1
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
PROJETO DAS LINHAS DE PESQUISA
COORDENAÇÃO GERAL DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
Elaborado: Prof. Miguel Arantes Normanha Filho
Curitiba, 08 de agosto de 2009
Atualização: 6
2
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO
2 – OBJETIVOS
2.1. Primário
2.2. Secundário
3 – JUSTIFICATIVA
4 – ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO E LINHAS DE PESQUISAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
3
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
1.
INTRODUÇÃO
Ter ensino de qualidade em curso de administração reconhecido pelo
mercado de trabalho e pela sociedade em geral, é crer que os futuros
profissionais egressos do curso de Administração da “UNIBRASIL”, tenham
uma sólida formação teórica aliada ao conhecimento prático das atividades
gerenciais necessárias ao sucesso das organizações que absorverão tais
profissionais, e para a vida em sociedade.
Atento a tal contexto, e no sentido de criar um diferencial competitivo no
ensino da administração praticado pela “UNIBRASIL”, através da qualidade de
ensino que alie teoria e prática no campo do saber da administração, e que
considere a realidade da IES, serão implantadas as linhas de pesquisas
atreladas a duas áreas de concentração. Seguem abaixo, as linhas de
pesquisas atreladas as áreas de concentração:
1ª Área de concentração
Planejamentos Empresariais e Administração Estratégica
Linhas de pesquisas:
1 – Processo de administração estratégica
2 – Marketing para a administração estratégica
3 – Gestão de sistemas de operações e gestão da qualidade, para a
administração estratégica
4 – Estratégias em ações locais, administração social e terceiro setor
2ª Área de concentração
Organização e Gestão Humana
Linhas de pesquisas:
1 – Gestão humana e social nas organizações
2 – Gestão do conhecimento, da inovação e transformação no trabalho
3 – Gestão da responsabilidade social e da ética
4
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
2 – OBJETIVOS
2.1 Primário
Através de linhas de pesquisas com foco em administração estratégica, que
considera a influência do ambiente externo nas estratégias organizacionais e
também, o aspecto humano na gestão de uma empresa, criar diferencial
competitivo no ensino de administração da UniBrasil, de forma que a pesquisa
do aluno contribua para uma formação reconhecida pelo mercado de trabalho
e, ao longo de sua vida em sociedade. Formação de cunho generalista, mas
que proporcione base em estratégias empresariais e gestão humana, que
capacite ao trabalho em equipe, espírito de liderança, comunicação em
diversos níveis organizacionais, com postura ética e responsável socialmente.
Além de estudar e pesquisar sempre, ao longo de sua vida profissional, através
de cursos ou programas de pós-graduação: lato sensu e stricto sensu.
2.2 Secundários
2.2.1. Criar cultura junto ao corpo docente do curso de Administração, para a
pesquisa e produção acadêmica, em linhas pré-definidas, de forma a
aprofundar cada vez mais a capacitação docente, aliando casos reais as
pesquisas nas áreas de concentração que as linhas de pesquisas estarão
vinculadas, de forma que os alunos sejam beneficiados com a geração do
conhecimento e sejam motivados para a pesquisa.
2.2.2. Criar mecanismos adequados e efetivos de acompanhamento ao
cumprimento do trabalho de conclusão de cursos, de forma a assegurar ao
aluno, a adequada orientação para a pesquisa e desenvolvimento do trabalho
de conclusão (TC).
5
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
3 – JUSTIFICATIVA
A criação e implementação de linhas de pesquisas atreladas a duas
áreas de concentração na área do conhecimento da Administração sob a
responsabilidade de professores com perfil de pesquisador, designados pela
Coordenação Geral do Curso de Administração justificam-se, pois irão criar um
diferencial competitivo para o curso e para a instituição, e por estarem em
consonância com a Missão da UniBrasil, “Formar, por meio de processos
sustentáveis, pessoas que possam assumir a plenitude da condição humana,
pela geração e experimentação de saberes, idéias e valores comprometidos
com a realidade brasileira”. E também por estar no contexto de sua Carta de
Intenções, nos seus diversos propósitos, entre eles:
estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito
científico e do pensamento reflexivo;
realizar pesquisas e estimular as atividades criadoras, visando
o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da criação e
difusão cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento
do homem e do meio em que vive;
oferecer a extensão do ensino e da pesquisa à comunidade,
mediante atividades e prestação de serviços, abertas à
participação da população, visando à difusão das conquistas e
benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa
científico-tecnológica, geradas na Instituição; (MANUAL DO
ALUNO, 2007)
É relevante a criação das linhas de pesquisa atreladas a duas áreas de
concentração, pois todas elas poderão contar com ações de campo no
contexto da inserção regional da IES, segundo a Companhia de
Desenvolvimento de Curitiba, através do Boletim 2007 de Informações
Socioeconômicas, tal inserção é representada pelos dados abaixo:
6
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
•
Segundo estimativa populacional do IBGE para o ano de
2006, Curitiba é a maior cidade do Paraná e a sétima cidade
do Brasil em número de habitantes:
- 1.788.599 habitantes.
