I Universidade Camilo Castelo Branco Centro de Engenharia Biomédica MARIA DE FÁTIMA MARIANO BRICKS UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE FLUORESCÊNCIA DO LASER DIODO 655 nm NO MONITORAMENTO DA DESMINERALIZAÇÃO DO ESMALTE DENTAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO ORTODÔNTICO USE OF FLUORESCENCE TECHNIQUE WITH 655 nm DIODE LASER IN MONITORING THE DEMINERALIZATION OF DENTAL ENAMEL IN PATIENTS SUBMITTED TO ORTHODONTIC TREATMENT São José dos Campos, SP 2010 II Maria de Fátima Mariano Bricks UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE FLUORESCÊNCIA DO LASER DIODO 655 nm NO MONITORAMENTO DA DESMINERALIZAÇÃO DO ESMALTE DENTAL PACIENTES SUBMETIDOS À EM TRATAMENTO ORTODÔNTICO Orientador: Prof. Dr. Aldo Brugnera Júnior Co-orientador: Prof. Dr. Landulfo Silveira Jr. Dissertação de Mestrado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia da Universidade Camilo Castelo Branco, como complementação dos créditos necessários para obtenção do título de Mestre em Bioengenharia. São José dos Campos, SP 2010 III Ficha Catalográfica IV V DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha mãe Cida Bricks, à minha avó Aparecida Gelmi, aos meus amados filhos Felipe, Gustavo e Natássia, aos meus irmãos Alfredo e Cristina, à minha cunhada Hilda, aos meus sobrinhos Mariah e Douglas pelo amor, apoio e compreensão. Amo vocês! Dedico ainda àqueles que criaram desafios... Obrigada, pois, ao tentar superar barreiras, cresci mais ainda. VI AGRADECIMENTOS ESPECIAIS A Deus, pelo dom da vida, pela proteção, por ter iluminado meu caminho e dado forças para atingir meus ideais. Aos meus pais, pelo apoio incondicional em todas as etapas desta jornada. A vocês, que me ensinaram princípios como honestidade e responsabilidade e sempre acreditaram em mim, o meu amor e a minha eterna gratidão. Aos meus irmãos, Alfredo e Cristina, pelo carinho, amizade e incentivo em todos os momentos de nossas vidas. À minha cunhada Hilda e meus sobrinhos Mariah e Douglas que eu amo muito. E um agradecimento mais do que especial e cheio de amor aos meus filhos Felipe, Gustavo e Natássia, por serem a essência do amor que existe na minha vida e por serem eles o meu porto seguro. VII AGRADECIMENTOS Ao Magnífico Reitor, Prof. Dr. José Carlos Pettorossi Imparato, da Universidade Camilo Castelo Branco. Ao Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa: Prof. Dr. Renato Amaro Zângaro, Coordenador do Curso de Bioengenharia. Ao Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia: Prof. Dr. Landulfo Silveira Júnior. Ao meu orientador, Prof. Dr. Aldo Brugnera Junior, pela orientação, amizade e pelos ensinamentos recebidos. Ao meu co-orientador Prof.Dr. Landulfo Silveira Júnior pelos conselhos e orientação em várias fases desta jornada. Ao Prof. Dr. André F. Reis por ter gentilmente aceito o convite para participar da Banca examinadora. À responsável pela Secretaria Acadêmica do Centro de Engenharia Biomédica, Nídia Lucia Domingues de Almeida, pelo competente trabalho. Ao Prof. Dr. Marcos Maeda, pela realização e esclarecimentos da análise estatística. À minha amiga Alessandra Aparecida Oliveira, por me entender nos momentos mais difíceis da minha vida e nunca deixando que o desânimo me dominasse. Muito obrigada. VIII “A maior recompensa para trabalho do homem não é o que ele ganha com isso, mas o que ele se torna com isso.” Jhon Ruskin IX UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE FLUORESCÊNCIA DO LASER DIODO 655 nm NO MONITORAMENTO DA DESMINERALIZAÇÃO DO ESMALTE DENTAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO ORTODÔNTICO RESUMO A proposta neste estudo foi avaliar in vivo a importância e a eficácia do monitoramento a laser DIAGNOdent (KaVo Company - Alemanha) na prevenção da desmineralização do esmalte dentário ao redor dos bráquetes ortodônticos. O DIAGNOdent emite uma radiação de comprimento de onda λ = 655 nm proveniente de um laser de diodo pulsado com potência média inferior a 1 mW. A duração do pulso é de 0,2 ms, e o período é de aproximadamente 500 Hz (parâmetros obtidos com detector Ge - germânio - e um osciloscópio). Essa radiação é emitida por meio de uma ponteira flexível, que, ao ser direcionada para uma superfície dentária alterada, é refletida, captada e mensurada num visor eletrônico com valores de 0 a 99, havendo uma correlação direta entre o valor medido e a dimensão da lesão. Esses recursos possibilitaram o monitoramento da desmineralização do esmalte dental durante 6 meses de tratamento ortodôntico. Foram selecionados 15 pacientes entre 12 e 17 anos de idade, de ambos os sexos, que apresentassem todos os dentes permanentes hígidos do 2º pré-molar direito ao 2º pré-molar esquerdo, superiores e inferiores. Foram examinados 20 dentes de cada paciente, totalizando uma amostra de 300 dentes examinados em cada uma das seis sessões, com intervalo de um mês cada sessão. Os pacientes selecionados para a pesquisa receberam as mesmas orientações a respeito da dieta, da técnica e dos produtos de higienização bucal. Nas consultas mensais foram realizadas a profilaxia preconizada e a medição de cada dente em pontos previamente determinados. Ao longo dos seis meses de experimento, foram feitas 1.800 avaliações. Pode-se afirmar que o DIAGNOdent é um instrumento de grande valia para os ortodontistas para o controle efetivo de lesões incipientes de cárie em superfície lisa. Palavras-chave: Fluorescência laser no diagnóstico desmineralização do esmalte dentário; tratamento ortodôntico. da cárie dental; X USE OF FLUORESCENCE TECHNIQUE WITH 655 nm DIODE LASER IN MONITORING THE DEMINERALIZATION OF DENTAL ENAMEL IN PATIENTS SUBMITTED TO ORTHODONTIC TREATMENT ABSTRACT The purpose of this study was to evaluate the importance and effectiveness in vivo of the laser monitoring DIAGNOdent (KaVo Company - Germany) in preventing demineralization of the dental enamel around the orthodontic brackets. The DIAGNOdent emits a λ = 655 nm wavelength radiation from a diode laser pulsed with an average power lower than 1 mW. The pulse width is 0.2 ms and the period is approximately 500 Hz (data collected from a Ge - germanium detector and an osciloscope). Such radiation is projected from a flexible tip which, when directed to an altered dental surface, is reflected, captured and measured on an electronic screen in values from 0 to 99, being a direct correlation between the measured value and the lesion extent. These resources allowed the monitoring of enamel demineralization during the six-month orthodontic treatment. We selected 15 male and female patients aged 12 to 17 years presenting all permanent teeth, from second right to second left premolars, upper and lower. Twenty teeth of each patient were examined, totaling a sample of 300 teeth examined at each of the 6 visits on a 30day interval basis. The patients selected for research were similarly oriented concerning their diet and technique, as well as oral hygiene products. Upon each monthly visit, the preconized prophylaxis was carried out as well as measuring each tooth at points previously determined. During six months of trials, 1800 evaluations were made. Therefore, we can assert that DIAGNOdent is a greatly appreciated instrument for orthodontists to effectively control incipient carious lesions on smooth surfaces. Keywords: Laser fluorescence in the diagnosis of dental caries; dental enamel demineralization; orthodontic treatment. XI LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Primeiro laser a gás constituído por uma mistura dos gases nobres Hélio e Neônio ............................................................................................................... 15 Figura 2: Laser de diodo modelo DIAGNOdent - Kavo ....................................................... 27 Figura 3: Penetração de luz laser ........................................................................................ 29 Figura 4: Colocação dos bráquetes ..................................................................................... 35 Figura 5: Sonda de laser ...................................................................................................... 36 Figura 6: Ponto de aplicação ............................................................................................... 36 Figura 7: Ponta B - superfícies planas vestibulares e linguais ............................................ 39 Gráfico 1: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 15 ...................... 40 Gráfico 2: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 14 ......................... 41 Gráfico 3: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 13 ......................... 42 Gráfico 4: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 12 ......................... 43 Gráfico 5: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 11 ......................... 44 Gráfico 6: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 21 ......................... 45 Gráfico 7: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 22 ......................... 46 Gráfico 8: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 23 ......................... 47 Gráfico 9: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 24 ......................... 48 Gráfico 10: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 25 ....................... 49 Gráfico 11: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 35 ....................... 50 Gráfico 12: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 34 ....................... 51 Gráfico 13: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 33 ....................... 52 Gráfico 14: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 32 ....................... 53 Gráfico 15: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 31 ....................... 54 Gráfico 16: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 41 ....................... 55 Gráfico 17: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 42 ...................... 56 Gráfico 18: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 43 ....................... 57 Gráfico 19: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 44 ....................... 58 Gráfico 20: Comparação entre os momentos para respostas do Dente 45 ....................... 59 Gráfico 21: Comparação entre todas as medições feitas nos primeiros pré-molares superiores e inferiores .................................................................................... 