Proposta Pedagógica
2011/2012
2012/2013
Escola SENAI “Celso Charuri”
Sumaré-SP
PROPOSTA
PEDAGÓGICA
2012/2013
Escola SENAI “Celso Charuri”
Sumaré/SP
Agosto, 2012
2
Proposta Pedagógica da Escola SENAI “ Celso Charuri”.
0B
© SENAI-SP, 2012.
Trabalho elaborado tendo como base a Resolução 40/2000 -Diretoria Técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial em São Paulo/SP. As orientações de editoração são provindas da Gerência de Educação – GED.
Luis Rodrigues da Silva
João Ulysses Laudissi
Elaboração
Aprovação
Coordenador Técnico
Diretor da Unidade
Ano 2007 Validação
Keila Garcia
Luciano Leite
Paulo Roberto Lima
Nelson Gonçalves
Tristana Cezareto
Luis Clóvis Ferreira
Júlio Alves de Oliveira
Davi Costa dos Santos
Bruno Pinheiro
Quelsen Celestino dos Santos
Leonardo Felipi Vitorino
Revisão anual: 2012
Revisores
Representante do corpo
docente.
Representante do corpo
discente.
Faculdade Politécnica de
Sumaré.
Presidente do CIESP –
Sumaré.
Mabe Hortolândia.
Secretário Municipal de
Educação.
SHD - Sociedade Humana
Despertar.
Schneider Eletric S.A.
Transitions do Brasil S.A.
Wabco Freios.
Manserv – IBM.
Luis Rodrigues da Silva
Claudio Rafael Teti
Geni Pereira da Silva
Keila Garcia
Victor Guidini
Wanderley Sanches Carrasco
Marcos Antonio Cezareto
Renata de Fátima da Silva
Coordenador Técnico
Diretor da Unidade
Orientadora Educacional
Docente Língua Portuguesa
Técnico de ensino
Técnico de ensino
Instrutor de P.P.I.
Bibliotecária
Sumaré-SP, 20 de Agosto de 2012.
SENAI
Telefone
E-mail
Home page
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Escola SENAI “Celso Charuri”.
Av. Rebouças, 3965, Jd. São Carlos .
Sumaré – SP.
CEP 13170-023.
(0XX19) 3883-7328
[email protected]
http://www.sp.senai.br/sumaré
3
SUMÁRIO
1
APRESENTAÇÃO
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.6.1.
1.7
1.8
1.9
1.10
Missão institucional
Política da qualidade e meio ambiente
Contexto histórico
Objetivo geral
Objetivo específico
Razões da criação da Escola SENAI em Sumaré
Ações
Principais fatos históricos
Visão
Políticas
Princípios
5
6
6
7
9
10
10
11
12
12
14
14
2
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DA ESCOLA
16
3
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NA UNIDADE ESCOLAR
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
3.8
Objetivos da educação profissional
Características da educação profissional
Atuação educacional
Atuação administrativa
Atuação financeira
Gestão de pessoas
Integrações de ações
Parcerias
17
17
18
18
19
19
19
20
20
4
GESTÃO EDUCACIONAL
21
5
OFERTAS EDUCACIONAIS NA ESCOLA
5.1
5.1.1
5.1.2
5.1.3
5.2
5.3
5.4
Cursos de aprendizagem industrial
Eletricista de manutenção
Mecânico de usinagem em máquinas convencionais
Outros programas especiais de Aprendizagem Industrial
Educação profissional técnica de nível médio
Formação inicial e continuada de trabalhadores
Serviços técnicos e tecnológico
21
22
22
28
30
32
36
37
6
AÇÕES NA ÁREA EDUCACIONAL
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
6.6
6.7
6.8
6.9
6.10
6.11
6.12
6.13
6.14
Atuação no mercado de trabalho
Definição de objetivos
Definição de competências
Possibilidade de aproveitamento de estudos
Implementação do planejamento de ensino
Rendimento escolar
Compensação de ausências
Avaliação e promoção
Recuperação de estudos
Conselho de classe
Divulgação dos resultados de avaliação
Sanções para falta disciplinares
Avaliação do desempenho na área educacional
Orientação ao aluno
38
38
38
38
39
40
41
42
42
43
43
44
44
45
45
7
PERSPECTIVAS E PROGNÓSTICOS
46
8
PRÁTICAS PROFISSIONAIS
47
9
REFERÊNCIAS
48
ANEXOS
50
4
1 - Apresentação
A
proposta
pedagógica
é
a
formalização
do
compromisso
educacional da escola com relação aos alunos, à indústria, à família e à comunidade,
denotando o modelo e a qualidade do ensino pretendido. Este documento configurase em caráter estratégico, sendo sua formulação oriunda da participação dos
agentes do processo educativo. Vale lembrar que, na concepção deste projeto, foram
considerados:
•
O cenário externo, as oportunidades em negócios educacionais,
as necessidades locais e regionais, a vocação da unidade escolar e
sua capacidade instalada, os recursos humanos e tecnológicos,
obedecendo às normas, o Regimento Comum das unidades SENAI e
a legislação vigente;
•
As diretrizes emanadas pelo Departamento Regional, bem como
a Proposta Educacional do SENAI-SP, o que constitui pleno
alinhamento estratégico institucional no que tange ao exercício da
missão do Sistema SENAI.
Esta proposta pedagógica terá revisão e atualização, sempre que as
condições econômicas, tecnológicas e sociais requererem. A Unidade se reunirá
periodicamente com entidades de classe e patronais, bem como a comunidade,
obtendo subsídios para o planejamento de suas ações educativas e de assessoria às
empresas.
5
1.1 Missão Institucional
O eixo norteador das ações educacionais desta Escola tem por base
a própria Missão Institucional, aplicada à área de atuação, na concepção original.
O SENAI tem por missão:
“Promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a
transferência de tecnologias industriais, contribuindo para elevar a
competitividade da indústria brasileira”.
1.2 Políticas de Gestão do SENAI-SP
O SENAl/SP, no cumprimento de sua missão, promove o contínuo
aprimoramento dos serviços educacionais e tecnológicos, o desenvolvimento de
seus recursos humanos e o fortalecimento da relação com os clientes e partes
interessadas.
Políticas da Qualidade e Meio Ambiente
Atendimento à legislação aplicável aos seus processos e serviços.
Manutenção de ambientes de trabalho adequados e seguros.
Preservação do meio ambiente, por meio da prevenção à poluição e do uso
consciente de recursos.
Políticas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
Desenvolvimento dos serviços técnicos e tecnológicos.
Produção de soluções técnicas e inovações para o mercado.
Atuação em rede e busca sistemática de referenciais externos.
Reconhecimento da inovação como um ativo valioso da organização.
Promoção de linguagem comum de inovação na instituição.
6
1.3 Contexto Histórico
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — SENAI — criado
pelo Decreto-Lei Federal n. ° 4.048 de 22/01/1942 é entidade jurídica de direito
privado, organizada e dirigida pela Confederação Nacional da Indústria (artigo 2° do
Decreto-Lei Federal n°9.576, de 12/08/1946 e artigo 3° do Regimento aprovado pelo
Decreto Federal n°494, de 10/01/1962).
A Escola SENAI “Celso Charuri” de Sumaré foi resultado de uma
tríplice parceria entre a Prefeitura Municipal, o Instituto Pró-Vida e o SENAI-SP. A
entrega oficial do prédio ocorreu no dia 20 de Outubro de 2006 contando com a
presença de autoridades municipais, Diretoria do Instituto Pró-Vida e representantes
do Departamento Regional do SENAI-SP, além dos funcionários da escola e
convidados.
Figura 1- Fachada principal da Escola SENAI Celso Charuri.
No dia 31 de outubro de 2006 a escola passou a ser designada
oficialmente Escola SENAI Celso Charuri em referência ao fundador do Instituto
Pró-Vida e, em 01 de novembro de 2006 foi oficialmente designado para ocupar a
direção da Escola SENAI “Celso Charuri” o Professor João Ulysses Laudissi que
7
anteriormente ocupava esta mesma função no Centro de Treinamento “Luiz Massa”
na cidade de Botucatu/SP.
O terreno localizado, praticamente, no centro da cidade de Sumaré
com área de 24.518,30 m², foi doado pela Prefeitura Municipal e aprovado pela
Câmara Municipal (lei nº 2335) em 15/08/1991, sobre o qual foi erguido um prédio
com 2.509,18 m², distribuídos em três blocos: um administrativo com 484,87 m² e
outros dois com laboratórios (903,46 m²) e oficinas com 1075,25 m².
