenção de cátions
CTC baixa
ti
Tiomorfismo
Presença de sais de enxofre
so
Sodificação
Saturação com sódio alta
sl
Salinização
Condutividade Elétrica alta
ca
Carbonato
Presença de carbonato
i
Quadro 2. Fatores limitantes da terra.
Profundidade efetiva
Refere-se à espessura máxima do solo sem impedimento físico para o desenvolvimento
radicular. É a camada de solo favorável ao desenvolvimento das raízes e ao armazenamento
de umidade, diferente da camada subjacente com impedimentos advindos de propriedades
físicas que impedem ou retardam significativamente o desenvolvimento radicular. O Quadro 3
mostra os valores de profundidade efetiva utilizados no sistema de avaliação da capacidade de
uso das terras.
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Profundidade
Adjetivação
Mais de 2,00 metros
1– Muito profundos
De 1,00 metro a 2,00 metros
2 – Profundos
De 0,50 metro a 1,00 metro
3 – Moderadamente profundos
De 0,25 metro a 0,50 metro
4 – Rasos
Menos de 0,25 metro
5 – Muito rasos
Quadro 3. Valores de profundidade efetiva.
Permeabilidade
É a capacidade que o solo apresenta de transmitir água ou ar podendo ser:
1. Rápida: quando o solo é de textura arenosa ou de estrutura forte, pequena, granular e
muito friável, apresentando fácil percolação de água como nas classes de solos,
NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS e LATOSSOLOS em geral;
2. Moderada: quando o solo é de textura e estrutura compostas de tal forma que
proporcionam moderada percolação de água, atingindo geralmente em laboratório
níveis de cinco (5) a cento e cinqüenta (150) milímetros de água percolada por hora;
Lenta: quando o solo possui características de textura e estrutura tais que tornam a
percolação mais difícil. A velocidade de percolação é inferior a cinco (5) milímetros de
água percolada por hora nos testes de laboratório. Normalmente ocorre em camadas
argilosas ou muito argilosas ou nas de textura média, com argila de atividade alta e/ou
alta saturação por sódio.
No Quadro 4 são apresentadas as classes de permeabilidade do perfil dos solos estudados.
Permeabilidade da
camada subsuperficial
Permeabilidade da camada superficial
Rápida
Moderada
Lenta
Rápida
1/1
2/1
3/1
Moderada
1/2
2/2
3/2
Lenta
1/3
2/3
3/3
Quadro 4. Classes de permeabilidade do perfil dos solos
Textura
No Quadro 5 são apresentadas as anotações numéricas das combinações da textura das
camadas superficiais e subsuperficiais.
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Textura da camada
subsuperficial
Textura da camada superficial
Muito
argilosa
Argilosa
Média
Siltosa
Arenosa
Muito argilosa
1/1
2/1
3/1
4/1
5/1
Argilosa
1/2
2/2
3/2
4/2
5/2
Média
1/3
2/3
3/3
4/3
5/3
Siltosa
1/4
2/4
3/4
4/4
5/4
Arenosa
1/5
2/5
3/5
4/5
5/5
Quadro 5. Textura dos solos.
Declividade
O Quadro 6 mostra os intervalos de declividade utilizados para a avaliação da capacidade de
uso.
Classe
Declive (%)
A
Inferior a 3
B
Entre 3 e 8
C
Entre 8 e 12
D
Entre 12 e 20
E
Entre 20 e 45
F
Entre 45 e 75
G
Superior a 75
Quadro 6. Intervalos de declividade.
Hidromorfismo
As ocorrências de hidromorfismo conforme a profundidade do solo são apresentadas no
Quadro 7.