60 Gráfico 22: Comparação entre todas as medições feitas nos caninos superiores e inferiores ........................................................................................................ 61 XII LISTA DE TABELAS Tabela 1: Especificidades e sensibilidades ao laser ................................................................23 Tabela 2: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 15 ..... 40 Tabela 3: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 14 ..... 41 Tabela 4: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 13 ..... 42 Tabela 5: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 12 ..... 43 Tabela 6: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 11 ..... 44 Tabela 7: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 21 ..... 45 Tabela 8: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 22 ..... 46 Tabela 9: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 23 ..... 47 Tabela 10: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 24 ... 48 Tabela 11: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 25 ... 49 Tabela 12: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 35 ... 50 Tabela 13: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 34 ... 51 Tabela 14: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 33 ... 52 Tabela 15: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 32 ... 53 Tabela 16: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 31 ... 54 Tabela 17: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 41 ... 55 Tabela 18: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 42 ... 56 Tabela 19: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 43 ... 57 Tabela 20: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 44 ... 58 Tabela 21: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 45 ... 59 Tabela 22: Comparação entre todas as medições feitas nos primeiros pré-molares superiores e inferiores ........................................................................................... 60 Tabela 23: Comparação entre todas as medições feitas nos caninos superiores e inferiores 61 Tabela 24: Compilação dos dados obtidos de cada elemento dental ..................................... 62 XIII LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS Å Angstrom α alfa β beta λ comprimento de onda CO2 dióxido de carbono DE densidade de energia Er: YAG érbio: ítrio-alumínio-granada Er: YSGG érbio: ítrio-escândio-gálio-granada ErCr: YSGG érbio-cromo: ítrio-escândio-gálio-granada GaAlAs arseneto de gálio e alumínio h hora He-Ne hélio-neônio Ho: YAG hólmio: ítrio-alumínio-granada Ho: YLF hólmio: ítrio-lantânio-flúor min minuto Nd: YAG neodímio: ítrio-alumínio-granada Nd: YAP neodímio: ítrio-alumínio-perovskita Nd: YLF neodímio: ítrio-lantânio-flúor nº número P potência XIV SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 15 2. EFEITOS DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO SOBRE O ESMALTE DENTAL .. 18 2.1. Efeitos do tratamento ortodôntico sobre o esmalte dental ......................... 20 2.2. Diagnóstico da cárie por meio da fluorescência induzida por luz ...............20 2.3. DIAGNOdent 2095 ..................................................................................... 26 3. OBJETIVO ................................................................................................................ 31 4. MATERIAL E MÉTODOS .........................................................................................32 4.1. Técnica sugerida para higienização bucal ................................................. 32 4.2. Metodologia ................................................................................................ 34 4.3. Campo de pesquisa .................................................................................... 37 4.4. População ................................................................................................... 37 4.5. Critério de inclusão e exclusão ................................................................... 37 4.6. Coleta de dados ......................................................................................... 38 5. RESULTADOS ......................................................................................................... 39 6. DISCUSSÃO ............................................................................................................ 63 7. CONCLUSÕES ........................................................................................................ 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 67 ANEXOS .......................................................................................................................72 15 1. INTRODUÇÃO Albert Einstein foi o primeiro a dizer que um feixe de luz não quer dizer somente uma onda eletromagnética com suas características usuais de freqüência, amplitude e fase. Para explicar alguns fenômenos da época Einstein propôs que a luz é feita de entidades discretas separadas e distintas entre si com uma energia proporcional a onda de freqüência luminosa: que são os fótons. Então por volta de 1917 Albert Einstein em seus experimentos descobriu uma teoria de emissão estimulada, somente faltando a amplificação para conseguir o raio laser. Antes do laser existia o MASER inventado por Charles que usou moléculas de amônia como meio ativo. Logo que o MASER foi demonstrado, começou-se uma busca incessante por um MASER ótico, isso quer dizer, um dispositivo que emitisse um feixe coerente com freqüência na região da luz visível. Townes e Arthur Schwlow propuseram um arranjo com uma cavidade contendo meio ativo e dois espelhos como descrito no laser. Em julho de 1960 Theodor Maimann anunciou o primeiro laser, sendo de Rubi. LASER é na verdade um acrônimo para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação (CECCHINI,1995) Figura 1: Primeiro laser a gás constituído por uma mistura dos gases nobres hélio e neônio. Fonte: http://www.comciencia.br/reportagens/fisica/imagens/LASERS1peq.jpg A luz de um laser difere de uma luz de uma lâmpada de filamento incandescente, pois é mais intensa, é emitida numa só direção e tem uma cor específica (comprimento de onda único), enquanto a luz de uma lâmpada incandescente é fraca, é emitida em todas as direções e é formada por muitas cores 16 (radiações de diversos comprimentos de onda) que, somadas, resultam em luz branca. Existem muitos tipos de laseres, que variam quanto à intensidade do feixe, ao tipo “cor” de radiação, à produção do feixe, se pulsada ou contínua, e quanto ao desenho específico e tamanho da cavidade, esta última podendo ser de dimensões microscópicas ou atingir vários metros de comprimento. Os laseres podem ser produzidos em diversos meios, isto é, o meio ativo que gera a radiação pode ser um sólido, como um cristal ou um semicondutor; ou um líquido, como um corante ou pode ainda ser um gás ou vapor. O laser a gás é um dos mais eficientes. Nessa categoria, está, por exemplo, o laser de dióxido de carbono, cuja radiação, na região do infravermelho, não é visível (VASCONCELLOS, 2001). Pode-se dividir os principais lasers em duas categorias: os de baixa potência, ou “soft” lasers, e os de alta potência, “hard” ou “power” lasers, sendo uma tendência atual, no nosso meio, seguir as abreviaturas HILT (“High Intensity Light Treatment”) e LILT (“Low Intensity Light Therapy”), quando do emprego de um laser de alta ou de baixa potência, respectivamente (BRADLEY, 1994). Os laseres de baixa potência possuem um efeito eminentemente analgésico, antiinflamatório e bioestimulante, sendo utilizados nos casos de aftas, herpes labial, queilite angular, trismos, parestesias, hipersensibilidade dentinária, sensibilidade pós-preparo cavitário, pós-intervenções endodônticas, destacando-se os laseres de Hélio-neônio (He-Ne) e de Arsenieto de Gálio-Alumínio (GaAsAl) como os mais usados (SUNDSTRÖM,1995. A laserterapia, com essa finalidade, resulta de um particular aumento de beta-endorfina, aumento do ATP (adenosina Tri-Fostafo) endocelular e, portanto, da energia endocelular (STRÖM et al, 1985) Além disso, a luz provoca um aumento da micro-circulação local, da drenagem do fluido do sulco gengival e um aumento na velocidade de produção dos fibroblastos e colágeno (KARU,1989; RIBEIRO,1991). Os laseres de altas densidades de potência causam, em geral, efeitos térmicos (corte, vaporização tecidual e hemostasia). Dentre eles, pode-se citar como os mais empregados, os de Neodímio (Nd:YAG), Érbio (Er:YAG), Hôlmio (Ho:YAG), Dióxido de Carbono (CO2) e Argônio. O primeiro trabalho de laser na Odontologia foi realizado por Stern e Sogannaes, em 1964, utilizando o laser de rubi para a vaporização de esmalte e 17 dentina. .Em experimentos posteriores, sob condições especiais, demonstraram a possibilidade de aumento da resistência do esmalte à ação de ácidos, o que sugeriu a possibilidade de uso desses lasers na prevenção da cárie dental (STERN; SOGNNAES, 1964). Foi o médico Leon Goldman o primeiro a irradiar um dente vital com um laser de rubi. Na primeira experiência, o paciente, seu irmão, que era cirurgião dentista, não se queixou de dor durante ou após a irradiação superficial da coroa dental. Assim, o primeiro procedimento odontológico com laser foi realizado por um médico, e o primeiro paciente foi um cirurgião-dentista (BRUGNERA; PINHEIRO, 1998). As primeiras aplicações do laser de rubi em Odontologia relataram sua utilização em tecidos dentais duros. Desde então, muitas pesquisas têm sido feitas e novos laseres desenvolvidos para as mais diversas aplicações, como em preparo de cavidades, prevenção de cáries, cirurgia e diagnóstico. A grande variedade de meios ativos existentes atualmente faz com que a quantidade de equipamentos laser disponíveis no mercado venha crescendo significativamente. Existe uma gama de laseres usados para os mais diversos tipos de aplicações. O tipo de laser usado neste trabalho é um laser de diodo 655 nm. 18 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Efeitos do tratamento ortodôntico sobre o esmalte dental Carvalho e Lascala (1990), relatam que um dos grandes problemas encontrados pelos ortodontistas diz respeito à higiene bucal de seus pacientes, pois a presença do aparelho fixo pode dar início ou agravar uma inflamação gengival. O número elevado de retenções causadas pelo aparelho ortodôntico leva a um aumento de placa bacteriana e a uma maior dificuldade na higienização, o que fatalmente