less
WHO galeria
Pedro Sottomayor
WHO galeria
29.09 05.11’11
>
Projecto Tangencial da E XD’11/Lisboa
Para o designer industrial Pedro Sottomayor o tema proposto pela
ExperimentaDesign deste ano ‘USELESS’, é visto quase como
uma provocação, falando de design. Trata-se de um tema amplo,
que poderá ser abordado dentro das mais variadas escalas e por
qualquer tipo de disciplina.
A questão da utilidade poderá ter uma conclusão dicotómica,
como ser ou não ser, preto ou branco. Contudo, analisando este
assunto sob uma perspectiva de reflexão sobre os recursos
materiais do planeta e a sua finitude, as respostas tornam-se
complexas e ocupam todo um espectro.
Na exposição ‘LESS’, a inaugurar na WHO galeria no dia 29
de Setembro 2011, Pedro Sottomayor aborda o tema proposto
jogando com as leituras que este poderá ter como ‘USE
LESS’. Sob o ponto de vista da economia de recursos ou de
comunicação, na medida em que o abuso e/ou excesso de
utilização de recursos materiais, ou de linguagem, poderão ter
resultados inúteis, o abuso é compreendido como o uso em
demasia do que é estritamente necessário; o designer propõe
assim esta fronteira entre o útil e o inútil.
Na exposição ‘LESS’, na WHO galeria, Bairro Alto, Pedro
Sottomayor apresenta peças inéditas que perdem o excesso que
as compõe, mantendo a funcionalidade.
Apoio:
WHO galeria
Horário:
Rua Luz Soriano, 71 - Bairro Alto
Ter a Sex 10h-19h | Sáb 15h-19h
1200-246 Lisboa - Portugal
(outro horário s/ marcação)
www.galeria.who.pt
T. 21 324 27 60
Seja responsável. Beba com moderação.
Parceiros:
WHO galeria
less is forever
*
por luís royal
Não é por acaso que Pedro Sottomayor escolhe o nome Less
para a colecção de mobiliário – mesa e duas medidas de bancos,
em várias versões cromáticas – apresentada na galeria Who,
por ocasião da bienal EXD’11, que tem como tema Useless. O
designer remete-nos para conceitos motivadores da criação
material, onde o excesso é evitado através da subtracção, levando
ao limite a resistência de cada uma das peças.
Dentro das palavras de ordem que formam o cenário destas
criações, temos Less como lema recorrente, dentro de uma
tradição modernista, ligada ao design e à arquitectura, que vem
ditando o recurso ao mínimo como criação de uma linguagem para
o objecto da criação industrial. Foi fazendo parte desta tradição
que Mies van der Rohe se referiu a less como “less is more”, ou
Buckminster Fuller como “doing more with less” e Dieter Rams com
o seu fundamental “less but better”. Mas foi também em reacção a
esta crença que Robert Venturi redigiu o antídoto anti-modernista
“less is a bore”, e é com todas estas consciências que Pedro
Sottomayor prossegue na criação destes seus objectos, onde ao
mínimo é adicionado o máximo efeito.
A cada uma das suas formas arquetípicas, conseguidas através
do trabalho mecânico com chapa metálica, são retiradas formas
elementares, como miniaturizações da própria forma envolvente,
que reconhecemos no excesso dos restos, e que lhe atribuem
um efeito de transparência que se dissipa, ou acentua, na
leitura de cada uma das peças. Estas transparências, que são
menos, são ornamentos mas também a negação irónica destes,
ao introduzirem aberturas nas superfícies com a subtracção
de material. Também através destas proporciona-se uma nova
perspectiva: a passagem da imagem de fundo na leitura de cada
peça, como um elemento dinâmico exclusivo dos materiais com
transparência.
Ao evitar a redundância, na criação de mais uma mesa ou mais
assentos, os objectos Less propõem “uma economia de recursos
materiais ou de comunicação” (Pedro Sottomayor), situando-se
no lado dos objectos úteis que pretendem assumir uma posição
perene, no que se refere à sua utilização e fruição visual. São
a continuação de uma herança modernista, a que se adiciona
a vertente emocional e experimental que nos deu a conhecer a
criação material desde o final do século XX, e que nos aproxima
(ou afasta) dos objectos criados.
Luís Royal, Setembro de 2011
* Pica, Agnldomenico – Less is Forever. Domus, Milão, n.º 478, Junho 1969
Apoio:
WHO galeria
Horário:
Rua Luz Soriano, 71 - Bairro Alto
Ter a Sex 10h-19h | Sáb 15h-19h
1200-246 Lisboa - Portugal
(outro horário s/ marcação)
www.galeria.who.pt
T. 21 324 27 60
Seja responsável. Beba com moderação.