- RMC (Região Metropolitana de Curitiba), 3.261.167
habitantes.
•
A população curitibana encontra-se predominantemente
na faixa etária de 20 a 24 anos, seguida da faixa etária de 15 a
19 anos.
•
Curitiba faz parte do grupo de dez municípios brasileiros
que concentram 25% de toda a riqueza produzida no país.
•
15,22% da população curitibana pertencem à classe A e
29,02% a classe B. Somadas, elas correspondem a 44,24%
do total da população. 5,94% pertencem à classe E.
•
Distribuição dos empregos, por setor de atividade
econômica em Curitiba:
Serviços: 64,52%
Comércio: 18,14%
Indústria: 16,85%.
•
De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a
Região de Metropolitana de Curitiba obteve em 2006, uma
média anual de desemprego abaixo da média calculada para
as seis maiores regiões metropolitanas do Brasil pesquisadas
pelo IBGE.
•
97,07% dos estabelecimentos econômicos de Curitiba
caracterizam-se como microempreendimentos e fazem parte,
principalmente do Setor de Serviços.
•
Médias empresas, por setor de atividade econômica:
118 - indústria
109 – comércio
288 – serviços.
•
Grandes empresas:
22 – indústria
2 – comércio
100 – serviços.
•
Curitiba possui infra-estrutura de apoio à Ciência,
Tecnologia e Inovação ampla e completa. Tais instituições são
essenciais para suprir as demandas por serviços tecnológicos
e por capacitações especializadas das empresas inovadoras.
•
Segundo estudos do Instituto de Pesquisas Econômicas
Aplicadas (IPEA), Curitiba está incluída entre os 15 pólos de
inovação industrial do país, ocupando o segundo lugar no
ranking de pólos identificados no Sul.
•
Curitiba é a quinta capital brasileira com maior número de
exportações. Em 2006, a cidade exportou US$ 1,508 bilhão.
•
Logística: Curitiba conta com uma infra-estrutura logística
integrada, composta de malha viária e ferroviária, que
interligam-se com os Portos de Paranaguá e Antonina. Conta
7
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
inda, com dois aeroportos: Bacacheri e Internacional Afonso
Pena.
•
A receita orçamentária de Curitiba, em 2006 foi de
R$2,746 bilhões. (CURITIBA S.A., 2007)
Por último, justificam-se as linhas de pesquisas através de duas
áreas de concentração, face às mesmas estarem alinhadas ao Projeto
Pedagógico Institucional – PPI, clarificadas entre outros, nos seguintes itens:
I – Finalidade e objetivos da instituição
[...] trata-se, sobretudo de oferecer oportunidade aos alunos de
melhoria do seu desempenho profissional. Para tanto,
lançaremos mão das modernas teorias e práticas da
aprendizagem, bem como de propostas ligadas à valorização
da cidadania. (2007, p.4)
II – Política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação e a
extensão
“[...] segue uma política do conhecimento, na qual se codificam as
expectativas da entidade, bem como estratégias de fomento da produção do
conhecimento científico institucional.” (2007, p.5)
III – Práticas institucionais para melhoria do ensino, a formação
docente, o apoio ao estudante, a interdisciplinaridade, inovações didáticopedagógica e o uso das novas tecnologias no ensino.
“[...] será estruturado em torno do processo de construção e
reconstrução do conhecimento, tendo como eixo o corpo de professores, que
terão a incumbência de desenvolver o ensino, a pesquisa [...]” (2007, p.6)
“[...] ou seja, da pesquisa e da elaboração própria, incluída aí a
capacidade de orientar alunos, seja com respeito à iniciação científica –
profissional, seja com respeito a grupos de pesquisa [...]” (2007, p.6)
8
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
“Oportunidades de publicação [...] participação em eventos [...]