altera as condições do meio bucal. Ogaard, Gjermo e Rolla (1980) descrevem que pacientes ortodônticos têm mostrado uma definida correlação entre a higiene bucal e a incidência de cárie. Rosenbloom e Tinanoff (1991), demonstraram que pacientes submetidos à terapia ortodôntica apresentam mudanças ecológicas bucais, tais como pH baixo no meio ambiente, sítios de retenção aumentados para Streptococcus mutans e retenção alimentar, os quais podem ser responsáveis pela desmineralização do esmalte, freqüentemente observada durante o tratamento. Os autores avaliaram também os níveis desses micro-organismos antes, durante e após a terapia ortodôntica. Indivíduos que se encontravam na fase ativa do tratamento tiveram números e percentuais significativamente maiores; entretanto, 6 a 15 semanas depois da substituição pelos aparelhos removíveis (fase de contenção), foi observado que os níveis de S. mutans decresceram quatro vezes, quando comparado à fase ativa do tratamento, tendendo a retornar aos níveis de pré-tratamento. Schlein et al. (1991) observaram também que pacientes portadores de aparelho ortodôntico fixo exibiam bacteremia transitória. Desse modo, os autores alertam para a necessidade de promover bons hábitos de higiene nesses pacientes, sobretudo naqueles propensos a desenvolver endocardite bacteriana, pelo fato dessa medida, além de melhorar as condições gengivais, reduzir a população bacteriana no sulco gengival e, por conseguinte, na corrente sanguínea, já que essas bactérias são facilmente transportadas durante a rotina diária de procedimento bucais, como mastigação, escovação, bochechos etc. Lehman; Davidson e Duijsters (1981) e Geiger et al. (1988), num estudo sobre a freqüência de manchas brancas em pacientes ortodônticos, observaram uma 19 distribuição inespecífica entre os indivíduos. As manchas brancas moderadas e severas ocorreram quando os bráquetes permaneceram por mais de 24 meses. Toledo e Grecco (1965) concluíram que muitos fatores podem influenciar as características físicas, químicas e biológicas da placa bacteriana, favorecendo o desenvolvimento de cáries e doenças periodontais. Um desses fatores seria a colocação de bandas, braquetes e fios ortodônticos na cavidade bucal, funcionando como retenções adicionais para o acúmulo da placa bacteriana e estimulando alterações ambientais na cavidade bucal. Balenseifen e Madonia (1970) encontraram reduções significantes no pH da placa bacteriana, aumento na quantidade de lactobacilos e na população de Streptococcus mutans. A colocação de aparelho ortodôntico fixo resulta em um número maior de retenções que, conseqüentemente, levam a um aumento desses micro-organismos. Horowitz et al. (1980); Lindhe et al. (2005) e Bellini et al. (1981) relatam que o controle da placa bacteriana por meios mecânicos é considerado um recurso importante para controlar diretamente os agentes etiológicos das doenças cárie e periodontal. Carranza e Newman (1979) mencionam que as alterações ambientais decorrentes da adaptação dos dispositivos ortodônticos (braquetes, molas, elásticos, bandas etc.) na superfície dental dificultam o controle e a higienização pelo paciente, justificando a manutenção profissional diferenciada. Gorelick, Geiger e Gwinnett (1982) constataram que, após três meses da instalação do aparelho, em pacientes com má higiene, pode-se constatar desde desmineralizações até cavitações em volta dos braquetes ou abaixo das bandas ortodônticas. Thylstrup e Fejerskov (1988) referem que a aparência da lesão inicial em esmalte, ou seja, a mancha branca opaca é resultante das diferenças nos índices de refração de luz entre a hidroxiapatita, a água e o ar. O esmalte que é um sólido microporoso, em condições de desmineralização, torna-se mais poroso, o que conduz a uma alteração na sua propriedade ótica de tal forma que a luz se dissipa. 20 2.2. Diagnóstico da cárie por meio da fluorescência induzida por luz O diagnóstico precoce de lesão de cárie é um dos principais parâmetros para a avaliação do risco e atividade da doença. Como observado nos trabalhos de revisão de literatura de Angmar-Mansson, Al-Khateeb, Tranaeus (1996) e Stookey et al. (1999), a fluorescência induzida por luz (LIF) é um método vastamente explorado pelos pesquisadores no diagnóstico da cárie. Fundamentalmente baseado nas alterações das propriedades físicas que o tecido cariado exibe, demonstra ser um promissor recurso auxiliar na prática clínica, por ser um método quantitativo, não invasivo, objetivo, reprodutível e sem qualquer contra indicação. Tam et al. (2001) relatam que o laser fluorescente é um sistema não invasivo.que se baseia no princípio da fluorescência do laser, em que substâncias duras desmineralizadas e bactérias fluorescem quando excitadas por radiação laser com comprimento de onda entre 500 e 670 nm. Para que o fenômeno da fluorescência (LIF) ocorra, uma fonte de excitação deverá emitir radiação eletromagnética de forma a excitar as moléculas teciduais que são transferidas a um nível maior de energia. Ao retornarem ao estado fundamental essas moléculas liberam a energia acumulada sob a forma de luz referida como fluorescência, cuja frequência corresponde à diferença de energia entre os estados envolvidos. König et al. (1983) e Hibst; König e Flemming (1998) concordaram ao afirmar que é perfeitamente viável diferenciar o tecido cariado do sadio por meio do diferente comportamento espectroscópico da fluorescência; normalmente a região cariada exibe maior intensidade que o tecido sadio na região do vermelho. Lussi (1993) comentou que a cárie tem se tornado um processo de progressão lenta com a possibilidade de total remineralização de lesões iniciais. Reich et al. (1998) e Longbottom et al. (1998), avaliando a evolução clínica de um sistema a laser 655 nm para diagnóstico de cárie, relataram que numa comparação entre os exames clínicos e os com laser em dentes de 140 crianças (53 meninas e 87 meninos), de 10 a 12 anos de idade, 15% dos valores marcados pelo laser indicavam uma progressão de cáries que no exame visual não tinha sido detectada. Existiu, porém, certa quantidade de falso positivo devido à sensibilidade do sistema a laser para o cálculo. Concluíram que o novo sistema parece oferecer um 21 diagnóstico melhor quando comparado com o exame clínico; ele tem sensibilidade que permite detectar um grande número de cáries ocultas. Pinheiro (1998), verificou que os efeitos dos laseres nos diferentes tecidos estão intimamente relacionados com a distribuição da energia depositada e que a propriedade óptica de cada tecido determina a extensão e a natureza da resposta tecidual que ocorre por meio dos processos de absorção, transmissão, reflexão e difusão da luz laser. Rigau (1998) relata que toda luz ao incidir numa superfície qualquer se desdobra; uma parte é refletida e a outra absorvida de acordo com o ângulo de incidência e das propriedades ópticas da superfície atingida. Em tecidos mineralizados e polidos como o esmalte dental a reflexão é muito forte, e quanto menor o ângulo formado entre o raio incidente e a superfície irradiada, maior será a reflexão, sendo mínima quando o ângulo é de 90º. A luz laser, não sendo absorvida, é utilizada para fins diagnósticos. Ferreira et al. (1998), comparando in vitro a fluorescência a laser (LF) e o exame visual (V) para detecção da desmineralização em fóssulas e fissuras oclusais, demonstraram que, quando excitado pela luz laser de Argônio, o esmalte cariado aparece escuro, quando comparado com a luminescência do esmalte sadio. As imagens DEFL (“Dye Enhanced Laser Fluorescence”) foram obtidas após o dente ser exposto a uma solução fluorescente (0,75% sódio fluorescente). Resultados indicaram que DELF foi o melhor método de diagnóstico. O V (visual) e LF (“Laser Fluorescence”) foram igualmente efetivos, quando a cor das fissuras foram incluídas como um indicador da desmineralização no exame visual. Reich et al. (1998) relatam que um sistema de diagnóstico a laser (KaVo Company, Alemanha) é capaz de detectar a cárie por fluorescência da dentina cariada. Esse sistema oferece uma detecção melhor das cáries de fissura, quando comparado com outros diagnósticos clínicos. Alguns materiais restauradores e selantes são autofluorescentes, indicam um resultado falso positivo com o sistema a laser. O objetivo nesse estudo foi medir a fluorescência de diferentes materiais dentais utilizando o sistema de diagnóstico a laser. As leituras do laser numa escala percentual diferiram com respeito ao material, variando de 3 a 40% com alguns materiais restauradores, mostrando valores de fluorescência similares ao da dentina cariada o que interfere na leitura em torno das restaurações. Uma aplicação desse sistema para detectar cáries secundárias parece questionável. 22 Hibst e Gall (1998) trabalharam no desenvolvimento de um detector de cárie por fluorescência baseado num laser diodo 655 nm, como uma alternativa para detecção de cárie por sonda dental ou exame radiográfico. Zandoná et al. (1998) apresentam resultados de um estudo da fluorescência quantitativa de luz induzida (QLF) para o diagnóstico da desmineralização inicial de esmalte. Crianças entre 9 e 12 anos (n=137) foram examinadas, no início, e 4 e 8 meses após a avaliação inicial. O exame clínico da superfície vestibular, lingual e oclusal foi feito na metade direita da boca, utilizando o ar comprimido e lupa (x2), e na metade esquerda, usando ar comprimido e explorador. As mesmas superfícies foram levemente secas antes do exame com a câmera intraoral equipada com a lâmpada de arco (ALF clin, Inspektor Research Systems, BR). Essa lâmpada emite um largo espectro de luz que é filtrado para uma pequena faixa de 370 nm. As imagens fluorescentes filtradas (filtro > 520 nm) foram capturadas por um pequeno ângulo usando uma câmera CCD colorida e um framer-graber (Comet, matrox, Electronic System Ltda. Quebec, Canadá). A presença ou ausência de uma lesão foi determinada nas imagens ao vivo. Para todos os exames QLF combinados, detectaram-se 9,5 vezes mais superfícies desmineralizadas (significa 12,69) do que o exame clínico de toda a boca (significa 1,33). Os x pontos indicam somente a concordância justa entre exame clínico e QLF, o qual apesar de não ser impressionante, é provavelmente melhor do que se esperava, considerando o significado da diferença. Lussi et al. (1999) visaram o desenvolvimento de um sistema de fluorescência a laser para a quantificação de cáries. Para testá-lo em superfícies