Hidromorfismo
Profundidade
hi 1
Abaixo de 100 cm da superfície
hi 2
Abaixo de 50 cm da superfície
hi 3
Abaixo de 25 cm da superfície
hi 4
Até a superfície do solo
Quadro 7. Hidromorfismo conforme a profundidade do solo
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Erosão
a) Erosão laminar
1. Ligeira: quando já aparente mas com menos de 25% do solo superficial removido ou
quando não for possível identificar a profundidade normal do horizonte A de um solo em
estado natural, com mais de 15 centímetros do solo superficial remanescente;
2. Moderada: com 25 a 75% do solo superficial removido ou quando não for possível
identificar a profundidade normal do horizonte A de um solo em estado natural, com 5 e
15 centímetros do solo superficial remanescente;
3. Severa: com mais de 75% do solo superficial removido e, possivelmente, com o
horizonte B já visível ou quando não for possível identificar a profundidade natural do
horizonte A de um solo em estado natural, com menos de cinco (5) centímetros do solo
superficial remanescente;
4. Muito severa: com todo o solo superficial já removido e com o horizonte B bastante
afetado (erodido), já tendo sido removido, em alguns casos, em proporções entre 25 e
75% da espessura original;
5. Extremamente severa: com o horizonte B, em sua maior parte já removido em razão da
utilização agrícola;
6. Símbolo reservado para áreas desbarrancadas ou translocações de blocos de terra.
b) Erosão em sulcos
Freqüência dos sulcos:
1. ocasionais: área com sulcos distanciados mais de 30 metros;
2. freqüentes: área com sulcos a menos de 30 metros de distância entre si mas ocupando
área inferior a 75%;
3. muito freqüentes: área com sulcos a menos de 30 metros de distância entre si mas
ocupando área superior a 75%.
Profundidade dos sulcos:
1, 2 e 3: representam sulcos superficiais que podem ser cruzados por máquinas agrícolas e
se desfazem com o preparo do solo;
1, 2 e 3: representam sulcos rasos que podem ser cruzados por máquinas agrícolas mas
não se desfazem com o preparo do solo;
1, 2 e 3: representam sulcos profundos que não podem ser cruzados por máquinas
agrícolas e que ainda não atingiram o horizonte C;
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1V, 2V e 3V: representam sulcos muito profundos que não podem ser cruzados por
máquinas agrícolas e que já atingiram o horizonte C, sendo também denominados de
voçorocas.
Suas representações estão no Quadro 8 a seguir.
Profundidade dos
sulcos
Freqüência dos sulcos
Ocasionais
Freqüentes
Muito freqüentes
Superficiais
1
2
2
Rasos
1
2
3
Profundos
1
2
3
1V
2V
3V
Muito profundos ou
voçorocas
Quadro 8. Profundidade dos sulcos
Produtividade aparente
• p1: muito alta – solos aparentemente com ampla reserva de nutrientes e propriedades
físicas muito boas, produzindo ótimas colheitas dentro dos melhores padrões e práticas de
manejo da região considerada;
•
p2: alta – solos aparentemente com razoáveis reservas de nutrientes e propriedades físicas
boas, produzindo colheitas boas dentro dos melhores padrões e práticas de manejo da
região considerada;
•
p3: média – solos aparentemente com reservas de nutrientes e/ou propriedades físicas
razoáveis, produzindo colheitas moderadas dentro dos melhores padrões de manejo mais
comuns da região considerada;
•
p4: baixa – solos aparentemente com problemas de produtividade que só conseguem
produzir colheitas consideradas baixas dentro dos melhores padrões de manejo mais
comuns da região considerada;
•
p5: muito baixa – solos com sérios problemas de produtividade, nos quais só se
conseguem colheitas muito baixas mesmo usando-se os melhores padrões comuns de
manejo da região.
Risco de inundação
O risco de inundação é avaliado pela freqüência e duração dos eventos, conforme segue:
a) Freqüência:
Ocasionais: com mais de cinco anos de recorrência provável;
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Freqüentes: com recorrência provável entre um e cinco anos;
Muito freqüentes ou anuais: ocorrendo sistematicamente todo ano, repetindo-se uma ou
mais vezes nas várias estações do ano.
b) Duração:
Curtas: durando menos de dois dias;
Médias: durando entre dois dias e um mês;
Longas: durando mais de um mês.
O Quadro 9 mostra a interação da freqüência e da duração das inundações.