Após estudos sobre o parque industrial da região, foi constatada a
necessidade de uma atuação mais direta com a realização de cursos voltados ao
segmento da manutenção de máquinas e equipamentos, para suprir elevada
demanda neste setor que até então era atendido de forma pontual e genérica pelas
escolas circunvizinhas.
O projeto educacional previu a construção de oito laboratórios –
Informática,
Comandos
e
Máquinas
Elétricas,
Instalações
Prediais,
Hidráulica/Pneumática, Metrologia, CLP, CAD/CAM e CNC - com capacidade para
dezesseis alunos; cinco salas de aula climatizadas e mobiliadas dentro dos mais
modernos conceitos ergonômicos, sendo três salas com capacidade para trinta e
dois alunos e duas salas de tecnologia imediata com capacidade para dezesseis e,
por fim, três oficinas, sendo uma de Soldagem Industrial com capacidade para
atender doze alunos, uma de Usinagem Mecânica para trinta e dois alunos e uma de
Manutenção Eletromecânica com capacidade para trinta e dois alunos.
Manutenção Eletromecânica, metal-mecânica e eletroeletrônica são
as áreas de atendimento do SENAI. As áreas de automação industrial e informática
também garantem o apoio à indústria, pois são fundamentais ao processo de
modernização e a garantia da competitividade das empresas. Portanto, Sumaré tem
no SENAI um aliado na formação de profissionais, na difusão de informações e na
prestação de serviços técnicos e tecnológicos para as indústrias da região.
8
1.4 Objetivo Geral
Ministrar a educação profissional na Escola SENAI Celso Charuri
com base nos seguintes princípios:
• Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola de jovens, adultos
e idosos e pessoas com deficiências físicas;
• Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a
arte e o saber;
• Respeito e tolerância às etnias e diferenças culturais;
• Garantia de padrão de qualidade;
• Valorização da experiência extra-escolar;
• Valorização do profissional da educação; e,
• Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
9
1.5 Objetivos Específicos
a) Permitir jovens e adultos (inclusive acima de 45 anos) e PCD´s a aquisição
de condições de acesso ao mercado de trabalho;
b) Estruturar uma oferta de formação diversificada e de qualidade, capaz de
responder eficazmente às necessidades das empresas e das pessoas que
buscam:
•
Inserção no mercado de trabalho;
•
Aperfeiçoamento ou especialização em suas funções;
•
Reconversão e requalificação profissionais;
c) Possibilitar, mediante exames, o aproveitamento de competências já
adquiridas, tanto em sistemas formais de ensino quanto no trabalho;
d) Formar cidadãos produtivos, que possam contribuir para a melhoria da
qualidade de vida da população brasileira.
1.6 Razões da Criação da Escola SENAI em Sumaré
•
Atender às necessidades de formação de menores aprendizes
aliada às mudanças do mercado e do perfil profissional;
•
Atuar de forma prática e eficaz na prestação de serviços;
•
Caracterizar o SENAI Sumaré como fonte geradora e difusora
de informação tecnológica e serviços técnicos e tecnológicos;
•
Auxiliar as empresas contribuindo com o auto-desenvolvimento
de seus funcionários por meio da educação e/ou da formação
continuada.
10
1.6.1 Ações
A Escola SENAI Celso Charuri - CFP 5.12 - desenvolve suas ações
baseadas nas seguintes premissas:
•
Atualizar
constantemente
os
funcionários,
laboratórios
e
oficinas de maneira que trabalhem com as inovações
tecnológicas do mercado;
•
Estimular o exercício da cidadania oferecendo aos alunos os
temas transversais a ela relacionados, proporcionando uma
postura crítica e construtivista em busca da melhoria da
qualidade de vida; e,
•
Buscar sempre a melhoria da qualidade nos serviços prestados,
para satisfação dos nossos clientes.
Tais premissas sustentam aos objetivos e metas estabelecidos pelo
SENAI-SP e consolidam a Política da Qualidade e do Meio Ambiente do
Departamento Regional do SENAI/SP.
11
1.7 Principais Fatos Históricos
DATA
OCORRÊNCIA
2B
1B
15/08/1991
Doação do terreno ao SENAI-SP
03/08/2005
Assinatura do Convênio de Cooperação Técnica e outras Avenças
entre o SENAI-SP a Prefeitura Municipal de Sumaré e o Instituto
Pró-Vida.
09/01/2006
Início das obras da Escola.
20/10/2006
Entrega oficial do prédio.
01/11/2006
Início oficial das atividades escolares – CO 38/06-31/10/06.
01/11/2006
Designação oficial do diretor da Unidade - CO-39/06-31/10/06.
03/02/2007
Inauguração oficial da Escola.
21/08/2009
09/02/2011
01/03/2012
Comunicado nº 56/09 – Inclui o Município de Hortolândia na área
de atuação do CFP 5.12.
Autorização da DITEC para início de estudos de ampliação da
infraestrutura da Unidade Educacional.
Comunicado CO 17/12 designando o Prof. Cláudio Rafael Teti
como Diretor deste CFP 5.12.
1.8 Visão
A Escola SENAI Celso Charuri em Sumaré está localizada em um
ambiente que atraiu uma grande quantidade de migrantes que vieram, notadamente,
do Paraná, Norte e Nordeste nos últimos anos, conferindo uma característica própria
à cidade. Isso ocasionou uma ocupação desordenada, notadamente em sua periferia
que se constituiu principalmente de famílias de baixa renda que migraram buscando
obter melhores condições de vida.
A industrialização ocorrida no município nos últimos anos colocou a
cidade entre os polos industriais de destaque do Estado de São Paulo. Atualmente,
existem mais de oito mil empresas compondo uma diversidade tecnológica das
plantas industriais da região, que convivem com a carência de profissionais
minimamente qualificados, porém, preocupadas com a responsabilidade corporativa
de integrar práticas ambientais e sociais ao modelo dos seus negócios.
12
Com um orçamento anual de R$ 480 milhões e uma população
superior a 243.000 habitantes (SEADE, 2010), que se encontram geograficamente
distribuídos em seis regiões relativamente isoladas pelos eixos rodoviários e com
características próprias, comportando-se como se fossem cidades, a operação do
SENAI local centralizará suas principais atividades na sede da escola, podendo vir a
descentralizar
com
atividades
customizadas
em
indústrias
e
instituições
conveniadas. Nos primeiros dois anos de atividades em Sumaré, a maior demanda
recaiu nos cursos de conteúdos mais básicos em razão dos poucos, porém, com viés
para alguns produtos em níveis de aperfeiçoamento e especialização no prazo de, no
máximo, um ano. No ano de 2010 passamos a atender o município de Hortolândia,
distante 5 Km de Sumaré, atualmente com aproximadamente 240 mil habitantes e
375 estabelecimentos industriais. Considerando a proximidade com os grandes
centros econômicos e com outras unidades da rede SENAI-SP, o foco da Escola
será destacado para a oferta de produtos com forte chamamento para as atividades
de manutenção eletromecânica.
Sumaré e Hortolândia juntas acolhem uma população de
484.000 habitantes – SEADE 2010 - e fazem parte da Região de Governo de
Campinas, uma das mais desenvolvidas do país. Contribuem com um PIB –
Produto Interno Bruto – de R$ 9.633,09 milhões, produzindo um PIB per capita
médio de R$22.783,06. Somados os PIB’s de Sumaré e Hortolândia, juntos
representam 1,067% do PIB do Estado de São Paulo – SEADE/2010.
Ambas as cidades elaboram produtos industrializados com elevado nível
tecnológico, o que os tornam integrantes das pautas de exportações
brasileiras. Partindo desta evidência, há que se confirmar o papel da indústria
na criação de empregos e na multiplicação e distribuição de renda. Sumaré e
Hortolândia
hospedam
610
plantas
industriais,
sendo
que
estes
estabelecimentos representam 15,2% do total de estabelecimentos destas
cidades e geram 42,00% de todos os empregos formais tendo um rendimento
médio salarial dos empregados de R$ 3.100,00/mês.