intactas e para destaque dos melhores pontos para os diferentes estágios da cárie, antes da medição, os dentes foram rigorosamente lavados com água e hipoclorito de sódio (2,5%, 2 min) e então limpos com pedra-pomes. O sistema foi comparado com a medição da condutância elétrica (ECM). Após a avaliação de 91 molares* humanos avulcionados, os dentes foram preparados histologicamente, seccionados perpendicularmente à face oclusal em série, e avaliadas as extensões das cáries. Os melhores limites destacados foram determinados, sendo estabelecida qualquer cárie com mais que a metade da espessura do esmalte (D2), ou cáries envolvendo a dentina (D3). * A nomenclatura de todos os dentes encontra-se no Anexo A. 23 Na Tabela 1 foram encontradas as seguintes especificidades e sensibilidades (%). Tabela 1: Especificidades e sensibilidades ao laser. Especificidade D2 D3 Sensibilidade D2 D3 Laser no dente úmido Laser no dente seco ECM 80 86 74 79 63 77 84 64 79 76 84 88 Foi concluído que o novo sistema de fluorescência a laser pode ser um instrumento útil na detecção de cáries. Contudo, o número indicado no visor deve ser confirmado em outros dentes. Mais parâmetros, como a influência da placa ou cálculo na fissura, e reprodutibilidade ainda devem ser avaliados. Lussi et al. (1999) relataram que um pré-requisito na Odontologia preventiva moderna é o monitoramento longitudinal do processo de cárie, a fim de decidir se o tratamento requerido é o curativo ou o preventivo. Somando-se a outros fatores, a reprodutibilidade de um método é um importante fator em relação a essa questão. O propósito nesse estudo foi, portanto, testar a reprodutibilidade de um novo sistema a laser para detecção de cáries. Oitenta e três molares humanos foram rigorosamente limpos com água e NaOCl (2,5% a 2 min), foram montados em blocos e o estado da superfície oclusal foi avaliado duas vezes, por 11 cirurgiões-dentistas, com o novo sistema a laser. Foram dadas aos cirurgiões-dentistas instruções antes da avaliação, mas nenhum deles tinha prévia experiência com o sistema. A qualidade da reprodutibilidade entre a primeira e a segunda medida foi calculada com estatística, e com o coeficiente de correlação de Spearman. O valor x foi determinado utilizando nível preestabelecido para cáries que se estendem mais do que a metade da espessura do esmalte (D2), ou cáries envolvendo a dentina (D3). Os resultados revelaram um valor global total de 0,88 (concordância perfeita) para o nível D2 e 0,90 para nível D3. Foi concluído que em razão de sua boa reprodutibilidade, o sistema a laser deve ter a capacidade para monitoramento longitudinal dos processos de cárie. Reich et al. (1998), com base em seus estudos, relataram que o equipamento laser de 655 nm mede a fluorescência emitida por desmineralização ou por cáries como resultado da excitação com luz de laser. Devido ao fato de as cores dos dentes e sua anatomia serem muito variadas, não é possível calibrar o instrumento de modo 24 a fornecer resultados precisos para todos os dentes de todos os pacientes. Por isso, é necessário para o diagnóstico e monitoramento de cáries, registrar o valor máximo para a superfície em questão, de modo que possa ser utilizado como referência para uma medição de teste alguns meses depois. Relatam ainda que o diagnóstico de cáries tem-se tornado mais difícil nos últimos anos, pois há clinicamente maior número de cáries ocultas que não são diagnosticadas. Várias abordagens técnicas foram estudadas numa tentativa de melhorar a detecção dessa doença. Um novo sistema para o diagnóstico de cáries que usa um sistema de fluorescência a laser (DIAGNOdent, KaVo, Biberach, Alemanha), foi desenvolvido. O objetivo desse estudo foi avaliar a precisão desse novo sistema na detecção clínica da cárie. Vinte e quatro pacientes foram examinados clinicamente, radiograficamente e com sistema a laser. Eles tinham 55 dentes posteriores com diagnóstico a laser positivo, mas diagnóstico clínico da cárie duvidoso. As fissuras duvidosas foram cuidadosamente abertas com uma broca diamantada para avaliação. Duas pontas de laser com angulações diferentes foram avaliadas com repetidas medições. Treze por cento das lesões foram restritas ao esmalte, e 87%, em dentina. Para as lesões de esmalte, o laser deu medições médias de 29% em escala de porcentagem, com mínimo de 15% e máxima de 47%, e nas lesões de dentina a média foi 56%, com variável de 20 a 99%. Essas diferenças foram estatisticamente significantes (p < 0,05). A ponta de menor angulação foi aproximadamente 30% mais sensível do que a maior. Enquanto esse estudo planejado pôde avaliar somente superfícies classificadas como cárie, o sistema a laser foi capaz de detectar cáries em todos os casos, e a ponta menor melhorou a sensibilidade para detecção de cáries, in vivo. Mais dados são necessários para diferenciar lesões de esmalte e dentina. Longbotton et al. (1998) comparou, in vivo, o desempenho de um novo aparelho para detecção de cáries, com o método visual e elétrico em superfícies oclusais. Dezenove pacientes, com um total de 40 dentes indicados para exodontia, por razões ortodônticas, participaram desse estudo. A superfície oclusal dos dentes em questão foi examinada visualmente pela presença de cáries de esmalte (D1) ou de dentina (D3). Além disso, um novo aparelho a laser (LF, DIAGNOdent, KaVo, Biberach, Alemanha) foi utilizado nesses dentes e registradas as medições. Finalmente, as medidas das superfícies dos 40 dentes foram obtidas utilizando creme dental e um monitor eletrônico de cáries (ECM, Sensor Tecnology, Holanda). 25 Utilizando limiares de medições de cárie para LF e ECM obtidos previamente, in vitro, os resultados obtidos foram: Sadio: visual = 18 / LF = 0 / ECM = 8; Cáries de esmalte: visual = 14 / LF = 4 / ECM = 3; Cáries de dentina: visual = 8 / LF = 36 / ECM = 20. Longbotton et al. (1998) têm demonstrado que as medições com o ECM apresentam mais sensibilidade do que o diagnóstico visual para cáries de dentina e esmalte. O limiar do ECM foi usado para a validade da LF, enquanto o histológico estava sendo feito. Quando comparado aos resultados do ECM, o aparelho LF tem valores de especificidade de 0 (D1) e 27% (D3) e de sensibilidade de 100% (D1 e D3). Aumentando-se o valor do limiar, in vitro, do LF obtido previamente para cáries de dentina de 11 para 18 numa escala de 0 - 99 resultou em um valor de especificidade de 82% (D3) e de sensibilidade de 90%. Foi concluído que o novo aparelho para detecção de cárie produz resultados promissores, com valores de sensibilidade e especificidade, in vivo, semelhantes àqueles obtidos do ECM. Mais estudos utilizando validade histológica são necessários e estão ocorrendo. Hibst e Paulus (1998) compararam por meio da espectroscopia a fluorescência do tecido dentário, quando excitado pelo laser de argônio (λ = 488 nm) e pelo laser diodo (λ = 640 e 655 nm). A excitação do tecido dentário com a luz vermelha (laser diodo) exibe melhor contraste entre a região cariada e a região sadia, especialmente quando excitado por λ = 655 nm. Excitando amostras de esmalte dentário com λ = 655 nm os autores observaram maior fluorescência no tecido cariado com pico em torno de 740 nm. Klimm et al. (1999), ao examinarem 224 dentes (37 pré-molares e 187 molares), utilizando o método visual, radiográfico e o laser fluorescente no diagnóstico de cárie oclusal, constataram por meio de dois examinadores e pela validação histológica sensibilidade alta e especificidade baixa. Lussi e Francescut (2003), avaliaram o DIAGNOdent em 70 dentes por meio de validação histológica encontrando uma sensibilidade para o laser de 82% contra uma especificidade de 74%, com performance similar para o diagnóstico de cárie oclusal tanto em decíduos quanto em permanentes. 26 2.3. DIAGNOdent 2095 O equipamento a laser utilizado nesta pesquisa mede a quantidade de luz fluorescente irradiada dos defeitos (desmineralização) do dente, como resultado da excitação por um laser de diodo. Como o tecido cariado emite maior fluorescência que o tecido dentário sadio quando excitado por uma luz com comprimento de onda específico, muitos métodos têm sido desenvolvidos baseados neste fenômeno. Dentre eles temos no mercado um aparelho baseado em fluorescência a laser DIAGNOdent 2095,que emite um laser diodo com comprimento de onda de 655 nm e que emite luz vermelha a qual é absorvida por componentes orgânicos e inorgânicos do tecido dentário, de modo que a região desmineralizada exibe maior fluorescência que a sadia. Através de um fotodetector, a fluorescência emitida pelas porfirinas endógenas (fluoróforos) produzidas pelas bactérias cariogênicas é captada. As porfirinas são uma classe de moléculas orgânicas de pigmento de cor púrpura e de origem natural. A estrutura em anel da porfirina é a razão pela qual todos os derivados porfíricos absorvem luz a um comprimento de onda próximo dos 410 nm. Além das lesões de cárie, estudos demonstram que a placa bacteriana fluoresce fortemente quando excitada e se sugere que essa fluorescência se deva á presença de porfirinas em bactérias da placa, particularmente as Gran-negativas anaeróbicas as quais são mais numerosas na placa tardia (LUSSI; FRANCESCUT, 2003; MACHIULSKIENE; NYVAD; BAELUM, 1999). O DIAGNOdent 2095 apresenta um painel frontal com dois visores que indicam a fluorescência com escores que variam de 0 a 99 (Figura 2). O visor à esquerda capta o valor atual, o segundo à direita capta o máximo valor medido. A calibração é efetuada com auxílio de um padrão externo e um disco cerâmico. Esse padrão externo pode ser utilizado para calibrar a unidade em intervalos regulares a fim de garantir a reprodutibilidade dos resultados. O aparelho possui três sondas: duas em forma de cone truncado (sonda A, exame de áreas oclusais) e uma plana (sonda B, exame de superfície lisa). 