Acesso a instrumentalização que favoreça a produtividade da ciência e
tecnologia [...]” (2007, p.6-7)
IV – Relevância social e científica da pesquisa em relação aos
objetivos institucionais
“Tendo a pesquisa como princípio científico e educativo inclui tudo
que se poderia imaginar de importante sob o signo da extensão, sobretudo sua
idéia mais central que é a reconstrução do conhecimento como sentido social.”
(2007, p. 12)
V – Vínculos e contribuição da pesquisa para o desenvolvimento
local ou regional
“As Faculdades Integradas do Brasil, através de parcerias,
convênios irá desenvolver e disponibilizar pesquisa com intuito de contribuir
para o desenvolvimento regional. (2007, p.13)
9
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
4 - ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO E LINHAS DE PESQUISA
•
Área do conhecimento
Administração
•
Áreas de Concentração:
1°- Área de concentração: PLANEJAMENTOS EMPRESARIAIS E
ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA
Descrição:
Aborda teorias e práticas no âmbito do saber da administração
estratégica, através de 4 (quatro) linhas de pesquisa, que contemplam os
diversos planejamentos empresariais com base nas informações externa –
diagnóstico estratégico externo, e informação interna – diagnóstico
estratégico interno, a que sustentam o desenvolvimento da competitividade
das organizações. Segundo Wright; Kroll e Parnell,
A administração estratégica refere-se ao processo que se
inicia com a determinação da missão e dos objetivos de uma
organização dentro do contexto de seu ambiente externo e de
seus pontos fortes e fracos internos. Em seguida, estratégias
apropriadas são formuladas e implementadas. Por fim, o
controle estratégico é exercido para assegurar que as
estratégias das organizações sejam bem sucedidas quanto ao
atingimento dos objetivos. (2000, p.44)
E estudos e análises da administração das estratégias empresariais,
do processo de administração estratégica, de marketing, da gestão de
sistemas de operações e qualidade e, das estratégias para ações locais.
Linhas de pesquisas:
•
1) - Processo de Administração Estratégica
Esta linha de pesquisa investigará as principais etapas do processo
de administração estratégica que segundo Certo e Peter (2005) são
10
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
compostas
pela
análise
do
ambiente,
estabelecimento
da
diretriz
organizacional, formulação da estratégia, implementação de estratégias e
controle estratégico. A investigação das etapas é importante para o
entendimento dos motivos, e da forma como são aplicadas as funções de
administração estratégica como planejamento, implementação e controle na
influência das estratégias adotadas que ocasionam desempenho superior
das organizações em uma economia globalizada, incerta e turbulenta.
Ansoff (1983) já identificava no final da década de 1970 a necessidade de
adequação das organizações ao ambiente,
A crescente complexidade das atribuições da sociedade e as
transformações dos valores sociais levam ao reconhecimento
de que as formas organizacionais históricas deixaram de ser
adequadas para atender às necessidades da sociedade.
(ANSOFF, 1983, p.20)
•
2) - Marketing para a administração estratégica
Esta linha de pesquisa investigará as ações planejadas de marketing
bem sucedidas e socialmente responsáveis no contexto da administração
estratégica. Kotler propos uma definição social:
[...] marketing é um
pessoas e grupos de
o que desejam com
produtos e serviços
p.30)
processo social por meio do quais as
pessoas obtêm aquilo que necessitem e
a criação, oferta e livre negociação de
de valor com outros. (KOTLER, 2000,
Tal processo social de marketing, através do planejamento,
organização, implementação e controle, deverá ser estudado considerando
as influências da administração estratégica que contribui para estratégias
eficazes de marketing. Certo e Peter abordam que,
A missão organizacional e os objetivos fornecem estrutura e
direção as estratégias de marketing [...] funções de
administração estratégica como planejamento, análise,
implementação e controle influenciam diretamente o
11
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
desenvolvimento de estratégias de marketing (CERTO;
PETER, 2005, p.163).