Duração das
inundações
Freqüência das inundações
Ocasionais
Freqüentes
Anuais ou muito
freqüentes
Curtas
I1
I4
I7
Médias
I2
I5
I8
Longas
I3
I6
I9
Quadro 9. Interação da freqüência e duração das inundações.
Pedregosidade
A ocorrência de pedregosidade é avaliada conforme a quantidade de pedras ou matacões e
pela presença do substrato rochoso, conforme abaixo:
•
pd1: poucas pedras
•
pd2: pedras abundantes
•
pd3: pedras extremamente abundantes
•
pd4: poucos matacões
•
pd5: matacões abundantes
•
pd6: matacões extremamente abundantes
•
pd7: afloramentos rochosos
•
pd8: muitos afloramentos rochosos
•
pd9: grande quantidade de afloramentos rochosos
Salinidade
A salinidade e a sodificação interferem no desenvolvimento do sistema radicular e são
avaliados como segue:
Salinidade
sl1: ligeira
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sl2: moderada
sl3: forte
Sodificação
so1: moderada
so2: forte
so3: muito forte
O nível tecnológico indica o grau de desenvolvimento da tecnologia agrícola adotada ou “nível
de manejo” da terra, podendo ser:
•
N: tecnologia de nível nulo
•
B: tecnologia de nível baixo
•
M: tecnologia de nível médio
•
E: tecnologia de nível elevado
•
V: investimentos vultosos, porém, mal-aplicados.
Uso atual
O uso atual é a caracterização do uso atual da terra, dando indicações sobre a tradição e a
experiência dos agricultores e sugerindo possíveis manejos futuros. Os tipos de uso atual da
terra podem ser:
F – floresta
S – cerrado
T – caatinga
C – campo nativo
O – complexo vegetacional
Pn – pastagem nativa
Pm – pastagem melhorada
Pc – pastagem cultivada
Px – capineira
Lp – lavoura perene
Lt – lavoura temporária
La – lavoura anual
E – terreno estéril
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P – pastagens
L – lavoura
H – horticultura
V – silvicultura
Hf – fruticultura
Ho – olericultura ou floricultura
Va – araucária
Vd – essências exóticas
Vn – essências nativas
Vp – pinus
Vê – eucalipto
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98
696000
698000
700000
ANEXO II
6872000
RL
16.2
6872000
16.1
15.2
8
15.1
13
11
14.1
7
9
14.2
12
17
RL
18
Carta-imagem do PA 28 de maio
São Luiz Gonzaga - RS
Imagem do satélite Landsat em
composição colorida RGB 543.
Escala: 1:33.000
6.1
10
Sede
6.2
22.2 RL
21
RL
53
52.1
51
50
RL
48
45.1
45.1
52.2
43
47
RL
46
45.2
RL
42.1
4
4
RL
4
4
42.2 25
44
20
5
23
RL
38.1
26
28
29
1
41.2
40
500
41.1
0
500 m
RL
29
RL
RL
39
37
31.1
2
38.2
24
27
30
3
4
6870000
6870000
22.1
RL
49
19
N
36
31.1
32
33
34
35
RL
6868000
6868000
696000
698000
700000
99
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Anexo III
Abaixo é apresentada uma listagem de espécies recomendadas para plantios de recuperação
ambiental e para a implantação de agroflorestas nos PA da região fisiográfica das Missões.
São algumas espécies entre as mais comuns, as mais importantes para recuperação
ambiental, as mais conhecidas ou com usos mais consagrados. Chamamos a atenção para o
fato da importância da diversidade em um plantio de recuperação ambiental, sendo que é
interessantes que além destas espécies na listagem abaixo se complemente com outras que
ocorrem na região (ver Quadro 1). Além disto é importante o consorciamento de espécies
pioneiras com secundárias-iniciais e com secundárias-tardias.