27 Figura 2: Laser de diodo modelo DIAGNOdent - Kavo. Fonte: http://www.feistdental.com/office.asp O aparelho emite uma radiação vermelha de comprimento de onda λ = 655 nm proveniente de um diodo semicondutor pulsado com potência média inferior a 1 mW. A duração do pulso é de 0,2 ms e o período é de aproximadamente 500 Hz (parâmetros obtidos com detector Ge - germânio e um osciloscópio). Esse aparelho foi apresentado, em 23 de janeiro de 1998, durante um seminário na Clínica Odontológica Universitária de Homburg pelo Prof. E. Reich e outros participantes do grupo de trabalho do Prof. Lussi, em Berna, na Suíça, e do conferencista R. Hibst, do “Institute Fül Lashtechnologien in der Medizin und Messtechnik”, em Ulm, Alemanha. De acordo com o manual de instrução “DIAGNOdent: princípio de funcionamento” fornecido pela KaVo Company Germany (1998), foi relatado que substâncias duras alteradas como concrementos, placa e cáries, quando expostas à luz com um comprimento de onda de aproximadamente 650 nm, emitem uma luz fluorescente após serem atingidas pela luz do laser. O raio laser penetra vários milímetros dentro do dente, e a profundidade de penetração depende do seu tipo e condição da substância. A luz fluorescente emitida pelos defeitos é redirecionada ao dispositivo por meio de fibras luminosas adicionais na circunferência da guia luminosa. Essa informação é processada pelos componentes eletrônicos no interior do instrumento. O resultado da mediação aparece no visor, como um valor entre 0 a 99. A tendência desse valor está em relação direta com o tamanho da lesão. 28 Opcionalmente, a detecção da radiação fluorescente, pode ser indicada por meio de um sinal sonoro. O instrumento possui também a função de calibração. Esse recurso é desejável nos casos em que se quer obter medições exatas por um período de tempo extenso, por exemplo, ao monitorar cáries por vários meses. A calibração é efetuada com auxílio de um padrão externo que pode ser utilizado para calibrar a unidade em intervalos regulares a fim de garantir a reprodutibilidade dos resultados. A unidade é fornecida com três sondas extras, duas em forma de cone truncado (sonda A) e uma plana (sonda B). Essas diferentes sondas permitem exames de áreas como fissuras oclusais e superfícies lisas vestibulares e linguais. Uma terceira sonda (C) está em desenvolvimento para ser utilizada em superfícies proximais. Como norma geral, a substância dental sadia apresenta valores até 5, lesões iniciais no esmalte produzem valores de aproximadamente 5 a 10, enquanto os maiores que 20 indicam o início de cárie de dentina. Valores excedendo 25 ou 30 são indicados para cáries de dentina avançadas (Anexo B). “A partir do score de fluorescência 21, já se detecta uma lesão na dentina. Mas ainda não é possível precisar em que terço da dentina está uma lesão com score de 40, 50, ou 60. É importante saber a partir de que número há segurança para afirmar que a lesão pode ser inativada” (ZANIN, 1999). Antes da utilização do laser, a fissura ou superfície a ser diagnosticada deve ser limpa. A extensão da limpeza depende necessariamente do grau de sujeira. Por isso, ela pode ir desde a simples secagem (remoção da saliva), até a remoção da placa e polimento de fissuras ou de outras superfícies dentais, com unidade de abrasão a pó ou escovas rotativas. A sonda de laser é movida ao longo da fissura ou de outra superfície dental. Para a melhor compreensão do método de diagnóstico a laser da superfície dos dentes, faz-se necessário o entendimento do mecanismo de interação dessa luz laser com os tecidos em que ela incide. A propriedade óptica de cada tecido determina a extensão e a natureza da resposta tecidual que ocorre pelos processos de absorção, transmissão, reflexão e difusão da luz laser. Toda luz ao incidir sobre uma superfície qualquer se desdobra, uma parte é refletida, e a outra, absorvida de acordo com o ângulo de incidência e das 29 propriedades ópticas da superfície atingida. Em tecidos mineralizados e polidos como o esmalte, a reflexão é muito forte e quanto menor o ângulo formado entre o raio incidente e a superfície irradiada, maior será a reflexão, sendo mínima quando o ângulo é de 90°. A luz laser, não sendo absorvida, é utilizada com fins diagnósticos. Durante a penetração de uma luz laser paralela (Figura 3), em um material com textura heterogênea, como, por exemplo, o esmalte e a dentina, e por causa de reflexões múltiplas, o raio perde o seu paralelismo e se expande mais e mais, resultando em um efeito conhecido como difusão. Também uma parte de luz laser que incide sobre um tecido pode ser refletida pela superfície sem penetrar ou interagir com ele. O resultado dessa reflexão, de acordo com a propriedade óptica do tecido avaliado, reflete em proporções variáveis de maneira que pode ser medida por sensores eletromagnéticos, podendo ser utilizadas em exames diagnósticos (TEN CATE, 2001). Figura 3: Penetração de luz laser. Fonte: Foto gentilmente cedida pelo Prof. Dr. Aldo Brugnera Júnior O DIAGNOdent 2095 pela fluorescência do laser de diodo 655 nm consegue detectar o nível de desmineralizacão que ocorre no esmalte dental. O laser de diodo é uma pastilha de material semicondutor, um diodo. A região ativa do diodo é formada por materiais semicondutores; as duas estruturas cristalinas são dotadas com certa quantidade de material para que possam apresentar características elétricas diferentes, a saber: uma camada de material condutor de 30 carga elétrica positiva (camada p): AsGa (Arsenieto de Gálio) tipo p - dopado com zinco (Zn); a outra camada de material condutor de cargas negativas (camada n): AsGa tipo n - dopado com telúrio (Te). As duas camadas condutoras são separadas por uma camada não condutora. Para que o diodo emissor de luz seja formado de radiação laser, é necessário que sejam adicionadas superfícies refletivas em cada extremidade da junção de forma a criar uma cavidade ótica. Embora essas cavidades sejam extremamente pequenas, podem produzir vários watts de potência. Os diodos possuem comprimento de onda no espectro vermelho e infravermelho (620 a 1.500 nm), os quais são determinados pelo tipo de material semicondutor utilizado. Assim, o DIAGNOdent 2095 é a primeira ferramenta de diagnóstico a fornecer resultados reproduzíveis e quantitativos no exame de substância dura alterada, o que é muito vantajoso para o monitoramento da condição do dente. 31 3. OBJETIVO A execução deste trabalho teve por objetivo analisar o grau de desmineralização do terço cervical do esmalte dental após a colagem de bráquetes em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico com aparelho fixo, utilizando a fluorescência como indicador do estatus de mineralização dos tecidos dentários. O aparelho laser DIAGNOdent (Kavo, Biberach, Alemanha) utilizado nesse trabalho permite que a fluorescência das superfícies dos dentes seja capturada. 32 4. MATERIAL E MÉTODOS Foram selecionados 15 pacientes, com idade entre 12 e 17 anos, de ambos os sexos, que apresentassem todos os dentes permanentes hígidos. As medições com o DIAGNOdent foram realizadas de 2º pré-molar direito ao 2º pré-molar esquerdo, superiores e inferiores. Foram assim examinados 20 dentes de cada paciente, totalizando uma mostra de 300 dentes em cada uma das 6 sessões realizadas, com intervalo de um mês cada sessão. Ao término das 6 consultas foram então realizadas 1800 medições. Os pacientes selecionados para a pesquisa receberam as mesmas orientações a respeito da dieta e técnica de higienização bucal e dos produtos que deveriam ser usados. Os produtos padronizados foram fornecidos pela autora durante todo o tratamento ortodôntico. • Escova dental macia suave nº 30 (Johnson & Johnson). • Escova bi-tufo da para limpeza dos bráquetes. • Passa fio (Sani-Fio). • Fita dental com cera (Johnson & Johnson). • Fluordent para bochecho noturno (Johnson & Johnson). • Dentifrício fluoretado (creme dental Colgate Tripla-Ação). As escovas dentais foram trocadas a cada 2 meses 4.1. Técnica sugerida para higienização bucal Os pacientes foram orientados para que o início da escovação se desse pela arcada superior repetindo os mesmos movimentos na inferior. 1. Limpeza das faces vestibulares e palatinas e/ou linguais. Posiciona-se a escova em ângulo de 45 graus com as cerdas voltadas para a cervical, introduzidas no sulco gengival e desliza-se esta escova em direção a superfície oclusal ou incisa, girando ligeiramente a cabeça da escova, repetindo o movimento de cinco a dez vezes para cada conjunto de dois dentes. Inicia-se a escovação na extremidade de uma arcada e segue-se até a outra escovando 33 assim todos os seus dentes. Recomenda-se iniciar pela face lingual ou palatina, uma vez que esta é sistematicamente esquecida durante o procedimento de escovação, a seguir repete-se o mesmo procedimento na vestibular. 2. Para complementar a limpeza nas faces vestibulares, local mais crítico onde se localizam os acessórios e arcos ortodônticos, o paciente deve introduzir as cerdas da escova entre os dentes e o arco vestibular com as pontas voltadas para a superfície de mastigação. Introduzem-se as pontas das cerdas, com movimentos de vai e vem, em todos os espaços entre dois dentes adjacentes de um lado a outro da arcada, nos dois arcos dentários. Após a escovação com a escova dental, o acabamento da limpeza dos bráquetes e ao redor dos mesmos foi usada a escova unitufo. 3. Para higienização das superfícies oclusais, recomenda-se movimentos anteroposteriores no sentido mesio-distal dos pré-molares e molares. 4. A superfície distal dos últimos dentes da arcada (2º molar ou 3º molar) deve ser higienizada com a escova com movimentos de cervical para oclusal. 5. A escova deve ser passada ao redor de todas as superfícies dos acessórios ortodônticos. As superfícies proximais já foram limpas quando da introdução das cerdas da escova nos espaços entre a superfície vestibular dos dentes e o arco ortodôntico, devendo neste momento higienizar as superfícies voltadas para a oclusal e a cervical. 6. Para a limpeza das superfícies inter-proximais, indicamos o uso do fio dental e do passa fio para facilitar sua introdução. O fio deve penetrar o mais fundo possível (sem traumatizar) dentro do sulco gengival, deve ser pressionado contra uma das faces e retirado esfregando-se esta face com movimentos de vai e vem no sentido vestíbulo-lingual. Volta-se o fio dentro do sulco e repetese o procedimento na outra face e, assim, repetido em todos os espaços interproximais. 34 7. Finalmente, deve-se escovar a superfície superior da língua, atingindo-se a parte mais posterior possível. O movimento é realizado de posterior para anterior, repetindo-se de cinco a dez vezes com a própria escova de dente. 