13
1.9 Políticas
Mantendo coerência com as políticas do SENAI-SP, emanadas da
Administração Central, a Escola estará atenta às mudanças do ambiente interno e
externo, procurando:
•
Participar continuamente do processo de educação profissional
em consonância com os cenários do mundo do trabalho e da
ética profissional, alinhados aos princípios da gestão da
qualidade;
•
Ampliar as competências dos profissionais da Unidade mediante
intercâmbio e parcerias com empresas e instituições e
implementando plano de capacitação; e,
•
Manter adequado o arranjo físico às necessidades decorrentes
dos cursos, bem como viabilizar a contínua modernização de
seus equipamentos.
1.10 Princípios
O cotidiano das ações e os diferentes papéis profissionais estarão
apoiados em princípios de forma a garantir padrão de desempenho e consolidação
da imagem institucional, tais como:
• Igualdade de condições para o acesso e permanência na
unidade escolar, resguardados os requisitos necessários em
cada curso e/ou treinamento;
• Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte, o saber, a ciência e a tecnologia;
• Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
14
• Respeito e tolerância às etnias e diferenças culturais;
• Valorização
dos
recursos
humanos
com
prioridade
aos
profissionais da educação;
• Coexistência no desenvolvimento de cursos e de programas nas
escolas,
nas
empresas
e
em
instituições
conveniadas,
diretamente relacionadas com o setor industrial;
• Atendimento às demandas de formação profissional nos níveis
básico e técnico, possibilitando, ainda, alternativas diversificadas
de educação continuada bem como Assistência Técnica e
Tecnológica às empresas;
• Gestão democrática da educação profissional, considerando a
legislação e as normas que regem o SENAI;
• Garantia de padrão de qualidade;
• Vinculação entre a educação profissional, o trabalho e as
práticas sociais.
15
2 - Avaliação educacional da escola
A avaliação educacional visa verificar o grau de atendimento ao perfil
de saída do aluno e, ainda tem por objetivo prestar contas da qualidade do ensino ao
público externo e interno, por meio de estudos estatísticos dos resultados dos
desempenhos de alunos e do processo. Esse procedimento será feito internamente
com o monitoramento do rendimento escolar e o acompanhamento da ação docente,
bem como por meio da avaliação de egressos que permite visualizar o atendimento
das expectativas dos alunos e as demandas de mercado.
Avaliações corporativas são realizadas pelo Sistema SENAI, por
meio de instituição externa com garantia dos resultados obtidos.
16
3 - Educação profissional na unidade escolar
A Escola SENAI Celso Charuri de Sumaré concebe a educação
profissional como a educação que permite aos cidadãos ingressar no mercado de
trabalho e/ou se aperfeiçoar e especializar, adquirindo competências técnicas e
comportamentais, para atuar em determinadas áreas, inserindo ao processo valores
como: espírito empreendedor, proatividade, senso crítico, respeito, ética e
criatividade, que os tornem produtivos e que possam contribuir com a melhoria da
qualidade de vida da população.
3.1 Objetivos da Educação Profissional
•
Conduzir as pessoas ao permanente desenvolvimento para a
vida produtiva e para o exercício da cidadania, contribuindo
para o desenvolvimento social e econômico do país;
•
Permitir às pessoas assumirem atividades profissionais, como
empregados ou trabalhadores autônomos, em suas diferentes
formas;
•
Permitir que as pessoas possam adquirir condições de
mobilidade profissional, seja por meio de transferência de
saberes e competências transversais anteriormente adquiridas,
ou por aquisição de novas competências, na perspectiva da
educação continuada.
17
3.2 Características gerais do modelo de educação profissional
Linhas mestras preconizadas:
a) Atualização da oferta de programações à medida que o mercado de
trabalho se altera e adaptação sistemática dos currículos de acordo
com as mudanças tecnológicas;
b) Organização de currículos baseados em competências, por áreas
tecnológicas ou famílias ocupacionais, preferencialmente de forma
modular;
c) Qualificação e requalificação constante de trabalhadores, jovens e
adultos, nos níveis básico e técnico;
d) Itinerário de formação que possibilite percursos construídos pelos
próprios alunos, por gradativa agregação de competências, de acordo
com suas necessidades;
e)
Condição
de
empregabilidade
ao
aluno,
aproveitando
as
oportunidades formais de emprego ou buscando outras maneiras de
trabalho, quando essas oportunidades não se apresentarem;
f) Ampliação da consciência do aluno quanto a seus direitos e
deveres, exercendo plenamente sua cidadania.
3.3 Atuação Educacional
A atuação educacional da unidade se pautará pelo provimento de
formação inicial e continuada de trabalhadores e educação profissional técnica de
nível médio. Além de seus cursos, atuará no desenvolvimento tecnológico, nos
serviços técnicos especializados (serviços laboratoriais, operacionais, assessoria
técnica e informação tecnológica), na elaboração e disseminação de informações,
nos estudos de mercado e eventos técnicos, visando ao aprimoramento do ensino e
da tecnologia educacional da região.
18
3.4 Atuação Administrativa
A atuação administrativa buscará, de forma crescente, a difusão e
consolidação da administração participativa, através do comprometimento de todos
com as metas estabelecidas, os princípios, os objetivos, as políticas e a Missão
Institucional.
3.5 Atuação Financeira
As linhas de ação, voltadas para a atuação financeira, enfatizarão a
otimização dos recursos financeiros disponíveis e a ampliação das receitas
alternativas, em busca da autosustentação e incremento constante dos recursos
existentes. No inicio das operações contamos com a ajuda de várias Empresas
parceiras que supriram as necessidades iniciais para o desenvolvimento das
programações. Já no ano de 2008 começamos a receber por parte da Diretoria
Técnica investimentos que totalizaram R$ 485.461,00 em equipamentos como
Conjuntos didáticos para ensaios de compressores, conjunto de testes e manutenção
de bombas, máquinas de solda multiprocesso, analisador de vibração, torquimetros,
plotter, projetos multimídia, etc. Em 2010 a Administração Central substituiu todas as
máquinas da Oficina de usinagem, adquirindo 16 novos tornos mecânicos, um
Centro de usinagem CNC, um torno CNC , três frasadoras ferramenteiras. Em razão
da forte demanda por cursos na área de soldagem em 2011 iniciamos a primeira
turma de Aprendizagem do Curso de Soldador para a Empresa Rodofort S.A. , em
conseqüência a Escola recebeu investimentos de R$ 383.000,00 para reequipar a
Oficina de solda sendo aprovado também a construção de uma sala de
esmerilhamento.
19
3.6 Gestão de Pessoas
Quanto à gestão de pessoas, a ênfase se dará para a continuidade
do processo de promoção de capacitação do pessoal para as novas competências e
para dar continuidade à capacitação dos docentes, realizada na unidade por técnicos
e especialistas, promovendo a integração e o conhecimento das atividades
desenvolvidas em cada setor. Por essa razão, em alguns momentos do período
letivo, os docentes estarão ausentes para capacitação o que levará a unidade
escolar a realizar temporariamente troca de aulas, porém sem prejuízo ao
cumprimento da grade curricular pré-estabelecida.
20
3.7 Integração de ações
As ações não se sustentam se não estiverem integradas. Por isso,
visando á integração das diferentes ações, processos e atividades, dos vários
setores e das instituições auxiliares, a unidade escolar não medirá esforços para
buscar a integração dos processos e ações desenvolvidas entre os funcionários,
levando-se em conta o comprometimento e o profissionalismo de cada um, com a
criação de um plano multidisciplinar. Este plano será complementado com a
utilização dos procedimentos e instruções de trabalho dos processos desenvolvidos
gradualmente para toda a unidade.
Com base no estatuto, no regimento ou em orientações próprias,
instituições auxiliares como a Associação de Alunos, Ex-alunos, País e Mestres AAPM, o Núcleo de Prevenção de Acidentes e Apoio à Defesa Civil - NPAADC, o
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA desenvolverão suas atividades de
planejamento integrado com o objetivo de contribuir com a formação integral do
aluno e tendo em vista a consolidação da cidadania.
A unidade escolar também oferecerá eventos como palestras e
workshops que serão oferecidos aos alunos sem comprometimento de carga horária
pré-estabelecida em grade curricular e sempre que for pertinente ao curso e à faixa
etária dos educandos.
3.8 Parcerias
Com o intento de bem cumprir com a missão institucional, a Escola
formará indispensáveis parcerias com a FIESP/DEPAR Sumaré e Hortolândia, com o
SESI local, com as indústrias, com os Sindicatos dos diversos setores produtivos da
região e com as Prefeituras dos Municípios de Sumaré e Hortolândia.