Nome
científico
Nome popular
Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Justificativa
Luehea
divaricata
açoita-cavalo
pioneira a
secundáriainicial
Qualquer local
Recuperação,
madeira, medicinal
Chrysophyllum
marginatum
aguaí-mirim
secundáriainicial
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
Recuperação,
madeira, medicinal
Recuperação,
madeira, melífera
Holocalyx
blansae
alecrim
secundáriainicial a tardia
Qualquer local
de solo mais
profundo, sem
muito
encharcamento
Parapiptadenia
rigida
angicovermelho
Pioneira a
secundáriainicial
Qualquer local
Myrcianthes
gigantea
araçazeiro-domato
secundária inicial
Matas de galeria
e tardia
Rollinia
salicifolia
araticum
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
frutífera
Schinus molle
aroeira-salsa,
aroeira-piriquita
pioneira
Qualquer local
Recuperação e
madeira
Recuperação
Quadro 10. Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da Região
Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das Missões,
Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o município de Giruá,
já inserido na região fisiográfica do Alto Uruguai.
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Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Nome científico
Nome popular
Schinus
terebinthifolius
aroeiravermelha
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
condimentar
(frutos)
Sebastiania
commersoniana
branquilho
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas
(florestas de
galeria),
qualquer lugar
Recuperação,
madeira
Butia yatay
butiazeiro
pioneira
Qualquer local
aberto
Recuperação,
frutífera
Myrocarpus
frondosus
cabreúva
secundáriainicial a tardia
Principalmente
em encostas,
solo profundo
Recuperação,
madeira
Gochnatia
polymorpha
cambará
pioneira
Todos
Recuperação,
madeira
Matayba
elaeagnoides
camboatábranco
Várzeas, beiras
secundária inicial de sanga e
encostas sul
e tardia
úmidas
Recuperação
Cupania vernalis
camboatávermelho
secundária inicial Várzeas, beiras
e tardia
de sanga
Recuperação
canafístula
secundáriainicial a tardia
Locais sem
encharcamento
e nem em local
pedregoso
Recuperação,
madeira,
ornamental
Cabralea
canjerana
canjerana
secundáriainicial a tardia
Locais sem
encharcamento
e nem em local
pedregoso
Recuperação,
madeira
Nectandra
lanceolata
canelaamarela
secundáriatardia
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
madeira
Nectandra
megapotamica
canelafedorenta
secundáriainicail-tardia
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
madeira
Peltophorum
dubium
Justificativa
Quadro 10 (Cont.). Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da
Região Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das
Missões, Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o município
de Giruá, já inserido na região fisiográfica do Alto Uruguai.
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Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Nome científico
Nome popular
Myrsine coriacea
capororoquinha
pioneira
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
Myrsine
laetevirens
capororoca
pioneira
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação e
madeira
Styrax leprosus
carne-de-vaca
pioneira,
secundáriainicial
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação,
madeira
Jacaranda
micrantha
caroba
secundáriainicial
Principalmente
encostas
Recuperação,
madeira,
ornamental
cedro
secundáriainicial a tardia
Locais sem
encharcamento
e nem em local
pedregoso
Recuperação,
madeira
Frutos,
recuperação
Cedrela fissilis
Justificativa
Eugenia
involucrata
cerejeira
secundáriatardia
Principalmente
encostas,
florestas de
galeria também
Casearia
sylvestris
chá-de-bugre
secundáriainicial
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
Allophylus edulis
chal-chal
secundária
inicial e tardia
Várzeas, beiras
de sanga
Recuperação e
frutífera
Scutia buxifolia
coronilha
secundária
inicial e tardia
Locais mais
secos das
florestas de
galeria
Recuperação e
regeneração da
espécie,
medicinal
Erythrina cristagalli
corticeira-dobanhado
secundária
inicial e tardia
Barranca do rio
e charcos
Recuperação
Acacia caven
espinilho
secundáriainicial,
secundáriatardia
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação
Ficus citrifolia
(antiga Ficus
guaranítica)
figueira
Quadro 10 (Cont.). Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da
Região Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das
Missões, Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o município
de Giruá, já inserido na região fisiográfica do Alto Uruguai.