4.2. Metodologia utilizada O procedimento de limpeza a ser realizado antecedente às leituras com o DIAGNOdent podem alterar os resultados encontrados. Nesse sentido, algumas pesquisas relatam a necessidade de uma cuidadosa profilaxia antes do exame. Previamente à aplicação da sonda laser, a superfície a ser diagnosticada foi limpa, removendo a placa com o polimento das superfícies dentais. O polimento foi realizado com pedra-pomes da Dentisply mais água e escova de Robson com ponta em chama. Para usar a fluorescência laser no monitoramento de lesões de esmalte, os dentes devem ser limpos e secos cuidadosamente a fim de aumentar a reprodutibilidade dos resultados. A colagem dos bráquetes foi feita usando-se Magic Acid gel condicionador (ácido fosfórico a 37%), delimitando-se o ataque à região de colagem do acessório. Os bráquetes foram colados com resina fotopolimerizável Fill Magic Ortodôntico: BisGMA, Éster do Ácido Metacrílico, Vidro de flúor silicato da marca Vigodent . Após a colagem dos braquetes foi realizada a remoção da resina adjacente ao contorno dos mesmos. (Figura 4) 35 Figura 4: Colocação dos bráquetes. Para a polimerização da resina foi utilizado o aparelho fotopolimerizador da Ultralumen, (Sanders do Brasil Ltda). Os acessórios para colagem em todos os casos foram kits de braquetes ortodônticos prescrição Roth Standart - Can. Sup. Inf. 13 graus. Ang. Slot 0.22 da (Morelli - Ref. 1010901). Para o desenvolvimento deste trabalho foi utilizado um aparelho laser DIAGNOdent 2095 655 nm (Kavo). A cada consulta de retorno foi feita uma medição com o aparelho DIAGNOdent. A sonda de laser toca a face vestibular dos dentes no ponto selecionado para pesquisa, conforme Figura 5 a seguir (ponto preenchido em preto). O instrumento indica o valor máximo como o valor de pico. 36 Ponto de aplicação da sonda do DIAGNOdent. Representação do acessório ortodôntico. Ponto usado para calibração do aparelho. Figura 5: Sonda de laser. Pelo fato de o instrumento poder ser calibrado, os valores medidos são reproduzíveis; sua flutuação máxima é de aproximadamente 3%. Durante o acompanhamento, pode-se determinar se o valor medido permaneceu inalterado ou se aumentou. Os valores foram anotados na ficha individual de cada paciente, na qual consta a data da consulta e o maior valor encontrado no ponto de aplicação, em movimento pendular, em cada dente (Anexo C). Figura 6: Laser Diagnodent. 37 4.3. Campo de pesquisa Os experimentos foram realizados no consultório dentário da autora, situado à Rua José Mattar, 40, primeiro andar, no Bairro São Dimas, em São José dos Campos SP. 4.4. População Este estudo foi desenvolvido com pacientes voluntários em início de tratamento ortodôntico, na faixa etária de 12 a 20 anos de idade. O contato com os pacientes e os responsáveis foi feito por meio de uma entrevista na qual foram fornecidas informações a respeito da pesquisa proposta. Os pacientes selecionados para o trabalho foram aqueles que iniciariam o tratamento ortodôntico, pois a primeira mensuração com DIAGNOdent teria de ser feita antes da colagem dos braquetes. Foi apresentado um termo de comprometimento particular aos responsáveis (Anexo D), o qual foi assinado pelos que aceitaram participar da pesquisa, sendolhes assegurado o anonimato (Anexo E). Este projeto foi apresentado à Comissão de Ética da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) para a apreciação e autorização para a efetivação desta pesquisa. 4.5. Critério de inclusão e exclusão Foram incluídos na pesquisa pacientes de ambos os sexos, com idade entre 12 a 20 anos, com todos os dentes permanentes hígidos do 2º pré-molar direito ao 2º prémolar esquerdo superiores e inferiores, sem discriminação de raça e condição socioeconômica. Os pacientes que, por ventura, não quiseram participar da pesquisa ou foram excluídos por qualquer motivo foram informados que o seu tratamento ortodôntico não seria prejudicado. 38 4.6. Coleta de dados A coleta de dados foi realizada no período de julho a novembro de 2005 pela própria pesquisadora com indivíduos pré-selecionados que iniciaram o tratamento ortodôntico em julho de 2005. Os pacientes que abandonassem o tratamento seriam automaticamente excluídos do estudo. Realizaram-se avaliações dos pacientes antes da colagem dos acessórios ortodônticos, e, mensalmente, após a colagem de acordo com o protocolo citado em relação à técnica de profilaxia, dentes e faces a serem avaliados. 39 5. RESULTADOS Os dados obtidos resultaram do exame de 15 pacientes, somando um total de 300 dentes avaliados durante 6 meses de tratamento ortodôntico. Durante a pesquisa foram realizadas 1.800 medições. Figura 7: Ponta B - superfícies planas vestibulares e linguais. Fonte: http://www.kavo.com/Default.aspx?navid=40&oid=002&lid=En&rid=1413 Os resultados são apresentados sob forma de tabelas e gráficos. Os gráficos a seguir mostram a resposta de cada dente, nas medidas mensais com intervalo de 30 dias (momentos 1, 2, 3, 4, 5, 6) após os procedimentos de profilaxia já descritos. Na Tabela 2 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 15. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 2: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 15. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,27 3,27 3,36 3,55 3,55 3,27 Desvio padrão 1,28 0,76 0,95 0,95 1,03 0,85 15 15 15 15 15 15 N ANOVA p = 0,0028 * Obs.: Quando o valor de p for menor ou igual a 0,05, dizemos que há diferença significativa. Caso contrário, dizemos que não há. Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 1. 40 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 1: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 15. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 3 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 14. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 3: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 14. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,93 3,69 2,83 3,00 3,33 3,18 Desv. Padrão 1,22 0,79 0,74 0,93 0,69 0,74 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p =0,0002 * Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 > 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 2. 41 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 2: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 14. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 4 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 13. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 4: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 13. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,87 3,27 2,93 2,87 3,20 3,00 Desv. Padrão 0,92 0,70 0,80 0,92 0,86 1,00 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0030 * Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 > 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 3. 42 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 3: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 13. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 5 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 12. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 5: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 12. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,87 3,20 2,67 2,73 2,87 3,00 Desv. Padrão 0,83 0,86 0,72 0,88 0,83 0,76 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0001* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 > 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 4. 43 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 4: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 12. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 6 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 11. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 6: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 11. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,00 3,13 2,60 2,93 3,27 3,20 Desv. Padrão 0,85 0,92 0,83 1,10 0,88 1,08 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0002 * Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 5. 44 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 5: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 11. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)) Na Tabela 7 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 21. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 7: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 21. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,33 3,33 2,87 3,07 3,27 3,27 Desv. Padrão 0,82 1,05 1,06 1,03 1,16 0,80 15 15 15 15 15 15 N ANOVA p < 0,0001* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 6. 45 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 6: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 21. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 8 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 22. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 8: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 22. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,13 3,00 2,67 3,07 3,33 3,20 Desv. Padrão 1,41 1,13 1,29 1,34 1,18 0,94 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0017* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 7. 46 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 7: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 22. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 9 apresentada a comparação entre os momentos relativos às consultas mensais com intervalo é de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 23. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 9: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 23. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,13 3,00 2,50 3,08 3,15 2,92 Desv. Padrão 0,99 1,07 1,12 0,70 1,06 0,80 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p < 0,0001* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 8. 47 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 8: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 23. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 10 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 24. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 10: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 24. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,13 3,58 3,17 3,33 3,33 3,25 Desv. Padrão 0,99 0,96 0,74 1,09 1,09 1,01 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0257* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 > 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 9. 48 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 9: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 24. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 11 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 25. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 11: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 25. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,40 3,31 3,00 3,40 3,30 3,30 Desv. Padrão 1,30 0,79 0,76 0,86 0,85 1,00 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0005* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 10. 49 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 10: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 25. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 12 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 35. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 12: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 35. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,07 2,55 2,82 3,09 3,00 3,00 Desv. Padrão 0,96 0,88 0,99 0,70 0,85 0,54 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p < 0,0001* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 11. 50 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 11: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 35. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 13 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 34. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 13: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 34. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,93 3,40 3,20 3,07 3,13 3,07 Desv. Padrão 0,88 2,59 2,34 0,80 0,83 0,80 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,3791 Não significante por meio de comparações múltiplas de Tukey. Não houve diferença significante entre os momentos, portanto temos a seguinte hierarquia: 1 = 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 12. 51 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 12: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 34. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 14 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 33. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 14: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 33. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,60 3,00 2,47 2,73 3,33 3,33 Desv. Padrão 0,91 1,13 0,92 0,88 0,72 0,82 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0012* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 < 3 = 4 / 1 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 13. 52 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 13: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 33. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 15 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 32. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 15: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 32. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,60 3,13 2,47 2,67 3,13 3,07 Desv. Padrão 0,91 1,36 0,92 0,90 0,74 0,88 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0061* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte Hierarquia: 1 = 2 < 3 = 4 / 1 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 14. 53 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 14: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 32. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela16 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 31. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 16: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 31. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,87 3,27 2,60 3,07 3,27 3,20 Desv. Padrão 0,92 1,10 1,06 1,39 1,10 0,86 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0112* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 = 2 < 3 = 4 / 1 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 15. 54 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 15: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 31. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 17 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 41. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 17: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 41. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,93 2,87 2,33 2,93 3,00 3,27 Desv. Padrão 0,96 1,19 0,82 1,28 1,25 0,80 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p < 0,0001* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 16. 55 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 16: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 41. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 18 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 42. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 18: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 42. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 4,00 3,07 3,20 2,79 3,07 2,93 Desv. Padrão 1,07 2,12 2,40 1,26 1,16 0,88 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0472* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 17. 56 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 17: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 42. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 19 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 43. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 19: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 43. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,53 2,67 2,80 2,80 2,93 3,07 Desv. Padrão 0,99 1,05 1,01 0,86 1,22 0,96 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0340* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 > 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 18. 57 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 18: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 43. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 20 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 44. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 20: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 44. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,47 3,14 3,07 2,67 3,07 3,20 Desv. Padrão 1,06 2,56 2,31 0,90 1,03 1,21 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,5830 Não significante por meio de comparações múltiplas de Tukey. Não houve diferença significante entre os momentos, portanto temos a seguinte hierarquia: 1 = 2 = 3 = 4 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 19. 58 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 19: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 44. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Na Tabela 21 é apresentada a comparação entre os momentos relativos ás consultas mensais com intervalo de 30 dias (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 45. Para tanto aplicamos o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Em caso de diferença significante, procedeu-se a comparações múltiplas de Tukey. Tabela 21: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 45. 1' 2' 3' 4' 5' 6' Média 3,20 2,38 2,46 2,54 2,85 3,00 Desv. Padrão 1,01 0,89 0,81 0,81 0,74 0,66 N 15 15 15 15 15 15 ANOVA p = 0,0018* Significante por meio de comparações múltiplas de Tukey, obteve-se a seguinte hierarquia: 1 < 2 = 3 = 4 / 1 = 5 = 6. Para melhor visualizar os resultados apresentamos o Gráfico 20. 59 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1' 2' 3' 4' 5' 6' Momentos Gráfico 20: Comparação entre os momentos (1, 2, 3, 4, 5, 6) para respostas do Dente 45. Legenda: média ± 1,96 * (desvio-padrão / √ (n-1)). Tabela 22: Comparação entre todas as medições da resposta feitas nos primeiros pré-molares superiores e inferiores. Medições de intensidade da resposta 16-08 Media Dente 24 20-12 27-01 2,83 3 3,33 3,18 1,223 0,791 0,74 0,926 0,69 0,739 15 15 15 15 15 15 Media 4,13 3,58 3,17 3,33 3,33 3,25 desvio-padrão 0,99 0,961 0,74 1,091 1,091 1,009 15 15 15 15 15 15 3,93 3,4 3,2 3,07 3,13 3,07 0,884 2,586 2,336 0,799 0,834 0,799 15 15 15 15 15 15 Media 3,47 3,14 3,07 2,67 3,07 3,2 desvio-padrão 1,06 2,559 2,314 0,9 1,033 1,207 15 15 15 15 15 15 0,6 0,4 0,4 0,5 0,4 0,4 0,5 0,5 0,4 0,6 0,6 0,5 0,5 1,4 1,2 0,4 0,4 0,4 0,6 1,3 1,2 0,5 0,5 0,6 n n desvio-padrão Dente 44 18-11 3,69 Media Dente 34 26-10 3,93 desvio-padrão Dente 14 14-09 n n 60 Gráfico 21: Comparação entre todas as medições feitas nos primeiros pré-molares superiores e inferiores. Tabela 23: Comparação entre todas as medições feitas nos caninos superiores e inferiores. Medições de intensidade da resposta 16-08 Media Dente 23 Dente 43 18-11 3,27 2,93 2,87 0,915 0,704 0,799 0,915 15 15 15 15 Media 4,13 3 2,5 3,08 desvio-padrão 0,99 1,069 1,118 0,703 n 15 15 15 15 Media 3,6 3 2,47 2,73 0,91 1,134 0,915 0,884 15 15 15 15 Media 3,53 2,67 2,8 2,8 desvio-padrão 0,99 1,047 1,014 0,862 15 15 15 15 0,5 0,4 0,4 0,5 0,5 0,6 0,6 0,4 0,5 0,6 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 n desvio-padrão Dente 33 26-10 3,87 desvio-padrão Dente 13 14-09 n n 61 Gráfico 22: Comparação entre todas as medições feitas nos caninos superiores e inferiores. 62 Tabela 24: Compilação dos dados obtidos de cada elemento dental. MOMENTOS QUANTIFICAÇÃO DO GRAU DE DESMINERALIZAÇÃO DENTAL 15 14 13 12 11 21 22 23 24 25 35 34 33 32 31 41 42 43 44 45 MÉDIA 01 1 4,27 3,93 3,87 3,87 4,00 4,33 4,13 4,13 4,13 4,40 4,07 3,93 3,60 3,60 3,87 3,93 4,00 3,53 3,47 3,20 3,91 02 2 3,27 3,69 3,27 3,20 3,13 3,33 3,00 3,00 3,31 3,31 2,55 3,40 3,00 3,13 3,27 2,87 3,07 2,67 3,14 2,38 3,10 03 3 3,36 2,83 2,93 2,67 2,60 2,87 2,67 2,50 3,17 3,00 2,82 3,10 2,47 2,47 2,60 2,33 3,20 2,80 3,07 2,46 2,80 04 4 3,55 3,00 2,87 2,73 2,93 3,07 3,07 3,08 3,33 3,40 3,09 3,07 2,73 2,67 3,07 2,93 2,79 2,80 2,67 2,54 2,97 05 5 3,55 3,33 3,20 2,87 3,27 3,27 3,33 3,15 3,33 3,30 3,00 3,13 3,33 3,13 3,27 3,00 3,07 2,93 3,07 2,85 3,17 06 6 3,27 3,18 3,00 3,00 3,20 3,27 3,20 2,92 3,25 3,30 3,00 3,07 3,33 3,07 3,20 3,27 2,93 3,07 3,20 3,00 3,14 MÉDIA 4,25 3,99 3,83 3,67 3,83 4,03 3,88 3,76 4,10 4,14 3,71 3,94 3,69 3,61 3,86 3,67 3,81 3,56 3,72 3,29 Os momentos 1, 2, 3, 4, 5, 6 são relativos às consultas mensais. 