Parceiros:
WHO galeria
Pedro Sottomayor
WHO galeria
29.09 05.11’11
>
Projecto Tangencial da E XD’11/Lisboa
pedro sottomayor
SoBRE NINFA
Pedro Sottomayor nasceu em 1973.Estudou Design Industrial no
Istituto Superiore per l’Industrie Artistiche em Florença / Itália, 1999,
onde teve como professores Paolo Deganello, Denis Santachiara,
Biagio Cisoti, Isao Hosoe, Andries Van Onck, Gilberto Correti, entre
outros.
Trabalha como designer independente e como consultor de design
industrial. Fundou em 2009 o gabinete Pedro Sottomayor Design
Industrial na LXfactory em Lisboa.
Trabalhou 4 anos com a empresa Nautilus como director de
inovação e design. Colaborou 2 anos no desenvolvimento de
projectos de design industrial com a MBS. Foi consultor permanente
durante 5 anos em projecto de produção para a empresa Sátira,
onde desenvolveu o projecto minimalanimal.
APOIO Sociedade Agrícola João Teodósio M.
Barbosa & Filhos:
Com a encosta da Serra d’Aire e Candeeiros como cenário, o vinho
Ninfa é produto de uma vindima de amigos. As uvas são produzidas
em regime de produção integrada, com especial atenção ao meio
ambiente, e colhidas por familiares e amigos de maneira a que o
consumidor receba um produto único e especial.
Prémios e reconhecimentos:
International Cosmopack Award - Itália;
Concorso Internazionale ESAEDRO - Itália;
8ème Festival d’affiches de Chaumont - França;
LG Electronics Design Competition - Korea;
Concorso Rioggetto LEGAMBIENTE - Itália;
INTERREG Home Design Competition - Itália;
ELLE Decoration International Design Awards - França;
Worlddidac Award 2006 - Suiça;
Worlddidac Award 2008 - Suiça.
Apoio:
WHO galeria
Horário:
Rua Luz Soriano, 71 - Bairro Alto
Ter a Sex 10h-19h | Sáb 15h-19h
1200-246 Lisboa - Portugal
(outro horário s/ marcação)
www.galeria.who.pt
T. 21 324 27 60
Seja responsável. Beba com moderação.
Parceiros:
WHO galeria
EXD’11 Lisboa
USELESS
O tema da 6ª edição da Bienal propõe um questionamento
aprofundado da ideia de utilidade e do conceito de “sem uso”.
Numa sociedade obcecada com a prossecução de objectivos
tangíveis e o acumular de objectos, a ideia de não fazer nada é um
absurdo. Pior: é política e socialmente incorrecto. A aparente —
porque é disso que se trata — ausência de utilidade ou propósito
parece ser hoje o equivalente secular do pecado. No entanto,
o tempo passado à espera, a transitar de uma acção útil para
a seguinte, não pára de crescer. Procuramos freneticamente
preenchê-lo fazendo compras, comunicando sem parar,
mantendo-nos – obsessivamente – ocupados. Qualquer coisa,
tudo menos não fazer nada.
Se transitarmos para a esfera do design, a ideia de “sem uso”
torna-se ainda mais complexa e falar de design inútil resulta num
oximoro. O design deve responder a uma necessidade, solucionar
um problema. Mas se prestarmos atenção, quantos dos objectos
e projectos que nos rodeiam cumprem, efectivamente, o que
prometem? Serão todos eles um desperdício de tempo e recursos?
Muitos sê-lo-ão certamente, mas outros são tão necessários
quanto o sono, esse tempo ocioso preenchido de sonhos.
No programa da EXD’11 a ideia — e juízo de valor subjacente
— de inútil ou sem utilidade será examinada de diferentes
perspectivas. Numa perspectiva económica, questiona os
paradigmas da produção industrial, a inevitabilidade do consumo
e as decorrentes problemáticas do desperdício e desenvolvimento
sustentável. Numa perspectiva cultural, arrisca um olhar
sobre a ética de trabalho do mundo Ocidental e do dogma da
produtividade; numa perspectiva social, propõe-se questionar
o equilíbrio precário entre percepções objectivas e subjectivas
de “valor”, atribuídas a instituições, interacções ou até mesmo
indivíduos. Do ponto de vista intelectual ou criativo, traça um perfil
do potencial insuspeito — mas avassalador — de experiências,
tentativas falhadas, protótipos abandonados e descobertas
surpreendentes para as quais não foi, aparentemente, encontrada
uma finalidade.
O programa da EXD’11 propõe reavaliar conceitos — e
preconceitos — ligados à utilidade e sua ausência. A inutilidade,
tal como a beleza, está nos olhos de quem vê; tal como o
prazer puro, é desinteressada. Uma experiência inútil pode
apaziguar ou exacerbar o desejo; pode levar- nos a usar menos
ou, pelo contrário, a querer mais. Useless pode conduzir-nos à
problemáticas concretas, de aplicabilidade e execução definidas,
ou pode igualmente inspirar uma reflexão simbólica, quase lírica,
sobre a importância de dimensões como a beleza, o sonho e a
invenção.