21
4 - Gestão educacional
A Equipe Gestora da Escola SENAI “Celso Charuri” conta com os
serviços profissionais do Diretor da Unidade, um Coordenador de Atividades Técnica
e Pedagógica, uma Coordenadora de Administração Escolar, uma Orientadora
Educacional, um Orientador de prática profissional, um Agente de Treinamento, um
Bibliotecário, seis Assistentes de serviços administrativos, um Supervisor de serviços
de manutenção e conservação, um Oficial de manutenção e três Auxiliares de
serviços e conservação. A partir de 2012, a Escola contará também com os serviços
de um Coordenador de Cursos de Formação Inicial e Continuada- FIC. O corpo
docente é formado por dois professores, seis Instrutores de prática profissionais,
cinco Técnicos de Ensino, além dos profissionais Prestadores de Serviços de
Instrutoria contratados.
ORGANOGRAMA DA GESTÃO EDUCACIONAL
DIREÇÃO ESCOLAR
COORDENAÇÃO DE
ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
COORDENAÇÃO
TÉCNICA E PEDAGÓGICA
EQUIPE DE APOIO
Orientação Educacional
Assistentes de Serviços
Administrativos
CORPO DOCENTE
Supervisão de Serviços e
Conservação
Orientação de
Prática Profissional
ALUNO
Biblioteca
Oficial de
Manutenção
Serviços de Vigilância,
Limpeza e Portaria.
Auxiliares de Serviços e
Conservação
TREINAMENTO
e STT
22
5 - Ofertas educacionais da Escola
Inicialmente, a Escola SENAI “Celso Charuri” iniciou suas atividades
com três cursos regulares e gratuitos oferecidos à comunidade juntamente com
Cursos de Qualificação, Aperfeiçoamento e Especialização de formação inicial pagos
pelos alunos ou empresas. À partir de julho de 2010 uma turma de Mecânico de
Usinagem com 1600h foi autorizada para atender a Empresa Honda Automóveis
Ltda. Em 2011 iniciamos uma turma do Curso de Soldador para atender a Empresa
Rodofort S.A do setor metalúrgico em Sumaré, para 2012 está previsto mais uma
turma para a Empresa Amsted_Maxion S.A.
5.1 Cursos de Aprendizagem Industrial
Programação para jovens, encaminhados por empresa, que tenham
no mínimo quatorze anos na data do início do curso e no máximo, idade que lhes
permita concluí-lo antes de completar vinte e quatro anos. Para jovens da
comunidade é necessário ter no mínimo quatorze anos na data do início do curso e
no máximo, idade que lhes permita concluí-lo antes de completar dezoito anos.
Cursos com duração de dois e quatro semestres, perfazendo um
total de 800 ou 1600 horas que visa, além do fornecimento de competências
específicas de cada área, suprir o mercado de trabalho com profissionais
possuidores de características levantadas em pesquisa junto às empresas e
instituições parceiras.
5.1.1 Eletricista de Manutenção
Duração: Quatro semestres e 1600 horas;
Oferta: 64 vagas nos períodos Manhã e Tarde.
23
a) Objetivo
O Curso de Aprendizagem Industrial — Eletricista de Manutenção
tem por objetivo proporcionar aos aprendizes qualificação profissional em princípios
e leis que regem o funcionamento de sistemas eletromecânicos, eletroeletrônicos,
analógicos e digitais de equipamentos e instalações elétricas que — por meio de
instrumentos, ferramentas, procedimentos e métodos — permitem o planejamento,
execução, avaliação e inspeção de redes e circuitos eletroeletrônicos, bem como
manutenções preventivas e corretivas, dentro das normas técnicas e de segurança.
b) Perfil do Eletricista de Manutenção
•
Faz manutenção preventiva e corretiva de redes elétricas em
baixa tensão, de motores elétricos, de transformadores e de
sistemas eletroeletrônicos de máquinas e equipamentos,
mantendo-os em funcionamento de acordo com especificações
definidas
pelo
esquemáticos,
estabelecidos,
fabricante,
observando
utilizando
interpretando
diagramas
procedimentos
ferramentas
e
técnicos
instrumentos
de
medição apropriados e podendo realizar instalações elétricas e
montagem de quadros de distribuição e de comando, atuando
individualmente ou em equipe;
•
Realiza
testes
e
ensaios
em
motores
elétricos,
transformadores, componentes, sistemas eletroeletrônicos de
máquinas e equipamentos, bem como em instalações elétricas,
utilizando
instrumentos
apropriados,
empregando
procedimentos técnicos e de segurança normalizados e
preenchendo relatórios técnicos;
•
Substitui placas de circuitos e componentes em equipamentos,
sistemas eletroeletrônicos e instalações elétricas, obedecendo
24
a
procedimentos
diagramas
estabelecidos,
esquemáticos
e
interpretando
utilizando
leiautes
e
equipamentos
e
instrumentos apropriados;
•
Faz esboços de circuitos eletroeletrônicos obedecendo a
normas e técnicas específicas;
•
Preenche requisições de materiais e relatórios de trabalho.
c) Requisitos de acesso
Os candidatos ao curso devem:
•
Ter concluído o Ensino Fundamental;
•
Ter idade mínima de 14 anos completos e, no máximo, idade
que lhes permita concluir o curso antes de completar 24 anos;
•
Ser aprovados no processo de seleção.
d) Organização curricular
A organização curricular referente ao Curso de Aprendizagem
Industrial Eletricista de Manutenção tem seus componentes curriculares estruturados
a partir de uma base complementar e uma base tecnológica. Estas bases
caracteriza-se pelos componentes curriculares cujos conteúdos programáticos foram
selecionados em função de tecnologias e necessidades do perfil profissional. Esses
componentes objetivam enriquecer o currículo e oferecer apoio ao desenvolvimento
cognitivo, afetivo e psicomotor do aluno, requerido especificamente pela formação
profissional.
Já a base tecnológica refere-se aos conteúdos específicos, teóricos e
práticos, estruturados em forma de componentes curriculares decorrentes do perfil
profissional e organizados de maneira a possibilitar uma formação básica orientada
para a qualificação profissional e para a continuidade de estudos.
25
e) Desenvolvimento Metodológico
É fundamental que o docente reconheça a pertinência do
componente curricular que irá ministrar no curso, principalmente em relação ao seu
objetivo, assim como sua ação, de igual importância, deve se desenvolver tendo em
vista, constantemente, o perfil profissional de conclusão do curso.
No planejamento e execução das aulas expositivas, o docente deve
levar em conta a ligação que o presente assunto tem com os anteriores e os
seguintes, a interdependência entre o componente curricular e os outros, o perfil
profissional de conclusão e a evolução dos alunos, a partir de uma avaliação
contínua. Quando houver demonstrações práticas, o docente deverá considerar os
pré requisitos teóricos já ministrados; garantir que a demonstração tenha ligação
direta com uma atividade real da rotina do profissional; evitar que a demonstração
seja longa, e garantir que todos os alunos reproduzam corretamente a operação,
supervisionando e orientando para corrigir qualquer erro. Nas práticas e ensaios nos
laboratórios ou oficinas, o docente deve planejar o acompanhamento individual das
atividades e a recuperação imediata dos alunos que não apresentaram o rendimento
esperado. O docente deve planejar as estratégias de ensino estabelecendo as
relações entre os conhecimentos, as habilidades e as atitudes, contemplados na
ementa de conteúdos do seu componente curricular, fruto da análise do perfil
profissional estabelecido, centrando suas ações e estratégias no desempenho das
funções que o Eletricista de Manutenção deve desempenhar, privilegiando a busca
de alternativas criativas para a resolução de situações problema.
Além disso, o docente deve utilizar uma metodologia que centra a
ação no sujeito que aprende, assumindo o papel de orientar, monitor e assessor do
trabalho discente, tendo em vista o atendimento às necessidades do mundo do
trabalho, em que cada vez mais são exigidas competências de ordem social e
organizativa, paralelamente ao conhecimento técnico inerente a cada especialização.
26
Quanto ao aluno, aprender a aprender é a capacidade que se espera
dele como profissional que, estando inserido no mercado de trabalho, mantém-se em
constante processo de auto-desenvolvimento como forma de tornar-se cada vez
mais útil e inserido no processo produtivo.
A estrutura curricular deste curso prevê o desenvolvimento dos
componentes curriculares numa sequência tal que conteúdos básicos apreendidos
num componente possam ser transferidos para outros.