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Nome científico
Nome
popular
Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Justificativa
Solanum
mauritianum
fumo-bravo
pioneira
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
Apuleia leiocarpa
grápia
secundáriainicial a tardia
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação e
madeira
Myrcianthes
pungens
guabiju
secundáriatardia
Principalmente
encostas
pedregosas
Frutos,
recuperação
guabirobeira
secundáriainicial,
secundáriatardia
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
frutífera
guajuvira
secundáriainicial,
secundáriatardia
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação e
madeira
Myrcia bombycina
guamirim
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas, locais
mais secos
Recuperação,
agroflorestas
Myrcia palustris
guamirim
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação
Recuperação,
frutífera
Campomanesia
xanthocarpa
Cordia americana
Plinia rivularis
guapuriti
secundáriainicial a tardia
Qualquer local,
principalmente
úmidos e
sombreados
com solos
fundos
Casearia decandra
guassatunga
secundária
inicial e tardia
Várzeas, beiras
de sanga
Recuperação
secundáriainicial a tardia
Locais não
encharcados,
principalmente
encostas e
topos de
coxilhas
Recuperação,
madeira,
medicinal,
ornamental
Tabebuia
heptaphylla
ipê-roxo
Quadro 10 (Cont.). Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da
Região Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das
Missões, Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o município
de Giruá, já inserido na região fisiográfica do Alto Uruguai.
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Nome
científico
Nome popular
Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Justificativa
Syagrus
romanzoffiana
jerivá
secundária
inicial e tardia
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
Cordia
trichotoma
louro-pardo
pioneira,
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
madeira
mamica-decadela
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas em
que o solo
permite
Recuperação,
madeira
Dyatenopteryx
sorbifolia
maria-preta
Secundáriainicial a tardia
Locais com
solos mais
fundos
Recuperação,
madeira
Ruprechtia
laxiflora
marmeleiro-domato ou viraru
secundáriainicial a tardia
Várzeas
Recuperação,
madeira
Machaerium
stipitatum
pau-de-malho
secundáriainicial
Principalmente
em encostas
Recuperação,
madeira
pioneira
Locais bem
drenados
geralmente
pedregosos
Recuperação,
madeira
secundáriainicial a tardia
Encostas, local
com solo mais
profundo nem
seco, nem
encharcado
Recuperação,
madeira
Recuperação,
madeira
Recuperação
Zanthoxylum
rhoifolium
Myracroduon
balansae (antigo
pau-ferro
Astronium
balansae)
Balfourodendron
pau-marfim
riedelianum
Aspidosperma
australe
peroba
secundáriatardia
Encostas, local
com solo mais
profundo nem
seco, nem
encharcado
Eugenia
uruguayensis
pitangão
secundária
inicial e tardia
Várzeas, beiras
de sanga
Quadro 10 (Cont.). Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da
Região Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das
Missões, Capão do Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o
município de Giruá, já inserido na região fisiográfica do Alto Uruguai.
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Nome
científico
Nome popular
Categoria
sucessional
Locais de
plantio
Justificativa
rabo-de-bugio
secundáriainicial
Locais mais
úmidos e com
solos mais
profundos
Recuperação,
madeira
rabo-de-bugio
secundáriainicial
Locais mais
úmidos e com
solos mais
profundos
Recuperação,
madeira
pioneira
Várzeas do rio
Uruguai e
proximidades. O
plantio pode ser
testado em
outros locais
Excelente para
recuperação,
medicinal, ornamental
Campomanesia
sete-capotes
guazumifolia
pioneira,
secundáriainicial
Várzeas e
pequenas
encostas
Recuperação,
frutífera
Symplocos
uniflora
sete-sangrias
pioneira
Todos os locais
em que o solo
permite
Recuperação
sucará, coronilha
secundáriainicial,
secundáriatardia
Pequenas
encostas e
florestas de
galeria
Recuperação da área
e da espécie
ameaçada
Vitex
megapotamica
tarumã
pioneira e
secundáriainicial
Pequenas
encostas e
principalmente
várzeas
Recuperação, frutos
Enterolobium
contortisiliquum
timbaúva
pioneira a
secundáriainicial
Qualquer local
Recuperação,
madeira
Calliandra
tweediei
topete-decardeal
secundáriainicial
Várzeas
Recuperação,
ornamental
Eugenia
pyriformis
uvaia
secundáriainicial a tardia
Qualquer local
Recuperação,
frutífera
Lonchocarpus
campestris
Lonchocarpus
nitidus
Croton
urucurana
Gleditsia
amorphoides
sangue-dedragão
Quadro 10 (Cont.). Lista das espécies recomendadas para plantio nos Projetos de Assentamento da Região
Fisiográfica das Missões, município de São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Antônio das Missões, Capão do
Cipó, São Nicolau, Bossoroca, Caibaté e São Miguel das Missões e para o município de Giruá, já inserido na
região fisiográfica do Alto Uruguai.