63 6. DISCUSSÃO O esmalte dentário é considerado como a estrutura de maior dureza do corpo humano, sendo a única estrutura altamente mineralizada visível clinicamente, desprovida da capacidade regenerativa do osso e da dentina. A composição heterogênea de cristais sub-microscópicos embebidos em matriz orgânica, proporciona características biofísicas e micro-morfológicas especiais. Embora os aparelhos ortodônticos por si só não causem ou aumentem a prevalência de cárie, os acessórios colados ao esmalte dental dificultam a manutenção da higiene oral durante a terapia ortodôntica. A motivação do paciente para a higienização bucal correta é de suma importância. A quantificação da desmineralização do esmalte, por meio da fluorescência da luz laser, tem sido relatada como um método útil para o diagnóstico in vitro e in vivo das lesões incipientes no esmalte (DE JOSSELIN DE JONG et al., 1995; FEJERSKOV, 2004). Existe uma relação direta entre a fluorescência e a profundidade da lesão, que é comparável à correlação entre esta e a perda de minerais (DE JOSSELIN DE JONG, 1995). A emissão da fluorescência dos tecidos hígidos é diferente daquela dos desmineralizados e isso permite a detecção de lesões de cárie (HIBST; GALL, 1998). A inspeção visual, apesar de ainda ser bastante utilizada, apresenta deficiências. Quando o método é realizado em superfícies limpas e iluminadas, e a secagem do sítio examinado é feita de forma satisfatória, é possível realizar uma detecção relativamente precoce do processo carioso (MACHIULSKIENE; NYVAD; BAELUM, 1999; ANGMAR-MANSSON e TEN BOSCH, 1993). No entanto, o método visual é subjetivo. Dessa forma, alterações minerais entre dois exames realizados em épocas diferentes são detectadas somente após um grande avanço da lesão, e isso muitas vezes só ocorre depois de um tempo relativamente longo (NYVAD, 2004) Como o diagnóstico clínico (visual e radiográfico) se faz quando certa quantidade de mineral já foi perdida, e certo tempo já se passou, é importante a busca de novos métodos que detectem as primeiras perdas minerais para que possamos agir o mais cedo possível no processo de reversibilidade, tentando evitar a progressão da lesão, tornando-a inativa. A busca por métodos quantitativos e 64 reprodutíveis para detecção de cárie que possibilitem detectar pequenas alterações minerais de forma mais precisa em um curto espaço de tempo, é crescente na Odontologia. As observações clínicas e científicas de que os métodos mais usuais para diagnóstico da cárie carecem de especificidade e sensibilidade são comuns a vários pesquisadores . As observações feitas apenas refletem a necessidade de otimização dos métodos de diagnóstico de forma não invasiva e seu perfil dinâmico, acompanhado quantitativamente, favorecendo as condutas preventivas que regem a Odontologia do terceiro milênio. Inúmeros autores têm validado o emprego da fluorescência induzida pela luz laser no diagnóstico da cárie dentária, como constatado nos trabalhos de AngmarMânson, Al-Khateeb e Tranaeus e Stookey et al. Ferreira Zandoná et al. (1998), ressaltam a importância da possibilidade de utilização de um equipamento para diagnóstico de cárie incipiente que seja objetivo, padronizado e passível de mensuração. As lesões de manchas brancas desenvolvem-se rapidamente e nos seus estágios mais avançados tornam-se irrecuperáveis. Portanto, é de suma importância ressaltar a responsabilidade do ortodontista em diagnosticar as lesões de mancha branca em estágios iniciais, quando ainda podem regenerar-se por completo. Essas lesões são passíveis de remineralização, mediante a utilização dos métodos de aplicação tópico de flúor, contribuindo para formação de depósitos de fluoreto de cálcio (CaF2) sobre as superfícies de esmalte, atuando assim como um reservatório de íons flúor controlado pelo pH da saliva. Para Koulorides e Cameron (1980) a remineralização é a interrupção ou reversão do processo de uma lesão cariosa sem cavitação macroscópica, por meio da diminuição do ataque cariogênico, aumento da resistência da superfície do dente ou de uma combinação de ambos. A lesão típica de cárie ativa inicial no esmalte exibe uma aparência opaca esbranquiçada com uma superfície rugosa, enquanto no estágio inativo, elas adquirem uma superfície lisa e dura. Observações clínicas sugerem que lesões de cárie podem ser interrompidas em qualquer estágio do desenvolvimento da lesão, mesmo no nível de cavitação, contanto que as condições livres de placa sejam mantidas clinicamente. O fato de essas lesões serem passíveis de remineralização é o que torna a detecção precoce 65 um fator de extrema importância. Isso é particularmente válido no que se refere àqueles portadores de aparelhos ortodônticos. A aparatologia ortodôntica favorece a retenção e o acúmulo de placa bacteriana, dificultando o processo normal de higienização dental. No diagnóstico duvidoso pode-se utilizar a luz laser fluorescente DIAGNOdent para o refinamento do exame visual. A detecção e a interceptação da doença cárie devem ser feitas em seus estágios iniciais, a fim de que se consiga estabelecer o tratamento mais adequado. Entretanto, o diagnóstico da cárie não exige do profissional apenas habilidade, é primordial que ele conheça a sensibilidade e especificidade de cada método, pois só assim poderá escolher os mais adequados às condições singulares de cada paciente. No presente estudo, o DIAGNOdent mostrou-se capaz de monitorar o grau de desmineralização dessas lesões, podendo ser útil para auxiliar no diagnóstico precoce. O sistema DIAGNOdent 2095 utilizando laser de diodo apresenta boa confiabilidade em diagnosticar a cárie, devido à sua alta sensibilidade, o que vai ao encontro dos estudos de Lussi (1991), Lussi (1993), Emami et al. (1996) e Shi, Tranaeus e Angmar-Mansson (2001). Assim, pode-se afirmar que a fluorescência é um método capaz de identificar as alterações minerais, não sendo necessárias o início das alterações orgânicas na estrutura do esmalte dental decorrentes do processo carioso para que haja a mesma. 66 7. CONCLUSÃO A fluorescência a laser de diodo 655nm foi efetiva para detectar precocemente a desmineralização do esmalte dentário. O fato do DIAGNOdent através da fluorescência laser mostrar visualmente num painel a quantificação de perdas minerais através de números e a partir do escore 10 enviar um sinal sonoro, alerta e conscientiza o paciente e seus responsáveis que um processo de alteração daquele sítio examinado está ocorrendo naquele momento, evoluindo para a formação de uma lesão cariosa se medidas cabíveis não forem tomadas. As leituras anotadas nas fichas de cada paciente permitiram um acompanhamento numérico dos dados de desmineralização do esmalte, mantendo o paciente num nível aceitável de higienização durante todo o tratamento ortodôntico. O laser de diodo 655 nm mostrou ser um método capaz quantificar e monitorar o grau de desmineralização do esmalte dental através da fluorescência, permitindo o controle da evolução da doença cárie em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico. 67 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANGMAR-MANSSON, B.; TEN BOSCH, J.J. 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Dissertação (Mestrado em Odontologia) - Faculdade de Odontologia, Universidade Camilo Castelo Branco, São Paulo, 1999. 73 ANEXOS Anexo A - Nomenclatura dos dentes DENTE NOME 15 2º Pré-Molar Superior Direito 14 1º Pré-Molar Superior Direito 13 Canino Superior Direito 12 Incisivo Lateral Superior Direito 11 Incisivo Central Superior Direito 21 Incisivo Central Superior Esquerdo 22 Incisivo Lateral Superior Esquerdo 23 Canino Superior Esquerdo 24 1º Pré-Molar Superior Esquerdo 25 2º Pré-Molar Superior Esquerdo 35 2º Pré-Molar Inferior Esquerdo 34 1º Pré-Molar Inferior Esquerdo 33 Canino Inferior Esquerdo 32 Incisivo Lateral Inferior Esquerdo 32 Incisivo Central Inferior Esquerdo 41 Incisivo Central Inferior Direito 42 Incisivo Lateral Inferior Direito 43 Canino Inferior Direito 44 1º Pré-Molar Inferior Direito 45 2º Pré-Molar Inferior Direito 74 Anexo B - Escala de valores usada nos casos clínicos de acordo com o fabricante do DIAGNOdent 2095 Valores 0-5 6-10 11-15 16-20 a partir de 21 99 Referência dente sadio lesão superficial de esmalte (desmineralização) lesão superficial de esmalte lesão profunda do esmalte lesão de dentina comprometimento pulpar 75 Anexo C - Ficha Controle Nome do Paciente: Data Dente 15 14 13 12 11 21 22 23 24 25 35 34 33 32 31 41 42 43 44 45 76 Anexo D - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Eu, ___________________________________ ___________________ abaixo assinado portador autorizo do meu RG nº filho ________________________________________, a participar na qualidade de paciente, do projeto de pesquisa intitulado Utilização do Laser Diodo 655 nm no Controle da Desmineralização do Esmalte em Pacientes Submetidos a Tratamento ortodôntico sob a responsabilidade da Dra. Maria de Fátima Mariano Bricks. O trabalho consiste em mensurar a desmineralização do esmalte dental após a colagem de acessórios ortodônticos com o objetivo de avaliar se a colagem desses acessórios dificulta a higiene dental levando a prejuízo ao dente. Este trabalho com Laser diodo 655 nm não é nocivo à saúde e não implicará em interferências nem risco ao tratamento ortodôntico. Esta medição não terá custo adicional para o paciente e será realizado durante as consultas de manutenção mensal do tratamento ortodôntico. Autorizo de forma livre e voluntária a realização do tratamento e mensurações que me foram apresentadas neste projeto e dos quais recebi explicações claras, simples e compreendi os propósitos, além de saber que a pesquisa segue princípios éticos, técnicos e científicos reconhecidos pela Medicina. Autorizo a realização de fotografia com finalidade científica e didática, desde que resguardada a identidade do paciente durante todo o tratamento, não devendo expor o caso clínico desnecessariamente. Declaro que fui informado de que caso queira abandonar a pesquisa em qualquer momento do referido projeto não haverá prejuízo algum em relação ao tratamento proposto. São José dos Campos ________ de _____________ de 2005. _______________________________ Assinatura do pai ou responsável Anexo E - Termo de responsabilidade 77 Eu, Maria de Fátima Mariano Bricks, residente à rua Pedro de Toledo nº 48 Ap. 133, São José dos Campos, São Paulo, portador do RG de número 11.600.951 SP, venho através deste termo de responsabilidade, publicamente comprometer-me a: 1- Garantir a confidencialidade e privacidade das informações coletadas. 2- Preservar o anonimato dos participantes do estudo, quando de sua divulgação, quaisquer que sejam os meios utilizados para tal fim. 3- Não utilizar iniciais de nomes, números de registros em instituições, ou outras quaisquer formas de cadastros, quando de sua divulgação, valendo-se destes apenas para fim de coleta, identificação e catalogação de dados necessários à correta condução deste estudo conforme suas proposições e metodologias constantes do projeto de pesquisa. Por ser verdade, subscrevo-me ___________________________________ Maria de Fátima Mariano Bricks Mestrado em Bioengenharia da Universidade Camilo Castelo Branco