ANAIS DO VI SENALIC – TEXTOS COMPLETOS | ISSN – 2175-4128
Organizadores: Carlos Magno Gomes; Ana Maria Leal Cardoso; Maria Lúcia Dal Farra
São Cristóvão: GELIC, Volume 06, 2015
LAURA, UMA CONDIÇÃO DO GÊNERO FEMININO À LUZ DE CLARICE LISPECTOR
Augusto Petronio Pereira (FLS)1
LAURA, UMA CONDIÇÃO DO GÊNERO FEMININO À LUZ DE CLARICE.
Clarice Lispector deu vida a uma personagem pouco comum: uma
galinha. Ela é apresentada como “muito da simples, simpática, tem um pescoço
feio, burra, é a que bota mais ovos no galinheiro, meio marrom meio ruiva; vive
apressada; não gosta de carinhos; E vive no quintal de dona Luíza [...] (LISPECTOR,
1977, p. 6)
A galinha sobressai como emblema do feminino. No português
coloquial do Brasil, “galinha” é sinônimo de mulher vulgar e promíscua, segundo a
ótica masculina. Já o “galo” detém o valor positivo, por ser capaz de dormir com
muitas mulheres; só se torna relativamente negativo quando é qualificado no
feminino, virando homem “galinha”... Disse Clarice certa vez que “Com vaca e
com galinha eu me dou muito bem!” (OE, p. 170). A escritora trabalha a
instituição literária a fim de poder dizer tudo sobre a dimensão humana e ajudado
a questionar os seus limites, “na medida mesma em que traz para seu espaço
formas concorrente em relação à tradição tais como animais e objetos...”
(NASCIMENTO, 2012, p. 25)
Laura é o seu nome. Como representação do feminino a galinha na
narrativa é construída em um espaço em que está condicionada a uma esfera
autoritária, dependente, repetitiva e de convenções. A análise que se segue é
comparativa entre a mulher e a galinha Laura, reflexão a partir das vivências
humanas femininas nos seus contextos de opressão.
OS GÊNEROS E A LITERATURA: AS DUAS FACES DA MOEDA.
Pensar a mulher na Literatura é pensá-la, na maioria das vezes, no
contexto das relações patriarcais, na submissão dos espaços, na luta por uma
identidade. Tarefa difícil para a mulher porque a nossa literatura ao longo da
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Letras – UFS / Especialista em literatura infantil e juvenil – Faculdade São Luis de França.
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história reproduziu o pensamento patriarcal e dominador de nossa sociedade.
Nossos escritores são majoritariamente homens, o que torna visível uma
compreensão machista a partir dos espaços construídos e das personagens
femininas, que tentam, muitas vezes sem sucesso, buscar sua identidade e
autonomia. A voz do sujeito que fala marca a diferença sexual: “O sujeito que fala
é sempre masculino, na literatura, na lei e na tribuna. A ele são reservados os
lugares de destaque, tornando o homem mais visível.” (LIMA, ASSIS, COSTA
(orgs.), 2002, p. 175). A maneira como as personagens femininas são reproduzidas
sempre consideram sua trajetória social e cultural. Questionar as relações de
gênero não constitui uma tarefa fácil, pois requer aprofundamento histórico. E o
que vem a ser gênero?
Para muitos estudiosos e pesquisadores essa tarefa, como a tarefa de
dar significado a qualquer palavra, pode ser uma causa perdida, porque “as
palavras, como as ideias e as coisas que elas pretendem significar, têm uma
história. (SCOTT, 1995, p. 72)
Os estudos sobre o termo constituem um cabide de informações.
Gênero pode trazer à reflexão várias informações sobre o feminino, mas também
sobre o masculino, porque ao tratar de um termo, necessariamente informa-se do
outro.
Gênero é um termo que se utiliza para teorizar questões de diferença
sexual na perspectiva dos papéis sociais destinados ao homem e à mulher. O
gênero é o resultado de uma construção social e política para configurar sujeitos.