Assim, é desejável que os componentes curriculares da base
complementar Matemática Aplicada, Desenho Técnico e Ciências Aplicadas sejam
ministrados antes dos da base tecnológica porque fornecem pré-requisitos
necessários para o aprendizado. Iniciação à Informática, por sua vez, é um
componente curricular que traz conteúdos complementares e, por isso, pode ser
ministrado em qualquer momento do curso. Técnicas de Redação em Língua
Portuguesa pode ter sua carga horária dividida ao longo do curso a fim de que possa
auxiliar os alunos no incremento das habilidades de escrita, necessárias em todo o
curso e na vida profissional. Os componentes curriculares da base tecnológica foram
previstos para serem desenvolvidos numa seqüência lógica. O Curso de
Aprendizagem Industrial - Eletricista de Manutenção requer Eletricidade Geral como
um componente básico. Por isso é recomendável que seja ministrado logo no 1º
semestre do curso. Por outro lado, Operações de Mecânica, no qual se desenvolvem
conteúdos
complementares,
pode
ser
ministrado
a
qualquer
tempo,
preferencialmente no início do curso.
Instalações Elétricas e Análise de Circuitos Elétricos podem ser
ministrados concomitantemente, após Eletricidade Básica ter sido concluído.
Eletrônica Analógica se vale de conteúdos já explorados em Análise de Circuitos
Elétricos. Da mesma forma, Eletrônica Digital é a seqüência lógica da Eletrônica
Analógica.
Máquinas
Elétricas
e
Acionamentos,
assim
como
Comandos
Eletroeletrônicos requerem os conteúdos de Instalações Elétricas. Logo, eles podem
ser ministrados de forma concomitante ou em qualquer ordem.
27
Mais do que apenas a transmissão de conhecimentos técnicos
provenientes de componentes curriculares diferentes, o curso visa a levar os alunos
a integrarem esses conhecimentos com vistas a formar um Eletricista de Manutenção
que atue não só na sua área, mas também nas áreas limítrofes da Mecânica e da
Eletrônica. Isso é obtido a partir de uma base tecnológica sólida, onde se
desenvolvem situações práticas, se utiliza linguagem técnica, se incentiva a
capacidade de pesquisar, o cuidado com os equipamentos e ferramentas, o trabalho
em equipe e o respeito à higiene e segurança no trabalho e, além disso, também
contribui para o perfil abrangente do Eletricista de Manutenção a base complementar
do currículo, responsável por fornecer os conceitos fundamentais e as ferramentas
básicas para a aquisição das competências tecnológicas.
28
5.1.2 Mecânico de Usinagem em máquinas Convencionais
Duração:
Dois semestres e 800 horas;
Oferta: 32 vagas no período da tarde.
a) Objetivo
O Curso de Aprendizagem Industrial — Mecânico de Usinagem em
Máquinas Convencionais tem por objetivo proporcionar aos aprendizes qualificação
profissional em processos de usinagem utilizando máquinas convencionais.
b) Requisitos de acesso
Os candidatos ao curso devem:
•
Ter concluído o Ensino Fundamental;
•
Ter completado14 anos antes do início do curso ou, no máximo,
idade que lhes permita concluir o curso antes de completar 18
anos, para alunos da comunidade ou 24 anos, para alunos
aprendizes (empresas); e,
•
Ser aprovado no processo de seleção.
c) Perfil do Mecânico de Usinagem em Máquinas Convencionais
•
Usina peças em materiais ferrosos e não-ferrosos em oficinas
próprias utilizando máquinas-ferramenta convencionais; monta
conjuntos mecânicos utilizando-se dos processos de ajustagem
nos trabalhos individuais ou em grupo, fazendo o controle de
medidas das peças usinadas, de acordo com normas, padrões
e
especificações
técnicas
do
produto,
observando
a
preservação do meio ambiente, saúde e segurança;
29
•
Estabelece a sequência de usinagem de peças a serem
produzidas, selecionando os equipamentos necessários à
produção de peças em máquinas convencionais;
•
Seleciona ferramentas de corte de acordo com a peça a ser
usinada, alterando parâmetros em razão das condições de
usinagem, consultando manuais e catálogos dos fabricantes e
podendo, quando for o caso, afiar ferramentas de corte
manualmente;
•
Torneia, fresa, retifica e ajusta peças, dando-lhes a forma,
dimensão e grau de acabamento de superfícies estabelecidas
em projeto, consultando catálogos e publicações técnicas;
•
Faz o controle de dimensões, forma, posição e grau de
acabamento de peças empregando instrumentos de medição
direta e indireta;
•
Interpreta desenhos técnicos de peças e conjuntos mecânicos,
elaborando também croqui, quando for o caso;
•
Realiza atividades de manutenção da máquina utilizada por ele,
considerando os aspectos mecânicos, hidráulicos, pneumáticos
e elétricos, bem como os princípios de segurança no trabalho;
•
Elabora cálculos elementares necessários a usinagem ou ao
controle de peças observando a qualidade do produto final.
d) Organização curricular
O Curso de Aprendizagem Industrial — Mecânico de Usinagem em
Máquinas Convencionais tem seus componentes curriculares estruturados a partir de
uma base tecnológica, que se refere aos conteúdos específicos, teóricos e práticos,
estruturados em forma de componentes curriculares decorrentes do perfil profissional
e organizados de maneira a possibilitar uma formação básica orientada para a
qualificação profissional e para a continuidade de estudos.
30
e) Desenvolvimento Metodológico
É fundamental que a ação docente se desenvolva tendo em vista,
constantemente, o perfil profissional de conclusão do curso, centrando suas ações e
estratégias no desempenho das funções que o Mecânico de Usinagem em Máquinas
Convencionais deve apresentar e que o docente reconheça a pertinência do
componente curricular que irá ministrar no curso, principalmente em relação ao seu
objetivo.
O docente deve planejar as estratégias de ensino estabelecendo as
relações entre os conhecimentos, as habilidades e as atitudes, contemplados na
ementa de conteúdos do seu componente curricular, fruto da análise do perfil
profissional estabelecido. Diante das formas contemporâneas de ensino e
aprendizagem, espera-se do docente o emprego de métodos, técnicas e estratégias
de ensino que levem o aluno a mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes no
desenvolvimento de atividades relativas do dia-a-dia do Mecânico de Usinagem em
Máquinas Convencionais, privilegiando a busca de alternativas para a resolução de
problemas apresentados.
Além disso, o docente deve utilizar uma metodologia que centra a
ação no sujeito que aprende, assumindo o papel de orientação, monitoramento e
assessoramento do trabalho discente, tendo em vista o atendimento às
necessidades do mundo do trabalho, em que cada vez mais são exigidas
competências de ordem social e organizativa, paralelamente ao conhecimento
técnico inerente a cada especialização.
Quanto ao aluno, aprender a aprender é a capacidade que se espera
dele como profissional que, estando inserido no mercado de trabalho, mantém-se em
constante processo de autodesenvolvimento como forma de tornar-se cada vez mais
útil e inserido no processo produtivo.
Ainda cabe ressaltar que a estrutura curricular deste curso prevê o
desenvolvimento dos componentes curriculares da base tecnológica numa sequência
tal que conteúdos básicos apreendidos num componente possam ser transferidos
para outros.
31
Assim, o componente Eletricidade Básica, já que sua contribuição é
com relação à Manutenção Produtiva Total (TPM), pode ser ministrado em qualquer
momento do curso. Os componentes curriculares Pneumática e Hidráulica, também
relacionados à TPM, podem ser ministrados em qualquer momento ao longo do
curso, mas, já que Pneumática traz alguns conteúdos que são pré-requisitos para
Hidráulica, é desejável que seja ministrado antes deste ou, concomitante, mas com
especial atenção ao cronograma de desenvolvimento dos conteúdos de ambos.
Tecnologia Mecânica e Leitura e Interpretação de Desenho são requisitos para
Prática Profissional. Mesmo assim, Prática Profissional pode ser concomitante
àqueles, desde que se garanta que os conteúdos teóricos sejam ministrados antes
das respectivas práticas. Iniciação à Informática é um componente curricular que traz
conteúdos complementares e, por isso, pode ser ministrado em qualquer momento
do curso.