•
3) - Gestão de sistemas de operações e gestão da qualidade,
para a administração estratégica
Esta linha de pesquisa investigará a gestão de sistemas de
operações, sendo adotada a seguinte abrangência dada por Certo e Peter,
A função de operações é também chamada de função de
produção ou função de produção e operações. No passado, o
termo ‘produção’ era usado por algumas pessoas para
identificar apenas o fabricante de bens tangíveis; depois, o
termo ‘operações’ passou a indicar também referências a
operações que não envolviam manufatura. Atualmente o termo
‘produção’ tem um significado amplo e refere-se à produção de
bens e serviços [...] os termos ‘produção’, ‘operações’ e
‘produção e operações’ dizem respeito tanto à função em
ambientes industriais como não industriais. (CERTO; PETER,
2005, p. 201)
As investigações deverão considerar no que tange ao planejamento
de processos produtivos de bens tangíveis, a produção limpa que visa a
melhoria da eficiência produtiva, a lucratividade, a competitividade, a
satisfação do consumidor, a melhoria dos ambientes interno e externo:
aspectos ambientais, e a qualidade de vida do trabalhador. Em qualquer
que seja a gestão de sistemas de operações: de manufatura e os que não
envolvam manufatura, como por exemplo, serviços, a investigação dos
diversos processos de gestão da qualidade levará em consideração os
impactos nos resultados financeiros da organização pesquisada, na
qualidade de vida dos trabalhadores, na melhoria dos processos, na
competitividade da organização frente aos seus concorrentes, e na
qualidade percebida pelos clientes através de produtos e serviços que
atendam as suas necessidades e expectativas.
A linha de pesquisa deverá assegurar a relação entre a gestão de
sistemas de operações e da qualidade, e a administração estratégica, Certo
e Peter (2005) ensinam que é importante na administração estratégica
12
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
considerar as capacidades da função de operações quando é formulada a
estratégia global da organização. Deverá assegurar também, o estudo da
logística empresarial, definido aqui como operação de gestão de logística
integrada, conhecida por Supply Chain Management (SCM), que na língua
portuguesa denomina-se Gerenciamento da Cadeia de Suprimento. Novaes
(2007) diz que
A seguinte definição de Supply Chain Management foi adotada
pelo Fórum de SCM realizado na Ohio State University [...] é a
integração dos processos industriais e comerciais, partindo do
consumidor final e indo até os fornecedores iniciais, gerando
produtos e serviços e informações que agreguem valor ao
cliente.
•
4) - Estratégias em ações locais, administração social e
terceiro setor
Está linha de pesquisa possui o objetivo de estimular a compreensão,
a análise e estudo dos processos das ações de gestão que geram
resultados, e do planejamento e implementação das estratégias que
promovam a ação local (território / comunidade) com desenvolvimento
sustentável
e
também,
de
impacto
social
relevante,
através
da
administração social coletiva. Ações envolvendo a iniciativa privada, o poder
público nas suas diversas esferas de atuação: Municipal, Estadual e
Federal, e a sociedade civil, organizada através do terceiro setor, ou não, e
a iniciativa privada no âmbito de investimento social – responsabilidade
social.
A linha de pesquisa abarcará os estudos das estratégias aplicadas e
das dinâmicas dos arranjos produtivos locais (APL); dos clusters; das ações
conjuntas pública envolvendo Estado, sociedade civil e setor privado; das
associações de bairros; das formas diversas de associações e cooperativas
– setor formal e informal da sociedade.
como
Sendo os clusters, entendidos
13
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
[...] um conjunto de empresas e entidades que interagem,
gerando e capturando sinergias, com potencial de atingir o
crescimento competitivo contínuo superior ao de uma simples
aglomeração econômica. Nele, as empresas estão
geograficamente próximas e pertencem à cadeia de valor de
um setor industrial. Essa interação das empresas gera, entre
outros benefícios, redução de custos operacionais e dos riscos
apresentados, aumento da qualidade dos produtos e serviços,
acesso à mão-de-obra mais qualificada, atração de capital,
criação de empreendedores e melhor qualidade de vida.
(FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE MINAS GERAIS, 2000)
A linha de pesquisa perseguirá também, o objetivo de estudar como
as diversas organizações, com fins de lucro e sem fins de lucros,
envolvidas, planejam, implementam e controlam as suas estratégias no
âmbito da área de estudo da administração estratégica, isto é, identificar
como as organizações elaboram e implementam estratégias que viabilizem
a eficiência e eficácia de sua gestão. Ansoff cunhou a expressão OSA
(Organização a Serviço do Ambiente) do inglês ESO (Environamental
Serving Organization) e fez a seguinte definição de campo de atuação,
[...] parece ser inadequada a distinção entre as organizações
“privadas com fins lucrativos” e as organizações “públicas sem
fins lucrativos”, quer para explicar o comportamento, quer para
promover novas formas de respostas as questões sociais.