Ser homem ou mulher pode ser um artefato simbólico. Aliás, Simone de Beuvoir,
feminista e filósofa, em seu famoso livro que causara tanto furor na sociedade dos
anos cinquenta, afirma que “Não se nasce mulher, se torna.” (BEAUVOIR, 1967) O
“tornar-se” mulher ou homem é um processo cultural que vai conferindo corpo e
alma aos sujeitos. O Ser homem e o ser mulher é símbolo de uma estrutura que
constitui as relações sociais. É na verdade o discurso da diferença, para separar os
papéis, os poderes, as obrigações etc. Tem-se então na família os papéis
estabelecidos, na política os poderes distribuídos, na sociedade a ordem
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hierárquica, e em todas essas categorias há o comando masculino. A
inferiorização da mulher começa longe, desde a Grécia Antiga:
Para os gregos, a mulher era excluída do mundo do
pensamento, do conhecimento, tão valorizado pela sua
civilização. Com os romanos, em seu código legal, é legitimada
a descriminação feminina, através da instituição jurídica do
paterfamílias, que atribuía ao homem todo o poder: sobre a
mulher, os filhos, os servos e os escravos. (STREY, LISBOA
CABEDA, PREHN, 2004, p. 24)
Masculino e feminino foram sendo enquadrados. Os espaços ficaram
delimitados, de acordo com o gênero. Por exemplo, era inadmissível para uma
mulher “de família” transitar em rua, sozinha; estar em lugares públicos, ao
contrário do homem que tranquilamente transitava nestes espaços. A mulher é
do espaço privado, doméstico e o homem do público. O público remete à cultura,
razão, política, justiça, poder. O privado à emoção, amor, intuição. Segundo
Pateman,
[...] as mulheres e a vida doméstica simbolizam a natureza. A
humanidade pretende transcender uma existência meramente
natural, de maneira que a natureza sempre se considera como
algo de ordem inferior à cultura. A cultura se identifica com a
criação e o mundo dos homens porque a biologia e os corpos
das mulheres lhes aproxima mais à natureza e porque a
educação dos filhos e as tarefas domésticas [...] as mulheres e
a esfera doméstica aparecem como algo inferior à esfera
cultural e as atividades masculinas, de maneira que as
mulheres se consideram como seres necessariamente
subordinados aos homens (STREY, LISBOA CABEDA, PREHN,
2004 p. 39).
Os espaços produzem diferenças de gêneros. Eles traduzem a
natureza de cada um. A cozinha, por exemplo, é um espaço que predomina o
feminino e a sociedade cultiva essas diferenças.
A LITERATURA INFANTIL DE AUTORIA FEMININA: CLARICE LISPECTOR.
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A literatura infantil está cheia de personagens famosos, os quais
povoaram o imaginário infantil de muitos adultos e ainda hoje o fazem, tais como
Chapeuzinho vermelho, Cinderela, Alice etc. Desde a década de 80 cada vez mais
surgem histórias e personagens que caem no gosto infantil e adulto. É o caso de
Emília de Monteiro Lobato, Narizinho, Menino Maluquinho entre outros. A vida
íntima de Laura, narrativa infantil em questão, marca mais uma vez a escrita
feminina de Clarice Lispector. Contudo a literatura infantil tem história longa, vem
da corte francesa, do final do século XVII, e começa com os contos de fadas, na
forma de contos de magia. Nos séculos que se seguem esses contos foram se
institucionalizando com as expansões das técnicas de impressão e edição,
transformando-os assim em literatura infantil. Desde essa época até o final do
século XX houve mudanças sociais profundas que influenciaram na produção da
literatura infantil. No que diz respeito à autoria feminina percebe-se que esse tipo
de escrita é desafiador na desconstrução da lógica falocêntrica literária, e Clarice
Lispector deixou marcas profundas de sua escrita na lógica feminina. A palavra
para nossa autora é o espaço privilegiado para pensar, neste caso, a partir do solo
de uma galinha. Segundo Elódia Xavier, Clarice
“...abre caminho para uma vertente narrativa de autoria
feminina, cujos melhores frutos se concentram na década de
80; são contos e romances que questionam as relações de
gênero sem, no entanto, encontrar solução para os impasses
criados.” (CONSTÂNCIA LIMA, EDUARDO DE ASSIS, KÁTIA DA
COSTA (org.), 2002, p. 161)
A vida de Laura é muito comum, como a de toda galinha que mora
em quintais. Juntamente com outras galinhas ela habita o quintal de dona Luísa,
onde vivencia suas experiências. São representações de sentimentos e
comportamentos humanos. A fábula traz essa representação num micro espaço o
qual é capaz de individualizar a personagem.