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MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA
Superintendência Regional do Rio Grande do Sul – SR-11
Divisão de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento - T
Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais – T3
Anexo IV
Ensaios de infiltração
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ENSAIOS DE INFILTRAÇÃO DO SOLO NO ASSENTAMENTO 29
DE MAIO SÃO LUIZ GONZAGA - RS
1. INTRODUÇÃO
Para os ensaios de infiltração nas classes de capacidade do uso do solo
nas áreas do Projeto de Assentamento 29 de Maio São Luiz Gonzaga -RS, foram utilizados dois reservatórios plásticos de 100 litros cada para a descarga de
água dentro dos poços de medição, visando promover o encharcamento (“saturação”) do solo para a execução do ensaio. Esse procedimento é similar ao sugerido pela NBR 7229 (ABNT, 1993) nos ensaios de determinação da taxa de
infiltração de um solo.
2. METODOLOGIA EMPREGADA
Na realização dos ensaios de infiltração dos poços selecionados, para a
definição e localização dos locais da instalação dos poços foi utilizado GPS (Sistema de Posicionamento Global), Garmin Plus III (Figura 1). Em cada uma das
classes de capacidade de uso do solo, dos projetos dos assentamentos em estudo, usou-se a metodologia conforme os procedimentos do Boletim 04 da ABGE (1996). Esse método é recomendado para ensaios de permeabilidade por
rebaixamento de nível d’água em furos de sondagem sem revestimento com abertura realizada através da utilização de trados manual e / ou mecânico. Os
furos possuem um raio de 105 ou 120 mm (trado manual ou mecânico) com profundidade de 1000 mm (Figuras 2 e 3).
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Fig 01. GPS Garmin Plus III para localização dos poços
Trado Manual
Trado Mecânico
Fig. 02 - Recipiente de água e os trados manual e mecânico.
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105 mm
Fig. 03 – Diâmetro do furo do poço do ensaio de infiltração
Após a realização dos procedimentos de encharcamento, enchimento do poço
escavado com água, monitorou-se o intervalo de tempo de rebaixamento do nível de água nos poços de infiltração. (Figuras 4 e 5)
Para cada intervalo de tempo de 30 em 30, 60 em 60 ou em intervalos de 300 segundos são realizadas as leituras de rebaixamento da altura da infiltração da água e anotadas em uma planilha. Em cada um dos pontos, quando possível, em função do tempo
total de infiltração, foram realizados 04 (quatro) ensaios de infiltração.
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Trena
Bóia
120 mm
Fig. 04 – Aparato desenvolvido “in loco” para fixação da trena e da bóia, para
facilitar a leitura da altura de infiltração da água no solo.
Fig. 05 – Abertura do furo com trado manual.
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Fig. 06 – Ensaio sendo realizado.
3. RESULTADOS DOS ENSAIOS
Foram realizados quatro ensaios posicionados conforme as capacidades de uso do
solo do assentamento.
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4. CONCLUSÃO
Quando o tempo de infiltração de 30 ou 25 minutos não foi obtido, em função da variação do intervalo de tempo de infiltração ficando em 24 ou 29, estes valores foram interpolados para 25 e 30 através da equação determinada
a partir da função do gráfico.
Porto Alegre, 29 de abril de 2009
116
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RELATÓRIO AMBIENTAL DO PROJETO DE ASSENTAMENTO 28