Além da transmissão de conhecimentos técnicos referentes às
máquinas convencionais de usinagem e seus processos, o curso visa levar os alunos
a integrar os conhecimentos de eletricidade, pneumática, hidráulica, mecânica e
instrumentalizá-los com base em informática. Isto objetiva o desenvolvimento das
competências de Manutenção Produtiva Total (TPM), essenciais no ambiente
profissional. Desenvolve-se assim, uma base tecnológica sólida aliada ao
desenvolvimento de situações práticas, acrescidas do uso de linguagem técnica,
como base para a comunicação entre colegas e demais profissionais da área, da
capacidade de pesquisar, do cuidado com os equipamentos e ferramentas, de
trabalho em equipe e respeito à higiene e segurança no trabalho.
32
5.1.3 - Outros programas especiais de Aprendizagem Industrial
a) Curso de Assistente Administrativo – 800 h - convênio firmado entre o SENAISP e a Prefeitura municipal de Sumaré – Entidade Casa Brasil. Total de 16 alunos no
período da manhã.
b) Mecânico de Usinagem – 1600h (4 semestres) - Turma especial para a Empresa
Honda Automóveis Ltda. Total de 32 alunos no período da manhã.
c) Soldador – 800h – Turmas especiais para as Empresas Rodofort S.A. e Amsted
Maxion sendo 16 alunos por período, totalizando 32 alunos.
5.2.1 Técnico em Eletromecânica
a) Objetivos
O Curso Técnico em Eletromecânica tem por objetivo habilitar
profissionais para planejar, controlar e realizar ações relativas à manutenção
eletromecânica, seguindo normas técnicas, ambientais, da qualidade e de segurança
e saúde no trabalho.
b) Requisitos de acesso
A inscrição e a matrícula no Curso Técnico de Eletromecânica estão
abertas a candidatos que comprovem estar cursando o ensino médio ou tê-lo
concluído.
Dependendo
das
circunstâncias,
outros
requisitos
como
idade,
experiência e aprovação em processo seletivo poderão também ser exigidos.
c) Perfil de conclusão do técnico em Eletromecânica
São apresentados a seguir os perfis profissionais do técnico e da
qualificação profissional técnica de nível médio.
Área Profissional: Indústria
Segmento Tecnológico: Mecânica
Habilitação Profissional: Técnico em Eletromecânica
Nível de Educação Profissional: Técnico
33
O itinerário de formação do Técnico em Eletromecânica inclui a
seguinte qualificação profissional técnica de nível médio, identificável no mercado de
trabalho:
•
Mantenedor de Sistemas Eletromecânicos.
d) Competências Profissionais
Competência Geral:
Planejar, controlar e realizar ações relativas à manutenção
eletromecânica, seguindo normas técnicas, ambientais, da qualidade e de segurança
e saúde no trabalho.
Relação das Unidades de Competências:
Unidade de Competência 1: Planejar ações relativas a manutenção
eletromecânica, seguindo normas técnicas, ambientais, da qualidade e de segurança
e saúde no trabalho.
Unidade de Competência 2: Controlar ações relativas a manutenção
eletromecânica, seguindo normas técnicas, ambientais, da qualidade e de segurança
e saúde no trabalho.
Unidade de Competência 3: Realizar ações relativas a manutenção
eletromecânica, seguindo normas técnicas, ambientais, da qualidade e de segurança
e saúde no trabalho.
A seguir estão relacionados os Elementos de Competências que
determinarão os Padrões de Desempenho esperados para os profissionais
formados:
•
Elaborar planos de manutenção;
•
Dimensionar recursos;
34
•
Programar paradas de máquinas;
•
Estimar custos da manutenção;
•
Avaliar as condições do local de trabalho;
•
Verificar o cumprimento do plano de manutenção;
•
Propor ações de melhoria nas atividades da manutenção;
•
Inspecionar o funcionamento de máquinas e equipamentos;
•
Preparar máquinas e equipamentos para manutenção;
•
Reparar
sistemas
eletromecânicos
em
máquinas
e
equipamentos;
•
Liberar máquinas e equipamentos.
e) Métodos e técnicas de Manutenção
•
Técnicas
de
Leitura
e
Interpretação
de
Desenhos
Eletromecânicos;
•
Informática;
•
Métodos e técnicas de Manutenção;
•
Aplicação de normas de Higiene e Segurança no Trabalho;
•
Gestão da Qualidade;
•
Gestão Ambiental;
•
Técnicas de gestão de pessoas;
•
Método de detecção de falhas;
•
Análise de vibração;
•
Termografia.
f) Condições de Trabalho
•
Ambientes de fábrica, laboratórios e escritórios;
•
Trabalho sob pressão;
•
Utilização de máquinas, ferramentas e equipamentos com
diferentes graus de periculosidade e insalubridade;
•
Disponibilidade de horário para trabalho em turnos e viagens;
•
Uso de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva;
•
Ambientes com ruído, umidade, variações térmicas e partículas
em suspensão;
•
Condições ergonômicas variáveis;
35
•
Trabalhos com situações-problema.
G) Estágio Supervisionado
•
Representa a complementação curricular, onde o aluno
poderá cumprir um mínimo de 400 horas de estágio supervisionado e
poderá fazê-lo a partir do primeiro semestre do curso, de acordo com
o Regulamento de estágio do Aluno.
ƒ
Conforme resolução RE nº. 13/2011, de 17 de agosto de 2011, o
estágio supervisionado passa a ser voluntário para os alunos dos
cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio, oferecidos
pela rede de escolas do Departamento Regional do Senai de São
Paulo. Os alunos que optarem por não fazer o estágio deverão ter a
conclusão do curso registrada no término da fase escolar, ficando,
nesse momento, impedidos de reverter a opção. Os alunos que
optarem por fazer o estágio deverão concluí-lo preferencialmente de
forma concomitante a fase escolar, ou encerrando-o em até 18
(dezoito) meses após o término da fase escolar. Após esse período
terão a conclusão do curso registrada, sendo o estágio imediatamente
cessado, com ou sem aproveitamento.
36
5.3 Formação inicial e continuada de trabalhadores
Aproveitando os recursos instalados de acordo com a planta
educacional da escola ofereceremos à comunidade cursos em diversos segmentos
profissionais para pessoas com idade acima de 14 anos no período diurno e a partir
de 16 anos no período noturno. Qualifica tecnicamente profissionais, em nível básico,
preparando-os para o mercado de trabalho sob supervisão de um responsável. São
programas de Qualificação, Aperfeiçoamento e Especialização, presenciais de curta
duração e com terminalidade, e que após o término de cada curso, a Escola
fornecerá ao aluno certificado de conclusão, desde que tenha obtido aproveitamento
igual ou superior a 50, numa escala de 0 a 100 e frequência igual ou superior a 75%
das aulas dadas. Esses cursos poderão ter gratuidade ou serem custeados pelos
alunos ou empresas.
Áreas de atuação: Metalmecânica; Eletroeletrônica; Manutenção, Automação,
Segurança do trabalho e Informática.
Alguns seguimentos de áreas contemplados:
Usinagem convencional
Manutenção eletroeletrônica
Controle de Qualidade
Administração
Usinagem a CNC
Informática
Desenho Mecânico
Movimentação de cargas
Automação Industrial
Soldagem Industrial
Manutenção Industrial
Segurança do trabalho
Construção civil
Logística
37
5.4 Serviços Técnicos e Tecnológicos (STT)
São ações destinadas à criação e/ou melhoria de processos e
produtos ou ao desenvolvimento de conhecimentos e informações sobre os mesmos,
bem como à certificação de produtos, processos e pessoas. Nesta unidade serão
ofertados os seguintes serviços com apresentação somente de relatórios.
Serviços Técnicos Especializados:
• Serviços laboratoriais (dimensional, dureza, rugosidade
superficial, descontinuidade, viscosidade, alinhamento e vibração);
• Inspeção (avaliação da conformidade pela observação de
julgamento acompanhados, conforme apropriado, por medições,
ensaios ou uso de calibres);
• Operacionais (usinagem de peças, manutenção de máquinas e
equipamentos, soldas especiais).
• Assessoria Técnica e Tecnológica
Atividade voltadas para a implementação de solução de problemas
em empresas e instituições, visando à melhoria de sua qualidade e
produtividade.
• Informação Tecnológica
Atividade que engloba capitação, tratamento e disseminação de
conhecimento relacionado com serviços de manutenção industrial.