“Laura é casada com um galo chamado Luís. Luís gosta muito de
Laura, embora às vezes brigue com ela. Mas briguinha à toa.” (LISPECTOR, 1999)
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O primeiro aspecto feminino de que se pode falar nesta metáfora é
da relação entre a mulher e o casamento. Na época em que Clarice escreveu esta
narrativa infantil o casamento ainda simbolizava o ponto alto de uma realização
pessoal feminina. A idealização de uma vida conjunta se concretiza nesse evento
que marca um novo ciclo para a mulher.
Quais os ganhos e as perdas para a mulher com o casamento? Para o
homem o casamento é a manutenção do seu poder. Diz Simone de Beauvoir em
seu famoso livro que:
O casamento incita o homem a um imperialismo caprichoso: a
tentação de dominar é a mais universal, a mais irresistível que
existe; entregar o filho à mãe, entregar a mulher ao marido é
cultivar a tirania na terra; muitas vezes não basta ao esposo
ser aprovado, admirado, aconselhar, guiar: ele ordena,
representa o papel de soberano. (BEAUVOIR, 1967, p. 223)
Na nossa história a narradora diz que Luís briga com Laura, embora
goste dela. Caber-nos-ia questionar em que posicionamento está a personagem
Laura, considerando-se a mulher nesta metáfora? A resposta seria a de uma
mulher frágil e dependente. É o que diz Edilson da Costa:
À medida que o feminino é posicionado por meio do
estereótipo da mulher ingênua, simples, apresentando,
também características de inferioridade econômica e social,
essas histórias refletem características de uma sociedade
patriarcal em que as mulheres deveriam obedecer aos
preceitos para não serem transformadas abandonadas e
solteiras, velhas e feias. (COSTA, 2009, p. 35)
Luís e Laura são casados e vivem juntamente com outras aves no
mesmo espaço que é o quintal. Observa-se que a narradora representou em Luís
os padrões sociais conferidos ao homem. Além de citar a briga dele com Laura,
também é citado o seu comportamento no galinheiro. “Luís passeia o dia inteiro
no terreiro entre as galinhas, de peito inchado de vaidade. É porque ele pensa
que, sabendo cantar de madrugada, manda na Lua e no sol.” (LISPECTOR, 1977, p.
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A “briga” entre Luís e Laura representa o exercício do poder do
masculino sobre o feminino bem como o domínio do espaço que é o galinheiro,
no qual moram outras galinhas e com as quais também convivem ele e Laura.
Nota-se que a narrativa não fala da existência de outro galo. Luís é o único macho,
dono daquele terreiro.
“Um dia ela sentiu que ia ser mãe de novo. Cacarejou depressa a
novidade para Luís. Luís parecia que ia estourar de tanta vaidade de ser de novo
pai.” (LISPECTOR, 1977, p. 13)
A maternidade será uma vocação natural?