[...] trataremos das organizações com fins lucrativos e sem fins
lucrativos, como membros de uma classe de organização à
qual daremos a qualificação de a serviço do ambiente. Tratase de organizações cuja função primordial é o fornecimento de
bens e/ou serviços à sociedade. (1983, p. 20)
14
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
2°– Área de concentração: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO HUMANA
Descrição:
Aborda teorias e práticas do desenvolvimento de organizações a
serviço do ambiente em que atuam, com foco no processo de socialização
organizacional e comportamental, e em aspecto de gestão de pessoas na
organização com ênfase na gestão do conhecimento, objetivando contribuir
com a geração de processos mais inovadores nas organizações. E estudos
sobre as transformações no trabalho, e das práticas organizacionais
objetivando operar de um modo socialmente responsável, com conduta
ética.
Linhas de pesquisas:
•
1) - Gestão humana e social nas organizações
Esta linha de pesquisa busca estudar o desenvolvimento de
organizações com foco na gestão do desempenho humano e no processo
de socialização organizacional, para seu sucesso. Segundo Shinyashiki, “A
crescente competitividade do ambiente empresarial tem feito aumentar a
necessidade de mudanças nas organizações.” (2002, p. 165), e Wright,
Kroll e Parnell complementam,
Subjacente à missão organizacional está uma análise de suas
fraquezas e forças internas no contexto de oportunidades e
ameaças externas. Os pontos fortes e fracos de uma
empresa residem em seus recursos humanos,
organizacionais e físicos. Idealmente, esses recursos são
desempenhados em conjunto para fornecer à empresa uma
vantagem competitiva sustentada. (2000, p. 122)
Está linha de pesquisa visa também, o estudo de abordagens que
contribuam para a geração de processos da gestão humana e desenho
organizacionais mais inovadores, privilegiando temas no âmbito da gestão
de carreira, mudança e transformação organizacional, socialização
15
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
organizacional, responsabilidade da cidadania organizacional, qualidade de
vida
no
trabalho,
cultura
organizacional,
e
liderança,
poder
e
comportamento organizacional.
•
2) - Gestão do conhecimento, da inovação e transformação
no trabalho
Está linha de pesquisa tem por objetivo desenvolver estudos e
pesquisas nas organizações sobre a gestão do conhecimento e sobre o
processo de inovação. Fleury e Junior ensinam que,
Organizações que enfrentam condições de incerteza,
ambientes em mudança e intensa competição devem ser
capazes de aprender e, ao fazê-lo, desenvolver novos
conhecimentos [...] Todo processo de aprendizagem e criação
de novo conhecimento começa no nível individual, isto é, nas
pessoas. São as pessoas o ponto de partida e de sustentação
para a ação estratégica da organização em seu dia-a-dia [...] O
conhecimento desempenha um papel central e estratégico nos
processos econômicos, e os investimentos nos ativos
intangíveis crescem mais rápido do que os investimentos nos
ativos físicos ou tangíveis. Países, empresas, pessoas com
mais com mais conhecimento são mais bem – sucedidos,
produtivos e reconhecidos. (2002, p.133-134)
Está linha de pesquisa tem também o objetivo de pesquisar a gestão
do conhecimento e o processo de inovação em todas as dimensões em que
ocorrem no processo organizacional, inclusive identificando as práticas e
políticas de promoção da inovação e da gestão do conhecimento. Entre as
funções da gestão do conhecimento, haverá ênfase para a aprendizagem
organizacional, a gestão de competências e a educação corporativa.
Está linha de pesquisa, abrange também, o estudo e pesquisa sobre
a transformação no trabalho já no contexto da sociedade pós-industrial na
qual De Masi observou: “O mercado de trabalho é implacável: num dos
pratos da balança vão-se empilhando os desocupados à cata de emprego;
16
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
do outro prato vão sumindo os postos de trabalho disponíveis [...]” (2003, p.