38
6 - Ações na área educacional
6.1 Atuação no mercado de trabalho
A afinidade entre as ações de educação profissional e as carências
de mercado de trabalho sugere um melhor aproveitamento dos recursos e a garantia
da inserção dos egressos, realimentando a importância da educação profissional e,
por decorrência, aumento da produtividade e competitividade das empresas.
Objetivando melhorar a sintonia entre a Escola e o mercado, a
Unidade se propõe a realizar constantes eventos que possibilitem a troca de
informação técnica e tecnológica entre empresa e Escola, abrindo suas portas para a
presença de empresários e trabalhadores de diversos setores. Agir em parcerias
com empresas fornecedoras de materiais, máquinas e equipamentos, para a difusão
das novas tecnologias, interna e externamente também faz parte dessa melhoria.
6.2 Definição de Objetivos
Os cursos regulares da Escola, tanto do nível básico quanto do nível
técnico, têm como finalidade proporcionar ao aluno a formação necessária ao seu
pleno desenvolvimento e aquisição de competências para o trabalho com o escopo
de garantir-lhe a empregabilidade e/ou a laborabilidade, tendo em vista o perfil
profissional desejado.
6.3 Definição de Competências
Serão previstas, no processo de ensino-aprendizagem, qualidades
pessoais desejadas, tendo em vista o perfil profissional traçado. Dentre elas,
destaca-se:
39
•
Organização e execução do trabalho;
•
Comunicação interpessoal;
•
Auto-desenvolvimento;
•
Autonomia e responsabilidade;
•
Resistência à pressão.
Além dessas, deverão ser eleitas outras competências relativas à
gestão da qualidade à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à cidadania,
aproveitando inicialmente os problemas levantados nos temas transversais. Essa
transversalidade será promovida desenvolvendo temas de grande importância aos
discentes, como os selecionados a seguir:
•
Preservação da vida versus drogas;
•
Melhorando a qualidade de vida;
•
Segurança no trabalho;
•
Trabalho e ética profissional;
•
Qualidade de vida e preservação ambiental;
•
Conceitos básicos da qualidade.
6.4 Possibilidades de Aproveitamento de Estudos
O aproveitamento de estudos realizados anteriormente poderá ser
efetuado mediante pedido por meio de requerimento e de Certificado/Histórico
Escolar dirigido ao Diretor da Escola. Este, por sua vez, constitui comissão especial
composta pelos responsáveis pela coordenação pedagógica e técnica e por
docentes das disciplinas a serem analisadas. A comissão procede a análise do
pedido e caso verifique a possibilidade de concessão da dispensa total ou parcial,
lavra ata para fins de registro escolar e, após deferimento ou não feito pelo Diretor,
todo o processo é encaminhado à Secretaria da Escola.
40
6.5 Implementação do Planejamento de Ensino
O planejamento de ensino será de competência dos docentes que
levarão em consideração o perfil profissional a ser alcançado, a organização
curricular e a metodologia preconizada para cada curso em cada um dos conteúdos
necessários. Esse planejamento será realizado em duas etapas distintas, mas
complementares: planejamento de ensino do Componente Curricular e planejamento
de ensino integrado do curso.
Ao planejar, o docente deverá orientar-se pelos preceitos existentes
nas Diretrizes de Planejamento de Ensino e Avaliação do Rendimento Escolar PEARE. Já a organização curricular dos cursos, constituída por etapas progressivas
e integradas, consubstanciar-se-á num itinerário de níveis cada vez mais elevados
de competência para o trabalho, possibilitando:
•
Um contínuo processo de qualificação, especialização e
aperfeiçoamento profissional;
•
Atendimento às necessidades do mundo do trabalho;
•
Desenvolvimento de uma formação permanente, capaz de
oferecer diversas e reiteradas oportunidades de realização individual e
coletiva.
Os currículos de cada curso são estruturados com observância da
legislação, das normas e das diretrizes em vigor. As matérias que os compõem
obedecerão às condições necessárias ao seu relacionamento, ordenação e
sequência. Eles são integrados por mínimos profissionalizantes que contemplam
conhecimentos indispensáveis de acordo com o perfil profissional e com as
capacidades e competências requeridas pelo mercado de trabalho. Os quadros de
organização curricular e os itinerários de formação profissional integram esta
proposta no Anexo 1.
Os conteúdos, visando à aquisição de competências necessárias ao
exercício profissional, são elaborados em função dos objetivos do curso, da análise
ocupacional e das normas vigentes. A permanente sintonia com o mercado de
41
trabalho, obtida através da pesquisa de atualização junto às empresas, permitirá
manter os conteúdos permanentemente atualizados.
6.6 Rendimento Escolar
A verificação do rendimento escolar, parte integrante da avaliação da
aprendizagem será considerada como análise contínua do desempenho do
educando, nos vários aspectos dos processos de ensino e de aprendizagem, sendo
realizada:
•
Mediante o emprego de instrumentos e técnicas diversificados,
de conformidade com a natureza das competências propostas para a
educação profissional;
•
Com preponderância dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos;
•
Como subsídio de decisões sobre o prosseguimento de estudos
e certificação de terminalidade de módulo e de curso;
•
Traduzindo as competências em notas, por componente
curricular, sendo o resultado de verificações realizadas durante o
processo e ao seu final;
•
Traduzindo as notas numa escala de 0 a 100 e refletindo o
alcance das competências definidas para o perfil profissional;
•
Levando em consideração a frequência mínima de 75% do total
de horas-aula de cada componente curricular e sendo exigida a nota
final (das avaliações do período letivo) de no mínimo 50 para
prosseguimento de estudos ou conclusão.
A interpretação do domínio das competências será feita por
componente curricular e por meio de pelo menos duas diferentes formas de
avaliação (escrita, oral, prática, pesquisa, peça prova, etc.) de forma a assegurar o
desenvolvimento de atitudes de auto avaliação e a integração nas discussões dos
resultados entre docente e educando. Para conclusão de módulo e/ou curso, o aluno
deverá demonstrar domínio de competências em todos os componentes curriculares
correspondentes.
42
6.7 Compensação de Ausências
O aluno, para ser aprovado, deverá apresentar frequência mínima de
75% do total de hora-aula de cada Componente Curricular. A compensação de
ausências
poderá
ser
feita,
desde
que
devidamente
justificada
mediante
apresentação de documento comprobatório, em horários diferentes das atividades
normais do aluno, sob assistência do docente, com cronograma pré-estabelecido
entre as partes e com estratégias definidas pelo docente.
Para que sejam resguardados o bom aproveitamento dos estudos e
a busca do perfil profissional, o aluno que ultrapassar o limite de 25% de faltas, por
componente
curricular,
deverá
entrar
necessariamente
em
processo
de
compensação de ausências. Esta compensação será realizada durante o período
letivo, formalizada e registrada em documento próprio com ciência do interessado e
de seu responsável legal, quando menor de idade.
A Escola desenvolverá o processo de recuperação e compensação
de ausências sempre que houver viabilidade de tempo, devendo ocorrer no final do
período letivo. O aluno que não cumprir a carga horária mínima por motivos
particulares, mesmo a Escola disponibilizando horário e docente para a
compensação das aulas durante a vigência do período letivo, estará retido.
6.8 Avaliação e Promoção
Ao final de cada período de avaliação, previsto no Calendário
Escolar, as notas relativas aos vários componentes curriculares serão sintetizadas
numa única nota síntese (NS) que representará, em cada Componente Curricular, o
desempenho do aluno no período avaliado. Encerrado o período letivo, a escola
procederá ao cálculo das notas sínteses dos períodos de avaliação, gerando assim,
uma única nota final (NF), a exemplo da seguinte fórmula:
NF= 1ª NS + 2ª NS
2
U
43
Para sua promoção, o educando deverá obter, ao final do período
letivo em cada componente curricular, ou módulo, nota final igual ou superior a 50 e
frequência mínima de 75 % do total de horas-aula.
6.9 Recuperação de Estudos
Toda vez que o aluno não atingir a nota síntese mínima de 50, numa
escala de 0 a 100, ele entrará em processo de recuperação de estudos. Essa
recuperação, como parte integrante do processo de construção do conhecimento,
deverá ser entendida como orientação e reorientação contínua de estudos e criação,
sempre que possível, de novas e desafiadoras situações de aprendizagem.
Na ocorrência de necessidade de recuperação do aluno, após o
encerramento do componente curricular, tal fato deverá ser formalizado, e registrado
em documento próprio, com ciência do interessado e de seu responsável legal,
quando menor de idade, com cronograma, estratégias e prazos estabelecidos pelo
docente.