A estrutura física e o organismo da mulher estão voltados para a
perpetuação da espécie, embora haja mulheres que não veem na maternidade
sua plenitude feminina ainda que numa época em que todo um aparato
tecnológico está a sua disposição, desde a manipulação “in vitro” até ao
nascimento.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, a taxa de fecundidade registrou queda de 20,1% na última década, ao
passar de 2,38 filhos por mulher em 2000 para 1,9 em 2010. Isso mostra que o
número de filhos no país vem caindo desde a década de 60, quando o governo
começou a divulgar métodos anticoncepcionais e as mulheres passaram a
engrossar o mercado de trabalho. Os dados mostram: a taxa caiu de 6,3 filhos em
1960 para 5,8 em 1970, 4,4 em 1980 e 2,9 em 1990. (IBGE, 2014)
A nossa personagem Laura manifesta sua plenitude em ser mãe, é o
que traduz a narrativa. “No galinheiro brilhava aquele lindo ovo branco. Laura
toda satisfeita esfregou suas penas como bico para alisar-se, igual como a gente
penteia os cabelos.” (LISPECTOR, 1977, p. 13)
Clarice Lispector põe na letra de sua narrativa uma reflexão sobre a
condição de mãe e isso não anula a importância da maternidade. Não se quer,
contudo, atenuar a diferença de condição pela supressão das diferenças de
natureza. A identidade feminina não reside unicamente na maternidade. Se assim
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o fosse teríamos aí uma escravização do corpo, uma identidade condicionada ao
corpo, destruindo assim toda uma ótica de liberdade e de escolha. Ser mulher não
implica necessariamente em ser mãe, embora este possua um grande valor. O
que não se pode conceber é entender que a realização feminina deve estar
condicionada à maternidade.
“Laura é a galinha que bota mais ovos em todo o galinheiro e
mesmo nos das vizinhanças.” (LISPECTOR, 1977, p. 9)
O narrador diz que a cozinheira de dona Luísa sugere que utilizem
Laura para fazer uma galinha ao molho pardo, alegando que a galinha já não
botava mais ovos e estava ficando velha
“A cozinheira disse para dona Luísa apontando para Laura:
- Essa galinha já não está botando muito ovo e está ficando
velha. Antes que pegue alguma doença ou morra de velhice a
gente bem que podia fazer ela ao molho pardo.” (LISPECTOR,
1977, p. 22)
A funcionalidade é uma categoria pensada a partir do gênero.
Durante muito tempo a mulher foi compreendida como frágil, passiva e
emocional enquanto o homem um ser forte, ativo e racional. Desde que as
mulheres tomaram consciência da necessidade de transformar sua condição e de
agir para esse fim, surgiram mudanças na busca por um lugar ao sol do trabalho. A
luta foi mais do que uma oportunidade de trabalhar. No final do século XIX a mão
de obra mais barata era a da mulher e a da criança. Ainda hoje,
comprovadamente, homens têm os melhores cargos e os melhores salários.
Estamos dentro de um sistema preconceituoso e patriarcal, cujo pensamento de
que o espaço da mulher não é este ainda tenta prevalecer. Sobre a igualdade
pensa Sylviane Agacinski:
Sabemos muito bem que, tanto no mundo do trabalho, como
no espaço político, a igualdade nem sempre é assegurada,
nem mesmo aquela que deveria garantir, para trabalhos
iguais, um salário igual. Na vida econômica um grande número
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de mulheres continua sub-remunerado e muito poucas têm
acesso a postos de direção. (AGACINSKI, 1999, p. 165)
Apesar da barreira do preconceito e do machismo encontrada pela
mulher nessa jornada o que não falta na realidade brasileira, principalmente no
nordeste é a de que centenas de milhões de mulheres chefiam suas famílias. Para
o homem, uma mulher que trabalha possui autonomia e independência financeira
e isso incomoda as bases que norteiam uma relação de dominação entre os sexos.
O narrador encerra a fábula com mais uma representação, uma visita
de júpiter. Qual o significado dessa simbologia? Na mitologia grega temos Zeus,
que para os romanos é Júpiter, a maior e mais poderosa divindade do Olimpo,
uma divindade masculina, portanto. No encerramento da narrativa a ótica da
proteção masculina e viril é quem dá a palavra final. Laura se sente confortável,
afirma ela, em ser protegida por um habitante de júpiter.
Uma eventual pergunta poderia provocar-nos: por que Laura,
enquanto um gênero aprisionado, não apresentou mudança no curso de sua
história? As características da personagem e a construção da narrativa nos fazem
compreender dois importantes pontos:
- Laura não é transgressora. O único momento em que fez uso da sua
pouca inteligência foi para fugir da panela, o que já representa assaz esperteza,
entretanto permaneceu no terreiro, no espaço de domesticação, ou seja, apenas
adiou a sua derrota ou morte. Não questionou nem refletiu, ainda que para si
mesmo, sobre sua exclusividade na produção de ovos, o que a tornava mais
importante que as outras galinhas.