16). Em especial deverá se observado o impacto da tecnologia eletrônica,
as novas estruturas organizacionais, predomino do trabalho intelectual e
gestão do conhecimento nas estratégias de gestão da força de trabalho.
Segundo Trevisan no seu artigo As mudanças no mundo do trabalho,
As transformações econômicas e tecnológicas do mundo da
produção têm provocado grande crescimento do que [...]
denominou “sofrimento no trabalho”. A possibilidade de cortes
no quadro de pessoal e a agilização dos processos de
produção mantêm um constante clima de sofrimento na
empresa. Modismos administrativos são lançados a cada
momento, com a intenção de buscar nova formas mais
competitiva de produção, agravando a tensão. O trabalho, que
oferecia ao ser humano a possibilidade de realização, passou
a provocar sofrimento psíquico. Cabe agora à organização
assimilar a responsabilidade de lidar de forma profissional com
este clima de tensão, aliviando-o. (2002, p.11)
•
3) – Gestão da responsabilidade social e da ética
Está linha de pesquisa tem por objetivo pesquisar e estudar as
operações organizacionais de forma socialmente responsável e a forma de
conduta empresarial quanto à ética adotada pelas organizações, que Srour
ensina,
Diante da ambigüidade e da crescente complexidade das
práticas empresariais contemporâneas – fruto das novas
exigências de eficiência, inovação e competitividade -, a
reflexão ética serve de base para que se tenha coesão
organizacional e que se crie escudo contra crises através da
adoção de políticas de responsabilidade social. (2003, p.14)
Está linha de pesquisa analisará, se a responsabilidade social das
organizações é parte da estratégia global da organização, Certo e Peter
abordam que,
Como todo elemento de desenvolvimento estratégico, a
responsabilidade social começa com a análise do ambiente.
Os administradores analisam tanto os problemas quanto as
17
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
oportunidades do ambiente em relação a seus impactos sobre
a sociedade e, então, decidem que áreas exigem maior
investigação. As declarações de missão e objetivos da
organização fornecem orientações para determinar quais
áreas de responsabilidade social são de especial interesse.
(2005, p. 269)
18
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
REFERÊNCIAS
ANSOFF, H. Igor. Administração estratégica. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 1983
CERTO, Samuel C.; PETER, J. P. Administração estratégica – planejamento
e implantação da estratégia. 2ª ed. São Paulo: Pearson, 2005
COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
DE
CURITIBA.
Informações
socioeconômicas. Curitiba, Boletim 2007
DE MASI, Domenico. O futuro do trabalho – fadiga e ócio na sociedade pós industrial. 8ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003
FACULDADES INTEGRADAS DO BRASIL. Manual do aluno. Curitiba:
UNIBRASIL, 2° semestre de 2007.
_____________________________________.
Projeto
pedagógico
institucional. Curitiba: UNIBRASIL, 2007
FEAD – CENTRO DE GESTÃO EMPREENDEDORA. Regulamento – trabalho
de conclusão de curso. Belo Horizonte: FEAD, 2007
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Cresce
Minas: um projeto brasileiro. Belo Horizonte: FIEMEG, 2000
FLEURY, Maria Tereza Leme; JUNIOR, Moacir de Miranda Oliveira.
“Aprendizagem e gestão do conhecimento”. In: LIMONGI – FRANÇA et al. As
pessoas na organização. 4ª ed. São Paulo, Editora Gente
GUIA DO ESTUDANTE. As melhores universidades do país. São Paulo:
Abril, 11/2007
KOTLER, P. Administração de marketing. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall,
2000
NOVAES, Antonio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de
distribuição. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2007
SHINYASHIKI, Gilberto. “O processo de socialização organizacional”. In:
LIMONGI – FRANÇA et al. As pessoas na organização. 4ª ed. São Paulo,
Editora Gente
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial – a gestão da reputação. 2ª ed. Rio
de Janeiro: Campus, 2003
19
ADMINISTRAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS
TREVISAN, Leonardo.(2002). “Mudanças no mundo do trabalho”. In:
TREVISAN, Leonardo e ARAÚJO, Maria Conceição de. Transformações no
trabalho. São Paulo, Olho D’Água
WRIGHT,
Peter;
KROLL,
Mark
J.;
PARNELL,
estratégica – conceitos. São Paulo: Atlas, 2000
John.
Administração
Download

linhas de pesquisa