TANGENCIAIS
Com os eventos Tangenciais, a EXD’11/LISBOA acolhe um
conjunto de projectos diversos e independentes, que se
enquadram perfeitamente na temática da bienal pela sua
relevância, inovação e lógica conceptual. Desde instalações
arquitectónicas transitórias a explorações com materiais
inovadores, estes projectos confirmam a vitalidade de
Portugal enquanto pólo cultural dinâmico de agentes criativos
vanguardistas.
Desde a sua introdução em 1999, os Tangenciais têm marcado
uma expressiva e crescente presença da comunidade criativa
portuguesa durante a bienal. Reconhecendo o seu impacto e
visibilidade internacionais, participantes, convidados, e parceiros
da bienal escolheram realizar apresentações, lançamentos,
instalações e outros eventos no âmbito do formato dos
Tangenciais.
Esta edição da bienal irá integrar mais de 50 projectos Tangenciais
transitórios, versáteis e ecléticos, em áreas tão diversas quanto
moda, joalharia, arquitectura, design de produto, design de
comunicação, artes visuais, design de interacção e intervenções
urbanas.
Apoio:
WHO galeria
Horário:
Rua Luz Soriano, 71 - Bairro Alto
Ter a Sex 10h-19h | Sáb 15h-19h
1200-246 Lisboa - Portugal
(outro horário s/ marcação)
www.galeria.who.pt
T. 21 324 27 60
Seja responsável. Beba com moderação.
Parceiros:
WHO agência & galeria
SOBRE A WHO galeria
A WHO, Agência de Talentos Criativos pioneira em Portugal e com cerca de 12 anos de actividade como agente de criativos, iniciou um novo ciclo em 2009,
expandindo a sua marca para a WHO Galeria, espaço autónomo, cuja missão reflecte sobre a construção de um diálogo permanente entre a comunidade
criativa e o público. Um espaço aberto ao diálogo, à experimentação, à diferenciação, à reflexão, à tendência e ao conhecimento. Os artistas que a WHO
Galeria acolhe acusam um forte pulsar criativo nas áreas da Ilustração, Fotografia, Moda, Media, Artes Visuais, Design, Artes Plásticas e Escrita Criativa. O
espaço visa a representação das múltiplas formas que cada uma destas categorias pode assumir, através de um calendário de exposições anual marcado
pela exposição de artistas emergentes e consagrados, num confronto directo e indirecto, reflectindo o que de melhor se faz no âmbito da criatividade e
inovação em Portugal, e não só.
Em Abril de 2010, a WHO recebeu o 1º prémio Design Meios e Publicidade’10 na categoria de Autopromoção. Um prémio que concede à WHO Agência o
reconhecimento da WHO Galeria enquanto local de promoção daquilo que é a missão WHO, a de promover uma rede de talentos transversal às artes.
EXPOSIÇÕES
INPRESS [março ’10]
PATIENCE, LOVE, CONCETRATION [agosto ’11]
H élder O liveira /
ilustração editorial
com o apoio adega jtmb
L ucas A lmeida /
artes plásticas / desenho
+
UNDER 50€ - Selected by Dino Alves [dezembro ’09]
gravura
D ino A lves /
64-BITS [ junho ’11]
com o apoio
S im
A ndré S ier /
artes plásticas / intermedia
by
S amsung
D ubVideo C onnection /
P edro L ino/
artes visuais / ilustração
media interativo
animação
+
ilustração
IN AN ABSOLUT WORLD [ junho ’09]
MOSTRA ÚNIQA [fevereiro ’11]
para a marca absolut
S ofia Vilarinho/ design /moda
S ílvia P rudêncio/ design / gráfico
P edro M aia / artes plásticas / media
N uno N eto/ ilustração/ colagem
M ário A mbrózio/ artes plásticas / fotografia
para a marca delta
úni Q a / artes visuais / ilustração
ESCALPE [dezembro ’10]
P edro Z amith /
instalação
ART DOENS´T CHANGE ANYTHING, YOU DO [ julho ’09]
com a colaboração da moda L isboa
A cademia
+
DUB Lab [outubro ’09]
BLIND DATE [abril’11]
C olectiva /
design / moda
artes visuais / ilustração
NON DOMINS [setembro ’10]
P edro Valdez Cardoso/ artes plásticas / escultura
(com a colaboração de P edro S oares N eves /U ber)
NEW MIRROR ILLUSTRATION [maio ’10]
L uís D ourado/ ilustração/ colagem
M aria B icas P ereira / artes plásticas / escultura
M ónica S antos / animação + ilustração
R ithika M erchant/ ilustração contemporânea
R osa Baptista / ilustração + intervenção
X avier A lmeida / ilustração + instalação
WHO galeria
Horário:
Para mais informações:
Rua Luz Soriano, 71 - Bairro Alto
Ter a Sex 10h-19h | Sáb 15h-19h
Aviva Obst/ [email protected]
1200-246 Lisboa - Portugal
(outro horário s/ marcação)
T. 91 252 86 79
www.galeria.who.pt
T. 21 324 27 60
Download

Press Release