- A ausência de transgressão e de luta por quebra de modelo é
constante. Contudo é importante refletir que muitas mulheres não deixam seus
espaços de dominação a que são submetidas devido à falta de trabalho e pelo (s)
filho (s).
São, críticas e provocações, nas entrelinhas que nossa autora faz aos
valores patriarcais de comportamento. Eis aí a importância da Literatura, a de
criar espaços de debates. Na Literatura infantil e juvenil as concordâncias são
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muitas. Para Nelly Novaes a importância das reflexões na literatura infantil se dá
por que:
A consciência de mundo leva cada eu a se descobrir em
relação ao outro, como parte integrante do mundo em que
vive; autoconsciência eu-outro é dada pela vivência da
literatura, consciência crítica atua como força de resistência
numa época fragmentada, reordenação no uso da palavra
escrita funda o real. (COELHO, 2008, p. 130)
Nos caminhos do conhecimento, à luz de Clarice Lispector,
precisamos desconstruir as certezas do machismo operante que exclui e até mata.
Laura é qualquer mulher que vive acorrentada numa cultura de opressão.
Laura não apresentou durante a narrativa uma mudança evolutiva.
Não temos um final surpreendente, ou uma epifania, como é comum nas histórias
de Clarice. A mudança é justamente o ponto de discussão. Na escrita feminina a
quebra dos valores patriarcais é constante, e isso coloca em ruptura toda uma
herança dominadora. Entretanto ao termos uma personagem que não faz essas
provocações resta-nos questionar: deveria ter havido uma quebra de modelo
patriarcal? No nosso entendimento a ausência desta quebra é justamente a
reflexão deixada por Clarice. No espaço de Laura o feminino apenas assusujeitouse, contudo a reflexão de uma libertação emerge na consciência do leitor.
REFERÊNCIAS
AGACINSKI, Sylviane. Política dos sexos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
BEAUVOIR, Simone. A mulher casada. IN: O segundo sexo. 2ª Ed. Trad. Sérgio
Milliet. São Paulo: Difusão Européia do livro. pp. 164-246
CANTON, Kátia. O conto de fadas. IN: E o príncipe dançou: o conto de fadas, da
tradição oral à dança contemporânea. Série temas, vol. 44. São Paulo: ática,
1994. pp. 29-59.
COELHO, Nelly Novaes. A Educação e as fadas: a Literatura infantil. IN: O conto de
fadas: símbolos, mitos, arquétipos. São Paulo: Paulinas, 2008. pp. 125-130.
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COSTA, Edilson da. ZANELLA, Eliane da Rocha. O perfil ideológico da mulher nas
histórias infantis. IN: Athena, revista científica de educação. Vol. 12, nº 12,
jan./jun. Curitiba: Expoente, 2009.
IBGE. Sala de imprensa. Esttatísticas de gênero. Disponível
http://saladeimprensa.ibge.gov.br. Acesso em 24 de outubro de 2014.
em:
LISPECTOR, Clarice. A vida íntima de Laura. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
NASCIMENTO, Evando. Clarice e o não humano: rastros. IN: Clarice Lispector: uma
literatura pensante. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2012. pp. 24-45.
SCHOLZE, Lia. A mulher na Literatura: gênero e representação. IN: Gênero e
representação na Literatura Brasileira. Coleção mulher & Literatura vol. II.
BEZERRA, Kátia da Costa. DUARTE, Eduardo de Assis. DUARTE, Constância Lima.
(org.). Belo Horizonte: UFMG, 2002. pp. 174-180.
SCOTT, Joan Wallach. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. IN:
Educação & Realidade.Vol. 20, nº 2, Jul./dez. Trad. Tomaz Tadeu da Silva. Porto
Alegre: Edusp, 1995. pp. 71-99.
STREY, Marlene Neves. CABEDA, Sonia T. Lisboa. PREHN, Denise Rodrigues (org.).
Gênero e cultura. Questões Contemporâneas. Porto Alegre: EdipucRS, 2004.
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