6.10 Conselho de Classe
O Conselho de Classe composto pelos docentes de cada termo, pela
Coordenação Técnica e Pedagógica, pelo Orientador de Práticas Profissionais e pelo
Orientador Educacional, deverá apoiar as ações de avaliação da aprendizagem
realizadas na Escola ao longo e ao final do período letivo participando de decisões
para a melhoria do desempenho do educando e também aprofundando análises com
a finalidade de decidir sobre compensações de ausências, recuperação de estudos,
promoção ou retenção.
As
reuniões
do
Conselho
de
Classe
serão
realizadas
preferencialmente ao final de cada período de avaliação e registradas em ata própria.
44
6.11 Divulgação dos Resultados de Avaliação
A
divulgação
dos
resultados
de
avaliação
será
realizada
continuamente, sendo apresentada ao educando pelo próprio docente. Ao final do
primeiro período de avaliação, estabelecido no calendário escolar, a apresentação
será também aos responsáveis, em caso de menor de idade, com registro em
documento próprio, para ciência.
6.12 Sanções às Faltas Disciplinares
O SENAI - uma organização com 70 anos de atividades relacionadas
à formação do jovem aprendiz e de profissionais preparados para o mercado de
trabalho - considera a disciplina como parte integrante do processo ensinoaprendizagem. Sem ela, há o comprometimento da realização do trabalho do
docente e também dos educandos. No entanto, acreditamos que ela advém de um
comportamento construído por meio de contínuo diálogo que possibilite permanente
negociação entre as partes envolvidas nesse processo.
Ações preventivas, como reuniões com pais e alunos, palestras com
pessoas
especializadas
em
comportamento
de
jovens,
entre
outras,
são
procedimentos adotados pela unidade escolar a fim de possibilitar a orientação
adequada de educandos e de seus familiares para que o alcance dos objetivos
propostos seja sempre realizado. Havendo, entretanto, falta disciplinar, e tendo-se
esgotados os recursos preventivos, a Escola tomará as seguintes providências:
• Advertência verbal ou escrita, de acordo com a gravidade;
• Comunicação verbal e/ou escrita aos pais, para que conheçam e
cooperem na orientação ao aluno;
• Parecer da equipe de apoio técnico-pedagógico para análise de
casos considerados de natureza grave, que poderá acarretar em
45
penalidades mais severas, como a de suspensão temporária das
aulas ou desligamento da unidade escolar.
6.13 Avaliação do Desempenho na Área Educacional
A avaliação do desempenho da Escola implicará na coleta e análise
de dados referentes:
•
Aos planos (escolar, estratégico, de metas, de ensino,
integrados de cursos setoriais e de negócio);
•
Ao material didático impresso dos componentes curriculares;
•
À avaliação de reação do cliente;
•
Ao resultado do desempenho dos alunos, considerando:
- aproveitamento,
- assiduidade,
- pontualidade;
•
Ao resultado do aprimoramento dos recursos humanos com a
aquisição de novas competências através de cursos/treinamentos;
•
Ao resultado do acompanhamento da ação docente;
•
Ao resultado das avaliações educacionais da Instituição (peça-
prova,
Olimpíada
do
Conhecimento,
Programa
de
Avaliação
Educacional do SENAI-SP - PROVEI).
6.14 Orientação ao aluno
Todos os alunos matriculados devem receber no acolhimento,
orientações contidas no Manual do Aluno.
46
7 - Perspectivas e prognósticos
A implementação desta Proposta Pedagógica sugere uma evolução
crescente e contínua dos processos e produtos oferecidos considerando-se o papel
estratégico da Unidade em relação as suas áreas de atuação. Assim, ao longo de
sua implementação, espera-se:
•
Ampliar o atendimento às empresas com oferta de cursos
flexíveis de maior valor agregado e menor prazo de execução de
maneira a responder prontamente às necessidades do mercado;
•
Gerar e disseminar informações tecnológicas;
•
Ampliar a inserção dos concluintes do SENAI no mercado de
trabalho, sistematizando o encaminhamento às empresas;
•
Buscar continuamente a otimização dos recursos técnicos e
humanos de maneira a melhor aproveitá-los, ampliando o atendimento
à comunidade e a sustentabilidade da Unidade escolar.
•
De acordo com o Decreto Lei n° 6.635/2008, até o ano de 2014,
o SENAI deverá utilizar dois terços de sua receita líquida da
Contribuição Compulsória para vagas gratuitas em cursos e
programas de educação profissional.
•
Conforme o artigo 69 do mesmo Decreto Lei fica estabelecido
carga horária mínima de 160 horas para os Cursos de Educação
Profissional destinados a Formação Inicial.
•
Os cursos e programas de formação continuada não estão
sujeitos a carga horária mínima de 160 horas, tendo como requisito
para ingresso comprovação de formação inicial ou avaliação ou
reconhecimento
de
competências
para
aproveitamento
em
prosseguimento de estudos.
47
8 - Práticas escolares
•
Participação em atividades sociais da indústria;
•
Visita à empresas;
•
Visitas à feiras;
•
Open house;
•
Palestras para alunos e pais de alunos sobre temas ligados a
adolescência e a família.
•
Acompanhamento do aprendiz nas empresas;
•
Acompanhamento das atividades de estágio dos alunos do
Curso Técnico;
•
Incentivo à participação da comunidade e alunos nas reuniões
da AAPM e NPAADC;
•
Participação efetiva nos eventos corporativos como: Olimpíada
do Conhecimento, Casa Aberta, Copa SENAI, Nataltec e INOVA
SENAI.
48
9 - Referências
BRASIL. Ministério da Educação – Conselho Nacional de Educação – CNE . Parecer nº 16CNE-CEB. Brasília: MEC, 1999.
SÃO PAULO. Governo do Estado. DOE nº 188. Regimento Comum das Unidades
Escolares SENAI. Parecer nº 528/1998.
SENAI/SP. Diretoria Técnica. Proposta Educacional do SENAI-SP. Diretoria Técnica, 2002.
__________. __________. Resolução 40 de 2000. São Paulo: SENAI/SP, 2002.
SEADE. Disponível em www.seade.gov.br,. Acesso em Dezembro 2009.
HU
UH
Brasil. IBGE. Disponível em www.ibge.gov.br . Acesso em Dezembro de 2009.
HU
UH
49
CONTROLE DE REVISÕES
Ano
Versão
Natureza da alteração
Responsabilidade
2007
v.1
Revisão de datas, inserção de eventos calendário escolar.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
2008
v.2
Não houve alterações.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
2009
v.3
Inserção da oferta FIC de acordo com as novas diretrizes GED.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
2010
v.4
Mudança de nomenclatura do Curso Técnico.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
Pg. 10 – Inserção do termo “igualdade de condições para o
acesso e permanência na escola de jovens, adultos, idosos e
pessoas com deficiências físicas”.
Pg. 11 - Inserção da expressão “Permitir jovens e adultos
(inclusive acima de 45 anos) e PCDs, a aquisição de condições
de acesso ao mercado de trabalho”;
Pg. 12 - Autorização da DITEC para início de estudos de
ampliação da infra-estrutura da Unidade Educacional.
2011
v.5
Pg 13 – Atualização de dados estatísticos.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
Pg. 19 – Atuação Financeira: Registro dos novos investimentos
feitos na Unidade.
Pg 34 Inserção do item - Outros programas especiais de
Aprendizagem Industrial.
Pg. 36 – Nova redação para o item 5.2 sobre Estágio
Supervisionado.
Pg. 43 – Alteração da redação do parágrafo referente à
compensação de ausências – retirado o limite máximo de 30%
para a compensação.
Pág. 06 – Nova “Política de Gestão do SENAI-SP, da Qualidade
e meio Ambiente e de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação”.
2012
V6
Pág. 12 – Atualização da tabela 1.7- Principais fatos históricos.
Coordenação de Atividades
Técnicas e Pedagógicas
Pág. 13 – Atualização de dados econômicos.
Pág. 48 – Atualização do item 8 – Práticas escolares.
50
Escola SENAI “Celso Charuri”.
Avenida Rebouças, 3965 - Jardim São Carlos- Sumaré/SP.
(19) 38837328 / www.sp.senai.br/sumare
[email protected]
Twitter - @SENAISUMARE
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Proposta Pedagógica 2011/2012